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Estúdio Câmara | Adultização infantil na moda: riscos para o desenvolvimento das crianças
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Estúdio Câmara | Adultização infantil na moda: riscos para o desenvolvimento das crianças

69 views Publicado 26/08/2025 HD · 51:32

Descrição do vídeo

👗 A forma como vestimos nossas crianças pode influenciar diretamente no desenvolvimento delas. No Estúdio Câmara desta semana, o tema em debate é a adultização infantil na moda, prática cada vez mais comum em que meninos e meninas são vestidos com roupas que imitam o estilo dos adultos – muitas vezes carregadas de conotação sexual ou que não são adequadas para a idade. Esse fenômeno, impulsionado por campanhas publicitárias, redes sociais e pelo mercado da moda, levanta sérias preocupações sobre os impactos emocionais, sociais e culturais para a infância. 📌 Convidadas do programa Joyce Evelyn – Psicóloga especialista em família, que analisa os efeitos da adultização nas relações familiares, na autoestima das crianças e nos riscos de antecipar etapas do desenvolvimento. Anna C. Madrid – Estilista e doutoranda em Arte/Moda, que explica o papel da indústria e os caminhos para criar uma moda infantil que respeite a idade, preserve a inocência e valorize o conforto e a criatividade. 📌 O que é adultização infantil? A adultização se manifesta quando: Crianças usam salto alto, maquiagem e roupas sexualizadas; Estilos de festa ou de passarela são reproduzidos no vestuário infantil; A mídia e a publicidade estimulam o desejo de “parecer mais velho” para aceitação social. Embora muitas vezes vista como “fofura” ou “modernidade”, essa prática pode ser prejudicial, pois pressiona meninos e meninas a assumirem papéis e comportamentos adultos antes da hora. 📌 Consequências da adultização das roupas infantis ✔️ Afeta a autoestima e a autopercepção da criança. ✔️ Pode gerar constrangimento e vulnerabilidade em ambientes sociais. ✔️ Aumenta o risco de exploração, assédio e bullying. ✔️ Antecipação de comportamentos pode comprometer a formação da identidade. ✔️ Reforça padrões de beleza e consumo que não correspondem à realidade infantil. 📌 O papel da família e da sociedade No programa, as especialistas discutem como pais, educadores e a própria indústria da moda podem atuar para: Escolher roupas que respeitem a infância. Promover um ambiente saudável de expressão pessoal. Criar consciência crítica diante da publicidade e das pressões de consumo. Estimular valores duradouros em vez de tendências passageiras. ✨ Por que assistir? Este episódio do Estúdio Câmara é essencial para famílias, professores e profissionais que lidam com crianças e adolescentes. O debate mostra que a moda infantil pode – e deve – ser criativa, confortável e adequada à idade, sem abrir mão da identidade própria da criança. 👉 O Estúdio Câmara é o espaço da TV Câmara Campinas para refletir sobre temas sociais, culturais e comportamentais que impactam o dia a dia da população. 🔔 Inscreva-se no canal da TV Câmara Campinas, curta este vídeo e compartilhe. Nos comentários, responda: você acha que a moda infantil tem exagerado na adultização das roupas? Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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[Música] Olá, bom dia. Seja bem-vindo, seja bem-vinda. Estamos ao vivo aqui pela TV Câmara Campinas, estúdio Câmara no ar na manhã desta terça-feira, dia 26 de agosto. Como você está? Tudo bem por aqui? Tudo ótimo. E o tema desta manhã aqui no programa faz a gente pensar, será que a forma como a gente veste as nossas crianças pode antecipar etapas importantes da infância? A chamada adultização infantil tem se tornado cada vez mais comum e muitas vezes acontece de forma sutil. Hoje a gente vai tentar entender como é que a moda e a mídia e até as atitudes, né, da família influenciam esse processo e também quais são as consequências disso no desenvolvimento dos nossos pequenos. E você aí de casa pode mandar a sua mensagem, participa com a gente, nosso WhatsApp tá na sua tela 1997829377. Como que você veste a sua criança? Eh, o que você pensa sobre adultização? Pular etapas da infância tem consequências? Conversa conosco, daqui a pouquinho a gente começa a interagir com você. Nossa produção está aguardando a sua participação. Vamos com a informação aqui da cidade de Campinas. Uma informação bem interessante. Olha só. Matrículas para curso básico de mecânica automotiva do CPROCAMP serão abertas hoje na Unidade Centro. A qualificação é realizada em parceria com a Associação Brasileira de Reparos Automotivos, a Abra, e faz sucesso no primeiro semestre de 2025, né? Fez, aliás, perdão. As inscrições, gente, são presenciais por ordem de chegada até o preenchimento das vagas, tá? É necessário apresentar RG, CPF, comprovante de residência, também o comprovante de escolaridade. E tem que ser, ah, tá, tem que ter 18 anos ou mais, tá? ensino fundamental completo. O curso ele tem duração de 10 semanas e começa no dia 8 de setembro com aulas de segunda a sexta no período noturno. A programação inclui conteúdos eh teóricos e práticos como identificação de problemas, manutenção básica, cuidados com automóvel e ajustes periódicos. As aulas teóricas acontecem na unidade centro do CPROCAMP e as práticas em uma oficina na Avenida General Carneiro. Olha que legal, a escola oferece auxílio transporte para alunos que se enquadrem nos requisitos, tá bom? Então, tá certo. Um bom curso para você. Boa aula. Vamos com a previsão do tempo. Me parece que tá vindo uma chuva por aí. Hoje, terça-feira, 26 de agosto, sol aparece em alguns momentos, mas pode ocorrer chuva fraca a moderada de forma isolada, tá? A partir da tarde aqui na cidade de Campinas, mínima de 16, máxima de 29º. E olha, gente, temos aí uma atualização, tá? A passagem de um novo sistema meteorológico, conjuntos de fenômenos atmosféricos que influenciam o clima e o tempo pela costa do estado de São Paulo. Deve favorecer a formação de pancadas de chuva acompanhadas também de raios, rajadas de vento intenso e granizo em diversas regiões, incluindo Campinas, tá? Essa informação foi divulgada pela Defesa Civil do Estado em um boletim especial. De acordo com os dados, estão previstos acumulados de chuva moderada e a possibilidade de temporais, porém de curta duração. Esse fenômeno eh pode provocar alaramentos, enchurradas e transtornos no trânsito. Então, fique atento, combinado? Vamos lá, então. Vamos falar sobre o nosso tema e vamos apresentar a nossa convidada que já está com a gente aqui no estúdio. Gente, seguinte, olha, vivenciar plenamente a infância é essencial para a formação das crianças. Tá, mas cada vez mais nós vemos meninos e meninas usando roupas e acessórios que remetem ao mundo adulto, né? Essa tendência muitas vezes estimulada por marcas e influenciadores levanta uma questão. Isso pode ser afetar a autoestima, o desenvolvimento psicológico e até a forma como que a criança vê a sua própria imagem, a sua própria infância. Bom, para essa conversa eu recebo aqui no estúdio a nossa psicóloga, ela é especialista em família, a Joyce Evelyn. Seja muito bem-vinda, obrigada pela sua participação. Bom dia. Obrigada, Lúbia. Bom dia. Bom dia a todos. É um prazer estar aqui de volta. Maravilha. Seja muito bem-vinda. Nós vamos então falar sobre essa questão da adultização, gente, porque olha só, vamos lá. Nos últimos dias, o tema, né, dessa adultização infantil ganhou notoriedade nas redes sociais após a denúncia do influenciador Felka, que expôs práticas preocupantes de exploração de crianças e adolescentes no ambiente digital. No vídeo que já passa quase 30 milhões de visualizações, ele denuncia a prática de alguns influenciadores digitais que exploram crianças e adolescentes para gerar conteúdo com alto potencial de engajamento. E hoje nós vamos falar sobre a adultização, mas uma adultização que começa lá na da forma com que você trata a sua criança, né? Afinal, Joyce, o que que é essa adultização infantil e quais são as suas consequências? Qual que é a avaliação da psicologia referente à adultização infantil? Isso que a gente tá vendo aí todos os dias eh nos noticiários. Então, a adotização, eu gosto de definir ela assim, vamos pensar, por exemplo, numa musculação, né? cada um, eh, quando a gente tá lá na musculação, a gente tem uma certa quantidade de peso para fazer o exercício. E se a gente coloca um peso maior do que o nosso corpo eh pode ali fazer o exercício, vai gerar lesões. do ponto de vista psicológico, trazendo aqui pro nosso tema da adotização, é uma carga ali de tarefas, de ações muito maior, né, um peso muito maior do que a criança tem capacidade emocional, eh, tem estrutura cerebral de suportar. Então, é como se a gente colocasse um peso a mais aí para essa criança que ela ainda não tem condições psicológicas, né, de de lidar com aquilo. Isso é a adotização, uma carga maior do que aquele ser humano pode eh lidar. Agora você imagina, né, eh, é muito importante a sua importante a sua fala quando você diz uma carga maior do que aquele ser humano pode suportar. E a gente tá falando de um ser humaninho, a gente tá falando de uma criança, né? Uma criança tão pequena, uma criança que depende eh dos nossos cuidados, da nossa da educação que a gente vai repassar para ela. E aí às vezes, na maioria das vezes, eu quero dizer assim, eh quando a gente fala de família, né? Eh, meio que sem querer, a mãe acaba eh se empolgando por conta da moda, né? A indústria da moda, a moda que dita a vida, o movimento, né? Eh, e a gente vê aquelas crianças que são vestidas de uma forma totalmente errônea. Por quê? Porque, gente, a criança eh a criança ela precisa ser vestida com, vamos lá, um tecido confortável, uma roupa fácil de manusear, porque criança é criança, então a criança vai lá, ela vai se sujar. De repente a mãe tá em um ambiente que precisa fazer a troca rápida dessa criança. Então, a gente tem que carregar a roupa da criança em uma outra mochila, né? tem que ter peças para fazer a troca. E geralmente a roupa de criança ela é com tecido maleável e a peça ela é feita de uma forma que a gente consiga ter rapidez na hora de fazer a troca dessa rua, né? Agora você imagina uma criança, eh, vamos lá, uma menina, né, com um shortinho, um cinto e aí ela tá com o cabelo todo cheio de adereços, uma blusinha que não é aquela camiseta de malha que você tira rápido para poder ajustar sua criança. Se isso é um peso maior do que essa criança pode suportar, por que que a gente teima em continuar com essa situação? Será que é a moda? Será que essa questão eh da influência? Será que a questão de eu querer parecer com o outro, eu fazer a comparação com o outro, porque o outro fez, eu vou fazer porque é bonitinho, sem parar para pensar no que isso pode trazer de consequência? É o que está em jogo, Jo? Sim, exatamente. Eu penso assim, as pessoas falam: "Ah, é tão bonitinho, né, vestir o meu filho assim, eh, com esse cinto, vestir a minha filha com esse monte de adereços, eu vou colocar e a gente faz essa projeção na criança, né? Eu quero que el que ela fique assim, bonita, na moda, ah, tá assim, essa é a tendência, vou colocar no meu filho." A gente faz essa projeção. É natural dos pais fazer essa projeção na criança sem pensar nas consequências. Às vezes não tem a maldade ali, né? como a gente tá vendo aí no caso que tá na mídia, mas eh sem querer você tá eh deixando essa criança adutizada, como você falou, a criança ela precisa dessa roupa mais eh maleável, mais confortável, porque ela precisa ter espaço para ser criança. Então ela precisa correr, ela precisa fazer, né, todas aquelas coisas que criança faz e a roupa ela vai ajudar nisso. Então, quando a gente adultiza, né, coloca aquela roupa mais eh formal, cheia de de detalhes, a gente acaba meio que podando essa liberdade da criança de ser criança. E isso é muito importante, porque nessa fase da infância, o cérebro ele tá fazendo várias conexões, então que vai reverberar, vai ter lá o seu impacto na vida adulta desse ser humaninho que vai se tornar um adulto no futuro, né? Então ele precisa desse desenvolvimento, ele precisa vivenciar essa infância. É um movimento que muitas vezes é podado sem que os pais percebam que eles estão fazendo essa poda. Eu quero deixar muito bem claro, porque eu sou mãe também e já tive vontade na época de vestir a minha filha. Poxa, você passa nas lojas, ô gente, a moda ela é complicada. Você passa nas lojas, você vê cada roupinha linda de criança, né? Mas também você vê a roupinha de uma criança que já vai partindo aí pra adultização, que é roupinha de nós pais falamos mocinha, né? Mas quem disse que ela é mocinha, não é? E a questão da roupa, eh, como a Joyce falou, a criança ela precisa de movimento, né? E a gente adulto sabe que tem roupas que nós usamos e que não nos permite tanto movimento assim, né? E agora vamos lá. Falamos da questão dos pais, de vestir as roupas nas crianças, mesmo sem a intenção. Falamos da roupa da criança que precisa ser maleável, né? Porque a criança precisa de movimento e também de trocas rápidas, de repente, dependendo da situação. E a gente precisa ter essa essa a a rapidez, a agilidade. Agora, a gente fala das roupas que, infelizmente, ã, trazem traços de sensualização. Do ponto de vista psicológico, qu psicológico, quais são os riscos de vestir crianças com esse esse tipo de roupa que traz um traço de sensualização ou até reproduzem um universo adulto. Um exemplo, né? Ah, vamos lá. A mulher tem um vestido tubinho preto. Você imaginou uma criança com vestido tubinho preto? Não é bom? Eh, eu vejo assim, hoje nós estamos num num mundo de influencers, né? E as crianças, vamos pensar aí, crianças de mais de 6 anos, de 6 a 10, 12 anos, eles são muito influenciados por esses influencers, por cantores, cantoras. Então, tudo que esses cantores vão vestir, eles vão querer vestir também. Hum. E quando a gente pensa em sensualização, a gente tá expondo um corpo que ainda não está preparado, né, fisicamente e emocionalmente falando, essa sensualização precoce causa traumas lá na frente, né? Eh, existe uma frase que agora eu não me lembro o autor, mas ele fala assim que a infância é o chão que a gente pisa a vida toda. Olha isso. Então, vamos pensar que eh essa sensualização antecipada na vida dessa criança vai ter o seu impacto lá na vida adulta. Então, é a exposição desse corpo, eh, que aí fere também artigos aí de direitos das crianças. E e eu penso assim que é uma coisa de de imitação mesmo, de influência. Eh, as pessoas não pensam muito nas consequências, elas simplesmente vão reproduzindo porque tem ali um um influencer que tá fazendo, então eu vou reproduzir. Tem as músicas também que influenciam muito esse comportamento sensualizado e quando a gente vê as nossas crianças estão ali só reproduzindo e sem parar para pensar na consequência disso lá na frente. Então, olha só, nós estamos falando de adultização, mas você percebe que nós começamos lá do início, sem querer ser redundante, a gente começou do começo. Por quê? Porque o que explodiu eh na mídia foi a adultização, o a questão do Felca, né, que denunciou e tal, mas a gente já viu, nós percebemos o quê? uma criança já numa outra fase, não uma fase lá de de seus 3 4 anos, mas já numa fase acho que tem quê 14, não vai fazer 18, né? A menina que que é a é uma das pessoas que é está sendo muito falada nessa nessa questão aí e ela vai fazer 18 anos e ela já está fazendo 18 anos. Então o que que ela passou? Como que aconteceu para ela chegar a essa situação? Então, tem a questão da roupa, né, da vestimenta, tem a questão da música e a música leva o quê? A dança. Então, a gente precisa eh se atentar porque é bonitinho, tá? Você vamos vamos ser realista aqui, tá? Tem um bebê de fralda na sua frente, tá? família reunida, a criança tá aqui brincando com aquela energia toda, aquela inocência maravilhosa. De repente começa a tocar uma música, a criança começa a se mexer, a dançar, gente na inocência, com a fraldinha, vira para lá, vira para cá. De repente um adulto vai lá e faz um vídeo daquela criança na inocência da criança e também na quero, eu quero entender que é também na inocência do adulto. E joga esse vídeo na rede social. A minha visão é, ah, que gracinha, né? Mas será que quem está lá do outro lado vendo isso também vai ver essa gracinha inocente que a gente vê, né? O vídeo do Felka trouxe a tona uma urgência de uma regulação mais rigorosa das plataformas digitais. Quando a gente fala de plataformas digitais, é isso que eu acabei de falar, de jogar na rede social ali, a gente não tem mais controle, não sabe o que vai acontecer no Brasil. O Supremo Tribunal Federal, ele reconheceu a inconstitucionalidade parcial do artigo 19 do marco civil da internet 2025, ampliando as possibilidades de remoção de conteúdos prejudiciais. Gente, agora o Senado deve votar nesta semana o projeto de lei que combate a chamada adultização de crianças e adolescentes. O texto prevê que as redes sociais devam adotar uma espécie de dever de cuidado em relação a menores de idade, impondo uma série de medidas de proteção e responsabilizando as empresas que não cumprirem essas obrigações. Ainda segundo o texto do projeto, os pais devem ter acesso a mecanismos de controle para que possam impedir a visibilidade de determinados conteúdos, além de limitar a comunicação direta entre adultos e menores e restringir o tempo de uso. Para isso, o projeto permite a criação de contas por crianças, desde que estejam vinculadas a contas ou perfil ou perfis dos responsáveis legais. Muito bem, que bom. meu ponto de vista referente a projetos, a gente precisa, infelizmente, de leis e de rigores para que algo que fosse que tem que ser natural e que tem que é que é de nosso entendimento, que precisa ser de nosso entendimento, esse algo precisa ser eh eh ter um cumprimento. A lei está aí, quantos projetos de lei tem tramitando agora? Por quê? Porque o Felca foi lá e denunciou. Mas pera aí, nós estamos em 2025, a internet foi criada há quantos anos? quanto tempo está acontecendo esse tipo de situação e a gente não vê e ninguém fala nada. E aí vem o projeto de lei. Que bom se todos os projetos de lei referente a essa questão da adultização sejam aprovados. Mas será que a gente, por que que a gente precisa de lei para poder fazer algo que é tão natural, que é não expor, que é não adultizar? que é não sexualizar, gente, são crianças. Como que você avalia, Joia, se esse o impacto desse projeto de lei na proteção real das crianças no ambiente digital? Você acredita que essas medidas determinadas pela lei ou pelas leis que possam vir ser aprovadas, elas realmente serão suficientes paraa gente eliminar essa adultização que ainda bem que foi vista. por muitos olhos, né? Não só os olhos obscuros da rede. Ainda bem. Sim. E eu penso que realmente é isso que você falou, é uma coisa tão básica, né? É um direito da criança ser protegida. E nós como adultos, precisamos garantir esse direito de proteção justamente para que essa infância ela possa ser saudável, né? Eu penso que sim, é muito benéfico essa lei. Eh, mas é aquela coisa da teoria e prática, sabe? Acho que nós precisamos de muita conscientização ainda. Esses vídeos que estão em alta na mídia foram bons. Eh, mas eu penso que tem muitos que não foram paraa mídia e estão acontecendo, que ainda estão ainda debaixo do tapete, crianças sendo expostas ainda. Então, uma conscientização maior dos adultos de que eles precisam sim eh proteger a infância é válida sim a lei. Concordo. Porém, precisa, esse assunto precisa estar na mídia muito, muitas vezes, porque eh temos essa questão da teoria e prática na lei, né? A lei é linda, mas a prática dela a prática, porque assim, se você for parar para pensar e analisar, nós temos uma lei, uma não, várias lei e projetos, né, de lei e que vão ser aprovados com toda certeza. Que bom isso acontecer, porque a partir do momento que é aprovada uma lei e essa lei é descumprida, a pessoa ela vai ter as consequências. Maravilha. Agora, os pais precisam de passar por um reset, né? Eles precisam ã aprender novamente a lidar com seus filhos, entender que a infância é leve, que é brincadeira e que a rede social é algo que não tem conexão com a infância, porque se a gente conectar, infelizmente, a gente vai quebrar a infância. Sim, nós temos infeliz tudo isso aconteceu por quê? Porque essas imagens podem ser vendidas, porque tem gente que gosta, infelizmente, de ver esse tipo de imagem de uma criança com uma roupa de adulto, eh, uma criança dançando uma música na inocência, nossos olhos vê inocência, mas, infelizmente tem pessoas que são psicopatas e que elas não vê, elas não têm essa inocência. E a gente precisa falar isso. Eu acho que falta esse colocar tudo no seu devido lugar. OK. Ah, vai chocar esse assunto, Rub estúdio Câmara, você tá falando desse jeito. Não, eu tô falando com indignação porque é isso que eu estou sentindo. E a gente precisa ensinar os pais nos ensinar. Nós temos que nos reconectar novamente de uma forma com que a gente veja a rede social na forma que realmente ela é. Com certeza. Eu penso que essa educação precisa começar em casa, né, com os pais. Então, esses pais precisam ter esse controle maior das redes sociais dos seus filhos, né? Precisa estar de olho ali, não pode deixar solto, porque a criança ela tá nesse desenvolvimento e ela vai ser influenciada. Estamos numa era em que os influencers eles têm um peso muito grande aí na construção de identidade das nossas crianças. Elas se inspiram, elas querem imitar. Então vamos falar da base, né, da família. Os pais fiquem de olho no que seus filhos estão vendo, no que seus filhos estão reproduzindo. A escola é um campo muito fértil de influência, então um amiguinho vai mostrar e aí eu vou fazer também. Então vamos vamos focar então na base ali da família dessa criança. Fiquem de olho, fiscalizem. Nós temos esse dever de proteger a infância. É verdade. Quando a gente fala em proteger a infância, Joice, a gente pular etapas da infância da criança com a adultização, por exemplo, traz uma consequência na criação desse ser em formação? Sim, traz. H, a gente fala bastante da primeira infância, né, que na primeira infância ali do zero aos 6 anos, existem muitas conexões cerebrais que acontecem ali, que nós temos até hoje com 20, 30, 40 anos. Então, a criança que que ela precisa muito para se desenvolver bem limites, né? Direcionamento, liberdade para ser criança. Então, a brincadeira, a criança aprende pela brincadeira. que a criança ela é uma esponja, ela vai aprender o que ela tá vendo. Por isso que a gente tá reforçando muito a questão da influência da das mídias, porque é o que a criança vê, ela reproduz. Exato, né? A liberdade de brincar também. E a consequência disso é um adulto inseguro, um adulto que teve ali uma responsabilidade maior, um peso maior do que ele tava preparado para carregar. Então, tem os transtornos psicológicos que a gente já conhece, né? A depressão, a ansiedade, eh impactos ali na autoestima, na no caráter dessa criança. Então, tudo isso influencia muito bem. Agora, além da roupa, né, a adottização, ela pode aparecer no comportamento, como você falou. Sim. Quando a criança ela assume eh responsabilidades ou atitudes que não cabem à sua idade, como é que os pais podem identificar isso? Porque veja bem, ah, uma criança que ela é adultizada, ela vai assumir essa adultização, porque ela não tem discernimento do que é certo ou errado. E aí, se tá sendo ensinado para ela e mostrando que aquele é o comportamento que ela deve seguir, ela vai seguir, né? Então, eh, quando aí a criança ela vai assumir isso para ela. Então, como é que os pais podem identificar isso? Qual que é que é a linha de de raciocínio da psicologia pra gente eh começar aqui a colocar tudo no seu devido lugar, né? Infância, infância, adolescência e adolescência e adulto é adulto. E a criança ela precisa passar por essa fase. Como é que o pai identifica e percebe que ele tá adultizando sem eh ter a intenção de adultizar? Sim. Então eu penso assim, eh, a psicologia fala, eh, quando você, eh, transmite ali, eh, transfere paraa criança uma responsabilidade maior, né, às vezes, deixando muito claro, às vezes o pai não faz isso por maldade, tá, gente? Às vezes é é a a dinâmica familiar, então, ah, você vai ficar responsável pelo seu irmão, uma criança cuidando da outra. a gente vê muito isso na clínica, casos assim, ah, eu tive que ser eh maior ali, eh, cuidar do meu irmão, minha mãe deu essa responsabilidade para mim, então eu tive que que trabalhar, tive que suprir algumas coisas em casa e não foi por mal, né, deixando isso muito claro. Mas de certa forma você antecipou uma responsabilidade grande para uma criança que tem tinha que ter aquele espaço ali de brincadeira, de ser criança, de errar. Então, os pais vigiar nisso de eh essa responsabilidade que eu tô dando pro meu filho, será que não é demais pra idade dele, né? Conforme a criança vai crescendo, ela vai tendo potencial de aumentar as responsabilidades dela. Mas, ah, o meu filho tem x idade, será que não é muito para ele isso? Será que eu eu posso dar essa tarefa para ele, mas por pouco tempo, não deixar ele o dia inteiro, né? Então, vigiar nisso, no que eh fazer, o que deixar essa criança fazer, se não é muito, né? É verdade, porque a criança ela vai absorver, né? A criança vem pra gente, é um serzinho que nasce e a gente molda, né, da forma que a gente quer. Então a gente precisa assim eh trazer essa responsabilidade pra gente, né? que a gente precisa mesmo. E e deixar bem claro aqui que quando a gente fala dos pais, gente, eh, eu já falei, né, antes e vou repetir novamente, não me interpretem mal, eu sou mãe e eu tive vontade também, eu vi também e a questão da moda influencia muito. É por isso que a gente vai conversar agora com a estilista, né, ela tá pelo Zoom. Ela é a Ana Madrid, a gente conseguiu conexão com ela. Que bom que nós conseguimos. Ana, você me ouve. Seja muito bem-vinda. Bom dia. Bom dia, Rub. Tudo bom? Desculpe essa complicação da internet aqui. Tudo bem com vocês? Tudo ótimo. Fica tranquila. Eu tô feliz em poder receber você aqui para você trazer a sua fala, o seu posicionamento, né, o seu ponto de vista referente ao tema do nosso programa hoje, que é adultização. Ana, nós estamos aqui com a Joice, ela é psicóloga, está expondo aqui o lado psicológico dessa adultização. E você como trabalha com moda, eu gostaria de te perguntar se essa adultização precoce, ela pode ter impactos na autoestima da criança. essa adultização eh precoce que a gente tá vendo acontecer e que é tema e todos os noticiários na internet, enfim, ela tem a ver como eh da forma como a criança se veste, qual que é a sua avaliação diante do mundo da moda para essa questão da adultização, que é um tema bem polêmico e que está sendo falado nos últimos dias. Sim. Eh, bom dia também para Jorge. Eh, então, eh, o que que poderia já de cara comentar? A gente tá passando por um momento que já não é de hoje, né? Ao longo da história, a criança teve, vamos falar assim, três momentos marcantes. Na idade média não era identificado o papel da criança. A criança era uma extensão, uma miniatura do adulto. Quando a gente vem pra modernidade e começa a os primeiros estudos sobre o que é o crianço, através do filósofo ros lá no século X7, a começa já uma mudança, porque a gente sai de uma criança que é um adulto em miniatura, começa a se pensar desde o estudo, desde da alimentação, desde a parte da saúde e também do vestuário. E é ali que a gente desprende um pouco a figura da criança baseada nessa miniaturização do adulto que começa a se pensar numa roupa própria pra criança, né? tanto na modelagem, tanto nos tecidos e até nas cores. Então esse é o momento. Quando a gente vem para agora paraa contemporaneidade, até nesse meio tempo assim do do da década de 50, 60, quando veio o início da TV, que as crianças ficavam em casa e era muito influenciada pela televisão, aí o mercado cai muito em cima para fazer criar ali um novo consumidor. E nesse momento também que a maior parte das mulheres começa a trabalhar fora de casa, né? Então a gente vê um momento que a televisão acaba influenciando muito no comportamento da criança e lógico visando consumo. Então a gente tem esses três momentos aí chegando próximo agora da da totalidade que a gente tá vivendo. Eh, não só apenas adultizando a criança, mas também passando das daidade, né, que é o mais preocupante. E tem alguns estudos que falam o seguinte, dados do comportamento muito dos pais iguais à dele, quase que querendo ser uma extensão dele que ele chama assim eh a criança por quase que um acessório do adulto. Ele deve ter representado nessa criança o seu próprio eu. E por outro lado também quando o pai se veste gostosa até hoje v temas de aniversário dos adultos muito parec significa uma infantilização da adulto também. Então, a gente tem os dois lados de estudo trabal eh sendo discutido atualidade comentou eh é que o seguinte, quando a gente também se adivan, a gente também tem que se eh o áudio da Ana não está muito bom, a gente tá conectado na internet ao vivo, é assim mesmo, né? E infelizmente acho que a gente, nós vamos tentar de novo conexão com a Ana, o áudio tá cortado, mas o que ela colocou aqui, a gente conseguiu pegar algo assim muito bom. Ana, você é maravilhosa. Obrigada, tá, pela tentativa da participação. A gente sabe que às vezes são coisas que não dependem de nós, nem dependem nem dependem da Ana. É a questão mesmo da conexão da internet que tá com uma falha, né? Aí a gente eh sem o áudio dela a gente não consegue desenvolver aqui. A produção vai tentar novamente contato. Ah, olha aí, a Ana falou aqui pra nossa direção que está com estabilidade de internet na região dela. Então a gente não vai conseguir falar com a Ana, mas ela já trouxe assim uma contribuição maravilhosa, mesmo picotando a internet. Valeu, Ana, porque Joy, se você viu o que ela disse, né, é, é aquele negócio que nós falamos lá do início, a adultização ela não vem de agora, ela vem lá de trás. Você viu quando ela disse que a as crianças, quando veio a televisão, as crianças foram pra televisão e aí as mulheres começaram a trabalhar. Então, a criança ficou na frente da televisão e aí o que que aconteceu nesse mercado, né? o mercado começou a a publicidade em cima daquela criança que passava eh meio-dia assistindo a televisão ali com desenhos, com mensagens subliminares e que aí iam cada vez mais captando, né, a a ideia, a a vontade, puxando isso dessa criança. Então, a gente percebe que nós estamos falando de uma coisa que explodiu agora, mas que vem de uma longa data. Ontem aqui no programa, Jo, só pra gente eh pontuar, nós falamos sobre a publicidade infantil, que hoje ela é proibida no Brasil, mas proibida na TV. Agora, na internet a gente não consegue, a gente não consegue limitar. E a publicidade infantil, ela também tem muito a ver com esse tema que a gente tá falando hoje e tudo a ver com o que a Ana trouxe pra gente. Então é algo que, infelizmente não é de hoje que tá acontecendo. a gente precisa estar atento, mas agora a gente tem que se atentar também à questão da saúde mental dessa criança e dessa família, porque a partir do momento que algo é exposto, como é que vai fazer para poder ter a dimensão de onde foi parar aquela imagem? Sim. Eh, eh, a gente perde o controle, né? Essa essa é a questão da internet. se perde o controle, aonde vai parar esses vídeos, essas imagens e principalmente do ponto de vista emocional, a exposição deste ser humano, desta criança, né? A exposição de sua intimidade, exposição da sua inocência. Isso é muito, muito sério mesmo, gente. Exatamente. Ela tá aqui novamente. Vamos ver, então. Vamos, vamos ver. Anácia tá aí de novo. Ai, que bom. Eu tava falando aqui que assim e você falou que tá com estabilidade na internet aí na sua região, mas a sua a contribuição a que você trouxe aqui foi maravilhosa. Eh, foi tudo que nós falamos, você veio e deu o seu contraponto. Excelente. Agora eu quero te perguntar do ponto de vista do mercado, eh, da moda, né, que é com o que você trabalha, eh, como que as grifes, enfim, t explorado esse universo infantil e quais os cuidados que você avalia que devam e eh ter para que não ultrapasse os limites, porque a gente sabe que o público, principalmente o público mãe, né, a gente a gente se apaixona pelo que a gente vê nas vitrines e às vezes na inocência a gente acaba levando para casa e adultizando a nossa criança sem ter noção do que nós estamos fazendo, né? Então, eh do seu ponto de vista, como que o mercado eh eh da confecção, da moda, ele ele precisa hã abordar essa essa situação a partir de agora ou não tem isso? Como como que funciona? Não. Eh, o seguinte, a gente tá passando por um momento onde a internet tem uma voz muitativa, né? Uhum. Eh, isso influencia muito também na própria produção da roupa infantil, como de outros cenários, né? Perfeito. Que que a gente tem que pensar? Eu comento assim, quando a gente trabalha com empresas grandes, a gente tem uma pesquisa mais apurada de um desenvolvimento de produto. O que que eu quero dizer com isso? a gente se baseia em pesquisa de pendente, não apenas de moda, mas de comportamento e do próprio desenvolvimento cognitivo da criança. Então a gente quando cria um produto, pode ser um calçado, um brinquedo, uma roupa, tem critérios para ser seguido, né? A gente tem que pensar na modelagem, na ergonomia, na qualidade dos materiais que você falou um pouco atrás. Eh, um exemplo, eu não posso fazer algo com a criança 100% de um de um tecido sintético. Eu tenho que me preocupar com com tecidos que seja também confortáveis para criança, com eh partes da peça que dê segurança paraa criança. Não posso colocar acessórios que a criança, principalmente os bebezinhos, né, que pode ter prejuízos com engolir, colocar na mão e aí e colocar na boca e assim por diante. Então eu tenho que ver que as empresas que tm maior cuidado cuidam de ir atrás de uma pesquisa de moda. Um exemplo, tem grandes empresas que são promotoras de tendência de modo, como a WGSN. Ela faz uma pesquisa de comportamento não apenas só da parte estética da roupa, ela tem que ver toda essa parte da ergonomia da de matériapra sendo usada e do que a criança em cada faixa etária tem de desenvolvimento. O que que a gente precisa ter nessa criança? a gente tem que trabalhar com a criatividade, com a imaginação, com o lúdico, né? E por outro lado, quando a internet começa a ditar muito eh o que tá acontecendo, a internet tem um lado bom de ser democrático, tem, mas por outro lado, quantas falas surgem no meio do caminho que às vezes tem preparo para poder falar de um determinado assunto. E isso influencia muito também no consumo, no impacto. Por quê? A maior parte das empresas, lógico, acho que eu posso até falar todo, visa o consumo, ele é dinheiro e a gente tem que ter um critério para saber o que que eu tô colocando nesse mercado. Vai muito também da é da empresa, né? Exatamente, né? Vai também da ética da empresa. E é o que nós falávamos aqui mesmo, a questão da internet, dessa influência. A gente sabe que a publicidade infantil ela é proibida aqui no Brasil, né? Mas na internet não tem, quase não tem muito essa regulação. E aí acaba chegando sim eh paraas crianças e as mães, os pais, às vezes na inocência, porque a gente gosta, quer ter o filho bem vestido e de repente tá na moda, ah, que bonitinho, ah, que legal, eu vou comprar, né? E aí acaba, infelizmente, eh eh publicando isso. E aí nós temos o lado obscuro da internet que acaba eh levando as situações que nós estamos vendo hoje. Eh, que bom que veio à tona, né, tudo isso, mas a gente precisa se atentar. Qual é a dica que você deixa, Ana, para os pais, né, principalmente para as mães. A gente fala os pais, mas é a mãe, a mãe, a mãe, ela gosta de ver a criança eh bem arrumada, né? Então, qual a dica que você deixa na hora eh que essa mãe for fazer uma compra de uma roupa especial para um filho, uma menina, um menino, enfim? Eh, o que que a gente deve se atentar pra gente não cair nessa armadilha, sabe, de adultizar a nossa criança, colocar roupa na criança que realmente foi feita para a criança. Eh, e além disso que você falou, me preocupou muito com o seguinte, não só adultizar como sensualizar, né? Então, muitas marcas fazem, sabe aquele termo que fala mamãe e bebê, mamãe e filhinha? Isso é maior roupa, né? É bonitos porque a maior parte das mulheres porque é o seguinte, ela se vê aquilo. Então a gente tem que tomar cuidado porque a gente tá pulando etapas do desenvolvimento da criança. Cada etapa do desenvolvimento você tem um um universo para ser explorado. E como eu comentei ali atrás no sexual cortou, a roupa é uma extensão da nossa personalidade. Eu me comunico através da roupa, né? Então a roupa é importante sim, né? Eu tenho eh feito um estudo também falando da sustentabilidade namoro infantil, que é com essa intenção. Se a gente hoje tá tendo problema nos pais que são os compradores, a gente também tem que começar a educar criança já desde cedo. Então num estudo que eu tô comentando ali de sustentabilidade na amor, a gente fala já de colocar ali num tagzinho que vai numa camiseta, um desenho de uma forma lúdica para poder já incentivar a própria criança a entender o que que é o tecido sustentado, né? e alertar os pais também. Olha como é importante mostrar isso para criança, porque às vezes a gente se engana com o mercado querendo ser tão atrativo e conquistar tanto e quando usa a criança na imagem acaba mexendo com o nosso emocional e a gente vai entrando a onda pro próprio mercado quer que a gente entra para consumir. Então a gente tem que tomar muito cuidado. Tecidos, modelagens muito erotizados, muito centralizados. O tecido tem que ser de algodão. A modelagem tem que respeitar o desenvolvimento da criança, deixar ela ter liberdade de movimento, como a gente fala, poder brincar com segurança, poder seolocomover com segurança. Outra coisa, calçados com salto são muito complicados e fica tá mexendo também numa fase de desenvolvimento, achando bonitinho um calçado sal que não é próprio para criança. Já são detalhes, né, que eu também vejo na segurança, num exemplo, numa peça que usa bordado com pedrarias, plantejola. Será que isso no avesso não tá machucando a pele da criança? Então a gente tem que ver todos esses detalhes, eh, se preocupar com isso. A criança vai ter a idade adulta dela, a gente não precisa antecipar, tudo tem seu tempo e deixar a criança que ser criança. Então, eu sempre acredito isso nisso. A gente tem que respeitar as fases de desenvolvimento para também a criança não perder essa fase da infância que é tão bonita, né? Maravilhosa, Ana. Nossa, que contribuição magnífica, né? E vem de encontro com tudo que a gente tá falando, né, Jo? É muito bom deixar a criança realmente ser criança, né? Criança sempre. Esse é o nosso dever enquanto adultos. É, gente, olha, eh, moda, né? Uma moda infantil que respeite, que respeite o tempo da nossa criança e que deixe a nossa criança ser criança. E aí quando a Ana traz aquela questão tal pai, tal filho, tal mãe, tal filha, é tudo tão bonitinho, né? Mas a gente precisa estar atento porque tem os reflexos de longo prazo nesse processo da adultização. E como a Joyce falou, esse e eh isso pode acabar eh dando um reflexo na vida adulta. A lá na frente você pode achar que não agora, mas lá na frente a gente vai parar para analisar o que aconteceu na infância, né? Então nós precisamos estar atentos a isso, não é? Sim. O prejuízo maior, deixando bem claro pro pessoal, é na construção da personalidade, do caráter dessa criança. O impacto é diretamente nessa área, porque a gente tá eh trazendo esse peso pro desenvolvimento, como a Ana falou, cada fase do da criança tem ali a as suas coisas a explorar. Então, se a gente põe uma carga maior, a gente tá o quê? atrapalhando toda ali a sequência, né, que tem que acontecer do ponto de vista psicológico também. Então, vai ter o seu impacto no na personalidade dessa criança. Muito bem. Olha só, estamos aqui com uma especialista em moda, né, uma estilista, a Ana falando com a gente. Que bom que você tá aqui, conseguiu a Joice, nossa psicóloga e os nossos telespectadores mandando pra gente algumas perguntas, né? Eh, nós vamos entregar hoje 5 para as 9, porque nós temos audiência pública no plenário da Câmara, inclusive você é convidado a participar, tá? Audiência pública hoje a partir das 9 da manhã, a gente vai transmitir ao vivo aqui pela TV Câmara Campinas, também no canal do YouTube TV Câmara Campinas, tá? E você pode participar lá na no plenário da Câmara. Se você nunca foi, pode ter certeza que você vai ser muito bem recebido, tá? A entrada fica na Avenida Engenheiro Roberto Mes, número 99, lá no bairro Ponte Preta. É só chegar. Você é convidado todo especial. Então hoje às 9 da manhã nós temos audiência pública no plenário José Maria Matozinho, tá certo? Então a gente entrega o programa hoje 5 para as 9. Agora 8:48. Acredito que dê tempo pra gente responder aí, produção, umas três, quatro perguntas, tá? Hoje a gente fala de adultização infantil e a gente pergunta se pode começar pela roupa e como a Ana trouxe e também a Joyce, essa questão vem de longa data, mas de muito longe. Tem toda uma história, né? História essa que nós já deveríamos ter desvendado e não ter deixado acontecer o que a gente tá vendo acontecer. Mas sempre é bom, sempre há tempo da gente ajustar, né? puar, falar para aí, pera lá e vamos ajustar isso aqui, não é por esse lado. E aí a gente consegue, se todo mundo fizer a sua parte, eu fico muito feliz que a gente tem oportunidade aqui de estar falando sobre isso no estúdio Câmara. Pergunta na tela. Produção, bora, bora que bora. Vamos responder aí os nossos telespectadores. Vamos ver quem tá com a gente. Vamos lá. Pode mandar. Vamos ver. A Marina Lopes do Campus Elísios. H, na modo infantil, qual é a linha tênue entre criatividade, estilo divertido e exagero, que acaba transmitindo sexualização e eh sexualização precoce? Desculpa. Marina Lopes, bom dia, obrigada pela sua participação. Vamos lá, Ana, você consegue responder a Marina pra gente, por favor? Então, eh, Rúbia, quando a gente fala essa linha tên, a gente tem que ver os elementos de urbanismo na roupa da criança, tomar cuidado com modelagem de específ. Por exemplo, uma criança não precisa usar uma roupa totalmente um vestido. Vamos pegar um exemplo. Uma criança de 8 anos não é legal um vestido de laicra que marca totalmente o corpo ou que tem decotes, um falsado, como eu disse, com salto, né? o que mensagem que tá sendo estampada naquela roupa. Então, a mãe ela sabe quais são esses detalhes. Então, ela que tá de olho nisso porque, como eu disse antes, a roupa da criança tem que transmitir conforto, praticidade, né, segurança e ao mesmo tempo elementos do universo infantil, né, pra gente entender que ali tá contando uma história e que que elementos eu tô vendo nessa história aí a mãe tem que ter esse discernimento para poder saber o que ela vai escolher e não cair nas piladas do mercado, né? Maravilhosa, Ana. Obrigada. Valeu, Marina. Vamos lá, mais uma na tela. Tatiane Moura do Jardim Chapadão. Quais sinais os pais devem observar para perceber que a cobrança estética ou do comportamento já estão passando dos limites saudáveis? Joy, então aí eu volto na tecla mídia, né? Eh, como as nossas crianças estão bem ligadas hoje nos influencers, nas redes sociais, pais, fiquem atentos, coloquem limites, limites de tempo de uso. Eu acho que esse é o sinal principal. Se você vê que seu filho tá muito, tá querendo fazer muito das coisas da moda, da tendência, dos influencers, é um sinal vermelho aí para você dar aquele limite e falar: "Não, filho, esse aqui é o caminho, deixa eu te mostrar, porque esse esse é o é a tendência nossa do momento, né, as redes sociais". Então, para mim, na minha visão, esse é o sinal. maravilhosa. Ai gente, que papo bom, que papo gostoso, importante, porque a gente tem mecanismo para sair, né? Mecanismos para sair dessa celuma que tá acontecendo. Então é só a gente se juntar e um um fala um pouco, uma expertise daqui, outra dali, a gente consegue. Eu espero que dê tudo certo. Agora 8:52 a gente precisa entregar porque o pessoal do plenário tá chamando. Então quero agradecer eh a sua participação, viu? Muito obrigada, Joice, mais uma vez, gratidão, tá? Obada, muito obrigada pela oportunidade. Maravilha. E você, Ana, obrigada, viu? Obrigada por trazer aí a sua visão, uma visão diferenciada, né? Porque você trabalha com a moda. Muito obrigada. rapidinho com a fala da Joice, porque ela colocou um ponto bastante importante da internet, tomar cuidado muito com os artistas, porque eles fazem a aparência do visual muito para adulto e as crianças acham bonito, querem copiar. Então, os pais também tem que ficar atentos a isso. E obrigada mais uma vez pela oportunidade, viu? maravilhosas vocês hoje. Obrigada por compartilhar com a gente os conhecimento. E a gente vai encerrando por aqui. Lembrando que a gente precisa respeitar cada fase, né, das nossas crianças no Sim. Opa, tem mais uma. Ah, então tá bom. Enquanto isso, ah, uma mensagem para mim. Ah, obrigada. Obrigada, turma. Ah, que lindo. Obrigada. Olha aí, ó. Ah, obrigada. Ol, hoje é meu aniversário, gente. É verdade. 26 de agosto. Então, todo carinho. Equipe Grupo Mais TV Câmara Campinas. Obrigada. Vocês são especiais demais para mim, tá bom? Super. Valeu, tá? Beijo, beijo, time. Ah, querido, meu irmãozão do coração. Um abraço, viu? Abraço, equipe do grupo Mais. Abraço, Celso, nosso nosso diretor, nosso chefe geral, né? E a toda a nossa equipe. Vocês são especiais demais para mim. Tá bom, gente? Valeu. Olha, eu quero lembrar você que amanhã nós temos estúdio Câmara, a partir das 8 da manhã nós vamos falar sobre o direito ao esquecimento digital. Tá vendo que essa semana nós temos aí uma conexão? Pois é. Será que é possível apagar o passado na internet? Você já se perguntou como apagar aquele conteúdo antigo, talvez constrangedor ou desatualizado, que insiste em aparecer quando busca aí o seu nome na internet. Então, amanhã, a partir das 8 da manhã, não perca Estúdio Câmara ao vivo para você. Contamos com a sua participação. Tchau, tchau, gente. Valeu, [Música] [Música]
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