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[Música] Olá, bom dia. Seja muito bem-vindo ao Estúdio Câmara, o seu programa matinal, que começa o dia com informação, reflexão e boas conversas. Hoje é terça-feira, dia 22 de abril, dia do descobrimento do Brasil, um pós-feriadão. Como você está? Tudo bem por aqui? Tudo ótimo. E o assunto do programa de hoje mexe com o mundo corporativo e também com o nosso dia a dia profissional. Afinal, você trabalha com um chefe ou com um líder. A diferença entre essas figuras pode parecer sutil, mas ela impacta diretamente o ambiente de trabalho, a produtividade e até a saúde mental dos colaboradores. Pra gente debater sobre esse tema, nós convidamos dois experts no assunto. Com a gente já no estúdio ao vivo o cofundador da Jobler, Consultoria e Recrutamento de Seleção, Eduardo Rached, e também o psicólogo com foco em terapia cognitivo comportamental, Gustavo Zanqueto. Obrigada pela presença de vocês. Já já você vai conversar com esse time aqui. Pode mandar sua mensagem pra gente dizendo, você já teve um chefe que era inspiração ou só dor de cabeça, hein? Que pergunta pra gente iniciar aí a nossa semana, né? Dia útil, terça-feira. Então conta pra gente, manda no WhatsApp que está na sua tela 97829377. Enquanto você manda sua mensagem pra gente, eu atualizo as notícias, a as notícias, a previsão do tempo e já já a gente inicia então o nosso bate-papo com os nossos entrevistados. Vamos lá, gente. Campinas deve ganhar a segunda vara de violência doméstica, viu? A previsão é de que a inauguração ocorra no próximo dia 24, ainda essa semana, com funcionamento na cidade judiciária. A Metrópole, sede da quarta região administrativa judiciária, possui apenas uma vara especializada no assunto que foi inaugurada em março de 2018. Entre 2020 e 2024, foram 15.44 444 nove eh novos processos de violência doméstica, né, representando aí uma média de 3.000 ao ano. Segundo dados do Conselho Nacional de Justiça, em todo o Brasil são 153 varas exclusivas para casos de violência doméstica e contra a família, sendo que 18 delas ficam em São Paulo. Na metrópole, atualmente há apenas uma. Então, de acordo com informações, pode ser que essa semana tenhamos aí a inauguração da segunda vara doméstica aqui na cidade de Campinas. Bom, e as notícias, né, se voltam para o funeral do Papa Francisco. E a última informação é que o funeral do Papa será no sábado às 5 horas da manhã. A data foi decidida pelo Vaticano durante reunião de cardeais. A Igreja Católica fará uma série de cerimônias para se despedir de Francisco. Segundo o Vaticano, às 5 horas de sábado, no horário de Brasília, será celebrada a Santa Missa eh do Papa Francisco na Basílica de São Pedro e será presidida pelo cardeal Giovani Batista após a missa fúnebre. O corpo do pontífice seguirá em procissão até a Basílica de Santa Maria Midore, onde será sepultado. Olha, aqui em Campinas, os fiéis lotaram a catedral ontem, né, eh, em missa pela alma do Papa Francisco. E o Cino tocou 88 vezes, eh, um para uma vez, né, para cada ano do Pontífice. a gente vai atualizando para você as informações no decorrer da programação da TV Câmara Campinas. Previsão do tempo chegando. E aí, como vai ficar o tempo hoje aqui na Metrópole, hein? Parcialmente nublado, é, durante esta manhã, temperaturas aí ao redor dos 20º, a mínima, né? 20. À tarde também continua tempo nublado, com temperaturas em torno de 25º. se durante a noite, de acordo com o clima tempo, haverá nuvens dispersas com temperaturas próximas aos 18º, muito bom aí para aquele soninho bem gostoso nesse clima de outono. Então, Campinas, mínima 20, máxima 25º. Vamos lá então. Estúdio Câmara de hoje. Vamos falar sobre chefe ou líder, entender a diferença e o impacto no ambiente de trabalho. De acordo com uma pesquisa da consultoria norte-americana Galope, 83% dos profissionais preferem trabalhar com líderes e não com chefes autoritários. Segundo estudos, líderes eficazes aumentam o engajamento das equipes em até 39%. O turnover, ou seja, a rotatividade, né, dos colaboradores é de três vezes menor em equipes lideradas por bons líderes. Para esse bate-papo, gente, vamos dar boas-vindas aos nossos convidados que trazem olhares complementares sobre o tema. Com a gente eh o cofundador da Jobler Consultoria Especializada em Recrutamento, Eduardo Rached. Muito bom dia, seja bem-vindo, Eduardo. Bom dia, Rúbia. Obrigado aí pelo convite e vamos esgotar o assunto aí sobre liderança, sobre chefe. Acho que é um tema atual, um tema importante e espero que possa contribuir aí com o debate. Maravilha. Obrigada pela sua presença com a gente também, claro, porque a diferença entre chefe e líder impacta no na nossa saúde mental e a gente precisa dele para nos explicar tudo sobre isso. Psicólogo com abordagem em terapia cognitivo comportamental, Gustavo Sanqueta. Muito bom dia, seja bem-vindo. Muito obrigado. Muito obrigado pelo convite. Estou à disposição. Maravilha. Bom, depois das considerações iniciais, a gente já vai direto ao ponto. Eu quero saber então qual é a diferença prática entre liderar e chefear. Então, a gente já começa eh essa pergunta. Deixa eu ver para quem. Pro Eduardo. Vamos lá. Eh, claro que depois o Gustavo vai poder complementar com a visão dele. É super legal ter aqui alguém com um outro viés ali da do mesmo tema, mas do meu lado, eu acho que chefia traz muito uma conotação de poder, né? Um ali uma força exercida dentro do ambiente de trabalho para que alguma coisa aconteça, para que um trabalho saia. Já a liderança, quando a gente fala de liderança, a gente traz outras palavras como inspiração. E você trouxe bastante dados ali, né, sobre turnover, sobre as pessoas se engajarem no ambiente de trabalho. Um outro dado é que empresas que possuem líderes, ao invés de chefes, hoje em dia conseguem lucrar de duas a três vezes mais. Então é um dado importante e e uma última visão, eu gosto sempre quando a gente fala desse tema de falar sobre gerações, né? Então hoje em dia a gente precisa do líder mais do que nunca, porque num passado, num primeiro momento, se a gente fizer uma linha histórica, as pessoas trabalhavam porque elas precisavam, né? Uma escassez e a pessoa tem que ir pra rua, ter que trabalhar para colocar o pão em casa. No segundo momento histórico, as pessoas trabalhavam em busca de uma estabilidade, ou seja, já haviam empregos, as pessoas queriam empregos onde elas permanecessem, 10, 15, 20 anos. Agora a gente viu uma geração que é o contrário, né? As pessoas querem empregos onde elas têm um propósito, onde elas tenham o porqu acordar todo dia de manhã. E essa, na minha concepção, é onde a função do líder se diferencia do chefe. Muito bem. traçou aí uma linha do tempo da diferença entre chefe e líder, né? Agora eu pergunto então pro Gustavo, eh, a diferença entre chefear e liderar e o que isso impacta na saúde mental do colaborador? Gustavo? Vamos lá, até acrescentando, né, ao que o Eduardo eh bem colocou, eu diria que a diferença eh sobre o aspecto eh emocional e psicológico, a diferença entre chefe e líder vem a ser a o relacionamento com as pessoas, com os colaboradores, né? O chefe ele se vale eh de uma posição hierárquica, né, de autoridade. Ah, e ele normalmente ele não privilegia conexões pessoais, né? Ele olha exclusivamente para resultados, não importando ali o impacto que isso trará na saúde mental e emocional dos colaboradores, né? O chefe, ele exige, ele manda, né? Já o líder, por sua vez, eh, ele privilegia as conexões, ele privilegia relacionamento com as pessoas, tá? Ah, o chefe, ele faz questão de trabalhar a questão eh do pertencimento, né? Então o chefe, o desculpa, o líder ele ele privilegia o pertencimento. Então o líder ele vai privilegiar as conexões. Ele entende que a a autonomia, a participação, a discussão é importante para se chegar nos resultados. É importante dizer, né, Eduardo, que eh muitas vezes a gente imagina que chefe foca em resultado e líder não. Isso não é, isso não é verdade. O chefe foca em resultado, o líder também foca em resultado. Uhum. Né? até porque ele tem uma empresa por trás dele cobrando o resultado, né? Mas o líder entendeu que o resultado ele pode ser, ele deve ser alcançado, ã, se se observando também eh a a saúde mental dos seus colaboradores, a empatia, a participação de todos. Muito bem. E você aí de casa, eh, trabalha com chefe ou trabalha com líder? manda pra gente aí eh o seu depoimento, muito importante. Nós temos duas pessoas expertos no assunto e se você tem alguma dúvida, com certeza eles vão te responder. Daqui a pouquinho a gente começa a nossa interação com você aí de casa que tá mandando perguntas. Eu já mando aquele bom dia especial para você que tá ligadinho aqui na TV Câmara Campinas. Ô Eduardo, o que as empresas têm buscado hoje em termos de liderança e comportamento em cargos de gestão, né? O, a pessoa ela precisa ter ali a resiliência, mas ela também precisa ter a empatia. Como que é essa questão de recrutamento? Vamos lá. Uma empresa hoje busca alguém para liderar a sua equipe, né? O que que o que que pede ali? Qual Quais são os requisitos? Legal, Rober, essa pergunta é interessante porque todos os dias as empresas me procuram para acharem líderes para elas, né? Então, é um é uma coisa que eu discuto todos os dias com donos de empresas, mas vamos lá. Eh, eu vejo que existem alguns pontos importantes para um líder consiga exercer essa força nas empresas da nova geração, né? Com essa nova geração falando para eles. Primeiro ponto é ter uma visão clara de objetivos. O que as pessoas não suportam, imagino o pessoal de casa aí também, é você ir paraa empresa sem saber o que se espera de você. e onde que a empresa quer chegar. Então assim, os objetivos da empresa, elas eles estão numa salinha ali escondida, onde ninguém tem acesso, então isso não se cascateia para as pessoas, elas não incorporam esse espírito. Então você não pode esperar que as pessoas corram atrás dos objetivos da empresa se elas nem sabem o que que o que que é isso, né, na prática. Então, os líderes eficazes eles dão clareza pros times do que que a empresa quer. Um segundo ponto que eu queria enaltecer é a capacidade de escuta. Muita gente olha pros líderes e fala assim: "Nossa, o líder é aquele que fala, é aquele que traz todas as respostas". Minha visão é um pouco diferente. Eh, para mim, o líder, eh, na verdade, é quem sabe fazer as melhores perguntas. Esses líderes sabem ouvir os funcionários, sabem ouvir as pessoas, ter esse feedback, que que se chama de feedback de baixo para cima, é muito importante, porque o feedback do do liderado pro do líder pro liderado é o é o trivial, é o óbvio, né? Você espera, mas será que o teu líder também te ouve? Será que ele sabe das suas necessidades? Eh, esse é um segundo ponto. Uma terceira, eh, é a capacidade de desenvolver pessoas. Então não adianta você ter um funcionário na sua empresa que ele vai chegar e você, o Gustavo falou isso muito bem primeira fala, né, que o líder não é aquele bonzinho que eh apenas vai ser empático, não. Ele tem que chegar, os dois têm que chegar em resultados, tanto o chefe quanto o líder, só que eles vão por caminhos diferentes. Então desenvolver as pessoas, sabe? se preocupar se aquele profissional ele tá crescendo, se ele tá realmente melhorando a cada dia e não só cumprindo ali uma tarefa específica. Então você busca objetivos para as pessoas, senão elas param e aí não adianta que o o teto vai chegar e elas vão produzir menos e menos e vão se desmotivar inevitavelmente. Muito bem, hein? E você, chefe ou líder, eh, conta pra gente. Tô curiosa para saber, eh, e também para para ouvir o seu depoimento, né? a gente aqui vai debater, vai falar e os nossos especialistas trazendo respostas para você, de repente diante de alguma dúvida, né, que você tenha referente a este assunto. Eh, o Gustavo, eu eu peço para você para ajudar a gente a entender os efeitos emocionais das lideranças autoritárias, tá? e como a inteligência emocional pode transformar o ambiente de trabalho. Porque tem aquele líder que ele acha que ele é o dono da empresa e que ele e ele só impondo e cobrando e alterando voz e sendo autoritário, ele vai conseguir ah um retorno, vai conseguir um resultado da equipe. Mas isso pode ser um tiro no pé, né? Sem dúvida. eh sobre a ótica aí da saúde mental e emocional dos colaboradores, eh não tenho dúvida nenhuma de que o chefe, esse autoritário que você se refere, ele causa um um dano muito grande eh na no aspecto emocional e mental de todos os seus funcionários. A gente tá falando aqui de ansiedade, a gente tá falando aqui de crises de ansiedade, de pânico, tá? é muito comum atender no meu consultório eh pessoas que eh eh que me procuram por conta de crises de pânico, de ansiedade, devido a um chefe muito autoritário. A gente tá falando aqui de depressão, né? Pessoas que realmente perdem ali a a energia pra vida. A gente tá falando aqui de stress e de bornout, né? O bornout hoje é um fenômeno eh super comum, né? O o burnout aqui é é é um esgotamento, é uma exaustão eh diante do trabalho. Então, a pessoa até consegue ter uma vida social, mas quando se refere a trabalhar, a pessoa não consegue, a pessoa não tem energia, a pessoa não consegue muitas vezes levantar da cama, tomar um banho para ir trabalhar, né? E e por quê? Porque a gente tá falando aqui de um chefe muito autoritário, né? Um chefe que manda e não se preocupa com a saúde mental dos seus funcionários. A gente tá falando aqui de um ambiente de trabalho ah extremamente eh temeroso, onde as pessoas têm medo de serem demitidas, as pessoas têm medo de serem subjulgadas, né? Ahã. Eh, por que que tem mudado ultimamente, né? Eh, eh, os seus números inicialmente corroboram essa questão. Por que que as empresas mudam hoje em dia e privilegiam líderes ao invés de chefes, né? Porque os líderes trazem mais resultados. No final das contas é isso, né? A gente não pode ser ingênuo, né, Eduardo, de imaginar que as empresas se preocupam, por exemplo, com inclusão, eh, com diversidade e com liderança assertiva, positiva, saudável, porque as empresas estão muito preocupadas com a saúde mental de seus funcionários. Não sejamos ingênuos. Na prática, o chefe autoritário, ele gera eh muita rotatividade, como você falou, ele gera afastamento de funcionários, né? Se afastam porque estão com ansiedade, com depressão, com burnout, né? Pessoas que que pedem demissão, pessoas muito conflito, muita briga e tal. O líder não, o líder ele consegue chegar no resultado eh com um ambiente saudável. Então, em última instância, o que faz as empresas também aderirem a esse movimento de uma liderança saudável são resultados positivos. Muito bem. E olha só, gente, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, ambientes liderados com empatia tem até 50% menos afastamentos por burnout. Então agora a gente faz aí uma análise sobre o chefe que centraliza, exige, impõe e o líder que escuta, inspira e desenvolve. E afinal, quem motiva mais? Quem entrega melhores resultados a longo prazo? Qual que é a sua análise? Ah, essa é uma bola fácil de cortar, né? Porque o líder ele realmente ele vai exercer essa essa cadeira, esse comando de uma forma tão natural que as coisas vão acontecer mais fácil na empresa. E você perguntou em relação a quem vai ter uma, quem vai conseguir fazer mais facilmente isso, né? Sim. Então, o líder, obviamente, e algumas características dessa dessa dessas diferenças. Primeiro que o líder ele ele consegue se impor muito mais facilmente. As pessoas acreditam naquilo que ele tá falando, então elas tendem a segui-lo mais fortemente. Eh, e os chefes eles vão se impor uma visão muito retrógrada, né, do que se espera de uma pessoa na empresa. Existem empresas que ainda t dezenas de líderes com essa pegada mais autoritária, um chefe ali mais que usa essa força excessiva para tentar extrair um resultado das pessoas. ele acha que aquilo realmente funciona para ele, aquilo tá dando certo e pode até dar num curto prazo, num curtíssimo prazo, mas como o Gustavo tava trazendo aqui muito bem os desdobramentos disso pra parte emocional, eh no médio longo prazo, essa pessoa vai pedir para sair, essa pessoa vai arranjar um outro lugar onde ali ela encontre líderes capazes o bastante para inspirar, para conseguir se desenvolver. Então não adianta muito as empresas pensarem, pô, a gente precisa aqui, às vezes o resultado não tá dando certo, a empresa pensa, pô, vamos contratar aqui um chefe mais duro, né? E não é só isso. Existe uma diferença muito grande entre você saber realmente exercer um comando do que você precisar exercer a força ali. E quando eu fiz aquele recorte na minha primeira resposta sobre geração Uhum. Uhum. Eh, essa geração tem essa característica de não se preocupar muito em pedir para sair da empresa. Então, no passado, quando a gente tinha ali esse período de essa essa vontade das pessoas de encontrarem empregos por escassez, ou seja, elas precisavam para subesistir e depois por estabilidade, ou seja, permanecer muito tempo no lugar, o receio de você sair de uma empresa era muito grande. Hoje as pessoas, se elas não se sentem bem, não se sentem inspiradas, não serem satisfeitas, tchau, obrigado, e eu vou encontrar uma outra coisa. Então, é assim que eu penso um pouco, sabe? Por favor, ô, ô, Rúbia, eu diria que sob o olhar da psicologia, inclusive, o chefe autoritário, ele é aquela pessoa mais vaidosa, eh, e aquela pessoa mais insegura, né? Uhum. A pessoa insegura, passando por um processo de compensação, ambivalência aí da da psicologia, a pessoa insegura, ela precisa demonstrar força para minimamente equilibrar essa insegurança interna que a pessoa tem. Então esse chefe muito duro, ele tem muita insegurança, né, sobre a sua ego, né, que é a vaidade, né? Por outro lado, o líder ele eu vejo mais como uma pessoa mais desapegada. desses aspectos de reconhecimento externo. O o o líder ele é mais seguro de si, ele não precisa tanto de de reconhecimento das pessoas eh eh através da imposição e do medo. Então o líder, exatamente por ser mais seguro, da do da sua competência, do seu potencial, ele propicie espaço para que as pessoas eh tenham autonomia, tenham independência na equipe, que as pessoas conversem, que as pessoas tragam ideias, né? Não existe aquela vaidade, fala: "Não, essa ideia é minha, não, essa ideia é do fulano, é da equipe, né?" Então tem esse aspecto psicológico também por trás aí do chefe versus líder. Muito boa sua pontuação, bem interessante, né? E você que tá aí se preparando para ir pro trabalho, vamos lá. Terça-feira, semana começando, né? E aí, você vai encontrar um líder ou um chefe? Manda pra gente a sua mensagem através do nosso WhatsApp que tá na sua tela, 97829377. O Eduardo pontuou que as pessoas hoje não têm mais medo de pedir demissão. Se não está bom, hasta la vista baby, vamos lá partir para outro eh eh outra forma, né, outros caminhos. Mas também tem aquela questão eh quando a gente fala de chefe e líder e eh a da do adoecimento no no ambiente de trabalho. Aí vem aqua, eu vi um artigo, né? Eu não não trouxe aqui para não se estender muito, mas eh teve ali a situação de pessoas com síndrome do pânico por conta do autoritarismo do chefe. Então a pessoa ela ela entra em pânico só de saber que ela tem que trabalhar. Resultado disso eh afastamento, né? com o diagnóstico claro médico, afastamento, a pessoa está doente, ela precisa se tratar. Afastamento e aí ã transtorno paraa empresa na questão judicial, porque entra como danos morais. Eu gostaria que você, como psicólogo, por gentileza, Gustavo, explicasse pra gente eh chega esse ponto mesmo de uma síndrome do pânico. Tipo assim, a pessoa ela até levanta, se arruma, vai, mas quando ela chega na porta onde ela vai entrar pro pro local de trabalho, ela sente uma sensação horrível e não consegue dar o passo seguinte para poder adentrar ao ambiente. Eh, ô, Rúbia, infelizmente esse cenário é bem comum. Uau, né? muito mais comum do que a gente imagina. Eu atendo muitos casos assim, a a ansiedade e o pânico, né? Porque o pânico ele é um degrau acima da ansiedade, né? a ansiedade e o pânico eles são baseados, o pano de fundo da ansiedade do pânico é é exatamente eh o medo. O medo. Então, ah, se o chefe ele ele cobra de uma maneira abusiva e tóxica, se esse chefe ele acaba gerando um ambiente muito abusivo também ali de trabalho, propiciando muita competição, porque tem isso também, né, Eduardo, hoje em dia, aliás, hoje em dia não, desde sempre existe um modelo de de chefia eh que muitas vezes deriva até da cultura da empresa, que privilegia a competição entre os seus funcionários, né? Só que eu como psicólogo, eu vejo isso eh eh eh com olhos eh eh muito críticos, porque o ambiente que privilegia competição entre funcionários normalmente gera eh esse quadro de ansiedade e depressão que a gente tá falando aqui. Então, ansiedade e pânico, como você disse, ela é baseada em medo e isso se explica em ambientes muito tóxicos. Ah, essa pessoa que passa por essa questão do pânico, ela de fato ela não consegue mais trabalhar, né? O que que vem a ser o pânico? São reações físicas muito intensas. Uhum. Né? Coração acelerado, falta de ar, transpiração. Ah, e por aí vai. Essa pessoa, de fato, ela não consegue trabalhar nem no home office. Uau! Nem no home office, né? Essa pessoa, de fato, ela vai precisar se se afastar, passar por um tratamento psiquiátrico e psicológico, né? e alguns casos acabam derivando ali numa ação judicial eh eh contra essa empresa. Então, eh por isso, mais uma vez, é importante que as empresas invistam na saúde mental e emocional de seus funcionários. O a presença de um líder é importante, mas não só isso, né? Eu atendo pessoas que que estão em empresas que ah eh que t iniciativas muito bacanas, como por exemplo, propiciar grupos de diálogo sobre saúde mental, né? Empresas que t presença de psicólogos ali na sua empresa ou que tem convênios ali eventualmente com psicólogos, psiquiatras, né? Empresas que propiciam eventos, proporcionam eventos paraos seus funcionários, né? para se discutir tudo isso que a gente tá falando aqui, porque o conhecimento é o grande antídoto eh eh de tudo isso que a gente tá falando aqui agora. Perfeito, né? O conhecimento, gente, a informação. E agora 8:33inhos. Produção tá me avisando que já temos perguntas, os nossos telespectadores interagindo com a gente. Muito bom, muito importante, um tema bem atual e que a gente precisa da informação pra gente eh aprender a lidar com as situações no ambiente de trabalho. Produção, se tiver pergunta, pode colocar pra gente. A gente já começa mandando aquele bom dia aí pra Amanda do Taquaral e ela pergunta: "Qual o impacto de um chefe centralizador nos resultados da empresa e no engajamento da equipe? O que seria um chefe centralizador?" Eduardo, eu faço tudo, tudo tem que passar por mim? Como é que é? Eh, quando você fala de centralização, tem uma outra palavra que vem à cabeça aqui, que é microgestão. Uhum. Então, até complementando um pouco do que o Gustavo falou, desse pânico das pessoas, óbvio que na parte emocional ele vai ganhar de mim sempre. Mas falando um pouco do desdobramento disso, eh essa essa parte de você microgerir as pessoas, o que é isso? você não dá autonomia, você tá sempre validando, você tá sempre checando o que as pessoas fazem de forma compulsiva. Isso acaba trazendo uma tensão pro pro desempenho das atividades muito grande. Eh, no início até eu comentei sobre esse dado de que empresas que têm líderes e não chefes, elas conseguem ter de lucro ali duas ou três vezes mais em comparação com as empresas que focam aí nos chefes. Esse é um dado ali, acho que responde a pergunta da Amanda em relação a qual que é o impacto de dos chefes ao invés de líderes nas empresas e no engajamento da equipe também. Foi uma coisa que ela falou, é muito difícil você ter uma equipe engajada que é eh norteada pelo medo, né, pela tensão no trabalho. Então essa equipe, ela vai est o tempo inteiro se preocupando com o que o chefe vai achar, com qual que é a opinião dele e no e no fim ela não se preocupa tanto com o bom desempenho da tarefa. que no fim do dia é o mais importante pra empresa, né, ela conseguir fazer aquilo que ela faz com excelência, com efetividade. Ela tá se preocupando com a opinião do chefe, com o julgamento. É uma palavra que também tem sido bastante falada aí de as pessoas serem julgadas, de se sentirem julgadas o tempo inteiro. E isso as consequências são muito na parte emocional que o Gustavo comentou aqui, que vão acontecer depois e vão parar na clínica e vão precisar de todo esse amparo. E as empresas perdem muito, né? Elas perdem e deixam de ganhar. Elas perdem por eh no fim do dia elas vão acabar perdendo o desempenho das pessoas, o desempenho cai. Esse é um fator. O segundo fator, as pessoas vão acabar saindo da empresa. E aí vem pro meu lado de contratação. É um custo altíssimo demitir contratar. E um terceiro, que aí já é uma consequência, óbvio que é uma exceção, mas acontece bastante, que é judicializar eh esses abusos que acontecem, né? Então, eh é só ruim no fim do dia. É só ruim no fim do dia. Você inicia o trabalho com medo, finaliza o trabalho com pânico, não produz nada e vai para casa, não consegue nem dormir, né? Então tem que tomar muito cuidado e prestar atenção, né, nos sinais aí que acontecem na sua empresa e você que é o gestor também prestar atenção para poder trazer essa informação para dentro do ambiente de trabalho, né? Vamos lá. 8:37. Mais perguntas pra gente? O Rogério do Jardim Chapadão, como a saúde mental de um colaborador é afetada quando trabalha sobre constante cobrança e zero diálogo. Olha só, né? Vai pro nosso psicólogo essa pergunta, porque trabalhar com cobrança, é cobrança e sem nenhuma conversa, né? Você só tem que entregar, entregar, entregar, mexe muito com a saúde mental. É, de fato, o o Rogério, um um colaborador que trabalha num num contexto desse, né, de muita cobrança e zero diálogo, eh ele trabalha eh eh sob medo, né? Ele tá submetido a medo, medo eh de ser mandado embora, medo de ser julgado e criticado, como o Eduardo disse, e tal. E isso fatalmente vai levar a um esgotamento, bornout, depressão ou ansiedade e pânico, né? A a a grande questão aqui quando quando o Rogério fala de zero diálogo, né? Isso tem a ver também com o engajamento, né, Eduardo, que a Amanda perguntou na na questão anterior. Uhum. Ah, as pessoas nós temos Ô, Rúbia, como seres humanos, nós temos uma necessidade eh primordial de fazer parte, né? Isso faz parte da natureza humana, né? Tanto é que quando se quer punir alguém num num presídio, coloca o cara numa solitária. Exato, né? Nós, seres humanos, nós precisamos eh eh nos sentirmos pertencentes e isso vale muito paraas empresas, pro trabalho, porque afinal nós passamos grande parte do nosso dia, da nossa semana, da nossa vida trabalhando. Então, se eu se Rogério, se a pessoa tá em zero diálogo, a pessoa não se sente pertencente e se a pessoa não se sente pertencente, ela não se sente engajada, ela não tá comprometida com o resultado. Existe um termo no futebol, eu sou muito fã de futebol, que diz que o o time quando ele é bom, ele joga pro técnico, né? Ele joga pro técnico, ou seja, esse técnico é líder, né? Se o time tá jogando pro técnico, quer dizer que o técnico é líder. Então, os jogadores se desdobram em campo para agradar, para se sentir parte do resultado, etc. Isso, essa mesma eh eh dinâmica vale também para as empresas. Sensação de pertencimento, né? Você está num ambiente em que você pertence à aquele ambiente e todos os resultados eles fazem parte de você, todo mundo, né? Cada um tem ali a a sua valia e isso é muito importante no ambiente de trabalho. 1997829377 pode mandar pra gente a sua mensagem, de repente, eh, manda pra gente aí o que aconteceu com você, né? Se você tem um depoimento também, a gente quer ouvir, tá bom? A Juliana da Vila Industrial. Trabalhar com medo de errar pode gerar ansiedade no funcionário. Isso pode ser evitado com boas lideranças. Eh, trabalhar com medo não é bom. E você percebe que a gente conversa aqui e tudo tudo tudo vai no medo, né? Tudo vai no medo. Então, a Juliana pergunta e aí eu peço para você, Gustavo, responder pra gente. Pois é, é terrível, né? Você saber que você vai trabalhar 8, 10 horas do seu dia sob medo. É terrível. É terrível isso. Gera um esgotamento da pessoa a curto prazo, não é nem médio prazo, a curto prazo. Então, eh como eu disse anteriormente, para as empresas é muito mais importante e muito mais racional e inteligente eh investir em saúde mental para que esse funcionário permaneça muitos anos ali eh eh desempenhando bem as suas funções. O medo nunca é um um veículo interessante para se obter resultado. O chefe que ele trabalha sobre medo, ele tá se valendo de uma cultura muito antiga e e como eu disse também, ele tem uma questão ali até até emocional de insegurança e etc, né? Muito bem. Se quiser complementar, por favor, Eduardo. Eh, existe uma uma frase que é icônica, né? Ah, empresas dizem aqui é erro zero. Eh, isso não existe. Muito pelo contrário. Inclusive, eu gosto de uma frase que diz que o o sucesso nada mais é do que a coleção dos nossos erros, né? Hum. dos nossos fracassos. Então, eh, os chefes têm que entender que quando uma pessoa acaba falhando numa missão, no cumprimento de uma tarefa, aquilo ali vai fazer parte do que a gente já falou, que é o desenvolvimento. Desenvolver pessoas é aceitar que as pessoas falham. O chefe, líder, comandante que quer chegar numa empresa e achar que vai chegar lá e as pessoas vão fazer tudo bonitinho, vai ser uma maquininha que roda 100%, esqueçam isso. O desafio eh humano, o desafio é de você desenvolver, de você capacitar e isso envolve a paciência para você saber medir. Óbvio que tem níveis, né? Cada nível de funcionário ali, uma empresa, desde um cargo ali de entrada, de um estagiário até um diretor, você vai ter tolerâncias para cada níveis. você espera erros diferentes de cada um dos níveis, mas isso cabe ao líder. E e o o Gustavo tava fazendo uma analogia interessante sobre o futebol também, também tenho esse defeito. Gosto bastante de futebol. Eh, o time bom joga pelo técnico, só que esse mesmo time também pode derrubar o técnico, né? Exatamente. Então, o quanto que os líderes têm que se preocupar com isso para que eles não deixem o ambiente todo contra ele e todo chefe tem um chefe, todo líder tem um líder. Então isso vai acabar também se voltando contra ele cedo ou tarde. Muito bem. Por favor, Gustavo. E e e outra questão também importante, a gente tá falando de medo, né? Eh, eh, isso tá gerando uma questão importante, Rúbia, que é o seguinte. E as pessoas estão adotando uma postura e muito vendido hoje em dia por coaches e etc, eh, de hiperprodutividade, né? Então, a pessoa ela tem que ser hiperpruta, sempre para atender essa demanda tremenda que vem eh eh das empresas, muitas empresas passando muito do limite. E essa coisa da hiperprodutividade, ela passa necessariamente pela questão do reconhecimento que eu falei, passa pela questão do do ser humano eh na sua natureza querer fazer parte. Então ele quer agradar esse chefe, ele quer agradar essa empresa. Então a pessoa quer quer quer entrar numa numa numa espiral de muita produtividade. Então a pessoa levanta 5 da manhã, aí tem que correr 10 km, aí tem que comer eh super saudável, aí vai trabalha 10 horas por dia sem sem descanso e depois chega em casa e tem que continuar trabalhando, porque isso é muito comum também. Eu vejo muito isso nos meus pacientes. A pessoa ainda fica trabalhando até 9, 10 horas da noite em casa e no outro dia recomeça esse ciclo. Gente, isso é loucura. Nós não somos máquina, nós somos seres humanos. Nós precisamos de descanso. Nós precisamos inclusive de óscio. Eu falo isso para meus pacientes, às vezes alguns até estranham. Nós precisamos de óscio. O que que é óscio? É fazer nada, sabe? Nós precisamos daquele momento que eu brinco que é momento de lagartixa, onde eu deito e fico olhando ali pra parede. Todo nó todos nós precisamos disso diariamente, inclusive, sabe? E eh vai aí o meu o meu meu apelo assim para não embarcarem nessa nessa nessa questão que se vende hoje em dia da hiperprodutividade para se agradar chefe autoritário ou cultura disfuncional de empresa, sabe? Eh, eh, é claro que o equilíbrio é sempre fundamental, deve-se trabalhar porque ninguém vive, né, de amor, né, mas também não devemos entrar eh eh nessa questão. Então, é importante também a pessoa entender que existe o trabalho é uma é um pilar da vida da pessoa. Existem outros pilares, como família, como esporte, né, atividade física, né, como descanso ósseo que eu acabei de falar, como hob, lazer. As pessoas hoje em dia não tm mais hob e lazer. Você pergunta pra pessoa, pergunta para meus pacientes, ah, como é que é seu dia? É trabalho, chegar em casa, ligar a televisão, ficar em rede social e dormir, sabe? Então, isso é um caminho para pro desastre. Exatamente, né? Um desgaste eh físico, mental e você precisa entregar no outro dia. Então, precisa se olhar com mais carinho também, né? e e ter aí aquele teu hobby, aquele seu momento de lagartixa para poder no outro dia você estar bem para poder produzir aí na sua empresa. E eu espero que a sua empresa tenha um líder, né, e não um chefe. E se tiver um chefe, que as coisas possam mudar a partir do momento que você tá assistindo aqui o nosso estúdio Câmara. A Viviane do Jardim Chapadão diz: "Quais atitudes de gestão mostram que uma empresa valoriza de verdade os funcionários e não apenas os resultados?" Agora pegou valendo, hein, Eduardo, como que a empresa mostra isso? Eu acho que o ponto mais importante para um funcionário entender se ele tá sendo valorizado, respondendo aí a Viviane, eh, o quanto o teu líder, o quanto o teu comandante, ele em algum momento chega para você ali com alguma frequência e pergunta: "Aonde você quer chegar na sua carreira?Onde você quer chegar aqui dentro?" Então, mais do que cobrar os resultados paraa empresa, ele se preocupa em dizer para esse funcionário: "Olha, eu quero ver você. Eu quero entender o que você quer aqui dentro. Eu quero entender aonde você quer chegar." Porque de novo, voltando àquela fala de a empresa que tem a estratégia ali numa salinha com seus objetivos obscuros e não divide, não cascateia isso com todas as camadas ali, desde da diretoria até o gerente, até as pessoas que estão na camada mais da operação, ã, as pessoas ficam perdidas, elas não sabem o que elas querem, elas não sabem o que que elas podem esperar. Então, uma característica de um líder que valoriza o funcionário é o líder que divide esse tipo de discussão com alguma frequência pergunta quais são seus sonhos eh do teu lado pessoal, o que que você tá construindo aqui dentro? Você tá conseguindo chegar aonde você quer? Então esse é um ponto muito importante. Eh, o segundo aspecto, ouvir as pessoas com alguma frequência. Então, pegar um feedback da própria gestão. Olha, o que que você tá achando da E de forma bem franca? que é difícil você colocar as pessoas nesse ambiente, né? Porque quando a gente fala de chefes, de líderes, eh, os funcionários sempre tendem a pensar: "Nossa, eu preciso elogiar para eu ficar bem na fita". Mas eu tenho uma visão muito contrária. Eu tenho uma visão de que se você gosta do seu líder, da mesma forma você tem que ser sincero, ser franco com ele. Então, uma empresa que finalizando aqui a pergunta, valoriza o funcionário, tem uma visão clara, demonstra essa visão clara para dos funcionários onde a empresa quer chegar, fala sobre a carreira, sobre objetivos e também no fim do dia ela tá preocupada com o funcionário e com com os teus anseios aí pr pra vida e pra carreira. Muito bem. Agora, eh, tem mais perguntas, produção? Se tiver, pode colocar 8:48 e daqui a pouquinho eu quero fazer uma pergunta pro Gustavo sobre chefe e líder e a questão eh do adoecimento, porque a gente tá falando aqui dos liderados, né? Nós estamos falando aqui dos funcionários, mas e o chefe e o líder? Eles adoecem mentalmente também? Eh, como é que fica a saúde mental eh desses dois personagens, né, que são primordiais para uma empresa? Daqui a pouquinho, então, a gente tem a resposta do nosso especialista, nosso psicólogo. E a Beatriz do Jardim Eulina pergunta: Quais são os principais principais sintomas emocionais que indicam que o ambiente de trabalho está tóxico? Vamos lá, Gustavo. Bom, eh, existem aqueles sintomas que são muito evidentes, são muito claros, assim, até f são verificáveis muito, de maneira muito fácil, como, por exemplo, a ansiedade, o pânico que a gente falou aqui, né? Aquele estress. O que que é o estress, né? Eu acho importante falar isso. Ô, Rúbia. A gente fala estress e as pessoas às vezes não sabem muito bem definir. Às vezes as pessoas relacionam estress a cansaço. E não é bem isso. O stress ele é a diferença que existe entre a a o desafio Uhum. e a energia que eu tenho para eh dar conta daquele desafio. Então, se o desafio tá tá tá eu não tenho energia para conseguir cumprir aquela tarefa, eu tenho que eh eh para de fato conseguir cumprir aquela tarefa, eu tenho que me forçar demais, eu tenho que tirar energia não sei da onde. E aí isso é o estress. Uhum. Isso gera essa diferença entre o desafio e a capacidade que eu tenho de cumprir aquele aquele desafio. Essa diferença é o estress. É, é, é um esforço além da conta que a pessoa tem que realizar e isso vai se somando, somando ao longo do tempo, isso vai gerando eh uma exaustão. Então, vamos lá, a gente tá falando de ansiedade, pânico, estress, depressão, bornout. Eu acho que esses são os principais. Agora, ah eu acho que o o o um um um ponto também muito importante que a gente já tocou aqui é a questão eh do comprometimento e pertencimento, né? Se a pessoa não se sente pertencente à aquela cultura daquela empresa, se a pessoa não sente que faz sentido para ela trabalhar naquela empresa, se ela não vê propósito, eh, a pessoa não vai não vai eh eh se dedicar à aquela empresa. E esse também é um sintoma que mostra que o ambiente é tóxico, né, que a pessoa sente medo de pisar ali. Poxa vida, né? É algo assim muito sério e preocupante, né, Eduardo, quando a gente fala de ambiente tóxico. E esse ambiente é o local de trabalho, porque a gente passa a maior parte da nossa vida nesse ambiente, né? E aí vem eh essa questão, como é que a gente reconhece esse ambiente tóxico? É somente com a as atitudes do chefe ou do líder, como que eu posso reconhecer que eu estou trabalhando em um ambiente tóxico? É, o líder, ele é um um agente desse desse ecossistema, mas tá todo mundo envolvido. Eu acho que todo mundo tem um pouco de responsabilidade para um ambiente tóxico acontecer. Agora, tem uma coisa que eu vejo que é um grande erro das gestões, das lideranças e das próprias pessoas entre si. Não sei se o Gustavo vai concordar. Eh, o Gustavo falou um pouco de competitividade dentro do ambiente de trabalho. Sim. falou de estress também. Eh, a minha visão é, eu acredito que determinado nível de estress até necessário para que as pessoas consigam desempenhar eh algumas atividades. Certo nível de competitividade também pode ser positivo para as pessoas terem uma referência do que é bom e irem atrás daquilo. Agora, um erro muito grande, na minha visão, que eu já vi acontecer eh repetidas vezes em ambiente de trabalho, são líderes e chefes que costumam para avaliar uma pessoa, comparar ela com a outra. Isso é um erro muito grande que acontece e acaba prejudicando, faz com que as pessoas fiquem meio que umas contra as outras. Exato. Porque quando eu falo de Rúbia, eu não tô falando de Gustavo. O que se espera de Rúbia não se espera de Gustavo e não é o que se espera de Eduardo. Cada um tem o seu peso ali, cada um tem o seu momento de maturação, o seu nível de senioridade no ambiente de trabalho. Então eu acho que essa é uma causa que não se fala muito sobre isso, mas quando um líder te dá feedback, ele tem que se preocupar muito com você. Então, o que que ele tá falando de você e não te comparando com A, B, C ou D? E e outros outros elementos para um ambiente tóxico, na minha visão, eh também incluem a empresa ter um, toda a empresa tem um site ali super bonito, institucional, né? Eles falam, eles falam da cultura, de todos os valores, missão. Então, mas o quanto isso na prática acontece, o quanto o time, os chefes, os líderes, eles conseguem realmente colocar, tirar isso do papel do do website e tirar do Instagram, né, hoje em dia, do TikTok, sei lá, e colocar isso na prática. Então, um ambiente que tem uma cultura forte de verdade, eh, uma cultura onde não é só o chefe dizendo assim: "Olha, vocês precisam se dar bem". Olha, vocês precisam seguir a cultura da empresa, não? O que que as lideranças estão fazendo para propagar essa cultura? Quais ações eles estão tomando? Quais conversas? Porque o Gustavo falou que é uma coisa interessante, né? E esse é o cenário mais ideal, tá? Que a empresa ter um corpo de psicólogos, eh, de palestrantes, fazer conscientizações, mas existem estruturas menores, empresas que não têm, infelizmente, ainda essa condição. E nessas empresas o líder acaba tendo praticamente todos esses papéis aglutinados. Isso aumenta ainda mais essa importância do do papel. Então, a importância do papel do líder e do chefe. Aí você fala, né, que se a empresa eh não tem aí a eh um psicólogo, uma disposição a mais, aí a gente se volta pro chefe e pro líder. E aquela pergunta que eu ia fazer para você, o chefe e o líder, Gustavo, eh a probabilidade de adoecimento mental desses dois personagens, né? Eh, tem aí uma diferença, tem como a gente calcular quem quem tem maior probabilidade de adoecer e como é que vem esse adoecimento entre chefe e líder? Olha, eh, sem dúvida nenhuma, eh, hoje em dia no mundo corporativo, né, onde se visa muito resultado, onde onde hoje uma empresa aqui no Brasil, Rúbi, ela tá competindo com uma empresa da China. Uhum. né? A cobrança é muito grande. Então, a a possibilidade de adoecimento tanto do chefe quanto do líder é real, né? Eh, eh, a questão do chefe e eh eu eu acho que é muito claro a a a possibilidade de adoecimento tá ligado muito a conflito, né? Porque o o chefe ele ele tem que ele propicia, ele gera, então ele tá sempre mergulhado em muitos conflitos. Agora a questão do líder é interessante, Rúbia, pelo seguinte. Ele também tá sujeito a adoecimento mental. Porque olha, olha só que interessante, de um lado ele tem a empresa cobrando o resultado, de outro lado ele tem funcionários cada vez mais conscientes, né? Cada vez mais preocupados em ter vida social, vida eh particular e tal. E também um fenômeno que que o o Eduardo falou inicialmente das gerações, eh, os os líderes hoje em dia eles têm que lidar também com a famosa e temida geração Z. Uau, verdade. É, é mais do que isso, Gustavo. Uma coisa que eu ia falar nessa na esteira do que estava falando, a gente tem um problema muito grande pros próximos anos, pros próximos meses, pros próximos dias, que é essa nova geração não quer se tornar líder, porque eles vêm os chefes deles, pelo que eles passam, pela pressão, eles já sentem pressão no cargo como um funcionário, como um liderado. Eles olham pros líderes e falam: "Imagina o tamanho da pressão exercida sobre eles. Se eu não aguento a pressão daqui, imagina eles que respondem para uma diretoria, para uma presidência, pelo resultado de todos nós." Então, como que a gente vai fazer? Essa é uma pergunta que eu não tenho a resposta ainda, mas como que a gente vai fazer para conseguir eh ter criar uma nova geração de líderes? Então aí eu sei se o Gustavo tem alguma ideia diferente. É esse tema Rubidaria pra gente falar 3 horas aqui sobre geração Z. É é exatamente isso. Eu tenho atendido pacientes mais jovens que falam exatamente isso que o Eduardo falou. Eu não quero promoção, eu não quero ser chefe, eu não quero ser líder, eu não quero ser gerente, eu não quero ser coordenador, eu não quero por por vários fatores, né? Nós nós somos aqui, eu sou, né, da geração X, talvez o Eduardo, um pouco mais jovem seja da da geração Y ou Millennium, né? A geração Z, que é a geração ali final do século eh X, começo de XX, ali 97, 98 até 2010. Essa geração que tá chegando no mercado de trabalho agora, muito forte da pandemia para cá, o pessoal de 20, 22, 24 anos, é uma geração que eles já nasceram e cresceram com muita prosperidade material e financeira e muita segurança, inclusive afetiva de pais super protetores. Então, de fato, eles não querem o conflito, eles não querem a essa grande responsabilidade, eles não querem ter que trabalhar num sábado e abrir mão de fazer seu bit tênis. Então, eh eh essa é uma questão que eu também não tenho uma resposta para isso. As empresas talvez, Eduardo, tenham que se tornar cada vez mais horizontais, mas também não sei se isso vai funcionar em termos de resultado. Ah, mas essa questão da geração Z também é um grande desafio dos líderes hoje em dia. Olha aí, né? Tá certo. Quem é que vai ser o próximo líder, né? Como é que vai ser a como é que a geração Z está sendo preparada para liderar num futuro não tão distante? É a pergunta que fica no ar. Vamos lá. A Paula do Jardim Nova Europa. Aí ó, a geração Z exige equilíbrio, propósito e benefícios, mas será que estão dispostos a lidar com a pressão, cobrança e rotina, como os mais velhos? Pois é, Paulo, que a gente tá falando aqui, né? Eu não sei não. Pelo jeito não, né? Não estão. Eu dou a resposta muito fácil. Não estão. Geração Z não quer pressão, cobrança e rotina, como a Paula perguntou. Não querem algumas pessoas eh eh eu não quero entrar nessa seara aqui, R, mas algumas pessoas descrevem a geração Z como uma geração mais mimada. Uhum. Tá. Porque de fato eles cresceram com muita proteção afetiva de paz e sociedade e muita prosperidade. Então foi que o Eduardo falou em algum momento aqui. A geração X como eu, por exemplo, eu falava: "Cara, eu tenho que trabalhar muito. Exato. Eu tenho que trabalhar muito porque eu eu quero conquistar muita coisa". A geração Z, ele fala: "Não, eu não preciso, eu tenho já minha segurança até material de casa e carro e tal, né? A gente não vamos entrar aqui na discussão se isso é bom ou se é ruim, mas eh eles não estão dispostos a enfrentar na na sua na sua maioria, né? Vamos claro que vai você vai achar talvez ali um Geração Z que tá disposto a isso, mas na sua maioria não estão dispostos a encarar esses tipos de desafio, não. Poxa vida, hein? 8:59, faltando um minutinho para as 9 da manhã. Chefe ou líder, qual a diferença? Você tá sabendo, tá descobrindo aqui no nosso estúdio Câmara ao vivo, a Letícia do Taquaral. O que a nova geração de profissionais espera dos líderes atuais e como isso afeta a cultura organizacional? lá. É, ainda no que o Gustavo tava falando, pegando carona aqui no finalzinho, ã, quando a gente fala da da nova geração liderando, né, e ela nesse contexto, a dificuldade eh porque eles vêm os chefes, os líderes, e eles não conseguem se imaginar dentro desse cenário. Uhum. Eh, quando a gente fala agora do que a nova geração espera dos líderes, eu acho que a gente já trouxe alguns elementos aqui, eh, que que são muito pertinentes, mas o que eu acho que eles esperam, acima de tudo, é uma empatia. Eles esperam que os chefes olhem para eles e vejam pessoas por trás e não queiram brigar, né? Esse é um outro ponto que eu ia falar aqui agora. Eh, eu eu comparo muito a geração, a geração Z com a inteligência artificial. A gente hoje se preocupa tanto em falar de inteligência artificial e é um tema importantíssimo, tá? Não tô tirando esse peso, mas eh eu vejo que assim como a inteligência artificial, muitas pessoas olham com preocupação paraa inteligência artificial, né? Poxa, será que ela vai roubar meu emprego e tal? Mas a gente não olha para essa geração e pensa, pô, como essa geração existe e ela é assim? O que que a gente vai fazer como sociedade? para entender a geração e poder extrair o melhor dela. Porque não adianta, muitas vezes se você for em qualquer roda de pessoas um pouco mais velhas e você jogar o assunto fale da atual geração, você vai ver uma ali um desconforto geral e todo mundo reclamando e tal e apontando: "Ah, tem alguém na minha empresa, é novo, não quer fazer nada, é assim, assim, é assim, não quer trabalhar, quer ter dinheiro, mas não quer, não quer dar o duro que tem que se dar para conquistar". Então, assim, tudo bem. Eh, mas esse cenário existe, ele tá aí. O que que a gente vai fazer como sociedade para extrair o melhor dessas pessoas? Assim como a inteligência artificial, a gente pode falar: "Pô, inteligência artificial é isso, é aquilo, ela vai roubar meu emprego, como eu faço ela ser minha aliada e não minha inimiga?" Exato. Então, é um pouco disso e eu acho que respondendo a pergunta, eh, as pessoas esperam empatia, as pessoas esperam que se olhe para essa nova geração com as necessidades, com é uma geração mais emocional, é uma geração muito mais preocupada com as emoções. Então, é um pouco como eu penso. Muito bem. Agora 9:2 você participando e a gente respondendo ao vivo a sua pergunta eh sobre chefe líder, a diferença, né? E como que a gente pode eh continuar com saúde mental no ambiente de trabalho. A Fernanda do Taquaral, tecnologia pode mesmo aproximar líderes e equipes que soluções digitais têm facilitado esse tipo de conexão no trabalho? É, a tecnologia aproxima líderes e equipes, né? Mas até que ponto isso é saudável também, porque você não vai responder lá o grupo lá da sua empresa 10 horas da noite, meia-noite e tem gente que não tem limite, né? Então a gente precisa ficar atento eh quanto a isso, né, Eduardo? É, é aquela velha frase, né? A diferença do remédio pro veneno é o é o tamanho da dose, né? Então, claro que as ferramentas aproximam você ter o WhatsApp, poder falar com o seu chefe ali a qualquer momento, com o seu líder, hã, se você tá precisando de alguma coisa, é muito mais fácil. Antigamente, se alguém ficava doente, quanto tempo essa informação não demorava para chegar na empresa? Então, hoje em dia, toda essa acessibilidade, ela aproxima as pessoas, porém eh, em que medida, né? mandando mensagem 11 da noite esperando uma resposta para alguma demanda da empresa, para uma coisa urgente. Então, essas pessoas podem perder aquele tempo de largariaxa, né, que o Gustavo falou, a pessoa tá ali naquele momento relaxando, colocando todas as os sentimentos para fora que vai ser tão importante para ela acordar renovada e aí ela de repente se vê novamente no trabalho, trabalhando numa hora que para ela não é mais trabalho. Então eu vejo que a tecnologia pode ser um inimigo ou um aliado, dependendo de como a liderança souber ou não usá-la. Perfeito. É isso mesmo. 94. Produção, a gente dá tempo, dá tempo para mais uma ainda? Dá. A Tatiane do Bom Fim. Líderes também sofrem pressão emocional. Como cuidar da mente de quem está à frente de uma equipe, né? Nosso psicólogo Gustavo, nós falávamos sobre o adoecimento, né, do chefe e do líder e a pressão, né? Tem, claro que tem, porque ele precisa prestar contas. Assim como nós liderados prestamos contas para o líder, o líder também presta contas paraa diretoria, né, para quem está acima dele. E ele sofre uma pressão emocional também. E aí, como é que é de cima para baixo? Olha, o Rúbia, eu eu todo meu respeito e minha solidariedade aos líderes. A gente a gente já falou bastante deles, né? Já pegamos pesado. Pois é, porque olha, os líderes eles têm que hoje em dia saber duas ou três línguas. Eu acho que hoje um líder que sabe que que domina, que tem fluência em menos do que duas ou três línguas, ele tá fora. O Eduardo vai poder confirmar ou não isso. Uhum. O líder hoje ele tem que dominar a tecnologia, não é conhecer, é dominar a tecnologia. Ele tem que saber aspectos emocionais muito importantes ali para lidar com geração Z, principalmente, né? H e ele tem que trabalhar muito. Eu duvido hoje de novo, Eduardo, vai poder confirmar ou não, mas hoje eu não vejo líderes que trabalham apenas 8 horas, eles sempre t aquele plus ali e etc, etc. Outra coisa que a gente não falou aqui, ô Rúbia, as líderes, né, as mulheres, né, porque nós homens, a gente tem ainda que a gente ainda se permite ou é fruto muito de uma de uma cultura que vende muito tempo. O, o homem quando ele chega em casa, ele cuida ali de uma coisa ou outra, depois ele liga a TV no futebol dele. Uhum. Né? Ele abre a cervejinha dele e assiste o futebol. A mulher líder, ela além de lidar com tudo isso, normalmente é ela que toma a frente da da lição de casa dos filhos, de dar uma olhada lá como é que tá a limpeza da casa, organizar a lancheira e uniforme das crianças do dia seguinte. Normalmente a mulher que homens também ocupa esse espaço, mas então quer dizer, as líderes mulheres elas têm elas elas têm sofrem muito mais pressão ainda, né? Basicamente respondendo a pergunta, os líderes eles têm também que ter tempo para si próprios. Eles têm que respeitar o o o seu tempo de qualidade, seu tempo de descanso. O seu, os líderes, eles têm também que olhar paraa sua própria terapia, sua própria atividade física, seu tempo de descanso, tempo com família, sabe? Não pode, muita, ele tem que saber às vezes colocar limites. Isso é uma coisa importante que a gente falou pouco aqui. O os líderes para evitar essas questões mentais e emocionais, elas eles têm que aprender a colocar limite, falar não. Uhum. Não, pra empresa que tá cobrando, às vezes fala: "Não, isso não dá agora, talvez depois". Isso. Então, colocar limites também é fundamental para se preservar saúde mental e emocional. Uau, né? Líder, chefes, liderados, nós estamos aqui eh falando sobre a diferença entre chefe e líder e trazendo a importância de cada um, né? chefe, líder e liderado. É importante aí a gente saber que todos nós precisamos aí nos adaptar, mas com consciência e cuidando sempre da nossa saúde mental. A gente vai para as considerações finais porque agora já são 9:07. Eu quero agradecer a participação, né, do nosso psicólogo Gustavo. Muito obrigada, eh, por trazer aí informações sensacionais pra gente levar pro dia e pra vida. Eu costumo dizer que eh aqui no estúdio Câmara nós temos uma aula, né? Nós temos uma aula, nós temos uma consulta a cada dia com profissionais excelentes. Muito obrigada pela sua participação. Muito obrigado, Rúbia. Obrigado, Eduardo, pela parceria aqui, ao programa, pelo convite. E fica essa esse recado para as pessoas que a vida profissional ela é fundamental porque sem ela a gente não ganha dinheiro, mas a gente também tem vida fora do trabalho e isso também tem que ser olhado com muito carinho. Muito bem. E agora você, Gustavo, obrigada pela sua participação, né? e e trouxe, compartilhou aí muitos momentos interessantes e informações muito boas pra gente levar pra empresa, pro chefe, pro líder, pro liderado. Obrigada pela sua participação. Não, eu queria eu agradecer pelo espaço, agradecer você, Rúbia, pela condução, Gustavo, aí pelas trocas e por me ajudar aí na parte mais emocional eh da história. E eu acho que de novo, a sociedade tem que est muito preocupada com esse tema. A gente fala muito de inteligência artificial, a gente tá muito preocupado com a tecnologia, mas a gente tem que se preocupar mais com as pessoas. Uhum. Tem um livro que se chama eh Empresas Feitas para Vencer. E nesse livro tem cinco passos para as empresas alcançarem o grande sucesso. As empresas que alcançaram o grande sucesso, as empresas que geram bilhões ali e as empresas que não conseguiram crescer. E a e o primeiro passo que se fala nesse livro que das empresas para vencer são ter as pessoas certas. E ter as pessoas certas é você ter lideranças e lideranças que atraiam pessoas boas. Então eu convido todo mundo a falar mais de liderança, falar mais sobre desenvolvimento e eu acho que é o que vai nos ajudar aí a conseguir domar e conseguir trabalhar junto com a nova geração, com a tecnologia. Tá tudo interligado. Muito bem, gente. Deu para perceber que ser líder não é só questão de cargo, né? é postura, é sensibilidade, é conexão. E a boa notícia é que dá sim para aprender com escuta, empatia e disposição para crescer junto. Escute mais do que fale, dê espaço para a equipe desempenhar suas funções, valorize, incentive o crescimento e, principalmente seja humano, né? Nós trabalhamos com seres humanos, combinado? Bom, e amanhã é quarta-feira, a gente volta com um tema que interessa muito aos brasileiros, porque nós vamos falar como conseguir a cidadania de outros países, né? Quais os caminhos para quem tem descendência estrangeira, para quem quer trabalhar fora ou quer morar no exterior. Tem muita dúvida e muita dica boa, viu? Então você fica com a gente ligadinho aqui na programação da TV Câmara Campinas. Quero lembrar que hoje ao meio-dia nós temos o Câmara Notícia trazendo informações do legislativo campineiro e também da nossa metrópole. Retomando do feriadão. Equipe do grupo Mais trabalhando para trazer para você informações e uma programação bem diversificada durante todo o dia aqui na TV Câmara Campinas. Vamos encerrando por aqui, agradecendo a sua audiência, a sua companhia, desejando a você uma ótima semana. Se cuide, continue ligadinho com a gente. Ótima terça-feira. Mais uma vez, muito obrigada aos nossos entrevistados, você de casa, tudo de bom. Fique ligadinho e amanhã a gente volta com mais estúdio Câmara ao vivo aqui na programação da TV Câmara Campinas. Beijo grande, fica com Deus. Uma ótima terça-feira. [Música] [Música] [Música] é da geração, uma geração anterior.