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28 views Publicado 25/03/2025 HD · 1:01:15

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[Música] Olá, bom dia. Estamos começando mais uma edição do nosso estúdio Câmara aqui na TV Câmara Campinas. Sexamos. É sexta-feira, dia 21 de março de 2025. E o tema do nosso estúdio Câmara de hoje é sobre aposentadoria. É, mas como se preparar psicologicamente para esse momento? A aposentadoria representa uma fase de transição com importantes repercussões para a vida das pessoas em suas diferentes dimensões, como carreira, saúde, família, socialização. É, as intervenções psicológicas pré e pós aposentadoria, elas objetivam construir nessa transição, promovendo aí um bem-estar, adaptação e maior qualidade de vida no enfrentamento das mudanças inerentes a essa etapa de desenvolvimento. Por isso, o episódio de hoje do nosso estúdio Câmara vai tratar exatamente desse tema, como se preparar psicologicamente para a aposentadoria. Já estamos recebendo ao vivo aqui no estúdio a nossa psicóloga especialista em adolescentes e adultos e também envelhecimento, a Lívia Pacheco, que daqui a pouquinho vai conversar com você que tá aí do outro lado. E também a com a gente ao vivo pelo Zoom, a Denise Bertoli. Ela é membro da Associação Conviver, que está com a gente no Zoom. E olha só, daqui a pouquinho a gente vai descobrir um projeto revolucionário. Eu tenho certeza que você vai adorar, tá? Então pode mandar pra gente já a sua mensagem através do nosso WhatsApp que está na sua tela, 978293776. Manda pra gente: "Você está preparado para a aposentadoria?" Mas quando eu digo a preparação para aposentadoria, não estou falando da questão de recursos, estou falando da saúde mental. Você está preparado mentalmente para parar? E aposentadoria? Será que significa parar mesmo? Quanto isso faz bom, bem? Quanto isso não faz bem? Daqui a pouquinho a gente fala, então você manda pra gente a sua mensagem. Enquanto isso, nós atualizamos as notícias aqui no nosso estúdio Câmara ao Vivo para você. Vamos lá. Projeto Guri abre vagas em Campinas para cursos gratuitos de música. O projeto Guri, maior programa de educação musical do Brasil, está com matrículas abertas para crianças, adolescentes e adultos aqui em Campinas, hein? São dois polos na cidade. Eh, tem um localizado no Cis Guanabara e também tem outro no Nelson Mandela, no Dick 5. Esse programa, gente, oferece cursos gratuitos de iniciação musical, canto e instrumentos variados, sem necessidade de conhecimento prévio ou de possuir um instrumento próprio. Olha só que legal. gerido pela Santa eh Marcelina Cultura e mantido pelo governo do estado de São Paulo, o guri já beneficiou mais de 1 milhão de crianças e adolescentes desde a sua criação, que foi em 1995, promovendo acesso à cultura e a formação musical de qualidade. Atualmente atende mais de 100.000 alunos por ano em mais de 500 polos espalhados pelo estado de São Paulo. Aqui em Campinas, o polo do Sis Guanabara oferece cursos de iniciação musical para crianças, instrumentos de sopro, eh madeiras e metais, percussão, viola, violino, violoncelo e contrabaixo acústico. As aulas são realizadas no CIS Guanabara, na rua Mário Siqueira 829, no bairro Botafogo, com aulas às terças e quintas entre 8 e 11:30, tá? 8 da manhã e 11:30 e 1:30 da tarde e 6 da tarde. Ao todo, são 253 vagas disponíveis, tá? E o polo Nelson Mandela, localizado na rua Carmen de Angeles Nicolete, no de 5, conta com 119 vagas para os cursos de iniciação musical para crianças, iniciação para adultos, tem percussão, tem viola caipira e violão. As aulas são oferecidas às quartas e sextas-feiras entre 1:30 da tarde e 5:30, tá? E as vagas são limitadas e a consulta sobre a disponibilidade deve ser feita diretamente nos polos de ensino. Mais informações você pode ligar. Cisuanabara 19 3235 1566 e Polon eh Polo Nelson Mandela é o telefone 19373 1534 e tem o WhatsApp também, ó. Pessoal já colocou na tela para você. Aproveita, anota aí e vai fazer um curso de música bem legal, tá bom? 19, WhatsApp 3226 331. Uma notícia muito interessante, bem legal para você. Aproveite a oportunidade. Vamos lá, seguindo por aqui no nosso estúdio Câmara. Câmara de Campinas entrega diploma de mérito esportivo e diploma de mérito fotográfico a empresários da cidade. Uma iniciativa do vereador Nelson Os Câmara vai entregar hoje então o diploma de mérito esportivo Sérgio José Salvus e o diploma de mérito fotográfico Hércules Forrense. Aos empresários Augusto Pavan do Taviano e Leandro Carpediani Dias da Silva. Eh, a solenidade será hoje às 18 horas no plenário José Maria Matozinho, na Câmara, entrada pela Avenida da Saudade 1004, bairro Ponte Preta. E claro, o evento será transmitido aqui pela TV Câmara Campinas no 11.3, também no quatro da Net e 9 da Vivofibra. também tem retransmissão em tempo real pelas fanpages da Câmara, da TV, eh, na da TV Câmara, aliás, no Facebook e no YouTube, combinado? Você, claro, eh, a gente conta com a sua participação, pode assistir e também pode ir até a o o plenário José Maria Matozinho. Agora nós vamos com a previsão do tempo, finalzão de semana chegando. Como é que será que fica o tempo aqui na cidade de Campinas? É sexta, sábado e domingo. Nós estamos no outono e a gente espera aí que a temperatura baixe um pouquinho, né? Hoje nós temos solas nuvens ao longo do dia, noite com céu limpo, tá? Mínima hoje 18, máxima 28º. Amanhã, sabadão, será que chove? Olha aí, sol com algumas nuvens. Eh, tem chances de pancadas de chuva, tá? Mas de forma isolada para amanhã. Mínima 18, máxima 28. as três temperaturas, né? Sáb sexta, sábado, domingo, iguaizinhas. Mínima 18, máxima 28. Domingo, gente, algumas nuvens pancadas de chuva à tarde e à noite. Mínima 18, máxima 28. Muito bem, previsão do tempo repassada para você. Lembrando que é uma previsão e não uma precisão. E agora nós temos aí o WhatsApp na tela, porque nós vamos iniciar o nosso bate-papo com as nossas entrevistadas, tá? 1997829377. Gente, muitos trabalhadores passam boa parte de suas vidas sonhando com a possibilidade de se aposentar, aproveitar a vida e criar uma rotina mais leve. No entanto, nem sempre é fácil colocar tudo isso em prática e a saúde mental da pessoa idosa pode ser prejudicada nesse processo. Um dos motivos pelos quais a aposentadoria pode gerar esse impacto é a quebra de rotina, que até então estava estabelecida, o que pode causar aí uma sensação de desorientação, como se a pessoa aposentada não soubesse mais o que fazer com seu tempo. Então, hoje nós vamos falar sobre preparo psicológico para a aposentadoria com as nossas entrevistadas. Quero apresentar você, a nossa psicóloga, especialista em adolescentes, adultos e envelhecimento. Seja muito bem-vinda. Prazer receber você, Lívia Pacheco. Muito bom dia. Bom dia. Bom dia. Obrigada pela sua presença. Obrigada eu pelo convite. Muito bem. E olha, pelo Zoom, nós temos a satisfação de receber a professora Denise Bertoli. Ela é membro da Associação Conviver, vai trazer pra gente um projeto que é muito interessante e eu tenho certeza que você vai gostar de conhecer. Então, bom dia pra professora Denise. Seja bem-vinda. Bom dia. Muito obrigada pelo convite. Maravilha. E é com essas mulheres que nós vamos falar sobre envelhecimento, sobre aposentadoria e de uma forma saudável, né? Devido às mudanças drásticas vivenciadas, é possível que o aposentado desenvolva transtornos como ansiedade e depressão. De acordo com a última Pesquisa Nacional de Saúde realizada em 2019 pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística, a depressão atinge cerca de 13% da população entre os 60 e 64 anos de idade. Vamos lá. Quais são os sintomas que podem surgir durante o processo de adaptação dessa nova rotina que é a aposentadoria? Vamos lá. Vamos lá. Bora. Eh, pensar sobre aposentadoria e as dificuldades, os sintomas, né? Eu acho que eh um deles, o primeiro deles é a tristeza, a solidão, né? uma sensação de inutilidade, abandono, né? Muitas vezes tudo isso acho que pode ser eh algo que acomete, que que é hã parte da vida de um aposentado, de um idoso. Então, essas questões acho que são importantes da gente levantar. Eh, o sintoma é isolamento social, eh esse sentimento de tristeza, né? Tudo isso acho que tá eh implícito aí nessa fase que muitas vezes é uma fase de adaptação bem delicada, muito delicada. E só que é algo assim que se você parar para analisar e tiver pessoas, né, que um um círculo assim na em sua volta, uma rede de proteção e de pessoas especialistas, eu tenho certeza que você vai passar por essa fase bem tranquila. A aposentadoria pode fazer com que a pessoa conviva menos com outras pessoas. Então, é importante ficar atento. Essa pessoa pode até passar muito tempo em casa isolada, né? Pensando eh nisso, gente, nessa essa questão de isolamento. Olha, eh nós temos um grupo de 46 pessoas aqui em Campinas e esse grupo eh formado por ex-funcionários e professores, eles decidiram o que gostariam na aposentadoria. E aí resultado dessa decisão, viver entre amigos. E aí, o que que a gente vai fazer? Vamos construir uma vila pra gente viver juntos. A vila Conviver é a primeira cohausingor do Brasil e é para envelhecer juntos, gente. Que projeto sensacional. Quem vai falar desse projeto pra gente é a professora Denise. E eu tava olhando o projeto, tava vendo as fotos. Que ideia magnífica vocês tiveram. Eu acredito que isso eh já seja exemplo aí para várias outras cidades. Professora, seja bem-vinda. Vamos falar desse projeto sensacional. Bom, a ideia de coousing é basicamente você ter uma comunidade intencional. Essa ideia já tá difundida há muito tempo na Dinamarca, Estados Unidos, Canadá. E basicamente é o seguinte, a gente tem que ter clareza que nós perdemos a noção de comunidade. Então isso é uma forma de resgatar a comunidade. Geralmente falam: "É um projeto de amigos". Não, eu não conhecia as pessoas quando entrei no projeto. Uhum. Humicaram meus amigos no processo de construção dessa iniciativa. Então, basicamente é você resgatar a sociabilidade. Nós somos seres sociais, a gente precisa de gente e eu acho que é uma iniciativa que resgata a noção de vizinhança solar. Uhum. Muito bem. Muito bem. É algo bem interessante, né? Você sabe que no estado do Paraná já tem aí eles, o nome é Vila dos Idosos, né? Então é um espaço, é um condomínio com 50 casas, não, não são tantas casas, cada cidade tem uma. É um um condomínio com 50 casas e ali, eh, somente é permitido pessoas idosas, né, casal ou a pessoa sozinha. E tem todo o espaço de convivência, tem espaço para para atendimento médico, horta. E isso eh trabalha a questão da saúde mental, porque tem atendimento psicológico, tem fisioterapia e aí o pessoal fica eh de um jeito quando eles entram, eu já participei, já tive a oportunidade de estar lá fazendo matéria e eu pude perceber com os meus olhos que assim, quando eles entram no local, quando eles pegam a chave e vão morar ali, a expectativa de vida, a o jeito, a energia daquelas pessoas é de um jeito. Passou três meses, você vai lá fazer uma visita, gente, que que é isso? É, eles se renovam, é uma alegria, é todo mundo, um faz amizade com o outro, sabe? E a expectativa de vida aumenta também. Então, além disso, né, a gente tá falando aqui da questão da aposentadoria, se preparar para a aposentadoria, a gente tem que falar sobre a preparação para a vida e o convício social no envelhecimento, né? Sim, sem dúvida. eh essa preparação eh pro convívio social eh a gente pode colocar aqui como uma prevenção, um preventivo para uma saúde física eh mais longínqua, né? Eh não não dá pra gente eh descartar e esquecer que somos uns que somos seres sociais, né? que a gente vive em comunidade, como a própria Denise falou, e isso é de grande importância, eh, para que a gente não eh não viva dentro de um isolamento e de uma solidão eh que pode ser devastadora, né, pro nosso eh desenvolvimento, pro nosso eh pra nossa saúde mental mesmo. Olívia, agora esse momento ele é bem delicado, porque um momento pré-aposentadoria eh são é um um mix de sensações, é um mix de sentimentos, né? Porque a pessoa ela tá se preparando para aposentadoria e o nome aposentadoria já acende um alerta, né? A pessoa fala: "Poxa vida, vou parar". E não é isso. Gostaria que você explicasse que a a as empresas elas também têm o papel de colaborar com aquele servidor, aquele colaborador na preparação, né, dessa dessa aposentadoria. Então, tem todo um trabalho pré-aposentadoria para que quando ele chegue no momento, ele entenda que é um momento, é um ciclo, é uma fase da vida que está iniciando novamente, não o fim de uma fase. Sim. É, eu entendo assim, hã, existe vida pós aposentadoria, né? Eh, mas essa essa outra fase da vida, ela também eh nos remete a ao fim, então, de um ciclo para iniciar outro. Quando a gente pensa no final de um ciclo, a gente pensa também eh nas questões que isso eh vai trazer, né? Então vamos pensar aqui, é uma palavra talvez um pouco forte, mas é uma palavra utilizada aqui entre nós profissionais. Existe um luto para ser feito, né? Então é o luto de uma pessoa que viveu eh muitos anos da própria vida, às vezes 30 anos da própria vida com uma determinada identidade, né? Então assim, eu sou professor, sou médico, sou eh cabeleireiro, sou, enfim, né? a pessoa se identifica como. E aí esse fim de fase às vezes pode ser eh uma delicadeza, né? Então se reencontrar, eh viver um outro momento da vida, mas lembrando que existe eh sim uma outra etapa que pode ser prazerosa, que pode ser gostosa, mas que não necessariamente vai envolver aquela identidade anterior, né? Assim, eu eu sou cabeleireira, mas hoje em dia não atuo mais. Então, né, eu tô aqui me reinventando e tô encontrando outras fontes de atuação, eh, de produção, de utilidade, né? Muito bem. Ô, Denise, eu vi algumas fotos da associação e percebi a participação de muita gente. Eu gostaria que você falasse pra gente como funciona a associação, esse projeto de vocês, quem que pode participar, eh o que que traz de benefício, como que como que funciona, como que foi criado tudo isso. Bom, eh, eu queria a nossa associação e a ideia de corus não é casa de rebolo. A gente não tem apoio, né, psicológico dentro da vida. A ideia é é são pessoas autônomas que querem viver junto. Cada um de nós tem a nossa casa com a independência para receber amigos do jeito que a gente vive. Só que as casas são adaptadas para verice e também eh estas nós temos uma casa comum e uma vila que facilita você ver as pessoas interagir com seus. E o que tem a literatura mostrada é que as pessoas que vivem em cohouse, elas vivem mais, elas vivem mais feliz e com mais saúde, porque elas têm confiso social, elas precisam autogerenciar a própria vila. Isso dá alegrias da festa e isso dá todos os problemas que a vida coletiva traz. Uhum. E uma vida saudável, ela precisa desses problemas, porque dos problemas que a gente continua crescendo. Eu acho que a grande mudança na da aposentadoria para essa fase da vida é você ter tempo para fazer outras coisas, é você recriar uma rotina e você ser flexível. Convívio social em grandes grupos demanda isso. Exatamente. Nossa, adorei as fotos, né? Você viu que maravilha, né? Qual que é a variação que você faz desse projeto? E a gente percebe pelas fotos. Claro que toda a gente vai tirar foto, a gente tá sorridente, mas o pessoal daquelas fotos ali que nós vimos, eles estão transbordando, eles estão brilhando, né? e mostra que é um lugar que realmente traz aquela aquela sensação de pertencimento, aquela felicidade, aquela coisa gostosa de viver o momento ali. É, tem essa sensação também. Acho que eh essa palavra pertencimento, ela faz eh muito sentido para mim, né? Eh, quando a gente pensa na nesse nessa fase do envelhecimento e do aposentado, a gente tá tá falando aqui da sensação de pertencimento. E essa vila acho que traz muito isso, né? Eu achei eh não sei se eu tô romantizando, né, porque eu vou usar a palavra lindo, mas achei lindo, achei muito bonito aquilo que a Denise traz, assim, eh, a gente inclusive vai ter problemas de convivência porque a gente vai viver em comunidade e isso não é fácil, mas acho bonito isso porque a gente tá falando, afinal de contas da vida, né? E a vida é isso. Independente da fase da vida, se somos crianças, adultos ou velhos, a gente inclusive vai ter que tá lidando com com as questões da convivência, das relações, né? O problema é quando a gente tá vivendo isolado, fechado, eh, abandonado, com a sensação do abandono, que inclusive nem sempre, mas em alguns casos, né, os velhos são depositados em casas de repouso, que essa palavra repouso também me dá um um certo desconforto, né? Mas enfim, pois é, né? Eh, antes tínhamos a palavra asilo, né? Aí agora a gente fala casa de repouso. E a casa de repouso arremete a a uma coisa mais apassivada, né? Assim, eu não tô ativo, eu tô passivo, né? Exato. É, exatamente. Você tá repousando, aguardando algo, né? É, é a impressão que eu tenho, né? Me desculpe, mas a impressão é o que eu sinto. Você concorda com isso, Denise? Ah, eu concordo. Eu concordo com isso e tenho a maior implicância com essa coisa da melhor idade. Eu não acho. Ah, somos duas, Denise. Eu acho isso uma hipotesia. Uhum. é melhor idade paraa farmácia, mas é melhor idade, mas tem possibilidade de fazer um monte de coisa interessante e a gente esquece que toda nosso processo de vida envolveu mudança. Não foi fácil entrar no mercado de trabalho, não foi fácil viver no mercado de trabalho e depois de 35 anos de carreira, não é fácil você nem inventar uma rotina. Mas isso é parte da vida, é isso que a hora que a gente parar de crescer, aí morreu. Exatamente. É, são os desafios, né? O dia a dia, o desafio, aquela coisa, poxa a vida hoje eu tive um dia puxado, chega em casa, olha quanta coisa você fez durante o dia. E é isso que nos move, né? E eu acredito que pessoal 60 mais, pessoal que tá se aposentando, é claro, a primeira impressão que a gente tem quando a gente fala: "Estou me aposentando é eu vou parar", né? Ninguém mais vai me aceitar, eu não faço mais parte. Gente, o pertencimento, a sensação de pertencimento desse mundo, desse bairro, desse lugar, dessa cidade, sabe? A gente precisa ter isso pra gente continuar vivendo. E a Denise e toda essa equipe que a gente viu na foto é um exemplo magnífico de que é só uma mudança de fase. Os desafios continuam, o dia a dia continua, só que agora de uma forma diferente e a gente precisa estar eh preparado, né, para esse reinício, esse início de uma nova fase da vida. É por isso que a gente conversar com a gente e explicar como funciona essa preparação e a gente precisa tomar cuidado também com a questão da saúde mental principalmente. Olha, tem um boletim aqui. Eh, Denise, eu quero que você preste atenção nesse boletim que o André Aranha, ele foi pro centro da cidade e conversou com algumas pessoas e olha, ele escolheu a dedo. Eu adorei. Já vou dar parabéns pro meu parceiro André Aranha, nosso repórter. Porque ele teve uma visão maravilhosa. Eu adorei material porque ele conversou com as pessoas para saber se elas estão prontas para enfrentar a aposentadoria. O detalhe são as pessoas que ele encontrou. Vamos conferir. Vamos lá, André. Bom dia. Bom dia para você, Rúbia. Bom dia para todo mundo acompanhando estúdio Câmara. Bom, a gente veio aqui para o centro de Campinas para entender como as pessoas lidam quando chega aquele momento de transição. Pois é, quando chega a aposentadoria, quando todo mundo para de trabalhar e aí, como fica a cabeça? Será que é legal praticar atividade física, estar com os familiares? É isso que a gente vai entender agora aqui no estúdio Câmara. Bom dia. Tudo bem? O que o senhor começou a fazer quando ficou aposentado para para se distrair, enfim, para ficar com a cabeça legal? Eu vou pescar, vou pescar tudo fim de semana. Só isso. Pescar é muito bom, né? De manhã cedo não tem preocupação com nada. Descanso, alguma viagzinha pequena por aí e tudo bem. E a senhora trabalhava com o quê? Fábrica de calçados. E hoje só descansa. Só descansa. Como foi quando a senhora parou de trabalhar, veio a aposentadoria e ficou ficou em casa tranquila, curtindo a a família? Foi bom, foi muito bom. C lá saindo, passeando um pouco, brincando com as crianças, com as sobrinhada, né? Só isso. Olá, bom dia. Tudo bem? E aí, tudo joia? A senhora já é aposentada? Sim, faz tempo. E a senhora conseguiu se desvincular completamente do trabalho quando se aposentou? Desde 49 anos. E hoje o que a senhora faz para para distrair a cabeça e tudo mais? Faço artesanato, vou nas igrejas e participo das escolinhas. Aí me divirto. É muito bom, né, Rúbia? Galera aí se preparando. Uns já chegaram na aposentadoria. Enfim, é isso mesmo, né? tem que fazer esse momento de transição, se desvincular, claro, do trabalho, quem pode, né, evidentemente curtir, né, com a família, fazer esporte. Eu, por exemplo, tá um pouco longe aí na minha aposentadoria, viu, Rúbio, mas eu quero, claro, jogar muito fut vôlei quando esse momento chegar e curtir a minha família que é tudo de bom. Valeu, Rúbian. Bom dia para você. Valeu, meu parceiro André Aranha. É, esse é jogador de fut vôlei e ele diz que vai, quando chegar a aposentadoria dele, ele quer jogar fut vôlei. Que nada, André. Vai montar uma escolinha, a escolinha do Spider-Man. É isso aí. Valeu, viu, Aranha? Obrigada aí pela sua participação e que legal. Você viu as pessoas, né? Você viu? Você viu, Denise? As pessoas que o André conversou. E que legal, porque a todas as pessoas que ele conversou são pessoas que são aposentadas e que estão levando a vida. Daí me chamou atenção a dona Teresa que ela tá viajando, ela tá passeando, ela tá curtindo, ela tem a sensação de pertencimento e aceitação da situação em que ela vive hoje. É isso, nossa psicóloga, explica pra gente a o segredo dessa sensação de pertencimento, dessa questão de você aceitar o momento e desfrutar desse momento da melhor forma possível. É, eu acho que aceitar e ter essa sensação de pertencimento, eh, acho também vem muito da sensação de, eh, em algum momento dever cumprido. Eh, então assim, na fase mais produtiva da vida, me dediquei, me entreguei, eh foi importante para mim, mas o descanso dessa fase mais corrida, eh, mais intensa também e é possível, né? É bem-vindo, né? Até tava chegando aqui e uma pessoa disse assim para mim: "Olha, já tô prontíssimo para minha aposentadoria", viu? Mas é uma pessoa jovem assim, brincando, falou: "Psicologicamente estou muito pronto". Porque de eh para algumas pessoas, muitas pessoas, inclusive é uma fase muito desejada, né? Eh, aposentar-se e poder desfrutar. Então, desfrutar viajando, desfrutar da família, do eh dos netos, eh desfrutar podendo fazer coisas que dão prazer, porque muitas vezes o trabalho é um ambiente estressante, exaustivo, é fonte de ansiedade, Às vezes crises de pânico. Então, assim, uma pessoa que sofre muito com esse ambiente profissional também pode eh se hã se beneficiar muito, né, dessa fase de aposentadoria. Exatamente. Exatamente, né, Denise? É um, é uma fase que você pode aproveitar porque você tem aí um tempo, você tem pessoas, você tem experiência de vida, você sabe muito bem o que você quer e o que você não quer, o que você permite e o que você não permite. E aí é só viver. Concorda comigo? Vamos lá, conta pra gente como é que é viver eh depois da aposentadoria, aproveitando os melhores momentos. Eu não sei, tem um macarrão atrás de você aí? você faz a você faz hidroginástica, vai pra piscina. Eu tô vendo aí o equipamento utilizado na piscina. Bom, eu acho que a questão de cuidado físico, ela passa, ela é importante ao longo de toda a vida, mas ela passa a ser mais importante quando a gente chega numa certa idade. Agora, eu acho que a gente tem que pensar de uma forma mais ampla. trabalho deveria ser parte da vida, não a vida. Uhum. Então, se a pessoa quer curtir a vida, tem que curtindo aqui e agora. Uhum. Se você tá se preparando paraa aposentadoria, aprenda a ter vida fora do trabalho. Uhum. Eu acho que a menor preparação que a gente pode ter é aprender a viver o momento. Tem uma pressão social de produtividade que deixa as pessoas doem. Então isso não é um problema. Eu vejo os jovens assim, a quando eu aposentar não é aqui agora. Uhum. Era assim quando eu tava trabalhando com menos tempo. É assim agora que eu tenho mais tempo. E o grande dilema é que durante o trabalho você quase não tem tempo e depois você não tem todo o tempo do mundo e não sabe o que fazer. Perfeito. Uhum. Perfeito, né? Eh, é algo assim que há de se pensar, né? Porque se você não tem uma preparação na pré-aposentadoria, eh, depois, igual ela disse, depois, eh, depois de tudo você vai ficar se deparar com um vazio, né? Eu gostaria que você explicasse pra gente, Lívia, eh como que funciona a o nosso cérebro nesse momento, dá um bug no sistema, né? E o que que a gente pode fazer para, se eu estou na pré-aposentadoria, o que que eu posso fazer para estar com a minha saúde mental em dia? para que eu possa encarar essa essa nova fase. Olha, eh cognitivamente tem uma queda, né, assim, com o a chegada do envelhecimento, com a a vida, naturalmente a gente tem uma queda na na nas funções cognitivas, mas isso pode ser maior ou menor também devido a muitos fatores ambientais de como essa pessoa eh viveu e vive a vida até ali. Uhum. né? Então isso a gente tem que levar em consideração. H, eu acho que eh esse essa essa pré-aposentadoria eh ela começa quando, né? É difícil dizer pré-aposentadoria. Então a gente tá falando do do momento eh um ano antes, meses antes, ou estamos falando de um de um de uma vida? Quando a Denise traz eh a gente precisa olhar de forma mais ampla. Eu acho muito interessante, achei lindo, brilhante isso que ela trouxe, porque nós somos um um nós somos seres eh longinnos, né? Então, não dá para analisar somente uma fase da vida. A gente tem que analisar a a vida como um todo, entender que nós somos frutos de uma história e essa história eh vai interferir bastante no envelhecimento, né? como nós nos cuidamos até ali. Se somos pessoas que estamos eh sempre muito estressadas, muito eh voltadas pro trabalho num nível que a dedicação é tão intensa que nos tira saúde mental e física, você vai colher isso no seu envelhecimento, né? E também muitas vezes eh essa identidade fica tão baseada naquilo que eu sou quando trabalho que quando eu deixo de estar no ambiente de trabalho, não me reconheço, não sei quem sou. E e aí eh esse é um dos fatores que faz com que eu, eu diria, é importante a gente começar a parar, a pensar se não é interessante essa pessoa ter uma ajuda, né, profissional, eh psicoterapêutica, né, psicanalítica. É importante. Eu acho que a questão da terapia, ela é importante para todos em todas as fases da vida, né? E principalmente nesses momentos de transição, é o momento que você precisa de autoconhecimento, você precisa de uma ajuda para que você possa seguir, seja ele uma pré-aposentadoria ou mudança eh eh de vida, você vai para uma outra cidade ou então está numa nova fase. Acredito que a o a terapia, a um pessoas, né, que estão ali capazes que que possam te ajudar nesse momento, é muito importante. Quando a gente fala da pré-aposentadoria, é algo que mexe muito, né, bastante aí com o dia a dia, com a saúde mental das pessoas que estão acostumada a viver de uma forma. E aí do dia paraa noite, às vezes é aquela corrida, né, aquela corrida, eu vou, eu vou conseguir me aposentar, vou lá, mexo com os papéis, tal, pá, veio o papel, está aposentado de hoje para amanhã. Já pensou você dormir hoje, né, CLT, trabalhando, correndo? Ou então, seja o que for, tá trabalhando. Amanhã você acorda, para onde eu vou? Que que eu vou fazer? né? E agora o que que aconteceu? Tô aposentado, mas eu não sirvo mais, né? Que quem vai o que que eu vou fazer? Eu posso ajudar como, né? Então é aquela questão eh da preparação. Není, nós temos perguntas, tá? pessoal tá participando com a gente, os nossos telespectadores. A gente tem pergunta, então agora a gente vai eh colocar as perguntas na tela e aí vocês duas vão respondendo os nossos telespectadores que estão acompanhando o nosso programa e inclusive gostando muito desse assunto que a gente tá falando hoje. Vamos lá, então. Perguntas. Eh, Renata, 72 anos, Indaiatuba, enviada pela cuidadora da dona Renata. Depois que comecei a ir para a creche do idoso em Indaiatuba, voltei a sorrir. Aqui eu me sinto útil e bem acompanhada. Olha só, você viu esse depoimento, Denise? Renata, 72 anos de Indaiatuba acompanhando a gente. Ah, de fato, eu acho que quando você tá vivendo entre os pares, você se sente normal. Ninguém briga se você esquece das coisas. [Risadas] Ai, é isso mesmo. Você viu, Lívia, né? Importante essa essa e essa convivência, né? Você precisa sair de casa, você tem que conviver com pessoas e isso é saudável, então estimula, né? Uhum. É, em todas as fases da vida, né? assim, eh, o adolescente quer conviver com seus pares, os adolescentes. Eh, os adultos querem conviver com seus pares, os adultos, e os idosos também, porque a gente quer se sentir compreendido, a gente quer se sentir parte daquilo eh que faz sentido também naquele momento da nossa vida, né? Assim, eu me sinto compreendido. Tem alguém que olha e fala: "Nossa, eu também tô passando por isso". Você esqueceu? Nossa, também menina não lembrava daquilo. Sim. se identifica, né? É isso que acontece mesmo, né, Denise? É isso aí. Muito bom. Você tem pessoas que t mais disponibilidade tempo livre para fazer coisas com você. Maravilha, gente. Olha, é bem importante esse assunto que a gente tá debatendo hoje, né? trazendo é uma opção para você que está na pré-aposentadoria para você lembrar que existe vida e muita vida pós aposentadoria, né? Pré aí, pós. No outro dia eu vou fazer o quê? Vai viver, meu amigo, minha amiga, vai viver. Eduardo do Jardim Campos. Denise, quem quiser montar uma iniciativa parecida com a Vila Conviver na própria cidade ou com amigos aposentados, por onde a gente começa? Existe alguma cartilha? é um modelo ou uma orientação que ajude a tirar esse tipo de projeto do papel. O pessoal já tá se interessando no projeto, hein, Denise? Legal. Olha, tem muita literatura sobre isso. E no nosso site que é Cousino Vila Conviver, acho que se puser no Google Vila Conviver, você chega no site, tem informação e nós estamos abertos também para compartilhar a experiência que a gente tá tendo. Olha aí que maravilha, né? É, é importante esse compartilhar experiência, troca de informações, porque a vida conviver é um exemplo a ser seguido, gente. Isso é maravilhoso, você poder eh eh escolher o local, o lugar que você vai morar, as pessoas que você vai ter a sua a companhia. É claro, você não vai conhecer todo mundo, né? Igual Denise falou, chegou lá, não era todo mundo amigo, não era todo mundo conhecido, mas agora já conhece a galera, já tem uma convivência legal. E olha, vou te falar, a vida continua, os problemas continuam, as alegrias também. E é tudo da mesma forma. É só você que mudou aí um pouquinho a percepção e tá vivendo em um novo ciclo, né? Vamos lá. Márcia do Jardim, São Marcos. Denise, mais uma para Denise. Quem pode morar na vila Conviver? Qualquer aposentado pode participar do projeto. Qualquer pessoa que tenha 50 a mais pode participar do projeto. Nós temos 34 casas na vila, temos poucas casas ainda que estão livres e pode participar. Ah, uma coisa que é importante colocar é que você ingressar numa iniciativa desta natureza pressupõe abertura para reaprender a viver como Uhum. Porque a nossa sociedade é muito individualista, cada um vive no seu casulo e virta comunitária, não é isso? Eh, ela fazer justamente pelos desafios. É importante esse ponto que você eh que você colocou aí, né, Denise? É uma é um um conviver, né? Eh, viver entre pessoas, né? Não é aquele negócio, não, entrei em casa, fechei a porta, não vejo ninguém, não quero falar com ninguém e pronto. Não, é um é uma nova forma de, de viver. É isso. É um compromisso com o coletivo. Uhum. Muito bom. E isso é importante e traz aí eh aquele ponto que a gente disse eh conviver eh na sociedade. Então a gente tem aí o jovem vai conviver com o jovem, né? a pessoa adolescente vai conviver com adolescente, criança com criança. E aí depois da aposentadoria é são pessoas que se unem para uma convivência e ter aquele compromisso com o coletivo, né? E isso também traz a assertividade que da daquela questão eh que a pessoa quando ela ela fica um pouco mais velha, ela ela se aposenta, ela às vezes prefere ficar sozinha, ela vai pro isolamento. E aqui nessa vila conviver não tem isso, né? você está convivendo em harmonia com várias pessoas falando aí eh da tendo a os pensamentos levados aí no mesmo caminho, que são pessoas que trabalharam, pessoas que tiveram aí a uma vida extensa e que hoje se aposentaram e que estão vivendo de uma nova forma, mas todas elas com aquele compromisso da coletividade. Olha só que interessante isso, né? e a responsabilidade, né, que continua, a autonomia que continua, né? Então eu eu continuo me sentindo dono de mim, das minhas funções mentais, físicas, quero continuar cuidando de mim mesmo e também participar de uma comunidade onde todos cuidamos uns dos outros, né? Eh, todos participamos de alguma maneira eh da das decisões, tomamos as decisões. Eh, inclusive a imagino eu, né, eh, que ali na Vila Conviver as decisões e também as ações precisam ser deles, né? Então, eh, acho que nem tá pronta ainda, mas eu já fico aqui fantasiando, sonhando como deve ser ou como vai ser, né? eh situações em que mesmo a manutenção eh a situação da da do cotidiano ali, da vida diária, da dos imprevistos, eh, da vida cotidiana e esses aposentados e alguns já idosos vivendo e tomando decisões e tomando ações para resolver esses problemas, né? A autonomia ela é maravilhosa e principalmente quando você tem aí uma qualidade de vida e eh um dia a dia que te permite observar a sua autonomia. Isso é faz muito bem pra saúde mental. Vamos lá, Ana do Taquaral. Quais atividades podem ajudar a manter a saúde mental durante a aposentadoria? Lívia, as atividades, vamos lá. É, eu acho que eh são vastas, né, assim, desde que eh a gente leve em consideração o prazer, né, o interesse, a motivação daquela pessoa dentro daquilo eh que que é possível, mas ela pode se envolver em desde um artesanato, como teve uma senhora que falou ali com o André Aranha, eh até outras eh possibilidades. Então, a gente tá falando aqui artesanato, atividades físicas, esporte, dança, hã, pintura. Eh, estamos falando então de hobbies, né? Eh, mas estamos falando também de cursos, como por exemplo, eh, cursos que são do interesse daquela pessoa, curso de fotografia, mecânica, eh, não importa, né? Até voltar pra sala de aula. Até voltar pra sala de aula. Nós temos aí exemplos, me perdo estar te cortando, mas aqui me lembrei agora, exemplos de pessoas com 97 anos. Eu vi um senhor que ele se formou em medicina. Gente, que coisa mais linda do mundo. Quem é que disse que tem idade para você fazer o que você tem vontade, para você fazer um curso, para você estudar, para você correr atrás dos seus sonhos, para você realizar. Não tem idade. É, eu eu até resgatei ontem um eh me lembraram desse filme, uma pessoa muito querida me lembrou desse filme, aquele filme com o Deniro, Robert Deniro, eh, Um senhor estagiário. Ah, sim, verdade. Eu assisti esse filme maravilhoso. Ele é maravilhoso porque ele é um senhor aposentado que trabalhou e foi eh se não sei se se ele foi um CEO, se ele foi um gerente, algum algum cargo alto de uma empresa, mas ele tava aposentado e ele fala eh que ele tentou se ocupar de várias maneiras, viajou, fez isso, fez aquilo, fez muitos cursos de idioma, mas aí em um determinado momento ele disse: "Mas eu sinto falta de parece ter um vazio, então eu preciso sair de casa todos os dias e me sentir vivo. Não importa, não importa para onde eu vá, eu tenho que acordar, sair de casa e me sentir produtivo, vivo, rotina, enfim. E aí ele eh vai procurar um trabalho e ele se torna estagiário de uma empresa de moda, né? E ali ele se reencontra se sentindo útil novamente. Então assim, voltar pra sala de aula, voltar para ambiente de trabalho, desde que você sinta que tá dentro de do daquilo que é aceitável eh fisicamente, emocionalmente para você, né? Acho que são muitas as possibilidades. É, e esse filme é eu deixo também como dica, assisti o filme super adorei, porque ele entra na empresa e aí as pessoas, tipo, o que que ele tá fazendo aqui? Mas ele é tão ele é experte no assunto, né, em liderança. E aí aos poucos ele vai mostrando a sua expertise e ele vai conquistando as pessoas que trabalham nesse espaço. E aí a felicidade é é a gente percebe ali nas ações, né, as pessoas, todo mundo junto vivendo em eh comunhão, todos juntos. E é o que acontece na vila conviver, né? Então isso é importante demais. Vamos lá. O Alfredo e a Rita Ouro Verde. Aposentei, comprei um motor home. Olha, com minha esposa. Estamos rodando o Brasil juntos. Quando voltamos para casa, já começamos a planejar a próxima viagem. Poxa vida, hein, Alfredo Rita, que legal. Ô, foi assertivo, né, Denise? A compra desse motor home, né? Foi mesmo. Tá aí uma ótima ideia, né? É uma ótima ideia, né? está aposentado, quer passear, vai lá, vai compra o motorome mesmo, vai passear mesmo, vai viajar mesmo, aproveita, porque essa vida é uma só e ela passa rápido demais. Temos mais perguntas, produção? Se tiver, pode mandar pra gente. Eh, agora faltando 10 minutinhos para as 9, o Carlos do Jardim do Lago. Quais são os principais desafios emocionais que as pessoas enfrentam ao se aposentar? É aquela questão, né, Lívia? eh os sintomas e e os desafios da emoção, porque isso mexe com a gente, né? Sim, mexe sim. Eh, olha, acho que a gente pode pensar aqui na falta de sono. Tô tô pensando aqui desafios barra sintomas. Uhum. Né? Tô tô indo um pouquinho para esse para esse lado dos sintomas que essa pessoa pode apresentar quando ela não tá lidando muito bem com essa fase. Então, perda de sono, dificuldade com sono, eh inclusive perda de aptite, eh mudanças que são que vão acontecendo, eh, que são sutis muitas vezes, mas que estão presentes. é uma uma irritabilidade maior também pode ser que esteja presente é uma sensação de esquecimento, de abandono, de que ninguém se importa, né? Esse sentimento pode estar conectado com a realidade, né? às vezes a a família eh tá um pouquinho mais distante, eh uma expectativa de que as pessoas estejam eh mais próximas, mas as pessoas, os adultos, família, os filhos estão lá tocando a vida deles e não conseguem dar tanta atenção e isso não é muito bem-vindo pela pessoa. Eh, então são são desafios importantes esses. aquela tristeza que que vai ficando mais eh intensa, mais presente, né, que a gente pode entender como talvez um sinal de depressão, eh um nível maior de ansiedade, porque eh nada tá bom. Eh, e aí essa ansiedade também é vista eh como um vazio, né? Então, nada tá bom, eu não consigo me encontrar, eu não não me sinto pertencente a nada. Eh, esses são desafios, são sintomas que precisam de atenção, precisam de atenção e muita atenção, porque pode acontecer casos de depressão, de ansiedade e a gente precisa lembrar que o tratamento, né, paraa depressão e para para a ansiedade, para as pessoas 60 a mais é um pouco mais diferente. Então, precisa estar atento principalmente à família, né? Principalmente à família. E aí, faz quanto tempo que você não vai na casa da avó? Gente, é uma delícia na casa da avó. Eu adorava ver na casa da avó. Hoje minha avó não está mais aqui conosco, mas a casa da avó é maravilhosa. Faz quanto tempo que você não vai na casa da tua mãe, na casa da sua avó, você percebe que a correria do dia a dia, o nosso automático, a gente acaba deixando de cuidar das nossas pessoas, né? Então a gente precisa se atentar com esse detalhe, porque hoje nós estamos falando de aposentadoria, mas aquela questão psicológica da aposentadoria, você está preparado para se aposentar e depois da aposentadoria que que você vai fazer? Isso me remete a questão também da família, né, nesse momento de preparação aí para esse novo ciclo. A Neid do Parque Oziel. Achei que aposentadoria seria só descanso. Hum. Mas me senti sozinha. Ô, Neid, só melhorou quando voltei a ter uma rotina de trabalho. Olha aí, hein? Aposentada, se aposentou, mas voltou para o mercado de trabalho. Eu gostaria que você falasse dessa questão, né? Eh, porque acredito, eh, você foi professora, isso? Você é professora? Você atua ainda? Não, eu 35 anos, 4 anos como voluntária e agora eu faço outras coisas. Uhum. Mas continua atuando, trabalhando, né? A Neid fala que ela achou que a aposentadoria fosse só descanso, mas aí ela não conseguiu se encontrar nesse momento de descanso e ela, né, buscou uma uma outra forma que é, na verdade, voltar ao mercado de trabalho eh de alguma maneira. Qual a avaliação que você faz das pessoas que se aposentam e elas continuam inseridas no mercado de trabalho? Eu acho que é interessante, mas é difícil o mercado de trabalho aceitar essa inclusão. Uhum. Porque a sociedade tem preconceito contra idoso, etarismo. Sim. Uhum. Então é difícil isso, mas você tem associações beneficientes que você pode desenvolver também. Uhum. E você tem outras opações. Esse projeto nos dá um trabalho enorme. Ai, que delícia. Sério, nós estamos estamos trabalhando nisso, vencendo problema a cada dia, ultrapassando problema a cada dia. Então, uma coisa que é importante pensar é que para você descansar, você já tá cansado antes. Então, se você não tem atividades, você sobra tempo. Eh, e essa sobra de tempo, essa ociosidade, é que às vezes traz aquela questão de você parar e dizer: "Eu pertenço ainda a esse mundo, né? Que que eu tô fazendo aqui?" essa ociosidade que não é bem vista, acredito, eh, não só quando a gente se aposenta, mas é em todo momento da nossa vida, né? A ociosidade ela não é boa, mas principalmente para quem já está aposentado, é preciso ficar atento com essa questão de estar ocioso, né, Denise? Sim, mesmo, porque se ficar parado a cabeça, o corpo, tudo não cai. É, exatamente, né, Livi? Eh, eu tô eh ouvindo vocês e tô pensando aqui na questão de de ter uma rotina estruturada, né? Acho que fica aí uma eh não sei se dica pra gente pensar eh levar em consideração eh uma rotina estruturada, ela também eh ajuda muito, independente da idade, da fase da vida, eh para que a gente tenha uma mente organizada, sim, né? Então isso também ajuda para que a gente tenha uma mente saudável, uma mente sã. Eh, então eu acordo e eu tenho mais ou menos uma previsibilidade eh de atividades pro meu dia, né? Eu não fico somente entregue ao isolamento, eh à ociosidade, ao sedentarismo, né? Então, eh, alguém falou de uma creche, eh, isso, uma creche dos idosos dauba, idosos, isso. em Campinas também, né? Pelo que eu pesquisei aqui, temos inclusive ali no Centro de Vivência do Idoso, né, algumas atividades interessantes, importantes, desde de atividade física de alongamento, pilates, yoga, eh, que você pode fazer pela prefeitura ou que você pode fazer particular, mas que essas pessoas tenham atividades ao longo do seu dia. Eh, aí é muito pessoal aquilo com que a pessoa realmente se identifica. Às vezes a pessoa não se identifica somente em estar se ocupando dessa maneira e ela volta pro mercado de trabalho quando ela consegue devido a essas questões, né, estereotipadas aí, essas questões do preconceito, né, eh, que acho que a Denise colocou e lembrou muito bem. É verdade, muito bem lembrado a questão do etarismo, né? A gente precisa ficar atento porque todos nós vamos envelhecer. E envelhecer com qualidade de vida, isso é direito de todos também. né? Então tem que se ligar aí etarismo, viu? Se você não sabe o que é, puxa lá no Google, tenho certeza que você vai entender e vai tomar cuidado. Vamos lá. Lúcia do Jardim Garcia, adorei o comentário da Denise. A melhor idade é só na farmácia, acompanhando outras pessoas na internet. Criei coragem, comecei a fazer o crossfit, adoro. Nunca me senti tão viva e diminuir os remédios. Ó, Lúcia, parabéns, que linda. Fazendo crossfit, gente. Olha que delícia. Eh, falando no seu comentário, né? A melhor idade é só na farmácia. Quem disse que é a melhor idade? A gente precisa parar de de usar essas nomenclaturas, né? A gente precisa ser mais assertivo quando a gente fala sobre a pessoa 60 mais. Tá vivendo, né? Vamos lá. A expectativa de vida aumentou tanto, né, Denise? É, eu acho que esse comentário é cínico. Quem fala isso não acha isso. Exatamente. É essa questão, né? Melhor idade. Melhor idade para quem, né? Terceira idade e a quarta e a quinta e a sexta e a primeira e a segunda, né? Então a gente precisa rever essas nomenclaturas e a gente precisa sim dar valor, né? Dar valor ao hoje, dar valor à vida e estar atento aos sinais. Você família, né? Fique atento também a pessoa idosa que tá do seu lado, eh, a pessoa que tá se preparando, às vezes tá passando por uma situação, ela não te fala, mas ela não tá legal. Então, fique atento aos sinais, eh, incentive, né, a estar próximo de outras pessoas, a fazer uma atividade física, a buscar aquela parceria, a convivência. E é disso que a vida é feita, né? Então para nós, para vocês, pros pequenos, é todo mundo precisa de estar convivendo em harmonia. E esse é o segredo da vida, gente. É sobre isso que a gente tá falando hoje. Aposentadoria, saúde mental. Eu gostaria de agradecer eh você, eh, Lívia Pacheco, pela sua participação, pela sua contribuição com a gente. Muito obrigada. Acredito que foi aí um momento bem gostoso que a gente conseguiu levar alguma informação pras pessoas que estão em casa. Obrigada. Eu que agradeço. Tomara. Maravilha. E a gente agradece também a professora Denise, que trouxe pra gente eh a experiência, né, dessa dessa desse projeto eh eh conviver. Eu acho que é isso. O segredo da vida é a convivência. A gente precisa aprender a conviver em harmonia com as pessoas. E somos diferentes um uns dos outros, mas somos pessoas sociáveis, né, Denise? Isso. E fica um grande uma grande dica, não espere envelhecer para viver. Muito bem. E que dica para fechar a nossa semana. Não espere envelhecer para viver. É isso mesmo. A gente agradece então mais uma vez, Deniseia, sua participação. Lívia também, tá? E no programa da segunda-feira, gente, a gente vai falar sobre memória. Olha isso. Por a nossa memória está cada vez pior. A sua tá, a minha de vez em quando dá uma falhadinha, viu? Vou te falar, dá um bug no sistema. A perda de memória é uma preocupação comum à medida que envelhecemos. esquecer onde deixamos as chaves ou nome de pessoas ou datas. Pode ser frustrante, mas é normal até certo ponto, tá? No entanto, existem casos que a perda de memória pode ser preocupante, ainda mais porque isso tem acontecido cada vez mais cedo com pessoas ainda jovens. Então, a gente vai falar sobre memória na segunda-feira. Não esquece, segunda-feira a partir das 8 da manhã ao vivo, nós nos reencontramos aqui no nosso estúdio Câmara. Agradecendo mais uma vez a sua audiência, a sua companhia. Sexamos, então desejo a você um ótimo final de semana, agradecendo as nossas convidadas, né, que contribuíram pra gente fazer um programa bem gostoso, falando para você sobre viver, né? Viver é conviver e viver é viver em harmonia. Então, cuide-se muito bem, tenha um excelente final de semana, que Deus te abençoe e a gente se encontra na segunda-feira, se Deus quiser. Valeu, pessoal. Fica com Deus. Tchau, tchau. Valeu, pessoal. Valeu, meninas. Obrigada. [Música]
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