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33 views Publicado 25/03/2025 HD · 1:01:28

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[Música] Olá, bom dia. Estamos começando mais uma edição do estúdio Câmara aqui na TV Câmara Campinas. Hoje é segunda-feira, segundamos, dia 24 de março de 2025. O tema do nosso estúdio Câmara de hoje é a perda da memória. Uma preocupação comum à medida que envelhecemos. Esquecer onde deixamos as chaves ou os nomes de pessoas ou datas pode ser frustrante, né? Mas é normal. até um certo ponto. No entanto, existem casos em que a perda de memória pode ser preocupante, ainda mais porque isso tem acontecido cada vez mais cedo com pessoas ainda jovens. E você, como está a sua memória hoje em dia, hein? Para conversar conosco sobre esse tema, nós convidamos a neuropsicóloga cognitivo comportamental, a Rosâela Demarque, e também o neurologista e professor da Unicamp, Dr. Márcio Baltazar. E você já pode enviar a sua pergunta, a sua mensagem, o seu depoimento pra gente falando como está a sua memória. Você desligou o ferro hoje, fechou o portão, é, manda pra gente aí a sua pergunta, o seu depoimento. Você vai conversar também com os nossos convidados, né? 97829377. Enquanto você manda sua mensagem, interage com a gente, nós vamos atualizando notícias para você aqui no estúdio Câmara. Olha, o concurso Rainha Pérola Negra de Campinas abre inscrições para a edição 2025. A iniciativa tem por objetivo homenagear mulheres negras do município que se destacam em diferentes frentes de atuação pela promoção da igualdade racial. criado pela Lei Municipal 8175 de 1994 e regulamentado pelo decreto 268 de 2019, o concurso reconhece mulheres em sete categorias: cultura, educação pela promoção da igualdade racial, profissional de destaque, trajetórias de luta e garantia de direitos, desenvolvimento comunitário, revelação e afirmação de identidade. A seleção das indicadas será realizada pelo Conselho de Desenvolvimento e Participação da Comunidade Negra de Campinas. Para concorrer, as candidatas devem ter mais de 18 anos, ser brasileiras, autodeclaradas negras, residirem em Campinas e apresentar breve currículo que comprove sua atuação na categoria escolhida. As inscrições estarão abertas entre hoje até o dia 25 de abril. Os documentos devem ser entregues presencialmente na sede da Coordenadoria Departamental de Promoção da Igualdade Racial, tá? Lá na Avenida Dr. Campos Sales 427, no centro de Campinas. Ou também você pode encaminhar para o e-mail do [email protected]. br. Os resultados com nomes das selecionadas será publicado no Diário Oficial de Campinas no dia 28 de abril. A cerimônia de diplomação vai ocorrer em maio em um evento cultural que rememora os tradicionais bailes organizados por Laudelina de Campos Melo, uma figura histórica de luta negra na cidade idealizadora do primeiro concurso que ocorreu em 1957. Vamos lá, gente, seguindo. Reunião ordinária tem hoje na Câmara de Campinas e a Câmara vai votar aí a implementação do programa de castração contínua de animais e também a proposta de instalação de bebedouros em áreas de lazer. A votação está prevista para acontecer hoje na 14ª reunião ordinária. A Câmara deve votar então em definitivo o projeto de lei de autoria dos vereadores Ebert Ganém e Luiz Cirilo sobre a implantação do programa de castração contínua de animais dos protetores independentes do município. E também deve ser votado em primeira discussão o projeto de lei do vereador Eduardo Magoga, que prevê aí a instalação de bebedouros em áreas públicas de lazer. A reunião ordinária será aberta às 6 da tarde no plenário do legislativo, a entrada pela Avenida da Saudade 1004, no Ponte Preta. Você pode acompanhar, né, a ao vivo presencialmente ou então você pode assistir aqui pela TV Câmara Campinas. Tem também a opção de acompanhar eh no canal 4 da Net, no 9 da Vivofibra, aqui no 11.3, tá? Temos também a transmissão simultânea pelo YouTube da TV Câmara Campinas, no Facebook também. Então acompanhe. Hoje tem reunião ordinária a partir das 6 da tarde no plenário José Maria Matozinho. Previsão do tempo. Como fica o tempo? Afinal de contas, nós estamos no outono. Então, hoje, segunda-feira, diz a previsão que nós teremos sol entre nuvens e pancadas de chuva a qualquer hora do dia. Campinas tem 88% de probabilidade de chuva, então pode ser sim que tenhamos, tenhamos aí chuvas isoladas no decorrer do dia, tá? A mínima começou com 20, máxima 28º, bem fresquinho, bem cara de outono. Maravilha que a sua semana seja linda e iluminada. Essa foi a previsão do tempo para hoje, segunda-feira. WhatsApp tá na tela. Manda pra gente a sua memória, tá? Como? Como é que você começou aí a segunda-feira? Já lembrou dos seus eh afazeres da semana? Esqueceu alguma coisa? Manda pra gente 97829377. Vamos falar sobre o tema e responder algumas perguntas. Será que nós estamos terceirizando a sua a nossa memória para o celular e para os computadores? Afinal, não lembramos mais nem o número de telefone dos nossos pais ou até mesmo o nosso próprio número. Quais são as causas dessa perda de memória cada vez mais cedo? Quando a perda de memória se torna um problema? Como melhorar a memória? E a memória depois da pandemia do COVID, como ficou, né? Bom, para responder esses questionamentos, nós vamos receber a neuropsicóloga cognitivo comportamental, a Rosâela Demarque, nossa convidada. Muito bom dia. Obrigada pela sua participação. Muito bom dia. Prazer estar aqui. Maravilhosa. E agora, gente, vamos falar com ele. Vamos receber o neurologista e professor da Unicamp, Dr. Márcio Baltazar. Gratidão pela sua participação. Bom dia. Bom dia. Obrigado pelo convite. Maravilha. Bom, vamos falar de memória. Como está a sua memória? Vamos perguntar para o professor Márcio, né? O que é o esquecimento e como ele afeta o cérebro? Na verdade, esquecimento é algo comum e não necessariamente uma doença, um sintoma em que o que o que é mais importante é a frequência do que se esquece. E a importância do que se esquece. Por exemplo, ela comentou que hoje esqueceu o ferro, esqueceu de de fechar o portão. Isso não necessariamente é uma doença. A nossa memória nunca é 100%, né? O que importa é detectar quando isso tá declinando de uma forma relevante que começa a atrapalhar algumas funções do dia a dia. Aí a importância do que se esquece. por exemplo, esquecer nome dos netos é mais relevante do que se lembrar se fechou a torneira completamente ou não. E a repetitividade que isso ah pode levar, né, da desses eventos. Então assim, esquecimento todos nós temos para alguma para algumas coisas. Novamente, o que importa é a intensidade, a frequência e a importância do do que se esquece, né? Muito bem, Rosângela. Há quem diga que a memória é como um músculo, né? que a pessoa eh se a pessoa para de usar essa memória, esse músculo ele pode atrofear. É isso mesmo. É isso mesmo. Eh, se você terceiriza muito a sua memória pro pro celular, paraa agenda, qual é a necessidade de você guardar o número do telefone, por exemplo, né? Então, quanto mais você exercita, quanto mais você procura novidades, aprender coisas novas, eh guardar na memória fatos ou datas ou números de de telefone, de documento, maior vai ser a sua capacidade de memória, né? Quanto menos usa, menos memória tem. Impressionante. Olha isso, né? Quando quanto menos você usa a sua memória, menos memória você tem. Agora, Dr. Márcio, essa questão de nós utilizarmos muito o celular, né, como a Rosângela falou, eh, qual que é a gravidade para isso? Porque assim, é natural hoje em dia as pessoas eh falarem que elas não lembram nem o próprio número de celular, porque é só você apertar ali e o celular já liga automático. Você não precisa. Antigamente tínhamos uma lista telefônica, tínhamos o caderninho, a agenda, né? E a gente lembrava os números. Por que que hoje a gente não lembra? Existem questões contemporâneas que são quase que irreversíveis, né? Então pessoas, as pessoas não vão mais deixar de usar celular e armazenar tudo isso. Então eu acho que acaba de alguma forma tem que usar esses esses aparelhos ou essas formas de de armazenamento de informação pro bem. Por outro lado, é evidente que o o excesso e o uso abusivo e deixar a vida real de lado para se concentrar em questões virtuais atrapalha e atrapalha em várias coisas. atrapalha a atenção, que é uma das causas de problema ditos de memória, mas a princípio a atenção, por exemplo, esses rios ou essas questões que se passa muito rápido, que demanda alguma atenção, que se não for interessante a pessoa vai passando. Então isso vai dificultando processos atencionais que influenciam na memória, a tela, a luz, né, também é o que piora o sono. E o sono inadequado leva a piora da atenção que leva a pior a queixa de memória. Então tem uma série de coisas. Eu acho que algumas coisas pela quantidade de informação que existe, celular é celular ou outro device aí é adequado. Ah, mas tem que saber pesar isso. Nas escolas já estão tomando algumas medidas de não deixar entrar celular na sala de aula, né? Enfim, é importante e interessante, né? porque senão nós a gente fica de dependente do celular a todo tempo. Agora, Rosângela, eh fatores como ansiedade, né, depressão, também influenciam na perda da memória? Sim, influencia a ansiedade, a depressão, a casa acaba causando uma sobrecarga mental, né? E essa sobrecarga acaba prejudicando também a memória e a atenção. Então, a pessoa que tá mais ansiosa, ela tá muito preocupada com várias coisas ou com eh uma questão que causa ansiedade em si. E aí a memória acaba ficando em segundo plano, ela acaba prejudicando realmente a memória. Agora, eh, muita gente fala da questão do COVID-19, né, que as pessoas que foram acometidas pela COVID, eh, acabaram tendo algum lapso, né, de memória, acabaram perdendo a memória. O que explica essa perda de memória relacionada à COVID? já que a COVID está relacionada a a a pulmão, à respiração, né? O que que tem a ver a COVID eh com a perda de memória, doutor? Então, o que houve muito claro na na época que da da COVID, todas as áreas da medicina se concentraram entender o que que era aquilo. Uhum. Por conta da prevalência, da relevância novamente, né? Eh, eu vou dar um exemplo mais grosseiro antes da COVID. Uhum. Então você comentou que a COVID afeta o pulmão, por exemplo, mas quando você tá com resfriada com febre, a sua concentração é a mesma para ler um texto. Verdade. Então assim, a a inflamação que causa esses processos infecciosos afetam outros outros organismos. Agora, o que aconteceu com a COVID, ela o vírus teve tem acesso de alguma forma ao sistema nervoso central. Às vezes até pelo a perda do olfato mostra isso muitas vezes, né? Porque atingiu não só o nariz, né? Uhum. H vias que levam informação olfatória pro pro cérebro. E foi muito comum essa história da da perda de atenção associada ao COVID, né? Aquela névoa cerebral agora brain fog eles falavam, né? E só que essa essa questão da COVID a que pode levar essa perda de atenção e depois da memória, eu tenho, eu acho um pouco difícil de avaliar a consequência disso, porque quase todos tiveram COVID alguma vez. Uhum. Né? tem a síndrome da COVID longa, que essa questão dura cerca de 6 meses, mas tende a ter uma melhora depois. E teve os casos neurológicos graves, né, de cefalite por COVID, enfim. Eh, eh, eu acho que assim tem repercussão de atenção, tal, mas é difí a minha impressão, né, que é é difícil mensurar porque quase todos tiveram a contato com o vírus, né? Eh, eu acredito que as era algo que foi eh atemporal, né? Porque as pessoas que relataram aí algumas das pessoas tem algumas matérias, né, que que dizem que as pessoas que relataram a falta da memória ou então um um lapso, né, de memória na época da COVID, hoje já estão eh um pouco melhores. Então, quer dizer, a gente consegue reativar a nossa memória com o tempo, fazendo aí exercícios, porque existem exercícios para memória, Rosângela. Sim, sim. consegue reabilitar a memória, né, com exercícios. E voltando à questão da COVID, acredito que seja uma associação de coisas também, né, que a pandemia em si foi um fator muito ansiogênico, muita gente acabou ficando deprimido, né? Então tem toda essa associação de coisas no isolamento. Isolamento foi outra. É, e a questão da infecção, né? Uma doença infecciosa pode prejudicar a memória. Então, sim, os exercícios para memória, né? Você reabilitar a memória é importante, é possível. Eh, e sobre a questão assim e da saúde mesmo, né? Vamos falar das mulheres aqui. Tem muita mulher assistindo o programa, né? Você que tá aí do outro lado, pode mandar pra gente a sua a sua pergunta. Eh, se você quiser saber sobre a memória, né, os lápis aí que você tem de memória, se é normal, se eh, quando que acende um alerta para você procurar um neuro, né, para fazer exames 97829377. Pode mandar pra gente, daqui a pouquinho a gente já começa a responder você, tá bom? Bom dia, obrigada pela sua participação. Agora, doutor, eh, referente às mulheres, a questão da alteração hormonal, né, em um determinado período da vida, quando a mulher está na pré-menopausa, está na menopausa, há relatos de que a memória ela entra em colapso nesse momento. O que que acontece? E realmente isso existe e a gente pode eh depois ajustar essa possível perda de memória que acomete mulheres no período da menopausa. Sim. A a questão de hormônio. Hormônio, uma definição breve e básica, ele é produzido no lugar do corpo e vai e age e atua em outros. Então o cérebro sofre, como todo o nosso organismo, sofre consequências de mudanças hormonais. Uhum. Né? Então assim, há a há relatos ou ou é bem sabido de repercussão cognitiva, de repercussão emocional, da de labilidade emocional, de maior prevalência de sintomas ansiosos. Então assim, a menopausa em si não causa uma doença da cognição. Uhum. Mas ela influencia. Então, e tem alguns outros aspectos que, eh, mulher, por exemplo, tem mais chance de doença de Alzheimer, não se sabe completamente a causa, uma delas era a possibilidade de da influência hormonal, porém estudos com reposição hormonal não diminuíram isso. Mas de qualquer forma e é bem adequado a a procura de um ginecologista, enfim, para tratar sintomas de menopaus que podem melhorar ao contrário de uma doença cerebral da cognição. Então todos esses sintomas são potencialmente tratáveis. Uhum. É importante, né, a gente salientar que tem tratamento. É por isso que a mulher, quando ela tá na pré-menopausa ou na menopausa, ela precisa sim buscar um médico para poder fazer toda a orientação, porque além disso, da possível eh eh perda ou lapso, não sei como a gente pode falar, né, sobre esse assunto da mulher específico na menopausa, ela tem a insônia. E a insônia, ela também está aliada ao fator perda de memória. Rosângel, sim, sim. É, a privação de sono prejudica tanto a tensão quanto a memória. Memória e atenção tão interligadas, né? Se você não tem atenção, você não tem memória. Se a informação não entra, ela não fica, né? Então, o a dificuldade, o o a privação de sono prejudica muito a memória. Então, na menopausa há realmente essa insônia. Uhum. Que prejudica tanto a atenção quanto a memória. Agora no dia a dia, né? Bom, falamos da das mulheres, falamos da do COVID, né? A possível perda de memória relacionada à COVID. Eh, falamos das mulheres na pré e na menopausa. Agora vamos falar do dia a dia. Esse negócio de esquecer chave, onde você colocou a chave, gente, é impressionante. Você passa pela chave, você vai, volta, a chave tá ali, mas você não vê a chave, você esquece a chave, você não sabe onde você deixou a chave. No meu caso, né, que eu esqueci. Hoje, gente, aconteceu algo impressionante. É para ver que acontece com todos nós, é um negócio natural da vida, mas a gente precisa estar atento quando isso pode acender um alerta para buscar um tratamento neuropsicológico, né? Ou porque a questão de você ficar esquecendo coisa todos os dias é bem delicado. Às vezes eu me questiono sobre isso também. Olha só, tem um ritual. Vamos lá, deixa, fecha o portão, coloca a chave no console do carro e beleza, está fechado o portão. Agora, quando você fecha o portão e deixa a chave no colo banco, você não tem a certeza de que realmente aquele portão foi fechado. E aí, se você não vai lá e não volta para ter certeza, você fica com você fica atormentado o dia todo. Por que que isso acontece, doutor? Então, como eu disse assim, a uma uma certo esquecimento de fatos de rotina não necessariamente implica doença. Uhum. Né? Então assim, muitas vezes, sobretudo quem tem está muito atarefado, com muitas coisas relevantes ou com pressa ou dormir mal, ou com sintoma de ansiedade ou pensando em 10 vezes a mesma coisa, tende a dar prioridade a coisas que parecem ser mais relevantes. Então, o ideal é ter um ritual mesmo de eu chego em casa, eu deixo a chave aqui, eh, tiro, penduro minha roupa nesse lugar e fazer esse ritual todo dia, porque na novamente no mundo de hoje, assim, a gente acorda com 10 compromissos ao mesmo tempo, né? Ou Uhum. E enfim, a questão novamente é quando isso começa a passar do ponto. Isso é difícil de detectar muitas vezes. Muitas vezes é o outro que percebe o cônjuge, alguém próximo. Uhum. E quando passa do ponto que a gente detecta, né, esse, poxa vida, tá exacerbado demais essa minha, esse meu lapso, né, de de memória, eu tô esquecendo muito. A gente precisa procurar um neuro, como que funciona? Qual que é o passo que a gente precisa dar a partir do momento que a gente entende que o esquecimento não está, entre aspas, normal? Sim. a a a queixa de memória não necessariamente é decorrente de uma doença cerebral, então é muito comum. Então uma avaliação é necessária para ver o que que tá afetando a memória dessa pessoa. Eh, que vai desde o sono, acho que fal eh é interessante comentar também da apneia do sono com uma causa muito frequente de perda cognitiva, de atenção e é tratável. A pessoa acha que tá dormindo bem, mas acorda cansada, quer cochilar ao longo do dia, chega no fim da tarde, a cognição não funciona e muitas vezes ela não tem a percepção de ter dormido mal, mas é uma causa muito muito comum. Sintomas, então o sono é ultra relevante e sintomas muito comuns que não se configuram numa doença, num transtorno psiquiátrico maior, mas são sintomas de ansiedade, por exemplo, ou sintomas depressivos. que não são incomuns muitas vezes eh na meia idade também, né? Mudança do de casa dos filhos, eh autopercepção de algum declínio, enfim. Eh, então são sintomas que podem estar causando, mas também tem coisas orgânicas, então, por exemplo, hipotiroidismo, anemia crônica, carência de vitamina B12, enfim, muitas vezes tem que fazer uma uma avaliação geral, muitas vezes com testes cognitivos mais aprofundados, testes avaliação neuropsicológica em alguns casos e outro, uma parte desses casos de queixa de memória vai evoluir como doença cerebral, mas exceção, a minoria desses casos. É importante então já quando você não se sentir bem com a sua perda de memória, já buscar aí um atendimento, né, de um médico, um profissional que possa te dar um caminho a seguir. Tem medicamento para isso, Rosângela, para pra perda de memória? Esses medicamentos que a gente vê na internet às vezes, né? Ah, uma vitamina que você utiliza que vai ajudar na sua memória, isso realmente funciona ou precisa ser realmente diagnosticado? E eh o médico precisa passar esse medicamento, porque tem, a gente sabe que a internet tem de tudo. Se você for olhar, tem muito medicamento fitoterápico, principalmente para melhora, né, do do senso cognitivo, da memória. É, a maioria desses medicamentos são suplementos, né, de vitaminas. É, sim. Então, a a questão nutricional é muito importante, né? Você ter uma uma dieta equilibrada com com variedades de alimentos que possam fornecer os nutrientes necessários, a qualidade de sono, né? atividade física que vai ajudar a oxigenar o cérebro e melhorar todas essas questões. E aí, caso realmente a memória não esteja bem, procurar um neurologista que é o o o profissional mais indicado para recomendar alguma medicação, né? É, precisa tomar cuidado com a automedicação, né, doutor? É, eu eu não sou de prescrever esses compostos a cegas, sim, né? Então, muitas vezes alguns se baseiam em estudos, ah, precisa usar ômega-3 a partir dos 50 anos. Tem alguma relação com a ômega-3? Um outro estudo pequeno até mostra, mas quando confrontado com estudos maiores, mais bem feitos, perde um pouco a relevância do isolado sem eh, enfim, eu quis dar o exemplo de ômega3, mas é uma série de outros compostos. Muitas vezes há uma avaliação clínica, uma avaliação cognitiva, exames gerais, dosar vitaminas e aí se essa tiver relevante a causa a gente repõe. Então não há uma recomendação explícita de usar os diferentes, óleo de coco, canabidiol, enfim, sem ter um diagnóstico claro e uma uma causa clara de deficiência vitamínica. Enfim, é, precisa de um diagnóstico preciso, bem certinho, faz lá um checkup geral, né? Vai pro neuro para poder fazer o tratamento, para você ter aí uma boa memória. Isso quando você entende já que a o seu lapso, a sua, o seu esquecimento já está de forma exacerbada, já tá acontecendo muitas vezes, aí você sim procura um médico. Combinado? Coment. Claro, claro. Por gentileza. Até já falei, porque muitas vezes quem tá com problema esquece que esqueceu, então ele acha que ele tá maravilhoso. Aham. E quem tá vem contando a história é outra pessoa. Então isso é um sinal relevante à opinião do familiar, do cônjuge, enfim. Sim. de alguma modo filho, a pessoa que convive, né, diariamente ali pode ajudar nesse diagnóstico. Por exemplo, na na história de esquecer a chave 20 vezes ao longo da semana, a pessoa que esquece, ela pode esquecer que esqueceu a chave por ela tá liso. Aí o filho fala: "Você tá esquecendo de novo?" Percebe a a o aumento da frequência, às vezes a intensidade, então sempre numa boa consulta. É muito importante a opinião de um terceiro. Muito bem. A pessoa que tá convivendo com você, né, de repente fique atento. Se alguém fala para você: "Poxa, tá esquecendo de novo, mas de novo você esqueceu". Então, e é a percepção das pessoas que convivem contigo é importante. Eh, no momento em que você vai procurar um tratamento eh para essa possível perda de memória. Isso também tem acontecido com os jovens, né? É algo que a gente vai falar daqui a pouquinho, porque agora a gente vai atender os nossos telespectadores. Pessoal tá com a gente já tá mandando pergunta, querendo saber sobre a memória, como que funciona, como que a gente faz para eh ficar um pouquinho mais com a memória mais assim eh forte, firme. Será que existe isso, né? Tem como a conforme você vai envelhecendo, a memória também vai envelhecendo junto contigo, né? Eh, essa é uma das perguntas aí que eu mais ouvi a semana passada quando nós falamos que nós íamos conversar com vocês aqui no programa de hoje. Vamos lá, temos 8:29. Temos perguntas, produção? Vamos lá, então. Sou do eh o João do Satélite Íris. Sou do tipo que quando minha mãe pede para eu comprar 10 pães e 2 L de leite, é capaz de volotar com 5 L de leite e só dois pães? Isso é normal, doutor? novamente, o que eu falei, depende da idade dele, depende do contexto, do nível de ansiedade, do nível de atenção, enfim, tem pessoas que têm um problema de atenção desde muito jovem, né? Pessoas com TDAH, por exemplo. Eh, e enfim, treinar habilidades de concentração é muito importante. Fazer uma coisa por veza, né? tentar estabelecer uma rotina de sequência de coisas que devem ser feitas ou não. Rosângela, a tua a tua visão referente a à pergunta desse nosso telespectador, então, eh, me parece uma falta de atenção, né, que a mãe pede uma pede X e ele na cabeça dele ele já pensou outra coisa, né? Então entra aí questões de eh excesso de informação, a motivação, o quanto ele dá importância para isso que tá sendo pedido. Uhum. Importante. E e mais uma vez a atenção e focar no que realmente está fazendo ou que precisa ser feito, né? Muito bem. E você que tá aí do outro lado, né? Já esqueceu o que hoje? Eu já comecei o dia esquecendo, mas eu tô aqui firme e forte. Vamos lá. A calha do jardim proença. Sou do tipo que esquece o que ia dizer no meio da frase. Nossa, aquele branco, né? Isso é só cansaço ou algo para se preocupar? Doutora, esse branco, quando a gente esquece alguma coisa, tá falando tuf e aí? Esqueci. É o o popular branco. Aí eu fui na geladeira pegar alguma coisa e chegou, que que é mesmo? Novamente, como ela comentou, a causa mais comum é o problema de atenção, né? Na frase depende, depende. Se começa durante a frase interromper muito para procurar palavras ou perder o fio da meada, isso pode ser relevante, mas novamente importa a intensidade. Então você tá comentando uma frase, de repente eu tava falando mesmo, nossa, isso é muito ruim, né? No contexto é quando é doença de origem neurológica ou de origem cerebral, é muito mais comum no envelhecimento, né? Eh, mas pode sim ser um, dependendo da idade e do contexto, descartando-se outras coisas, como a parte emocional, a motivação, que é muito importante, como ela disse, a atenção. Você pode estar pensando em três coisas ao mesmo tempo e a que você tá falando no momento não é a mais relevante para você, mas no no envelhecimento, se isso começa a ficar um excessivo e depende, como eu disse também, da qualidade. Por exemplo, quer lembrar o nome, tá? Não vou lembrar o nome de uma pessoa que eu vi ontem, mas da minha neta tenho que lembrar, né? Então assim, começa a errar coisas qualitativamente ou emocionalmente relevantes, é mais indicativo do problema neurológico. Muito bem. Agora, Rosângela, essa questão de esquecer, né, do branco no meio da frase, como o nosso telespectador colocou aí, né? Eh, quando o doutor fala de vários pensamentos em um momento só, eu me remete a nós mulheres, a gente pensa muita coisa em um momento. Eu tô aqui agora, tô concentrada, tô no programa, mas gente, tem dias, tem momentos assim que é tanta coisa que a gente tem que resolver que você tem muitas coisas passando na sua cabeça. E aí, o que que acontece com nós mulheres? Às vezes muito pensamento intrusivo, né? Você tá aqui falando, mas de repente vem: "Nossa, eu preciso fazer isso". Aham. E aí acaba realmente prejudicando e causando os brancos, porque aí desfoca a su o a sua atenção do que você estava falando, né? Uhum. Perfeito. Agora, eh, a gente falando aqui de concentração, né? A concentração, a gente precisa fazer um exercício eh eh de memória. Como que funciona a questão da concentração? Eu tô tô vivendo um momento aqui, conversando com vocês. Eu estou concentradíssima. né, no nosso programa, eh, nas no nosso tema que é a memória. E eu não tô pensando em nada lá de fora, literalmente nada. Mas a partir do momento que eu saí daqui, que eu vou paraa redação, aí começa a vir um turbilhão de de pensamentos, de de eh questões para para resolver, mas mesmo assim eu consigo ali resolver. Chega final do dia, eu uau, missão cumprida. Essa questão de concentração, a gente tem como trabalhar pra gente ativar e melhorar a nossa concentração? Tem, tem sim. Eh, tem exercícios de concentração, né? Atenção plena, mindfuls, ah, respiração profunda pode ajudar, né? Porque ajuda também na ansiedade, então vai melhorar sua concentração. Atividades mesmo de concentração de joguinhos. eh exercícios que possam fazer você ficar cada vez mais tempo focado num num determinado estímulo, podem ajudar a melhorar a concentração. Interessante. Agora falo com o doutor falando em concentração, lembrei das pessoas que fazem concurso, né? Esse pessoal que estuda muito, muito, eh, passam aí 2, 3 meses estudando 8 horas por dia. E aí tem, eu já conversei com pessoas que estudam, mas estudam mesmo, e chega no momento da prova. Sim. Simplesmente tudo que foi aprendido desaparece. Isso tem a ver com a questão do da ansiedade. O que que o que que por que acontece isso, doutor? Sim, é muito mais provavelmente muito mais provável que sim. Se você a segurança que você tem depende de um monte de aspectos de personalidade, por exemplo, de treino, da capacidade de de ser testado em situações do estresse. Uhum. Hum. Então, uma das alunas do meu colégio, quando eu estava das mais das mais inteligentes, ela demorou 5 se anos para passar no vestibular pra medicina, porque e ela era assim na hora ela vomitava na hora da prova, então se sentia muito angustiada. Uhum. Enfim, essa questão de ser ser testado sobre situação de estress também tem características que podem ser melhoradas, mas tem pessoas que têm mais afinidade a isso e pessoas com menos, né, com menos a predisposição a um bom desempenho nessas horas, né? E o que que a gente deve fazer, Rosângela, numa situação dessa, né? Eh, você se prepara para um uma prova, um teste, enfim, estuda muito e tá ali confiante. Hoje eu consegui, eu eu se eu resolvi as questões em casa, tá tudo certinho, mas amanhã na hora da prova, na hora de testar realmente os meus conhecimentos, dá aquele branco, eu não consigo fazer, eu erro, tipo assim, eu olho, parece, eu estudei, eu entendo do assunto, na hora não consigo resolver a questão, errei, mas eu saio da sala, eu lembro a resposta correta, né? O que que a gente deve fazer para poder melhorar isso para poder ser assertivo, né? Porque estuda tanto e aí é um tempo perdido, porque na hora que você chega você é uma frustração total. Frustração. É, então, eh, atividades, eh, exercícios de melhorar a ansiedade, né? respiração profunda, eh, meditação pode ajudar, ela pode fazer uma habilitação para treinar essa situação de de estress, né, de de responder a questão sobre o stress. Como faz isso? Fazendo uma uma terapia, uma reabilitação para que ela consiga eh lidar com o conhecimento que ela tem numa situação estressante, de ansiedade, né? Olha aí, né? A gente percebe que conversando com os nossos especialistas, a questão do estress, a questão da ansiedade, da depressão, né? A saúde mental, na verdade, ela influencia muito na perda de memória. Então, a gente precisa ficar atento a tudo isso e respirar também é algo muito bom, né? Que dá uma uma ajuda para você. Tem mais perguntas, produção? Se tiver, pode colocar na tela pra gente, por gentileza. A Luciana do Cambuí: "Tenho 25 anos e vivo esquecendo datas e compromissos. Isso pode ser considerado normal nessa idade. Oi, Lu, bom dia. Luciana tem 25 anos, doutor. É, talvez eu esteja me repetindo, talvez a a a opinião da da Rosâela seja até mais relevante, que novamente depende do contexto. Então, nessas eu eu sou eu como neurologista clínico, eu fico procurando isso no cérebro primeiro e vendo eu tenho que manter a minha o meu feeling para detar quando isso é neurológico ou não. Uhum. Então assim, de de cara, a princípio não parece ser, né? Então, eh 25 anos no contexto que a gente vive hoje de milhões de informações ao mesmo tempo, compromissos, relevâncias, tudo marcado no celular ou não, muito provavelmente, atenção, sintoma, sintomas emocionais devem ser mais relevantes do que do que uma questão neurológica per, né? Mas é claro que quando isso começa a atrapalhar a vida, tem que procurar a terapia. Exato, né? Então assim, eh, e tem coisas que podem ser feitas, aula já, a gente já comentou também, eu acho que sono é uma coisa fundamental, diminui o horário de tela à noite, eh, que atrapalha o sono, atividade física é fundamental. Então, tem muita evidência. A gente fez um trabalho agora com intervenção com musculação em pessoas que já tinham problema de memória, comprometimento cognitivo leve e foi bem relevante o resultado. Então, a atividade física talvez ah seja o fator isolado que mais previne problemas, doenças da cognição, né? Evidentemente que junto com a com a parte emocional, o sono, a nutrição, controle de risco cardiovascular, dosagem de alguns hormônios, de algumas vitaminas. Então, quando isso começa a ficar realmente ah prevalente, tem que procurar assistência, apoio, ajuda, enfim, mas é menos provável que seja uma doença cerebral por si só, né, e mais associada ao ambiente. O ambiente e viver no automático, né, Rosângela? Como o doutor mencionou, a correria, essa correria nos proporciona automatizar as coisas, né? Às vezes você sai de casa, você você na segunda-feira você tem o seu trabalho, então parece que o seu carro vai sozinho. Eu brinco que o carro vem sozinho para o trabalho. E aí quando num sábado, num final de semana, que você tem um compromisso no mesmo horário que você sai de casa para trabalhar durante a semana, mas o seu compromisso não é no local de trabalho, já aconteceu com você? Comigo às vezes acontece. Eu me pego indo para o caminho que eu faço de segunda a sexta, automático. E a gente está no automático. Então, automatizar as coisas, no caso desse nosso espectador de 25 anos, né, que acaba esquecendo os compromissos, tem a ver mesmo, né, com essa essa questão da vida corrida, né? Sim, tem mais a ver, eu acho, mesmo com o estilo de vida, né? Muita informação, muita coisa. 25 anos, provavelmente tem bastante acesso a telas, a redes sociais, a muitos compromissos, muitas demandas, né? Então, acaba realmente prejudicando, esquecendo, né? Então, é algo assim que é um pouco normal, né? Que aconteça comigo, com você. E é importante você só eh sentir o momento que isso acende o alerta para você buscar o atendimento, né? eh de um neuro para que você entenda e que você tenha aí um suporte para melhorar a sua memória. Marcos do Ouro Verde: "Minha avó começou a esquecer coisas do dia a dia, como onde guardou objetos ou se já almoçou, mas continua lúcida e conversa normalmente. Esses esquecimentos são parte do envelhecimento ou podem indicar o início de alguma doença neurológica como o Alzheimer. Marcos, abraço grande para você. Obrigada. Bom dia, pessoal aí do Ouro Verde. Doutor, o que como que a gente eh percebe os primeiros sinais do Alzheimer em uma pessoa? Então, tem essa questão de essa impressão de todos ainda muito arregada. Quando se fala Alzheimer, a pessoa tá muito ruim. já não tá mais lúcida, como ele falou, mas não é assim. Então, a doença começa em determinadas partes do cérebro, mais comumente em regiões que são importantes para armazenar informação nova. Uhum. Então, algumas coisas no envelhecimento, se você pegar o desempenho de uma pessoa de 75 anos e de uma de 50, o desempenho é levemente pior, mas ainda dentro do normal para pra escolaridade. Então, no caso da da sua avó, o que chama atenção é algo relevante. Uhum. Né? Como, por exemplo, se já almoçou ou não. Então, isso é algo que que é que é marcante no nosso dia, né? Não é algo que devo se esquecer. Uhum. Né? Mesmo que no envelhecimento normal já tenha um pouco mais de queixas cognitivas, esse fato sugere que deve ser investigado um pouco mais a fundo. Uhum. Talvez, né? Então, e é uma hora boa, se é que é problema neurológico, é uma hora boa, porque é muito leve, é lúcido, independente, faz as coisas do dia a dia, mas talvez esteja começando a deixar de gravar coisas relevantes do dia, né? Isso e aí acende um alerta, né? Aí acende um alerta. simplesmente isso deve ver, não quer dizer que vai ter doença ou que é doença, enfim, mas que é uma hora boa para ver no começo. É, exatamente. É importante, né, a gente estar atento aos sinais, principalmente igual o doutor mencionou, as pessoas que estão ao nosso redor conseguem eh detectar esses sinais bem melhor do que a gente, né? Só um comentário, desculpe. Não, não, por gentileza, doutor, um comentário breve que essas pessoas assim, elas começam dar, entre aspas, umas desculpas, né? Hã? Ah, mas você não lembra que já almoçou? Ah, eu não faço, não ligo mais para horário de almoço, eu tô aposentada. Aí, que que mês nós estamos? Ah, não tem folhinha em casa mais. Não ligo mais para isso, né? E aí é o outro que olha, que percebe se isso é fato mesmo ou não. Desculpe interromper. É, e é um sinal de alerta, realmente, né? Esquecer se almoçou não é comum, né? Não é para ser comum. Uhum. Então, quanto antes procurar uma um uma avaliação, né, melhora o prognóstico. Depois ela ainda tá lúcida, né? Tem como Uhum. eh desacelerar essa perda cognitiva. Desacelerar, né, é uma palavra interessante porque eh você diminui, né, você diminui essa o que podia pode acontecer, se é que, né, eh, o problema vem a acontecer, que possa acontecer aí há dois anos, você consegue diminuir e tomar medicamento e ter uma melhor qualidade de vida, né? Então isso é importante ficar atento para buscar o atendimento médico necessário. Perce e Patrícia do Taquaral. Oi Pat, bom dia. Percebo que nos dias mais estressantes ou quando estou ansiosa, a minha memória fala falha muito mais. Às vezes esqueço até dos compromissos importantes. Essa oscilação pode ter relação direta com fatores emocionais? Como a terapia pode ajudar nesses casos? Rosângela, vamos responder a Patrícia. Sim. Sim, com certeza. Fatores emocionais, né? Porque ela relata ali que quando ela tá mais ansiosa, mais estressada, ela tem uma perda maior. Sim. Então, a terapia pode sim ajudar ajudar ela a lidar melhor com essas situações de estress e de ansiedade para que seja menos prejudicada a a memória, o funcionamento dela, né? O funcionamento cognitivo dela. Muito bem. Valeu Patrícia. Obrigada pela sua participação. Tem mais perguntas, produção? Se tiver, pode mandar pra gente que daqui a pouquinho eu quero falar sobre esses joguinhos, né? Esses quebra-cabeças, joguinho, sabe? Esses joguinhos assim que você encontra nessas lojas de grandes utilidades e tal. Então, esses joguinhos é bom ou não? Daqui a pouquinho a gente fica sabendo, tá? A Fernanda Nova Campinas, sempre tive boa memória, mas ultimamente ando esquecida. É a idade, Fernandinha, que idade você tem, mulher? Conta pra gente a idade, né? A partir de que momento a nossa memória começa a dar assim aquelas aquelas vaciladinhas, né? Aquele aqueles esquecimentos rotineiros. Um jovem de 16, 17 anos pode ter o esquecimento que eu com mais de 40 costumo ter? Não deveria, mas acontece principalmente por eh falhas na atenção, né? Por excesso de telas, excesso de informação rápida, acaba tendo esses lapsos de memória em uma idade muito muito pequena, né? Muito precoce, né? Não tem uma um um determinante de idade, doutor, para que possa tem que possa vir a acontecer esses lapsos? Tem, é muito mais comum no envelhecimento, né? Pensando em termos de doença, acima dos 65 anos, a prevalência de demência é 1%. E vai dobrando a cada 5 anos, mais ou menos, né? Então assim, não só memória, mas comportamento também, que eu quero dizer com comportamento é o surgimento de uma doença psiquiátrica pela primeira vez depois dos 50, 55 anos. Isso já é fator de risco para piorar a cognição. Só mais um comentário, desculpa. Beleza, de todo mesmo as telas já estão entendendo, né, os computadores, celulares, tablets, enfim, tem o modo foco, né? Você aperta o botãozinho lá, ele não te comunica mais nada, não fica mandando pi mensagem a pium. É, e assim, então é uma nisso eu não sou especialista necessariamente n d n dessa estratégia de porque isso varia muito de de pessoa para pessoa, mas focar no que você tá fazendo aquela vez e meio que deixar de lado o resto, uma coisa de cada vez, né? Programar tanto tempo você ficar em tal coisa. E hoje em dia com o e-mail, com WhatsApp, mandando, eu já tirei todas as notificações do meu. Ah, eu também, né? Se eu trabalho com texto, que às vezes eu faço isso, paciente quando eu tô atendendo é zero, né? Eu desligo tudo. Perfeito. Mas com texto, se eu deixo a a aba do e-mail e WhatsApp, esquece, né? É muita coisa ao mesmo tempo. É muita coisa ao mesmo tempo. A gente precisa focar. Ô Fernanda, estamos junto, amiga. 47 anos. Ela respondeu, perguntei que idade que ela tinha, né? Ela disse 47 anos. Então, 47 anos a gente tem vários fatores, né? que que vão eh ocasionar na perda da memória, tipo assim, eh momentânea, podemos dizer assim, né? Você falou: "Poxa, ultimamente ando esquecendo coisas, 47 anos, seja bem-vinda, amiga." Não é isso, Rosâela? É isso. Podemos pensar aí já numa pré-menopausa, né? Aquela questão que nós já falamos insônia, né? A questão hormonal. É, eu me lembro que eh até tirava sarro, dava brincava com a minha avó, né? Ela para chamar, quando estávamos reunidos em família, eh ela para chamar um, ela chamava todos, o nome de todos até chamar aquela pessoa que realmente ela queria chamar, né? Então, tipo assim, poxa vida, e hoje às vezes eu me vejo fazendo isso. Claro que não é não é assim eh eh recorrente, mas às vezes acontece, vou chamar um, chamo um ou dois, três, quatro, até chegar na o nome daquela pessoa. Então, eh, a nossa amiga aí de 47 anos, fica tranquila, né? Isso acontece. Faça exercícios, exercícios de memória. Agora, como que nós vamos fazer exercício de memória sem precisar ir ao médico, né? Eu tô dizendo quando é a questão é é perda de memória, assim, é rapidinho. Esqueci onde deixou a chave, mas já encontrou a chave. Ali você passa dois minutinhos procurando, mas já acha. Eu gostaria de perguntar pros nossos especialistas se esses joguinhos que a gente encontra nessas lojas de utilidades, né, quebra-cabeça, eh, tem pega vareta, eu me lembro que tem esses joguinhos assim, eles e ajudam na questão do exercício da memória, Rosângela? Alguns sim, alguns sim. Eh, o sudoco, o sudoco, verdade, exercita bastante, né? Cruzadinha, caça palavras, ajuda bastante a questão da memória. Então, eh, o pessoal que joga xadrez, doutor, a isso é bom, esse jogo é bom para memória? Não é pra memória necessariamente, né? Porque quando a gente fala memória nesse contexto, é guardar informação nova. Agora o xadrez estimula raciocínio, orientação espacial. atenção, estratégia, entender o que o outro vai querer fazer com a sua jogada, né? Teoria da vida. Exercício. Aham. Perfeito. Mega exercício. Acho muito interessante, né? Então, aí, ó. Tá vendo só? Se você tá em casa hoje, tem um tempinho, vai lá, arruma um joguinho e começa a estimular a sua memória. Essa é a dica pra gente começar muito bem a semana. E a produção tá mandando mais perguntas. É o Leandro do Dick 4. Ô, Dick 6, do Dick 6. Fico horas no celular e esqueço o que ia fazer. Isso tem impacto. Menino, do céu, toma cuidado com a tela. Esse negócio do celular é algo que a gente precisa dar muita atenção, porque no celular o tempo passa rápido demais. E aí no caso do Leandro, ele fala que ele esquece o que ele tinha que fazer. Eu queria saber, doutora, a relação entre o celular e o nosso tempo real, né? a nossa realidade, sabe que o o bom do celular eh com esse tanto de informação, acho que foi pós iPhone 2010, já tem 15 anos e não, a gente não entende ainda completamente o impacto negativo, positivo, a gente entende sim, né? tem acesso à informação. Ah, no nosso tempo talvez tinha a Barça, uma enciclopédia, a gente tem na mão toda a informação do mundo. Mas hã os esquemas que são feitos para atrair nossa atenção pro que se quer mostrar no celular, isso envolve marketing, eh envolve, enfim, de a essa questão das bolhas, né, de mostrar para você o que você quer ver. Uhum. Isso você vai ficando mais tempo e vira um ciclo vicioso. Eu acho que não é completamente entendido os efeitos das repercussões cerebrais até hoje, mas para mim é claro que vai haver uma mudança da geração do celular em relação ao que era para coisas boas e para coisas ruins. A tensão é péssima. Uhum. O a procura por estímulo prazeroso fácil, péssimo, né? Então você vai se concentrando naqueles rios engraçadinhos ou que você vai mexendo e o mundo em volta perde a graça muitas vezes, né? Que é o que importa para pro seu compromisso, pro seu compromisso no trabalho, para saber como é que tá seu filho na escola, enfim, pro seu sono. Você gasta tempo com isso e não pratica atividade física, que é fundamental. É impressionante, né? É, é o lado negativo realmente cujo impacto é difícil de medir, mas que é já é evidente, né, que causa probleme. Evidente. Quando o doutor fala de do tempo que se gasta no celular, né? Se você parar para pensar aí, tem gente que fica 1 hora, 2 horas no celular, nessas duas horas poderia muito bem ter feito uma atividade física, né? Exato. Social real, porque eh eh se tem aí uma eh eu não sei, as pessoas acham que elas estão cercadas de pessoas pelo simples fato dela tá ali e e ficar vendo as coisas acontecerem na tela, né? Tem 5.000 amigos e tal. Isso influencia bastante a nossa saúde mental, né, Rosângel? Muito, muito. É uma distração muito grande, né? tá prejudicando a sua concentração, o seu foco no que você realmente está fazendo. É muita informação, né? Seu cérebro fica sobrecarregado com aquele monte de estímulo. E prejudica a os relacionamentos interpessoais mesmo, né? Você não conversa mais com uma pessoa real, você tá ali vendo aquele monte de coisa sem um uma interação, né? que eu acho interessante também é o como vai diminuindo o tempo. Talvez no começo eram você assistia uns vídeos mais longos, depois uns de 10 minutos, depois uns de 5 e agora é 15 segundos. Não interessou, não me deu prazer imediato. Passa, passa, passa. E uma geração de de insatisfeitos, né? Sim. Imediatismo, insatisfação, prazer imediato, enfim. Isso mesmo. E o mundo em volta fica sem graça. E aí a gente percebe até no no WhatsApp, né? O pessoal já não ouve mais os áudios normais. É tudo na velocidade dois. Isso. E houve na velocidade dois ainda porque é o limite que tem no WhatsApp. Isso vai ser a três e a quatro e eu ouvir mais rápido, né? E isso também acaba influenciando na nossa memória. Sim. É uma falta de paciência, né? De ouvir uma pessoa falando num ritmo normal depois, né? Se você só consegue ouvir aquilo ali acelerado, eh, você não interage com as pessoas, então você se isola emocionalmente, vai ter um prejuízo em ansiedade, em depressão, né? É delicado, gente. Sua memória tá boa? A minha tá. Deixando de lado que eu esqueci que eu fechei o portão. Tudo bem. Vamos lá. Vítor do Jardim Chapadão. Nossa última pergunta de hoje. Eh, o Víor diz: "Sou gestor de uma equipe e percebo uma diferença grande entre as gerações. Os colaboradores mais velhos costumam anotar tudo no papel e lembram com mais facilidade das tarefas, enquanto os mais jovens que registram tudo no celular parecem esquecer com mais frequência. Isso tem a ver com o modo eh geração Z, com o modo com que a geração Z processa a informação. Eu tenho costume de anotar no papel. Uhum. Não sei por, mas é um costume que eu tenho. Tem a ver, doutora. É, qual que é a diferença dessa da geração que anota no papel e a e da geração que anota no celular? É, eu não sei o quanto isso é generalizável, né? Também tem essa questão de jogar tudo na geração e não é bem não é bem isso, né? Tem variantes individuais. Uhum. Tem gente da geração mais nova que é brilhante, gente mais velha menos brilhante, enfim. Exato. Eh, mas a gente tende a terceirizar compromissos, alguns fatos, etc., num HD externo, né? Não internaliza a a informação. Uhum. que talvez o pessoal de uma geração formada numa geração pré-celular, né, eh, faça, integre melhor a ao compromisso, a vida real, enfim, não terceirize isso. Mas, enfim, eu tenho muita dificuldade de ver uma solução para isso, viu, né? Como eu disse, as escolas estão tomando alguma atitude. Sim. É muito comum você ver, por exemplo, crianças em restaurantes ou na própria mesa de casa, cada um com o seu celular. Ah, é exato, né? Enfim, é um é uma questão, tem muita coisa boa também. Essa aqui é a questão. Se fos se ele fosse só ruim, fácil, é só tirar, mas tem muita coisa boa. É uma questão de equilíbrio, né, doutor? É uma questão de equilíbrio, né, Rosângela? a gente precisa tentar equilibrar o nosso dia a dia com as redes sociais, com o celular que tá aí, que afeta assim a nossa memória, mas que também é muito bom, né? Em outra em outra parte é é bom pro dia a dia, tem informação, é algo benéfico, mas também é algo que pode eh trazer coisas ruins se a gente não medir, né? Então a gente precisa de equilíbrio, gente. Seguinte, agora 8:58. A gente já tá encerrando o nosso estúdio de câmara dessa segunda-feira. Rosâel quero agradecer a sua participação. Considerações finais, por gentileza. É, então para, vamos lá, considerações para melhorar a memória, né? Muito bem. Sono. Uhum. Né? Cuidar da qualidade de sono, da quantidade de sono. Dormir menos que 6 horas por noite é prejudicial o ideal. é de 8 a 9 horas, né? 7 8 9 horas de sono. Eh, prestar atenção na qualidade desse sono. Se você está durante o dia cansado, sonolento, é porque você dormiu, mas não foi um sono reparador. Sim. Então, se atentar a isso, eh, atenção, né? Prestar atenção em tudo que que tá fazendo. De repente, fazer listas, né, de compromissos do que você precisa fazer durante o dia pode te ajudar a não esquecer nada. Alimentação, cuidar da alimentação, atividade física. Muito bem, muito bem, Rosângela. A gente precisa nos cuidar, né? E aí se cuidando, com certeza sua memória vai melhorar. Obrigada, Rosâela, mais uma vez, viu? Isso. Considerações finais, doutor. Muito obrigada pela sua presença, sua participação com a gente. Vou puxar a sardinha pra minha brasa, né? Vai lá. Então, pensem sobretudo em idoso, em que começa esquecer coisas relevantes, repetir coisas que já falou, né? por exemplo, como compromissos ou assuntos que acabou de tocar, passa 10 minutos, repete de novo. pensem que isso sim é mais possível ser um problema ah neurológico da memória e que quanto antes se tratar com mudança de estilo de vidro, eventualmente medicações tradicionais e as que estão surgindo, eh, é importante para tratar no começo e ter menos sofrimento ao longo do processo quando isso ocorr caso isso ocorra, né? Muito bem, Dr. Márcio Baltazar, a Rosângela Demarque, muito obrigada pela participação de vocês, um excelente dia, uma semana maravilhosa. E você que tá em casa, muito obrigada pela sua participação, pela sua audiência, pela sua companhia. E amanhã nós vamos falar sobre desharmonização facial. Gente, olha só. Você conhece pessoas que colocaram botox, fizeram um monte de coisa, harmonização facial e agora estão tirando tudo para voltar ao normal. O que é que está acontecendo com essas pessoas? Até que ponto, né, você pode brincar com essa questão de desharmonização, de harmonização? Vamos falar sobre beleza, a beleza natural que agora está em alta, né, aqui no nosso Brasilzão. Mais uma vez a gente vê pessoas aí eh retirando eh a harmonização ou tentando retirar tudo aquilo que foi colocado em um momento em que a moda era outra, né? Então tudo isso e muito mais. Amanhã a partir das 8 da manhã aqui no Estúdio Câmara a gente vai encerrando, agradecendo a sua audiência, a sua companhia, você que tá aí do outro lado, muito obrigada, uma ótima semana, um dia excelente. Continue ligadinho aqui na TV Câmara Campinas. Ao meio-dia temos Câmara Notícia trazendo informações do legislativo campineiro e também da nossa metrópole. Ótima semana para você mais uma vez, autores. Muito obrigada. Valeu, gente. Abraço grande e amanhã a gente se vê, se Deus quiser, a partir das 8 da manhã com mais uma edição do Estúdio Câmara aqui na TV Câmara Campinas. Tchau, tchau. Fique com Deus. [Música] [Música] [Música]
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