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[Música] Ah, bom dia. Estamos chegando estúdio Câmara no ar pela TV Câmara Campinas. Que bom saber que você está aí do outro lado com a gente. Hoje, quarta-feira, dia 16 de julho. E na série especial Campinas, 251 anos, chegou a vez de falarmos sobre o desenvolvimento comunitário, processo que visa melhorar a qualidade de vida e o bem-estar da comunidade campineira, envolvendo diversas áreas como social, saúde, econômica, cultural e ambiental, sempre buscando promover a autonomia da população. Nós vamos conversar com representantes da CUFA, Central Única das favelas de Campinas e do Instituto FEAC, que é uma organização independente que atua em Campinas para contribuir com a criação de uma sociedade mais justa e com igualdade de oportunidades. Fica com a gente, manda aí sua mensagem no WhatsApp. Produção tá colocando já, né, a o WhatsApp na tela, porque você pode mandar pra gente a sua mensagem. Você conhece a CUFA, você conhece FEAC, já participou de algum dos projetos, né? 978293776. Esse é o nosso contato. Manda paraa gente a sua mensagem. Daqui a pouquinho a gente inicia o nosso bate-papo com a as nossas convidadas que já estão presentes aqui no estúdio. Enquanto isso, vamos atualizar algumas informações de utilidade pública para você. A Secretaria de Finanças de Campinas passa a atender contribuintes por um novo número de WhatsApp a partir de hoje, tá? O atendimento será feito pelo 19984374700, com funcionamento 24 horas por dia, inclusive aos finais de semana, por meio de atendimento eletrônico. Já o contato com atendentes da equipe segue disponível de segunda a sexta, das 8 às 4 da tarde. O número atual ainda segue ativo até amanhã, somente com mensagens informando sobre a mudança. Segundo o secretário de finanças, a ampliação do atendimento pelo WhatsApp e chatbot tem como objetivo facilitar o acesso dos contribuintes aos serviços e informações sobre tributos municipais, tá certo? Então é isso, gente. Tem eh o WhatsApp novo para você. É só acessar lá o site da prefeitura para mais informações. Vamos com a próxima informação chegando. Utilinidade pública para você aqui no nosso estúdio Câmara. A partir de hoje o Procon Campinas realiza mais uma edição do Plantão de Atendimento no Centro de Integração da Cidadania Vida Nova com foco nos moradores da região, tá? O atendimento começa às 10 da manhã, vai até às 3 da tarde. É necessário agendamento prévio. Atenção para o telefone 193266161 ou 32266889. OIC Vida, eh, Sique Vida Nova, aliás, está na rua, localizado na rua Odet Terezinha Santúcio Otaviano, 92, no conjunto habitacional Vida Nova. Essa ação, gente, faz parte de uma agenda mensal que leva os serviços do Procom até a comunidade e oferece orientações sobre direitos do consumidor, registro de reclamações, abertura de processos, denúncias e materiais educativos sobre o consumo consciente. Caso a procura pelos atendimentos aumente, o plantão poderá ter frequência ampliada. Os interessados em futuras edições também devem entrar em contato, né, pelos telefones do Procom. E quem preferir o atendimento em outro momento, a unidade de referência é o Procom da unidade Ouro Verde do Agiliza Campinas, que funciona de segunda a sexta, das 8 às 4 da tarde, tá certo? Bom, vamos lá, gente. Eh, previsão do tempo para hoje. Como é que será que fica o tempo hoje aqui em Campinas, hein? Ultimamente a gente tá tendo dias bonitos, né? Sol, céu azul de brigadeiro e hoje mais um céu azul. Que bom. Hoje a mínima foi de 12, a máxima é de 27. Só que à tarde nós temos chances de pancadas isoladas de chuva, tá? E a umidade do ar segue moderada. Vamos lá aproveitar mais um dia lindo aqui na Metrópole. E agora sim a gente eh volta ao nosso tema central, né? Especial 251 ano de Campinas. A gente já falou sobre tecnologia, inovação e economia. E hoje a nossa pauta toca o coração da cidade. Vamos falar do desenvolvimento comunitário. Afinal, uma cidade só é grande de verdade quando todos os seus cidadãos têm oportunidades e condições para crescer juntos. Então vamos dar as boas-vindas para a coordenadora de projetos da Fundação FEAC. A Silnia Prado tá com a gente aqui, vai falar sobre a FEAC e todos os projetos. Muito bom dia, seja bem-vinda, obrigada pela sua presença. Bom dia, obrigada pelo convite. Muito importante estar aqui para falar sobre esse tema. Muito bom. E com a gente também a presidente da CUFA Campinas, a Michele Paulino. Seja bem-vinda. Bom dia. Muito obrigada, Michele. Bom dia. Eu agradeço o convite e quero ressaltar aqui que é muito importante é esse tema, uma vez que nós temos mais de 12% da população campineira que é moradora desses territórios, favelas, comunidades. Então é muito importante a gente trazer isso, essa pauta. Maravilha. Então nós vamos falar sobre desenvolvimento, né, das comunidades. Em 2024, gente, a Fundação FEAC, ela aumentou os seus aportes em projetos sociais, priorizou ações em combate à fome, inclusão produtiva e apoio à infância. Somente na pandemia, a campanha Mobiliza Campinas atendeu mais de 70.000 pessoas. Pensa, o desenvolvimento comunitário é mais que uma política, né? É um compromisso com a dignidade. Silnia, eu pergunto para você, como é que você define o desenvolvimento comunitário, os trabalhos da FEAC e por ele é essencial para garantir esse bem-estar coletivo e sustentável das comunidades? Eh, bom, eu acho que você começou esse eh abordar esse nosso bate-papo aqui de uma maneira muito importante. Eh, eu acho que uma, eu acredito que uma cidade ela só é rica e capaz e produtiva quando todos os que moram nela têm acessos aos têm acesso aos mesmos direitos, às mesmas possibilidades e tem uma cidade de quem eles se orgulham, bairros que eles se orgulham. Então, a Michele também falou uma coisa importante, né? 12% da população campineira eh tá em favelas. São dado do IBGE de 2022. Queria até perguntar para vocês quantas favelas vocês acham que tem em Campinas? Posso falar? Pode falar 118, segundo o IBGE. a gente sempre teve, né, esse questionamento e nós procurávamos e a gente não tinha eh esse estudo. Acho que a última o último senso que teve, as últimas informações que nós encontramos eram de 2013, então eram bem defasados. Eh, e agora teve o Censo 2022 que nos ajudou, a gente fazia um recorte, um levantamento dentro do que nós atendíamos, do que nós conhecíamos. Eh, mas hoje a gente já tem esse número exato, segundo o senso, e isso é muito importante para que a gente consiga, né, realizar nosso trabalho, pensar em políticas públicas efetivas. Então são dados bem importantes. Muito bom. É, e quando a gente pensa nesse número, né, a gente vê eh o a quantidade de trabalho que tem para fazer, né, a quantidade de dedicação a esse tema de desenvolvimento comunitário, a gente eh tem que se dedicar, né? Eh, como a Michele falou também, quando a gente olha para ah, de onde tem essa definição de de favela, né? Favela tem uma definição, né, que é um aglomerado urbano, eh, onde há faltas e deficiências de uma série de políticas públicas, de acesso a espaços de cultura e lazer. Então, existe essa definição. E quando a gente pensa em 118, a gente até puxa pela memória, nossa, mas onde, aonde estão esses 118, né? Só que pela definição são 118, então temos muito trabalho, né? Bastante bastante muito trabalho, né? Verdade. E a CUFA, né? A CUFA presente em todos os estados do Brasil e mais de 60 países, né? Impactando aí milhões de projetos como Taça das Favelas, Esporavela, eh eh a campanha Mães da Favela também. Em 2024, liderou o G20 Favelas, promoveu debate sobre inclusão em 41 países. Michele, a CUFA eh tem como lema: "A favela é potência, né? Como que vocês traduzem essa ideia em ações práticas do dia a dia pra comunidade? Como é que é o trabalho da CUFA? Algo tão imenso, tão grande, né? E com um cuidado tão especial com cada um, né? Importante demais o trabalho de vocês. Algo que é muito interessante na favela é que a maioria dos líderes, nós somos todos vindos de lá. Uhum. Eu sou moradora, né? Eu vim de um conjunto habitacional de Limeira, interior de São Paulo. Eh, então nós pautamos a favela, nós falamos e nós vivemos isso. Então eu acho que eh a gente sabe eh a gente vive isso, então a gente sabe como falar com os moradores, porque nós somos moradores desses locais. E a CUFA, ela tem diversos projetos, tanto na área de educação, esporte, cultura. E na pandemia a gente se consolidou nas ações assistenciais, essas ações humanitárias, emergenciais. Então nós chegamos aqui em Campinas, né, em 2019 com a Taça das Favelas e logo veio a pandemia. Nós tivemos até uma parceria muito bacana com a FEAC, que eu acho que foi a nossa eh o nosso primeiro contato que foi com o chip da Lô Social, a mãe Taon. Uhum. Porque a gente entendeu que dentre tantas as demandas que a pandemia trouxe e tantas dificuldades que já aconteciam nesses locais, é porque favela é potência, não é carência, mas nós temos problemas ali, nós não podemos fechar os olhos para aquilo. Eh, então nós precisamos assegurar, é para isso que a gente luta, assegurar os direitos dessa população. E a gente percebeu que ali essas famílias eh o fica em casa foi bem complicado. suas famílias não conseguiam ter acesso à internet, seus filhos não conseguiam ter eh acesso às aulas. E a gente teve essa essa ação que foi com o chipe da LAL, onde era disponibilizado internet para essas famílias, eh minutos também em ligação. E foi quando a gente teve o primeiro contato com a FEAC, onde foram distribuídos mais de 5.000 chips em várias favelas e comunidades aqui de Campinas. Então, foi uma parceria muito bacana e foi uma ação assim que eh aconteceu dentro desse projeto Mães da Favela, porque foi quando a gente percebeu que as mulheres eram as mais afetadas, mãe solo, usaros de família, a base da pirâmide mesmo que a gente tá falando. E foi na pandemia que a gente criou vários projetos incríveis e que a gente traz até hoje. É porque eu acho que é algo que a gente não vai deixar para trás. Que coisa, né? pactando vidas, né, e mostrando que sim, a gente pode, a gente consegue, né, e tem instituições e organizações que trabalham para melhorar a qualidade de vida dessas pessoas, né, dessa comunidade que muitas vezes elas passam despercebidas por estar inseridas em um local um pouco distante do centro da cidade, um pouco distante de de todo esse movimento. né? E a a Snia pode falar pra gente sobre a FEAC, que tem uma atuação forte com crianças e adolescentes. Aí eu pergunto para você, por que investir nessa faixa etária, né, eh, de de crianças e adolescentes nos territórios. Qual que é a visão da FEAC e o que que vocês podem trazer pra gente de resultado desse investimento nessa faixa etária que é tão eh decisiva, eu penso, né? é uma faixa etária que vai decidir ali o adolescente. A gente tá é bem delicado e decisivo, né, esse esse momento da adolescência. É, eu acho que a isso é uma missão institucional da FEAC, né? É uma missão estatutária de eh em prioridade ao atendimento a crianças e adolescentes. E a gente expande, claro, para suas famílias, né? Porque eles são levados, eles levam as famílias, né? para muitos dos eh a gente fala que eh muito do que a gente faz na comunidade, né, a Michele sabe bem disso. Eh, primeiro são as crianças que chegam. Uhum. Qualquer movimentação diferente na comunidade, primeiro é a criança que chega e aí começa a trazer o restante da família. Então, é muito importante que a gente entenda, reconheça essa realidade para que a gente promova também ações que façam sentido, né? Quando a gente fala de desenvolvimento comunitário, a gente eh nós não estamos no território, né? diferente da CUFA, a gente não tá no território. Então a FEAC tem que entrar, fazer uma chegança nesse território com muito respeito, com muito cuidado e entendendo que comunidade é essa, porque as comunidades elas são diferentes entre si, elas não são iguais, elas não têm desafios eh semelhan, alguns são até semelhantes, mas assim, cada uma tem a sua dor ou as suas dores. E quando a gente chega, a primeira coisa que a gente tem que fazer é reconhecer que comunidade é essa, quais são as lideranças, como são as relações entre elas, qual é o mapa de solidariedade que tá posto ali, eh, quem são as instituições que estão, né, lá e ouvi-las, antes de mais nada, ouvi-las e a partir das suas necessidades buscar caminhos possíveis para que a gente vá vá conseguindo juntos, né, FA que e comunidade conseguindo juntos superar superar os seus desafios e escancarar suas potências, né? Esse projeto que que ela falou, eh, a gente só percebeu o quanto a exclusão digital era uma realidade quando a pandemia se impôs. Exatamente. Porque a gente não fala sobre isso, né? A gente sai de um lugar, tem Wi-Fi, a gente vai para outro lugar, tem Wi-Fi e a gente vai indo, né? Então, eh, a gente não percebe quando a gente se depara com uma situação de pandemia como aquela, a gente percebe o quanto a exclusão digital nas periferias começa a a se colocar e aí a gente começa a procurar ações que resolvam em especial esse ponto, né? A CUFA com certeza notou isso muito antes da gente e mas a gente também se conectou naquele momento e percebeu. A gente tava indo pelo Mobiliza Campinas, né? Porque a questão alimentar de fato se escancarou muito, pessoas perderam emprego e tal. Então, a gente começou com o Mobiliza Campinas na questão do da insegurança alimentar e nutricional, mas logo a gente começou a perceber que apesar desse seu grande desafio e ser uma necessidade básica muito importante, a gente percebeu que tinham outros e a gente tá, como é que a gente chega e como é que a gente eh vai solucionando ou vai disponibilizando ferramentas e acesso. E aí foi que a gente se encontrou eh com a CUFA nesse projeto que eles já tinham desenvolvido, nos conectamos e conseguimos chegar também com o apoio deles em muitos territórios. É desafiador, mas é interessante que tem ah um o que que eu, como é que eu posso falar, um apoio entre as organizações que faz toda a diferença pelo que vocês estão dizendo aqui, né? Eh, é isso, desculpa. É isso que eu acho interessante. Eh, a gente, a, eu costumo dizer que a CUFA faz pontes. Uhum. A gente conhece a necessidade e a gente consegue fazer essa ponte com o parceiro que pode nos ajudar a viabilizar. Perfeito. Então, dentro dessas eh dessas necessidades, dessas demandas que a favela traz, a gente faz a ponte até nossos parceiros, até as pessoas, as do as doadoras, as empresas, poder público. Então, acho que isso que faz, é esse mecanismo que faz tudo funcionar tão bem. Então, a gente traz a necessidade eh daquele local, aquela demanda para um parceiro. E a Cúnia trouxe essa questão da exclusão digital, do ponto de internet e tudo mais. A gente tá, o buraco era mais embaixo, a gente tinha um aparelho celular dentro de um barraco onde moravam cinco, sete pessoas, cinco crianças. Então, eh, é muito mais complicado do que a gente imagina. Uhum. Então a gente conhecendo tudo isso, a gente consegue trabalhar para que sejam as ações sejam efetivas mesmo e que melhore um pouco mais a qualidade de vida, né, da comunidade. Agora, qualidade. E por isso é importante a gente estar junto. Sim. A parceria, me fugiu aquela hora, a aquele momento a palavra, mas e a parceria, né? Parceria entre as organizações faz toda a diferença, porque na verdade a gente sabe que ninguém faz nada sozinho, né? Então, eh, junta aí a expertise e e faz uma parceria que traz um resultado maravilhoso. E isso é bom demais, gente. Agora, eh, quando a gente fala de desenvolvimento comunitário, é legal a gente ressaltar que o desenvolvimento comunitário, me corrija se eu tiver errado, ele não é feito para a comunidade, ele é feito com a comunidade, né? É uma escuta, é um diálogo, é a construção conjunta. E nessa construção conjunta, eu quero tocar no empreendedorismo nas favelas, especialmente por mulheres, né, que tem sido aí uma ferramenta de emancipação e autonomia. Eu tive a oportunidade de fazer algumas matérias. Eu me lembro que eu fiz uma matéria de eh umas mulheres que estavam fazendo bolsas bolsas com um material a foi eh foram feitos painéis com fotos que foram colocados em alguns lugares na comunidade, né, expostos. Aí depois eh dessa exposição, o material desses painéis hã as mulheres pegaram, captaram e fizeram bolsas para vender na comunidade, para gerar renda, para gerar emprego. A gente foi lá, fez matéria, eu achei magnífico. É um senso de empreendedorismo, é uma vontade de crescer, é algo assim que inspira nessas comunidades, hein, Michele? Fala pra gente. Eu vou além. É uma necessidade, sim. É uma necessidade, mas que que inspira mesmo, porque assim, você vê aquelas mulheres, elas fazendo eh eh coisas, construindo eh eh momentos e gerando a a renda. E assim, a emancipação, a mulher ela ela tá aí para crescer e a oportunidade que é oferecida, elas juntam tudo. E o empreendedorismo tem algo que me pega muito para para falar desse tema. A gente tem a Expo favela que é realizado em vários estados aqui em Campinas. a gente ainda não realiza, mas é um sonho. A gente até já teve reuniões sobre isso, é uma vontade de trazer para Campinas essa grande feira de empreendedorismo que juntam os empreendedores de favela com os os parceiros, quem quer investir, né, do asfalto. Então, uma junção da favela com o asfalto. Então, é um projeto muito bacana. Porém, o empreendedorismo, eh, a gente, eu tenho essa questão porque parte muito às vezes da necessidade. Então, eu tomo muito cuidado quando eu vou falar disso, porque tem muita gente que empreend empreende, porque é a única maneira que ela tem naquele momento para para se manter, manter seus filhos. Mas a economia criativa dentro das da favela é muito potente, tem muita coisa bacana, tem muita gente boa. Então assim, gente, vale a pena investir nesses empreendedores, empreendedoras, tem muita ideia bacana e assim façam um convite a irem à Expo favela porque tem muita coisa interessante. A gente fica três dias, né, Súia, rodando aquilo. São vários empreendedores, muitas ideias assim excelentes. Então, o empreendedorismo é algo assim surpreendente que precisa de investimento e de um olhar assim eh um olhar mais um olhar com carinho para esses para essas empreendedoras. Sim, é verdade. Quando você desculpa mas porque não é sobre sobre o negócio, né? Exato. É isso mesmo. Não é sobre investir só no negócio, mas é investir nessas pessoas para que elas consigam eh uma sustentabilidade financeira, eh que elas consigam ter acesso a ferramentas que vão apoiá-las, por exemplo, a divulgar o trabalho nas redes sociais. Então não é sobre investir no negócio, no produto ou no serviço, né? Mas é também capacitar. Eh, eu não gosto muito desse termo porque parte de um lugar de que as pessoas não são capazes e aí vem uma capacitação e as torna capaz. Não é desse lugar, mas é de é dar acesso mesmo. É preparar eh informação, é conhecimento, que ferramentas existem para que elas possam ter a escolha de eu quero essa ferramenta porque ela para mim é mais amigável do que esta outra ferramenta. Mas isso é informação, é acesso. Se a gente não garante que isso aconteça, elas vão muito mais lideradas pelo seu próprio esforço. Uhum. E pela sua própria necessidade, essas pessoas vão chegar. Mas então, além do investimento nisso, quais são as parcerias que a gente pode potencializar? Isso que já existe lá, essa fonte de inovação, de ideias, de criatividade que parta da necessidade, mas essas pessoas são que não seja só isso. Não seja só isso. Exatamente. E e trazendo a aproveitando esse gancho, nós estávamos falando da luz social, da parceria entre CUF e FEAC. Uhum. Eh, algo que nós não foi o pensamento inicial, mas que acabou acontecendo, é que quando nós disponibilizamos esses chips com internet, essas mulheres começaram a empreender dentro de seus territórios e fazer a economia local girar. Olha isso. Então, é um efeito cascata e é algo muito maior que a gente começa, né, com com uma coisinha pequena, pensando em algo assim e tem um efeito muito maior do que a gente espera, em coisas que a gente de primeiro momento nem pensou e analisou. mas que de novo precisa estar junto, precisa estar lá, precisa tá perto para identificar, reconhecer as necessidades e conseguir apoiar de uma forma relevante e assertiva. Exato. A gente eh precisamos ser eh racionais aqui, né? Quando a gente fala de apoio à comunidade, quando a gente fala de comunidade aqui e tal, é tudo é é muito bonito. A gente tá trazendo o lado bom, o lado assim que que acolhe. né? O lado que incentiva, mas a realidade dentro da comunidade ela é bem delicada e precisa de políticas públicas, né? Precisa de parceria com o poder público, precisa de empresa para que as coisas possam acontecer, precisa de investimento. Precisa de investimento. Ex. A favela ela produz bilhões. A gente consome, a gente gasta, a gente produz. Então, a as pessoas têm que começar a olhar para esse território e para essa população como pessoas que produzem, que consomem, que gastam e investir. Uhum. Porque os impostos estão aí, são os mesmos para todos e só que o retorno não é o mesmo. Então, a gente tem que olhar, é uma certa discrepância que se tem ainda, né? E precisa melhorar na avaliação de vocês, precisa melhorar e bastante, né? Sim. Não vamos só pautar assistencialismo, vamos falar sobre economia com a favela, vamos pautar economia, vamos falar de grana, porque a gente consome, a gente produz. Maravilhoso. Agora eu pergunto eh pra Súnia, como é que tá sendo a articulação de parcerias com o poder público, com empresas, né, para fortalecer as redes de proteção social? Eu vou dar um exemplo do Desenvolve Amarais, que é uma iniciativa que começou o ano passado, que a gente eh na área de que eu tô, né, que é desenvolvimento territorial, a gente iniciou esse esse projeto que chama Desenvolve Amarais. E é bem um o que ela falou, assim, a gente começou identificando quem eram essas lideranças, quem era essa comunidade, eh, e fortalecendo as redes locais, né? Quando a gente falou de parceria entre as organizações, a palavra rede veio muito clara para mim. Eh, já existiam redes locais nesses espaços extremamente fortalecidas e a gente foi reconhecendo, nos aproximando. Organizações da sociedade civil com parcerias, são parceiras históricas da FEA que também apoiaram a nossa chegada. E agora a gente eh constituiu duas instâncias lá. Uma é o comitê comunitário. Uhum. que é feito por lideranças comunitárias, né, por pessoas, né, não ligadas a nenhuma organização, né, são lideranças mesmo, né? A gente brinca até que o comitê comunitário é o CPF, né? E agora a gente tem o fórum de governança, que aí sim entra no que você me perguntou, que é primeiro, segundo e terceiro setor sentados juntos. Bom, para entender essa comunidade, o comitê comunitário tá junto, essas lideranças estão junto. Então, não são duas instâncias que acontecem de maneira separadas, elas estão extremamente interligadas. A partir dessa identificação e desse reconhecimento dessas lideranças, a gente olhou para estudos, também olhou para dados secundários, contratou estudos pra gente compreender qual era a vocação econômica do território, fez uma pesquisa de opinião com a população para ela entender como ela se enxerga naquele território e a gente construi um plano de desenvolvimento territorial pros Amarais de forma conjunta. E agora esse esse fórum tá discutindo essa linha por linha desse plano e propondo ações para ir mitigando essas questões ou de fato potencializando eh pontos que precisam de um olhar um pouco mais cuidadoso, um pouco mais atento. Então assim, a gente não faz nada sozinho. Gente, mas o principal que eu acho, se eu tiver que dar um recado aqui, é conhecer, reconhecer e valorizar a comunidade em que a gente tá tá chegando. Eh, são pessoas que mais do que ninguém eh sabem quais são os desafios e as potências que estão lá. Eu tô falando de cultura, eu tô falando de esporte, eu tô falando de economia, eu tô falando de cooperativismo, eu tô falando de saúde. Tem muita iniciativa bacana que acontece lá e que muitas delas vão exatamente no caminho de resolver um desafio. Agora, se a gente vai uma força conjunta, todo mundo junto, faz projetos focados nas necessidades e nos problemas que precisam ser resolvidos, né, compreendendo através de estudos e dados qual ser a realidade e vai de forma assertiva. Eu acho que é o é o caminho. É o caminho e é todo mundo junto, né, e compreendendo. Eh, não concorda, esse ponto não é importante, tá? Por que que não é? Por que que para vocês não é importante? Porque pra gente é porque você pode chegar numa comunidade, achar assim, ai falta calçamento, mas pra comunidade falta iluminação. Exato. Entende? Então, claro, eu tô fazendo de uma forma bem simplista essa divergência entre o olhar de um e o olhar de outro, mas então talvez seja importante fazer as duas coisas. Qual a prioridade? Qual que é a necessidade e a prioridade? Exatamente. A prioridade para nós pode que não pode ser que não seja a prioridade da comunidade, né? Então aí você entra num consenso e aí a questão da escuta, essa essa escuta, essa junção, né, da comunidade, das pessoas que estão lá, das organizações, de repente do poder público também, que faz toda a diferença nesses locais. Eh, Michele, como que é a a questão entre eh parceria, né, com a a CUFA, poder público? Vocês têm uma intervenção? Vocês chegam a a alguma, tipo, exemplo, prefeitura, eh, Câmara de Vereadores, tem alguma parceria? Isso existe ou então existe algum projeto? Como que tá toda essa situação? E qual que é a importância, né, dessa inserção? Como a Súia falou, é extremamente importante. A gente não faz nada sozinho. Tudo é um conjunto de de organizações, de pessoas. É poder público, poder privado, instituições. Eu falo aqui que tem época que eu moro na prefeitura. Muito bom. Tem época que eu faço assim uma caminhada na Câmara, bato de gabinete em gabinete, porque é isso, a gente precisa de apoio e tudo que a gente vai realizar só é possível com apoio. Então, nós temos uma parceria institucional muito bacana eh com a Prefeitura de Campinas, eh com outras instituições, com algumas empresas privadas e só assim a gente consegue eh levar esse trabalho adiante. É, como a Cúia falou, eh são olhares, né? Nem sempre a gente concorda, mas a gente precisa entender o todo, qual é a demanda. E às vezes o que a gente quer fazer não é viável, então a gente tem que falar com alguém que entenda, que consiga colocar aquilo em prática, porque a gente vem com ideias, com várias informações, mas nem sempre eh na hora de colocar em prática vai ser do jeito que a gente espera que seja ou do jeito que a gente chegou lá e parece ser mais fácil. Então essa essa parceria, essa interlocução entre todos esses setores é muito importante. Muito bem. Agora 8:48. Que bate-papo legal. E ó, 8:48. Não falei para vocês que passava rapidinho. É muito bom. a gente tá falando de desenvolvimento nas comunidades, desenvolvimento comunitário, porque nós temos aqui desde segunda-feira eh a gente tá fazendo uma série, né, de programas falando sobre o desenvolvimento de Campinas e o desenvolvimento da comunidade está inserido no desenvolvimento da cidade, né? Porque é uma economia que gira e como você falou, Michele, a a comunidade consome, a comunidade ela vive, né? Então a gente precisa ter esse olhar atento à comunidade. E que bom que nós temos organizações, instituições que conseguem ter esse olhar diferenciado, né? esse cuidado, esse carinho, esse jeito de chegar na comunidade e levar o acesso muitas vezes ao que a comunidade não tinha para fazer aí o momento transformador. Eu achei muito interessante esse acesso à internet que foi levado para as comunidades que vocês, né, eh eh esse projeto e da CUFA, porque se a gente parar para pensar, a internet, poxa vida, todo mundo tem internet e tal e tal, mas a gente será que a internet chegou lá na comunidade e qual é a diferença que uma internet vai trazer pra comunidade? E você já teve a resposta, né? né? São pessoas que conseguem através da internet conseguem desenvolver, conseguem trabalhar, conseguem de repente até eh eh gerar uma renda e é algo parece que tão simples, mas que não estava lá. Então o que que o que que acontece, o porquê, né, que que não chega? Vocês têm algum algum estudo, algo que que traz pra gente essa dificuldade de algo de que seja uma necessidade básica? Vamos colocar aqui porque hoje a internet necessidade básica é igual uma água, uma luz, porque todo mundo trabalha com a internet. E por que que não chega na comunidade? O que que falta? A gente tá falando da internet, mas tem tantos direitos que nesses locais não são assegurados. Moradia não é assegurada. A maioria dos lugares que muitos lugares que a gente atende não tem esgoto, água, exato. Energia. Então, qual o caminho que deve ser percorrido? O que que acontece? Porque aqui a gente tá falando dos 251 anos da cidade de Campinas, né? Nós estamos comemorando os 251 anos da cidade de Campinas. É uma cidade pujante, é uma cidade maravilhosa, uma cidade que acolhe, uma cidade que é o berço da tecnologia e da inovação, né? Infraestrutura magnífica, mas a gente tem ali a comunidade e a comunidade vive. E a comunidade participa do do desenvolvimento da cidade. Então, se eu tô falando de uma cidade que está em pleno desenvolvimento, a gente precisa olhar também com um pouco mais de cuidado, de carinho, de responsabilidade pra comunidade. Responsabilidade. O Censo 2022 trouxe informações muito importantes pra gente, porque a gente só consegue ter políticas públicas efetivas se a gente tem dados. Uhum. E como nós estávamos com os dados defasados, a gente não tinha nem como trabalhar muito. Então eu acho que para mudar tudo isso são políticas públicas efetivas. Então a gente precisa de programas de habitação, a gente precisa entender quais são as demandas desses locais. Então é nisso que a gente entra para fazer eh essa interlocução com o poder público, com os parceiros. Eh, eu acho que tudo se resolve com com políticas públicas. a gente tem que ter responsabilidade quando a gente fala dessa população. E agora com essa essa precisão na quantidade de comunidades, né, de favelas que nós temos em Campinas, vocês acreditam que as coisas possam começar a tomar um rumo, porque agora não tem ninguém perdido, todo mundo sabe a quantidade. Então vamos lá localizar onde estão onde estão as comunidades e tentar traçar políticas públicas, planos de ação que possam levar a essas comunidades uma melhor qualidade de vida, né? Porque já tem vocês das instituições, das organizações que fazem esse trabalho. Que tal a gente começar, já que a gente sabe onde estão localizados agora, porque antes podia ser, ah, não sei, então não, não, não, não tenho, mas agora já temos, né? Então é só acessar lá o EBGE, né? e você tem já a quantidade e onde estão inseridas as comunidades. Agora pode ser que fique mais fácil também para que as pessoas possam traçar metas para chegar nesse local e para ouvir e para tentar melhorar um pouco mais a qualidade de vida dessas pessoas. Teoricamente era para ser assim. Era para ser assim. É, mas na verdade assim, eu eu comecei dizendo que as comunidades elas são diferentes, né? Então, o estar perto é conseguir reconhecer quais são as necessidades reais, porque claro, né, tem os os que eh o as questões que servem paraa grande maioria, eh políticas habitacionais, acesso à arte e cultura, espaços, né, de arte e cultura, espaços de lazer, eh, saneamento básico. Tem algumas que são eh semelhantes para para todas, mas ainda assim eh o estar perto é muito importante pra própria prefeitura e ela está nos territórios de alguma forma, nos postos de saúde, nas escolas, né? Não é a prefeitura tá num endereço e as comunidades estão em outro endereço, né? E isso é eh tá dentro do território, essas relações elas acontecem dentro do território também. Mas o o que eu acho que é é interessante é que essas próprias esses próprios pontos, unidades e e instrumentos, equipamentos públicos que estão nos territórios também subs subsidiem dados e informações paraas próprias secretarias conseguirem pensar, porque a gente tem favela em Campinas que ela é plana, a gente tem favela que é semelhante ao que a gente, né, a Aí o que a gente conhece como favela. Eh, mas tem favelas que são planas. Sim. E nessas favelas planas a gente fala: "Não, mas pera aí, então aqui não tem problema. Aqui o problema é calçamento." Uhum. Porque não, não é. E como que a gente de novo, né? Eh, precisam ter políticas de todas as as setores precisam olhar para as questões políticas, tem uma agenda pública para se discutir eh todos esses pontos, mas é importante também que se reconheça que eles são diferentes. Ainda assim, a política pública, ela tem que olhar essas diferenças. Aham. Não adianta chegar lá, falar assim: "Faz faltar tudo isso aqui, beleza". Mas e se não é essa necessidade? Por is não é isso que a a que a comunidade precisa? Se de repente, se a gente vê, preciso de uma escola, mas a comunidade, aquela escola que está a a 1 km, tá ótimo, eu preciso de mais um posto de saúde ou eu preciso de um jeito de fazer as crianças chegarem na escola. O problema não é a escola, é fazer chegar. Então é é de novo, né? sentar na mesa. Sentar na mesa. É verdade. É todo mundo sentar à mesa e conseguir discutir com responsabilidade eh o que precisa ser feito, mas muito dessas iniciativas de você conseguir gerar esses espaços também, né? Eu acho que a FEAC fica muito num lugar de ser uma articuladora. Exatamente. Verdade. Né? Eh, a gente não faz nada sem o apoio da prefeitura, né? a gente eh na área a gente eh a gente costuma pontuar bem isso, deixar isso bem claro, que por maior investimento que a gente consiga alcançar, a gente não muda um banco de uma praça se a gente não tiver o apoio do poder público. Eh, e ao mesmo tempo a gente só vai chegar na necessidade de trocar o banco da praça se a gente identificar isso na comunidade, estando junto com ela e com as organizações. Uhum. que conhecem essa comunidade também. Então, não é só o olhar das lideranças comunitárias também, mas é o papel dos profissionais do poder público e do terceiro setor que estão nessas comunidades que, apesar de não viverem lá, conseguem muitas vezes trazer questões à mesa que também precisam ser olhadas, né? Então, de novo, é o sentar à mesa, todo mundo junto e colocar as questões de forma responsável e transparente. E a gente fica feliz que isso acontece, né? E a gente almeja que isso possa acontecer com mais frequência, né? Isso é muito bom e eu acredito que deva trazer um resultado maravilhoso para as pessoas que vivem na comunidade, né, Michele? Sim, é muito importante, como a Cúnia falou, é o sentar à mesa, é todo mundo junto, é um trabalho de formiguinha. Uhum. E não tem como ser diferente. Eh, não tem como ser diferente. Muito bem. Agora 8:57. Nossa, passou rápido, hein? A produção tá falando que a gente vai até aqui 8:10, então dá tempo de atender as nossos telespectadores que estão mandando perguntas pra gente. Vamos lá. falando de desenvolvimento comunitário, aniversário da metrópole, 251 ano de anos de Campinas e estamos aqui com duas lideranças, né, duas eh eh mulheres águias. Eu quando eu olhei falei: "Nossa, que que é isso? Que maravilha, né? Aí, que bom que vocês estão aqui para trazer pra gente esse olhar, né, diferente que é importante que a gente possa ter, né, referente às comunidades. Vamos lá, pode colocar pra gente as perguntas. Fernanda do Santa Mônica, como incentivar o empreendedorismo feminino dentro das favelas para gerar renda e fortalecer redes de apoio entre as mulheres? Ô, Fernanda, bom dia para você. Obrigada pela sua participação. E agora quem vai? Você vai, Michele? Vamos nós duas. Nós duas. Como a Cia disse, não seria a palavra capacitar, mas eu isso eu acho muito importante. Você tem que preparar, né, as pessoas que estão ali com seus sonhos. Eh, porque quando a gente parte da necessidade e o empreendedorismo é um sonho, eu acho que a preparação eh dessas desses empreendedores é muito importante. Muito bem. É. E aí quando você fala sonho, eu acho que queuplica a nossa responsabilidade. Sim. Eh, eu eh eu acho que é garantir espaços em que essas eh essa preparação aconteça. Eu eu acho que de novo entender qual é o qu DNA daquela comunidade ou daquele grupo de mulheres e buscar referências, apoio e tecnologia. eh para ir na necessidade que elas precisam para desenvolver um determinado produto ou apenas para montar uma cooperativa, porque cada um tem a sua, cada estratégia que a gente cria ou que a gente pensa de forma conjunta tem o seu a sua tecnicidade. E é importante que a gente também reconheça quem sabe fazer para est junto pensando nisso. Então, para responder a pergunta, eu acho que eh tem vários caminhos, né? Tem cooperativismo, tem associativismo, tem movimentos coletivos, mas importante é garantir que esses espaços aconteçam e que sejam espaços que possam elas trocar entre si, trazendo a sua a sua competência e a sua habilidade, né, das do seu próprio repertório de vida e seu próprio repertório de desenvolvimento humano de onde elas chegam, para que também seja um espaço de troca entre elas, porque também isso é muito potente e que elas elas consigam buscar parceiros, ter um espaço para desenvolver o produto e que consiga buscar parceiros que as apoiem nessa preparação. Eh, uma coisa que eu acho muito importante economicamente também a gente fala de taxas de créditos muito altas, eu acredito que tenha que ser pensado algo que disponibilize crédito para essas empreendedoras poderem, né, levar seus negócios adiante. Tem que fomentar isso mesmo também. linhas de crédito para esses empreendedores eh de favelas e comunidades. Eu acho que tem que ser pensado em algo com olhar mais cuidadoso do que as linhas de crédito tradicional. Exatamente. Perfeito. Muito bom. 9:1 minutinho. Mais uma pergunta pra gente, por favor, produção. Vamos lá. Quem é que tá conosco? Hum. Pedro do centro. Quais exemplos de sucesso em outras cidades podem esperar Campinas a inovar práticas de desenvolvimento comunitário? Hum. E aí, vamos lá. Começo com você. Tem algum exemplo, alguma coisa assim? Porque é legal quando acontece algo que que eh é exemplo, a gente pode trazer pra gente também moldar de acordo com a necessidade da comunidade e mandar bem, né? Eh, eh, quando a gente fala em inovação, eh, tem um termo que eu gosto muito de, de ponderar sobre ele, né? Que eh quando a gente replica uma determinada tecnologia ou um processo de inovação social e quando a gente reaplica, que vai exatamente no que você disse, quando a gente reaplica, a gente parte das bases das premissas e da metodologia que já tá posta nesse processo de inovação e de tecnologia. e a gente adequa a realidade em que ele vai ser novamente inserido. Eh, existem práticas, existem cidades que estão muito à frente no desenvolvimento comunitário. Eh, talvez eu cite uma, o Recife, por exemplo, é uma cidade que tá investindo já alguns anos nisso. Não sei se a CUFA tem alguma experiência lá que queira contar. Rio de Janeiro tem inúmer inúmeras iniciativas, né? Tem redes da maré, tem algumas outras eh iniciativas que partem, nascem da necessidade, na dentro da comunidade e que ganham eh essas experiências ganham o Brasil e são replicadas em diversos lugares. Acho que citando duas aqui, né? Eu acho que Redes Redes da Maré eh é liderado por uma mulher também. Eh, e redes da Marel, acho que é uma iniciativa que eu que eu pontuo com grande com grande respeito, inclusive. E aí você me chama? Em São Paulo, a CUF, ela tem, existe uma hold de favelas, eh, que realiza serviços dentro dessas dessas comunidades. Eu acho muito interessante. A gente tem a, a comunidade DOR, que é uma agência de publicidade dentro desses locais. Eh, a favela Log, que é um um negócio de ressocialização, né, dentro da das comunidades que faz, tem agência de viagem, não? Tem, a vai voando. Uau! para esse desenvolvimento comunitário. E a essa favela Log, ela cuida dos das entregas. A gente tinha vários locais. Paraisópolis, se eu não me engano, é uma favela que que tem essa esse projeto e nele você consegue ter as suas entregas que cheguem na sua casa e nisso já parte da ressocialização do exdento. Então são coisas que bem bacana que a gente realiza. Eu acho que é, obviamente eu não citei nenhuma iniciativa da CUFA se para ela poder citar, né? Mas assim, como somos parceiras há muito tempo, né? Falei de duas que eu acho muito importante, muito eh relevante dentro desses locais. A comunidade Dora a gente já tem alguns trabalhos realizados aqui dentro do dos dos territórios de Campinas, região do Campo Belo, da OMG, são locais que a gente sempre realiza, então tem bastante coisa. Nossa, gente, é tão bom saber disso, sabe? que tem que tem instituições assim que vem com uma força para transferir essa força paraa comunidade, faz a comunidade voar. Isso é maravilhoso, apesar de a algumas eh eh situações acontecerem a partir da necessidade, mas é um impulsionamento, né? É algo que impulsiona e que conforta saber que tem vocês que estão lá, estão lá, estão lá dentro, estão eh conversando, estão acolhendo, estão transformando. Isso é maravilhoso. Eu só tenho a dar parabéns assim pela iniciativa, né, das instituições, das organizações. E que legal, nada contra, mas que legal que a maioria dessas instituições, a maioria dessas iniciativas, elas são tomadas por mulheres. O que que acontece aí? O que que o que é a mulher ela tem um olhar mais hã apurado, mais detalhado? O que acontece na visão de vocês? Eu acho maravilhoso isso. Vai lá. Eu sou suspeita. É, eu também. Mas é que eu acho que a mulher é criativa, é, né? É isso, né? Eu acho que muito nasce dessa criatividade, né? Dessa solução de problemas, né? Eu acho que a mulher ela soluciona problemas de uma forma muito rápida. Uhum. Eh, não aqui entrando numa questão eh numa questão de gênero, mas eu acho que a gente eh talvez desde pequena a gente tenha tenha essa coisa da criatividade, essa pegada da ressignificação, né? A gente tem isso trazendo não trazendo histórias tristes pro contexto, mas aqui em Campinas era com era o meu ex-marido presidente, né? O meu falecido marido Henry Paulino, que faleceu na pandemia. E a única opção que eu tive foi era parar ou continuar. Olha aí. Eh, e eu quando eu falo que eu sou suspeita, é que eu falo que 99% das minhas lideranças dentro dos locais que a gente atende em Campinas são de mulheres. Eh, a gente trabalha de uma maneira mais organizada. Eu acho que não que os homens não sejam, mas não é questão de gênero, não, não é porque é a realidade, é o que a gente vê. Eu acho que a gente é capaz de ressignificar contextos com mais agilidade. Verdade. Verdade. Mas que bom seria se tivéssemos homens também, né? Tipo assim, não, mas inseridos assim dessa forma que que que temos mulheres inseridas. E a gente deixa bem claro aqui que não é uma questão de gênero, por favor, mas é que me chamou atenção, né? e e eu fazendo algumas pesquisas para poder trabalhar o tema, pra gente poder conversar, eu vi que a maioria eh eh das das comunidades, das lideranças, eh aponta sempre são mulheres. E eu fiquei muito feliz de saber disso, porque apesar de às vezes ser por conta da necessidade, ela está em movimento. Eu acho que esse trabalho ele nasce a partir da necessidade. E daí quando nós estamos falando desses locais, nós estamos falando da maioria, sua grande maioria, mulheres, mães solos. Então eu acho que vem essa questão da necessidade. E um ponto que eu acho muito interessante, que eu percebi dentro desses locais que era sempre uma mulher ajudando outra mulher. Então às vezes a gente entregava uma cesta básica. O a a maioria assim, o meu projeto Carro Chefe são mães da favela, são mulheres que a gente atende e seus filhos. E quando a gente não tinha para todas, a gente se pegou eh numa situação em que elas dividiam entre elas, gente. Então eu acho que é aí a gente já consegue entender o contexto todo. Uhum. E saber o porquê, da onde isso nasce. É, eu acho que é dessa eh solidariedade entre as mulheres, dessa soridade que foi tão trazido. Verdade. Eu vejo isso nessas questões de de ajuda, de solidariedade. Eu vejo as mulheres eh se protegendo, se se ajudando mesmo. Então, acho que a partir daí acho que a gente já tem um ponto de partida que responde um pouco das nossas perguntas. É, eu acho que a grande maioria das mulheres é quem fica, né? Uhum. E aí esse ficar exige exige a responsabilidade de continuar ação. É, exige ação. Exigov a inação não é uma opção, né? Mas para ter trazer dois contextos, eu falei do comitê comunitário dos Amaris, mas a gente também atua no Novo Flamboiã. Eh, e sovaco da cobra, hã, buraco do sapo. Buraco do sapo. Sovaco da cobra é Parque Universal. Eh, a gente tem um contexto bem interessante, porque o comitê comunitário dos Amarais ele é e todos os comitês eles são extremamente heterogêneos, tem faixa etária, tem olhares diferentes, né? Diferentes. Ele, ambos são heterogêneos e isso o que os faz ricos. Uhum. Mas os amaris ele é majoritariamente masculino. Olha aí. E o novo flamboiã majoritariamente feminino. Por isso que eu falei, olha a diferença de cada um. A gente não vai chegar lá sabendo. É o contexto local que vai nos trazer a resposta pra gente começar. Por isso, é por isso que tem que estar que tem que estar inserido no local, né? Sentar, olhar, ouvir. E também tem a a questão da escutativa, né? Porque a gente tem que saber ouvir também, né? Não é assim, chega lá, pode falar. E aí a pessoa fala e você começa a contestar. Não, se está falando, então é porque é isso que está acontecendo. Ou não faz nada com aquela informação, né? É exatamente. Não contesta, mas também não leva para lugar nenhum, não olha, não observa. Exato. A importância da escutativa, né? Quando tem e esses encontros nas comunidades, ela faz a diferença, né? Gente, olha, nosso bate-papo tá muito bom. 9:10. Ó, ô produção, dá tempo para mais uma? Será? Vamos lá, se der tempo, pode, Nei. Vamos lá. Deixa a gente com mais uma então e aí a gente já encerra, tá? A Luía do Padre Anchieta, como engajar mais jovens do nosso bairro em projetos voluntários, garantindo que não seja sempre o mesmo grupo que assume as ações? Hum. Vamos lá então responder a Luía. Michele, por favor. Olha, os jovens é algo, é um público mais difícil de você trazer. E é mesmo, é porque eles têm eh são é muito específico. Ou é o esporte que vai trazer aquele jovem, ou é o futebol, ou é a cultura, quando a gente fala de música, arte. Então eu acho que tem que identificar ali o que aquele jovem gosta. Aí a gente entra novamente a questão da escuta, a questão de entender, porque a gente só vai conseguir trazer esse jovem pra gente ele com algo que ele se identifique. Um dos nossos projetos, que é o projeto que eu tenho maior engajamento com jovens, é a Taça das Felas, onde a gente movimenta mais de 4.000 jovens inscritos. São 48 times e é um projeto que deu super certo. E esses jovens t vários critérios para eles participarem, tem que estar matriculados. A gente teve jovens que não poôde participar por não estar matriculado, estão todos em idade escolar, muitos voltam a estudar por conta disso. Então eu acho que você tem que identificar do que eles gostam para ser um chamariz, porque senão é difícil permanecer. É verdade, porque de repente pode se interessar de início, mas se não se identifica não vai continuar, né? Tem que ter essa identificação. E quando eu falo tá junto também, isso serve para dentro da FEAC, né? porque temos pessoas em diversas áreas dentro da FEAC. Então, quando a gente tem um projeto para tratar exclusivamente com o jovem, a gente traz a pessoa que cuida desse projeto, dessa desse conhecimento com juventudes, com Conselho de juventudes, a gente traz essa profissional que tá sentada três meses para lá para sentar junto e ajudar a pensar. Então, quando um projeto a gente precisa atuar com um jovem, a gente chama empreendedorismo. Temos uma pessoa que é especialista inclusão produtiva, então a gente senta à mesa com ela para fazer um projeto que qualifique ainda mais eh a ideia e que, de novo, parta de princípios eh importantes e relevantes e do que tem de mais moderno se falando, né, no Brasil, né, que você pediu para trazer iniciativas brasileiras. essas pessoas estão super conectadas, né? Então, de novo para dentro também a gente tem um esforço de fazer um intraáreas assim e de trazer todo o conhecimento possível para uma iniciativa. Nossa, que bate-papo gostoso. Que bom, né? Que bom a gente eh trazer esse esse tema aqui pro estúdio Câmara nessa série especial de 251 anos de Campinas. Que bom a gente saber que as coisas estão andando. Que bom a gente saber que as parcerias existem, né? Que bom a gente saber que poder público, executivo, legislativo, né? A a parceria privada também existe, mas é importante a gente continuar com essas ações e importante fortalecer ainda mais essas ações, porque esse movimento não pode parar, né, Mich? Sim. É isso, vamos nos unir. Vamos junto. Ai, que legal, gente. Que maravilha, que delícia. Vamos encerrando o nosso estúdio Câmara de hoje. Quero agradecer vocês pela participação. Obrigada, Silna. Deixa uma mensagem pra gente, uma mensagem para quem tá assistindo, para quem vai assistir depois. O programa já tá disponível lá no YouTube. E eu fiquei feliz demais em receber vocês. Gratidão. Eu que agradeço, né, essa oportunidade para falar sobre isso, né? tá com uma parceirona aqui de muitos anos da gente tá junto nesse momento. Mas eh acho que a dica que eu daria é se conecte com esses espaços, frequente esses espaços, reconheça, entenda, compreenda e também dê sua parcela de participação eh em construir um caminho melhor para todo mundo. Muito bom, Michele linda, maravilhosa. Obrigada, tá? Minha dodoizinha, mas tá aqui firme e forte. Olha só. É sobre isso. É sobre isso, né? Aquela mulher resiliente. Que bom, que bom que você tá aqui com a gente, que trouxe pra gente esse olhar da CUFA, né? e que nos ensina ah um pouco mais sobre como é, né, essa essa organização e a importância, né, de vocês inseridos na comunidade. Obrigada pela sua participação. Considerações finais. Eu quero que você deixe aí os contatos para quem quer conhecer, para quem quer contribuir, para quem quer se voluntariar, para quem quer estar junto nesse movimento. Gostaria de mais uma vez agradecer o convite. Eh, muito, como eu já disse, é muito importante pra gente, para mim enquanto Michele, enquanto instituição, estar aqui hoje ao lado de uma parceira incrível, né, a FEAC, em nome da Sínia. e dizer que é isso, gente. Olhe para esses territórios, escute, entenda, vamos tirar esse olhar estigmatizado de um local só de carência. Eh, a gente tem aquela frase, aquele bordão da CUF, que a favela não é carência, é potência, mas a gente também tem que entender, a gente não pode fechar os olhos paraas demandas desses locais e pros problemas que ali existe, mas não focar somente nisso. Então eu convido a todos vocês para conhecer o nosso trabalho, né, na nossa rede social do Instagram, eh, @cuacampinas. Entre em contato também com a gente no telefone 19995640900. Venha conhecer nosso trabalho, doadores, venham se voluntariar. É um trabalho muito importante que assim acontece ao decorrer do ano, a gente não para. Muito bem. Obrigada mais uma vez pela sua participação, viu, Silia? Deixa pra gente eh o ar da PEAC, as a as redes sociais, como é que a gente faz para entrar em contato com vocês e para conhecer mais esse trabalho magnífico que vocês desempenham. Eu acho que é um Instagram, né, que é @fundacãofec e ã o próprio site é eh fundaçãofec.org.br. Muito bem, lá vocês vão encontrar e ver as transformações, né, eh, que essa galera faz com tanto carinho, com tanto amor, que eu sou fã. É isso, gente. Agradecemos a sua audiência, a sua companhia. Obrigada por estar conosco, né? E você que nos assiste, quer participar dessa transformação, procure iniciativas sociais na sua região, seja um voluntário, fortaleça o trabalho de quem faz a diferença, tá bom? E amanhã a gente continua no nosso especial 251 anos de Campinas e vamos falar sobre os principais desafios urbanos dessa cidade, né? Crescimento acelerado, mobilidade, moradia, sustentabilidade. É a metrópole que não para 251 anos e a gente segue com o nosso especial até sexta-feira aqui no estúdio Câmara. Agradecendo a sua audiência, a sua companhia. Lembrando que ao meio-dia nós temos Câmara Notícia com informações da nossa cidade, do legislativo campineiro também e a cobertura especial dos 251 anos de Campinas que a nossa equipe está fazendo. Tem matérias maravilhosas para você. Então continue ligadinho aqui na TV Câmara Campinas, combinado? Abraço grande meninas, muito obrigada pela participação de vocês. Sucesso nessa caminhada. Não parem, voem águias maravilhosas. Ob você de casa, beijo grande, fique bem e até amanhã. [Música] [Música] [Música]