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Olá, [Música] muito Muito bom dia, seja bem-vindo. Estúdio Câmara no ar aqui pela TV Câmara Campinas. Hoje já é quinta-feira, dia 28 de agosto e hoje a gente aborda um tema que faz parte da nossa rotina, mesmo quando a gente nem percebe. Vamos falar sobre os algoritmos. Eles estão por trás do que aparece no seu celular, nas redes sociais, nas propagandas que você vê e até nas notícias que você consome. Mas afinal, o que são os algoritmos? Como eles funcionam? E como impactam nossas emoções e hábitos? E é sobre isso que a gente conversa hoje. E você pode mandar aí a sua mensagem pra gente através do nosso WhatsApp. Eu quero saber se você conhece os algoritmos, quero saber se você se sente perseguido, né, na internet. Às vezes você pensa ou fala alguma coisa e de repente está lá na palma da sua mão o anúncio daquilo que você pensou, um exemplo, você pensou ou falou que quer comprar um carro e aí de repente sem do nada aparece na sua mão lá, né, na sua tela o anúncio de um carro. Poxa, já vi, estou sendo perseguido. Manda sua mensagem pra gente. Como é que você se sente referente a essa, entre aspas, perseguição? Porque aqui nós temos especialistas que vão responder você e também vão conversar com a gente sobre os algoritmos e como isso pode afetar aí a nossa saúde mental, se afeta ou não, combinado? Agora vamos algumas informações. Olha só, na noite de ontem foi realizada a 49ª reunião ordinária. Os vereadores de Campinas aprovaram em primeira discussão o projeto de lei do executivo que altera a lei 3929 de 2010 e uma lei é a lei complementar 118 de 2015 referente à reestruturação de planos de cargos, carreiras e vencimentos e a organização administrativa da Fundação José Pedro de Oliveira, responsável pela administração da Mata Santa Genebra. A mensagem enviada pela prefeitura destaca que o objetivo é valorizar setores essenciais como a brigada de incêndio e o setor de compras e também licitação, além de fortalecer a estrutura da fundação. O texto prevê adequações no regime remuneratório, incluindo ajustes nos adicionais da insalubridade e periculosidade e também a criação de um novo cargo de contador. Dos seis projetos incluídos na pauta ontem, cinco foram aprovados e um recebeu pedido de vista. As informações da reunião de ontem você confere hoje no Câmara Notícia. Bom, vamos lá, mais uma informação chegando. A Comissão de Constituição e Legalidade da Câmara de Campinas realiza hoje, a partir das 2 da tarde uma audiência pública para discutir o projeto de lei do executivo que propõe a transformação de 20 cargos públicos efetivos de engenheiro em engenheiro de segurança do trabalho. Segundo a prefeitura, essa medida busca adequar a legislação municipal a lei federal 7410 de 1985, que regulamenta a especialização em engenharia de segurança no trabalho e o exercício da profissão de técnico de segurança do trabalho. De acordo com a proposta, os engenheiros já atuantes na área da saúde e segurança do trabalho serão automaticamente readequados, reenquadrados, sem alteração salarial ou de requisitos de ingresso, tá? já os novos eh cargos deverão ser preenchidos por concurso público. Audiência pública, gente, é no plenário da Câmara, entrada pela Roberto Mange, né? Avenida Engenheiro Roberto Mi, número 66, bairro Ponte Preta. Você pode participar presencialmente ou acompanhar a transmissão ao vivo aqui pela TV Câmara Campinas ou pelo YouTube, o YouTube da TV Câmara Campinas. Vamos lá. Tem mais uma informação que a gente precisa repassar para você. Ontem nós falávamos sobre esta lei e hoje nós já temos aí eh uma informação atualizada. O plenário do Senado Federal aprovou ontem à noite em votação simbólica o projeto de lei 2628 de 2022, que estabelece regras para a proteção e prevenção de crimes contra crianças e adolescentes em ambientes digitais. É o chamado PL contra adultização de crianças. O texto já havia passado pela Câmara dos Deputados na semana passada. E agora ele segue para a sanção presidencial. Previsão do tempo para hoje, quinta-feira, dia 28. Vamos lá. O sol aparece entre nuvens. Pode ocorrer chuva fraca, a moderada a partir da tarde aqui na nossa região. As instabilidades são provocadas pela variação dos ventos em níveis elevados da atmosfera, tá bom? Mínima 16, máxima 29º. Olha aí, vai fazer calor de novo aqui em Campinas. Essa é a nossa previsão do tempo, gente. E agora sim, depois de informação, de previsão do tempo, de lembrar você de participar com a gente, nós vamos falar sobre os algoritmos, né? Manipulação, discriminação, desinformação, como é que se faz um algoritmo? O que que é preciso para desenvolver isso? Como é que os algoritmos influenciam o nosso comportamento? Como eles impactam a nossa vida cotidiana. Bom, para falar sobre o assunto, eh, a gente já recebe aqui no estúdio, quero dar as boas-vindas, né? Vamos de um por um. Hoje tá diferente o negócio aqui. São três convidados. Ana Paula Agnelo, seja muito bem-vinda. Psicóloga com especialização em psicanálise. Bom dia. Bom dia, Rúbia. Muito obrigada pelo convite. É sempre um prazer estar aqui. Maravilhosa. Com a gente também nós temos a Rute Passos. Ela é psicóloga, especialista em terapia cognitivo comportamental. Seja muito bem-vinda. Bom dia, Rúbia. Obrigada pelo convite. É um prazer estar aqui hoje falando desse assunto que é tão importante, tão atual, né? Muito bem, agora a gente apresenta, né, ele que sabe tudo sobre o algoritmo, vai explicar pra gente o que que é isso, por que que esse negócio nos persegue. É o Anderson Palma, especialista em tecnologia, sistemas de informação e mais um monte de coisa, um currículo vasto que se a gente for ficar falando aqui, vão ficar o programa inteiro para falar. Seja bem-vindo, Anderson. Bom dia. Muito bom dia. Obrigado pelo convite. É um prazer estar aqui com vocês. Maravilha. Bom, gente, pessoal aí de casa, ã, vamos contextualizar, tá? Eh, o nosso o nosso programa de hoje, eu vou contar uma historinha para vocês, para que vocês possam entrar na nossa energia, na nossa vibe. Vamos lá. Peço que vocês prem prestem muita atenção, tá? O nosso personagem fictício é o João. O João, ele acorda, diz: "Bom dia paraa Alexa, sua assistente digital, responsável por despertá-lo". Em seguida, ele atualiza a previsão do tempo com Alexia. Ela, Alexa, ela lista notícias do dia para o João. No café da manhã, o João recebe mensagens no celular, dá uma olhada e depois ele vai paraas redes sociais que vão mostrar para ele, desde análises políticas, né, com com as quais ele concorda, até memes que vão fazer o João sorrir. Aí o João todo pronto, sai para trabalhar, ele liga o aplicativo do GPS, o que vai ajudar ele a desviar do trânsito. Ao longo do trajeto, o João escuta músicas escolhidas onde? Spotify. No fim da tarde, o João, tranquilo e solteiro, abre o Tinder, puxa um bate-papo com pretendentes que surgem como uma opção na tela. E aí ele encontra sugestões de restaurantes no Google Maps para um encontro no fim de semana. De volta em casa, João abre uma garrafa de vinho e clica na opção aleatória da Netflix, que lhe exibe um filme surpresa. João é um personagem, um personagem fictício, mas a sua rotina é regrada pelas facilidades. A tecnologia é a realidade de boa parte das pessoas pelo mundo, provavelmente em algum grau, pelo menos uma delas é você, parecida com o João. geral, os benefícios trazidos por esses aparatos são mais que bem-vindos. Eles facilitam, eles agilizam o dia a dia das pessoas. E ao realizar uma tarefa aparentemente simples, a gente toma decisões rápidas por conta desses aparatos, né? Para tantos dispositivos precisam de outra habilidade bem mais complexa, a de prever o que você quer ou precisa. Desempenhar tal missão, cabe a ferramenta tecnológica que caiu na boca do povo nos últimos anos. Quem é ele? O algoritmo. Uau, né? Eu me pareço com o João às vezes. E o Anderson. Para começar, explica pra gente o que que é esse algoritmo de forma simples para quem eh eh tá assistindo e pra gente aqui do estúdio, quem inventou isso? Por que que ele tá aqui e por que ele tá perseguindo a gente? Não, muito bacana. Olha, de novo, obrigado pelo convite para est aqui. Eh, pra gente falar um pouquinho sobre algoritmo, eu preciso até dar uma contextualizada, porque não é nada super complicado. Algoritmo é uma série de contas que são feitas para atender a uma determinada ordem, aquilo que deseja ser feito. É quase um racional, né? Você entender uma cadeia de pensamento de coisas que precisam acontecer. Sei lá, se você faz A, ele vai fazer B. Então não tem nada de muito complexo em cima de pensar no que é algoritmo. E a gente vive isto do santo dia. A gente tem algoritmo rodando em quase todas as máquinas, desde a tua máquina de lavar até realmente o as tuas redes sociais ou o teu Netflix quando você tá acessando. Então, como ele funciona num Netflix da vida? Ele basicamente funciona com você acessando e vendo um filme e gostando ou não gostando, ficando mais ou menos tempo, ele começa a tomar decisões por você. Que decisões são essas? Olha, se ele gosta do filme X, ele também vai gostar do filme Y. Então você recebe recomendações e é muito mais provável que aquilo seja alterado para facilitar a tua vida mesmo. Então a a realidade é que esse e outros algoritmos eles servem para facilitar a tua vida. Pensa nele como se fosse uma espécie de garçom intermediário entre aquilo que você quer e aquilo que você efetivamente vai receber. Poxa vida, e desde quando existe esse tal de algoritmo aí? Ah, isso é isso vem da matemática, né? algoritmo é um é é um termo assim como logaritmo, vocês devem ter estudado na escola, isso é muito antigo. Agora, dentro dos computadores, dentro da programação, a gente também vem usando isso desde o início, desde lá da década de 60, você usa, você tem computador, então você é obrigado a ter o algoritmo rodando. Agora, para que ele tá sendo utilizado? Isso começa a variar, começa a depender. Muito bem. Vamos lá, então, paraa psicologia, Ana Paula. a gente fala de tecnologia, né, comportamento. De que forma, eh, na sua visão, esse conteúdo personalizado que os algoritmos entregam, ele afeta nossas emoções e a nossa percepção junto ao mundo? Eh, primeiro algo que o Anderson trouxe, né, essa questão do algoritmo, ele ele serve paraa resolução de um problema, né? Então, eh, ele tem ali um objetivo, né? Ele tem uma função. Quando a gente pensa no algoritmo nas redes sociais, eh ele vai ter também eh um objetivo que muitas vezes é manter a gente ali, né? Fazer com que a gente fique mais tempo ali, que a gente consuma ainda mais aquele conteúdo. Então, para isso, ele vai personalizar cada vez mais, né? Eles vão eh analisar os nossos dados. Então, quanto mais tempo a gente fica ali, mais dados eles têm, mais personalizado aquele conteúdo fica. E aí eles vão eh usando, eles vão fazer uso desses dados para eh entregar eh por exemplo eh publicidade. Eh ou então eh quanto mais personalizado também isso traz eh um outro problema que é que isso vai criando bolhas, né? Exato. São pensamentos ali que você eh que vão aparecendo ali para você e e você acaba não tendo tanto acesso a conteúdos diferentes, né, a formas diferentes de pensar eh de outras pessoas. Então isso isso vai ficando cada vez mais limitado, né, esse eh esse acesso. Então, eh, além disso, né, como você acaba, eh, acessando conteúdos muito, eh, restritos, eh a propagação de fake news também acaba sendo eh favorecida, eh, além de de você também eh acabar passando muito tempo ali, né? Porque se você consome, você a ideia é que você fique ali cada vez mais, então você não vai querer sair dali, né? isso. Eh, acabar afetando a nossa saúde mental, né? Muito, de diversas formas. Muito bem. Legal. É importante a sua colocação porque agora eh você falou das bolhas, então pergunto pra Rute, o o uso constante das redes sociais, o feed infinito que o o algoritmo nos proporciona, né? Ele pode nos colocar em bolhas, assim como Ana falou. Então, quais os riscos psicológicos disso pra nossa saúde mental? Excelente pergunta, Rúbia, porque a gente às vezes, né, tem uma percepção de que ficar nas redes sociais não causa nenhum problema, né, não causa nenhum impacto. E na verdade acontecem muitos impactos, né? Então, por exemplo, a gente tem esse vídeo infinito que a Rúbia colocou e a gente tem acesso a uma infinidade de informações, de conteúdos, né? Justamente não tem fim ali o tanto de notícia que que a gente recebe, o nosso cérebro, ele não foi configurado para processar tantas tantas informações ao mesmo tempo, né? Então, a gente tem observado aí uma crescente, né, de, por exemplo, problemas de ansiedade, né, questão de procrastinação, dificuldade de concentração, de foco, justamente influenciado por esse uso excessivo, né, das redes. E como eh já falaram aqui, né, isso foi configurado para que seja dessa forma. O objetivo desses algoritmos é que, de fato, a gente permaneça lá o maior tempo possível, porque é assim que as empresas monetizam, né? Então, se a gente não tomar esse cuidado, o impacto ele pode ser muito significativo. Muito bem. Olha só, posso adicionar uma coisa? Eu acho importantíssimo entender isso, porque até como as colegas agora trouxeram, eh, a gente tem esse negócio dentro das redes sociais que não é a respeito apenas do algoritmo. Uhum. Isso. As redes sociais, o grande objetivo delas é fazer dinheiro. Exato. E como é que alguém vai fazer dinheiro se você não tá pagando? Aliás, sempre que você não tá pagando por alguma coisa, você é o produto. Uhum. Mas o grande ponto é que as redes sociais elas estão lá para manter você e fazer com que você fique lá para que elas possam apresentar propaganda para você. Então toda vez que você acessa a rede social, ela não tá simplesmente te oferecendo aquilo que você quer, porque é interessante para você. ela tá oferecendo, porque dessa maneira você fica lá dentro por mais tempo e você acaba virando inventário. É assim que as redes sociais acabam te mantendo lá dentro, levando cada vez mais conteúdo que faz sentido para ti e dentro daquilo que a gente chama de câmara de eco, né? Então você fala e você recebe a mesma informação ou muito próxima informação daquilo que você já tá acessando. Por que isso? Porque você, a gente funciona assim, o ser humano funciona dessa maneira. A gente gosta de tá próximo de gente que é parecida com a gente. A gente não gosta de eh opinião divergente, ninguém gosta de ser contrariado. As pessoas querem aquilo que faz sentido pra vida delas, mas isso cria esse grande perigo que é você tá trabalhando em cima de gente só falando coisas próximas daquilo que você realmente acredita. Hum. acaba criando esse monte de teoria da conspiração, de terraplanismo e de tudo isso que você tá vendo por aí. Iso. E você também favorece uma outra coisa que é o quê? A pessoa do outro lado, a pessoa que realmente tá acessando ou mesmo criando conteúdo, ela tenta agradar o algoritmo para continuar aparecendo e tendo views, porque ela também faz parte desse meio. Ela ela tá vivendo, ela vive da audiência. Então, quanto mais gente acessando, melhor para ela. Ela vai monetizar mais, ela vai fazer mais dinheiro, porque vai aparecer propaganda dentro do conteúdo dela e aparecendo, ela ganha dinheiro, ela recebe por isso. Então, virou um grande ecossistema, mais do que o algoritmo em si, que o algoritmo realmente tem vários algoritmos diferentes. E de novo, pensa neles como se fossem garçons ali, provendo aquilo que você deseja, mas não por um motivo qualquer, por simplesmente porque é isso que faz com que as redes sociais recebam o dinheiro delas. Olha só, né? Muito importante a fala do Anderson. Nós temos aqui a a APA, que é a Associação Americana de Psicologia. Ela diz que a exposição repetitiva a conteúdos extremos pode aumentar a sensação de polarização e estress. né? Então assim, a gente sabe os riscos, só que nós somos hã manipulados, Anderson, essa é é o termo correto. O algoritmo em si nos manipula? Eh, o algoritmo tem a ver com os cookies ou cookies, enfim. E por que que a gente fala uma coisa e aí o celular ele tá ouvindo a gente? de tá espionado o tempo todo, porque se você falar algo agora, quando você abrir sua rede social, vai aparecer algo relacionado com o que você falou e não vai parar de ficar aparecendo aquilo. Isso tem a ver com algoritmo? O que que é isso? Então, de novo, os algoritmos, você tem vários algoritmos diferentes funcionando com o fim, com o objetivo de fazer com que você seja retido na plataforma. Esse é o termo que a gente costuma usar, né? Então é retenção. Eh, a plataforma de rede social é um software, é um SAS, um software a service, né? Um um software como serviço. Ela te entrega um serviço através de um software. Essa é a casca. Uhum. E lá dentro, obviamente, eles vão fazer de tudo o que eles puderem para manter você lá dentro. Esse que você deu é um ótimo exemplo e sim, as redes sociais estão escutando. Você tem como desabilitar isso, mas perceba, todo mundo pega lá os termos de serviço na hora que tá entrando diante de uma rede social. Eu duvido que você tenha lido, de verdade. Eu não não conheço ninguém que lê esses termos. As pessoas aceitam e sim, ela escuta, ela tem uma escutativa, assim como a tua Alexa tem. Quem já não tava no meio de um papo aí tem a com Alexa ligada, de repente ela Uhum. Ou fala qualquer outra coisa se intrometendo. Por quê? porque ela tá escutando você, prestando atenção. E as palavras que você usa, elas são usadas como palavras chave, como termos que vão encaminhar tráfego, vão encaminhar media mídia paga para ele. Então, se você fala uma palavra X, o teu aplicativo, ele tá liberado para você usar dessa maneira, né? Então, é, de novo, eh, eu não conheço ninguém que tenha isso, bloqueado dentro do telefone, né? E mesmo você tendo a opção de ir lá e separar, ninguém faz isso. Eh, o ponto é que o seu eh a sua rede social, sim, ela te escuta, o Google te escuta, eh todo mundo tá te ouvindo e inclusive por muito tempo eles negaram essa informação. Mas é só você olhar lá nos termos de serviço que tá bem claro, tá explícito que eles podem escutar, eles podem ouvir para apresentar tráfego relevante para você. Então é uma chavinha que se você simplesmente disser: "Olha, eu não quero receber tráfego relevante". E aí tem o outro lado também, porque você começa a receber anúncio que não pode não ter absolutamente nada a ver contigo, né? Eu mesmo tava recebendo esses dias anúncio de de Barbie porque eu desliguei essa essa opção, mas eh ele eles tem um um objetivo e é realmente te oferecer conteúdo relevante, te oferecer publicidade relevante. Quando você tá falando de Cook, esse é um dos artifícios, mas ele é muito mais usado pelas empresas, especialmente hoje depois da LGPD, né, que é a Lei Geral de Proteção de Dados, que serve para ajudar eh as pessoas impedir que elas sejam expostas demais, basicamente que os dados não fiquem correndo por aí, que na prática funciona mais ou menos, né, porque é muito difícil de você conseguir parar esses algoritmos, essas redes sociais. Porque de novo, todo mundo, toda empresa tem um objetivo. O objetivo é o lucro. Se a empresa tem como objetivo o lucro, ela vai fazer o máximo possível para fazer com que você fique lá, que você é inventário e ela vai apresentar mais informação que seja relevante para você continuar preso dentro dessa grande bolha, dessa grande câmera, câmara de eco. E até para finalizar, a questão dos cookies, né? Uhum. O Cook nada mais é do que um pedacinho de código que fica no seu computador, então não tá lá, mas ele informa por onde você passou. Então, se você acessou eh o site do Wall, do Globo, o site da TV Câmara, independente de você, de onde você tá indo, ele acompanha o teu caminho e ele vai guardando essa informação no histórico do teu computador. Quando outra eh quando outra empresa recebe essas informações, por quê? porque você passou por essa empresa, então ela você ela vai mandar os dados, né, vai puxar os dados aí do teu computador. Eh, ela é capaz de ter ainda mais relevância naquilo que vai ser apresentado. Então, e tem alguns cuidados que sim você pode tomar para ou ter ser menos explorado, mas de novo, a gente vive num mundo tão conectado que é quase impossível você ficar fora dessa bolha, mas você consegue reduzir e consegue reduzir bastante. Tem Ad blockers, né, que são eh programas que você coloca lá no teu Google Chrome ou enfim, seja qual for do teu browser, que eles impedem ou ao menos reduzem o volume de informação que é passada. Eh, eles impedem que você seja seguido basicamente aí em um ambiente virtual. Mas isso não é 100% também, tá? Só para deixar muito claro, eh, hoje é quase impossível você viver sem ter esse acompanhamento, sem ser seguido. Gente, o que que foi isso? Nossa, nossa, nossa. Ô, Rute, como é que a gente mantém a nossa saúde mental? referente diante de tudo isso que o Anderson nos expôs, por a gente tá falando aqui a questão dos algoritmos e também das escolhas. Nós somos manipulados, entre aspas, mas a gente pode perceber pela fala do Anderson que a gente também precisa de ter um autoconhecimento, igual quando a gente eh eh fala de comportamento humano, né, a gente tem que ter um autoconhecimento pra gente poder eh tomar as decisões de forma assertiva no comportamento online, né, na na rede social, na internet, você percebeu a importância do conhecimento ã para você tomar escolhas assertivas também. Eu gostaria que você comentasse sobre essa fala do Anderson e sobre essa questão assim, eu essa é uma bolha, é meio que sufocante às vezes ouvir ã a forma com que a gente está inserido hoje a partir eh eh da criação da internet. E a tecnologia ela vem eh é tudo muito na velocidade da luz e a gente às vezes não tem tempo para parar para estudar. E como o Anderson muito bem colocou, quem é que na hora de criar uma rede social leu tudo que tava escrito, inclusive as letrinhas pequenininhas e foi desabilitando os pontos que iam te trazer de repente lá na frente algo que você nem quer. Sim. Perfeito. Então, eu acho que é importante a gente entender inicialmente que assim, eh, os algoritmos, né, eles são criados por mentes, mentes muito inteligentes, né, que entendem sobre comportamento humano, que sabem o que estão fazendo. Então assim, à medida que a gente vai lá, a gente curte, a gente comenta, a gente passa tempo em um vídeo determinado, esse algoritmo ele vai entendendo quem é você, quem é a sua personalidade, que tipo de conteúdos que você gosta, porque como a gente já falou aqui, o objetivo é que você passe o maior tempo possível. Então, o que acontece, né, a partir disso, eh, a gente é condicionado, né, aquilo, então a gente vai se perdendo nessa infinidade de informações, de conteúdo. E, como, né, a gente bem sabe, existe um impacto muito grande disso na nossa vida, no nosso bem-estar. Então, assim, eh, de certa forma é inevitável, né, que isso aconteça, como o Anderson colocou aqui, mas existem algumas coisas que a gente precisa estar atento. Primeiro, a gente precisa ter consciência disso, né? é o primeiro passo e a gente compreender esses impactos de que a gente não tá ali passivamente, a gente tá sim sendo influenciado, né? A gente é manipulado, né, por coisas que a gente consome ali. E e a partir disso a gente precisa tomar alguns cuidados, né, que são essenciais. E só para exemplificar, eu queria trazer alguns dados aqui, né, pra gente perceber esse impacto na prática. Então, segundo a OMS, né, Organização Mundial da Saúde, o Brasil é o país mais ansioso do mundo, né, e também estamos em segunda colocação eh da quantidade de tempo que a gente passa na internet, né? Então, é uma média de 9:08, por exemplo. E esses dados eles não são coincidência, né? A gente sabe que uma coisa tá influenciando a outra. Então, a quantidade de tempo que a gente tá passando ali preso nas redes, na internet, eh isso faz com que a gente cada vez mais ansioso, né? Então, na psicologia a gente sabe que é um conjunto de coisas que influencia para que a gente desenvolva algum transtorno, né? Então, tem a parte biológica, a parte ali da nossa personalidade e o ambiente. O ambiente ele tem um poder muito grande sobre nós. Então, o que a gente precisa tomar cuidado é o tempo que a gente tá passando, né? a gente precisa ter consciência de que eh, a gente vai ter esse impacto, mas se você tiver menos tempo nas redes ou na internet em geral, esse impacto ele vai ser menor. E além disso também um cuidado com os conteúdos que a gente consome, né? Então a gente precisa observar e questionar: "Esses conteúdos estão sendo relevantes? Que tipo de emoções eles estão desencajando em mim? São emoções positivas? Tá gerando comparação, tá gerando um tipo de eh eh reflexão ali positiva? ou não. Então, porque a gente precisa fazer uma limpa, né? Eu costumo dizer assim que na nossa casa a gente não traz qualquer pessoa, né? A gente seleciona pessoas que a gente gosta, que nos fazem bem. Então, na internet também precisa ser assim, né? Não é incomum a gente veja ali recortes da vida das pessoas, né? E que a gente se compare, a gente acha que a vida do outro é perfeita, né? Que se todo mundo tá fazendo determinada coisa, todo mundo tá correndo, todo mundo tá, né? Vivendo uma vida eh aparentemente perfeita. E na verdade isso é só um recorte eh da parte positiva, né? Porque ninguém vai lá e posta o que tá acontecendo de ruim. A gente posta a melhor parte, né? O bonito. Então a gente precisa tanto cuidar com o tempo que a gente tá passando nessa nessa internet como o conteúdo que a gente tá consumindo para que isso tenha um impacto menor aí na nossa saúde, nosso bem-estar. Muito bom. Agora, Ana Paula, eh vamos lá. Eh, com a fala da Rute, a gente dá uma conexão para você, né, um gancho, porque ela falou da questão da ansiedade, né, que que eh acaba a gente acaba ficando ansioso muito tempo na rede, né? Então, a busca por validação, por curtida, comparação, eh eh aí a gente tem a potencialização dos algoritmos, né? eh pode afetar a nossa autoestima, como foi dito aqui já pela Rute, mas também pode gerar uma dependência emocional eh daquilo que tá aqui na palma da mão e daquele rolar de tela muito rápido e de receber o que você de repente quer assistir, né? Então isso gera uma dependência emocional porque nós estamos vendo pessoas passando muito mais tempo diante das telas. Sim. Eh, como já foi dito, né, as redes sociais elas usam de diversos mecanismos para fazer com que a gente fique ali, né, cada vez mais tempo. Então, um deles é essa rolagem infinita, né, essa busca pelo prazer infinito, né, ninguém eh faz uma atividade por tempo indeterminado, né? Então, você não vai ler um livro que não tem fim, você não vai assistir um filme que não tem fim, mas as redes sociais, sim, é algo que parece que não tem fim. Eh, outra outra outro mecanismo que eles utilizam são as notificações. Então, às vezes você nem tá usando ali o celular e mas a a rede social te envia uma notificação ali que às vezes nem é tão relevante, mas é que é para te fazer voltar ali, voltar a consumir cada vez mais. Eh, nas redes sociais também tem um mecanismo que é muito eh forte, né, que é a questão do like, né? Uh, as pessoas buscam muito esse reconhecimento, então, eh, quantas curtidas eu tenho, quantas visualizações eu tenho no meu story. Então, e isso tudo ativa um neurotransmissor que é que é relacionado à dopamina, né, que é o que é o neurotransmissor do prazer. Então, isso causa uma dependência também, né, como nos jogos, né, como nos vícios, né? Então, eh, as pessoas vão buscar cada vez mais essa sensação e, e, e na rede social também tem uma questão que aí o Anderson pode até falar de uma forma melhor, porque eh ela entrega esse prazer, mas não totalmente, que é para gerar esse desejo, né? Então, eh, você fez uma postagem lá e aquela e ela, a primeira vez ela teve uma repercussão, você ficou feliz com aquilo, ai tá todo mundo comentando, todo mundo curtindo, a segunda não teve tanto engajamento assim, então o que que eu posso fazer para que ela tenha mais engajamento? Eh, acho que o Anderson já trouxe um pouco disso, né, que aí nós eh somos consumidores ali, nós somos o produto, mas nós também somos consumidores, né? E aí vai alimentando essa esse essa engrenagem, né? Então você tem que produzir cada vez mais, você tem que eh que postar, que que tentar se encaixar naquilo que a rede social espera de você e isso vai gerando ali uma um ciclo que se retroalimenta, né? É interessante a fala da Ana, porque olha só, eu pensei, não sei se tô errada, me corrija, você que é experta, sabe tudo de de dessa questão de tecnologia, me fez pensar o seguinte, eh, a gente tá trabalhando pra rede social o tempo todo e a gente nem percebe por ah quanto que é cobrado para você ter o seu Instagram, quanto que você você paga para ter o seu Facebook? Ah, é tudo de graça, gente. Ninguém ganha nada de graça, não. E aí, o que que em contrapartida, o que que você tem que entregar? produto, produto, produto, trabalha, trabalha, trabalha, faz, faz, faz. É isso mesmo. É essa impressão que eu tive agora, ela tá certa ou é coisa só da minha cabeça? Exatamente isso. E e assim, é isso, para ser bem franco, eu tô do outro lado da mesa. Eu sou a pessoa que fica apresentando os anúncios. Se você acessa um site, fica te perseguindo, que cria. E a gente usa inclusive muita coisa da psicologia. a gente tem muito psicólogo ajudando a trilhar esse caminho para poder apresentar, para poder entender a jornada de compra das pessoas. Hum. Então, eh, de certa forma, sim, você é consumidora e sim, você também tá lá para fazer um trabalho gratuito para abono, pra meta, para outras empresas que trabalham com isso. Agora, é é muito legal o essa tua fala, porque a gente e aí eu até entro num ponto que eu até tinha tocado antes aqui fora do ar, né, que a gente estava comentando e falando do Felca. Sim, isso, isso. Pois é, porque é uma coisa muito eh eh muito maluca. Uhum. Você dá praticamente um trabalho que é uma arma Exato. Na mão de criança. E é uma coisa que ninguém, nenhum dos grandes diretores de nenhuma rede, de nenhuma empresa deixa a criança usar. Eu não deixo minhas filhas usar rede social. Eu acho isso muito complicado. Até para mim. Eu tenho mecanismos para impedir que eu entre dentro desse grande loop, porque a quando a gente entra, quando a gente começa a trabalhar em cima das redes sociais, você fica muito lá dentro. Eu uso ferramenta, fica impressionante. Eu uso ferramenta para me dar as informações que eu quero sem entrar, porque se eu entro, eu sou sugado ali. Você entra, você começa a mexer e quando você vai ver, ué, cadê aquelas duas horas que passaram, três horas passaram? Você tá rodando demais. Eu chamo, a gente chama isso de modo zumbi, né? Porque você acessa e você começa a scrollar, né? Faz scrollar a portuguesano, né? Mas é scroll de rolar, porque essa rolagem infinita de tela, que é um negócio que surgiu, eh, eu, se eu não me engano, foi com o antigo Twitter agora ex. Ah, sim. Uhum. Eh, ele acabou dando uma guinada muito grande. Antigamente, se você, se vocês se lembrarem, as redes sociais, os algoritmos delas, eles não eram tão afinados, tão ajustados. Então, lembra do Orcut? Exato. Você acessava Orcut, não tinha muita rolagem de tela nocut não, né? Tinha fazendinha, um negocinho para você brincar lá e tal, imagina. Agora a gente entrega idade aqui falando, mas a realidade é que eu também, eu brincava de fazend. E você tava lá e realmente você continuava se comparando, só que você não tinha esse fator de arrastar, de de rolar a tela. Hum. Você acessava o perfil de alguém, você tinha notificação quando alguém te mandava mensagem, então era uma coisa mais privada, era quase um e-mail avançado. Hum. Perfeito. E hoje, depois dessa criação, você começa a ver que as coisas não pararam, elas continuam sendo otimizadas. O TikTok, por exemplo, eu acho talvez a rede mais perigosa para você acessar e para você se manter lá, porque quando você acessa o TikTok, ele tem uma coisa muito doida que é um algoritmo um pouquinho diferente dos outros. Uhum. Ele não tá preocupado em fazer as pessoas seguirem uma pessoa ou outra pessoa. O grande objetivo dele realmente é te manter. Mas para isso ele vai te mostrar qualquer tipo de conteúdo e a qualquer custo que faça sentido para você ser retido dentro da rede. Então talvez ele seja inclusive um pouquinho pior do que as outras redes nesse sentido, já que ele vai alimentar ainda mais essa câmara de eco, né? onde você fica, você fala e e você só vai ser reconhecido se você fizer a vontade do algoritmo, né? Então, eh, você vai ver, sei lá, um YouTube da vida, as pessoas acessam, elas realmente estão lá, elas vão ser impactadas por coisas que interessam para elas, porém os conteúdos são mais densos, ele tem um formato diferente, que é um um conteúdo mais longo. Então, a pessoa acaba se aprofundando, independente de ser bom ou ruim aquele assunto, ela se aprofunda um pouco mais naquele assunto. O TikTok, se você vê um vídeo agora, ele vai te mostrar na sequência outro vídeo relacionado à aquilo que de outra pessoa completamente aleatória que esteja na mesma linha de pensamento. E era assim, é muito rápido para mudar. Eh, eu eu tava eu fiz um vídeo, eu acabei de voltar de Florianópolis, a gente tava num um grande encontro, tá rolando ainda inclusive o Startup Summit lá em Floripa. E uma coisa muito legal que a gente tava discutindo com outras pessoas da minha área, né? A minha área é growth hacking, que é exatamente a capacidade de fazer as empresas escalarem, ajudar elas a escalarem, não só em rede social, mas principalmente em receita. E muitas vezes a gente usa a rede social como uma das armas para ajudar essas empresas a crescerem. Eh, e uma das coisas que a gente tava discutindo era sobre o volume de anúncio que tá aparecendo, por exemplo, dentro do Instagram. Uhum. Eu mesmo, eu tive um problema recente com eh com a marca da minha empresa e aí eh entro nesse assunto que a gente tava gravando o vídeo e eu falei alguma coisa a respeito disso. Foi apresentado um anúncio logo na sequência, sei lá, alguns minutos depois apareceu um anúncio de uma empresa me oferecendo eh auxílio, suporte, consultoria em relação à marca, né, INPI, enfim. E eu acessei, eu preenchi meus dados, caí no WhatsApp. Então, basicamente entrei num funil ali dentro daquela empresa e preenchi. Basicamente foi enviado e eu continuei rodando, continuei ali no meu Instagram passando de tela, daqui a pouco apareceu outro anúncio sobre o mesmo assunto, ou seja, um competidor, um concorrente dessa empresa, logo na sequência, mais um e mais um. E sem brincadeira, foram uns 10 assim em sequência, né? eh, passando, passa um, passa outro, daqui a pouco, depois passa mais um e a gente começa a entender um pouquinho como que funciona dos dois lados, né? Tanto para quem tá anunciando, né? Quanto para quem tá eh como consumidor recebendo aquela informação, né? consumindo aquela informação. E a gente precisa sim estar atento, tem muitas maneiras eh tanto do anunciante conseguir ser mais efetivo, quanto da pessoa que tá assistindo também parar de virar simplesmente um escravo da rede social. Uma delas, como as doutoras passaram já pra gente, é você pura e simplesmente usar menos. Ah, mas como é que eu uso menos? Acho que a primeira coisa, qualquer celular vai ter lá o limite, a informação de quanto tempo você tá usando determinado determinada ferramenta, aplicativo, e você começar a setar, né, a colocar limites para impedir que você se estenda demais em um ou em outro, eu acho que já é algo bem saudável que começa a ajudar você a ter consciência. Porque uma vez que você tá lá dentro, eu acho, eu entendo o que vocês estão dizendo, tá, doutoras, mas assim, eu acho muito difícil você realmente ter um controle, porque é algo e ele te suga, é dopamina rodando e jogando ali dentro do teu sangue. E cada vez mais você fica eh inapto a tomar decisões. Como é muito rápido, vídeos muito curtos dentro do TikTok, por exemplo, você não consegue ter tempo de pensar, de raciocinar. Então é algo muito, é quase natural você fazer isso, mas ao mesmo tempo é uma das coisas menos naturais que existem. Eh, nós trouxemos um tema referente a esse looping infinito de de vídeos curtos e tem o nome é apodrecimento cerebral. Então, exatamente, o cérebro já ele perde a capacidade de de raciocinar. Você só fica no looping infinito. Nossas psicólogas querem pontuar a fala do Anderson. A gente trouxe vocês aqui para dar esse contraponto. O Anderson é especialista, a gente já percebeu, né? Tem toda essa expertise, é muito importante a presença dele aqui no programa hoje para nos explicar, né, como funciona isso. E a presença de vocês é para quê? Para nos dar o respaldo, pra gente ter aí uma consciência, né? eh e trazer pro hoje, pro aqui, pro agora essa questão da rede social, do algoritmo, enfim, que pode estar nos prejudicando de uma forma que a gente às vezes nem perceba, porque acaba dando um sensação de anestesiamento, né? Perfeito. Isso, R. É isso mesmo, Rúbia. Eu concordo com o Anderson. Eu acho que a gente precisa sim, né, criar estratégias, né, usar de recursos para que a gente perceba o impacto disso, né? Não é incomum na clínica, por exemplo, com os meus pacientes, eu faça esse tipo de exercício assim, de questionar e quanto tempo você acha que você passa na internet, nas redes sociais? E é curioso que eles têm uma percepção muito irreal, né, do quanto que eles estão consumindo. Então, eh, assim, às vezes, eh, respondido, né, ah, eu passo no máximo 2 horas, 2 horas meia e a gente vai fazer esse exercício que o Anderson falou e aí vai ver se você ficou 6 horas na internet, né? Então, a percepção de tempo ela é muito comprometida quando a gente tá numa tarefa como essa, né, numa atividade onde gera um um nível de dopamina muito grande no nosso sistema nervoso. Então, a gente precisa usar desses recursos. E foi falado também, né, sobre o impacto disso, eh, sobre a adultização, né, sobre o impacto disso também nas crianças. E eu queria falar um pouquinho disso, Rúbia, porque eh a gente tá falando sobre o impacto disso em nós adultos, né? Imagina isso para uma criança, para uma adolescente que ainda não tem o cérebro totalmente formado, que tá construindo a sua identidade, né, a sua percepção de si mesma, a sua autoestima. Então isso é muito impactante, né? A gente tem que tomar esse cuidado e os pais, os responsáveis precisam estar atentos, né, tanto em relação a esse excesso como os riscos mesmo reais que existem na internet, né? A gente tem a falsa sensação de que o filho tá em casa, tá protegido, né? tá ali na tela, mas não existem riscos que são muito reais na não só, né, eh eh pro desenvolvimento, porque isso é bem claro, né, pro desenvolvimento dessa criança, desse adolescente, pra forma como ele vai se perceber, paraas habilidades também que ele constrói, porque a gente tem visto um um uma movimentação nessa geração de que os adolescentes estão cada vez mais reclusos, né, eh, presos no digital, então eles não interagem, eles não se relacionam. E é num relacionamento, é no mundo que a gente aprende a lidar com as coisas, a gente aprende a resolver problemas, né? Curioso que, por exemplo, diminuiu até a taxa de procura por tirar carteira de motorista nos adolescentes. Olha isso, né? Preocupante. Preocupante, não é, Ana Paula? Porque as pessoas elas estão reclusas, estão, é, a gente falou aqui de filhos do quarto, né? E essa semana, eu quero trazer para vocês, essa semana, hoje é quinta-feira. Então, eh, o, para quem tá assistindo o programa hoje, fala assim: "Mas por que que estão falando de algoritmo?" Não, nós trouxemos eh temas eh pertinentes à situação de hoje. Nós trouxemos eh sobre a tema referente à à adultização. Eh, nós trouxemos a questão da da rede social, desse loop infinito. Eh, nós trouxemos temas assim que a gente fizemos, nós fizemos um funil, né? E hoje a gente cai nessa questão do algoritmo. Nós passamos pela questão da adultização ontem, se eu não me engano, e falamos sobre isso. O que que tá acontecendo, né? As pessoas elas estão precisando de educação digital, né? Porque a gente precisa, a a internet foi algo que veio e que nós fomos aprendendo eh no dia a dia, né? todo mundo, ah, todo mundo empolgado com a internet, vamos lá, que legal. E a gente não tem dimensão do tamanho desse mundo. E a internet é sim um outro mundo. Então, a gente precisa estar atento e aprender sobre esse mundo paralelo, né, Ana Paula? Então, mas eh é justamente isso que eu queria chamar a atenção, porque a internet ela não é um outro mundo. Às vezes a gente cria essa ideia de que é existe o mundo virtual e o mundo real, mas não é um outro mundo. Um o virtual ele é uma extensão do mundo real, né? Que a grande o grande problema que a gente eh que acontece também é entender que a o virtual ele é uma realidade que não é a mesma que a nossa. Então, exato. As pessoas queão ali, elas acabam falando coisas que elas não falariam na vida real, elas acabam eh consumindo coisas que provavelmente ali no dia a dia ela não faria. Então, é importante entender que o virtual ele é uma continuação da nossa vida, né? Então, eh não é uma eh outra vida outra não, eh é uma extensão. E é por isso que a gente precisa, eh, humanizar isso, né? entender que eh aquilo é real. Tudo que tá acontecendo ali é real. Se você ofende uma pessoa, você tá ofendendo uma pessoa que é real. Ela só não tá ali na sua frente. Então, eh, e quando, eh, a ela trouxe sobre essa questão das crianças, dos adolescentes, isso é muito eh é muito é é muito importante ter ainda mais atenção, né? Porque são crianças e adolescentes que eles já nasceram nessa nessa realidade, né? Então, a forma como eles se relacionam tá muito afetada por isso também, né? Como que você vai se relacionar com o outro de forma presencial, eh, como sendo que as as relações elas estão sendo construídas de uma forma ali eh mais isolada ou mais impessoal. Então, é é muito importante a gente trazer que eh que a internet ela ela tá ali no nosso dia a dia e ela faz parte da nossa vida. Então, a gente precisa cuidar, a gente precisa eh ter atenção no que a gente consome, no que a gente diz, no que a gente eh porque aquilo tudo tá na realidade, faz parte da nossa vida. Faz parte da nossa vida. Ô gente, o negócio é tão complexo, tão complexo, que às vezes causa confusão na nossa cabeça, porque é algo assim que você não tem a dimensão, né? Você não consegue, ontem nós falamos também, Anderson, sobre o esquecimento digital, né? Porque é algo assim, você publica um negócio hoje e aí daqui 10 anos isso que foi publicado já não faz mais parte de você e tá te impedindo ã de de repente eh conquistar algo e você tem direito a esse esquecimento digital. Nós só temos uma advogada para falar, então assim, é tudo muito amplo e as coisas vêm na velocidade da luz. Eu gostaria de perguntar para você, Anderson, e a produção, direção tá avisando aqui, nós temos ah bastante perguntas, daqui a pouquinho a gente começa a responder, não vai dar para responder todo mundo, tá pessoal? Já vou adiantando isso. A gente tem que entregar, acho que 9:20 até 9:25. Então, pra gente fechar aqui o nosso bate-papo e para partir pras perguntas, eu gostaria da sua avaliação, Anderson, referente a ã velocidade, né, em que tudo vem se transformando e a conexão entre algoritmo e inteligência artificial. O que, o que que você espera? Qual que é a sua visão de futuro para que a gente possa estar preparado pro que vem por aí? Cara, que pergunta bem profunda, né? E eu eu vou começar com uma resposta que vai parecer que não tem nada a ver, mas eu chego ponto, tá? Então, eh tem um ditado que fala que você é a média das cinco pessoas com quem você anda. Uhum. dentro da internet, de forma geral, você não tá andando com cinco pessoas, você tá andando com milhares de pessoas que muitas vezes tem um pensamento muito parecido com o teu e que ele foi moldado, condicionado ao longo do tempo a ser parecido com o teu por conta de valores ou de algo que faça sentido na tua vida naquele momento, ele vai começar a te apresentar, né? Sei lá, ah, eu eh tô andando, bati o carro e eu posto sobre isso. Ah, eu bati o carro. Eh, o que que vai acontecer? Você posta sua frustração, mas gente que também já é frustrada com uma situação parecida, começa a olhar para aquilo, a se revoltar e de repente aquele negócio vira um grande movimento. Isso só é possível exatamente porque você tem uma amplificação das coisas dentro das redes sociais. Agora, o que que a IA, o que que a inteligência artificial tem a ver com isso tudo? Desde que, eh, poxa, desde que as redes sociais começaram, elas trabalham com IA. E a Iá faz um negócio muito maluco que chama aprendizado de máquina. No começo foi feito por simplesmente para reconhecer padrões, figuras. Então, quando ele quando a inteligência artificial via um gato, ela precisava diferenciar um gato de um cachorro. E eles foram treinando eh essas máquinas para conseguir diferenciar e fazer essa dissonância do que é o quê. acontece que as máquinas começaram a ficar muito boas nisso e com um ponto que é super importante, que é o seguinte: a inteligência artificial, de certa forma a gente tem uma noção de como ela funciona, mas ela não deixa de ser também uma caixa preta, porque nem as pessoas que desenvolveram a IA as inteligências artificiais que a gente usa, eu não tô falando só de open porque a gente usa inteligência artificial faz muitos e muitos anos. Esse negócio tá no nosso dia a dia já há décadas. Ah, mas o ponto é que a IA ela se desenvolveu a tal ponto que ela é capaz de entender você, isso é um estudo, se eu não me engano, de 2015 da meta, ela é capaz de entender melhor do que os seus parentes depois de eh 20 postagens. Agora, você foi lá, fez 20 posts, ela sabe quem você é pelo pela maneira como você usa as palavras. pelas palavras que você usa, pelos temas que você usa, tudo isso tá muito interligado. E quando você vê essa aceleração, ela só é possível por conta da inteligência artificial que tá trabalhando nos bastidores para obedecer a um algoritmo que tá lá controlando tudo sobre o objetivo final de cada rede social ou de cada plataforma. E por plataforma você pode entender absolutamente tudo que você usa na internet, desde o Google até a Amazon, quando você vai fazer uma compra. A própria Amazon é uma empresa que logo no seu início eles otimizaram absurdamente a jornada de compra das pessoas. Eles têm um moto lá realmente de atender o cliente, de antever o a necessidade, o desejo da pessoa, ou seja, de ver antes dela conseguir pensar, conseguir imaginar o que ela quer, a Amazon tava te sugerindo. E eles fizeram um teste comparando as sugestões que eram oferecidas pela máquina versus as sugestões que eram oferecidas pela plataforma, por um humano, né? Então ela ia lá e ela recomendava, sei lá, agora é semana de Black Friday, então coloca lá informação de Black Friday. Eh, não, ela, a máquina ia lá e ela era muito precisa porque ela tinha armazenado os cooks, aqueles que você tem no teu computador. Ela tinha armazenado as suas informações e ela conseguia identificar os padrões, entender quem você era, entender que se você comprou uma câmera, uma câmera fotográfica, você vai precisar da lente. Entender que se você comprou a câmera e a câmera e a lente, você vai precisar de um estojo para guardar ela. Se você comprou esse trio, você vai precisar de um tripé. E isso, na verdade, é um complemento às necessidades humanas. A gente não tá falando de uma loucura aqui, de uma de algo que simplesmente empurra as coisas. Você provavelmente já tem alguma predisposição. E aí eu volto para aquele ponto inicial. Você eh esse ditado diz que você é a média das pessoas, você tá andando com elas. Isso é muito real, mas é real também nas redes sociais, é real em toda a tua vida, na vida online, na vida, eh, no mundo físico. E o que eu diria, eh, basicamente para todas as pessoas é realmente toma um pouquinho mais de cuidado, entenda onde você tá se metendo, o que que você gosta, entenda quem é você, o que você gosta. Eu acho que muita gente anda se perdendo, isso acontece comigo também, né? e você acaba entrando, caindo naquele loop dentro das redes sociais, você não sabe mais o que tá acontecendo. Você simplesmente tá entregue e trabalhando de graça pra rede social. de novo. Eu tô do outro lado da mesa fazendo anúncio, mandando gente paraa landing page, pro WhatsApp para fazer compra, acompanhando esse processo. E a gente tem muita informação hoje. Eh, eu sei, quando eu tô fazendo um anúncio, eu sei exatamente com quem eu tô falando, eh, onde a pessoa tá, o do que que ela gosta, quais as preferências pessoais, isso não é feito a esmo. a gente quando trabalha com isso, você acaba focando muito em fazer a otimização para que a venda aconteça pelo menor custo possível no período de tempo mais rápido, mais curto possível. Eh, mas eu acho que é importante que as pessoas tenham um pouco de consciência de que existe esse trabalho sim do outro lado, tá? Não é que seja do mal, ele simplesmente tá tentando atender, eu tô tentando atender as necessidades aí do consumidor de uma forma mais efetiva, mais eficiente. Mas o consumidor tem que entender também e e essa é a parte difícil de que essa rede de relacionamento dele, o lugar onde ele frequenta, é diz muito sobre ele e isso vai começar eh cada vez mais vai acelerar o que acontece lá dentro na vida dele, o que ele compra, por ele compra, como ele compra, como ele se veste, o que ele come, o que ele bebe. Eh, você precisa ter consciência disso, precisa entender o que que tá acontecendo para ser menos influenciável. Tem um livro, inclusive, eh, que chama e eh Persuasão do Robert Celdini, que eu super recomendo que você leia para entender quais são as armas principais. Ele é um psicólogo, então ele tá baseando ali todo o aprendizado dele e isso virou meio que o livro de cabeceira da galera que trabalha com marketing para poder antever a perspectiva, as necessidades, como que você atende nisso, né? Então ele vai lá desde a pirâmide de Maslow, começa a olhar e fala: "Pô, o cara precisa aqui de de comida, de abrigo e acima disso ele precisa, enfim, de segurança?" Enfim, e é importante entender que nada do que tá acontecendo lá, inclusive essa rede de amigos, é por acaso. Então, se você não se policiar, definitivamente você vai acabar caindo num imbo que é muito perigoso pra tua própria vida. Uau! Tá vendo só quanto conselho bom, quanto ensinamento, né? Obrigada, viu, Anderson? Obrigada. Que a gente precisa ouvir isso de quem realmente trabalha, que está ali atrás da mesa, né? Porque é um gente é algo assim impressionante. Eu fico impressionada com tudo isso. E a produção tá falando aqui 97. Vamos lá, direção. Pode colocar as perguntas. Nós temos perguntas, então agora uma para cada um, então vamos lá. Uma não, né? São várias, então vamos ver até aonde a gente consegue atender, tá bom? Já agradecemos você que tá mandando a sua pergunta aí. O o programa de hoje muito interessante como todos os outros. A gente fica muito feliz de ter a sua participação. O Marcos Oliveira do Taquaral. Ã, ficar tanto tempo no celular pode deixar a gente mais ansioso. Parece que a cada hora tem uma notificação puxando a gente de novo, Rut. É isso, não é? Com certeza. E a ansiedade vem, não tem jeito. É isso, não tem jeito. É o ser humano o que que ele busca, né? a gente busca validação, a gente busca pertencimento, né? E hoje em dia esse conceito tá sendo muito deturpado, porque a gente tá usando as redes sociais, a quantidade de likes, os comentários para medir o nosso valor, né? Isso é muito perigoso, né? A gente eh eh isso é importante, mas a gente tem que buscar isso de outras formas. A gente precisa se relacionar na vida real, né? A gente precisa ter eh hobbies, coisas que a gente gosta, pessoas, né? olho no olho. Eu digo que a gente precisa disso. A humanidade ela tá cada vez mais assim precisando retomar. Então sim, a gente fica cada vez mais ansioso e buscando por aquilo e a gente precisa tomar esses cuidados. Muito bem. Vamos lá, produção. Pode colocar mais uma pergunta. A gente vai com uma para cada um. Até. Vamos ver se a gente consegue atender todo mundo. A Carla Souza do Jardim Chapadão. Oi, Carla, bom dia. Por que parece que a internet sempre mostra as mesmas coisas pra gente? É a gente que escolhe ou ela que escolhe pra gente? Ô Carlinha, é sobre isso que a gente tá falando aqui. Anderson, dá uma resposta rápida para ela. Vamos lá. Quem é que escolhe? A culpa é tua, Carla. Ai ai. Se você tá acessando um determinado conteúdo, só o fato de você ficar mais tempo nesse conteúdo ou que ele aparece de novo ou que você engaja com ele, comenta, curte, compartilha, mostra pro algoritmo. Inclusive eles têm pesos para isso. Então, de novo, algoritmo é uma série de contas que vão dizer quem você é, o que que você tem que ver. E você tá determinando isso. Se você quer mudar essa realidade, então começa a ver conteúdo diferente. Muito bem. Valeu, Carla. Obrigada, viu? Vamos lá, mais uma produção. Vamos simbora. Um ping-pong aqui. A Mariana Ribeiro do Jardim, São Gabriel. Muita gente fala que se sente vigiada pelo celular. Essa sensação pode virar paranoia ou é só coisa da nossa cabeça? Essa vai então pra nossa psicóloga Ana Paula. E aí, Ana? Não, pode sim, né? Até porque eh como até a Raquel trouxe, né? A gente tem essa necessidade de validação, né? Então, a gente a gente tá o tempo todo eh se perguntando, né, será que estão me vendo? Eh, será que eh as pessoas estão pensando isso ou aquilo? E aí isso vai gerando ali uma preocupação excessiva com que os com os outros estão pensando sobre sobre nós mesmos. Então, é importante tentar eh se desvincular disso, né? Então, da do que o outro vai dizer, do que o outro vai pensar e e trazer pro real, né? como a Raquel trouxe, esse contato real com pessoas reais, eh, limitar o tempo de uso ali de tela. Eh, eu sei que é difícil, mas eh é um autoconhecimento realmente, né? É se perceber e tentar eh introduzir atividades que tirem também o foco da rede social, né? Então, se você tá fazendo uma atividade prazerosa ali presencialmente, eh, isso vai fazer com que você tenha menos interesse de ficar ali na internet. Então, é, eh, usar dessas estratégias para tentar reduzir esse uso. É muita expertise, né, e equilíbrio. Vamos lá, produção. Pode mandar mais. Gabriel Nogueira do Jardim Olina. Dá para usar a rede social de um jeito mais saudável, sem cair nessas armadilhas de ficar preso nelas por horas? E agora quem é que responde essa pergunta aí? É, né? Vamos lá, então. Posso responder? Vamos ver. Esse é o maior desafio, né, que a gente tem encontrado e que a gente precisa buscar. E eu acredito que sim, Rúbia. Existe uma forma mais saudável da gente se relacionar, até porque a tecnologia ela faz parte da nossa vida, isso não vai mudar. Então, a gente que precisa desenvolver habilidades, né, para que a gente ligee com isso de uma forma mais saudável. Então, é um pouco de tudo isso que a gente já retomou aqui. Cuidar do tempo, cuidar das coisas que você consome, validar as informações também, né? Porque muita informação pode não ser verdadeira ou pode não ser real. A terapia cognitiva a gente fala muito de questionar os nossos pensamentos e crenças. Então, a gente precisa questionar o que a gente tá vendo, aquilo que isso tá impactando na gente. Então, a meu ver, essa é uma forma mais saudável da gente conseguir se relacionar com com a internet. Maravilha. Que bom saber que você tá aí do outro lado, tá interessado, tá perguntando e a gente tem aqui os profissionais, né, nossos convidados que podem te dar aquela resposta que de repente vai fazer uma viradinha de chave, né, para você dar uma melhorada, dar uma equilibrada aí nessa questão da internet. Pode colocar mais, eh, produção, vamos lá. E direção vai me orientando aí, tá bom? Eh, a hora que a gente precisa entregar, tá? Vamos lá. A Camila Ferreira de Souzas, tem aumentado gente procurando terapia porque não consegue se desligar das redes sociais. Isso é muito comum no consultório. Olha só que interessante, né? A a dúvida da da Camila. Pode responder pra gente, Ana? é muito comum e tem aumentado cada vez mais eh jovens assim eh com com esse incômodo realmente, né, do quanto que eles se sentem eh eh insuficientes ali na nas redes, né, se comparando com com a com outras pessoas, com outras realidades e o quanto que isso faz mal, né? Então, eh, isso tem aparecido muito, eh, e tem surgido também muitos jovens, eh, pelo menos não, eh, para mim, que tem optado por, eh, por desinstalar aplicativos de redes sociais e, e, e eles têm percebido que isso tem tido um efeito positivo, né, de de eh não se preocupar tanto ali com o que os outros estão pensando, tão dizendo, eh, e como e ter e começam também a ter tempo e e também a se concentrarem melhor nas atividades que eles se propõem. Uhum. Interessante, né? Eh, a direção tá me falando aqui da monofobia. Nós eh falamos aqui no estúdio Câmara eh sobre monofobia, né? Que é é o medo que principalmente crianças e adolescentes têm de ficar sem celular. Isso já é um considerado um transtorno, tem tratamento para isso? Eh, está acontecendo isso? Realmente, a Organização Mundial da Saúde reconhece, né, a monofobia como eh esse medo de ficar sem celular. E que bom que, como diz a Ana Paula, pessoas estão eh optando em desinstalar os aplicativos, porque você vai poder ficar com o celular, mas sem o aplicativo, porque o celular é algo para você se comunicar. Essa é a real função do aparelho, não é, R? Exatamente. Exato. E a tecnologia, ela pode nos ajudar também, né? ela veio para facilitar muitos processos. Então assim, eh, é na verdade a forma como a gente vai se relacionar, mas essa questão de monofobia, né, existem todo toda uma estratégia por trás, né, para que eh as empresas, os algoritmos, eles passem essa sensação tanto de escassez, tanto de eh de que a gente tá perdendo água, de que a gente precisa estar ali para se atualizar, porque a gente vai perder uma informação extremamente importante. Então, a gente precisa questionar isso. E às vezes sozinho é muito difícil, né? Então a gente indica que se você não consegue, não tá conseguindo se relacionar bem, se tá com alguma dificuldade, procure terapia, né? Procure se cuidar. Exatamente. Tem que procurar terapia. A Organização Mundial de Saúde, gente, ela orienta, né, a utilização aí para celular máximo para crianças. Quanto que é produção? Eh, direção uma hora, né? Então, e aí, eh, a questão da monofobia, a gente precisa falar, já falamos num outro programa, mas eu acho que cabe, né, aqui no nosso programa de hoje, porque a gente precisa equilibrar nossa rotina e a monofobia, ela também traz algumas sensações, né, Ana Paula, você pode trazer pra gente, por gentileza, essa questão da sensação, porque a pessoa ela vai ficar com medo de não ter mais a o celular ali. Vamos lá, uma criança e um adolescente. Vamos colocar aqui criança e adolescente, tá? Aí o que vai trazer isso para ela? A mãe vai falar assim: "Ó, se você não fizer a tarefa de casa, eu vou tirar o teu celular". Isso vai dando aquela pressão nessa criança, nesse adolescente, e ela vai tendo reações. Uhum. irrita, fica com sono. É, é como a gente já trouxe aqui, a rede social, ela a a internet ali, ela é projetada para te manter ali. Então isso para uma criança é potencializado ainda mais, né? Então são muitos estímulos que que fazem com que a criança queira ficar ali, né? Então são luzes, são sons, eh tudo muito rápido e aquilo gera ali uma dependência. Uhum. Então, toda dependência ela gera uma reação também. Então, eh, quando é tirado isso de forma muito brusca ali, vai gerar um uma resposta também da mesma forma. Então, ela vai ficar irritada, ela vai fazer birra, ela vai querer ali voltar para aquela realidade que ela tava, né, para aquele eh para aquele estímulo, né, que traz sensações de prazeres, né? a criança e ela se ela fica muito tempo ali, ela vai sentir falta, ela vai eh eh ficar irritada, isso vai prejudicar o sono, eh as relações. Então, é por isso que é tão importante eh limitar esse uso, principalmente em crianças, né? Fazer com que ela tenha atividades ali diversas, eh estimular a criatividade, né? Porque a criança quando ela fica muito tempo ali eh em jogos interativos ali no celular, ela vai perdendo a habilidade de criar, de que isso só é possível quando eh a criança ela tá exposta ao tédio, né? Então, se ela tem se ela tá entediada, ela vai começar a ah que que eu posso fazer então? Ela vai criar brincadeiras, ela vai criar o o os próprios jogos, vai aprontar, que é algo é algo natural. É verdade. É que muitas vezes esse é o problema, né? Para não aprontar, para não dar problema, a gente vai entrega o celular que ela vai ficar calminha ali, vai ficar quietinha, mas ela tá ali sob influência de muitos estímulos. Então, eh, ela vai, ela acaba perdendo essa habilidade também de da criatividade, que é tão importante nessa para pra nossa vida, né, que é desenvolvida ali na infância. Maravilha. É importante a gente ressaltar aqui também que eh nessa eh tentativa de retirada de celular da criança, a gente não pode ser brusco, né? E lembrar que quem inseriu o celular na vida dessa criança fomos nós adultos. Então a gente não pode chegar e falar: "Ó, você amanhã não tem celular e acabou". Não, gente, nós inserimos. Se essa criança ela está próximo de um vício, porque tem vício em tela, né? Nós já falamos sobre isso aqui, o que que a gente precisa fazer? trabalhar com diálogo, sem julgamento, porque nós inserimos isso na vida das nossas crianças e adolescentes. Então, pra gente fazer essa retirada, precisa ser uma retirada gradativa, com muito diálogo, sem julgamento e com inserção de outras atividades que físicas, tá? incluir novas rotinas, um bate-papo, uma conversa, vai sair, vai passear, faz alguma coisa, esteja presente. Presença. Então, troca o ambiente online, troca o celular pela sua presença. É, é um equilíbrio saudável. Não vai me tirar o celular e deixar a criança sozinha lá também, né? Por favor, a gente tem que ter assertividade. Vamos, vamos, vamos, vamos, vamos ser consciente. Atividades offline. Vamos lá. 9:20, a última. E daqui a pouquinho e aí a gente já vai paraas considerações finais, né? Porque senão já viu. Vamos lá. Bate-papo tá bom, ó. O negócio tá bom demais hoje. Pode mandar, por gentileza. Então, a produção tá eh providenciando mais uma aqui. Eu quero já agradecer você que tá participando e desculpa se a gente não consegue eh responder a sua pergunta hoje, tá? Porque bastante gente participa no programa. Vamos lá. Pedro Santana do Bom Fim. O que é mais perigoso? os algoritmos empurrando consumo ou o jeito que isso pode mexer com a nossa saúde mental. Uau. Vamos lá. Interessante essa pergunta, né? Porque a gente tem tido também muito eh esse impacto no padrão de consumo, né? Como a gente falou, você tá lá pensando em fazer uma uma viagem pra neve, ele já te manda uma bota de neve, te manda uma roupa de neve. Então, a gente é estimulado a isso e às vezes a gente perde a capacidade de ter um senso crítico, de entender se de fato a gente pode, a gente quer, a gente precisa daquilo. Então isso tem um impacto significativo, impacto financeiro, né? Então você vai ter problemas aí com cartão de crédito, vai ter problemas com com outras questões relacional, então não é incomum a gente ter problema no relacionamento por conta disso. Então na verdade eu acho que são duas coisas que influenciam, né? o consumo excessivo vai impactar na sua saúde mental também. Muito bem. Nossa, gente, é tanta coisa que a gente falou hoje aqui. Eh, tudo complementa os programas anteriores. Eu fico muito feliz que você aí de casa tá participando. Peço desculpa se a gente não conseguiu responder à sua pergunta, né? Mas pode ter certeza que a sua audiência é muito importante pra gente e o que a gente entrega para você é é uma entrega que faz parte da sua vida, que aqui a gente fala de comportamento. Então esse programa já está disponível no YouTube, você pode repassar pra sua família porque tem muito ensinamento em todos os nossos programas. É isso que a gente traz para você, profissionais maravilhosos que nos ajudam a entregar tudo isso sem vocês, que seria do estúdio Câmara, né? Ontem foi dia do psicólogo, então a gente deu parabéns e agora quero eh dar parabéns para vocês duas aqui psicólogas e gratidão por pelo profissionalismo e por vocês existirem e decidirem cuidar eh eh ensinar, né, pra gente aí o melhor caminho. Muito obrigada e a gente já vai paraas considerações finais. Então, Rute, obrigada pela sua participação. Eu que agradeço. Obrigada por esse espaço aqui tão importante pra gente falar sobre esses assuntos, levar conhecimento, né, pras pessoas. Então, sou muito grata. Maravilha. você, Anderson, poxa vida, que aula que você deu aqui. Obrigada, viu? Obrigada por nos ensinar aí a trabalhar ou então fugir logo desse algoritmo aí, já desativa o negócio e fica em paz. Obrigada, querido. Imagina. Eu que agradeço. Obrigado demais pelo convite e até a próxima. Ah, até a próxima. A gente precisa repetir essa dose porque é muito interessante, né, Ana Paula, eh, esse bate-papo, essa conversa, esse ensinamento e a gente conectar aí a a questão da saúde mental com a questão da tecnologia é o que a gente precisa, porque a gente precisa de equilíbrio. Então, mais uma vez, obrigada pela sua participação também, segunda vez já aqui no programa, já é de casa. Gratidão, viu? Muito obrigada, Rúbi. Acho que é eh o autoconhecimento é o que nos dá ferramentas para lidar com com quase tudo, né, na nossa vida. Então é importante a gente entender como funciona, como isso nos afeta para entender o que pode ser feito a partir disso, né? Então muito obrigada pelo convite e podem me convidar isso aí porque for preciso. Pode ter certeza. E a gente agradece você de casa, a nossa produção, a nossa direção, a toda a nossa equipe. Lembrando que nós temos Câmara Notícia hoje ao meio-dia. Daqui a pouquinho também nós temos direto da Central de e Inteligência Artificial a nossa Íria, a nossa inteligência artificial que trabalha trazendo informação do legislativo, informação também nacional, internacional, informação da nossa região e também aqui da cidade de Campinas. Ô gente, é o seguinte, os algoritmos não são vilões nem mocinhos, eles refletem nossas escolhas, eles podem ampliar a nossa visão de mundo ou limitar. Cabe a nós buscar consciência e senso crítico. É sobre isso, tá bom? E amanhã nós temos Estúdio Câmara a partir das 8 da manhã e eu te pergunto: até onde vai a dependência dos filhos para tomar decisões? Esse é o tema do estúdio Câmara de amanhã. Quando educar deixa de ser guiar e começa a ser controlar. Muitas vezes a dependência emocional está na raiz. Ela surge na infância quando falta equilíbrio entre proteção e autonomia e pode prejudicar nossa capacidade de julgamento e escolha. Amanhã a gente reflete como educar sem sufocar, como incentivar a autonomia sem deixar de apoiar. É um diálogo essencial sobre consciência, limite e respeito entre as gerações. Um beijo grande para você. Obrigada pela sua audiência, pela sua participação. Continue ligadinho aqui na TV Câmara Campinas. Amanhã, enquanto marcado ao vivo a partir das 8 da manhã com mais uma edição do estúdio Câmara. Valeu, valeu pessoal, os convidados, pessoal de casa, super beijo, até amanhã. Ciao. Ciao. [Música] [Música] [Música] [Música]