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[Música] Olá, bom dia. Se estamos, estamos começando mais uma edição do estúdio Câmara aqui na TV Câmara Campinas. Hoje é sexta-feira, dia 30 de maio, quase no meio do ano, né, gente? E hoje nós vamos falar sobre colecionadores. Você já conheceu alguém que coleciona moedas antigas, carrinhos em miniatura, latinhas de refrigerante ou até mesmo embalagens de produtos de décadas passadas? Para alguns pode parecer apenas um passatempo, mas para quem coleciona, cada item guarda uma história, uma lembrança, um sentimento. Colecionar é mais do que juntar objetos, é preservar memórias, manter vivo uma paixão e muitas vezes construir uma identidade. Sabia disso? No programa de hoje, a gente vai entender o que leva uma pessoa a ser colecionadora e o que está por trás desse comportamento e quando ele pode deixar de ser saudável, tá? Já estamos recebendo aqui no estúdio o colecionador dono da página. Esse manto tem história, ele é jornalista, tá com a gente aqui, é o Alexandre Aranha, daqui a pouquinho vai falar com a gente, vai mostrar um pouquinho da coleção dele também. E pelo Zoom nós estamos recebendo o psicólogo que participa conosco. Ele é psicólogo de psicanálise clínica e saúde mental, o Jan Andrade, que daqui a pouquinho também vai falar com a gente sobre essa questão, né, de colecionadores. E você que tá em casa, participa conosco, manda sua mensagem através do nosso WhatsApp, conta pra gente: você coleciona alguma coisa ou então você conhece alguém que tem aí uma coleção, então manda pra gente que nós estamos aguardando a sua participação. 199729377. Vamos em frente então, atualizando algumas notícias para você. O nosso número tá na tela e agora nós vamos atualizar notícias porque hoje tem entrega entrega da medalha Carlos Gomes ao Miss Campinas em comemoração ao aniversário de 50 anos. Isso é por iniciativa da mesa diretora da Câmara de Campinas, né? A entrega eh Medalha Carlos Gomes eh ao Museu da Imagem do Som Miss no ano dos 50, né? eh, aniversário da instituição. A solenidade será realizada às 8:30 no plenário da Câmara. Eh, você pode participar, tá? Eh, Engenheiro Roberto Manj 66, lá no Ponte Preta. E faz parte da semana Amilar Alves, idealizado por um grupo de fotógrafos, cineastas e cineclubistas liderados por Henrique de Oliveira, Júnior da Espeixoto Fonseca. E a gente fala que o Museu da Imagem do Som de Campinas foi oficialmente instituído pelo poder público em 30 de dezembro de 1975 por meio da lei municipal número 4576 de 75, que também criou a Secretaria Municipal de Cultura. Eh, ele é regulamentado atualmente pelo decreto municipal 1484 de 3 de agosto de 2004. O Miss Campinas foi concebido para reunir e sistematizar a memória audiovisual de Campinas e região. Até então, dispersa em instituições diversas e coleções particulares. E hoje o MIS desempenha funções eh formativas, oferecendo cursos, oficinas, seminários sempre gratuitos, além de promover o lazer cultural. e serve também como palco de debates e palestras, mantendo viva a tradição do cineclubismo no centro da cidade de Campinas. E mesmo após aí o encerramento do Cine Paradiso, né, continua viva essa memória. Instalado no Histórico Palácio dos Azulejos, patrimônio nacional, estadual e municipal, o museu abriga um vasto acervo fotográfico, audiovisual, musical e tecnológico. O evento será transmitido hoje pela TV Câmara Campinas. você pode participar ao vivo ou então assistir aqui pelo digital 11.3, tá? O quatro da Claro e também nove da Vivofibra e pelas fanpages da Câmara e também da TV Câmara Campinas no Facebook e no canal do YouTube, tá bom? Combinado? Mais uma informação chegando para você. Olha só que legal, a Mata Santa Genebra vai ter uma caminhada noturna que chama-se Procurando Corpo Seco. Isso acontece no dia 5 de junho. A caminhada noturna será realizada na quinta-feira, então às 7:15 na Mata Santa Santa Genebra em Campinas. Essa atividade faz parte da semana do meio ambiente, é gratuita com concentração a partir das 7 da noite. As inscrições serão abertas na segunda-feira, tá? Dia 2 à 1 da tarde, você pode entrar lá no site da Prefeitura de Campinas. Lá tem todas as informações para você se inscrever. As vagas são limitadas e costumam se esgotar rapidamente, né? Por isso, a organização solicita que apenas pessoas com disponibilidade realizem as inscrições, tá bom? A proposta do evento é combinar o contato com a natureza durante a noite com reflexões sobre cultura, história e conservação ambiental. Essa caminhada será acompanhada por monitores da equipe da Mata Santa Genebra e também será realizada uma arrecadação voluntária de mantimentos para o Banco de Alimentos de Campinas, tá certo? Bom, previsão do tempo e já já a gente começa a falar de coleções, colecionadores. Manhã gelada em Campinas, a mínima foi de 8º. Ai ai ai, hein? Olha, vou te falar, cerebr ficou congelado hoje pela madrugada. Vamos lá. As máximas devem ficar aí em torno de 22º hoje de ensolarado na metrópole. Amanhã, sabadão, dia com algumas nuvens, não chove, as temperaturas continuam aumentando. As mínimas amanhã, próximas a 11º e máximas atingem aí aos 24º. E domingo, sol com períodos de nublado, sem possibilidade de chuva. Domingo, mínima 14, máxima 25º. Essa é a previsão do tempo de acordo com o clima. tempo para a nossa metrópole para este final de semana. E agora sim a gente já começa a falar desse assunto que mexe com a memória afetiva. A gente fala sobre colecionismo, o que leva alguém a se dedicar tanto a juntar e cuidar de objetos específicos. Seria um hobby ou tem algo mais profundo por trás disso? Para nos explicar e explorar esse universo, a gente recebe aqui no estúdio as considerações iniciais. Então, pro Alexandre Aranha, ele que tem uma coleção impressionante, vai contar pra gente tudo como começou. Seja muito bem-vindo. Bom dia. Obrigado pela sua participação, Alexandre. Obrigado, Rúbia. Prazer estar aqui com vocês. Prazer conversar também com o Jânio. Vamos falar um pouquinho desse hobby que para mim vai um pouco além só de colecionar também, é sobre contar histórias. Então, muito animado aqui pra gente bater esse papo. Bora lá. Então, sexta-feira a gente falando sobre coleção pelo Zoom com o nosso psicólogo Jâio Andrade. Seja muito bem-vindo. Bom dia. Obrigada pela sua participação, Jânio. Oi, bom dia, Rúbia. Bom dia, Alexandre. Bom dia a todos do estúdio. Bom dia ao pessoal de casa aí. Assim, é um prazer o convite de tá participando com vocês. Espero que seja algo prazeroso pra gente. Maravilha. Ô, Jane, a gente já começa eh falando desse comportamento, né? Eh, e eu gostaria de ver com Alexandre por você coleciona, quando você iniciou a sua coleção, né? A gente já viu fotos, a gente tá curioso para entender os detalhes. Então, conta pra gente, Alexandre, a sua coleção é do quê? Bom, eu sou colecionador de camisa de futebol. Eh, eu não tenho como falar da minha vida sem passar pelo futebol. Eu respiro futebol desde que eu me entendo por gente, muito por influência do meu avô paterno. E eu cresci usando camisa de time, meu time eh, de seleção brasileira e tudo mais, mas foi em 2007, quando eu tinha mais ou menos 11 para 12 anos, que eu decidi colecionar camisas diferentes daquelas eh do meu time. Então, a no que começou com curiosidade de achar uma camisa bonita e eu e querer usar, depois com o tempo se tornou também uma vontade de conhecer as histórias. Então, eu sou jornalista, sempre fui apaixonado por contar histórias e conhecer histórias. Então, para mim o colecionar ele vai muito nessa linha. Tanto que a minha página se chama Esse Manto tem história, porque eu gosto de contar a minha história com as camisas e as histórias das camisas. Muito bem. Agora, qual foi a sua primeira camisa? Primeira camisa como colecionador foi uma do Carlos Barbosa, de time de futsal, que me chamou atenção justamente por ela ser toda laranja. Hoje eu não tenho mais ela porque eu já usei tanto que eh se eu colocasse ela em pé assim, ela andava sozinha de tanto que que eu já usei. Mas essa foi a minha primeira, foi ali que despertou a vontade de ter outras. Mas a primeira, primeira mesmo foi uma do Flamengo de 94, 95, que foi do meu irmão, passou pro para mim, porque meu pai é flamenguista. Então, eh, essas essa ainda ainda aguarda num lugarzinho especial, num quadro lá em casa. Uau, que legal. Ô, Janeo, qual que é a visão da psicologia sobre os colecionadores, hein? Bom, Rúbi, eh é muito interessante assim, o Alexandre falar que eh a coleção é parte da história dele e essa é uma das vias que a gente pode tá olhando a questão do do colecionismo. É, é uma forma de construir, expressar a identidade da pessoa, é uma forma de contar a história, eh, falar sobre os gostos, sobre as paixões, sobre como a pessoa se relaciona com o mundo ao seu redor. E assim, eh, o fato de colecionar pode nos ajudar a organizar o mundo ao nosso redor. por exemplo, ah, tem crianças que colecionam figurinhas, eh, vai ajudar na questão da descoberta, da curiosidade, do entendimento, de explorar o mundo. E assim um pouco na via do que o Alexandre falou, que, por exemplo, a rem a memória do avô dele. Tem muitos colecionadores que vão por essa via questão sentimental. Aí, por exemplo, é um colecionador de disco de vinil, coleciona disco de vinil devido a a seus pais, a seus avós. Então, assim, eh, a psicologia vê dessa maneira, assim, é uma forma da pessoa se relacionar e expressar um pouco a sua identidade. Muito bem. Mas, eh, até que ponto, né, essa esse colecionismo, a na visão da psicologia, ele é normal? né? Tem algum momento que desperta atenção psicológica eh quando a gente fala de colecionadores? Sim, sim, com certeza tem. E assim, eh, eu acho que como todas as áreas da vida, existe uma linha teme, sabe? Que eh, se a gente passar dessa linha pode se tornar um hábito prejudicial, uma atividade prejudicial. Por exemplo, no fato de colecionar um hábito que é saudável, por exemplo, o Alexandre coloca com muita alegria, com muito entusiasmo, mas eh para alguns colecionadores pode se tornar algo compulsivo, sabe? Algo que a pessoa não cons controlar, algo que sai da do âmbito do prazer e passa para obsessão. A busca dos itens, né? Deixa de ser uma busca de item. Ah, eu quero encontrar aquele item. deixa de ser algo prazeroso e passa a ser algo obsessivo. Se a gente for pensar na questão financeira, a pessoa pode começar a gastar mais do que eh mais do que pode, começa a se endividar ali devido à sua coleção. Eh, tem muitos colecionadores, dependendo do item, é um item que ocupa um pouco mais de espaço e aí quando olha a casa dela tá abarrotada, não tem espaço nem para transitar ali. E eu acho que uma questão principal aí é a questão das relações. Qual o impacto disso nas relações da pessoa? Assim, isso vai expandir as relações, a pessoa vai fazer conexões ou isso vai proporcionar um isolamento? Então isso é algo que é muito importante. Então assim, tem essa questão do do limite, é importante as pessoas estarem um pouco atentas a isso. Perfeito. E daqui a pouquinho a gente fala sobre essa questão de acumulação, né, acumuladores, porque eh você vai, se você tem uma uma compulsão, né, então você vai comprando, comprando, comprando, buscando, buscando, buscando, chega um momento que tá abarrotado e você não tem nem como se entender mais, né, com a sua coleção. Não é o caso do Alexandre. E eu perguntei para ele, né, curiosidade, quantas camisas de time você tem, Alexandre? Hoje gira em torno de 230 camisas. E pegando esse gancho que o Jânio falou, eh, algo fundamental no colecionismo e falando da minha bolha, eh, é a gente ter um foco. Então, time de futebol tem aos montes, camisas lindas tem aos montes, mas justamente eh para você ter um foco e não se tornar um acumulador, não fazer realmente eh dívidas. Eu, por exemplo, não compro camisa no cartão de crédito. Hum, perfeito. É uma forma que eu tenho para limitar também os meus gastos e não perder o controle. E eu tenho o colecionismo, além de de me dar muitas histórias, também me trouxe muitos amigos. Então, é muito comum a gente ter esse papo em grupos, em encontros de assim, ó, gente, pô, tô perdendo um pouco a mão, não vou em um encontro porque eu tô tô meio passando um pouco o meu limite de dinheiro, não tenho espaço, tô precisando de me livrar de algumas camisas aqui. Então, pelo menos a as pessoas com quem eu convivo no colecionismo, a gente tem esse papo muito aberto, justamente para para não perder a essência do colecionar, né, do ter ali de contar história, de ser algo mais sentimental. Legal. Agora, onde que você guarda suas camisas, né? Eh, dentro de um guarda-roupa, você colocou elas no quadro? São 230. 230. 230. É muita camisa, né, gente? Ô louco, como é que você faz para guardar tudo isso? Cabide, além de colecionar camisa, eu coleciono cabide também. É, é, né? Verdade. Quando eu morava na casa dos meus pais, eu tinha um guarda-roupa um pouco maior, então dava para deixar muitas delas penduradas. E, mas hoje, como eu moro com a minha noiva, o espaço é um pouco reduzido. Sim. Sim. Então eu tenho que guardar em algumas caixas, mas sempre também aí é um outro cuidado que o colecionador tem que ter, que é tirar de tempos em tempos as camisas para elas pegarem um ar, para as vezes lavar elas de uma forma diferente, né? Não, não pode colocar na máquina porque senão estraga. E tem de colecionador, tem todos os seus cuidados, mas hoje tem muitas que estão em caixas porque haja espaço. Então, né, esse detalhe do cuidado com a coleção é bem interessante, porque não é qualquer um que é colecionador, né? Tem o perfil de colecionador. Ser colecionador não é juntar um monte de coisa lá e deixar lá no canto lá mofando, né? Você tem todo cuidado especial com a sua coleção, todo o carinho e tem algum momento que você expõe e essa coleção, que você mostra essa coleção, vocês se reúnem? Como é que é isso? A comunidade de uns tempos para cá, eu acho que tá um pouco mais organizada nesse sentido de criar encontros. Eu mesmo já fui em vários encontros em São Paulo, tem bastante amigo de São Paulo que monta encontros. Já fui até para Belo Horizonte também, encontro de colecionador. E nesses momentos a gente leva para expor. Às vezes uma pessoa quer vender também, usa esse espaço para fazer trocas. E quando não é assim um evento tão grande, a gente se reúne na casa de um ou outro para contar história, para para mostrar as camisas, para ver um jogo. É, a gente faz uma farra aí para mostrar as camisas. Legal, legal. Ô, Jânio, existe um perfil psicológico da pessoa que é colecionadora? tem uma diferença igual eu não sou colecionador, né? Então é, qual que é a diferença aí entre eu e o Alexandre? Tem o o perfil, o que que a psicologia traz? Ele tem o que diferente de mim, porque ele coleciona e eu não coleciono, né? Então assim, tem alguma coisa no nosso cérebro, alguma coisa na nossa mente que desperta esse eh esse essa vontade ou então essa disciplina? Eu não sei, porque as pessoas que têm coleção, elas são disciplinadas, né? Porque geralmente quem tem coleção, ela expõe a sua coleção. A gente pode ver aqui na fala do Alexandre a disciplina dele de cuidar das camisas, de colocar as camisas no sol, de de repente participar de um evento, exibir as camisas e tal. Tem alguma coisa diferente? O que que a psicologia traz referente à nossa a nossa mente eh de pessoas que colecionam e de pessoas que não colecionam? Bom, Ruber, eh, o que a gente pode dizer? É muito particular assim, porque existe a singularidade de cada um. Por exemplo, não dá para falar porque o Alexandre coleciona e porque a Rúbia não coleciona. Mas assim, tudo depende da constituição e da história do sujeito. Assim, como que se dá a constituição de cada um, a constituição psíquica, psicológica? Eh, antes mesmo da gente nascer, antes da gente falar, nós já somos falados. E quando nós nascemos ali, nós nos constituímos nas nossas relações com os outros, os nossos pais, com aqueles que estão próximos de nós. E então assim, tudo isso vai influenciar. Por exemplo, o Alexandre, ele começou a colecionar em 2007, pelo que eu entendi. Então, assim, eh, teve algo ali e junto com a contribuição dele que levou ele para essa questão da coleção. E assim, a gente pode pensar que assim, eh, a pessoa que tem um perfil um pouco mais, eh, digamos no sentido positivo, mais obsessível, ele é mais metódico, assim, tem eh um caráter um pouco mais de controle, eh tem um ritual de organização, então, assim, isso pode ser eh uma característica para aquela pessoa que coleciona. E às vezes também tem eh o fato de colecionar vai um pouco pela eh via da pessoa mais saudosista que vai relacionar memórias afetivas. Então tem tem essa essas questões aí quando a gente pensa pela psicanálise. Então assim, eh eh a questão da relação com os objetos que pode ajudar a entender um pouco essa questão da da coleção, de colecionar, eh pode ter relação, a gente tem o Freud que pode falar das relações parentais ali, que eu comentei um pouquinho. Tem o Inicot, que é um outro psicanalista, eh, ele fala do objeto transicional, sabe quando a criança e começa a crescer, ela tem um objeto ali, um paninho, um bichinho que ela não desgruda ali. Eh, o que chama esse objeto de objeto transicional, ele tem um significado, tem um simbolismo ali. E assim, eh, guardar as devidas proporções, passando paraa vida adulta, isso pode ter um significado um pouco similar. E se a gente pegar um conceito do Lacan, que é um conceito que ele criou, que é o objeto a, que objeto causa de desejo, é aquilo que nos move. Nós somos seres faltantes e a gente tá sempre tentando preencher. Então assim, eh pensando na questão eh da relação com eh o objeto, eu vou est sempre buscando o item, vou vou est sempre buscando aumentar a coleção. Então assim, é muito particular, mas a gente pode olhar um pouco eh eh essas características aí. Muito bem. Ô Alexandre, tem algum alguma camisa da sua coleção assim que representa eh mais para vocês? Tem um valor sentimental maior, um apego maior? E por quê? Tem várias que, como que eu posso dizer, várias eh aspectos para deixar a camisa especial para mim. Aham. Eu gosto muito de camisas que contam, são especiais. Por exemplo, eu tenho uma, trouxe até uma do esporte aqui. Mostra pra gente. Vai, pega aí. Ele vai abre pra gente aí. Produção, olha só, Alexandre, você acha que ele não trouxe as camisas? Algumas, né? Porque já pensou 230 camisas aqui, né? Mas olha só que legal. E o o Jan abordou a questão da da criança, né? Que tem aquela aquele eh o paninho de estimação, aquele bichinho, né, e tal. E é isso, gente, é o apego, né? E a gente traz isso de infância. E olha só a essa camisa do esporte aqui. Eu não sou torcedor do esporte, mas eh me chamou muita atenção porque ela é uma homenagem ao Ariano Suasuna. Olha aí que legal. Que era torcedor do esporte, sempre se vestia com terno preto e uma camisa vermelha porque são as cores do esporte. Então é linda, né? É linda. Olha isso, gente. Foi dada pela minha noiva. Então tem mais uma questão especial. E aqui também tem uma uma referência a ele. E eu eu gosto muito de ler. Então, eh juntou vários gostos numa camisa só. Por isso que mostra mais, mostra mais. Ela é muito muito especial para mim. Olha que linda. Ela tem alguns detalhes aqui também. Felicidade a torcer pelo esporte, que é uma frase que o Ariano Sona sempre falava e tem algum eh marca d'água também com as iniciais dele. Eh, então algumas eu eu procuro bastante camisas que que contam esse tipo de história. Você é jornalista? Alexandornal jornalista, gente. Olha isso. Ô, ô, Jan, ele é jornalista e colecionador. Você imagina só que que vira isso, né? Tem essa camisa também que é muito especial. é do Jaboticabau. Eh, é um time que já foi até extinto aqui no estado de São Paulo, mas eh a história dela é curiosa porque eu tinha eu tenho uma amiga que quando a gente estudava junto na faculdade, ela me falou que era de Jaboticaba e eu falei brincando no primeiro ano de faculdade, ó, me arranja uma camisa lá do Jaboticabau. E isso ficou na cabeça dela. Ela foi me dar esse presente aqui no último ano porque ela falou que era difícil e ela ainda conseguiu gravar o meu sobrenome. Olha isso. Então, para muita gente é uma uma camisa que não vai significar nada assim por ser um time de menor expressão, mas para mim é muito especial, porque eu sei que a pessoa que me deu lembrou muito de mim e se esforçou muito para me dar essa camisa. Poxa vida, que legal, né? É interessante, né, Jânio, você viu e não e você percebeu o carinho e eh a riqueza de detalhes, porque o corpo fala, né? Você percebeu a riqueza de detalhes no corpo do Alexandre falando quando ele está expondo as camisas? Sim, sim. É interessante que tem essa questão assim, cada camisa tem uma história, cada camisa é uma conquista. E dá para perceber na fala do Alexandre que eh cada item desse tem a questão relacional, tem a questão é que contam história, a questão da relação com alguém, sabe? É, é muito bacana isso. É, gente. É. E você aí de casa, você coleciona alguma coisa? Manda pra gente aí, eh, se você coleciona, conta pra gente a sua experiência, né, como colecionador. O WhatsApp tá na tela. 197 e 97829377. A gente quer saber de você, se você se tá colecionando alguma coisa, você tem alguma coleção, você conhece alguém, né, eh, que tem coleções. O que que você diria para quem pensa em começar uma coleção? Qual que é o conselho aí paraa pessoa que começou a colecionar, parou, desanimou? Como que como que é colecionar, né? Eu acho que principal é ter um foco. Então, mesmo que eh seja algo muito abrangente como camisa de futebol, é sempre interessante você ter um foco e ser fiel a ele. Eh, óbvio que às vezes a gente foge um pouquinho, mas não deixar isso se tornar uma um hábito, porque aí as coisas perdem um pouco de sentido, na minha visão. É, eu conheço pessoas que, poxa, eh, se perdem na coleção e depois se livram de várias camisas que eles compraram, porque não não tá mais fazendo sentido. Então, para quem quer começar, eh, qual o que realmente você gosta? Eu, o meu foco já mudou em tantos anos de coleção. Eh, começou com uma coisa ou eh passou por outras. E eu acho que é normal também a gente tendo essa essa mudança até, né, o desenvolvimento da gente é uma maturidade. Então, por exemplo, hoje eu tenho o foco de colecionar camisas mais do meu time. Eu nasci em 95, então eu quero ter as camisas de 95 para cá. É difícil, é bastante coisa. São quase 30 anos aí de camisas para procurar. Eu tenho algumas, faltam outras, mas principalmente as pessoas têm que ter foco e procurar a comunidade, porque a gente acha que só tem a gente que gosta daquele daquela coisa. E não, foi isso que também a minha página no Instagram me mostrou. Eu achava que uma ou outra pessoa ele gostava de colecionar camisa. Quando eu entrei nesse meio, eu conheci muita gente, tem muita gente que que vai te apoiar, que vai te ajudar, principalmente. Então, eh, quem quer começar a colecionar também esteja aberto a conhecer outras pessoas que vão ajudar bastante nesse nessa trajetória. Que legal, né? Eh, Jo, tem a parte da socialização, né, do colecionador. É, é uma galera que está sempre junta e um, todo mundo junto e um apoiando o outro. Agora, quando a gente fala do risco, né, eh, dessa coleção virar uma compulsividade, o que que a gente precisa estar atento e qual que é a visão psicanalítica, a visão da psicanálise, da psicologia sobre a a compulsão, né, que pode virar aí uma questão de acumulação, porque daí a gente sabe que quando parte para para essa linha eh a gente já parte também pra questão da saúde mental, né, Jane? Sim, sim, com certeza. E é muito importante isso que você coloca, eh, Rúbia, porque assim, eh, algo que é para ser prazeroso, para para ajudar a construir, passa a gerar desprazer. E aí tem a questão que você fala dos colecionadores e eh também da acumulação. Eh, muitas vezes alguns colecionadores podem ir pela via da acumulação, mas muitas vezes nós também na nossa rotina a gente não se percebe e de repente a gente tá ali acumulando algumas coisas. Por exemplo, perguntar pro pessoal de casa aí quantos sapatos você tem guardado? Nossa, dos dos sapatos que você tem, quantos você usa? Então assim, muitas vezes a gente atribui valor a a alguns objetos, eh, e são geralmente assim, eh, relações inconscientes, sabe? Tá relacionado por questões inconscientes. Eh, tem pessoas que, sei lá, eh, de repente começa a juntar potes de sorvete em casa, tem lá 30 potes de sorvetes, eh, vazio, sem usar, mas tá lá, em algum momento eu vou precisar. Então assim, são são alguns detalhes que às vezes na rotina do dia a dia a gente se pega ali acumulando alguns itens. Então assim, tem a questão dos colecionadores que assim pode perder a mão ali, se tornar algo patológico, mas também tem a questão daqueles que não são colecionador, de repente começa a colecionar algumas coisas aí que eh pode ser prejudicial também. Muito bem, J. Agora, eh, o colecionismo, ele pode funcionar como um mecanismo de defesa ou então uma compensação emocional em alguns casos? Sim, sim. Eh, na realidade, a, assim, eu acho que tem as questões inconscientes aí, sabe? Mas a gente pensando em mecanismos de defesa pela via da psicanálise, por exemplo, ah, sublimação, vai, de repente a pessoa começa a colecionar ali, eu tenho um impulo, assim, uma característica impulsiva e de repente em vez de ir pela via do não saudável, eu uso aquilo para coleção. Então assim, eu vou dedicar um tempo, eu vou dedicar energia, vou canalizar energia na organização desses itens. A questão eh da deslocamento de defesa, a questões dolorosas que a pessoa pode ter passado, de repente ela começa a colecionar algo ali que traz lembrança dessa perda, talvez dessa pessoa que tem teve uma relação muito intensa e isso ajuda ela a trabalhar, a simbolizar. E muitas vezes, assim, por exemplo, ah, nós somos seres faltantes, assim, a gente sempre vai estar em falta, sempre vai estar em busca de algo que nos completa. E muitas vezes, assim, a coleção ou alguns itens pode eh tentar tamponar essa falta, sabe? por exemplo, ah, eu vou colecionar carros eh antigos aí, porque isso vai me dar uma sensação de potência, uma sensação de de poder. Então, vai, de certa forma, tamponar a falta. Então, assim, eh, é importante estar atento aí eh o que é saudável e o que não é saudável. É, a gente precisa se atentar ao limite. A coleção é algo bem legal, né? é algo que traz para você uma socialização, porque você eh está junto com as pessoas que colecionam, né, com esse time, com essa galera, mas a gente precisa manter aí um equilíbrio, porque o equilíbrio na vida é tudo, né, Alexandre? Agora nós falamos da tua camisa favorita. A gente falou daquela que você ganhou, né, da sua amiga. Agora a que você ganhou da sua noiva. E qual que foi a mais difícil de você conseguir que você tentou, batalhou e tal, falou: "Cara, eu preciso, eu preciso, eu preciso". E aí você conseguiu ou você não conseguiu ainda? Eu consegui. Ah, que beleza. Eu trouxe ela aqui também. Ai, que legal. Olha aí, gente. Estamos falando com a Alexandre. Alexandre, colecionador de camisas de times de futebol. Uau! Eu gosto muito dessa camisa. Ela é do Porto de Portugal. Eu simpatizo bastante com esse time. Sim. E é uma camisa que quando eu vi a quando o time lançou, eu fiquei muito encantado, porque ela é comemorativa dos 130 anos do clube, por isso que ela tem esses detalhes em dourado. Nossa, é lindo, né? Mostra o emblema pro pessoal assim. Olha só. Olha que coisa mais linda. Olha isso, gente. Dá para ver bonitinho. Dá. Nossa, é linda demais. E ela não era uma camisa vendida aqui no Brasil. Então, por sorte, um dos meus amigos mais próximos, estava morando em Portugal na época. Ela camisa de 2023. E um dia eu entrei despretenciosamente no site do time, eu vi que tava em promoção. Eh, aí eu já chamei meu amigo, falei: "Cara, posso mandar entregar na sua casa?" Ele falou: "Com certeza". Eh, a camisa chegou lá e por coincidência também o meu irmão foi para um a trabalho a Portugal e conseguiu trazer para mim porque o frete ia ficar muito caro se eu se eu fosse pagar o a entrega padrão. E é uma camisa que demorou mais ou menos uns qu c meses para chegar na minha mão desde a hora que eu comprei ela. Nossa, eu fiquei namorando ela, namorando, namorando. Tive ansiedade para receber a camisa. Pois é. Tanto que eu uso pouquíssimo porque eu tenho medo de estragar. Então você falou de uso pouquíssimo. Você usa essas camisas? Algumas eu tenho dentro da coleção, eu tenho aquelas que eu que são mais de uso corriqueiro até para eh em jogos assistir jogo e usar alguma de algum outro time. Mas hoje em dia a maioria mantenho bonitinha no armário. Eh, eu só pego, ó, dou uma, tiro foto, cadastro na minha planilha, mas não uso tanto mais quanto eu já usei. Você tem uma planilha de cadastro das camisas? Nossa, tem que ter, tem que ter. Eu eu coloco na planilha quem me deu, o ano que a pessoa me deu, alguma característica, por exemplo, essa aqui tá lá, 130 anos do Porto, coloco a fornecedora. Eh, tem também toda uma questão de autenticidade das camisas, porque a gente vê muita gente comercializando camisas que não são verdadeiras. Então, quando você, desculpa de cortar, mas quando você fala da autenticidade da camisa, me despertou uma curiosidade, né? Ah, é, são caras essas camisas. Essa essa é a camisa mais cara que eu que eu tenho na minha coleção. Eu paguei mais ou menos R$ 400 e ainda assim para padrões de colecionadores não é tão caro assim. A gente gasta muito mais, mas é o meu limite. E vale só original, né? É exato. Não vai colocar a camisa Xingling na coleção da Alexandre. Exatamente. Então tem esse cuidado também. que na planilha eu coloco a o código de autenticidade, cada marca tem o seu jeito de garantir a autenticidade dela, então tem que ser tudo organizado. Nossa, gente, olha, Jânio, que coisa, né? Você viu a camisa do Alexandre? Essa aí foi a mais difícil que ele conseguiu, né? E isso mostra pra gente que o que está, né, por trás aí da pessoa que que coleciona, né, tem essa questão aí, ó, olha só, levantamos a questão aí da persistência, né, levantamos uma questão de ansiedade, porque ele esperou de três a 4 meses para receber essa camisa. Então, esse negócio de colecionar mexe sim com a nossa saúde mental, não é? Sim, sim, com certeza. eh pode mexer positivamente e pode mexer negativamente. Eh, então é importante estar atento, por exemplo, o Alexandre comentou a questão financeira, que ele não usa cartão de crédito, que ele tem eh eh esse essa característica que ele que ele eh controla aí. E a questão assim, a coleção saudável vai trazer prazer, ela não vai dominar a vida da pessoa, vai gerar essa ansiedade, essa espera como algo bom. Mas assim, quando colecionar gera uma ansiedade que é prejudicial, que a pessoa não conseguear tempo a outras questões da vida, aí pode ser prejudicial. Ó, se a coleção ocupa um espaço desproporcional, considerando o espaço físico ou espaço mental, aí é algo que precisa ser olhado. Muito bem. Olha aí, falou tudo, né? A gente precisa cuidar, tá ocupando espaço desse proporcional aí, físico ou mental, então precisa de um cuidado. Está te trazendo bem-estar, está socializando com a turma, está e tá tranquilo na questão eh eh financeira também. né, referente à coleção, porque quem coleciona investe na coleção, mas você não pode também eh perder a linha, né? Então, se tá tranquilo, tá beleza, boa, continua na coleção. Se você viu que saiu um pouquinho da linha, busca aí um acompanhamento psicológico, porque isso é muito importante. Agora 8:43, a gente tem perguntas, viu, Jâno e Alexandre? A nossa equipe tá falando aí que nós temos algumas perguntas e a gente eh agradece você de casa, né, que está participando conosco. Vamos ver. Pode colocar na tela, produção, por favor. Vamos lá. Rogério da VR Industrial. Quando o Rob invade a sala inteira e a família pira na bagunça, como dividir o espaço sem abrir mão da coleção? E agora quem é que vai responder isso aqui? Vai, ô Jânio, ajuda aí então o Rogério da Vila Industrial. Então assim, é algo que é muito particular e assim eh tem que ser pela via empática, assim, por exemplo, eh a coleção está interferindo nas relações, está interferindo no espaço. Então assim, se for eh pela via da discussão do conflito, assim, não vai chegar num consenso. Então, talvez tem que eh sentar em um momento descontraído, tentar ser empático, entender, se colocar que aquilo de certa forma tá prejudicando. Então, é é importante assim sempre ir pela via da empatia, assim, tentar entender o lugar do outro e dependendo da situação, assim, se aquilo é algo que fugiu ao controle, então assim, é, talvez seja a hora de sugerir que busque uma ajuda profissional, que busque um psicólogo, um psicanalista para ajudar a entender que função que isso tem na vida daquela pessoa. pessoa, porque isso pode assim, eh, está tentando tamponar uma falta. Então, assim, muitas vezes assim, eh, retirar os itens não vai resolver o problema. Então, assim, talvez é entender que sentido que isso traz. Muito bem. Eh, todo excesso esconde uma falta, né? Então, a gente precisa se cuidar aí com essa questão. Obrigada você que participou com a gente. Vamos lá. Tem mais, faltando 15 minutinhos para as 9 da manhã, sexta-feira gelada aqui na Metrópole. E a gente falando de colecionismo, estamos recebendo o Jan, que é psicólogo e também o nosso colecionador de camisas de futebol, o Alexandre, também a jornalista, o Rafael do Jardim Bela Vista. Você participa de grupos que rolam troca de camisas ou eles servem só pra galera exibir coleção e ficar babando nas raridades? Alexandre, para você direto, hein? Não é as duas coisas, né, acontecem nesses grupos. Porque é é muito interessante inclusive a rede social para isso. A gente se conecta com pessoas do Brasil inteiro que tem uma camisa rara, às vezes não cabe no orçamento naquele momento, então a gente só vai ficar babando. Mas sim, participo. Eh, esses grupos são muito importantes também para pra gente divulgar pequenos vendedores de camisas. Então, eh, rolam trocas também nessa nesses grupos. Sim, é bem interessante participar. Olha aí, que legal. É um grupo grande aqui na metrópole, aqui em Campinas. Como é que é? que sim, tem bastante colecionador aqui, principalmente da região. Eu tenho um grupo no WhatsApp e tal, que a gente conversa bastante, colecionador de Paulíia, Cosmópolis, eh Limeira, Araras, a gente fez um grupinho bem legal e a gente se reúne de vez em quando. Então um abraço aí pro pessoal também, aproveitando a oportunidade. Claro, claro, sempre fica à vontade. E e é é a comunidade é muito grande. Uhum. Muito bem. 8:46. Aos colecionadores aí que vão assistir, porque nosso programa já está no YouTube, nós estamos transmitindo, né, pela TV Câmara Campinas, também está no YouTube ao vivo e vai ficar. E aí você que vai assistir a gente depois, que é colecionador, nosso grande abraço. Vamos lá, 8:46, vamos com mais perguntas. A Bia do Jardim Nova Europa. Quando começo a organizar a prateleira, esqueço até de almoçar. Nossa, seria isso um tipo de hiperfoco a organização, né? Ô, Jânio, responde a Bia pra gente aí, vai. Ela diz que organiza a prateleira, esquece até de almoçar. quer dizer, ela fica focada, então ela pede se isso é um tipo de hiperfoco. Então, eh, para entender exatamente o que acontece, assim, a gente teria que, eh, ouvir a história da Bia e a relação que ela tem com a organização, com a prateleira, com o que tem nessa prateleira, a questão de eh não almoçar, ficar com fome ali para eh esquece, talvez f com fome para focar na organização, assim, eh, pode ser hiperfoco, mas pode não. Não sei também pode ser algum tipo de de fuga ou ou talvez não pode ser nada também, pode ser algo momentâneo, algo pontual, mas assim para falar com mais propriedade teria que ouvir um pouco mais a história, se isso se repete ao longo do tempo, se se isso é prejudicial, então ou é algo que ela se dedica ali, tem uma sensação de bem-estar, caramba, arrumei a prateleira, agora eu vou almoçar. ou é algo que gera um desconforto. Então, eh eh é importante entender a a relação, sabe? É isso aí, Bia, um abraço para você, viu? Obrigada pela sua participação. Olha, eu quando começo a organizar, eu coloco uma música e vou organizando. Enquanto eu não termino, eu não paro, né? E aí depois eu vou almoçar. Mas é de vez em quando, né? Não é sempre. Então é bom a gente ter o equilíbrio. A gente sempre fala de equilíbrio aqui no programa. O nosso estúdio Câmara é um programa que traz eh temas de comportamento e é tão legal porque a gente traz temas que a gente vive no dia a dia, sabe? E é importante a gente ter aí os psicólogos, os profissionais e pessoas que vivem o que a gente vive, porque eles nos dão um direcionamento, sabe? de repente você vê que tá saindo um pouquinho do trilho, tá saindo um pouquinho da linha e aí com eh eh essas informações que são compartilhadas aqui, a gente consegue ter um direcionamento para melhorar um pouquinho a nossa qualidade de vida, né, o nosso foco e trazer o equilíbrio que é tão desafiador pra gente manter no dia a dia. Aí eu falo: "Ah, você, eu sou equilibrada, sou nada, né? Tem dia que eu tô equilibrada, tem dia que eu tô desequilibrada e e é natural e tá tudo bem, né? Nós somos assim. Então, é importante eh a gente ter você aí do outro lado, os nossos profissionais, os nossos convidados, né, que nos ajudam a tomar uma direção. 8:49. Tem mais perguntas? Vamos lá. Se tiver, pode mandar pra gente. O que que nós temos aqui? O Víor do Jardim Boa Vista. É para você, Alexandre. Ó lá, ó. Quando você percebe que uma camisa deve ficar trancada sete chaves e nunca mais ir para o corpo, rola a culpa de não viver o hã viver o manto do dia a dia. Ah, entendi. Acho que é vestir, né? É, é vestir. É verdade. Então, quando é que você percebe que uma camisa ela deve ficar trancadinha sete chaves? Quando ela é aquele desejo antigo que eu sei que foi difícil de conquistar. Eh, eu eu mantenho elas mais preservadas porque uma lavagem num sei lá, tá almoçando, cai um molho na camisa, aquele molho não sai. Aí já perdeu o valor, né? Já já não só o valor de venda, mas o valor emocional. Putz, eu eu demorei tanto para conquistar aquela camisa e por uma besteira a camisa se manchou. Então eu acho que na minha coleção eu tento sempre olhar esse esse esse lado da conquista. Se for algo difícil, se se por exemplo essa do esporte, eu não vou usar porque ela é ela foi difícil de conseguir. Eh, ela tem uma um status legal no meio do colecionismo. Então, eh, são mais ou menos essas as artemanhas que a gente vai usando ali para decidir se é uma camisa que vai ser bastante usada, se não vai ser muito usada. Que legal, gente. Tô, mas e só completando, eu não tenho essa essa culpa de não usar a camisa, porque eu sei que eu tô eu tô cuidando dela. Tem algumas que tem um um valor menor na minha coleção sentimental, que eu uso mais tranquilo também, não fico grilado com nada. Então, tem esse equilíbrio. Muito bem, né? Tô aqui pensando nas coleções que eu já tive na vida. Você sabe que isso começa desde a infância, né, Jânio, tem a gente traz esse negócio, igual você falou, eh, do bebê que tem lá uma um estima pela fraldinha que fica lá passando o nariz para dormir, né? E aí depois vem uma coleção de bonecas, uma coleção de carrinhos, né? Uma uma coleção de tampinhas e assim por diante. Então é algo que vem lá da infância essa questão. E tem gente que leva pra vida adulta, tem gente que não. O Alexandre trouxe pra vida adulta. Uma pergunta. Alguém da sua família é colecionador? Como é que você descobriu que você tinha esse gosto de colecionar? Ninguém na minha família conheceu e como que aconteceu assim, tipo, ah, vou começar pela curiosidade de querer uma camisa aqui, uma camisa ali. E quando eu era criança, eu nem, né, comecei com 11, 12 anos, eu nem entendia o que que era colecionar. Eu não tinha essa essa esse conceito claro na minha cabeça. Quando eu fui criar até a minha página no Instagram, uns três anos atrás, que a minha mãe falou: "Você sabe que a sua primeira foi quando a gente estava viajando, você pediu aquela camisa do Carlos Barbosa, ali que a gente viu que era uma camisa diferente. Depois disso que eu comecei, ah, eu quero uma do Barcelona, quero uma do Milan, quer não sei o quê, que eram times que eu acompanhava na época". Então, eh, começou assim e paraa minha família, meus pais principalmente, facilitou porque qualquer oportunidade e aniversário, Natal, não tinha o que pensar, era só falar qual você tá tá de olho. Ah, pode ser uma do time e tal. Poxa, então é fácil ter presente para você, né? Geralmente é é difícil. Dia dos namorados tá chegando aí e aí as pessoas, ah, que que eu vou dar de presente? Porque homem é difícil, né, presentear, né? E aí para você é tranquilo, né? Eu tenho também a planilha das camisas que eu tô de olho, então eu já compartilho com a família. Ó, pessoal, tem essas aqui já bota até o link para comprar se quiser. Muito bem. Você é bem prático, né? Tem que facilitar para todo mundo. É 8:53. Vamos lá. Tem mais perguntas? Acho que dá tempo de responder mais duas e a gente vai para as considerações finais desse nosso estúdio Câmara que nós estamos falando de colecionismo. Vamos lá. Tem mais produção? Se tiver manda aí. A Larissa do Opa, a Larissa do Cambuí. Organizar a coleção por cor da paz ou mostra ansiedade? Quando o alinhamento, o alinhamento perfeitinho é terapia e quando revela que a ansiedade tá mandando, Jane? É, é bem interessante essa questão aí, porque eh a própria questão eu acho que responde assim, eh quando a pessoa coloca tudo organizado, por exemplo, o Alexandre falou que cataloga as as camisas, então assim, o organizador ele tende a ter essa organização, sabe? Eh, tudo tem uma sequência, tudo tem uma lógica, tudo tem uma sequência da história, tudo é catalogado. Então, assim, eh, a forma de organizar por cores pode ser algo que proporciona prazer, mas aí assim, se tem uma questão, caramba, isso tá me incomodando algumão, por que que eu organizo por cores? Aí assim, é algo que traz um desprazer. Aí, se é algo que traz um desprazer, aí isso pode ser questionado. E se é algo que é repetitivo, se é para coleção só, tudo bem. Mas de repente eu tô tudo na minha casa, eu tô colocando em ordem certinha e isso começa a ter um caráter um pouco compulsivo. Aí talvez seja hora de buscar uma uma ajuda aí. Pode ser uma manifestação de ansiedade. Muito bem, né? A gente precisa ver isso aí também, né? Porque eh você na hora de guardar, como é que você faz? Você se você tivesse eh porque você falou que você antes tinha ela exposta, né? Aí depois utilizou o guarda-roupa do seu irmão, aí agora você está morando com a sua noiva. Então é claro que você precisa dividir o guarda-roupa. Quer dizer, eh, o guarda-roupa é dela e você tem o É sempre assim. É sempre assim, né? O guarda-roupa é nosso, vocês têm um pedacinho e não vem que não tem conversa. Então, aí você organiza elas a as camisas em uma caixa e aí quando dá as que você consegue você coloca no cabide, né? Isso para se você tivesse um guarda-roupa só seu, um closet, imagina que um closet das suas camisas, como você iria organizar elas? Por cor, por data de conquista ou por time? Como que é? Eu eu já tentei colocar por cor, mas ficou meio bagunçado na minha organização mental. Eu gosto de separar primeiro e por times nacionais e depois por times, seleções e times internacionais. E no os entre os times nacionais eu separo pro estado. Então eu começo Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, dizer que você faz isso. E é uma forma de eu me organizar assim. Eu quero a camisa, preciso, eu gravo bastante vídeo falando das histórias das camisas. É. Ah, eu quero com uma camisa do Caxias. Eu já sei que tá no no começo da da do guarda-roupa. Uma vez eu tentei organizar por cor, mas eu fiquei mais perdido do que do que me ajudou ali. Então é a forma que eu me organizo. Eu prefiro dessa forma. Ô Jânio, você viu só a o olhar psicológico agora, Jânio, da forma de organização do Alexandre. Você viu que ele vai fazer, ele fez o mapa aqui até, até fez com a mão assim, ó. ele organiza, se ele pudesse organizar hoje um closet só de camisa dele, eh, da coleção, ele organizaria pelos estados, né? Qual que é a sua avaliação psicológica disso? Bom, Ruber, é muito particular de cada um. Pode pelo Alexandre aí, que de certa forma ele mudou, sabe? Então assim, eh, a pessoa pode começar de um jeito e ir se organizando. Então assim, e novamente a gente pode olhar pela via, ó, é algo saudável que proporciona prazer, que que traz satisfação ou é algo que vai pela via do compulsivo aí que pode ser prejudicial, mas isso aí vai depender de cada um, se de cada sujeito. Cada um é único, tá? É verdade. Cada um, cada um tem a sua personalidade, né? A sua forma de, de analisar, de olhar, de avaliar, né, Alexandre? E a questão da cor também, no meu caso, por exemplo, eh, eu tenho uma camisa do Flamengo que é rubro negra e uma camisa do Flamengo que é amarela. Uhum. Eu, para mim, organizando por cor, não faz sentido ter uma camisa do Flamengo num canto e outra do Flamengo no outro. Então, prefiro deixar os times juntos, por mais que fique bagunçado visualmente as cores, mas elas, os mesmos times, estão sempre perto. Tem alguma camisa especial aí que você queira mostrar? Vamos ver aqui. Vai lá, enquanto você vai olhando aí, a gente já fala com você que tá em casa. 8:58. Tem mais perguntas pra gente? Produção? Se tiver, manda mais uma, enquanto o Alexandre tá ajustando aí mais uma peça rara da coleção de camisas dele. A Juliana do Ouro Verde. Quero doar metade da coleção, mas coração aperta. Que coleção você tem, Ju? Conta pra gente. Tem exercício mental para desapegar sem sofrer tanto? Olha aí. Ô, a, a, ô, Jânio, a Juliana quer deixar de ser colecionadora, ela quer doar parte da coleção, mas tá coração apertado. E agora esse desapego, como é que faz para não sofrer? Então, é interessante assim, a gente não sabe o que ela coleciona, né? Mas olha, para você ver, ela quer doar parte da coleção. Então, assim, por que doar parte da coleção? tá ocupando muito espaço, ela quer fazer um ato de generosidade para uma ONG, para alguma organização. Eh, é algo que eh é possível ela continuar colecionando. Então, assim, o que que dá mais sentido para ela? É continuar com a conção ou é doar? O que que traz uma satisfação pessoal maior? Então, talvez olhar por e também assim, ah, eu resolvi, eu vou doar metade. Que metade eu vou doar? Quais itens? Talvez contar para si mesmo a história de cada item ali ajude um pouco a decidir aí qual parte eu vou doar, qual parte eu vou ficar. E e essa ã e essa questão do apego, ô Jânio, como é que a gente faz para desapegar? Então, o apego eh pode estar relacionado com questões inconscientes, sabe? Então assim, eh, por exemplo, quando o apego é excessivo, aí tem que buscar um profissional, um psicanalista pode ajudar a entender aí eh novamente por tenho tanto apego com esses itens. Então, assim, eh, pode forma de lidar com a ausência, com ansiedade, pode ser uma busca por segurança, por satisfação e, e de certa forma aquilo ali a ajuda a gente a se completar. Então assim, é é algo que acaba sendo um pouco particular. É preciso olhar paraa história da pessoa, pra vivência da pessoa e para essa relação de apego, como que ela se dá com o item. Muito bem, Jânio, pontualmente 9 horas. Vamos lá, mostra aí. Olha aí, ele quer mostrar essa, ó. Mostra, é uma camisa muito especial que eu só fui descobrir que ela era especial depois que eu ganhei. Sério? É, essa aqui é de um time chamado Cosenza, de uma cidade da Itália. E foi aqui que a minha família paterna eh começou, a família Calafior, meu vô tem sobrenome Calafior e eu não sabia dessa história. Meu irmão foi para lá viajando a turismo, comprou essa, descobriu essa história e comprou essa camisa. Eu nem imaginava. Ele que me contou depois. Então, tá até na etiqueta, porque eu não uso por justamente por ela ter esse apego tão eh emocional, tão histórico, eu não nem tirei da etiqueta para não correr risco de estragar. Então, é isso. É algo que também de novo, igual aquela do jaboticabal, talvez não tenha tanto valor assim pr as pessoas, valor monetário e olhar, falar: "Ah, tá, é bonito e tal". Mas para mim, poxa, é onde minha família, de onde a minha família nasceu, saiu. Nossa, olha aí, tem toda essa questão histórias, né? Sempre permeando as histórias. Sempre permeando as histórias. Muito bem. Agora, eh, pra gente encerrar, eh, antes das considerações finais, gostaria que você falasse um pouquinho, eh, da, da sua página, né? Porque tem a ver com a sua o seu hobby, que é colecionar. Isso. Eu decidi criar a minha página no Instagram. Esse manto tem história justamente porque eu escutava de muitos amigos, cara, você tem muita, muita história dentro do seu armário e você só deixa guardado para você ou pra gente. Conta, vai eh bota essas histórias no mundo, porque às vezes tem alguém que vai se interessar e realmente se interessaram. Eh, eu acho que estar aqui hoje é uma forma também de provar pro Alexandre do Passado que valeu a pena eh começar a divulgar a minha página. Recentemente também eu criei um canal no YouTube, porque a gente sabe que redes sociais prezam cada vez mais o tempo curto de vídeos e eu gosto de falar. Então, criei também um canal no YouTube de mesmo nome para falar um pouco mais, para ter algo, um espaço um pouco maior para falar das camisas, falar de futebol de forma geral, exercer um pouco mais o lado jornalista da minha formação. Sim. Então, é, foi muito prazeroso. A página me trouxe muitos amigos, muita história legal, muita gente bacana, me levou para conhecer lugares, não conhecia Belo Horizonte, por exemplo, fui conhecer por causa de encontro de colecionador. Então, eh, foi muito, muito prazeroso. É algo que eu faço com muita, muita vontade. O nome da página é Esse manto tem história. Esse manto tem história. é histórias, né, que a gente traz para você aqui que tá acompanhando o nosso estúdio Câmara ao vivo pela TV Câmara Campinas. Ô, Jânio, vamos para as considerações finais. gostaria que você deixasse o seu olhar eh da da linha da psicologia, né, referente ao tema de hoje e deixasse uma dica aos nossos telespectadores que estão pensando em ter uma coleção ou para aqueles que já estão desapegando da coleção, enfim, deixa aí, por favor, eh, a sua fala eh da linha psicológica, né, sobre o tema colecionismo, certo? Eu queria colocar que assim, a questão da coleção, ela traz um sentido paraa pessoa, ela traz um prazer. Eh, por exemplo, a pessoa que coleciona, tem um prazer de mostrar, de apresentar, de eh compartilhar isso é é bem saudável, sabe? Inclusive hoje, por exemplo, com a questão da da do digital, as pessoas eh geralmente tem muitos estímulos ali. A coleção pode ajudar ali a parar um pouco, a olhar um pouco, a recontar histórias. Isso é muito saudável. Eh, agora tem a questão que se começar a ser prejudicial é importante procurar ajuda. Eu vou até citar um exemplo aqui, ó. Tinha uma pessoa que colecionava relógio, sabe? tinha uns 300 relógios tava endividado. E aí, eh, um familiar convenceu ele a vender os relógios e pagar as dívidas. E agora a questão é outra, assim, a pessoa tá colecionando perfume, já tem uns 200 perfumes. Então assim, eh, o fato não tá na coleção. Talvez a questão seja de outra que seja importante olhar. Então, assim, se excedeu alguns limites, eh, se começou a gerar desprazer, aí talvez seja a hora de procurar ajuda, de buscar um psicólogo, psicanalista aí que pode ajudar a reficar isso aí. Jânio, muito obrigada pela sua reflexão, né, pelo seu posicionamento, pela pelo compartilhamento de informações nessa manhã de sexta-feira de um tema tão interessante, né, que é o colecionismo. Gratidão pela sua participação aqui no nosso programa, viu? Eu eu que agradeço pela oportunidade. Muito obrigado aí. Valeu. Obrigada a você. Fica com a gente que a gente tá encerrando. Eu quero agradecer você, viu, Alexandre? Obrigada por trazer aí as suas camisas, né? algumas das suas camisas e por compartilhar com a gente e esse seu hobby, você que é um jornalista e e que é interessante que você disse porque são histórias, né? são histórias, então tudo tem história. Então, parabéns e obrigada pela sua participação. Eh, eu que agradeço a oportunidade de estar aqui falar de algo que eu gosto muito. Eh, e de novo, eh, bater aqui na numa tecla que é isso tem que ser prazeroso, isso não é para ser uma compulsão. Claro que às vezes a gente perde um pouco o controle, mas tem autocrítica. Se você tá começando a colecionar agora, se você já é um colecionador já eh mais veterano, eh sempre importante fazer uma reflexão sobre o sentido que você quer dar paraa sua coleção, se faz eh sentido com o que você é naquele momento, se vale a pena desapegar ou não. Eh, até pegando aquele gancho daquela pergunta ali, é sempre importante a gente fazer essa essa avaliação no nosso momentinho ali, olhando a coleção, fala o que que faz sentido, o que que não faz, se eu vou me desapegar, se eu não vou me desapegar. É um processo, mas é uma uma caminhada muito gostosa, muito prazerosa. Legal. Gratidão, viu Alexandre? Agradeço. Maravilha. Prazer estar aqui com vocês. Prazer é todo nosso receber, né, o Alexandre, o nosso psicólogo Jâniio e receber você de casa que interagiu, que participou, né, que esteve com a gente. A gente agradece, viu, pela sua audiência, pela sua companhia. Desejamos a você um ótimo final de semana. Lembrando que nós temos uma programação bem legal de final de semana com grandes estreias de programas e quadros aqui na TV Câmara Campinas. A nossa equipe do grupo Mais sempre trabalhando, nossa equipe de jornalistas, produtores, tá todo mundo empenhado para levar para você a melhor informação com qualidade, tá? E também, claro, nós temos informação do legislativo campineiro, sempre ao vivo aqui na TV Câmara Campinas. E hoje temos, claro, o jornal, né, também meio-dia tem o Câmara Notícia. Muito bom saber que você está aí do outro lado. Continue ligadinhos com a gente. Segunda-feira a gente volta e nós vamos falar de um tema hum efeito sanfona. Vai e volta. Porque é tão difícil manter a perda de peso? Vamos conversar com especialistas e você, claro, pode participar com a gente dando seu depoimento, fazendo a sua pergunta, interagindo conosco aqui no estúdio Câmara, combinado? Então tá certo, gente. Um grande abraço para você. Muito obrigada por nos ajudar completar a missão da semana, que é levar informação para você aqui no estúdio Câmara. Equipe, valeu, nota 10, show. E olha, fiquem com Deus, se cuidem, se agasalhem, né? Frio tá aí. E segunda-feira, se Deus quiser, a gente volta a partir das 8 da manhã ao vivo com mais uma edição do nosso estúdio Câmara aqui na TV Câmara Campinas. Valeu, turma. Valeu, pessoal de casa. Fiquem com Deus. Bom fim de semana e até segunda. [Música] [Música] Да. เฮ [Música]