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Olá, [Música] [Aplausos] [Música] bom dia. Seja muito bem-vindo. Estúdio Câmara no ar aqui pela TV Câmara Campinas. Como você está? Tá tudo bem por aqui? Tudo ótimo. Terça-feira, dia 9 de setembro. Hoje a gente fala sobre um tema muito presente no dia a dia de todos os brasileiros quase, né? A automedicação. É, você toma aquele remedinho para dor de cabeça, então você está se automedicando. Você sabia que mais de 70% da população admite sim ter medicamentos por conta própria nos últimos meses. Esse comportamento pode parecer inofensivo, mas traz riscos sérios. desde mascarar sintomas importantes até provocar dependência e novos problemas de saúde e também saúde mental. Por isso, no programa de hoje, vamos discutir quais são os riscos da automedicação. Esse é um problema de saúde pública e como conscientizar a população sobre o uso correto dos medicamentos. E você que tá aí acompanhando a gente, pode, deve participar, envie sua pergunta, seu comentário, sua experiência com a automedicação pra gente. WhatsApp tá na tela. 199729377. Conta pra gente, você já se automedicou? Vai ter que falar a verdade. Eu sim, né? Por que não? A gente sempre se automedica. Ah, Rúbia, mas não. Um remedinho para dor de cabeça, gente, já é uma automedicação. Os especialistas hoje vão explicar paraa gente sobre isso, mas daqui a pouquinho, porque agora temos algumas informações. Vamos falar da Câmara de Campinas, porque a Comissão Especial de Estudos sobre a reforma tributária da Câmara Municipal de Campinas realiza a quinta reunião nesta terça-feira, né, hoje às 4 da tarde no Plenarinho. O encontro vai discutir mudanças no IPTU, ITBI, IPVA, contribuições municipais e a criação do CBSINSTER, eh, sistema da Receita Federal que integra informações de imóveis urbanos e rurais. O debate vai tratar dos impactos da emenda constitucional 132 de 2023 e da Lei Complementar 214 de 2024 nos tributos municipais e estaduais, destacando reflexos na arrecadação e na relação entre contribuintes e administração tributária. O vereador Luiz Yabico, autor da proposta, vai estar presente comandando, né, essa essa reunião e também terão palestrantes especiais das áreas tributária, fiscal e jurídica, como Fernando Botelho Lourenço, da Secretaria Municipal de Finanças, o Felipe Viana de Paula da Receita de São Paulo, o Rafael Neves Carvalho da Receita Federal e o Ricardo Almeida Ribeiro da Silva da Abraf, tá? A comissão é formada pelos vereadores Carlinho Camelô, eh, Carlinhos Camelô, Nick Schneider, Wagner Romão e Eduardo Magoga e tem o apoio institucional de entidades de auditores fiscais, municipais e estaduais. Essa reunião será transmitida pela TV Câmara Campinas e também eh através do nosso YouTube. Lembre-se, você encontra a programação da TV Câmara Campinas no canal digital 11.3, TR canal 4 da Claro e também nove eh Vivo Fibra. E no YouTube também estamos lá no canal TV Câmara Campinas, combinado? Vamos com mais informações. Você que tem o seu petzinho, a Prefeitura de Campinas abre hoje e amanhã o agendamento para castração e microchipagem gratuita de cães e gatos dos moradores do Jardim Nova América, tá? A ação é organizada pela CLIMAS, a Secretaria do Clima, Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável, por meio do DPBE e disponibiliza 1000 vagas. Os procedimentos serão realizados entre os dias 16 e 20 de setembro no Castra Móvel, que é o veículo adaptado para atendimentos veterinários. Além da cirurgia, os animais receberão microchip com informações do PET e do seu tutor. Essa medida contribui para saúde, segurança e combate ao abandono de animais. O tutor deve comparecer, tá, das 9 às 4 da tarde e hoje ou amanhã até a Associação de Moradores do Jardim Irmão Sigriste, tá? no Instituto Redenção, unidade 1 para fazer aí a inscrição de castração do seu pet. É necessário ter mais de 18 anos, residirem um dos 12 bairos eh 12 bairros contemplados ali da região e não esqueça de apresentar RG, CPF e comprovante de endereço, combinado? Vamos cuidar dos nossos petezinhos, castração gratuita. As informações, você acessa lá o o site do DPB, também o portal Animal de Campinas. Tá bom? Vamos com a previsão do tempo. Nós temos alerta da Defesa Civil. Atenção, as temperaturas máximas para hoje devem ficar próximas a 30º. As mínimas, né, eh, ficaram aí em torno de 20º, porém a Defesa Civil do Estado alerta para a possibilidade de ventos fortes em razão da aproximação de um novo sistema. meteorológico denominado como ciclone extratropical. Os modelos meteorológicos atuais indicam que as rajadas de vento poderão vir com forte intensidade e capacidade para causar transtornos, tá? Como queda de árvores, destelhamento de imóveis e no caso aqui do interior de São Paulo, eh, pode complicar aí o risco de incêndios, pois os ventos podem espalhar focos de queimadas com maior rapidez. Diante deste cenário, a Defesa Civil recomenda a atenção redobrada da população, especialmente em áreas mais vulneráveis, e orienta que todos acompanhem os alertas oficiais emitidos pelos canais da instituição, tá? A adoção de medidas preventivas é essencial para minimizar os impactos e garantir a segurança de todos. Lembre-se, durante ventos fortes, afaste-se das árvores, não permaneça em locais abertos e jamais faça queimadas. Em caso de emergência, ligue para a Defesa Civil pelo 199 ou para o Corpo de Bombeiros pelo 193. Muito bem, recado dado. Vamos ao nosso tema central, apresentação também dos nossos convidados e vamos falar de automedicação, já que o Brasil é recordista em automedicação. A pesquisa do comportamento da dor paulista e realizada pelo Instituto de Pesquisa Ibow, identificou que o brasileiro da região Sudeste é o que mais se automedica de forma indiscriminada e sem medo das consequências. Apenas 8% dos entrevistados disseram que nunca se automedicaram. Segundo o estudo, as dores que mais afetam os cidadãos são as dores de cabeça, 42%, a lombar 41%, a cervical 28%, e nas pernas 26%. Muito bem. Com acesso fácil a informações na internet, muitas pessoas acabam se autodiagnosticando, né? ou então seguindo conselhos de amigos, familiares, mas cada organismo é único e por isso pode ser perigoso. Para nos ajudar a entender sobre esse assunto de automedicação, vamos apresentar a nossa entrevistada que está aqui com a gente no estúdio ao vivo, a psiquiatra Karina Barb. Ela é membro do Departamento de Psiquiatria da Sociedade de Medicina e Cirurgia de Campinas. Doutora, seja muito bem-vinda. Bom dia. Bom dia, Rúbia. Obrigada pelo convite. Maravilha. para completar o nosso time de hoje, participando ao vivo conosco pelo Zoom, farmacêutico da Coordenação Técnica e Científica, eh, o Rogério Rfler, eh, do Conselho Federal de Farmácia, né? Muito obrigada pela sua participação. Seja muito bem-vindo, Rogério. Rúbia, eh, bom dia. Bom dia a você, bom dia, Dra. Carina, bom dia a todos os telespectadores. Eh, é uma honra e um prazer poder estar aqui eh contribuindo de alguma forma para eh informar a sociedade sobre uma questão tão importante como é a automedicação. Obrigado pela oportunidade. Nós que agradecemos a presença de vocês dois. E antes da gente iniciar então eh as nossas perguntas, né, a o caminho aí sobre a automedicação, eu gostaria da avaliação dos dois profissionais. Então, começo com a Dra. Carina, a avaliação, doutora, eh, que você faz sobre o impacto da automedicação hoje no Brasil. Muito bem, Rúbia. a automedicação, falo da minha especialidade, né, a psiquiatria, que é uma área que há muita automedicação, né, principalmente em alguns casos, por exemplo, casos de insônia, né, mesmo outros casos de sintomas de ansiedade, sintomas depressivos, né, às vezes é difícil marcar a consulta com urgência, né, a pessoa não pode esperar, não tá legal, tal, acaba pegando um comprimido de um colega de um familiar, de um vizinho e se automedicando, né? Na prática clínica do consultório, nós ouvimos muito isso, né, doutor? Poxa, eu acabei pegando com a minha vizinha remedinho que para ela faz bem, então eu também tomei. Então é uma coisa muito comum da gente ver. Poxa vida, olha só, né? Agora, Rogério, eh qual que é o impacto na sua avaliação, né, eh eh da automedicação no Brasil? Nós temos pesquisas aí que que dizem que mais de 70% aí do dos brasileiros se automedicam, né? Eu já imagino que seja bem mais que isso, porque se a gente toma um remedinho para dor de cabeça, a gente já está se automedicando, não é? É, a automedicação é é um fenômeno bem complexo, porque eh deve ser analisado assim eh sobre o ponto de vista do da pessoa, do indivíduo que se automedica e e do sistema de saúde como um todo. eh, que naturalmente o ser humano, ele diante de um sofrimento, de uma dor, de um mal-estar, ele vai buscar vai buscar um atendimento, vai buscar um eh eh seja um chá que a a avó eh indicou, seja o o medicamento que o que ele mesmo tomou em outro momento, seja indicado pelo amigo, pelo familiar, eh é complicado porque eh muitas vezes ele não encontra resposta no encontra o atendimento no sistema de saúde, né? E aí e ou mesmo ele tá num contexto eh, por exemplo, eh, trabalhando 12 horas por dia para poder levar o pão para casa. E, e, e isso tudo é é um é um contexto bem complexo, né? E e que de fato ele traz muitos problemas para para essas pessoas, né? quando ela não é bem orientada, que há há o que que chama de de automedicação responsável, né? E eh e orientada por um profissional, né? Eh e saber os limites disso e quando deve recorrer a um profissional, né? Exatamente. É, é, é isso mesmo. É importante a gente ressaltar que a automedicação ela, mesmo sendo comum, ela pode trazer riscos, mas também em contrapartida, a gente tem essa questão, né, doutora, que o o Rogério muito bem pontuou, que de repente eh as pessoas não têm não tem como esperar o atendimentos, né? né? A pessoa tá com uma dor de estômago, a pessoa tá com uma dor de cabeça muito forte e aí ela vai, ela precisa ficar esperando marcar consulta e tal, ela vai se automedicar, né? No caso da psiquiatria, a doutora mesmo, né, colocou pra gente que às vezes a pessoa eh eh toma um medicamento que a o outro familiar tomou, que deu certo para mim, pode ser que dê certo pro outro, mas não é bem assim, né? E a gente traz algo também cultural dessa questão da automedicação, porque eu me lembro muito bem que há muito tempo atrás os farmacêuticos eles podiam eles podiam prescrever medicação assim de uma forma meio que indiscriminada. Isso eu digo aí uns 30 anos atrás, né? E às vezes você nem precisava passar no médico para eh ter a a acesso a um medicamento, vamos colocar aí eh de tarja preta ou de tarja vermelha. E isso é um pouco cultural, não é, doutora? Ah, sim, é cultural. Eu também me lembro na minha infância, nós íamos na farmácia, mas o farmacêutico mesmo já prescrevi uma medicação, né? Minha avó até falava: "Ah, vou lá na farmácia para ver o que que eles prescrevem". Exato. Então, mas isso na verdade eh não é o correto a ser feito, né? Porque os toda medicação pode ter efeito colateral, né? Esse é um ponto muito importante, né? Por mais eh simples, por mais inóqua que possa parecer mesmo o fitoterapa, se o Rogério pode complementar isso depois, ele pode ter efeito colateral importante, né? Então a automedicação ela não é recomendada, né? Nós sabemos que remédios às vezes analgésicos, coisas simples, é normal que nós usemos, né? Mas para casos aí um pouco mais complicados, remédios um poucos mais eh controlados, como é o caso, por exemplo, das da psiquiatria, que as medicações são medicações controladas, né? Essa automedicação ela não é recomendada. Olha aí, Rogério, e a gente tem aí um cenário, né, que a Dra. Carina colocou pra gente aqui a questão de remédios controlados, né, que são remédios eh eh de tarja preta ou de tarja vermelha e que às vezes eh nós temos aí um eh eh não dá para ir esperar um atendimento psiquiátrico, por exemplo. E aí, como a doutora bem colocou aqui, ah, meu vizinho toma, meu irmão toma, ele deu um remédio para que eu tomasse também, de repente faz bem para ele, vai fazer bem para mim. E aí isso pode causar um dano maior. Eu gostaria que você falasse da importância eh de não se automedicar dessa forma quando a gente fala de medicações que são específicas para determinada situação. Eh, eu inicialmente gostaria até de fazer uma um complemento da da fala da doutora, por favor. Eh, de fato, eh, a e e sua fala também com relação há 30 anos atrás, não é? O que nós tínhamos há 30 anos atrás, predominantemente, não é? Era os práticos de farmácia, né? Eh, são pessoas que trabalhavam, tinham a sua farmácia e não necessariamente tinha uma formação técnica, né? Uma formação e eh eh é é um é uma graduação, né, em farmácia. eh e nos eram sujeitos a um código de ética e e diversas normativas do Conselho Federal de Farmácia que impõe limites, né? Uhum. Eh, por exemplo, o Código de Ética Farmacêutica fala que o farmacêutico ele deve seguir as normas sanitárias, né? E, ou seja, o medicamento que ele tem uma taja, mesmo não tendo controle especial da 344, por exemplo, um antiinflamatório, um corticosoide, né? Eh, eh alguns medicamentos que têm, aliás, vários medicamentos que têm essa tarja, mesmo não tendo controle especial, eles requerem uma prescrição, né? Tanto que a tarja lá traz, né? Vem da sob prescrição e o farmacêutico sabe disso. E se ele eh eh se ele indicar e prescrever o medicamento que ele não está habilitado a fazer, ele deve ser denunciado, tá? Só gostaria de esclarecer, mas de fato eh e e a indicação de medicamento sem sem uma o correto diagnóstico, sem uma a uma história clínica do paciente, sem anamnese, eh eh é claro que vai trazer problema, porque o medicamento ele não vai ele não vai eh ele pode até mascarar sintomas, ele pode dar um alívio imediato, mas não vai resolver o problema do paciente. Sim. E e o farmacêutico, inclusive, é importante procurar quando se dirigir a uma farmácia, procurar pelo farmacêutico e e ele saberá, ele atuando dentro das normas, das regulações do do Conselho Federal e de acordo com a técnica, de acordo com a formação dele, ele vai eh identificar uma o o que aparentemente é uma simples eh um resfriado, por exemplo. eh vai fazer algumas perguntas para aquela pessoa sobre outras questões da da vida dela para poder identificar, na verdade, por trás daquilo, um problema maior que ela deve ser eh eh encaminhada para um médico ou outro profissional, dependendo do caso, né? Então isso é uma um aspecto muito importante, tá? que eh na verdade a automedicação ela eh claro tem aqueles medicamentos que são eh eh de venda sem prescrição, né, os não tarjados, né, como os analgésicos, os antiácidos, mas eh eh sempre com a orientação do profissional, porque uma um simples desconforto gástico pode estar escondendo ali um câncer ou uma úlcera, né, enfim, eh eh algum problema que que na verdade requer o encaminhamento, por exemplo, nesse caso para um gastoenterologista e a pessoa não pode ficar eh continuamente usando antiácidos ou medicamentos para gastrite úcera sem prescrição médica. Uhum. Perfeito, Rogério. Perfeito. Esse ponto ele é bem delicado, né? Porque além de eh mascarar sintomas, a automedicação ela pode causar dependência, pode causar resistência a medicamentos, reações alérgicas e precisa tomar tomar cuidado porque pode causar até óbitos, sim, né? Então, essa questão da dependência, eu gostaria de de falar com a Dra. Karina sobre a dependência, porque é algo bem delicado e a automedicação pode sim causar auto a a dependência do do medicamento, não é? Com certeza. Na verdade, na psiquiatria, esse é um grande ponto que nós enfrentamos aí de problema no tratamento dos pacientes, né? Nós temos aí a classe dos bens de azepínicos, né? Que são os famosos tarja pretas. que são as medicações para para ajudar a dormir, medicações calmantes, né? E essas medicações, se usadas cronicamente aí por um período até mínimo de 3, 4 meses, ela já corre o risco de causar dependência, né? E aí o uso indiscriminado, né, ele vai causar com certeza grandes chances da pessoa ficar dependente, né? E aí é um outro problema que a gente tem que enfrentar para tirar essa medicação, que além da dependência tem um outro fenômeno que é a tolerância, né? Que que é a tolerância? É com o passar do tempo, aquela mesma dose que a pessoa tomava inicialmente que fazia efeito, ela deixa de fazer efeito, né? Então ela precisa de uma dose ainda maior para conseguir o mesmo efeito anterior, né? Então, uma coisa aumenta a outra que só vai fazendo, só vai piorando a situação, né? Então esse é um grande problema que a gente vê na prática clínica psiquiátrica e que é muito importante a gente orientar o paciente desde o início. Não que a gente não prescreva bipínico, nós prescrevemos, muitas vezes é necessário, mas a prescrição correta, na prescrição consciente é que a gente oriente o paciente para que ele faça uso de pequena dose inicialmente e que ao longo do tempo, ao longo do tratamento, a gente já atire. É importante porque, eh, Rogério, essa questão da dependência, ela, eh, infelizmente acaba eh trazendo um um problema sério de saúde, né? Se você começa a tomar medicamento sem prescrição, daqui a pouco você tá dependente e para você entender que você tá dependente, aí você vai precisar realmente ir até ao médico para que possa fazer o desmame desse remédio, podemos dizer assim, né? E sem falar da questão daquele transtorno, quem toma, aquela pessoa que tem costume, mania de tomar remédio, é hipocondríaco, é assim que fala? Sim. Eh, aí é uma questão eh que a que a médica inclusive pode falar muito melhor do que eu sobre a hipocondria, né? Que já é uma é uma doença, né? Já é uma é patológico. Sim. Mas é é tem pessoas que que tem uma verdadeira farmácia dentro de casa, né? tem med um medicamento para cada male, né? E enfim, mas eh eh a questão da dependência realmente eh eh e e até modismo, né? Nós vemos modismos com uso de medicamentos, né? E e os medicamentos em especial que causam dependência e tolerância, como como disse muito bem a a Dra. Karina, eles tão importante quando iniciar é é de estabelecer uma uma um plano de do tratamento, né? e não apenas o medicamento, porque eh nós estamos, claro, numa sociedade eh eh na cultura da medicalização, né, que tudo se trata com medicamento, mas nós sabemos que há medidas não farmacológicas que em muitos dos casos elas serão suficientes, né, e muitas vezes ou quando não é associado por um tempo por medicamento com medicamentos, né, e psicoterapia, por exemplo, atividades físicas, enfim. H h h h há várias eh eh metodologias de não farmacológicas que inclusive elas são muito importante, não apenas para ter um resultado e eh a melhora do paciente, mas sim a a a manutenção daquela melhora dele, né, e em ap e apenas em situações de crises em recaídas, que aí sim aí o médico vai lá e prescreve medicamento. Enfim, mas a a doutora pode falar muito melhor do que eu sobre essa questão da eh porque a psiquiatria trata muito bem disso, né? Trabalhando em conjunto com com psicólogos, por exemplo, né? Muito bem. Ô, Rogério, eu queria saber de você, assim, você falou da da farmacinha, né? Todo mundo tem uma farmacia em casa, não tem como. E aí, nessa farmacia tem remédio para quase todos os males aí do dia a dia, a dor de cabeça, a dor nas costas, a dor no estômago, né? H, me fala uma coisa, a combinação de medicamentos, esses medicamentos que a gente compra na farmácia, no balcão da farmácia, sem prescrição e que a gente tem na nossa caixinha, né? Ah, a combinação deles pode causar algum dano? a gente precisa estar eh atento à combinação, a a gramagem da medicação, porque assim, se você toma lá, vamos colocar um remédio para dor de cabeça, eh, dependendo da da miligrama, pode baixar a pressão. Eu não entendo muito, mas dei uma pesquisada e aí eu gostaria que você falasse pra gente a importância da gente estar atento à combinação de medicamentos e também a gramagem do medicamento, porque faz a diferença, não faz? Sim. Eh, bom, primeiro que cada indivíduo tem uma eh eh tem uma resposta diferente ao mesmo medicamento, né? Eh, pessoas diferentes. Então, ela eh porque as doses elas são estabelecidas a partir de estudos epidemiológicos em que a maioria de um grupo de pacientes respondem bem àquele tratamento, né? Mas cada indivíduo ele pode responder de forma diferente. Eh, as combinações elas podem levar eh podem ser indiferentes, né? Pode ser que um não altere outro, mas alguns medicamentos eles podem potencializar um efeito adverso ou próprios efeitos terapêuticos mesmo ou reduzir mesmo ou até anular eh o efeito de outro, né? apenas para a título de exemplo, por eh no caso do paracetamol, que é um analgésico muito muito comum o uso dele, né, acima de de 3 4 g por dia, e ele eh ele eh oferece um risco de hepatotoxicidade, né, que existe uma substância que é produzida a partir da da biotransformação dele, né, no na metabolização dele no organismo que ataca o fígado, né, E e se a pessoa ainda associar isso, o álcool, né, se ela usar o álcool, aumenta mais esse risco, né? Enfim. Eh, por exemplo, eh, falando, né, da da questão da psiquiatria antidepressivos, os inibidores da recaptação de serotonina, por exemplo, uma floxetina, paroxetina, é, é, é um dos potenciais efeitos dela, efeitos adversos, é, é eh eh efeitos gastrointestinais, até com, em alguns casos, com sangramentos, tal. E se a pessoa toma um analgésico, como ácido acetil salicílico, por exemplo, ou um anti-inflamatório como diclofenáco, potencializa esse risco, né? Então, eh, e tem alguns antibióticos, por exemplo, que utilizados com com antiácidos, eles perdem o efeito, né? Porque no intestino, antes de absorver, eles interagem com esse antiácido e e pode reduzir o efeito dele e o e o e o tratamento da infecção não vai ser bem-sucedida. Mas enfim, eh eh há sim diversas situações e por isso eu recomendo, procure procure o profissional, converse, claro, o médico prescreveu lá e informe para o médico todos os medicamentos que ele já vem tomando, já toma de alguma forma e e ao adquirir lá na farmácia, procure o farmacêutico, pergunte sobre isso, né? reforça essas informações, essas dúvidas, que ele certamente vai poder colaborar, vai contribuir para que o tratamento ele seja o mais seguro e mais efetivo possível. Nossa, muito importante essa sua fala, Rogério, porque você eh trouxe pra gente as consequências, né, da automedicação simples, vamos falar assim, com os medicamentos que a gente tem em casa, né, doutora? Porque às vezes você todo mundo tem, né? E aí você você vai no médico por conta de uma dorzinha de cabeça que você sabe que tá normal, que é só por conta de um mal-estar, não. Você vai tomar lá um remedinho. Só que esse remedinho ele tem que ser tomado só para aquela dor de cabeça. Agora, se a dor de cabeça persiste, você não vai ficar tomando remédio hoje, remédio amanhã, remédio depois. E aí, como é que faz? Você vai desencadear outra eh doença, né? Ou ou é questão do estômago, como o Rogério muito bem colocou. E também eh você vai, pode ser que tem gente que que fica dependente desses medicamentos, porque é igual um laxante, por exemplo, eu vi um ã um eh um artigo sobre eh eh medicamentos que a gente se automedica, né? O laxante, de acordo com o que eu li, é assim, o seu organismo ele se acostuma e depois ele não consegue eh trabalhar sozinho. Isso é uma dependência, doutora, né? Eh, é isso. Eh, como o Rogério muito bem disse, essa questão da das interações entre as medicações, isso é um ponto muito e importante que poucas pessoas, infelizmente até poucos profissionais acabam se atentando para isso. E isso é muito importante mesmo, porque às vezes um remédio pode prejudicar o efeito do outro, né, e ou causar outros problemas clínicos. esse exemplo que você deu, né, do laxante, é verdade, tem alguns laxantes que a pessoa ela tomando ao longo do tempo, eh, ela prejudica funcionamento intestinal normal e aí ela não consegue mais ter eh o funcionamento se não tomar um laxante, né? Então, ela gera um outro problema clínico para ela. Exatamente. A gente precisa ficar atento com isso porque é algo natural, algo do nosso dia a dia e que a gente acha que não tem problema nenhum. Ah, tudo bem. como vocês bem colocaram, né, um tudo bem, mas a sequência disso pode trazer uma consequência devastadora. E tem a questão, doutora, que eu gostaria de falar contigo sobre a frequência das pessoas que da da automedicação e que causa o transtorno, né, que a gente fala que são pessoas hipocondríacas. do ponto de vista da psiquiatria, em que momento essa prática eh da automedicação, ela passa eh estar associada a um transtorno mesmo? Como que a gente entende que a gente pode estar tendo aí esse transtorno e hipocondríaco, se é assim que fala? É, na verdade, o transtorno hipocondríaco, vamos dizer assim, ele vem antes, né, da automedicação, porque é uma característica muitas vezes, eh, que tá associado a algum traço de personalidade, né, algumas questões de personalidade, né, em que a pessoa ela tem, na verdade, medo de estar doente, né? É isso. Ele acha que ele tá doente. Então qualquer sintoma mínimo que ele apresente, seja uma dor de cabeça, seja alguma dor em alguma outra região do corpo, malestar físico, ele associa a uma doença mais grave, a um problema de saúde mais grave. E aí ele vai atrás de medicação, automedicação, até de tratamento. Então ele vai sempre ao hospital, né, prontos socorros e coisa e tal, achando que ele tem algum problema, né? Então o hipocondríaco ele é um caso específico em que a automedicação ela acaba sendo um comportamento muito comum, né? Porque a pessoa ela tem essa questão de achar que ela tá com alguma doença independente da do sintoma simples que seja. Entendi. Então hipocondr é a pessoa que acha que está doente, tem medo de adoecer e a gente que tem mania de ir na farmácia igual a gente vai no art frut, tipo assim, né? Pega uma cestinha e aí você vai na farmácia, ah, vou na farmácia hoje. Aí você pega uma cestinha lá que eles te dão uma cestinha, né? Daí você vai pega esse, pega aquele, pega aquele, pega aquele. Quando você vê a cestinha tá lotada de medicação. O que que é isso? É uma mania? É natural ou o que que acontece? É, eh, eu acho que essa questão vem um pouco do que a gente tava falando no começo, cultural, né? Da gente ter ali a avó, como o Rogério falou, o chazinho, né? Vamos resolver. Minha mãe toma chá de boldo até hoje para tratar quando ela não tá bem do do fígado. Fígado. Aham. E aí, então assim, é ter uma farmacia em casa, né, que a gente use para algum sintoma, eu acho que faz parte da cultura do brasileiro, né? E assim, não há maiores problemas nisso. O importante é saber fazer um uso consciente, né? Ter bom senso, né? Saber identificar, olha, eu tomei aqui, não tô legal, não melhorou, eu vou procurar um médico, eu vou procurar um profissional, não continuar se medicando, né? isso pode ser sintoma de alguma coisa mais grave e que se demora muito a ser identificada, né, causa aí diminui a chance de um tratamento efetivo, de um tratamento legal, né? Então, o importante é isso, é o bom senso, é a consciência. Muito bem. Ô, Rogério, eh, sobre a ingestão indiscriminada de alguns medicamentos, o nosso corpo ele adquire uma resistência, né? Tipo assim, eu tomo antibiótico, por exemplo, para qualquer coisinha tô lá tomando antibiótico. Eu tomo antibiótico um mês, no próximo mês também, no outro também. E aí de repente quando eu tenho realmente que tomar o antibiótico para ele, né, deletar uma bactéria do meu organismo, pode ser que esse antibiótico não funcione por conta de que eu estou com resistência a ele. Isso é verídico? Acontece mesmo? Como que a gente pode fazer pra gente não passar por essa situação? Bom, a resistência aos an das bactérias, dos microrganismos aos antimicrobianos é uma realidade, é um problema seríssimo de saúde eh eh pública mundial, né? há vários movimentos internacionais eh discutindo eh eh porque o lançamento de novos antibióticos eh eh em relação a a em relação ao crescimento, aumento das das resistências, não tá fechando essa conta, né? Então, muita gente eh eh está adoecendo eh eh adquirindo determinadas infecções que não respondem a nenhum tratamento disponível, né? Uhum. Bom, o que acontece assim, tentando trazer assim de uma forma eh simples, o antibiótico, de modo geral, ele e e ele não é específico para determinada bactéria. E e nosso organismo, ele em todas nossas mucosas, né, na nos orifícios, nós temos uma uma microbiota que é é um um conjunto de bactérias, microrganismos que servem de proteção ao próprio organismo. Eles protegem o organismo da invasão de outros. microorganismos, né? O que acontece quando eh tem há vários antibióticos, vários antimicrobianos que eles eles não vão atacar somente a bactéria que tá eh que é que é patogênica, né, que causa a doença. Eh, muitos deles vão afetar também essa microbiota que protege o nosso organismo, né? E e quando a pessoa utiliza muito antibiótico, ela ela praticamente elimina ela ela elimina boa parte dessa proteção natural que são essa esses microrganismos, né? E aí quando ela tem uma e e as bactérias que permanecem lá, elas são elas se tornam resistentes, porque as as que não eram resistentes foram foram eliminadas. Então aquelas que resistem aquele antibiótico estão lá. E quando há uma debilitação, por exemplo, uma uma depressão, uma a im há uma queda na imunidade, na na defesa orgânica da pessoa por alguma causa, por problema alimentar, por estresse, etc., aí aumenta o risco de haver uma uma proliferação e uma infecção com aquela bactéria eh que não responde ao antibiótico e aí vem um problema. Aí ninguém aí nenhum médico, nenhum hospital consegue resolver o problema. Acho um problema seríssimo, né, doutora de saúde pública mesmo, não é? É essa questão do uso indiscriminado de antibiótico. É um sério problema, né? Porque como Rogério bem disse, além dessa questão, né, da das bactérias naturais, vamos dizer, do organismo, você promove a resistência. Então, eh, se você usa muito antibiótico, com o tempo as bactérias acabam ficando resistentes e aí aquele antibiótico não vai funcionar mais, né? Então, aumenta o risco aí de você ter uma infecção mais grave e não conseguir tratar. É importante a gente ressaltar, né, que todo medicamento, eh, por mais simples que seja, ele tem o efeito colateral, né? E a gente precisa ficar atento realmente com essa questão. E hoje, com a a facilidade da informação, a gente tem acesso a tudo que a gente quiser, né? Inclusive acesso ao Dr. Google. Eh, qual que é a avaliação da Dra. da Carina sobre a a automedicação mediante a essa plataforma que a gente tem de buscas, né, e que muitas vezes ela dá um pré-diagnóstico pra gente. Sim, sim, é verdade. Na prática clínica do consultório, eh, muitos pacientes chegam hoje e falam: "Ah, doutor, eu pesquisei no Google, né, tal remédio pro meu caso, né, eh, o que que eu quero tomar esse". Então, uma coisa que é muito importante, eu acho que até papel do médico, nós orientarmos o paciente, né, o porquê de nós estarmos prescrevendo aquela medicação específica para ele, né? Então, quando o paciente chega para mim, eu falo: "Olha, você não tá, não tá errado, só que para o seu caso, especificamente, eu preciso prescrever esse outro medicamento por causa disso, disso, disso, né?" Então assim, isso é uma coisa com a internet, não tem mais como a gente evitar que o paciente faça a pesquisa, né? Então cabe a nós profissionais, né, que atendemos o paciente orientar, explicar, né, o porquê de prescrever um ou outro a medicação para aquele caso dele específico. Muito bem. Agora, eh, Rogério, em paralelo com o Dr. Google, a Anvisa lança cartilhas e campanhas direto, né, para orientar a população. Então, eh, sobre automedicação e tal. Então, na sua visão, eh, gostaria que você trouxesse pra gente o papel do farmacêutico hoje. Ele é fundamental para educar e orientar os pacientes, né? Qual que é o papel do farmacêutico? Hoje a gente chega na farmácia, quando a gente vê um farmacêutico ali, a gente fica à vontade para falar com ele. Mas essa pessoa, ela tem que ser formada em farmácia, ela tem que saber orientar e fazer eh eh a avaliação ali da sua receita, enfim, dar aquela orientação, né? né? Então, eh, o papel do farmacêutico hoje pra sociedade, bom, o farmacêutico, tentando resumir aqui, é um profissional que ele aprende eh desde a a produção do medicamento, o que tem dentro do medicamento, como ele é elaborado, né? e tem toda uma tecnologia por trás disso para que ele tenha o efeito eh mais apropriado, com maior segurança, com eh menos danos, né, ao paciente. E e também é a questão do do das consequências do uso, desde quando ele entra no organismo, né, ele quando é absorvido ou quando é injetável, ele vai direto, por exemplo, no no na nas veias, né, no sangue da pessoa, já tem um efeito mais imediato. Mas de qualquer forma, o medicamento ele quando entra no organismo, ele vai sofrer todo um processo de ele vai se distribuir pelo organismo, ele vai ser e eh transformado principalmente pelo fígado, mas também por outros processos, mas principalmente pelo fígado. E e vai se transformar em em substâncias que a tendência é que elas sejam eliminadas. Eh, mas qualquer eh alteração em todo o processo leva a a que o medicamento ele fique mais tempo ou menos tempo no organismo do que deveria ou que ele atinja ou não atinja o local de ação dele, né, como deveria. E e isso o farmacêutico, ele ele pode colaborar muito, pode eh eh pode esclarecer, orientar o o o paciente eh considerando a história clínica, outros medicamentos que ele está tomando, eh se ele tem algum problema renal nos fígado, né, se tem hipertensão, enfim, eh eh várias questões relativas à história clínica, né, numa namnése. farmacêutico vai identificar eh pontos em que requer um cuidado, por exemplo, que aquele medicamento eh deveria ser tomado com cautela, com determinada cautela, ou eventualmente em alguns casos, até eh entrar em contato com o médico para verificação se é aquilo mesmo, se ele havia considerado os outros medicamentos que o o paciente tava tomando, porque muitas vezes o paciente não leva todas as informações ao médico, né? Isso acontece muito. Uhum. Então ele é um profissional e e o fato de o farmacêutico ele tá nas farmácias, por isso eu eu até recomendo, procure sempre o farmacêutico na farmácia, por melhor boa intenção que tenha o balconista, ele não tem a formação, não é que tem o farmacêutico. E detalhe, o farmacêutico, ele tem um código de ética, ele tá inscrito no Conselho Regional, ele é passível a sanções éticas disciplinares, caso ele pratique algo impróprio, eh eh indique o medicamento de forma eh inadequada, enfim. Então, e e de modo geral, o acesso ao farmacêutico é gratuito, mas jamais o objetivo não é substituir o sistema de saúde, mas ser uma uma porta, eh, porque é mais acessível, né? Tá próximo da da da das pessoas, estão mais próximo e e ser um canal, inclusive de para poder eh recomendar, né, e encaminhar o paciente para o profissional adequado quando quando necessário, né? É verdade. Então, o farmacêutico ele ele tem as condições de colaborar com o sistema de saúde nesse sentido. É um é um parceiro do médico, um parceiro dos enfermeiros, enfim, de todos os outros profissionais. Exatamente. Exatamente. É, é interessante a gente notar que o farmacêutico ele pode ser o primeiro ponto de apoio da população, né? Muitas vezes é ele quem identifica o problema do uso inadequado do medicamento, né? E aí encaminha o paciente paraa avaliação médica, né? Agora, eh, quando a gente fala de medicamentos, nós falamos aqui de medicamentos, né? Remédio pro dor de cabeça, antibiótico, eh, ansiolíticos, né? Recentemente, eh, eu vi na na rede, na internet, o uso indiscriminado de vitaminas e eu vi que tem pessoas que estão passando mal e muito mal pelo simples fato de fazer uso de B12, é, vitamina D, né? Reposição de vitamina mais por por com soro, como é o nome? via via endovenosa. Isso. Endovenosa. Exatamente. Então, eh eu gostaria eh da avaliação de vocês sobre isso, porque é algo que tá meio que, entre aspas, na moda. A internet dita, né, a moda e o pessoal embarca e vai embora. E aí muita gente postando lá coisas, ó, ó, o sorinho lá, ah, tô aqui fazendo reposição de vitamina, mas em contrapartida temorapia. Exato. Em contrapartida tem gente passando mal por conta disso, né? Então, doutora, a sua avaliação sobre essa soroterapia, a vitamina, porque, ah, não tô tomando remédio, vitamina é considerado um medicamento, como é que é? Explica pra gente. É, as vitaminas e na verdade eh são suplementos, né? Nós estamos hoje em dia numa sociedade em que eh suplementação de vitaminas, né, sais, minerais, outras substâncias, é muito comum, né? Eh, na no meu ponto de vista, eu acho que assim, o uso das suplementações que você vai na farmácia, você compra até não é tão ruim, né? Porque o que o organismo não usa, ele elimina, né? Eh, no entanto, precisa se tomar muito cuidado mesmo, porque o uso também exagerado, indiscriminado, mesmo de vitamina pode fazer mal, né? Por exemplo, vitamina D, na época do COVID, eu não sei se vocês se lembram, teve, né, uma história de que a vitamina D protegia contra a contaminação pelo COVID. Então, teve muitas pessoas que usaram vitamina D indiscriminadamente em grandes quantidades e fizeram intoxicação por vitamina D, né? Então, cabe novamente a mesma questão do bom senso, né? Suplementação ali com mínimo diário, né? OK. Mas o ideal é que faça o acompanhamento médico, né? Porque há como a gente dosar as vitaminas no organismo para saber se há necessidade da suplementação, né? Agora, em relação a esses soros, esses soroterapias, eu acho pior ainda, porque na verdade esses soros são indicados por profissionais, né? Aí eu acho que nós entramos inclusive numa questão ética, né? do de um trabalho inadequado, que não tem embasamento científico para ser feito, né, e que é indicado, né, e que as pessoas, obviamente, sem conhecimento vão fazer. Exato. Esse é um problema muito importante. É, tem até uma questão que eu vi um vídeo, né, na internet, a pessoa falando que a vitamina B12 ela eh elimina, não, diminui a a sensação, tudo que você tem quando você tem ansiedade, né, e depressão. E aí por isso ela tava fazendo suplementação de vitamina B12. Então esse é um ponto importante que vocêou. as vitaminas, existe essa questão, ah, vitamina D, vitamina B12 ajudam na depressão. Não, não é verdade. O fato é quando a hipovitaminose, né, ou seja, a carência importante da vitamina B12, por exemplo, pode haver sintomas que simulem um quadro depressivo, né, ou pode até desencadear um quadro depressivo, mas para isso tem que haver hipovitaminosa. Então, por exemplo, pessoas que são vegetarianas, que são veganas, que não ingerem essa vitamina B, que ela se concentra principalmente em proteína animal, né, que é cobalamina. Então isso sim pode desencadear, mas nesses casos específicos, né, em outros em que a pessoa ela tem uma alimentação minimamente adequada, não é essa condição. Exatamente. importante, né, a gente eh explicar, né, Rogério, porque a internet tá aí e a gente sabe que a moda pega, né, e essa soroterapia aí de forma indiscriminada, a gente tá é o que eu tô vendo bastante, principalmente de uns dois meses para cá. Qual que é sua avaliação sobre isso? Bom, o Conselho Federal de Farmácia, inclusive nós aqui na Coordenação Técnica Científica já pegamos algumas situações dessas que chegaram a nós, né? E o nosso parecer e tem sido posicionamento dos conselhos regionais é de que primeiro não é uma atividade regulamentada, né? Eh, bom, eh, eu já eu trabalhei, eu eu tenho uma formação de pós-graduação em farmácia hospitalar, eu trabalhei com nutrição parenteral no Hospital das Clínicas em São Paulo. E eu sei muito bem da complexidade e dos riscos de injetar diretamente na na veia. eh eh grandes volumes, né, de de vitaminas e nutrientes. E e como disse bem a doutora, eh vitamina não é porque é vitamina, porque ela não é inócua, né? Tudo que é excessivo ao organismo, inclusive as vitaminas, pode causar dano e em especial as vitaminas, as lipossolúveis, que elas armazenam muito no organismo, vitamina A, vitamina D, a vitamina E também, mas de qualquer forma e eh eh é quando não é danoso, é um desperdício de recurso. Hum. e ofere quando é se trata inclusive do que chamam de o soro da choro o soro da esqueci o termo agora, mas enfim, a sorerapia eh soro da beleza, né? Alguns uso da beleza da beleza. É, é verdade. É, pois é, na verdade tá eh tá causando danos eh porque uma pessoa ela pode apresentar uma uma reação de hipersensibilidade importante, pode ter um choque ali, né? e mesmo o excesso das vitaminas sem uma uma indicação correta, sem que tenha sido eh eh por exemplo, no caso na na nutrição parenteral que é feita em hospitais, ela é indicada para pacientes, por exemplo, que tiveram câncer no estômago, suponhamos, ou algum tipo de lesão importante, uma cirurgia no estômago. Então, não tô podendo utilizar a via a via oral. Aí, aí quando também não pode utilizar a via intestinal, né, que aí são as sondas intestinais eh eh ou enterais aí eh pode-se lançar a mão da nutrição paraenteral até que haja uma recuperação do trato digestivo e a pessoa possa ingerir, não é? Mas são casos muito específicos, especiais e que requer uma uma especialização nisso, né? E e isso para do jeito que é feito realmente é condenável e e é perigoso. As pessoas não deveriam estar fazendo isso. Eh, e se a pessoa ela tiver uma hipovitaminose eh e eh identificada através de exames eh eh acompanhado por nutricionista, por médico, o no caso o o esqueci o especialista agora da o médico especialista eh eh nutrólogo, né? eh médico, nutrólogo, enfim, eh tenha identificado aquela aquela deficiência, ele vai indicar a reposição específica necessária, né, quando isso não é eh quando a própria alimentação adequada não é suficiente. Por exemplo, uma pessoa que fez uma cirurgia eh no estômago para para emagrecimento, né, ela ela precisa de uma suplementação específica, né? Enfim, eh nós não concordamos com isso e deve ser denunciado aos Conselhos Regionais de Farmácia. Se um farmacêutico tiver praticando isso. Muito bom. É importante a gente esclarecer, né? Porque tem muita gente fazendo e aí você olha, de repente fala: "Olha que legal, né? Tá dando resultado, acho que eu vou fazer também". Gente, não é por aí. A gente precisa ter cautela e ter entendimento. E é por isso que a gente traz aqui no nosso estúdio Câmara profissionais que podem nos orientar. E você aí de casa mandando a sua pergunta. Vamos lá então. Produção tá falando que tem perguntas, então a gente para de conversar um pouquinho aqui para poder conversar com o pessoal que tá aí do outro lado. Vamos lá então. Quem é que tá com a gente? Pode colocar na tela produção, por gentileza. A Ana Luía Prado do Jardim Guanabara. Existe diferença entre quem toma medicamento sem receita para dormir de vez em quando? E quem faz disso uma rotina? Hum. Quais os sinais de alerta, doutora? E aí, então é verdade, é aquilo que nós falamos, né? O uso de vez em quando, ele pode se tornar o uso rotineiro, né? Então, eh, mesmo que haja eh a intenção de usar só de vez em quando, uma medicação que pode causar algum tipo de dependência, ela tem que ser evitada, né? Como o Rogério bem disse anteriormente, existem outras formas, né, de cuidarmos aí dos sintomas. Então, por exemplo, nesse caso específico do sono, existe a higiene do sono, né, em que antes de dormir a pessoa ela pode colocar uma música tranquila, não fazer uso de tela, né? O celular, a luz do celular, ela atrapalha, né? O sono, ela pode colocar alguma fragância, alguma coisa, desligue som, vá pra cama, tome um chá, né? Então, existe uma série de medidas que podem ser tomadas para que a pessoa consiga dormir melhor, né? O ideal é evitar mesmo a medicação, só se realmente aí indicada para um profissional ela for necessária. Muito bem, doutora. Obrigada por responder aí a nossa telespectadora. Vamos com mais uma pergunta. A gente passa essa pro Rogério. Vamos lá, então. Pode colocar, produção, por favor. Olha lá, Camila Rocha do Taquaral. Às vezes a pessoa sente dor de cabeça e já toma remédio forte. Esse hábito pode mascarar doenças mais graves e atrasar o diagnóstico? Vamos lá, Rogério. Bom, eh o uma cefaleia uma dor de cabeça eh ocasional relacionado, por exemplo, na mulher eventualmente ao a associado ao ciclo menstrual ou algum estresse ou algo diferente que ela comeu e não, né? Não, não, não, não se deu muito bem com aquele alimento, tal, ou, enfim, eh, n situações do dia a dia que pode levar a uma cefaleia, né, pontual. Isso eh é é normal. pode tomar um medicamento, né? Eh, claro, buscando orientação para saber se não seria contraindicável naquele caso, naquela pessoa. Mas a partir do momento que a pessoa ela ela ela faz disso um hábito, eh, como foi o caso anterior, a pergunta anterior, é algo errado está acontecendo, né? Então o médico precisa avaliar, porque não é normal a pessoa ter dor de cabeça muito frequente e que requer sempre medicamento. Da mesma forma, eh, o sono, um sono é biológico, ele é ele é naturalmente, a pessoa deve sentir sono. Se ela não tá sentindo, está sentindo sono, alguma coisa está errada no hábito dela, né? Ou hábito, ou algum problema adjacente por trás disso que requer uma avaliação de um profissional. E porque ela com certeza a a suprimir, né, eliminar aquele sintoma, apenas daquele alívio, não significa a cura de um mal maior que pode estar por trás, né? Então é, e pode protelar o diagnóstico. E o que é muito mais grave, né? que de repente algo que no início, um problema que no início é contornável, dá para ser tratado. Ele eh se a pessoa demorar muito para ir ao médico e diagnosticar e tratar adequadamente, pode ser que já seja tarde demais, né? Exatamente. Muito obrigada por responder aí, nosso telespectador. Vamos lá. 8:59, mais duas perguntas. Aí a gente vai paraas considerações finais. A gente tá aqui com a Dra. Carina, o Rogério, né, farmacêutico, trazendo pra gente informações sobre automedicação, né, tá tudo bem você tomar um remédio para uma dor de cabeça, mas é só isso. Não pode ficar se automedicando e também não pode ficar tomando um remedinho analgésico aí por 15 dias, uma semana, né, na sequência, porque tem algo errado. Se você tomou, a dor de cabeça não passou, tem que procurar o médico. Vamos lá. Carlos Eduardo do Jardim Miriam. Por que mesmo sabendo dos riscos os brasileiros continuam se automedicando tanto? É falta de acesso à saúde ou hábito cultural? É. E aí, não é? É complicado. Eu acho que as duas coisas, as duas, né? Eu também concordo. Eu acho que é uma questão cultural, né? Como a gente já conversou aqui, né? a questão na dea dos nossos avós, de ter a farmacia em casa, coisa e tal, mas eh a falta de acesso à saúde, infelizmente é um problema, né? É um problema de saúde pública no Brasil, apesar de nós termos o SUS, que é um sistema excelente, né? Mas infelizmente ele ainda tá muito a quem, né, das necessidades da população, né? Então, todo quem tem acesso ao SUS, quem precisa utilizar o SUS, sabe como é difícil, né, mesmo ir a uma upa, se precisar, né, como o Rogério já falou, às vezes ele vai procurar, ele fica muito tempo na espera no pronto socorro, né, às vezes não tem médico, né, ali no momento, não tem profissional suficiente. Então, assim, infelizmente eu acho que esse ponto contribui mesmo, né, paraa automedicação. Exatamente. Eh, Brasil tem que eh caminhar e e melhorar muito ainda, né, nessa questão do Sistema Único de Saúde. É maravilhoso. É, porque tem países que não tem o nosso Sistema Único de Saúde, né? E só que, por outro lado, também tem essa questão da amorosidade, né? Às vezes a pessoa vai e ela não tá legal, ela precisa de atendimento e aí ela não é atendida no momento que ela deseja. Se a gente for parar para pensar, até plano de saúde também já está nessa situação. Então, é uma questão sim. de saúde pública e a gente precisa eh aprender, né, aprender a dosar tudo nessa vida, inclusive aí o medicamento que a gente toma. Vamos lá, agora 91. Mais uma pergunta, por favor, pode colocar na tela. Produção, o Diogo Oliveira do Jardim Florense, o que a gente deveria observar antes de tomar qualquer remédio em casa, mesmo os mais comuns, como de pirona e paracetamol. Rogério, o que que a gente tem que analisar aí desses remédios? O Diogo Oliveira pergunta: "Bom, eh, eu diria que primeiro é buscar a orientação de um profissional, né, mesmo para esses mais comuns, né, e ler a bula, existe uma bula lá que que tem informações, claro que é muito difícil, muitas bulas são enormes, né, e a pessoa por vezes é é destimulado a ler. Mas hoje, inclusive, muitos medicamentos tem bulla disponível até no e eh tem um Qcode lá no no medicamento, na embalagem que você pode ver digitalmente, né, no próprio celular. Mas é importante conhecer um pouco do seu do medicamento, né, e buscar a orientação de um profissional e não eh eh não eh tomar um medicamento eh que n sem orientação em especial eh se nunca tiver tomado antes. Hum. Aquele medicamento. Isso é um fator importante porque eh é a porque o meu vizinho, porque o meu amigo, meu familiar tomou, então vou tomar também. tome muito cuidado com isso, né? Mas qualquer um desses medicamentos, não existe medicamento desprovido de efeito adverso. Todos eles podem causar causar problemas. Eh, e e quando qualquer pessoa, qualquer site, qualquer profissional eh disser que tal produto, mesmo produto natural, de origem natural, não tem efeito colateral, eh, não tome aquilo, não, não, tome cuidado porque não existe, não existe. Até até a água em excesso pode afogar, né? Exato. Claro que a Mas de fato, né, a questão é a dose. A dose que torna um medicamento um tóxico. É, exatamente. Quando a gente fala disso, a gente lembra das alergias, né? Eh, eh, uma das reações aí eh eh de ingestão de medicamento pode ser uma alergia. E a alergia pode sim ela eh evoluir e levar a óbito, não é? É isso, Rogério? Sim. No sim, no caso, por exemplo, você citou lá a De Pirona, né? A Deirona há anos atrás foi muito discutida uma reação que ela provoca que é é no sangue, né? a pessoa eh tem uma reação muito importante e levava algumas pessoas a óbito e ela chegou a ser banida em vários países, mas na verdade eh eh ao longo do uso eh eh eh eh e pelo menos na na no nosso contexto, porque o medicamento ele pode se comportar de forma diferente em populações diferentes, em regiões diferentes, né? E e mostrou-se o a dipirona, por exemplo, um medicamento que, claro, tem seus riscos, como qualquer medicamento tem, mas ela pode provocar reações e e e não necessariamente relacionada à dose, né? Eh, que são reações alérgicas importantes, né? É importante a gente falar sobre isso, importante a gente quebrar esse tabu, porque todo medicamento ele tem uma reação, não adianta, por mais pequenininha que seja, né, doutora, ele vai sim ter uma reação. Então, a gente precisa entender mais sobre isso, falar mais sobre isso, porque é algo que está no nosso dia a dia, que tá aí na sua cozinha, né, na sua gaveta, tá lá o medicamento. Por favor, Rogério, pode falar. Permitam, desculpe. Eh, é importante as pessoas saberem que mesmo substâncias que contidas no medicamento que não seja a própria substância ativa, pode provocar reações. Alguns corantes, inclusive, eh, tem um chamado amarelo de tartrazina, que ele pode provocar reações importantes eh alérgicas. Tá bom? Olha aí, tá vendo? Muito bom. Muito bom. Obrigada. Vamos lá, mais uma pergunta. A gente direciona essa pergunta pra doutora e daqui a pouquinho a gente já vai para as considerações finais. Pode ser, produção? Vamos lá. Pode colocar na tela, por favor. Daniela Freitas do Jardim Nova Europa. Algumas pessoas acreditam que se o remédio funciona para um conhecido, também serve para elas. Porque esse raciocínio é tão perigoso? É, não é bem assim, né, doutor? E o raciocínio é perigoso mesmo. E somos pessoas diferentes, não é? Exatamente, né? Essa pergunta é interessante porque isso também é muito comum. Sim, né? Como eu falei, o paciente chegar, remedinho que a minha vizinha, minha prima, minha tia toma, eu também tomei, né? Então assim, cada organismo é um, né? Eh, nós estamos falando aí de efeitos colaterais, alergias, coisa e tal, né? Eh, cada pessoa reage de uma forma diferente à medicação. Ela pode ter diferentes efeitos colaterais, ela pode ser mais ou menos sensível à medicação. Então, eh, essa questão de tomar que pro outro fez bem, para mim vai fazer, na maioria das vezes, não é verdade, né? Quando você vai a uma consulta com o médico, ele vai te perguntar eh se você já tem um anistórico de alergia, algum tipo de medicação, se você já teve algum efeito colateral, algum tipo de medicação, justamente para poder evitar esse tipo de coisa, né? Se se você já teve alguma reação para tentar identificar se o teu organismo tem alguma sensibilidade ou não para que ele possa prescrever a medicação adequada, né? Então, cada um é um, né? a gente não se pode basear no outro para saber se aquele remédio vai ser bom ou não para você. Muito bem. Quando a doutora fala sobre isso, eh, me lembro agora sobre a questão das canetas, né? Porque a gente precisa falar a verdade pro nosso médico. Você tem alergia a tal medicamento? Aí você quer muito tomar aquele medicamento. Vamos lá, vamos colocar uma, vou fazer um exemplo aqui das canetas emagrecedoras que hoje também virou moda. Então, de repente tem um um componente na caneta emagrecedora que você sabe que tem alergia, mas você quer muito ela e você precisa da receita para comprar esse medicamento. Você vai e fala pro médico: "Não, não tenho, não, não tenho alergia não". Você vai lá e mente na namnése. Então, tem que tomar muito cuidado com isso, porque pode causar um problema muito sério de saúde para você. Essa essas canetas emagrecedoras elas estão assim tomando conta de tudo e tá todo mundo fazendo isso. E aí só que o detalhe é que a gente precisa de de receita médica para comprar essas canetas emagrecedoras, mas tem gente conseguindo comprar sem receita médica. E me fala a avaliação que você faz, doutora, desse uso indiscriminado dessas canetas que tá acontecendo nesse momento aí. É, na verdade as canetas agora, né, você tem necessidade de receita antes não precisava, né? A pessoa ela ia na farmácia e já pedia e conseguia comprar as canetas. Inclusive essa mudança, né, eh foi feita justamente pelo uso indiscriminado, né? É um produto que se tem visto aí, que tem ajudado muitas pessoas que não conseguem emagrecer de diversas maneiras, né, mesmo com apoio aí de um profissional. Mas o problema é que eh todo mundo quer o caminho mais fácil, mais simples, e aí todo mundo quer usar a caneta, o que não é também indicado por uma série de fatores, né? Existem mesmo vale para quando você vai eh fazer um tratamento para emagrecer, coisa e tal, cada pessoa é uma, né? O tratamento adequado é diferente, né? Não é simplesmente usar a caneta e pronto, né? Acabou. Não é assim, a coisa mais importante, tem que ser uma avaliação mais completa. Eh, e lembrar que todo medicamento tem uma reação e essa caneta também tem uma reação no nosso organismo, não é, Rogério? É, eu acompanho, sou formado há 32 anos, eu tenho acompanhado vários fenômenos na na eh na área de emagrecimento, né? Uhum. Eh, já foi hormônio tiroidiano, já foi anfetaminas, eh, enfim, teve aquele que esqueci agora o nome que que agia na na absorção no no intestino da dos nutrientes. Esqueci eh esqueci agora o nome. E agora é esse, né? E e são essas canetas, esses medicamentos, eh, esses modismos, né? Infelizmente eles acabam pegando as pessoas que querem resultados, como a doutora me falou, querem é a geração do do do fast food, né, do tudo rápido, tudo imediato, respostas imediatas, mas é porque ela não tem consciência de de quão agressivo é pro organismo quando ele eh eh quando ele e quando reduz a massa dele, né? Porque quando você perde eh eh gordura, rapidamente, ela tem que ser eliminada e e tudo isso sobrecarrega fígado, sobrecarrega rins, eh o o sistema circulatório mesmo tem várias consequências de de de desse processo agressivo de perda de peso, algo tão simples assim, né? como esar um uma uma garrafa que tá com água, você tá esvaziando, não, você tá mexendo com todo o teu organismo e pode perder também a massa magra, que é o são os músculos que são muito importantes, enfim. Eh, e também perder vários nutrientes quando se perde, quando você altera a a absorção do do dos nutrientes no intestino e eh você acaba também ficando podendo ficar desnutrido. Enfim, há várias consequências. Inclusive esses medicamentos, ele pode provocar entre tantas coisas pancreatite, né, e que é que é pode ser grave em alguns casos, até pode ser fatal eventualmente, mas eh enfim, é mais uma luta aí para nós estarmos orientando as pessoas para que tenham muito cuidado com esse medicamento. Se ele não tiver sido bem orientado para o uso, eh não faça isso. não adquiram é em um local onde onde não tem a garantia e de que dá procedência, inclusive tem muita falsificação nesse nesses casos e procure o profissional que vai indicar corretamente o medicamento. Muito bem, nosso farmacêutico Rogério nos orientando, nossa doutora Karina também eh passando orientações referente à automedicação. A gente tá chegando ao final do nosso estúdio Câmara de hoje. um programa que já está no YouTube, repasse, repasse pra sua família, igual você repassa o remedinho para dor de cabeça, tá? Esse programa é é bem informativo, então é legal você passar para as pessoas que estão aí eh do seu lado para que a gente possa entender, né, a a o que que tem atrás dessa automedicação. Toda ação tem uma reação, então a gente tem que ficar atento sobre isso. Eu quero agradecer muito a Dra. Kina e pedir para que deixe uma dica, né, para as pessoas, principalmente as pessoas que fazem uso de medicamentos eh psiquiátricos, né, porque você não pode dividir o seu remedinho com o coleguinha, não é isso, doutora? É, é verdade, é verdade. Eh, eu sei que realmente às vezes, como nós já dissemos, né, o acesso não é tão simples, né, ao profissional, ao médico, tal, mas assim, eh, sempre a consciência, o bom senso, né? procurar um profissional, seja num num SUS, numa UPA, num posto de saúde, às vezes não tem o psiquiatra, mas tem um clínico, o generalista, o médico generalista hoje ele tem um conhecimento básico para fazer um tratamento, né? Então sempre procurar um profissional, né? Nunca fazer o uso por conta própria ou por indicação de alguém que não tem conhecimento, tá? Isso pode realmente causar sérios danos. que não valem a pena. Exatamente. Doutora, muito obrigada pela sua participação. Hoje a gente agradece muito a sua presença hoje aqui. Obrigada. Que agradeço. Maravilha. Ô Rogério, agradecemos você por estar presente com a gente aqui pelo Zoom. Quanta informação precisa você nos trouxe? Obrigada por colaborar com esse conteúdo bem eh importante paraa nossa saúde. Obrigada, viu? Gratidão. Eu agradeço em nome do Conselho Federal de Farmácia, Dr. Walter da Silva Jorge João, nosso presidente. Eh, estaremos sempre à disposição e de fato esse é um tema muito importante. As pessoas têm que ter consciência de que o medicamento não é nada trivial, mesmo o que aparentemente é mais simples pode trazer problemas se não indicado corretamente e se se usado de forma eh eh persistente, sem a ida ao profissional adequado, não é? Eh, enfim, eh, é isso. Eu acho que busquem sempre o profissional. E e um aspecto importante que eu acho que eu talvez esqueci de falar, a educação em saúde é uma coisa muito importante. Inclusive há projetos inclusive na infância, em escolas primárias, educando as criancinhas sobre sobre os medicamentos, né, os cuidados. Ah, não pode pegar o medicamento que tá lá no armário e tomar porque é perigoso. Porque às vezes o o comprimido ele pode ter uma uma draja, por exemplo, ele pode ter um aspecto que parece uma um doce, né? E e por vezes ela toma. Então, educação e saúde desde a base é muito importante para as pessoas se tornarem mais conscientes com relação a medicação. Perfeito, perfeito, Rogério, obrigada pela sua participação, Dra. Carina também, gratidão. É isso, gente. Automedicação pode parecer um atalho, né? Mas os riscos são muito maiores que os benefícios, tá? Seja dor, insônio, ansiedade ou qualquer outro sintoma. O caminho mais seguro é procurar orientação médica ou farmacêutica, tá bom? Então, cuide-se muito bem, cuidado aí com a sua automedicação, dá uma revisada para ver se não está vencida, né? Porque você precisa eh olhar a sua caixinha de medicamentos, que tem gente que tem mania de ir na farmácia e comprar um monte, então tem que dar uma olhadinha também no vencimento da sua medicação, tá? E cuidado com essa automedicação, combinado? Gente, amanhã Estúdio Câmara vai abordar um tema atual, adolescentes sem perspectivas do amanhã. Será que é isso mesmo? Será que muitos jovens estão vivendo apenas o presente sem pensar no futuro? essa geração de hoje eh tá preocupada, será como vai ser o nosso amanhã e como isso afeta as escolhas dos adolescentes, né? Estudos, bem-estar emocional e principalmente o que a gente pode fazer para ajudar essa turma a enxergar um caminho para o amanhã. No estúdio Câmara, a gente conversa com especialistas em psicologia, educação e juventude para entender a causa desse comportamento e também eh tentar eh descobrir estratégias eficazes para reaccender a motivação e o planejamento de vida entre os adolescentes. Então a gente conta com a sua participação amanhã. Não perca estúdio Câmara a partir das 8 da manhã ao vivo. Em instantes nós temos direto da Central e a Íria, a nossa inteligência artificial trazendo informações de Campinas, do Legislativo, também informações nacionais, internacionais de toda a nossa região. Ao meio-dia temos Câmara Notícia com informações do legislativo e também na nossa cidade. E durante todo o dia nós temos também, é, nossos quadros e programas com muita informação, conteúdo de alta qualidade, produzido especialmente da nossa equipe do grupo Mais Comunicação, especialmente para você que tá aí acompanhando a programação da TV Câmara Campinas. Grande abraço, fique bem. A gente se encontra amanhã a partir das 8 com mais uma edição do nosso estúdio Câmara ao vivo. Te esperamos, não perca. Até lá. [Música] [Música] [Música]