TV Câmara Campinas
TV Câmara
Campinas
Estúdio Câmara | Campinas 251 anos: pib e oportunidades em meio ao alto custo de vida
Em destaque · HD Vídeo · ESTÚDIO CÂMARA

Estúdio Câmara | Campinas 251 anos: pib e oportunidades em meio ao alto custo de vida

174 views Publicado 15/07/2025 HD · 57:03

Descrição do vídeo

🎉 Campinas celebra 251 anos com uma programação especial no Estúdio Câmara, discutindo os principais desafios e perspectivas para o futuro desta metrópole que é referência em desenvolvimento, inovação e qualidade de vida no Brasil. Na terça-feira, 14 de julho, o tema central do programa é: 💰 “Economia de Campinas: Terra de Oportunidades, Apesar do Alto Custo de Vida” 📊 Campinas ocupa a 4ª posição entre as cidades com maior custo de vida do Brasil, segundo levantamento recente do site Expatistan, ficando atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. ➡️ Estimativa de custo mensal: Para uma única pessoa: R$ 6.279 Para uma família de quatro pessoas: R$ 13.899 Mas, ao mesmo tempo, a cidade possui o 4º maior PIB do Estado de São Paulo, o que reflete seu forte dinamismo econômico e seu papel estratégico no cenário nacional. Isso mostra que Campinas, apesar do custo elevado, também é uma terra de oportunidades, empregos e empreendedorismo. 🎙️ Para debater esses aspectos, o programa recebe dois especialistas: Pedro de Miranda Costa, do Observatório de Economia da PUC-Campinas, que traz uma análise macroeconômica da cidade; Rafael Longo, professor e coordenador do Centro de Empreendedorismo da Facamp, que discute o cenário local para quem deseja empreender e gerar negócios na região. 💬 Nesta conversa, vamos abordar: O que explica o alto custo de vida em Campinas e como ele se relaciona com o padrão de renda da população; Os setores econômicos que mais crescem e geram emprego na cidade; O papel da inovação e da educação superior na economia local; As oportunidades para empreendedores em meio aos desafios urbanos; Como a cidade pode equilibrar desenvolvimento e qualidade de vida nos próximos anos. 📍 Campinas tem posição estratégica no interior paulista, abriga universidades de excelência como a Unicamp e centros de pesquisa e tecnologia como o CPQD e o CNPEM, além de atrair grandes empresas dos setores industrial, logístico, de serviços e tecnologia. Isso tudo contribui para sua força econômica — mas também pressiona o custo de moradia, mobilidade e consumo. 💡 Esse episódio é essencial para quem quer entender por que Campinas continua sendo uma das cidades mais promissoras do Brasil, mesmo com seus desafios. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

Transcrição completa do vídeo

50 mil caracteres · transcrição automática

Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.

[Música] Olá, muito bom dia. O estúdio Câmara já está no ar aqui pela TV Câmara Campinas. Hoje, terça-feira, dia 15 de julho, seguimos a nossa programação especial em comemoração aos 251 anos de Campinas, né? Hoje a gente fala sobre os números que movem essa metrópole. Custo de vida, oportunidades, empreendedorismo, empregos e o peso que a cidade tem na economia do estado de São Paulo e do Brasil. Por que viver em Campinas custa tanto, hein? Como que a gente consegue manter tantos atrativos aqui, mesmo com esses valores elevados? E quais são as oportunidades para quem quer empreender ou crescer profissionalmente aqui na Metrópole? Hoje nós vamos conversar tudo isso com dois economistas e professores universitários que acompanham de perto o cenário econômico e empreendedor de Campinas. Fica com a gente, o papo vai ser muito interessante. Os nossos convidados já estão no estúdio e daqui a pouquinho nós iniciamos então o nosso bate-papo sobre economia aqui da Metrópole. E você aí de casa manda pra gente a sua mensagem. WhatsApp tá na tela. Você acha que Campinas oferece boas oportunidades de trabalho e qualidade de vida, mesmo com custo elevado? A gente quer ouvir você, manda lá 1997829377. A gente atualiza algumas informações de utilidade pública, viu? Atenção motorista, a Avenida Lix da Cunha, aqui em Campinas, eh, vai ter um trecho totalmente interditado ao tráfego de veículos no sentido bairro centro para a execução de serviços de fresagem e recapeamento asfáltico. A interdição promovida pela Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas, a INDEC, ocorre a partir de hoje até sexta-feira, dia 18, sempre no período das 9 da manhã até às 5 da tarde, tá? O bloqueio acontece entre o acesso pela rua Dr. David Vicente e o início do viaduto sobre a Avenida Andrade Neves. Desvios de trânsito durante a interdição eh vão garantir a fluidez no trânsito e também minimizar os impactos no deslocamento. E a INDEC definiu aí um desvio alternativo de tráfego com o apoio dos agentes de mobilidade urbana que vão estar no local para orientar os motoristas. Essas linhas cumprirão o desvio sugerido pela ENDEC e com isso toda a passagem eh todas, né, devem passar a entrar aí na rua Dr. Vicente, eh, David Vicente, perdão. Para informações de trânsito, sugestões, você pode acessar os canais, tá? Fale conosco, o telefone é o 118. Também tem o portaldec.com.br/faleconosco, tem o aplicativo e tem o WhatsApp 193731 291. Então você que vai passar pela Ali Lex da Cunha já sabe, tem interdição, acessa lá o aplicativo da INDEC, tem as informações e tem o pessoal da INDEC trabalhando para te direcionar no trânsito, combinado? E agora do trânsito nós também continuamos falando porque a gente fala com você que é é usuário do transporte coletivo. Quem costuma utilizar a linha 260, Nova Aparecida Shopping Iguatemi, deve ficar atento aos novos horários de operação que começam a valer em dias úteis a partir de hoje. A medida adotada pelac atende a necessidade apontada pelos usuários de ajustar os horários praticados atualmente durante o período de recesso escolar. As partidas do Nova Aparecida vão ocorrer entre 4:50 da manhã e 23:40 e do terminal shopping Iguatemi entre 5 da manhã e me intervalos nos horários de pico passam a ser de 21 minutos. Os demais serão mantidos entre 30 e 35 minutos e a linha 260 parte da região shopping Guatemi e chega até o Nova Aparecida e passa pelo centro. No mês de junho transportou aí cerca de 3,2.000 1000 passageiros, né, eh, pela catraca em dias úteis. E para informar os usuários sobre os novos horários, fica tranquilo, tem cartazes informativos nos veículos, tá, que foram distribuídos pela INDEC. E assim que as mudanças começarem a valer, os usuários também podem consultar a nova programação horária no site da NEC pelo portal.endeendeec.com.br/consultalinha, combinado? Então, tá certo? Preste atenção no trânsito. E você, usuário transporte coletivo, também atenção nas alterações. Previsão do tempo para hoje, né, para já a gente começar o nosso bate-papo sobre a economia de Campinas. Hoje nós temos aí um céu azul de brigadeiro na metrópole, né? Sol, poucas nuvens, mínima foi de 12, máxima, de acordo com a previsão, 25º. Sem previsão de chuva, aproveite o dia. E agora sim, vamos lá. Campinas é conhecida, gente, por sua vocação empreendedora, pela força do seu parque tecnológico e por ser uma das cidades mais ricas do país. Ao mesmo tempo, é também uma das quatro cidades com o custo de vida mais alto do Brasil. E aí a gente pergunta, como equilibrar esse custo de vida com as oportunidades que a cidade oferece? Vamos dar as boas-vindas, então, aos nossos entrevistados. Pedro Pedro de Miranda Costa, economista do Observatório eh de Economia da PUC Campinas, vai nos ajudar a compreender os dados sobre PIB, renda, custo de vida e dinâmica econômica local. Muito bom dia, seja bem-vindo. Bom dia, Rúbia. Bom dia aos telespectadores. Vamos conversar sobre Campinas e suas oportunidades. Uau! A gente tem muito que conversar, né, com a gente também para completar esse time que vai falar de economia para você. Rafael Longo, economista e coordenador do Centro de Empreendedorismo da FACAMP, tem uma análise mais voltada ao ambiente de negócios, startups e os caminhos para empreender em Campinas. Bom dia, bem-vindo. Bom dia, obrigado pelo convite. Vamos bater papo, vamos conversar de economia. Gente, te confesso que não estou preparada. É. Ah, tô brincando, gente. Eu estudei um pouquinho, mas economia a gente sabe que é bem delicado e todo mundo precisa entender de economia, né? Porque senão você não consegue ver o negócio girar. Agora vamos lá. Campinas é uma cidade de extremos, né? Tem o quarto maior PIB do estado de São Paulo, ultrapassando 19 capitais brasileiras. Isso, segundo o IBGE. Isso mostra o peso que a cidade tem na economia nacional, com destaques para os setores de serviço, tecnologia, indústria de alta performance. O que explica então esse desempenho tão acima da média, Pedro? Como que você define o papel de Campinas no cenário econômico no estado de São Paulo? É, como você disse, Rúbia, eh, a cidade de Campinas, ela até pela sua localização, pela, pela sua história, ela, principalmente na questão dos serviços e dos serviços de alta tecnologia e da indústria, ela tem um papel bastante importante, né? E é até algo que a gente gostaria que houvesse mais no restante do país, um impulsionamento via indústria e serviços de alta qualidade. Então, nesse quesito, Campinas eh tá na frente, acho que tá num num bom caminho. Acho que isso faz com que seja uma cidade que cria muitas oportunidades. Mas tem algumas restrições também e isso também implica na medida em que você tem uma renda mais elevada, isso também tende a elevar o custo de vida pros que moram aqui. É, exatamente. Muita gente, né, eh, fala, quem não conhece Campinas fala: "Nossa, mas como que você consegue morar aí, né? Você ganhando aí um piso ou um salário, como é que você faz para sobreviver em Campinas?" Mas Campinas também, eh, Rafael, é um, é um lugar de oportunidades, né? Campinas tem uma malha viária privilegiada, tem proximidade com o aeroporto de Viracopo, centro de pesquisa e políticas de incentivo. A cidade consolida como ambiente fértil para inovação e crescimento econômico. Você acredita, Rafael, que a presença das universidades, né, os centros de pesquisas, eles influenciam diretamente nesse nesse preço da cidade de Campinas? Eu acho fundamental eh as universidades, os centros de pesquisa que a gente tem aqui, é um monte de gente que vem do Brasil inteiro para cá. Eu tava assistindo seu programa de ontem que dizia que ninguém aqui era de Campinas. Você, você é de Campinas? Não vim para Campinas. Eu também não. Eu sou de Campinas. Então, vocês cuidem bem da nossa cidade. A gente faz o muro em volta. O que acontece? Aconteceu com o meu pai, ele ele vem, estuda um pouco, acaba se formando e fica em Campinas. Esse profissional qualificado é muito importante, é isso que as empresas precisam. Então, Campinas foi uma combinação disso. Claro que nasceu com o café e vem com o pezinho de café. Toda a história de Campinas é uma história bonita, econômica, bonita, cheia de exploração, eh baseada na escravatura, no trabalho escravo e tudo mais, mas é uma história que gerou uma receita e essa receita hoje ela ela tá consolidada na região e as faculdades atraem as pessoas que vão se encaixar nesse esquema de produção de valores, de negócios que é Campinas. E gira muito, né? gira muito faculdades, universidades, centros de pesquisa. Ontem a gente estava falando de tecnologia e inovação. Campinas é o berço da tecnologia no Brasil, não é, Rafael? É, é, é. você tem, você tem uns centros e com isso se cria aquilo que no empreendedorismo se chama de eh é uma é um é um é um um ecossistema empreendedor. Sim. Então você tem as empresas que abrem e você tem toda uma cadeia de fornecedores e claro os clientes estão aqui. Campinas, por ser essa cidade que a gente tá falando, as pessoas custa caro, mas quer dizer que as pessoas têm dinheiro para pagar e se elas têm dinheiro para pagar, elas conseguem comprar também. Então, os negócios eles são favorecidos tanto pelo lado da oferta de um profissional mais qualificado, quanto de um monte de gente comprando negócio, coisas, serviços, bens e serviços, o que faz com que a cidade fique cada vez mais rica. Campinas gira, né? Impressionante. Agora, Pedro, com o preço, o custo, né? custo elevado. Campinas continua sendo uma escolha popular, assim como o Rafael acabou de falar. Morar em Campinas vale a pena. Qual que é a sua avaliação eh eh na questão econômica da cidade? Eh, referente, vamos colocar aí aluguel, custo de vida. Uma pessoa que sai lá do estado do Paraná, ela tem uma oportunidade aqui em Campinas, ela tem que pensar duas vezes ou ela só pega, bota a mala nas costas e vem que vale a pena? E aí, vamos lá, vamos falar de economia. Ah, eu acho que tem vários cenários em que em que as pessoas fazem essa, né, essa migração, né? Eh, aproveitando a pergunta do Rafael, a minha história, por exemplo, né, eu eu fiz economia na Unespar Aaraquara, mas minha família também de lá. Num determinado momento, né, eu com minha esposa juntamos as nossas coisinhas e ela até trabalhava em Ribeirão e foi transferida para cá e eu falei: "Ah, vou vou junto porque lá alguma aula eu vou arrumar". Então, é é mas veja, é uma história eh e deu certo, estamos aqui, nossos filhos nasceram aqui, eh, mais de dois profissionais que tinham o nível universitário, né? Então, foi uma decisão que que foi uma decisão pensada e e calculada, né? Eh, nem todas as pessoas têm chance e oportunidade de tomar essa decisão. Muitas vezes a pessoa vai instintivamente para um local porque acredita que lá que ele vai conseguir melhores oportunidades, né? Eh, e eu acho que obviamente é um direito do cidadão vir, né? mas eh eh e de e de qualquer qualificação, mas eu acho que o diferencial de Campinas eh é esse que justamente por reunir eh centros universitários, centros de produção de tecnologia e indústria, ela naturalmente era ela é um lugar importante para gerar emprego que exijam alta qualificação, né? Então, o profissional que tá buscando e às vezes ele nem toma essa decisão voluntariamente também, né, falando e e dos meus alunos, muitos alunos vêm de outras cidades, né, para estudar, mas arruma o estágio e arruma emprego e vai ficando, né, justamente porque então eh e aí que tá também usando as palavras do Rafael, é esse ecossistema, né? Porque se você tiver só a universidade e não tiver o emprego, a pessoa vai vir, vai cursar e vai voltar ou vai para outro lugar, né? Se você tiver só a empresa também, eh, talvez não se torne tão atrativo. Então, acho que esse ecossistema é que traz a a atrai as pessoas e faz com que ela venha e permaneça, né? Mas eu acho que eu não respondi totalmente a sua pergunta sobre a questão de valer a pena, né? E sim, veja, eh, quando a gente fala de valer a pena, a gente tá falando de qualidade de vida, né, que é um assunto que talvez dê um programa inteiro pra gente falar disso, né? A gente sabe que que no geral, e quando a gente fala economia entre países, países com uma renda maior, com uma renda per cápta maior, tendem a ter uma qualidade de vida maior também, né? Mas isso não é totalmente linear, porque eh seja porque a qualidade de vida vai eh se encarecendo Uhum. Seja porque muitas vezes a qualidade de vida também não vem para todos, você gera desigualdade, isso pode gerar problemas e e às vezes você precisa, né, gastar parte da sua renda para ficar na mesma situação que você já teria se você tivesse certas facilidades, né? Então, para dar um exemplo, às vezes você vai eh morar num condomínio porque você tá buscando segurança, mas se você tivesse a segurança normalmente, você não precisaria daquilo. Ou você precisa morar longe, né, para poder ter um contato maior com a natureza ou mais espaço, né? E e esse é um problema hoje das grandes metrópoles, né? Acho que Campinas nesse nesse sentido não tem na mesma intensidade os problemas que, por exemplo, cidade de São Paulo tem. Isso também é uma vantagem, mas ela padece de alguns problemas das grandes metrópoles também. E em relação a custo, né? Eh, eh, no Observatório PUC Campinas, a gente faz periodicamente as pesquisas da cesta básica, né, que são três itens bem básicos de alimentação e e Campinas. E a gente faz um comparativo com eh e é uma mesma metodologia que o JZ faz para outras capitais do país. E Campinas tem se situado aí entre a quinta e a sexta posição, né, atrás de outras capitais, mas na frente de muitas outras também. Então, eh, isso corrobora com o que a gente vem falando aqui, né, que essa esse essa maior oportunidade também gera um custo de vida maior, certo? Campinas, né? E a questão aí de eh de imóvel, de de de aluguel, pessoal de de Campinas não para, onde você vai, você vê, né, prédios em construção, eh eh cresce cada vez mais a cidade. E aí as pessoas param e falam assim: "Nossa, mas como é que você consegue pagar aluguel em Campinas, né? Quem não tem aí uma casa própria que paga o aluguel aqui em Campinas, a questão desse eh eh do PIB, né, o quarto maior PIB do estado de São Paulo, o que que isso representa? pra cidade, esse quarto maior pipo do estado de São Paulo, porque às vezes a gente fala, a pessoa fala assim: "Não, mas o que que significa isso, né? Tá falando, mas o que que é?" Eu gostaria de dar explicação de vocês sobre esse quarto maior PIB, né? Do estado de São Paulo, né? Que ultrapassa aí eh quantas, deixa eu ver aqui, 19 capitais brasileiras, né? O que que isso representa pra cidade, Rafael? O o PIB é importante porque é a quantidade de bens e serviços que são ah oferecidos. O PIB ele calcula a o adicional, aquilo que é que é somado, né, que aumenta. Então você tem lá uma fábrica, na hora que construiu a fábrica, ela entra no PIB na hora que é construída e depois a utilização da fábrica vai entrando conforme vai se produzindo. Então é uma questão a é uma questão importante o PIB, mas a gente sabe que o importante também é a distribuição, né? Porque você pode ter um PIB bastante concentrado, o que faz com que poucas pessoas tenham benefícios. Se você for, por exemplo, para alguns municípios do Brasil, você tem eh muitas fazendas onde você tem eh o PIB concentrado na mão de algumas pessoas. Então, o PIB, produto interno bruto é tudo que a cidade produz. Sim. Seria legal se tivesse uma distribuição um pouquinho melhor, né? Porque aí não ficaria tanto com tão poucos e e muitos numa cidade rica. Campinas é uma cidade rica a comparada com o Brasil e mesmo com alguns padrões internacionais. O nosso estilo de vida aqui, o tipo de vida que a gente leva, é uma vida para algumas pessoas bastante confortável. Ah, agora precisa ser para mais pessoas, né? Esse é um trabalho em que a economia cresce, mas tem que crescer e distribuir bem, não acha? É, né? É, a desigualdade ainda existe, né? Mas isso precisa ser trabalhado e eu acredito que as coisas vão acontecendo no decorrer do tempo, né? Apesar do do custo de vida eh alto, né? Como dizem que Campinas tem, Campinas também oferece infraestrutura no setor de serviços, contribui para a a eh você desenvolver na cidade. Agora, essa infraestrutura, né? Eh, qual a avaliação de vocês da infraestrutura no setor de serviços aqui da cidade? Eh, Pedro, a Campinas conta com uma infraestrutura, eu diria, privilegiada, né? Eh, então nós não somos uma capital, mas estamos bastante próximos de uma capital. Nós temos um aeroporto, a nossa malha viária é bem servida, né? Então, eh, essa infraestrutura, eh, em função também dessa localização do próprio aeroporto, a gente tende a se tornar para muitas empresas um, naturalmente um hubístico, né, paraas empresas que fazem sua distribuição. Então, tudo isso traz grandes oportunidades, né? E e complementando também a o a questão que o Rafael coloca, né, que eh Campinas é uma cidade que gera muita renda, gera por isso, gera muito emprego, né, e riqueza algo importante, mas a distribuição de riqueza também. Mas nesse sentido, né, eu acho que o fato de Campinas eh ter como motor da economia os serviços e ter centros de tecnologia Uhum. ela oferece boas oportunidades de distribuição dessa riqueza na medida porque eh quando essa riqueza tá baseada, de novo usando o exemplo do Rafael, né? Se a riqueza tá muito baseada em você ter uma propriedade agrícola, né? Eh, você só vai conseguir atingir essa riqueza se você vier a ter uma propriedade agrícola, né? E a gente sabe que vai ser difícil todos terem umaade propriedade agrícola. Agora, quando você baseia em serviços de alta tecnologia, né, eh você tá dando, como digamos assim, capital humano daquela pessoa o conhecimento, né? E o conhecimento é algo que pode ser adquirido, né? E e o fato de um buscar conhecimento não implica que o outro não tenha, né? Então, eh, economias baseadas em conhecimento tendem a ser mais distributivas, né? Então, nesse sentido, acho que Campinas tem essa vocação, né? E e é interessante que busque aprimorar essa vocação. Muito e quando você faz a conta do PIB, eh, Campinas, eh, a maior parte do PIB é no setor de serviços. Então, Campinas já foi, o Brasil inteiro já foi uma uma coisa muito mais dependente da produção agrícola, né, na questão do café, por exemplo, e a crise que a gente teve aqui no século passado, né? Hoje a maioria das pessoas em Campinas e a economia de Campinas tá muito voltada pro lado de serviços. Isso é bom. Se você olhar para os principais países do mundo, os mais ricos, eles não são os que têm muito mais fábrica ou muito mais produção agrícola, eles são aqueles que prestam mais serviços. Então, Campinas é mais ou menos isso, é um é um lugar no país onde os serviços são muito importantes, os serviços são sofisticados, né? Porque se a gente pensar em serviços, o que que é serviço? O serviço vai de todos os tipos de trabalho que tem, tudo que tá envolvido na manutenção de um de um de uma infraestrutura até um serviço mais sofisticado de um médico especializado, de um pesquisador que só ele entende desse assunto no país. Então tudo isso conta como serviços e Campinas é rica nisso também. Uau, né? Que legal. Você sabe que eu saí do interior do Paraná de Foz do Iguaçu. Legal. E vim aqui para Campinas e vim daquele jeito, hein? Tive uma oportunidade, botei a mochila nas costas, falei: "Tô indo para metrópole", né? E deu certo, está dando certo. É uma cidade que eu gosto e vejo que Campinas tem muito para crescer ainda. Acho impressionante essa malha viária. Isso aqui é um é um labirinto, né? Tem gente, porque se você entrar num lugar que não for uma, se entrar numa rodovia que não é o lugar que você precisava entrar, para você conseguir sair delas, tem que andar muito. Então assim, Campinas é uma metrópole em ascensão. Eu eu vejo, né, que a Campinas tem crescido e tem muito para crescer ainda. Agora, Rafael, as leis, né, as leis de inovação e incentivos fiscais, eh, na sua avalia, na sua avaliação, tem feito a diferença no dia a dia para quem empreende aqui na cidade de Campinas? Uhum. Vamos dar um passo antes, então, né? A gente quer que as que abra mais empresas, é isso que a gente gosta. Ah, no Brasil inteiro tem mais ou menos 24 milhões de empresas abertas, de CNPJs abertos. Campinas dá mais ou menos 200 e poucos mil, acho que é 205.000 empresas abertas. Ah, isso é um número grande. Se você pensar que na cidade tem 1 milhão e pouco de habitantes e tem 200.000 empresas, quer dizer que a coisa a coisa está crescendo, né? Ah, isso tem a ver com eh com subsídios e com o interesse do governo. Então, a gente fala: "Não, o estado não pode interferir, o estado não pode interferir", mas o estado é muito importante. Ele foi e tem sido importante em Campinas. para garantir leis Uhum. Locais que deem, por exemplo, subsídio. Que que é um subsídio? Quando uma empresa, por exemplo, não precisa pagar IPTU, então o a prefeitura vai lá e negocia com uma grande empresa. Venham para Campinas, como foi o caso da BID, pode falar os nomes, pode falar da BID que veio para Campinas, ah, para fabricar ônibus elétrico e baterias também. Com isso, a cidade de Campinas, a prefeitura oferece benefícios. Uhum. Aí vira quase como um leilão, né? Para onde que eu vou? Vou para Campinas, eu vou para Jundiaí, eu vou para Ribeirão Preto e as cidades mais ou menos que entram nessa disputa. E a e as leis são muito importantes. E mais importante que a lei é cumprir a lei, né? Exato. Porque lei também a gente tem um monte de lei. Lei vem, mas ela precisa ser cumprida no dia a dia, né? Esses incentivos fiscais aí para os empreendedores que estão buscando eh eh alavancar os seus negócios. De repente a pessoa tem uma empresa numa cidade vizinha, aí tem um incentivo fiscal muito bom na cidade de Campinas. Poxa, vamos lá, vamos para Campinas que a gente vai voar. O incentivo fiscal ele traz realmente um, eh, vamos colocar assim, um incentivo mesmo, né, para o empresário. É, é. E dá uma força e encoraja a empresa a vir para cá. Então, desse total de empresas, eu acho gozado, porque das 200.000 1 empresas que tem em Campinas. Aí eu não tô falando de startups no sentido da de uma de um Google, de uma Apple. Eu tô falando de startup ou de empresa ou de inovação para qualquer nível e qualquer tamanho de empresa. Então dá pra gente falar em empreendedores, porque a gente pensa que empreendedorismo é só aquele que virou 1 bilhão de dólares. Ah, não, né? É o unicórnio. Eles até falam unicórnio. O bicho tem um chif raro, difícil de achar. Campinas já produziu os unicórnios. O o quinto andar é um unicórnio produzido aqui. É verdade. O iFood, né? O iFood com a Móvel que era antes também. Eu conheço o Fábio Pov, ele fez um trabalho com a gente lá na Facamp e tal. Ah, tem mais uma outra também, CIT. Ah, então tem tem empresas que nasceram aqui, cresceram, ah, aproveitaram-se da infraestrutura, mas essa questão eh dos incentivos também é importante. E o incentivo não é só tributário. Tributário por quê? Porque é imposto, né? Eh, então a cidade fala assim: "Eu abro mão de algum imposto para que a empresa venha aqui, contrate". Então, B contrata 1000 pessoas, você gera emprego para essas 1000 pessoas. Na indústria, o emprego e o salário vai ser maior do que na agricultura e mesmo que no serviço. Então, a gente não pode se iludir. Ah, fechou uma fábrica. Ah, mas abriu um shopping. Então, os 1000 que trabalhavam na fábrica agora vão trabalhar no shopping. A gente não pode se enganar. H, um trabalho na fábrica muito mais sofisticado e você ganha muito mais, você gera muito mais renda, exige uma mão de obra mais qualificada. Então, a preparação das leis tem que levar isso em consideração também. Então, o que que eu vou fazer? Eu vou aceitar os estagiários mais novos? Eh, que que eu vou exigir? Isso tudo tem que ser parte da legislação para ver como uma coisa funciona, né? E Campinas tem funcionado muito bem. Que legal essa contrapartida, né? é contrapartida que gera o movimento que impulsiona impulsiona o crescimento da cidade e aí todo mundo e é ganha e todo mundo fica feliz. E isso é bom demais. Claro, a gente fala assim eh eh Campinas uma cidade pujante, aí alguém lá do outro lado vai falar assim: "Ah, mas olha, você tá, né? Que que você tá vendo aí?" Mas sabe o que, gente? A gente é preciso entender que a cidade ela é muito grande, é uma metrópole, né? E cidades elas têm os problemas, têm os dois lados, né? Claro que tem, sempre tem, né? Então não tem como você falar que a cidade ela é 100%, mas se a gente parar para analisar como anda a economia da cidade, eh a infraestrutura para serviços, a infraestrutura eh da cidade em si para o cidadão, acredito que eh tem muito que fazer, tem, mas chegou nos 251 anos aí bem legal, né? Tá muito legal. Qual que é a sua avaliação, eh, Pedro, sobre essa questão da infraestrutura da cidade paraa geração de economia, já que você é professor, né, trabalha com isso, tem muita gente que que vai lá, que vai estudar a economia e que quer saber dos principais desafios econômicos aqui de Campinas. Então, eh, quais são esses desafios na sua avaliação? O que que o que que tá legal e o que que precisa mudar? OK. É, eu acho que como a gente vem falando, né, Campinas até pelo seu histórico de desenvolvimento, ela eu diria que muitas das preocupações que a gente tem com a economia brasileira, né, eh a gente não teria, se a gente fosse tirar uma amostra e pegasse só a cidade de Campinas, a gente acreditaria que a economia brasileira tá muito melhor do que está. Uhum. justamente porque aqui em Campinas a gente tem um setor de serviços de alta qualidade, a gente tem uma indústria importante. Então isso que professor Rafael acabou de falar, eh, não é equivalente, né, eu fechar uma indústria e abrir um shopping. Por quê? Porque a indústria ela gera emprego, mas ela gera emprego que exige uma alta qualificação. Essas pessoas, por terem alta qualificação, elas vão desenvolver tecnologia de um lado, mas elas vão ter rendimentos do outro e elas vão comprar no shopping, né? Então, a indústria, o emprego da indústria acaba gerando o emprego do comércio. Então, ela multiplica, a capacidade de multiplicação eh da indústria é maior e o país como um todo vem sofrendo, né? É uma preocupação dos nossos colegas economistas esse processo de redução da participação da indústria no país. Em relação a isso, acho que Campinas está bem pela pelo seu histórico, pela sua posição, né? Eh, eu acho que que aí cabe continuar incentivando isso, ter um processo de coordenação que que permita ao empreendedor, ao investidor ter tranquilidade para investir aqui. Eh, claro que Campinas eh não tá sozinha, não é uma bolha dentro da região, né? Então, isso tudo, a região metropolitana ela forma um ecossistema, né? Então, eh, existe muita possibilidade de políticas colaborativas para que todos que estão na região saiam ganhando. E mas aí tratando das questões, dos problemas, né, eu acho que e muitas pessoas que moram em Campinas, e eu me incluo e a gente tá longe de conhecer toda a cidade, né, muitas vezes e e por conta da nossa atividade eh na universidade, a gente vai até outras regiões e percebe o quão grande essa cidade é, né? Eh, e muitas vezes essa expansão e a forma como se dá essa expansão, ela traz alguns problemas, né? E isso sim é um desafio, né? você conseguir levar infraestrutura muitas vezes de de transporte, de saneamento básico. Então, acho que esses são grandes desafios que a gente tem, né, eh, de melhorar a qualidade de vida por conta de oferecer esses serviços também para essa grande região. E veja, em muitos casos isso também oportunidades de crescimento econômico, porque uma obra de infraestrutura eh é uma obra que gera emprego, que exige mão de obra também qualificada, né? Então esse acho que é um um lugar para pro qual a gente pode olhar, né? o caminho para pro porque a gente pode olhar o investimento em infraestrutura que tende a gerar tanto melhoria de qualidade de vida para quem mora nesses lugares como emprego para quem tá buscando esse emprego. Muito bem. Eu gosto do que o Pedro falou. Desculpa. Sim, por favor, professor. A questão da infraestrutura também, né? Ela ela é dada. Campinas é uma cidade engraçada. Eu eu diferente de vocês, eu nasci aqui, cresci, quando eu tinha 10 anos, eu brincava na rua, no Canduí. Eu jogava bola na rua. Uhum. No Cambuí. Hoje eu passo na rua onde eu onde eu é tudo cheio de prédio, tem um trânsito insuportável, carro estacionado, tal. Ah, a gente não pode se iludir achar que a infraestrutura é boa para todo mundo, né? A questão de transporte público em Campinas é uma questão complicada. A questão dos ônibus é, eu acho, pessoal, aí, senhor prefeito, diminui um pouco a tarifa. Diminui um pouco, não precisa ser a tarifa mais alta e também diminui a tarifa e diminuir a altura do ônibus também. Eh, porque em Campinas é onde você tem que subir numa escadinha. Você vai em São Paulo, os ônibus são todos do nível do chão. Você vai para Curitiba, é um cuidado diferente com o transporte. Então, a gente fala infraestrutura. É, mas tem gente na cidade que gasta mais de uma hora para chegar no trabalho. Mesmo numa cidade de Campinas. Então, é uma cidade que começou pequenininha, cresceu muito rápido, atraiu um monte de gente e a infraestrutura como que teve que correr atrás, não foi uma coisa planejada muito de antemão. E e também não fica claro, né? O transporte em Campinas, a gente quer mais ônibus, a gente quer mais carro. Ah, você vai fazer a rua só pro carro passar e uma outra para um ônibus passar. Ah, são problemas de cidade grande, são problemas de capital. questão da saúde é uma questão complicada em Campinas. Os postos de saúde, a forma com que eles são distribuídos. Lá em Barão Geraldo, onde eu moro tem eh um problema sério com a questão, tem o tem o o Vilage lá, o o Real Park, tem toda uma região de Barão Geraldo que você precisa de um trabalho de infraestrutura de saúde. Ah, isso vem com o tempo. Se tiver uma boa vontade política, se tiver pressão da sociedade, aí as coisas melhoram. A infraestrutura de Campinas é privilegiada se você comparar com outras cidades, mas é o melhor que tem. Será que dá para melhorar mais? Dá, dá para melhorar. Ah, sempre dá, né? Sempre dá para melhorar mais. E é importante a gente dizer que Campinas, quando eu eu vim para cá, me falaram: "Nossa, Campinas é enorme". Sim, Campinas é enorme, mas a sensação de de viver aqui é uma cidade de interior e eh eu tô indo para uma cidade do interior de São Paulo, mas quando você chega aqui você tá numa metrópole, então se você parar para analisar, sim, Campinas é uma cidade do interior, era para ser uma cidadezinha, mas de repente ela expandiu, né? E como o professor disse, Campinas cresceu e precisa de infraestrutura. Então tem que correr atrás para poder ajustar, né? E quanta gente chegando na cidade sem parar, porque a cidade é uma cidade que oferece oportunidade, né, de desenvolvimento, de emprego, de renda. E a gente fica muito feliz por tudo isso. Tem que melhorar sempre, tem. Todo momento a gente precisa melhorar. Mas que legal que Campinas está dando certo, né? E agora 8:44. Olha só, nosso bate-papo passou muito rápido. A gente nem falou tudo que tinha que falar, mas vamos eh conversar com os nossos telespectadores. A produção tá avisando aqui que tem algumas perguntas. Vamos ver que que esse pessoal tá falando. Vamos ver se o telespectador entende aí de economia. Que que que que que que eles estão dizendo pra gente? Vai lá, produção, pode colocar as perguntas na tela. Hum. A Beatriz do Jardim São Vicente, ela diz assim, ó: "Depois da pandemia, muitas empresas fecharam. Como a economia campineira se recuperou e quais setores mais ajudaram nessa retomada?" Bom, na época da pandemia eu não estava aqui em Campinas, então vocês, nossos professores, podem nos orientar para responder aí a Beatriz, né? Eh, referente a essa questão da Eu não tava aqui também, o Pedro que vai responder. Eu morava, tava morando na Noruega, voltei em 22, aí já era fim da pandemia. Eu fiquei muito preocupado que quando eu cheguei em Barão Geraldo tá tudo fechado. É, né? Você não tinha bar aberto, você não tinha restaurante aberto, você não tinha nada. E agora, depois de três anos que eu já tô de volta, eu consigo ver que as coisas estão melhorando. Sim. É, eu acho que nesse ponto, eh, ajuda muito justamente a gente ter, eu vou usar essa palavra, a gente ter esse lastro eh de ter uma uma indústria bem estabelecido, porque assim, eh, quem que sofreu mais com a pandemia? o comércio, né, principalmente o comércio da chamada alimentação fora do lar, porque, né, sofreu porque as pessoas não podiam sair de casa, né, e justamente era um tipo de comércio e serviço que que dependia das pessoas estarem fora de casa, né? Então, e aí eu acho que o fato de você ter uma indústria forte segura a renda, né? Então, claro, para aquele comerciante que teve que fechar o estabelecimento foi ruim, mas a volta, né, então é ajudada porque você tem um lastro de renda que é mantido por essa indústria e isso permite que essa recuperação seja mais rápida, né? Uhum. Agora também tem houve um fenômeno que aí acho que a pandemia mudou a todos, que eh ela talvez tenha acelerado algum processo de eh de, por exemplo, no caso da alimentação, né? Você passou a comer mais em casa e pedir mais comida e isso de certa forma continua perdurando, né? Foi uma tendência, ela só acelerou essa tendência, né? Então, algumas das coisas talvez não tenham voltado ao mesmo nível que tinha antes, porque foi ocupado por pelo chamado delivery, né? Então, eh, acho que a acomodação foi essa. Muito bem. O setor de serviços de alimentação, isso ajudou bastante. É só você dar uma olhada, né? Vai reabrindo um bar aqui, abre um restaurante ali, uma lanchonete. São pontes, pontos de convívio onde, mas eu tô percebendo isso também. Parece que as pessoas estão saindo menos hoje do que saíam antes, né? Verdade. Eu também percebi isso. Ficam ficaram maior acostumados ficar em casa. Gostoso ficar em casa também, mas precisa sair para fazer a economia girar. Vamos lá. 8:47. Mais perguntas pra gente, produção, pode mandar. Vamos lá. Rafael do Taquaral. Oi, Rafael, tudo bem? Vamos lá. Ó, percebo que Campinas atrai empresas de tecnologia. Isso gera oportunidades para quem não é da área de TI ou só beneficia profissionais especializados? Ah, é, isso acaba ajudando todo mundo. É, você tem uma empresa de TI, mas você tem que ter toda uma estrutura para ela, né? Você tem que ter o pessoal do RH, você tem que ter o pessoal ah de compras, o pessoal de vendas, a parte do marketing. Então, a a essas empresas de tecnologia fazem uma diferença grande, sim, na cidade de Campinas faz uma diferença grande e atrai também gente diferente para trabalhar. Isso é bom. Isso é na parte de serviços e eh só pagar um pouquinho melhor de Eu tô muito insistente questão do salário e da renda. Ajuda assim, é, mas ajuda, né? Verdade. Aí complementando, Rafael, eu acho que eh que a gente fala tecnologia e o telespectador colocou TI, né? A gente faz uma associação, mas a tecnologia não tá só na tecnologia da informação, né? Então, a gente tem tecnologia ligado a novos produtos e aí você tem a indústria química, a indústria farmacêutica, isso também é tecnologia, né? Isso também é desenvolvimento. Então, eh, tem esses profissionais diretamente ligados a essas áreas, né? E como o professor Rafael colocou, eh, isso transborda para e demanda profissionais de outras áreas. Então, uma empresa de tecnologia, ela vai precisar fazer a sua contabilidade. Então, se você, né, é dessa área, você vai ter oportunidades aí também. Então, sim, Rafael gera oportunidades para vários profissionais. É isso aí. 8:49, a gente manda abraço para você que tá aí acompanhando o nosso estúdio Câmara. Hoje estamos falando de economia aqui na metrópole, né? Como é que tem sido aí a questão econômica na sua vida, né? Tem conseguido lidar com tudo? Tá tudo certinho? E aqui nós temos dois professores de economia, né, que estão conversando com a gente sobre o desenvolvimento de Campinas. E você aí do outro lado mandando a sua pergunta. Vamos lá, tá na hora de atender o telespectador. Faltando 10 minutinhos para as 9 da manhã. Vamos bora. 251 anos da cidade de Campinas. Alô, Luana, bom dia do Jardim Proça. Falando sobre o PIB, ó. O PIB da cidade é expressivo, mas isso se reflete no dia a dia das pessoas. Existe um indicador desse retorno em qualidade de vida? Hum. Então, e aí, Pedro? Olha só, pergunta de 1 milhão de dólares. Lá, professor, manda ver, hein? Ai, ai, ai. Então, eu quase, quase que vou dar, vou dar uma aula aqui, porque o que que acontece, né? E a gente falou um pouco mais cedo sobre o PIBC, a quantidade de produtos que se produz, né, na verdade, né, eh, é como se a gente contasse aqui. Imagine que que que o que a nossa economia fosse, né, eh, uma ilha que tivesse poucas pessoas, né, a capacidade e a qualidade de vida dessas pessoas estaria diretamente ligada à capacidade de gerar produtos. Uhum. né? Então você imagina numa ilha deserta, ah, eu pesquei 20 peixes, né? Pô, eu tô melhor do que se eu pescar dois, né? Só que peixe a gente consegue contar dois e 10, né? Numa diversidade de produtos tão grande como a gente tem, como é que a gente traduz essa diversidade de produtos em um número? É o valor que eles têm. E daí a gente expressa o PIB em unidades monetárias, mas na verdade a gente tá expressando as coisas que são produzidas. Bom, isso é uma parte. Indo pra pergunta, PIB reflete em qualidade de vida? Sim, na medida em que se produzimos mais, eh, podemos usufruir mais disso. Uhum. Só que entre uma coisa e outra tem alguns degraus aí. Um deles é a questão da distribuição, né? Se eu gero muita renda, mas essa renda não é não é apropriada por todos, então, né? Eu tô pescando os peixes, mas tá ficando com todo mundo e tem muita gente que tá ficando sem, né? Essa é uma questão. Eh, a outra questão tem a ver com eh, e, e hoje a gente tem isso, eh, num determinado momento, a gente gera uma riqueza que nem sempre se reflete em qualidade de vida, né? Então, por exemplo, eu falei agora a pouco, ah, eu para buscar a qualidade de vida, eu tenho que morar muito longe ou porque perto do meu trabalho é caro, ou porque, né, eu não tenho espaço que eu quero e aí eu estou gerando um PIB porque eu tô morando longe, porque eu tô gastando mais combustível, mas eu poderia gastar menos e ter uma qualidade de vida melhor. tudo isso junto. Qual é o indicador mais próximo e mais divulgado? Hoje a gente fala do IDH, que é o índice de desenvolvimento humano, né? Ele surgiu justamente para tentar oferecer um outro indicador que não fosse só o PIB. Uhum. Né? Mas mesmo o IDH, ele pega pontos ainda limitados. ele pega eh a própria renda per capta, né, que seria a renda dividido pela população, ele pega expectativa de vida, né, e ele pega educação no sentido de o indicador que ele utiliza é o de anos de escolaridade médium. Uhum. É melhor que o Simples PIB, é, né? E aí a gente tem, né, eh, o Brasil como um todo tem uma posição bem intermediária no IDH. eh, Campinas entre as cidades brasileiras, tá entre os melhores, mas não é a melhor. Agora, existe um índice, mas ele é muito pouco divulgado, que tenta medir também essa qualidade de vida a partir de indicadores mais amplos, tá? Ele indicador que não existe, ele não é medido em termos eh municipais, tá? E o que ele mostra é que assim, países que têm eh um PIB muito baixo, tá? Eh, tem uma qualidade de vida muito baixa também, né? E o que é mostrado assim, quando esse PIB aumenta um pouco, a qualidade de vida aumenta muito, tá? A partir de um PIB mais alto, o aumento da qualidade de vida passa a ser menor. Então, assim, o Brasil está justamente eh eh o o é feito uma curva, tem um gráfico, o Brasil tá justamente nessa curva, né? Então, a gente está num nível de PIB em que eh a gente deu esse grande salto em termos de qualidade de vida, mas os nossos desafios agora para aumentar a nossa qualidade de vida, talvez a gente tenha que eh investir em outras coisas que não necessariamente é o crescimento do PIB. E aí a gente volta para aquela questão de melhorar infraestrutura, melhorar, né, saúde, saneamento, etc. Isso eh se mostra um hoje um grande potencial pra melhoria de qualidade de vida das pessoas. Uau! Me alonguei na pergunta. Espero que a telespectadora tenha ficado satisfeita. Mas que aula, gente. Olha só como é bom, né? A gente aqui com dois professores falando de economia, né? Explanando essa questão do PIB, porque as pessoas às vezes nem e vê falar, ouve falar, né? Aliás, mas nem sabe o que que é. Aí que aula que vocês estão dando pra gente aqui. Eu fico muito feliz e eu gostaria de pra gente já já encerrando o programa, né, faltando 5 paraas 9. Eh, Rafael, eh, a questão das startups, a questão das novas empresas, né, que estão vindo paraa cidade, qual que é a avaliação que você faz eh desse desse cenário e a sua visão de Campinas, eh, vamos colocar aí daqui uns 5 anos. Vamos lá. 5 anos. Boa. Eu acho que Campinas precisava aproveitar algumas brechas que o Brasil não tá aproveitando muito. Uhum. A a questão é é porque a gente foi pensar, ah, não, o PIB tem crescer. O PIB tem que crescer. É, mas se a gente ficar construindo um monte, fabricando um monte de carro, aí você tem que construir mais estrada, mais rua. Hum. Eu acho que tem um lado de Campinas que podia aproveitar mais, que é a questão, as startups poderiam aproveitar mais, que é a questão da sustentabilidade, vamos falar assim, é você fazer uma empresa que não faça tanta desgraça pro meio ambiente, né? Que não cause tanto dano pro meio ambiente. Nesse sentido, eu acho que Campinas a gente presta bastante atenção nisso. Podia ser melhor, né? Eh, mas vai continuar, vai continuar atraindo pessoas inteligentes de outras lugares. Os os migrantes que vem para bem-vindos. Espero que estejam sendo tratados bem. Eh, o que acontece é isso, vai atrair cada vez mais. Conforme você vai tendo mais alunos, você na universidade, por exemplo, eles vão ficando, como o Pedro falou, ah, eles vão ficando, eles vão comprando, isso tudo vai melhorando. Startup, Campinas tem muita vantagem em relação a muitas cidades do Brasil. Campinas é única nesse sentido, eh, principalmente por causa das pessoas, não vamos esquecer das pessoas. E aí tem a questão do investimento também, da questão do dinheiro que para Campinas não tem atraído bastante. Então é uma cidade que deu certo historicamente para alguns, não para todo mundo ainda, quem sabe algum dia, mas é uma cidade que foi crescendo e foi se adaptando e incluindo essa possibilidade de novas empresas. Ah, isso é muito bem visto aqui em Campinas. Isso é legal, é uma questão cultural. Muito bem. É isso, gente. 8:58. Te juro que eu gostaria de ficar mais aqui conversando com vocês, porque é cada programa é um aprendizado, vocês não tem noção, sabe? O pessoal de casa já acostumou e a gente sempre tem aqui profissionais magníficos e que nos ensinam. Então, eh, essa semana a gente vai aprender mais sobre Campinas, né? Ter um olhar e eh mais amplo, um olhar mais macro pra nossa cidade. Eu já tô me incluindo nossa cidade, né? Já tô aqui já há dois anos. Eh, Campinas super me acolheu e é uma cidade que eu realmente fiquei de boca aberta quando cheguei aqui e vi a o tamanho dessa cidade e a proporção que tem, né? Eh, e a oportunidade que essa cidade ela nos oferece. Muito bom. Campinas é uma cidade de números expressivos, com uma economia sólida, uma rede robusta de serviços e ensino. Ela se firma como o berço da inovação, da ciência, das oportunidades, mas como a gente viu hoje, o custo de viver aqui também é alto e o desafio é exatamente esse, crescer com equilíbrio, sem deixar ninguém para trás, né? Então, a gente agradece a participação dos nossos convidados. Professor Rafael, eh, considerações finais. Gratidão imensa receber vocês aqui. Muito obrigada pela contribuição nesse programa especial quando a gente fala eh da economia da cidade de Campinas, cidade essa que completa 251 anos. Eu tava brincando com eles antes de da gente começar o programa que todo mundo deveria aprender economia. É verdade. E tem uma economista que fala alemã que ela falava assim: "Todo mundo tem que aprender a economia para não ser enganado pelos economistas". Então, economista gosta de falar muito palavra difícil. Esse tipo de economista eu não gosto. A gente se esforçou aqui. Nós somos professor. Se você pega um economista puro mesmo, ele vai vir falar com um monte de palavras difíceis para, de uma certa forma enganar as pessoas, eu acho. Não é para explicar, não. Então, eu acho que a gente tem que se acostumar com isso. A questão das finanças pessoais, que a gente não tocou também é uma questão que tá causando muito problema no Brasil, administração dinheiro, mas isso é para outro programa. Esse é, a gente vai aprender a administrar o nosso dinheirinho, pode ter certeza. E nós vamos trazer vocês de volta. Campina. Campinas é uma cidade privilegiada. Se a gente olhar pro Brasil, a localização dela é privilegiada. A a as empresas que vieram para cá, isso logo depois da Segunda Guerra, você pega uma BOS da vida que veio para cá, né? Depois você tem também umas fábricas de papel ao redor. Ah, existe, houve uma atração muito grande. Ah, então Campinas eu eu vejo um potencial grande, sim. Daqui alguns anos eu imagino eh Campinas trabalhando essas novas tecnologias também eh para poder incluir e não ficar só dependendo de fabricação de carros e coisas desse tipo ou mesmo ônibus, mas uma coisa nova. Ah, eu vejo com muito bons olhos o futuro de Campinas, mas tem que distribuir melhor. Tem que distribuir melhor isso aí. Muito obrigada, viu, professor? Obrigada. E a gente agradece também, né, o professor Pedro que teve com a gente aqui, deu uma aula de PIB. Que que é isso? Muito bom, professor. Gratidão. Muito obrigada, viu? Obrigado, Rúbia, pela oportunidade. Eh, bom, rapidamente, tocando em três pontos, acho que eh o que o professor Rafael coloca, acho que é uma obrigação nossa como economista e como professor de economia compartilhar o conhecimento, né? O conheciento não é para, o conhecimento tem que ser inclusivo, ele não pode ser. Então, e eu acho que ninguém deve dizer que não entende de economia, por mais que não seja economista, tá? Eh, acho que é uma obrigação nossa eh fazer com que todos possam minimamente entend entender de economia, né? Eh, esse é um ponto. Eh, segundo ponto, eu acho que a questão e também pegando o gancho do professor Rafael em relação à sustentabilidade, a economia verde, eu acho que isso oferece e e Campinas, né, tem todas as oportunidades disso, da gente buscar um desenvolvimento mais sustentável e isso para não ficar só palavras soltas, né? Uhum. Então, a sustentabilidade envolve o respeito ao meio ambiente, envolve a questão social, envolve a questão da renda, né? E e buscar uma economia verde, acho que eh mudar a forma de produzir, né? Eh, é uma necessidade, né? E é uma oportunidade e a gente tem tudo para aproveitar essa oportunidade. Eh, a gente depende também de outras políticas, mas acho que Campinas pode ter um papel importante em em liderar essa esse caminho no sentido da economia verde, né? E para finalizar, a gente falou muito de qualidade de vida, né? E e tem a ver com essa segunda coisa. Eu acho que eh investimentos que levem a sustentabilidade vão levar também a qualidade de vida, né? Então e muitas vezes essa qualidade de vida, ela pode ser conseguida não exatamente com aumento de PIB, mas com uma melhoria das condições sociais e do meio ambiente. Muito bem. Acho que é por aí que a gente tem que ir. Ai que feliz que eu tô, hein? Olha só gente, né? Quanto ensinamento. Eu fico tão feliz quando as coisas fluem e aí a gente economia, né? abriu a cabecinha, jogou lá dentro, tá, guardou, vai levar para sempre. E é isso que é bom, né? O compartilhamento e do conhecimento. E é isso que a gente fez aqui, isso que os nossos professores fizeram aqui. A gente fica feliz demais. Gratidão mais uma vez. Tá bom, gente? Amanhã nós seguimos com a nossa série especial pelos 251 anos, né? Aniversário de Campinas. E a gente vai falar amanhã de algo bem essencial para qualquer cidade com equilíbrio desenvolvimento, né? O que que é? É o tal do desenvolvimento comunitário. Você sabe o que que é isso, né? Ah, mas o que que você a gente fala de desenvolvimento, beleza? Da cidade, mas e o desenvolvimento das comunidades, né? Quais ações fortalecem os bairros? Como a população se organiza para resolver as demandas, né, da população, do bairro ali, da comunidade e melhorar a qualidade de vida. Amanhã aqui no Estúdio Câmara a gente mostra como a força da comunidade também faz a cidade evoluir, né? Então fique com a gente. Amanhã a partir das 8 da manhã ao vivo, nós retornaremos com o nosso estúdio Câmara falando da força da comunidade que também participa dessa evolução, desse crescimento da cidade de Campinas e com certeza desse aniversário de 251 anos. a gente agradece a sua audiência, a sua companhia. Eh, lembrando que meio-dia nós temos Câmara Notícia com informações de toda a nossa metrópole. A nossa equipe tá cobrindo todos os eventos, né, de aniversário, eh, da cidade de Campinas. E você confere tudo isso no nosso Câmara Notícia, viu? Então, agradecemos a sua audiência, a sua companhia, desejamos a você uma ótima terça-feira e temos encontro marcado amanhã a partir das 8 da manhã com mais uma edição do Estúdio Câmara. Aos nossos convidados mais uma vez, gratidão. Muito obrigada você de casa. Obrigada mesmo, hein? E ó, aprendeu sobre PIB, né? Bom demais. Fica bem, tá? A gente se encontra amanhã. Valeu, valeu produção. Valeu, equipe. Até amanhã gente. Obrigado. [Música] [Música] [Música] [Música]
A seguir

Continue assistindo

Próximas horas na grade ao vivo
Programação completa →
Ao vivo
Plenário · 13h

Câmara Notícia — Edição da Tarde

13:00 - 14:00 · Ao vivo
28:32
Matérias · 14h

Matérias — Especial da Semana

14:00 - 14:30
58:12
Perfil · 15h

Perfil — Entrevista da semana

15:00 - 16:00 · T03:E18
45:08
Bairros · 17h

Meu Bairro na TV — Vila Padre Manoel

17:00 - 18:00 · T05:E12
Estreia 1:32:00
Especial · 19h

O Ano em Plenário — Ep 1: Mobilidade

19:00 - 20:30 · Estreia
Ao vivo
Plenário · 20h30

Sessão Ordinária da Câmara Municipal

20:30 - 23:00 · Ao vivo
Mesmo programa

Mais do ESTÚDIO CÂMARA

Edições anteriores do programa
Todas as edições →
1:03:23

Estúdio Câmara

1:06:59

Estúdio Câmara

1:07:37

Estúdio Câmara

56:39

Estúdio Câmara

1:04:35

Estúdio Câmara

1:08:02

Estúdio Câmara

1:04:24

Estúdio Câmara

1:04:33

Estúdio Câmara

55:29

Estúdio Câmara | Por que precisamos beber para socializar?

54:46

Estúdio Câmara | O medo do erro e a relação com fracassos e frustrações

54:23

Estúdio Câmara | Food noise: o ruído alimentar que invade a mente

1:03:46

Estúdio Câmara | A Geração Z e as dificuldades emocionais do mundo acelerado

59:55

Estúdio Câmara | Autoanulação: quando agradar os outros vira esgotamento emocional

1:01:04

Estúdio Câmara | Por que gritamos com quem amamos?

1:01:16

Estúdio Câmara | Whey e creatina para crianças: até onde vai a busca por performance?

56:39

Estúdio Câmara | Convivência com animais transforma a vida na terceira idade

1:02:39

Estúdio Câmara | Fadiga da decisão: o cansaço de escolher o tempo todo

1:00:26

Estúdio Câmara | Psicologia da ambição: quando o desejo vira prisão emocional

1:03:52

Estúdio Câmara | Veganismo antissocial? Verdade ou mito?

1:01:12

Estúdio Câmara | Dormindo com desconhecido: casais sem conexão emocional

Recomendados

Você pode gostar

Outros vídeos selecionados a partir do conteúdo que você acabou de ver
Mais recomendações →
16:38

Câmara Na Copa | Copa do Mundo FIFA 2026: Tudo Sobre a Maior Edição da História

4:22

Câmara Notícia | Parlamento Jovem 2026

8:59

Notícias da Metrópole

16:39

Notícias do Legislativo

2:43

Agora é Lei | Semana da Força Expedicionária

10:27

Agenda Cultural Campinas: Shows, Teatro, Cinema e Exposições para o Fim de Semana!

56:15

Câmara Notícia

9:55

Central I.A | Notícias de Campinas, Brasil e Mundo