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ESTÚDIO CÂMARA
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ESTÚDIO CÂMARA

21 views Publicado 25/07/2024 HD · 53:27

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[Música] Olá 1:13 começa agora o estúdio câmara que de segunda a sexta-feira fala sobre Campinas bem-estar atitude comportamento esportes Artes e culturas e todas as quartas-feiras Neste período de recesso parlamentar eu que estou aqui com você falando de atitude e comportamento Lembrando que você aí de casa faz o programa aqui com a gente através da sua participação pelo WhatsApp 19 9782 3776 você pode mandar aqui a sua pergunta a sua opinião inclusive no tema de hoje daqui a pouquinho a gente abre também para a sua participação para as perguntas aqui paraas nossas entrevistadas porque uma ação de incidência política e agenda conjunta e propositiva com Organizações e movimento de mulheres negras do Brasil voltada para o fortalecimento da ação política coletiva e autônoma das mulheres negras nas diversas esferas da sociedade desde que foi instituído o Júlio das pretas tem o intuito de chamar atenção para a situação das mulheres negras e debater sobre os problemas vivenciados por elas ele começou com uma reflexão sobre o dia de Teresa de Benguela e da mulher negra negra comemorado em 25 de Julho ainda neste movimento de reflexão desde 2018 o estado de São Paulo tem o dia do orgulho crespo comemorado em 25 de Julho a fim de instigar a visibilidade aí com pautas acerca da estética afro-brasileira em Campinas diversas atividades buscam discutir e dentro dessa Proposta o estúdio Câmara de hoje recebe Marcela Reis Luciana Lourenço e Camila também Gonzaga que fala aqui com a gente olha a Marcela ela é ativista cultural ela também é ativista social a Marcela inclusive ela tem todo Uma história aqui olha é cofundadora do projeto maquia vice-presidente do Conselho de desenvolvimento e participação da comunidade negra de Campinas e também coordenadora do Mad mães amiga da escola como a gente mesmo gente faz 100 coisas né A Camila Sabino ela ela é empreendedora que trabalha no setor de alimentação né E ela é membro do movimento Rosalina um movimento aqui da cidade de Campinas de mulheres negras e periféricas também que tratam aí das potências que são essas mulheres e por fim a Luciana Lourenço Luciana Lourenço que é empresária cabeleireira que tem uma história magnífica que inclusive nós já contamos no programa ser empreendedor que você pode ir lá no YouTube com Bar tvcâmara Campinas Lá você acompanha toda essa história da Luciana que começou num cantinho da casa dela mas daqui a pouquinho ela vai falar sobre isso com a gente meninas sejam todas bem-vindas e Marcelo Eu já te convido para contar um pouquinho da sua história pra gente dando conta de tudo isso nós somos mulheres né e mulheres negras então nascemos aí já com o propósito de dominar de cuidar de zelar por outros né então um pouquinho da minha história começa dentro da minha casa dando seguimento à minha família A minha mãe a minha avó sou criado por mulheres fortes guerreiras potentes e que zelar por nós mesmo né e para nós já é a nossa trajetória de vida então Eh eu venho dessa trajetória da minha família família Miguel né que foi fundadora do bairro uma das fundadoras do bairro São Marcos aqui em Campinas e que a gente vem nessa trajetória de luta e a partir do momento que eu saio desse bairro eu venho galgando um espaço que é o ativismo social e cultural trazendo para as periferias e para as mulheres um pouco de cultura de educação lazer que é o fundamental E aí é o que me faz acreditar no Mundo Melhor né entre nós principalmente Tá certo então agora então a gente vai falar com a Camila conta para nós um pouquinho da sua trajetória empreendedora E como você conheceu se envolveu com o movimento Rosaline Qual é esse propósito Boa tarde pessoal então eu vou falar primeiro né sobre a minha trajetória empreendedora Eu Sou formada relações públicas Trabalhei muitos anos em multinacional e alguns anos eu empreendo na parte de alimentação juntamente com a minha família né o em ento familiar e o movimento Rosalina na verdade a o nome Rosalina ele se dá pela avó da Mariana que foi a fundadora Eu conheço a Mariana desde muito pequena né Nós fomos criadas juntas ali Inclusive a avó dela também tinha ela como uma avó e a casa em que ela morava se tornou essa sede do movimento que é um abraço pras empreendedoras afrodescendentes e perif aonde nós temos tanto oficinas cursos temos também As feiras e junto com tudo isso a gente consegue fazer uma integração das empreendedoras de Campinas e região para que uma também possa consumir da outra então acaba sendo de certa forma vantajoso até financeiramente dentro do Movimento que a gente faz ali de sempre incentivando uma a consumir o produto da outra Tá certo então daqui a pouquinho a gente conversa de novo Luciana lenço conta um pouquinho da sua história aqui PR quem não assistiu ser empreendedora ainda seja bem-vinda PR onde pode olhar aqui pro Lu ó estamos ao vivo aqui no 11.3 olha pro Lu tudo comeou na minha casa o quartinho de casa né Eu começo ali a fazer cabelos naquela luta para sustentar os filhos para manter a casa e eu começo a trabalhar em casa com beleza com autoestima que eu acredito ser a minha missão assim como elas estavam falando aqui do que elas fazem Enquanto elas estavam falando tava pensando a força da missão né de encontrar um propósito de vida eu encontrei meu propósito de vida no autocuidado em cuidar de outras mulheres uma vez que na minha época de Infância não existia nem produtos nem salões especializados para cabelo ondulado cacheado e crespo então a negra não tinha um lugar para ela chegar e com cuidar do cabelo dela né geralmente cuidava-se em casa algumas pessoas também que faziam nos bairros em casa mesmo o cabelo a gente tinha na casa das pessoas passar pente quente ainda me lembro que a minha mãe me levava para passar pente quente chapinha né que ia no fogo e não tinha então hoje eh para mim é uma alegria muito grande trabalhar a com a beleza né algo que foi a minha dificuldade na infância hoje poder levar isso PR as mulheres delas terem esse lugar delas terem esse cuidado com o cabelo poder usar o cabelo natural poder usar o cabelo cacheado que da forma né que é o nosso cabelo e se aceitar né Eu acho que eu trabalho hoje com identidade nosso maior trabalho é com identidade comecei sozinha na minha casa e hoje para mim é uma alegria porque eu estou aqui representando várias mulheres que estão lá agora no Rara beleza trabalhando né Nós somos em 14 trabalhando ali com beleza com autoestima então consegui passar para outras pessoas a minha habilidade aquilo que Deus colocou nas minhas mãos eu comecei consegui já multiplicar isso então é muito bom e quero multiplicar mais Mirna quero e agora com a academia que eu tô com a academia levar isso para mais mulheres Tá certo então agora Marcela eu falei logo no comecinho que você também é cofundadora de um movimento me fala o que é e como que surgiu essa proposta de pensar em um movimento que trata justamente ente de do CNE né de todo de tudo isso que aconteceu com a população negra principalmente com a mulher negra durante a história que é a educação o mães amigas da escola eh foi um ato que transformou a minha vida juntamente com a vida dos meus filhos porque não somente meus filhos mas muitas crianças no Anseio Educacional no Anseio escolar sofrem casos de racismo E com isso eh com a minha vivência com a minha experiência de mulher negra e mãe eu achei que eu precisava colher outras mulheres que também estavam se sentindo perdidas estavam se sentindo frustrada com toda essa cuidade que acontece no ambiente escolar então Nós criamos um grupo esse grupo se reúne na Praça Carlos Gomes que são mães e que a gente discute a questão da educação como que a gente consegue ajudar a direção da escola para que a gente consegue eh é tentar e diminuir esses casos de agressões de racismo até mesmo de tanto a questão física quanto psicológica Então esse foi o intuíto do mães amigas da escola né E aí a gente cuida uma dos filhos das outras então muitas mães estão dentro doje da escola a gente se reveza pra gente est de segunda a sexta no ambiente escolar e quando a gente pensa Nessa proposta que surgiu ente para falar né do projeto maquia É ainda nesse bojo da educação também sim o projeto Malu que ele surge em 2019 quando a minha filha sofre um caso de racismo na escola por conta da trança né uma escola pública ou privada numa escola privada tá então a partir do momento em que ela sofre Aquele caso de racismo pela pessoa entender a cuidadora entender que ela não precisava de cuidados porque justamente ela usava a trança aquilo feriu de uma forma única e Cruel a minha filha então eu achei que as pessoas precisavam entender o que é o significado da Trans e o quanto ele importante para nós mulheres negras que nós não estamos falando simplesmente de um penteado nós estamos falando de uma história né então para quem não conhece a trança Ela só foi usado entre reis e rainhas que é o que nós temos de legado né entre reis e rainhas então foi muito importante eu criar esse projeto e que hoje está inserido nas escolas estaduais e municipais de Campinas que é esse diálogo com a direção com a coordenação até mesmo com os pais para que eles entendam a questão da diversidade do respeito da cultura entre si é principal e Fundamental esse diálogo tá quando você pensou em começar esse projeto lá na sua escola lá na escola da sua filha você imaginou da da grandiosidade que isso se transformaria no decorrer desses anos não não imaginei eu eu penso que Todo projeto aliás os nossos projetos de mulheres negras é sempre pautado através das nossas dores né então eu falo que as nossas dores são as nossas amigas que no decorrer do nosso caminhar passa a ser a nossa companheira fiel para que a gente vai se moldando se modificando para que a próxima geração não passe pelo mesmo que nós passamos Tá certo então e você que nos assiste a partir de agora 978 2937 76 você pode fazer a sua pergunta aqui que o pessoal Manda direto aqui ó no meu WhatsApp e eu leio as perguntas aqui para as nossas entrevistadas e você está convidado convidada a participar também agora Camila você falou dessa questão das empreendedoras desse fortalecimento de uma a outra e até muitas vezes fazendo negócio entre vocês como que surgiu essa ideia de pensar em fortalecer a mulher que vende o alimento com a que faz um produto eh por exemplo Ah eu trabalho com eh faço cartão eu trabalho com com outras coisas como que é esse movimento dentro do Rosalina a Mariana que é a fundadora ela também é empreendedora né ela empreende no ramo de calçados E todas as vezes em que nós nos reuníamos para alguma algum curso ou enfim palestras sempre nós nos apresentávamos e as empreendedoras ali encontravam fornecedores que naquele momento cabia na situação Entendi então a partir disso nós Montamos um grupo aonde todas as membras do espaço elas fazem as suas postagens e ali quando a gente precisa de alguma indicação a gente também busca primeiramente dentro do movimento Rosalina e na condição de não existir nós procuramos fora mas na grande maioria das vezes os negócios eles são feitos realmente entre as empreendedoras do movimento o que fortalece o movimento pelo fato de ter essa troca e ao mesmo tempo a gente também consegue fazendo essa troca conhecer outras empreendedoras que se unem ao nosso movimento também então acaba acontecendo um crescimento né sim agora Luciana você que começou há mais de 20 anos aí nessa nesse trabalho né hoje você falou até que tem essa questão de ter uma academia para que outr as mulheres tenham a mesma oportunidade como que você Analisa essa evolução de que hoje é muito mais fácil para nós por exemplo procurarmos um lugar procurarmos uma rede de apoio procurarmos através até da educação dos nossos filhos eh ter essa questão da identidade do que antigamente quando você começou era tudo muito solitário não era muito muito solitário quando eu comecei é como ela falou né a gente vem né a missão acho que ela nasce de uma dor né você quer solucionar o problema eu falo que o edor ele vem com uma solução então eu na época eu encontrei como solução aquilo que foi a minha dor falei não eu quero trabalhar embelezando essas mulheres mostrando para elas que elas são bonitas mostrando para elas que elas são pertencente que elas merecem né esse cuidado que elas merecem estar bem e que é é um novo tempo eu falo que a gente tá vivendo um novo momento né E que a gente tem que aproveitar esse novo tempo esse novo momento momento que a gente tá vivendo e as pessoas estão buscando profissionais especializado em cabelos naturais então eu acho assim ensinar para essas mulheres mostrar para elas que elas podem empreender nesta área para mim não tem nada melhor sim inclusive eh para quem vai lá no seu salão a gente observa que as meninas elas cada uma ali atendendo elas também são empreendedoras até porque hoje a gente sabe que existe a lei do salão parceiro então é no naquele movimento guarda-chuva que você fala né no aí elas atuam ali é essa história de cada uma delas você acredita que talvez tenha te dado esse impulso para pensar em profissionalizar outras sem dúvida um dia eu comecei sozinha no quarto da minha casa um espelho uma cadeira e um dia entrei no salão sentei e observei todas elas trabalhando né e Deus falou para mim falou assim olha você é mais que cabeleireira né você é uma gestora de pessoas você consegue gerir pessoas e você formou essas profissionais e assim como você formou essas profissionais você pode formar outras profissionais porque elas chegaram lá como auxiliar lavando um cab lavando desembaraçando o cabelo varrendo e elas foram estudando e se tornando profissionais da área da Beleza então assim como elas evoluíram e ver essa evolução delas me fez tão bem eu falei eu posso levar isso para outras pessoas então sem dúvida a academia nasce eh desse propósito de ter visto de ter conseguido desenvolver essas 14 pessoas entendi e aí me fala Camila essa questão de desenvolver as pessoas vocês dissem que Rosalina faz oficinas e tudo mais como que é pensar Quem é essa mulher que chega no Rosalina fala Poxa eu tenho um negócio tô empreendendo mas seria legal se eu fizesse isso ou aquilo quem é as as oficinas elas acontecem por demandas de pesquisas que são feitas no nosso o grupo mesmo então nós temos oficinas de Finanças nós temos inclusive uma roda terapêutica de conversa que acontece de maneira online quando pode de maneira presencial e temos também as participações em outros eventos na maioria das vezes as mulheres assim como eu chegam com pouco conhecimento específico de determinados assuntos porque na quando nós empreendemos a gente acaba Estudando muito mais do nosso negócio só que a gente esquece de se especializar em outros assuntos e o movimento Rosalina traz isso nós temos parceria com contadora temos a parceria com a a psicóloga que faz essa parte terapêutica e além de tudo isso quando existe algum outro evento que também seja pertinente com o que é a missão do Rosalina Nós também participamos de eventos fora Ah tá certo olha e a gente vai falar um pouquinho mais sobre essa questão de eventos a gente tá falando aqui do Júlio das pretas gente mas tem muita coisa acontecendo na nossa cidade e neste fim de semana teremos em Campinas a primeira amostra literária da cidade que traz autoras negras e mães e quem tem as informações é a Luana Galiza Boa tarde Luana boa tarde Mirna Boa tarde a todas as convidadas e a você que acompanha agora ao vivo o estúdio Câmara eu estou aqui no Paiol arte e cultura para falar um pouquinho sobre a primeira amostra literária de Campinas o mole e assim fica aqui na Rua Dr Carlos Mendes de Paula na Vila Isa no Taquaral para falar um pouquinho sobre essa amostra que é independente e bem motivadora principalmente pra população negra e pras mães também que são solo Hoje em dia a gente veio aqui conversar com a idealizadora Gabriela ginti tudo bem Boa tarde conta um pouquinho pra gente o que te motivou a fazer essa amostra acho que a principal coisa que me motivou a fazer amostra foi a criação de um espaço onde as pessoas escritoras da da região conseguissem colocar o seu trabalho amostra né porque a gente vê que existe uma uma demanda muito grande existem pessoas incríveis que escrevem aqui na região de Campinas e que falta espaço né falta espaço para mostrar essas obras espaço para criar para se discutir literatura o mais legal também dessa amostra que tem a valorização da negritude é que por muito tempo os autores dos livros e a a cor da pele foi foram escondidas então a gente foi descobrir isso quase agora depois mais de um século por não tinha essa valorização e nessa sua amostra tem acho que 50% né do espaço já é para essa população é eu acho que dizendo desse desse desse meu lugar de fala desse recorde sou uma uma mulher branca então muito do que eu vou dizer aqui é sempre é partindo disso assim eu quero que fique claro partindo disso a mole ela foi construída pensando em inclusão e a gente tem além dessa dessa dessas 50% das das vagas destinadas a pessoas que se autodeclaram pretas quilombolas ciganas M solo lgbtq APN mais pcds então é uma amostra que busca incluir trazer todo mundo para perto para discutir né arte arte e diversidade é isso que a gente precisa começa nessa sexta-feira às 6 horas da tarde vai ter cervejinha vai ter cervejinha vai ter show sábado e domingo quais os horários ó Então sexta-feira a partir das 6 da tarde com a abertura da nossa feira de autoras autores e editoras Independentes 7 6 horas abertura 7 horas o show com cervejinha e com hidromel de produtores locais aqui de campinas sábado das 9 à meio a gente tem as oficinas literárias a partir da 1 da tarde a gente tem a feira abertura da nossa feira que vai ser imensa no sábado inclusive com foco PR literatura escrita por mulheres e no domingo a mesma coisa a partir das 9 a meio dia a gente tem as oficinas e da me a partir da 1 até às 9 da noite a gente tem toda essa programação que pode ser conferida no Instagram da mole que é mole P mostra literária então lá você tem a programação completa é super legal Gabriela muito obrigada E tem uma coisa muito importante nesse evento viu temado su kides Sim sim eu ao acho que a gente tem que começar a incluir as crianças em tudo que a gente faz porque as mulheres mães as pessoas que T cria querem também poder aproveitar os espaços os espaços T que incluir tem que dar eh segurança para essas pessoas tanto pras crianças quanto pras pessoas que T criança então a mole tem um Espaço Kids pensado PR as crianças ficarem seguras as pessoas poderem curtir os outros os outros eventos que vão estar rolando né durante a amostra super concordo muito obrigada Gabriel agradeço muito obrigada e eu sei que eu tenho filho Tod os os entrevistados também tem filho a Mirna também tem filhos e a gente agradece todos os espaços Kids e os locais que pensam nas mulheres principalmente nas mulheres negras Mirna eu passo para você você tá certo então obrigada Luana olha a gente reforça aqui mole ponto mostra literária que a gente tem lá toda a programação você vai lá no Instagram deles e vê qual é a programação Qual é o evento que você mais se encaixa tá a fim de curtir esse evento e você entra lá e claro tem essa questão do Espaço Kids que para nós mães muito importante numa festinha ir numa reunião e no num seminário qualquer evento que a gente possa levar os nossos filhos e claro não é aquele levar você cuidando e tentando ouvir é um espaço em que eles estão Seguros mas a gente consegue participar ativamente de cada um desses eventos não é mesmo assim porque quando quando ainda mais quando é pequeno é difícil né com certeza é agora falando em eventos a gente tem vários aqui que a gente ainda vai conversar mas me conta então Marcela O que é o primeiro edição do conectando vozes olha conectando vozes é trazendo a expertise de todas nós a vivência a rede né E nós estamos falando de tecnologia mas uma olia que é muito antiga é a comunicação né e isso a gente tem de sobra Então a primeira edição do Vozes conectando pensando eu como mal que aí também como parte da CUFA com a minha companheira Michele minha amiga e a gente pensou em trazer a conexão dessas mulheres justamente no mesmo espaço e no teatro Por que no teatro porque no teatro é um espaço cultural é um espaço Educacional é um espaço de trocar experiências informações e tem tudo a ver com o Bento Quirino que foi uma escola na cidade de Campinas um dos grandes espaços também importante então a gente Traz essa primeira edição a gente traz mulheres como a Dra Luci Mara a Gislene Antônio a preta em ação que tá com uma exposição incrível na cidade de Campinas não sei se vocês já chegaram a acompanhar mas se não acompanharam por gentileza Então essas conexões essas vivências a gente colocou tudo no mesmo caldeirão ali e vamos fazer essa roda de conversa esse bate-papo no dia 2 de Agosto acho que a vivência do André hoje não é ali no no Lago São Benedito isso é porque gente é a arte viva ali para e as pessoas vão percebendo os movimentos que traz também toda uma mensagem né com certeza é de nós para nós né Então isso que é importante essa voz e que a gente traz no dia 2 de Agosto encerramento do Júlio das pretas para reafirmar a nossa resistência a nossa luta a nossa vivência e principalmente a nossa dignidade enquanto mulher negra a gente fala aqui em Júlio das pretas e logo na abertura eu falei a respeito da data né que tem uma questão comemorativa Aí eu pergunto Marcela Quando que você se deu conta nessa sua trajetória de quem era Teresa de Benguela o que ela representa o O que representa por exemplo para nós no Estado de São Paulo pensar no dia do orgulho creso porque às vezes as pessoas falam ai essa data eu nem sabia que existia Ah isso daí é frescura que que o que que traz essa reflexão O que que tá no bojo disso Hoje essas datas são pras pessoas entenderem a questão do respeito porque eu acho que é uma dificuldade muito grande quando se trata de diversidade de gênero de ancestralidade Então essas datas são pontuais para dizerem a respeito da nossa existência né porque a gente não quer sobreviver a gente quer existir Eu acho que já passou da hora em pleno século XXI a gente ter que relatar casos de racismo por conta do cabelo né que a nossa história é a nossa raiz é a nossa identidade enquanto mulher enquanto pessoa então essas datas são pontuais para que a nação né para que a sociedade entenda a questão do respeito da diversidade Lembrando que nós temos 365 dias do ano né mas essas datas são importantes pra gente enfatizar e reafirmar a nossa história Camila e também o movimento Rosalina prepara também o Júlio das pretas no próximo sábado né Isso vai acontecer uma feira na nossa sede que vai ser das 13 às 21 com a exposição dessas empreendedoras do movimento Inclusive para quem quiser conhecer o trabalho das empreendedoras vai ter a parte de alimentação artesanato pratas enfim bastante opções e também teremos a parte musical com aula de samba rock teremos DJ vai ser um evento muito legal para quem quiser levar as crianças também podem levar próximo sábado dia 27 das 13 21 Tá certo então olha e agora nós vamos de notícia aqui porque as aulas dos cursos de qualificação profissional oferecidos pelo centro de educação profissional de Campinas o ceprocamp começaram já nesta quinta-feira nas unidades da instituição aqui em Campinas ao todo foram oferecidas 2.381 vagas e mais 1000 oportunidades ainda estão disponíveis é possível ainda realizar a matrícula as vagas são preenchidas de acordo com a ordem de chegada dos candidatos para a realização da matrícula é necessário comparecer na unidade onde o curso é oferecido com todos os documentos exigidos sendo originais de cópia do RG CPF comprovante de endereço E além disso é necessário ter idade e os pré-requisitos exigidos para o curso escolhido até a data do início das aulas possuir e-mail válido uma foto trx4 os cursos ofertados possuem turmas no período da manhã tarde e noite e todas as informações sobre os cursos e matrículas podem ser acessados no site da Fumec Olha lá é fumec.sp.gov.br ceprocamp ou então tem um telefone aí anote 3231 3650 3231 3650 e a gente lembra que o ceprocamp do centro da cidade ele fica na Avenida 21 de novembro 1445 bem ao lado da Estação Cultura e você pode ir até lá das 9 da manhã às 7 horas da noite na cidade H 12 unidades e no site você confere Qual é o mais perto da sua casa inclusive lá no site tem o curso certinho de cada unidade para que você não perca essa oportunidade eu confesso Olha já olhei hoje de manhã tem curso para cuidador tem curso de padeiro tem curso para quem quer trabalhar com contabilidade tem olha cursos de auxiliar de Recursos Humanos então gente é qualificação profissional de graça um algo um oportunidade que as as pessoas falam Poxa eu não tenho um curso para procurar uma vaga de trabalho ou mesmo que esse curso Me desperte para ter o meu próprio negócio está aí essa oportunidade não é mesmo quando a gente fala em curso Então Luciana eh quando a gente pensa em profissionalizar mulheres e você disse eu sou gestora de pessoas Essa gestão é só ensinar a mexer com cabelo não vai Muito Além muito além ela você falando do dia do orgulho né crespo o quanto é importante a gente ressaltar que durante muito tempo não foi aceito né E hoje é o se a gente parar para pensar é o cabelo da mulher brasileira né a mulher brasileira tem cabelo de rulado AC crespo já tantou a Sandra de Sá lá atrás né todo brasileiro tem sangue então nós atendemos lá pessoas ruivas pessoas loiras do cabelo crespo do cabelo cacheado então uma educação né a gente levar essa educação mostrar que eh o o a forma chegam lá e com a com a criança Ah eu não sei mexer no cabelo dela o cabelo dela é muito duro o cabelo dela é difícil então a gente tá ali para educar para mostrar não o cabelo dela é crespo o cabelo dela é cacheado né a gente não pode usar essa nomenclatura pro cabelo né então foram anos que houve essa nomenclatura cabelo difícil cabelo duro cabelo né é cabelo ruim né como esse cabelo ruim o cabelo não é ruim e hoje a gente tá aprendendo o quê que ele é lindo que ele é maravilhoso que ele bem cuidado pente é uma obra de arte eu falo lá no salão que nós usamos a arte Divina de transformar e eu falo isso pras pras pessoas que trabalham lá comigo pras minhas colaboradoras é levar isso para cada cliente A beleza do cabelo cachado como o seu né Mirna Olha coisa que lindo já muito disso viu maravilhoso vamos prender esse cabelo porque cabelo ou é preso ou é armado esse tipo de coisa mas daqui a pouquinho a gente continua esse bate-papo gente nós vamos para um breve intervalo e já já a gente volta aqui com o estúdio [Música] [Música] Câmara hoje nós estamos aqui no estúdio Câmara falando sobre atitude de comportamento com o temas Júlio das pretas que para nós mulheres negras e afrodescendentes é um mês muito importante que traz muita reflexão nosso programa Hoje nós temos como convidadas Marcela Reis que é ativista social e cultural Camila Sabino empreendedora e membro da da movimento Rosalina E a Luciana Lourenço que é cabeleireira e empresária inclusive Luciana você no final do bloco anterior falou sobre essa questão né do cabelo que as pessoas chegam e falar assim ai mas o cabelo dela é ruim o o cabelo dela é armado ai o cabelo dela é difícil né eu eu digo eu sou uma mulher negra de pele clara a minha mãe é branca e meu pai negro gente e eu acho assim eu acho que nunca foi se comentado como às vezes é difícil também pra gente ter a mãe com cabelo liso para para ela aprender a cuidar dos nossos cabelos e hoje eu tenho muitas amigas brancas de cabelo liso que também falam com que eu cuido do cabelo da minha filha acha cabelo lindo tal mas eu não sei cuidar como que é esse negócio de ensinar para todos que todos os cabelos precisam de cuidados e todos os cabelos são lindos como que é isso Olha é maravilhoso hoje poder levar esse conhecimento pras pessoas né Desse cuidado com o cabelo ondulado caixado e crespo porque foram muitos anos em que não como eu já disse não tinha produtos não tinha salões especializad Então essas Mães Elas ficavam mesmo perdida o que que elas fazzi vão prender ah nossa era uma trança que deixava a gente até com dor de cabeça japonesa a gente falava se ficava todo mundo japonês né prendia bem para não armar né Não podia ficar armado ficar solto ficar armado então a gente cresceu com essa coisa do cabelo armado então Eh o alisamento chega na época todo mundo alisava o cabelo todo mundo igual e ou relaxava também né fazia o relaxamento PR ti o vol para tirar o volume mas a maioria na minha época que eu comecei há 25 25 anos atrás na beleza relaxava escovava passava baby e depois passava o baby list para ficar com e um dia observando eu falei assim não tem lógica né todo mundo ir no no salão escovar para depois passar baby Lis o cabelo já é enrolado logicamente cada um com o tipo de caixo mas já é enrolado né hoje fala-se da nomenclatura dos caios do 2 ao qu né 2 A 2B 3B 4c já falo dessa nomenclatura coisa que antigamente nem se falava por quê Porque hoje graças a Deus é um cabelo aceito e como não ser Aceito o Seu cabelo como como não aceitar o seu tipo de cabelo então é algo que entrou em a gente entrou nessa confusão lá atrás né Por que não aceitar o cabelo se é o cabelo Por que tem que alisar então era imposto né vai arrumar esse cabelo menina quem já não ouviu isso né vai arrumar esse e arrumar o cabelo era alisar e hoje é maravilhoso dizer pras pessoas que um cabelo crespo pode ser feito um corte curto pode ser feito Chanel pode ter franja pode usar do jeito que ela quiser porque foram anos em que cabelo crespo não pode cortar não pode repicar não não podia nada não podia nada no cabelo crespo e hoje pode tudo pode ter mecha né podemos é fazer franja como eu falei pode cortar simétrico tudo que é feito no cabelo liso é possível fazer no cabelo crespo e fica lindo fica muito bonito e hoje eu vivo uma inversão lá no passado todo mundo queria alisar hoje as pessoas de cabelo liso que entram Dentro do salão acompanhando a filha a prima alguém elas olham os cabelos elas falam meu Deus eu queria ter o cabelo igual o dela então para mim é muito engraçado eu vivi duas épocas né uma em que todo mundo queria alisar e hoje a maioria das pessoas querem ter o cabelo enrolado cachado Camila você também já passou por essa por essa questão na escola ou em casa em algum momento sim inclusive eu alisei o meu cabelo por muitos anos eu fiz a transição no período da pandemia certo que eu acredito que foi talvez a Luciana possa falar melhor mas eu acredito que foi onde deu o BUM nessa questão da transição né e sim passei desde pequena sempre né A minha mãe também como você disse a minha mãe também branca meu pai negro e o meu cabelo cresp na condição de muitas vezes Imagina minha mãe tinha quatro filhas então não sabia como cuidar e e não existiam os produtos na tecnologia que é hoje então desde cedo eu já alisei o meu cabelo sim e todo esse período até 2021 que foi quando eu percebi que o alisamento estava fazendo eu ter quedas capilares assim muito grandes e tomei mas aí nesse momento que você também aí eu vou entrar na questão do do reconhecimento da identidade que a gente falou até no começo sim você porque muita gente fala assim ahi eu não eu eu não me via assim mais eu não sabia que eu era assim aconteceu isso com você com certeza conforme o meu cabelo natural começou a crescer né e eu não conhecia esses cachos que eu tenho hoje meu cabelo hoje é 100% natural inclusive já tenho até uns fios brancos na frente eh quando eu comecei a transição que o caixo começou a crescer eu desacreditei que o Caio ficaria realmente formado porque eu tinha referência de um cabelo que não era meu mas era liso certo e quando eu cortei eu radicalizei e falei não vou fazer você fez o que chama de Big Shop é isso fiz eu eu parei de fazer químicas em 20221 e fiz o Big Shop em 2022 sim quando eu me reconheci foi tão intenso que desde essa data até hoje Eu Nunca mais fiz escova eu nunca mais alisei o meu cabelo Eu uso ele 100% do tempo no natural do que ele é mesmo e sou muito feliz assim o Marcela e você que teve justamente com a sua filha essa questão da trança na identidade Como que você vê para nós mulheres negras e afrodescendentes justamente essa identidade a partir do desse dessa questão se o seu cabelo é assim se o seu cabelo ainda existe muito na escola a criança pergunta olha meu cabelo pode ser outro dia o meu coleguinha falou isso ou não né escola ainda é tranquilo não seria Um Mundo Ideal se a escola fosse tranquila né mas a escola é um é um local de aprendizagem Então acho que é nessa nova era de aceitação de Tecnologia de desenvolvimento a gente precisa levar informação eu acho o que falta hoje é informação da gente entender porque o nosso cabelo ele é Carapinha né que muita gente não sabe o que é Carapinha mas Carapinha é um caio mais fechadinho né mais grudado na cabeça e que tem um porquê do cabelo ser assim então ah se a gente entender os africanos por conta do Sol né o cabelo era mais fechadinho para proteger do sol os europeus o cabelo são longos e lisos para aquecer do frio então tudo isso é questão de cultura é questão de um processo de aprendizagem e que as escolas TM um papel fundamental de ensinar né de cada que funciona o projeto lá na escola O que é uma palestra uma oficina como que é eu costumo fazer uma oficina e pegar as crianças delas entenderem o processo da trança né Antigamente os escravos a mulher voltando né a mulher teve um papel fundamental no período da escravidão aliás em todo o período né mas o período da escravidão foi extremamente importante porque os escravos só sobreviveram aos Quilombos porque as mulheres colocavam alimentos no meio das trança que era arroz né E chegavam lá ela destrançar o cabelo e tirava o arroz e fazia o planti desse alimento então muitos escravos sobreviveram a escravidão o período da escravidão através que eram os fugitivos né sim através das Tranças Então o que eu procuro fazer é a criança entender o que essa história essa trança pego o mapeamento da escola eu faço uma reflexão sobre a eu faço Na verdade uma peça teatral que a gente faz o caminho ali da Fuga como eles falando como que é o processo de saída da escola e a gente escolhe um dos alunos e faz essa transição no cabelo e faz essa trança no cabelo e a gente inicia um processo de saída da escola de fuga da escola então para que eles entendam o quanto a trança foi importante naquele período o quanto era importante hoje e o quanto é também um processo de autoestima né Porque muitas crianças tram o cabelo porque não gostam do cabelo e que tem essa questão e que tem não é para esconder a beleza isso a trança faz parte da beleza assim como o cabelo Carapinha faz parte da Beleza o cabelo cacheado o cabelo liso e todo o processo em si Então as crianças precisam entender a sua própria história como disz chima Amanda toda a história tem dois lados né então mas eu acho que daí não entra um pouquinho também não mudou o processo de trança porque nós aprendíamos com os nossas mães e nossas avós aquela trança que era dupla aqui ela de peixe é é porque ela tinha que ser assim pro cabelo ficar arrumado né que eu usei minha infância inteira e a gente usava mas é aí essa mudança no no Design da trança mostrar que existem outras tranças que não é uma trança para esconder a beleza Como que é isso mas se a gente parar para pensar ainda na periferia as mulheres negras e periféricas ainda faz um tipo só de trança tá porque o poder aquisitivo dessas mulheres ainda são baixos é a trança não é barato n e Trança não é barato ainda mais agora com a as novas eh eh tecnologi os novos tipo de cabelo e aí é é um lado direito com cabelo liso lado esquerdo com outro tipo de cabelo então acaba toda a mudança acaba gerando um desconforto né mas também acaba proporcionando para essas novas mulheres inclusive conheço várias transcista que tem casas que sustentam outras mulheres com salões fo importante foi muito importante que você falou agora né no passado foi uma questão de sobrevivência E hoje é uma questão de estilo isso sim né hoje virou estilo né É uma opção né Tem tem o trabalho transcista né é muitas pessoas procuram trancistas para fazer tranas diferente até pessoas que não t o cabelo crespo sim elas querem fazer a trança porque hoje é questão de estilo Sim e com isso voltando aquelas mulheres são periféricas e estão abaixo da renda per capita é muito difícil elas terem a opção de escolher uma trança que custa r$ 400 sim então ela vai usar aquela trança simples simbólica que é a mãe dela aprendeu que ela aprendeu que é que vem de geração para geração sim então aí nós estamos falando ainda de pessoas que estão usando trança para esconder o seu cabelo e que não é uma questão de escolha de opção e sim por autoestima m mesmo né eu vou aproveitar que você tem todo esse conhecimento sobre trans existe uma discussão Inclusive eu lembro que uma época teve uma discussão muito importante na internet que fala justamente da mulher branca que faz a trança apropriação cultural Como que você analisa isso você acha que a trança tá aí para todos como que é a sua visão sobre isso ah eu acho que a trança tá aí para todos da mesma forma que nós utilizamos o cabelo Apesar que todo o contexto histórico era para esconder o nosso cabelo é uma questão de cultura é uma questão do processo de informação né hoje a pessoa pode escolher alisar o cabelo e ser uma militante política né e ter um movimento lá de conhecimento de informação de transferir o que ela sabe pra outra mas com o cabelo liso é que antes não era uma opção era uma obrigação para você parecer que era clássica que era importante digamos assim né sim então hoje eu entendo que essas pessoas brancas que estão utilizando tranças elas estão entendendo né inclusive elas podem levar para aquelas outras pessoas que não conhec o que é a trança porque geralmente quem faz a trança é uma mulher negra e atrás daquela trancista tem muita história para contar tem tem muito desafio muita água para rolar Então acho que é importante esse momento de transição ali de conhecimento de informação a pessoa branca que tá fazendo essa trança entender qual que é esse processo sim tá certo a gente vai com um pouquinho mais de notícia por aqui porque a saúde de Campinas abre as inscrições para mamografia os exames serão feitos na carreta do Amor a partir do dia 1eo de agosto no distrito do Ouro Verde o público alvo é formado por mulheres com idade entre 40 e 49 anos que fizeram o exame há mais de um ano há mais de um ano e mulheres de 50 a 69 anos que iz Aram há pelo menos 2 anos as interessadas podem se inscrever junto aos centros de saúde de referência a gente lembra que Campinas tem 68 centros de saúde ou pelo disque saúde que é o telefone 120 a capacidade é de até 50 avaliações por dia após esta iniciativa o veículo do Hospital do amor deve integrar a programação do Outubro Rosa em Campinas detalhes da a deverão ser divulgados ainda no mês de setembro Campinas registrou 59 casos de câncer de mama entre 2010 e 2018 E com isso a incidência corresponde a 72.3 a cada 100.000 mulheres aqui da nossa cidade a cura Depende do momento do diagnóstico e da agressividade Mas pode chegar a quase aí ó 95% quando há detecção precoce portanto 160 é o dis que saúde se você mora em Campinas ou então você vai ao centro de saúde mais próximo da sua casa para fazer aí a sua a sua o seu cadastro Lembrando que esse atendimento vai ser lá na praça da Juventude no distrito do Ouro Verde então especialmente para você que mora aí no distrito do Ouro Verde essa é uma grande facilidade para você colocar aí a sua mamografia em dia e quando a gente fala de saúde então hein nossa como que é essa questão que a gente pensa no acesso à saúde da mulher negra negra como que é isso para você Marcela ah hoje eu entendo que Campinas Ele tem ele tem alguns caminhos aí que facilita né Eh a gente chegar a um posto de saúde a gente tem hospitais eh a Unicamp né e o mar GAT Então temos eh acho que é o 10 156 1 então que facilita o nosso eh o nosso caminho ali para chegar na saúde né então eu faço Eu participo de um de um do posto de saúde no São Bernardo Apesar eh gosto muito tem um atendimento qualificado as pessoas a gente acaba criando vínculo com as pessoas que trabalham no posto de saúde então que é extremamente importante mas eh a gente precisa falar sobre a saúde da mulher negra né Eu acho que tem uma coisa aí não sei se a se a Camila concorda eu acho que é sempre colocado a nós aquela questão você é mais forte Você quase não passa mal você aguenta eu acho que é colocado isso para nós você sente isso Camila com certeza isso tanto para nós enquanto mulheres principalmente enquanto mães né que acabamos de fato ficamos para depois com a prioridade dos filhos mas é exatamente isso e além vai além do que você está dizendo quando nós seguimos né entramos em contato com esses números fazemos esses contatos e conseguimos este Acesso rapidamente né então muitas vezes a mulher negra procura o atendimento a saúde mas o atendimento ele é demorado o atendimento ele não é um atendimento instantâneo Então mas eu acho que aí justamente porque a gente vem dessa cultura de que a mulher negra é uma mulher mais resistente ela procura já a saúde muitas vezes quando ela já tá num grau por exemplo eu falei agora da questão da inscrição para mamografia a mulher às vezes ela acaba cuidando dos filhos e também ela acaba incutindo ela não eu tenho que trabalhar eu não posso parar porque eu tenho que trabalhar eu tenho que empreender eu tenho que estar no meu trabalho e ela acaba se deixando para depois principalmente com relação a exames né os eh os exames principalmente a mamografia que é muito importante pra gente a maioria só procura quando de fato faz um autoexame e percebe a alguma diferença do contrário é muito difícil a pessoa fazer a mamografia apenas por rotina é é bem difícil né acontecer dessa maneira é eu acho também A nomenclatura que dão para nós mulheres negras de nós sermos guerreira né que isso é um gente tem que cair por terra isso que é o é o fracasso do Estado isso né então por isso que coloca essa nomenclatura para todos nós pra gente justamente achar que nós somos fortes o tempo todo e nós não queremos ser forte nós que queremos né tem o direito à saúde à educação à dignidade a lazer como todo mundo tem então a gente precisa sempre falar dessas questões nós não queremos ser forte viu gente o estado município nós não queremos ser forte nós queremos direito à saúde à educação e lazer que é extremamente importante como todo mundo como todo mundo tem é agora a Camila falou da questão da Maternidade e eu lembro eu não sei Camila daqui a pouquinho você vai falar sobre o seu prender se também foi por conta da Maternidade né A Lu eu lembro que ela fala né que quando ela decidiu também ela não tinha quem na época cuidar dos filhos que hoje estão adultos é 25 Letícia 25 anos Dudu 16 anos certo E como foi para você então T pensar Olha eu não posso ter um trabalho em que eu não consiga tá ali de olho nos meus filhos mas ao mesmo tempo eu preciso trabalhar muito como que foi isso até foi interessante você falar isso eu nunca pensei em empreender né ela falando dessa questão de ser forte né a gente tem crianças limitantes né crenças que foi colocado na cabeça da gente se não somos eh netos somos bisnetos de escravo eu falo que a escravidão ela não tá muito longe da gente então ouvimos na infância você tem que trabalhar tem que trabalhar trabalhar eh ser empresário eu não me lembro na minha infância de ouvir isso não tem não tinha essa Cultura né Não ouvi né durante toda a minha criação nem de tia nem na escola nem em lugar nenhum né E que o poder poderia empreender que eu poderia ser né proprietária de alguma coisa não você tem que trabalhar para alguém então quando eu me vi naquela situação olha para você ver que interessante eu pensei eu preciso dar um jeito não pensei no empreendedorismo de fazer alguma coisa dentro de casa mas não sabia que aquilo era empreender para poder estar perto deles cuidar deles e ao mesmo tempo ganhar o dinheiro então eu começo a empreender sem saber que eu tava empreendendo para mim Ali era um meio de sustento era o desespero eu precisava resolver a ali a questão e e nisso eu fui com o tempo um dia uma pessoa virou para mim e falou você é uma empreendedora eu falei gente Sou empreendedora foi quando fizemos a entrevista você é empreendedor E aí Além disso né com começo com a linha de produtos que a gente falou uma outra hora né lanço né a linha de produtos vou atrás de uma Indústria começo a desenvolver os produtos então eu me descobri ela tava falando da identidade né esse negócio de identidade é muito forte né então é como que você se vê né então ela se viu muito tempo de cabelo liso Então ela ela comprou essa identidade então quando mostrou o cabelo crespo ela não fico feia porque não é que você estava feio não é que você é linda né o seu cabelo é maravilhoso é é questão de identidade então é mais uma coisa que as pessoas precisam entender é identidade é quem que é bonito é bonito a loira é bonita a morena é bonita a negra é bonita a Índia não é a ruiva eu falo PR as clientes não que que você acha ela ai Lu Nossa olhando assim do jeito que você tá falando Não não tem a mais bonita né todas são você tá todas são bonitas né então é crença limitante alguém colocou dentro da sua cabeça uma visão de beleza que não é a verdadeira sim a no passado lembra bonito é a mulher magra né aquelas mulheres de passarela de cabelo liso hoje esse conceito também mudou assim como o cabelo natural então trabalhar com isso levar ha
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