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[Música] Olá são 2:02 uma boa tarde para você aí de casa porque olha só a saúde mental de uma pessoa está relacionada à forma como ela reage às exigências da vida e ao modo como harmoniza seus des desejos capacidades ambições ideias e Emoções ter saúde mental é estar bem consigo mesmo e com os outros aceitar as exigências da vida desculpa ó pessoal E com essa premissa falar aí do Janeiro branco que é uma campanha que busca sensibilizar a população para a importância do bem-estar psicológico estimular a busca por cuidados especializados quando necessário e como Janeiro é o mês associado a recomeços reflexões e novos projetos ele foi escolhido para tratar o tema que na verdade deve ser discutido sempre de Janeiro a Janeiro e hoje aqui no estudo Câmara nós vamos falar sobre saúde mental em vários aspectos da nossa vida com psiquiatra Alexandre paulu seja bem-vindo Alexandre nós também estamos aqui com a Juliana Lima de Paula que é consultora de RH Mãe de mato e voluntária do núcleo de saúde mental da ONG prematuridade.com e a gente conta aqui direto através de uma plataforma digital também com a Simone Dantas que é psicanalista e uma das coordenadoras inclusive da prematuridade.com gente sejam todos bem-vindos Lembrando que você aí de casa pode participar mandando perguntas aos nossos entrevistados através do WhatsApp da TV Câmara Campinas 1997 829 3776 gente olha primeiro eu vou dar aqui alguns dados que eu fiz né uma pesquisa a nossa produção também fez alguns levantamentos de acordo com o site Janeiro ponto eh janeirobrasil lidera o ranking mundial de transtornos de ansiedade com 9.3% da população afetada o que equivale a cerca de 18 milhões de brasileiros a a depressão também é uma preocupação crescente agravada pelo impacto da pandemia da covid-19 que levou um aumento de 25% nos casos de transtornos mentais no país de acordo com a OMS a Organização Mundial da Saúde pensando em tudo isso eu queria primeiramente que Dr Alexandre falasse pra gente quando a gente pensa em Saúde Mental que que a gente pode pensar nesse nessa abertura que eu fiz até sobre né como que a gente consegue harmonizar e pensar em estar bem inclusive diante das adversidades seja bem-vindo muito obrigado é realmente é um Desafio né muitas vezes eh acabam acontecendo sobrecargas né E aí pode ser necessário né alguma ajuda tá inicialmente essa ajuda pode ser de de pessoas conhecidas né de um apoio um suporte E caso né Eh o sofrimento continue se agrave né as dificuldades aí pode iniciar um uma procura para um profissional né sim um profissional de saúde mental tá um psicólogo ou um psiquiatra Tá sim então Eh é difícil ter uma receita de bolo pra gente eh lidar com as adversidades porque isso é extremamente variável né Às vezes o que é pequeno demais para mim é grande para você né Exatamente é às vezes é é isso é um problema que as pessoas acabam encontrando no dia a dia né porque muitas vezes quando elas vão pedir ajuda acaba tendo um julgamento né Mas isso não é para tanto né pode acontecer até eh de alguma situação quando eh uma pessoa pede ajuda a pessoa que ouve pode entender aquilo até como uma coisa positiva né mas para quem tá vivenciando Não ela tá com dificuldades né são coisas dela então Eh para realmente ouvir né a pessoa que tá com algum problema de saúde mental tem que individualizar e respeitar a individualidade dela tá certo então daqui a pouquinho a gente volta a falar Doutor porque agora a gente vai falar com a Juliana Lima de Paula que é consultora de RH Mãe de prematuro e ela é voluntária da ONG prematuridade.com Ela tá aqui como Na verdade uma personagem que viveu uma história vai falar da da contar aqui sua história pra gente porque a gente também está aqui ligadinho com a Simone Dantas e Simone antes até da do testemunho da Juliana eu quero que você fale um pouquinho o que é a prematuridade pon comom e quando a gente pensa nessa questão da Saúde Mental onde entra esse contexto quando a gente aborda esse tema então a ONG prematuridade né é uma ONG voltada para saúde e para ações direcionada à prematuridade hoje o Brasil ocupa o 10º lugar né no rank de crianças nascidas precocemente e isso parece pouco não é muito são mais ou menos umas 330.000 crianças que nascem anualmente preco e quando a gente fala desse Nascimento não é só o bebê e a saúde mas é a saúde dessa mãe e a saúde dessa família também então se você for multiplicar 330.000 mais ou menos bebês nascidos precocemente Numa família que tenha no mínimo duas pessoas né um casal ou mais um filho a gente vai ver que que a prematuridade ela afeta muita coisa né então a gente tem eh essa mãe com uma saúde emocional extremamente fragilizada a gente tem o pai também E aí eu já queria entrar que o pai Ele não é rede de apoio né muitos acham que ele é apesar do pai tá ali naquele momento tentando fazer tudo para essa mãe mas ele não é rede de de apoio né e e a gente vê que precisava ter um lugar que a gente pudesse falar sobre a prematuridade e é o que e é o que a ONG tem feito falado sobre a prematuridade e não só isso né a gente tem ido aí com projetos né tramitando Eh pra gente poder levar eh mais coisas né mais benefícios para essa mãe que tá vivenciando a prematuridade então a ONG ela tem esse olhar diverso e há TRS anos atrás nós eu né e mais duas psicólogas nós decidimos enviar para um um um projeto e elas aceitaram de braços abertos que seria o núcleo de Saúde Mental para essas mães que estão dentro né vivenciando a prematuridade dentro do ainel que não é fácil elas não passam uma semana não passam duas às vezes tem mães que passam 5 meses e como é que fica o emocional dessa mãe né então a gente tem hoje oferece um núcleo de saúde mental a gente tem dois grupos que faz o encontro eh quinzenalmente um grupo são para famílias que tem seus bebês internados na u Neo e a gente tem um grupo de histórias de afeto e é um grupo para mães que perderam seus bebês pela prematuridade Então são dois grupos assim que TM feito eh ajudado muitas mães né lá elas se encontram lá elas dividem né Eh os as suas dores as as experiências né então isso é é muito bom sempre mediado por uma profissional especializada no assunto da Maternidade prematura Tá certo então obrigada Simone e Juliana como então você que hoje é voluntária da prematuridade.com chegou o que que tava acontecendo na sua vida fala um pouquinho desse seu testemunho dentro desse contexto de pensar na saúde mental da da mãe que tem um bebê prematuro irna Boa tarde obrigada pelo convite por estar aqui né bom e saúde mental nesse momento de Turbilhão né É tudo para uma mãe que está ali entre momentos em que você tá entre a vida e a morte de seu filho né E então a prematuridade ela simplesmente chegou na minha vida né não era algo que era eh eu tinha uma gravidez até então tranquila mas aconteceu tudo normal fazos exames tudo normal tudo norm mal eu estava com um afinamento de colo de útero Mas de repente o que eu tive foi um descolamento de placenta um parto de emergência que foi com anestesia geral que eu fiquei na UTI que eu conheci meu filho por foto e depois fui conhecê-lo 24 horas depois que ele nasceu né que durante uma semana ele ficou estável ele não melhorava ele não piorava né e aquilo era o melhor que eu tinha e você tamb internado ou já tinha tido alta eu tive alta dois dias depois e ele ficou é eu pedi para ficar mais um dia no hospital me deixaram né E esse momento da alta da mãe quando você chega em casa e você não tem a barriga mas não tem também seu filho é quando a realidade chega mais forte e aí e aí isso faz quanto tempo Juli isso faz se anos meu filho é fez se anos em dezembro se anos tá então a gente Inclusive a Juliana fez a gentileza de trazer algumas fotos para nós Vou pedir para pessoal soltar aí as fotos Juliana você vai explicando conforme as fotos aparecendo justamente nesse sentido de de resgatar aquele momento aqui ó tá aqui pode olhar aqui ó essa foto é essa foi a foto de quando ele teve alta né aqui ó pode olhar is tá olhando no retorno isso aqui ó bom essa foi a primeira vez que eu peguei o Gabriel no colo né Eu e meu marido juntos olha ele né hoje hoje ele esse já tem os os dois aninhos aqui é quando a gente né começou a fazer o método Canguru queer deixar o neném né coladinho aqui com a gente para ele ganhar peso sentir o conforto nessa daquele desconforto ali da UTI né tá eh e aqui foi o primeiro dia que nós pegamos ele no colo com 11 dias de vida né então eu tive que esperar 11 dias Porque durante 11 dias ele ficou intubado né então é um momento assim de ansiedade de expectativa tava com quanto tempo de gravidez 29 semanas que é falando se meses meses isso se meses ele nasceu com 1il meio né E aí então a gente também quando tem o filho prematuro aí que você entende que ele vai ter que ficar ali até o tempo da gestação até ganhar o peso né Porque você acha assim não ele vai nascer e eu vou levar para casa não você não vai levar para casa você vai ficar ali né É você sabe o que você tá dizendo e viveu isso na pele né eu também tenho a minha família lá em Minas uma prima minha ela tava de 5 meses né a hoje ela Isadora é uma criança de 8 anos mas ela não tinha 1 kgo na época Então eu acho que primeiro pelo menos ex você tá falando da mãe que Claro é o o centro de tudo mas eu acho que a família toda passa por essa questão toda inteira né então a gente teve essa questão por exemplo os os nossos pais que vieram né a gente via o quanto os avós isso impactou os avós diretamente né porque era como se tivesse tirado o chão deles também né a expectativa era de que tudo fosse tranquilamente né um um um parto a termo né mas isso abalou completamente também a estrutura familiar como um todo mas na época eh como você ficou você se sentiu muito sozinha você se sentiu amparada Qual o sentimento dessa mãe foram momentos o primeiro sentimento é a culpa né aquele momento que você acorda na UTI e é o sentimento que eu nunca tinha vivenciado antes né Mas por que culpa mas culpa Você fala Nossa será que eu eu teria conseguido fazer algo para evitar esse parto prematuro né Será que se eu tivesse trabalhado menos trabalhei muito não olhei para mim não Pri at no meu corpo Será que eu teria percebido sinais e era um sentimento que eu nunca tinha tido antes e o mais interessante é que quando eu estava grávida eu ouvi uma mãe dizer assim nasce uma mãe nasce uma culpa eu olhei para ela e falei Como assim culpa culpa de quê imagina culpa que que é isso né E aí nesse dia eu entendi eu lembrei dela falei gente não é que isso aconteceu mesmo né então para lidar com todo esse turbilhão obviamente eu recorri a terapia eu fui pro psicólogo mas na logo naquele primeiro tempo período ou no período em que eu estava foi depois que tudo isso passou não no período em que eu estava na UTI e chegou um momento né E que eu falei assim gente é muita informação né Mas você foi buscar ou o hospital que te oferecer eu fui buscar eu fui buscar né porque chegou um momento que assim a UTI ela ela parece uma montanha russa né num dia tá bem no outro dia não num dia tá bem no outro dia pegou uma infecção hospitalar num dia tá bem no outro dia teve uma suspeita de de convulsão e teve que entrar com medicamento Mas a gente não sabe se é se não é então são altos e baixos né então lidar com tudo isso eh é angustiante né e a vida e a morte eu vi falecerem três bebês na UTI enquanto eu estava lá né e eu vi os médicos dando a notícia pros pais e assim você fica em choque junto com aquele pai e aquela mãe né porque você se coloca ainda mais no lugar porque você tá ali junto e já vem aquela Será que eu serei a próxima né É E aí e e chegou um momento né A minha mãe foi muito ali a minha rede de apoio vocês falaram de rede de apoio então eles moram em Minas nossos pais a minha mãe acabou ficando comigo em Campinas durante esse tempo meu pai voltou para casa por opção dele né mas ajudou muito porque também ficou sozinha em casa mas ela virou para mim um dia e falou assim Juliana que que tá acontecendo ela ficou assim está telada você tá inseguro cura tudo você me pergunta ela falou assim parece que é outra pessoa na minha frente eu não tô te conhecendo o dia que a minha mãe falou isso para mim né Não estou te conhecendo né Porque você se tornou uma pessoa insegura eu falei bom tem alguma coisa muito errada né as coisas estão fora de ordem mesmo né eu não posso só ficar ida vinda de UTI eu preciso fazer algo por mim também para Cuidar dessa saúde mental cuidar de mim e colocar as coisas no lugar sim então eu busquei ajuda sim eu fui pra terapia eu busquei apoio psicológico e isso fez toda a diferença durante esse meu percurso né porque às vezes é assim é te ajudar a ver também numa outra perspectiva com uma outra lente tá né ele ficou quanto tempo ainda no hospital ele ficou 55 dias né e que pra gente foi uma eternidade e como a Simone comentou né bebê às vezes passam 5 meses se 7 oit às vezes mais né mas os 55 Dias ali já foram suficientes né para gerar toda uma mudança toda uma transformação eh e várias mudanças ali de comportamento Com certeza Doutor quando a gente pensa no caso por exemplo da Juliana mas outras outros Digamos que impactos né a gente tá falando aqui da prematuridade mas também tem pessoas que perdem entes queridos e entram num estado de saúde mental eh que às vezes se torna algo que a pessoa precisa procurar ajuda a gente sabe que tem o momento do luto e que não tem problema ter o momento do luto mas quando aquilo se torna permanente Em que momento é necessário a pessoa buscar ajuda o que que o que que ela deve perceber que tá diferente e que ela não tem que ter vergonha de procurar ajuda sim bom eh eu vou falar um pouquinho também antes né da da questão da procura dessa experiência né que realmente eu fiquei refletindo bastante porque eh eu eu acredito que a nossa civilização atual né acabou caminhando né Por uma direção que realmente ficou muito desfavorável às mães tá eh um bebê né ele já é um uma criatura né que já necessita de cuidados intensivos por si só né é ele é dependente se ninguém cuidar dele de uma maneira adequada realmente ele pode morrer né ele precisa se ninguém cuidar ele morre se fizer alguma coisa inadequada pode ter consequências eh então assim eh o o os bebês né As crianças de um modo geral na por exemplo nas comunidades indígenas a responsabilidade do Cuidado não é só da mãe né a responsabilidade do cuidado é do coletivo todos na tribo têm responsabilidade por cuidar das crianças logicamente a mãe e o pai estão mais próximos ali né são Eh sei lá os mais os se torna um evento quando nasce um bebê né isso isso mas todos têm a responsabilidade né é uma coisa assim que já tá dentro da cultura dentro da sociedade essa essa essa esse comportamento de ajudar ali né porque realmente é uma situação muito complicada e a a questão da prematuridade né então você vê um bebê que por si só né Eh quando tudo acontece muito bem ele já é uma uma uma uma uma criatura né uma pessoa que já precisa de cuidados intensivos você já imagina né Eh numa situação dessas um bebê que teve que ir paraa UTI né então os cuidados muito mais intensivos eh todo o esforço né que a mãe acompanha ali do dos médicos né da equipe da UTI né Isso vai impactar muito ela né porque eh a responsabilidade de mãe já já é alta né Agora imagina de ser mãe de uma criança que tem outras eh questões ali que devem ser cuidadas né que que são graves veio experiência eh inicial Tá e é uma uma uma sobrecarga emocional né Muito forte né é uma é muito forte a gente tem cada vez mais por exemplo mulheres que correndo tudo normalmente tem aquela depressão pós-parto por exemp sim sim sim é um momento emocionalmente muito complicado tá até mesmo por expectativas que as que as pessoas colocam sobre a mãe né Eh tem aqu aquela frase padecer no paraíso née tipo né E e aí a pessoa fica muito sobrecarregada emocionalmente e assim eh eh as nossas emoções né dentro de um controle dentro de um nível assim tolerável né Elas podem realmente e nos motivar a fazer as nossas coisas fazer o que tem que ser feito mas quando não chega a nível muito alto ela pode realmente ser paralisante e dar entrada para sentimentos ruins né eu vi que ela essa questão do sentimento de culpa foi um pouco sugestionada né A mamãe falou e ela pegou aquilo mas nesses momentos de fragilidade de sobrecarga emocional a gente a gente vira uma esponja né para absorver esse tipo de coisa e acaba eh eh interferindo também na nossa capacidade de agir né muitas vezes algumas coisas que ela poderia ali eh fazer tranquilamente né com essa sobrecarga emocional pode paralisar né um sofrimento intenso e daí vem essa sentimentos ruins né as pessoas alertam né que tá diferente sim e com relação ao luto né Eh o é uma coisa um pouco difícil da gente avaliar tá porque realmente é difícil a gente avaliar realmente ali o sofrimento proporcional ao que ela tá passando né porque muitas vezes a gente acaba fazendo esse julgamento né da questão do do da proporção né e agora qual que é o tempo de um luto de uma mãe né do meses 3 meses é difícil a gente avaliar é de pessoa para pessoa também agora tem algumas Car características que chamam muita atenção um luto que geralmente o que a gente chama assim de patológico que é alguma coisa assim que tá adoecendo a pessoa realmente é esse sentimento de culpa né Tá quando tá presente o sentimento de culpa intenso né Eh que e a pessoa se sente culpada não só triste pela pessoa que morreu né lamenta perda mas se sente culpada né se sente começa a se martirizar né começa a se se colocar com com uma pessoa má alguma coisa assim aí já começa a ter características de alguma coisa patológica né que aquela pessoa precisa de cuidado também tá sim agora eu vou acionar novamente a Simone vamos ver se a Simone se ela tá aqui conosco a pessoal hora que ela tiver vocês me avisem por favor enquanto isso eu vou continuar aqui com a Alexandre eu acho que uma das questões aqui já tá aqui já me avisaram Simone quando a gente pensa nessa questão também da Saúde Mental dessa mãe prematura que idealizou né aquele parto muitas vezes fez aquele curso tem uma doula aquela coisa perfeita não tô falando nem de Sus Hein gente não tô falando nem daquela mulher que não consegue muitas vezes fazer o seu pré-natal no postinho mais perto da sua casa tô falando da do Mundo Ideal E aí tem toda aquela questão e ela vai ter esse bebê e aí ela passa por n situações que como a a Juliana colocou a culpa eu como tive esse caso na família até falei a primeira questão é por exemplo a minha a minha priminha ficou internada até completar de fatos 9 meses de nascida então praticamente a mãe dela viveu no hospital tanto que até hoje elas fazem os grupos das Mães encontros das mães que que viveram e fizeram uma amizade mas primeiro era se ela vai viver depois se ela não vai ficar com sequela então tem cada fase dessa internação que é uma preocupação e chega uma hora que a pessoa parece que ela não se vê mais ela vive dia a dia aquela aquele ir e vir aquele morar no hospital junto com o bebê praticamente eh como como é possível apoiar essa pessoa então assim eh na experiência de escuta dessas mães né que eu falo que nasce um bebê prematuro a além de nascer a culpa a gente tem uma mãe prematura também né porque se um bebê a termo acho que a gente teve um probleminha com o sinal com a Simone assim que tiver o sinal restabelecido o pessoal me avisa enquanto isso ô Alexandre uma das preocupações hoje inclusive desculpa é quando a gente fala da Saúde Mental é justamente redes sociais todo mundo aparecendo feliz vida perfeita e do nada muitas vezes Inclusive a gente tem a notícia de que aquela pessoa que dias antes postou que tava num lugar super legal postou uma mensagem super positiva que infelizmente inclusive alguns casos cometeu suicídio ou foi um tentante isso tem sido cada vez mais comum como que a gente lida com essa sociedade que nas redes sociais tem que aparecer que tá tudo bem e muitas vezes não tá tudo bem Olha realmente e e como é uma coisa assim macro né da sociedade Eu Acredito que para isso teria que ter né Eh boas políticas voltadas para isso tá porque eh estamos caminhando para isso né e estamos vendo né que existe assim uma tendência a você ter um modelo irreal né as pessoas pess para se sentir bem né Isso faz parte da vida das pessoas né E se sentirem incluídas né se sentirem gostas né se sentirem valorizadas e isso dependendo da idade é muito acentuado né você falou no início de ser gostado pelas pessoas e também se gostar né se dar valor eh em algumas fases da vida né Essa questão de ter um feedback das pessoas é muito importante que é principalmente na fase da adolescência sim é a aprovação dos outros né aprovação na adolescência Realmente isso é muito impactante tá E aí né as pessoas olham né e compram essa imagem fictícia né e acabam querendo seguir Aquilo é uma ilusão total né a gente sabe queem uma hora ou outra né a pessoa vai se deparar com a realidade né a realidade acaba se impondo em vários momentos tá E aí realmente pode acontecer eh eu realmente não vejo né Eh eh e isso mudar de de Diante de iniciativas isoladas tá né eu e você aqui concordar e a gente fazer uma campanha a gente começar a postar eu vejo eu acho que lutar contra isso realmente precisaria de alguma coisa de alguma uma boa política voltada né para essa educação digamos assim né para esse esclarecimento né agora mas cada fase da vida tem que ter um olhar também né porque hoje inclusive a gente percebe que existem crianças que antes se falava ah a criança tem depressão não tem hoje já tem diagnóstico de criança com depressão por exemplo S sim sim né então eu acho que cabe aos profissionais e a toda a sociedade também ter esse olhar diferenciado né Eu acho que também é um caminho eu falei das políticas né Eh mas também realmente eh dessa conscientização desse trabalho Desse Olhar do dos profissionais é que eh é uma coisa que tá muito realmente empregada hoje em dia né então eu acredito que não não não vai ser Infelizmente eu vejo assim que não é não vai ser tão simples mas e com certeza né Se houver uma conscientização das pessoas e começarem a trabalhar em cima disso né Eu acredito que sim acredito que é possível trazer aí um algumas bons resultados aí né para parar com essa eh essa busca por alguma coisa ilusória né que realmente uma hora ou outra vai ser descoberta né Agora sim Simone agora a gente está reconect você pode iniciar novamente falando dessa que a gente tava falando respeito dessa dessa mãe desse momento e de todo o Amparo ou toda essa escuta que você me começou a mencionar quando há no caso a prematuridade você falou nasce um bebê prematuro nasce uma mãe prematura então né E não é só o bebê que é prematuro a mãe também é prematura né E a mãe de um bebê prematuro né que nasce Nesse contexto eh como a Juliana falou a a gravidez dela veio todo direitinho né e normalmente é assim e aí Óbvio ninguém faz O pré-natal e vai sonhar e vai pensar que vai ter algum problema dentro dessa gravidez a gente sonha com quê com bebê com com saúde o bebê fofinho gordinha a roupinha que ele vai sair da da Maternidade né o chá Revelação Então a gente tem todo um contexto aí e de uma hora para outra abre-se um buraco para essa mãe né então a gente escuta muitos casos assim eu escuto de olha Fui ao médico uma né para ele ver examinar direitinho e ele vai e fala assim olha o seu bebê vai nascer daqui a 3 horas você não vai pegar carro você vai entrar no táxi e vai para o hospital e lá o seu bebê vai nascer então assim como é que fica o emocional desta mulher né então assim é uma mãe mais do que prematura então ela sonha normalmente às vezes é parto normal às vezes muitas vezes cesárea e ela não tem tempo nem de ver o seu bebê né é tão rápido que a equipe precisa agir naquela hora que não dá para poder fotografar não dá para poder ver o rostinho não dá para poder sentir o cheiro não dá para poder tocar Então essa mãe ali ainda fica na sala tento todos os cuidados depois ela vai pro quarto muitas vezes ainda ainda quando volta né tá com dor não pode levantar então às vezes ela fica um dois até mais dias sem ver o bebê né então ela quando quando ela é autorizada ver esse bebê né ela chega lá e ela não encontra o bebê que ela sonhou né ela não encontra o bebê eh forte Ela não encontra o bebê rosadinho ela encontra um bebê miudinho ela encontra um bebê intubado ela encontra um bebê todo cheio de fio então aquilo não conecta com que ela imaginou então aquilo é um potencial ainda né mais do adoecimento psíquico dela emocional dessa mãe outra coisa essa mãe não pode maternar esse bebê porque ele tá dentro né da incubadora e todos tocam nesse bebê menos ela então como essa mãe materna Então você escuta muito assim nossa me tornei até enfermeira já já conheço tudo porque a forma que ela consegue naquele momento de dar conta de estar ali e de maternar aquele bebê é saber de tudo que estão fazendo com aquele bebê né então assim eh por isso que é é uma mãe que tem um emocional muito fragilizada ela não consegue maternar ela tira o leite dela mas não é direto né beber e o seio dela né então assim muitas mães quando passam por esse momento o leite seca Então é mais uma culpa né eu não pude amamentar o meu bebê eu não consegui amentar meu bebê olha o que que eu fiz com meu bebê Olha o sofrimento que eu tô dando para ele né Então realmente a Juliana fala muita culpa Muita ansiedade essa essa né Essa coisa que a gente fala né Essa subida e descida isso é muito grande porque que essa mãe tá lá ok estável volta para casa volta pro hospital já não tá tão está E aí ela começa eh eh não conseguir olhar para ela ela não olha para ela né então ela vai se deixando o que ela quer é ficar 24 horas dentro do hospital então a gente precisa entender também que ela pode sim ir para casa né não é que ela ela tá deixando o bebê abandonando o bebê mas que ela precisa se se cuidar porque a gente espera que aquele bebê volte para casa e quando ele voltar ela precisa estar bem Tá certo então então assim a parte emocional dessa mãe a gente precisa ter um olhar muito grande agora Juliana ela falou justamente uma coisa que tava aqui que eu perguntar né porque às vezes a pessoa começa a ficar tanto tempo no hospital e aí alguém chega para você e fala Poxa você precisa dar uma volta vai no ch vai num restaurante vai fazer alguma coisa qual que é o primeiro sentimento quando alguém falou isso para você você achou que essa pessoa era insensível O que que você ch são tantos os julgamentos são tantos os sentimentos e assim algo outra coisa diferente aconteceu comigo que foi o meu isolamento então eu era uma pessoa muito mais sociável de sair de todo final de semana estar com os amigos e e nunca para em casa e sempre socializando foi um momento que eu Me fechei tá eu precisei ficar comigo meu marido minha mãe ali né o meu momento eu falava mãe você dá notícia pra família para quem quiser né eu não quero mais atender telefone eu não quero dar a mesma notícia eu não quero ficar dando Unos boletins médicos diários que eu escuto não quero falar das coisas ruins que estão acontecendo Eu preciso me energizar e nesse momento eu preciso ficar comigo mesma com a minha família né com o que eu acreditava Então se falasse comigo algo né e eu falo não faz sentido simplesmente eu eu fechava uma janela uma barreira entendi né mas porque eu obviamente como eu disse eu procurei apoio eu procurei apoio psicológico né então inicialmente você procurou um apoio psicológico particular em que momento dessa trajetória que você encontrou a ONG eu encontrei a ONG na verdade um pouco depois através de uma amiga que também foi mãe de prematuros aquela amizade que que é feita lá aquela amizade né do dos perrengues né então foi nesse momento que eu conheci uma amiga que faz parte hoje ativamente da ONG e que acabou me convidando um um um um um tempo depois para fazer parte também mas mas esse momento é só resgatando um pouco né desse autocuidado eu tive esse momento que eu tive que fazer o que a Simone falou né não estar no hospital algumas horas para cuidar do cabelo para fazer uma escova ou para sair para almoçar com o marido num restaurante né Isso foi importante mas foi um trabalho porque é o que a Simone falou fal Como assim eu não estou lá na UTI com meu filho que está na incubadora Como assim eu estou indo para um restaurante né então é um processo mas que fez toda a diferença eu me permitir cuidar de mim estar um momento com o meu marido também para eu estar bem com o meu filho ali naquele momento de UTI e e outra coisa que a Simone colocou ali né eu era dessas mães que queria saber tudo então se chegasse uma enfermeira que ia passar um leite ali na sonda e ela não tinha feito a a parte técnica F enira totalmente totalmente eu falava Então mas eu não vi você fazer ali checar se a sonda tá alocada não porque eu descobri que se a sonda não tivesse alocada no estômago isso poderia ir pro pulmão ele poderia bronco aspirar então eu me tornei uma enfermeira então eu era uma vigilante enquanto estava ali é exatamente tudo isso que a Simone falou né me vi assim eh sendo relatada por ela quando ela estava dando depoimento mas era a maneira como ela disse né de estar ali contribuindo de alguma forma porque diferente da normalidade que é você cuidar do seu filho não é você que tá cuidando do seu filho é outra pessoa né então é coisa simples o trocar fralda que às vezes tantas pessoas ai trocar fralda mas gente é meu sonho era trocar uma fralda porque não era eu que fazia isso né então eh alguns algumas coisas ficam invertidas certo B qual a percepção que as pessoas têm em relação aos cuidados com a saúde mental a r de Oliveira foi as suas e ela traz agora as informações pra gente eh vamos lá vamos chamar a Rúbia agora e acionar a Rúbia para que a gente perceba aqui o que a população de Campinas Pensa a respeito da Saúde Mental vamos lá e Sum Mirna boa tarde para você Boa tarde a todos nós estamos aqui no centro da cidade 13 de Maio viemos conversar com as pessoas sobre saúde mental afinal de contas é Janeiro é início de ano e todo o início de ano temos aí então aquela chance do Recomeço né mas pra gente recomeçar o que seria necessário qual seria o primeiro passo como você tem cuidado da sua saúde mental a sua saúde mental está em em dia nós perguntamos aqui na 13 Vamos ouvir o que as pessoas disseram você tem se dedicado um pouquinho a sua saúde mental agora no início do ano sim até porque o ano passado eu não me não me dediquei bastante então esse ano eu tô procurando a cuidar mais da minha saúde mental que é importante né Por que que você acha importante Ah porque a saúde mental Depende de tudo né trabalho família engloba todas as coisas e o que que você tem feito então eu tenho praticado mais as coisas que eu gosto assim escrita leitura não tenho trabalhado muito porque o ano passado trabalhei demais curtio Lair andando de bicicleta passeando pretendo viajar bastante também é isso no caso você tem se dedicado a sua saúde mental sempre como ah comid eh eu tomo um remedinho também a gente tem que falar que às vezes as pessoas TM muito preconceito e às vezes escondem mas acho que é uma coisa que tá no no dia a dia de hoje do tempos Nos Tempos Modernos né além da atividade física Então você e vai regularmente ao médico toma medicação como por que que você acha importante manter esse cuidado porque realmente se você não mantivesse Cuidado você pode se se uma coisa uma depressão Zinha que banal uma coisinha pode virar um problemão na vida da pessoa da família né É por isso você tem se dedicado à sua saúde mental ultimamente sim de certa forma porque o importante é a gente tá bem conectado espiritualmente fisicamente que a saúde mental prospera entendeu por que que é importante a gente tá em conexão porque porque por exemplo assim se você procura manter o mau humor você não vai prosperar mentalmente nunca você vai ficar sempre uma pessoa amarga a da ruim horrorosa tá bom é isso que eu penso entendeu então tristeza quando Às vezes a gente fica um pouco triste ou por algum problema tem que procurar a melhora internamente mesmo falando com Deus e o meu maior trunfo é música não Primeiramente Deus e a música a música mantém qualquer alma alegre feliz e e assim vai no meu modo de pensar tá vendo só é Como disse essa nossa última entrevistada né a importância de você ter aí um hobby para manter a sua saúde mental no caso dela é a música e você tem um hobby você tem aí uma válvula de escape alguma coisa que você faz que deixa você mais tranquilo que deixa você em paz você sabe que nós estamos no Janeiro branco e é sempre importante não só neste mês de janeiro que é o mês do Recomeço mas em todos os dias né você se importar e dar mais atenção à sua saúde mental um assunto que até pouco tempo atrás era pouco falado né pouco debatido até porque era um tabu falar sobre saúde mental falar sobre psiquiatra psicólogos né E hoje não hoje está mais natural e é importante que você saiba que tudo começa com a sua saúde mental mas eu sei que você está aí com especialista no estúdio e a gente tem aí uma pergunta para deixar no ar para vocês aí do estúdio Mirna fica a pergunta então Quais cuidados devemos ter para preservar a nossa saúde mental de volta com você Ah obrigada Rúbia Doutor ficou aí já uma pergunta no ar e vários questionamentos em cima ainda da do que a pessoa falou olha Hobby remédio Tabu tudo que envolve a esse mundo da Saúde Mental Primeiro as dicas bom a questão do do Hobby né Realmente é fazer alguma atividade que ele dá prazer que te traz alguma Recompensa é positivo pra saúde mental né porém tem algumas questões aí né Eh muitas vezes como aconteceu né no caso eh quando ela teve o filho eh as pessoas já trzem alguma coisa pronta sim eu toda vez que eu escuto isso eu lembro que quando eu era criança né era muito comum assim nos carros tá um adesivo assim tá estressado vai ir pescar quando eu olhava aquil já mas se eu for pescar eu vou ficar mais estressado Ah eu também eu também se eu vou pescar go Então depende de cada um né o que fazer né então assim e uma pessoa pode se sentir bem simplesmente não olhar a vitrine no shopping a outra pessoa pode ficar muito estressada se fizer isso né não é bacana Então depende de cada um e também Depende do momento que a pessoa tá vivendo né em condições normais vai paraa balada conversa joga conversa fora com os amigos mas não tá numa condição normal e quando a pessoa tá fragilizada tem que tomar mais cuidado ainda com essas coisas Ah vai vai vai com os amigos não sei o queê porque quando você tá emocionalmente fragilizado a a linha que divide a cobrança e o incentivo fica muito tênue né a pessoa pode ir com toda a intenção de V mas a a pessoa que tá mal emocionalmente cheia de culpas né cheia de sentimentos ruins preocupação ela tá com dificuldade de só de relaxar ela tem muita dificuldade né a pessoa eh não sabe como é que tá o filho se se tá Qual a condição dele então assim fazer qualquer coisa já é difícil então se você começar a falar vai pro sho Pode Só realmente uma cobrança né que a pessoa pode se sentir mal então tem que tomar muito cuidado e o acolhimento tá eh e também isso não tem uma receita de bolo Varia muito de cada pessoa tá talvez aí uma uma uma coisa que é importante é realmente dar ouvidos para aquela pessoa e respeitar a individualidade né A partir do momento que ela sem julgamento sem julgamento porque assim e falando no luto né E que você tinha perguntado anteriormente né alguns estudiosos aí Do Luto né O que eles falam é que e uma coisa que a pessoa que tá em lutada precisa é ter um espaço para falar sobre o que ela tá passando né E aí né Vamos pensar eh em condições normais assim né que não condições mais favoráveis né que não precise realmente de um apoio profissional isso ela vai encontrar nos amigos na família né poder conversar é interessante também essa questão da da do contato entre as mães né porque elas realmente podem se entender melhor né Realmente né eh não sei se vocês conhecem a história dos Alcoólicos Anônimos né mas era um alcoólatra né que não encontrava e não não não achava que os psiquiatras os psicólogos entendiam ele de ver verade até que um dia ele tava num hotel no café da manhã encontrou um outro milionário alcoólatra como ele e falou não esse cara me entende e aí criou um grupo de ajuda mútua né pessoas que passam pelo mesmo problema né eles podem realmente ter assim uma empatia melhor entre eles né captar algumas coisas então é muito importante ter esse espaço para falar sobre e e o que ela vai fazer né se ela vai meditar se ela vai eh ver o filho treinar egípcio né alguma coisa O que que ela vai fazer né vai depender muito dela né E realmente é importante você colocar pra pessoa que ela não não é até máquina precisa de um de um reparo né Precisa de recompor Em alguns momentos né então a gente também precisa Então se ela tiver nessa pegada né só vai no hospital fica lá não sai fica vendo as enfermeiras ela vai chegar uma hora que vai colapsar né então assim é importante colocar isso para ela sim mas de uma forma assim acolhedora né E que respeite realmente e os caminhos que vão trazer para aquela pessoa né um conforto Tá certo então olha a gente segue direto por aqui e e quando a gente entra inclusive lá no site jerob branco.org.br agora a gente vai falar de forma geral inclusive o doutor falou sobre a questão de políticas públicas então eles falam de alguma coisa relacionada Claro ao SUS do Sistema Único de Saúde que o primeiro passo é procurar uma unidade básica de saúde que vai fazer o encaminhamento desse paciente a um psicólogo ou psiquiatra também há nos municípios os caps que são os centros de atenção social em Campinas Inclusive a gente tem o caps AD no caso do de usuários de álcool e drogas temos os caps adultos e temos os caps aqui o infanto juvenil também que é já com um outro olhar tem algumas clínicas escola de Psicologia que são as Universidades que tem o curso de psicologia e oferece até por conta de uma uma espécie de clínica para que também esses alunos possam aí fazer fazer um é um estágio que a gente chama um treinamento alguma coisa nesse sentido né E claro a gente tem inclusive funciona há muitos anos mas hoje já tem um número Nacional que é o cvv o centro de valorização da vida que é o número 188 um canal de escuta também para as pessoas que estão aí passando por alguma questão de saúde mental e não tem essa escuta muito próxima e às vezes ou mesmo às vezes tem medo de ser julgado por aquilo que que quer falar fala com o pessoal do cvv que eles têm atendimento 24 horas quando a gente pensa nesses canais e nessa política pública que precisa cada vez mais ser difundida você por exemplo teve a condição no caso Juliana de procurar um atendimento tal mas como que você acha que deveria ser hoje a gente tem os hospitais públicos que muitas mulheres atendidas pelo SUS em maternidades a gente tem Campinas a maternidade de Campinas temos aí a PUC e temos o caism que são hospitais né que tem aí a as maternidades Como que você acha que também deveria ser no no atendimento público Ô Mirna eu falo muito isso com as pessoas com as quais eu me relaciono inclusive com o pessoal da ONG porque assim eu penso gente eu ainda tive uma condição como você disse né que eu pude ir atrás e que eu tive toda essa condição mas e quem não tem né E essa pessoa precisa tanto quanto né Passa passar por um atendimento psicológico ou às vezes psiquiátrico também né então isso deveria fazer eh parte do protocolo de atendimento de mães e uí ao Natal tá isso deveria ser assim obrigatório né assim como você tem o protocolo ali com com os bebês na ainel né isso deveria ser um protocolo em todos os hospitais né que pudesse oferecer uma política pública que pudesse de fato oferecer esse atendimento pras Mães porque faz muita diferença né você ter esse tipo de suporte ou apoio ou você não tem nada disso e ter que lidar com os próprios recursos que naquele momento né É muito complicado eh lidar sozinho com tudo isso sim agora Doutora a gente tá falando inclusive sobre essa questão do do luto mas também tem a questão do adolescente tem a questão da escola hoje quando a gente pensa nesses números principalmente pós pandemia e quando eles falam que a depressão por exemplo vai ser a doença dos próximos anos e que isso tem que ser crescente O que é preciso a gente falar mais abertamente para que a gente possa eh de certo aí como a Rubia trouxe derrubar muitos tabus sim é eu acho que além né de falar mais abertamente seria importante a questão de um de tentar né né porque aí eu acho que entra questa de boas políticas tentar realmente eh digamos alinhar as falas né das pessoas que falam abertamente porque assim por exemplo no adolescente né vamos supor que um adolescente tem ali eh alguém da escola que gosta de dele os pais né que tentem eh falar assim poxa é não é saudável você ficar o tempo todo em tela tá não é saudável mas né além do ser saudável principalmente no adolescente tem muita essa questão assim de de de de de parâmetros de normalidade né que a gente vê que muitas vezes é até ilusório como a gente vê nas redes sociais então o adolescente é importante para ele né Por exemplo ele chegar e ter o que conversar com os amigos né então assim por exemplo todo mundo ali maratonou uma série que tá todo mundo vendo todo mundo tá assistindo um youtuber que tá na modinha que todo mundo e aí se um adolescente não acompanha isso né ele acaba sendo excluído né um sentimento ruim para ele ele acaba se sentindo estranho né então isso é importante por isso que eu digo né e é uma luta que não é tão simples assim se você pegar né só só uma família e aquela família trabalhar em cima daquela criança do que é mais saudável para ela Ele vai sair do que é normal né assim em termos de relação social né E aí isso para ele também não vai ser bacana E isso também é uma coisa que traz prejuízos psíquicos né ah eu não converso as pessoas falam que eu sou filhinho da mamãe e não sei qu blá blá blá blá blá blá né E aí eh pode realmente trazer um impacto negativo então Além de falar claro eu acho que realmente precisaria ser feito um trabalho aí mais macro né Realmente para englobar assim eu penso em política né Realmente assim no coletivo né a boa política que eu falo é vem da do poliis né da comunidade né Então realmente seria a a a sociedade vê para onde estamos caminhando né estamos caminhando para uma eh ade cheia de adolescentes compulsivos né que que que que é uma ilusão aquilo lá então assim ele nunca vai se satisfazer é diferente de um adolescente na minha época que de manhã jogava no domingo né jogava bola com os amigos e aí depois aqueles mesmos amigos você tomava um banho você encontrava todo mundo depois ia PR PR como é chama era domingueira não sei o qu chegava em casa você dormia né porque você realmente se satisfazia na interação agora ficar lá hoje em dia tem até e simulação de vida real né os adolescentes eles ficam jogando que vai na padaria que contra não sei quem que briga com namorado que não sei que no no virtual né isso daí nunca vai satisfazer então a pessoa fica com uma compulsão vai querer virar a madrugada no dia seguinte né então assim para onde estamos caminhando tá é uma outra reflexão para onde estamos caminhando isso é uma coisa macro uma coisa Polis né uma coisa política da comunidade né S certo agora a gente vai de notícia porque olha só a primeira conferência intermunicipal de Meio Ambiente realizada nesta terça-feira na ET Cap em Campinas resultou na seleção de 10 propostas sobre o tema a serem enviadas para a etapa Estadual pelo menos 250 pessoas de 16 municípios da Região Metropolitana de Campinas estiveram presentes sendo 135 votantes no no eixo um a mitigação as propostas envolvem plano de desenvolvimento urbano integrado e a política nacional de arborização Urbana e o incentivo à criação de políticas para Transform for ação de resíduos orgânicos E adequada destinação dos demais produtos no eixo dois que trata da adaptação e preparação para os desastres entre as sugestões está implementar políticas públicas para incrementar a cobertura Florestal Nativa a fim de combater ilhas de calor ainda há os eixos três que trata da Justiça climática e os eixos da transformação ecológica e da governança ambiental e sábado dia 25 será a vez da quinta conferência Municipal de Meio Ambiente que será realizada na Estação Cultura o encontro também Visa elaborar propostas nas esferas local e regional sobre emergência climática para implementar a política nacional sobre mudança do clima as sugestões da RMC também de Campinas serão enviadas para a etapa Estadual da conferência que ocorre em março posteriormente haverá a quinta conferência nacional de Meio Ambiente em maio deste ano deste ano reunindo contribuições dos Municípios estados e regiões agora eu vou falar então com a Simone Simone obrigada por ficar aqui acompanhando aqui o nosso debate para finalizar Simone a sua particip a sua participação queria que você falasse um pouquinho de quem quer entrar em contato com vocês como é possível é pensar nesse contexto de atendimento pela ONG eu sei que ela é nacional Mas vocês têm por exemplo aqui no caso de Campinas a Juliana e outras voluntárias como se como é feito isso então Eh os atendimentos são gratuitos tá é só quem tiver interesse ou quem conhecer alguém que tá passando por esse processo tanto da prematuridade quanto da perda de bebê pela prematuridade entrar no nosso site tá www.prematuridade.com lá ela vai ao saúde mental e tem um link clicou no link se inscreve e a gente vai estar direcionando para um profissional fazer contato com essa mãe ou com essa família e aí a gente a princípio a gente marca quatro encontros antes de três a quatro encontros antes de colocarlos no grupo porque H mães e a mães né Tem mães mais fragilizadas outras nem nem tanto então a gente primeiro escuta essas mães como é que elas estão E aí depois a gente vai e coloca elas no grupo e aí A cada 15 dias um encontro de famílias que temm seus bebês não tem Neonatal e no outro 15 dias a gente tem histórias de afeto e a gente vai eh a gente tem sido assim eu digo ã ajudado né a gente tá conseguindo muito ajudar muitas mães dentro desse contexto porque é algo que não é dito né a prematuridade a gente ainda Precisa falar muito sobre a saúde mental dentro da prematuridade a gente precisa falar muito mais porque é uma maternidade invisível ao meu olhar né Essa mãe que tem o seu bebê a termo ela volta para casa com o seu bebê e a mãe prematura ela volta para casa sem um bbebê então ela não oferece ela não mostra a sociedade né olha aqui o meu bebê né então assim esse bebê tá lá internado então a gente Quem souber tá gente a a on prematuridade tá aí é tudo gratuito é só indicar entra no nosso site a gente com certeza leva no máximo 24 horas ou até menos para fazer contato com essa mãe é um prazer poder ajudar uma mãe que a gente sabe como é difícil tá tá dentro de uma Iti Neonatal e essa mãe que também teve a perda de um bebê pela prematuridade fique à vontade nos chame que a gente tá aqui para poder ajudar tá certo então muito obrigada pela sua participação viu uma boa tarde a gente acaba de falar então com a Simone Dantas que é psicanalista e uma das coordenadoras da prematuridade.com que é uma Associação Nacional que cuida justamente de questões relacionadas ao direito dos prematuros e também aqui ela falou justo sobre a questão da Saúde Mental dessa mãe e dessa família que vive esse momento em que o bebê nasce prematuro ou muitas vezes inclusive que acontece a perda desse bebê agora aqui sobre um tabu a questão do a gente tá finalizando já a questão dos medicamentos muita gente ainda acha tem aquela ideia de que tomar medicamento é coisa para louco Doutor sim é eh eu acredito que a sociedade vem evoluindo nisso né Eh tem ficado um pouco para trás esse termo preconceituoso né que que é questão do louco né que é um termo assim um rótulo né das pessoas que sofriam de alguns transnos mentais né e e tem diminuído mas tem muito ainda a ser trabalhado tá eh uma coisa que eu acho importante né A questão de de de eh trabalhos de psicoeducação né de levar realmente o que é um transtorno mental tá muitas vez vezes né tem hoje em dia né com a a esse conhecimento do transtorno mental deu uma evoluída significativa nos anos 90 com as os os neuroimagens funcionais né Porque até então você não não conseguia estudar né ali o que acontecia no cérebro da pessoa e esses Eh esses recursos de neuroimagem funcional começaram a ver que tem realmente algumas alterações ali neuroquímicas que muitas vezes são muito sutis mas que acabam repercutindo né então Eh é é um pouco mais fácil é um pouco mais palpável né paraas pessoas quando elas entendem que aquilo lá não é alguma coisa de outro planeta né que realmente existe um desequilíbrio ali eh neuroquímico né que o que o remédio vai fazer justamente fazer é uma coisa semelhante que um um outro remédio para para insulina para diabetes faz para pressão alta que é um ajuste né dentro ali do seu organismo tá E e Mas ainda tem muito a ser feito né Eu acho que eh muito assim preconceito ainda existe mas comparado com o que já foi né acho que eu vejo um Panorama aí um pouco mais otimista aí De que estamos caminhando para um para di diminuir cada vez mais esse tabu Tá certo então Dr Juliana muito obrigada por ter vindo queria que você deixasse aí uma frase para quem tá precisando desse apoio e não sabe para onde correr Obrigada Mirna pelo convite bom como o o Dr Alexandre bem colocou né não existe receita de bolo né mas tenha fé né fé esperança de que sim tudo vai ficar bem né vocês sim chegaram num final feliz né isso acaba fazendo toda a diferença e se precisar de ajuda né procure ajuda né não tem problema nenhum em procurar um psiquiatra procurar um psicólogo né procurar um amigo para conversar ter um apoio da família Então isso acaba fazendo toda a diferença Tá certo então e a gente vai de com uma última notícia falando em ajuda mas agora é na questão da assistência social porque o céu centro de artes e esportes Unificado thí Fernanda Ribeiro que fica na Rua Demerval da Silva Pereira lá na Vila Esperança na região dos amarais recebe neste sábado das 9 horas da manhã às 11:30 mais uma edição do varal solidário que busca atender famílias em situação de vulnerabilidade oferecendo roupas as doações são dispostas Em um formato semelhante ao de uma loja parte em varal e o restante em mesas então se você mora nessa região está em uma situação de vulnerabilidade ou conhece alguém que também passa por essa situação vá até o céu lá o céu que fica na Vila Esperança participar E lá vamos ter todos os atendentes para que você possa aí de forma digna pegar ali experimentar e levar para casa uma roupa aí que vem dessas doações recebidas pela prefeitura de Campinas e por aqui a gente termina com o estúdio Câmara Lembrando que amanhã quintafeira feira nós não teremos o estúdio Câmara justamente porque a partir das 2 horas da tarde vai acontecer aqui no plenário da Câmara Municipal de Campinas uma palestra falando sobre saúde mental com três especialistas o evento é um apoio da elec a escola do Legislativo campineiro justamente para tratar desse tema incluindo a questão do suicídio a questão dos sinais que as pessoas dão os tentantes e tudo mais então você pode participar pessoalmente tem lá no site da câmara campinas.sp.leg.br o formulário de inscrição ou você pode acompanhar a transmissão ao vivo nesta quinta-feira a partir das 2 horas da tarde Continue com a nossa programação [Música] C [Música]