Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não
passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.
[Música] Olá hoje o estúdio Câmara fala sobre o Setembro Amarelo mês de campanha anti estigma no mundo todo que trata da prevenção ao suicídio em 2024 o lema é se precisar Peça ajuda de acordo com a organiza Mundial da Saúde de 2019 são registrados mais de 700.000 suicídios em todo o mundo sem contar os episodios subnotificados pois com isso estima-se mais de 1 milhão de casos no Brasil os registros se aproximam a 14.000 casos por ano ou seja em média 38 pessoas cometem suicídio por dia são 12.6 por cada 100.000 homens em comparação com 5.4% por cada 100.000 mulheres apesar de um tema amplamente divulgado em setembro é algo que precisamos sempre pensar saber como atuar em defesa da importância da vida e é por isso que hoje nós vamos conversar com duas convidadas especiais eu trago aqui a doutora Karina Barb que é psiquiatra e coordenadora do comitê interdisciplinar de prevenção ao suicídio da a sociedade smnc que é a Sociedade de Medicina e Cirurgia de Campinas e também eu trago aqui a Helena que é a presidente do da do Nav Camp que é o núcleo de apoio à Vida de Campinas que é o a mantenedora do cvv aqui na nossa cidade o cvv é o centro de valorização da vida que é amplamente difundido em todo o país daqui a pouco a gente vai detalhar mas em Campinas a nave camp o nave Camp na verdade é que faz essa esse trabalho aqui na cidade eu começo dando as boas-vindas a todas e já uma pergunta pra Dra Karina Doutora hoje o suicídio é um problema de saúde pública sim com certeza não só hoje há muito tempo o suicídio ele é um comportamento eh multifatorial em que ele é considerado como saúde pública uma questão de saúde pública no mundo todo né há dados que já vem sido resgatados coletados em todos os países a Organização Mundial da Saúde principalmente ela se empenha muito em levantar esses dados de mortes por suicídios na verdade os que são notificados que como você disse há muitos casos que não são notificados Então o que nós temos aí atualmente de dado nós na realidade consideramos algo a mais que isso né e em cada região em cada eh continente país com suas características específicas o suicídio ele é um problema que deve ser tratado de uma forma diferente em função da cultura de cada país das condições de cada país então quando a gente observa em termos mundiais eh os motivos depende justamente daquela cultura da da da daquela vivência de como as pessoas vivem em determinados países tem a ver com isso tem a ver com isso sim porque nós sabemos nós vivemos num né num planeta com diferentes culturas né com diferentes condições níveis socioeconômicos né Inclusive a questão socioeconômica numa das principais pontos sobre o suicídio né o sofrimento a as recursos baixos recursos né Por exemplo no Brasil nós sabemos aí que pessoas com menores recursos os indígenas são um grupo especificamente com alto índice de suicídio por questões tanto culturais como questões né de recursos socio econômicos então no mundo todo cada região cada continente cada país Deve cuidar do suicídio né Desse comportamento dessa questão de uma forma a trabalhar a população específica Tá bom daqui a pouquinho a gente volta a conversar com a senhora porque a gente vai falar inclusive desse trabalho desse comitê interdisciplinar da Sociedade de Medicina aqui de campinas agora eu vou dar as boas-vindas a Helena Helena a gente se conhece gente há um tempinho desde a pandemia num grupo de WhatsApp onde naquele aquele momento inclusive o VV fez um duro trabalho aí de conversar com as pessoas que a gente sabe que a pandemia foi teve um aspecto importante aí na saúde mental das pessoas Helena seja bem-vinda prazer de conhecer pessoalmente e já me fala um pouquinho o que é o trabalho do cvv E como que é essa questão da do Nav Camp trabalhar em Campinas especificamente certo o cvv existe desde 1962 na prevenção do suicídio né Eh e ao longo longo desse tempo né como a Kina trouxe são várias questões que influenciam no suicídio né na questão do suicídio e a gente vê percebe mudanças na sociedade que vem acontecendo E aí nesse tempo todo né o cvv vem se adaptando a essas mudanças para conseguir lidar com essa questão e fazer o acolhimento de quem precisa Cuidar de quem procura o trabalho né eh e aí para existir um posto cvv né na cidade é necessário que exista uma mantenedora que vai cuidar da da parte burocrática da existência do posto e a a nave Camp surge em Campinas para que aqui a gente possa ter esse trabalho de cvv né sim o cvv inicialmente ele começa onde começou onde em 62 começou l em São Paulo em São Paulo é o posto Abolição é o primeiro que nasceu lá em São Paulo em 62 é a gente lembra que inclusive teve nessa longa jornada um momento em que o país todo olhou pro trabalho do cvv e se tornou inclusive 188 é um número Nacional sim sim 8 é um número Nacional eh a conquista foi finalizada o projeto foi finalizado lá em 2018 mais ou menos né E foi um bum assim eh uma mudança também né no atendimento porque antes atendimentos eram locais né ligações locais e tal Hoje é ligação do do Brasil todo né que chega aí por exemplo por aquele DDD quando você liga no 188 você cai no no que atende a sua cidade mais ou menos por aí ou não x era né hoje não hoje você liga no C eu posso ligar de Campinas e ser atendido por alguém de Brasília por exemplo po de Natal de Porto Alegre de qualquer canto do Brasil que tenha um voluntário atendendo Ah entendi a gente pensava que o atendimento era Regional Então hoje é independente é nacional O atendimento certo e como que faz para ser voluntário do cvv Como como que funciona isso porque olha eu penso né até porque eu faço trabalho voluntário trabalhar com vidas é uma coisa né bem minuciosa Imaginem numa situação dessa em que a pessoa precisa de um treinamento tem algum perfil específico como que é isso olha para ser voluntário de cvv é necessário ter 18 anos no mínimo e ter 4 horas por semana disponíveis para fazer um plantão E aí para conseguir chegar no atendimento a pessoa vai passar por um treinamento n aí nesse treinamento a gente vai conversar sobre como é a forma do cvv atender é o que que a gente precisa Estar atento né E aí a gente vai desenvolvendo ao longo do curso as habilidades Mas qual não precisa ter feito psiquiatria Psicologia ou ter algum tipo de terapia algum curso de coach nada disso nada disso porque o que que a gente faz dentro do cvv a gente conversa né então conversar todo mundo conversa a gente tá conversando aqui né a gente conversa com o pessoal na fila do banco na fila do supermercado né então a gente aprende a conversar de uma forma diferente sabe que para pensar nesse programa eu assisti alguns trechos mas quero assistir todo né daquele documentário que fala eh suicídio um assunto urgente de 2018 que traz aí vários né especialistas inclusive bombeiros que atuam diretamente nessa prevenção e tudo mais e aí eu vi uma coisa que me impactou no sentido de a importância da escuta e a importância do compartilhar e de tirar esse estigma de quando a pessoa fala assim ah eu tô sofrendo eu tô não sei que eu não aguento mais Ah você tá com frescura Ah tá só falando Doutora me fala desse estigma que infelizmente é uma coisa da cultura do brasileiro isso é infelizmente existe um uma cultura de que aquelas pessoas que querem morrer realmente se matam né E na verdade não é isso né Eh o fato a tentativa de suicídio mesmo que ela não seja efetiva né nós que trabalhamos em pronto atendimento recebemos muito casos de pessoas com tentativa de suicídio que Ainda bem né não terminam em suicídio mas o fato dela ter tentado ou pensar em tentar não significa que ela realmente não queira né a a tentativa a ideação suicida é uma manifestação que deve ser levada em consideração sim e de forma séria Porque por mais que aquela pessoa Não no momento não faça mais tarde ela pode vir a fazer inclusive um dos principais fatores de risco para o suicídio é a presença de tentativas de suicídio anteriores sim né isso os estudos mostram muito bem né então nunca desprezar nunca desprezar uma tentativa uma fala de deação suicida porque se a pessoa ela toca nisso ela realmente de alguma forma tem esse sentimento ela tem esse desejo Ela merece ser ouvida né merece ser considerada sim e aquela famosa frase quando a pessoa enfim às vezes acaba se expressando né olha eu tenho vontade eu senti essa vontade de fazer isso P fal você é louca menina você é louca e muita gente acaba não falando justamente porque não quer receber um tipo de rótulo como esse como como que a gente deve acolher como que a gente deve lidar com isso para realmente a pessoa se sentir à vontade de conversar e esse conversar ele significa até por conta do cvv né que essa dor vai sair ou a partir do momento em que ela é compartilhada e que ela tem um ouvinte ela passa a ter um outro significado como que é isso queria ouvir das duas ah dentro do cvv a gente abre espaço para que essa eh essa confiança exista né porque para eu poder compartilhar algo tão íntimo tão dolorido para mim é preciso criar um vínculo de confiança então a gente trabalha com sigilo né então eh a gente vai conversando e criando um ambiente tranquilo para que a pessoa se sinta segura e e confiante para poder expressar o que ela tá sentindo né então assim nesse criar esse vínculo é eu não vou julgar ela pelo que ela tá trazendo não vou comparar ela com outra pessoa não vou dizer que ela é louca não vou dizer que ah não deixa isso é pouca coisa não é a dor que ela tá sentindo é a dificuldade que ela tá passando e isso precisa ser levado em consideração sim agora doutoras eh as pessoas elas se sentem culpadas por estar tendo esse sentimento muitas vezes sim muitas vezes sim então essa questão do estigma vem muito também em função da própria pessoa né ela se sente culpada ela se sente envergonhada de ter o desejo de ter a ideação suicida por isso o trabalho do cvv é importantíssimo é belíssimo né em que há um recurso em que a pessoa ela pode ligar ela pode desabafar no momento que ela sabe que ela não vai ser julgada é eu acho que o julgamento é o que pesa nesse sentido né porque às vezes a pessoa fala assim ah eu tive esse sentimento Nossa mas você não vê tanta gente aí vivendo acamado E você tem saúde e tá pensando n esse tipo de de intervenção essa escuta julgadora né assim quando a gente ouve um problema o que que a gente foi ensinado a fazer resolver o problema tá né no cvv a gente não vai resolver o problema de ninguém a gente só vai abrir espaço para que ela Organize os pensamentos dela para que ela quando a pessoa você vive uma história e você vai contar isso para alguém Você precisa organizar na sua cabeça para poder colocar em palavras é isso que a gente abre espaço dentro do cvv para que a pessoa Organize a história e quando ela conta ela mesma se ouve e aí ela passa a repensar aquilo tudo que tá acontecendo dentro dela é como se ela reelaborar tudo isso Doutora Exatamente esse trabalho é fundamental porque a gente sabe que muitas tentativas de suicídio são impulsivas na hora da dor na hora do sofrimento intenso a pessoa vai lá e faz e comete a tentativa se ela tem um meio por onde ela consegue falar ela consegue se expressar ela consegue elaborar esse sentimento pode ser que aquela ideação passe que aquela ideação se resolva e ela não cometa a tentativa de suicídio né Então isso que o cvv faz se você tem amigos se você tem familiares que são bem orientados que entendem a importância disso dessa escuta sem julgamento ela pode recorrer a essas pessoas ela pode ligar para um amigo ela pode ligar para um familiar que faça essa escuta pode não resolver na hora sim pode resolver sim pode evitar uma tentativa de suicídio que pode resultar no suicídio então isso pode ser fundamental isso pode ser crucial sim Doutora grande parte das das tentativas né ou dos casos que acabam sendo efetivados tem alguma relação com doenças mentais não diagnosticadas ou na às vezes tratadas incorretamente Olha tem já muitos eh estudos que mostram na verdade sabe--se que ter um quadro uma doença psiquiátrica é um dos principais fatores de risco né para pro suicídio se ela não é tratada ou não diagnosticada é um fator a mais de risco porque aquela pessoa ela não sabe e provavelmente ela tá eh tendo sofrimento que ela poderia est minimizando com o tratamento sim né então com certeza uma doença não identificada não tratada ela tem muito mais risco ela aumenta muito mais a gravidade de uma tentativa é a gente tá falando aqui sobre esse tema né O Setembro Amarelo a prevenção ao suicídio mas a gente tem aqui olha a nossa equipe foi ao centro da cidade de Campinas para saber se a população está informada e quem traz as informações é Alexandra dias a gente vai acionar Alexandra Oi Alexandra Olá Mirna Olá você que nos assiste pelo estúdio Câmara a gente veio até as ruas de Campinas para saber se as pessoas conhecem o Setembro amarelo e o que elas acham da importância de falar sobre esse assunto para tirar um pouco desse Tabu que também existe acerca desse tema vamos lá ouvir o que que as pessoas disseram é um pouco surpreendente até jastra e você conhece o Setembro Amarelo sim e qual a importância dessas campanhas de prevenção ao para que as pessoas saibam onde procurar ajuda eu acho que é interessante porque muitas pessoas elas passam por isso sozinhas não sabe onde buscar ajuda né E você tendo essas informações Você sabe a quem recorrer você sabe que tem um apoio né você não tá sozinha e eu acho bem interessante você conhece o Setembro Amarelo Sim já ouvi falar qual que a importância dessas campanhas para que as pessoas que estão passando por alguma dificuldade consigam ajuda né é muito importante porque a pessoa tem um canal né para procurar uma ajuda como você disse e direcionar né porque Há a possibilidade dessa pessoa não praticar o suicídio e através dessa conversa dessa ajuda né as palavras Elas têm poder então elas vão ajudar a pessoa a não cometer esse suicídio né Há uma chance para essas pessoas Você conhece o Setembro Amarelo sim sim sim sim muito importante né é muito importante porque a vida é o maior bem que a gente tem né Sem contar que a vida é uma só se é uma só a gente tem que dar valor valorizar quem precisa de uma ajuda é bom e procurar uma ajuda tem muito profissional por aí que possa tá ajudando eh as pessoas a concientizar a olhar para cima acreditar que eles são capaz que ele pode que tem um Deus também que venha nos abençoar fortemente nos livrar de todas essas coisas ruim porque a vida é uma só dentro do Setembro Amarelo Você já viu alguma campanha acontecendo eh ou nas redes sociais ou na televisão ou na rua mesmo Sim já vi inclusive no meu trabalho a gente também tem esse trabalho entendeu E e aquilo infelizmente as pessoas elas não vão por causa até mesmo de preconceito da sociedade entendeu de que achar que isso é uma besteira de que ah isso é só simplesmente mente vazia e não é entendeu Isso é uma doença e a gente tem que levar a sério e ajudar o próximo procurar ter empatia e entender a dor do próximo então a campanha ela acaba tirando um pouco desse Tabu você acha com certeza com certeza Paulo Você conhece o Setembro Amarelo Conheço sim qual que é a importância dessa campanha o mês inteiro né mostrando pras pessoas os canais de ajuda e desmistificando um pouco que ainda é um tema meio Tabu né é um tema é um tabu que tem que ser quebrado porque muitas pessoas acham que é frescura mas não é Fresc a gente nunca entende de fato como é a dor do próximo e é importante porque a pessoa tem que entender que ela não tá sozinha sempre perto ou não ela vai ter alguém para apoiar ela e é muito importante porque muitas pessoas tipo na escola é um lugar que Acontece muita gente fica isolada fica de canto e principalmente no ensino médio que as pessoas ficam com muito medo de interagir com outras pessoas e acaba ficando sozinho e quando ela conversa e ela abre a dor pro outro é mais fácil e é mais aliviante eu falo por experiência própria Você já usou algum canal de ajuda já teve uma vez eu acho que é um na internet quando precisa conversar sabe só que eu não lembro o número certo mas precisa conversar e eles te ajudam são meio que psicólogos online Eu acho que é isso daí mesmo eu acho que é esse E aí eles ajudam a gente e para você fez a diferença ligar pro seu bever fez porque eu tava bem triste eu tava bem deprimido eu falava meu Deus que que é isso do nada uma tristeza e é bom conversar e se você não tipo não quiser usar os amigos de perto usa Os anônimos porque é bom colocar para fora que a dor ela sai é isso então Mirna Você viu que a maioria das pessoas conhecem ou já ouviu falar sobre o tema Mas ainda é preciso falar muito mais para tirar principalmente o Tabu Como disse o nosso último amigo a importância do Setembro amarelo é incontestável olha é verdade né E olha a gente teve aí ele nem sabia que a gente vai ter alguém aqui falando sobre esse trabalho né ele mesmo deu o testemunho de que aquele dia não tinha nenhum amigo teve o amigo anônimo para para ouvi-lo né Helena Sim eu falo por experiência própria meso a gente a gente tem amigo para falar de paquerinha amigo para falar de família problema de escola problema de trabalho e a gente acaba escolhendo né algumas pessoas que a gente tem mais afinidade E aí de repente tem algum assunto que eu não quero falar com nenhum desses amigos e um assunto assim mais difícil então procuro o cvv eu mesma uso o serviço né então eu sou voluntária e uso o serviço de cvv quando necessário é interessante que essa esse essa participação da Alexandra trouxe aí várias Vertentes uma vertente que eu acho que é importante claro eu não quero entrar profundamente na questão religiosa Mas também da gente poder separar que a a religiosidade eu acho que ela ajuda mas às vezes também ela tem que ser interpretada de uma maneira que as Eu já ouvi pessoas dizendo para quem tava num com problema e falava nisso Isso é falta de Deus na sua vida e essa fala também ela não ajuda em nada exatamente a religião em si ela é o fator protetor né independente da religião né você ter uma acreditar em algo né isso evita isso ajuda a pensar duas vezes na hora né por outro lado essa fala né falta de Deus entra nessa questão do julgamento né você não tem fé suficiente Então você tá sendo errado e aí ao invés de ajudar só piora entendi uma outra coisa também que foi abordado é a questão da escola inclusive a gente teve recentemente né um caso numa escola particular mas justamente falando da questão do bullying na escola que tem sido um fator aí bem preocupante me falem um pouquinho sobre eh como lidar tem um jeito diferente de lidar com adolescente em relação por exemplo ao adulto ou até mesmo a criança que às vezes a gente pensa que não mas também tem casos de né da de crianças que se vem com essa questão da Saúde Mental como que é isso quer falar Doutora porque dentro de cvv a gente não distingue né Eh a idade a gente não pergunta idade né sexo a gente simplesmente conversa com as pessoas então a gente não faz essa diferenciação eh mas tem números de estudos que mostram o aumento do índice de suicídios entre os mais jovens sim e esse o adolescente ele emite Alerta e em casa porque assim olha eu vou inclusive lembrar a gente abriu aqui o programa falando de Setembro Amarelo as pessoas sabem que é o Setembro amarelo mas vamos lembrar o que por que surgiu Setembro Amarelo Olha tem aqui né esse esse a data de 10 de setembro que que é o dia de Mundial de prevenção ao suicídio ela foi instituída em 2003 pela Organização Mundial de Saúde em 2015 ela passou a ser conhecido por Setembro Amarelo pelas entidades que buscam a conscientização sobre o tema a campanha começou nos Estados Unidos depois que o jovem Mike Mike M cometeu suicídio em 94 ele tinha 17 anos era muito habilidoso e restaurou um automóvel Mustang 68 pintando de amarelo seus pais e amigos não perceberam que ele tinha psicológicos e não conseguiram evitar a sua morte no dia do velório cartões decorados com fitas amarelas foram colocadas em uma cesta e tinha uma mensagem se você precisar Peça ajuda justamente por esse amor do Mark ao Mustang 68 e toda essa habilidade né e por isso a cor amarela a iniciativa então deu origem ao movimento de prevenção ao suicídio que hoje né Faz parte aí do mundo todo para chegarem às mãos das pessoas que precisam de ajuda aí eu pergunto e esse sinal né o próprio a família do M mesmo se mobilizou depois disso porque não tinha observado esses sinais e muitas vezes são coisas que acontecem bem perto da gente e a gente não imagina que um adolescente tá passando por problemas na escola ou por problemas psicológicos como que é isso Doutora Então isso é um ponto muito importante atualmente eh os adolescentes né faixa etária aí dos 10 aos 15 19 anos nós temos visto realmente um aumento do índice tanto de autol lesões quanto de suicídio né você pega os dados aí do último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde que foi de 2019 ele mostra desde 2016 2017 um aumento muito maior em relação às outras faixa árias dos Adolescentes cometendo suicídio né então isso é um grande alerta porque essa a adolescência por si só já é uma fase muito difícil cheia de conflitos né E nós vimos aí principalmente pós pandemia eu atendo Criança e Adolescente então eu recebi muito no meu consultório adolescentes que começaram a manifestar quadros de depressão quadros de ansiedade em função de todas as questões que a pandemia trou né O isolamento social o medo da doença mas principalmente pros adolescentes a questão social a questão dos amigos né O isolamento e depois no final da pandemia o problema da reintrodução à escola da atividade social então eles sofreram muito e t sofrido muito até hoje é eu lembro que a época minha filha tinha por exemplo 16 anos tinha acabado ela tinha feito o primeiro ano do ensino médio quer dizer era aquele momento que tinha acabado de fazer de 15 para 16 ia começar a sair mais com os amigos da escola aquela coisa toda e de repente teve que ficar dentro de casa né eu lembro que na época inclusive ela dança e na época ela perdeu um campeonato que ia ser na Itália de dança ela falou eu não vou dançar nunca mais mas eu falei calma não é só com você é com todo mundo porque o adolescente sempre pensa que as coisas estão acontecendo só com eles né e aíum teve que ter toda aquela conversa eu imagino então a cabeça de muitos adolescentes e ainda bem na nossa família nós não perdemos ninguém mas tem aqueles ainda que perderam seus pais avós e outros parentes ou mesmo ficaram até doentes né exatamente E aí pós pandemia a questão social o bullying hoje é um dos principais problemas nessa faixa etária que causa sofrimento emocional dos adolescentes e que cursa aí com piora dos sintomas aí de de ansiedade depressão e da ideação suicida sim olha nós vamos para um breve intervalo vamos tomar uma aguinha que a gente lembra que no dia da gravação do programa e aqui na região metropolitana de Campinas no Estado de São Paulo a gente tá vivendo aí nesse tempo seco a gente volta já já [Música] [Música] Oi a gente tá aqui falando justamente sobre a prevenção ao suicídio com a Karina Barb que é psiquiatra e coordenadora do comitê interdisciplinar de prevenção ao suicídio da Sociedade de Medicina e Cirurgia de Campinas e o também com a Helena da nave Camp que é presidente do núcleo de apoio à Vida de Campinas eh ela que é mantenedora do cvv que é hoje é um serviço nacional que existe no nosso país desde 1962 a gente fechou o bloco anterior falando sobre adolescentes e a gente vai continuar aqui até porque tem crescido o número de problemas em relação à saúde mental do Adolescente e principalmente em relação ao bullying Doutora Fala um pouquinho mais sobre isso então o bullying é um comportamento que na verdade se a gente for por parar para pensar sempre aconteceu né Nós sofremos bullying na na na infância adolescência mas H recentemente agora essa geração eh o bullying ele tem eh ampliado muito o impacto nos adolescentes né o efeito do bullying as formas de bullying que são realizadas né então ele não é mais limitado à escola o bullying Ele extravasa principalmente com a questão da internet né então quantas vezes nós vimos em inclusive na mídia né adolescentes que se suicidam por terem uma foto espalhada na internet entre os amigos né ou para eh Dea forma mais Ampla E a vergonha que isso causa e tudo mais né então hoje o bullying ele é um problema uma questão que tem que ser levada muito em consideração tem que ser pensada e trabalhada pensando no futuro da desse comportamento para essa fech etária da adolescência se nós quisermos pensar em medidas inventivas pro suicdio Doutora a gente teve recentemente inclusive uma lei que foi sancionada no país considerado bul inclusive como a questão do da principalmente do bullying na internet né como crime e tudo mais mas parece que ainda as pessoas ainda não a gente não teve uma efetiva ainda a resposta é tudo muito novo né então eu acho que é mais a questão de educação mesmo né educação Infelizmente o que nós vemos na prática é que não é tão tão simples na teoria é uma coisa mas na Pr é né nas escolas realmente tem dificuldade de lidar com essa questão né porque os adolescentes eles praticam bullying mesmo e eh eu acredito que essa educação ela tenha que ser muito mais Ampla muito mais divulgada eh eh deve haver um investimento maior nesse sentido pra educação dos Adolescentes dos Pais de professores de outros funcionários da escola para que a abrangência desse comportamento seja de uma forma muito mais efetiva sim mas por exemplo aquela criança aquele adolescente que ele sofre o bullying na escola por que que ele tem vergonha de falar disso na casa dele por que que ele não recorre a família ele tem medo da família tentar impulsivamente que claro a família vai na escola e aí ele esse buling ser redobrado depois é mais ou menos nesse caminho é mais ou menos por aí né aquele adolescente que ele se sente mal por si só né e ele tem medo de acessando a família que a família ao procurar a escola isso se espalha e aí ele sofr um tipo de Retalhação por parte desses colegas que praticam o bullying até porque nessa idade ele quer ser pertencente a algum grupo né isso éo grupo ele quer ser popular né então então ele não quer nada que possa atrapalhar a popularidade ou que possa gerar algum sentimento algum efeito negativo para ele né dele sofrer mais bullying né ou outro tipo de bullying por outras pessoas então muitas vezes a gente vem com adolescente ele sofre calado né e ele fica quieto Tá certo então olha a gente viu aí no bloco anterior que inclusive o último entrevistado falou que já ligou no cvv que é aí o canal telefone 188 e eu já conectei aqui o meu tablet no site do cvv porque às vezes você não não quer ligar quer escrever quer quer um outro então tem várias formas de se comunicar eu vou entrar aqui no site vou ver se a gente já conseguiu ah conseguimos aqui olha Boa tarde como você está se sentindo então é cvv.org.br e aqui eu vou pedir para você eh Helena me ajudar a ah por exemplo então eles TM aqui todos os canais que eu consigo falar no Lig 188 né Aí ele explica 188 é recebe ligação de celular recebe e é tudo gratuito de celular se você achar algum orelhão funcionando também vai funcionar eh é um telefone de emergência né um número curtinho para ficar fácil na memória tá agora o chat Vamos ver que que ele tá explicando aqui olha já foi para uma outra aba olha bem-vindo ao atendimento do cvv via chat aí tem aqui os horários de funcionamento das 8 da manhã de segunda e terça até 1 hora da manhã domingo das 3 da tarde a 1 hora da manhã de quarta e quinta também das 9 horas da manhã a 1 da manhã e sexta da uma e sábado também da 1 hora da tarde a 1 da manhã e aí você clicando no azul você inicia o bate-papo com o voluntário que tá lá do outro lado isso você vai para fila de espera vou pra fila de espera primeiro entendi aí assim que tiver alguém disponível Alguém vai me chamar tá eu vou voltar então a aba pra gente conhecer e-mail Olha eu posso também então mandar um e-mail pro cvv também ele me levou para um outro lugar aí do site falando que eu posso mandar minha mensagem por por um e-mail essa mensagem por e-mail tem um período demora quanto tempo temp para ser respondida como que é isso ela demora em média até 48 horas para ser respondida não é uma conversa online né a conversa online vai acontecer no chat o e-mail é uma uma conversa que vai ter um espaçamento entre uma fala e outra sim agora nesses casos dessas conversas e a pessoa ela deve ligar pedindo essa escuta para si ou às vezes ela pode dizer olha eu tenho um um amigo que tem uma questão vocês podem entrar em contato com ele existe isso ou não não você você VV vai conversar com a pessoa que procura o serviço OK tá então a gente volta mais uma aba que aí é os Ere são os endereços que nós temos aí Que você vai fazer a escolha como o serviço ele funciona em todo o país tem busca por localização Vamos tentar procurar aqui o tem aqui Esses são os endereços dos postos que tem atendimento presencial se você quiser ir até lá no posto conversar com voluntário Campinas tem atendimento presencial não tem presencial São Paulo tem vamos procurar então na capital que aqui acho que eles colocam aqui as cidades Olha eu tô passando aqui essas cidades que tem como opção são as cidades que hoje tem um atendimento presencial é isso americana aqui pertinho são as cidades que tem postos n que tem postos Independente de ser presencial ou não Ah entendi E aí o atendimento presencial é só em alguns deles só em alguns vamos ver o que que eles estão falando aqui de campinas no site Olha ales tem o funcionamento tem quem é mantenedora que é aquilo que a gente falou desde o comecinho só que importante gente ó o cvv ele não atende presencialmente aí tem aqui olha o posto de Campinas posto de Campinas aí como encontrar um grupo de apoio o que que é o grupo de apoio que eles falam aqui o cvv Tem vários tipos de serviço além desse né Eh tem grupos que fazem rodas de conversa tem grupos que eh falam sobre eh o trabalho de eh o gav grupo de apoio aos Sobreviventes do suicídio né então tem vários grupos tem o cicer que é um serviço muito bacana aqui a gente assiste um trecho de filme um vídeo alguma coisa e conversa sobre aquele tema O que foi trazido Quais foram os senos ainda não campo em Campinas é o atendimento 188 188 que o voluntário fica lá na sede atendendo de onde vier essa ligação hoje depois da pandemia a maioria das dos voluntários estão atendendo remotamente Ah tá então existe essa possibilidade olha mais uma possibilidade de voluntariado não tem nem que fazer o deslocamento exato tá muito tranquilo e São fases e São fases que vocês abrem para os voluntários ou sempre há inscrições a inscrição fica aberta o ano todo inclusive é aí pelo site mesmo né você vai ele vai te Direcionar para uma página que você vai escolher para onde você quer se inscrever tá aqui olha gente ó eu já achei aqui seja voluntário Néri isso aí você vai escolher o serviço pro qual você quer seja voluntário e faça diferença exatamente aí vai preencher né Tem uma isso aí tem um videozinho explicando um pouco né sobre o trabalho para você entender para onde que você vai escolher sim ah perfeito Olha então gente quem tiver disponibilidade tem vontade e agora tem essa questão que a Helena colocou que a possibilidade inclusive de fazer remotamente né tem todos os eles vão dar todas as ferramentas para que essa pessoa possa eh atuar dessa forma voluntária e o voluntário tem esse olhar também pro voluntário essa roda de de conversa porque deve ser difícil também às vezes há há casos em que a a pessoa pode ficar um pouco impactada como que é isso sim tem muitas ligações que impactam a gente né histórias que se ligam né eh e aí nós temos encontros mensais entre os voluntários pra gente se cuidar pra gente eh estudar e melhorar a forma como a gente atende a pessoa que nos procura né e também no dia a dia eu tô lá fazendo o meu plantão atendi uma ligação que mexeu demais comigo eu faço uma pausa levanto Vou tomar uma água volto Ah não tô legal ainda eu procuro outro voluntário e chamo ele e falo olha atendi uma ligação não tô bem preciso conversar sobre isso então a gente se ajuda nesse sentido tá olha aqui então tem marcado aqui eu tô navegando enquanto a Helena fala tem a a história um resumo da história do cvv Ó inclusive falando que hoje são feitos mais de 3 milhões de atendimentos anuais por aproximadamente 3.500 voluntários presentes em 20 estados além do Distrito Federal agora Doutora quando a gente pensa nesse atendimento eu falei aqui do cvv e fazendo Inclusive a pesquisa quem quiser entender mais sobre isso eu encontrei um canal bem legal também que é o podefalar.org.br alguém de vocês conhece conhece eu já ouvi falar logo que foi lançado é ele é um canal mais pro adolescente mais pro jovem pessoas entre 13 e 24 anos de segunda a sábado das 8 da manhã às 10 da noite po falar.org.br e para entender melhor também sobre a campanha do Setembro Amarelo A gente tem um site da campanha que é o Setembro amarelo.com Olha que fala Justamente que é da Associação Brasileira de psiquiatria né quando esses sinais que a gente tá falando aqui do adolescente e tudo mais e desse desespero do dos Pais né e o que fazer se eu vou na escola como que eu resolvo eh porque pode haver uma situação Tá bom eu não vou na escola mas então você não vai na escola também meu filho não vai mais na escola meu filho eu vou proteger como ajudar também os pais que começam a perceber essa movimentação do filho e não sabe como ajudar esse adolescente essa criança né é muito importante que os pais sejam orientados né porque realmente nós percebemos na prática que os pais ficam muito angustiados né quando ele tem um Adolescente em casa que vem falando sobre suicídio sobre querer morrer ou pratica alguma lesão no corpo os pais eles ficam muito preocupados e realmente não sabem o que fazer então a Inclusive a abp tá lançando Se não me engano hoje uma cartilha de oração para essa faixa etária cor da questão do comportamento suicida para essa faix etária pra orientação dos profissionais e também para saber como orientar os pais então a nossa eh a nossa indicação é de quê De que quando acontece essa situação que os pais procurem mesmo esses canais ou profissionais em eh serviços públicos Caps raps eh centros de saúde e tal para que que eles possam ter um suporte para saber como lidar com o adolescente Sim a gente percebe a gente tá falando do âmbito da escola porque é o tempo e a convivência social maior né de crianças e adolescentes a gente percebe por exemplo no Governo do Estado de São Paulo existe um programa ele não é perfeito é claro mas existe uma roda de conversa agora conta com um profissional eh da área de saúde mental acho que é psicólogo na verdade para fazer roda de conversa com com os alunos algumas escolas particulares têm esse movimento Nem todas né mas eu acho que é alguma coisa que toda a sociedade tem que começar a se movimentar até porque eh Às vezes o tem a a criança o aluno tentante conta pro amiguinho o amiguinho chega em casa conta pros pais ai minha amiga tentou meu amigo tentou fazer alguma coisa esse pai pega ele fala com a escola às vezes a escola já chama família então e aí quebra o ciclo de confiança o aluno fala Poxa mas e como agir Então como preparar p e também preparar os profissionais da educação Inclusive a gente sabe que muitas vezes a escola é a porta de proteção a muitas dessas crianças e adolescentes por situações que estão acontecendo no âmbito doméstico mas como preparar toda essa sociedade para lidar quando essa informação chega pro am pro pai do amigo que tentante chega pro professor pro coordenador pedagógico como que a gente tem que caminhar nisso Doutora eu acho que é esse trabalho nas escolas é fundamental que como você disse a escola ela exerce um papel fundamental na vida do Adolescente né ele passa a maior parte do dia na escola os amigos os contatos Muitas vezes os problemas estão na escola então que que a equipe da escolar esteja preparada seja recebendo a informação via aluno via via pai via colega para Que ela possa acessar os pais da criança se houver necessidade de comunicar de indicar falar olha Talvez seja interessante buscar ajuda né muitas escolas TM psicólogas outros infelizmente não que podem fazer esse trabalho de fala de interlocução às vezes com o próprio filho com os pais né e tentar H criar aí uma rede criar um um um acesso para os pais poderem ter um suporte a gente tá falando bastante de de adolescente principalmente né de estudantes mas também há casos inclusive eh alguns deles noticiados de pessoas inclusive idosas partindo dessa questão de que hoje a gente tem uma uma população um pouco mais velha e que acaba ficando mais sozinha e tudo mais existe já esse olhar para a população idosa D então a população idosa é outra faix etária preocupante por outros motivos né no caso dos idosos a solidão né muitas vezes o sentimento de não ser respeitado as dificuldades inerentes da idade físicas né de deslocamento de fazer atividade de ter uma Independência eh doenças crônicas que causam dor que incapacitam né então são outros fatores que infelizmente ente acabam contribuindo né pro mal-estar emocional dos idosos né nesse sentido também a orientação principalmente pra família né de procurar um recurso de ter apoio de oferecer ali pro idoso uma uma porta de acesso que ele precise para quando ele se sinta aí em sofrimento emocional Helena apesar de vocês não perguntarem a idade né de quem tá tá falando pela voz muitas vez a gente reconhece e geralmente é o público adulto que que busca essa conversa não mina não é é muito variado né a o tipo de pessoas que ligam pro cvv e não dá nem para te dizer ai é 6% disso 6% daquilo não tem como definir nada disso mas ligam desde crianças até idosos sim agora quando a gente iniciou o drama eu trouxe um dado aqui falando em relação a ao gênero né 12.6 Por para cada 1000 homens e 5.4% para cada 100.000 mulheres né Por que o homem Doutora é o homem Ele comete mais suicídio sim né as mulheres tentam mais suicídio tentam mais tentam mais as mulheres fazem mais tentativas de suicídio mas o suicídio efetivo o homem chega ser quatro vezes mais do que a mulher compreendo isso tem uma série de eh fatores que podem estar relacionados a mulher ela tem uma autoproteção né um pouco maior ela tem preocupações um pouco maiores Então ela tende a usar meios menos letais então por exemplo é muito comum por uso de medicação né então nós sabemos que nem sempre as medicações de acordo com o tipo com a quantidade né causam o suicídio Então as mulheres usam muito mais as medicações como meio de tentativa o homem ele já usa mais meios mais letais mais agressivos então enforcamento arma de fogo que são os que resultam mais frequentemente em suicídio S Inclusive eu tenho um caso em 2015 do de um tio não aqui em Campinas mas lá em Minas Gerais que ele se enforcou no numa situação lá e aconteceu isso mesmo né e as e realmente apesar de estar fazendo tratamento para depressão e pro para transtorno bipolar esquizofrenia tem uma série de coisas lá que ele fazia não foi suficiente para para naquele momento conseguir aí eh de certa forma resolver e impedir que acontecesse isso agora a minha pergunta é justamente Em que casos é necessário porque a gente vem de um processo considerado vitorioso no país que é justamente a gente cada vez menos internar as pessoas com transtornos mentais que é considerado um grande ganho por grande parte da né da da sociedade mas em que situação eh principalmente os transtornos mentais precisam ser Eh recomenda-se aí no caso uma internação ou uma intervenção um pouco mais Eh mais Digamos que mais séria justamente para evitar esses casos para impedir que a pessoa tenha essa possibilidade de tomar essa decisão radical isso é um ponto muito importante para pensar na eh aplicação de medidas preventivas dentro dos serviços de acesso então hospitais UBS scaps né no preparo dos profissionais seja da atenção básica aliás principalmente da atenção básica como serviços terciários por somos nós que recebemos o paciente que chega ou com uma ideação ou com até com uma tentativa de suicídio e isso eh precisa saber ter uma avaliação adequada dos riscos que aquele paciente tá apresentando a ideação é quando a pessoa fica falando sobre isso isso a ideação é a ideia de se suicidar né dentro do comportamento suicida a gente tem diferentes manifestações então a ideação seria uma manifestação inicial então eu tenho eu penso em me matar isso a gente chama de ideação suicida a tentativa de suicídio é quando a pessoa ela faz algo com a intenção de se suicidar então eu tomo medicação né ou eu guardo eh remédio ou eu realmente tento me enforcar ou eu tento dou um tiro e não dá certo ou eu vou lá na ponte fico né Eu quase tá então são movimentos que já referem-se a uma tentativa de suicídio falou inclusive sobre essa tentativa a questão da ponte no documentário que fala sobre eh suicídio um assunto urgente que a gente tem lá um os profissionais gabaritados também falando sobre isso eh o o sargento lá da da da do Corpo de Bombeiros ele fala o seguinte que a gente precisa também ensinar as pessoas a ter empatia e Respeito quando os profissionais estão trabalhando nesse sentido de impedir o tentante quando isso acontece em local público né E que às vezes os profissionais lidam com pessoas que chegam a gritar com quem tá ali falando joga por exemplo né no caso da ponta pula esse tipo de coisa e ele fala que a gente precisa pensar em mais respeito e amor ao próximo naquele momento em que a pessoa tem outras pessoas ali trabalhando para dissuadir aquele ser de fazer né de de se matar e a própria dor da pessoa porque a pessoa deve estar com uma dor intensa e mensurável pros outros que estão olhando aquilo como um espetáculo que não é Exatamente exatamente isso é muito importante porque a tentativa ela é nada mais do que a expressão de uma dor emocional muito forte em que a pessoa ela vê o suicídio como única forma de resolução desse problema então ela está em sofrimento né então isso tem que ser respeitado e tem que ser acolhido com certeza tem que ser acolhido olha inclusive ele fala assim olha o fato de ter pessoas tentando não quer dizer que tenham pessoas morrendo né então eu acho que é bem legal a gente pensar nessa questão de como cada um de nós então enquanto sociedade eh devemos ter esse olhar pro próximo pro amigo do trabalho devemos ter esse olhar pro amigo da escola né às vezes às vezes no no ônibus já me deparei com situações a pessoa Senta do seu lado e ela nunca te viu e ela começa a falar coisas assim e parece que naquele dia a gente vira o cvv ali e e algo muito sério muito importante que a gente precisa acolher né Helena sim eh a gente acho que o a tentativa de suicídio é é a última ferramenta a última alternativa que a pessoa busca né mas a coisa acontece no dia a dia a gente consegue perceber né uma mudança de comportamento ali no dia a dia que poxa essa pessoa não tá legal E aí prestar atenção e tem empatia tem respeito pelo que a pessoa tá passando né ai você chegou no trabalho a pessoa o colega mal te deu bom dia e você já fala ai é mal humorado mas sabe o que que tá acontecendo na vida dele para ele chegar daquele jeito o que que aconteceu no trajeto para cá né Por que não me aproximar daquela pessoa e dizer olha eu percebi que você você tá diferente hoje você quer conversar aconteceu alguma coisa quer falar um pouquinho e aí depois dessa conversa o cuidado de manter o sigilo daquela daquele assunto né Realmente cuidar para que esse espaço ess são pequenos cuidados assim né para ir criando esse vínculo de confiança nós estamos nos minutos finais Doutora uma coisa que me veio agora até por conta de uma campanha que existe e também de casos que nós tivemos aí de pessoas famosas digamos assim pessoas que parecem ser muito alegres muito muito alegres muito sorridentes muito pessoas ai tô sempre de bem com a vida e de repente eh a pessoa comete suicídio como que é também como que a gente vai perceber se parece que sempre tá tudo bem para essa pessoa é pois é né Nós vemos aí na mídia vídeos né montagem de pessoas que suicidaram dias antes semanas né fotos da pessoa ela tá tendo uma vida completamente normal né então às vezes ela tá em sofrimento emocional Ela tá com uma depressão e não expressa e não fal a vida da internet que parece que é tudo maravilhoso tudo lindo exatamente ou então como eu disse às vezes o suicídio ele é muito impulsivo né a pessoa ela passa por um sofrimento passa por uma situação que causa muito sofrimento na impulsividade ela vai lá e tenta suicídio certo então ouvir e acolher ouvir e acolher sempre que acontecer Infelizmente esse um comportamento que a gente não vai conseguir dizimar por completo não vai conseguir né tirar por completo porque existem n fatores n situações que contribuem para pro comportamento suicida Mas o mais importante é se prevenir tentar melhorar amenizar os fatores de risco que a gente sabe que existem sim tá certo Então olha a gente vai falar a gente não falou aqui mas também se você for na sua unidade básica de saúde que são os centros de saúde aqui de campinas pode inclusive pedir o encaminhamento para os caps né que é o centro de de atendimento psicossocial da nossa cidade que geralmente eles dão o encaminhamento também caso você dependa aí do Sistema Único de Saúde Então vou repetir cvv.org.br setembro amarelo.com lá tem várias informações inclusive com campanhas cartilhas explicativas e o podefalar.org.br Lembrando que o cvv você pode ligar inclusive do seu celular o telefone é 188 em todo o país muito obrigada pela companhia até um próximo estúdio Câmara [Música] e [Música]