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Estúdio Câmara | Ansiedade coletiva e a pressão pela felicidade nas redes
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Estúdio Câmara | Ansiedade coletiva e a pressão pela felicidade nas redes

25 views Publicado 08/08/2025 HD · 59:40

Descrição do vídeo

Você sente que precisa estar sempre bem, sorrindo e passando a imagem de sucesso — mesmo quando está sobrecarregado ou triste? Essa exigência por uma positividade constante, principalmente nas redes sociais, tem afetado cada vez mais a saúde mental das pessoas. No Estúdio Câmara desta sexta-feira, 08 de agosto de 2025, debatemos um tema urgente: a ansiedade coletiva e os impactos da cultura da felicidade forçada. Vivemos uma era de cobranças silenciosas e constantes. A pressão para performar emocionalmente, fingir estabilidade e evitar qualquer sinal de vulnerabilidade tem causado sintomas de estresse, angústia e isolamento emocional. Isso tudo se intensifica quando os sentimentos reais são silenciados e substituídos por postagens felizes, filtros e frases de autoajuda. No programa de hoje, recebemos duas especialistas que nos ajudam a refletir sobre esse cenário: 👩‍🏫 Giovana Beltramini Goldschmidt – Neuropedagoga e Psicopedagoga Clínica 🧠 Yara Lourenço – Psicóloga especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e Relações Públicas Juntas, elas abordam: ✔️ O que é ansiedade coletiva e por que ela tem se espalhado tão rápido ✔️ O papel das redes sociais na construção de padrões irreais de felicidade ✔️ Como a positividade tóxica mascara o sofrimento real ✔️ Como identificar os sinais de sobrecarga emocional em si mesmo e em quem está ao redor ✔️ Estratégias para enfrentar essa pressão e construir ambientes mais empáticos, em casa, no trabalho e nas escolas Esse é um conteúdo essencial para pais, educadores, profissionais da saúde e todos que se preocupam com o bem-estar emocional em tempos tão acelerados e exigentes. Assista até o final e compartilhe com quem precisa ouvir isso hoje. 🗣️ Deixe seu comentário: você já sentiu essa pressão de "estar sempre bem"? Como lida com isso? Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Olá, bom dia. Estamos chegando. Estúdio Câmara no ar. ao vivo aqui pela TV Câmara Campinas. Sexamos dia 8 de agosto. E você como está? Tudo bem por aqui? Tudo ótimo. E hoje a gente vai falar sobre ansiedade. É, gente, mas vamos falar sobre ansiedade coletiva. Você já ouviu sobre isso? Já se sentiu angustiado só de ver alguém próximo a você passando mal ou já percebeu um ambiente inteiro sendo tomado por uma sensação de medo e inquietação? Pois é. Isso tem nome, tem explicação e tem tratamento, tá? No estúdio Câmara de hoje, nós vamos entender o que é ansiedade coletiva, porque ela se espalha em escolas, grupos e redes sociais e o que fazer diante dela. Vem participar com a gente. As nossas convidadas já estão aqui no estúdio, então você aproveita, manda o seu comentário, o seu depoimento através do nosso WhatsApp que já está na tela. 199729377. A gente aguarda a sua mensagem. Você, você já teve aquela sensação de ansiedade coletiva, consegue descrever isso? Manda pra gente, aproveita que já você interage também com as nossas convidadas. Vamos para a informação. Fim de semana do dia dos pais terá atrações culturais gratuitas para toda a família aqui em Campinas, hein, gente? Olha, então se atente. Shows, festivais, arte, cultura e espaços públicos. Campinas preparou uma programação especial para celebrar o fim de semana do dia dos Pais entre os dias 8 e 10 de agosto. São diversas atrações gratuitas para todas as idades, valorizando a ocupação dos espaços públicos com música, gastronomia, feira de artesanato, cultura indígena, circo e roque. Olha só, hein? Super dica. Na praça Araltos da Paz. O público pode conferir aí o primeiro Festival do Milho Verde em parceria com o Festival Eu Amo Chocolate, edição Morango. Já no Centro de Convivência Cultural, a tradicional Feira HIP será embalada por shows gratuitos de samba e blues no teatro no teatro de arena. Também no sábado, amostra indígena ocupa a estação cultura com representantes de 15 etnias. Em Barão Geraldo, o espetáculo de malabarismo entre truques e poemas leva o circo e poesia ao Centro Cultural Casarão. Para quem curte Roque, a concha acústica da Lagoa do Taquaral recebe a segunda edição do Orbital Rock com destaque para a banda Deadfish. No domingo, o parque também será cenário de Street Fest 019. Evento que celebra o dia municipal do skate com arte urbana, grafite, dança e muita música. A programação completa está disponível no site oficial do calendário de eventos da prefeitura de Campinas. Acesse, fique por dentro e faça a o seu planejamento, né? Campinas.spsp.gov.br/eventos. Aproveite o final de semana. E olha só, mais informação chegando, porque tem semana das juventudes 2025 que está mobilizando coletivos e propõe aí uma escutativa aqui na cidade com o tema e aí qual é o plano? A semana da juventudes de 2025 começa hoje com abertura oficial na sala azul do passo municipal a mobilização. Propõe escutar e envolver a juventude na construção do novo plano municipal das juventudes. A programação se estende até o dia 30 de agosto com 50 atividades gratuitas organizadas por 34 coletivos culturais, ambientais e sociais da cidade. Entre os destaques estão oficinas, fóruns, batalhas de rima, plantios, eventos culturais e ações de saúde mental. O 17º Fórum de Profissões e o Street Z0 Street Fest, perdão, 019 estão entre os eventos confirmados. A iniciativa é uma parceria entre a Coordenadoria da Juventude, a Fundação FEAC e o Conselho Municipal da Juventude. Toda a programação está disponível também no site da Prefeitura de Campinas. Muito bem, você viu muita opção pro final de semana. Vamos com a previsão do tempo. Parece que tá chegando uma frente fria, mas hoje, sexta-feira, nós temos sol entre nuvens. Mínima 14, máxima 29º. Vou te falar que ontem bateu os 30, hein? Ontem tava calor. E aí, o que nós temos para sábado, gente? Pancadas de chuva à tarde e à noite. E aí começa a temperatura diminuir, né? Mínima 13, máxima 21 no sabão. E no domingo, depois da chuva, o tempo fica firme, céu limpo e a temperatura, hum, um pouquinho agradável, será? Entre 8 e 19º, né? Então se prepare, tá chegando aí uma frente fria, aproveite hoje, aproveite hoje, o sol que tá lá no céu e tenha uma ótima sexta-feira. Muito bem, recado dado. Agora é hora de conversar com as nossas convidadas. Vamos entrar no tema do dia, a ansiedade coletiva. Quando o corpo sente e a mente responde e o ambiente todo parece estar em colapso. É para nos ajudar a entender melhor o que está por trás desse fenômeno, a gente dá as boas-vindas oficialmente às nossas convidadas. Giovana Beltramini Gold Schmith, ela é neuropsicopedagoga e está com a gente ao vivo aqui no estúdio Câmara, vai conversar conosco. Boas-vindas, seja bem-vinda, querida. Obrigada, Rúbia. Obrigada mais uma vez por estar aqui com vocês. Muito bem, para completar o nosso time desta manhã do estúdio Câmara, apresento a vocês a Iara Lourenço, psicóloga especial eh psicóloga, ela também tem especialidade em terapia cognitivo comportamental. Seja bem-vinda, Eara, muito obrigada pela sua participação. Bom dia. Eu que agradeço, Rúbia. Espero contribuir aí com os nossos telespectadores para falar sobre um tema extremamente importante e atual, gente, muito atual, muito atual, porque a gente vive numa ansiedade e aí quando essa ansiedade fica coletiva, a gente precisa de profissionais para explicar pra gente o que que é isso, né? O que é considerado uma ansiedade coletiva. Eu pergunto para você, Iara, eh, ouvindo aí uma consideração sobre esse tema presente hoje na vida das famílias. das escolas, da sociedade em geral. Qual que é a sua avaliação? Explica pra gente sobre essa ansiedade coletiva. Bom, para começar, né, a gente precisa explicar o que é ansiedade. Uhum. Eu e a Geovana estávamos conversando aqui antes. Eu falou assim: "Bom, pra gente começar a falar do coletivo, é preciso falar do individual". Isso. Então, a ansiedade ela é uma emoção, né? Tem até filme famoso que fala da ansiedade, né? Controlando a mesa ali da personagem. Então, a ansiedade ela tem a ver com o futuro, é o medo do futuro, o medo do que está por vir. E essa ansiedade, as emoções, a gente precisa entender que elas têm repercussões no nosso corpo, né? A emoção, ela é fisiológica. Então, a gente tem uma série de reações dentro do nosso corpo que estão despertando e que acabam tendo consequências pra gente no nosso comportamento, no nosso pensamento. Tá tudo interagindo. Então, a ansiedade é uma emoção. Sim. Quando a gente tá dentro de um contexto coletivo, a gente meio que influencia um ao outro, né? Então, a gente tá interagindo o tempo inteiro. Então, uma coisa que me afeta, se eu começo a demonstrar essa emoção, eu posso afetar a Giovana, você e isso pode se expandir, né, como um rastro de fogo. Então, a ansiedade coletiva tem essa característica que é uma preocupação com algo que vai acontecer ou que está subentendido que vai acontecer e não necessariamente é real. Isso é muito importante. Uhum. mas num âmbito de coletividade. Muito bem. A gente tem exemplos de ansiedade coletiva, né? E a gente pode muito bem eh eh ver isso no dia a dia. Eu tava comentando com as nossas convidadas hoje sobre a questão do trânsito, né? É impressionante, eh, Giovana, como o trânsito acaba criando um ambiente de ansiedade coletiva. Então, eu gostaria que você explicasse e eh o posicionamento, né, das pessoas diante do trânsito, que é algo, entre aspas, simples, mas que a gente pode eh eh dar o exemplo para que as pessoas de casa entendam eh sobre a ansiedade coletiva. Bom dia, pessoal. Esse exemplo que você acabou de falar, Rúbia, são exemplos do nosso cotidiano, são exemplos simples. Então, trânsito, as pessoas hoje não têm mais paciência, parece não dar conta mais do trânsito, dos seus compromissos, da sua agenda. Isso são gatilhos, pequenos gatilhos que geram a ansiedade. Então fica muito complicado quando a pessoa também não consegue eh fazer uma rotina equilibrada, organizada, porque dessa forma vai gerar ansiedade cada vez mais. você vai perder eh essa forma de controlar o seu tempo e gera uma ansiedade. Então, ansiedade coletiva, o mundo parece estar ansioso. Hoje por onde você passa, você ouve as pessoas dizendo: "Olha como ele está ansioso". Por quê? Porque se não der conta das coisas, por que que você tem que dar conta de tudo, né? Então, a gente tem que parar, analisar, se perguntar o que é a causa dessa ansiedade, que eu acho que a gente vai falar um pouco também. E existem dois tipos de ansiedade. A ansiedade, como a Iara disse, né, agora a pouco, tem um filme que retrata sobre a ansiedade, a ansiedade natural, normal, e ela existe em qualquer ser humano, e a ansiedade que gera um transtorno de ansiedade. E que nós vamos poder falar sobre esses transtornos também. Ah, mas qual que é a ansiedade natural? aquela que dá um friozinho na barriga porque você vai fazer uma entrevista ou um friozinho na barriga porque você vai fazer uma prova lá na escola, ã, porque você tem que tomar algumas decisões, mudanças do cotidiano. Isso é uma, isso é natural. E é e essa e esse sentimento de ansiedade, ela é passageira, ela não fica. Então você sabe controlar agora essa falta de paciência dentro de um trânsito, tem pessoas que chegam a bater no seu carro, né, com a mão, motoqueiro da pontapé. Então assim, as pessoas estão perdendo o senso literalmente, né? Então a ansiedade coletiva, você sente que o clima está pesado, tenso demais, né? Né? Então as pessoas nem um bom dia olhando no teu olho conseguem mais um bom dia pegar na tua mão com com calma, né? Dar uma atenção gostosa, almoçar juntos, né? Sai almoçando, comendo qualquer. Eu entendo que esporadicamente isso é natural, tá pessoal? Não vamos julgar isso, mas existem fatores aí de que está eh dando esse gatilho paraa ansiedade. Então, quando a gente fala desses fatores, eu volto ao programa de ontem, porque ontem nós conversamos aqui com duas profissionais também, eh, mas a vida corrida, né? A gente precisa entregar, entregar, entregar, entregar. Você tem uma agenda organizada, de repente no início da semana, quando chega na quarta-feira, essa sua agenda, ela transbordou e você não sabe como você dá conta. Aí você não tem tempo de almoçar, você não tem tempo de nada e quando você deita para dormir, o seu cérebro ele não descansa, sua cabeça não para, você tem um sono horrível, né? E aí você acorda cansado de novo. E aí eu falei ontem, eu dei um exemplo, nós estamos parecendo ratinhos rodando, correndo na rodinha e aí a gente só vai parar quando o, né, colocando aí a o a imagem do ratinho, o ratinho vai chegar uma hora que ele vai cair e é o nosso caso. A gente só para quando a gente cai e aí é tarde porque a gente entrou em colapso, gente. Eh, produção, coloca para mim esse esses dados que nós temos aí. Eh, sobre a Organização Mundial da Saúde. Isso, olha só, a gente vive numa era marcada pelo excesso de informação de estímulo de cobranças. Olha esse dado, gente. O Brasil é o país mais ansioso do mundo, com 9,3% da população afetada, segundo a OMS. Estudos apontam que um em cada uma em cada cinco crianças e adolescentes já apresentam sintomas clínicos, gente, de ansiedade. E após a pandemia, os casos só aumentaram. Eu trouxe eh eu quero trazer para vocês um exemplo que aconteceu em Recife pós pandemia, um episódio eh de uma escola onde 26 alunos apresentaram simultaneamente sintomas como falta de ar, tremores, choro descontrolado e a sensação de morte iminente, gente. E aí o que que aconteceu? Se você procurar na rede social, colocar o caso de Recife, ansiedade coletiva, você vai ver na frente da escola muitas ambulâncias, as crianças e adolescentes tendo que ser levadas ao hospital. eh eh rápido, com urgência, porque eles estavam com uma sensação de morte iminente. Então, a gente precisa entender melhor esse fenômeno. Aí eu pergunto então paraa Giovana, em casos como de Recife, né, o que que pode explicar esse efeito de um contágio emocional? Porque eh um passou mal e o outro foi vendo o outro passar mal e foi passando mal e foi passando mal? Isso perde perde o controle. Como que você traz isso pra gente nos dias de hoje, por favor? Rúbia, não existe uma receita pronta para evitar que isso aconteça. Mas eh você percebe que nós estamos falando de uma sociedade ansiosa. Então é natural que eu convivendo com o Iara, com você, a todo momento, essa ansiedade ela vai aumentando. Como evitar isso? Eu preciso que alguém faça boas intervenções para que chega num num numa clínica. Existe tratamento pessoal, existe, né, você conviver com pessoas que positivas, que traga mensagem positivas. Por quê? A ansiedade ela traz eh pensamentos caóticos, né, Iara? Negativos, sim. Bem negativos. E você não consegue mais controlar, né, Iara? Eh, esse peso é uma bola de neve. Então, a pessoa ansiosa, ela não controla os seus pensamentos. Então, por isso que eh o que vem acontecendo nesses lugares é a ansiedade coletiva. Um vai pegando o problema do outro. Isso não é meu, né? Eu posso te ajudar, mas isso não é meu. Então assim, não sabe separar. E isso vai gerando uma bola de neve e vai virando esse caos. Eh, em em exemplos, né, Iara, aqui de de ansiedade coletiva, eh as questões de guerra, né, que acontecem e acaba criando uma ansiedade coletiva também. Eh, a pandemia foi um exemplo de ansiedade coletiva. Então, eu gostaria que você explicasse como é que o nosso cérebro nesse nesses momentos assim de crise, ele ele fica em alerta o tempo todo e e como que a gente deve fazer para entender que nós estamos passando por essa situação? Porque às vezes a gente tem a sensação, mas a gente não sabe o que que é, né? A gente pode dar um exemplo aí de guerra, de um exemplo muito que aconteceu ontem. Eu vi na internet hoje pela manhã, dei uma checada nas fontes, é verídico, aconteceu um avião, ele ia pousar, pousar aqui em Campinas e ele acabou pousando em Brasília. O piloto Meideay meay. O que aconteceu? Ele teve que fazer um pouso de emergência porque tinha uma ameaça de bomba. Qual era essa ameaça de bomba? No banheiro do avião tinha um bilhete escrito que, né, que e tinha uma ameaça de bomba ali e o piloto teve que pousar em Brasília. Imagina a ansiedade coletiva que causou nessas pessoas, nesses pilotos, nesses nos tripulantes. Gente do céu, é algo assim que E aí, como é que a gente faz? O que que acontece no cérebro e como que a gente entende que nós estamos passando por essa situação? Eh, quando você me convidou para vir aqui, Rúbia, eu fiquei pensando num bolo cheio de camadas, porque eu acho que esse é um assunto que tem muitas camadas. Acho que a Giovana vai concordar comigo, né, Giovana? Muitas camadas. Então, eu vou pegar o seu exemplo porque eu achei que ele tem uma uma questão muito interessante. Os pilotos de companhia aérea, eles são treinados para responderem as situações críticas. Nossa. Então o cérebro deles está preparado, diferente do nosso que não teve um treinamento específico. Então quando o piloto ficou sabendo, provavelmente, né, eu não vi a reportagem, então não posso afirmar com toda certeza, mas com certeza quando ele ficou sabendo disso, o procedimento que ele foi ensinado já estava na cabeça dele. Então ele automaticamente colocou o procedimento em atividade, né? Ao ponto de falar o Mayday, né, que é o sinal de emergência, né, desviar a rota e parar o avião, né, para ser verificada a ameaça de bomba. E aí, eh, tem dois fatores aí. piloto que está preparado e imagina, não sei se chegou os passageiros a ficarem sabendo de toda essa situação. Às vezes sim, às vezes não, mas imagina que os passageiros ficaram sabendo. Eles viu a rota. Imagina, né, que o que que aconteceu dentro desse avião. Então esses passageiros não estão preparados para uma ameaça bomba. na verdade estão indo visitar família, viagem a trabalho ou qualquer a turismo. Então, com certeza eles teriam um nível de pânico muito maior ou muito menos controlável do que o do piloto. Por que que a gente fala isso? Você me perguntou do nosso cérebro, né? Tudo tem a ver com o nosso cérebro, né? a as emoções, as reações têm a ver com a nossa bioquímica, então com o que acontece dentro do nosso corpo. Então, quando a gente tá numa situação extrema, o nosso cérebro ele libera o nosso sistema de ameaça. A ansiedade é um sinal de perigo. Ó, a ansiedade é filha do medo, eu costumo falar, né? Não, a ansiedade é uma vertente do medo, é o medo do futuro. Então a gente faz eh o nosso corpo tem uma série de reações para nos proteger. Podem ser em situações reais, como por exemplo, uma ameaça bomba. É uma situação real. A gente não sabe se a bomba tá lá ou não. Ou podem ser de situações hipotéticas. Eu acho que vai acontecer uma ameaça bomba. Então você pode entrar, o nosso cérebro ele tem uma certa dificuldade de distinguir o real do que é o fictício. Então a gente vai entrar num estado que vai acionar uma emoção e se a gente alimenta essa emoção, ela vai crescendo, como eu falei, a bola de neve. E aí o que acontece? Quando a essa emoção de ansiedade, de medo aumenta muito, a gente pode abrir um quadro de pânico, por exemplo, que foi o caso das crianças. Nossa. foram porque eles estavam fisiologicamente, né, o corpo deles estava dando um sinal que havia um grande perigo ali. Uhum. Então essa é a a grande questão. E você falou de eh ansiedade natural, ansiedade clínica, qual que é a diferença, né, pra gente apontar o que é natural e o que é patológico? é a intensidade e o prejuízo. Então, se a ansiedade é a ansiedade do poxa, vou vir aqui conversar com a Rúbia, tô com um frio na barriga ou vou viajar, nossa, que legal. Também é uma maneira de você se sentir ansioso, muda o seu corpo. Mas quando você tem uma ansiedade persistente, ele não passa, o tempo inteiro, você tá pensando no futuro, você congela em muitas situações porque você não consegue lidar com esse medo, aí sim a gente tá falando do campo patológico. Isso. Olha, gente, é uma questão bem delicada e que acontece, né, no nosso dia a dia. a gente precisa ficar atento e entender, né, o que que é essa essa ansiedade eh coletiva e diferenciar ela e saber como a gente deve agir para poder dar uma acalmada, dar uma respirada. Eh, eu trouxe o o exemplo da das crianças lá da escola de Recife e aí eu pergunto para eh a adolescência, né? A adolescência ela é uma fase marcada pela necessidade de aceitação, né? Então, eh, como que a identificação grupal pode contribuir, Giovana, para esses episódios coletivos? Porque, eh, estudando sobre esse tema ontem, eu vi essa questão de identificação grupal. Isso é, eu achei bem interessante a gente pontuar hoje. Uhum. Adolescência, né? adolescência. Na minha época era algo muito gostoso viver a essa fase da adolescência e acredito que é ainda mas eu diria assim que nós precisamos cuidar dos nossos adolescentes atualmente, né? Iara pode me ajudar aqui? muitos adolescentes aparecendo eh adoecidos, adoecidos por uma emoção causada que às vezes os gatilhos não são nem deles, né? Então, nós falamos que a todo momento que eles estão inseridos numa rede social onde as informações estão fração de segundos na palma da mão. E não é só isso. Você falou uma uma questão muito importante que é a aceitação. Uhum. Para eu ser aceito no meio, eu preciso ter algo de marca. Eu preciso ter a amizade X. Eu preciso isso. Eu preciso aquilo. Será que eu preciso realmente? Quem é você no meio de tudo isso, né? Então, as pessoas precisam saber quem elas são primeiro. Por que que eu tenho que agradar o outro? Por que que o outro não pode me agradar? Tem nes fatores aí que estão causando essa ansiedade nos adolescentes e estão se perdendo por por esse transtorno aí de eh impacto, né, emocional que eles vêm sofrendo a todo momento. E a família, onde está a família? A família nesse momento é muito importante estar junto com o seu filho, né? A, quando eu digo onde está a família, o que você está fazendo junto com o seu filho? Sentou para conversar, porque a gente vai entrar na rotina, né? Eu tô tendo, estou tendo um tempo para ficar com os meus filhos. Tempo de qualidade, né, Geovana? Porque a gente fala de tempo e às vezes tá todo mundo no celular. Exato. Então a gente, o celular, eu acho que pra adolescência atual, né, a gente tá na geração digital, nós somos da geração que brincava na rua, eh, se divertia com os colegas. Hoje em dia a gente olha para as crianças, a maior parte tá com celular na mão e isso traz, a Giovana também pode contribuir bastante porque ela, acho que você lida bastante com criança, isso traz problemas cognitivos, uma falta de desenvolvimento de capacidade social, porque aí quando você tá aqui, você não tá interagindo ou você tá interagindo num meio que não tem lastro, ele não tem limite. Então, a gente vê muito bullying, a gente vê muita ofensa, a gente acha que a internet é uma terra sem lei. Tanto que a gente vê pedófilos, a gente vê crimes acontecendo, racismo, xenofobia, que as pessoas se escondem atrás da tela do celular. Isso. E e foi muito importante você ter falado isso, porque assim, existem adolescentes com ansiedade social, fobia social. Uhum. Adolescentes que não conseguem chegar num bar, Aham. Um happy hour com os amigos. Isso é uma fobia social. Não tem mais. e e com essa essa possibilidade de ficar em casa hoje, né, porque tá tudo aqui na palma da mão, eles não querem mais sair. Então, vamos ficar atentos às causas, aos sintomas que os nossos adolescentes também vêm nos mostrando. O choro impulsivo, bem impulsivo, né? Não tem motivação, evita estar, evita, não quer falar ao público. Então, o adolescente tem aquela ansiedade mutismo, né? Uhum. Eu falo dentro da minha casa. Uhum. Mas no público não. Uhum. Então, é uma ansiedade. Nós temos que ficar atentos a esses sintomas para poder ajudá-los. Adolescentes, nós queremos abraçar vocês, né? Então, eh, sintam-se acolhidos, vocês que estão nos assistindo. Muito bem, né? Receba o acolhimento das nossas profissionais aqui. E é muito importante a gente falar eh de adolescente quando a gente fala de ansiedade coletiva, porque nós temos aí relatos, né, de de situações que ocorrem dentro das escolas, né? E isso acende um alerta porque é é um adolescente que vai levar um transtorno de repente paraa vida e vai precisar ser tratado. Então a gente precisa aprender a identificar a ansiedade e a ansiedade coletiva. Agora, essa essa questão da descarga de adrenalina, né, do cérebro em alerta o tempo todo, eh como que a gente consegue fazer com que isso dê uma minimizada, sabe? Eh, a gente precisa aprender a tirar tirar esse gatilho e eh não sei eh eliminar essa essa situação, essa questão de ansiedade. Vou voltar lá para o trânsito, né? Eu fiquei, gente, 25 minutos no no sinal hoje parada. Eu observei tanta coisa, porque assim, é interessante, né? Eh, o nosso cérebro ele é interessante demais. O programa de hoje é o quê? Ansiedade coletiva. Então, eu tava no trânsito e eu comecei a observar sinais de ansiedade coletiva. O que que eu vi, né? Eu vi eh espaços pequenos e carros tentando entrar em locais que eles não iam conseguir porque tava muito apertado. Eh, motos entrando em locais também que pulando o canteiro e indo, todo mundo numa ansiedade de chegar, de chegar. E o sinal, eu vou falar um negócio para você, abri o sinal, passava cinco carros, fechava de novo. Eu fiquei 25 minutos parada e aquilo foi me dando um negócio, foi me dando uma coisa ruim, foi disparando uns gatilhos estranhos, comecei a querer suar. Falei: "Gente, não vai dar tempo, não vai dar tempo". Aí depois eu parei e falei: "Ô, Paulo lá, vai dar tempo sim, entende?" E aí eu olhei e olha só, uma uma coisa assim que me que que eu senti, eu falei: "Eu preciso sair daqui". Eu olhei para um lado, olhei pro outro, não tinha para onde eu sair, porque eu tava literalmente sufocada entre os carros ali. Eu ia sair por onde? E essa sensação que me deu, com certeza deu no outro, deu no outro e deu no outro, porque abrir o sinal, todo mundo queria passar muito rápido. Como que a gente faz pra gente se controlar diante dessa situação? Porque eu comecei ter sim um sintoma que mexeu, sabe? Eu comecei, eu eu senti que eu tava começando a suar, sabe? Meu coração começou a dar uma disparada. Isso é bem preocupante, não é? Não, Iara, olha só, tem uma coisa muito interessante no seu relato, Rúbia, porque chegou um momento que você foi acionada emocionalmente. Aham. Emoção a gente não invalida. A gente não fala assim: "Ai, não quero ficar ansioso, não vai adiantar nada". Perfeito, né? Você não tem como invalidar a emoção. Ela vai acontecer. Eh, é a gente precisa estar consciente do que tá acontecendo no nosso corpo. Então, você trouxe várias eh reações fisiológicas. Nossa, mas foram muitas. Comecei a suar, comecei a ficar desconfortável, começou a se mexer e de repente você pensou, não vai dar tempo. Exatamente. E aí você tá falando da cognição que estava começando a ficar distorcida. Olha isso, gente. É uma distorção. Aham. Tanto que você depois respirou e falou assim: "Não, vai dar tempo sim." Olhou no relógio, calculou dado de realidade. Exato. Como é que a gente lida com a ansiedade numa maneira prática? Gente, a ansiedade no geral causa distorção cognitiva. O que que é distorção cognitiva? É aquele pensamento que vai ficando pior, pior, pior. Você vira uma catástrofe, ou você acha que você não vai dar conta de nada ou que você é muito burro. Então você precisa conseguir pausar isso, falar: "Opa, o que que tá acontecendo aqui? Deixa eu ver. Eu tenho um relatório para entregar no trabalho. Poxa, por que que eu tô achando que não vai dar tempo? Ah, porque me atrasei. Ah, então vou negociar com o meu chefe um prazo novo. Ao invés de ficar, não vai dar tempo. Eu sou burro porque, nossa, eu sou incompetente, eu vou ser demitido. Eu brinco com os meus pacientes que tem uma situação clássica de ansiedade para todo é coletiva, mas é individual. Fala para qualquer pessoa, viu? O pessoal do RH tá te chamando. É verdade, né? O que que acontece? que pensa assim, nossa, é uma atualização de cadastro, já pensa direto, vou ser demitido. Então isso é uma distorção cognitiva e a gente faz isso o tempo inteiro. Então pra gente pensar e e é lógico que existe toda uma técnica por trás disso, né? a terapia cognitivo comportamental, da qual, né, eu sou adepta, digamos assim, é a minha linha, ela trabalha com vários passos pra gente lidar com situações de ansiedade, mas basicamente a gente precisa estar consciente do que acontece no nosso corpo. A gente precisa entender quais são as reações e a gente precisa fazer igual o piloto do avião. A gente precisa já ter entendido qual é o caminho que a gente pode pegar para diminuir a reação fisiológica. Ansiedade é emoção. Emoção é fisiologia, é corpo. Então, se a gente consegue controlar a nossa reação do corpo, a gente consegue diminuir a emoção. Humum. Nossa, gente, que coisa, não é? É, mas é bom a gente deixar claro, né? Né, Iara, que ã a criança, o adolescente, o adulto que já estiver num nível elevado de ansiedade coletiva, ansiedade, Uhum. Ela não consegue prever o que fazer. E aí, o que deve ser feito? Procurar ajuda. Uhum. Procurar ajuda o quanto antes. Ah, mas a criança não sabe falar. Preciso de ajuda. Você pai, você é adulto, responsável por essa criança, por esse adolescente que está do seu lado, eh, ele tá te dando sinais. E aí quando chega num consultório, eh, onde eu recebo essas crianças, eu não recebo a criança, eu recebo a família. Uhum. Porque ali eu vou tratar da queixa principal que a família me traz, porém vou percebendo outras questões que é importante chamar a família. Uhum. Né? Então assim, eh a o adolescente não tá preparado para tomar uma decisão como o piloto fez. Uhum. Até cerebralmente, né? A gente precisa lembrar e às vezes os meus pacientes, quando eu trago, né? Eu converso com alguém que não tem essa informação, eh, o cérebro da criança e do adolescente tá em desenvolvimento. Nosso cérebro, nosso lobby frontal vai terminar de se desenvolver lá pelos 24 anos. Então ele precisa do adulto para se regular emocionalmente. Então quando a gente fala eh dado adolescência, que é um momento que a gente tá tentando ter o grupo, mas também eu acho que é um momento da identidade, né? quem eu sou a partir deste lugar que eu sou mais autônomo. Então você começa a desenvolver autonomia, você começa a ser um indivíduo e se perceber indivíduo. Então é nesse momento que a gente precisa eh prestar atenção nas crianças, nos adolescentes, porque também existe transtornos associados às idades mais jovens. Tem criança de 5 anos com depressão. Poxa, e os pais precisam estar atentos porque às vezes a gente normaliza, fala assim, não é da personalidade dele, ele ficar mais no quarto, ele é mais quieto e ele tá com uma fobia social ou tá com uma dificuldade de se relacionar com os amigos ou tá sofrendo bullying. Então, a gente precisa prestar atenção no que tá acontecendo. E os adultos a mesma coisa, porque o adulto vai colocando na conta da agenda, não tenho tempo para parar, para pensar em mim, etc. Só que quando surta, quando dá uma estafa, quando paralisa, dá um burnout, vai ter que parar. E aí é mais prejudicial porque você já desenvolveu alguma coisa. Então a gente tem que estar atento aos sinais. E essa criança, né, vou dar usar o exemplo da criança que fica no quarto, né? Eh, nós falamos o tempo todo da ansiedade da rotina do trânsito que a Rúa trouxe para nós. Vamos dar um exemplo agora muito comum que vem acontecendo com muita frequência. Uhum. Separação dos pais. Sim, né? Então, a criança pequena é muito engano de que elas ela não está eh sentindo alguma coisa. Ela está sentindo além, né, Iara? Uhum. está sentindo além do que você possa imaginar. Então, existe também a ansiedade por separação, separação de casal, separação de de amizade, mesmo luto, né? Separação de luto, de abandono. Então, tem nes questões envolvidas. É importante ficar atento, principalmente, né, os nossos nossas crianças, né, jovens e adolescentes, na palma da mão informações de qualquer teor hoje em dia, né, infelizmente. E a questão da rede social, do celular, eh a luz, a tela, a velocidade também causa um um a ansiedade, né? Então a gente precisa ficar atento e nós adultos, como ontem nós trouemos essa essa loucura, essa eh necessidade de entregar, porque hoje, infelizmente essa é a realidade, você vale o quanto você entrega, né? Então você precisa entregar e a cobrança ela existe e você não quer ser cobrado e por isso você entrega e quanto mais você entrega, mais você tem que entregar. E aí conversando antes com as nossas convidadas, elas me falaram: "Tá, mas é por isso que que acontece a ansiedade coletiva". Então, gostaria que vocês pontuassem, por favor, para que as pessoas de casa entendam a relação entre o programa de ontem e o programa de hoje, porque ontem nós falamos dessa correria do ratinho na rodinha, né? Que tem que entregar, entregar, entregar. Hoje a gente tá falando sobre ansiedade coletiva. Então, tem aí uma conexão eh eh dos dois temas. Eh, Iara e Giovana, por favor. Sem dúvida tem uma conexão e eu diria que como eu e a Geovana quando a gente estava falando falou: "É, mas essa é a causa, né? A gente tem que entender que, embora sejamos indivíduos, a gente tá dentro de um contexto social, cultural, econômico, político. Eh, então todas essas características influenciam no indivíduo. E aí quando a gente fala de ansiedade coletiva, a gente tá falando dessa aceleração. Eu até trouxe pras meninas aqui, tem uma palavra alemã que eu não sei se eu vou pronunciar direito, mas é Z guys, eu acho, que é o espírito do tempo. O espírito do nosso tempo é a produção e o consumo. Hum. Né? E quando a gente tá falando de produção e consumo, a gente não tá falando só de produção e consumo de bens, a gente tá falando da vida, né? Então, a vida hoje que é legal é a vida que você vai mostrar lá na rede social, é você ter o o carro mais legal, o corpo mais sarado e isso influencia muito a nossa maneira de ver o mundo. Então, quando a gente tá nessa nessa vibe da ostentação, né, vou mostrar que eu tenho, etc., a gente tá influenciando os jovens e os adolescentes, mas a gente tá ditando como os adultos também devem viver. Uhum. Então, e a gente, pra gente ter, a gente precisa produzir e aí a gente vai tentar produzir de todas as maneiras possíveis. A gente tem um aumento absurdo no índice de pessoas que têm problemas com transtornos de jogo, né? Eh, acesso a betes, etc. E por que que acontece isso? Porque às vezes a pessoa não tem condição de desenvolver esse consumo exagerado por conta da sua situação social. Então, ela vai tentar fazer uma fezinha ou vai entrar num jogo que vai eh ele é formado para te viciar, assim como as redes sociais. Então, a gente tá falando de reforçamento intermitente, que é eu te dou uma coisa que você gosta, te dou, te dou, te dou, depois eu corto e aí quando eu te dou de novo o que você gosta, o conteúdo, o vídeo, eh você aumenta a dopamina no seu cérebro e aí você tem a tendência a se viciar. Então, a gente tá eh quando a gente pega o celular na mão, a gente tá a a mercer do algoritmo, que eu falo que a ferramenta não é boa nem ruim, ela precisa saber ser usada. Por exemplo, a gente vai transmitir no YouTube. Sim, né? Então, a gente tá usando isso aqui para trazer informação. É uma maneira boa de usar. Uhum. Mas existem também pessoas que usam de uma maneira negativa e que promovem esses valores. Então a gente tá o tempo inteiro na nossa vida profissional, que é uma grande fonte de preocupação para todos nós. Uhum. tendo que produzir, produzir, produzir. E se você produz, você toma um tapinho nas costas, muito obrigada, mas produz mais isso daqui. Muitas vezes não é bem remunerado ou não é remunerado de acordo e aí você tá tentando consumir. Então a gente tá num ciclo, o ratinho, ele tá rodando para conseguir eh chegar neste lugar de dos bilionários, milionários, mas pouquíssimas pessoas vão chegar nesse lugar. Só que na rede social parece que é muita gente. Parece que todo mundo tá bem, todo mundo tá rico, todo mundo faz viagem pra Europa. Quando na realidade, gente, todo mundo tem boleto para pagar. Tá batendo o boleto ali, tá batendo a conta de luz, tá batendo as dívidas. Muitas vezes as pessoas têm uma vida infeliz e a vulnerabilidade ela não é negativa. Isso que é uma coisa muito interessante. Quando vocês mandaram, né, a explicação do nosso tema, eles mandam pra gente, caso o pessoal de sa de casa não saiba, manda um resuminho pra gente do que que a gente vai falar. Vocês usaram essa palavra e eu fiquei muito feliz. Uhum. Porque se a gente não é vulnerável, a gente não ama. Se a gente não é vulnerável, a gente não tem empatia pelo próximo, a gente não se solidariza, a gente não consegue criar afetos. Então, a vulnerabilidade é a permeabilidade, é o quanto a gente tá disposto a se interagir com o outro. E quando a gente fala que é ruim ser vulnerável, isso é uma coisa que faz a gente ficar mais fechado pro mundo. Então a gente se retrai e aí a gente vai perdendo essa capacidade de se relacionar com o outro, de se conectar de verdade com o outro, sem precisar de um celular. Engraçado, né, Iara? As pessoas deixa de se relacionar com o outro, mas não deixa de se preocupar em ser mais que o outro, né? É. e nem com que o outro pensa, né? Vocês pararam para pensar de tudo isso que nós estamos falando aqui. É verdade. Então eu me preocupo com a vida do outro que ele tá fazendo e eu preciso me ostentar para ser aceito, tal, tal, tal, tal. E você, aonde tá você no meio de tudo isso? Acho que essa é a grande pergunta de, né? Aonde você tá? E o que que você quer? Você quer agradar o outro? Você quer agradar a si? Para que? Quando? Vou dar um exemplo disso tudo. Ontem na mesa do almoço em família, eh, na casa do meu marido, o meu sogro compartilhou com a gente uma cartinha que o meu sobrinho escreveu para ele. Uhum. E o meu, o meu sobrinho, ele tem 12 anos, 12 para 13 anos. E ele escreveu assim: "Ele ele convida o vovô para pescar, para passar o tempo juntos e tal". Então ele escreveu isso. Eu vou só uma frase. Vovô, quando eu convido você para pescar, não é porque eu quero pescar, é porque eu quero ficar com você. Hum. Nossa. Precisa falar mais alguma coisa? Será que você está dando importância para aquilo que o seu filho, a criança, o adolescente, você quer fazer? Você tem que fazer a pergunta para você. O que eu quero? Onde eu estou? O que que eu quero fazer? tá todo mundo buscando. Eh, tô vendo até ali no na aqui na TV, né? Pressão por felicidade. Uhum. Então, tá todo mundo buscando o quê? A felicidade. Mas tá buscando a felicidade no outro. É como se fosse um estado permanente, né? E não, não é a felicidade não é um estado permanente. A gente não vai ficar para sempre feliz, né? A gente tem grandes exemplos na nossa internet mesmo. Acho que o que me vem à cabeça é o Winderson Nunes, de uma pessoa que é multimilionária, que ganha todo o dinheiro que queria e que hoje cuida muito da saúde mental, descobriu recentemente que é altas habilidades, inclusive durante uma internação psiquiátrica e que tem dinheiro e não tava feliz e ele não conseguia se entender. e ele fala da infância dos pais, que eram pais que invalidavam muita coisa, até por eles ser altas habilidades, que tem algumas características específicas, eh, era muito incompreendido. Então, assim, né, a pressão por felicidade é a pressão e a positividade tóxica, que eu uso muito esse termo, eh, gente, a gente precisa ser positivo. O nosso cérebro, ele tem uma tendência natural a reforçar a ameaça pra gente, porque a gente quer sobreviver. nosso cérebro, eu costumo falar que o nosso cérebro é pré-histórico ainda e ele é, né, a nossa genética não mudou tão rápido quanto a nossa cultura e a nossa sociedade. Porém, a gente tem que entender que a positividade tem um limite. Uhum. Que o mundo é, ele precisa ser real. Então, não é que tudo vai ficar bem, se Deus quiser, e a casa tá caindo, eu tô desempregado. É lógico, você tem que acreditar que você vai conseguir melhorar, que você vai conseguir buscar alguma coisa diferente. Mas a ação é nossa. E a Giovana tá trazendo isso. Eu acho que a grande questão aqui que nós estamos trazendo é a consciência do eu. Uhum. Quem eu sou? Porque muitas vezes a gente usa a rede social da mesma forma que a gente usa a droga, a bebida, que a gente se desvia das nossas emoções para se alimentar do outro. E eu costumo falar que quando a gente olha mais para fora do que para dentro, é porque a gente não sustenta o que tá tá aqui dentro de nós. E a gente precisa sustentar as nossas emoções, os nossos problemas. A gente precisa ter uma dignidade para viver, pra gente conseguir compartilhar com outro. Você não dá o que você não tem. É. E a pessoa tá buscando, mas às vezes ela nem sabe o que ela tá buscando. Exato. Né? Então ela tá buscando, buscando, buscando, buscando, mas não sabe o que ela quer. Uhum. Então pessoal, é assim, eu digo para vocês ficarem atentos à mente de vocês, ao pensamento de vocês, né? Então, a pessoa busca muitas vezes algo que também a felicidade ela é instantânea. Que felicidade é essa, né? Então, é bom a gente colocar eh isso com maior naturalidade, porque a ansiedade coletiva ela está aí. Você abriu a porta da sua casa, você saiu pro portão, saiu para trabalhar, você lida com a ansiedade. Lembrando para quem estiver numa ansiedade num grau avançado, procurar ajuda, porque a a ansiedade natural e normal você consegue dominar, né? Você consegue, opa, preciso me acalmar. Uhum. Consegue ter um um você consegue dar um uma situação, problema para aquilo que você dos sintomas, né, da situação que você tá vivendo no momento. Então, eh, é saber diferenciar isso. Nossa, gente, que delícia ver vocês duas conversando e e passando pra gente essas informações tão preciosas. Eh, eu acredito que esse compartilhamento, esse momento é muito importante, não só para mim, como pessoal que tá em casa, sabe quem vai assistir depois e o pessoal tá participando com a gente agora 8:52. Olha só o tanto que a gente conversou, sabe? Olha que delícia de conversa. A gente é e é vocês ensinando, né? a gente entender o nosso próprio corpo, o nosso corpo fala e a gente precisa entender os sinais e a gente precisa aprender como se defender de algumas situações, né? E ainda bem que nós temos profissionais como vocês que estudaram e são especialistas e que estão aqui para nos ensinar. Nossa, gratidão, meninas, muita gratidão. Vamos lá, vamos atender o nosso nosso pessoal de casa 8:53. Vamos embora. Vai lá, pode mandar por gentileza. Acho que a gente consegue responder umas três, quatro perguntas e daqui a pouquinho a gente já segue para as considerações finais. O Ricardo Sales do Jardim Nova Europa, com excesso de comparações nas eh o excesso de comparações nas redes sociais pode estar por trás de um aumento da ansiedade? Existe alguma forma de proteger a mente disso? Vamos lá, então. Pode virar. O detalhe é que a gente nunca se compara com alguém pior, né? A gente sempre se compara com alguém a mais. E e a gente sempre tá se sentindo examente. Então, sem dúvida nenhuma, eh, eu acho que o Ricardo trouxe um ponto importantíssimo. A comparação é um dos frutos de sofrimento, né, social, sem dúvida. Eh, nós estamos no mundo competitivo, então isso é naturalmente reforçado em nós. E a questão que nós estamos trazendo aqui para proteger a nossa mente é: saiba quem você é, saiba os seus limites, conheça o seu corpo. Eh, se você não tá satisfeito com alguma coisa, busque meios saudáveis, legais para corrigir isso, para melhorar. Uma coisa que eu acho belíssima, que eu acho que a Giovana deve trabalhar muito por ser neuropsicopedagoga, é o nosso cérebro é plástico. Então, o que quer dizer isso? Ele consegue se adaptar. Então, a gente tá do dia que a gente nasce ao dia que a gente falece, a gente morre, a gente está aprendendo, a gente tem a capacidade de aprender. Então, é assim que a gente vai construir um eu forte para lidar com essa situação, porque nós vamos ser influenciados pelo meio, não tem como não ser, mas a gente pode saber quem a gente é, conhecer os nossos valores, saber o que a gente faz e onde a gente quer chegar de uma maneira saudável e construtiva. Muito. É, mas esse excesso de comparação Uhum. Eu acho que é Ricardo, né? É Ricardo. É Ricardo, né, produção? Coloca lá. Acho que é Ricardo, sim. Vamos lá. É o pior. É o Ricardo mesmo. Aham. Eu acho que é o pior, tá, Ricardo? Excesso de comparações. Aonde você chega se comparando, né? Tô falando de você porque você colocou a pergunta, mas onde nós chegamos, em que lugar nós chegamos se comparando com o outro? É. Você é único. Uau! Muito bom. Mais uma. Dá tempo. Vamos lá. Bora que bora. Coloca mais uma pra gente. Produção 8:55. A Marina Pereira da Vila Padre Anchieta. Atividades artísticas, pintura ou música podem ser recomendadas para grupo escolares a fim de reduzir a ansiedade coletiva? Vamos lá, Geovana. Sim. A gente fica tão feliz quando a gente vê um apontamento desse. É legal. Sim. Atividade, eh, atividades artísticas, atividade física, música, ã, uma roda de conversa com pessoas alegres, divertida. Ai, Marina, que delícia. Sim, isso a ansiedade, sem dúvida nenhuma, né? E isso é uma das coisas que a gente até recomenda as famílias, as crianças, né, para sair daquele meio de negatividade. Então faça muito isso. Uhum. Tá no caminho certo. Ai que legal, viu? Só Marinão. Um abraço aí pro pessoal da Vila Padre Anchieta com a gente aqui no estúdio Câmara. Dá tempo para mais uma? Vai. Diz que sim. Eu sei que tem mais aí. Pode mandar pra gente a última então. E a gente já vai para as considerações finais, tá, produção? O Thaiago Ribeiro do Jardim Flamboiã. O medo constante de perder o controle das emoções é comum eh em quem sofre de ansiedade? Como que a gente trabalha isso na rotina? Vamos lá. Eovana medo. O medo é o que mais aparece hoje e ele paralisa a gente, né? Ele, o medo faz você evitar qualquer situação, não querer se arriscar. É, é, é a ansiedade, né, Iara? A do transtorno em excesso te dá um medo que você não sai do lugar. É, essa é a famosa ansiedade da ansiedade. Nossa, mais essa agent o medo, como eu falei, o medo é o pai da ansiedade. Então, a ansiedade é uma derivação. Então, a gente tenta controlar as emoções porque ensinaram pra gente que a gente precisa fazer isso o tempo inteiro. Uhum. E é muito difícil isso que eu vou falar, mas é o caminho é por aí, tá, Thaago? A grande questão é, a gente não vai controlar as emoções. A gente precisa das emoções. Elas têm uma função pra gente, elas dizem coisas para nós. É a gente entender o que as nossas emoções estão trazendo nos ajuda na prática a controlá-las. É, a gente precisa sentir. O medo tá dizendo para você que você precisa se proteger. Mas se proteger do quê? A tristeza tá dizendo para você, você precisa pensar sobre a sua vida. A alegria tá dizendo, olha, a gente tá se conectando. Toda emoção tem uma função. Então, se a gente pensa, eu preciso controlar as minhas emoções, a gente tá gastando uma energia com uma coisa que não vai conseguir, porque as emoções elas vão existir porque você é humano. Então você precisa receber essas emoções, entender o que elas estão falando, como você reage diante delas, seu corpo, sua mente, seu comportamento e a partir disso sim traçar estratégias para que você possa lidar com elas de uma maneira mais construtiva. É isso. Muito bom, maravilhoso. Produção tá liberando mais uma aqui para nós. Vamos lá, então. Pode mandar, produção, manda pra gente. A Beatriz Lima do Jardim Garcia. Crianças pequenas também podem ser impactadas pela ansiedade do ambiente familiar. Quais sinais os pais devem observar desde cedo? É, Beatriz, nós falamos muito sobre isso. A Giovana pode ajudar. Vamos lá, Giovana. Isso. Crianças pequenas também são impactadas. Sim, Beatriz. Eh, você vai perceber e que crianças têm choro constante, irritabilidade, eh a não aceitação, não aceita. Inclusive o não, muitas vezes um não tão simples que você precisa colocar o limite ali, umas regras, uns combinados dentro de casa, não aceita. Uhum. Então, eh, fica atenta a as pequenas coisas, principalmente o choro e a irritabilidade da criança. Para as crianças que já estão num no primeiro, segundo ano da escolar, os adolescentes, eu falo: "Observem o desenvolvimento e eh se eles estão dando conta desses conteúdos, porque o rendimento cai." Uau! Uhum. Nossa, quero agradecer imensamente a vocês. Muito bom, gente. Agradecer pela generosidade, pela escuta, pelo compartilhamento de informações. A gente vai para as considerações finais, mas eu, olha, ficaria a manhã toda conversando com vocês. Tá bom demais. Quanto ensinamento e eh quanta troca, isso é maravilhoso. Giovana, mais uma vez, obrigada pela sua participação. Eu que agradeço, Rúbia. Estamos aqui para ajudar o outro, para ajudar vocês. No que a gente puder contribuir, estaremos aqui mais uma vez, sempre que precisar. Obrigada, viu, querida? Maravilhosa. E você? Muito bom. Nossa, falas assim magníficas. Eu creio que essas falas, essas essas pontuações que você vocês colocam aqui no programa, gente, se a gente parar para analisar e e ouvir novamente, ouvir novamente, a gente vai ensinando o nosso cérebro. Então, Iara, gratidão, muita gratidão. Muito obrigada. Eu que agradeço a oportunidade e o espaço. E o que eu queria deixar aqui é que conhecimento bom é aquele compartilhado. Uau, verdade. E a gente precisa entender que compartilhar a vida é importante. Então a gente precisa deixar um pouquinho o celular de lado, sair com os nossos filhos, fazer atividades artísticas, correr, brincar, olhar pro nosso companheiro, companheira, eh passar a mão no nosso cachorro, nosso gato. A gente precisa viver para além da do digital. É lógico que é muito importante e a gente precisa estar em contato com o digital, mas a gente precisa antes disso de ter e ser uma vida. Exatamente. É, gente, bom, a ansiedade coletiva é um sinal dos tempos, sim, um reflexo do excesso, da pressa, da cobrança constante. Mas ela também pode ser uma oportunidade. Uma oportunidade paraa gente parar, pra gente acolher, pra gente mudar o ambiente à nossa volta. Saúde mental é um direito e falar sobre isso salva vidas. E é por isso que a gente tem aqui ao vivo de segunda a sexta o nosso estúdio Câmara com profissionais magníficos que nos ajudam a entender um pouco como funciona o nosso corpo e a nossa mente e a importância da nossa saúde mental. Tá bom? A gente agradece você de casa pela audiência, pela companhia. Quero lembrar que na segunda-feira a gente volta com Estúdio Câmara ao vivo a partir das 8 da manhã e a gente traz aí um tema tão comum, mas também é intrigante, né? Pessoas que falam sozinhas. Então, será que essas pessoas estão mesmo falando sozinhas ou apenas pensando alto? A gente vai discutir o que esse hábito revela sobre comportamento, a saúde mental e o autoconhecimento. E olha, é mais frequente do que parece. E isso pode dizer muito como a gente lida com as nossas emoções. Você fala sozinho? Eu às vezes falo. Aí a gente vai descobrir o que que acontece, o que que tá por trás desse monólogo, né? A gente fala sozinho. E é segunda-feira, a partir das 8 da manhã nós temos Estúdio Câmara ao vivo. A gente conta com a sua audiência, com a sua companhia. Lembrando que em instantes tem Central IA. Isso mesmo, direto da Central e a Tem a Íria, a inteligência artificial da TV Câmara Campinas, trazendo eh destaques locais, estaduais e nacionais e também internacionais atualizados. Tá bom? Ao meio-dia temos Câmara Notícia com Gabriel Castro, informações do Legislativo e da cidade de Campinas. No final de semana, uma programação especial com várias estreias de quadros e programas preparados com muito carinho, especialmente para você, telespectador da TV Câmara Campinas. E a gente já vai agradecendo você que nos acompanhou até aqui, você que acompanhou o nosso programa durante toda a semana, aos nossos técnicos, a produção, a equipe da TV Câmara e claro as nossas convidadas de hoje e de toda a semana, né? Os nossos convidados. Gente, muito obrigada, tá? Muito obrigada mesmo. Gratidão. Um fim de semana maravilhoso para você. Aproveita o final de semana e desacelera, tá bom? Dá uma respirada, curte quem está ao seu lado. Eh, viva o aqui e o agora. Isso é muito importante. Aí deixa pra segunda-feira, você volta a rodar na rodinha lá. Mas sai dela um pouquinho, dá uma parada, dá uma respirada, porque eu tenho certeza que vai fazer a diferença para você e para mim também, tá bom? Então, um grande abraço. Fiquem com Deus. Valeu, produção. Valeu, turma. Valeu, pessoal de casa. Tchau, tchau. Bom fim de semana. Se cuide. Até segunda, se Deus quiser.
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