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Estúdio Câmara | Adolescentes vivem só o presente? Consequências e desse comportamento
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Estúdio Câmara | Adolescentes vivem só o presente? Consequências e desse comportamento

21 views Publicado 11/09/2025 HD · 46:34

Descrição do vídeo

No Estúdio Câmara de hoje, vamos refletir sobre uma questão muito presente nas famílias: os adolescentes querem viver apenas o hoje? ⚡ Muitos jovens buscam apenas experiências imediatas e não pensam nas consequências futuras. Esse comportamento pode afetar não só os estudos e os relacionamentos, mas também escolhas de vida importantes. 👉 Como esse padrão impacta a vida como um todo? 👉 O que leva os adolescentes a valorizarem apenas o presente? 👉 É possível incentivar mudanças de rotina sem gerar conflitos? 👥 Convidadas do debate: Yeda Monteiro – Psicóloga Clínica, especialista em Neuropsicologia Juliana Caetano – Psicopedagoga, pedagoga especialista em depressão e dificuldades comportamentais, e psicanalista clínica 📺 Continue acompanhando conteúdos especiais em nossas playlists: 👉 YouTube: @tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente: 📸 Instagram | 🎵 TikTok | 📘 Facebook | 🎙️ Spotify – @tvcamaracampinas

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[Música] Olá, muito bom dia, seja bem-vindo. Estamos chegando com Estúdio Câmara aqui na TV Câmara Campinas nesta quarta-feira, dia 10 de setembro, para mais uma conversa, né? Uma conversa que nos faz pensar sobre os rumos da nossa sociedade. O tema de hoje, gente, é delicado, mas muito atual. Nós vamos falar de jovens que vivem o hoje sem a perspectiva do amanhã. E você que tá aí nos acompanhando, pode participar também. Manda sua mensagem, sua dúvida ou o seu comentário para o nosso WhatsApp que já está na sua tela, 199729377. Enquanto você manda sua mensagem referente aos jovens, né, que vivem hoje sem a perspectiva do amanhã, você tem um jovem desse aí na sua casa, como é que você lida com ele, né? Qual que é a sua dúvida ou então a sua experiência? Manda pra gente, tá? Enquanto você manda, a gente atualiza as notícias. Daqui a pouquinho a previsão do tempo. Vamos apresentar as nossas convidadas que já estão aqui no estúdio e já então a gente começa no nosso tema central. Vamos com informações. A Câmara de Campinas realiza hoje uma homenagem ao ex-prefeito Antônio da Costa Santos, conhecido como Toninho do PT. O evento que marca 24 anos da sua morte será realizado às 4:30 no plenário da casa. a homenagem a uma iniciativa dos vereadores Paulo Miguel, Guida Calisto e Wagner Romão. Logo após a homenagem e tem início então a reunião ordinária de número 53 que deve contar com pautas importantes, né? E você pode participar presencialmente ao vivo também. Uma das pautas é o projeto de lei complementar que autoriza a doação de áreas municipais ao fundo de arrendamento residencial para a construção de 100 unidades habitacionais no programa Minha Casa Minha Vida, no distrito do Campo Grande. A proposta de autoria do executivo tem como objetivo atender a população de baixa renda. Pelo texto, a prefeitura desafeta uma área de quase 10.000 m² na região do satélite íris para que o terreno seja doado ao far e usado exclusivamente para moradias populares. O prefeito prevê ainda a isenção do ITBI do IPTU para os beneficiários do programa. Outro projeto relevante também em votação hoje é o que cria o novo Conselho Municipal de Segurança Pública e Defesa Social. A proposta revoga as antigas legislações, unificando e atualizando a estrutura do conselho, que passará a ter representação ampliada, incluindo órgãos de segurança, judiciário, Ministério Público, Defensoria, OAB e Sociedade Civil. O projeto já foi aprovado em primeira discussão. A reunião será transmitida ao vivo pela TV Câmara Campinas, também pelo canal da emissora no YouTube. E você, nosso convidado especial, pode participar presencialmente no plenário da Câmara de Campinas. Mais informação para você. Chegando agora a gente fala de oportunidade profissional. Campinas tem inscrições abertas para o curso gratuito de pintor de parede, hein? O curso ofertado pelo Centro de Educação Profissional aqui de Campinas, o CPROCAMP, tem 30 vagas disponíveis. É uma excelente oportunidade para quem busca uma qualificação rápida e prática. Para se inscrever, os interessados devem ter no mínimo 15 anos e não há exigência de escolaridade. As matrículas são realizadas presencialmente na unidade do CPROCAMP, no centro, na Avenida 20 de novembro 145. O atendimento acontece de segunda a sexta, das 9 da manhã até às 7 da noite. No ato da matrícula, é necessário apresentar os seguintes documentos, tá? Eh, eh, identidade e CPF, também o comprovante de endereço. O curso é composto por aulas teóricas e práticas. As aulas acontecem em quatro datas: 24 de setembro, 1eo de outubro, 6 de outubro e 13 de outubro, sempre das 8:30 até às 11:30 da manhã na unidade do C Procamp do Centro. Essas vagas, gente, serão preenchidas por ordem de chegada. Então é a sua oportunidade para garantir a sua inscrição o quanto antes. Previsão do tempo chegando. Vamos ver como é que fica o tempo hoje. Quarta-feira pra nossa cidade de Campinas. Bom, termômetros variando aí, né? Eh, mínima foi de 15 na madrugada, a máxima de 28º para hoje. Temos ventos intensos, especialmente no final da tarde, no início da noite, o que deve amenizar aí a sensação de calor. Lembrando que nós estamos de uma secura danada, né? Então, muita água para hidratar a nossa quarta-feira. Agora sim, vamos ao nosso tema central e a apresentação das nossas convidadas. Vamos lá. É um fato, gente, que muitos adolescentes afirmam preferir viver o presente sem se preocupar com as consequências de amanhã. Essa atitude muitas vezes está ligada a fatores como vulnerabilidade social, falta de orientação, baixa autoestima e até mesmo transtornos emocionais. No entanto, estudos mostram que com o o apoio adequado, é sim possível que esses jovens eh retomem a capacidade de sonhar e planejar o futuro. Um diagnóstico de transtorno opositor desafiador, o TOD, também pode estar associado a essa falta de perspectiva e deve ser avaliado por profissionais. E é por isso que nós trouxemos profissionais para conversar sobre esse tema com a gente hoje. Quero dar as boas-vindas e um bom dia muito especial para Juliana Caetano, nossa psicopedagoga, especialista em depressão e dificuldades comportamentais e também psicanalista clínica. Muito bom dia, Ju. Seja bem-vinda. Bom dia. Tudo bem com você? Maravilha. Tudo bem? Então tá bom. Mais uma vez obrigada pelo convite, pela confiança. Satisfação receber você aqui no nosso programa, viu? Muito obrigada. Para completar o nosso time do estúdio Câmara de hoje, apresento a vocês a Ieda Monteiro, psicóloga clínica e especialista em neuropsicologia. Que satisfação receber você, Ieda. Bom dia, seja bem-vinda. Bom dia, Rúbia. Muito obrigada pelo convite. Agradeço também a Estúdio Câmara. É um prazer estar aqui falando de um tema tão relevante à sociedade, aos nossos jovens e como que nós podemos enquanto clínica, contribuir. Muito obrigado. Uau, muito bom. Bom, a gente agradece aí esse time, né, de peso que a gente tem aqui hoje. E você que tá do outro lado, já pode mandar a sua pergunta. O tema é atual, super importante. WhatsApp tá na tela, 199729377. Gente, bom, vamos lá. O Brasil é o quarto país com a maior proporção de jovens de 18 a 24 anos que não conseguiu continuar estudando nem encontrar o emprego. Os dados são do relatório da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico que foi divulgado ontem. terça-feira. Além das implicações econômicas, o relatório também destaca que essa situação pode ter efeitos psicológicos significativos, incluindo aumento do desânimo, problemas de saúde mental, como ansiedade, depressão, tudo isso entre os jovens. estar fora do mercado de trabalho por um período prolongado, ele reduz as chances e oportunidades de adquirir experiência profissional, desenvolver habilidades interpessoais essenciais, tornando então cada vez mais difícil a obtenção e o interesse pelo emprego. Então, a gente pergunta já pra Juliana, quais são os obstáculos pedagógicos, né, e que você mais observa em adolescentes que não conseguem pensar no futuro? Por que essa ideia de viver o hoje? Tá certo, a gente precisa viver o aqui agora, mas para os adolescentes eles precisam ter uma prospecção de vida futura. E por que a gente tem esse cenário hoje, Juliana? Na verdade, Rúbia, eh, são muitos os fatores, né, os fatores sociais, emocionais, estruturais e culturais, né? Então, vem lá de trás todo um processo. E os jovens, a idade que vai dos 12 aos 24, 25 anos, que é onde fecha essa questão da juventude, né? Eh, eles vivem no imediatismo, né? Então, essa questão do hoje, do resolver tudo hoje, do fazer tudo hoje e depois a gente vai entrar um pouquinho mais na questão da tecnologia, né, da internet. Então assim, dos 12 até os 25 anos, nós temos uma poda neural significativa que é estimulada pelo imediatismo, né, que é onde estimula a dopamina, endorfina e agora com a velocidade das tecnologias está sendo estimulado cada vez mais. Eles pararam de buscar propósito, eles pararam de buscar sonhos, eles pararam de buscar o futuro, porque eu tenho tudo no imediato, tudo no hoje. Então isso fica muito complicado, né? E é uma fase muito delicada, muito importante de outras construções, de outras afirmações. Então, nós estamos vendo um mundo muito diferente. Eh, alguns documentários recentes, inclusive pelos estudos e pesquisas feitas em Harvard, a Eda deve estar acompanhando aí também. A gente tem hoje que o vocabulário de um jovem está 40 vezes menor do que da década de 70, onde não se tinha internet. Uau! Então tá cada dia mais difícil, cada dia mais delicada essa questão. Poxa vida, olha isso, né? E da do ponto de vista emocional e neurológico, né? Quais os fatores mais pesam nesse momento do jovem? Qual que é a sua avaliação do jovem de hoje? E o que que você pode completar? O que a Juliana trouxe? Por que essa dificuldade de entender que eles são o futuro? Uau, gente, vamos lá. Você é jovem, você tá aí, olha, eh eh pronto, né, para poder desvendar esse mundão todo. Tem tanta oportunidade e por resolver viver hoje, somente hoje? O que acontece, Eda? Que que a neuropsicologia traz pra gente? Sim, né? Muito importante isso que a Juliana coloca, né? Para que a gente possa também refletir e acompanhar esses estudos, né? também a gente tem uma diminuição em relação a algumas questões de aprendizagem nesses jovens, né? E se a gente considera assim eh para falar sobre esses fatores, a gente primeiro, eh, pode entender que essa essa adolescência ela é uma transição entre aquela idade tenra da infância, né? Entre a infância e a adultez, né? A idade adulta. E se ela tá aí entre uma idade e outra, ela transita. a gente tem fatores que acabam impactando, fatores que são também psicológicos, né, que podem algumas vezes estarem relacionadas a alguma questão de base como um transtorno, como a gente vai falar mais adiante, mas também fatores sociais, fatores culturais e fatores biológicos também. Então, a gente não pode esquecer do fator biológico quando a gente fala, por exemplo, da questão da neuropsicologia e dos estudos que ela desenvolve. Uhum. Então, quando eu olho para a neuropsicologia aplicada ao adolescente, eu vou referir, estudar as questões das funções, né? Então, o quanto certas funções estão desenvolvidas suficientemente nessa idade ou ainda estão em pleno desenvolvimento. Nós talvez estejamos também exigindo desses jovens alguns aspectos, né, que nesse momento ele não possa corresponder entregar. Eh, e funções cognitivas, né? Quando a gente fala, por exemplo, a gente tem marcos de impulsividade, muitas vezes maiores nesse público, né, nessa faixa etária, dificuldade de inibir um comportamento, de flexibilizar, de pensar a longo prazo. Então, essa dificuldade do pensamento a longo prazo traz esse imediatismo, traz esse aqui e agora, né, o resultado em si. E os fatores emocionais, a gente tem, por exemplo, como citar as questões de baixa autoestima, a baixa autoconfiança até no futuro, as questões de pressões acadêmicas, familiares, sociais dos seus pares, dos grupos, abaixa eh eh acreditar-se, né, de que é capaz. Então acho que tem vários fatores que a gente precisa considerar, né, sobre a luz da neuropsicologia, da cognição, mas também dos fatores emocionais, né, acho que eles acabam eh se complementando em algum momento também. É uma fase da vida muito delicada e muito desafiadora para os pais, né? adolescente. É, adolescência é uma fase de grandes transformações, tanto físicas quanto emocionais, como as nossas profissionais trouxeram aqui. O que pode explicar essa apatia, né, comum nesse período? Eh, eu fui estudar para saber como que funciona o adolescente, né? fui buscar artigos eh eh aí encontrei que o córtex pré-frontal, que é responsável por habilidades como planejamento, organização, no adolescente ele está em amadurecimento. E é isso que dificulta essas tarefas de de pensar lá na frente, de de pensar no futuro. Além das mudanças no cérebro e na aparência, o adolescente ele também busca um lugar no mundo e porque ele tá deixando a infância, mas ele ainda não é adulto, então ele tá meio que indefinido. Aí os especialistas ressaltam que a apatia pode ser uma forma do jovem processar as dificuldades dessa fase e que os pais devem ser compreensivos, mas também ficar atentos para diferenciar essa apatia, né, do do do adolescente de sintomas da depressão. Juliana, como é que a gente consegue entender o que que é uma apatia nesse momento de transição da vida desse ser humano, né, que é adolescência? Então, a apatia típica da adolescência, como que a gente diferencia essa apatia de sinais mais sérios, né, como a depressão e quando é hora da gente buscar ajuda, como que a gente diferencia, porque o adolescente ele tá meio difícil de entender hoje e a gente precisa de direcionamento para diferenciar isso, tá? O que nós não podemos nos esquecer, né, e pode ser até o o início de um conhecimento para alguns que estão assistindo, é que na adolescência nós amadurecemos e trabalhamos primeiro a razão, a emoção, perdão, e não a razão. Então, primeiro a gente amadurece a emoção. Por isso os altos e baixos e as flutuações da adolescência, eles testam tudo que eles puderem em relação à emoção para amadurecer primeiro a emoção e depois a razão. Não é interessante? A gente achava que era o contrário, mas é primeiro emocional. Por isso essas flutuações de altos e baixos. E aí entra a razão que é quando vai chegar aí perto da idade adulta com 25 anos, onde o córtex pré-frontal fecha, começa a selar, né? Que a gente fala que alguns estendem um pouquinho mais, alguns até 30 anos, né, Ed? a gente olhar e aí eh eles começam a elaborar razão e emoção, mas em primeiro lugar vem a emoção, por isso essas flutuações com relação à apatia e à depressão, na verdade dentro do quadro depressivo, eu tenho apatia, então a gente precisa ficar atento, em primeiro lugar, se é só uma apatia ou uma depressão. A apatia, ela perpassa na adolescência. São momentos de estagnação, de reflexão, que ela também está amadurecendo uma parte racional, né? O lado em do cérebro fica do lado direito, lado racional do lado esquerdo. Então eles estão num momento de autorregulação. Então apatia ela aparece em pouquíssimos momentos na adolescência. Uhum. Um momento de cansaço, um momento de esgotamento, um momento hormonal das meninas na fase de menstruação, os meninos também nessa parte hormonal, mudança de voz, alterações, mas a apatia ela não fica, ela não mora ali muito tempo. Se ela se instalar, eh, fique atenta há alguma mudança e diferença. E como perceber a depressão? Com comportamentos bem acentuados, eu diria, né, Eda? A gente tem aí ausência do banho, higiene, falta de interesse, busca por coisas novas. esse quarto que esses adolescentes têm ficado, tirem esses adolescentes do quarto, né? Eh, não é um ambiente saudável, é um ambiente seguro, mas entre aspas também, né? Eh, mas ele não é saudável. Seguro dentro do físico, né? Se a gente parar para analisar, é seguro no físico. Ele não tá na rua, né? Mas ele está no mundo eh da internet que a gente não tem dimensão. É que tá o mundo inteiro ali. E eu até falei seguro dentro de casa, porque assim, algumas mães trazem pra gente, mas tá em casa, não acontece nada. É a primeira visão que a gente tem, é, não é bem por aí. Então eu tenho um mundo de internet aí, né, aberto paraa criança dentro do quarto. Em contrapartida, fisicamente ele tá protegido. Porém, a depressão, ela entra em muitos outros fatores, né? da primeira infância, né? Então a gente precisa ficar de olho nessas mudanças e alterações comportamentais, tá? Poxa, muito bom. Eh, se quiser completar sobre esse corttex pré-frontal, que é importante a gente saber, né? Eu não sabia disso para fazer o programa com vocês, fui estudar um pouquinho para poder trazer o tema. E que importante isso, né? Eh, o córtex pré-frontal em desenvolvimento que a Jileana trouxe, que eles estão vivendo primeiro na emoção, né? Então, por isso essa essa ansiedade, essa coisa de descobrir tudo tudo tudo em um momento pequeno, um tempo pequeno. Eles acham que não tem tempo para viver tudo e por isso querem viver o hoje. É mais ou menos isso que a gente pode chegar a essa conclusão? É, até acrescentando ao que a Juliana trouxe em relação a esse desenvolvimento do córtex pré-frontal, né, versus as questões emocionais que a gente tem aí alocado no sistema chamado de límbico. Sim. Então, nós temos um sistema responsável pelo desenvolvimento gradual das nossas emoções, né? não é nada pronto, não nasce pronto. Então, o cérebro está em constante desenvolvimento e olhar esse cérebro do adolescente em desenvolvimento traz uma via tanto compreensiva das respostas que ele manifesta, mas também do tempo que ele também pode levar para desenvolvimento. Então, por exemplo, o córtex pré-frontal, ele vai desenvolver funções que estão mais voltados à questão de tomada de decisões, planejamento, organização, atenção, memória, né? Guardar informações. E ele leva mais tempo para ser desenvolvido, como a Juliana trouxe, do que o sistema límbico, que é o responsável pelas emoções, pelo prazer imediato, pela busca de saciar aquilo que se deseja. Então, é como se nós tivéssemos, né, mostram os estudos, uma sincronia. Então, eu tenho de um lado uma balança que não está nivelada com o outro lado. Então, isso até por questões de conexões neuronais, sinápticas, né, que acontecem no nosso sistema, isso acaba eh a ocasionando essa desincronia. E aí muitas vezes a gente espera, né, isso é um ponto delicado, que o jovem responda pela estatura que ele tem, pela idade que ele atingiu, como se ele fosse um adulto. Então isso é um ponto bem delicado, né, que a gente aborda na clínica. Então você vê ali um jovem, né, alto, grande, com 15, 16, mas a gente não pode esquecer de que ele está em desenvolvimento e você adulto já passou por essa fase, já teve um desenvolvimento pleno desse do córtex pré-frontal. Hum. Então, é um assunto assim pra gente sempre trazer à tona, né? Como é que eu estou olhando esse jovem que está diante de mim, né? Quem é esse jovem? Como que ele está se desenvolvendo? E nesse momento, nessa fase, nessa idade, pesa muito a questão social, pesa muito a aprovação, pertencimento aos grupos. Então, há esse movimento também eh de forma saudável e se equilibrado. É muito bem-vindo, né, essa exposição gradual, esse acolhimento, esse ensinamento para que ele vá desenvolvendo estratégias também e a gente vá conseguindo desenvolver esse sistema todo da melhor maneira. Nossa, gente, é muito delicado, né? É muito delicado a criação de um adolescente, porque hoje eles estão se desenvolvendo tão rápido e quando você olha já não é mais um bebê, você fala assim: "Nossa, você já ó o teu tamanho, né? Você tá tomando essa atitude, você tá tendo essa atitude, olha para você, mas a cabeça ainda não tá desenvolvida para tanto corpo, né? A gente pode dizer que é assim, né? Eles se desenvolvem fisicamente muito rápido, mas o desenvolvimento eh mental, emocional, exige um tempo determinado. Quem tem filho adolescente já sabe, né? Quando eles chegam nessa fase de crescimento, o diálogo se torna difícil. Explosões, choros, agressões verbais, perda do controle emocional, desobediência. Gente, são algumas situações eh que estão presente nessa família que tem jovens eh eh em desenvolvimento, né? E aí, às vezes, a os pais, os responsáveis tentam conversar com esses filhos e aí acaba acontecendo o quê? Desanda essa conversa para o enfrentamento. Aí eu quero trazer a à tona uma questão. Como é que a gente diferencia a desobediência, né? a desobediência aí da do do jovem de um transtorno opositivo desafiador, que é o Tod. Eu achei bem interessante essa questão eh da desobediência versus o TOD. O pai, a mãe, o responsável precisa entender o que é isso e como diferenciar isso, porque nesse momento da virada de chave precisa de um apoio de um profissional, né, Juliana? É, é complicado, né? Nós temos aí uma questão comportamental de criação e muitas vezes se confundem com atipias. Então eu chego com uma criança disruptiva no consultório, o que que é isso? quebra regras, que eh tem comportamentos eh diferentes ou aversivos daquelas situações ou comportamentos que não t autorregulador, mas quando você olha a estrutura familiar, muitas vezes estão ligadas à própria criação e aí se confunde um pouco, se a gente não tomar cuidado, se confunde. Aí você começa a observar os pais, a família e você diz: "Olha, eh, realmente precisa haver uma mudança, né, na base comportamental." Agora, com relação ao transtorno opositor desafiador, ele é bem marcante, aí provavelmente vai complementar, mas o transtorno opositor desafiante ou desafiador que a gente fala, ele tá ligado a outras questões, né? A ausência principal aí que nós temos dentro do TOD é o lítio, a ausência do lítio, que é também um autorregulador, né? o o lítio é responsável eh pelas nossas escolhas, o certo, o errado, ele trabalha no sistema límbico, ele trabalha na mídala central, que são eh partezinhas importantes desse quebra-cabeça lindo chamado cérebro, que se a gente não tiver totalmente regulado, começa a acontecer essas questões. Portanto, quando um adolescente chega na clínica, uma das primeiras questões que eu peço antes da gente olhar ou avaliar é: vá ao pediatra, veja como estão as vitaminas, veja a curva de crescimento, veja se está tudo bem. para que a gente depois possa fluir dentro do processo terapêutico, porque às vezes tá com falta de vitamina B12, tem uma outra questão, né, Eda? É muito sério isso. Então tem outras ausências que não são só focadas no comportamento. E hoje há uma preocupação clínica muito grande, porque há muitas crianças, senhores pais, atenção, há muitas crianças sendo laudadas de forma equivocada. Já falamos isso em outro programa, que é um risco. Então, para diagnosticar um TOD, para avaliar um TOD, não é tão simples assim. Não são duas, três visitas, né, Ieda? Não. É um processo longo, né? Longo, né? complementando o que a Juliana trouxe, né? É um processo longo, é um processo analítico, né, de de um prazo que se estende realmente para que a gente possa entender os chamados critérios diagnósticos, né, os sinais e os sintomas. E falar sobre essa questão da desobediência versus o TOD, né? Eh, eu entendo que a questão, né, da desobediência, ela tende a ser mais pontual, né, através, por exemplo, de uma reação por um evento, uma resposta a um estímulo, né, que foi aversivo naquele momento para aquele jovem ou que ele interpretou dessa maneira. E aí ele acaba respondendo dessa forma, né, com uma determinada atitude. Ou mesmo, né, quando nós vemos a criança, né, que é solicitado que ela, por exemplo, é hora de tomar um banho e ela não vai naquele momento, mas daqui alguns minutos, dependendo do manejo, ela vai, ela, ela segue. Então isso não é um transtorno opositor desafiador, né? Pode não ser um transtorno opositor, precisa ser observado, né? Claro, mas depende muito desse contexto. Agora, quando a gente fala do transtorno em si, a gente precisa preencher critérios. Nós precisamos de sinais, sintomas muito claros que já são definidos para nós enquanto clínicos. E é importante observar também, eu trago como uma informação, a frequência com que esse comportamento é manifesto. Então, ah, uma vez por mês, uma vez por semana, todos os dias, qual que é a frequência desse comportamento que o jovem tem manifesto? passada frequência, qual que é a intensidade com que ele manifesta esse comportamento, essa resposta? Então, frequência, a intensidade, o que ele faz, o que ele tende a dizer, como ele tende a se comportar, eh quais são as ações que ele manifesta, né, com os seus pares, com a família e também a prevalência disso, né, a persistência disso num prazo longo e se isso também traz algum prejuízo que a gente chama de funcional. Uhum. Então, será que esse jovem no seu conjunto, né, levando em consideração a frequência, a intensidade, a a prevalência, ele tem já prejuízos que são sinalizados nos seus contextos com os seus colegas, com seus amigos, com seus familiares? Porque são rastreios minuciosos que precisarão ser feitos. É diferente da do comportamento desobediente. É, lembrando também, né, eh, que os diagnósticos estão sendo feitos cedos. É possível diagnosticar transtorno opositor, transtorno borderline, transtornos de bipolaridade em crianças. A gente faz observações comportamentais. Cuidem disso, né? E lá pelos 12, 13 anos, fase de maturação auditiva, que é onde eles eles chegam, né? Eles assentam a terra. Aí nós começamos a ter um olhar mais delicado. Óbvio que você vai olhar um disruptivo, vai olhar um comportamento diferenciado, mas a gente não costuma dar um diagnóstico fechado antes desta idade. Fiquem em alerta. Eu tenho crianças que chegam com 4 anos para mim já com um diagnóstico fechado de transtorno opositor ou de transtorno berderline. O berderline, então, ele é tão delicado, tão delicado e se confunde com o transtorno bipolar muitas vezes para alguns eh eh clínicos ou médicos e confunde e aí não sendo feito um rastreio, como a Ieda colocou, não sendo feito as adequações clínicas, as investigações necessárias, isso muda a vida de alguém. Quando você diagnostica uma pessoa, você está mudando, você está sentenciando. Então, crianças, a gente faz uma observação para o comportamento X ou Y, mas nunca eh decreta isso, né, Ieda? Como um ponto final. Então, lá pelos 12, 13 anos que a gente começa a ter um olhar mais apurado. Posso trabalhar com os comportamentos eh diferenciados, aversivos ou agressivos, como ela colocou? Sim, né? com com direcionamento, mas você laudar e diagnosticar e fechar isso para sempre é muito sério. Então a gente precisa ter esses olhares aí cuidadosos. Verdade. É preguiça, desânimo, angústia, falta de vontade de fazer tarefas simples, desinteresse, introspecção. São comportamentos comuns da adolescência, mas preocupam e incomodam os pais que não sabem o que fazer para motivar esses filhos. E aí muitos acabam recorrendo à punição, né? Você vai ficar de castigo, proíbe o uso do celular, do computador, não deixa os filhos sair de casa com os amigos, como uma forma, gente, de imporci e aí sem muito sucesso, né, Juliana? Vamos lá. Tudo isso que a gente trouxe do adolescente, agora vamos para os pais. o castigo, ele funciona mesmo ou ele coloca o adolescente em posição de vítima e acaba eh fazendo aí um um caminho reverso. Essa história do castigo, gente, por favor, né? O que nós pedimos como pedagogas e psicopedagogas é para que vocês, primeiro lugar, quando eu vou fazer ou realizar uma sanção, o que que é isso? Tomar uma atitude, em primeiro lugar, eu devo fazer na hora. Então aconteceu um fato. Eu sento com este indivíduo, eu sento com a criança ou então: "Ah, eu não tive tempo, eu tô trabalhando, alguém de casa ligou, acontece muito. Ai, a funcionária ligou, a vovó ligou, que você é pronto à noite, nós vamos conversar, tudo bem, ainda há sentido." Então, em primeiro lugar, eh, nem usamos mais a palavra castigo, né? A gente usa sanção, uma troca. Então, sente com o seu filho, com a sua filha, explique, porque tá vendo a retirada de um aparelho de celular ou as saídas, né? Os pais tiram a balada do fim de semana, a ida na casa dos amigos, tem que haver sentido em primeiro lugar e atuar o mais breve possível, tá? Então esta sanção funciona desta forma. Daqui dois dias, ah, lembra aquele dia que você fez isso? Não funciona mais e não faz sentido para eles, tá? Então não adianta dar castigos dois, três dias ou uma semana depois, isso não funciona. Então a primeira coisa é sinalizar, conversar e explicar porque está vendo essa situação. Dois, com relação aos aparelhos de celular. Uhum. Vou falar algo também. Tira de uma vez. É bem importante. Depende do que houve e o que é valor para essa família para ela aplicar esta sanção. Agora veja só, celular hoje para eles, né? é uma, é um companheiro, é uma um outro mundo, é uma uma outra vida. Você vai tirar o celular por quanto tempo? Para quê? Quanto tempo ele usa por dia? Ele usa o dia todo, você vai aplicar quanto de regra nisso? Uhum. Né? Para que você vai aplicar essa regra? E outra, vamos lembrar, nós não estamos falando aqui só da tirada do celular como castigo, né? ou como uma sanção, celular faz mal, já diminua antes de haver qualquer necessidade de sanção, né, ou de troca ou de proibição. Então, veja o que você pode eh colocar, fazer essa troca com seu filho, esse castigo para que ele sinta. Agora tem uma coisa muito séria e talvez a Ieda esteja pegando isso já na clínica. Juliana, eu já tirei o celular, o futebol, os amigos, o cartão de crédito, eu já tirei tudo e ela não se importa. Ele não se importa. O que eu faço? Isso é sério. Nossa. E está assim, certo? Era socorro. Sim. Eles, os pais entram em pânico total. E aí você conversa com o adolescente? Não tô nem aí. Ele pode tirar o que eu quiser, eu fico no meu quarto. O que que é isso, gente? O que é isso? Ieda explica pra gente. E aí, muitas vezes os pais já se vem nesse exemplo sem saber o que, o que fazer e o que tirar. Não tem. Tipo assim, se você para para analisar isso que a Juliana trouxe, esse cenário, qual que foi a minha reação? O que que é isso? O que que a gente faz, que caminho a gente segue? Por que isso acontece? Sim, né? E nós temos assim eh que olhar também desse dentro desse contexto, né? Eu considero a emoção dos pais nesse momento, né? Nós falamos das funções desenvolvidas, né? De tomada de decisões, de controlar um comportamento, inibir outro, né? Espera-se que esse adulto também esteja emocionalmente bem ajustado também para que ele consiga abordar, aplicar essa sanção, conseguir tomar decisões ali eh mais sim pautadas na razão, né? Já que nós temos um adulto cuidador e que ele eh não vá trabalhando tanto nessa questão da proteção do qu do físico em si, né, de manter a criança ali naquele espaço, adolescente naquele espaço, né? E entendo que entra um momento aí que, claro, né, já poderia vir sendo desenvolvido, que é a questão das estratégias com esse jovem, né? Por exemplo, se isso já apareceu, então vamos trabalhar agora com metas, com clarezas, eh definir atividades para esses jovens, né? atividades que possam ampliar esse recurso cognitivo dele, esse ciclo de amizades, propor novas atividades a esses jovens também, eh atividades que, por exemplo, né, um esporte que esse jovem goste, que ele se aplique, porque vai desenvolvendo também a responsabilidade, a disciplina, o engajamento. mais em casa, né? Vamos pensar ali no cotidiano, que são as nossas demandas, né? Eh, atividades, por exemplo, acadêmicas que o jovem te apresenta, então, trabalhar com ele, construir com ele. Então, a gente fala da função cognitiva desenvolvida, o córtex, mas não vai se desenvolver sozinho, ele precisa de um estímulo externo, ele precisa de alguém que vá me direcionando, né? Então, acredito que os pais estão se vendo neste neste lugar, né, nesse momento. Então, assim, rotina bem estabelecida, não rígida, construída com o jovem, trazê-lo para perto, né, buscar também envolvê-lo desde o início nessa construção para responsabilidade, eh, não a não a rigidez, mas a flexibilidade de uma rotina. Então, acho que são alguns pontos aí pra gente poder considerar. E quando de fato acontece essa questão, eu tô com duas lá bem eh desafiadoras, mas não tem transtorno opositor, mas eh serve para que a gente ligue o radar. Opa, o jovem se emociona, ele tá em fase de regulação de emo de emoção. Se você tá tirando tudo, todos os os pertencentes e ele não demonstra, ele demonstra apatia, liga o radar, liga o alerta, busque um profissional adequado para que ele possa fazer uma avaliação disso. Uhum. Tem algo a mais. Então a gente começa pelas sanções, né, Eda, rotina, comportamento, observações, não reagiu, não demonstrou nada diferente. Aí é uma apatia disfarçada, eh, relacionada a talvez um transtorno. Então, a gente precisa olhar com cuidado, tá? Então, a gente faz essa sondagem profissional aí. Maravilhoso. Exato. Até porque assim, na criança a gente tem mais a nomeação das emoções de base, né? alegria, tristeza, raiva, medo, nojo. Na adolescência isso vai ficando mais robusto, né? É mais complexo. Então, por exemplo, a gente começa a ter manifestos de tédio. Uhum. né? Muito cedo nesse jovem, né? De estar se sentindo mal, mas não conseguir dizer o porquê de estar se sentindo assim, né? uma nostalgia, eh uma apatia, como a Juliana trouxe. Então, ele também começa a conhecer e ter acesso a outras emoções que talvez antes ele não tinha. Então, ele precisa desse auxílio também para compreender tudo isso, né? Agora, se eu retiro tudo, ele não reage, isso é um sinal sério. Isso é um sinal importantíssimo, né? Eh, se ele não vai passear com os amigos como ele imaginou que fosse e ele não reage, ele não se manifesta, isso é um sinal importante que precisa ser visto, né? Não significa obediência, mas às vezes é mais a apatia. E lembrando, gente, de novo, eu vou falar aqui, tendo essa oportunidade. Celular não é somente um objeto. Celular faz estímulo dopamínico no cérebro de uma forma muito agressiva, tão semelhante ou parecida com cocaína. Então, tomem cuidado na hora de retirar esses aparelhos. Eu tive uma questão muito grave clínica. Eu contei aqui eh de uma adolescente que infelizmente era atípica, não era atípica. E esta mãe com orientação clínica resolveu mudar a orientação em casa. Quando ela retirou bruscamente, né, a menina se machucou, acabou tendo aí uma situação. Então vamos devagar, vamos entender, vamos tentar explicar com qualidade o que tá acontecendo e observar como a Ieda colocou. E a gente tá colocando aqui essas questões, se há reação, se não há, se há motivação para algum fato, eh, o porquê dessas situações, porque senão a gente se perde dentro do adolescente. E a rotina, gente, desde muito cedo a gente fala, a rotina é fundamental. Que adulto eu estou criando? Se o adolescente já não tem rotina, já precisa ficar chamando o tempo todo para acordar, não coloca um copo na pia, começa a observar o seu comportamento adulto, o que que você tá trazendo enquanto pai, mãe, cuidador, tutor para este adolescente, para esse jovem, ele tá chegando na fase adulta. Então é o que a gente fala. Maravilhosas vocês, gente. A produção tá me avisando o seguinte, a gente tem que entregar 5 para 9. Nós temos reunião lá eh na casa, né? reunião no legislativo e vai ser transmitido ao vivo aqui pela TV Câmara Campinas. Nosso papo tá tão bom, eu nem percebi, mas já são 8:44, então, ah, nós temos algumas perguntas, a gente não vai conseguir atender você, tá? Todas as perguntas não, mas pelo menos, ó, 8:45. Ai, ai, ai, vamos tentar duas pelo menos, produção, porque daí a gente vai para as considerações finais e eu preciso entregar 5 paraas 9, porque 9 horas em ponto começa então a transmissão direto do plenário José Maria Matozinho. Combinado? Beleza, então vamos embora. Pode colocar a primeira. A Rebeca Andrade do Jardim Miriam. Minha filha de 16 anos falta as aulas, recusa cursos, mente e me ignora. Isso pode identificar transtorno emocional ou é típico da adolescência? Como responder a Rebeca assim rapidinho pra gente poder e já ir pra próxima? Ai ai. E agora? Vai lá Juliana. Rebeca eu fico à disposição, mas isso é um caso muito comum. Não é só a Rebeca que tá trazendo, tá? Eh, nós temos aí uma questão aí de olhar um pouco esse passado, de ver como foi a construção da relação, porque aí tem uma questão de autoridade também, tá bom? Então a gente depois pode conversar também fico à disposição e Eda também. Mas tem uma questão aí da sua autoridade com ela de como foi a construção dessa relação desta fase da pré-adolescência paraa adolescência e também ter esse olhar clínico que a gente sempre fala que é buscar investigar para ver se não há algo a mais e ver aí todas as outras funções estão OK. Muito bem. Ótimo. Vou passar outra agora então pra Ieda. Vamos lá produção. Pode mandar pra gente. E 8:46. Olha aí, a gente conseguiu responder em um minuto. Vamos embora. Vamos embora. Vamos lá. A Patrícia Lopes do Jardim São Gabriel. Os pais acabam proibindo celular e saídas por impor disciplina. Esse tipo de punição ajuda de fato ou só afasta ainda mais o adolescente? Pois é, Patrícia, falamos disso agora a pouco. Acho que você deve ter um adolescente, tá perguntando. Vamos lá, Eda, por favor. Isso. Exato, né? Agradeço a pergunta da Patrícia pela participação também. Então, como nós colocamos, né, dissemos assim, a questão depende do contexto, né, em que isso tá sendo aplicado, dependendo do jovem, isso pode surtir um determinado efeito, né, que pode ser mais aversivo, de ficar mais agressivo. Então, olhar todo esse contexto, ele é muito importante. O diálogo precisa aparecer nessa hora, né? As explicações dos porquês, construir isso com o jovem, pensar em outras possibilidades, né? Mas tem alguns que podem sim de imediato ter uma resposta de afastar-se, lembra? Por conta daquelas funções ainda não tão desenvolvidas de tolerância, de permanecer ali, de buscar eh uma solução em conjunto, então ele pode ser que sim tem uma resposta primária de afastamento, OK? Isso não te coloca longe dele, pelo contrário, te sinaliza o quanto você precisa se aproximar cada vez mais. Uau! Olha só que maravilhosas essas nossas profissionais aqui hoje, né? A gente tá aprendendo tanto. 8:47. Dá tempo para mais uma ou mais duas se a gente responder rapidinho. Vamos lá. Depende, né? Aí do teor da pergunta. A Camila Duarte. Ô, bom dia, Camila. Parque Santa Bárbara. Se os pais já tentaram diálogo, estabelecer limites e até punições, mas nada funciona, qual deve ser o próximo passo para ajudar um jovem desmotivado? Vamos lá então, Ju. Camila, será que a palavra é desmotivação? Muito forte sua colocação, né? já estabeleci limite, já tentei entrar em contato, já tentei o diálogo. Eh, eh, primeiro lugar, eu oriento que você busque, sim uma orientação profissional, uma ajuda, tá, de uma psicóloga, de uma psicopedagoga, de uma especialista com jovens e depois tenha uma conversa bem profunda com esse jovem para saber eh ou tentar investigar de onde tá vindo essa ruptura, eh, onde não há esse laço eh entre relação pai, mãe e e relação de autoridade, como eu já falei aqui na resposta da Rebeca. Então, o primeiro passo aí do no quadro que se apresenta é buscar já um auxílio profissional, tá? Muito bem. A última, então, 8:48. Vamos lá. A última pra Ieda. Fábio Andrade do Jardim Florence. Minha sobrinha de 16 anos, eita, anda com más companhias, já fugiu de casa e desafia a família. Como saber se é só rebeldia da idade ou algo de risco maior? Ô, Fábio, vamos lá. e Fábio, precisamos buscar uma orientação profissional, né? Eu entendo nesse caso aí, nesse contexto, eh, porque até que ponto, né, a gente tá falando de um comportamento averso a uma regra e a e ela se frustrou, enfim, né? Ã, ou é uma rebeldia da idade? A rebeldia também é uma palavra muito forte, né? Assim, o que que significa então, né, o rebelde, né? O que que é a rebeldia, né? Então, é difícil às vezes definir assim o que, qual que é o risco maior, né? Mas pode haver riscos, pode haver algum quadro que precise ser melhor investigado de base para entender, para acolher e para acompanhar essa jovem. Muito bem. Olha, gente, a gente só agradece você que tá participando conosco. Obrigada, né, por mandar as suas perguntas, por interagir com a gente. Eh, eu preciso encerrar, então, eu preciso só agradecer vocês, meninas. Muito obrigada, meninas. Assim, é com todo o carinho do mundo que eu falo, meninas, vocês são duas profissionais excelentes, trouxeram conteúdo magnífico, ah, para todos os pais, os cuidadores, a gente precisa do ensinamento de vocês. Muito obrigada, Ieda, pela sua participação. Gratidão, viu? Volte sempre. Agradeço. Eu que agradeço imensamente ao convite, a oportunidade de estar aqui, de poder contribuir de alguma maneira na vida do teu jovem, na vida dos meus e sou muito grata. Então, estou também à disposição. Maravilhosa, Juliana, muito obrigada pela sua participação mais uma vez, sempre contribuindo, trazendo assim eh eh falas super importantes pra gente. Só agradecer. Gratidão, Ju. Obrigada, Rúbi, pela oportunidade mais uma vez de estar aqui, né, e ao estúdio Câmara, que traz sempre assuntos pertinentes. Estávamos falando sobre isso ainda no início da da matéria e que vocês continuem contribuindo pra sociedade dessa forma tão bacana, tão lúcida e tão importante, tá? Então, obrigada pelo convite, pela confiança mais uma vez. Maravilhosas. Nada seria possível sem a presença de profissionais de alto nível, como a gente traz aqui todos os dias de segunda a sexta a partir das 8 da manhã para você. Bom, ao longo da nossa conversa, ficou evidente que a falta de perspectiva em adolescente é um desafio, mas não uma sentença final. Como a gente viu, o apoio psicológico, pedagógico e familiar pode fazer toda a diferença, ajudando esses jovens a se reconectarem com seus sonhos e a planejarem o caminho para realizar. Um futuro promissor está ao alcance de todos e junto a gente pode ajudar a construir. Obrigada a você que nos acompanhou. Quero lembrar que amanhã nós temos Estúdio Câmara novamente ao vivo a partir das 8 da manhã e a gente vai conversar com você aí, né? Você tem vergonha de dizer que conheceu o seu parceiro pelo app? É de um match para a vida toda. A história de amor que começa online deveria ser motivo de orgulho, mas para muitos ainda é motivo de vergonha. Por que falar que conhecer o parceiro por um aplicativo causar tanto desconforto? Se é um tabu, é um preconceito? Amanhã no estúdio Câmara a gente vai desvendar essa vergonha por trás dos relacionamentos digitais. Você é o nosso convidado especial, é a partir das 8 da manhã ao vivo, não perca. E daqui a pouquinho nós então vamos direto lá para o plenário José Maria Matozinho. Temos ao vivo direto da casa e lembrando que tem a Íria também trazendo informações direto da Central IA com a Íria é nossa jornalista, né, a inteligência artificial da TV Câmara Campinas. Ela traz informações de Campinas, do Brasil e do mundo. E ao meio-dia temos Câmara Notícia com informações do legislativo e também de toda a nossa metrópole hoje na apresentação de Mirna Abreu. Um grande abraço para você. Fique bem. Continue na nossa programação TV Câmara Campinas, agora direto do plenário de José Maria Matozinho. E amanhã voltamos a partir das 8 da manhã. Super beijo. Cuide de você, cuide do seu adolescente e não se perca, tá? Tudo para tudo tem uma solução. Grande abraço. Fique bem. Tchau tchau. Até amanhã. [Música] เฮ [Música] [Música]
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