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[Música] Boa tarde começa agora o estúdio Câmara desta quarta-feira dia 10 de julho de 2024 após aí esse feriado prolongado no Estado de São Paulo olha e toda quarta-feira é dia de falar de atitude e comportamento aqui no estúdio Câmara E hoje nós vamos falar sobre os desafios na construção de laços afetivos na adoção e guarda de crianças e adolescentes e você desde já pode participar com a gente mandando a sua pergunta ou a sua contribuição no WhatsApp da nossa redação anote aí o número 1997 829 3776 E para isso hoje nós recebemos aqui no nosso estúdio a Adriana Campos Natal que é chefe de cozinha ela é a mãe do Cadu e também a psicopedagoga Débora cogliano que também é mãe de dois adultos já mas que tem uma história bem legal que ela vai contar aqui pra gente mas antes disso eu vou dar algumas informações Olha só dados do Sistema Nacional de adoção e acolhimento divulgados pelo C NJ o Conselho Nacional de Justiça no Brasil olha são Dados desse ano de 2024 no nosso país há 4802 crianças e adolescentes aptos à adoção e 36.331 pretendentes habilitados é gente só que essa conta não fecha é uma conta de crianças e adolescentes esperando né Por uma família adotiva muito mais né números de pretendentes mas uma conta que não fecha aqui na nossa no nosso país mas hoje o nosso tema não é sobre esse número que ainda não fechou isso a gente vai deixar para uma outra oportunidade porque de acordo com eca o Estatuto da Criança e Adolescente Cabe à sociedade e ao estado garantir a criança e adolescente a proteção integral e prioritária bem como assegurar a efetivação de seus direitos em muitos casos se constatada a necessidade de afastamento da família biológica e havendo a impossibilidade de Reintegração os seus Guardiões legais a e dependendo da situação essa família é destituída a gente chama de eh destituir o poder familiar da tutela ou da guarda e assim a responsabilidade por este indivíduo passa a ser exclusivamente do Estado até que seja colocado Então essa criança ou adolescente em uma família substituta superada todas essas etapas para o encontro entre adotantes e adotados vem um momento que é a construção de vínculos afetivos e os seus Desafios que é então o tema do nosso programa de hoje gente quanta coisa né a gente não vai entrar nesse ess outro problema que é o antes mais o problema do depois e a gente vai apresentar aqui olha a Adriana né E a Débora tem histórias legais e a gente vai falar sobre isso a Débora já tem filhos adultos né E vai falar um pouquinho desse processo primeiro Débora seja bem-vinda me conta Qual é a história dos seus dois filhos obrigada pelo convite obrigada por estar aqui boa tarde a todos realmente né a história começou da nossa necessidade como casal de ter filhos não conseguimos ter filhos biológicos E aí optamos pelo processo de adoção e fomos assim eu eu brinco que a minha primeira gravidez durou cinco cinco dias porque foi muito rápido do meu primeiro filho e da minha segunda filha foram 5 meses então assim do dia que nós entramos com o processo eh em 5 meses o telefone tocou e nós fomos para Santa Catarina para buscá-la né você já morava aqui em Campinas já morava aqui em Campinas e E aí essa quando você fala dessa relação de afeto eh no nosso caso o primeiro ponto dessa nossa relação eu e meu marido conversamos muito que era sempre falar a verdade né que eles que nós criássemos uma história pautada na verdade né de não omitir esse dado tão importante da nossa relação que era a questão da adoção eu conheço alguns casais que têm filhos adotivos mas que não contaram né então eu não quis passar por isso eu acho que eu teria um temor eterno de falar e se né E Se descobrisse então a gente sempre Sim hoje eles T quantos anos o meu filho mais velho tem 35 e a minha filha vai fazer agora 28 anos né então pautamos a relação sempre em cima dessa da história deles que é linda e que a gente faz parte e construiu acabou construindo junto tá certo então agora Adriana Nat que é chefe de cozinha mãe do Cadu me conta também a sua história com seu filho O Cadu assim como a Débora né foi uma uma resolução do casal na verdade desde agora em novembro eu faço 18 anos com meu marido mas desde que a gente começou a namorar a gente fala na adoção em princípio a gente tinha a ideia de ter dois filhos biológicos e adotar o terceiro os biológicos não vieram e na verdade até veio uma mas muito prematura e acabou não resistindo e a gente entrou com o processo de adoção ao contrário da Débora minha gravidez durou 4 anos uau e a gente até tem um um processo aberto ainda lá na Vara da Infância mas assim já tem 8 anos então né essa conta não fecha para lado nenhum né Mena e o Cadu chegou com quase 4 aninhos 3 anos e 10 meses agora ele tá com 12 e e foi uma adoção muito diversa assim O Cadu é uma criança negra e surda e eu e meu marido somos brancos e ouvintes Sim e ess se criar de Laços ele veio com quase quatro TR anos e 10 meses quase quro tá e mas aí ele você já sabia que ele era surdo eu sabia que ele era surdo Ele tinha um implante coclear e tava esperando para fazer o segundo e não tinha língua Entendi então o nosso Grande Desafio Foi a comunicação eh muitos usuários surdos né usuários de implante coclear acabam optando por oralizar a criança e não usar libras porque a criança ouve só que a Libras é muito mais rápida e eu precisava que a minha família funcionasse eu precisava dessa relação de confiança então Eh daí fomos aprender libras Eu e meu marido ele já sabia lii Bras o Cadu ou não Muito pouco muito Pou então quer dizer todo mundo começou do zero praticamente o Cadu ele ele ficou no abrigo desde a maternidade né Ele nasceu Prim no abrigo que fizeram o implante no abrigo fizeram implante Ele nasceu prematuro e ficou na maternidade ele nunca foi pra família biológica ele ficou um período na família biológica né com não foi nem com a genitora foi com a avó mas um período bem curto porque eles tentam primeiro fazer esse contato com né com alguém da família para ver se ainda vai ficar no seio da família foi um período bem curto de 8 meses antes dele completar o primeiro ano e aí daí ele foi pro abrigo só que o abrigo teve uma dificuldade de do diagnóstico da surdez em princípio eles imaginavam que ele fosse uma criança autista e esse diagnóstico só veio com 2 anos e meio que ele foi fazer uma outra cirurgia de apendicite petitico e e a a pediatra suspeitou a cirurgia suspeitou e começou a fazer testes então veio um diagnóstico de cdez tardio e no abrigo não tinha ninguém que se comunicasse com ele em Libras então quando ele chegou pra gente ele sabia apontar gritar morder e sinais muito básicos do tipo banheiro não pode e Oi tá sim era muito simples então a gente começou do zer familha inteira foi estudar foi é gente olha e eu confesso que eu propus né esse tema aqui no estúdio Câmara porque eu não sou mãe adotiva de fato assim no papel mas eu também tenho ag guarda de duas crianças né que é a questão tardia uma veio uma são duas irmãs uma estava com 6 anos outra estava com 10 anos né e eu tenho a guarda chamado guarda por tempo indeterminado porque naquele momento nós respeitamos a vontade da mais velha de que ela disse eu não quero ser adotada porque eu tenho mãe né E ela tem uma fidelidade materna bem forte né bem e respeitando essa vontade mas ela também não queria mais morar no abrigo foi já estava há 4 anos abrigada naquela situação quer dizer não tinha mais por onde ir naquele momento né Tecnicamente falando e por isso que dessa forma eu me tornei mãe tia né também eh partindo disso a Débora além de ser mãe né Ela é psicopedagoga especialista em neurociência de educação e ela tem inclusive atendimentos com famílias que procuram essa organização esse apoio emocional e para produzir esse programa Hoje eu conversei com algumas mães umas disseram que olha não não tinha tempo mesmo outras disseram que se viram eh totalmente desamparadas após esse período né Vocês inclusive falaram Olha foi uma vontade do casal tem muitos casos inclusive que é a vontade do casal mas depois esse casal se separa e assim como é com filhos biológicos a mãe vira mãe solo com toda essa bagagem o que que o que que dá pra gente falar para essas famílias que né O amor é acima de de tudo mas que também não se pode Romantizar eh a adoção Nossa isso é pura verdade né as pessoas têm esse olhar quando você fala ai eu adotei ai como parece que a gente anda flutuando né isso que a vida é plena E que tudo é ótimo e que a vida vai assim Deus vai iluminar o caminho né E graças a Deus a adoção vem com uma questão de normalidade eu acho que quanto mais normal eu com os meus filhos já adultos eu passei por todo todas as fases né Passei pela infância pela adolescência todas as conturbações de adolescentes né tô vivendo agora outra questão meu filho vai casar agora então já saiu de casa então é todas as aquelas todas as situações normais que todas as famílias vivem nós vivemos Eu acho que cabe muito a estrutura familiar a essa base da família entender que o fato de de de sermos né eu falo que que hoje eles também nos adotaram né pela consciência que eles têm hoje né o fato de ter essa questão da adoção é é apenas um detalhe nessa relação ela não é a base ela não é o caminho ela não é quem dita tudo isso eu acho que o que dito uma vez meu filho chegou em casa e falou mãe ele tava estudando ciências a questão de do sangue de cromossomos tal ele mãe nós não temos o mesmo sangue né eu não aqui na nossa família eu você seu pai sua irmã cada um tem um sangue diferente o que nos une é o amor o que nos une é querer ficar como família a hora que isso acabar Vai cada um pro seu lado então nós temos uma missão como família por não termos vínculo sanguíneo que é nos mantermos no respeito e tal e isso foi acontecendo mas passamos os perrengues que todas as famílias passam né nada diferente nada diferente essa história de que quando você fala assim ah eu adotei de verdade parece que a gente anda cima de uma nuvem flutuando que nossa vida é maravilhosa Não temos problema meu então que é uma adoção interracial e uma criança surda Nossa heroína mentira gente eu tenho um monte de perren Cadu tá entrando na pré-adolescência agora questionando um monte de coisa né e e ele mudou de escola recentemente tá numa escola com muitas crianças surdas na escola tem 500 alunos na escola mas tem 73 surdos então el é uma escola da prefeitura bacana É então ele encontrou uma turma aí agora ele faz parte da turma e como assim mas agora ele se encaixa porque aqu é idade de se encaixar també Mas agora ele tá numa num num questionamento assim eh agora eu encontrei meus pares tá e entre os meus pares eu ele identifica que tem família que tem padrasto que não é o pai biológico mas a mãe lógica tá lá e ele não tem a mãe biológica então eu não sou seu filho da onde você tirou ISO ele sempre soube que era adotado sempre soube sempre mas como assim da onde né mas tem também aquele negócio na hora de que você D uma dura por exemplo e fala assim mas você não é minha mãe já teve isso Teve teve mas sabe o que uma vez quando a gente estava no processo de adoção e a gente tem na sua época acho que não era essa legislação vi gente de hoje né Hoje a gente tem um curso obrigatório ao que você passou por isso eu fiz eu fiz um curso aqui em Campinas porque o meu era era Eh vamos dizer assim Municipal então nós mandamos 14 documentações para 14 comarcas hoje é um cadastro ú um cadastro e aqui em Campinas Eu fiz curso esse curso obrigatório e e eu lembro que não não tinha vaga e a gente já fazia mais de um ano que a gente tava tentando tinha só uma vez por ano aqui em Campinas era uma coisa meio burocrática a gente acabou fazendo em Vinhedo e não lá no curso teve uma palestra de uma mãe mais velha que gente que tinha os filhos já adultos e queria mais filhos Então os filhos na faculdade ela adotou um adolescente tá que tava passando por essa fase diz que chega assim ele já tinha passado por mais de uma família já ela já era acho que a segunda ou terceira família e e ele um dia chegou para ela e falou assim mas é só assim que você sabe ser mãe foi para isso o que você me tirou do Abrigo e ela falava assim foi foi para isso que eu te tirei de do abrigo para te educar e não é só amor eu vou te colocar limites e tudo mais e eu fiquei tão chocada com aquilo e eu cheguei na casa da minha mãe falei mãe ela falou isso Que desespero se meu filho falar isso para mim não tinha o Cadu ainda se meu filho falar isso para mim eu quero morrer ela falou assim ih você pensa que vocês não falavam não era para isso que você me tirou do Abrigo mas é pedir para nascer é igualzinho né É cada um com suas armas né Cada um com suas armas mas é um processo que acontece a normalização né dessa parentalidade que nem tudos são flores tem os momentos lindos também tem os momentos de muito amor hoje por exemplo foi um dia que o Cadu acordou e ele tava Você tá em período de férias descansando e tudo mas todo amoroso e foi foi lá e abraçou beijou então tem o lado bom e tem o lado como qualquer parentalidade né É ô Débora eu acho que o principal da gente pensar isso é que quando a gente se coloca na condição de guardiã e tudo mais a gente tem que pensar que pessoas não são folhas em branco e que elas têm as suas histórias que elas têm né toda a sua história biológica sim algumas no caso do próprio Cadu no caso das Minhas meninas T também a história psicológica de vivência né No meu caso teve bastante vivência com a família biológica né então acho que a gente também precisa respeitar isso dessas crianças É bem por aí é bem por aí e a reciprocidade disso sabe eu acho que à medida que eles crescem eles também vão aprender a respeitar os nossos sentimentos né porque eu falo isso sempre né eu tenho um livro que chama orientando pais educando filhos e que eu falo assim que quando nasce uma criança ou quando uma criança chega numa família nasce também um pai e uma mãe né e e a cada ano a gente vai renascendo nesse crescimento do filho por mais que eu tenho um filho de 35 anos eu não tenho a experiência de 35 anos na idade que ele tá hoje eu fui Crescendo com ele então há essa questão da reciprocidade né dos filhos também entenderem os nossos momentos assim como nós temos também que Abrir esses espaço para entender os dilemas deles as inseguranças os medos eu eu também tive muito medo meu medo era assim e se na adolescência eles vão embora porque eu vou ficar sem meus filhos né eu pensava assim e se eles resolvem por qualquer questão isso um filho sair de casa é coisa mais natural e se meu filho de repente falar a Obrigado até agora Foi bom mas eu tô dando pista sabe que eu me preparo todo dia para isso então não é uma angústia é uma ansiedade você sabe que de todo esse processo is assim a gente tem que aprender uma nova língua uma nova cultura né porque a comunidade surda É é uma outra maneira de enxergar o mundo eh o que eu mais tenho medo é é essa preparação meu marido é bem mais tranquilo com isso meu marido não claro que eu concordo que é um direito da criança que ele tem a história dele que eu não vou passar por cima dessa história mas eu eu Adri ai dá um negocinho assim né assim um medinho uma insegurança que é minha meu marido fala mas o que a gente construiu tá construído não tem E se ele for procurar genitora e não importa o que a gente viveu a gente viveu o que tá construído tá construído e ela não vai tirar isso dele mas é um medinho uma insegurança que assim mas e se ele gostar mais dela do que de mim e se ele quiser trocar ai aí é aí a gente F vai falar daqui a pouquinho mais sobre essa questão do sentimento que agora eu vou dar uma notícia aqui para você olha começou hoje você que circula pelo bairro do São Bernardo aqui em Campinas começou hoje a implantação de sentido único de circulação em seis ruas aí do bairro São Bernardo as mudanças seguem até sexta-feira e as alterações por via vão acontecer sempre a partir das 10 horas da manhã então hoje quarta-feira já no primeiro dia a mudança começou ali na rua João Felipe Xavier da Silva próximo a um atacado que tem ali no bairro São Bernardo que fica agora com sentido único no trecho entre as Ruas Arnaldo Barreto e Ribeirão Bonito com tráfego da Barreto para bonito a segunda mudança de hoje é na Rua Professor Adalberto Nascimento que fica com sentido único no trecho entre as Ruas Dr Alves do Banho e João Felipe Xavier da Silva com circulação na Nascimento para Silva e olha amanhã continua até sexta então amanhã qual vai ser a mudança na Rua Dr Benigno Ribeiro entre as Ruas Ribeirão Branco e Elias Lobo Neto com tráfego da Ribeiro para neto a segunda mudança de amanhã vai ser na Rua Elias Lobo Neto que ficará com sentido único entre as vias João Felipe Xavier da Silva e a Dr Alves do Banho com circulação permitida da Silva para para a Rua Alves do Banho e na sexta-feira que acontece enfim a última mudança Ali no bairro São Bernardo é então sentido único na Rua Dr Pinto Ferraz no trecho entre as vias João Felipe Xavier da Silva e Paulo Lacerda com circulação da Silva para Lacerda e na Rua Arnaldo Barreto entre as vias do Dr Alves do Banho e João Felipe da Silva com tráfego da Rua Alves do Banho para João Felipe da Silva olha agentes da indec estão lá nessa região hoje para orientar os motoristas sobre esse sentido único Então até sexta-feira eles ficarão por lá para que então as pessoas possam se acostumar com esse novo sentido Ali no bairro São Bernardo e a gente vai agora para um breve intervalo a gente volta já já E daqui a pouquinho a gente vai ter uma participação pelo zoom que também é uma pessoa lá de São Paulo é a Sandra Sobral fundadora do Instituto geração amanhã que através também da sua história pessoal hoje tem esse lindo trabalho ela vai falar com a gente daqui a pouquinho não saia [Música] [Música] daí segundo bloco do estúdio câmara que hoje fala sobre atitude com comportamento e o nosso tema são as relações afetivas eh na adoção ou guarda de crianças e adolescentes e quem conversa com a gente agora para contribuir nesse bate-papo pelo zoom diretamente lá de São Paulo é a Sandra Sobral fundadora do Instituto geração amanhã que tem a missão de defender o direito de todas as crianças e adolescentes de viverem em família de maneira integral saudável e segura que atua em várias frentes eu que conheci a Sandra falando de família acolhedora né Sandra seja bem-vinda uma boa tarde muito obrigada mina muito obrigada TV câmera pelo convite é um prazer estar aqui com vocês Ô Sandra a gente tá tava falando aqui das nossas histórias dá uma pincelador e depois dessa história como você despertou para esse tema bom eu sou Mel também pela via da adoção Eh meu filho foi eu adotei ele quando ele tinha 4 anos e Ele viveu esses 4 anos dentro de uma instituição ele foi bebezinho e saiu quando eu adotei e na época eu não tinha eh conhecimento suficiente para entender o que ele tinha vivido o que que isso significava do ponto de vista emocional e neurológico e e por conta disso eu sou jornalista de Formação trabalhei minha vida toda eh na área de comunicação e comecei a estudar estudar e achei que eu tinha que fazer algo daí surgiu o Instituto geração amanhã e nesse processo de adoção eu entendi que as as as grandes questões no Brasil relacionadas à proteção à infância estão relacionadas aos profissionais que cuidam dessas crianças porque leis nós temos as melhores algum as melhor leis do mundo estão aqui no Brasil o que falta é conhecimento É treinamento é capacitação é disponibilidade e às vezes enfim é uma quebra de paradigmas para que essas coisas e as adoções e a proteção à criança e adolescência aconteça de forma efetiva Sandra do seu processo para o trabalho do geração amanhã você it que essas famílias que depois né estão convivendo dia a dia o que que você tem percebido como o maior desafio para cada uma delas para estabelecer esse vínculo afetivo com essas crianças que cada uma tem uma história que cada uma tem aí o grau de traumas de sofrimento e de tudo que vem nessa bagagem a primeira questão é que assim a gente diz que a adoção ela só começa depois né a adoção de fato ela começa depois que ela acontece porque aí que vem exatamente como você falou a criação do vínculo e é super importante paraas famílias pros pretendentes né porque hoje são várias configurações familiares que que podem adotar uma criança então quem adota primeiro precisa estar preparado para isso precisa se informar né sobre o que é a adoção e principalmente o que eu espera porque as pessoas mina né como todos eu inclusive falo por mim a gente tem às vezes uma idealização Ah isso vai ser tudo lindo incrível maravilhoso né E nem a a maternidade ela é eh biológica ela é dessa forma né Ela traz muitas adaptações Então a primeira e a coisa mais importante que esses eh familiares têm a fazer é se informar então é é importante ter consciência das características de uma criança que vem pela via da adoção seja ela bebê seja ela maior né A A A diferença é é a bagagem que essa criança traz mas ela sempre traz uma bagagem e uma coisa que é fundamental entender que essa criança Ela tem um registro de rejeição de abandono e às vezes de violência ess esse registro ele causa mudanças emocionais E neurológicas então esta criança tem um funcionamento diferente então é importante que esses pais e mães que venham aar entendam isso e saber lidar com isso né então Eh porque assim a gente tem um processo que a gente fala que eh mesmo um bebê Claro a adaptação de um bebê é mais fácil mais rápida mas quando você adota uma criança maior existe tempo de adaptação e esse tempo ele é muito relativo ele pode levar meses como ele pode levar mais de um ano ele pode levar do anos né Isso depende muito do que que história essa criança traz então é importante entender que você vai ter que lidar com algumas questões extras né só isso você tem que aprender a lidar e saber lidar com essas questões então é importante eu acho que desromantizada essa questão da adoção entender que tem que ter muito esforço para isso tem que ter muito trabalho tem que ter muita paciência muito afeto para romper essas essas dificuldades que essas crianças venham a trazer e hoje qual é a principal missão Nesse contexto quando a gente fala do geração amanhã Ah o nosso principal trabalho tem sido eh ajudar os profissionais que trabalham com essas crianças eh no entendimento do que são essas questões no entendimento de que o tempo Ah da lei não é o tempo da criança ou seja as crianças precisam de uma lei mais rápida mais ágil o entendimento eh do que que é o vínculo familiar e qual a importância da convivência familiar o que que isso traz de de diferença na vida de uma criança então um dos nossos principais trabalhos além de lidar com a adoção tornando ela mais ágil mais efetiva mais segura para sempre né que não existam devoluções o nosso trabalho também vem de encontra ao ao a acolhimento familiar que é uma Medida de proteção que em vez de você colocar a criança numa instituição você coloca ela numa família temporária e o zumo é isso então o nosso trabalho é assim e nessa linha de frente com as famílias nós temos assim quem entrar no nosso site a gente tem muito material de informação muito texto muito vídeo muitas entrevistas com os maiores especialistas do mundo falando sobre esses temas sobre adoção sobre adoção né que a gente chama de adoção tardia que é adoção de crianças maiores Quais são esses desafios então assim a gente tem um e-book sensacional gratuito para qualquer pessoa baixar e se informar sobre né esse processo de adoção esse pós adoção e uma outra dica que a gente dá é assim no Brasil todo existem grupos de apoio adoção que são pais mães que criaram esses projetos e trabalham de forma voluntária gratuita e tem vários grupos que fazem o que a gente chama de pós-adoção então a pós-adoção ele costuma ser até mais efetivo do que o pré adoção então é no pós que você vem que você sente essas dificuldades né nossa meu filho se comporta desse jeito que que eu faço meu filho tem dificuldade de se vincular com a família meu filho um comportamento muito desafiador então é importante essas trocas vários deles no Brasil inteiro funcionam online então dá para fazer né você não precisa estar presencialmente então é super importante a participação nesses grupos de apoio adoção Ô Sandra uma última pergunta eu até para produzir esse programa tive contato com algumas famílias né adotantes né e uma das questões que me foi colocada é o seguinte o estado entende que a partir do momento que aquela criança eh foi adotada o A questão está resolvida e muitas dessas famílias se sentem abandonadas Qual é a sua visão A esse respeito Isso é uma realidade Esse é um dos temas que a gente vem discutindo inclusive eh junto com os órgãos competentes entre eles o CNJ e o cnmp porque assim em alguns países a França Espanha Estados Unidos quando você adota você passa por um tempo de acompanhamento com os técnicos das varas das infâncias aqui no Brasil acontece exatamente isso que você falou mino a gente só é acompanhado enquanto até sair a adoção né a adoção definitiva Depois disso você sai do sistema tanto você quanto seu filho tá todo mundo fora do sistema ou seja vire-se e é esse o momento mais crítico eh Infelizmente o Brasil tá tendo um alto de devoluções de crianças mesmo após adoção concedida exatamente por essas dificuldades todas que a gente tá falando dificuldades da equipe que não não soube conduzir aquele processo a equipe da das varas dificuldade dessas famílias que não estavam Preparadas paraas crianças né com as suas questões e dificuldades e da própria criança que nem sabe porque que tá ali o que que aconteceu com ela então esses preparos né de todas essas essas pontas aí é super importante e a gente tem que trabalhar um dos nossos projetos aí a gente vem conversando para a gente discutir se é né da possibilidade de ter esse acompanhamento eh pós adoção porque hoje Ele é informal quem faz como eu falei são os grupos de apoio à adoção né se vocês quiserem hoje tem o site da angaad é am g.gov.br eles têm lá todos os grupos de apoio adoção dá para procurar e se informar Então hoje é a sociedade civil que tá ajudando essas famílias a a conseguirem lidar com seus desafios porque assim muitos não têm condições de ter psicólogo particular um psiquiatra então assim e o sistema né sistema de saúde no Brasil Nem sempre é ágil Nem sempre é disponível para essa então eh é assim recomendo para todos que quiserem é super importante principalmente aí nesse primeiro ano e esse é acompanhamento e os grupos de apoio adoção como eu falei podem atender presencialmente online de forma gratuita Tá certo então a gente reforça aqui já deu tempinho inclusive de eu abrir o site aqui da angad Olha a gente tem aqui Associação Nacional de apoio à adoção é de grupos de apoio à adoção é angad pon deixa eu ver aqui tá p org.br é isso né ah p org.br org.br e se você quiser conhecer mais sobre o geração amanhã também é geração amanhã org.br já fica o meu convite aqui Sandra quando você tiver em Campinas pra gente marcar para você poder participar muito mais tempo aqui conosco muito obrigada Mira muito obrigada a todos pela contribuição um abraço viu abra um abraço meninas eu já pergunto aqui para vocês a Sandra colocou sobre a questão da Lei mas e para vocês é tudo bonito no papel se sentiram também Digamos que abandonadas pelo Estado quando a adoção se efetivou eu queria só complementar um pouquinho a fala da da Sandra antes da de falar da da nossa aqui e tem um um outro problema de estrut nesse processo do sistema eh as equipes são reduzidas nas varas de infância e a gente entende tudo isso e a gente entende também que é o estado ser responsável por essa quantidade de crianças não é uma coisa legal assim legal no sentido de bacana né de de gostoso para ninguém e aí eu eu conheço mais de uma história Mena muito triste da Vara da Infância ter escondido diagnóstico das Crianças pras famílias e aí adap não funciona né O que você falou a gente a gente tá construindo uma relação que é para durar uma vida inteira não é do anos ela precisa da Verdade Imagina você acolher uma criança eh que tem algum diagnóstico que tem alguma especificidade que vai demandar uma atenção maior sua isso é escondido de você isso é muito grave então é mais Sra mesmo que não deu tempo porque eu conheço ela eh ela ela passou por inúmeros psicólogos psiquiatras porque ela também teve essa história de entender o que acontecia com o filho dela né porque ele também tem uma uma questão eh de de autismo e tudo mais então ela também não não sabia ela teve que descobrir sozinha n a gente nem sabe se esse diagnóstico é é era fechado mas tem todas essas questões mas ainda assim né existe um processo de investigação se não fecha um diagnóstico do de té do espectro autista em uma consulta médica é uma investigação então assim se a o sistema já tá investigando isso poxa por que não colocar pra família né Pode ser que a família fala não não tô preparada para isso porque a família tem que lidar com a verdade dela também do que ela tem condições de receber né durante o nosso Esso a gente lá no no formulário tinha a gente tinha pouquíssimas restrições e uma das nossas restrições era criança HIV positivo porque eu tinha acabado de de perder uma filha e eu ficava era insegurança minha eh e e a gente foi chamada a conhecer uma criança num abrigo e eu tive uma discussão com um assistente social a respeito disso que ele falou assim Ah mas a criança é negativada mas não importa eu não tô pronta para isso né e a gente a gente tem que aceitar o nosso limite e ser firme porque não importa a minha justificativa do porque eu não tava aceitando isso tava lá no meu formulário e E aí esse muito eu eu sei de mais de um relato de Diagnósticos graves eh até de psicopatia que não foram falados de adoção tardia que foi escondido Nossa é sério isso isso é muito grave sim né então é mais do que a gente ser abandonado a às vezes não é o meu caso mas às vezes eu tenho a sensação de que o sistema usa a gente para ficar livre da responsabilidade de cuid da cri é Ah eu resolvi tá aí agora você se vira isso agora eu não sou você que vai atrás das coisas que precisam ser resolvidas isso isso eu acho que é assim eu vejo a nossa lei como disse a Sandra a gente tem leis e tem leis muito boas a gente tem alguns gargalos na lei e esse é um deles e aí eu realmente credito a esse abandono a essa falta de de critério na avaliação Não no sentido assim ah Vamos tornar mais rígido para menos pessoas adotarem não é isso mas é mais transparente que Tod esse processo seja mais transparente o mais transparente possível e mais acolhedor porque poxa a gente é para ser uma parceria né se a gente pensar que todas essas crianças eh são as crianças que vão cuidar do nosso país no futuro né então assim meu filho hoje tem 12 os filhos da Débora já são adultos é o filho dela né numa fase de casada daqui a pouco Possivelmente vai querer ampliar a família e cara são essas pessoas que daqui 10 20 anos vão est na situação às vezes nem de poder mas às vezes de ser o vendedor da loja de que você vai né o atendente do supermercado se a gente maltrata essas crianças o que que elas vão dar de volta pra nossa sociedade então é um é um questionamento realmente do Estado assim que país Eu quero pro futuro como cuidar desta geração E inclui esse processo sim é por isso que Inclusive a Sandra faz parte de um movimento de que trata aí do da questão da família acolhedora né que é aquele programa que a gente conhece que é uma adoção por tempo determinado né e o quanto isso Apesar de desafiador eu confesso que particularmente Para mim seria super desafiador mas eu admiro as famílias que se colocam à disposição de ser uma família por tempo determinado eu inclusive Eu Sempre converso com algumas pessoas né que fazem parte desse desse grupo e uma uma Eu lembro que ela colocou uma vez um texto dizendo né que ela faz uma inha para quando essa criança vai embora né e dizendo Quanto quanto isso dói para ela mas aí logo ela é acionada para vir um outro presente que é uma outra criança que ela precisa A criança precisa saber que pode ser efetivamente amada ali enquanto a vida dela tá sendo resolvido pelos adultos e isso eu acho de um despreendimento assim é um Amor Intenso incrível só a questão do da assistên se eu lembro que no meu caso assistente social foi uma vez em casa depois que minha filha chegou antes da do termo definitivo para o registro né após essa guarda provisória que nós tivemos e o foco da assistente social que na época assim totalmente inexperiente da minha parte eh foi olhar a minha casa ela ficava quantos quartos viu elá esse piso é madeira essa janela não sei o que el é é um quarto só para ela aí eu lembro que ela ela ela se encantou não pela minha filha mas porque eu já tinha fotos da Giovana no porta-retrato na sala é lá você já PIS fotinho dela na sala eu no que que que isso é importante né porque tem uma foto da minha filha na sala o que quer dizer isso né não quer dizer nada e aí quando ela foi embora eu falei nossa eu tava com muita expectativa dessa visita da assistente social me preparando para acho que sentar conversar horas com ela receber um monte de orientações e não não foi uma vistoria ela foi ticando o piso é madeira o quarto tem um bercinho pra menina tem banheirinha no banheiro é um banheiro na casa foi igual em casa eu tenho uma eu moro numa casa terra e tenho uma varanda e eu lembro de um comentário do assistente social assim ah quando chove então ele tem esse espaço para brincar é e eu falei gente toda relação né ISO O meu foi um pouco mais recente teve assistente social teve a psicóloga que inclusive ficou conversando com elas em cada momento para ver como elas se sentiam dentro daquela daquele espaço se elas se sentiam pertencentes àquele espaço né a gente teve uma foi uma tarde com bastante conversa em cada momento as profissionais comigo e outras profissionais com elas uma conversou inclusive no próprio quarto dela outra conversou em outro ambiente Mas foi bem nesse sentido a gente fez várias visitas à própria vara a consciência delas porque ela como elas têm eh irmãs biológicas eh dessa dessa que essa separação não significou um rompimento até porque elas mantém contato com as irmãs biológicas tanto que a pergunta delas foi a irmã a mais velha quando fez 18 anos teve que sair do Abrigo foi naquela ocasião para um outro lugar hoje elas moram numa república aí uma perguntou para mim quando eu fizer 18 anos eu vou ter que ir embora Hum ai que dor no coração aí eu falei para elas não a família não não vai embora o filho só vai embora o dia que ele escolher que você tiver uma casa o seu lugar o que você for estudar ela falou ah então vou comprar uma casa para Paris e vou te levar para morar junto comigo falei tá bom combinado feito então É nesse sentido Ô mina eu tive eh no nosso processo como tinha essa questão da comunicação Teve até um momento logo que o Cadu foi pra minha casa a gente ficou um ano em adaptação um um an perdão um mês numa adaptação lá no abrigo que a gente ia praticamente todos os dias eh a gente teve uma dificuldade grande do do relacionamento do Cadu comigo porque ele era aluno do meu marido hum do meu marido daa de música para surdos e ele era aluno do meu marido eh e então ele tinha uma relação com meu marido e eu era Intrusa dessa relação então a gente teve foi super desafiador super ele via seu marido como autoridade você não Ah não eu eu atrapalhava a relação deles era coisas assim ah enquanto a gente tava em adaptação na briga a gente ia montar o quebra cabeça a peça que eu colocava ele tirava e dava pro meu marido olha Tipo ele que define né É E e assim demorou muito pra gente ter um vínculo mesmo assim ele chegou em março eu lembro que a primeira vez que ele me deu a mão espontaneamente a gente andando na rua foi em setembro mas assim durante esse processo a primeira vez que que ele foi paraa casa ele foi dormir na minha casa numa sexta-feira Foi uma noite extremamente desafiadora porque ninguém conseguia explicar para ele o que tava acontecendo porque ainda tinha a barreira da língua né então ele enquanto ele tava indo lá passar o dia passear era uma coisa de repente escureceu como eu quero ir pro meu porto seguro sim desde sempre a instituição mas ele não sabia que ia ser adotado ele não tinha língua não tinha comunicação exp arrumou uma interprete também não tinha libras entendi e também não não Lia ainda era criança super arredi super que Desafio Foi uma noite que ele ele chorou ele dormiu Eu lembro que a gente colocou o nosso colchão de casal na sala porque a gente não queria que ele dormisse no nosso quarto né a gente queria manter a privacidade do casal colocamos o nosso colchão na casa na sala para acolher e eu lembro da gente deitar e ele dormir de exaustão de madr de tanto que ele chorou e bateu na porta que queria embora foi uma noite horrível isso foi numa sexta sábado domingo eu já tava mais C um segundo eu tive que levá-lo de volta ao abrigo porque tem aquele processo lá no abrigo deles avaliarem se ele passou bem esses dias se tava apto não sei o quo Eu sabia que ia ser dif e daí foi mais difícil porque daí ele não queria ficar no abrigo a ele aí ele já não queria voltar aí ele já não queria voltar porque daí ele viu que ele tinha carinho tinha um quarto que era só dele tinha os brinquedos só dele tinha duas pessoas dando atenção exclusiva para ele né no abriga uma atenção dividida e E aí teve um problema burocrático na Vara da Infância que a autorização para ele voltar pra minha casa Demorou mais de um dia e eu lembro de ligar na Vara da Infância fala assim Como assim esta criança não entendeu o que veio para minha casa n veio foi obrigada agora ela passa uma noite no abrigo obrigada E daí ela vai ficar lá até o problema burocrático não mas alguém explica para ele quem explica ele não tem língua uma língua própria S Como que você vai explicar isso pro assim já seria desafiador você explicar isso para uma criança de 3 anos e meio 4 anos de qualquer forma sem a sem a comunicação Como que você explica isso e a vara falava assim ah mas a gente exatamente o que você falou mas a gente pode chamar o intérprete ele não tem libr ele não tem e assim por um problema burocrático sim aí eu falei assim vou eu dormir no abrigo não não fui eles acabaram não não permitiram mas eles acabaram liberando assim tá a gente já entendeu falta o papel oficial Mas você vai assinar um Tero de responsabilidade do Abrigo não era da vara tá porque realmente não é justo com a criança então assim não é só que as equipes estão despreparadas o sistema todo é feito de uma maneira que não prioriza esse pós Mas sabe que eu é assim agora ela falando eu lembrei de um episódio com a Giovana também de que eh mesmo eu tendo ela chegou na nossa família com 27 dias quando você falou da bagagem teve a bagagem porque ela não me chamava de mãe ela foi crescendo e ela chamava meu marido de papai o irmão de Bruno ela falava bubu E eu ela chamava ô ela fazia Ô água Ô dá ô era o o não vinha mamãe não vinha a Débora não vinha nada e foi passando um ano e meio é e ela já com 1 ano e meio já já falava algumas palavrinhas e tal e ela só e às vezes eu falava Mamãe eu ficava Mamãe Fala Mamãe Fala Mamãe e ela ô e às vezes ela queria alguma coisa eu fingia que eu nem ouvia e ela ô ô eu mamãe eu fazia assim e ela ô ô ô e ela passou por um processo de doença ela teve um problema no pulmão Porque ela tinha refluxo algumas coisas lá e ela ficou internada no Hospital alguns dias e uma pessoa uma amiga minha falou Olha tem um senhor que faz oração em hospital posso levá-lo lá no hospital e eu pode e ela não me chamava de mãe ele foi no hospital quando ele chegou no hospital Ele abriu a Bíblia e começou a falar de perdão e eu gente que que esse homem vai falar de perdão para um bebê de 1 ano e 8 meses ela tinha 1 ano e 8 meses e falar de perdão perdão e ele fazendo essa oração e falando do Perdão eu ai mas toda oração é válida o moço foi embora aquela noite a gente dormiu conseguiu dormir a noite inteira bem no domingo ia ser o dia das mães ele foi no sábado domingo e eu falei olha eu quero ter alta porque eu quero passar o Dia das Mães em casa com o meu outro filho com a minha família no fim o médico veio e falou olha a Giovana melhorou muito de ontem para hoje o quadro dela pode ir para casa fomos para casa Passamos o dia das mães deu um mês certinho desse dia eu tô na cozinha lá no chão brincando com as coisas ela olhou para mim e fez mamãe mamãe nem mãe nem mamá nem nada e o que você falou ela mamãe mamãe mas ela chorava me abraçava e deu aquele sabe assim o Mamãe veio e veio forte a gente se jogou no chão as duas chorando L vai sarmos aqui olha Foi um momento muito emocionante depois disso teve a cura física dela melhorar muito da da da da questão do pulmão que ela tinha por causa do refluxo e de me chamar de mãe então até essa criança de 27 dias né que ficou no hospital ela não tem que a gente acha que não tem memória etiv mória não tem nada porque ela não foi para lar nenhum quando a gente foi buscar-la ela ainda estava no hospital né Onde ela nasceu ã tem essa questão então por isso isso que essa conversa com os pais e essa ajuda né que nem a Sandra colocou lá isso é muito pertinente né Mesmo que seja um recém-nascido a gente tem que ter esse preparo porque a gente não sabe o dia de amanhã né não sabe o que vai vir nessa convivência a gente vai de notícia rapidinho gente alguém aqui já foi já abastecer depois de desse feriado de 9 de Julho porque nós tivemos o aumento do valor da gasolina às distribuidoras que passou a valer nesta terça-feira e deve gerar aqui na nossa região um aumento de até 25 centavos no preço dos combustíveis aos consumidores de acordo com o recap o sindicato dos postos de combustíveis os novos preços devem estar em todos os postos até esta sexta-feira a entidade também prevê uma subida nos valores do etanol mas em menor índice o aumento que é o primeiro realizado pela Petrobras para as distribuidoras Desde outubro de 2023 afeta também o gás de cozinha tanto para o combustível quanto para o botijão a alta foi fixada em 20 centos a Associação Brasileira dos importadores de combustíveis aponta que mesmo com esse aumento o valor da gasolina continua 10% abaixo dos preços praticados no mercado internacional já que Desde o ano passado a a petrobas US Aí uma outra medida para fazer aí o cálculo dos preços em nota o recape di ainda que as distribuidoras estão repassando também as variações né do etanol anidro hidratado e os reflexos para o consumidor podem ser maiores que os anunciados pela Petrobras então atenção a você que vai aí aos postos de combustíveis e a gente volta aqui falando sobre esses desafios pós adoção na verdade né a gente a Sandra falou do do pessoal da angad eu eu a até aqui um contato em Campinas vou entrar em contato pessoalmente para saber mas eu acho que falta essa divulgação a as pessoas Inclusive eu tenho uma amiga pessoal que há alguns anos adotou três irmãos né e eu não tive tempo de ter um uma grande conversa com ela mas ela agora está a situação dela ela está com dois desses irmãos Já faz alguns anos e o menor deles inclusive hoje está num abrigo aqui em Campinas hum né então quer dizer muito desafiador a gente falou aí do relacionamento por exemplo eu no caso sou mãe solo tem algum umas algumas famílias que adonta porque é o desejo do casal como vocês colocaram mas depois essa relação se desfaz e a mãe fica com a responsabilidade dessa família desse grupo familiar e entra também outras questões é muita coisa pra gente pra gente colocar na nossa cabeça né como que a gente consegue então apoiar uma família apoiar a outra uma mãe apoiar o outro os pais também hoje a gente tem outros modelos de família que não é só o pai aquela relação né hétero como que a gente consegue se apoiar para conseguir ter sucesso já que a gente percebeu que o estado resolvendo o problema dele a gente não tem muito esse apoio sabe que eu conheço uma história muito parecida com essa da sua amiga só que quem ficou com a guarda foi o pai dos dois mais velhos e o mais novo também está abrigado novamente eh até por problemas durante essa separação do casal que né que geralmente afeta toda a família não tem jeito afeta toda a família enfim e Mas independente né da Guarda de quem tá cuidando seja o pai ou a mãe uma coisa que eu percebo principalmente em adoções múltiplas assim né de três irmãos eh a rede de apoio é muito difícil eh eu não sei como como foi com você Débora mas assim para mim também foi difícil a rede de apoio por conta da comunicação embora seja um é as pessoas mas como eu vou ficar com essa criança num final de semana ou num determinado como que eu vou cuidar dessa criança para você sair para você trabalhar se eu não consigo conversar com essa criança e e esse casal até dessa dessa históriaa era a mesma coisa falou assim ninguém quer ficar com três ao mesmo tempo é né é uma rede de apoio difícil e eu não tô condenando a rede de apoio não porque de novo cada um tem a sua limitação né sim mas eh esses grupos realmente seria eu não participei desses grupos de pós adoação participei do grupo de apoio pré adoção inclusive da da própria Vara da Infância mas seriam importantes até para isso né para PR porque realmente é é muito desafiador todo esse processo que pens também que eu já vi casos né da própria aceitação da família porque às vezes o preconceito acontece dentro da família Eu já tive caso também de uma amiga minha não é daqui de Campinas e e que realmente a família Demorou muito para aceitar foi uma adoção tardia também eram dois irmãos né uma menina de sete o menino tinha 10 anos na época hoje já são adultos e e a família tinha meio assim tipo nós não não a avó falou eu não pedi um neto adotivo sabe eh não era bem isso que eu queria algumas falas desse tipo e essa mãe se viu desamparada pela própria família também porque não houve esse acolhimento de falar assim não eh são meus netos né então vamos acolher eu eu percebo que há isso também né tem essa questão já tem uma rede de apoio bem boa gente quando eu tô aqui na TV uma tem que sair da escola eu ligo pai mã mãe tio tia vai lá buscar porque eu ainda tô aqui hoje eu tenho hoje mas no começo foi muito eles tiveram também que eles entendem um pouco de libras também a família extensa não não muito pouco mas muito pouco mas só sinais bem primários mas é hoje o Cadu se comunica melhor também hoje ele fala ele entende mais fez o outro implante tá na fono né então tem mas o começo foi bem desafiador era muito difícil por falar em desafio gente nós estamos em férias e olha o que fazer com a molecada em casa a gente traz agora uma opção que o Rafael turatti ele foi até um shopping da cidade mostrar algumas das opções que nós temos nesse período Boa tarde a todos que nos acompanham isso mesmo eu estou aqui no Shopping Park das Bandeiras Porque durante todo o mês de julho vai ter programação especial de férias pra criançada aqui no shopping e por isso eu estou aqui com a Mariana Mendes superintendente daqui do Shopping Park das Bandeiras que vai nos explicar melhor como que tá funcionando essa programação de férias pra criançada Mariana para começar essa programação de férias tá cheia de oficinas e uma delas é essa aqui a oficina de pipa né e conta tudo pra gente boa tarde seja bem-vinda boa tarde obrigada sim não poderia ser diferente né o Shop Park das Bandeiras pensou aqui numa programação super especial das férias pra criançada né Começando aqui pela nossa oficina Pina de pipa é é muito fácil participar ela é gratuita e e é só entrar no aplicativo do shopping e lá na aba de eventos e e se e se cadastrar e acabar agendando o seu horário porque isso Exatamente pra criança e a família chegar aqui e ter mais facilidade no seu dia a dia e não ter que ficar em fila né para poder participar Então essa brincadeira funciona de meio-dia às 8 às 20 horas né todos os dias até o dia 28 pensando nesse mês todinho das férias da criançada e quem que pode participar Mariana crianças a partir de TR 3 anos de idade de 3 a 13 anos de idade e o pai também pode participar porque essa oficina é pensando exatamente nessa experiência do Pai com a criança para sair da tela do celular a gente tem um momento até de nostalgia dos pais que brincaram muito de pipa no passado e a gente mostra eh a construção eles participam da construção dessa pipa depois podem levar a pipa para casa todo o material é fornecido pelo shopping então assim é um momento muito legal da gente relembrar do passado nós adultos e as Crianças entenderem também como que a gente brincava então a ideia da oficina é é estimular a criatividade dos pequenos é sempre estimular a criatividade é poder também fazer muito trabalho manual que é muito importante isso né até pro crescimento e pra criança pro desenvolvimento dela então esse é o nosso maior intuito E como que funciona a oficina é o passo a passo ela monta a pipa do zero como que é então ela constrói a pipa do zero né ela tem todo o material fornecido pelo shopping ela pode decorar ela já sai até com a rabiola como a gente fala e depois disso ela leva para casa para Já poder brincar e cada oficina tem duração de mais ou menos meia hora cada oficina tem duração Exatamente são 30 minutos né E que a criança tem ali essa oportunidade para poder brincar e toda a oficina tem um acompanhamento de monitores como que funciona isso Mariano isso a gente tem uma monitoria aqui para dar esse apoio até para fornecer o material para também ajudar essa criança precisar de algum tipo de ajuda né no desenvolvimento e na construção o pai também pode participar né junto com a criança se ele quiser então é é muito tranquilo assim é é muito bem-vindo toda a gente aqui e se o pai quiser dar uma volta no shopping ele pode deixar a criança aqui que os monitores ficam olhando né eles ele pode sim mas essa brincadeira ela é muito mais com o intuito de ter o pai junto né a família junto da gente ter esse esse momento e poder proporcionar esse entretenimento esse momento com a família então e é fácil então acessar igual você falou é só pelo aplicativo ou pelo site isso pelo aplicativo tá se a pessoa tiver dúvida de como acessar o aplicativo pode ir no site nosso né Shopping Park das bandeiras.com.br e lá você consegue ter o link pro aplicativo você indo no aplicativo já tendo cadastro é é fácil é simples mas senão o cadastro é bem simples você vai na aba de eventos e ali você consegue agendar o horário exatamente que você gostaria de participar E lembrando que é tudo de graça né 100% gratuito com material fornecido com o direito de levar a pipa embora e depois só brincar e Mariana e o shopping também tem outras opções de lazer pra criançada Ah sim nosso shopping sempre pensa em diversas programações já o ano todo e nas férias a gente aproveita para reforçar Realmente isso né a gente tem o quintalzinho também que é um ambiente a céu aberto e que a criança pode vir desde o horário de abertura do shopping desde as 11 horas da manhã Eh paga r$ 2 e tem a diversão o dia todo pode entrar e sair dentro desse ambiente Nós também teremos oficinas aos finais de semana oficina às vezes de pintura facial com a presença do nosso mascote que é muito querido pela criançada tem oficinas de balão então tem uma programação que a gente pensou todos os finais de semana também mas o quintalzinho ele funciona todos os dias tá e mais informações também o pessoal consegue acessar pelo site ou pelo aplicativo Sim todas as nossas informações estão sempre pelo site aplicativo além do quintalzinho que é legal que você paga um valor e também tem pacotes para a família né quando o pai tem mais de uma criança enfim tem sempre um pacote que vai ficando mais barato e a gente também tem a opção aqui de outros outras atividades por exemplo a gente tá com um parque externo né o parque que relembra também aquelas aquelas brincadeiras mais antigas de parque de diversão a gente tem outras opções também aqui no shopping como pula pula piscina de bolinhas games então assim a gente tem bastante atratividade pro cliente o shopping tá oferecendo várias opções tanto de quanto paga também né exatamente para todos os bolsos e e é legal né porque agora é um momento que que a criançada tá em casa que é o shopping oferecendo ess essas opções de lazer né Mariana é a verdade é o seguinte não é hora da criançada ficar em casa né a criançada tá de férias é hora da gente vir pro shopping e se divertir bastante aqui com a gente então só Relembrando a oficina aqui de pipa é até o dia 28 da meio-dia às 8 horas da noite Exatamente é para pegar o último final de semana das férias né então assim a gente colocou o mês todinho de de Julho pegando ali o último domingo de férias que na maioria das escolas é no dia 28 e a gente aguarda aqui todos vocês Mariana muito obrigado por todas essas informações sobre essa programação de férias daqui do Shopping Park das Bandeiras viu Eu que agradeço e convido a todos a virem aqui brincar conosco É isso aí a gente vai com certeza aproveitar para brincar um pouquinho né quem tem essa oportunidade de levar a molecada para passear Inclusive a gente já tá acabando mas a Adriana colocou inclusive que é uma dificuldade nas férias no seu caso inclusive porque não tem diversão com interprete em Libras né não tem não tem nem esses projetos de shoppings não tem as atividades até me questionou né do SESC ses Às vezes tem um teatrinho que tenha interprete ou um evento específico de contação de história tenha interprete mas esse essa a semana a programação da semana não tem é vamos ver se a gente consegue aí futuramente ter mais acessibilidade pensando nos diversos públicos nosso tempo tá acabando eu só vou perguntar para vocês uma frase hein hoje Qual o seu maior desafio na nesse nessa convivência familiar na convivência familiar é de toda essa sua história que você trouxe Ah eu acho que nesse momento que a gente tá da pré-adolescência é estimular autonomia com segurança e deixando tando claro que a gente tá junto eu acho que eu passei do desafio eu tô colhendo agora né então eu acho que meu desafio é querer ser vó ser uma boa avó que eu espero que seja logo eh e e ter assim essa certeza de que o Amor e a e a harmonia Familiar eles juntos a gente vence né quando a gente planta semente do amor e consegue ver os frutos né brotando ali issso nos for fortalece os nossos filhos para vencer né para passar pela adolescência como eu passei com os meus dois vocês tá passando com as suas filhas né para passar por esse momento e e que os desafios das da vida familiar é contínuo né então vai chegar a minha velice do meu esposo né que aí os filhos que vão cuidar da gente então eu acho que ainda temos desafios muitos ainda pela frente tá certo meu assim como da Adriana também é o desf da pré-adolescência da adolescência de falar o não entender que o não também é com muito amor porque a gente precisa autonomia né mina para que a gente chegue nesse momento de colheita da Dev verdade tá certo então gente o estúdio Câmara fica por aqui lembrando que nesta quinta-feira O tema é esportes com Rafael turat que estará aqui no estúdio para falar com você e trazer convidados para um bate-papo bem legal uma boa tarde Continue com a gente [Música] l