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Estúdio Câmara | Como manter a constância em hábitos saudáveis? Motivação x disciplina
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Estúdio Câmara | Como manter a constância em hábitos saudáveis? Motivação x disciplina

18 views Publicado 20/08/2025 HD · 1:09:44

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Qual é o segredo para manter a constância em uma rotina saudável, mesmo nos dias mais difíceis? Essa é a pergunta central do nosso debate no Estúdio Câmara, que reúne especialistas e experiências reais para mostrar que criar e manter hábitos é possível — desde que exista disciplina, clareza de objetivos e pequenas atitudes diárias. Para discutir o tema, recebemos o educador físico Marcelo Duarte e a psicóloga Marina Matarazzo. Juntos, eles abordam como a ciência do comportamento, a psicologia e a educação física se conectam quando o assunto é transformar estilo de vida, melhorar o bem-estar e alcançar resultados consistentes. 📌 Motivação x Disciplina Muitos acreditam que só é possível mudar com motivação. Mas será que esse é mesmo o caminho? A psicóloga Marina Matarazzo explica como a motivação é importante no início do processo, mas instável e passageira. O verdadeiro segredo está em desenvolver disciplina, que é construída a partir da repetição de pequenas práticas até que se tornem automáticas. 📌 Construção de hábitos O educador físico Marcelo Duarte destaca como o corpo responde a estímulos constantes. Não é necessário começar com grandes metas — ao contrário, pequenas atitudes consistentes são mais eficazes para garantir mudanças sustentáveis. Seja na alimentação, na prática de exercícios ou em momentos de descanso, a chave está em começar pequeno e crescer progressivamente. 📌 Principais erros ao tentar mudar Durante a conversa, nossos convidados apontam os erros mais comuns cometidos por quem busca iniciar uma rotina saudável: Estabelecer metas irreais ou muito grandes. Esperar resultados imediatos e desistir diante das primeiras dificuldades. Depender apenas da motivação, sem estruturar uma rotina prática. Não buscar apoio profissional ou comunitário. 📌 Como consolidar a constância A constância é construída com disciplina, mas também com estratégia. Algumas dicas compartilhadas no programa incluem: ✔️ Planejar horários fixos para atividades físicas ou práticas de bem-estar. ✔️ Criar lembretes e rituais que facilitem a execução das tarefas. ✔️ Celebrar pequenas conquistas para reforçar o comportamento positivo. ✔️ Ter clareza sobre os benefícios a longo prazo, sem se apegar apenas a recompensas imediatas. 📌 Experiências reais Além da visão técnica, o programa traz relatos de pessoas que conseguiram transformar sua rotina por meio da constância. Histórias que mostram que não existe fórmula mágica: cada um encontra o próprio caminho, mas todos compartilham o mesmo princípio — pequenos passos feitos todos os dias geram grandes transformações ao longo do tempo. 👉 Se você já tentou iniciar uma rotina de exercícios, mudar a alimentação ou simplesmente organizar melhor seu dia e acabou desistindo, este episódio é para você. Aqui, você vai encontrar dicas práticas e reflexões que podem ajudar a recomeçar e não desistir. 🔔 Inscreva-se no canal da TV Câmara Campinas, curta este vídeo, compartilhe com amigos e deixe nos comentários: qual hábito saudável você gostaria de criar e manter na sua vida? Sua participação enriquece o debate e inspira outras pessoas a seguirem pelo mesmo caminho. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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[Música] Olá, bom dia. Seja bem-vindo. Estamos começando mais uma edição do nosso estúdio Câmara aqui pela TV Câmara Campinas. Hoje, dia 20 de agosto, metade da semana, quarta-feira. O programa de hoje fala sobre mim, sobre você, sobre nós, né? sobre motivação versus disciplina. Afinal, quem nunca começou uma dieta na segunda-feira, um projeto novo ou então a promessa de se exercitar todos os dias e aí depois no meio do caminho desistiu? É, gente, a motivação é poderosa, mas ela é volátil, viu? Já a disciplina quando bem trabalhada, ela é capaz de transformar hábitos e resultados. É muito fácil de falar, mas na prática como funciona? a gente vai entender porque nós já estamos recebendo aqui no estúdio uma psicóloga, um educador físico que vem para somar com a gente, para trazer informações preciosas sobre motivação e disciplina para você hoje. Manda aí a sua mensagem. WhatsApp tá na tela para você. Vai mandando sua mensagem, vai conversando com a gente. Você é motivado ou disciplinado? Você acorda todos os dias motivado? Será que existe isso mesmo? E qual é o nível da sua disciplina? conta pra gente, a gente quer te ouvir e manda também o seu depoimento de repente, né? 1997829377. Enquanto você vai mandando aí a sua mensagem, a gente atualiza algumas informações e daqui a pouquinho a gente apresenta os nossos convidados para iniciar o nosso bate-papo, a nossa conversa sobre motivação versus disciplina. Vamos lá. A campanha do agasalho 2025 promovida pela Prefeitura de Campinas encerrou com resultado expressivo. Gente, foram arrecadados 25.237 237 kg de roupas e cobertores. O balanço final foi divulgado ontem e já considera aí também essa a exclusão, né, dos itens descartados, tá, que somaram apenas 673 kg, o equivale a 2,6% do total, um índice considerado baixo e que demonstra a conscientização da população sobre a importância de doar peças em bom estado. Essa mobilização da campanha do agasalho começou dia 30 de abril e encerrou no dia 11 de agosto. durou 103 dias e contou com uma forte adesão da sociedade civil, empresas e veículos de comunicação locais, né? Entre os apoiadores institucionais estiveram emissoras de rádio, TVs, empresas de diversos segmentos e lembrando que a Câmara de Campinas também foi um ponto de arrecadação. Nós arrecadamos, entregamos e a gente agradece todo mundo que participou dessa campanha do agasalho 2025 e já se prepara para a próxima, tá bom? já vai separando aí de repente a roupa que você não usa mais, que não serve para você, mas que possa ser usada por outra pessoa. Já vai deixando no cantinho, já vai guardando, porque logo em breve será lançada então a próxima campanha do agasalho, campanha do agasalho 2026. e a gente precisa da sua ajuda e já agradecemos você que participou e contribuiu. Muito bem, vamos com mais informações. Legislativo de Campinas, a Comissão de Economia e de Defesa dos Direitos do Consumidor da Câmara realiza hoje às 3:30 da tarde a sexta reunião ordinária deste ano de 2025 com três projetos de lei na pauta, tá? Entre os destaques está o parecer favorável ao projeto de lei complementar 3 de 2025. Esse projeto é de autoria do executivo. Ele atualiza os créditos para instalação e funcionamento de estabelecimentos bancários e instituições financeiras. Esse o texto dessa desse projeto prevê novas exigências relacionadas à acessibilidade, segurança e conforto, como a instalação de sanitários e bebedouros, porta giratória com detector de metais, painéis opacos nos caixas e sistema de monitoramento por câmara. câmeras. Também serão analisados o projeto de lei eh de lei ordinária 179 de 2023, que cria diretrizes da política municipal da comunidade hip hop. Esse projeto é de autoria do vereador Carlinhos Camelô. E também o projeto de lei ordinária 79 de 2023, que é de autoria da vereadora Débora Palermo, que acrescenta dispositivo a lei sobre o manejo de animais em clínicas veterinárias e petshops, tá? Então, muito importante os três projetos. A reunião conta eh com a sua participação, porque é aberta ao público, tá? E vai ser realizada no plenário da Câmara. O endereço você já sabe. Avenida Engenheiro Roberto Mande, número 66, no bairro Ponte Preto. É só chegar e participar. A gente também transmite aqui pela TV Câmara Campinas, tá bom? Na sua televisão e também no YouTube. Se você quiser participar, fique à vontade. Vamos lá. A previsão do tempo para hoje. Tá chegando Veranico e todo mundo, né, se programando. Como é que vai ser? Será esse final de semana? Tô até vendo estradas lotadas. Tem gente que vai pra praia, tem gente que vai pra casa do amigo com piscina. Pessoal vai curtir, mas curte mesmo, porque esse final de semana a previsão é de Veranico, mas na próxima semana a temperatura baixa novamente. Então vamos curtir o dia de hoje que tem previsão de céu azul de brigadeiro. Bom para voar, né? Maravilhoso o céu. Um sol brilhando lá em cima. Mínima 19, máxima 31. Quanto tempo faz que a gente não fala de uma mínima de 19º, né? É. E a máxima de 31, mas a gente sabe que pode chegar aí até os 32, 33º. Previsão do tempo para esta quarta-feira ensolarada aqui na cidade de Campinas. Muito bem, vamos lá. Vamos abordar o nosso tema de hoje. Vamos apresentar os nossos convidados, né? E antes de apresentá-los, vamos lá falar sobre acordar motivado todos os dias. É um ideal sedutor, mas a realidade, gente, é que a motivação é uma emoção volátil e fugaz, né? Então, você já eh experimentou a dificuldade de manter-se motivado eh conscientemente, né? Mas aí de repente, puf, não tá mais motivado. Aí a disciplina vem como uma ferramenta fundamental pra gente alcançar os objetivos e manter a nossa produtividade, independente aí das nossas flutuações emocionais, né? Um dia você tá, outro dia você não tá. E daí você fala: "Como a gente faz?" Vamos descobrir porque nós vamos apresentar os nossos convidados. A nossa psicóloga Marina Matarazo. Seja muito bem-vinda. Bom dia para você. Bom dia. Obrigada, viu, pelo convite mais uma vez. maravilhosa. E o educador físico, Marcelo Duarte. Bom dia, Marcelo. Seja bem-vindo. Bom dia, R. Bom dia a todos. Muito bom, gente. Bom, primeiro a gente precisa entender o que é motivação e o que é disciplina. Vamos lá, Marina, explica pra gente. Motivação e disciplina. Um é diferente do outro? Sim, é diferente porque eu imagino que a disciplina seja um meio através do qual a gente possa consolidar um objetivo. Entendo que ao falar de motivação e de disciplina, a gente precisa desmistificar alguns conceitos que temos sobre algo puro e que não é influenciado por diversos outros fatores. A motivação é um construto que a gente entende como sendo influenciado por diversos fatores, tanto internos ao indivíduo quanto externos. Nós somos seres sociais, mas somos seres que temos uma história própria. E muitas vezes, se não maioria delas, a história própria é quem está associada aos motivos pelos quais somos levados a tomar uma decisão ou não, a manter uma decisão ou não. Sem falar que um hábito, se a gente parar para pensar na persistência disso, na repetição disso, é algo que é construído, ele é consolidado com o passar do tempo. Então, eu sei que a gente tem essa ideia de que vai talvez acontecer um dia de a gente acordar muito motivado, muito inspirado a conseguir conquistar um objetivo, sem entender que talvez precise de todo um processo de consolidação de um novo hábito, de um novo novo modo de encarar a vida. Às vezes a persistência, isso que a gente chama de disciplina, tá muito ligada a crenças a respeito de si mesma, a respeito da própria realidade, que são muito mais difíceis de mudar do que simplesmente a gente achar que a gente vai acordar em determinado dia, conseguindo fazer coisas que até o dia anterior a gente não conseguiria. Então eu sinto que essa é uma discussão muito pertinente e também cheia de várias camadas que eu espero que a gente possa na medida do possível adentrar assim um pouquinho. importantíssima sua fala e já nos direciona para um breve entendimento, né, eh, em relação à psicologia sobre a motivação e a disciplina. Agora, a gente precisa dessa motivação e também precisa dessa disciplina quando a gente fala em executar ações. E aí, para exemplificar para você a execução de uma ação, nada mais justo que a gente trazer quem? um educador físico, porque todo mundo, a maioria das pessoas, na verdade, né, busca eh uma motivação para fazer algo. E eu acho que está nesse contexto de uma vida saudável, o exercício físico. Então, eh, Marcelo, eu pergunto para você. No campo da atividade física, né, eh, a gente vê muita pessoa, muita gente empolgada para começar. Nossa, vai ser difícil começar que nada, eu vou, eu começo, mas e aí a gente não consegue continuar. O que é mais difícil? Eh, começar ou continuar? E onde está a motivação e a disciplina? A motivação é no começo e a disciplina na na na continuidade que você dá no no ato de praticar algo, né, que que está no caso atividade física. Eh, vamos lá. Com certeza continuar vai ser sempre o mais difícil. Tanto que a gente vê muitos exemplos de pessoas começando e recomeçando várias vezes. Eh, e hoje a gente tem essa dificuldade porque todo mundo é motivado às vezes por por coisas mais superficiais. Então, ela sempre fala: "Vou querer começar porque eu ouvi uma blogueira ou ouviu alguma coisa. Eh, ou eu tenho algo muito próximo que eu quero emagrecer, por exemplo, que é um exemplo muito clássico, né? Eu tenho uma festa, eu tenho um final de ano, eu tenho uma data comemorativa. Então isso sempre causa aquele primeiro passo, mas aí depois se essa festa ou se esse evento é perto, depois que passa, como é que fica? A pessoa para, a pessoa continua ou ela não consegue continuar? Então normalmente essa continuidade é que a gente vem da disciplina. Então, por isso que a gente precisa de motivação também, mas nem sempre e muitas vezes, eu digo, na grande maioria a gente não vai ter essa motivação para treinar. Ninguém acorda 5 horas da manhã e vai paraa academia todos os dias feliz e querendo ir paraa academia como se fosse a coisa mais gostosa do mundo. Obviamente que a gente tem as exceções, tem gente que gosta, mas mas normalmente a motivação ela vai ser mais superficial e aí a constância de se forçar a ir a de aprender a gostar, de aprender a saber o que fazer, que vai ser mais importante nesse processo. Nossa, gente, falar é tão fácil, né? Mas executar eh a motivação e a disciplina no dia a dia às vezes pode ser sim algo que nos demanda estudo, que nos demanda força de vontade, que nos demanda brigar conosco, né, consigo mesmo. Ô Marina, por que que essa motivação ela é tão estável e e não pode ser o único combustível para a gente manter ã hábitos a longo prazo, né? Por que que um dia a gente tá motivado, outro dia a gente não tá motivado? O que que acontece? É uma faísca a motivação, né? Mas tem dia que ela paga. Acho que pegando um pouco o gancho do que ele disse, me parece que o começo ele é muito sedutor no sentido da promessa do que virá a se concretizar. Sim. e manter algo a longo prazo é sempre um desafio, porque você vai encontrar com frustrações ao longo do caminho. Então você tem uma expectativa ali de um objetivo no qual você quer chegar e quando eh fica no começo, eu acho que é que nem aquele momento da lua de mel, é como manter uma relação. No começo você acha as coisas eh de forma muito idealizada. Depois quando você começa a viver aquilo e ter que enfrentar os dias de altos e baixos, nos momentos de dificuldade, ter que lidar com os seus próprios limites, talvez esse brilho fugaz que apareça no começo vá perdendo um pouco da força. E também acho que essa coisa da motivação ser guiada muito por motivos superficiais me traz uma um pensamento, principalmente quando a gente fala de exercício físico, que é talvez seja preciso uma maior consciência acerca do que você está buscando e o quanto que isso faz sentido. Porque como ele disse, se a gente tá falando de um exercício, a meta é somente emagrecer para um evento específico. Você não tá pensando no seu corpo e na sua saúde, a forma como você vai se relacionar com você mesmo dali paraa frente. E talvez, e não que seja fácil, né? Não tô dizendo que é, talvez se a gente pudesse olhar paraa forma como a gente tá se cuidando e paraa forma como a gente se entende, seria uma discussão muito mais profunda e que talvez geraria resultados, não sei, mais eh longincos do que se somente a gente pensasse em algo fugaz. Mas é difícil porque todo mundo hoje em dia quer uma busca pelo prazer rápido e a gente não quer viver o desconforto e muitas vezes persistir em algo, seja numa relação, seja num hábito, eh seja numa terapia, vai enfrentar, você vai enfrentar desafios, você vai ter que olhar para lugares difíceis e vivenciar situações difíceis como dias difíceis, não é todo dia que você vai acordar motivado. Sim, é exatamente, gente. Eh, essa é a questão, né? a gente vê muito, né, Marcelo, nas redes sociais, né, pessoal motivado e tal e vai e faz e acontece. Gente, não é bem assim, né? A gente não, às vezes não é tão verdade o que a gente vê nas redes sociais e a rede social ela acaba incentivando um pouco, né, essa questão da motivação, mas não mostra o outro lado, o lado da frustração, né, Marcelo? É, eu costumo dizer que que a rede social ali ela é o palco, ela não mostra o bastidor de nada que acontece. Eh, a gente vê uma pessoa falando, mostrando uma motivação, uma alegria, uma uma felicidade e nem sempre aquela aquilo que tá sendo postado ou mostrado é a realidade. Às vezes quando desliga a câmera, às vezes, e isso acontece muito porque a gente vivencia, desliga a câmera, às vezes nem na academia fica. Uau! Então assim, ou vai lá, faz um treino de de 20, 30 minutos ali, nem nem sua, mas mostra que fez o maior treino do mundo, desliga a câmera e e acabou. Autossabotagem também e também eu tenho um pouco da de querer mostrar muito aquilo que que não é nas redes sociais. Eh, e aí que é uma que é uma crítica nossa de querer buscar sempre mostrar uma uma positividade aí eh extrema, para não dizer tóxica, mas e aí todo mundo começa a comprar essa ideia e aí que começa um dos problemas da gente sempre ver que que a pessoa que a gente tá vendo na rede social, ela sempre está motivada, sempre está feliz e na grande maioria das vezes ela não tá. Eh, e isso a gente pode muito excelente a sua fala, porque eh Marina é um gatilho, né? É um gatilho porque vem a comparação e aí da comparação vem a autossabotagem. Eu gostaria que você eh colocasse eh eh na sua visão psicológica sobre essa questão que o Marcelo levantou, né, da comparação da gente achar que a pessoa que tá lá, poxa vida, né, ela consegue, eu não consigo. E aí começa essa comparação, vem a tristeza, a frustração, a autossabotagem, explica pra gente. Sim. É, eu até tava estudando sobre o tema e me veio muito a ideia de que se a inveja não fosse um sentimento tão presente, talvez as redes sociais não teriam um tanto efeito que elas têm na gente. Nossa, verdade. Porque acho que é esse lugar de você se colocar em posição de inferioridade frente a alguém que se coloca numa posição de exposição. E isso por si só é algo que talvez a gente possa problematizar no sentido de que eu preciso postar toda vez que eu vou fazer um exercício porque senão aquilo que eu tô fazendo não vale a pena, não surte um resultado. Sei que a gente brinca muito com isso e que talvez até sirva de combustível pra própria pessoa se manter nesse lugar, mas enquanto o objetivo de você fazer algo foi for só para o outro, eu sinto que isso é muito pouco, né? Porque como eu tava dizendo anteriormente, talvez para você se manter numa tarefa, talvez para você se manter num objetivo, considerando as oscilações naturais do ser humano, talvez deva fazer sentido para além do mostrar ao outro, para além do fazer para o olhar do outro. Talvez eu tenha que me reconhecer naquilo que eu estou fazendo, muito mais do que pensar em mostrar para o outro. Quando a gente fala do sentido estético, me parece que isso é muito presente, porque a gente tá falando de algo que é visível, né, de que tá mostrável pro outro, mas aquilo que a gente não vê, que tá dentro da gente, assim, quando está descuidado também se torna visível uma hora ou outra. Então, talvez a gente possa pensar um pouco mais no que que a gente tá querendo mostrar e naquilo que a gente tá se deixando esconder e que uma hora vai vir à tona também, né? Não adianta a gente jogar para baixo do tapete e fingir que as dores não existem. E inclusive as dores são parte importante do processo da motivação, porque você entender os seus limites é muito importante para que você consiga voltar à tarefa, voltar a esse ciclo de repetição assim que você se sentir mais disposto. Mas para isso precisa ter paciência também consigo mesmo, né? É importante, né? ter paciência consigo mesmo e analisar quando você chega ao limite, né? Porque a gente também não pode extrapolar o limite porque vai ficar um negócio assim não saudável, né, Marcelo? É, a gente a gente sempre brinca que fazer tudo com muita intensidade às vezes também a gente pode ter muitos problemas. Uhum. Então a gente tem que tomar muito cuidado com com a forma que a gente faz, como a gente faz. E e aí a gente tem que tomar muito cuidado com isso, a questão da autossabotagem, né? Quando a gente fala de disciplina, a gente fala de motivação e aí a gente coloca junto a palavra autossabotagem. Marcelo, como é que você pode trazer na sua visão, né, de de preparador, de educador físico, enfim, autossabotagem pro nosso dia? Eh, em conexão com essas duas palavras, motivação e disciplina. Eu acredito que a que a autossabotagem hoje ela é o que faz as duas outras palavras ruírem, porque por mais que a gente tenha a motivação de acordar no dia e falar: "Hoje eu vou fazer exercício após o meu trabalho" e eu ter aquela tentar manter aquela constância, as coisas que vão acontecendo durante o meu dia, que nem sempre são coisas plausíveis para você não fazer. Uhum. Então, exemplos eh bobos, mas isso já aconteceu diversas vezes. Eh, ah, esqueci o meu shampoo hoje, então não vou poder tomar banho na academia. você consegue dar um jeito, você consegue, às vezes você tem conhecidos na academia, você consegue pegar emprestado, então coisas pequenas que vão acontecendo no dia que você vai colocando para você mesmo como verdades que vão te fazer eh desistir naquele exercício do dia. Então, eh ai hoje eu esqueci o chinelo, eu não tomo banho descalço. Eu tô contando exemplos, mas que a gente ouve aí com muita frequência. Então são coisas que vão minando a sua motivação. Então você acordou lá com a energia 100% querendo eh fazer tudo. Aí alguma coisinha acontece, ai nossa, eu fiquei cansado, ai, hoje eu comi demais. Ah, então aquelas cois coisinhas vão minando e aí aquela constância, fazendo isso constantemente, você vai tendo um ciclo de autossobotagem que eu diria que infinito. Então você começa, aí seu dia vai passando, você vai ficando desmotivado, você perde a constância e aí você vai terminando o dia sem fazer exercício e e sem se movimentar. Frustrado, sem perceber que essa frustração vem por conta da autossabotagem, né, Marina? Sim, né? É interessante porque eh gostaria até de complementar um pouco da fala dele, que eu acho que a gente tem muito essa ideia de quando tal coisa acontecer, eu vou ser feliz. Quando tal momento chegar, eu começo a me exercitar. Quando eh a situação tiver num ponto ideal, eu começo a estudar para aquele concurso, esperando um momento que não chega, porque talvez isso que a gente idealiza seja muito mais gostoso na imaginação do que na realidade. E talvez haja um prazer em viver numa situação imaginária, onde a gente tem um certo controle onipotente, né, ou imaginário da situação, do que de fato vivenciá-la, porque isso implica vivenciar desconfortos e barrar em algumas limitações próprias mesmo, né? Então isso que ele disse das desculpas que a gente dá, talvez seja mais uma forma da gente se confortar. Uhum. eh a respeito daquilo que nós não estamos fazendo, porque senão a culpa também ela vem de forma muito avaçaladora, o que é um lado B assim dessa moeda, né? Até que ponto a gente consegue eh conciliar a motivação e a culpa por não o estar fazendo, né? Os dois em excesso me parece que causam danos ao psiquismo de um indivíduo. Sim. Olha só, muito sério, né? E importante a gente aprender. Agora uma dúvida aqui para os dois, tá? Eh, Marina, essa questão do nosso cérebro, realmente a gente eh executando uma tarefa por 21 dias, como se diz, né? Todo mundo e fala dessa questão dos 21 dias. Então você que é uma pessoa que eh eh estuda sobre a nossa saúde mental, pode trazer pra gente se isso é verdade ou não. Os 21 dias realmente existe, a gente executa essa tarefa por 21 dias, né? E aí depois o nosso corpo, o nosso cérebro, ele acostuma com a essa tarefa executada. É, é isso mesmo. Tem 21 dias para dieta, tem 21 dias para exercício físico, tem um monte de tarefas aí de 21 dias. Ela realmente funciona? Acho que é depende muito, porque talvez não seja um prazo igual para todo mundo, né? dizer que existe essa receita para todos é desconsiderar que existem motivos muito particulares para pessoas eh se colocarem a fazer algo a longo prazo ou não. Se 21 dias talvez te ajude como uma obrigação consigo mesma, compromisso consigo mesma a concluir essas atividades que você se propõe a fazer por esse período de tempo, ótimo. Mas não dá para dizer que é uma regra para todo mundo e que essa configuração vai se dar mesma maneira para todo mundo que quer começar uma atividade. Me parece que é muito mais sobre estabelecer um compromisso, uma obrigação consigo mesmo por um período ele diga razoavelmente mais longo para você ver se você pega gosto por aquilo. o quanto que fez sentido, como você está fazendo essas atividades ao longo dos 21 dias, como você tá se relacionando com a atividade e consigo mesmo nos momentos entre esses 21 dias que você de repente não acorda legal. É. E o que que tem a ver? Por que 21 dias? Por que que coloca? Não tem e uma explicação científica para isso? Não que eu saiba, né? dentro da área que eu estudo, dentro da forma que eu trabalho, não que eu saiba. Entendi. Mas assim, pode ser que haja e eu fico até quando você me fala isso, me vem até na cabeça essas espécie de receitas milagrosas que são ensinadas pra gente por aí e que de repente a gente acha que é verdade que tá todo mundo falando, né? Algo que é passado ali de boca em boca e de repente se torna um fato. Maravilha. E você, Marcelo, os 21 dias, eu acho que você ouve muito isso, né? É, os projetos normalmente quando a gente recebe e vê alguns projetos, todos t dias, a grande maioria. Olha, eu não sei, eu não sei te dizer certamente o porquê desses 21 também. Assim, a gente nunca teve uma explicação eh lógica, científica em cima desses 21 dias para falar, ó, com 21, se você fizer 20, não consegue, se fizer 21, consegue. E eu acho que eles eles pegam uma média aí de duas, três semanas fazendo uma atividade até que aquilo se torne natural. Eh, mas assim, na minha opinião, 21 dias seria muito pouco para um hábito como uma atividade física. Imagina, até porque a gente pega o exemplo do brasileiro comum, a gente tem pessoas que estão anos e décadas sem fazer isso e 21 dias a gente não consegue quebrar um ciclo de sedentarismo. Então seria uma coisa um pouquinho mais longa. Se eu pudesse falar para você, a pessoa passando do primeiro mês, primeiro mês e meio, a gente já consegue ter talvez a constância que a gente conversou anteriormente de se manter um mês e meio a dois, vai um por aí nessa constância, aí a coisa começa a se tornar um pouco mais fácil até para que quando a gente também recebe esses feedbacks de quando as pessoas não fazem atividade física depois de muito tempo, elas sentem essa necessidade. Então, eh, por volta do primeiro mês a segundo mês, a gente já começa a sentir, vamos dizer, esse hábito sendo mais criado e mais firme na cabeça das pessoas. Muito bem, né? Motivação, disciplina, constância, equilíbrio. São palavras aqui do nosso estúdio Câmara desta manhã de quarta-feira. Eh, eu vou pedir pro TP puxar para mim a técnica de pomodoro, porque é bem interessante isso. Olha só, a técnica de pomodoro, gente, é interessantíssima. É uma excelente maneira de manter-se focado e produtivo. Ela envolve trabalhar por intervalos de 25 minutos, seguidos por uma breve pausa de 5 minutos. Então, trabalha, executa a atividade 25, pausa 5. Escolha uma tarefa, decida o que você vai trabalhar, defina o temporizador aí de 25 minutos. Trabalhe na tarefa até o temporizador tocar. Faça uma pausa curta, descanse 5 minutos e repita o processo. Após quatro ciclos, faça uma pausa mais longa, né, de 15 a 30 minutos. Essa técnica de pomodoro, dizem, né, os estudiosos que ela eh nos ensina a nos organizar e a ser disciplinado com o nosso tempo e com a atividade que a gente precisa executar. Então, eh, eu gostaria, eu gostaria da da do posicionamento de vocês, né? é mais uma técnica igual aos 21 dias. Ou pode ser que essa repetição e essa disciplina que a gente precisa utilizar dentro da técnica de pomodoro possa nos ajudar a desenvolver uma disciplina que a gente consiga levar aí pra vida. Vamos lá, minha psicóloga. Eu sinto que toda técnica é válida, eh, se você tenta ela e ela dá certo para você, né? Então, como eu disse em relação aos 21 dias, é a mesma coisa. Eh, me parece que é algo sobre tentar e entender o quanto que isso faz sentido para você ou não. Mas algo do que eu achei interessante nessa técnica é a importância do descanso. Exato. Me parece que, eh, colocar descansos ao longo das atividades faz sentido para evitar uma sobrecarga. Mas ao mesmo tempo eu fico pensando nessa coisa do temporizador como algo positivo e negativo. Por quê? Se você sabe que daqui tantos minutos o temporizador irá tocar, eu posso ficar ansiosa pensando no tempo que eu ainda tenho para determinar determinada tarefa. Eu tô dizendo isso porque a gente tem um índice índice altíssimo de ansiedade hoje em dia. Então eu já imagino isso acontecendo. Mas isso não é regra, né? pode ser que para você funcione e que ótimo quem funciona, mas talvez o mais interessante seja a gente construir técnicas próprias e modos de experimentação para manter hábitos a longo prazo. E isso exige que a gente considere a própria realidade, a própria possibilidade, né? Porque às vezes a gente tá falando de algo que é impossível dentro da sua realidade. É impossível dentro do tempo que você dispõe para fazer alguma atividade fora do trabalho ou do cuidado de casa. Eh, talvez esteja fora da sua condição financeira. E aí eu não posso, por exemplo, pagar uma academia, eu posso fazer uma caminhada na rua. Isso não deixa de ser válido. Então existem várias formas de você entrar em contato, talvez com esse objetivo o qual você quer alcançar, mas é preciso considerar o entorno e a possibilidade de isso se concretizar. Eh, eu sei que isso é frustrante porque nos distancia do ideal, mas sempre será preciso dar esse passo para trás, o que é frustrante, mas me parece que é preciso adaptar esses hábitos à realidade de cada um e para isso talvez precise de um autoexame mais minucioso, um olhar para si que compreenda integralmente o que que é possível para você dentro daquela realidade e daquele momento da sua vida. Porque também nós oscilamos entre momentos da vida, fases, humores, né? Acho que isso é normal para todo mundo. É muito bom você trazer esse pensamento, porque igual a técnica de pomodoro traz um descanso entre as atividades e o descanso, né, a gente precisa dele e às vezes a gente esquece vivendo nesse automático, mas de repente eh são realidades, de repente não são, né, na verdade realidades diferentes e que o que encaixa para mim não encaixa para você. Aí a gente precisa do autoconhecimento, né, para que a gente possa de repente criar a nossa própria técnica. Olha só, muito bom isso, né, Marcelo? E vamos colocar a a técnica de pomodoro em cheque aqui com o exercício físico, com a execução de alguma atividade. Isso funciona, vale? A importância do descanso e a importância eh do regramo, né, e da repetição dessa regra. Isso na no seu ponto de vista, a sua avaliação, vai levar essa constância e a repetição vai levar a gente a chegar um momento que a gente faça isso por uma por naturalidade, uma coisa natural ou você não vê dessa forma? Eu acredito, vamos pensar na técnica do pomodoro, a na eu acredito que dentro da atividade física ela não se aplique tanto, até porque a gente já tem pausas durante as atividades, independente de qual ela seja. Mas no nosso dia a dia, mas no nosso dia a dia, eu acredito que se servir pra pessoa, eu sempre, eu sempre brinco e a, e a Marina também falou, é que assim, se você tem dúvida, testa, se deu certo, a gente a gente consegue fluir um pouquinho, respeitando sempre o que a gente chama na educação física de individualidade biológica. Então, deu certo para você, não necessariamente vai dar certo pro seu irmão, pro seu amiguinho, pro seu colega. Então, tem gente que prefere, tem gente que usa métodos, por exemplo, trazendo pra parte de trensum que são mais intensos e de curta duração. Uhum. Então, vamos, por exemplo, 20 minutos até o final da da energia, pausa, acabou. Tem gente que não suporta fazer esse tipo de atividade. Então a gente pensa nessas pausas pegando o gancho do pomodoro para que a pessoa individualmente se se sinta melhor nessa prática de atividade física. Uhum. Então a pausa ela é importante para isso, pra gente individualizar a questão do que ela gosta, do que ela prefere e como ela se sai melhor. Então não necessariamente a gente aplique uma um método, mas a gente vai usando essas pausas conforme a pessoa vai se adequando. Tem gente que gosta de pausas mais longas, pausas mais curtas, eh pausas longas às vezes no meio do exercício. Tem gente que às vezes dá a vida em 20 minutos, mas fala: "Eu quero continuar". Então, ó, agora a gente vai pausar 5 minutos porque você não vai conseguir aguentar. Então, a gente vai adequando dentro da rotina. Claro que isso faz com que a pessoa se sinta melhor nessa prática de atividade física e aí consequentemente ela vai gostando mais, ela vai praticando mais e vai frequentando mais essa essas aulas ou essa essa atividade que ela vai. E aí, óbvio, que ela vai ter essa constância maior, ela gosta mais, então ela faz mais. Marcelo, você acredita que quem consegue ter disciplina, motivação e consegue executar uma atividade física, seja ela, a gente não tá falando de academia aqui, né? Seja ela eh uma caminhada, mas eh executar, ter uma constância. Eh, você acredita que essa pessoa ela pode ser mais motivada e disciplinada eh no dia a dia, tipo assim, fora da atividade física, em outras atividades, né, no profissional, no social, enfim, qual que é a influência eh da atividade física? Porque todo mundo hoje eh é mais que moda, é necessário, né, a atividade física. E pra gente ter atividade física, a gente tem que ter a disciplina. A motivação, a gente já viu aqui que não rola. tem, pode rolar no início, mas depois não existe mais. Você tem que ter disciplina, você tem que ter constância. Agora, qual que é o reflexo dessa disciplina? Quando a gente consegue a disciplina na atividade física, qual que é o reflexo na nossa vida, no dia a dia, eh, na execução de trabalhos, enfim. Eh, hoje a gente consegue dizer que a que a que a atividade física ela é praticamente o pilar de tudo. Uhum. Então, a gente tem a questão do sono, que a gente tem uma uma melhora nessa qualidade do sono. Então, melhorando o sono, automaticamente você vai melhorar a produtividade, você vai melhorar o seu humor, o seu estado mental e e físico mesmo durante o dia. E hoje a gente, ainda bem que isso tá sendo levantado, eh, hoje a gente tem um um foco muito em cima da saúde mental. Uhum. Hum. Eu percebi de um de uns tempos para cá que a gente tem dado essa levantada nessa nessa bandeira e que bom. Eh, tanto que hoje a gente tem um um fluxo de pessoas treinando para saúde mental, então a gente tem um aumento nessa nessa frequência de alunos. Hoje a estética ela tá ainda em primeiro lugar, mas a gente tem hoje a questão de saúde mental sendo muito procurada. Sim. Então, eh, uma pessoa menos ansiosa, menos nervosa, eh, às vezes tomando menos medicamentos, melhorando essa questão emocional, é uma pessoa que ela tem o resto do dia dela muito melhor. Então, se ela é uma pessoa que ela não tem mais ansiedade ou ela diminuiu muito os níveis, ela dorme melhor e ela tem mais disposição física, pensa o quanto aonde isso pode chegar. Então, pessoas depressivas acima do peso, com produtividade baixa e má qualidade de sono. Se a gente mexer nessas quatro coisas, a vida dela vira de ponta cabeça, mas para muito melhor. Uau, né? Importante o que ele disse. E é uma conexão bem legal, né, com a atividade física que traz a disciplina, que traz uma motivação que reflete no seu dia a dia, né, Sim, com certeza. Isso que ele disse do da prática de exercícios para fins de cuidado da saúde mental é de fato algo que é importante considerar e não de forma estática como apenas uma forma de exercício sendo válida, mas várias várias formas de você colocar seu corpo em movimento e talvez transformar a forma como se olha para ele, né? Acho que uma das coisas mais gostosas de pensar em uma prática de exercício é descobrir que o corpo ele não é só um ornamento, mas ele é um instrumento para você fazer todas as outras coisas que você vai conseguir fazer. Então é esse corpo que vai te sustentar para você trabalhar, para você estar entre amigos, para você se relacionar com as pessoas que você ama, para você se relacionar com a sua família e você precisa desse corpo funcionando e talvez a atividade física entre justamente, principalmente nesse lugar de manter esse funcionamento, digo, saudável para que esse corpo possa te acompanhar, porque é com ele que você vai passar o resto da sua vida, né? Exatamente. Agora, Marina, traz pra gente dicas, se é que existe isso, pra gente eh aperfeiçoar a nossa disciplina, né? Porque a motivação, vamos embora, vamos lá, vamos lá falar agora a disciplina, como é que a gente aperfeiço? Eu quero ser disciplinado, mas por onde que eu começo? Uhum. Eu acho que eu sou suspeita para falar para começar pelo autoexame, talvez reflexões mais internas sobre como e por manter determinada atividade, para que, por quem. Eh, acho que esse é o é o primeiro passo mais importante, porque talvez seja isso que mantenha eh a constância, isso que a gente chama de constância, entender os próprios limites, se perdoar quando algo não sai da maneira como a gente gostaria. Uhum. E não é fácil mesmo, mas me parece que não existe um manual. É, né? Falo sobre dicas. A primeira coisa que me vem à cabeça talvez estabelecer prioridades, porque quando tudo é prioridade, nada é prioridade. Quando tudo é urgente, nada urgente. A gente precisa escolher um pouco para onde a gente vai direcionar essa energia, porque não vai ter energia para tudo, né? a gente não vai dar conta de tudo. A gente não vai dar conta de manter uma casa sempre arrumada, o trabalho 100% entregue e também um treino pesado no fim do dia, né? A gente vai chegar cansado e talvez a gente não consiga fazer todas essas coisas. E aí, como que a gente vai lidar com isso? Então, me parece que esse é o primeiro passo, se não o mais importante, pra gente conseguir eh manter isso que a gente chama de de constância de disciplina, respeitar os próprios limites, pensar nas prioridades e para que isso se torna uma prioridade, por isso se torna uma prioridade. Quando a gente fala do exercício, me parece que, como eu disse lá no início, para além do estético, é preciso pensar na forma como você vai se relacionar com esse corpo, como você entende esse corpo, como você entende esse cuidado com você mesmo. Se é só uma obrigação, como todas as outras burocracias que a vida adulta impõe, acho que fica ainda mais difícil, né? Precisa talvez haver algum tipo de satisfação nessa prática que faça com que você a busque com frequência, não como apenas um refúgio, mas também num sentido mais amplo, algo que realmente faça sentido de você manter a mais longo prazo, assim, nossa gente, vocês dão um show aqui. Eu adoro ver vocês falarem, sabe? Eu fico olhando assim, falei: "Gente, que que é isso? Que coisa maravilhosa, né? Parabéns pela fala, viu, Marcelo? Olha, eh eh vocês nos motivam, é isso, né? Isso aqui que a gente tá vendo é motivação. Então aqui você tem uma motivação. Bora agora ter disciplina, né, Marcelo? E a disciplina ela vem com a a frequência e e a nossa força de vontade, né? Eu acho que como que você vê a disciplina no exercício físico? assim, eh, eu digo exercício físico que esse é o seu movimento, né? Esse é eh essa é a sua área. Mas como é que você avalia as pessoas que estão lá e, e de repente entram motivadas, mas depois são tomadas pela disciplina? Eh, tem uma uma diferença no comportamento, né? Como que é? Eu sempre falo que tem muita gente dentro de de um ambiente de academia ou de de atividade física que encaram aquilo, não vou dizer como obrigação, mas a uma tarefa que tem que ser feita no dia, obviamente aliada a um prazer. Como a Marina falou, eh, antes dela encarar com obrigação, ela descobriu o prazer naquela atividade. Então eu sempre dou o exemplo do pessoal do Fit Dance, que é o pessoal da dança. Tem muita gente que começa ali meio que por, ah, deixa eu ver como é que é aí ama. É uma atividade que que o pessoal ama muito. E aí se tiver cinco vezes na semana, 10 vezes na semana a aula de fit dance, de dança, as pessoas, as as meninas do fit dance vão em todas as aulas. Por quê? Porque elas sentem um prazer e elas falam: "Não, não posso perder essa aula. Vai ter uma aula especial no domingo, 5 da tarde, vão ter 40, 50 pessoas nessa aula. Por quê? Elas descobrem primeiro o que elas gostam. Provavelmente elas testaram infinitas modalidades, musculação, natação, corrida. A hora que ela se descobre nessa Uhum. Uhum. Seja demorado ou não para descobrir, é aí que que a coisa funciona. Ela se descobrir naquela atividade. Uhum. Eu tenho uma conhecida que ela não perde uma aula de dança. Pode ser de sábado à noite, domingo, de de feriado. Não, não importa. Ela ama. Então ela vai, ela faz a rotina dela do dia inteiro, seja, ela faz o que ela tiver que fazer. Quando não vai, fica assim doida. Olha isso, né? É o tal do do autoconhecimento. Ela ela ela procurou, buscou, eh conheceu aquilo que faz sentido para elaum e executa com maestria. É mais ou menos isso, Marina? É, né? Sim. Eu acho que isso que ele me disse me trouxe uma reflexão acerca de um papel que não é só físico dentro dessa atividade. É um espaço de socialização, eh, é um espaço, talvez de você ter que sair da sua casa e você se tirar um pouco da rotina. Às vezes, trabalho, obrigações são coisas cansativas. E talvez esse momento da dança ou do exercício qualquer ele que seja, entra num lugar muito mais de relaxamento e descanso do que de esforço, né? Mas também é muito variável porque depende da forma como você encara o exercício também, né? Se vira uma coisa muito eh de sofrimento também entra num lugar que talvez te tire desse dessa possibilidade de descansar através do exercício, né? De usar o seu corpo de outras formas. Você vai ficar o dia inteiro sentado no seu escritório trabalhando. Acho que é gostoso você poder dançar, por exemplo, né? Fazer uso desse corpo de outras formas, movimentar, sair de casa, ver gente, conhecer, ouvir música. Tem outros benefícios envolvidos nessa única prática de exercícios. Para mim, por, por exemplo, o momento ali da do exercício, eu posso escutar música, eh, eu posso ver pessoas, eu posso sair de casa e me parece que isso me chama às vezes mais atenção do que o simples fato de que eu tenho que cuidar de um corpo, né? Tem muita coisa envolvida de repente na prática de um uma atividade. Uhum. muito significado. Agora tem um um uma faixa etária quando a gente chega numa idade da vida, a gente dá dá uma uma minimizada, né? Eh, tem gente, tipo assim, a mulher quando ela chega na menopausa, a idade vai passando, ela tá lá no no eu acho que a menopausa é o ponto, porque aí depois quando passa, a gente vê a mulher aí 50 mais que tá dando show, né, de motivação, de disciplina, de de eh gente d show em meninas de 18 anos. Quando eu digo da show é o quê? Ela tem uma força de vontade, é uma águia aqui que voa. Mas quando a gente tá chegando ali na nessa fase da menopausa, a gente o negócio, o bicho pega e aí são hormônios, eh são eh aquela questão que você não consegue dormir direito e aí vem a frustração, você não entende o que tá acontecendo com o seu corpo. Então tem também esse, a gente precisa ter um cuidado e um conhecimento do que o nosso corpo tá querendo dizer e o momento certo e se não deu, tá tudo bem, não tem problema, né? Uhum. principalmente nós mulheres que passamos pelo ciclo da menstruação. Depois da menopausa, não, mas é preciso entender que há algo no funcionamento do nosso corpo que biologicamente vai interferir no nosso humor, na nossa disposição, na nossa força. E parece que a gente não leva isso muito em consideração quando de repente num dia eu acordo menos disposta. Ah, eu tô no segundo dia de menstruação, vai ser mais difícil e você não é uma máquina, você vai precisar em algum momento respeitar, porque o seu corpo está pedindo isso. Menopausa, é a mesma coisa, né? São tantas transformações biológicas que eu imagino que o impacto no dia a dia seja muito grande mesmo. E eu acho que é uma discussão super válida, né? Me parece que a gente fala pouco ainda sobre isso, que mulheres quanto mais velhas, mais inviabilizadas ficam, né, perante a sociedade. Exatamente. Então, eu trouxe essa questão porque assim, como a gente tá falando aqui de motivação, a gente tá falando eh eh de disciplina e tal, então vem a questão da culpa. Alguém lá do outro lado tá falando assim: "Poxa vida, mas eu não consigo ter motivação, eu não consigo ter disciplina, então o que que tá acontecendo comigo? O que que tem de errado comigo? Calma, alto lá, né? tem momentos e momentos. Então, a gente tem que ter também esse cuidado, né, e e ter esse esse conforto aí, eh, para as pessoas que não estão passando um momento legal da vida. E tudo bem, tá tudo certo, a gente precisa buscar a orientação e acreditar que a gente vai conseguir. É isso, gente. E e continuar, né? Porque a constância ela traz sim a questão da disciplina. A gente precisa ter constância para ter a disciplina, né? É isso, Marcelo. É isso. Eh, a constância vai junto com com a disciplina, lado a lado. Uhum. Eh, a gente precisa entender. E aí eu voto naquilo, a gente pra gente ter constância, a gente tem que entender o que a gente tá fazendo e gostar do que a gente tá fazendo. É, exatamente. Eh, é difícil a gente fazer algo que a gente fala: "Ah, daqui 20 anos vai ser melhor para mim". Só que eu odeio fazer. Então, é muito difícil você falar: "Nossa, mas daqui 20 anos eu vou agradecer". Mas daqui 20 anos eu não sei nem como vai ser. Eu não sei amanhã como vai ser. Uhum. Então a gente tentar também entender um pouquinho disso, transformar isso numa coisa mais prazerosa. Eu usei o exemplo da dança como a gente identificar isso para que isso tenha mais eh tempo de duração, seja um pouquinho mais longo ou se possível aí dura duro até. Marcele, como que a gente faz para vencer o cansaço mental nessa questão de disciplina e motivação, manter constância e tudo isso que a gente abordou aqui? Porque o cansaço mental ele é um pouquinho pior do que o cansaço físico, não é não. Ele ele eu digo que na prática da atividade física ele ele é um dos que fazem e um dos principais pontos que fazem as pessoas não fazerem. Exato. Eh, principalmente quando as pessoas tentam fazer atividade física no final do expediente ou no final do dia. Isso é um problema que às vezes, infelizmente, as pessoas só têm aquele horário. Tem gente que às vezes tá no turno das 6 da manhã e não tem o que fazer. Ah, não vai treinar 4 horas da manhã, porque aí também a gente volta na questão do sono. Exato. Eh, então a gente tem que tentar achar uma forma de realmente a gente desligar a cabeça fazendo atividad. Como infelizmente a gente tem que testar e fazer até entender qual é a atividade que me desliga. Ah, perfeito. Qual é o o movimento que me desliga? Por exemplo, tem muita gente que gosta de colocar um fone de ouvido, vai pra esteira e fica 50 minutos. Uhum. Eh, tô ansiosa. Eu tenho uma uma aluna minha aqui é exatamente isso. Ela ela às vezes me fala: "Professor, eu estou indo paraa academia, mas não é horário de aula. Eu já sei que ela vai estar na esteira, porque ela provavelmente teve algum problema no trabalho, estressada, ansiosa, ela vai, entre aspas, descontar na esteira. Ela fica lá 1 hora, 1 hora20, fica assistindo vídeo, assiste série e vai caminhando. É uma forma que ela achou de se desligar dos estresses do dia a dia e segue bem com isso. Tem outras pessoas que falam: "Ah, eu tenho piscina em casa, então eu vou tentar fazer um exercício na piscina". Tem gente que que prefere outros tipos de atividade. Tem gente que gosta de se desgastar fisicamente para eh esquecer, vamos dizer assim, as questões mentais. Então, prefiram atividades físicas mais intensas para que às vezes eh você nem lembre muito do dos problemas que você tem naquele momento. Um exemplo é a aula de spinning, que a aula de spinning ela é um pouco sensorial também. Sim. Então você mexe com o físico que você tá pedalando, você mexe com a audição que você tá ouvindo a música alta e você tem a luz baixa ou às vezes algum jogo de luz que faz com que você também te tire um pouco daquele eixo, mas de um jeito bom. Uhum. Então é um exemplo rápido e prático. Uma bicicleta ali, 50 minutinhos, 40 minutinhos, às vezes a gente desliga. Parece, parece pouco, mas é bastante. Eu tentei, eu consegui ficar 20.000í É difícil, é uma modalidade difícil, gente. É, mas é muito bom. Mas eu vou te falar, o corpinho tem que tá preparado, né? Não vou dizer 21 dias, mas assim, umas três semaninhas você já tá você já tá praticamente já adequada ao que ao que, ao que acontece na aula, né? Muito bom. Muito bom. Agora vamos lá, Marina. Eh, psicologicamente falando, né? eh o peso do nosso desgaste mental que influencia na questão da da disciplina e dessa motivação. Sim, o peso é grande mesmo. E acho que como ele disse, é grande, talvez o peso ele possa se dissipar em atividades e que não sejam só atividades físicas, né? me parece que encontrar modalidades de atividades, e agora eu nem tô falando somente de algo relacionado ao físico, mas onde você possa descansar e não precisar buscar uma performance, me parece uma boa maneira de dissipar um pouco desse peso mental, mas sendo bem honesta, me parece que tem dias que não tem jeito mesmo. Talvez você precise se ouvir e se respeitar nesse sentido, porque, né, algo que ele disse que me chama atenção, que é às vezes a pessoa tem uma escala de trabalho que é absurda e que ocupa, que ela tem que estar às 5 da manhã num ponto de ônibus para chegar às 10 horas da noite em casa, como que você vai pensar que essa pessoa vai para uma academia, que horas que ela vai, com que recurso que ela vai? Então, talvez toda energia que elas tenha disponível para investir esteja direcionada ao trabalho. E aí em algum momento você vai precisar parar e talvez se você quiser buscar uma atividade que coloque em jogo o corpo físico, é importante pensar em algo que faça sentido e que traga algum benefício eh no sentido de ser um investimento que que te dê algum tipo de retorno, eh, em que você possa encontrar algum tipo de esperança, algum tipo de realização. Quando eu digo esperança, é realmente esperar algo dessa atividade, porque a gente não vai a nenhum lugar se a gente não tem essa esperança de que existe algo ali que vai me retornar de alguma forma. Ainda que esse retorno não seja do tamanho ou da forma como eu gostaria, é importante esperar que sim. Se a gente não tiver nenhuma expectativa, aí fica muito difícil levantar da cama mesmo. Algo a gente tem que esperar das coisas que a gente faz. E talvez esse exercício de se experimentar, se colocar em lugares que muitas vezes parecem de desconforto pode nos levar a descobrir novas faces e novos jeitos de se relacionar com a gente, com os outros, que se a gente não tivesse pisado fora dessa zona de conforto desconfortável, a gente nunca iria saber. Uau, maravilhosa. Vocês são magníficos. Que delícia, gente. Que bom o programa de hoje. Produção me avisando aqui. E olha, só, a gente ficou no bate-papo aqui e a produção, Rúbia, tem perguntas. Tá bom, vamos lá. Vamos lá. Vamos responder a turma que tá com a gente aqui no estúdio Câmara. Hoje nós estamos falando de motivação versus disciplina, né? É, a gente consegue, a gente, uma coisa, eu tenho certeza, a gente consegue, mas que é desafiador. Ah, isso é. Vamos lá. 9 horas em ponto. Vamos responder aí quatro perguntas e a gente já segue então para as considerações finais. Pode ser, produção? Então beleza. Vamos lá. A Fernanda Lopes do Jardim Marajó. Tenho dificuldade em acordar cedo para treinar. Pequenos ajustes no sono ajudam a manter a regularidade ou é preciso força de vontade? Eita! Acordar com força de vontade, Fernanda. Eita! Quem é que acorda, senhor? É difícil, né? É difícil, ainda mais quando a gente fala quão cedo ela tá acordando, né? Aham. Exatamente. Ainda mais nesse friozinho aí. Nossa. Ô, na boa, gente, no frio que fez aí os últimos dias, se acordar com força de vontade, força de vontade e ficar na cama de novo, mais um pouquinho, não é? Agora, pequenos ajustes no sono, né? Eh, ajuda dormir mais cedo, de repente, porque ela precisa acordar cedo para treinar, mas ela tem dificuldade com isso. É. Aí a gente vai naquele naquele ponto de de ter a motivação para tentar ter a constância, mas os ajustes no sono eles são importantes. Se caso se for o caso dela, ela conseguir dormir um pouco mais cedo e também tentar com que aquele sono seja um pouco mais limpo, ou seja, evitar ficar muito em rede social até o último minuto de dormir. Uhum. para que o cérebro não fique tão agitado também para esse sono e entender que o sono e a atividade física são coisas que se se puxam. Então, automaticamente, a partir do momento que eu passo atividade física, o meu sono também melhora. Aham. Se eu durmo melhor, eu eu faço a prática de atividade física um pouco mais de energia. Então, um desses dois precisa puxar o outro. Se ela não tá conseguindo dormir bem, infelizmente ela vai ter que insistir um pouquinho para que esse sono comece a melhorar. Mas uma boa notícia é que o sono já começa a melhorar logo nas na primeira, segunda semana, já tem uma melhora significativa. Então é uma coisa que já não é tão longe de ser alcançado. Muito bem, maravilha. Ô, ô, Marina, eh, esses ajustes no sono, quando ela fala, né, o sono é algo que é necessário pra gente recarregar a nossa bateria, o nosso cérebro, a nossa cabecinha, pra gente ter uma saúde mental mais equilibrada, né? Mas e aquele sono que a gente de repente, pode ser o caso dela, ajustes de sono, você vai tá dormindo, mas o cérebro não desliga, como é que faz? Eh, me parece que algo entre a ansiedade e o sono eh, não funciona legal, né? Porque se você vai deitar a cabeça no travesseiro e ficar pensando nas coisas as quais você fez ou terá que fazer no dia seguinte, a dificuldade de dormir ela aumenta, né? Por isso que a gente vê muitas pessoas fazendo um uso às vezes até indiscriminado de medicações para conseguir dormir. E aí me parece que é preciso entrar com um tratamento para esta ansiedade, para esta cobrança que se impõe de forma a você não conseguir nem dormir para pensar num resultado final que seja um ajuste no sono, né? Então, talvez seja preciso cutucar um pouco mais esse ponto para entender o que que tá acontecendo com esse sono. Ele disse algo do tipo assim, que horas que essa pessoa tá acordando, que horas que ela tá indo dormir, que horas que ela tá indo acordar. Eh, muitas vezes colocar metas ou objetivos que são muito ideais, muito fora da sua realidade também pode te prejudicar nesse sentido, porque você, enquanto ser humano, precisa que as suas funções vitais estejam funcionando bem e uma delas é o sono. Uhum. Humum. que inclusive tem uma função de processar e eh de alguma forma fixar tudo aquilo que te aconteceu no dia aprendizado. Sem ele, muita coisa não vai paraa frente. Então, talvez seja preciso fazer uma avaliação um pouco mais minuciosa do que que tá acontecendo nesse sono. Muito bem. É imprescindível, gente. A gente precisa dormir, recarregar as baterias. Pode colocar mais uma pergunta, produção, por gentileza, né? Estamos aqui com a psicóloga, um educador físico falando sobre eh motivação e disciplina. Carolina Pires da Vila Renascença. No dia em que a motivação falta, como diferenciar preguiça de cansaço real? Existe um jeito de ouvir melhor os sinais do corpo? Eita! Vamos lá. Nossa, pergunta difícil, né? Preguiça, né? Como é que tô preguiça? Tô com preguiça ou tô cansada? Que que é preguiça, hein? Para começo de conversa, né? É preguiça. Pois é, me parece que existe muito esse lugar que a gente coloca preguiça num sentido culposo de você tá fazendo, não faço porque sou preguiçosa. Me parece que isso entra num lugar de muita culpabilização. Então é preciso repensar esse conceito de preguiça, porque às vezes é cansaço mesmo, às vezes não é preguiça. Às vezes é seu corpo dizendo que você não pode fazer aquilo no momento que não tenho energia disponível. E essa pergunta acerca de como se perceber nesse sentido, eh, novamente, me pareço muito suspeita para dizer, mas talvez você precise realmente prestar um pouco mais de atenção em si mesmo. Pode ser a partir de um processo terapêutico, pode ser, mas acho que eh tentar formas de se reconectar consigo mesmo, de se ouvir, de se colocar um pouco esse olhar para dentro, no sentido de entender porque que você tá colocando isso como preguiça e se às vezes é cansaço mesmo. Exato. Porque isso que a gente chama de preguiça, muitas vezes são essas eh espécies de desculpas, como ele disse, de esperar o momento ideal paraa coisa acontecer. Uhum. Isso envolve um um peso de autocrítica muito grande. Então, às vezes não é preguiça, é autocrítica, é a condição social, é a condição de trabalho na qual você tá vivendo. Coisas que não dá para dissociar do tanto de energia em dissociar, perdão, do tanto de energia que você vai poder investir em outras coisas. Eh, tem que ficar com os pés no chão, né, e entender a nossa realidade, na verdade, e também não se culpar, né, porque de repente pode estar com um cansaço real e não uma preguiça. E aí, porque por você e querer executar e fazer e buscar e vamos lá e vamos lá, você acha que aquele bloqueio por conta do cansaço é preguiça e às vezes não é preguiça. Eu acho, acredito que acredito que na maioria das vezes não é preguiça. Então, a gente precisa se perceber um pouquinho mais. Vamos lá, mais uma pergunta pra gente, produção, pode mandar. E aí a gente já vai para as considerações finais. O Carlos Eduardo Farias, Proença, quando criamos metas ambiciosas, acabamos desistindo rápido. Verdade, Carlos. Como entender qual é o limite entre desafio e frustração? Ô, ô, Marcelo, por, né? É, eh, é importante a gente parar e pensar que a gente precisa subir a escada, a gente tem que ir pelo primeiro, segundo, terceiro, quarto degrau, né? A gente não pode, uau, ir lá para cima, porque se pode levar um tombão, cair e machucar. Então, essas metas ambiciosas, né? O que que traz pra gente essa essa pergunta aí do Carlos? E ele quer saber do do limite entre desafio e frustração. Mas eu queria que você eh falasse sobre essas metas ambiciosas. a gente cria metaambiciosa e desiste, acaba desistindo na maioria das vezes. É, eu sempre falo que a gente dimensiona errado as nossas expectativas em relação ao resultado que a gente quer. Uhum. Então, muitas vezes aí vamos falar da questão estética, que acredito que seja o caso do Carlos. A gente sempre idealiza uma coisa muito longe. Então, eu tenho x kg, eu quero emagrecer 10 kg até dezembro. É sempre assim. Aham. Só. E para por aí. Mas como é que você vai dimensionar isso? Você sabe quantos quilos são por mês? De agosto até dezembro? Como que você vai perder esses quilos? O que que você já fez? O que que você já pensou em relação às às estratégias que você vai ter sobre sobre a sua alimentação? Porque se você quer uma meta ambiciosa, é uma meta um pouco mais complexa. Então ela demanda outros fatores também, não só atividade física. Mas então a gente dimensionar de uma forma que seja plausível, mas que também não seja tão ambiciosa. Então sempre tentar conversar com algum profissional ou buscar alguma dica, você sempre vai conhecer alguém que que trabalha na área ou que tenha alguma opinião mais profissional em relação a isso. Eu, por exemplo, cansei de dar de opiniões e dicas para pessoas que me perguntavam é sobre isso. Então é a gente não pensar assim, eu vou emagrecer 10 kg até o Natal ou até o ano novo então calma. Como é que você quer emagrecer isso? Vamos lá, vamos pensar. são, sei lá, 2, 3 kg por mês ou a gente vai tentar emagrecer o mais rápido possível antes e depois a gente vai estabilizar que formas de exercício você vai conseguir para fazer isso, que horas você vai fazer isso. Então, é um é uma coisa muito complexa que aí realmente mexe na questão da motivação e da e da nossa agenda, porque às vezes a gente idealiza algo, a gente nem sabe se aquilo é realmente o que a gente quer. Uhum. Eu sempre brinco, todo mundo fala que quer perder 10 kg. Todo mundo que você perguntar quer perder 10 kg, eu falo: "Você sabe como que você vai ficar com 10 kg a menos? Se você perder cinco já vai tá bom?" Você não sabe. Exato. Porque a gente não dimensiona. A gente não sabe o que é ter 10 kg a menos visualmente. A gente não consegue dimensionar isso de forma concreta. Então, às vezes a gente quer algo que é muito longe. Sim. Uhum. E tem pessoas que realmente não dá para perder 10 kg ou não dá para chegar naquilo e alguém tem que chegar e ser real com aquela pessoa. Ó, infelizmente até dezembro ou no no como você está hoje, eu não indico você perder 10 kg ou não indico você fazer tal coisa, porque senão todo mundo quer tudo, mas ninguém consegue fazer o que tem que ser feito. E aí vem a frustração, né? E aí, obviamente, Aham. E como é que a gente faz então nossa psicóloga para entender o limite, né, entre desafio e frustração? Que que é esse desafio? O que que é essa frustração? Então, eu fiquei até em dúvida sobre essas coisas estarem em lados opostos nessa pergunta, porque desafio implica frustração. Na minha opinião, acho que, na verdade, lidar com a frustração é imprescindível quando a gente tá falando da experiência humana, assim, porque a gente vai se frustrar em alguns momentos da vida, gente, vamos ser realista, né? Vai, Exato. Principalmente quando a gente tá lidando com um desafio. Uhum. E desafio para mim, no sentido do que eu entendo, me parece que é algo que é novo para você. Uhum. Se jogar no novo é sempre ter que se colocar, talvez, numa posição de desconhecido e de ter que se testar em novos lugares os quais você nunca esteve antes fazendo coisas que você nunca fez. E talvez você precise passar pelos erros eh para conseguir chegar em algum lugar e é difícil passar por isso, né? Então, não sei se a gente pode pensar num limite, seão são duas coisas que elas andam juntas, não tem como, né? A gente precisa entender que a frustração tá aí, o desafio também, a gente vai se frustrar, a gente vai cair, a gente vai levantar e a gente precisa continuar. Essa é a tal da disciplina, não é? Um bebê para aprender a caminhar, ele foi o quê? Disciplinado. Porque ele caiu, levantou, caiu, levantou, caiu, levantou, contou com ajuda, né? Eh, e conseguiu. Então, eu acho que é é isso que a gente traz eh eh de legal para você eh e de motivação, né? Olha só como é que é um contraponto, né, gente? Mas é isso, a gente hoje eh eh falamos que da motivação. Hoje a gente viu que a motivação é importante, mas ela não é suficiente. É a disciplina que sustenta os resultados, que nos ajuda a criar hábitos e são os pequenos passos que vão trazer esses hábitos para o nosso dia, né? Eh, eu acho que a gente fecha o programa de hoje motivando você. Quero te agradecer, Marina. A gente tá encerrando. Obrigada mais uma vez suas palavras eh eh a colocação, as pontuações. Gente, vocês são maravilhosos. Muito obrigada, Mar. Eu que agradeço. Sempre um prazer táar aqui. Maravilha. E você também, né, Marcelo? Obrigada eh por contribuir e e por motivar essa galera. Motiva eu também, né? Porque a gente vai ouvindo vocês falarem, fala assim: "Nossa, é hoje, é hoje, tá motivado. Agora precisamos da disciplina. Agora é o mais difícil, mas é um caminho, é um caminho gostoso. Eu digo que as pessoas nunca se arrependem. É muito difícil de você ver alguém se arrepender de ter feito semanas, meses de atividade física. Então, ai, é verdade, né? Então, gente, bora lá. É isso mesmo. Motivação, disciplina e frustração. Sim, vai ter. Mas, ó, levanta e vamos. Você vai ter um dia maravilhoso, acredita? E pega a disciplina e segue, gente. Vamos lá. Vamos seguir, ó. A gente vai encerrar o programa, mas eu quero lembrar que daqui a pouquinho a gente tem a Íria, a nossa inteligência artificial. Sabia que a gente tem uma inteligência artificial? Ela é jornalista. Isso mesmo. E ela vem direto da Central IA de Informações, trazendo informações aqui de Campinas, informações também do legislativo, claro. E informações estaduais, informações nacionais. Eh, a cotação do dólar, do euro. Aí é chique, gente. É isso. Daqui a pouquinho ela tá com a gente. Lembrando que hoje nós temos eh reunião ordinária também, tá? A partir das 18 horas você é convidado para participar lá no plenário da Câmara e ao meio-dia nós temos Câmara Notícia, eh informações do legislativo e também de toda a nossa metrópole. E amanhã, amanhã nós temos nosso estúdio Câmara. Deixa eu ver aqui do que que nós vamos falar amanhã. A produção já passou pra gente e amanhã, deixa me ver aqui, nós vamos falar sobre aliviar o estress. Hum. Aliviar o estress você consegue? É, o estress faz parte da vida moderna, claro que faz, mas até que ponto o strress é tolerável, né? Até que ponto você consegue segurar o estress? A gente vai discutir como é que a gente identifica os sinais do stress excessivo e quais medidas práticas podem ser adotadas no dia a dia pra gente aliviar a tensão, aliviar o estress. Você anda estressado, então o programa é para você. Tá todo mundo estressado, gente. É no trânsito, é em tudo quanto é lugar, ó. Respira e salta, tá bom? Amanhã a gente fala então como aliviar o strress aqui no nosso estúdio Câmara. Vamos entregando. A gente agradece a sua audiência, a sua companhia. Mais uma vez agradecemos aos nossos convidados, a nossa equipe maravilhosa que sempre produz, né, eh eh traz convidados excelentes, a nossa técnica, todo mundo que faz parte aí do nosso grupo. Então, obrigada mais uma vez. A gente entregou, nós conseguimos. É isso, é a motivação e é a disciplina. Fique bem e até amanhã, a partir das 8 da manhã com mais uma edição do nosso estúdio camp. Valeu, tchau. Tchau. [Música] [Música]
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