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[Música] Bom dia, Campinas. Está começando mais uma edição do nosso estúdio Câmara ao vivo aqui na TV Câmara Campinas. Hoje é terça-feira, dia 29 de abril e hoje temos um tema que vai mexer com o seu estômago e com a sua cabeça. Alimento vicia ou não vicia? Essa expressão que muitos usam no dia a dia sou viciado em açúcar, será que ela realmente faz algum sentido? Afinal, os alimentos podem causar um tipo de dependência como o vício em drogas? Hoje nós vamos conversar sobre isso e entender o impacto que certos alimentos têm em nossa saúde física e mental. com as nossas convidadas. Eu já recebo a nutricionista comportamental Bruna Maia, já está com a gente aqui no estúdio e daqui a pouquinho a gente conversa com ela. Ela vai explicar pra gente sobre os alimentos, né, e a possibilidade do vício. E pelo Zoom a gente recebe a psicóloga clínica especializada em compulsão alimentar, a Micaela Mielei, que também vai falar com a gente sobre esse tema que é muito importante. E você de casa? Me conta, já se pegou dizendo que é viciado em algum alimento? Já experimentou sentir que não consegue viver sem aquele pedaço de chocolate ou aquela xícara de café? Aliás, você já tomou o cafezinho de hoje? Manda pra gente a sua mensagem através do nosso WhatsApp. Já está na sua tela. Você fala direto com a nossa produção. É o 1997829377. Fique à vontade para compartilhar suas histórias. Quem sabe você não pode nos ajudar aí a esclarecer ainda mais esse debate. Enquanto você manda sua mensagem, a gente atualiza as notícias e a previsão do tempo. E agora vamos falar com você, motorista, né? Você que vai para a estrada e você que vai transitar aí pela nossa região. Atenção, uma carreta de combustível tombou na SP332. A rodovia Zeferino Vasco na altura do qum 122 próximo ao Pesqueiro Bonanza. Tá? A rodovia está totalmente bloqueada nos dois sentidos. Quem segue de Campinas para Paulíia, bloqueio no trevo de Betel. Quem segue de Paulíia para Campinas, bloqueio no portal medieval. Então, evite a região, procure rotas alternativas. né? Essas imagens, ó, são de agora pela manhã. Então, importante para todos é a segurança. Busque rotas alternativas. Essa carreta ainda está eh trancando, né, o todo o trânsito na rodovia e a gente agradece as informações e as imagens cedidas pela GCM, tá bom? Um abraço a todos aí, bom trabalho e vamos lá, né? Vamos em frente. Atenção nas rodovias, tá totalmente bloqueada nos dois sentidos na altura do quilômetro 122. Muito bem, mais informação chegando para você. Olha só, tem uma informação bem legal da Câmara de Campinas. Tem um aplicativo, gente, que ajuda a população a enviar demandas de serviços diretamente aos vereadores da Câmara. Você vai falar diretamente com os vereadores. Esse aplicativo, ele foi batizado de câmera cidadã. Esse app pode interagir por meio do WhatsApp ou pelo envio do SMS, né? O aplicativo de software móvel, ele permite a qualquer cidadão entrar em contato direto com os vereadores para encaminhar demandas de serviços públicos da cidade. o Câmara Cidadã, eh, ele ganhou esse nome após uma consulta popular no site oficial do poder legislativo aqui da cidade e ele permite ainda que os gabinetes organizem as solicitações enviadas, além de ter também controle, né, das providências tomadas, principalmente junto à prefeitura. E a geração automática de documentos também acontece através desse esse aplicativo, como indicações, ofícios e requerimentos. Assim, por exemplo, o usuário do sistema, ele pode fazer um pedido de serviço, como uma poda de árvore ou mesmo uma operação tapaburaco. Ele informa primeiro o nome do parlamentar para acompanhar a demanda, depois ele vai inserir os dados, né, como endereço, o local, pode enviar as imagens ou então até apontar a localização em mapa e a descrição completa da demanda. Aí o sistema tem como objetivo economizar esforços e recursos na solução das ocorrências, né? Por meio de uma interface de cadastramento, o vereador ainda vai ter como conhecer a qualidade de atendimento das secretarias e autarquias municipais envolvidas em cada processo. O Câmara Cidadã já está disponível para você baixar nas principais lojas eh online de aplicativos, tá? Tanto para dispositivos Android quanto iPhone. Então baixa lá. E aí você ajuda também, né, a fazer aí a fiscalização na cidade de Campinas e a resolver alguns problemas que nem sempre eh quem trabalha na cidade, quem trabalha para a cidade pode estar a todo tempo em algum lugar. Então você, cidadão, pode sim colaborar, baixa aí o aplicativo, tenho certeza que vai dar super certo, tá bom? Previsão do tempo chegando. Como é que fica a previsão hoje, hein? outono brasileiro. A previsão de hoje, de acordo com Cepagre, é de nebulosidade variável, tá? Os ventos sopram com intensidade moderada durante o dia, principalmente agora no começo da manhã e a partir do final da tarde, quando transportam o ar mais frio, né, que impulsiona a queda nas temperaturas. Hoje, gente, o dia amanheceu aqui em Campinas em torno dos 18º e a máxima está prevista para 24º. Então, a mínima foi de 16 na madrugada, amanheceu com 18, agora já estamos aí nos 20º e a máxima, de acordo com Sepagre, 24º. Essa é a previsão do tempo para a nossa metrópole nesta terça-feira. Agora vamos lá. Tá preparado? Eu não confesso que não tô não, viu? É, gente, a expressão sou viciado em açúcar é bastante comum, mas até onde isso faz sentido? Existem alimentos como refrigerante, chocolate, ó, dá até água na boca, né? e até o cafezinho que parecem nos chamar de volta mesmo quando a gente tenta resistir. Estudos após estudos mostram que esses alimentos podem realmente ativar áreas do cérebro que estão relacionadas ao prazer, o que é um comportamento bem similar ao vício de substâncias químicas como nicotina ou álcool. Mas será que isso pode ser chamado de vício mesmo? Ou a gente tá apenas lidando com o prazer momentâneo? Muito bem. Nós vamos descobrir mais sobre isso e por isso nós escalamos duas profissionais especialistas no assunto. O nosso bom dia, o nosso muito obrigada a Bruna Maia, nutricionista comportamental, está com a gente ao vivo aqui no estúdio para falar sobre alimentos que viciam muito. Bom dia, obrigada pela sua participação. Bom dia. Eu que agradeço a oportunidade. Muito bem. E olha só, gente, participando pelo Zoom com a gente, a psicóloga clínica especialista em compulsão alimentar, a Micaela Miele, vai falar pra gente sobre o que acontece no nosso cérebro quando a gente tem a sensação de bem-estar ao comer um pedaço de pudim, por exemplo. Bom dia, seja bem-vinda, Micaele. Bom dia, muito obrigada pelo convite. Maravilha. Vamos lá. E você aí de casa? Já tomou seu cafezinho hoje? Eu já. Gente, é impressionante. Se eu acordo e não tomo o meu café, parece que o meu dia não rende. É impressionante. Aí eu quero saber, será que eu tenho vício no café e o cafezinho tem que ser aquele café do bom mesmo e tem que tomar o cafezinho preto, sem leite, sem nada. E você, conta pra gente, manda aí o WhatsApp, tá na tela e eu já pergunto pra Bruna, você que trabalha com nutrição comportamental, como você vê essa relação entre os alimentos e o nosso comportamento, que muitas pessoas chamam de vício, né? A gente pode falar em dependência alimentar ou algo mais relacionado a esse prazer imediato que a gente sente em comer chocolate ou no meu caso, tomar aquele cafezinho pela manhã. Bruna, bom, vamos lá. A gente tem que tomar um pouco de cuidado, né? Porque virou uma coisa bem generalista. Quando a gente para para pensar, a alimentação hoje em dia, ela faz parte do nosso contexto de vida. Então, ela tem sim relação com prazer. Isso nem sempre é ruim. Uhum. Hum. Porque se a gente parar para pensar nas principais relações sociais que a gente tem, um casamento, um aniversário, uma confraternização, é sempre direcionado para alimento. Então, quando a gente pensa no nos problemas que isso causa, isso geralmente tem relação com emoções mais negativas, uma ansiedade, uma tristeza, né? E aí a gente acaba moldando esse comportamento e quando a gente acaba exagerando, né, descontando essa emoção na comida, a gente acha que a gente não tem mais controle sobre isso, mas isso não necessariamente é um fim. A gente pode sim trabalhar com algumas estratégic algumas estratégias, principalmente aliando a nutrição com a psicoterapia, porque realmente tem muitas pessoas que sofrem com essas consequências que podem causar aí diversos problemas, tanto de saúde mental quanto saúde física, né? eh ganho de peso, obesidade, mas tem solução, mas a gente tem que tomar um pouco de cuidado. É isso que a gente vai bater um papo hoje com esse termo de que alimento vicia, né? Porque tem outras tem outras linhas aí pra gente pensar um pouquinho sobre isso. Muito bem. O que eu sei é que o café me acorda, me deixa muito feliz. Ô Micaela, você como psicóloga especializada em compulsão alimentar, né, você acredita que o consumo excessivo de certos alimentos pode ser considerado um transtorno alimentar? Qual que é a linha tênue que a gente tem entre prazer e compulsão nesse caso? Conta pra gente. Bom, vamos lá. Então, o que acontece é que a gente sim pode desenvolver um transtorno diante dessa, como que eu vou te explicar, esse prazer gerado pela alimentação, mas não necessariamente já é uma questão de compulsão alimentar. A gente tem o que a gente chama antes da compulsão, né, a gente chama de comer transtornado, que é realmente o que mais acontece. O transtorno ele depende de intensidade, frequência, então ele já é um pouquinho diferente. Muito bem. Agora, e essa sensação de prazer, bem-estar, que eu vou falar de mim, mas eu acredito que muitas pessoas que estão em casa vão se identificar sim comigo, né? E é algo natural. E esse café da manhã, o café que eu digo só o café, não é café com pão e manteiga, não, é o café mesmo. Eu acordo meio dormindo, levando e vou fazer o meu café, um pouquinho de café. Aí sim, eu parece que acordo, eu me reorganizo e aí eu já consigo agilizar as minhas coisas, me preparar para vir trabalhar e assim é de domingo a domingo. Essa sensação ou essa necessidade, né, que a gente sente de tomar um café. Eu digo café porque tem a questão da cafeína, tal. Isso, isso pode ser considerado um vício ou o que que é? Por que a gente tem essa sensação de bem-estar? E porque se eu não tomar o meu cafezinho pequenininho de manhã, parece que o dia não rende. Bom, vamos lá. Eh, o café, sim, é considerado um vício pela substância da cafeína, ao contrário de outros alimentos. O café a gente realmente pode ser pode gerar aí uma dependência dessa substância. Uau, hein? Que coisa. Ainda bem que eu só tomo café de manhã. Agora, como a gente tá falando aí de vício, né? Eh, tem aí a a questão do açúcar. Eu falo do café porque o café me me movimenta pela manhã, claro. Mas tem a questão do açúcar. Eu não sou muito fã de açúcar, né? Mas tem alguns dias em que se deixar eu como uma caixa de bombom, mas isso são alguns dias, né? Eu resisto bem ao açúcar. Mas tem gente que não resiste ao açúcar, mesmo sabendo que o açúcar é o tal do açúcar, né, gente? A gente não precisa nem falar, a gente sabe que o açúcar não faz bem. E aí tem um vídeo que a gente vai exibir, porque a gente tá falando de alimentos que viciam, se viciam ou não. Aí tem um vídeo do Fábio Porchá que ele fala do açúcar. Eu quero que você preste bem atenção nos olhos dele, na maneira que ele passa essa informação do açúcar pra gente e daqui a pouquinho a gente conversa então com as nossas entrevistadas sobre essa reação e essa fala do porchá. Pode mandar, produção, tem me irritado na internet ultimamente. Nutricionista mostrando quanto de açúcar tem no doce. Já isso? Olha, você sabe quanto de açúcar tem aqui? Sei. Por isso que eu como maldição. É porque eu sei quanto de açúcar tem. É porque chama bombom. Se não tivesse açúcar chamava ruim ruim. Aí pega a chicrinha de açúcar e fala: "Essa é a quantidade de açúcar". Isso só me convence, sabia? Isso não me faz parar de comer. Às vezes eu olho e penso assim: "Ah, é tudo isso açúcar e eu achava que era pouco. Agora que eu vou comer." Não me interessa não ter açúcar na coisa. Eu quero é o açúcar. A gente come por causa do açúcar. A gente quer se embrenhar, a gente tem noção, a gente não tem vergonha na cara. E é por isso que a gente come esse tipo de açúcar que faz a nossa vida ser feliz e valer a pena. A gente tem noção, palavras do pochá, porque a gente não tem vergonha na cara, né? E aquele negócio do açúcar, o açúcar deixa mesmo a gente feliz? Bruna, o que que tem nesse bendito desse açúcar? Realmente ele tem esse poder, viu? Porque na verdade o açúcar a gente já tem que talvez mudar o termo açúcar pros doces no geral, que é uma combinação de ingredientes, né? Geralmente a combinação de açúcar e gordura. Aham. Que deixa o alimento que a gente chama de hiperpalatável. O que que significa isso? Um alimento hiperpalatável, ele é muito agradável às nossas papilas gustativas que estão na língua e aí eles ficam muito prazerosos pra gente. E ao consumir esses alimentos que têm essa combinação, eles geralmente ativam o nosso sistema de recompensa lá no cérebro, trazendo esse prazer que a gente quer e aí abre a nossa vontade de de repente comer um pouco mais e repetir essa experiência. Então tem relação sim esse açúcar, porque ele é um alimento hiperpalatável que ativa o nosso sistema de recompensa no cérebro. Poxa vida, né? Quando a Bruna fala de sistema de recompensa no cérebro, a gente se direciona à nossa psicóloga, né? Porque o cérebro fica muito feliz, né? Quando a gente eh eh insere no nosso corpo o açúcar, principalmente para as crianças. Você já ouviu aquela a aquela aquela frase, né? da mãe, não dá açúcar pro menino agora tá de noite, você vai dar açúcar pro menino, essa criança não vai dormir. O que que acontece com a gente quando a gente eh eh ingere o açúcar, né, no nosso cérebro? Eh, qual que é essa alegria, essa felicidade, essa sensação de prazer? Isso tem a ver com o vício? Bom, o que acontece muitas vezes quando a gente percebe que com esse sistema de recompensa ativado, todas as situações, né, ruins que a gente passou no nosso dia a dia, todas as nossas frustrações, a gente acaba compensando. Então, o que a gente faz? A gente come algo no sentido de, ah, eu mereço comer isso. Uhum. Hum. Então essa relação é muito nesse sentido da recompensa mesmo, porém é uma recompensa passageira, é uma recompensa imediata que a gente fala. Então assim, vai ter essa alteração, vai gerar uma sensação de prazer, só que é um prazer momentâneo, não é um prazer duradouro. Tá certo? Eu entendi. Agora pra criança, o que que acontece com a criança? O que que, como que o corpo reage? É o corpo ou é o cérebro, né? Essa questão, a gente não pode dar o açúcar ou doce pra criança à noite, porque tem criança que fica elétrica, né? E o que que acontece? O porquê disso? Na questão psicológica, a gente não consegue separar o corpo do cérebro. Normalmente uma reação de um é uma reação dos dois. Quando a gente eh insere, né, um alimento, um açúcar, um um alimento ali mais gorduroso para uma criança no período da noite, essa recompensa da criança, ela é muito valorizada. Então essa criança, ela vai ficar feliz, ela vai ficar agitada. Uhum. E isso vai fazer com que o corpo dela também acabe se, vamos falar assim, se ativando e fazendo com que ela demore mais tempo para dormir, que não consiga pegar no sono de uma maneira mais mudada. Uhum. Tá certo. Agora perguntando para a Bruna, né, que é nutricionista comportamental. Então, a gente fala de nutrição e de comportamento. E essa reação do, a gente tá falando de açúcar aqui porque é um dos exemplos, né, que nós temos que as pessoas que estão em casa vão entender o que a gente tá falando. Então, a questão aí doido do do doce, né, paraa criança, eh, na questão psicológica, a Micaela respondeu agora na questão comportamental da nutrição, explica pra gente essa inserção do do doce, principalmente para criança, nessas questões aí noturnas, em que a criança se desperta de uma forma que você fala: "Poxa vida, mas injetar o que nesse serzinho, né?" Exato. Então, como ele fica ali com o cérebro hiperativado, né, ele e a gente tem que lembrar também que o açúcar ele é absorvido no nosso organismo como glicose. Glicose é a nossa principal fonte de energia. Então a gente tem que dosar essa distribuição dos nutrientes ao longo do dia, porque se a gente concentra muito o açúcar no final do dia, quando a criança tem que tá já reduzindo as atividades para ir para um descanso, a gente coloca energia ali e aí a mãe que lute, né? Porque realmente pode acontecer isso e acaba criando um hábito também dessa criança, né? Então, se ah, sempre depois do jantar essa mãe dá um docinho, além de ser ruim do ponto de vista de descanso, também cria-se um hábito. Então, essa criança, talvez numa adolescência, numa vida adulta, ela vai ter esse hábito de sempre depois do jantar pedir um docinho. Isso porque tudo que a gente faz repetides, a gente cria um hábito, né? Isso acaba sendo prejudicial, porque o açúcar a gente tem a linha têno entre eh o consumo moderado, que é aquele consumo saudável que faz parte do nosso dia a dia. A gente não tá falando aqui de todo o açúcar é ruim. O ruim é a frequência alta e a quantidade. Mas fazendo isso, a gente cria um hábito e a pessoa se sente: "Meu Deus, eu preciso desse açúcar depois do jantar". E aí começando isso desde a infância, é realmente bastante problemático aí pro decorrer da evolução dessa pessoa. Muito bem, nós estamos falando aqui do açúcar, mas daqui a pouquinho eu quero eh eh jogar pra gente conversar sobre os ultraprocessados, né? Porque vamos falar a verdade, hein? Um queijinho, né? Um salaminho é delicioso demais. E aí isso também, né? Tem, a gente tem a possibilidade aí dessa questão do, entre aspas, vício. Porque agora eu quero perguntar paraa Micaela o seguinte, para finalizar a questão do açúcar, Micaela, eh, já tem relatos e se a gente fizer, a gente vai perceber. Vamos lá, vou cortar o açúcar da minha vida hoje. Tô bem, amanhã, mais ou menos. Depois de amanhã eu já quero pular no seu pescoço. E aí, quatro, cinco dias depois ninguém me suporta. O porquê que quando a gente corta o açúcar de uma vez, a gente tem uma reação muito explosiva. Isso já pesquisas comprovam, eu já comprovei comigo mesmo, porque eu já tentei tirar o açúcar de uma vez e assim chega um momento que você fica insuportável para você. Imagina as pessoas que estão à sua volta, né? Por que isso acontece com a gente? como a Bruna tava falando, eh, tem muito a ver com essa questão do hábito. A gente, quando a gente estabelece um hábito, a gente condiciona o nosso comportamento, qualquer mudança nesse comportamento vai gerar muita alteração na nossa vida. Então, o que a gente pensa, né? o açúcar tem as alterações cerebrais dessa retirada e tem principalmente essa questão comportamental. Por quê? a gente entende que não temos mais o nosso sistema de recompensa funcionando da maneira com que a gente gostaria que ele funcionasse. Então, enquanto a gente não acha, né, uma outra forma de se recompensar porque tudo aquilo que estava acontecendo durante o nosso dia, tudo que a gente não gostou, o açúcar acaba fazendo muita falta. Perfeito. Perfeito. Então, ó, se você retirar o decidir retirar o açúcar, né, eu acho que você precisa ser gradativo. Mas eu não sou especialista para te falar isso. A única coisa que eu posso te dizer é: coloca uma plaquinha assim ou na sua cadeira atrás ou coloca uma plaquinha aqui e coloca assim e escreve: "Estou retirando o açúcar", né? Porque o negócio fica difícil demais. Agora você que tá aí, ó, manda pra gente a sua mensagem. Já já a gente começa a a conversar contigo, né? Eh, respondendo sua pergunta, lendo seu depoimento. E eu vou voltar pra Micaela agora perguntar para ela o seguinte: "Muitos dizem que tem vício em doces, especialmente em situações de estress." No campo da psicologia, como isso é visto? Existe aí uma explicação pro fato de que muitas vezes as pessoas buscam comida como forma de lidar com as suas emoções e quais fatores emocionais psicológicos podem levar alguém a desenvolver uma compulsão alimentar. Micaela, por favor. O que acontece é, como a Bruna tava falando no início, a comida ela é algo muito social, é algo que desde pequeno a gente vai sendo inserido. Então assim, a gente sai para comer, a gente eh está numa festa, a gente come, a gente tem acesso a essas alimentações, principalmente hoje em dia que a gente tem um acesso extremamente facilitado. Quando a gente está lidando com alguma frustração, algo ruim, o que que a gente pensa? Eu vou pegar um alimento para me recompensar. Aquela famosa historinha, né? Nossa, trabalhei tanto hoje o dia inteiro, eu mereço comer uma pa, eu mereço comer um doce, eu mereço com chocolate. Então quando a gente associa, né, e faz esse condicionamento do nosso cérebro, sempre que a gente precisar lidar com alguma frustração, o nosso cérebro vai entender que precisa mandar esse sinal alimentar, certo? a respeito do que precisa para gerar eh para desenvolver ou não, né, uma questão de transtorno. Quando a gente pensa nos transtornos alimentares, sejam eles, né, compulsão alimentar, bulimia, anorexia, a gente sempre vai pensar no quesito de intensidade e frequência. Acabou virando muito comum a gente falar assim: "Ah, eu tenho compulsão alimentar". Na maioria das vezes o que a gente tem é o que a gente chama de comer transtornado, que a gente acaba não fazendo uma reflexão sobre aquilo que a gente tá comendo. A gente apenas come para nos recompensar. Isso é diferente do que a gente chama de compulsão alimentar. A compulsão alimentar, ela é uma intensidade muito maior, uma frequência muito maior e tem muita diferença entre essas duas coisas. Muito bem, muito boa sua explicação. Eh, nós estamos falando aqui de alimentos que viciam, né? Aliás, viciam ou não viciam. Você já passou por uma situação de que você tentou tirar algum alimento, você falou: "Hoje eu não vou comer doce". Daí no final da tarde veio aquele docinho maravilhoso. Você comeu, ficou feliz, mas você não cumpriu, né, a a o seu propósito que era não comer. Aí nós estamos aqui com a Bruna e ela vai falar pra gente dessa dessa experiência que ela tem, né? E vai explicar a como que a gente identifica quando um alimento está sim causando pra gente um transtorno, né? A partir de que momento eu consigo identificar isso. Sim. Então, a gente tem algumas consequências, né? Então o alimento ele parte do prazer quando é aquela coisa que fica incontrolável. Então ah, eu não consigo ficar sem um chocolate, eu preciso comer porque senão eu quero bater em alguém, né? Que a gente acaba reagindo assim. E na verdade a gente hoje em dia, a alimentação ela tem um acesso muito fácil pra gente. Então pra gente resolver um problema emocional, nem sempre a gente quer parar para dar uma respirada, esperar realmente aquele tratar a causa daquele problema. Sim. E a alimentação ela tá ali de fácil acesso pra gente. E aí a gente usa isso como uma fuga, porque é muito mais rápido a gente ir lá e comer alguma coisa, porque vai trazer um prazer imediato. Nosso cérebro já sabe disso, só que não vai resolver a raiz do problema. E aí a gente começa a observar as consequências disso quando começa a gerar culpa. Uhum. É aquela mul que come um chocolate, já acha que aquilo ali vai fazer engordar, vai, né, que ela é fraca, que ela não consegue, ela não consegue ter um autocontrole. E claro que no longo prazo a gente vai tendo aí problemas em relação à saúde, a exames, alterações ali, sobrepeso e até desenvolver a obesidade, que é um grande problema hoje em dia na nossa sociedade. Muito bem. Agora falamos de açúcar, falamos do café, falamos do chocolate. Vamos falar agora sobre esses alimentos ultra processados e essa comida rápida, tão gostosa, né? E que ajuda no nosso dia a dia, porque a gente vive um dia tão um um tão corrido, tão no automático. Que legal você pegar, chegar em casa, colocar lá um prato microondas 10 minutos. Olha, tem uns até que 3 minutos estão prontos, você se alimenta. E aí, como é que fica o corpo? Só que tem um detalhe que a gente precisa prestar atenção. Você começa a comer, comer e você tá comendo aquilo todos os dias. Certeza. Isso também causa isso, isso pode ser um considerado um vício desses alimentos ultraprocessados ou alimentos comidas rápidas, né? Daí você coloca: "Ah, vou comer isso aqui hoje porque eu não tenho tempo, mas amanhã eu também não vou ter tempo, então vou continuar comendo". E aí, o que que é isso? É, é, pode ser considerado um vício. E quais as consequências? tem essa relação com o vício, não que seja considerado, mas justamente pela ativação do sistema de recompensa, porque como eu expliquei no início da nossa conversa, a gente tem a combinação de vários fatores, né, que seria no caso o açúcar, a gordura e o sódio, que são os três ingredientes que somados aumentam a palatabilidade desse alimento. Ele fica muito mais prazeroso pro nosso paladar. E são alimentos muito fáceis de a gente consumir, calorias muitas vezes vazias, porque a gente consome muitas calorias, muito açúcar, muito sal, né, sódio, enfim. E aquilo ali não nutre de fato, né? Se você pegasse as mesmas calorias, de repente de um pacote de bolacha recheada, por exemplo, outra processado, e a gente comparar isso com as calorias de um prato de comida, a gente conseguiria comer ali cinco, seis pratos de comida. Só que a gente não tem nem capacidade no estômago, né, capacidade de volume para caber seis pratos de comida. Só que um pacote de bolacha é muito fácil da gente consumir. Então são alimentos que além de hiperpalatáveis é muito fácil, né, de consumir rápido e eles não geram uma saciedade porque eles não têm nutrientes específicos para isso. E aí vem aí as tantas consequências. Poxa vida, né? É interessante isso. É por isso que você come coisas assim que, né, são alimentos, esses alimentos rápidos e rapidinho você tá com fome de novo, né? E aí você quer comer de novo. É, tem que tomar muito cuidado, viu, gente? Agora eu pergunto paraa nossa psicóloga, como que a gente começa a ter noção, né, do nosso comportamento e qual é o tratamento para esse tratamento, entre aspas, né, do vício e da compulsão alimentar. Qual que é o primeiro passo na psicologia para tratar uma pessoa que é diagnosticada com esses transtornos? É assim que a gente pode chamar, Micaela? Bom, transtornos, eu acho que é uma palavra um pouquinho forte, porque não não necessariamente tem essa questão da frequência e intensidade. O que a gente considera é que a primeira mudança, né, o primeiro passo para uma mudança é o reconhecimento do problema. Então, assim, a primeira coisa que a gente precisa é entender que existe um problema. Eh, a pessoa normalmente ela chega paraa psicoterapia, né, já com consequências disso ou até encaminhados, né, por outros profissionais, nutricionistas, médicos, porque quando a gente fala, né, de transtornos alimentares ou desse comer transtornado, a gente fala de uma questão multidisciplinar. Então, não vai adiantar somente a terapia, não vai adiantar somente a nutrição, não vai adiantar somente o tratamento médico. Todos esses profissionais, eles precisam estar englobados para que a pessoa realmente consiga lidar com essa dificuldade, porque a gente sabe que acaba se tornando cíclica. Quando quando a gente pensa, né, como assim cíclico? Vamos pensar. a pessoa começou a comer muito mais do que ela deveria, né? Uma qualidade alimentar ruim e ela começa a ganhar peso. Uhum. O que que o ganhar peso faz com essa pessoa? Gera um tipo de frustração que a pessoa vai falar assim: "Nossa, mas eu não estou comendo tanto, né? Quantas vezes a gente escuta isso? Nossa, não como tanto assim e estou engordando." Vai entrar muito naquilo que a Bruna tava falando agora. A quantidade muitas vezes não é o problema, e sim a qualidade do que a pessoa está comendo. Essa frustração, ela vai acender novamente aquela questão do sistema de recompensa. Então, a gente acaba se alimentando novamente para se recompensar e aí a gente estabelece o ciclo. Então a pessoa ela precisa ter uma mudança de ábitos. Não é fácil, até porque esse excesso de, como que eu vou explicar, de acesso a alimentações, né, ultraprocessadas, assim, tudo que a gente pode imaginar ali, né, de alimentações ruins, facilita muito. Então, acaba afetando essa questão da nossa organização, a palavra chave, né? Quando a gente pensa numa questão de emagrecimento, numa questão de mudança de hábitos, é a questão da organização. Muito bem. Organização, disciplina, né? Parar, fazer sua marmitinha, comer direitinho, bonitinho. Ah, vou te falar, é um desafio, viu? É um desafio. Tem a questão também das frutas, né, que não são todas as frutas que eh você, um exemplo, vamos lá, eh um suco de laranja, né? Quantas laranjas tem para você fazer um copo de suco? Você precisa usar e aí o suco ou a laranja? A gente precisa fazer um equilíbrio, né? E tem também a questão do carboidrato. Eu sou viciada em carboidrato, adoro pão, macarrão, uma delícia, lasanha, quem nunca, né? E aí a gente precisa assim eh de informações para que a gente possa fazer a nossa alimentação de forma moderada, de forma saudável para identificar também quando a gente tá passando do limite. É o seguinte, 8:37 a gente precisa abrir eh a nossa tela aqui e trazer as perguntas, eh os depoimentos, né? Eu quero agradecer a sua participação, você telespectador aqui da TV Câmara, tá com a gente, né, participando. Muito bom dia. Obrigada, viu? Obrigada por estar conosco todas as manhãs. O Gustavo do Jardim Chapadão. Sério, é só ouvir a palavra brigadeiro que já começa a salivar. Isso é normal ou pode indicar algum tipo de dependência por doce? Ai, ai, ai. Agora vamos pra psicóloga. Eu também tô. Eu também tô. Éé, olha aí o brigadeiro, gente. Me conta, Micael, o que que é isso? Por quê que a gente ouve algumas palavras maravilhosas, como brigadeiro, churrasco, café, né? E aí a gente começa a salivar. Que que é isso? Bom, essas palavrinhas, né, a gente brinca que são palavras que parece que trazem felicidade, né? Só da gente imaginar ali comer um brigadeiro, comer um churrasco, comer alguma coisa gostosa. A, o que que vem na nossa cabeça? Vem todas as sensações boas que a gente já teve comendo esses alimentos. Então, toda essa sensação, né, de recompensa, essa coisa que vem de, nossa, eu lembro aquele dia que eu comi e eu melhorei tanto, faz que a gente tenha cada vez mais vontade de acabar ingerindo esse alimento. É impressionante, né, gente? Que coisa. Tem mais aí. Vocês vão me deixar com água na boca hoje, né? Eh, que beleza. O Bruno do Jardim Flamboiã. Vi que o Fabiano da dupla sertaneja emagreceu 40 kg. Verdade. Mudando a alimentação. Essas histórias ajudam mesmo ou pode acabar um eh gerando mais pressão na gente? É porque daí se para e pensa, né? É aquela questão da comparação, né, Bruna? Qual que é avaliação que você faz aí dessa dessa pergunta aí do do Bruno, né? ajuda a gente ficar eh se comparando ou então vendo o sucesso do outro ou frustra porque de repente ele tem eh eh ele pode fazer coisas que a gente não não pode, que não tá no nosso alcance, tem os recursos aí envolvidos, né? Então a gente pode sim levar de inspiração, mas de fato 40 kg é um emagrecimento bastante significativo. Então tem que buscar as informações de foi só alimentação, teve algum procedimento cirúrgico, alguma medicação envolvida. Não que não seja possível emagrecer os 40 kg somente com alimentação e estilo de vida, mas é legal que quando a gente se compare com essas pessoas famosas, né, pessoas públicas, a gente tem acesso a quais recursos foram utilizados, porque hoje em dia a gente tem diversos recursos e, infelizmente ainda não é todo mundo que tem acesso a essas É, exatamente. Muito cuidado com a comparação aí, porque isso não é bom, né? E é a questão dos recursos também. Você acha que diminuiu ali uma alimentaçãozinha e tal e perde tanto assim? A gente sabe que não é, né? Então vai devagar aí com a comparação, tá bom? E faz o seu bonitinho. Eu tenho certeza que você vai conseguir, tá? O Marcelo do Cambuí. Eu acordo pensando em Ah, ô Marcelo, aí não, né? Já tô aqui. Eu também acabei de ver um pãozinho. Caramba, eu adoro pão, gente. E o Marcelo acorda pensando em pão com requeijão. Esse tipo de desejo, desejo diário por alimentos específicos, pode ser considerado um vício ou um hábito mesmo? Ai, olha, vou te falar, eu acho que é é o quê? É hábito ou é vício, hein, Micaela? É um hábito. A gente não considera is condiciona, né? Nosso cérebro ele é condicionado. Todo dia de manhã você vai comer o pão com requeijão. O que que seu cérebro vai fazer você imaginar a hora que você acorda? Aquele pãozinho com requeijão. Uhum. Muito bem. Ainda bem que é um hábito, né? E eu vou contar mais uma. Olha só, eu compro pão de forma e aí o meu cérebro não quer pão de forma. Ele quer um pãozinho francês, né? quentinho. E aí, se eu não como pão francês e como pão de forma, uma hora dessa aqui, meu estômago tá roncando, gritando de fome, né? Então é a questão do hábito, tudo bonitinho, cafezinho, pãozinho pra gente poder se ajustar para iniciar o dia e tudo bem. Só que a gente precisa, né, tudo moderadinho porque senão fica difícil. Vamos lá, tem mais. A Eliane do Jardim Garcia, depois de uma alergia feia, um salgadinho, sério, comecei a ler rótulo de tudo. Esses ultraprocessados podem viciar mesmo a ponto de a gente ignorar os sinais do corpo. Ô, Eliane, olha que legal, viu? Parabéns. Tá? E que bom que você começou a ler o rótulo. Isso é importante porque a gente fica sabendo o que tem dentro daquele alimento que a gente tá comendo. E aí esses ultra processados eles podem viciar mesmo a ponto da gente ignorar os sinais do corpo. Tipo assim, tô com uma alergia de comer lá um produto ultraprocessado, mas tô comendo, comendo, comendo. Bruna, com certeza, porque quando a gente não tem acesso à informação e até às vezes você para para ler uma lista de ingredientes de um de um alimento, muitas vezes são nomes ali que você não vai entender. Então, hoje em dia a gente briga muito por essa regulamentação da indústria, porque de fato às vezes a pessoa tem o conhecimento de que algum ingrediente pode causar alergia, mas ele não tá explícito ali. Hoje em dia é muito mais tranquilo, mas também tem que tomar um cuidado de julgar sempre um alimento específico, porque hoje em dia a gente come tanto eh tanta variedade de coisas que a gente não consegue nem identificar o que de fato causou ou não uma alergia. Então às vezes assim, ah, eu não consumo leite porque me causa eh, não sei, uma dor de barriga, por exemplo. Aí eu falo: "Tá, mas o que mais você consumiu ao longo do dia? Será que realmente foi esse leite?" Sim, é muita variedade, a gente tá sempre consumindo ali, beliscando alguma coisinha. Então é difícil julgar o alimento como um culpado de uma alergia, mas a gente tem que estar sempre com o olhar aberto para de fato tudo que a gente tá comendo para identificar o que tá causando aquilo. E a importância, né, de ler e os rótulos e tentar entender. Aí você não vai entender o que tá escrito lá, já sabe, né? Dá lá o Google, né? Pega uma informaçãozinha, não é sempre não pode também. Você não pode viciar nesse negócio, tá? Mas enfim, é importante para você entender eh o que que você tá ingerindo. A Mariana do Jardim São Bernardo, quando estou ansiosa ou triste, acabo comendo sem parar, mesmo sem fome. Por que as emoções têm tanto poder sobre nossa alimentação, nossa psicóloga? Que pergunta, hein? Nossa, essa é uma pergunta, eu acho, que a gente escuta muito na na psicologia clínica, né, nas sessões de psicoterapia. As emoções elas nos acompanham desde a nossa infância, desde que a gente é criancinha, a gente tem essas emoções. A questão é que normalmente a gente dá um peso muito grande para emoções ruins. A gente não consegue entender que todas elas são importantes para nós. Então quando a gente fica triste, quando a gente fica ansioso, quando a gente se sente frustrado, a gente não quer lidar com aquilo de uma maneira boa. a gente apenas quer fazer aquela sensação passar. E qual é a maneira mais fácil de fazer aquela sensação passar? Comer algum alimento, eh acabar ligando esse sistema de recompensa. Lógico, não são os únicos comportamentos, né? O comer não é o único comportamento que alivia essas emoções ruim, é o que está mais a nosso alcance. Normalmente a gente não vai sair para fazer um exercício físico quando a gente se sentir mal. A gente acaba realmente eh comendo, fazendo algo que recompense de uma maneira instantânea. Que coisa, né? Eu pergunto aí para você de casa, já se se viu abraçado em um pote de sorvete, né? Um pote de doce de leite, gente, que coisa. se o tema assim é algo que faz parte, né, do nosso dia a dia, meu, seu, eh, das nossas entrevistadas, de todo mundo, é natural e a gente precisa de informação pra gente poder minimizar, né, essa questão aí de de comer coisas que não nos fazem bem. É desafiador, gente. É, sim. Eu sei bem disso. O Cristiano do Jardim Santa Genebra, olha aqui, ele disse assim, ó: "Já fui dependente químico e hoje sinto o mesmo descontrole comida. É possível que o cérebro troque um vício pelo outro? Isso acontece com frequência. Olha, muito interessante a sua pergunta, viu, Cristiano? Abraço para você. Obrigada pela participação. Eh, por favor, Bruna. Bom, a gente quando a gente pensa, talvez você sim busque o a fuga, né, daquela sensação que te te faria buscar por essa substância química, mas a gente tem que pensar que não necessariamente você está trocando um vício por outro, porque as consequências de uma dependência química, ela é muito pior do que de repente você gostar muito de um chocolate, abusar um pouquinho ali num bolo, comer um pouco mais de comida. E é por isso que a gente toma tanto cuidado em dizer que alimento vicia, porque as consequências são realmente diferentes, mas de fato talvez te falte um pouco ali de habilidade para ainda lidar com aqueles desconfortos que te fazia buscar o o outro vício e aí você acaba descontando por comida, porque ainda assim é uma fonte de prazer mais rapidinha ali momentânea para você. Legal. Agora eu vou repassar essa pergunta do Cristiano também pra nossa psicóloga, né? que é uma pergunta interessante. Ele foi dependente químico, hoje ele tem eh o descontrole é referente à comida, né? Então, qual que é a sua avaliação e qual que seria a sua resposta pro Cristiano, Micaela? Sim, a gente pode sim eh trocar uma uma questão de compulsão por outra. É como a Bruna falou, não dá pra gente falar que é uma questão de um vício por outro vício. O que a gente consegue falar é que é uma questão de que o você está procurando uma outra forma de lidar com a com a falta, né, da substância química, com as suas frustrações, com a as suas crenças textuais, né? Então você procura uma outra forma de fazer isso. Isso infelizmente até quando a gente fala de transtornos alimentares, a gente percebe muito que muitas vezes no transtorno alimentar, né, de compulsão alimentar, a pessoa acaba desenvolvendo comportamentos prejudiciais em outro sentido, outros comportamentos compulsivos para substituir a compulsão alimentar. Muito bem. Vamos lá. É, manda pra gente aí a sua pergunta, o seu depoimento. Estamos falando de alimentos, eles viciam ou não viciam, né? você que tá com a gente, muito obrigada pela sua participação. O João Pedro do Parque Prado, minha mãe usa comida para tudo, só a sua. Comemorar, consolar, distrair. Esse padrão que eu aprendo desde pequeno pode influenciar nossa relação com a comida. É o que você havia dito também, né? A gente comemora e pra gente comemorar a gente come. É isso, né? E aí, eh, isso influencia a nossa relação com a comida depois? Com certeza, porque esse consumo ele parte de alguma coisa positivo, que é uma comemoração, mas ele pode trazer consequências, né? Então, principalmente quando ele fala ali da mãe dele, que é uma mulher, que a gente sabe que são normalmente as que mais sofrem, né, com consumo excessivo ali, a gente gera culpa, a gente gera um ganho de peso e aí essa relação com a comida vai ficando realmente muito complicada, porque ela começa a enxergar a comida como uma vilã, sendo que, na verdade, faltam ali habilidades, estratégias para lidar com essa comida e saber comer em cada situação de forma moderada, equilibrada, né? Muito bem. Que legal, produção. Show de bola. Aham. Olha só, gente, que maravilha. Você viu aquilo, né? É, é um brigadeiro. É lindo, é maravilhoso. Ah, tá de brincadeira. Olha aí, olha, olha isso. Como é maravilhoso, como é delicioso, né? Gente, eu tenho certeza que você que tá em casa já pensou um Olha que croção. Que coisa. E é até legal fazer uma observação sobre isso, porque a nossa experiência com alimento, ela não começa só quando a gente coloca ele na boca. A gente tem vários estímulos visuais, eh, olfativos. Então, olhar uma foto dessa, um videozinho desse, já desperta o nosso interesse em comer. E muitas vezes esse interesse não é em comer um pedacinho. Se a gente ver aquele croaçã, você vai falar assim: "Eu não quero um pedacinho dele". Só que você nem experimentou ainda para saber se aquilo ali vai te saciar e você já quer comer ele inteiro. Então começa muito antes, né? O ato de comer ele depende de várias. É. E a gente sabe que hoje a indústria ela é tem um marketing muito, mas muito forte quando o quesito é chamar atenção, né, para a comida, as cores elas fazem aguçar o sentido, né? E e esses alimentos assim nessa nessa apresentação magnífica, né, como a gente viu agora, também aguam o nosso sentido para que a gente eh vá fazer o consumo. É por isso que a gente precisa prestar atenção e a gente precisa resistir muitas vezes, né? Porque eh aquela questão assim que a gente é, o que a gente come, isso, nossa, eu vi um vídeo esses dias, gente do céu, a inteligência artificial ela é sensacional, né? Aí você é o que você come. Aí tinha um vídeo de uma lasanha comendo lasanha, né? Então uma lasanha cheio de massinha, você viu? Cheio de massinha assim e comendo a lasanha. Daí vídeo de um um monte de comida japonesa comendo sushi. Ô gente, é estranho, né? Aí eu levei um susto, eu falei: "Opa, alto lá, né? Vamos lá". Então assim, a gente é o que a gente come. Isso faz acender um alerta, né, na nossa mente, na nossa parte psicológica, paraa gente nos atentar o que nos faz bem de verdade, pra gente ter aí um pouco de equilíbrio, né? Porque senão a gente entra em um um buraco sem fundo e a gente acaba caindo na questão da compulsão alimentar. E aí a gente precisa buscar um tratamento, né, Micaela? Com certeza. Isso que você falou, você usou uma palavra extremamente importante, equilíbrio. Ninguém tá aqui, né? Eu acho que a Bruna, pelo que dá para perceber da linha dela, também não é aquela nutricionista que vai falar: "Ah, você não pode comer tal coisa". Aquela questão da proibição, a proibição gera mais vontade ainda. O que a gente precisa é saber como se relacionar com esse com esse alimento de uma forma que a gente não se torne refém dessa dessa então, cada vez que a gente vai comer, cada vez que a gente está no momento de refeição, a gente precisa estar presente naquele momento. Isso também é muito importante. Verdade. Porque muitas vezes a gente come mexer no celular, principalmente, né? Hoje em dia a gente sabe que a gente faz muitas coisas ao mesmo tempo e acaba que o nosso cérebro ele não entende que já aquela quantidade de comida já foi o suficiente, acaba afetando a questão do hormônio da eh de estar satisfeito, né? Sinceramente, agora eu esqueci o nome do rumor, mas acaba que a gente não consegue eh perceber que a gente já está associado com aquilo. É verdade mesmo. Com na frente da presso pode falar, por favor. Por favor, como a gente não presta atenção no que a gente come, a gente não consegue enxergar certinho o quanto de comida que tinha naquele prato, né? o que a gente comeu, se aquilo já era o suficiente ou não era o suficiente, qual era a qualidade daqueles alimentos. Perfeito, né? Quantas vezes você já se pegou comendo e olhando o celular você e aí às vezes acaba a comida, você nem viu que a comida acabou. Aí você falou: "Mas ué, cadê a comida que tava aqui?" Ah, mas ah, olha isso, lá do Rio Grande do Sul, um churrasco, gente. Olha que delícia isso. Ô, produção tá judiando hoje, hein? Olha aí, quem é que nunca ficou com água na boca? Eu fiquei, né? Poxa vida, é bom demais isso. Poxa, vida. E judiou, né? É isso, gente. É essa sensação de bem-estar. Olha só, é muito bom, né? Agora, eh, se tiver mais pergunta aí, pode mandar. A Denise de Barão Geraldo tá com a gente. A gente manda um abraço para você, Denise. Já tentei dieta quatro vezes. No começo vou bem, mas depois a vontade de enfiar o pé na jaca vence. Não é só você não, amiga. Seja bem-vindo ao time. Existe algo químico, né, que nos sabota assim: "Ah, eu também já tentei e desisto e é isso. Vou fazer o quê, né?" Mas o que acontece? Por que que a gente desiste? Porque é desafiador, não é? É desafiador. É uma mudança de hábitos, né? E como a gente já comentou aqui, a gente muda hábito repetindo. E quando a gente começa a dieta, a gente tem aquela necessidade, agora eu tô de dieta, então agora eu não como mais nada do que eu comia antes, eu vou só fazer dieta. E aí no primeiro deslize, que é uma coisa muito fácil, muito comum, né? Então você vai começar a dieta hoje, talvez surja um aniversário hoje à noite para você. É teoria da conspiração. Isso aí não vale. É. E no primeiro deslize a pessoa acha que já estragou tudo e aí ela desiste. Sendo que na verdade é aconteceu alguma coisa, o que vai acontecer, eu brinco que o mundo não vai parar pra gente fazer dieta, a gente tem que voltar. Então não entender aquilo ali como o problema de tudo, meu Deus, eu estraguei tudo, não é natural, isso vai acontecer. É, a gente tem que sim persistir. Então é a tal da constância, é voltar pro que a gente tem que fazer, voltar pros hábitos mais saudáveis. E assim, errou, volta, errou, volta e não desiste. Agora concorda comigo que a teoria da conspiração ela é impressionante. Você começa aí, daqui a pouco um faz aniversário, aí outro te convida, aí outro chega na porta da sua casa. Oi, amiga, olha o que eu trouxe para você. Gente, mas o que que é isso? É só você começar a dieta. Mas, ó, é batata, começou a dieta, começa a aparecer comida do nada, né? Aí fica difícil também. Mas como disse aí a nossa nutricionista, mantenha, né? Tenta. Errou hoje, continua amanhã, segue amanhã e precisa seguir. Eu, no meu caso, tenho que seguir porque senão, olha, o negócio pega. Porque a gente tem que ver a questão também eh da idade, tem que ver a questão eh eh de algumas situações que acontecem, né? Igual o hipotiroidismo também, né? É questão de diabetes, então precisamos estar atento. Pode colocar lá. Ô produção, não tá, hoje tá de br, tá de brincadeira. Tá de brincadeira. Olha só que delícia, né? Vai lá. Vocês estão de brincadeira. Ô Natália do Jardim Garcia, tudo bem? Tenho medo de adoecer ainda. Como é que é? Tenho medo de adoecer e ainda assim como errado. Hum. Já comecei terapia, mas fico frustradas com as recaídas. Isso é comum nesse processo. Olha, Natália, você não tá sozinha nessa, não, viu? Eh, tem medo de adoecer e mesmo assim como errado. Que que acontece, Micaela? É algo que acontece com muita gente, né? Ela tá sozinha nessa. Com certeza não está sozinha. Eu acho que assim, não tem ninguém que nunca tenha tido numa recaída num processo de emagrecimento, em qualquer processo de mudança. Quando a gente vai pensar em mudança de hábitos, a gente sempre vai ter recaídas. O grande ponto é você não deixar essa frustração te afetar a ponto de você deixar o processo de lado. O ah, vamos supor, né? Estou fazendo a minha dieta certinha o dia inteiro. Chegou no final da noite, nossa, aquela forma de expressão, né? Enfiei o pé na jaca como um brigadeiro. Isso não faz com que você perca toda a sua evolução durante o dia. A gente precisa entender que não é um deslize que vai fazer a gente perder a evolução. E quando eu falo de perder a evolução, eu não estou falando especificamente de ganhar o peso, né, comer a quantidade de caloria, mas eh no sentido de que você conseguiu controlar o seu comportamento durante o o dia todo. Não necessariamente porque você teve esse deslize que vai desconsiderar tudo que você fez durante o resto do dia. Verdade. Correto. Olha aí. Tá vendo? A gente precisa comemorar as pequenas conquistas, né? Por mais que de repente você dá uma derrapadinha aqui, outra ali, mas comemore as suas pequenas conquistas. Conseguiu hoje, né? Seria aí aquele eh eh tanto de caloria que a sua nutricionista te recomendou? Uau, maravilha. Não conseguiu amanhã, tudo bem, deixa baixo, no outro dia tenta de novo. É a tal da constância, né? Porque a constância leva o hábito e o hábito você vai ter ele todos os dias. Chega o momento que você vai falar assim: "Poxa, olha só, ah, não, eu vou sair desse estúdio? Alguém traz um lanche para mim aí, por favor, que olha, eu tomei só um café, comi três torradas e agora tô com fome. A hora que eu sair daqui, a primeira comida que eu vejo na frente, eu vou comer. Eu vocês estão de brincadeira comigo aí. Não pode. É, é brigadeiro. Ei, que maravilha, né, gente? Que coisa. Agora, olha só de novo, né? É, tô salivando. Vou fazer o quê? A Patrícia do Taquaral. Oi, Pati, tudo bem? Bom dia. Na pandemia ganhei 18 kg comendo por ansiedade. Uhum. Verdade. Não era fome, era desespero mesmo. Isso pode evoluir para um transtorno alimental sem perceber? É. E aí, Bruna? Bom, acho que a psicóloga vai saber falar um pouco mais disso, mas pode ser sim, dependendo da intensidade, da frequência que isso acontece, porque o transtorno ele pode ser desenvolvido ao longo aí do nosso histórico de vida. É, pois é. Então, olha só, só que a Patrícia, ela diz que na pandemia ela ganhou 18 kg. Se a gente parar para pensar, são foram dois anos, né? Dois, quase três do quase três anos, né? Eu ganhei 4 kg na pandemia, porque aí você fica ansioso, você acaba comendo mesmo. E eu acho que não foi só você não, viu, Pat? Mas gente ganhou sim. E a gente tava assim comendo de desespero naquele momento. Aí uma pergunta interessante que eu acho que você então pode ajudar a gente se isso pode evoluir para um transtorno alimentar sem perceber. Então, eh, tem muita gente que veio da pandemia e aí teve um diagnóstico de transtorno alimentar por conta daquela restrição toda que nós vivemos. Sim, a gente percebeu que durante os anos de pandemia a gente teve um aumento no nível de transtorno de ansiedade e transtorno depressivo. Esses dois transtornos, eles a gente brinca que são certas portas de entrada pros transtornos alimentares. O que a gente precisa prestar atenção é que dependendo da intensidade que, né, eh, a gente esteja lidando com essa questão alimentar, pode sim desenvolver um um transtorno de compulsão alimentar, por exemplo. que vamos falar aconteceu especificamente, né, durante o tempo de da pandemia, por causa do aumento aí do nível de ansiedade, mas isso depois normalizou novamente, provavelmente a pessoa não esteja com transtorno alimentar. Então vai depender muito de como que a pessoa conseguiu lidar e tem conseguido lidar com isso hoje em dia. Muito bem. É, gente, é sobre isso. Tem mais uma, produção? Ah, não. Olha só, tá comendo uma pizza, criança. Que delícia. Olha isso, gente. Ai, ai. Alô. É do Dis Pizza. Gente, é assim, ó. 9:02 nós estamos aqui dando risada, né? conversando, trazendo uma informação para você de uma forma leve, mas é importante a gente ressaltar que nós precisamos sim, né, estar atentos à alimentação, principalmente ao exagero e o que nós temos consumido durante os nossos dias, né, porque isso influencia e muito a nossa saúde. É por isso que nós trouxemos aqui eh pessoas que são eh eh especializadas em falar sobre esse comportamento alimentar. E a pergunta nossa, que eu já eh faço a conexão com as considerações finais das nossas entrevistadas é alimento, vicia ou não vicia. Bruna, já é para você responder essa pergunta e a gente já emenda nas considerações finais. Eu quero agradecer a sua participação e a sua contribuição, né, de uma maneira leve e gostosa, mas trazendo uma informação que faz sim a diferença eh no nosso dia a dia. Perfeito. Então, pra gente concluir, alimento em si, ele não tem o poder de viciar, porque as consequências de um vício, ela pode ser muito pior. Mas de fato ele pode trazer esse consumo exagerado, essa relação ruim com a comida, pode trazer diversas consequências que paraa saúde mental, paraa saúde física, paraa saúde biológica, vai sempre ter vários problemas aí. Então é legal a gente tomar esse cuidado, mas não precisa ter o medo ali de achar que algum alimento vai te viciar, porque acho que a única coisa que a gente trocaria aí é a palavrinha do vício, né? Essa alimentação, ela traz várias consequências. É o comer transtornado que a nossa amiga psicóloga já citou aqui pra gente. Obrigada pela sua participação, viu? Muito obrigada. E agora aquele café, né? Pode preparar o meu que eu já tô indo aí tomar o cafezinho de todas as manhãs. Que delícia. Considerações finais da nossa psicóloga Micaele. E assim, fala pra gente junto com as considerações finais aí na visão psicológica, o alimento vicia ou não vicia? Bom, o alimento em si não é um vício, mas sim ele causa muitas consequências. eh o comportamento alimentar, né? Não o alimento em si. E o que a gente precisa é sempre buscar ajuda, perceber quando a gente não está bem, quando a gente não está dando conta de lidar com isso. Procure ajuda médica, psicológica, nutricionista, porque a gente precisa cuidar de nós, cuidar do nosso corpo, cuidar da nossa vida, cuidar da nossa alimentação. Todas essas coisas elas estão extremamente interligadas. Maravilha. Obrigada pela sua participação com a gente, viu, Micaela, de trazer aí informações importantes que eu, os nossos telespectadores, a gente leva paraa vida essas informações que a gente eh eh consegue ganhar aqui no nosso estúdio Câmara. Muito obrigada. Gente, seguinte, olha, eh, a gente vai ficando por aqui. Eu tô com fome de churrasco, de brigadeiro, ah, de uma pizza. A produção foi legal para caramba hoje. Obrigada, viu, galera? Olha aí para fechar, hein? E nem tá na hora do almoço. E eu aceitaria um prato de churrasco de sushi. Então, olha só que beleza. E uma pizza. Eh, maravilha. Mas olha, gente, fique atento, tá, com o que você consome, né? a gente precisa cuidar sim com muito carinho da gente. E é importante estarmos analisando até que ponto a gente pode eh consumir tal tipo de alimento, tá certo? Se precisar eh busque uma nutricionista, uma psicóloga, busque ajuda. Se começou a dieta, não conseguiu hoje, amanhã você consegue. Depois de amanhã você consegue. Não desista. O que importa é você estar bem e estar com saúde. Combinado? Quero agradecer a sua participação com a gente hoje. Foi muito legal, pessoal participando todos os dias, né? Mandando depoimento, perguntas e assim a gente vai seguindo. Vocês completam a missão da gente produzir e trazer para você eh de segunda a sexta o nosso estúdio Câmara. E amanhã é quarta-feira. Amanhã nós vamos falar sobre uma decisão, gente, de muitos brasileiros, né? Muitas pessoas que tomam em um momento da vida essa decisão que é de fazer um intercâmbio. Você já pensou alguma vez em fazer o intercâmbio? O que leva uma pessoa largar tudo e partir para um desconhecido, né? Então a gente vai discutir o impacto dessa experiência internacional na vida dos brasileiros. Muita gente fazendo intercâmbio e é legal, sabe por quê? A pessoa vai, faz o intercâmbio, ela sai daqui de um jeito, quando ela volta, ela volta totalmente diferente. A maioria das pessoas que eu conheço que fizeram intercâmbio, voltaram voando. E aí a gente vai eh falar amanhã sobre isso, né? Qual é o impacto? do impacto positivo, negativo, qual que é o equilíbrio eh de se fazer o intercâmbio e qual o momento legal da vida você pode eh utilizar essa ferramenta que tem disponível aí para você eh crescer na sua área de conhecimento. A gente fala amanhã então sobre intercâmbio aqui no estúdio Câmara. Eu tô desse jeito, enquanto eu não comer agora, não vou sossegar. Ó, vamos encerrando por aqui, agradecendo você que tá aí do outro lado, agradecendo a nossa produção. Alô, grupo Mais. Valeu, hein? 15 imagens lindas vocês colocaram pra gente hoje aqui no programa. Valeu mesmo. Pessoal de casa. Seguinte, continue ligadinho na programação da TV Câmara Campinas. Você sabe, tem o jornal Câmara Notícia, tem a programação da TV Câmara com informações do Legislativo Campineiro e também informações bem interessantes para você. Então, uma programação bem diversificada, passando na sua telinha todos os dias aqui pela TV Câmara Campinas. Agradeço a sua audiência, a sua companhia, as nossas entrevistadas, o nosso muito obrigada. Desejo a você uma ótima terça-feira e temos encontro marcado amanhã a partir das 8 da manhã ao vivo com mais uma edição do estúdio Câmara. Um bom dia, se cuida, viu? E vamos lá que eu vou tomar um cafezinho porque senão eu não aguento. Vamos embora. Alô, pessoal, tem café? Manda aí, vai. [Música] [Música] [Música]