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[Música] Olá, bom dia. Seja muito bem-vindo ao estúdio Câmara dessa quarta-feira, dia 21 de maio de 2025. Hoje nós vamos abordar um tema que toca a todos nós, angústia, dores e aflições para tomar decisões importantes. Segundo uma pesquisa publicada pelo jornal norte-americano All Street, um ser humano toma cerca de 35.000 1 decisões por dia, desde escolhas simples, como o que vestir, até decisões que podem mudar o rumo de nossas vidas. E é justamente nessas decisões mais significativas que sentimentos como angústia, medo e insegurança podem nos paralisar. para nos ajudar a compreender esses sentimentos e encontrar formas de lidar com eles. Hoje a gente recebe dois especialistas, né, com a gente já no estúdio, a Aline Nunes de Paula. Ela é psicóloga com atuação em psicoterapias psicanalíticas e ela tem uma vasta experiência aí em lidar com conflitos emocionais e processos decisórios. com a gente também o Daniel Dias Gonçalves, ele é psicólogo com abordagem, vamos ver se eu não erro, fenomenológico existencial. É um fenômenógico da existência. Eu acredito que seja isso. Ele é especialista em superação de ansiedade, depressão, burnout e adoecimentos psicológicos. Gente, viu que a conversa hoje vai render, né? E você já enfrentou momentos de indecisão que trouxeram sofrimento para você? Compartilhe sua experiência com a gente. O WhatsApp tá na tela e você pode participar, tá bom? Então mande sua mensagem. A gente vai atualizar as notícias, a previsão do tempo. Daqui a pouquinho vamos conversar com os nossos convidados e com você que tá em casa. 199729377. Manda pra gente. Você tem medo de tomar decisões? Você eh paralisa na hora de tomar decisões ou você já tomou uma decisão que mudou a sua vida da água pro vinho? Manda o seu depoimento. A gente quer ouvir você. E agora a gente atualiza então algumas notícias e a previsão do tempo. Vamos falar de saúde. A Secretaria de Saúde de Campinas ampliou a vacinação contra a gripe para todas as pessoas acima de 6 meses de idade. A dose está disponível nos 68 centros de saúde e os endereços podem ser consultados pela internet, tá? De acordo com a pasta, a medida foi definida por diretrizes estabelecidas pelo governo do estado e pelo Ministério da Saúde. O objetivo, claro, é proteger a população contra sintomas graves e evitar óbitos, principalmente no período de sazonalidade das doenças respiratórias, que é agora, né, outono em inverno também. Para receber a vacina não precisa agendar, basta apresentar o documento com foto, né, e a carteira de vacinação, se você tiver, tá? Se você não tiver, vai do mesmo jeito. Este ano, o imunizante protege contra as gripes A e B e pode ser administrado junto com outras vacinas do calendário de vacinação. Para mais informações de horários das salas de vacina nas unidades básicas, você pode acessar o site vacina.campinas.sp.gov.br/vacinas/gripe. Tá bom? Não deixe de se vacinar. E hoje é quarta-feira, todo mundo sabe, tem reunião ordinária no plenário da Câmara. Você pode participar. A 30ª reunião ordinária, eh, deve ser votado em primeira discussão um projeto, gente, que é o projeto de lei complementar de autoria do executivo. Esse projeto ele propõe a criação da Secretaria Municipal de Políticas para a Mulher. A proposta está entre os destaques da pauta da sessão de hoje da 30ª reunião ordinária. Segundo a justificativa encaminhada pela prefeitura, a criação da pasta é necessária mediante a falta de proteção e defesa dos interesses das mulheres dentro da sociedade moderna. O objetivo é garantir mais eficiência na implementação das políticas públicas que são direcionadas a esse público, ao público feminino. A proposta da nova secretaria é institucionalizar um órgão específico dentro da estrutura de administração pública para coordenar e articular e também implementar políticas públicas voltadas à promoção dos direitos das mulheres com uma atuação transversal em áreas como saúde, enfrentamento à violência, geração de renda, empreendedorismo e inclusão social. A reunião ordinária vai ser aberta ao público às 6 da tarde, é no plenário do legislativo. Você pode participar ao vivo, pode ir lá. Entrada pela Venida Engenheiro Roberto Manes 66, bairro Ponte Preta. Quem não puder comparecer, claro, pode assistir aqui pela TV Câmara Campinas. Nós estamos no sinal digital 11.3, estamos no canal 4 da NET, 9 da Vivofibra e também estamos, claro, no YouTube ao vivo para você. Então a gente convida você para participar e acompanhar a programação da TV Câmara Campinas, inclusive a 30ª reunião ordinária que acontece hoje a partir das 6 da tarde. Bom, como é que fica a temperatura e o tempo hoje aqui na metrópole? Mínima 18, máxima 24. Campinas terá um dia de sol entre nuvens com temperaturas variando assim 18 e 24º. A unidade relativa, a umidade, aliás, relativa do agente está em torno de 81%. e não tem previsão de chuva, então já sabe, precisamos de hidratação. Pega a sua garrafinha e bora lá fazer o dia render, tá bom? E agora falando em dia render, que tal tomar uma decisão? É, tomar decisões é uma constante em nossas vidas. No entanto, quando essas decisões envolvem mudanças significativas, como mudar de carreira, encerrar o relacionamento, enfrentar dilemas éticos, o peso emocional pode ser avaçalador. Sentimentos como angústia, medo, insegurança surgem muitas vezes como barreiras que acabam dificultando a escolha do caminho que a gente deve seguir. E hoje a gente vai explorar como lidar com esses sentimentos e encontrar formas de tomar decisões de maneira mais consciente e saudável, né? Então agora a gente apresenta a nossa psicóloga Aline Nunes de Paula. Eh, considerações iniciais. Então, um bom dia para você, obrigada pela sua participação, que bom ter você conosco. Bom dia, muito obrigada pelo convite, principalmente desse assunto que é tão abordado em clínica, que é nossas angústias, né, e principalmente o que as nossas angústias estão nos dizendo. Então, será que a gente tá com medo? Será, será que a gente tá inseguro? Será que a gente eh confia no nosso potencial para tomar as nossas decisões? Então eu acredito que quando uma angústia vem, a gente precisa entender mais a fundo o que que ela tá no dizendo, né? Muito bem. E é isso que a gente vai tentar entender essa tal dessa angústia, né? Agora a gente conversa também com o nosso psicólogo, ele gente é eh é é um uma linha que eu não entendo muito bem, mas é psicólogo com abordagem [Música] fenomenológico existencial. Ô Daniel. Daniel Dias Gonçalves, muito bom dia. Olha, prazer receber você aqui. E que linha da psicologia é essa? Tão diferente. É o nome estranho mesmo. Ele é comprido. Às vezes se atrapalha para falar, a gente mesmo se atrapalha. Bom dia a todos. Obrigado pelo convite. Mas ele vem de uma linha da humanista, não sei se já já é mais conhecida. E dentro dela um alemão chamado Heidger desenvolveu essa fenomenologia. Mas aí é um caso longo, uma história longa dele, mas ela trata muito do que que se revela paraa pessoa a própria existência, como ela enxerga aquela experiência da existência. Por isso que ela é fenomenológica existencial. Então vem um pouco de Heer e vem um pouco de outros filósofos como Kicker que falam da existência. Nossa, tô vendo já como é que vai ser o desenvolvimento desse programa. Bom, gente, pra gente ilustrar o nosso tema, né, eu eu quero trazer a série eh The Gold Place, onde a dificuldade de tomar decisões é um tema recorrente nessa série, que é especialmente eh com o personagem o Shid, que é um professor de ética que tem dificuldade de escolher eh o que fazer em situações, né? Então assim, eu já pergunto pro Daniel, por que que essas decisões importantes tendem a gerar tanta angústia, tanto sofrimento e tanta confusão nas pessoas, né? O que que é isso? Porque que na hora da gente tomar uma decisão que de repente vai mudar a nossa vida, a gente paralisa? É muito comum esse tipo de sentimento, ainda mais os momentos atuais que a gente se exige muito sobre o que vai fazer e como vai decidir. E acaba que eh a gente pensa muito no futuro, pensa hoje em dia a gente vive demais o excesso de futuro. O que vai fazer, qual vai ser o resultado, que garantias eu tenho sobre isso. E a angústia é justamente a percepção de que a gente não tem garantia nenhuma. Independente do que eu vou decidir, eh, já tá dado e vai acontecer o que tiver que acontecer. E aí vem aquele medo também de o que eu não escondi, o que eu não escolhi, o que vai acontecer com aquilo que eu não escolhi ou aquilo que eu poderia ter escolhido. Eu nunca vou ter a resposta de qual teria sido o resultado do caminho que eu não fui. Eu sei o resultado do caminho que eu fui. E aí fica muita gente parada nessa barreira. Não tenho garantias de que eu vou ter um sucesso ou o que que eu vou alcançar com isso e também não tenho garantias de que o outro caminho que eu não escolhi não teria sido melhor. Então é um momento único de decisão. Todo momento que a gente toma uma decisão, ele é único. Decidir pela sua carreira, pela sua mudança, para onde você vai, com quem você vai trabalhar. Decidi uma vez, agora não tem como voltar naquela decisão. Você vai ter a próxima decisão em cima dessa que já foi tomada. E muitas vezes a gente paralisa, tipo, essa é a decisão ideal, essa é a melhor decisão possível. Não tem como saber hoje. Poxa vida. Eu vou saber depois com a experiência que eu tive, mas aí eu vou poder tomar outra decisão com tudo que eu aprendi a partir das decisões anteriores. É sempre o caminho para a frente. Para a frente. Nossa, Aline, é algo bem complexo essa questão de tomar decisões e de trabalhar com esses sentimentos que aparecem no momento que você pode virar a chavinha da sua vida, né? Então, como que a gente deve lidar com essa situação e com esses sentimentos? Porque eles aparecem? É por conta do medo ou é por conta da falta do autoconhecimento? Como que a gente equilibra, se é que tem um equilíbrio, né, de desse sentimento angústia, eh eh medo, desespero. Poxa, eu eu preciso tomar uma decisão e ela pode mudar minha vida, mas eu não vou porque eu não confio em mim. Existe tudo isso e eu vejo que cada decisão, cada caminho que a gente toma, a gente sempre deixa alguns para trás e aí a gente pode ficar pensando nesses caminhos que a gente deixou para trás, né? Então assim, se eu tomei um caminho, eh, o que que eu deixei para trás? Será que aquelas aqueles caminhos que eu fui deixando para trás, eles eram necessários na minha vida, né? Então, assim, será que eu sei, a partir do autoconhecimento, tomar decisões que são importantes para mim? E aí eu vejo que é interessante a terapia entrar nesse momento, exatamente pra gente rever quais momentos que a gente foi tomando decisões e como que a gente se sentiu e como em quem a gente se apoiou. Então assim, ah, eu me apoiei muito na minha família, me apoiei muito em mim mesmo, nas experiências. Ah, eu tenho coragem agora porque eh eu passei por diversas questões que hoje me fazem ter mais coragem ou não. Eu sou uma pessoa completamente insegura. Então, muito da nossa angústia, ela tem alguns nomes, né? Então, assim, eu estou me sentindo angustiada, mas o que que é essa angústia? O que que tem por trás disso? É uma falta de confiança em mim? Então, ah, eu não confio e aí a partir disso eu não tomo nenhuma decisão. Eu fico paralisada ou não. Eu confio em mim, mas eu preciso ali de pessoas que me apoiem nesse caminho, né? Então tem muito isso também, né, de eh como eu me vejo a partir das experiências que eu trago paraa minha vida, como eu me vejo e eu acho que revisitar os nossos passados, né, o nosso passado diz muito sobre a gente também. Então, ah, eu nunca tomei decisões a partir de mim mesma, eu sempre precisei de uma outra, uma terceira pessoa. Então, você não tem experiências pautadas em você, pautadas na sua coragem. Muito bem. Nossa, bem interessante, né? essa essa questão aí da da de tomar decisões, Daniel, eh e de passar por esse turbilhão de sentimentos, eh isso causa uma dor? Como é que a gente explica essa dor? É uma pergunta bem interessante, porque explicar a dor é uma coisa pouco comum atualmente. As pessoas crescem sempre pensando no que vão entregar o mundo, no que vão fazer na prática, mas a gente não olha mais para dentro, não se desenvolve mais cuidando da própria criança interior, eh falando dos sentimentos entre pais e filhos. Então acaba que você vai crescendo quando você chega na adolescência, que você já começa a tomar as primeiras decisões e falar sobre si mesmo e se apropriar da pessoa que você é, você passa por um período de dores existenciais muito profundas. Como é que eu vou ser? Como é que eu vou viver o meu sentimento e lidar com ele para saber para onde eu tenho que ir? A ansiedade pode me dizer o caminho que eu não quero, mas também me diz para onde eu quero ir. Tô ansioso para fazer uma viagem. não gosto. Eu tô ansioso para ir conversar com uma pessoa que eu não gosto. Então é uma coisa que já é ruim. Uhum. Então, dependendo do tipo de situação que você coloca, se você não sabe entender o sentimento que você tem e como lidar com ele, você não vai conseguir decidir. Muitas vezes você paralisa e essa dor da dessa paralisação acaba sendo ainda maior do que a dor de não saber decidir, porque você quer decidir, quer, quer sair daquele lugar que onde você tá, quer avançar pro seu futuro, quer ser um pouco mais feliz, mas aí você com medo cria ainda, vamos dizer assim, a dor de não poder dar o próximo passo. Eu poderia estar sendo feliz ali, aqui onde eu tô, eu não estou tão feliz, mas ao mesmo tempo você não consegue ir. Então a angústia começa a aumentar a ansiedade de não estar gostando mais de onde está e querer dar o próximo passo e a pessoa realmente paralisa. Poxa a vida, né? Eh, paralisa, sente dor. Como é que a gente expressa essa dor? É importante a gente colocar essa dor para fora? Isso vai limpar para que a gente possa eh começar a entender o caminho que a gente deve seguir. E outra coisa, além da dor, além dessa dessa questão da angústia, vem a o ponto de interrogação, né? Porque se eu vou mudar, se eu vou tomar uma decisão importante, eu estou naquela, bom, vou tomar uma decisão importante, então eu preciso ser forte, eu preciso conseguir, eu preciso. Só que daí e aí será que vai dar certo? E se eu tomo essa decisão agora, mas amanhã eu tenho outra oportunidade e tomei essa decisão e não vou poder voltar atrás. São muitos pontos de interrogação que vem nesse momento junto com a dor, com a angústia, é um torbilhão. Como é que a gente lida com isso tudo? Uhum. Eu vejo que a gente não tem garantia de muita coisa, né? A gente não tem garantia de para onde a gente tá indo e consequências a gente sempre vai ter. Então, se você permanecer no lugar que você tá, que seja uma zona de conforto, que eu falo que confortável não tem nada, ela é uma zona conhecida. Tudo que acontece dentro da zona de conforto é a gente já conhece, né? Então assim, as coisas boas, as coisas ruins, a gente já conhece, mas eh e a gente não tem ali, ah, eu vou tomar uma decisão eh perante aquilo que eu acredito para mim, acredito que pode ser melhor para mim, mas eu nunca vou ter certeza das consequências. Podem ser consequências positivas, podem ser consequências que vão me trazer eh uma felicidade muito grande, um orgulho muito grande de mim, mas também podem ser consequências que eu falo: "Olha, não era isso que eu queria para mim". Mas isso também vira experiência, né? Vira experiência da gente sentir o que a gente quer, da gente confiar na gente. Então assim, aquele momento eu tomei aquela decisão. Eu confiei que seria uma decisão boa para mim. Então não foi, é um aprendizado, foi que bacana, tô felizonde eu tô. Então eu vejo que quanto mais a gente toma decisões, mais a gente conhece o que a gente quer pra gente, né? Nossa, gente, zona de conforto é algo tão beleza, né? Maravilhoso, mas nada cresce lá, né? Nada, né? É um conforto. Aí você fica ali, você só vê as coisas passando, né? na na na sua visão aqui, as pessoas crescendo, indo, voltando, um movimento maravilhoso lá fora. Parece até uma zona de desconforto muitas vezes, porque ficar muitas vezes muito tempo parado, gera um desconforto que o ser humano naturalmente quer algo a mais, né? Isso na clínica a gente chama de ninho de espinhos. Parece que tá tudo confortável e quentinho como um ninho, mas você tá ali o tempo todo, já não tá mais ali. E aí por medo de sair daquilo, você acaba continuando sendo espetado. Até hora adoece muito, né? Nossa, é verdade. A gente fala aqui eh eh de mudança, né? Pode ser de cidade, pode ser um relacionamento que você precise eh eh encerrar, né? E também mudança de carreira que tem acontecido muito, né, Daniel e e Aline, a mudança de carreira, eu acredito que o desconforto da dessa questão de mudança de carreira deve mexer muito com o psicológico da pessoa, né, Daniel? Sim. É uma insegurança muito grande você planejar sua mudança de carreira e você colocar isso em prática. Porque como voltando na questão da angústia, você não tem nenhuma garantia de nada do que você vai fazer, assim como você não tinha na adolescência, mas tinha todo um conjunto de eh família, de sociedade que diz: "Faz um curso, faz uma faculdade que te que te guia mais ou menos quando você vai". Quando você resolve mudar de carreira, você já não tem mais nenhum tipo de apoio. Pelo contrário, às vezes você tem até um tipo, como assim você vai mudar? você vai passar na necessidade, você não vai conseguir. Então você tem que olhar muito para dentro, encontrar uma uma energia que te impulsione, que que faça sentir que aquele é o caminho mesmo com a incerteza. E você segue o caminho mesmo nessa incerteza. Isso é uma forma de superar angústia. Uhum. Você supera a angústia, você começa a conviver com ela, entender como ela é, mas entende que aonde está aquele ninho tá te espetando e você começa a andar na direção que você quer. Tem garantia? Não tem. Mas você sente que aquela é a direção e vai. É, eu mudei de carreira, eu era engenheiro de computação, sou psicólogo hoje. Olha aí. E foi, foram 10 anos de transição. Engenheiro de computação. Você foi pra psicologia. Uau! Muito E foi um processo acompanhado por terapia também, no qual eu consegui me apropriar bastante para poder dar esse passo, acreditando só em mim e não no que externamente era dado como certo ou errado. Bom, R. Ah, tá. Mas aí você falou algo bem interessante, quanto que a gente consegue acreditar na gente, não é, Aline? Me explica. Porque assim, falar: "Ah, eu acredito em mim, eu consigo, eu posso, eu vou lá". Isso é gostoso falar, isso incentiva, principalmente quem ouve, né? Eu posso falar pro pessoal que tá em casa aqui, levanta, vai lá, toma sua decisão, você pode, acredita, você dá uma injeção de ânimo, mas na hora do vamos ver que aí o bicho pega e assim falar eu posso falar, mas será que eu faço, né? Será que eu tomo essa decisão? Será que eu tenho mesmo essa essa fênix dentro de mim? Como é que a gente descobre que realmente a gente é capaz? Quando que a gente começa a entender que o que interessa mesmo são as nossas escolhas e que independente do que eu escolher, independente da decisão que eu tomar, o mundo vai continuar. Ele não vai parar para mim, não vai parar para eu passar, né? Então, eu gostaria que você explicasse o que que acontece com a gente nesse momento e como é possível, qual o primeiro passo paraa gente poder ter esse entendimento pessoal e não se apegar nisso, né? Porque senão a gente fica pensando nas pessoas o que eles vão pensar se eu tomar essa decisão. É, e não é por aí. Uhum. Eu vejo que é um conflito interno e um conflito externo. Eu falo que em qualquer momento da nossa vida, eh, culturalmente é sempre esperado algo da gente. Então, quando nós temos 2 anos de idade, é quando vai começar a andar, quando vai começar a falar, se o desenvolvimento tá correto. Quando você é adolescente, esperam outra coisa de você. Jovem adulto, outra coisa. 30 anos, outra coisa. Então, assim, a gente sempre tem eh uma algo a se a ser esperado da gente, né? Então, esses são os conflitos externos. O que que o outro vai pensar de mim? O que que o outro espera de mim? Eu já deveria estar em determinado local e tem os nossos conflitos internos, que é nós acreditarmos no nosso potencial. Eu sou muito suspeita para falar porque eu acredito que a terapia ela é o caminho, né? Então assim, a terapia ela vai trabalhar quem você é, o que você gosta, como que você foi criado. Então assim, a sua criação ela diz muito sobre você. A forma com que você foi encorajado ou não, diz muito sobre a forma com que você acredita que você seja hoje, né? Então assim, uma pessoa que ela foi altamente presa, eh, porque os pais são super protetores, ela é uma, é uma criança, uma pessoa que ela cresce com medo de se arriscar porque ela tem, ela não acredita no próprio potencial. Então, assim, o pai que não deixava ela ir pra padaria sozinha, né, sei lá, com os 13 anos de idade. Então, assim, ela não acredita que ela tenha um potencial para fazer algo maior, porque ela tem aquele medo que foi passado para ela, né? ou uma criança que foi negligenciada, ela também não tem um, ela não foi direcionada a um caminho. Então, eu vejo que eh a terapia ela vai trabalhar tudo isso na gente, né? Como a gente foi criado, como que a gente se percebe, por que a gente acha que a gente é capaz em alguns momentos ou não é capaz em outros momentos. Então eu vejo que lá vai ter um grande autoconhecimento, lá a gente vai ter uma uma visão sobre nós e o psicólogo especialista, ele vai fazer perguntas que talvez a gente nunca imaginava responder aquelas perguntas, né? Então que é é muito interessante que a gente vai por esse caminho de se conhecer mesmo muito a fundo, conhecer nossos desejos, conhecer o que tá inconsciente em nós e e aí seguindo por aí, né? E aí a gente vai criando coragem, a gente vai criando experiências na nossa vida. Muito bem. Você vê que maravilha, né? A gente precisa de um caminho pra gente seguir. E esse caminho é é um caminho de conhecimento, não tem outro, né? Agora, Daniel, como é que a gente diferencia é isso que ela disse, né, que a Aline falou, eh, uma decisão racional e uma decisão impulsionada pelo externo, por emoções negativas, né? Então, a gente, como é que a gente diferencia isso? E daí como que a gente lida com essa questão das decisões? Bom, lidar com as decisões não é fácil, né? Pela aquela questão de você ter que lidar depois com a consequência. Toda decisão é uma consequência e não decidir por nada é uma forma de viver que muitas pessoas escolhem isso e acaba que não deixa de ser uma decisão. Eu decidi por simplesmente não não tomar nenhuma postura diferente de ficar no ninho que eu tô que mesmo que esteja me espetando. Então, ao longo da vida, a gente vai tentando racionalizar, a gente aprende a racionalizar o que a gente tá querendo da vida, mas não olha para dentro, não faz esse caminho, né, que ali comentou terapêutico, que são perguntas que não te levam para o externo, para aquilo que você ouviu ou que o outro pensa ou quer sobre você, mas te levam paraas suas próprias respostas. E dentro desse caminho que você vai encontrando algo que é muito mais autêntico, que é natural seu, que a gente chama isso de fenômeno, por isso fenômeno lógico existencial, que tem a ver com a existência da pessoa. É isso que se revela para ela como realmente o que faz a diferença na vida dela, que faz o sentido, que dá a direção pra vida dela, é que faz com que ela comece a tomar novas decisões que mesmo muitas vezes ainda insegura, um acompanhamento de alguém que efetivamente, né, com originariamente acredita naquela pessoa que tá ali na dentro do setting terapêutico, ela se sente segura para dar os passos que na infância ela não conseguiu dar, que a criança é uma esponjinha de experimentação, experimenta, experimenta, experimenta o tempo todo. E aí, se ela tem um apoio, ela pode experimentar e aceitar errar e superar aquele erro e se desenvolver. A criança que não teve essa base, ela vai ter medo e vai voltar. Ou os pais vão colocar medo ou se ela fez alguma coisa errada daquela super bronca. Então tudo que ela tenta, que é original dela, acaba sendo reprimido e ela passa a desacreditar em si mesma. Então, às vezes na terapia a gente fala assim: "Não, vamos voltar para dentro, vamos te conhecer e você vai se experimentar, vai escolher certa, vai escolher aquilo que pode ser depois problemático paraa sua vida, mas não deixou de ser errado porque não deu, não ficou bom. Uhum. Foi uma experiência e ela e com base no que você aprendeu, que gosta, o que não gosta, você tem mais conteúdo para ter tomar decisões e aí você vai avançando num caminho muito mais apropriado para sua vida, um caminho que é muito mais eh adequado, mais gostoso de ser vivido. Mesmo errando, foi você que escolheu. Eu tenho o prazer de de fazer assim. Eu escolhi, eu assumo tudo isso. Uau! Olha só que responsabilidade, né? Agora no mundo atual, né? São tantas possibilidades que nós temos aí com a internet, com tudo que acontece, essa velocidade na informação, eh, essa possibilidade, essas possibilidades, elas ampliam a angústia na hora da gente tomar a decisão, Aline? Com certeza. A gente tá vivendo uma era muito de descontinuidade, né? Então, a gente vive uma era em que a gente tem várias possibilidades, a gente quer excesso de prazer, né? Então assim, a gente tem uma possibilidade aqui, de repente a gente aparece uma outra oportunidade aqui, uma outra oportunidade ali e aí a gente fica muito confuso, né? Então, o que que eu quero perante tudo isso que tá aparecendo para mim? Então, eh, o que que eu vou ganhar mais dinheiro, né? Ou qual pessoa eu vou me apaixonar? Porque sempre vai ter uma melhor, sempre vai ter um trabalho melhor, sempre vai ter algo melhor, né? Só que aquele que você acredita ser o melhor, precisa olhar para dentro e perguntar se realmente é o melhor para você. Pode ser o melhor para outra pessoa, pode ser uma oportunidade melhor, mas tem que ver se é o melhor para você, né? Então, eh, fazer esse olhar de dentro para fora, né? Então, assim, a gente consegue escolher de uma forma mais assertiva, né? Então, se eu sei o que é bom para mim, as possibilidades elas podem vir em 200, mas eu vou conseguir filtrar o que é bom para mim. Agora, se eu não sei o que é bom para mim, se eu não me conheço, vai vir 200 e eu vou achar que as 200 funcionam. Você sabe que eu acho que isso acontece muito, né, Daniel, hoje nesse nesse dia, nesse mundo que nós temos de a agilidade. Vamos lá. Aí todo mundo, home office, eh, tem um monte de oportunidades aí de de jobs, né, trabalhinhos rápidos que você faz pela internet, você não precisa nem sair de casa, vai lá e eh digita um texto, enfim, aparece um monte de coisa ali e aí as pessoas têm já o trabalho, né? Vamos falar de trabalho aqui, tem já o trabalho, mas ela quer mais, mais, mais, mais, mais e vai aparecendo mais e e gera um uma angústia tremenda. E quando você vê, você tá sobrecarregado, angustiado, não consegue fazer nada certo e aí volta lá para aquela aquele momento em tipo e agora que decisão eu tomo? É, o excesso de possibilidades causa muita angústia e causa muita ansiedade também. Imagina que você antigamente, muito antigamente, lá 100, 200 anos atrás, a gente tinha pouca possibilidade no mundo. Vivia para plantar, para colher, para comer, para sobreviver. Com tranquilidade, com calma, né? Com calma. Exato. Vivia o sol se nasceu, o sol se pôs, acabou o dia. Hoje em dia a gente pode viver 24 horas acordado, tem luz, tem energia, tem tudo. Então, e tem informação diversas sendo produzidas por muita gente no mundo inteiro. A internet conectou, globalizou tudo, tem, a gente tem acesso a tudo quase, né, de informação e muita coisa a gente acha legal e quer ter. Eu quero ter uma uma oportunidade, sei lá, de fazer uma viagem pra Alemanha, conhecer lá o de Berlim ou ir para pra China, ver coisas diferentes. Parece tão fácil, quero conhecer tudo de lá. Então você começa a ver que tem tantas coisas que podem ser eh saborosas, né, no sentido existencial, que vai me dar um prazer que fica cada vez mais difícil. Como é que eu vou abrir mão disso? Como é que eu vou, né? Toda uma escolha envolve, não uma renúncia, diversas renúncias ao mesmo tempo. E o tempo todo a gente tá escolhendo fazer uma coisa por vez. Nosso cérebro não faz tudo ao mesmo tempo. A gente pode fragmentar. Eu faço um pouquinho com você. Eu podia estar falando ali, mas eu tô fragmentando o tempo todo. Fazer ao mesmo tempo nosso cérebro não faz. A gente acha que faz. Isso gera um estress tão grande, um desgaste emocional, uma dificuldade de depois retornar, porque você vai dormir às vezes ainda querendo mais, mais, mais, mais. Aí você dorme, o seu cérebro continua ligado à noite. Aí você acorda de manhã como se não tivesse descansado, não descansou mesmo. O corpo apagou, mas o cérebro continua assim a milhão. E aí a pessoa não consegue ter o relaxamento, a limpeza mental suficiente para no dia seguinte começar e falar: "O que que eu tô precisando hoje?" Aí voltar para dentro. Ah, hoje eu tô precisando, além de trabalhar, eu preciso à noite fazer uma caminhada ou encontrar alguém que eu gosto. Ela não percebe isso quando vê tá tão acumulado de necessidades que ela começa a correr atrás de desejos imediatos. E aí vem o excesso de consumo de mídias sociais, de álcool, de outras drogas, de sexo, de várias coisas. Então, tentando suprir uma necessidade que é superficial em virtude de ter perdido o contato com aquilo que realmente faz sentido na sua vida. Uau, que fala, hein, Aline? Olha isso. Isso tá acontecendo, né? Isso acontece diariamente comigo, com você que tá em casa. Manda pra gente então o seu depoimento, a sua mensagem. Agora 8:35. Vamos falar com as pessoas aí de casa. Produção, vamos lá. Eh, quem que tá com a gente? o Felipe do Jardim Nova Europa. A comparação com outras pessoas que parecem ter a vida toda resolvida atrapalha na hora de decidir como não cair nessa armadilha. Ixe, as redes sociais hoje em dia judiam da gente, né, nesse quesito, né, Aline? Como é que a gente faz? Eh, o o Felipe, você pode responder ele pra gente? Como é que a gente não cai nessa armadilha da comparação? Eh, é interessante isso porque a comparação ela vai existir independente de qualquer coisa, né? A gente sempre vai se comparar com o outro. A questão é o quanto a gente tá se comparando com o outro, né? Então assim, eu vejo que tem internet que na vida, na internet as pessoas elas sempre colocam o melhor delas e até quando elas colocam que elas estão tristes, é sempre contexto muito motivacional, eh muito muito bonito, muito embelezado. E a gente sabe que a dor ela não é embelezada, né? Quando a gente sente de fato uma angústia, ela não vem com uma beleza por trás disso, né? Então eu vejo que quando a gente a gente precisa olhar mais paraa nossa vida, porque nós somos pessoas subjetivas. Eh, o que me faz feliz não necessariamente faz feliz o outro. Eh, o que eu gosto não necessariamente o outro vai gostar. E eu vejo que essa comparação ela faz muito mal pra gente, porque parece que a grama do vizinho ela é sempre mais verde, né? Parece que o outro tá vivendo sempre uma vida que a gente gostaria de estar ou está conquistando coisas que a gente gostaria de conquistar. Então, eh, focar mais na nossa vida, porque quanto mais a gente foca na vida do outro, menos a gente olha pra nossa. Quanto mais a gente foca na vida do outro, mais a gente quer alcançar coisas que a gente acha que o outro tá alcançando e a gente fica cada vez mais, a gente desnutre a nossa própria vida. a gente não nutre aquilo que a gente gosta, a gente não curte os nossos amigos, a gente não curte as nossas viagens, a gente tá sempre olhando no celular, se comparando e se comparando. Então eu vejo que eh tem que tomar cuidado pra gente olhar muito pro outro eh e se perceber mais também, né? Então assim, será que aquilo que o outro tá mostrando é exatamente o que eu quero para mim ou eu só tô querendo viver aquela vida, né? Nossa, gente, que programa hoje, hein? Tô adorando isso aqui. Quanto conhecimento, quanta coisa boa. É tão bom quando a gente eh eh tem aí os nossos eh entrevistados, nossos convidados que repassam esse conhecimento pro pessoal que tá em casa, porque às vezes não é sempre que você pode conversar com uma psicóloga, um psicoterapeuta, enfim, né? Com profissionais da área do comportamento. E aqui você pode interagir com eles. Isso é bom demais. Vamos lá. 8:38. Tem mais pra gente? Produção pode mandar. Vamos lá, então, a Bianca do Cambuí. O medo de sair da zona de conforto pode ser o principal bloqueio na hora de decidir por mudanças importantes. Como a gente supera isso, Daniel? Olha, realmente o medo de sair da zona de conforto, se é que ela tá sendo confortável, né? Não sei, mas geralmente a gente fala que é de desconforto, realmente bloqueia a pessoa tomar decisões, porque ela pode estar se sentindo confortável no sentido é conhecido. Você tem muito medo de arcar com a consequência daquilo que você vai decidir que você não que é indeterminado o sucesso ou não daquela decisão. Aí realmente impede porque a pessoa não, o medo de experimentar acaba sendo muito mais doloroso do que o que ela tá vivendo. Então, geralmente a pessoa que tem muita dificuldade em se lançar ou insegurança em se lançar naquilo que tá procurando, ã, ela fica presa nisso e ela vai adoecendo, ela não consegue andar. E aí ela procura depois a terapia pra gente ajudar ela a entender aonde é que ela deixou de confiar nela para ela eh aceitando que ela tem realmente o potencial, que ela sabe fazer melhores coisas pra vida dela e seguir em frente. Poxa vida. 8:39. Você tá na zona de conforto? E aí, como é que tá? É zona de desconforto. Quem quem foi que disse que esse esse esse momento, né, que a gente acha que está confortável, que tá tudo maravilhoso e a vida só tá passando pela janela, é zona de conforto, né? É, é uma zona de desconforto total, né? Então é importante assistir a vida passar é um desconforto muito grande. É, né? Sim. E é uma zona conhecida, né? Porque a nossa mente ela quer ter o controle da situação para deixar a gente menos ansioso, né? Então, a ansiedade ela é isso, é que a gente quer ter o controle pra gente sofrer menos ou pra gente ter mais certezas. Então, a zona de conforto, por mais desconfortável que ela esteja, até os desconfortos lá dentro a gente já conhece, a gente já tem controle. Então, por isso que a nossa mente quer permanecer nessa zona. Nossa, a nossa mente ela ela acaba nos traindo às vezes, né? A maioria das vezes ela trai muito, né? É, né? No medo trai bastante. Trai bastante no medo. Trai bastante, sim. No medo, né? As pessoas muitas vezes procuram a terapia quando ela chega num momento em que a dor que ela tá sentindo, o sofrimento que ela tá sentindo atualmente de não conseguir tomar algumas decisões é maior do que o medo que ela tem de tomar decisão. E aí ela vai procurar ajuda para sair onde ela tá, onde de onde ela tá, porque o que parecia ser um conforto se torou em algo tão desconfortável pelo sofrimento que trouxe que ela fala: "Bom, agora eu preciso enfrentar ou eu vou continuar adoecendo, adoecendo, adoecendo". E aí geralmente as pessoas procuram terapia. Gente, que coisa bom. Terapia é maravilhosa, né? Você já percebeu aqui no nosso programa, nosso programa todo de segunda a sexta, a partir das 8 da manhã, a gente começa com a nossa terapia diária, né? Porque isso aqui é uma terapia, gente, isso é maravilhoso. A gente conversa, a gente desenvolve aí, a gente traz eh coisas do nosso dia a dia, né? E temos respostas para as perguntas. Isso é bom demais. 8:41. Vamos lá. Tem mais participação, produção? Quem que tá com a gente agora? O Gabriel do Jardim das Paineiras. Por que algumas decisões parecem tão pesadas, mesmo quando na prática elas não mudam tanto a nossa vida? Hum. É só insegurança ou algo mais? E aí, Aline? As algumas decisões parecem tão pesadas, mas pra gente, né? Às vezes ela não é tão pesada assim. E aí o que acontece? Pode ser insegurança e muito mais. Então assim, pode ser insegurança de, será que eu sou capaz de tomar essa decisão, por menor que ela seja? Então assim, será que essa decisão ela vai eh mudar a minha vida? Será que essa decisão ela vai trazer alguma coisa de ruim? Porque sempre que a gente toma uma decisão, a gente quer que seja a melhor decisão. A gente quer que sempre tomar o caminho certo, né? A gente tem muito disso, de que a gente sabe que a gente aprende eh nos caminhos certos. a gente sabe que a gente aprende errando, mas a gente não quer errar, né? Então a gente eh por que que elas pesam? Porque a gente quer sempre tomar a melhor decisão e a gente fica sempre paralisado, né? Então acontece essa paralisação porque eu quero tomar essa decisão. Pode ser que eu saiba que seja uma decisão boa para mim naquele momento, mas eu eu tô com medo. Aí eu fico ali, eu não vou tomar porque eu quero que dê muito certo. Então o querer que dê muito certo faz a gente paralisar, né? Porque a gente não tem certeza de nada. A gente não tem certeza se a gente tomar que vai dar certo. Pode dar certo por um período também. E aí depois como que eu lido? Será que eu sei lidar com as minhas emoções se elas começam a dar errado? Se as coisas começam a dar errado? E aí é o consciente ou o subconsciente que toma toda essa decisão, Daniel? A decisão tem que vir do consciente. Aham. E o subconsciente, qual que é o papel dele nesse momento? Porque nós somos mais subconsciente do que consciente. Ah, sim. A grande parte da do que a gente tá sentindo vem de um lado que não é consciente. Aham. E aí a gente transforma as emoções e representa esses sentimentos que muitas vezes as pessoas não sabem transformar ou nomear aquela emoção orgânica em um sentimento para depois saber o que fazer com isso. E aí acaba que não sabe o que decidir ou decide com base na experiência do outro, na comparação com o outro. Aí se ele fez isso, isso vai dar certo para mim. Mas eu não sei o que eu tô sentindo. Eu não sei se vai realmente vai ter um resultado positivo, se eu vou ficar bem. Gente, eh quando eu falo que a gente aprende todos os dias aqui no programa, você viu só que eu falei? a gente é mais subconsciente do que consciente. Aprendi isso. E quando eu aprendi esse negócio, eu falei: "O quê?" O meu subconsciente que toma decisão. E depois que eu descobri que o subconsciente ele só capta, né? Ele não define o que é certo, o que é errado, o que é bom, o que é ruim, eu fiquei mais impressionada ainda, porque é uma coisa magnífica a nossa cabeça, o nosso cérebro, né? Então é importante o nosso autoconhecimento por conta disso, né? a gente, o nosso subconsciente, ele não define o que é bom e o que é ruim. E por isso às vezes, a gente acaba tomando uma decisão e deixa o subconsciente falar e a decisão acaba não dando certo. É isso mais ou menos, né? Sim. Acaba agindo por um impulso e um impulso muito ele é totalmente emocional. Eu quero, eu não quero. Tá bom? E aí você não pensa, não raciocina e não, não, não, não. Até puxa um histórico daquilo que você já decidiu, daquilo que você já fez e se foi bom ou não para você. E aí você acaba fazendo coisas que são impróprias ou que são desagradáveis para você ou até repetindo pro mesmo sentimento de desejo, desejo, desejo, a mesma coisa que você já não quer mais. Então, racionalizar, ou seja, trazer a consciência, trazer a a a visão mais clara do que você tá decidindo e qual o impacto disso para você é super importante. A terapia é o caminho para isso. Para isso, verdade. Terapia é o caminho, gente. Autoconhecimento, né? Bom demais. 8:45. Produção tá avisando, temos mais 10 minutos de programa. A gente entrega às 5 para as 9 e claro, vamos continuar com você aí do outro lado, né? Vai lá, produção, pode mandar mais uma pergunta pra gente. Acho que dá tempo para mais duas, né? Vamos lá. O Thiago do Taquaral. É possível aprender a decidir com mais confiança e menos medo ou isso depende mais da personalidade de cada pessoa? Ô, Thago, boa pergunta, né, Daniel? Decidir com mais confiança e menos medo. A gente consegue, consegue. Como é que a gente dribla o medo? Como é que dribla o medo e a inconfiança ou a falta de confiança, né? Estou inventando palavra aqui agora através de uma palavrinha que é super importante, autoconhecimento. Eu só consigo tomar decisões que realmente são próprias para mim se eu me conheço, se eu sei o impacto daquilo que eu tô vivendo para mim, dentro de mim. Por isso a gente caminha sempre, não mais para fora, mas para dentro, se pergunta, se sente, se percebe, nomeia o que tá sentindo para poder decidir assim: "Bom, eu me conheço e eu sei que se eu for hoje numa casa de chá, eu não vou ficar tão feliz, mas se eu for numa casa de café, talvez, porque eu gosto mais de café do que de chá. É uma decisão que parece muito boba, mas se eu começar a ir sempre na casa de chá, porque eu não sei o que é, eu vou estar vivendo uma experiência desagradável, que eu de uma maneira não consciente não não percebi isso ainda e não sei nomear. Podia est indo só tomar uma cafeira só diferente. Não tinha dado nem de bom, nem de ruim, nem de certo, nem de errado. Mas por desconhecer-me, eu posso provocar sentimentos muito ruins e aí acaba vivendo uma vida que é pesada. Nossa, esse tal de medo ele é terrível, né? Todo mundo tem medo. A gente e o que que é o medo? A gente sente medo o tempo todo ali. Todo mundo tem medo e tem assim eh eh uma um a gente tem como medir o medo. Tem um medo menor, um medo maior. A gente tem tem como esse equilíbrio de medo? Todo mundo tem medo. Todo mundo tem medo. Sim. Crianças têm medo. Eu vejo assim que a gente vai olhando pras nossas emoções, né? E tem pessoas que consideram algumas emoções ruins, né? Então, inveja, nossa, a gente odeia sentir inveja. Você fala: "Como assim?" Eu, né? Eu tô me sentindo inveja. Como assim? Eu tô sentindo uma raiva absurda. Mas aí você olha paraas crianças e elas sentem inveja também, né? Elas querem alguma coisa que é do amiguinho. Então, sim, eh, todo mundo sente medo. Todo mundo sente medo. E aí a gente precisa ver os níveis disso, né? Porque quando a gente sente um medo que é natural, que o medo ele é um um uma emoção que o seu corpo traz para você ficar em alerta. Então assim, ah, eu tô com medo, então eu tô com medo e eu preciso prestar atenção em volta. Eu preciso prestar atenção o que tá acontecendo. Ah, medo de sair na rua noite. Sim. Aí eu vou guardar meu celular, eu vou ter mais eh cuidado comigo naquele momento, né? Só que quando o medo ele começa a ficar patológico, a gente e começa a você não conseguir fazer as coisas da sua vida, né, desequilibrar a tua vida, aí você precisa procurar um especialista, porque esse medo ele tá descontrolado, né? Então assim, sim, todo mundo sente medo, todo mundo sente ansiedade, todo mundo sente raiva, eh tristeza, mas em níveis naturais, pontuais também. Agora, se você tá sentindo essas emoções muito, muito a flor da pele, vindo em momentos em que você não precisa, que não tem nada acontecendo, eu acho que é melhor investigar, né? É importante, né? O medo, né? Se tiver medo, vai com medo mesmo. Dá nada, vai embora, toma decisão. Vamos lá. confiança em você, né? Vamos embora. 8:48. Dá tempo para mais uma pergunta. Tainado Jardim Garcia, quero mandar bom dia para todo mundo que tá participando com a gente aqui. Muito bom ter vocês aí. Você sabe que vocês aí do outro lado ajudam completar a nossa missão aqui que é de informar, né? E é legal a gente ter essa interação com as pessoas de casa. A Tainado Jardim Garcia, como a psicoterapia pode ajudar uma pessoa que sente muita culpa por decisões passadas, hum, e tem medo de decidir novamente? Eh, Daniel, às vezes se a gente se apega muito no passado, ele também, esse apego ao passado também trava, né? Trava. Uhum. O a gente chama de assim dificuldade de decidir com base no passado de traumas e muitas vezes do peso que você coloca nisso. É um peso, é uma busca tão grande por perfeição atualmente que você, se você acha que tomou uma decisão que prejudicou você ou que realmente foi um grande erro, aquilo se torna tão pesado que você fica relembrando, relembrando o que eu fiz, porque eu fiz, eu fui errado, eu fui ruim, não fui perfeito. Então essa busca por perfeição, ela vai consumindo a pessoa assim, vai derretendo meio que o emocional, até chega uma hora que ela perde o a confiança e o poder de decisão. Aí ela se torna refém desse medo. Quando se torna refém do medo, então eh para superar isso tem que trabalhar justamente o significado que você deu aqui para aquele momento que você decidiu lá atrás. Porque a decisão hoje olhar para trás e falar: "Ah, eu decidi errado é fácil". Uhum. Mas lá atrás, quando eu decidi, eu tinha outras informações, eu tinha outros anseios, desejos, outros medos. E eu decidi sempre pelo melhor por mim. Eu posso ter decidido por algo que não foi tão bom com base na informação que eu tinha, no sentimento que eu tinha na época, mas eu sempre escolhi o melhor caminho para mim. Hoje eu escolheria diferente, sim. Então vou escolher diferente daqui para cá. O que eu escolhi lá atrás, que hoje me trouxe algum prejuízo, eu vou usar de experiência para saber. Nunca mais vou por esse caminho. Tudo é experiência. Uau! Gente, eu fico aqui, né? Ainda bem que tá focado a câmera neles, que eu fico aqui assim, ó, os dois falando e eu aqui só observando, sabe? Só observando e absorvendo. Gente, conhecimento transforma, né? Conhecimento é bom demais. Eh, 8:51, a gente dá tempo para mais uma ou a gente vai para as considerações? Considerações, né? Então, tá bom, a gente precisa entregar 5 paraas 9. Lembrando que nós temos eventos, né, no legislativo campineiro e a TV Câmara Campinas transmite para você ao vivo toda a programação do legislativo também. Então é importante que você fique por dentro de tudo que acontece eh lá na Câmara, tá bom? Então é o seguinte, 8:51, eu quero agradecer a sua participação aí de casa. Muito obrigada sempre. A gente tem esse encontro marcado, essa troca de informações todas as manhãs de segunda a sexta aqui no nosso estúdio Câmara. Isso é de grande valia pra gente, saber que você tá aí do outro lado, como eu disse sempre, digo, você completa a nossa missão e essa missão, olha, vou falar que seria dessa missão sem vocês profissionais, né? Aline, muito obrigada pela sua participação. Eu acredito que foi de grande valia quanta coisa a gente conseguiu passar em uma hora de programa. E você viu, falei que passava rapidinho, he? Muito obrigada pelo convite, eu adorei. Maravilhosa. E você, Daniel, obrigada pela sua participação. Eh, acredito que as pessoas de casa, algo do que a gente falou aqui vai ficar plantado como uma sementinha. Tenho certeza disso. Gratidão. Fico feliz que possa ter colaborado um pouquinho com as pessoas, né, com o novo entendimento e agradeço muito o convite. Foi um prazer estar aqui. Maravilha. Gente, seguinte, lembre-se, tomar decisões é parte inerente da vida e é natural sim você sentir medo, né? Então, a gente só precisa aprender a trabalhar com medo, combinado? Quero agradecer você que tá aí em casa e quero te convidar porque amanhã nós vamos falar sobre alimentação e a gente vai entender a diferença dos produtos DI, Light e Zero. Você sabe qual é o mais adequado para sua saúde? Então, de repente você tá eh consumindo um produto que você nem sabe se realmente funciona para aquilo que você precisa. Então, amanhã nós vamos ter nutricionistas que vão explicar pra gente essa diferença light e zero. Combinado gente? Agradecemos então a sua audiência, a sua companhia, agradecemos mais uma vez a participação dos nossos convidados. Fique ligadinho na programação da TV Câmara Campinas. A gente sabe que meio-dia nós temos informação do legislativo campineiro e de toda a nossa metrópole, porque nós temos aí o Câmara Notícia. A programação da TV Câmara Campinas, ela é diversificada e eu tenho certeza que você vai adorar. E claro também as informações do legislativo campineiro, sempre ao vivo para você, direto do plenário José Maria Matozinho. Então, missão cumprida por hoje. Amanhã tem mais, se Deus quiser, a partir das 8 da manhã, com mais uma edição do nosso estúdio Câmara ao vivo. Fica com Deus, se cuida e não esqueça de ser assertivo na hora de tomar as suas decisões. Ciao. Ciao. [Música]