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Estúdio Câmara | Campinas 251 anos: desafios urbanos: crescimento, mobilidade e futuro
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Estúdio Câmara | Campinas 251 anos: desafios urbanos: crescimento, mobilidade e futuro

66 views Publicado 17/07/2025 HD · 1:05:34

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Campinas faz 251 anos e o Estúdio Câmara abre espaço para discutir o futuro urbano da maior cidade do interior do Brasil. Nesta edição especial que vai ao ar nesta quinta-feira, 17 de julho, o tema em destaque é Desenvolvimento Urbano – um dos maiores desafios e também uma das maiores oportunidades para transformar a metrópole em um lugar mais justo, sustentável e acessível para todos. Com mais de 1,2 milhão de habitantes, Campinas é polo econômico, tecnológico, logístico e universitário, e vem enfrentando profundas transformações em seu território. O crescimento acelerado, marcado pela expansão imobiliária, verticalização e pressão sobre a mobilidade urbana, trouxe avanços, mas também escancarou desigualdades sociais e desafios no acesso à moradia e à infraestrutura. Nesta conversa, vamos refletir: Como lidar com o crescimento desordenado e os vazios urbanos? Quais os impactos da Lei do Retrofit no centro da cidade? Como repensar a mobilidade e o adensamento urbano? Que soluções o poder público e o setor privado estão desenvolvendo juntos? O que precisa mudar no modelo atual de planejamento urbano? Para aprofundar o debate, o programa traz dois convidados com visões complementares e estratégicas: 🏙️ Alan Cury – Diretor de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente na Regional Secovi Campinas, representante do setor imobiliário com atuação direta no diálogo com políticas públicas e planejamento urbano. 🏗️ Fábio Muzetti – Arquiteto e Urbanista, Professor da PUC-Campinas e Presidente do CMDU (Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano), trazendo uma análise técnica e crítica sobre os rumos da urbanização da cidade. Em pauta, também entra a urbanização acelerada da região Noroeste de Campinas, a verticalização de áreas centrais, a busca por equilíbrio entre moradia e mobilidade e o papel das parcerias público-privadas na requalificação urbana. Este é um programa essencial para quem vive em Campinas, se preocupa com a cidade e quer entender os caminhos possíveis para um futuro mais inclusivo e bem planejado. 👉 Assista, reflita, compartilhe e participe do debate nos comentários! Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Olá, [Música] bom dia. Estúdio Câmara no ar, aqui na TV Câmara Campinas, no clima dos 251 anos da nossa querida metrópole. Hoje é quinta-feira, dia 17 de julho. Vamos conversar sobre os desafios urbanísticos da cidade, uma cidade com mais de 1.200.000 habitantes, né? Campinas não é só uma cidade histórica não, gente. É também um polo logístico, industrial, tecnológico, imobiliário. Como pensar essa cidade que cresce em ritmo acelerado, sem perder qualidade de vida, memória e sustentabilidade? Nós vamos entender os caminhos e soluções urbanísticas para os próximos anos com dois especialistas que atuam diretamente na construção da cidade. Eles já estão conosco aqui no estúdio e eu convido você também a participar através do nosso WhatsApp que está na sua tela, 1997829377. Manda pra gente qual a avaliação que você faz eh do nosso sistema urbanístico, né? Tem algo que você queira que melhore? Manda pra gente. Vamos conversar. Tá? Aproveite que nós temos dois especialistas aqui e que podem responder a sua pergunta. É, vamos atualizar as notícias, as informações, a previsão do tempo e já já a gente inicia a nossa conversa sobre os desafios urbanísticos de Campinas. Vamos lá, então. Olha só, Saúde de Campinas inicia ação especial de vacinação no aeroporto de Viracopos, viu? O objetivo é atualizar cadernetas de trabalhadores do aeroporto, prestadores de serviços e também viajantes com os imunizantes previstos nos calend no calendário que protege contra, olha só, sarampo, cachumba, rubel, hepatite B, difiteria, tétano, febre amarela, gripe e Covid. Tudo isso nessa ação que começou ontem e segue até sexta-feira, sempre das 9 da manhã até às 5:00 da tarde. Para ser imunizado é preciso apresentar documento com foto e caderneta de vacinação. Se tiver, tá? Se você não tiver, você só apresenta o documento com foto e pode ser imunizado. Lembrando que todas as vacinas também continuam disponíveis nos 69 centros de saúde de Campinas. Mais informações você pode acessar o site vacina.campinas.gov.br. br. Mais informações para você, Castra Móvel da Prefeitura de Campinas, que está atendendo na região do Parque Oziel, ainda tem 200 vagas disponíveis, tá? Olha só que bom. Então, você que é tutor de cão e gato, tá interessado em fazer a cirurgia gratuita e também a microchipagem do seu pet, pode se inscrever até amanhã, sexta-feira, das 9 às 4 da tarde, na Escola Municipal Oziel Alves Pereira. O agendamento deve ser feito presencialmente por um responsável maior de 18 anos. Lembrando, gente, que é preciso apresentar o comprovante de endereço, documento pessoal, tá? RG e CPF. Somente os animais previamente agendados poderão passar pelo procedimento. Aproveite, pessoal aí do Oziel, bora colocar é o microchip e castrar os petezinhos. Previsão do tempo para Campinas. Ah, tempo firme, céu azul de brigadeiro, sol entre nuvens, mas poucas nuvens, né? Temperatura mínima foi de 10º, máxima de 26. Lembrando que a umidade relativa do arde. Importante encher a garrafinha e manter-se hidratado. Agora sim, a gente vai ao nosso tema central. Vamos falar sobre desafios urbanísticos de uma metrópole em expansão. Por isso, nós recebemos aqui o arquiteto e urbanista, professor da PUC Campinas, presidente do CMDU, Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano da Cidade. Boas-vindas ao Fábio Mosete. Bom dia, seja bem-vindo. Bom dia. Tudo bom você? Maravilha. Vamos conversar sobre o desenvolvimento urbanístico da cidade. Maravilhoso. Muito bem, gente. Olha, para completar o nosso time hoje, eh, a gente dá as boas-vindas também ao diretor de sustentabilidade, inovação e desenvolvimento urbano e meio ambiente na regional SECOV. É o Sindicato de Habitação do Estado de São Paulo aqui em Campinas. Alancuri, muito bom dia, seja bem-vindo. Bom dia, muito obrigado pelo convite. Gente, vamos falar sobre o desenvolvimento da metrópole, né? Campinas é uma cidade moderna, com economia forte, uma estrutura social dinâmica, mas ao mesmo tempo enfrenta grandes desafios e isso exige soluções criativas, assertivas e diversas. Então, vamos lá, Fábio. A cidade não para. Campinas é a maior cidade do interior e já a 14ª mais populosa do país. Como é que é, como que o CMDU analisa os principais gargalos e também as oportunidades urbanísticas da cidade? Bom, você ter o desafio de uma cidade que cresceu de maneira espraiada, né, principalmente da década de 70 em diante. E a gente fala assim, a gente tem várias campinas e essas várias campinas que foram surgindo com o crescimento da cidade, elas acabaram criando novos centros, né? Isso descaracteriza um pouco que é o grande desafio hoje da cidade, você requalificar a área central da cidade. Exatamente. Quando a gente fala em novos centros, é assim, né? Eh, quando eu eu moro em um bairro que eu não preciso ir até o centro para ter tudo que o centro me oferece, né? No meu bairro tem banco, no meu bairro tem supermercado, no meu bairro tem posto de saúde, no meu bairro tem eh eh se eu precisar de segurança, tem ali eh onde eu possa encontrar. Então, assim, tem tudo no bairro. Isso é bom para quem mora no bairro, mas acaba distanciando a população do centro da cidade também. Então, acredito que seja um desafio você fazer essa conexão. Agora, eu pergunto pro pro Alan, né, revitalizar não é apagar o passado, né, que a gente fala em revitalização, a gente precisa dar a vida nova aquilo que foi importante. E quando a gente fala de centro, a gente entende que o centro aqui em Campinas, ele precisa voltar a pulsar. Por quê? o pessoal se afastou um pouco do centro. Tem isso que o Fábio falou, né, que eh o bairro ele tem tudo que a gente precisa, então, de repente você não precisa ir até até o centro da cidade, mas também tem as intercorrências que a gente sabe que existe no centro de grandes cidades e aqui em Campinas não é diferente. Então agora nós temos aí uma lei, né, que eh acredita e vai e está trabalhando para que o centro seja revitalizado, que é a lei do retrofit. Então eu pergunto para você, Alan, eh sobre a lei do retrofite e os impactos no centro de Campinas, qual que é a sua avaliação? Então, o que acontece? A vida, ela vai sofrendo mudanças no decorrer do dos tempos, né? E e as tecnologias, as inovações vão sempre trazendo novos morares, novas formas de se viver. Uhum. O centro antigamente era o ponto o ponto coletivo de todos, né? onde todo mundo se encontrava, onde a gente fazia todos os serviços necessários, enfim, era lá que a gente resolvia o nosso cotidiano. Porém, com a tecnologia avançando, com muito mais a digitalização de processos e de relacionamentos, etc., O centro deixou de ter esse potencial como um todo e a cidade foi se espraiando e nesses nessas novas centralidades foram se criando os novos núcleos, praticamente novas campinas, como Fábio muito bem disse. Então as pessoas conseguem viver na sua morada e no seu entorno com qualidade de vida, com os serviços à disposição, não precisando do centro. Aonde que entra uma revitalização central, né? Esse é um ponto muito caro para nós arquitetos. Eh, eu diria até que a palavra mais correta seria requalificação e não revitalização, porque vida o centro tem. Uhum. Talvez não seja aquela vida que a gente gostaria de ver, enfim, ou de conviver, mas ela existe e é um fato real de toda a sociedade. A gente precisa saber lidar com isso. Então, a requalificação central, ela passa por entender quais são os potenciais que a gente pode estimular para o centro de Campinas para que ele possa voltar a ter vida, voltar a ter a sua importância, visto que ele é totalmente coberto de infraestruturas, ele é o melhor ponto da cidade de Campinas e hoje ele tá um pouco esquecido porque ele deixou de ser atraente. Então, como que a gente faz para deixar o centro de Campinas atraente? Esse é um grande desafio para toda a cidade. Muito bem. E Fábio, como é que o CMDu tem eh atuado na elaboração eh e na revisão, né, do Plano Diretor de Campinas agora com a lei do Retrofite e também com esse desafio, né, da requalificação central. É o só uma colocação, né, que o papel do Cemidrio não é propositivo. Uhum. Hum. Ele é de análise, principalmente da da dos projetos de leis que são encaminhados, né, paraa análise. A gente contribui, eh, de maneira consultiva, né, um conselho consultivo, né, deliberativo. Sim. E a gente discute muito a cidade. Então você tem representação do SECOV, do IAB, dos conselhos, da participação da representação popular e a gente essa questão do centro da cidade, né, ela as coisas foram crescendo, foram se afastando. Então, fazer um recorte nos anos 80, quando teve a redemocratização do estado, você teve um sucateamento da segurança, então as pessoas se organizaram e começaram a buscar elas soluções próprias. Então você vê o surgimento de grandes condomínios, de bairros fechados, isso tanto pro rico quanto pro pobre, porque o estado faltou. Uhum. E uma das grandes responses responsáveis pelo abandono do centro, eu falo às vezes é o próprio estado, porque vou falar um pouco a própria Câmara de Vereadores. Uhum. Tá na saída para Valinhos. Você tem o Poder Judiciário que foi lá para sair do Alfaville. Eles abandonaram o centro. Uhum. O poder público devia dar o exemplo de voltar pro centro. E ele é pujante, ele atrai muitos serviços, muito comércio em volta. E a cultura também acabou se afastando. Uma vez a gente andava desenhando um mapinha, né, onde era os cinemas, por exemplo, que eu frequentava na minha infância. Era no centro. É tudo no centro. E hoje eles estão onde? No anel viário da cidade e nos shopping centers. É verdade. Você sabe que eu tive lá no Miss Campinas e lá tem um painel e que mostra onde eh estavam inseridos os cinemas da cidade. E você falou e que me arremeteu a esse momento. Você vai apertando e vai apertando os botões e vai aparecendo as luzes onde eram os cinemas. E era tudo mesmo na região central. Em que momento, eh, Alan, que foram acontecendo assim essas eh eh a coisas foram saindo do centro da cidade, em que momento isso aconteceu e e qual que é a avaliação ou porquê disso? É, como o Fábio bem disse, nos anos 80, eh, a sociedade começou a se organizar de outras formas. A partir do momento que ela voltou a ser democrática e ter a liberdade, ela começou a agir para além da das forças do estado. Então, iniciaram-se com os shoppings, né, o primeiro grande shopping de Campinas, o Iguatemi, ele foi já para uma área de borda da cidade à época e que hoje já não é mais, mas enfim. Eh, e ali ele levou todo o conforto de uma praça, todo um conforto de um centro para dentro de um ambiente Uhum. reservado, protegido, bem iluminado, enfim, atraente para o consumidor. E isso acabou levando todo um desenvolvimento do seu entorno natural, porque todo mundo quer estar perto da onde é confortável de se estar, né? A gente busca na vida sempre a qualidade de vida ao máximo que a gente pode. Ah, o desenvolvimento dos shoppings foi ocorrendo. O anel viário de Campinas, ele é um ponto muito atraente, porque você tem uma distribuição por rodovias, então alta velocidade, baixo tempo e etc. Isso com o tempo foi adençando e atravessando as rodovias e hoje a gente sabe que elas viraram os eixos todos congestionados nos horários de pico. Por quê? Porque excedeu a ocupação do seu entorno, né? Então aí que entra um pouco do planejamento urbano, das ações necessárias, das diretrizes viárias que a cidade deve contemplar e e se organizar para preparar para novos desenvolvimentos. Isso a gente dos anos 80 para cá a gente teve um pouco de falhas no sistema e não estávamos prontos para isso. Hoje a gente já tem matéria prima já tem bastante dado, bastante expertise para saber como fazer essa expansão da cidade de uma forma mais qualificada para evitar esses gargalos que vão se criando no decorrer do tempo. Mas a ida dos shoppings para as bordas da cidade a época das suas criações, ela de fato ela esvaziou o centro de uma forma muito rápida. E hoje a gente já tá com o centro esvaziado, a coisa de 30 anos, três décadas, e com uma dificuldade enorme de fazer voltar a ter uma vida ativa, uma vida saudável, uma vida que gere empregos, que recolha impostos, enfim, que faça a cidade ser ainda mais punjante. Tudo isso vai ficando paraas bordas da cidade, com algumas exceções ainda próximas ao centro que tem um uma boa relação social e econômica que funciona muito bem. Mas eh bom, esse é o nosso desafio aqui. Vamos bater bastante papo. E é desafiador mesmo. Campinas é uma cidade eh onde o urbano e o histórico se encontram, né? A cada esquina você pode no centro, você vê o urbano e o histórico. E aí a gente precisa preservar o passado, planejar o futuro, né? E e algo que é essencial paraa cidade é eh é é a mobilidade e a infraestrutura. Aí vem o setor imobiliário, né? como é que o setor imobiliário ele ele tem contribuído pro desenvolvimento urbano da cidade de Campinas, né? E me chama muito atenção quando o Alan fala, Fábio, dessa questão da construção dos shoppings, né? E parei para pensar e para analisar agora e realmente é são todos eh eh nas bordas, né? E isso automaticamente leva eh a o desenvolvimento, a economia mais paraas bordas da cidade. Então, eh essa essa o desenvolvimento urbano da cidade e essa construção, né, eh, como que tem agregado para o nosso município, pro crescimento, pro desenvolvimento urbanístico. Como é que você avalia o setor imobiliário hoje? O setor imobiliário ele atende demandas. Uhum. Então, população cria demandas e tem às vezes algum algumas abordagens, alguns equíbrios que ele cria a demanda. Não, mercado imobiliário é muito inteligente, eu tenho demanda, eu vou atender essa demanda. Uhum. Então, você tem vontades, tal, tem mercado, ele vai atender isso, né? A gente tem que às vezes entender de maneira diferente. Sim. Mas o grande desafio de Campinas, como ela cresceu muito nas bordas de maneira espraiada, ah, ela já extrapolou os perímetros da do município. Ah, perfeito. A gente consegue fazer um recorte, né? Uma tendo uma visão, você explicando assim, muito bom. Você já tem que começar a trabalhar num olhar mais metropolitano. Uhum. você hoje o problema do lixo, o problema da mobilidade, o problema da segurança, ele não é só da cidade, é da região. Então o lixo que eu gero, a demanda de esgoto de água, infelizmente ele ainda é tratado, é muito novo, né? [Música] você discutir um plano metropolitano, um plano diretor de crescimento metropolitano, você ainda tem a as os municípios, o como é que eu vou trabalhar entre eles? Então você vai enfrentar os problemas políticos que vão atrapalhar um pouco. Isso é muito novo pra gente isso. A gente tá falando que a RMC tem 30 anos. Uhum. Alguma coisa assim. urbanisticamente is é muito pouco tempo, tem uma maturação. Então você vê problemas de cidades que não querem habitação social, então vai para outra cidade e fica aquele jogo de empurra e Campinas tá no meio disso tudo. Uau! Então o grande desafio agora é como é que você conversa com os prefeitos das 19, dos 18 municípios em volta e como é que eu vou capitanear isso daí com eles, como criar consenso entre eles, né? Eh, cada um tem uma visão, cada um tem uma necessidade, cada um tem um planejamento e isso precisa se unificar para que a gente tenha uma região metropolitana que realmente ela ela se desenvolva, mas em toda a região, nesses 19 19, né, que você falou, 19 municípios, né? É interessante e há um desafio assim que precisa de de um tiro certo, né? Porque é eh uma coisa puxa a outra. Não adianta Campinas estar de um jeito mais eh valinhos, outras cidades que fazem parte da região metropolitana não acompanharem esse esse crescimento, esse desenvolvimento. É bem interessante. Agora, quando a gente eh antes de ir para o bairro, que eu quero falar com vocês sobre o bairro, o Palácio da Justiça, isso vai trazer, né, eh acho que um um uma melhoria aí pro movimento do centro da cidade? como é que vocês eh entenderam e acompanharam essa essa notícia aí que a gente vai ter uma revitalização ali, que logo em breve já a gente vai ter muito movimento e tal. Então o Fábio disse isso logo no começo, né? o estado saindo do centro, a volta da ocupação do Palácio da Justiça é, de certa forma, o estado voltando ao centro ainda pela Prefeitura de Campinas, com atividades que eu quero estar errado, mas eu entendo que elas são quase que todas elas suportadas também virtualmente, então talvez o impacto não seja tão grande quanto a gente gostaria, mas de fato é um passo importante, é a gente fazer a manutenção, a recuperação daquela edificação. e trazer uso para lá. Então, certamente a gente vai ter muitos funcionários públicos ali, vai ter todo um trabalho de de entorno que vai acontecer, restaurantes vão voltar, enfim, as atividades, os cafés, xerox, etc. Todas essas atividades voltam para lá, porque lá é um é um vai ser um ambiente de demanda para esse tipo de ação. Isso é muito bom pro SEN, mas é uma gota no oceano ainda. A gente precisa disso e muito mais. Então assim, seria muito interessante aí dando o recado pros nossos nobres vereadores e analisar talvez a volta do da Câmara Municipal para o Centro ou pelo menos do plenário da Câmara, como tivemos recentemente o uso lá do do teatro provisoriamente, como aquilo trouxe para aquela região um impacto fantástico e muito pequeno, pontual. Então assim, é como uma cirurgia mesmo. A gente tem que ir resolvendo os problemas aos poucos e ir trazendo vida, vida, vida, vida, para que a gente consiga depois atrair a demanda da sociedade. Aí sim o mercado imobiliário pode entrar mais forte nisso. Por quê? Porque o mercado imobiliário nada mais é do que uma indústria. E uma indústria ela ofere vendas. Então, ela precisa fazer produtos que a população queira adquirir. É assim que funciona o mercado imobiliário. Então, eh, atrair o mercado imobiliário para o centro significa que as pessoas querem voltar a morar no centro. E a gente já tem muita gente com essa, com esse entendimento e com essa com essa vontade de voltar ao centro. Então o que que a gente precisa é realmente estimular esse tipo de ação. O Palácio da Justiça talvez seja o grande e inicial ícone de de de volta ao centro, que é muito bom. E a gente espera que outras ações como essa aconteçam também para que a gente possa ver o centro sendo útil novamente como ele deve ser. É, dando um norte otimista, né, com o envelhecimento populacional e com a grande concentração de equipamentos de saúde na área central. Uhum. Muita gente já tá começando a olhar o centro e o centro expandido como opção de moradia que eu não preciso. Porque qual o grande problema de uma cidade que se expande muito? Mobilidade. Mobilidade. Exatamente. E a gente tem um problema de mobilidade de qualidade. Então não é porque em São Paulo é comum uma pessoa ficar 1 hora e meia no transporte público que a gente tem que copiar. Com certeza. Então a gente discute muito cidade de 15 minutos, né? e eh os mais jovens e os mais idosos agora tô começando a olhar pro centro. Eu acho que tem uma grande oportunidade aí nessa mudança da nossa base geográfica aí, né, da pirâmide etária, né, que o biliar, as pessoas voltarem pro centro, então a pessoal já não quer mais morar no subúrbio, ter eh grandes casas, tudo é muito longe, muito tempo no carro, você pode fazer muitas coisas a pé. para isso. Preciso melhorar a cidade, prepará-la para isso, né? Então, o grande desafio da parte histórica, como você colocou no começo, que a cá de esquina M Bruce com história. Sim. Aham. Eu tenho os problemas da história que o pensamento dominante na época quando foi desenhado aquele tecido urbano, não pensava numa pessoa tão idosa. As pessoas morriam mais cedo questão em mobilidade, acessibilidade. Então eu preciso adequar isso ao mesmo tempo que eu preciso atrair as pessoas para trabalhar e para morar lá. Voltar a falar que o centro é um lugar seguro. Uhum. Então eu preciso espaço público, eu preciso de segurança ostensiva, não é fechando, posso posso ter gente tomando conta disso e desenhar isso de alguma maneira eh diferente, interessante. Tá lançado o nosso desafio aí pro esse século aí. Que legal, né? É bom, sabe? Eu falo legal porque assim, é bom que isso é melhoria, isso é desenvolvimento e que bom que que tem pessoas, né? é com vocês que que eh trabalham com essa parte aí de arquitetura, de urbanismo e que vão desenhando eh melhorias paraa cidade. Então, se não tá legal hoje, sim, pode melhorar. E aí a próxima geração, a a galerinha que tá chegando aí, vai sim ter algo bem diferente, melhor. E isso vem acontecendo no decorrer do tempo, né? as coisas vêm melhorando e é isso, é planejamento, é ação, é assertividade, é muito estudo e é muita gente envolvida porque a gente tá numa cidade, vamos falar aqui, que é uma cidade eh que ela é uma cidade interiora, uma cidade do interior, mas ela ela tem vida de metrópole, né? Então, foi uma cidade que eu acredito que eu não sou de Campinas, mas pela visão e pelo pouco que eu estudei, que não deu tempo de estudar tudo, porque a cidade é muito grande, assim, ela não foi desenhada para comportar tudo isso, né? Ela não foi desenhada, ela não foi eh eh preparada para comportar 1.200.000 pessoas, né? Então é uma cidade de oportunidade, vem gente de muita muito muito muitos lugares, né? é uma cidade que que tem aí um polo tecnológico maravilhoso, é o berço da inovação, da tecnologia, tem muitas universidades. Então assim, a tendência é mais e mais e mais, cada vez mais, né? Então, a gente precisa realmente de uma mudança de estudo e de um planejamento de uma assertividade. E é o desafio que tá lançado aí para os nossos arquitetos e urbanistas, né, que estão à frente eh aí nessa nessa missão, né, de construir uma Campinas um pouco mais melhorada. Agora, quando a gente vai pro bairro, né, vamos lá, a gente falou de centro, falamos eh eh da requalificação do centro, a lei do retrofit e inclusive a lei do retrofite ela ela ela está tá eh fazendo aí atraindo muita gente, né? Tem bastante gente que está aderindo a essa questão da lei do retrofit. Como é que tá essa eh tem bastante prédios já que estão já nessa eh na dentro das regras da lei? Tem tem bastante estudo. O mercado tá tá assimilando a lei, né? Tá entendendo as as virtudes que ela traz para um empreendimento. Uhum. O empreendimento, como eu já disse, ele ele ele tem que oferir lucro, né? Então ele tem que buscar meios de de ganhos que possibilitem a execução e a e a entrega daquele produto. E a a lei do retrofit, ela vem nesse sentido, ela traz alguns benefícios, como a requalificação de uma edificação já existente, como o tratamento de uma microrregião ali do centro, enfim. Então isso tudo entra para uma para uma linha de cálculos que o mercado faz para ver o quanto ele pode empreender e o que ele pode fazer e por quanto ele pode vender, se o consumidor vai aceitar isso, se vai assimilar esse produto. Então alguns experimentos já estão sendo feitos, tiveram alguns insucessos de início, a lei tá sendo sempre atualizada, modernizada, enfim, como tudo, né? Tem gente que acha que é muito ruim mexer em lei, mas as leis elas são estanques e a gente tem que ir mexendo nelas. que so alterações para que elas de fato surtam o efeito desejado, né? E nesse sentido a lei do do centro ela já sofreu algumas alguns ajustes e isso vem atraindo o mercado. O mercado tá estudando o centro sim como uma possibilidade. Cabe agora eh uma uma um desafio de a população olhar para o centro e aceitar esses produtos. Hotelaria, saúde, serviços, eh call centers, telecentros, etc. Todos estão sendo atraídos pro centro muito rapidamente. A habitação, ela é um pouco mais lenta, ela demanda um pouco mais de resultados aparentes e sensíveis à pele para que as pessoas topem voltar para o as coisas vão acontecendo, né? Isso é importante. As coisas vão acontecendo e a gente vai observando e vendo que sim, né, que que tudo pode mudar e e mudar para melhor. Agora no bairro, né, a região noroeste está em plena transformação. E aí eu queria eh saber de vocês o papel das incorporadoras nesse crescimento, né? E como é que ele garante que eh esse crescimento vai beneficiar a população, porque a gente vê eh muitos eh eh muitas edificações, né? eh nos bairros e aí eh vindo eh prédios e e eh casas, construções, enfim, edificações. As incorporadoras elas elas têm dão uma contribuição para esse crescimento, elas trazem um benefício paraa população, tem algo que eh eh lei, alguma coisa assim que que tipo assim, você vai construir aqui, mas você precisa beneficiar a população que mora nesse entorno. É excelente ponto. As incorporadoras, elas elas seguem a lei, o que que a cidade planeja? Quem planeja a cidade é a prefeitura. Eh, a gente tem um ente que é o prefeito eleito pelo povo, temos os vereadores eleitos pelo povo para auditarem as ações do prefeito e o prefeito monta o seu time de planejar a cidade em todos os aspectros, inclusive o urbanístico. A incorporadora, ela ela ela identifica pontos potenciais de empreendimentos e nesses pontos ela estuda a legislação para ver o que que lhe é permitido. Nessas legislações existem contrapartidas sociais, existem um monte de ações de melhoramentos na microrregião do do de impacto do seu empreendimento e etc, mas ela só faz aquilo que a lei permite. Uhum. Então, se a lei for muito restritiva e não servir aquele produto naquele lugar, ela não vai fazer. O que a gente tem visto recentemente após 2018 com uma legislação que deu uma guinada no desenvolvimento urbano da cidade, é um volume de obras bastante grande e isso tem impactado a sociedade de uma forma de preocupação com o futuro, mas de certa forma isso é muito positivo, porque para além das questões de mobilidade, que é um desafio que Campinas tem muito grande e a gente precisa voltar a olhar ao transporte sobre trilhos urgentemente, o governo do estado já anunciou, enfim, isso deve prosseguir daqui em diante. Mas para além disso, a a tração de de moradias coletivas, vamos chamar assim, quando eu faço edificações verticais, eu tô adensando as pessoas em um único endereço. Isso é muito positivo pra cidade numa massa de maior escala. na questão popular, quando a gente vai pro pro interesse social e tal, esse espraiamento da cidade, ele ainda mais delicado, porque a gente tá jogando ao popular a necessidade dele ter um transporte privado para ele chegar até o transporte público para ele poder espalhar pra cidade. Então isso é um desafio muito grande. Eh, as incorporadoras, então, volto a frisar, elas vão seguir o que que a legislação condiciona elas a fazer. A a as empresas sérias, as empresas honestas, as empresas que empregam, etc., elas seguem a lei como um todo. Aí a gente entra num outro desafio que Campinas tem, que talvez a gente vá falar sobre isso, que são as as obras irregulares, né, as as invasões, as expansões não planejadas e tudo mais e os impactos que sugeram. Muito bem. É, mas é, pode ir, professor. Vamos lá. Tô esperando. É, é que de novo, né? O mercado vai atender demanda. Aham. O mercado dificilmente ele vai criar, tem um mito nisso daí, né? A a corporadora, ela vai detar detectar o quê? Tenho demanda ali, tá? Tem uma demanda acontecendo aqui. Eu preciso atender essa demanda atender. Éonde é o meu trabalho, onde eu vou produzir, vou, né, dinheiro, mas eu vou atender essas demandas. Se não tiver demanda, não tiver mercado, eu não atendo. Essa demanda, ela foi criada historicamente com esse espalhaamento da cidade. Então, dependendo onde eu tenho demanda, então tem vários tipos de renda, vários tipos de serviço, tem indústrias, então eu vou atender demandas pontuais naqueles lugares. Não é incorporadora que vai forçar o crescimento da cidade. A cidade ela já foi acontecendo lá atrás. A incorporadora vai onde tem, onde vê que está, né, o pessoal tá lá procurando, querendo, né, e que é atrativo. Precisando onde eu preciso. Hum, entendi. Então é o contrário. Agora não é só também por habitação. O o morar tem que ser completo. É exatamente educação. Preciso ter comércio, serviço de educação, infraestrutura de saúde e às vezes essas demandas são tão grandes Uhum. Hum. E foram tão precariamente criadas pro Aí tem uma questão social, né? Uhum. Lá historicamente é difícil você falar de alguns acertos, né? Mas você tem que entender o pensamento dominante dos anos 60, dos anos 50, dos anos 70, dos anos 80. E hoje a gente viu que muitas coisas que foram feitas lá atrás foram feitas de maneira equivocada. E o reflexo tá aqui hoje, né? É. E a gente tem que corrigir hoje. E aí é complicado. Desafio. Aí é desafio. Então é sempre um desafio. Urbanismo. Ele tá sempre correndo atrás do rabo. Uhum. Não é uma, a gente dificilmente consegue planejar e as coisas acontecerem, né? As coisas vão acontecendo, a gente vai correndo atrás. E o desafio ele é tão grande que quando a legislação engessa demais uma região, porque ela entende que ali a preservação é mais importante e ela acaba matando as possibilidades da das propriedades de gerarem as suas riquezas que são necessárias pra vida humana. Sim. Aí vem o mercado informal e age porque a demanda tá muito forte ali. Eu tô perto de indústrias, eu tô perto de deslocamentos, eu tô perto de bons lugares para se viver. Uhum. E eu não posso fazer nada. Então, se eu não posso fazer nada, eu abandono aquela propriedade, porque eu não posso fazer nada nela. E aí vem o informal e ocupa e devasta e aí a gente perde grandes potenciais. Aí nesse sentido, é o Alan colocou aqui, né? Olha, às vezes a legislação ela é muito estanque e muito restritiva, só que a cidade ela é dinâmica. Exato. Ela cresce, ela é quase um organismo vivo de demandas. Eh, e a dificuldade dos nossos legisladores é essa, como é que eu crio mecanismos dinâmicos, né, que vão acompanhando esse crescimento, essas demandas ou como é que eu controlo, como é que eu estimulo o crescimento. Então, hoje a lei do retrofit, então tem uma intenção de estimular a volta pro centro da cidade porque a cidade já cresceu demais, então ela já ocupou o município inteiro. A zona rural tá cada vez mais diminuindo, porque a cidade tá ocupando, cidade rural, o município. Então, como é que eu faço as pessoas voltarem pro centro? Aí o estado vai ter um papel muito importante de estimular alguns serviços, emprego para as pessoas irem lá. Mobilidade, eu preciso resolver. Esse é um grande problema. Uhum. E eu tenho a questão metropolitana. Hoje é muito comum as pessoas eh morarem em Paulí, morarem em Valins, morarem em Sumaré e trabalhar em Campinas. Exato. Ou moro em Sumaré e vou para Valinhas trabalhar e cruzo por Campinas e vice-versa. Como é que eu melhoro essa dinâmica? Como é que eu estimulo? Ah, eu vou falar para as pessoas não irem morar em Valins, morar em Sumaré, morar em Campinas, perto do emprego, onde tem mais emprego. Como é que eu falo de maneira numa escala maior para ter alguns serviços, alguns empregos nessas outras cidades que são que ficam orbitando Campinas? E essas cidades elas necessariamente tem que ter o crescimento porque elas fazem parte da região metropolitana. Exato. Aí, como é que eu ordeno aí? Como é que eu falo para um prefeito? Você não pode crescer tanto porque vai prejudicar o outro lado. Mas se Então, e aí como é que faz? Este é o grande desafio, gente, que desafio. Olha isso. Porque se a gente for parar para pensar o que é uma região metropolitana, né? Explica pras pessoas de casa, professora, uma região metropolitana, como que tem que ser o crescimento de uma região metropolitana, igual Campinas e as 19 cidades que nós temos em torno. Como que precisa ser esse crescimento dessa dessa? a a a grande metrópole, né, a cidade de Campinas, ela já, eu já entendo que ela já extrapolou suas fronteiras do município. Uhum. Eh, hoje eu saio de Campinas, eu vou até a Americana, parece que eu tô num caminhando numa avenida. É, você tá indo para um bairro de passando por bairros, como é que são cidades? Uhum. Pro outro lado, indo para até quase Louveira, vinhedo, vou passando. Então a cidade já conurbou com outras cidades. Então já teve ali o simbiose ali, as coisas já se conectaram, eu não percebo essas mudanças, mas administrativamente eu tenho essas diferenças. Sim. E se eu cruzo uma linha imaginária, uma rua, ou um rio, alguma coisa, eu já mudo a gestão e muda totalmente a legislação, muda todas as regras de ocupação do solo, de uso. Aí começa a criar conflitos, pequenos conflitos que com o tempo você vai. Então, se eu posso não posso fazer em Campinas, eu vou no município do lado, mas eu tô do lado, eu atendo a pessoa que tem demanda por Campinas. Isso eu vou criar o quê? uma demanda por transporte violenta. Uau! Como é que eu organizo isso? Como é que eu converso? Aí eu tenho uma questão política aí na organização da estrutura de gestão. Uhum. Acho que é mais complicada, vai ter os tempos, né? Nossa. E se a gente for parar para pensar em mobilidade, né? é igual uma região metropolitana, vai precisar de mobilidade, só que ah nós estamos em um ponto estratégico de mobilidade para várias eh regiões, para várias partes. Então, passa ônibus, caminhão, é tudo aqui, mas também precisa passar o pessoal que tá transitando pela região metropolitana, que vai trabalhar, que mora em Campinas, vai trabalhar em Valinhos. Então, e aí, como é que faz, né? É um planejamento muito grande. Nossa, gente, olha que papel, que missão que vocês têm, hein? Ex. E é por isso que nós arquitetos como um todo, independente das crenças de cada um, a gente luta muito para que Campinas tenha um estuto próprio de planejamento desacoplado da Secretaria de Planejamento, porque é difícil pro leigo entender, mas a Secretaria de Planejamento ela cumpre tarefas do dia a dia da cidade. Ela tem que pensar a cidade, ela tem que aprovar, ela tem que licenciar, ela tem que discutir, debater. São são muitas atividades lá dentro protocolares. A gente precisaria ter um grupo de pessoas pensando a cidade e a região como um todo. Seria excelente que o estado de São Paulo tivesse isso e que a região metropolitana ela tem a Gencamp, enfim, ela tem as agências de de pensamento, mas que isso tivesse elo com uma atividade correlata no município para que o município pudesse extrair ao máximo o seu potencial, olhando os seus vetores de desenvolvimento, as suas demandas e e tentando organizar tudo isso, porque é uma loucura. É, realmente é a vida urbana, ela não é simples e a gente além disso a gente carrega uma questão que são a dos impostos recolhidos para quem vive na zona urbana. Eles vão pro governo federal e o governo distribui pro estadual que depois distribui pros municípios. E então a gente acaba vendo que a vida real acontece na cidade e os entes federativos, eh, o governo do estado, a a nação como um todo, eles são abstratos, eles são imaginações, eles não existem na prática. Eles olham a prática e a prática são as cidades, as pessoas vivem nas cidades. Então, o imposto devido hoje que fica no município principalmente é o IPTU. E aí Campinas, com essa demanda gigantesca que teve, acabou elevando o seu IPTU para um para um número que ele foge a a condição regional. E aí as cidades do seu entorno com IPTUS imensamente mais baixos, elas atraem ainda mais moradores para essas vertentes. E aí os moradores vão lá atrás de um IPTU mais baixo que faz a diferença no dia a dia das pessoas e aí eles criam a demanda do deslocamento. Aí vem a mobilidade. Então tudo isso é uma colcha de retalhos, é uma salada montada que precisa ser ordenada. E como ordenar isso? a gente precisa ter realmente um espaço de debate, de planejamento, de futuro, de esgotamento de ideias para buscar consensos para que a cidade cresça de uma forma mais ordenada. Perfeito, prefeito. Quando o Alan e o professor Fábio falam eh sobre esse crescimento, essa expansão, né, e também do mercado informal que acaba chegando, né, eh, em locais que estão em plena, eh, plena expansão aqui na cidade de Campinas, bairros, enfim, eh me remete a questão do seguinte, gente, a gente precisa aprender eh a participar da criação das leis. A gente precisa aprender a participar da política. Tem muita gente que fala: "Não gosto de política". Mas vamos falar aqui que a política é o nosso dia a dia. A gente vive de política, né? Então o o ônibus que você pega de manhã para ir trabalhar, ele passou pela política, né? Eh, o posto de saúde é política. Você vai no mercado, você vai pagar imposto, é política, né? Então, é, é, tudo isso faz parte do nosso dia a dia. E é interessante que nós temos audiências públicas na Câmara de Campinas. Eh, a Câmara, você sabe que ela vai aprovar. O executivo manda uma lei pra Câmara. Essa lei ela precisa passar pelas comissões, ela precisa passar por debates, ela precisa passar por audiências públicas, dependendo aí eh eh da dimensão, né? Eh, e aí acontece o quê? A população ela é convidada para participar das audiências. Você numa audiência pública, você pode erguer o dedo falar: "Não concordo com isso. Você tá dizendo que no meu bairro precisa de uma escola". Mas a nossa população, a nossa comunidade entende que o bairro precisa de um posto de saúde. Você pode intervir e a partir da sua intervenção começam a a aprofundar mais nas discussões. Porque se você não intervém, de repente o que é legal, o que é bom na visão dos parlamentares e do executivo não é legal na visão de quem está vivendo lá no bairro, lá no momento, né? Então, é por isso que é importante que as pessoas entendam que a criação das leis pode ter a intervenção da população. E é para isso que a gente tem a Câmara de Campinas, as câmaras, né, municipais, o legislativo que vai fazer todo o estudo, que vai aprovar e depois vai levar pro executivo e o executivo vai lá executar, faz a sanção e a lei acaba sendo executada no município. Depois tem como voltar atrás, não. Só tem como você fazer alterações e essas alterações também vão ser aprovadas e aí você pode entrar nessa história e mudar de repente o rumo. E isso é importante. Eu tô falando isso por quê? Porque se as pessoas aprenderem que elas podem intervir sim nessa questão política, de repente muita coisa pode acontecer diferente. Vocês concordam? Morar na cidade vai exigir que você seja cidadão. Exato. E exercer a sua cidadania. E a política, as pessoas têm que entender que ela não precisa ser partidária. Uhum. Exatamente. Perfeito. É isso. É, acho que a É quando eu falo de política, eu não falo de partido, entende? Quando eu falo assim, ah, política é política, não partido, né? E é isso que a gente precisa entender, professor, né? Descolar um pouco disso, né? Eh, a a gente participa, né? Sim. Conselho do movimento urbano. A discussão é essa, a discussão de cidadania. É cidadão. É isso. Inclusive convida aí, né, associações de bairros que tem vagas para participação popular. Uhum. Lá no CMDU ainda. E e é isso. É importante as pessoas participarem desses conselhos, né, de tudo que se que faz. Por quê? Porque isso faz parte da criação da cidade, do planejamento da cidade. E a cidade ela tá e em desenvolvimento e em criação o tempo todo, não é isso? Exatamente. A gente tem que ter em mente que o planejar a cidade ou fazer a vida na cidade, ela não depende só dos profissionais atrelados área, ela depende de toda a sociedade. Nós, eh, urbanistas, a gente não tem o saber profundo e e isento. A gente precisa colher informações, a gente precisa saber de como estão sendo as vidas em determinados trechos da cidade. Enfim, não dá pra gente ter achar que um profissional é capaz de resolver tudo isso, que não é. Então, a participação em conselhos, em associações, a participação social do cidadão é fundamental para que a gente possa trazer argumentos e trazer cabolso de informações para que isso possa ser tentado de alguma forma ser planejado. Muito bem. Então, é isso que a gente fala. Tem, igual o professor falou, né? Tem questões que estão sendo resolvidas agora, vamos colocar uma aspas aqui e falar bem a linguagem popular, uma bomba para resolver, né? mas que isso foi eh coisa de lá de trás e que não teve uma participação ativa da comunidade e e que foi passando pano e que e uma hora ia estourar e agora de repente estourou e tá na mão de quem? De quem está ali agora? Os urbanistas, os arquitetos. Como resolver do dia paraa noite? Não, porque isso é algo que vem de uma longa data, algo que começou entre aspas, errado. Quanto tempo faz? 50 anos, 60 anos? Como que você vai resolver uma demanda, um gargalo do do de um meia década em questão de dois, três, 4 anos? Não é assim, né, professora? Não, você não resolve. Eh, vamos pegar um pouco da história aqui recente, né? O plano diretor, uma foi um ano de debate, um ano de planejamento, ano de debate implantado, revisão da legislação, outro ano. Uhum. A gente tá começando a ver os reflexos disso agora. se anos depois o começo. Agora isso vai escalonar, vai modificar. Uhum. Legal que assim hoje já estão sentando para conversar um novo plano, essa revisão de 10 em 10 anos. Sim. Então esse planejamento, essa discussão, ela tem que ser constante. Então a participação cidadã, ela é um pouquinho trabalhosa, mas eu preciso participar. E isso mexe muito no bairro, sim, que é onde a pessoa tem aquela noção, né, de pertencimento maior que você tava puxando, né? Vamos falar dos bairros, né? Então, a gente tem bairros hoje que são maiores que muitas cidades. É verdade. Estado de São Paulo. Aham. É verdade mesmo. Pegar o o Ouro Verde, o Campo Grande, são viral distritos até, né? Uhum. Mas aí tem população, é uma cidade dentro de Campinas, né? Uma cidade com 400.000 pessoas ali quase são maiores que muitos municípios do nosso estado e tem quase vida própria ali. Uhum. Só que ele tá dentro do de Campinas. Sim. Então, como é que eu faço essa gestão disso daí? Isso daí são novos desafios, né? Execção do distrito, acho que participação política no distrito, não partidária, política, né? poderia ser maior. Você tem o subprefeito, você tem uma estrutura administrativa ali, mas ainda ela é pequena, perto da demanda criada, né? Mas são desafios aí que a gente vai ter vários distritos em Campinas, né? Souza, Joaquim Egídio, Nova Aparecida, Campo Grande, Grande, Ouro Verde. Eh, então para você ver, né, são vários distritos e precisa dessa participação popular, né? Às vezes tem audiências públicas eh na Câmara e aí não tem muita gente, a gente fala assim: "Poxa vida, mas eh qual que é a sensação de pertencimento do bairro, né? Vamos lá, exemplo, vamos fazer uma audiência pública para uma obra que vai acontecer, que que é um projeto de lei, enfim, e aí a pessoa não vai, aí vai lá e acontece, daí a pessoa reclama: "Poxa vida, você poderia ter intervido, né?" Então é algo assim que há eh eh acho importante a gente parar pensar 251 anos de Campinas, uma cidade tá crescendo a cada dia, né? Já expandiu tudo que tinha de expandir e cresce, continua crescendo. E agora a gente tem aí essa questão da região metropolitana, né? Então assim, é é muito desafio e que se você puder participar eh dessa nova etapa da história, você está convidado a participar tanto na Câmara de Campinas quanto nos conselhos, né? né? O pessoal ou os presidentes de bairro entra em contato lá, né, professor? Vamos lá, vamos, vamos entrar em contato, pergunta o que que tá acontecendo, sabe? Sabe buscar informação, sabe querer saber, sabe ter a sensação de pertencimento. Eu acho que se a gente tiver essa curiosidade e essa vontade, a gente pode tentar eh ajudar a melhorar a qualidade de vida, né, das pessoas que estão no seu entorno, seja você de qual bairro você for aqui da cidade de Campinas. Eu acho que a gente precisa falar, né? Falar, explanar, contribuir também com ideias e as coisas acontecem, mas é precisa acontecer para todos nós. Então, acho interessante a participação popular. Falando em participação popular, a gente também abre aqui espaço para a participação dos nossos telespectadores. Agora 8:51 minutinhos e a gente tá falando aqui com especialistas, né, e analisando o futuro urbano, as soluções sustentáveis da cidade de Campinas. A gente sabe que é um desafio, mas que pode acontecer sim e a sua participação é muito importante. Produção, pode colocar pra gente. Vamos ver quem é que tá conosco. O Marcelo Barão Geraldo. Olha lá, tem o PIDS, né, lá em Barão Geraldo. E e é uma é é um projeto do executivo e que tem uma participação popular muito boa. Pessoal de Barão Geraldo, ó, nota 10, viu? Eh, quais estratégias de mobilidade podem reduzir o uso do carro e melhorar o transporte público na região metropolitana de Campinas? É, é bastante carro, né, nessa região, hein, gente? É carro demais. Vamos lá. Quem? Professor ou Alan? Não, só só eu vou só contribuindo com a pergunta dele, dizer que a gente não pode mais conceber que o deslocamento cotidiano das pessoas seja feito por veículo privado com, enfim, o automóvel, né, ou a motocicleta, enfim, eh, não dá mais pra gente conviver com esse fluxo de automóveis nessa magnitude. a gente precisa melhorar cada vez mais o transporte público. Ah, isso é impossível. Não, não é. Se a gente viaja mundo aa e obviamente países desenvolvidos, isso é um pouco melhor. Mas não só. A gente tem também experiências de terceiro mundo, como o Brasil, enfim, que dão muito certo, de eixos de circulação do transporte público, com veículos de qualidade, com conforto, com ar condicionado, com Wi-Fi, com carregador de celular, enfim, voltamos a dizer, né, toda a demanda da sociedade que vai se criando, ela tem que ser respondida. E o transporte no Brasil, ele é público. Então, por ser público, é é a eh o ente público que precisa agir sobre isso. Ele faz as licitações, ele precisa obrigar a que as empresas que vão fazer esse transporte público tenham veículos novos. Eh, vou dar aqui um exemplo, né? O Brasil é o fabricante mundial de ônibus de plataforma baixa pro mundo todo. Marco Polo e outras empresas, não vou falar de marcas aqui, mas são verdadeiras obras de arte pro transporte público de qualidade. Mas no Brasil mesmo não temos um ônibus de plataforma baixa. Todos eles ainda são baseados em eixos de caminhão, em estruturas de caminão e etc. Então o cidadão precisa subir uma escada, uma porta que abre na cara dele, o ônibus que para longe da calçada, etc. Tudo isso dificulta o acesso. É a hora que você entra no ônibus, você tem lá um banco de plástico, você tem uma ventilação cruzada muito mal dimensionada pro volume de pessoas. Então é desconfortável, não tem o que falar. A gente chaalha, a gente balança, se ele é biarticulado, então isso piora e por aí vai. A gente precisa melhorar a qualidade das vias, a qualidade dos veículos e o tempo de deslocamento desse transporte público. Vou dar um exemplo muito prático aqui. Se a gente vai a São Paulo de carro e quer ir de uma região, vai, sei lá, da Paulista até o aeroporto, a gente leva horas. Uhum. Se a gente for de metrô e pegar o trem, a gente chega em minutos. É isso. É isso que estimula as pessoas a usarem o metrô. O metrô é o mais confortável. Vou dizer que o de São Paulo é um dos mais confortáveis que eu já andei, mas não é tão confortável. assim, mas ele é rápido. Então, se ele é rápido, ele não me exige que seja tão confortável assim. É verdade, né? E a questão da mobilidade, vamos lá ver a nossa pergunta aí de Marão Geraldo, né? Transporte público é caro, sim. A gente tá pagando, vai ter que pagar em algum momento por um erro de deixar a cidade crescer do jeito que cresceu. Uhum. E esse investimento vai ser subsidiado no mundo inteiro. O transporte público é subsidiado. Então a gente tem que assumir isso, entender isso. Discute-se muito hoje estaria fazer zero, mas talvez não sei seja a solução, mas a gente precisa resolver isso de alguma maneira. E tá na hora, o Alan já falou no começo aí desse programa, né? Olhar pros trilhos com mais carinho, com mais cuidado e investir. Uhum. Então, se a gente errou lá atrás, esse investimento vai ter que suprir essa demanda que tá sendo criada para você amenizar esses impactos, né, na vida do cidadão. Exato. Porque você ter que fazer um investimento alto, poluir o meio ambiente f e contra partida de um erro, pô, pera isso geral, trabalho no outro lado da cidade ou em outra cidade, na região metropolitana, como é que eu resolvo isso? Uhum. É uma cidade de 15 minutos. Então eu preciso andar de bicicleta, tem modais novos aí, talvez na microrregião, no bairro, mas no deslocamento entre bairros ou então% da cidade ou entre as cidades da região metropolitana, acho que tá na hora de um investimento sério, com qualidade e assertivo e rápido. Assertivo, rápido não vai ser que as obras são demoradas, rápido, né? Ai ai ai. Rápido a gente fala é às vezes é são 4 anos. Exatamente. É, mas é um plan o importante é começar para chegar até a gente vai ver preciso iniciar para poder eh seguir, né? E é isso, gente. É um crescimento acelerado, é um exigência de de chegar rápido, né, nos locais. A gente com essa a gente, na verdade, a gente vive num automático muito doido, né? Todo mundo faz tudo muito rápido, todo mundo quer chegar rápido, todo mundo tipo meio que tá sempre meio que atrasado, não sei, tá todo mundo correndo. E aí o que que acontece? Acontece isso que tá acontecendo aí, né? Eh, a gente acaba vendo aí congestionamentos e o pessoal andando de ônibus e e em São Paulo. Então, eu chego em São Paulo, eu olho e falo: "Gente do céu, se aqui em Campinas eu acho tudo muito rápido, em São Paulo, então é na velocidade da luz, né? E aí a gente precisa sim de um planejamento, porque senão para tudo, né? Se não tiver um planejamento, para tudo. E não é só transporte de pessoas de carga. Exatamente. Aham. Na cidade, dentro da cidade, a mobilidade de carga hoje tá virando um problema. Todo mundo faz compra online. Aham. É isso. Tem outras demandas que estão surgindo aí que tá aumentando também. e precisa ficar atento, né, nesse crescimento de transporte de carga que trava o o a mobilidade urbana também dentro da cidade e na nossa região, que no caso é metropolitana, né, professor? Exato. A pessoa não sai de casa, mas ela pede as coisas paraa sua casa. Uhum. Então tem uma outra dinâmica aí que tá surgindo e tá olhando ela com eh os novos comportamentos, né, que que acabam eh aumentando essa demanda, né, da do transporte, da logística, da mobilidade urbana. Gente, que coisa. Tá vendo como é bom a gente conversar com pessoas que realmente entendem? Por quê? Porque vão abrindo a nossa mente, a gente vai vendo de uma forma diferente, de repente com o olhar de vocês. Porque tem gente que tá em casa, nem se liga, né? Nem se toca disso. Ah, quanto caminhão na cidade, né? Tem caminhão atravessando aqui, tem caminhão atravessando ali. Por quê, né? Por é o comportamento, né? Uma forma de de de compra diferente que acaba eh aumentando a demanda desse tipo de de transporte na via. É isso, né? É impressionante, gente. 8:58. Dá tempo para mais uma ou mais duas? Vamos lá, manda pra gente que o papo tá bom hoje aqui, hein? Falando de mobilidade, de crescimento, de logística, de urbanismo na cidade de Campinas. Camila do Bomfim. Que políticas públicas podem frear loteamentos distantes e incentivar investimentos nos bairros já existentes? Boa pergunta. Camila, boa pergunta. E aí, como é que a gente freia esses loteamentos distantes da cidade? Já que o professor disse que esse pessoal aí do loteamento e tal, eles vão onde tem demanda, né? Eles não criam a demanda, eles buscam, eles vão se instalar onde tem a demanda. Vão, vou vou fazer um loteamento aqui porque eu sei que as pessoas vão vir, vão vir aqui e comprar. E aí, como é que freia isso? Acho que o plano diretor e com participação popular. Aí, ó, de novo, participação participação cidadã, ela se faz necessária cada vez mais para de ajudar os políticos, né, que são seus representantes, né, os vereadores que diretamente são os representantes do povo. Tem o prefeito que é o o maestro, né, dessa orquestra. Eu preciso dessa dessa população participando. Não é só no dia da eleição eleger alguém. Ela precisa participar e cobrar esse seu representante. Uhum. para ajudar direcionar onde vai crescer a cidade. Você tem lei orgânica no município, plano diretor, é ele que vai dizer para onde vai a cidade. É, então vai ter uma revisão dele agora, a revisão do plano diretor. Então é 16, 18. Tá aí já. Vai. Aham. Então, e as pessoas podem, né, devem contribuir, participar, tem ferramentas aí de participação, site da prefeitura digital, cobrar os seus representantes, a sua região, seu vereador que você votou, cobrar e pedir participação. Até pedi para ele tentar organizar na própria comunidade, não teve mais representatividade, já começar a provocar essas discussões. Ô, muito bom, professor. Muito bom. Aí você consegue ter substrato para nós técnicos, né, ajudar a fazer as propostas junto com a secretaria, com os nossos colegas lá, né? Olha aí, né? Que legal. Que legal seria se isso acontecesse, que bom seria se isso acontecesse, né? a revisão do plano diretor e você aí de casa, você aí do bairro participando eh ativamente dessa revisão, porque você o plano diretor é o que vai dar eh que vai moldar o que que vai ser o que que vai acontecer na cidade, né? O que que pode, o que que não pode lá no bairro. É isso, né, professor? É exatamente isso. A gente só precisa, talvez com esse tempo, tipo, consegu fazer começar a fazer antes essa discussão já começou, né? Sim. Aham. a população, uma pequena capacitação, porque não é só às vezes o pessoal confunde manutenção, uma zeladoria. Aham. Com o plano diretor, o planejamento. Aham. É porque minha calçada tá mal cuidada, que é uma demanda de plano. É, exatamente. Preciso fazer essa pequena distinção que é precisa entender, na verdade, precisa entender o que que é o plano diretor, né? E isso tá disponível, né? No site da prefeitura, no site da da Câmara também, você encontra tanta informação, gente, a informação tá ali, é só a gente de repente ser curioso, né? Ser curioso e buscar, falar: "Poxa vida, mas o que que tá acontecendo aqui?" Vai lá no site, busca, procura, sabe? Vai na câmara, procura, vai que você vai encontrar a resposta e de repente você pode participar da solução. Por que não, né? Vamos lá, vamos viver, vamos trabalhar. É a política. E quando a gente fala de política, a gente não fala de partido. Aqui a gente fala que a política é importante. A gente vive política, tudo é política, mas não é a questão do partido, tá? deixo muito bem claro, é você aprender a reivindicar, a cuidar, né, e a a direcionar também essas pessoas que estão na linha de frente da nossa cidade para que as coisas possam acontecer de repente no seu bairro da forma em que a comunidade eh esteja esperando. Então você precisa estar junto, sim, eh, de toda essa, esse movimento que a política faz aqui na região metropolitana de Campinas, enfim, na sua cidade, onde quer que seja. Bem importante a gente ressaltar isso. Bom, 9:03. Acho que o nosso bate-papo foi tão proveitoso. Eu, mais uma vez aprendi um monte. Adoro o nosso estúdio Câmara, porque a gente aprende todos os dias de coisas assim que a gente nem passa na nossa cabeça. Olha só, a gente aprendendo sobre urbanismo, desenvolvimento urbanístico da cidade de Campinas com dois mestres aqui, né? Eu quero agradecer sua participação, professor. Muito obrigada por estar conosco, por trazer aí eh alguns pontos de vista, né, que de repente eh é uma é algo paraa gente que a gente não nem nem via com tanta atenção e agora passa a ter um olhar mais apurado sobre essa questão do urbanismo na cidade. Muito obrigada. Eu que agradeço a oportunidade de tá exercendo um pouco a nossa cidadania aqui, né, divulgando um pouco do nosso conhecimento técnico para estimular mais pessoas a participar do crescimento e desenvolvimento da nossa cidade. Muito bem, a gente precisa participar, a gente precisa estar junto, a gente precisa estar em ação, né? Porque a vida é movimento, né, Alan? Então a gente precisa dessa galera assim de todo mundo para poder de repente entra num consenso e que bom seria se todo mundo entrasse no consenso e fizesse uma cidade melhor para todo mundo, né? Campinas 251 anos, a gente tem muito que comemorar. Eu falo que eu não sou de Campinas, tô estudando sobre a cidade, fui muito bem recebida aqui, muito bem acolhida e assim cada dia que passo me surpreendo mais com as oportunidades que tem nesse lugar, sabe? Então assim, a gente pode melhorar cada dia, já é bom, vamos melhorar o que tá bom, não é legal, vamos melhorar o que não é legal também, porque a gente tem profissionais para isso, né? Então acho que foi muito importante a participação de vocês aqui. Obrigada, obrigada por esse olhar diferenciado sobre a cidade de Campinas. Eu que agradeço. É, é um prazer enorme a gente tá aqui em nome do mercado imobiliário, deixando, ficando aqui que o mercado imobiliário ele está para a cidade de Campinas para contribuir com a evolução da cidade dentro dos das questões possíveis economicamente viáveis. E a gente a gente luta muito por isso, para que o consenso prevaleça na cidade. Às vezes, nem tudo que eu penso ser melhor é o melhor para todos. Então eu preciso dialogar com os diferentes e chegar em momentos que eu vou abrir mão de algumas verdades minhas, o outro lado de outras e outras, e a gente vai buscar um consenso de harmonia para que a vida seja mais equânime, para que todos tenhamos essas oportunidades do desenvolvimento que Campinas é maravilhoso. Campinas atrai muitos negócios. Campinas ela é atraente por uma série de fatores. A gente tem o melhor aeroporto, a gente tem as melhores rodovias, a gente tem o melhor solo. Tudo aqui em Campinas é muito bom. A gente diz que a gente é muito metido, porque de fato é uma verdade. As pessoas vêm a Campinas e prosperam em Campinas. Então isso é muito importante. Essas pessoas todas que vem a Campinas ou quem nasce em Campinas precisam dialogar, buscar consensos para que a gente tenha uma cidade muito melhor para todos. Ai que bom gente, que legal o nosso bate-papo de hoje. Fiquei muito feliz. Fica claro que pensar o futuro de Campinas passa sim por um olhar técnico, participativo e responsável, mas também passa pelo seu olhar. O seu olhar, você sim, você aí de casa é um desafio muito grande, mas caminhos existem, né? Então participe um pouco mais do desenvolvimento da sua cidade e da nossa cidade. Eu já chamo Campinas de nossa cidade. Então é, parabéns Campinas, que bom poder trazer essa série aqui no estúdio Câmara. para mim é uma escola, porque estou aprendendo cada dia mais sobre essa cidade que me acolheu e que eu pretendo passar aqui muitos anos, né? E para fechar o nosso programa, a gente agradece você que tá aí do outro lado. E lembrando que amanhã, gente, amanhã é sexta-feira, né? Então, a gente encerra o nosso especial de aniversário, tá? Então, fomos eh nós passamos aí uma semana eh nesse especial de aniversário falando da cidade de Campinas e amanhã a gente sai do estúdio, amanhã a gente quebra o protocolo e amanhã a gente tem um programa direto do gabinete do prefeito. Isso mesmo. Lá no Palácio do Ject, prefeito Dário nos recebeu. E daí da do gabinete do prefeito a gente foi para onde? Claro. Paraa sede do legislativo campineiro. Nós vamos falar com o prefeito Dário e depois eh no são o programa vai ser dividido em dois blocos amanhã, tá? E aí então primeiro no Palácio do Jeito de Base e depois nós vamos conversar com o nosso presidente da Câmara, vereador Luís Rossini, está a sete mandatos, né? e vai falar pra gente sobre a história da Câmara, a história de Campinas e o avanço, os avanços e também a parceria entre o executivo e o e o legislativo para o desenvolvimento da cidade. E tudo isso é amanhã no Estúdio Câmara. Tenho certeza que você vai adorar o programa. Então já convido o pessoal aí, tá? E na TV Câmara Campinas, também disponível no YouTube para você. Acesse, replique e mande sua mensagem, participe com a gente, tá certo? Te esperamos. Aos nossos convidados mais uma vez, nosso muito obrigada. Você de casa super valeu. Uma ótima quinta-feira. Fique bem. Ao meio-dia nós temos Câmara Notícia com informações do nosso legislativo e também de toda a nossa metrópole. E a programação da TV Câmara Campinas segue impecável, feita com muita responsabilidade e com muito carinho, especialmente para você aí de casa. Valeu, gente. Beijo. Ciao [Música] [Música]
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