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68 views Publicado 03/04/2025 HD · 1:00:07

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Vídeo do acervo da TV Câmara Campinas.

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Adriana, chegamos, gente. Olá, 3 2 1. Bora. [Música] Olá, bom dia. Estamos começando mais uma edição do Estúdio Câmara aqui na TV Câmara Campinas. Hoje é quinta-feira, dia 3 de abril de 2025. E no programa de hoje nós vamos começar dizendo algo que parece óbvio, mas que merece ser ressaltado. Uma criança superdada ou com altas habilidades continua sendo criança e, por isso mesmo, precisa de todo o apoio e acolhimento para crescer, descobrir seus interesses e se desenvolver da melhor maneira possível. A superdotação é uma característica inata ao ser humano, associada a fatores genéticos, que costuma ser identificada já na primeira infância, em média entre os 2 e 7 anos de idade. Isso acontece porque é nesse período que a criança passa a estar mais inserida no convívio em sociedade, quando começa a frequentar aí o ambiente escolar e também quando as chamadas precocidades se tornam mais evidentes, como aprender andar, falar, ler, escrever antes do esperado. para tentar entender este contexto. Hoje nós vamos falar sobre as crianças superdadas e como nós podemos apoiá-las com a neuropsicopedagoga e psicanalista já está com a gente aqui no estúdio, Viviane Secato. Muito bom dia, seja bem-vinda. Obrigada, Rúbia. Bom dia, seu. Vai ser um prazer a gente falar sobre esse assunto. Bom dia maravilhoso, um assunto muito importante que a gente precisa conversar e por isso pelo Zoom nós temos a pesquisadora em altas habilidades, superdotação, identificação e mentoria para adultos superdotados. Ela entende muito do assunto, vai trazer pra gente informações preciosas pelo Zoom. Seja bem-vinda, Adriana Mendonça. Bom dia. Bom dia, Rúbia. Bom dia, Viviane. Bom dia, pessoal que está com a gente. Muito bem. E você já pode enviar a sua mensagem pra gente, tá? Através do WhatsApp que está na sua tela, 1997377. Conhece alguma criança super dotada, alguma família que tem uma criança assim? E aí, como é a convivência, né? Como que estão tratando essa criança? Essa criança precisa muito de apoio, então converse com a gente, mande pra gente o seu depoimento, a sua dúvida. Daqui a pouquinho vamos interagir contigo referente a este assunto. Mas agora vamos atualizando as notícias da metrópole. A Prefeitura de Campinas prorrogou até o dia 15 de abril a operação de chuvas de verão, que inicialmente estava prevista para terminar no fim do mês passado, no fim de março. Esta decisão foi tomada em razão da continuidade das chuvas e da necessidade de manter o monitoramento e a prevenção de riscos em áreas mais vulneráveis da cidade. A operação mobiliza equipes da Defesa Civil, da infraestrutura e de outros órgãos municipais para minimizar os impactos das chuvas, como alaramentos, quedas de árvores e deslizamentos de terra. Segundo a Defesa Civil, ainda há previsão de instabilidade climática nos próximos dias. Por isso, a orientação é que a população fique atenta a qualquer sinal de risco e acione os canais de emergência caso necessário. Mais informação para você chegando da Metrópole. Mortes de motociclistas caem 63% em vias urbanas de Campinas. É uma boa notícia para o trânsito campineiro. O número de mortes de motociclistas em vias urbanas caiu 63% do primeiro bimestre deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados são da Secretaria de Transportes e refletem os resultados de ações integradas voltadas à segurança viária, como campanhas educativas, melhorias na sinalização e fiscalização mais intensa em pontos críticos. Mesmo com a redução, a prefeitura reforça que o trabalho de prevenção continua especialmente para proteger os motociclistas que ainda representam uma parcela significativa dos acidentes graves no trânsito da cidade. E agora com chuva, preste muita atenção no trânsito, vá com calma, vá tranquilo, porque você vai chegar também, tá certo? Mais informação, mutirão contra dengue. É a o mutirão contra dengue visita sete regiões de Campinas. A prefeitura realizou no último sábado mais um grande multirão de combate à dengue. A ação passou por sete regiões da cidade que incluiu o Jardim Rosália com foco na eliminação de criadouros do mosquito Aedes a Egipte. Equipes da saúde, da vigilância ambiental fizeram visitas a às casas para orientar os moradores, recolher materiais que acumulam águas, né, e e também intensificar a prevenção ao avanço da doença. Com o aumento no número de casos, a prefeitura alerta: cada morador tem um papel fundamental na luta contra a dengue. Eliminar água parada, tapar tonéis e manter calhas limpas são atitudes que podem salvar vidas. Lembrando que estamos aí com chuva. Preste muita atenção na sua calha, mantenha a sua calha limpa, porque depois da chuva a gente sabe da proliferação do AEDSA Egipte. Mais informação para você. Agora do legislativo campineiro, a comissão especial do fim da escala 61 da jornada de trabalho faz reunião para analisar as características econômicas e sociais de Campinas. De acordo com a presidente da comissão, a vereadora Guida Calisto, a atividade visa discutir as características econômicas e sociais da cidade, seus indicadores demográficos e como avançar nas políticas de redução da jornada, ampliando o bem-estar do trabalhador e a produção local. Confirmaram a presença no evento Luana Lima Duarte Vieira Leal do Ministério Público do Trabalho, Maria José da Silva Oliveira, do Sindicato dos Trabalhadores em Edifícios e Condomínios de Campinas e região. E também eh o José Alex Soares da PUCAMP e a Teodora Beluzi do Observatório do Trabalho de Campinas. Bom, encerrando as informações, né, da manhã de hoje, agora a gente vai para a previsão do tempo. E choveu na metrópole, é o tempo amanheceu chuvoso hoje aqui em Campinas e a Defesa Civil emitiu um alerta, gente. Chuvas fortes para a região de Campinas entre hoje e também sábado, tá? Então, quinta, sexta e sábado está chegando uma frente fria, a previsão aí de chuva acumulada, tá bom? Quero mandar um abraço pro TP, que também tá ligadinho com a gente e tá preocupado com a chuva. Olha, a chuva acumulada aí é em torno de 100 mm com possibilidades de temporal, tá? Em Campinas, a Defesa Civil pede que a população fique atenta aos alertas. E atenção, gente, se você precisar, tá? Se você precisar, ligue 199 para alaramento, inundações e quedas de árvore. 118 118 para emergências de trânsito, 193 para situação de emergência, tá certo? Previsão do tempo, a mínima 20, a máxima 31, né? E chuva, chuva durante todo o dia e aí com a possibilidade de aumentos, né? Aumento de chuva, aliás, no decorrer do período. Essa é a previsão do tempo, de acordo com o Cepagre, para você aqui na nossa metrópole. Vamos lá. WhatsApp na tela. 199729377. Manda pra gente a sua mensagem. O tema do programa hoje são as crianças superdadas, né? E como a gente deve fazer para acolher essas crianças? De acordo com o censo escolar de 2023, 38.01 19 estudantes brasileiros foram identificados como superdotados. 0,08% dos alunos da educação básica da Organização Mundial de Saúde diz que 5% da população tem algum tipo de alta habilidade ou superdotação. Quando se pensa em crianças superdotadas, é comum a gente imaginar que elas vão se destacar na escola. E a realidade, gente, no entanto, pode ser muito diferente. É difícil eh sobre esse cuidado, sabe? Esse acompanhamento, esse desafio. Vamos colocar uma aspas aí quando a gente fala de dificuldade, né? Mas é um desafio e é um aprendizado constante a gente cuidar das crianças superdotadas. E é por isso que nós vamos conversar com a neuropsicopedagoga e a psicanalista, a Dra. A Viviane Secato já tá com a gente no estúdio. Vamos às considerações iniciais. Muito bom dia. Obrigada pela sua participação. Um tema bem importante para ser debatido, né, Viviane? Sem dúvida. Eh, e esses números todos que você falou devem estar subnotificados. Com certeza tem muito mais gente, né? Exato. Exatamente. É isso mesmo. Porque às vezes não, esses números não aparecem, né? E esses números são eh do ano de 2023, 2024, nós estamos em 2025. E para falar com a gente também sobre as crianças superdutadas pelo Zoom, nós recebemos com muita satisfação a pesquisadora em altas habilidades, superdotação, identificação e mentoria para adultos super dotados. Adriana Mendonça, bom dia, seja bem-vinda. Bom dia. Uma satisfação estar aqui com vocês falando sobre isso. Realmente é bem importante. E como a Viviane disse, os seus números estão subnotificados porque pela pela ciência nós temos pelo menos 2% da população de qualquer população. Então vamos começar fazendo conta quantos seriam esses super dotados na sociedade. Exatamente. É algo interessante da gente falar sobre esses números, né? Porque o que acontece, esses números que aparecem pra gente, né? Esse balanço, esse censo, ele ele é feito uma vez por ano. Como é realizada a contagem dessa população superdada, Viviane? É, é feito pelo senso. O problema é que a população não tem acesso a fazer a testagem, a passar por profissionais habilitados para chegar ao diagnóstico. Então, as pessoas estão sem a possibilidade de fazer isso porque custa caro, fazer pelo poder público, vai enfrentar filas enormes e talvez não consiga. Então, as pessoas, as famílias acabam desistindo de fazer o diagnóstico. Por isso que assim, não é que o senso está errado, é que as pessoas não estão tendo acesso ao diagnóstico. Poxa vida, mas é algo assim que precisa ser inserido, né? Como vamos colocar entre aspas uma naturalidade. Porque quando a gente fala em criança superdada a gente percebe que tem aí uma leve discrepância. Por quê? Porque o pai ele não tem, ele não consegue identificar que a criança é superdotada muitas vezes. E aí precisa eh de uma identificação específica, né? Eu gostaria de de saber como que é feita essa identificação eh dessas crianças, né, Adriana? Por gentileza, como como se identifica o pai e a mãe? Ele precisa estar atento a a que ponto, a que momento e qual o o especialista faz esse diagnóstico? Os especialistas que podem fazer a identificação e são psicólogos, neuropsicólogos, pedagogos, psicopedagogos, neuropsicopedagogos e também médicos, psiquiatras, neurologistas que tenham a formação para identificar a superdotação, porque nós não temos essa disciplina na faculdade. Uhum. Eu fui estudar depois. Então na medicina também não tem, porque a nossa os nossos cursos da área da saúde estão voltados a buscar doenças e como superdotação não é doença, ela ficou esquecida. Então, ah, geralmente quem vem, quem me procura quando é criança e adolescente, porque eu cuido de adultos também, né? adultos, idosos, eh, qualquer idade, eh, famílias desesperadas porque não sabem o que o seu filho tem. Ah, seja porque a escola sugeriu uma avaliação, seja porque a escola não sugeriu e é mais alarmante ainda e as e a família quer saber se ele tem autismo, se ele tem, o que o que que ele tem, o que que ela tem. E a forma como eu trabalho é com uma avaliação 360. Eu entrevisto a pessoa, os pais, a escola. Eh, existem instrumentos eh psicométricos, eh questionários de autoavaliação, de autorreonhecimento. É um processo que dura de 30 a 60 dias, conforme a a minha minha agenda e a disponibilidade da outra parte também, né, do da família paraas entrevistas. é um processo longo e detalhado, envolve outros colegas da neuropsicologia para contribuírem com outros testes. Eh, é bem interessante, mas como a Viviane tava dizendo, é caro paraa população em geral e não tem nenhum serviço público que forneça isso, tá? Só nos atendimentos particulares, por isso intimida, né, as famílias. E e quando os quando eu comecei a trabalhar, eu comecei pelos adultos, porque não a superdotação não fica só nas crianças, as crianças crescem e levam consigo a superdotação para adultez. E a existe um contingente de não identificados na sociedade, de adultos e idosos não identificados na sociedade, que passaram uma vida sofrendo por não entender o que eles tinham, muitas vezes eh adoecendo, né, porque acaba tendo ansiedade, depressão, não decorrência das altas habilidades, mas em decorrência do não entender o que está acontecendo, eles vão ficar anônimus. Se eles não procurarem ajuda, a gente não tem como contabilizar. Poxa vida, né? né? Olha, eh, o que você acabou de dizer agora é é bem faz a gente parar para pensar quantas crianças que hoje são adultos, né, e que passaram por uma situação de de não entendimento, acabam que a família não entende, a própria pessoa não entende e ela precisa seguir a vida e aí acaba desenvolvendo por conta dessa superdotação e o não acompanhamento, o reconhecimento e o tratamento adequado, acabam desenvolvendo algumas alguns problemas na saúde mental. Viviane, é isso, né? Exatamente isso. As pessoas chegam pra gente, eh, ontem mesmo uma pessoa falou para mim assim: "Acho que eu sou retardada". Obviamente de retardo ela não tinha nada, né? mas ela provavelmente era uma pessoa neuroatípica ou neurodivergente. E aí, eh, a hora que a gente conseguir chegar no que essa pessoa tem, a gente vai tirar esse estigma, né? Não, você não é né? você tem isso, talvez tenha mais isso, porque assim existem muitas comorbidades. Então, quando a gente procura superdotação, por exemplo, a gente também tem que verificar, será que também não tem autismo, será que não tem também TDH, senão também o trabalho vai ficar muito falho e a gente acaba não dando todas as respostas para essas pessoas. Então, temse inclusive que tomar esse cuidado de fazer uma investigação bastante minuciosa para descobrir tudo, para dar a resposta e fazer o encaminhamento. Olha, então você não é louca, você não tem um retardo, você tem isso e isso e a partir de agora vamos pensar junto nos caminhos que você pode seguir para ter uma vida com mais qualidade. Nossa, gente, olha, embora, né, crianças a partir dos 2 anos e meio de idade possam fazer testes para superdotação, a maioria dos diagnósticos vem por volta dos 7 anos. Então eu pergunto, eh, quais as características mais comuns, né, entre crianças superdotadas e o que a gente deve fazer depois dessa descoberta, Adriana, pequenininhos, desde que eles começam a ir paraa escola, eh, podemos dizer assim, né, generalizando, criatividade maior do que a dos seus pares, dos seus coleguinhas, maior do que a média, né, dos seus pares. Eh, nós chamamos de comprometimento com a tarefa, que é a ele é automotivado, ele quer fazer uma coisa e ele se propõe a fazer aquilo e ninguém precisa mandar. Ele é automotivado e às vezes vira ah, o pessoal chama de hiperfoco, né? De vira uma uma obsessão, é aquilo que ele quer fazer até enquanto não acaba, ele não sossega. e tem a as habilidades, eh uma pessoa que aprende muito rapidamente, desenvolve outras habilidades a partir do que já aprendeu. Isso em comparação com os seus pares. Por que que eu ressalto em comparação com seus pares? Porque depende do ambiente onde essa criança está. uma criança no Japão, na Alemanha, no Zimbá, são eles são diferentes, então a gente tem que comparar com seus pares. Então isso desde pequenos, desde a a educação infantil, eu tive um fiz avaliação de uma menininha com 2 anos e 10 meses e a mãe dizia que ela tava na creche bersária lá, né, no educação infantil dos pequenininhos. E ela brincava de escola com os bebês, ela punha os bebês, ela dava aula, ela era líder de fralda, líder dos outros bebês. Então isso já é uma pista de uma pessoa incomum. Então desde pequeno dá para perceber as características em e essas características não passam, vamos dizer, ela não, ela é assim na escola, em casa, na igreja, no clube, no balé, no judô. é da pessoa, ninguém. Aí a gente vai pensar, né, quem ensinou. Eh, outra coisa importante é que muitas pessoas dizem assim: "Ah, é porque a família superestimula". Eu venho trazer informação também que eh essa característica ela é neuro de de origem neurológica, né? é uma condição neurológica. Por herança genética, o ambiente pode ajudar estimulando ou pode atrapalhar reprimindo, mas somente o ambiente não produz pessoas superdotadas. Então, tem o fator genético, fisiológico, tem o fator ambiental das contingências e tem o fator chamado intencional, é o do querer, é o da vontade da pessoa. Mesmo uma pessoa pequena, né, ela tem a intenção por si mesma de fazer alguma coisa. Então, esses três fatores é que configuram o comportamento superdotado. Muito bem. Olha, entre o acolhimento e o respeito ao ritmo acelerado, tem a atenção da família, da escola e da sociedade que podem ajudar a criança que tem altas habilidades a nutrir talentos e superar as frustrações. Acompanhar uma criança superdada requerse impaciência e os desafios ultrapassam questões intelectuais, como cuidar do emocional das crianças superdotadas. nós temos eh que entender que o governo eh ele preconiza, né, eh na questão da educação, uma educação diferenciada para essas crianças superdotadas. Então, a importância de se identificar a superdotação dessa criança, você imagina uma criança superdotada dentro da sala de aula e tudo que é falado para ela, ela já sabe, né? ela é superior, ela tem um QI elevado. Como fica a cabeça dessa criança? A confusão, né? Eh, vivendo que que acontece na cabeça dessa criancinha? O como que que deve ser a situação em ambiente escolar? Quando a criança é superdotada? A escola ela precisa estar preparada e o governo federal ele preconiza essa preparação. Exatamente. A gente tem a LDB, a Lei de Diretrizes e Bases, né, que a gente segue aqui no Brasil, que preconiza que os superdotados eles são especiais, assim como os autistas, por exemplo, ou os disléxicos. Eh, e eles precisam do que a gente chama de PEI, que é um plano educacional individualizado. Eh, e isso é feito, esse plano eh educacional é montado, como o próprio nome diz, né, por cada indivíduo. E isso é feito com os professores, com os terapeutas, com a família. Então, a gente eh é necessário que todos eh em conjunto montem esse plano para atender as necessidades daquela criança, porque a gente vai ter um superdotado que ele é superdotado em artes, a gente vai ter um superdado que é superdotado em matemática. Então, cada um é é um indivíduo diferente. Então, um plano não serve pro outro. Então esse plano é é preconizado pela LDB, ele precisa ser realizado para que essa criança consiga a aproveitar da dessas suas altas habilidades e possa desenvolver as habilidades que talvez estejam a quem, né? Porque às vezes é uma criança que toca piano lindamente, mas que não consegue entender matemática e aí vai precisar de um auxílio extra na matemática e vai precisar um acolhimento, um envolvimento para que também não perca essas habilidades maravilhosas que ela tenha. Muito bem. Agora, o que eh me preocupa, né, me faz pensar referente à criança superdada, é aquela questão, né, da empolgação da família, né, que legal. Olha só, meu filho toca piano lindamente. Aí a família vai lá, compra um piano, coloca na sala e chama todo mundo para assistir. A criança acaba virando eh eh ela um um show, né? Eh, vamos lá, vamos, venha, venha ver meu filho tocar piano, olha só. E aí sai espalhando para todo mundo, porque é um orgulho pra família, só que alto lá, cadê o equilíbrio? Essa criança é super dotada. E a quando você acha que ela tá lá dando um show, fazendo o que ela gosta, ela tá fazendo o que ela sabe, porque ela sabe fazer isso e isso veio com ela. Mas de repente ela não está se divertindo, de repente ela não está eh gostando daquilo que está acontecendo. a exposição que é eh eh que acontece com a criança superdotada é algo que a gente precisa ficar atento e isso não é bom para a criança. É superdotada essa exposição, né, Adriana? Sim. O que eu digo é que até os 7 anos a prioridade é brincar. Viviane pode dizer isso também. Prioridade é brincar porque ela vai ter o resto da vida paraa parte intelectual. se ela for do da das intelectualidades, porque eh tem, como Viviane disse, tem a a pessoa que é superdotada das artes, do balé, do esporte e que quer fugir da escola. Mas vamos pegar o seu exemplo, Rúbia, do piano. Hã, num indivíduo superdotado não tem só a beleza dos talentos, tem a intensidade das emoções, tem o sofrimento da de ver a injustiça do mundo e aquilo mexer com o emocional dele ou dela. Tem o que nós chamamos sobrecitabilidades. é um é um cérebro, é uma neurologia que processa de modo exacerbado os estímulos que vem do meio. Uhum. Esse sofrimento pode produzir assim, acordar com terror noturno, eh ter um chilique a mais exagerado, porque não conseguiu, sei lá, não encontrou o o tênis que queria colocar e ter um chilique. E isso, as sobrescitabilidades causam sofrimento na pessoa. Aí tem a questão da socialização, que às vezes é essa criança pode sofrer bullying na escola, pode ser agressiva com coleguinha, porque o corpo dela tá pedindo alguma coisa. Então nunca é um pianista, um Mozarts puro, nunca vem. Eu não conheço. Que vem o o talento e sem nada em volta, tudo perfeito em volta e o talento. Então, a família mais típica é: OK, o Enzo tá fazendo piano, ele tá indo super bem, graças a Deus ele gosta de alguma coisa, graças a Deus ele estuda por conta própria o piano. Ninguém precisa mandar e agora eu posso dormir e agora eu posso fazer um chá e cortar minhas unhas porque eu tô sossegada. Eh, eu não tenho presenciado eh esse movimento de exposição, não sei como tá sendo paraa Viviane. Eh, eu também não percebo muito não. Eu acho que uma coisa que talvez a gente precise abordar é sobre dupla excepcionalidade. Uhum. H o que que seria isso? seria um indivíduo que ele tem altas habilidades, mas ele também tem uma outra dificuldade cognitiva em conjunto. Então, ele pode ser ter a dupla excepcionalidade e, por exemplo, ser autista, né? E aí vai acontecer o que Adriana falou. Então, vai procurar um tênis, não achou o tênis e vai dar um chilique, então não consegue ter aquela estabilidade emocional. Eh, o que me preocupa muito em relação aos pais, eh, quando você falou assim: "Ah, vamos vou pôr meu filho para tocar piano, para mostrar como ele é bom", né? Sim. Eh, eu também não gosto dessa ideia. Acho isso, essa exposição não é legal, porque se a criança, por exemplo, estiver dentro dessa dupla excepcionalidade e for sensorialmente mais sensível, ela vai sofrer, vai sofrer emocionalmente, né? E outra coisa que eu sempre falo pros pais, às vezes o pai quer que a sua criança tem altas habilidades. Exato. E aí ele chega e fala assim: "Meu filho é muito inteligente, eu acho que ele tem inteligência acima da média". A minha resposta sempre é: tomara que não, porque tudo que sai do equilíbrio vai trazer algum sofrimento. E às vezes o pai fica muito bravo comigo, fal: "Mas você não quer que meu filho seja?" Não, não, eu quero que ele seja inteligente, mas eu quero que ele consiga estar bem na sociedade. Então, vamos tomar cuidado pra gente não forçar uma coisa que de repente ele não é também. Exatamente. Porque tem aquele negócio, toda criança ela é, ela tem ali eh uma uma destreza, uma habilidade, ela se destaca em algum momento, né? E isso não quer dizer que seu filho seja superdado. Você sabe que tem, eu eu lembrei agora de alguns programas, né, de televisão, que tem aquelas crianças que cantam, que apresentam, que falam, que dançam e que fazem um sucesso, né? Mas aí depois passa a fase, passa a idade, eh, chega lá na adolescência ou na fase adulta, você, se você for tocar no assunto com ela, já tem situações, né, que a gente conhece, tocar no assunto com essas pessoas que tiveram a sua infância como crianças superdadas, não diagnosticadas, se assim a gente pode falar, eles cresceram e ficaram adultos frustrados, porque essa esse querer que a criança seja super dotada, sem o diagnóstico também faz mal para elas. É isso, né? V, é exatamente isso. Leva depressão, até tentativas de suicídio. A gente tem isso na história. Pega esses grandes astros miam na no final da adolescência, no começo do de estarem adultos, quantos já não se suicidaram ou tentaram suicídio, por exemplo, ou tem que ir pra clínica ou procuraram drogas, né? Em n situações que podem acontecer. Muito bem. Olha só, nós estamos aqui com a Adriana, com a Viviane, a gente tá falando de crianças super dotadas. Como é que é a sua criança, né? É, toda criança ela é muito alegre, ela tem muita energia e a criança ela quer descobrir. Criança é descoberta, né? Todos os dias descobrindo uma coisa nova. E lembrando que a superdotação ela precisa ser diagnosticada. é algo que ainda nós não temos, né, no Sistema Único de Saúde, esse diagnóstico, você precisa buscar um apoio psicológico, né, eh, psicoterapêutico, mas, enfim, a gente precisa ter uma atenção especial para as nossas crianças e sempre é o acolhimento que faz a diferença. Agora, 8:36, os nossos telespectadores estão participando com a gente, viu, meninas? Então, vamos atendê-los. Vamos lá então, quem está com a gente, produção mandando na tela a participação dos telespectadores. O Carlos do Jardim das Paineiras. Temos um filho que aprendeu a ler com 3 anos, mas agora aos 10 ele não quer mais fazer quase nada. Diz que sente pressão para ser o melhor sempre. Como a gente ajuda sem sobrecarregar. Olha só, Adriana, o Carlos, né, trazendo um questionamento eh desse desse filho. Você pode ajudar? a precocidade, né, de aprender com 3 anos, ela é uma uma pista de altas habilidades, superdotação, mas seria bom esse mocinho passar por uma avaliação neuropsicológica completa ou neuropsicopedagógica completa, porque a gente não sabe, né? A gente não sabe nada, a gente só sabe que ele aprendeu a ler com 3 anos. Então, eh, e investigar, né, de onde que vem essa pressão, etc., o que que ele gostaria de fazer. Então, só essa pergunta paraa família, eu diria procure avaliação, né? E de e depois a avaliação vai dizer os próximos passos. Muito bem. Eh, Viviane, essa pressão, né, que que esse pai relata que o filho sofre e ele não quer mais ler porque ele não quer mais, ele não quer mais saber, ele tá, ele ele ele quer ser criança, entende? Então essa pressão é natural a criança sentir, né? É super natural. E talvez venha daquilo que a gente falou agora a pouco dele ter sido muito exposto. Olha como meu filho lê bonito e fez esse pai fazendo, né? Não sei se o pai fez isso, né? Não estou aqui julgando, mas pode ter acontecido de ter sido muito exposto na escola, os professores sempre pegando ele para ler. Eh, a Adriana falou uma coisa super importante, até os 7 anos a criança tem que brincar, então não deveriam ter valorizado eh que ele escrevia tão bonito assim, que ele já estava alfabetizado, né? Deveriam ter aproveitado isso, obviamente, para ele ser um ótimo escritor e leitor, mas talvez ele tivesse ter brincado mais até s anos. para esse pai eh eh seguir para continuar dando o acolhimento para essa criança. Exatamente o que a Adriana falou, primeiro fazer uma avaliação para entender se há alguma habilidade diferente realmente. Se ele já está reclamando da pressão, ele já está com problemas emocionais, então iniciar a terapia, procurar apoio de terapeutas. É isso. E orientação parental. e orientação parental porque nunca fal, desculpa, orientação parental, orientação da família, porque nunca é a criança sozinha que precisa de ajuda, é o sistema familiar. A gente olha as relações, perdão, a gente olha as relações como um sistema, pai, mãe, quem cria, babá, avóz, outros filhos, quem tá na casa com a criança, né? O sistema está com alguma dificuldade e um elemento do sistema está espanando, mas nunca é mandar aquele um paraa terapia, é rever. Muito bem. Olha só, né, gente, quanta informação nesta manhã de quinta-feira. A gente tá falando das crianças super dotadas e do acolhimento que nós precisamos oferecer para essas criaturinhas tão maravilhosas que só precisam brincar. A Laura da Vila Georgina. Sou professora e muitos pais falam que os seus filhos são incríveis em casa, mas na escola ou em público somem. Isso pode ser um sinal de cobrança interna excessiva. Ah, Laura, abraço para você. Obrigada, viu? Pergunto para você, Viviane, pode responder ela pra gente. A gente sempre acha que os nossos filhos são especiais. Eu sempre achei que os meus filhos eram especiais. Para mim eles eram, eles são até hoje, né, apesar de serem adultos. Ah, só que a gente não pode achar que eles vão ser especiais em todos os lugares. Então, às vezes é aquilo que a gente falou, os pais estão esperando algo, eh, ou estão até eh, espelhando um desejo nessa criança que não é verídico, né? E aí na escola, igual em casa, é, é o que a telespectadora diz, né? Em casa criança é maravilhosa, faz e acontece. chega na escola, ela se reprime. Então isso eh levanta que suspeita, o que pode estar acontecendo isso aí? Essa criança por algum motivo, está insegura na escola, né? Eh, porque talvez estejam alimentando algo que não seja verdade. Então, é muito bom que os pais alimentem a autoestima da criança. Você é bom nisso, você é especial nisso, mas cuidado para não superalimentar, senão a criança chega na escola e percebe: "Não, mas eu sou igual a todo mundo". E aí ele se frustra e ele não sabe lidar com essa frustração. Ainda que essa criança desse espectador, ela está sumindo, ela não está se rebelando, porque ainda poderia ser pior. Olha, isso pode ser ao contrário também, né? Muito bem. 8:41, manhã chuvosa, é de quinta-feira aqui em Campinas. E você? Oi. Ah, sim, claro, claro. Po, pode falar com a gente. Vamos lá. É que aqui a gente fica conjecturando, né? Exato. E é uma conversa a três. A três não, né? A três e mais um monte de gente, mais telespectadores participando com a gente. Pode falar, pode emitir a sua opinião, por favor. Adriana, o que eu tenho muito muito muito em em consultório, é é o a pessoa gosta, eu falo pessoa que pode ser uma pessoa de 2 anos e até 90, né, de qualquer idade. A pessoa gosta de aprender, a pessoa é curiosa, ela gosta de inventar coisas, né, de de conhecer coisas, mas ela não gosta de ir à escola. A escola para ela ficou desestimulante, seja pelo conteúdo, pelo método, seja porque é um lugar onde ela pode estar sofrendo bullying ou porque ela não encontra pares para conversar. Tem estudantes que relatam assim: "Ah, mas a conversa das minhas amigas é muito bobinha, eu não gosto de conversar com elas". Aí eu falo: "Tá, mãe, você faz o que na escola?" Ah, eu fico lendo. Eh, então a pessoa se recolhe porque ela não está vendo estímulo para ela. Pro outro colega pode estar tudo bem. Mas então, quando tem mudança de comportamento, é um alerta que a pessoa pode estar em sofrimento ou se retraium ou se rebela. Aí começa de de mesa em mesa, de carteira em carteira para querer, né, né, fazer o movimento dela, achar alguma coisa. Outros saem da sala que tem que caçar ele lá fora, outros evadem. Não é raro. Eu fiz o processo de identificação de um rapaz de 17 anos que já não queria mais ir pro terceiro do médio e foi por conta da superdotação. E aí pra gente reverter isso, né, para ele terminar esse médium e o plano dele era fazer o a prova doenseja e tudo bem. ele não tava mais na, como dizendo na vibe de ir paraa escola. Então tem isso para para essa professora eh investigar com família e conversar com a criança, né? Sentar com ela, perguntar eh como que eu posso te ajudar, que que tá pegando, né? Ouvir ele em primeira pessoa. Exato. Essa criança pode estar passando por um sofrimento interno, né? E que nem a família conseguiu entender ainda mais. E de repente aí até através dessa desse comentário dessa professora, é importante eh eh a investigação, né, eh desse desse seesse autorrecol dessa criança no momento em que ela está na escola. Vamos lá. 8:44. Mais perguntas pra gente, a Luciana do Jardim das Oliveiras. Como lidar com a pressão familiar quando a superdotação se torna uma expectativa geracional? como ajudar a criança a ser ela mesma e não o reflexo de conquistas passadas. Vamos lá. É aquele pai que às vezes, né, ou a mãe e que foi muito bom em alguma coisa, né, um médico muito famoso, um juiz muito famoso, alguém que descobriu a cura de alguma coisa e a hora que tem filho quer que o filho siga os mesmos passos. Imagino que é essa a pergunta, né? E aí joga toda essa pressão eh em cima dos seus filhos. Eh, começou muito errado aí, né? Você não vai ter um filho esperando que ele vai fazer exatamente o que você faz. A gente quer que o filho seja feliz, né? E ele, talvez, se ele é o filho de um grande juiz, pode ser que ele vá ser um ótimo pianista ou que ele vai ser um ótimo nadador, por exemplo. E e tá tudo bem. Porque que ele não pode ser ótimo no esporte ou porque que ele não pode ser uma pessoa comum e ser feliz também. Então, eh, eu brinco que às vezes quando as pessoas resolvem ter filhos que eles deveriam ser passar por um exame psicotécnico. Se a gente tem que fazer psicotécnico para dirigir, a gente precisa também estar apto a ser pai e mãe. Às vezes a gente não está, né? E esse é um desses exemplos no meu ponto de vista. Exatamente. E você, Adriana, tem tem algumas histórias, né, de pais que eu vou dar um exemplo aqui. Ai, eu gosto muito de cantar, então eu queria ser um cantor, mas eu não consegui, então eu vou investir tudo no meu filho, vou fazer ele cantar, vou pagar aula de música para ele e ele vai ser um cantor de sucesso, né? Mas aí a criança não não consegue, ela não tá para isso, o pai se frustra, a criança se frustra. E aí, como que é é o que tem aí nessa pergunta, né? é todo o o teorí dessa pergunta, como é que lidar com essa pressão familiar na na no ideia, no seu ponto de vista, na sua visão como profissional? Na minha experiência, eu não me lembro de ter recebido esses casos, mas o que eu tenho com frequência é a frustração dos pais, de, por exemplo, o pai e a mãe, né, estudaram, trabalham, compraram casa, tem filhos e aquele filho superdotado, com ou sem diagnóstico, com sem identificação, eh, não quer não quer estudar, não quer trabalhar, não sai do quarto, é só o celular com que ele eh ou passa as noites no joguinho, no quarto. A, e aí eu pergunto, né, existem eh atletas de espsorts que passam horas no jogo, mas eles são atletas remunerados. É uma profissão esse atleta de esporte, para ele aguentar ficar naquela cadeira shell lá e ficar no jogo, ele tem que fazer musculação, corrida, nutrição, porque o organismo precisa est igual piloto de Fórmula 1, né? Eh, parece que ele tá parado ali, mas ele tem que tá com a o corpo todo respondendo. Então, se não for um atleta de esportes, passar a noite no joguinho não é superdotação, é vício, é compulsão, é dependência. E isso vai acarretar eh déf eh eh né eh rebaixamento do Qi por privação do sono, por uso excessivo de telas. Então é só problema. Aí sim essas famílias aí falam: "Mas por que que ele não quer fazer faculdade como eu? Por que que a gente pode pagar para ele uma particular? Nem isso ele quer. É nessa linha de onde que onde nós erramos que ele não quer nada. Muito bem. 8:48. Tem mais, produção? Tem mais perguntas pra gente? Se tiver pode colocar na tela. Nós estamos falando sobre as crianças superdotadas e como nós devemos acolher essas crianças. A Simone do Jardim Campos Elízios, minha filha sempre foi perfeita nos treinos de karatê, técnica, foco, disciplina, mas nas competições trava. A cobrança por fazer tudo certinho era tanta que ela decidiu parar. Poxa vida, isso é comum entre crianças superdadas, Viviane? Muito comum. Ah, porque muito provavelmente sofra de ansiedade, né? Ansiedade é uma coisa, é um mal do mundo hoje. Brasil é o país com mais ansiosos, eh, de acordo com as porcentagens que eu vi recentemente. Então, essa cobrança exacerbada pode ter aumentado demais a ansiedade. Essa criança não está aguentando. Talvez ela não tinha não tenha tido um treinamento emocional, uma educação emocional. Uhum. Então, ela teve um treinamento físico pro esporte. Mas cadê o a pessoa que tá dando suporte emocional para essa família? Às vezes não adianta só a mãe, o pai, a família. Precisa de um terapeuta em conjunto para est ajustando isso. É uma rede de apoio, né? É uma rede de apoio para que as coisas possam entrar nos eixos. E assim, essa criança, ela tem a possibilidade, Adriana, de voltar ao esporte, né? Já que parece que ela teve aí uma frustração, né? porque é perfeita nas competições, mas por conta da cobrança agora ela não quer mais. Então tem como reverter essa situação e fazer, tipo assim um trabalho com a família, com a criança, referente às cobranças para que essa criança volte ao esporte. Rúbia, sempre tem oportunidade e possibilidade de tudo que você quiser. Eh, é uma das características da pessoa superdotada é o perfeccionismo e a autocobrança. Às vezes família não cobra, professor não cobra, mas vem junto com esse cérebro super excitado, o perfeccionismo, eh, o certo errado, a rigidez cognitiva que tem que ser só de um jeito. Então, pode todo mundo em volta a falar: "Filha, tá tudo bem, é só uma competição lá, deixa para lá e essa criança tá arrasada". Então, é terapia para todo mundo. Eh, eu digo terapia para todo mundo porque tem que ver o que no sistema familiar pode ser melhorado. Ah, e a mudança dos pensamentos da criança, porque os nossos pensamentos produzem eh sentimentos que produzem atitudes. A gente mudando o pensamento de que é só uma competição, eu já mudo a minha reação a ela. Se a se o pensamento da criança é: "Eu sou um fracasso, eu sou horrível, como os superdotados são dramáticos, intensos, eu sou a pior karateca do mundo, né? E ou qualquer coisa negativa semelhante, a gente tem que começar mudando os pensamentos dela, que não adianta ninguém falar nada, é da pessoa." É importante, importante essa tua colocação, né? Porque é uma característica então da criança superdotada, essa supercobrança também, né? A Vanessa da Vila Industrial, existe algum teste confiável que possa identificar a superdotação em crianças pequenas? É, então eu pergunto pra nossa pesquisadora aqui, né, sobre que é uma pessoa que trabalha, né, com com crianças superdotadas, adultos superdotados também. Tem um teste específico que a gente detecta, que a gente eh eh descobre essa superdotação, Adriana? Respondendo paraa Vanessa. Sim, tem um monte de teste, mas não é um teste que vai dizer se tua criança superdotada. É uma avaliação multifacetada, multidimensional, de preferência multiprofissional, que tem que ver várias vários aspectos, vários indicadores para dizer: "Ó, tua criança é super dotada". Hã, então assim, a parte tem existem instrumentos que são só dos psicólogos, tem existem instrumentos abertos a outros profissionais que não precisa ser psicólogo, mas nunca é usado assim, pega na internet e faz ou vai lá e compra um teste. Eu recebo essas solicitações, a pessoa fala: "Doutor, eu quero comprar um teste". Aí eu explico isso, né? Eu não vendo um teste, eu vendo a avaliação toda e é assim o mais seguro pra gente cercar todas as possibilidades. Muito bem. Agora pergun desde crianças muito desde crianças muito pequenas, né? Que é a pergunta da Vanessa. Tem sim. Sim. Certo. Agora, Viviane, como é que é o o no seu consultório, né? Os atendimentos. você é pra gente ter noção, pra gente ter dimensão um pouco, já que como no nós havíamos falado no início do programa, né? Tenho aí uma uma discrepância entre os o os dados que estão no senso com a nossa realidade, né? E aí, ó, você vê a Vanessa tá perguntando se tem algum teste confiável que possa identificar uma superdotação em crianças pequenas no seu consultório, pra gente poder ter uma noção. Você atende pessoas com com esse esse registro, né, de crianças ou adultos superdotados? Qual Qual a avaliação que você faz aí de toda todo o histórico de atendimento? Teve pessoas assim muito pouco para te falar a verdade, né? Eh, eu acho que de todos os Ah, não, não vou falar que superdotação é um transtorno, mas é um uso diferente do cérebro, né? Mas se a gente pensar então em todos os atendimentos de de neuroatípicos que eu já fiz em dezenas de anos, o que menos aparece é superdotação. Olha isso. É porque talvez as pessoas não vejam isso como um problema, né, mas como uma dádiva, como um dom e talvez nem procurem. Eh, aí o que que vai acontecer mais paraa frente, quando já tá na adolescência e quando chega na na vida adulta, talvez vai parar no psiquiatra com alta ansiedade, com depressão. Sim. E aí vai ter que fazer a avaliação para ver se não foi a superdotação que acabou levando a isso. Mas não chega porque assim, é uma criança que nem sempre vai ter um problema escolar de rendimento escolar, né? Algumas vão ter, mas a maioria não. Então acaba não chegando. E é visto como uma dádiva, um negócio assim que uau, né? Ela é super dotada, olha, ou então ela é inteligente demais. Aí está a importância, né, de uma rede de apoio, de uma rede de tratamento. Valeu, Vanessa. Obrigada. pela sua participação. Então, a para identificar eh começar a a terapia, né? Procurar aí especialistas, eh eh pessoas que trabalham aí com a psicologia, com a neurociência, para poder fazer a identificação eh da sua criança. E também lembrar que terapia é importante não só paraa criança, mas para toda a família. O Thago do Jardim Santa Genebra, ele diz: "Descobri que era superdotado aos 35 anos durante uma terapia". Olha aí, ó. Sempre me senti diferente, mas nunca imaginei que fosse isso. Na hora tudo fez sentido. O Tedd na escola, ansiedade, a sensação de não me encaixar. Ô Thaago, que maravilha, que bom. Obrigada, viu? Obrigada, obrigada pelo seu depoimento. Isso eh reforça, né, a nossa tese, o que a gente tá conversando aqui, né, Adriana? Maravilhoso, Thaago. Eu fui identificada aos 48 anos. Eu passei do a vida inteira achando que eu tinha problemas. Tinha mesmo, né? Mas eu não sabia o que era. E dos 48 em diante, eu tava fazendo o primeiro ano da faculdade de psicologia, que eu resolvi fazer uma segunda formação, né, depois de madura, eu tava fazendo o primeiro ano da faculdade de psicologia. Aí eu pensei assim, eu não vou mais voltar pro mundo corporativo, paraa RH, eu vou trabalhar com adultos superdotados, como eu e o Thiago, os os de identificação tardia, porque para que menos pessoas sofram com isso. E ajudar as aí eu pensei, né, e ajudar as famílias a não que que não produzam isso, né, que as crianças e adolescentes de hoje não sejam esses esquecidos e paraa identificação tardia. Muito bem. Faz toda a diferença. Faz toda a diferença. É maravilha, hein, Thaago? Que bom, que bom que você está bem e que você conseguiu, né, ter aí a identificação para você poder conviver com a a sua situação. Isso é bom demais e a terapia favorece isso. Tem mais uma pergunta ou mais um depoimento? A produção tá falando aqui. Vamos lá, porque tem gente compartilhando conosco. Nós estamos falando sobre pessoas, primeiro crianças, né? Mas a criança vai se tornar um adulto, então a criança superdada, aquela questão que você precisa entender e acolher. O Juliano do Jardim Garcia, olha isso, gente. Só fui entender que era superdado. Olha isso, a Adriane e Viviane aos 52 anos. Passei a vida achando que era só ansioso, exigente demais, mas era ao contrário. O meu cérebro nunca desligava. Foi um alívio descobrir, mas também deu uma tristeza pelo tempo perdido. Ô, Juliano, não existe tempo perdido não, né, Viviane? Não. E o seu caso vai ajudar outros adultos a procurarem ajuda. Então, assim, que pena que foi só os 52 anos, mas que bom que chegou, né? Eh, compartilhe o máximo possível essa informação, a sua a sua história, para que outras pessoas possam conseguir também. É, hoje a gente tem tido muito adulto no consultório. Eu tenho mais adultos no consultório hoje do que crianças procurando diagnóstico de alguma coisa. Olha aí. E que que história, né? Que exemplo, porque é o que a Viviane falou, né, Adriana, 52 anos, ele diz tempo perdido, não, né? Você conseguiu, então continua. Isso vai passar pras pessoas e e vai ajudar pessoas a terem esse diagnóstico mais cedo, né? Então ele acaba sendo eh um exemplo, né, e algo que a gente precisa eh se atentar aqui. O que eu digo pro Juliano, Juliano, pode sim dar raiva de que ninguém nos ajudou, ninguém sabia, ninguém nos falou nada, ninguém cuidou de nós. Pode dar tristeza, pode dar revolta, pode dar um monte de coisa, porém agora você sabe que você tem mais linha na pipa, né? Agora, com a tua inteligência, você pode ser, ter e fazer o que você quiser. É só aprender como. E aprender não é problema para nós. Então assim, se joga, só vai. Uau! Se joga, Juliano, só vai. Vamos lá, crianças superdotadas, adultos superdotados, como perceber, orientar, né? ter empatia, ter cuidado e ter aí o acolhimento com essas pessoas. O Anderson do Ouro Verde, como orientar crianças superdotadas que têm dificuldades em se relacionar com colegas da mesma idade devido a interesse divergentes? É, isso é um detalhe que precisa ser atentado também. A gente precisa prestar bem atenção nisso, porque é o que nós falávamos, a questão de bullying na escola, a questão da criança se retrair, como orientar então essas crianças a se relacionar, né, com os coleguinhas, Viviane, é a rede de apoio eh, tanto familiar quanto de terapeutas. Essas crianças, elas precisam de terapeutas. Então, se essa criança está com dificuldades de socializar, ela precisa de ter um acompanhamento psicoterapeutico para aprender a fazer isso. Alguns comportamentos eles são inatos nas pessoas, outros por conta do cérebro ser diferente, ser neurodivergente, ele não é inato, mas ele pode ser aprendido. Então, as terapias vão ajudar. Muito bem, gente. É assim, olha, Anderson, quero agradecer muito a sua participação, não só a sua, como de todas as pessoas, nossos espectadores que estão com a gente, estão participando falando desse tema que nós precisamos abordar, sim, conversar, sim. A informação, gente, ela é magnífica. A informação salva, sabia? É isso mesmo. Você tendo informação correta, você eh acaba levando ela para sua vida e conseguindo trilhar um caminho com mais facilidade. É isso que aconteceu aqui no programa de hoje, né? A gente recebendo a Viviane, a gente recebendo a Adriana, que trouxeram informações sobre a criança superdotada que vai crescer e vai virar um adulto superdotado. E temos exemplo aqui de pessoas que descobriram a sua superdotação e eh ao longo da vida, né? Com 48, com 52 anos. E é assim, a gente precisa estar atento, né, a tudo que acontece ao nosso redor e principalmente o que acontece conosco. Eu preciso encerrar. Então, eu já quero agradecer a neuropsicopedagoga e psicanalista D. Viviane Castro, eh, Secato, aliás, perdão, pela sua participação. Foi de grande valia a presença de vocês aqui. Muito obrigada. Eu que agradeço. Meu prazer. Maravilhosa. Muito bem. E com a gente também, né, pelo Zoom, a pesquisadora em altas habilidades, superdotação, identificação e também faz mentoria para adultos super dotados. Imagino as histórias, né, que passam por você. Muito obrigada, Adriana. Obrigada pela sua participação com a gente e por compartilhar informações tão preciosas. Muito obrigada pela oportunidade. Obrigada mesmo. Maravilha. E você que tá aí do outro lado, a gente agradece você também. Muito obrigada. Você pode assistir novamente esse estúdio Câmara daqui a pouquinho já disponível, né? Tá no YouTube, estamos ao vivo, mas você pode assistir e pode compartilhar com a sua família. Está lá no YouTube da TV Câmara Campinas, tá bom? E no programa de amanhã, sexta-feira, nós vamos falar sobre vida minimalista. O que é isso? Aquelas pessoas, gente, que decidiram priorizar o que é simples e elementar, buscando o mínimo possível de meios e recursos para viver os defensores do conceito de menos e mais. Você tem priorizado o que realmente é necessário e útil para sua vida? É sobre isso que nós vamos falar amanhã ao vivo a partir das 8 da manhã aqui no nosso estúdio Câmara. E nós, claro, contamos com a sua participação, com a sua presença e com a sua audiência. Vamos trocar experiências e falar sobre uma vida minimalista. Programa de hoje vai chegando ao fim, agradecendo a sua audiência, a sua companhia, claro, também agradecendo as nossas convidadas, né, que deram um show de informação referente à superdotação, algo que a gente precisa prestar atenção e ter todo carinho, todo cuidado e principalmente acompanhamento, uma rede de apoio. Agradecendo a você que tá aí do outro lado, a nossa produção, é a nossa equipe do grupo Mais Comunicação trabalhando para trazer para você uma programação nota 10 aqui na TV Câmara Campinas. E quando a gente fala de programação nota 10, você sabe que nós temos quadros e programas com variedades. E ao meio-dia nós temos também o Câmara Notícia na apresentação de Minabreu e também Gabriel Castro trazendo informações do legislativo campineiro e de toda a nossa metrópole. Vamos ficando por aqui, agradecendo você pela audiência, pela companhia, desejando aí uma ótima quinta-feira. Tá chovendo, cuidado no trânsito, vai devagar que você também chega. E nós temos encontro marcado amanhã a partir das 8 da manhã. Se Deus quiser, com mais uma edição do nosso estúdio Câmara aqui na TV Câmara Campinas. Valeu, beijo grande, fica com Deus e até amanhã. [Música] [Música]
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