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Estúdio Câmara | Como criar filhos sem consumismo e pressão das redes sociais?
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Estúdio Câmara | Como criar filhos sem consumismo e pressão das redes sociais?

23 views Publicado 25/08/2025 HD · 50:06

Descrição do vídeo

👨‍👩‍👧 Como criar filhos em um mundo dominado pelas redes sociais, tendências da moda e o consumo imediato? Essa é a reflexão central do Estúdio Câmara desta semana, que discute os desafios e caminhos para uma educação mais consciente, afetiva e menos influenciada pelas pressões da sociedade de consumo. Hoje, muitas famílias se sentem pressionadas por um modelo que associa felicidade ao consumo: brinquedos da moda, roupas de marca, influenciadores digitais e a necessidade de estar sempre atualizado com as últimas tendências. Mas será que essa é realmente a melhor forma de educar nossas crianças? No programa, especialistas e pais compartilham suas experiências para mostrar que é possível trilhar outro caminho: o da criação baseada em valores duradouros, vínculos familiares e consciência social. 📌 Participações especiais Leonan Pereira – psicólogo, que fala sobre os impactos emocionais do consumismo infantil, os riscos da exposição precoce às redes sociais e como orientar crianças para que aprendam a diferenciar desejo de necessidade. Rodrigo Nejm – coordenador de Digital do Instituto Alana, que explica como o ambiente digital influencia o comportamento das crianças, quais são os riscos da publicidade direcionada a elas e como os pais podem estabelecer limites saudáveis. 📌 Temas discutidos no programa ✔️ Desejo x necessidade: como ensinar crianças a entender que nem tudo o que é mostrado nas redes sociais é essencial. ✔️ Pressão publicitária: estratégias para proteger crianças de influenciadores e campanhas que associam consumo à felicidade. ✔️ Redes sociais e infância: como lidar com a inevitável presença da tecnologia sem excluir completamente as crianças do ambiente digital. ✔️ Educação financeira desde cedo: maneiras simples de mostrar o valor do dinheiro e da responsabilidade no uso dos recursos. ✔️ Valorização das relações afetivas: o papel da família no fortalecimento de vínculos em vez da busca constante por novidades de mercado. ✔️ Consciência crítica: como formar cidadãos mais resilientes às pressões externas e mais conectados a valores humanos e coletivos. ✨ Por que assistir? Este episódio do Estúdio Câmara é um convite à reflexão sobre como estamos preparando nossas crianças para o futuro. O consumo desenfreado, o excesso de estímulos digitais e a pressão por se encaixar em padrões sociais podem comprometer a saúde emocional e o desenvolvimento saudável da infância. Assistindo ao programa, você vai descobrir ferramentas práticas, orientações de especialistas e exemplos de famílias que escolheram um caminho diferente: menos voltado para o consumo e mais voltado para o afeto, a criatividade e a convivência saudável. 👉 O Estúdio Câmara é o espaço de debates da TV Câmara Campinas sobre temas que impactam a vida das famílias, trazendo especialistas e experiências reais para enriquecer a discussão. 🔔 Inscreva-se no canal da TV Câmara Campinas, ative o sininho para não perder nenhum episódio e compartilhe este vídeo com outras famílias. Nos comentários, conte: como você lida com a pressão do consumo e das redes sociais na educação dos seus filhos? Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Gente, o que que foi isso? Precisei chamar o break. Segundamos, tempo seco e simplesmente me deu uma crise de tosse, né? Vamos fazer o qu então? Peço desculpa a você, tive que ir pro intervalo rapidão porque deu uma crise de tosse na dona Rúbia aqui, mas tci, respirei. Agora a gente continua falando aqui no nosso estúdio Câmara com os nossos entrevistados. o Leonan e o Rodrigo. E nós estamos falando sobre a publicidade, né, mas a publicidade infantil que pode confundir até mesmo os adultos. Publicidade infantil no ambiente digital. Atualmente a internet ela representa um dos espaços mais desafiadores no que diz respeito à proteção às crianças. Isso inclui, sem dúvidas, a exploração comercial infantil. Afinal, o mundo hiperconectado inaugura novos hábitos de consumo e novos formatos de publicidade o tempo todo. Agora, Leonan, como é que os pais podem perceber quando o consumo ele tá se tornando excessivo, né, ou prejudicial no desenvolvimento da criança? Porque na verdade é assim, quem vai fazer a compra é o pai. A criança ela vai ver, ela vai pedir, mas quem vai comprar é o pai. E como a gente traz coisas da nossa infância muit das vezes, né? Eh, eh, Rodrigo e Leonan, a gente fala assim: "Ah, eu vou comprar isso aqui porque eu não tive, então vou comprar pro meu filho". E aí, como que fica? Quando que a gente percebe que isso tá se tornando excessivo e prejudicial no desenvolvimento das nossas crianças? Então, muitas vezes a gente não percebe, né? E aí vai um pouco de encontro com o que eu tava trazendo um pouco antes do nosso break, que foi sobre essa questão de como é que a gente pode orientar os pais eh a práticas parentais que vão de encontro a construir valores sólidos mesmo, né, em relação a ao a às compras, em relação ao que é importante pra vida dessas pessoas. Mas se a gente for olhar bem, isso é um reflexo que vai não somente, né, não parte da criança, mas ela parte também, né, da de nós enquanto adultos e como a gente se relaciona com esse processo todo de eh ã de consumo, né, enfim. Então isso isso é uma coisa importante que pode trazer aí algum tipo de desenvolvimento. Muito bem. Agora, eh, o Instituto Alana, gente, ele denuncia, né, eh, essa questão da publicidade, porque nós temos uma questão aqui muito importante, que é o quê? Publicidade de apostas para crianças. E nós temos aqui a questão que o Instituto Alan, ele acabou denunciando. É isso mesmo que aconteceu, Rodrigo. Crianças fazendo aposta de jogos na internet e vocês conseguiram fazer essa denúncia. Conta pra gente como que ocorreu isso. Pois é, Rúbia. Eh, aana fezse uma denúncia e é muito triste ver, né, num caso explícito, crianças usando a plataforma do Instagram para poder fazer publicidade para outras crianças sobre o jogo do tigrinho na ocasião que ainda tá disponível, mas a gente sabe que foi uma febre, não sejas tem várias ilegalidades. É uma criança fazendo publicidade de um produto ilegal para outras crianças. Mesmo se fosse um produto supostamente legal, eh, criança não pode fazer publicidade para outras crianças. A gente tinha crianças fazendo publicidade de jogos de azar, jogos de aposta para outras crianças dentro da plataforma, que inclusive é uma plataforma para maiores de 13 anos. E a gente estava falando de uma criança com menos de 10 anos. Essa denúncia eh foi feita e a gente precisa que a população tenha essa sensibilidade também. Toda vez que encontrar um anúncio publicitário que use crianças de uma forma eh direta ou que faça anúncios de produtos impróprios para crianças, é importante denunciar tanto na própria plataforma, mas também denunciar no Ministério Público, denunciar eh em outros ambientes. Eu gosto de usar a seguinte metáfora, Rúbia, em complemento ao que o Leonil trouxe, todo o impacto psicológico, né? Vamos lembrar que é como se as nossas crianças estivessem de alguma forma se alimentando de conteúdos digitais. Quando a gente vê essa publicidade abusiva, é como se a gente tivesse vendo eh substâncias alcoólicas, eh cigarro ou produtos completamente tóxicos para criança, sendo anunciados por crianças para crianças. Então tem uma indústria que financia isso, né? A gente não pode permitir com que a gente abuse dessa vulnerabilidade das crianças para ganhar dinheiro, né? E o último ponto é não subestimar também a capacidade de compreensão das crianças. A gente precisa falar sobre isso com as crianças. As crianças também t uma agência, né? Não só a gente não fazia da criança o nosso objeto, né? De atender as nossas fantasias, os nossos desejos, mas também tem uma conversa muito direta com as crianças. Então, olha, tem produtos também na internet, meu filho, que não são adequados. Tem coisas na internet que não são paraa sua idade. Tem também os vilões, o bicho papão, também tem de alguma maneira a sua representação simbólica nos perigos do digital, né? Para que a criança possa entender o porquê de alguns limites, que não seja só uma restrição aleatória, né? Porque o pai e a mãe não deixa. Essa parentalidade, como o Leonil trouxe, é super importante para que a gente possa cuidar disso que a gente chama da dieta digital das nossas crianças, filtrar o que que elas se alimentam no digital. avaliar qual é a composição desses conteúdos, né? Como se a criança não pode muito nova se alimentar e fazer uma metáfora aqui, né, de batata frita, bacon e salgadinho todos os dias. Se ela fizer isso durante uma semana, 15 dias, ela vai parar na UTI, porque o alimento é ele não alimenta. Esse caso é comida, mas não é alimento. Na internet também tem muita coisa que elas se engajam, que elas conectam, mas que não alimentam a elas do ponto de vista de capacidade crítica, de capacidade de escolha. Então é um desafio da parentalidade hoje, a gente educar para que a gente tenha um repertório digital mais plural, para que elas saibam também evitar os alimentos, digamos assim, tóxicos. E dentre eles estão esse caso que você mencionou de, por exemplo, anúncios para convidar crianças a jogarem jogos de azar e às vezes as crianças usam até o dinheiro que a família não tem, Rubert, para gastar eh jogando, por exemplo, fazendo apostas. Por isso que é preciso ficar muito atento eh e evitar com que isso aconteça e se presenciar, denunciar na plataforma, mas também procurar o Ministério Público, procurar uma autoridade para que isso chegue eventualmente no próprio site do Instituto Alan a gente tem um canal de denúncia sobre publicidade eh abusiva para crianças que vocês podem fazer de forma anônima, inclusive presenciar isso também na internet. Muito obrigada por isso, viu, Rodrigo? Muito obrigada por isso, porque se a gente para para analisar essa questão eh das eh plataformas de jogos, né, se para um adulto isso faz uma devastação enorme, agora vamos colocar aí uma criança na frente do celular fazendo apostas. Gente, ô Leonan, que riscos, né? O estímulo, a prática de apostas para crianças e adolescentes pode trazer. Olha só que absurdo. E ainda bem que o pessoal do Instituto Alana recebe denúncias e que estavam atentos e que foram ver essa questão aí de crianças sendo influenciadas para poder fazer apostas em redes, né, de na através da publicidade digital, na verdade, né? A a criança ela não tem repertório para lidar com o dinheiro e para entender o o que o que é o valor do dinheiro, né? simbolicamente e expressamente, né? Então, quando eh a gente olha para essa situação com os adultos, a gente já vê uma certa dificuldade em eh manejar algum alguns tipos de sentimentos e comportamentos, o que vira aí um pode vir, né, se tornar um vício comportamental, como a gente tem um episódio aí também falando sobre isso, né, em algum momento daí que a gente trouxe. Uhum. Então, pra criança isso acaba sendo um pouco mais intensificado, porque é isso, ela também não tem essa eh se nós adultos temos uma certa um certo repertório, um certo olhar sobre para o dinheiro que é um pouco mais eh crítico, né, ou pelo menos deveria ser, né, a criança não tem nenhum olhar sobre dinheiro e para ela esse mundo do dinheiro é uma novidade extremamente grande. Então, olha o risco que a gente coloca, né? Porque aí a gente pode, inclusive pegar crianças que podem usar o cartão de crédito dos pais e aí isso pode gerar conflitos familiares e essa criança pode sentir coisas que ela nem tá entendendo o que que é, como por exemplo a culpa, né? Eh, eh, então são várias as possibilidades, né, de de dizer que isso é perigoso. Eh, e que bom, né, eh, que o Instituto Alan tem feito esse trabalho. Que bom que a gente tem pessoas compromissadas em relação a isso. Muito bem, né? A, ô Rodrigo, as estratégias de publicidade digital hoje elas, ã, para atingir o nosso público infantil tem publicidade disfarçada. Eles usam estratégias como esses influenciadores mi, os youtubers. A gente pode falar que isso é uma é uma estratégia, é uma publicidade disfarçada, é algo que é velado, mas que tá chegando nas nossas casas. É, tem muitas camadas aqui, Rúbia. A gente tem sim muita publicidade direcionada pra criança, disfarçada de conteúdo espontâneo. A gente sabe, né? Tem essa feb ainda hoje do tal do do unboxing, né? que é essa coisa de crianças abrindo presentes, abrindo caixas de brinquedo e depois brincando. Tem uma parte disso que foi um pouco eh eh eh imitação, mas a origem disso é muito uma estratégia de publicidade que parece ser uma criança comum, né? Uma criança como qualquer uma outra abrindo um um um brinquedo para brincar, mas muitas vezes são patrocinados, né? Como eu disse, são roteiros, são toda uma estratégia de marketing que não se dá o nome de publicidade, finge que é só uma criança brincando e não, né? Esse é um exemplo muito comum ainda hoje que a gente precisa ter atenção. E mexe com uma outra dimensão problemática que é o trabalho infantil. Criança não pode trabalhar. A única exceção que o Estatuto da Criança traz é o trabalho infantil artístico e que tem uma série de critérios de condicionantes que o juizado da infância acompanha com a família, com a escola, tem um limite de horas. O setting de filmagem ou teatro tem que ter todo um espaço adequado para que aquela criança faça o seu trabalho infantil artístico, que é importante. A gente tem talentos também, crianças e adolescentes e é justo que eles tenham essas condições especiais. Agora, não há nenhum cuidado dessas plataformas e dessas empresas que às vezes acabam fazendo isso de usar os mesmos critérios de cuidado dessa inserção artística na internet. E a gente tem que exigir que isso aconteça também, porque há muitas situações em que a própria família, né, a gente vê, expõe a crianças. A gente viu, né, as polêmicas recentes da questão da adotização, como às vezes as próprias famílias fazem das suas crianças objetos e vendem essa imagem dessas crianças, monetizando isso e vendendo, digamos, para marcas poderem também usar a imagem da criança, o que não é justo com a criança, né? É uma violência. também com a criança. Então, é importante ter esses critérios na internet. a gente tá avançando aos poucos com as leis, o que significa que não é que não pode ter produtos e e produções para crianças, não. Mas é preciso de fato que se é o alvo uma criança, esse conteúdo tem que ter critérios, tem que ter elementos básicos e não podem ter publicidade direcionada paraa criança. você quer vender um produto que o público alvo é a criança, a publicidade tem que ser direcionada aos pais das crianças, como o Leonel sempre trouxe agora, né, que é quem tem a gestão do recurso financeiro, a criança não pode ainda ter essas decisões. Então você faz a publicidade para os responsáveis que vão adquirir o produto e não o produto diretamente, explorando a vulnerabilidade de discernimento e de tomada de decisão daquela criança. Isso também tem que valer pra internet e essa é uma disputa que a gente tem feito agora para que as pessoas entendam que também na internet é preciso ter essas camadas. Infelizmente hoje as os espaços digitais não são desenhados pensando na criança. Para concluir, eu gosto de usar uma metáfora, né? como se a gente tivesse permitido as crianças a entrarem num parque de diversões, mas que é um parque de diversões que não tem as condições m de segurança, não tem cinto de segurança, não tem grade de proteção, é como se vendesse a imagem que é apropriado paraa criança, mas não é. Até porque a gente não pode ignorar a classificação indicativa. Cada aplicativo, cada jogo, cada site de vídeo tem uma classificação indicativa e a maior parte deles é de 13 anos ou mais. E aí as empresas fingem que as crianças não estão lá por um lado na hora de pensar em segurança, mas ao mesmo tempo incentivam publicando, divulgando cada vez mais conteúdos de crianças. A gente não pode permitir mais isso. Hoje a gente torna de fato esses ambientes apropriados à diferentes idades. 5 anos é uma coisa, se é outra, 10 é outra. Hoje a gente de fato organiza para que os ambientes digitais sejam receptivos e seguros para essas crianças. ou a gente tem que imediatamente tomar medidas para tirar as crianças que estão em lugares onde não estão apropriados para as idades. Isso é uma agenda que a gente começa a trabalhar cada vez mais agora com o que a gente chama da verificação etária para que a gente tenha eh eh como tem no parque no parque diversão. Tem brinquedo que é para 10 kg, 20 kg, tem brinquedo que só pode 30 kg, tem brinquedo que só pode a partir de 1,20 m. Lembra? A gente viveu isso na internet também. Tanto as empresas têm que se adequar e nós como famílias também a gente precisa olhar que a internet não é uma coisa só, né? Tem lugares que não são apropriados para criança, porque a gente acabou de falar aqui de vários exemplos só da publicidade quanto é danoso, né? Tem outros conteúdos que podem ser ainda piores e a gente tá muito atento. Famílias, empresas de tecnologia e também o estado trabalhando para criar essas camadas de segurança. Exatamente, Rodrigo. E aqui no estúdio Câmara, sabe, nós a gente vem desde a semana passada falando, trazendo temas referente a essa questão da criança, né? a criança, eh, o risco, né, que a criança tem estar exposto à internet, a gente precisa do monitoramento dos pais e a gente precisa fazer um um limite, ter um limite, né, paraa criança com a questão da rede, do da da internet, do celular. Eu acho que as coisas precisam se alinhar. E com toda essa exposição, com toda essa mídia que a gente tá vendo acontecer com a questão da adultização, né? Eu acho que eh nós estamos começando a trilhar um caminho em que as coisas podem se aliar alinhar. Mas para isso a gente precisa ter alternativas, né? Alternativas. Então eu pergunto pro Leonan na questão da psicologia, qual a quais alternativas os pais podem oferecer às crianças para reduzir o apelo consumista e fortalecer outros valores, porque a gente precisa substituir, no caso, não é só tirar o celular que que que traz aquele incentivo quando a gente tá falando aqui da questão da publicidade, mas você tira, você precisa substituir por algo que traga eh eh interesse, né, dessa criança. Então, o que que a gente pode, Leonan, eh, trocar, substituir as alternativas, as opções que a gente precisa estar atento, porque não é só retirar, né? Porque se você retirar, a criança, infelizmente, ela vai querer voltar e ela vai trabalhar para que isso aconteça, né? Hum. é um desafio, né, como o Rodrigo bem disse, né, é um desafio eh exercer a parentalidade em 2025, né, dentro de tantas eh questões que as nossas crianças vêm atravessando. O, a grande questão em relação a propor uma alternativa a tudo isso, eh, ela, acho que dá pra gente pensar em várias camadas assim, mas a primeira camada ela vem de um ponto um pouquinho mais estrutural, né, de como a gente tá oferecendo também para esses pais de oferecer, por exemplo, o tempo de qualidade para estar com essas crianças, né, enquanto sociedade. Então, eh, tem também outras várias questões aí, por exemplo, das crianças neuroatípicas, né, que muitas vezes se encontram ali em eh situações de crise e os pais não conseguem manejar. Então, a gente precisa trazer eh o eh um repertório, repertoriar esses pais primeiro para que eles consigam fornecer alternativas. Mas dentre as alternativas, eh, com certeza é a gente começar a trazer um pouquinho mais e solidificar eh o o quanto pode ser prazeroso eu estar em um momento ali de diversão, né, em um momento de de qualidade com a família, a família mesmo. Então, se eu quero que as minhas crianças elas eh fiquem menos em frente às telas, eu preciso também desligar o celular, colocar do lado ali e brincar com essa criança e também resgatar um pouco da minha eh infância, né? Então, eu gosto muito de trazer isso para as pessoas que eu converso, que eu atendo, essa ideia de que a gente pode sim ser criança quando a gente tá exercendo parentalidade. E é muito bom e proveitoso que isso aconteça, né? Eh, mas ressalto que a gente culpabilizar os pais pelo problema não é o caminho, porque os pais também estão passando por uma questão estrutural que precisa ser eh repensada, né? E aí eh a gente precisa pensar também em propagandas que são voltadas para os pais e não para as crianças, né? E e então eu digo que é um desafio, não é algo simples, não é algo fácil, mas pais, tentem eh o máximo que puder oferecer esse tempo de qualidade com a com seus suas crianças para que elas vejam também graça e sentido em estar ali também desconectada das redes sociais, né? Eh, e também dessa coisa de que eu preciso de algo para ser feliz, né? né? Eu preciso de algo para me sentir completo. Acho que às vezes a gente já tem coisas boas ali próximas a nós e quando a gente consegue valorizar isso, a gente dá modelo paraas nossas crianças. Excelente, gente. E o exemplo dos pais e cuidadores, é importante a gente ressaltar que eles influenciam, né, no comportamento de consumo dos filhos. Ou seja, não adianta pedir moderação aos filhos se o adulto também não refletir sobre os seus próprios hábitos. E aí o Instituto Alana, gente, é bem interessante que lá no site, depois eu quero eh pedir para vocês para que acessem o site porque vocês vão entender o que eu tô falando. É muito interessante lá, porque eles ensinam como que a gente identifica a publicidade eh dentro da rede social ou então a publicidade infantil, né? Qual Qual é a diferença da publicidade infantil direcionada para a criança e da publicidade infantil também direcionada para os pais? Porque tem isso também, né, Rodrigo? E é bem interessante a gente aprender a fazer essa identificação, porque isso também está aliada na regulação aí desse movimento que a gente tá falando hoje, que é a questão da publicidade infantil, que é algo proibido e que eleva o consumismo e também mexe muito com a saúde mental da criança e também da família, se a gente for parar para pensar no conjunto, justamente é é essa esse olhar cuidadoso que você menciona que é importante para diferenciar os conteúdos. Não vale só paraa publicidade, não, como eh Leonel trouxe agora, né? É essa essa esse tempo de qualidade na vida da criança. Isso vale para muito fora da internet também, né? É pensar qual é a nossa disponibilidade como cuidadores de estar de fato com essa criança. A gente sabe que isso é difícil para algumas famílias, né? tem que trabalhar três turnos, que tem toda uma uma um conjunto de necessidades ali que extrapolam a vontade das famílias. E a gente sabe também que é sempre uma dose de cobrança, de responsabilidade sobre as mulheres cuidadoras muito desproporcional do que em relação a aos pais e outros cuidadores, né? Mas é justamente olhando para isso, dentro do tempo que eu tenho disponível, como que eu também posso aproveitar para navegar junto com essa criança. Os pais também, como você disse, podem ser promotores de boas referências de conteúdo digital. Eu tenho um filho de 5 anos, eu tenho que fazer isso daqui na minha casa, assistir junto mesmo aqueles considerados desenhos de classificação livre, tem desenhos que eu acho que não são apropriados e não contribuem muito na formação do meu filho. A gente tem que sentar e assistir junto, porque para tomar essa decisão eu tenho que assistir. E às vezes mais legal do que o desenho propriamente dito é esse momento de vínculo de poder est junto com o filho, com a filha, se divertindo, vendo alguma coisa na televisão, por exemplo, dependendo da idade, eventualmente jogar um jogo junto. Neste momento juntos, você pode inclusive trazer alertas, olha, falar sobre a questão da publicidade, falar sobre tomar cuidado com não aceitar convites de estranhos ou mesmo não aceitar eh eh propostas de comprar alguma coisa, porque também tem eh pessoas que fazem isso numa abordagem mais direta. Então tem também no no site do Instituto Alana que eu vi que vocês mostraram, a gente tem também, especialmente no portal Lunetas, uma recomendação para as famílias que nos acompanham. Tem inclusive dicas de desenhos animados que são apropriados paraas diferentes faixas etárias, desenhos que a gente chama de baixo estímulo, são desenhos que também não estão associados a vários produtos nas lojas associados à aquele desenho que passa na internet ou na televisão. Não. São desenhos são criados como produtos culturais para crianças, mas que se esgotam ali. É o prazer da arte, o prazer te ver, é a diversão, é a aventura, é a ficção científica que se completa e se realiza na própria produção do vídeo. Não precisa vir atrelado um monte de produto de carrinho, de plástico, de outras embalagens. E acho que para retomar o ponto que conecta aqui, né? Tempo de qualidade online depende também de tempo de qualidade fora das telas. E além do que o colega já trouxe, lembrar, tá tudo conectado. Conecta inclusive não só com os ambientes digitais serem mais bem preparados para ter crianças seguras, mas também pensar gente, né, qual é a qualidade das praças públicas nas nossas cidades, qual é a qualidade que faça este lazer gratuito fora das telas, fora de casa, né? passa também por discussões de segurança pública e de equipamentos públicos culturais que a gente precisa voltar a participar mais das praças, dos bairros, pensar nas crianças do entorno, porque quanto mais coletiva for eh a abordagem para esses problemas, mais fácil, né? Porque pensar que cada família sozinha vai ter que fazer tudo não dá, né? Mas se as famílias no bairro, as famílias ali na tua rua começam a se organizar e a ocupar mais os espaços públicos, até pra gente cobrar das autoridades também cuidarem melhor das classes, dos parques, a gente pode ter uma boa combinação aí, um pouco de tempo de qualidade em família nas telas e um bom tempo de qualidade também das famílias nos parques, nas praças, nos teatros, nos cinemas, porque não se trata de uma coisa ou outra. É preciso encontrar o equilíbrio para que fique um pouquinho de cada. Tem coisas legais sim nas telas, tem coisas legais sim na internet, mas tem coisas muito legais também fora. E as pesquisas têm mostrado que a falta do acesso à natureza, especialmente na primeira infância, pode ser devastador do ponto de vista, inclusive de desenvolvimento emocional, desenvolvimento da coordenação motora, desenvolvimento de inclusive criatividade e capacidade imaginativa. A criança é privada da natureza, privada dos parques e fica exclusivamente em telas. Não tem como esse tempo ser de qualidade se a tela é a outra opção de lazer, de estudo, de interação daquela criança. Exatamente. Você viu, né, a nossa nossa produção, pessoal da técnica colocando o site do Instituto Alana. muito importante. Tem muita coisa boa nesse site para você pai, para você mãe, pra gente poder eh eh ter uma orientação, porque às vezes a gente também não sabe, né? A gente também não não tem noção que aquilo que nosso filho está vendo está sendo nocivo, né, pra nossa casa, pro nosso convívio e para a nossa criança. Olha só que interessante, né? quando eh o Rodrigo traz a questão de de ir pra floresta, de contemplar, levar as crianças a aproveitar um outro estilo de vida, sair desse mundo de tela, né? Ó, um mundo melhor para as crianças é um mundo melhor para todas as pessoas e com certeza, com toda certeza. Agora, a gente traz também eh falando de sair das telas a responsabilidade dos pais, mas também o papel das escolas, né? o papel dos educadores, porque a escola, gente, forma eh o nosso o nosso cidadão, a escola dá formação e eh traz uma consciência é é importante trazer uma consciência crítica sobre o consumo e sobre essa mídia que hoje tenta influenciar as nossas crianças e os nossos adolescentes e também os nossos pais, né? Agora, Leonan, eh, no seu ponto de vista, na questão da psicologia, a escola ela é um fator fundamental para formar aí essa ideia de consumo e da mídia nas nossas novas gerações? Com certeza. A escola ela é uma instituição social e na verdade a gente vê aí as nossas as nossas crianças eh tendo acesso à escola como uma primeira, né, eh fonte ali de interação social para além da família, né? Então, a escola ela pode promover ações que sejam também bastante conscientizadoras no sentido de, olha, talvez existam coisas muito bacanas que a gente pode viver na interação com os colegas, na interação com os professores, né? Estar na escola. Eh, e a escola ela tem esse papel também que é além do papel de ensino, é o papel de convívio, né, principalmente a escola pública, né? Então, as crianças elas podem e incorporar alguns valores dentro da escola e as escolas podem se aproveitar, né, dessa desse ambiente para poder trazer ali algumas conscientizações sobre o mundo digital e fazer algum tipo de educação digital, né? Eh, porque é isso, eu acho que a tecnologia não é um problema eh para as crianças, né, no sentido de que não devemos deixar crianças próximas, né, próximas da tecnologia ou próximas do celular, próximas do tablet, enfim, né? Na verdade, a gente precisa educar essas crianças para que elas se tornem adultos, conscientes do papel que a tecnologia pode ter pra gente. A gente tem observado aí a adotização como uma um processo que tá muito voltado, né, para como a internet tem feito pessoas ganharem dinheiro e como isso tem facilitado muitas vidas. Mas eh até mesmo em relação à própria eh relação com o dinheiro, o próprio valor que o dinheiro possui dentro da nossa sociedade, pode ser algo a ser promovido como um debate dentro das escolas com as crianças, independente de faixas etárias. É claro que passando por algumas adaptações. É importante trazer o lúdico, né? mostrar paraas crianças a questão do consumismo, a questão que da manipulação que existe, né, Rodrigo, dentro dessa dessa dessa situação de publicidade infantil, porque existe sim a manipulação que acaba fazendo com que a criança ela não resista aquilo e também ela não entenda que o não do pai é o não. E a e e a criança ela ela vai querer mais e mais e mais. Aí vai chegar um momento que o pai vai ceder, não vai ter como e tudo isso está eh inserido dentro dessa publicidade que manipula. Pois é, você acaba de dar um exemplo do que a gente chama do design manipulativo, né? São essas técnicas de manipulação das imagens e agora nas redes sociais a manipulação do próprio algoritmo, né? Porque a criança ela começa a ver repetidas vezes o mesmo anúncio, a mesma o mesmo brinquedo. Ou aí começa a ver influenciadores que ela gosta falando daquele brinquedo. Aí começa a dar informação de que o amigo dela, que é o colega da escola, acabou de comprar aquele brinquedo. Toda uma manipulação de informações, inclusive sobre a experiência digital e sobre os amigos dessa criança nessas redes. E vale pros jogos às vezes também, né? Tem jogos que têm d publicidade dentro do jogo e que fica dando esses alertas de sedução mesmo, né, para que a criança se sinta mais e mais estipulada a a poder comprar um determinado produto ou a seguir alguém, né? A manipulação dos algoritmos é muito importante aqui, porque de novo ela é muito invisível, né? São os algoritmos que fazem parecer que o mundo inteiro todo mundo tem aquele brinquedo, só você que não tem, né? ele ele gera essa sensação de ansiedade, de falta de pertencimento, que é como no no vídeo que a gente viu no começo, né? Essa relação de falta de pertencimento a um determinado grupo é o que é problemático. Por isso importante na educação, tá previsto inclusive na base nacional curricular, né, a BNCC, os professores todos sabem bem o que é. Ela tá previsto ali também as competências gerais que diz respeito à capacidade de de autocontrole, a capacidade de perceber as relações de empatia, as diversidades, ao pertencimento aos grupos. E dá para trabalhar esse tema da publicidade, do consumismo também relacionando com isso, né? Será que eu preciso de fato provar que eu tenho um bem material para pertencer a um grupo ou pertencer aos grupos também com afinidades de gosto, de cultura, de visões de mundo, de bem-estar, de você se sentir bem com aquelas pessoas, como o Leonardo trouxe agora a pouco. São aspectos que são muito menos do ter um objeto material e mais de ter qualidades psicológicas, qualidades que você vai se identificando com os grupos. Então, eh é você desenvolver a criança esse senso de autonomia, de agência para ela saber que ela tem valor a priori, independente dos pente consumo. Isso vale também pra educação digital, Rúbia, porque eh, como complemento aqui ao que o colega já trouxe, a gente tem também a BNCC, computação na educação básica e a gente tem toda uma uma agenda pros educadores que nos acompanham da educação digital crítica, que também é falar sobre isso, é trazer pra sala de aula, vamos estudar o design manipulativo do conteúdo digital, vamos trabalhar como que o algoritmo funciona para distribuir publicidade. Vamos trabalhar para discutir os filtros que a gente chama o filtro bolha. Vamos colocar nossos estudantes também para ter uma postura crítica, porque de novo, o fato deles estarem de alguma forma engajados nas redes digitais não significa que eles têm agência. a gente tem que traduzir essa esse tempo de tela deles, que hoje é um tempo muito empobrecido de consumo passivo, para que eles possam começar a ter também com relação às telas digitais uma presença ativa, crítica, curiosa também, porque hoje o uso é muito mais passivo de passar o feed e pô com um uso de criar coisas interessantes, de saber pesquisar e com inteligência artificial o nosso desafio aumenta, né, pais e famílias Agora a gente tem também que ter um olhar para uma educação, para um uso crítico de inteligência artificial, que Rúbia também começa a ter inteligência artificial distribuindo publicidade eh de uma forma em escala automatizada e ainda mais minuciosamente desenhada para cada indivíduo. abre aí uma brecha de novas formas de violência também que a gente tem que tá com os nossos olhos bem abertos para poder não permitir com que esse tipo de abuso também agora se amplifique com o uso da IA. Muito bem, hein? Que programa maravilhoso. A gente mostrando aí, né, a as opções que você mãe, que você pai tem para poder minimizar essa questão do consumismo infantil, tomar muito cuidado, né, com que a gente compra, com que a gente aceita, com que a gente vê na internet. E a produção tá avisando aqui porque nós temos perguntas, a gente eh coloca então agora as perguntas para os nossos entrevistados para que eles possam responder uma cada um. E a produção tá avisando também que nós temos um site que tem dicas para educadores e para as crianças, né? É isso mesmo, educadores e crianças. E olha só que legal, ó. Lunetas. Lunetas, o nome do site, tá? Então, eh, são são dicas paraas paraas crianças, para você eh, sair de casa, né, para você, eh, proteger seu filho. Ó lá, ó. Bicicleta permite que crianças conheçam o mundo sem rodinhas. Olha só que legal isso, gente. Muito interessante, né? Então, importante, a gente tem na rede social, a gente tem na internet opções, né? Opções que faz que com que a gente saia de trás da tela. Então, dá uma olhadinha no site, pega aí a a aquela que mais combina com você, aquela opção que mais combina com você, tá ali. Criança aprendem com crianças aprendem com a natureza dentro das escolas. Olha só que legal isso, gente, né? Então, isso é um incentivo pros pais, paraas crianças e para os educadores. A gente traz, mostra para você, porque isso é importante. Tá bom? Vamos lá, então, produção, pode colocar as duas perguntas na tela. São duas perguntas pra gente já ir pras considerações finais, né? Então vamos lá, uma para cada um. A gente agradece você que participou, que mandou pergunta através do nosso WhatsApp. Ana Pereira do Cambuí: "Como mostrar pros filhos a diferença entre querer e precisar de algo, mesmo com tanta propaganda, rede social e brinquedo de moda por todo lado?" É, Leona, ajuda a gente. Acredito que essa é uma é uma coisa que eh é confusa até pra gente, o que a gente precisa e o que a gente quer só por querer. Mas é importante que a gente consiga trazer ali pras nossas crianças através de uma conversa franca e sincera, que muitas coisas elas passam, ou melhor, tentar explicar, né, eh, essa via consumismo e de como ele se estabelece, né? Então, toda esse percurso, quando a gente tem bem claro para nós, a gente consegue também passar ali paraas nossas crianças, né? Eh, então a ideia é ter conversas mais francas e verdadeiras com essas crianças para que elas possam entender também, né, eh, que existe algumas estratégias utilizadas pelas empresas para tentar eh vender um produto, né, e que muitas vezes podem colocar esse desejo que parece incessante, que só vou ser feliz quando eu tiver aquilo e na verdade tentar trazer e sensibilizar essa criança pra possibilidade de que talvez ela possa ser feliz com o que ela já tem, né? Olha só, a gente já tem tem algumas coisas aqui que que podem trazer felicidade, né? Não necessariamente a gente precisa comprar tal brinquedo para você se divertir, né? Então, eh, um brinquedo ele tem uma função que é o brincar, né? E isso também é uma coisa que a gente precisa deixar claro paraas nossas crianças. as coisas elas possuem funções. Um tênis possui a função de vestir os nossos pés, né, de calçar os nossos pés para que a gente consiga andar por aí, né? Eh, não necessariamente a gente precisa de um tênis super estiloso para poder pertencer a algum tipo de deh, enfim, espaço, grupo, né? Espaço. Verdade. Então, se ficar claro isso pra gente, fica muito mais claro pra gente explicar para as crianças também. É muito bem. A direção tá falando aqui que a moçada, a garotada de hoje usa pertencer essa tribo, né? Nossa tribo. Então eu só vou pertencer essa tribo se eu tiver aquele tribo, se eu tiver aquele tênis específico, né? E não é assim, gente, né? Vamos lá, vamos ficar mais tranquilo, mais humanizado, mais sossegadinho. É tão bom você eh ter amigos não pelo que você tem, mas sim pelo que você é, né? Isso é importante demais. Vamos lá. Mais uma pergunta então e aí a gente já encerra. Essa pergunta agora é para o Rodrigo, a Fernanda Gomes do Centro. Em tempos digitais tão intensos, como equilibrar limites ao consumismo com abertura ao diálogo sobre cultura, tecnologia e conexão social? Como é que a gente faz isso, Rodrigo? Au, desafio, né? Tem a ver com o que o colega acabou de falar, né? de de explicar a diferença dessa necessidade, né, desse ter. E eu acho também lembrar, né, eu sou pai de um garoto de 5 anos, como eu disse, uma boa dose de não, né? Eh, a gente saber que ser não para nossas crianças é fundante. Eu também sou psicólogo, né? E e a gente sabe a importância do não pra constituição dos limites, inclusive pra sensação de segurança da criança, de sustentar o não. E quando a gente dá aquele não um pouco frouxo, que aquele não que logo viram sim, a gente também tá passando uma certa insegurança paraas nossas crianças. Então sustentar não, né? E isso não significa o tempo todo. Eu comprei várias vezes brinquedinhos que e negociando com meu filho, olha, a gente vai comprar esse e vamos ver se vai durar, porque era aquele brinquedo de daquele desejo de instantes ali, né? Então, além de internet ainda, ele mesmo, por experiência própria, teve a prova de que não valeu a pena, porque foi um dinheiro que foi gasto, um brinquedo que durou uma semana e ele logo se desfez do interesse daquela criança daquele brinquedo. Então, eh, na internet a gente precisa lembrar esse equilíbrio, né, para tentar ser direto. Eu volto pra metáfora da dieta digital, paraa pessoa que nos fez a pergunta. Não precisa ser um expert de tecnologia. A gente não precisa ser chefe de cozinha para saber que crianças amamentam até 2 anos de idade. Crianças quando começa a ter o dentinho precisa ter produtos moles, produtos saudáveis. A gente não pode ignorar isso também pra internet. Então, tentem transpor cada etapa, cada idade, cada introdução ao ao equipamento da cultura digital precisa respeitar a idade da criança, precisa que os pais façam um filtro e jamais deixar a criança sozinha diante de uma tela digital. Isso é um abandono digital. É como se você deixasse a criança definir todos os produtos da compra de mês que você vai fazer na sua casa. Ela ainda não tem cérebro, maturidade emocional. para poder escolher sozinha que que ela vai fazer na internet. O que acontece é que as empresas acabam escolhendo pelos nossos crianças e aí é que mora todo o perigo. Então fazer essa introdução digital das crianças com cuidado que a gente faz a introdução alimentar, sabendo que mais nova pode menos, um pouquinho mais velha vai podendo aos poucos e fazer isso, como a gente disse antes, dividindo o tempo de qualidade de tela, tempo de qualidade fora das telas, para elas saberem que não é uma coisa ou outra. Ela precisa equilibrar as duas coisas. A gente sabe que é fácil falar e difícil fazer, mas é um exercício que todos nós estamos convocados a fazer, porque já vimos a prova, deixar as crianças sozinhas na internet é uma tragédia paraa saúde mental, é uma tragédia paraa educação. E a gente precisa, a gente sabe que a gente não tem tempo, mas precisa também se ocupar de estar junto com as crianças para fazer essa introdução digital. Classificação indicativa, ajuda. Limitar o tempo, ajuda. Escolher conteúdos positivos, ajuda. E também apoiar a escola e participar das atividades da escola que convidam a família também para fazer essa discussão sobre os cuidados digitais, porque é todo mundo junto que vai conseguir resolver esse problema. As empresas uma parte, as famílias uma parte e a escola uma parte também. Perfeito. Exatamente. É esse conjunto. E a gente precisa, né, cada vez mais estarmos unidos para que a gente possa ter um equilíbrio. E a gente sabe que educar criança na era digital existe uma atenção e exige, aliás, uma atenção, exige um equilíbrio e muita informação e é papel de todos nós, família, sociedade, estado. Nós precisamos proteger as nossas crianças, gente. E nós vamos encerrando o nosso programa de hoje, agradecendo a você que tá aí do outro lado, agradecendo aos nossos convidados. Vamos para as considerações finais, então, né? Obrigada, Leonan, pela sua participação mais uma vez. Sempre muito bom a sua, muito boa a sua contribuição e principalmente hoje nesse tema tão importante, preciso que é sobre a criação dos nossos filhos. Sim, sim. Eu quero agradecer também por pelo convite em estar aqui, né? Eu acho que foi muito importante trazer esse debate, falar sobre isso. Eh, eu quero pedir desculpa por porque em algum momento eu tive um uma crise de riso, mas não eh foi uma questão de nervosismo mesmo. Eh, então espero que de alguma forma tenha contribuído aí para esse debate que foi sensacional também e aprendi bastante com o Rodrigo. Muito muito bem. Ô gente, é o seguinte, eu sou muito verdadeira, então eu vou falar um negócio, já que a produção, a direção me deu aí um tempo para terminar tranquilo, vamos lá. Segundamos, tá? Tá seco o tempo, me deu uma crise de tose. E aí, gente, tem coisa que a gente não consegue controlar porque nós somos seres humanos. Que que aconteceu? Eu comecei a torcir sem parar. A minha garganta coçou demais aqui e não teve como controlar. E aí tive que pedir um intervalo, tipo, intervalo, por favor, né? Vocês viram que isso aconteceu? O Leonan segurou super, ô Rodrigo segurou super. A nossa equipe Mega Master, muito obrigada. E eu vou te falar, quando o Leonan teve uma crise de riso, em um momento que o Rodrigo tava falando, sabe o que que aconteceu? O nosso, né, amigo, colega de trabalho aqui, veio me salvar. Ele veio trazer uma bala para mim. Mas daí a televisão, gente, é assim. E eu acho interessante a gente falar porque nós somos seres humanos. Isso aproxima você da gente. Nós aqui, nós não estamos aqui assim pro, ó, vou aqui, vou fazer o programa. Não, a gente respira, a gente sente, a gente chora, a gente fala, a gente sorri e a gente torce também. E que bom que nós temos uma equipe eh ao nosso redor que veio aqui e trouxe uma balinha para mim, mas ele veio por baixo, meio que rastejando, você entendeu? E eu acho que o Leonor nunca tinha visto isso ao vivo. E é assim, gente, uma hora dessa a gente mostra os bastidores e é por isso que a gente consegue trazer para você isso que você vê aqui no estúdio Câmara todos os dias, essa qualidade. É porque atrás dessa, atrás disso aqui, a gente tem uma equipe nota 10 que dá um suporte, que dá um resguardo, que que dá uma retaguarda. A gente já pensou começar a torcir aqui, não tiver não ter ninguém para me ajudar? Então, é isso que aconteceu e eu fico super feliz em poder ter liberdade de falar isso, porque é assim que é a vida, é assim que nós somos. É importante a gente passar a a transparência no que somos, não é? Então, é por isso que eu tô falando isso, que sim, deu uma crise de riso. Eu segurei muito para não ir aqui, porque o Pedrinho, ele tava simplesmente se arrastando aqui para me entregar uma bala, né? Para que eu pudesse respirar e ficar tranquilo. Então é isso, gente, é isso mesmo. Tá bom? A gente agradece também, Rodrigo, a sua a sua participação, eh a sua colaboração. Super valeu. E obrigada aos dois por ter segurado aqui enquanto eu tava torcindo, né? Muito obrigada, Rodrigo. Prazer enorme. Parabéns pela contribuição. E a contribuição de vocês é super importante. Bem-vinda para as famílias. Eh, e fico feliz, contem sempre conosco aqui no Instituto Alana. E vamos lá. É essa humanidade que nos faz tão especiais, né? E a gente precisa preservar isso também. para as nossas crianças saberem que se adaptar, saberem, é disso que a gente tá falando, né? Ninguém precisa ter vergonha de ter a sua humanidade, de ter suas fragilidades, mas também suas potências, né? Eu acho que a a essa robotização das infâncias é o que a gente não quer, né, de todo mundo eh é precisa reconhecer eh essa essa sensibilidade, né, que a gente tem. Isso é muito bonito, é muito legal e parabéns aí pela pela condução toda e fico muito feliz. Eh, contem sempre conosco aqui. Maravilha, Rodrigo, muito obrigada a você. Obrigada, pessoal de casa. Desculpa por ter torcido, mas a gente torce mesmo. Somos seres humanos. Estamos começando a semana, tá muito seco. Eu tô aqui tomando minha aguinha e vou pedir para você tomar sua água também, se hidratar. Obrigada produção, obrigada direção, pessoal que me manteve aqui, me segurou, segurou a onda comigo. E você de casa continue ligadinho na TV Câmara Campinas. Hoje tem reunião ordinária, tem também o o nosso jornal, né, o Câmara Notícia, enfim, a programação da TV Câmara Campinas com muita informação e também entretenimento. começa músicas nas redes sociais e até nas expectativas que os adultos colocam sobre os pequenos. Quais os impactos desenvolvimento emocional na autoestima e na infância que muitas vezes acaba sendo encurtada, né? Pais, mães, educadores, como equilibrar estilo, liberdade e proteção. Não perca amanhã aqui na TV Câmara Campinas. A gente agradece você mais uma vez. Grande abraço. Fique bem e até lá. Valeu, gente. Tchau, tchau. Obrigado. [Música] [Música] [Música]
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