Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não
passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.
[Música] Olá, bom dia. Seja muito bem-vindo ao estúdio Câmara desta segunda-feira. Hoje é 19 de maio e nós vamos abordar um tema que direta ou indiretamente toca a todos nós. Como superar o medo de envelhecer, né? Em uma sociedade que valoriza excessivamente a juventude. O envelhecimento muitas vezes é visto como receio e até preconceito. Mas será que precisa ser assim mesmo? Hoje nós vamos refletir sobre isso e para essa reflexão já estamos recebendo nos estúdios aqui do nosso estúdio Câmara a Cristiane Reda e também a Ana Paula Agnelo. São psicólogas que vão nos ajudar a entender como é que a gente lida com envelhecimento. E você aí de casa, tem alguma dúvida ou gostaria de compartilhar a sua experiência? Então manda pra gente a sua mensagem. WhatsApp está na sua tela 19978293776. A sua participação é muito importante pra gente. E antes da gente mergulhar nesse tema principal, a gente aborda algumas notícias aqui da cidade de Campinas. Olha, hoje tem eh reunião ordinária no plenário do legislativo campineiro. Você pode acompanhar, tá bom? Então você já sabe, né? tem reunião na Câmara de Campinas, tem votações e hoje, eh, entre as votações está a discussão e votação do projeto de lei complementar do executivo, que propõe a criação de 500 cargos públicos de provimento efetivo de agente de educação infantil. A medida pretende reforçar o quadro da Secretaria Municipal de Educação diante da ampliação da jornada escolar nas unidades da rede municipal. De acordo com a justificativa do projeto, os novos cargos são necessários para atender a crescente demanda dos centros de educação infantil que funcionam em período integral. O texto destaca ainda que os cargos de monitor infanto juvenil estão sendo extintos gradualmente e que as atribuições desses profissionais são equivalentes às de agente de educação infantil, o que justifica, claro, a ampliação desse último cargo. A proposta também considera a necessidade de reforçar o atendimento educacional no ensino fundamental, sobretudo após os impactos pedagógicos da pandemia da COVID-19. Segundo a prefeitura, o reordenamento eh curricular e as determinações da vara da infância e da juventude para ampliação de matrículas reforçam a urgência da medida. Além disso, o projeto está alinhado ao planejamento da construção de novas escolas municipais que devem atender aí aproximadamente 3.000 novas vagas, né? A criação dos cargos está prevista em lei, é a lei 12.985 1985 de 2007, que trata do plano de cargos, carreiras de vencimento dos servidores públicos municipais. Conforme determina a legislação, os novos postos só poderão ser preenchidos por meio de concurso público, de provas ou de provas de títulos. A reunião ordinária será aberta às 18 horas hoje no plenário do legislativo com entrada pela Avenida Engenheiro Roberto Mange 66 no bairro Ponte Preta. Você pode participar ao vivo lá no plenário e se você não puder comparecer a Câmara, você pode assistir, tá? Assistir aqui pela TV Câmara Campinas 11.3, canal 4 da NET, 9 da Vivofibra. também tem a transmissão simultânea no canal da TV Câmara Campinas no YouTube. Muito importante a sua participação. E olha só o que é muito importante também, o prazo para você regularizar o título de eleitor termina hoje. Isso mesmo. que não justificaram a ausência nas urnas nos últimos três turnos eleitorais e não pagaram multas, devem procurar a justiça eleitoral por meio dos sites dos tribunais regionais ou do tribunal superior da justiça, tá? Após pagar os débitos existentes e justificar as ausências, o que pode ser feito também pelo aplicativo e título ou presencialmente em um cartório eleitoral, a situação do eleitor estará regularizada. O registro de quitação do débito ocorre automaticamente após a baixa do pagamento. E caso a pessoa declare a impossibilidade de pagamento, o juiz do cartório pode dispensar a multa. Segundo o TSE, cerca de 5 milhões de pessoas podem ter o título cancelado, né? Então, se não houver a regularização, já sabe, o eleitor fica impedido de se candidatar a cargos públicos, de participar de concursos, de receber aí remunerações públicas também, eh, de realizar ações de quitação do serviço militar ou de imposto de renda e de obter passaporte ou nova carteira de identidade, tá? O cancelamento do título não abrange eleitores menores de 18 anos ou pessoas com mais de 70 anos não alfabetizados e cidadãos que comprovem deficiência que impeça por motivos de dificuldade a ida às urnas. Tá bom? Então já sabe, vamos lá. Regularização do título de eleitor porque é muito importante. Previsão do tempo para hoje. Segundamos segunda-feira, início de semana. A previsão do tempo em Campinas indica sol com muitas nuvens durante o dia e períodos de céu nublado. À noite o céu também deve ficar com poucas nuvens e as temperaturas é variam, né? Hoje bem cedinho aí 15º, depois subiu rapidão e a máxima para hoje é 27º de acordo com o climato. Bom, notícias atualizadas, previsão do tempo também. E agora nós vamos ao nosso tema central. como superar o medo de envelhecer. E para enriquecer a nossa conversa, nós temos o prazer de receber duas especialistas, né, que dedicam suas carreiras a compreender e transformar a forma como a gente encara a vida. E hoje nós estamos falando de envelhecimento, então a gente dá aquele bom dia especial a Cristiane Reda, ela que é psicóloga, analítica, junguiana e defensora do envelhecimento livre. Que legal! Seja muito bem-vinda, Cris. Bom dia. Bom dia, Rúbia. É um prazer tá aqui, né, aproveitando essa oportunidade de falar sobre esse tema tão relevante, né? Então, envelhecer, né? Envelhecimento, maturidade, autoestima, que são fases da vida, né? Na verdade, a gente envelhece desde o dia que nasce, né? a gente começa a envelhecer desde o dia em que a gente nasce. Então, eh, é importante que nós atualizemos esse assunto aqui, né, para, eh, levar essa relevância, né, de como se cuidar, de como encarar as fases da vida. Então, isso é muito importante. Obrigada. Muito bem, Cris. Obrigada, viu? Eu falo, Cris, que a gente já bateu um papo legal aqui, né, antes do programa. antes de entrarmos ao vivo, né? E a Cris também já bateu um papo com a nossa parceira de programa de hoje, que também é psicóloga, é a Ana Paula Agnelo. Ela é Agnelo, né? Especialista em teoria psicanalítica. Prazer te receber, Ana. Bom dia. Obrigada pela sua participação. Bom dia, Rúbia. Prazer. Eh, é um prazer estar aqui para falar desse tema, como a Cris falou, tão importante, né? tendo em vista ainda mais que a a população está envelhecendo cada vez mais, né? Então, eh é importante a gente falar disso e refletir sobre esse envelhecimento na sociedade de hoje, né? Como é envelhecer hoje e como a gente faz para envelhecer bem, né? Envelhecer bem, né? É um ponto muito importante. Eh, por que que o envelhecimento ainda é encarado com tanto medo, com tanta ansiedade pela sociedade, né? Quais os comportamentos sociais ou individuais que reforçam a veliofobia? Interessante observar, gente, como os fatores culturais e sociais influenciam na nossa percepção sobre o envelhecimento, né? Eu pergunto paraa Cris, o que significa na prática lutar contra o medo de envelhecer? crise. Você que trabalha com isso, né, que e e eu acredito que tem aí exemplos de pessoas que lutam, que têm esse medo. Esse medo acontece quando? Ele chega a que momento na nossa vida? Uhum. Olha, lutar contra o medo de envelhecer tem muito a ver com lutar contra envelhecer, né? contra esse processo natural que é o envelhecimento, que é a passagem de fases da vida. Então, eh, a gente tem que considerar realmente, né, como são os elementos individuais de cada pessoa, sociais, culturais, a história de vida, como cada um encara. É importante que a gente pense assim, envelhecer não é ser idoso, né? Então, idoso é uma fase final da nossa vida. E como disse muito bem a Ana, esse envelhecimento ele está cada vez mais longevo. As pessoas estão ficando mais velhas, né, por mais tempo, por mais anos. Mas o processo de envelhecimento ele ocorre e ele precisa ser encarado, cuidado em todas as fases da nossa vida. O nosso futuro depende do nosso presente, de como nós nos cuidamos hoje, né? De como cuidamos da nossa saúde física, mental, social, emocional. E aí é como eu chego nos meus anos posteriores. Então, como eu vejo, como eu sou educado. Isso que você falou, Rúbia, dos preconceitos que existem acerca do passar do tempo humano, do envelhecimento, eles têm muito a ver com o que a gente chama de ageísmo ou etarismo, né, que é exatamente essa visão, tanto individual quanto social, mais preconceituosa, mais limitante acerca do envelhecimento. E na nossa cultura ocidental, mais ainda, né? Se a gente for pesquisar a cultura oriental, os orientais eles têm um pouco mais de respeito, né, pelos mais idosos, pelos mais velhos, por esse processo de maturidade. Na nossa cultura ocidental, não. A gente luta contra, né? A gente luta contra a passagem do tempo, a gente luta contra envelhecer. Atraso para nós na vida significa perda, né? Então eu tô atrasado, eu tô perdendo. Então a gente encara o envelhecimento apenas como perdas, né? Sendo que a gente tem muitos ganhos por outro lado, como em qualquer fase da vida, né? Muito bem. É isso mesmo. Bem interessante a fala, né, da Cris, né, Ana, agora na sua avaliação, eh, a Cris pontuou bem esse medo de envelhecer o preconceito que a sociedade impunha sobre as pessoas, eh, vamos colocar lá, 60 mais, 70 mais. Você acha que esse medo está atrelado ao preconceito Ana? Sim. Eh, existem vários fatores que eu acho que contribuem para esse medo, né? O primeiro deles é que quando a gente pensa em envelhecer, geralmente a gente associa muito isso à à nossa própria finitude, né? Então, ao eh associa isso ao medo da morte, né? Ao fim. E a atrelado a isso, a gente tem uma sociedade que valoriza muito tudo que é jovem, tudo que é produtivo, eh ela impõe padrões de beleza, eh, que nós precisamos seguir. Então, à medida que a gente envelhece, vai ficando cada vez mais difícil corresponder a esses padrões, né? Então, eh, nós não temos mais a mesma, eh, produtividade que a sociedade espera. Eh, eh, a, como a sociedade, eh, nos impõe um padrão de beleza que precisa ser seguido, fica difícil ver beleza num corpo que tá envelhecendo, né? Por que que a gente não pode ver beleza num corpo que tá envelhecendo? Eh, ver beleza em cada fase da vida de formas diferentes, né? Então, eh, a medida que isso vai acontecendo, as pessoas vão ficando, eh, mais recias, né? Isso vai afetando a autoestima, eh vai se sentindo mais eh que não tem utilidade ali e eh as pessoas também eh colocam essa a pessoa eh mais velha como se o saber dela não tivesse tanto valor, né? Então ela é ultrapassada. Eh, então, eh, tudo isso vai afetando e as pessoas vão ficando, eh, mais, eh, reprimidas mesmo, né? Uhum. É verdade. Bem colocado, porque é isso que a gente percebe, né? Quanto mais você envelhece, aí você tem medo e isso é uma coisa que acontece com todos nós, né? Homem, mulher, enfim. A Cris falou, quando a gente nasce, a gente já começa a envelhecer. A gente costuma cantar parabéns para você, muitos anos de vida. Vamos comemorar aniversário, né? Então, comemorar aniversário, será mesmo, né? Só só daqui pra frente é só para trás, tipo assim, né? Mas a gente precisa entender que a vida é feita de fases e é natural esse envelhecimento. Eu me vejo envelhecendo, eu não sei eh aquela aquele se olhar no espelho, né? a gente começa a perceber o nosso envelhecimento, mas a gente consegue eh entender essa fase e conviver com ela. Só que também não é fácil. Eu gostaria de de que você explicasse, Cris, o que que pode acontecer nessa fase de envelhecimento. A partir de que momento a gente, tipo assim, poxa, comecei a envelhecer. Claro, a gente começa a envelhecer desde quando a gente nasce, né? Mas aí a gente tem a fase que você tá subindo a montanha, aí chega lá, aí você só começa a descer. Eu já tô no declínio, né? E como é que a gente vive com isso sem a gente não surtar, tipo assim, não entrar numa depressão, não entrar numa ansiedade, né? Porque realmente é uma fase que exige autoconhecimento e autoaceitação, não é? Sem dúvida, Rúbia. Olha, então, eh, às vezes a gente pensando, ai a gente envelhece desde que nasce, dá até medo, mas na verdade eu sou neuropsicóloga também. Então, eh, o envelhecimento mesmo físico, neurológico nosso, ele começa a partir da fase dos 40 anos de idade já, né? Então, é onde começa a ter um uma já uma alteração, né, cognitiva, física. H, a Dra. Ana Cláudia Quintana Arandes, que é uma geriatra, né, que versa muito sobre o envelhecimento também, ela fala que as nossas articulações enrijecem, mas o nosso o nosso emocional precisa amolecer, né? Então, é quando a gente passa por essas alterações, né, determinados declínios, mas isso não significa, como disse até muito bem a Ana agora a pouco, uma ausência de funcionalidade. A gente precisa aprender a adaptar. Por incrível que pareça, a gente tem uma forma de inteligência, né, cerebral chamada inteligência cristalizada. E que por que que ela chama cristalizada? Porque quanto mais eu vivo, quanto mais experiências tenho, mais acúmulo cognitivo eu tenho, mais acúmulo de vivências, de informações, de sinapses a gente tem. Então, por um lado, o nosso corpo tem algumas limitações que se apresentam, né? E agora, por outro lado, tem ganhos, né, em termos mesmo cognitivos, em termos de flexibilidade, de pensamento, de atitude emocional, social, que a gente precisa ver o ganho que tem também. que acontece, né? A partir dos 40 anos, mais ou menos, a gente tem menopausa, a gente tem andropausa nos homens, menopausa nas mulheres. Os homens também sentem, viu, o envelhecimento. A, até como a Ana falou, pelos padrões sociais, né, de ditadura da beleza e tal, tanto mulheres quanto homens sentem esse preconceito. É, mas o que que acontece? nós temos um pouco mais de quantidade de mulheres envelhecendo do que de homens, né? Então é por isso que essa questão nas mulheres e a questão do climatério da menopausa, ela fica mais evidenciada, até porque numa questão cultural os homens não abordam muito isso, mas embora seja importante, né? Então, a gente vê, por exemplo, nos homens um medo muito grande de impotência, né? Então, a gente vê em cada gênero as suas os seus receios, né, e as alterações aí que podem ter. Mas é importante então dentro disso tudo e isso é neurologicamente, fisicamente, socialmente, emocionalmente, a gente pode ter perdas, né, inclusive a partir dos 40 anos de forma mais pontual, mas a gente tem ganhos também. com 40 anos de idade, você geralmente as pessoas estão numa consolidação de carreira, numa consolidação de vida pessoal, familiar, né? Então tem os ganhos todos que eu também vou angareando com isso. Dependendo da visão que eu tenha sobre envelhecer, é que vai ser o meu envelhecimento, né? São desafios, são tem perdas, tem, mas como cada fase da vida tem ganhos e perdas também, mas o peso sobre o envelhecimento e sobre eu chegar depois uma idade mais avançada e afinitude, esse peso é muito maior, né, Ana? Sim. E como a Cris falou, né, acho que é algo bem importante da gente pontuar são eh sobre eh a mulher, né? Porque a mulher ela é muito cobrada, né? Por isso também tem essa diferença entre o homem e a mulher, né? Porque os padrões estéticos eh paraa mulher é muito mais forte, né? Então, quando a mulher começa a envelhecer eh as pessoas começam a julgar mais. Então, eh, ah, você não pode usar tal roupa, não fica legal, você, eh, não pode ter tal comportamento. Se a mulher falar abertamente de sexualidade, eh, ela recebe olhares tortos. E com homem isso é um pouco diferente, né? O homem não é tão cobrado. Tanto é que o, o estilo eh de roupas não muda muito eh dependendo da fase da vida, né? Agora a mulher não, do nada ela precisa modificar, né? ela usa um estilo de roupa agora, ah, não, agora você eh não pode usar esse tipo de roupa, não pode usar uma saia mais curta, você tem que se adequar a isso. Então, eh, é pesado paraa mulher, né? Muito mais pesado. Pesado. Tem até aquela questão, né? Puxa, homens grisalhos ficam bonitos, mulheres grisalhas tê que pintar o cabelo. E assim, eh, a, eu creio que a Ana também deva sentir isso. No consultório, a gente tá vendo eh mulheres cada vez mais novas recorrendo às cirurgias plásticas, harmonização, botox. Por favor, eu não tô fazendo apologia contra nenhum desses procedimentos, mas o que nos chama a atenção é a idade cada vez mais precoce das pessoas procurarem isso. Até adolescentes, né, adolescentes procurando também, né, alguma modificação plástica, é nariz, é botox, é preenchimento. Então, realmente é uma ditadura, né, da beleza que, infelizmente colabora pra negação dessa passagem do tempo. Não estou falando, eu mesma pinto os cabelos, viu, gente? Então, assim, não estou falando que nós não devemos nos cuidar de nenhuma forma, mas até que ponto é isso? É pro outro ou é para mim? Perfeito, perfeito. Então, eh eh tem essas questões e que a gente acaba trabalhando muito quando as pessoas chegam para nós, né, com essa demanda, né? Eu quero fazer porque eu me sinto bem também ou é porque o meu marido tá notando, eu tô com medo de perder, né, meu cônjuge. Tô com medo de perder amigos, né? E como disse a Ana, eu não posso mais falar sobre sexo, eu não posso me vestir mais de determinadas maneiras. Então é uma ditadura que se impõe e que reforça essa negação do envelhecer. É uma negação que também é reforçada. Eh, hoje a gente pode perceber com as redes sociais, com filmes, né? Teve a aquele filme A substância, eu assisti, levei um susto com aquilo tudo, né? Porque o desespero para não envelhecer, eu vou injetar qualquer coisa aqui porque eu preciso ficar bem, eu preciso parecer bem, né? Mas será que é para mim ou é para o outro, né? Igual você muito bem pontuou, a gente eh hoje em dia são inúmeros tratamentos. Que legal, né? Dá para colocar um botoquezinho aqui, outro ali, em algum momento da vida e ter uma arruguinha, né, atrapalhando. Vamos lá. Mas a gente precisa de um equilíbrio, porque a gente precisa entender que nós precisamos aceitar e que esse momento é para todo mundo, né? Esse momento ele vai chegar na minha vida, na sua vida. E a gente precisa de autoconhecimento para aceitar o envelhecimento de forma saudável, né? Porque senão a gente pode entrar em em momentos ali que a gente vai precisar de uma adaptação, de um tratamento psicológico, porque envolve, né, Ana, muito a questão da saúde mental quando a gente não está preparado para essa aceitação do envelhecimento. Por quê? Porque a sociedade impõe que nós estejamos sempre bem. Muito bem pontuou a Cris, cabelo branco, né? Ah, cabelo branco chega para todo mundo. O homem grisalho é lindo, né? Tá lindo, tá charmoso. A mulher grisalha, gente, me desculpa, mas vocês sabem que isso é dito. A mulher grisalha, ela não se cuida. Quem disse para você? E se eu quero ficar grisalha, né? Então, se eu quero, é o meu querer, eu me sinto bem assim, eu vou ficar, porque eu estou aceitando o meu envelhecimento de forma saudável. E isso não tem nada a ver com o que a sociedade impõe. Agora, isso é fácil falar no dia a dia, é algo que traz sim uma pressão psicológica e que a gente percebe que tem muitas pessoas que até entram em depressão por conta desse envelhecimento que não é aceito, infelizmente, pela sociedade, né, Ana? Mais uma vez a gente tá aqui falando de uma coisa natural, mas que a sociedade impõe um muro, uma barreira e faz com que a pessoa ela se sinta constrangida. Eu gostaria que você falasse um pouquinho sobre a questão das redes sociais. As redes sociais ela impõe algo que eu não sei, a gente tem que aprender a dizer não, né? Eu não aceito e não é isso que eu quero para mim. Mas a evolução eh a eu acho que o poder assim de fala da da rede social hoje, ela tá tá impregnado nas pessoas e sem perceber você começa a seguir aquilo que é imposto em uma rede social que você não sabe nem quem fez, nem quem tá atrás daquela tela e que está impondo uma forma que você deve viver se comportar. Sim. E a rede social ela é feita para isso, né? Para mostrar aquilo que não existe, né? aquilo que é superficial e quem tá atrás eh tenta alcançar aquilo que é irreal, que muitas vezes não tem como alcançar. E mas é por isso que é tão importante a gente discutir sobre eh várias eh formas de viver, sobre padrões de beleza que eh a gente não precisa corresponder a isso que é imposto, que existe eh diversos corpos, que eh existem outras formas de de se viver, que é possível ver beleza em várias fases da vida, eh não aquilo que tá atrelado ao que é colocado como eh regra, né? Então, eh e quando a gente fala de envelhecimento também nas redes sociais, isso também fica ocultado, né? A a internet, né? As redes sociais mostram muito aquilo e a juventude, a vitalidade e e na a medida que a gente envelhece ainda tem vitalidade, né? Porque quando a gente fala de envelhecimento, a gente não fala só de fim da vida, a gente não fala de morte, a gente fala de vida, né? Porque tudo que é vivo envelhece, né? Se a gente tá vivo, a gente vai envelhecer. Eh, o contrário disso é morrer, morrer logo, né? e não é isso que a gente quer. Então, é importante a gente naturalizar eh o envelhecer, é naturalizar a as fases que a gente vive, que é algo natural e cada fase tem a sua beleza, como a Cris falou, cada fase tem a sua característica que precisa ser eh validada e e ter valor, né? É verdade. Até porque o Brasil tá envelhecendo, né? são eh várias notícias, pesquisas, enfim, a gente sabe, o Brasil tá envelhecendo e eh as pessoas não estão tendo mais filhos, então daqui a pouco vai ficar aí um país, né, de 60 a mais. E como é que vai fazer, né? Se você tem preconceito ou se você não aceita o seu envelhecimento ou você não está entendendo que você precisa ter um envelhecimento saudável, né? Envelhecimento saudável que é a gente precisa sim fazer um exercício físico, a gente precisa sim cuidar da saúde mental. Então são vários aspectos, várias situações que a gente pode abordar aqui na questão envelhecimento, né, Cris? E hoje a gente falando do medo de envelhecer o filme a substância. Não sei se você assistiu. Então eu gostaria que você fizesse um breve relato pra gente agora 8:37. Produção tá me avisando aqui que a gente tem que entregar 10 paraas 9 porque tem eh evento ao vivo no plenário da Câmara, né? Então 10 pras 9 a gente entrega. A Cris faz agora o relato sobre o filme a substância, porque isso relata bastante pra gente a questão do medo de envelhecer. E daí a gente já tem aí umas perguntas, então a gente responde a alguns telespectadores. Hoje programa um pouquinho mais enxuto, mais curtinho, mas um tema que vale a pena a gente falar. Então, eh, gostaria que você fizesse, desse uma pincelada no filme para quem não assistiu. E o que que você traz, assim, qual que é a sua avaliação sobre o que foi eh eh posto pra gente aí através do filme sobre a questão envelhecimento? Sim, sem dúvida. Bom, só pontuando aqui o que a Ana também falou, só não envelhece quem morre antes, não é? Então, eh, esse, esse medo todo tá atrelado e as redes sociais, a mídia, o próprio cinema, eles podem eh agir a serviço, né, desse combate ao preconceito, ao medo de envelhecer, né? Então, a gente tem vários exemplos e o filme A Substância é um deles com Adem More, né? Inclusive foi cotado aí pro Oscar. E e é engraçado que se você for procurar é visto é catalogado como um filme de terror. É verdade, né? E na verdade assim, não é um terror clássico, mas é um terror humano, né? Porque ela realmente é uma personagem que não aceita, né, o próprio envelhecimento, começa a injetar exageradamente substâncias no próprio corpo, né? Só que isso tem um efeito colateral muito grande. Então, tem até uma outra personagem, uma outra atriz mais nova que se contrapõe a ela, né? E aí as duas ficam nesse conflito aí o filme todo. Eu não vou dar muito spoiler para quem ainda não assistiu, mas mostro. Exat. E assim, a própria personagem principal que é feita pela Dem More, ela chega a um ponto que ela refuta, né? Ela também se surpreende com o efeito que a substância fez, né, na vida dela, no corpo dela. Ela se amedronta, né, e ela começa também a lutar contra isso. Chega num ponto em que não tem muita reversibilidade tudo que ela fez. Então ela começa realmente a, né, conflitar aí com isso. Um outro filme até brasileiro, eh, com a Glória Pires chamado Linda de Morrer. Ela é uma, esse também vale a pena. Ela é uma profissional da estética, do mercado da estética e que e ela desenvolve uma pílula contra o envelhecimento, né, e é uma outra substância e ela acaba morrendo disso, né? E aí, isso é no começo do filme, então não tô contando o final, mas é como é que é a condução disso ao longo da história. Por isso que é linda de morrer. Ela quer ficar linda, mas aí ela até morre por conta disso. Então, exatamente assim, o envelhecimento saudável, ele tem muito a ver com o nosso presente. Eu já tô quase no 60. Eu tenho 57. A Rúbia, né, com certeza é mais nova, a Ana também. Mas o nosso envelhecer, a nossa melhor idade depende de como eu me cuido hoje, né? Porque às vezes eu eu chego lá no 60 mais e quero fazer tudo, tomar todos os cuidados que eu não fiz ao longo da minha vida, né? Então, aí eu quero fazer atividade física, ótimo, tem que fazer, mas às vezes eu quero fazer tudo de uma forma exagerada, recuperando o prejuízo não feito. OK? Se você pode retomar ou até tomar pela primeira vez algumas atitudes, maravilha, mas é hoje que determina o amanhã. Então eu tenho que fazer atividade física. Vamos já fazer hoje alimentação, socialização, lazer. Tá faltando muito lazer, né? Que não seja só a telinha, que não sejam só redes sociais, interações, né? Então tudo isso faz com que a gente se mente um caminho mais tranquilo paraa nossa velice. Aí não falando de envelhecimento, mas paraa nossa velice, para nos tornarmos pessoas cada vez melhores, né, em todos os sentidos, mesmo com as perdas de um lado, os ganhos de outro, mas a prevenção. Brasil, 15% da população já idosa em 2017, em 2050, essa quantidade tende a dobrar. Então, exatamente como que a gente está se preparando para isso? Não só individualmente, mas em termos de políticas públicas, de saúde pública, né? Eu conversei rapidamente com um farmacêutico agora subindo aqui pro estúdio e ele falou que a própria indústria farmacêutica, não só de remédios, mas em termos preventivos, está se adaptando a essa, né, a a essa população que tá envelhecendo com mais longevidade nas farmácias, as prateleiras, os layouts, as letras maiores. Então tudo isso ah sendo adaptado, né? Então é um processo coletivo e um processo individual também, né? Só complementando, né? Isso que a Cris falou, eh, que eu acho que é muito importante a gente pensar em políticas públicas, né? Como a sociedade ela tá envelhecendo mais, a cidade também precisa acompanhar isso, né? A cidade ela ela tem acessibilidade adeada, o transporte público ele ela ele comporta esse tipo de população. Existem atividades voltadas para esse público, porque envelhecer bem, claro que depende ali de uma questão individual, de você fazer uma atividade física, se alimentar bem, mas ultrapassa isso. Não é só isso, né? Para envelhecer bem precisa de toda uma estrutura que que favoreça isso, né? Então, o idoso, ele ele tem um um local para eh ter um lazer, para ter uma atividade. Eh, se ele quiser se locomover, ele consegue fazer isso com tranquilidade. Então, pensar em qualidade de vida, eh, vai muito além do do individual, né? Se o se o se o externo não contribui, eh, só o individual fica difícil da algo que precisa ser coletivo, né? E é uma adaptação, né? Como a gente percebe, o Brasil está envelhecendo e com esse envelhecimento vem a adaptação das políticas públicas, porque já já eh eh estamos todos velhos, né? E você sabe que as pessoas às vezes têm eh dificuldade de falar idade, né? Você percebe, você tem um preconceito com você. Você já parou para analisar isso? Com o seu envelhecimento? Ah lá, vamos lá, vamos cantar parabéns, né? você coloca uma interrogação no seu na no seu bolso. Isso. Uhum. Você tem que ter prazer na idade que você tem, porque a sua idade representa história, a sua idade representa conhecimento, a sua idade representa bagagem. Então, eu acho que um um dos pontos que a gente precisa analisar dia a dia eh no nosso cotidiano é ter orgulho da idade que você tem, porque você já trilhou um caminho, de repente você amassou um barro para que outras pessoas possam vir caminhando no asfalto. E isso, isso você tem que ter orgulho. Então você tem que ter orgulho da idade que você tem, você tem que ter orgulho de você estar sim envelhecendo um cuidado específico para envelhecer com saúde. 8:46 a gente tem quatro, nossa, 4 minutos. Vamos lá, então. A gente precisa atender o nosso público, gente. Vamos lá, vamos combinar assim, duas perguntas, respostas rápidas, tá bom? De vocês. A Neid do Jardim Nova Europa. Envelhecer também pode ser recomeço. Dá para se reinventar mesmo depois dos 50 ou 60. Vamos lá, Ana. Sim, sempre dá, né? Eh, sempre dá. Não, não existe uma idade certa. Tem muitas pessoas que eh quando chega numa idade mais madura, que elas vão se reconhecer, né? As mulheres principalmente, né? Ah, o filho já tá criado, eh, agora que que eu agora eu posso fazer o que eu quero, né? Então, sempre é tempo de recomeçar, de buscar aquilo que quer. E quando a gente pensa em envelhecimento também é muito importante a gente pensar naquilo que a gente deseja, né? eh valorizar o que você deseja, porque à medida que a gente vai abrindo mão de desejar, de querer coisas, a gente vai eh morrendo por dentro, né? E essa é a pior morte que tem, que é morrer em vida. Então é sempre é sempre tempo de recomeçar, sempre de recomeçar, né? Muito bom. 8:47. A mais uma só, gente. Passou tão rápido aqui, eu nem percebi o papo. Tá tão bom. Olha aí. O medo de envelhecer. Helena do jardim Campos Elías. O medo de envelhecer está mais ligado ao físico ou ao emocional ou os dois caminham juntos. Cris, você responde pra gente rapidinho que daí a gente já vai paraas considerações finais. Eu quero agradecer o pessoal que tá participando. Me perdoa de não ter dado tempo de atender você, tá bom? Mas a gente vai, você sabe que a gente vai respondendo aí na programação da TV Câmara, tá bom? Vamos lá. Então, o medo de envelhecer está mais ligado ao físico ou emocional ou os dois caminham juntos? A Helena do Campos Eliz. Olha, ambos caminham juntos. É claro que por tudo que a gente falou, o envelhecimento físico é aquele que mais se evidencia primeiro, né? Então, a questão de limitações do corpo, né? As rugas, os cabelos brancos, mas é claro que tudo isso impacta no emocional e vice-versa, né? O emocional também nessa construção da autoestima. Então, até como a Ana disse agora, né? Puxa, será que então eu perco determinados direitos? Eu não tenho direito a desejar, sonhar mais. Então isso tudo tá atrelado, né? O físico e o emocional eles caminham muito juntos. Então é preciso cuidar de ambos, né? E ter ambos em consideração. Maravilha. Gente, o nosso bate-papo chegando ao final. Passou rápido demais. Não dá tempo de falar quase nada, né? Porque assim, a gente quer explicar e quer abordar e quer atender você e aí passa tão rapidinho, sabe? gente envelhecer não é perder algo, mas sim ganhar. Ganhar tempo, sabedoria, liberdade. É um processo natural e muito belo que merece ser vivido com plenitude e com orgulho. Que a gente possa ressignificar aí o envelhecimento, não como um fim, mas como uma nova e rica etapa da vida, tá certo? Quero agradecer então as nossas convidadas. Cris, muito obrigada. Agradecemos. Nossa, que maravilha. Foi rápido. Você viu muito rápido, né? Rido. Verdade. Mas eu penso que deu, né, pra gente pelo menos passar o essencial para as reflexões sempre acontecerem. E parabéns pela iniciativa. Verdade. Imagina, Ana, obrigada pela sua participação. Muito obrigada. Acho que eh fiquei muito feliz de ter participado, de falar desse tema que é tão importante, né? Porque falar de envelhecimento é falar de vida. De vida, não de morte. De vida. Exatamente. O corpo envelhece, mas a alma nunca. Então vamos partir daí sempre. É isso aí, Ana. Obrigada, viu? Tudo de bom para vocês, uma semana linda para todos nós, muito para todos nós. E você que tá aí ligadinho com a gente aqui no estúdio Câmara, muito obrigada pela sua participação. A gente encerra, mas antes eu quero convidar você amanhã, a partir das 8 da manhã mais um tema que tem gerado polêmicas, reflexões, a cultura do cancelamento, um fenômeno no qual é caracterizado pelo movimento coletivo de críticas e rejeição a pessoas que pensam e agem diferente de um determinado grupo, né? Então, e aí você tá cancelando alguém? Por quê, né? Você não tem o livre arbítrio, as pessoas não podem fazer e ser o que elas querem? A gente precisa falar sobre isso. E amanhã esse nosso bate-papo ao vivo a partir das 8 da manhã aqui no nosso estúdio Câmara. Rapidinho, vamos para a o plenário. José Maria Matozinho, tem ao vivo com a equipe da TV Câmara Campinas. Muita informação do nosso legislativo campineiro. Agradeço mais uma vez as nossas convidadas. Agradeço você de casa. Um beijo grande, uma semana linda para você. Continue ligadinho com a gente aqui na TV Câmara Campinas. Valeu, equipe grupo mais começando muito bem a semana, hein? Vamos simbora. Até amanhã, gente. Tchau, tchau. Ciao. Ciao. [Música] [Música] [Música] Sim, sim. Yeah.