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Estúdio Câmara | Até onde vai a dependência dos filhos?
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Estúdio Câmara | Até onde vai a dependência dos filhos?

104 views Publicado 29/08/2025 HD · 1:16:50

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No Estúdio Câmara de hoje, discutimos um tema que faz parte da vida de muitas famílias: até onde vai a dependência dos filhos para tomar decisões? 👩‍👧‍👦 Um exemplo simples: quando a criança vai a um restaurante e não consegue escolher o que pedir, dependendo totalmente da mãe ou do pai para decidir. Mas será que isso é apenas cuidado ou já é controle excessivo do comportamento dos filhos? 👉 Para debater o assunto, recebemos duas especialistas: Amanda Oliveira, psicóloga com atuação em crianças e adolescentes, especializada em Análise do Comportamento Aplicada (ABA). Fabiana Grecco, doutora em Ciências Sociais e psicanalista, com pesquisas sobre relações de gênero, maternidade e sofrimento psíquico. 📌 Neste programa você vai ver: Qual a diferença entre educar e controlar o comportamento dos filhos; Os impactos da dependência excessiva nas decisões da criança; Como encontrar o equilíbrio entre acolhimento, limites e autonomia; O papel da família no desenvolvimento da autoconfiança e independência infantil. 🌟 A conversa traz reflexões importantes sobre disciplina, limites, vínculos familiares e o desafio de criar filhos mais autônomos em um mundo de tantas pressões sociais. Assista e participe nos comentários: você acha que hoje os pais estão mais protetores ou mais controladores? 🌎 Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Olá, [Música] bom dia. Seja muito bem-vindo. Estamos chegando com mais uma edição do nosso estúdio Câmara aqui pela TV Câmara Campinas. Hoje é sexta-feira, dia 29 de agosto. Que rápido, hein? E hoje nós vamos falar, gente, de um tema que está no nosso dia a dia. Está no dia a dia de muitas famílias, né? Até onde vai a dependência dos filhos para tomar decisões? Será que educar é orientar ou controlar? Em que momento os pais devem guiar e quando precisam deixar os filhos experimentarem a vida por conta própria? Bom, para ajudar a gente entender melhor essas questões, nós já estamos com as nossas convidadas aqui no estúdio Câmara e daqui a pouquinho a gente conversa sobre o tema de hoje. E você também pode participar, mande sua mensagem, a sua pergunta, eh mande também eh a sua experiência, né, referente à criação dos filhos. Nosso WhatsApp está na sua tela, 1978293776. Enquanto você manda sua mensagem, a gente atualiza algumas notícias, a previsão do tempo e daqui a pouquinho nós já vamos apresentar as nossas convidadas e vamos ao nosso tema central. Vamos lá então, gente. Olha só, a saúde debate tabagismo na era dos vapes e lança protocolo de prevenção. A Secretaria de Saúde aqui de Campinas promove hoje eh o evento controle do tabagismo na era dos vapes. Novos tempos, novos desafios. A data marca o Dia Nacional de Combate ao Fumo. A programação voltada para profissionais da área eh começa agora às 8 da manhã e segue até o meio-dia com palestras sobre os riscos dos cigarros eletrônicos, políticas públicas de controle e dados locais sobre o tratamento do tabagismo. Durante o encontro vai ser lançado também um protocolo eh municipal que padroniza o cuidado com pacientes e fortalece as ações de prevenção na rede básica. Campinas, gente, conta atualmente com 51 grupos contra tabagismo nos centros de saúde. Sete deles iniciados este ano em 2025. No primeiro quadrimestre deste ano, 847 847 usuários do SUS Municipal foram atendidos, dos quais 505 conseguiram parar de fumar. Em 2024, o programa registrou 1996 participantes, sendo que 1211 abandonaram o vício. Os interessados podem participar, eh, é só entrar em contato com o centro de saúde mais próximo da sua casa. A lista de unidades e horários está disponível no site da prefeitura campinas.sp.gov.br. br. Daí você coloca/secretariasaúde/páginacentros de saúde. Aí você encontra esse programa importante contra o tabagismo que está disponível nos centros de saúde aqui da cidade de Campinas. Mais informações chegando para você. O Parlamento da região metropolitana discute hoje hospital metropolitano e gestão do Hospital de Sumaré. Eh, acontece hoje às 9 da manhã, é a quinta reunião do ano, vai ser realizada na Câmara Municipal de Pedreira. O encontro é presidido pelo vereador Luiz Rossini, que é presidente do legislativo aqui de Campinas. A reunião vai contar também com a presença de Jorge Carlos Machado Curi. Ele que é coordenador da Diretoria Regional de Saúde e vai apresentar detalhes sobre a construção do Hospital Metropolitano de Campinas que foi anunciado pelo governador Tarcísio de Freitas. A unidade, gente, está prevista eh para ter uma capacidade de até 400 leitos e será instalada ao lado do AM Campinas, no Parque Itália, um ponto estratégico para integração com o sistema Cross, agilizando o atendimento de pacientes da região. Outro tema em pauta hoje na reunião metropolitana é a continuidade da gestão da Unicampos Estadual de Sumaré. Muito bem, previsão do tempo chegando. Antes da gente começar a nossa conversa, vamos saber como é que fica o tempo para este final de semana. Vamos lá, então. Dia de cada vez. Hoje, sexta-feira, bom, tempo instável, parece que vai vir uma chuvinha fraca por aí, tá? Então, durante todo o dia, em pontos isolados pode ter ocorrência de chuva e também eh ocorrência de rajadas de vento, tá? Mas hoje é nós temos aí mínima de 16, máxima de 23º. Amanhã, sábado, gente, previsão é de sol entre nuvens. O tempo fica firme na região, sem chuva. Mínima amanhã de 15, máxima de 26. E domingo não muda muito. A previsão para domingo é de sol e muitas nuvens à tarde, à noite o céu ainda fica com nebulosidade, mas não chove no domingo. Então a chuva mesmo é só para hoje em pontos isolados. mínima 15, máxima 28º no domingo. Essa foi a previsão do tempo para você de hoje, sexta-feira, e também do nosso finalzão de semana que já está batendo em nossa porta. Bom, vamos lá. Então, tema central do estúdio Câmara de hoje é: até onde vai a dependência dos filhos para tomar decisões para nos orientar. Então, no programa de hoje, a gente dá as boas-vindas às nossas convidadas. Eu quero dar um bom dia especial e agradecer a participação da Amanda Oliveira. Ela é psicóloga, está presente com a gente aqui no estúdio. Bom dia, Amanda. Seja bem-vinda. Bom dia. Bom dia. Obrigada. Agradeço muito o convite. Muito bem. Para completar o nosso timaço dessa sexta-feira, nós estamos com a Fabiana Greco. Ela é doutora em Ciências Sociais e Psicanalista. Fabiana, seja bem-vinda. Bom dia. Bom dia, Rúbia. Obrigada. Bom dia, Amanda. Agradeço a oportunidade de falar desse tema, né, a você, a sua equipe, um tema atual, importante. Então, vamos lá, pessoal de casa pode participar com a gente e vamos analisar juntos. Gente, olha só, as sementes que caem de uma árvore, elas até podem brotar embaixo da árvore mãe, mas elas acabam não prosperando, não crescendo e se expandindo porque falta espaço, porque falta luz solar. Já uma semente germinada em solo fértil, que não fica a sombra de outra árvore com espaço e liberdade, ela cresce e ela está exposta à luminosidade, a chuva, mas mesmo assim ela consegue se desenvolver. Você consegue perceber como a natureza dentro das dinâmicas familiares a gente pode entender que é difícil prosperar quando existe relação de dependência. É importante esse tema de hoje, gente. Para começar, eu gostaria que cada uma de vocês eh trouxesse pra gente uma reflexão de como vocês definem a diferença entre orientar e controlar na criação dos nossos filhos. Pode começar por você, Ana. Uhum. Bom, orientação, quando a gente traz a questão da criação dos filhos, orientar é você ensinar pro futuro, ensinar o que que ele pode fazer, o que que ele não pode fazer. o que que é o certo, o que que é o errado. E quando a gente tá falando de controle, a gente tá falando de uma questão de privação, né? Então ele não sai ali de uma redoma, não consegue desenvolver o suficiente. E a gente esquece, os pais às vezes esquecem que as crianças vão crescer, que eles vão virar adultos e adultos precisam ser funcionais. E quando a gente fala de controle, a parte funcional não vem junto, né? Então, orientar é orientar pro futuro. A criança precisa entender o que que tá acontecendo, entender como que funcionam as coisas para ser um adulto mais funcional. Excelente, Fabiana. Orientar e controlar, qual é a diferença? Como você define isso? Existe uma diferença, né, entre orientar e controlar. Eu eu compreendo de forma parecida com a Amanda. Eh, a orientação ela vai dar condições dessas eh desses dessas crianças, né, que no no futuro serão adultos, deles participarem da vida social, né? Então, eh eh fornecendo as regras, educando no sentido de explicar quais são as regras, como o mundo funciona, quais são os limites, eh até onde a gente pode ir. Então, uma liberdade, né, o essa educação de orientação, ela dá uma liberdade, mas também explica como o mundo funciona, né? Coloca certos limites para que a pessoa possa se desenvolver, mas claro, dentro de certas regras sociais que são muito importantes, né? Exatamente. É isso, gente, né? orientar, controlar como é que a gente cria os nossos filhos, ainda mais agora nessa nesse nesse mundo tão frenético, tão corrido, tão midiático, tão online, né? É muito desafio pela frente. Ô Amanda, muitos pais acreditam que estão protegendo os filhos, mas aí acabam tomando as decisões por eles, né? Então assim, ah, a criança vai atravessar a rua, aí ela já sabe, né? da criança que já aprendeu aí o sinal, que é o sinal verde, vermelho e o amarelo, mas aí o pai não deixa e fala: "Não, vem aqui, pega na mão". E mesmo a criança sabendo, o pai toma a decisão. Então, qual que é o impacto disso no desenvolvimento emocional dessa criança e na autonomia? Tem um impacto? A criança ela acaba eh crescendo em uma zona de conforto. Uhum. Sim. existe esse impacto, porque você ensinar a criança a andar com os próprios passos é diferente de você tomar as decisões por ela. Então, quando os pais tomam as decisões pelas crianças o tempo inteiro, isso não dá espaço para ela aprender a como fazer uma escolha correta, qual é a melhor forma, qual é a forma errada. E isso deixa uma brecha muito grande para ela não não ser não ter independência, né? Então, acaba sendo uma criança, um adulto muito dependente do outro, dependente da escolha do outro. E isso impacta também em questão de escolhas pessoais, o que que eu gosto, o que que eu não gosto. Se sempre eu tive uma pessoa para escolher por mim, para falar para mim o que que é o certo, o que que é o errado, o que que é o bom, o que que eu não é. E agora eu preciso decidir sozinho. Então isso pode criar assim uma insegurança, né, no na nessa nesse adulto quando ele quando essa criança estiver adulta. Isso cria uma insegurança. O que que eu faço? O que que eu não faço? E isso traz uma carga muito de ansiedade, uma baixa autoestima. Então, pode impactar bastante. É importante orientar a criança, ensinar o que que é bom e o que que não é, o que que é certo, o que é errado e deixar que ela tome pequenas decisões, mesmo que seja muito pequenas, para aprender, né, aos pouquinhos como as coisas funcionam, mesmo que essa criança venha se frustrar, porque a frustração faz parte da vida, né? Sim, se a gente parar para pensar assim, ó, o que te dá 100% de segurança não permite que você avance. Fabiana, você concorda com essa frase? E quando vez a gente vê eh situações cotidianas, né, de uma criança, por exemplo, que não consegue nem escolher o que vai comer num restaurante, por exemplo, como que a psicanálise interpreta essa dificuldade de tomar decisões simples, né? Porque você precisa ter autonomia. Se a criança já aprendeu, já vamos falar aí de uma criança de 4 anos, um exemplo, ela vai no restaurante com a mãe e com o pai, né? É um dia diferente que ela vai poder se alimentar de forma diferente também, tá? Aí, mas ela não consegue escolher o que ela quer comer, porque a mãe e o pai, tipo assim, não, você vai comer isso, mas e se ela não quer comer, né? Então, eh, como que a psicanálise interpreta essa dificuldade eh de tomar decisões simples? Qual que é o impacto que traz para essa vida? Isso, Rúbia. Perfeito. Na psicanálise existe algo muito importante que é uma dinâmica, vamos, vamos colocar em termos mais simples, né? Uma dinâmica entre falta e desejo. Basicamente funciona assim, uma pessoa eh ela diz: "Sinto falta de algum, então eu desejo buscar o que é esse algo, né? É isso que nos coloca no mundo, nos coloca diante das escolhas, nos direciona pro trabalho, pra vida familiar, pra vida comunitária, né, pras atividades cidadãs da nossa vida. Então são as escolhas que a gente vai fazendo, isso desde muito pequeno e ao longo de toda a nossa vida, né? Então, basicamente precisa haver uma falta para desejar. Sim, acontece que essas escolhas que a gente faz, quando a gente escolhe num restaurante um suco de laranja, a gente abre mão do suco de goiaba, do suco de morango, do suco de uva, né? Então existe uma perda, né? Quando a gente não tá acostumado a lidar com essas faltas, com essas perdas, fica muito difícil sustentar as escolhas, né? Qualquer escolha que a gente fizer na vida, né? eu vou escolher a carreira de médico, então eu não vou ser advogado, né? Eh, então as pessoas que estão em dificuldade de lidar com essas com aquilo que eu tenho que abrir mão, não consegue escolha escolher, né? E fica fica numa situação que a gente chama de inibição, que é quando fica paralisado, né? E isso pode acontecer eh por diversas diversas razões, né? as estruturas familiares, como elas funcionam, eh adultos que são muito dominantes, que impedem que as crianças eh escolham, mas também adultos muito omissos, que a criança pode tudo, né? A criança como uma majestade, que tudo pode, essa falta de regra e de limite também eh fica caótico pra criança, né? Olha só, né? A gente precisa sempre trabalhar dentro do equilíbrio para tudo nessa vida. Impressionante. Segundo estudos de psicologia e pedagogia, a autonomia é uma habilidade que se aprende e se fortalece na prática. Gente, não tem jeito, é na prática mesmo. Crianças que exercitam escolhas simples, como roupa, brincadeiras, tornam-se adultos mais confiantes, né? Então isso é importante porque nós estamos em todo momento em transformação. E quando a Fabiana traz aqui a questão da escolha, ô gente, vocês pararam para perceber quantas escolhas você faz por dia? É abre o olho. É uma escolha de abrir o olho porque você precisa levantar. Então você escolhe ou ficar com olho fechado e dormir de novo ou levantar. Aí você escolhe levantar. Você escolhe eh tomar um café ou não, você escolhe tomar um banho ou não, você escolhe vestir uma roupa ou outra roupa, você escolhe ir a pé ou ir de carro, você escolhe o que vai você vai comer, você escolhe como você vai se comportar. Gente, quantas escolhas, né? E aí, se você não teve essa autonomia, se você não foi eh direcionado eh eh para para essa questão de de ter a sua independência, como é que vai ser, né? Então, por isso que a gente precisa estar atento à criação dos nossos filhos. eh, referente às escolhas. Agora, Amanda, até que ponto os erros fazem parte do aprendizado, né? Porque o excesso de medo dos pais pode impedir que os filhos cresçam mais seguro. Então, assim, quando a gente fala dos pais eh eh darem autonomia pros filhos, a gente também precisa retroceder um pouquinho e entender que ninguém eh o ser pai e ser mãe não vem ali com o manual, né? Então, o que que vai acontecer? Eu sou mãe. Então, quando a primeira a primeira reação que eu tive foi o medo de pegar a minha filha no colo porque é tão pequenininha, tão tão molinha, então você tem medo de de quebrar gente, medo de derrubar, enfim, todo mundo passa por isso para dar o primeiro banho. Então, meu Deus, né? Então, assim, você vai se adaptando com essa situação, né? E os pais eles têm medo, medo de entregar o filho pro mundo. E a partir do momento que você começa a ensinar essa criança a ter autonomia, automaticamente você está entregando seu filho pro mundo, porque com a autonomia ele vai poder se desenvolver, né? Então, como é que a gente estimula essa autonomia desde cedo, mas sem prejudicar os nossos filhos, né, a exercitar as suas escolhas, ter responsabilidade, mas também tem que aprender a lidar com o medo de ser mãe e pai ou então de ser o responsável pela criança, né, sim, sim. O erro é importante, né, Rúbia? Então, a gente sabe que colocar um filho pro mundo é muito complicado. Os pais têm medo por eles porque é um mundo novo, é uma nova descoberta, a criança não tem noção do que que tá acontecendo, mas os erros são importantes. A gente eh, como ser humano, aprende por tentativa e erro, né? Então, o excesso do medo da criança errar, do que que ela pode fazer, se pode se se machucar em alguma coisa, é comum para os pais. Isso é muito comum. Mas é é muito importante apoiar esse momento da criança de olha, tá tudo bem errar, é tudo bem, eu posso te ajudar, eu tô aqui para isso e dar essa confiança de que no momento que ela errar ela pode ter ajuda de alguém, que ela não precisa se frustrar sozinha ou aprender sozinha da pior maneira que isso vai acontecer, né? As tentativas vão acontecer e é tudo bem, tá tudo normal. Isso é importante para ela ser um adulto mais funcional nessa questão também. Então, ah, tá tudo bem, eu me frustro, não deu certo, meus planos não estão dando certo, eu tentei muitas coisas e ainda não funcionou, OK? Eu posso pedir ajuda de alguém, eu posso buscar a esse conhecimento em outro lugar ou um apoio emocional que tá tudo correto. Quando a gente não dá essa abertura paraa criança do eh isso em coisas pequenas, por exemplo, ah, a criança vai colocar água num copo e ela derruba tudo e o adulto já chega: "Não, não, não, deixa que eu faço." Em vez de não, tudo bem, água derruba, a gente limpa, isso acontece, vamos tentar novamente. Vamos lá. Isso é estimular a criança a tentativa em erro. Tá tudo bem errar, a gente limpa, acontece, não é uma coisa que é muito e é muito grande para se paralisar, né? E eu o corrigir o erro o tempo todo ou não deixar a criança errar faz isso acontecer. A criança se paralisa: "Ué, mas eu não posso errar, então eu preciso aprender só a maneira correta. Mas aí sempre tem alguém para me dizer qual é a maneira correta. Eu não tô conseguindo, eu não tô tentando. Eu já sei o que tenho que fazer. Então isso é muito importante. Isso é desde coisas pequenininhas. Essa questão de uma autonomia é exatamente como você trouxe, é escolher uma roupa, eh poder escolher o que quer brincar, o que quer fazer dentro ali sempre dos limites da família, dos limites do que é possível naquele momento e o que não é, até por questão de segurança mesmo. Mas é muito importante nisso que a que a Amanda tá falando, eu quero acrescentar um ponto que é também o reconhecimento do erro eh no adulto responsável, né, no cuidador, na mãe ou no pai também, como é importante a gente acolher as nossas falhas, as nossas faltas, né? Eh, então, eh, a criança ela vai aprendendo também a conviver de acordo com aqueles cuidadores, aqueles adultos estão reagindo, né? Então, se eu posso, como mãe, faltar, falhar, a minha criança, o meu filho, com certeza vai entender que ele também pode errar, que ele também pode faltar, né? Então é muito importante assim uma mãe que tá cansada e que ela sabe que se ela for dar mais um pouco ainda de si, ela vai perder a paciência, ela dá um passo para trás e dizer: "Olha, agora eu não posso, eu tô cansada, hoje eu não consigo, amanhã a gente brinca mais", né? Então esse reconhecimento da própria falta, né? Dos da própria falha. Nós somos seres humanos, não podemos tudo, né? Exatamente. Eh, o papel dos pais, na verdade, é dar um empurrãozinho, né? Não ser controlador. A gente precisa empurrar. A independência, gente, dos pais e dos filhos é fundamental para que ambos, né, possam trilhar aí os seus caminhos e obter suas realizações, suas conquistas, né? Só que ser independente não significa abandonar, né? É, é cada um ter o seu espaço sem interferência negativa, mantendo aquele vínculo afetivo de amor e respeito. Tem uma frase, né, que os pais dizem assim, Fabiana, eh, eu sei o que é melhor para você, né? Até que ponto eh essa frase é um cuidado e ou uma forma de anular, né, a a individualidade dos filhos? Porque muito se ouviu. Hoje já não sei mais se se ouve tanto assim, mas eu sei o que é melhor para você. Aí a criança ou adolescente chega: "Olha, eu vou por esse caminho." Não, esse caminho tá errado. Eu tô dizendo, eu tenho experiência e você vai ter que ir por esse caminho aqui. Isso acontecia muito eh há um tempo atrás, né? Onde os pais eh os filhos iam para uma faculdade e os pais queriam, tinham aquela ela aquela vontade de ter o filho formado, né? E mas eh na verdade de repente o pai tava tentando eh repor uma frustração dele dizendo pro filho, ó, você vai ter que se fazer a faculdade de medicina porque eu quis ser médico e não fui médico e você vai ter que seguir por aqui, né? Então assim, a gente precisa tomar cuidado nessa nesse ponto para que a gente não anule a individualidade dos nossos filhos, não é, Fabiana? Sim, isso é é interessante eh perceber que o meu filho é uma outra pessoa, né? Não é uma réplica minha, não tá no mundo para satisfazer uma uns os meus desejos, né? Ele precisa ter, criar, desenvolver os próprios desejos, né? e e construir uma história como um sujeito no mundo de acordo com com o que ele vai estabelecendo. Mas acho que também a gente precisa discernir isso na postura do adulto, ajudando a criança a construir, a se desenvolver dessa forma. A gente precisa discernir quais são as escolhas que as crianças podem fazer e quais são as que elas não podem fazer. por exemplo, eh, escovar o dente, ir pra escola, se alimentar, tomar banho, dormir cedo, desligar a tela, né? Essas são escolhas que, do meu ponto de vista, não é a criança que que tem. Essas são as escolhas que os os adultos precisam fazer pelas crianças. Elas não têm condições ainda de a gente pode colocar como uma regra, uma regrinha do dia a dia de casa, que é o cuidado, né? Você tá cuidando da saúde, você tá cuidando das condições para essa criança se desenvolver. Quando você limita, por exemplo, o tempo de tela, aí você fala: "Você vai ficar só meia hora e a criança tem mais duas horas ali ociosas." Então você criou tempo e espaço para essa criança se desenvolver com criatividade, né? Eh, ela vai sentir a falta, lembra aquilo que eu falei da falta e do desejo? ela vai perceber uma falta e ela vai ter condições de de criar o próprio desejo. Olha, tá me faltando algo que é a televisão. Eu não tenho televisão, então eu vou desenhar uma televisão aqui, por exemplo, né? Então são espaços e tempo que o adulto é responsável por, vamos dizer, gerenciar paraa criança. Ela ela não consegue fazer isso, né? Muito bem. Pode pontuar, Amanda. É, exatamente. Eu concordo bastante com o que ela traz e é muito essa questão, por exemplo, do adulto ter que tomar algumas decisões, mas também se colocar ali no papel da criança, muitas vezes de ouvir, né? E a gente traz ali vem muito uma questão da ainda é criança, mas ainda vai chegar numa adolescência. Então, faz muito parte, né? Eu preciso decidir o que que é melhor para ele agora, mas eu preciso também entender quais são os limites da minha criança, do meu filho, porque o adulto ele toma muitas decisões que são necessárias e algumas decisões não são necessárias como o poder da escolha. Ah, mas o que que ele gosta? Às vezes a minha criança, a criança gosta muito de um desenho X ou de uma animação ou de uma brincadeira e às vezes acaba sendo limitado porque os pais não gostam da mesma coisa. Então isso que ela trouxe, eu acho muito importante também. Concordo. E acho que esse é é o caminho mais ideal, né? Mesmo que é muito difícil trazer como adulto eh pros pais se colocar nesse papel de parar para pensar, raciocinar, às vezes dar essa pausa do tipo, ok, o que eu tô fazendo no momento não é o ideal, vou me acalmar, depois eu volto com um pensamento mais construtivo. Mas é nesse caminho, então, né? A gente fala aqui, conversando com vocês, né, que são especialistas em saúde mental, é importante a gente trazer essa conversa, porque a gente vive no mundo, hoje tá tudo muito rápido, tá tudo muito automático, tá tudo muito tecnológico e tá tudo muito na velocidade da luz, né? E aí nós temos o quê? Mães e pais que de repente fazem turno duplo, que trabalham o tempo todo para poder dar uma melhor qualidade de vida pra família. Aí nós temos crianças que estão sendo filhos do quarto ou então crianças que estão em tempo integral na escola ou então crianças que infelizmente estão sendo orientadas por pessoas que a gente nem sabe quem é que tá, quem é que é que está lá por trás da tela. Infelizmente essa é a nossa realidade, né? Então, eu gostaria de de do ponto de vista da avaliação de vocês, duas profissionais de saúde mental, como é que a gente faz paraa gente poder criar os nossos filhos eh nessa energia de mundo que nós temos hoje, no aqui e no agora? Vamos lá, nossa realidade. Como é que a gente faz pra gente poder criar nosso filho com autonomia, criar nosso filho com poder de escolha? Nesse mundo de hoje é desafiador, não é? Não, vamos lá então. Vamos lá, Fabiana, ensina a gente qual caminho que a gente pode seguir. Não tem razão, né? Existem questões que acontecem ali, né, em como a família se estrutura, né, a posição dos adultos, a posição da criança. A gente não pode esquecer que a gente tá no mundo e que tá sendo organizado de uma forma que também não colabora para que as coisas aconteçam de uma maneira satisfatória, né? Então, por exemplo, é tudo muito rápido, é tudo muito fácil, pouco tempo e pouco espaço para aquela pra gente conversar com as nossas faltas, né? Então, por exemplo, assim, um dia e uma sexta-feira à noite, hoje é sexta-feira, né? Uma sexta-feira à noite eu me lembro de uma comida libanesa que eu comi na casa de uma amiga. Em vez de eu eh conversar com essa lembrança, com esse desejo de comer aquela comida, me planejar, amanhã sábado, vou ao Mercadão buscar os ingredientes, vou vou tentar reproduzir aquela receita, né? Vou fazer uma atividade, né? Com esse meu desejo. Em vez disso, eu pego o meu celular, procuro, mando entregar uma comida parecida. nem sempre vai ser tão saborosa como aquela memória que eu tô, né? Então, é tudo muito rápido. Então, a gente precisa criar eh nos adultos e nas crianças espaços e tempo para que a gente possa conversar com essa falta. O que é que tá me faltando? Será que eu preciso mesmo disso? Eu posso substituir por algo? Eu posso criar algo em cima disso, né? e não essa essa velocidade que a gente supre a falta muito rapidamente. Então nunca tá em falta, né? Tá sempre, tá sempre cheio. É, sempre compensando. E aí agora o que que é? E já coloco no lugar. E o que que é que eu quero agora e já coloco no lugar, né? Isso é um processo de ansiedade também, né? Pode pode ativar adoecimentos, sofrimentos psíquicos, né? Então, acho que criar esses espaços e tempo, né? Ah, tô com vontade de comer essa comida. Calma, não vai direto no celular e pedir. Vamos, vamos ter calma, né? Isso mesmo. Eh, para aquelas demandas que vem das crianças, né? Um bichinho que tá famoso, que a criança quer. Calma, não pede pelo celular ainda, né? Vamos esperar, vamos, vamos esperar uma, uma comemoração, né? Um dia festivo, quem sabe a criança pode ganhar, né? Deixa ela desejar. às vezes até ela ela já esqueceu desse desejo, que é uma outra coisa, né? Olha só, muito interessante, né? Porque se a gente para para analisar, eh, é isso que muitas famílias vivem e a gente precisa, na verdade, retomar aquele tempo de acolhimento que hoje não se tem mais, né? Eh, não se tem mais diálogo, não se tem mais olho no olho, né, Amanda? muito rápidas e muito líquidas, principalmente quando a gente fala de família, cada um tem a sua missão, cada um tem a sua função e o o dia inicia, termina e o pessoal vai dormir, levanta e vai e fica nesse círculo vicioso. E a gente aqui nesse momento hoje nós estamos falando da criação dos nossos filhos. Quão difícil e desafiador está criar um filho hoje, não é? e e trazer para ele a educação assertiva e também a questão de da autonomia para que ele possa ser um adulto confiante. Exatamente. E é muito essa questão do imediatismo, né? As crianças hoje elas são mais imediatistas, então elas querem as coisas muito rápido na hora, naquele momento. E aí vem comportamentos que os pais às vezes não esperam, né? Comportamentos que são inadequados das nossas famosas birras. Sim. Né? E aí entregam, então olha, eu quero muito isso. Toma. Então ai, tá bom, olha, vou te entregar tudo que você quer. Eu não tive isso no passado, então eu vou te entregar. Então alguns pais vão muito por essa linha também de, ah, eu não tive essa oportunidade e eu vou dar essa oportunidade pro meu filho. Mas acaba passando um pouco mais dos limites, né? E cria ação de filhos é muito diferente, é muito difícil, né? você criar uma pessoa pro mundo, um adulto pro mundo, é muito complicado. A gente sabe que às vezes eh tem um sofrimento ali do próprio adulto, dos pais perante a criação. Então é uma coisa que precisa muito desse diálogo tudo. E é importante eles entenderem que tudo bem, que eles podem errar também como pais e tá tudo certo, não tem nenhum problema. os adultos também aqui estão vivendo a primeira vez, a gente também está aprendendo, né? Então a gente vai continuar errando mesmo quando tiver muito mais velho. E o que a Fabiana trouxe também é muito dessa questão de, olha, eh, a gente tá numa questão muito imediatista, mas a gente tem que parar um pouco, né? Parar para observar as coisas, saber quais os momentos. Ah, nossa, eu tô numa festa de aniversário e a criança tá correndo para todo lado, mas eu só quero pegar ela embora porque ela tá pegando tudo e ela quer tudo. Ela quer o brinquedo do amiguinho e não chega para conversar de fazer um combinado. Olha, tudo bem, eu sei que você quer um brinquedo tal, mas a gente tem tal e tais coisas para fazer. A gente tem que esperar tal ou tal momento, fazer um combinado, explicar a questão de tempo. As crianças hoje em dia elas não têm muita noção do tempo. Ah, hoje que que dia que é hoje? Que dia é o amanhã? querem tudo para ontem. E tem essa questão das telas. As telas influenciam muito, né? Já entendem, as crianças de hoje já entendem que as coisas você pode comprar e chegar na sua casa muito rápido. Então, essa questão das regras, dos limites, é muito importante para para elas pararem um pouco também, né? É isso que a a Fabiana trouxe de parar, dar um tempo para ela pensar que ter uma uma a criatividade, então assim, trazer essa questão da criatividade. O que que eu posso fazer para brincar? Eu não tenho a tela, eu não tenho uma TV, eu não tenho um celular, vou chamar meu pai, minha mãe e aí, o que que a gente pode fazer? Criar esses momentos de qualidade é muito importante também. É isso mesmo. Eh, eh, criar memórias, né? Tem muita gente falando sobre isso hoje, porque as memórias vão se perdendo. Uhum. E se a gente parar para analisar uma criança hoje que ela fica o tempo todo tela, o tempo todo que eu digo, gente, é o tempo que ela está ociosa, que ela poderia estar criando memórias, brincando, correndo no quintal, brincando com o cachorro, passeando com a mãe, de repente indo num parque, eh, fazendo um piquenique, né? Então, essas memórias elas elas não têm mais. E aí não estão se criando memórias. O que que esse adulto quando tiver na fase adulta, né, ele vai trazer a lembrança com como que vai ser o resgate da memória dele. E por isso que a gente precisa falar sobre isso. medo de errar tanto dos filhos quanto dos pais pode travar o processo, mas a gente precisa criar um ambiente seguro para que que essa criança ela ela se arrisque sem tanto perigo e que ela tenha autonomia, mas que ela tenha também memória, gente, memórias. É por isso que a gente fala aqui do do estar junto. Eh, a Fabiana trouxe algo bem legal, bem interessante, que foi essa questão, né, né, de de reproduzir aquela comida que ela gostou, que a amiga fez. Gente, eh, quanto tempo faz que você não vai paraa cozinha eh com os filhos, né, ou, enfim, com a pessoa que você é responsável e fala: "Ó, vamos cozinhar? Que que você quer fazer hoje, né? Vamos fazer um doce do quê? Vamos fazer uma comidinha legal? Vamos criar memórias. Ah, mas você não vai pegar essa faca porque você vai cortar o dedo, porque isso aqui é perigoso, porque não pode? Porque você não pode subir na cadeira? Porque você não pode lavar a louça. É tanto não. Mas e aí? Vamos lavar a louça, você sobe no banquinho, eu fico aqui atrás de você porque eu estou na sua retaguarda. Pode contar comigo. Ah, você quer cortar aqui essa cenourinha? Ó, é perigoso cortar com a faca. Mas enquanto eu estiver na sua supervisão, você pode cortar porque eu não vou deixar você, não vai acontecer nada com você. E se acontecer, pode contar comigo. É mais ou menos isso que a gente precisa fazer, né? Porque tem os perigos da vida e os perigos da casa. Porque se a gente for parar parar para analisar a nossa casa, é um lugar que tem muita muitos espaços, que é perigoso para uma criança. Agora, se você for prender a sua criança por conta do perigo que tem no ambiente, essa criança ela não vai ter nenhuma liberdade. Aí vem o papel dos pais de o quê? de proteger, mas de ficar a proteção na retaguarda. É isso mesmo. Isso. Isso. Perfeito, Rúbia. Porque, bom, se eu nunca mexer com uma faca, eu não vou saber como uma faca funciona. Não vou saber onde ela é guardada, como se se higieniza uma faca também. A gente pode falar disso, né? Onde é que as coisas ficam na casa, elas aparecem limpas, as roupas aparecem dobradas e limpas na minha gaveta, né? Então, meninos e meninas, crianças precisam ser envolvidas nessas atividades da casa, né? Eh, não é claro que há perigos, há riscos, mas como você falou, ah, cortou, machucou, caiu, a gente tá ali também para socorrer, para dar o suporte, a assistência, né? Eh, bom, a autonomia, a gente tá falando sobre isso, esse é o tema, né, do da discussão. Então, sem experiência não tem como construir autonomia, né? O que eu disse, se eu nunca pegar numa faca, eu não vou saber como cortar nada nunca, né? Exatamente. E nem vai saber que a faca corta o dedo também. E a dor do corte também, né? Como dói cortar o dedo, né? E isso, gente, é estranho falar, mas isso precisa acontecer em algum momento da vida, porque a nossa vida ela ela também tem frustrações. Quantas vezes por dia você se frustra? Tem frustrações, tem os erros, tem os acertos, tem você não entender, você não querer, você ir para casa, você chorar, depois você acordar alegre, você acordar feliz. É, é um, um pulsar, né? É, é igual a nossa linha, né? É uma montanha russa, é um sobe e desce. E a criança ela precisa entender que nada é tão certo, mas também nem tudo está errado, não é, Amanda? Sim, exatamente. E é bom, é muito essa questão do, por exemplo, quando a criança é um um exemplo muito simples, a criança é muito pequenininha, tá começando a engatinhar e os pais às vezes ficam muito em volta, tipo, ai meu Deus, vai cair, ai vai cair, ai vai cair o tempo todo. E é importante cair, ela precisa aprender a cair para aprender a se levantar e se equilibrar. Então é essa questão que a gente vem falando, tudo bem proteger, mas não super proteção, porque você impede às vezes esse desenvolvimento quando você barra a criança de de errar, quando você embarra ela de cair, de se machucar. E isso é importante. A gente cria memórias em cima disso também, até dos momentos que não são tão legais, né? Mas a gente lembra, nossa, foi um momento que no naquele momento foi muito ruim, mas depois foi uma história muito engraçada. E esse essa questão que vocês trouxeram ai manejar uma faca, aprender a fazer as rotinas diárias, isso é muito importante. Então desde pequenininha ela vai entendendo como que é o funcionamento de uma casa, como é que eu faço isso. E isso traz memórias muito gostosas, né? Hoje a gente, na, na nossa geração, a gente tem memórias eh mais fortes sobre a infância do que o a nova geração. Então, por exemplo, hoje eu a gente consegue lembrar, nossa, eu tinha uma receita de família que minha avó sempre fazia, um cheiro muito nostálgico, que eu sempre lembro e eles não têm muito essa memória. Então, isso é muito legal de est sempre dando essa oportunidade. Olha, você quer entender como que funciona tal coisa? eu vou te deixar e eh ver esse processo. Olha, é assim que faz tal coisa, é assim que se prepara a cama, que lava uma roupa, a gente tem que fazer esse e esse processo. E isso é muito importante, mesmo que você esteja protegendo naquele momento, mas é importante pra criança aprender como que as coisas funcionam de verdade, como que constrói alguma coisa, como que se pensa, cria esse pensamento crítico, esse planejamento. Então é o tempo todo. Como que eu faço isso? Mas parte da onde? Da onde que vem essa ideia? Mas isso que machuca, isso não machuca? Como que eu vou saber? Isso me dá uma segurança? Isso não é seguro. Então, se a gente trata nessa bolha, nessa questão de uma super proteção, a criança não entende ou a criança, o adulto, ele não entende o que que é seguro, né? O que que machuca. Então é muito essa questão, por exemplo, de um fogão. Ah, o fogão tá chama acesa, mas se a criança for lá mexer, vai queimar o dedo e às vezes é tudo que ela precisa para, tipo, ah, tô chegando perto, tá começando a esquentar, ok, já entendi que vai machucar se eu chegar perto, porque é a questão de uma curiosidade. Ex. E aí é um aprendizado, né? Exatamente. A curiosidade traz isso, esse desenvolvimento. Poxa, eu preciso entender como as coisas funcionam. Se isso aqui é legal, isso aqui não é legal, mas como que eu vou saber só pelo que as pessoas estão me dizendo, é uma questão de experiência e isso é muito importante, é muito legal. Você disse do engatinhar, né? E o engatinhar ele é muito sensorial, né? Sim. Hoje em dia vende-se facilmente, você compra muito facilmente e rapidamente pela internet protetores de joelho para bebês. Uhum. Uns protetores de cabeça, se ele cair, ele tem uma almofadinha e que fica presa num coletivo assim. Eh, eu tô falando isso para chamar atenção, assim, eh, essas empresas elas também elas tão, elas sabem, elas elas elas se direcionam para essa dinâmica falta e desejo. Elas querem, elas viram nisso uma oportunidade de lucro, né? Então, essas empresas vendem esses produtos porque eh elas sabem que pra gente nada pode faltar, né? Então, ai não, mas vai engatinhar, vai machucar o joelho. Então, se você compra uma joelheira pro pro seu bebê, bom, eh, então é é aquilo que a gente tá falando da sociedade também, né? Como ela tá funcionando. Então, empresas vêm uma forma de lucratendo essas coisas e a gente facilmente lá compra. Só que nisso você tá poupando a criança de ter contato sensorial com o chão, o chão que é mais áspero. Ah, por aqui eu não posso ir porque escorrega, né? Eh, se ela tá com uma meinha antiderrapante, ela não vai entender que aquele piso escorrega, né? Então são excessos. Exatamente. Excessos, né? Que acabam eh atrapalhando ou dificultando no desenvolvimento dessa criança, né? Porque, poxa vida, ah, é interessante não machucar o joelho, mas o joelho precisa ser eh, não digo machucado, mas a criança igual você disse, precisa sentir, né? sentir, ter eh saber o que que tá acontecendo, porque gente precisa desenvolver. Isso muito me assusta. Eh, quando a Fabiana traz essa questão desses protetores, Amanda, porque eh eu não consigo ver uma lógica, né? Porque a criança ela precisa estar sobre assistência, eh sobre a a até esqueci a palavra, gente, precisa estar sobre a o cuidado de um adulto, né? Eu tô, eu tô imaginando aqui uma criança, sabe por que eu esqueci a palavra? Eu tô imaginando uma criança parecendo um astronautinho tentando engatinhar. Ô, gente, que que é isso? Isso acontece bastante, até porque a gente entra nessa questão de uma vida corrida. Os pais também têm uma vida muito corrida ou também estão ali muito engajados em redes sociais o tempo todo que às vezes acaba perdendo esse momento, né, de ai, mas ah, tudo bem, ele tá ali todo encapuzado com tudo, ele não vai se machucar. Então eu vou continuar fazendo minhas coisas aqui, mas ele vai tá ali protegido, né? E vem esse pensamento. Só que aí nisso a criança perde isso, como que ela vai aprender a cair? E aí a gente, eu sempre trago isso pros pais de, olha, tá tudo bem, a criança cair, ela tem que aprender a se proteger nesse nesse processo. Opa, ela tá criando reflexo, então a opa, tô caindo, então vou pôr a mão na frente. Se ela cai e ela não se machuca, ela não entende que ela tem que fazer esse movimento de reflexo, de se proteger. E isso para várias coisas. a gente tá falando de uma coisa muito muito simples no desenvolvimento, mas isso vai para tudo. Como que eu vou entender as coisas se para mim tá muito fácil, nunca não sei como que que funciona. Eu não sei se dói, eu não sei como é sentir fome, eu não sei se eu tô com vontade de ir no banheiro ou se eu não tô, porque alguém tá sempre ali fazendo, me levando ou me dando esse esse comando, tipo, você vai tem que fazer isso, você tem que fazer aquilo, não, você tá protegido, você não vai se machucar. Então acontece muito. Como que a criança sabe? Ô gente, isso é seríssimo. É seríssimo porque a gente a criança ela, ela vai, ela não vai, não é que perde, é porque ela nem tem daí, né? Não tem autonomia, não, o reflexo, não tem gente, olha, ex antes mesmo da criança eh precisar ir no banheiro, o adulto já falou: "Vai ao banheiro". Não, não sentiu isso, né? Sim, exatamente. Precisamos olhar com mais carinho, com mais cuidado, né, eh, da forma com que nós estamos criando os nossos filhos, principalmente essas crianças, eh, eh, que estão nascendo agora nesses últimos anos, né, eh depois da pandemia, principalmente, a gente eh nós passamos por traumas, né, eh, eh, que foram essa questão da pandemia traumatizou muita gente, acho que traumatizou todo mundo, na verdade. analisar e profundamente, todo mundo traumatizado. E aí a gente ficou de um jeito que assim, ah, eh, tô, um filho, vem, um filho, uau, que legal, filho nasce, vamos super proteger, vamos mudar tudo, vamos fazer tudo, porque, gente, calma lá, pera aí, é o natural, lembra do natural, de como é, eh, eh, como as coisas são, né? Então a gente precisa eh claro, sempre estar na retaguarda, sempre ter aquele cuidado especial. Filho é é dádiva, filho é maravilhoso, a gente precisa cuidar, a gente tem que proteger, sim, né? Eu tenho a minha, eu eu tive os momentos de super proteção, hoje vejo eh quais foram os pontos e e acho interessante analisar, sabe? e a gente precisa proteger, mas a super proteção, ela, infelizmente, eh, não é assertiva na criação dos nossos filhos. A gente super protege porque nós temos medo, mas a gente precisa confiar na nossa criança, não é? É isso, né? Isso. E confiar que é um sujeito, né? Que vai fazer as suas escolhas, vai construir a sua vida, independente de mim. Exato. Né? Eh, permitir que isso aconteça, né? Porque a confiança, a partir do momento que a criança vê que você confia nela, ela também vai ter uma autorresponsabilidade de desenvolver aquela função, seja o que ela tá, ou então aquela ação com mais assertividade. É ou não é, Amanda? Sim. Sim, sim. Até porque a gente às vezes coloca muita expectativa, né, nos filhos de, ah, eu quero muito que ele seja assim, assim, assim, que ele seja muito bem sucedido, mas qual a oportunidade que você deu para isso? Sim. Então, isso é muito importante, né? Ah, o meu filho, ele tem a oportunidade de escolha, ele sabe, ah, ele quer uma carreira X, tudo bem, vou apoiar, vamos lá, você pode ser muito bom nisso. Então, o papel dos pais nessa questão da super proteção também faz parte disso, né? Não, eu tô protegendo meu filho, eu tô protegendo minha filha, mas eu tô vendo que ele tá fazendo as próprias escolhas, que ele tá indo para um caminho que é muito legal. E aí é sempre mediando, olha, isso aqui é legal, isso aqui não é legal, mesmo quando tá crescendo, porque a gente ainda, mesmo como adultos, a gente faz escolhas erradas às vezes, né? Então isso é realmente e até numa questão, por exemplo, de adolescência, chega na adolescência é mais difícil ainda do que uma criança, porque quando é uma criança, você toma as decisões por ela ali, mesmo quando você quer dar as escolhas, se ela não faz, você toma a escolha por ela. Agora, quando tá crescendo é um pouco mais difícil. Então isso é importante porque daí você põe muita expectativa no futuro daquela criança, mas você tem que lembrar que você tem que dar oportunidade para isso, né? fazer todas as escolhas, super proteger ou tomar todas as decisões por ela, não é ajudar nesse desenvolvimento. Você vai apenas colocá-la numa bolha e aí vai ser aquele adulto frustrado, o adulto que não recebe negativas, que não consegue entender quando as coisas não dão certo e se frustra e às vezes é uma pessoa muito difícil de lidar por conta disso, né? E aí fica bem complicado quando você tem que lidar com esses adultos, porque daí esses adultos depois vão tentar se entender, mas poxa, por que que eu sou assim? Eu não consigo decidir o que que eu gosto, será que eu gosto disso? Será que eu não gosto disso? Porque sempre decidiram por mim. Como que eu vou saber o que que é, o que que eu gosto de verdade. Então isso é é bem importante de se pensar mesmo. Poxa vida, pode completar, pode falar, Fabiana. Tô aqui e aprendendo com vocês, olhando vocês falarem. Gente, que maravilhoso. É. É muito bom falar sobre isso, porque assim, eh, errar faz parte da vida, né? E pai não vem com manual de pai e mãe no manual de instrução, a criança também não. Então, a gente vai aprendendo no movimento, a gente vai aprendendo no dia a dia. E quando a gente tem pessoas para nos eh deixar esse aprendizado mais leve, gente, é maravilhoso, é muito bom, viu? É mesmo. Agradeço essa conversa que tá sendo muito boa mesmo. É verdade. Sim. Ouvindo a Amanda, eu tava aqui pensando que a gente precisa tomar esse cuidado, né? O adulto precisa tomar cuidado para ele não colocar a expectativa que é dele no fixo, né? Então, por exemplo, a escolha profissional. Eh, por quê? Porque às vezes essa imposição, né, ela pode ser até opressora, violenta, né, do tipo, ou você segue por esse caminho, ou você não vai ser mais meu filho, né? Isso que existia bastante antigamente, né? Hoje em dia nem tanto, né? Eh, mas a mas existem formas, outras formas de dizer essa mesma coisa, né? Eh, então ela pode ser assim bem explícita, mas às vezes ela é implícita também e também traz muito sofrimento, né? Então é uma pessoa que cresce, que se desenvolve, que que fica adolescente, adulto, mas que tá alienado daquilo que realmente deseja, daquilo que realmente escolhe pra vida, né? Que tá numa relação muito simbiótica com o pai e com a mãe, a ponto de, ah, vou escolher esse suco de laranja, eh, não porque eu gosto e porque é saudável, mas porque meu pai ou minha mãe disse que é saudável, né? É totalmente diferente, né, fazer as escolhas por desejo, por conhecimento que seja, enfim, porque por escolher mesmo, né, ou porque é escolha de outra pessoa. E muitas vezes já adultos e as pessoas não se dão conta de que estão fazendo essas escolhas por causa dessas imposições que foram feitas ao longo da vida pelos pelo pai, pela mãe e chega nos consultórios adoecidos, sofrendo, né, com quadros de depressão, às vezes melancólicos, né, tudo isso porque não conseguem nem perceber eh o que é que aconteceu ao longo da vida. Uhum. Que nem sabe o que deseja, né? Não sabe o que quer fazer profissionalmente, né? A gente tem uma geração que hoje em dia é chamada de geração nem estuda e nem trabalha. Eh, e são várias causas, né? a gente falando aqui da parte de saúde mental, mas é claro que existe também as condições econômicas e políticas, né, que dificultam também, né, a construção de uma carreira, enfim. Eh, mas é preciso pensar também nessa dimensão da saúde mental, né? O que houve? O que houve com essa pessoa ao longo da vida dela? Que ela chegou nessa situação que ela nem estuda, nem trabalha, não sai com os amigos, não tem uma atividade política e cidadã, não se empenha no mundo, né? Não vai buscar o que é que deseja. É uma coisa, a gente tem que eh não podemos fugir, a infância ela vai refletir na vida adulta, né? Não tem como. Sim. Exatamente. E é nesse momento que é muito importante, uma coisa que a Fabiana trouxe, que é essa questão de uma confiança, a forma que eu vou trazer pro meu filho que ele está errado ou que o caminho que ele escolheu não é o ideal, não acredito que seja o ideal, que é o certo. A forma que você traz isso, que você vai explicar, tem que ser de uma forma um pouco mais correta, um pouco mais simples, mais afetuosa, porque tudo bem, às vezes a gente vai ter que chegar pro outro e falar: "Olha, você está errado, o que você tá fazendo não é legal". Não é assim que funcionam as coisas, principalmente em relações, por exemplo, a questões sociais. Mas é preciso trazer a criança ou adolescente numa questão de confiança. Tá tudo bem você ir lá fazer alguma coisa errada, mas eu tô aqui para isso, né? Você pode chegar em mim, você pode confiar em mim para pra gente conversar, pra gente alinhar. Vamos lá, o que que tá acontecendo? Porque acontece muito isso dos pais jogarem muito uma expectativa nos filhos e travarem essa confiança do filho não conseguir trazer pros pais um momento de fragilidade, um momento de que ele precisa de ajuda e ele busca em outros lugares e não busca nos pais pela forma que é que é conduzido isso. Ah, nossa, mas eu queria, eu gosto muito de um, vou colocar um exemplo muito simples. um filho que gosta de banda de rock e a família não gosta desse estilo ou tem alguns préonceitos relacionados a isso e trata isso de uma forma muito ruim, né? Ai não, você não vai ouvir isso porque isso não é o correto. E às vezes é só parar para para ouvir, não. Ah, tudo bem, você gosta disso, a gente não gosta, mas você tem seus gostosum e a forma de conversar, a forma de conduzir traz essa confiança pros filhos de tá tudo bem. Exatament, né? Meus pais estão tentando me ajudar e essa confiança é importante justamente para isso, para não crescer um adulto muito fragilizado, um adulto muito adoecido, que traz essas questões que a Fabiana trouxe, que ah, ele não entende o que que tá acontecendo. Ou também porque ele nunca teve um espaço, um momento ali que ele poôde buscar essa ajuda, que ele poôde buscar trazer quais que são as minhas inseguranças. Ah, nossa, eu tô com problema na escola. até questão de bullying, por exemplo, tá acontecendo isso e isso, mas eu não confio de chegar em casa e contar isso porque eu não sei como eu vou ser tratada. Então isso é muito importante porque daí os filhos não têm essa confiança. Como que eu vou chegar e contar pro meu pai que eu tô sofrendo bullying e às vezes o meu pai ou minha mãe vai me chamar de fraco, vai falar que é besteira, que é frescura. Então isso isso tem que ser tem que ter muito cuidado, porque a gente tá falando da confiança do filho. Exato. E aí me arremete ao quê? Se eu não posso confiar no pai e na mãe ou no meu responsável, vai chegar um momento em que eu vou precisar falar. Vai chegar um momento em que essa criança ela vai precisar abordar alguém. Ela vai precisar falar. Ela vai precisar porque vai explodir. Ela vai falar para quem? Quem que vai fazer esse papel? Uhum. E aí a gente acaba perdendo os nossos filhos, não é, Fabiana? É. Sim. Precisa estar atento, né? Sim. essa questão, porque se você não abre o diálogo, o momento em que essa criança precisa falar, ela vai dialogar e daí se não for com o responsável ou com alguém da família, a gente pode estar correndo aí um grande risco. Sim. Eh, a internet hoje em dia, né, eh, tem uma uma frase que diz que deixar um filho, uma criança, um adolescente com celular na mão, eh, sozinho no quarto, é a mesma coisa que deixá-lo no sozinho no meio da Praça da Sé, né, eh, o centro da cidade de São Paulo, onde muitas coisas acontecem, pessoas bem intencionadas ou mal intencionadas, né? Isso é um perigo real, né? Eh, são muitos dados que nos informam sobre isso hoje em dia, né? Então, eh, muitas vezes a gente, a criança fica com o celular, o adolescente fica com o celular ou com o computador e há uma sensação na família de que aquela criança tá protegida porque ela tá dentro de casa, no quarto, não vai se machucar, não vai, né, andar de skate, por exemplo, que poderia machucar a perna. Então, uma falsa sensação de que ela tá segura. Na verdade, ela não tá criando experiências para aprender com os erros e, na verdade, ela tá exposta a uma série de outros perigos que as famílias nem sempre estão sabendo que podem ocorrer, né? Exatamente. É sobre isso. Nós falamos sobre isso a semana toda. Acho importante esse nosso fechamento eh de semana, falando sobre a criação dos nossos filhos, né? falando sobre a autonomia, falando sobre a confiança que nós podemos eh mostrar para eles que nós temos sim e também mostrar que nós estamos na retaguarda, né? Estar na retaguarda é maravilhoso. Hoje eh a minha filha, ela já é uma mulher, ela tem 27 anos, mas eu estou na retaguarda. Eu estou na retaguarda. Pode voar, eu fico feliz. Vai, vai voar. Só que se precisar estou na retaguarda. Se precisar me chame. Eu posso achar que ela está precisando, mas ela pode achar no momento dela que ela não precisa. Então, por que que eu vou intervir nesse momento? Mas eu estou na retaguarda. Se você precisar, me chame, porque de repente o que a minha visão não é a visão dela, né? Então a gente precisa se colocar no nosso papel, né? Nós precisamos ser pais, mães e responsáveis, mas a gente precisa dar autonomia para que as nossas crianças possam seguir o mundo. Afinal de contas, a gente cria filho pro mundo. Isso é pesado, é ruim falar, dói coração, mas é verdade, não é? É, é, não tem o que fazer. Ser pai, ser mãe, não tem prazo de validade, né? O que a gente faz é se retirando da vida dos filhos aos aos poucos para que eles possam tomar as a vida deles pelas próprias mãos, pés, enfim, com com tudo que eles têm direito de tomar. Então, a gente vai se retirando, vai ficando cada vez menos importante, mas continuamos nessa posição de pai, de mãe, né? É na retaguarda, mas que é estranho é criar filho pro mundo. Ai ai eu eu digo isso hoje, né, com frieza, tipo assim, ah, cri filho para porque é assim, né? E hoje eu vi que tá tudo bem, mas que dói, dói, dói. Mas é reconfortante até para quando a gente tá adulto saber que os nossos pais estão lá, ai se acontecer alguma coisa, se der tudo errado, eu tenho meus pais ali para me acolherem, né, para um conforto nesse momento. E isso é muito gostoso, a gente saber que apesar de dos pesares, apesar de de tomar todas as decisões, os nossos pais estão lá esperando a gente, tá tudo bem, qualquer coisa estão lá na retaguarda. Isso é muito reconfortante. Legal. E como a gente cria filho pro mundo, a gente precisa ensinar desde pequenininho que engatinhar numas fotos vai doer o joelho, que colocar a mãozinha na pedra vai doer as mãos, vai ferir a palma da mão, que se você botar o dedinho no fogo vai queimar o dedinho, sim, né? Então a gente precisa ensinar, nós precisamos mostrar, tá gente? Mas com todo carinho, todo cuidado e a retaguarda de sempre aí que é eh é de responsabilidade de quem está criando, né, um serzinho que vai pro mundo, não tem o que fazer. Ô direção, desculpa, viu? Vocês falaram aqui, eu tava tão empolgada conversando aqui que eu nem ouvi direito. Tá bom, pessoal tá avisando aqui que a gente tem perguntas. Então agora 9:1, a gente pode ir até 9:15, viu? Só como passou rapidinho, conversamos tanto, uma hora falando aqui e trazendo conteúdo. Sim, muito bom. Quero lembrar você que esse eh esse programa, como todos os outros da TV Câmara Campinas, ele tá disponível no YouTube e quando terminar vai ficar lá e você pode repassar, tá? Colocar na rede social, repassar. Fique à vontade para repassar aí pros seus amigos, pra sua família, porque tem muito conteúdo bom, viu? Conteúdos riquíssimos aqui. Vamos lá então começar a responder os nossos telespectadores. Obrigada a você que tá ligadinho com a gente na TV Câmara Campinas. Manhã de sexta-feira estamos com Estúdio Câmara ao vivo com as nossas convidadas falando sobre a criação dos nossos filhos, né? Carla Souza do Jardim Chapadão. Meu filho só pede o que comer se eu escolher antes. Como ajudar a ele decidir sem brigar ou forçar? Oi Carla, bom dia. Obrigada. Vamos lá, Fabiana. Olha só, né? O filho dela eh só escolhe se ela ajudar a decidir. Eh, bom, acho que primeiro precisa compreender o que é que tá acontecendo, né? Em quais outras dimensões da vida isso também tá acontecendo, né? Às vezes pode ser algo bastante pontual, mas às vezes eh a mãe ou o pai vai perceber que isso tá acontecendo de uma forma mais ampla, né? Então, caberia também se perguntar, né, fazer fazer uma reflexão sobre esses pontos que a gente trouxe aqui hoje, né, eh, como é que tá sendo, eh, a minha relação com o meu filho, o que é que eu tô permitindo, como eu estou permitindo, né, eh, o que é que tá acontecendo com ele, que ele não tá conseguindo tomar uma decisão que é simples, né, de escolher o que comer, né, às vezes porque tá com excesso de regras, de não, não pode, né, uma postura adulta que tá eh invadindo demais a as escolhas dessa dessa criança e às vezes também porque tá muito solta, sem regras e aí tá caótico, né? Quando a gente tem muitas coisas à disposição, eh, fica um pouco caótico. Vou dar um exemplo, né? Eh, a criança pega 10 brinquedos de uma vez para brincar, fica caótico o ambiente. Ela não tá brincando de nada, né? Ela só tá pegando os brinquedos. Se você separa três ou pede para ela escolher, melhor ainda, escolha três desses 10. Então isso já direciona e você vai construindo aos poucos essa essa possibilidade da pessoa fazer escolhas, né? Que legal. Verdade, né? É, o ambiente fica caótico mesmo. 10 brinquedos, pensa, não brinca com nada. Muito bom, muito bom. Adorei. Valeu, Carla Souza. Obrigada a você também, viu, pela sua participação. Vamos lá. Pode mandar mais uma pra gente, produção, por gentileza. Ã, Fernanda Alves do Jardim Proença. Criança que nunca escolhe roupa ou comida vira adolescente mais inseguro ou é só fase que passa, Amanda? Uhum. Aí tudo depende, né? Seria uma questão mesmo de analisar o que que vem acontecendo, mas pode acontecer, né? Se a criança não tem um poder de escolha, ela não sabe o que fazer, provavelmente ela vai chegar numa adolescência. onde ela vai ficar ali mais perdida, né, mais fragilizada, o que que eu gosto, o que que eu não gosto. E aí vai acabar às vezes aceitando coisas que não são tão benéficas para ela. Então isso realmente pode acontecer, mas antes de entender se isso vai ou não acontecer, tem que analisar todo o contexto, né, a a vida cotidiana dessa criança, se isso tá sendo influenciado por alguma coisa ou se não está. Então isso é importante, mas realmente pode acontecer. Então tem que tomar esse cuidado de ensinando e trabalhando aos poucos que a criança tem essas escolhas. O que que você gosta? você gosta mais desse, você gosta mais desse. Então é importante porque sim, senão vai chegar numa adolescência que vai ser uma uma um adolescente muito perdido, às vezes muito fragilizado, que tenha dificuldades em habilidades sociais, que não vai conseguir às vezes encontrar um grupo de amizades ou fazer amigos eh com mais facilidade, porque não tem um um limear, né? Não tem uma não sabe o que que gosta, o que que não gosta. Então, realmente tem que tem que observar. Muito bem. E você tá participando, a gente agradece você que tá aí do outro lado. Muito obrigada. Se tiver mais produção, pode mandar. Temos, então tá, pode trocar aí. Olha que legal. A Tatiane Rocha. Alô, Barão Geralda, aquele abraço pro pessoal aí, hein? Eh, a Tatiane diz assim: "Qual a melhor forma de ensinar uma criança a decidir sozinha sem deixar ela perdida ou ansiosa?" É, tem também essa questão da ansiedade, né? Eh, decidir não é fácil, né, Fabiana? É decidir e a gente é uma um aprendizado, né? Como eu disse no início, eh quando a gente escolhe algo, a gente precisa abrir mão de todas as outras coisas, né? Então, eh, só vou escolher o que eu vou comer no lista, num cardápio de um restaurante, eu vou abrir mão de todas aquelas outras coisas, que que é interessante e estabelecendo conversas também de que hoje você escolheu aquele sanduíche, na próxima vez você pode escolher o outro, né? Eh, não vai poder comer tudo, obviamente, mas a mas terão outras oportunidades, né? Eh, não é o fim, né? Não, não vai, não vai ser a única vez daquele lche, enfim, da que daquela escolhas. As escolhas elas são feitas o tempo todo, né? Eu acho que que seria por esse caminho. A a questão da ansiedade de perdida, é o que a gente pode fazer como adulto de ir direcionando. Isso que eu falei, ah, são 10 brinquedos, vamos, você escolhe três ou escolhe um, daqui meia hora você pode escolher mais um. são regras que vão ajudando a coordenar essa criança, a organizar. E quando eh a gente como adulto coloca esses limites, essas regras, a tendência é que a criança fique menos ansiosa, que ela fique mais tranquila, porque tem o adulto que tá responsável, ela não precisa ser a pessoa responsável, né? Ela pode, eh, criar, relaxar e criar. E a ansiedade abaixar, ansiedade tende a abaixar, sim. Uhum. Muito bom, muito bem explicado, né? Vamos lá, gente. Que bate-papo legal, que programa gostoso que a gente fecha a semana, porque é importante cuidarmos das nossas crianças, né? Estamos aí trazendo filhos, eh, crianças que vão ser o futuro e e vai refletir sim no, no adulto, né? Vamos lá. Tem mais produção, tem, né? Aqui Felipe Andrade do Jardim Nova Europa com TDH ou autismo. Como dá para incentivar a criança a escolher sozinha sem aumentar a ansiedade? Bom, daí já é um pouco diferente, né? Vamos lá, Amanda. É, não, na verdade assim, mesmo que tenha um diagnóstico, um TDH, um autismo, entra na mesma questão, né? Eu posso direcionar, não é um pouco maior, a criança não fica mais ansiosa, depende bastante de cada caso. Sim. Mas é é a mesma questão. O adulto nesse momento ele tem que tomar esse papel de direcionamento, né? Ah, eu tô vendo que a minha criança não consegue escolher, ela já tem esse diagnóstico, já tem essa dificuldade cognitiva, uma questão às vezes de uma hiperatividade ou de algo que dificulta um pouco mais esse processo. Então, vou direcionar. Olha, dá menos dá algumas opções, mas não muitas opções. Então, olha, eu tenho esse e esse. Qual que você prefere? E, ah, tudo bem, então vamos usar esse, depois a gente usa esse. Então, vai direcionando bem aos poucos. Às vezes dá uma uma ou duas opções no máximo, né? Não dá tantas opções porque isso realmente cria uma ansiedade para qual que eu escolho, né? Então você vê que a criança fica perdida. Ai, meu Deus, ai, mas eu quero assistir, eu quero assistir esse vídeo, mas eu também quero assistir esse. Mas a e agora? E às vezes a criança já tem tem essa cidade justamente porque já tem às vezes um um espaço mais limitado, um tempo mais limitado para as atividades. Então, por exemplo, essa questão ai você tem eh 10 minutos de vídeo, a gente você pode assistir 10 minutinhos, a gente vai ter outra coisa para fazer e a criança já vem nessa hiperatividade, nessa ansiedade de, ai, tá bom, eu tenho que escolher alguma coisa para assistir, mas e agora? O que que eu assisto? O que que eu posso assistir? Então, às vezes você já pode chegar com uma opção, né? Olha, você pode assistir esse ou esse. Qual que você prefere agora? Ah, eu prefiro esse. Então depois, no próximo período que você tiver para esse esse momento, você faz esse. Então você já dá uma direção e aí você reduz isso e tudo bem, você tem essa opção agora, mas você vai ter a outra opção depois. Então é mesmo com o diagnóstico funciona da mesma maneira, né? Porque a gente tem que lembrar, e isso é muito importante, mesmo com diagnóstico de TDAH ou de autismo, ainda é uma criança e ainda é uma criança em desenvolvimento, né, que tem comportamentos de criança. Ex. anda na mesma na mesma linha. É importante essa a tua colocação e e a questão da ansiedade também. Eh, você vê como que a gente vai eh aprendendo, né? Porque quanto mais opção você oferece pra criança, mais ansiosa a tendência. a tendência é dela ficar mais ansiosa e faz todo sentido, todo sentido. E às vezes no dia a dia, no automático da nossa vida, nosso pais, a gente nem percebe isso. A gente, eu, eu agora, tipo assim, vocês falando, eu falei: "Poxa vida, mas é verdade, faz sentido. Muito brinquedo pra criança vai deixar ela mais ansiosa." Às vezes você tá achando que você tá fazendo algo grandioso, você tá eh eh incentivando a ansiedade da sua criança, né? Eh, eh, escolher, sim, mas escolher entre um, dois ou três, você negócio de muita coisa. O ambiente ele fica também mais carregado. Isso também eh eh incentiva mais a ansiedade, não é, Fabiana? É, existe algumas eh algumas estratégias assim pedagógicas, mas que a gente pode trazer para dentro de casa também, que é, por exemplo, rodízio de brinquedos, né? Você guarda em caixas alguns brinquedos, de tempos em tempos você eh guarda aqueles que estavam dispostos. tira da caixa aqueles que estavam guardados, enfim, vai ser isso, vai trazer novidade paraa criança, interesse pelo brinquedo, né? Porque se eles estão todos dispostos, fica difícil escolher mesmo. Olha só, interessantíssimo, né? Você que cuida da sua criança aí, eu acho que é uma dica bem importante que a gente coloca no programa de hoje, tá? Tome cuidado aí com o tanto de brinquedo que você oferece pra criança que você pode estar estimulando a ansiedade dessa criança, tá? Vamos lá, então, a última pergunta. direção tá me avisando aqui. Ana Paula Reis da Vila Industrial. Bom dia, Aninha. Tem família que decide até a cor da roupa do filho. Isso pode deixar ele dependente demais no futuro, então, né? É. Aí, Amanda. Sim, sim. Isso pode. É o que a gente vem falando o programa todo, né? É importante dar o poder da escolha até por questão de identidade. A criança tá desenvolvendo ali uma identidade. O que que eu gosto? O que que eu não gosto? Ah, mas será que eu gosto mais desse ou mais desse? Então isso é importante. Quando a gente decide tudo pelo outro, a gente deixa o outro dependente da gente, né? Então realmente eh deixa a criança escolher. Lógico que vai ter momentos que tem uma vestimenta adequada, alguns lugares que ela tem que ter uma vestimenta específica, mas enquanto isso não acontece, qual que é o problema de deixar a criança ser criativa, né? escolher. Nossa, eu gosto muito de me vestir com super de superherói, de misturar uma blusa amarela com uma calça verde, um sapato azul. E às vezes é isso que faz parte da identidade dessa criança como ser humano, como alguém que está ali em desenvolvimento. Ela tá aprendendo, né? O que que combina comigo, o que que não combina, o que que eu gosto é o desenvolvimento dessa dessa dessa personalidade. Então é realmente é muito importante dar esse essa escolha, né? Não deixar a criança muito dependente do outro. Muito bem. Dependência, Fabiana, poder de escolha, criação de identidade, formação de ser humano, né? Exatamente. Eh, a gente compreender o que é que a criança tem condições de escolher e pode e deve escolher, né? E aquilo que faz parte do adulto, que é um que é o adulto que tem que escolher, né? Muito bem, gente, que programa maravilhoso pra gente fechar a semana. Super feliz, realizadíssima, porque assim, é uma entrega maravilhosa, é um conteúdo riquíssimo. Isso graças eh à nossa equipe que consegue trazer essa eh eh esses profissionais sensacionais do nosso programa. E hoje não foi diferente dos outros. Infelizmente o nosso tempo tá chegando ao fim. Eu quero agradecer muito a presença das nossas convidadas de hoje, né, Amanda? Obrigada, viu, pela sua participação. Gratidão. Valeu muito. Imagina. Eu que agradeço o convite. Foi muito legal participar, muito rica essa troca. Então, muito obrigada. Maravilhosa. A gente que agradece. Fabiana, muito bom. Excelente. Obrigada. Muito obrigada, Rúbia. Eu agradeço. Foi ótimo conversar. Agradeço a conversa também com a Amanda. Obrigada, maravilhosas. Ten um excelente final de semana e mais uma vez gratidão por nos ensinar aí a gente levar a vida com mais leveza e com mais assertividade, viu? Ô gente, é isso. Pai, eh, e mãe, né? Eh, cuidadores, criam filhos para serem livres. Esse é o maior desafio e a principal missão. Ao aprendermos a ser desnecessários, nos transformamos em um porto seguro para quando eles decidirem voltar. Dê a quem vocês amam asas para voar, né, e raízes para voltar quando for preciso. Acho importante demais. A gente agradece a sua audiência, a sua companhia. Quero lembrar que segunda-feira nós temos mais estúdio Câmara a partir das 8 da manhã e nós vamos falar sobre as pressões diárias. Bom, a gente vive em uma sociedade marcada por pressões constantes, pressão todo dia. As exigências de metas, desafios e resultados acabam influenciando diretamente nossas escolhas, nosso bem-estar e até na forma da gente se relacionar com o nosso tempo. Até que ponto essa busca incessante por produtividade afeta a nossa qualidade de vida? Por momentos de descanso ainda são vistos como desperdício e como lidar com tantas cobranças externas sem perder o equilíbrio pessoal. Essas e outras reflexões estarão no estúdio Câmara de segunda-feira ao vivo aqui pela TV Câmara Campinas, que traz o tema então: Como lidar com as pressões da sociedade? Até que ponto as exigências de metas e desafios implicam nas tomadas de decisões? Nosso tema de segunda está imperdível. Vamos entregando então porque a Íria, direto da Central de Inteligência Artificial da TV Câmara Campinas, tá vendo como a gente tá chique. Aí traz é nossa inteligência artificial. Ela traz informações aqui de Campinas, também do Legislativo, informações da nossa região, do estado, do Brasil e do mundo, informações também de economia para você eh aqui na programação da TV Câmara Campinas. Lembrando que ao meio-dia temos Câmara Notícia com informações de Campinas e também do Legislativo com Gabriel Castro. Final de semana, estreia de programas e quadros imperdíveis. Você está convidado para ficar ligadinho, conectado com a gente. TV Câmara Campinas. na sua televisão e também online com você. É só acessar TV Câmara Campinas lá no YouTube. Esse é o nosso canal e a gente conta com a sua audiência e com a sua companhia, gente. Beijo grande. Valeu, turma. Valeu, equipe. Fechamos a semana. Amém. Por isso, fiquem bem, se cuidem e até segunda-feira, se Deus quiser. Ciao [Música] [Música] [Música] [Música]
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