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30 views Publicado 28/04/2025 HD · 1:05:03

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[Música] Olá, bom dia. Está começando mais um Estúdio Câmara, o nosso espaço diário para conversas importantes sobre temas que impactam diretamente as vidas das famílias brasileiras. Hoje é segunda-feira, dia 28 de abril de 2025. E o assunto hoje, gente, é urgente. É os perigos dos desafios virais na internet. O que começou como brincadeira hoje pode representar risco à saúde e até a vida das crianças e adolescentes. Você sabia que há casos de jovens hospitalizados e até mortes relacionadas a esses desafios? Ao longo do programa, vamos entender o que está por trás dessa tendência tão perigosa, como os pais podem agir e o que a legislação prevê sobre esse tipo de conteúdo. E por isso nós convidamos a psicóloga clínica e terapeuta, ela é especialista em crianças e adolescentes. Conosco ao vivo aqui no estúdio Ana Lu Pires. Daqui a pouquinho a gente conversa com ela e você vai entender o que fazer no caso do seu filho estar participando de desafios da internet e também por Zoom. Nós contamos com a participação do advogado Márcio Estiva, o especialista em direito digital e crimes na internet. Ele vai falar para você o que a legislação prevê e como você pode agir juridicamente diante de uma situação que envolve esses desafios da internet. E você aí de casa, já ouviu falar em algum desafio viral que te assustou? Conhece alguém que passou por isso? Manda sua pergunta, seu comentário pra gente. O WhatsApp é aberto. Nossa produção espera a sua participação. 1997829377. Pode mandar. vai interagindo com a gente, manda a sua participação, a sua dúvida, manda também o seu depoimento. Daqui a pouquinho a gente começa a conversar com você através das suas perguntas e os nossos entrevistados respondendo. Você que tá em casa, muito bom dia, obrigada pela sua participação e audiência. Agora a gente atualiza as notícias aqui no nosso estúdio Câmara. E olha que notícia legal. Bosque do Injectibass recebe festival de orquídeas e suculentas. É o Bosco do Jeibass, todo mundo conhece aqui em Campinas, vai receber a partir de sábado, eh, dia 3 de maio, Festival de Orquídeas, Suculentas e Jardins. O evento, gente, tem entrada gratuita e devecantar os visitantes com uma variedade de 6.000 flores e plantas ornamentais, incluindo espécies raras. A programação em um dos cartões cartões postais aqui do nosso município, vai até domingo, dia 4, e reúne orquidários e produtores de diversas regiões do estado de São Paulo. Então, já coloca na sua agenda. A gente tem aí um feriadão prolongado e essa é uma opção legal de passeio e conhecimento para você que é apaixonado por orquídeas. Informações do Legislativo campineiro. A Comissão de Defesa dos Animais faz balanço das ações do DPBE. Eh, e é hoje, né, às 4:30 da tarde, eh, nós temos, então, a terceira reunião ordinária do ano para fazer o balanço das ações executadas pelo Departamento de Proteção e Bem-Estar Animal aqui de Campinas, o DPBE, que faz parte da Secretaria Municipal do Clima, Meio Ambiente e Sustentabilidade. O encontro presido pelo vereador Permínio Monteiro vai contar com a presença do secretário da pasta Brzd Santos Adega Júnior. O Departamento de Proteção e Bem-estar Animal foi criado em 2014. para garantir, entre outras medidas, o equilíbrio da proteção ambiental com ações integradas de proteção, defesa e bem-estar animal, atuando na elaboração de políticas públicas e também na proposição e cumprimento de normas e padrões relacionados aos animais domésticos e selvagens do município, tá? Lembrando você que a reunião é aberta à população e vai ser realizada no plenarinho da Câmara de Campinas e também transmitida pela TV Câmara Campinas aqui na sua televisão e também no YouTube. Você pode participar da forma que você quiser e puder, combinado? Lembrando também que hoje eh às 6 da tarde, a partir das 6 da tarde, tem reunião ordinária no plenário da Câmara. É a 23ª reunião ordinária do ano de 2025 e você pode participar. presencialmente no plenário ou através da TV Câmara Campinas. Você pode assistir e participar também através do nosso canal da TV Câmara Campinas no YouTube. Informações OK, vamos para a previsão do tempo. Você sentiu alguns chuviscos hoje pela manhã? É, eu quando estava vindo para o trabalho percebi que estava choviscando, né? E hoje nós temos então previsão mínima eh 18, máxima 24º. E aí a previsão agora de manhã é de tempo nublado, mas à tarde, de acordo com a previsão do tempo, nós poderemos ter chuvas isoladas aí no decorrer do período, tarde e noite, tá certo? É a previsão do tempo típica de um outono brasileiro. Vamos lá então, gente. Valeu. Previsão do tempo. OK. E agora é hora de conversar com você e com os nossos entrevistados. Nos últimos anos, a popularização das redes sociais trouxe à tona uma série de desafios virais que viralizaram entre adolescentes, prometendo aceitação, curtidas e visibilidade com consequências graves. Quem é que não lembra dos desafios da baleia azul? Desafio do desodorante, o desafio da canela. Pois é, eles já causaram hospitalizações, crises respiratórias e até moras. A Sociedade Brasileira de de Pediatria alerta: esses conteúdos muitas vezes envolve risco de morte e crianças podem ser induzidas a participar sem plena consciência dos perigos. Para falar sobre os impactos emocionais desses desafios, está comigo aqui no estúdio a psicóloga clínica e psicoterapeuta especialista em crianças e adolescentes. A gente eh agradece a participação dela na Lupir, seja muito bem-vinda. Obrigada pela sua presença. Obada. Agradeço. Muito bom. Maravilha. A gente vai falar desse assunto, gente, que eh tem eh causado preocupação aos pais, né? Porque é importante a gente ficar por dentro do que a legislação diz sobre isso, né? Sobre esse desafio da internet. É por isso que nós vamos falar pelo Zoom. Nós vamos falar com o advogado Márcio Stevel. Ele é especialista em direito digital e crimes na internet. e ele vai falar sobre a legislação, né? O que a legislação prevê. Doutor, seja muito bem-vindo, muito obrigada pela sua presença. Bom dia. Bom dia. Muito obrigado. Eu que agradeço o convite. Muito bem. E você que tá aí do outro lado, já pode mandar pra gente a sua participação através do nosso WhatsApp, tá aqui na tela, QR code também, entrar direto em contato com a nossa produção. E agora, eh, a gente fala que, infelizmente, após duas crianças morrerem, né? entre março e abril deste ano, por conta da inalação proposital de aerosol presente em Desodorantes, em um desafio proposto na internet, a Sociedade Brasileira de Pediatria emitiu um alerta sobre o comportamento de do risco, né, em jovens. A entidade reforça a importância dos pais, educadores escolares e profissionais de saúde mental para que trabalhem com as crianças e adolescentes, né, para eles estarem atentos aos riscos e conversarem sobre esse tema. Entre 2014 e 2025, pelo menos 56 crianças e adolescentes, de 7 a 18 anos, morreram ou tiveram ferimentos graves após participarem aí de jogos ou desafios online, segundo eh dados do Instituto eh Dim Cuida, citados pela Sociedade Brasileira de Pediatria. Então, eh eu começo perguntando pra nossa psicóloga, né, Anal, o que leva uma criança ou adolescente a se engajar nesses desafios perigosos? É possível dizer que esses desafios são um um grito de socorro? Em alguns casos, há uma ligação direta com a saúde mental dessa criança e desse adolescente na Lua. Qual que é a avaliação psicológica diante eh eh dessa situação? É, nós temos que ver em primeiro lugar que esse advento da internet eh está aqui na nossa civilização há pouco tempo, né? Então, nós estamos vivendo nessa situação, nesse nesse encontro com essa nova ferramenta, a questão de que a internet é 50 anos, a popularização uns 25 anos, o a internet no bolso da das pessoas com facilidade em qualquer lugar há uns 10 anos. Então, dentro disso, a gente vive numa sociedade aonde nós encontramos uma ferramenta que nós ainda não aprendemos a lidar, né? Então, nós estamos lidando com algo que que está no nosso universo da do qual a gente ainda nem lidou. Então, existe todo um contexto que envolve essa eh essa questão do que como eu utilizo essa ferramenta, né? Como que eu faço para utilizar essa ferramenta e o quanto isso vai impactar na minha vida. Então tem ão são várias várias questões, né, que de todo um contexto de da do ambiente que a pessoa vive, de como ela é assistida, que vai estar interferindo ali na na relação dela com essa ferramenta, como ela usa e aquilo que retorna, né? E sim, você perguntou sobre a questão de saúde mental. Exato. Uhum. Né? Lógico, se você tem uma hiperestimulação, principalmente a gente falando em termos de criança e adolescente, que são ainda estão constituindo ainda a sua as suas conexões neurais, né? Então, como que aquele aquela quantidade enorme de estímulos de de eh vai interferir na na no desenvolvimento dessa criança, desse ser humano, que ainda não tem as suas regulações prontas, né? os seus sistemas, né, de autorregulação, seu sistema de recompensa, ele não tem nenhuma regulação de nós adultos já pega o celular para fazer uma pagar uma conta e começa a ver um monte de coisa, esquece do que que ia fazer. Imagina um ser humano e ainda tá desenvolvendo essas funções neurais, como que é essa ferramenta na mão desse ser? É muito mais delicado, né? Na realidade, esse tema é um tema extremamente importante de de que o a sociedade precisa olhar para isso, que tá acontecendo com os nossos jovens, né, com essa situação. Isso isso deflagra um monte de coisa, na verdade, né? É um tema muito importante, envolve questão psicológica, mas também envolve a questão jurídica, né? E Dr. Márcio vai falar pra gente eh quando um desafio viral leva a ferimentos ou morte, doutor, a responsabilização legal de quem nesse caso? Eh, como que a família deve agir? Qual que é a responsabilidade legal? Quem é que vai responder por isso, doutor? Perfeito. Eh, quando nós trabalhamos nesse sentido, né, com um caso desse, né, ao meu ver, é um caso gravíssimo, eh, nós envolvemos em diversas responsabilidades. Inicialmente, nós consideramos que a responsabilidade, obviamente, da pessoa que está induzindo, digamos que um comportamento de esse, seria, por exemplo, um um usuário da rede social ou de algum aplicativo que esteja já fazendo algum conteúdo ou estimulando os outros a fazerem isso. Nós trabalhamos também com responsabilidade das próprias plataformas de rede social, eh, pois elas têm a a obrigação de fazer, digamos assim, um filtro, né, uma moderação do conteúdo que tá sendo divulgado, eh, assim como também a responsabilidade dos pais irresponsáveis de acordo com a ocorrência da situação, né? Então, se, por exemplo, há um caso em que os pais têm ciência que tá acontecendo, eles também são responsáveis eh por um eventual ocorrido. Então, são diversas frontes, digamos, que nós trabalhamos no sentido da responsabilização. Então, cada um de com a sua, digamos que com a sua parcela de responsabilidade, eh, de acordo com a gravidade do ocorrido. Muito bem. Quando o doutor fala sobre a responsabilidade também dos pais, né? Eu pergunto para você, NaU, e aí como que os pais devem identificar os sinais de que uma criança pode estar participando, né, ou sendo influenciada por esse tipo de conteúdo? Porque também pode ser influência de alguém que ela conheceu na internet e vai entrar lá onde tem esse tipo de conteúdo para testar, para se validar como que os pais, quais são sinais, né, que a gente pode nos atentar para perceber que a nossa criança ela está eh eh nesse perigo. É, quando a gente fala de os sinais que o nosso filho está nos dando, isso nos fala de de que relação eu tenho com essa criança, como que eu a sinto, como que eu a percebo, qual é a minha conexão com essa criança, né? Minha conexão com esse ser, né? Como é que é que nós interagimos, como eu percebo que que meu filho tá um pouco mais irritado, né? sinal típico, básico, geral, a gente poderia dizer que o jovem começa a ficar mais isolado, começa a ter uma certa urgência, né? Ele quer ir, ele quer terminar logo ali para voltar pra internet, eh começa a ter uma irritação. Então, então o isolamento, a irritabilidade, a mudança de humor, isso daí já é uma boa noção de que algo está acontecendo, né? que o jovem ele demonstra através das suas ações, dos seus atos, eh, não fala: "Olha, tô sentindo isso, pensando naquilo". Então, são mudanças comportamentais, né? E lógico, cada pai, cada mãe, dependendo da sua conexão com essa criança, com esse filho, vai tá percebendo coisas antes, né? Ou ou depois da do acontecido, né? Da. Então, quando a gente vê esses casos de extrema que chega no ápice, você vê que conexão que esse pai tem com essa criança. Quando você vê eh esses meninos que trabalham com fazem os vídeos Uhum. né? Aonde tava esses pais enquanto essas crianças estavam fazendo esses vídeos, né? Essas pessoas eh crianças, adolescentes faziam isso. Aonde que tava? Qual a supervisão que esse jovem tem, né? Então a gente questiona muito dentro desse tema qual a conexão que os pais, começando dos pais, porque é uma questão social, não é uma questão só dos pais, mas a a qual a conexão pô que esses pais têm, né, eh, com esses filhos? Importante, né? Como que tá a sua conexão em casa com o seu filho, né? quando ele vai pro quarto, nós já falamos aqui, tivemos um programa, três, três programas falando daquela série adolescência, né? E isso é muito importante a gente tirar como exemplo e e prestar muita atenção, né? A conexão que você tem com seus filhos, realmente está conectado com o filho ou o filho está conectado com o externo, né? E aí a justiça brasileira trata como, Dr. Márcio, os casos de incentivo, né? Porque a gente fala que eh eh tem pessoas que criam vídeos, que distribuem vídeos na rede, incentivando o jovem adolescente a automutilação, né, a esses desafios. E a justiça brasileira, ela trata de que forma? Tem alguma jurisprudência? Tem algo que que está sendo em trâmite? O senhor pode explicar pra gente eh eh qual que é o tratamento da justiça referente a esses casos? Perfeito. A legislação brasileira atualmente eh, ela trata isso de forma com muita seriedade, né? Nós consideramos que temos a existência de leis gerais a respeito disso, no caso o o Instatuto da Criança e Adolescente, Código Penal, até mesmo leis mais específicas, no caso que tratam na internet, como até o marco civil da internet, por exemplo. Eh, mas quando nós tratamos especificamente de questões que envolvem induzimento a a automutilação ou até casos mais graves do ao suicídio, existe eh no caso um código eh um um um artigo específico no Código Penal que trata a respeito dessa situação. Então, a pessoa que, por exemplo, tiver praticando um vídeo, estimulando a esse tipo de comportamento ou então criando desafios, né? Porque muitos desses jovens e adolescentes eh se reúnem, né, em em grupos de aplicativos eh da internet, enfim, no celular e no computador e a partir desses grupos que surgem esses desafios. Então, o sujeito que, digamos, que está criando um um zimento, uma facilitação desse tipo de ocorrência, ele vai responder tanto na esfera cível, obviamente pode ter que tem que pagar uma indenização ou ser responsabilizado de alguma outra forma na esfera cível, mas principalmente na criminal, ou seja, induzir a autostutilação, induzir eh eh o suicídio ou alguma outra forma de comportamento que seja prejudicial ao próprio jovem ou a terceiros. Isso é crime, está previsto no Código Penal e justiça brasileira condena sim eh esse tipo de situação. Então, eh eh é algo que a nossa lei já prevê e que de fato eh eh quando houver ocorrência dessa situação, ela vai unir na maior civilidade possível. Muito bem, doutor. E qual que é a primeira atitude, né, que os pais devem ter quando a gente fala de justiça, né? vai procurar quem? Vai fazer como? Eh, se eu percebi que o meu filho está envolvido nesse desafio da internet, eh, eu preciso ter provas, como que funciona? Qual que é o primeiro passo da família? Perfeito. O primeiro passo nesse tipo de situação, eu considero que é produzir as provas, pois a internet, as provas estão sempre, digamos que sendo criadas rapidamente. A a o o a informação está correndo muito rápido. Então, é produzir as provas. E quando eu digo produzir as provas e armazená-las, seria, por exemplo, tirar print, né, salvar imagens da da do do corrido, eh, fazer um vídeo às vezes até eh, enfim, conseguir produzir provas para que seja possível eleválas aos autoridades, no caso, a partir dessas provas, eh registrar um boletim de ocorrência até fazer denúncia dentro da própria eh plataforma, né, para, por exemplo, derrubar um conteúdo ou só para demonstrar que você está denunciando um ocorrido, eh, levar isso às autoridades, como disse, registrar um boletim de ocorrência, eh, a delegacia ou então fazer uma denúncia no Ministério Público. Eh, e sempre, no caso que houver a necessidade levar isso a ter um profissional, no caso seria um advogado ou alguém especializado na parte eh eh de informática para auxiliar justamente eh eh não somente na preservação dessas provas, mas para conseguir responsabilizar os responsáveis eh por estar, digamos que praticando esses atos. Muito bem, Dut. Agora é uma curiosidade, né? A gente fala de internet e aí estamos falando de crimes, né, cibernéticos, coisas da internet. E aí quando a gente fala de internet a gente tem uma proximidade, mas se a gente for parar para analisar é uma distância muito grande, porque a nossa criança, o nosso jovem adolescente tá lá dentro de casa no quarto, né? A pessoa que tá produzindo conteúdo ou, enfim, o a o envolvido vai saber Deus onde é que ele está. E qual que é o tempo que que que se demora, né, até encontrar essa pessoa? Hoje a justiça tem mais agilidade porque eh é uma distância considerável se a gente parar para pensar eh da criança, do adolescente que está ali dentro do quarto, né, na internet e a pessoa que tá produzindo e incentivando esse tipo de ação. Sim, esse é um dos maiores desafios que nós encontramos atualmente na parte eh judicial envolvendo a internet, pois a informação de eh na internet ela é disseminada de forma muito mais rápida do que digamos que os atos judiciais em si, atos da tanto da da parte judicial quanto eh das das autoridades policiais. Então, eh é um desafio realmente muito grande porque isso envolve você quebrar várias barreiras, né? Nós temos, por exemplo, que existe um um sujeito criando um conteúdo, digamos que do outro lado do mundo, ou então que seja dentro do Brasil, mesmo que seja no norte do Brasil e é uma situação que tá ocorrendo em São Paulo, por exemplo, né? Eh, eh, nós temos uma barreira geográfica e também uma barreira burocrática até mesmo para conseguir fazer toda a identificação, né, digamos que fazer toda a cadeia, né, de acontecimento, de de de investigação, até você conseguir chegar propriamente até o sujeito e responsabilizá-lo eh de acordo com seus atos. Esse eu acho que é o principal desafio atualmente. Eh, já há um desenvolvimento muito maior do que era antigamente, né? eh eh a a tecnologia em si, a própria justiça está se adaptando muito mais rápido à tecnologia atualmente, mas ainda há essa barreira que envolve questões burocráticas e que certamente isso pode ser melhorado eh na esfera legislativa, né? Isso é a a ân federal mesmo. Muito bem. E é importante, né, essa atualização, esse melhoramento, porque a gente tem visto eh crianças se envolvendo cada vez mais nessa questão de desafios na internet. Agora eu venho paraa nossa psicóloga e pergunto para você, Malu, como é que os pais podem educar emocionalmente seus filhos para resistirem, né, essas pressões, né, eh, eh, de, poxa vida, vai lá, faz um desafio, mostra que você é o cara, né? vai lá, faz isso e traz para mim o resultado. Como é que a gente deve educar os nossos filhos na parte emocional, né, e para ou então eh fazer com que esses adolescentes, essas crianças, eles tenham conosco um diálogo aberto, sem medo de de repressões. Como é que a gente deve fazer isso? Uhum. Muito bem perguntado. E é uma questão muito importante isso, esse esse meu jeito de me eh relacionar com meu filho. Uhum. Aí você começou a falar na hora eu me lembrei de uma cena que eu vi uma vez na pracinha que eu tava sentada do lado tinha um casal e e eles estavam com uma criança de uns 7 anos e de repente a criança começou a subir um uma grutinha que tem ali e foi foi escalando. Então para ele era um desafio ali, né? Ele tava ali subindo devagar, tal. Eu até tava observando e o casal lá conversando ou no celular, não me lembro. demorou pro casal perceber que ele tava subindo ali. Até que de repente a mãe viu, quando a mãe viu a criança subindo, ela deu um grito. Cuidado, você vai cair? Uhum. A criança levou um susto que quase caiu realmente nesse momento. E aí ela chegou perto da criança assim e a criança apavorada, não sabia mais se continuava subindo, se descia. Ela já já não sabia nem descer mais de do pavor que a criança entrou. Que que acontece? Essa mãe, lógico, ela tava preocupada querendo fazer o melhor pro filho, mas essa mãe, ela foi lá e desempoderou a criança, né? Então, ela teve uma atitude aonde ela tirou da criança, né? Lógico, a gente se assusta, mas vamos lá, olha, você consegue, você tá subindo aí, vamos tomar cuidado. Olha, presta atenção onde você tá segurando. Muito bem. Uhum. Né? Então assim, a gente tem que mudar a a nossa forma de interagir, não aquela forma imperativa, faz isso, faz aquilo, não sei quê, ou muito permissiva, né? Porque ou somos imperativos e determinantes, ou somos muito permissivos porque temos dó, porque estamos nos sentindo culpado porque não temos tempo de de estar com o nosso filho, porque isso, porque um monte de questões, então é permissível demais, porque eu apanhei muito agora não agora além de eu não bater, que realmente, né, não é o adequado, mas eu também permito muita coisa. Então assim, começa a ter um um controle. Por exemplo, os jovens hoje fazem pouquíssimas coisas dentro de casa. Por que não começar já a explicar que você precisa colaborar? Eles tm, ah, porque tem muito tempo livre. Tem tempo livre porque não ajuda em nada, né? Crianças pequenas já podem começar ter atividades, compartilhar, então conversar, né? ter aquele momento, eu e você agora sem celular, ter, né, lógico, de gradualmente com a idade da criança, ter o seu tempo, seu horário e ter tempo de conversar. Tem mãe que fala: "Chega em casa, meu filho, não deixa eu fazer nada porque eu tenho que fazer janta, tenho que fazer is a criança fica grudada porque a criança tá precisando de uma nutrição emocional. Ela tá precisando de se relacionar com a mãe ou com o pai. Então chega, joga a bolsa do lado, deita com a criança no tapete e conversa, dá atenção. Uma vez uma cliente, eh, foi um caso assim, eu falei para ela, larga tudo, fica lá 15 minutos pelo menos conversando com o seu filho, conversa, pergunta, fala, fala do seu dia, nutre essa criança emocionalmente, se conecta com essa criança, depois ela relaxa, né, e você pode fazer suas coisas. Então falta isso, a gente lembrar que nós precisamos de ter esse momento de nutrição emocional, de conexão, porque a criança tá muito mais conectada com a internet do que com os próprios pais, né? Então esse é é algo assim que é base para esse para essa problemática também que a gente tá vivendo, sem falar de outros órgãos políticos, sociais, comunidade. Uhum. Mas a a base, o cerne tá ali na família, né? É a conexão, né? A conexão entre a família, pais e filhos. Agora, gente, eu quero falar um pouco do Instituto de Me Cuida. Eh, eu, eh, buscando informações pra gente trazer esse tema para vocês, eu encontrei o Instituto de Me Cuuida, que foi fundado em 2014, após Demétrio Jereissat perder o filho Dimitri de 16 anos. O Dimitri, ele foi vítima dos desafios virtuais e perdeu a vida praticando o jogo do desmaio, visando preservar a vida de outros jovens, o Instituto de Micuida, ele desenvolve pesquisas e estudos e mantém uma troca permanente de informações com outras entidades no Brasil e no mundo, né? Eh, produção, pode mostrar a página pra gente? Na página do instituto tem um mapa, gente, que mostra que em 11 anos, 11 anos, olha isso, o instituto já listou 56 vítimas de crianças e adolescentes no Brasil. São vítimas de brincadeiras perigosas, né? E aí esse site ele traz informações, ele traz os riscos, as motivações. Importante demais. Os desafios na internet levam a práticas de sufocamento, autolesão, agressão, né? E é importante, olha só, esse esse mapa aqui, quando a gente abre esse mapa, pode acessar lá depois, é Instituto de Me Cuida, esse site ele é muito importante para que os pais acessem, deem só uma olhadinha, tem informações, produção tá tentando abrir o mapa aqui para vocês, mas tem informações, gente, é do Brasil todo, né? E são pontinhos vermelhos que mostram eh cidades, estados onde eh tivemos crianças vítimas eh desse desses desafios, né? são práticas que levam aí a a a infelizmente hospitalizações e mortes. Nós temos um vídeo que foi produzido pelo Instituto de Me Cuida, um vídeo muito interessante que conversando com a produção, nós optamos em exibir para os nossos telespectadores e eu gostaria da atenção também de vocês, nossos entrevistados, porque depois eh eu queria que os dois eh dessem a sua opinião referente a esse vídeo, porque às vezes a gente fala assim: "Ah, vai chocar". Mas eh você não choca, mas a internet choca. Você não choca, mas a o conteúdo que seu filho está vendo, sem a sua permissão, sem você saber, pode ser que esteja chocando ele também. Então a gente vai exibir um vídeo, ele é rapidinho, então eu peço aí a atenção de vocês, pessoal que tá em casa, preste muita atenção nesse vídeo e daqui a pouquinho a gente já começa a interagir com você, os nossos telespectadores que estão mandando as perguntas, já os nossos entrevistados começam a responder vocês, tá? Então, produção, pode soltar o vídeo. Preste preste muita atenção no que diz aí eh esse vídeo produzido pelo Instituto de Me Cuida. Vamos atenção crianças para os três desafios estúpidos que podem te mandar direto para o Beleléu. Cavar um buraco até a China, ser dentista de uma cobra, bem. Banho de banheira com tubarão. Esses desafios são só piadas, mas a internet está cheia de brincadeiras. realmente [Música] perigosas. São brincadeiras com buzina, camisinha, silver tape, coisas que entre amigos a gente nem sempre percebe o risco, mas tem que ficar bem ligado para não confundir brincadeira com [Música] cilada. É porque uma brincadeira que não afetou um amigo pode ser fatal com você. Mostre que quem pensa o desafio de verdade é quem fica de fora. Explique os riscos para eles. Nunca compartilhe os desafios e tenha coragem de dizer não. Coloque sua vida em primeiro lugar. [Música] Muitos jovens e crianças foram vítimas dessas brincadeiras por não saberem. Agora você já sabe. E o seu compromisso é compartilhar este vídeo em suas redes sociais. [Música] de me cuida, um instituto que eu descobri pesquisando sobre esse assunto e é algo que o pai passou por essa situação da perda de um filho por conta de desafios e hoje trabalha com uma equipe trazendo informações e tentando impactar jovens, famílias, né, ã, para para essa situação de desafio, né? Olha lá, nós temos o mapinha, ó, em vermelho, tá lá Campinas. né? Tem São Paulo, lá em cima, Belo Horizonte, Sergipe, olha só, né? Alagoas, Salvador, lá em cima, Rio Grande do Norte, Fortaleza. Gente, isso acende um alerta muito grande. Esse desafio ele está por todo o Brasil e nós precisamos sim impactar essas crianças, né, Dr. Márcio, eh, por gentileza, qual que é a avaliação que o senhor faz sobre essa forma de impactar? Porque muitas pessoas falam assim: "Ah, a gente tem que eh cuidar com o que a gente mostra pros nossos filhos, o que a gente eh exibe, né? Deixa os nossos filhos assistir, porque isso pode impactar. Daqui a pouquinho eu pergunto pra nossa psicóloga sobre esse impacto, né, mental que que muitas pessoas falam, mas na questão jurídica, Dr. Márcio, qual que é o impactar, né? O que que a gente pode, até que ponto a gente pode chegar e qual a avaliação que o senhor faz desse instituto e também desse material que nós exibimos agora? Perfeito. Eh, ao meu ver, o que o instituto faz é maravilhoso, na verdade, é no intuito justamente de criar essa essa sensação de que eh esse tipo de ocorrência é de fato algo muito grave que não envolve somente um crime em si, mas pode gerar diversos eh prejuízos tanto na saúde até a questão eh de morte nos casos mais graves. Eh, eu acho que é muito importante apresentar isso eh para as crianças, para os adolescentes e também até os pais, né, para saberem a gravidade disso, o quão importante é eh passar essa orientação, porque tem muita gente que não sabe. Acho que realmente é uma brincadeira inocente que vai, enfim, ocasionar em alguma situação de graça ali, algum só um vídeo pra internet, mas que na realidade pode gerar um prejuízo, né, uma consequência muito grave. Então, embora seja eh digamos com uma sensação de de você tá impactando, né, de uma forma apresentar uma uma uma imagem dessa, uma digamos que as consequências disso, mas o impacto de você mostrar isso é justamente no intuito de orientar. Eu acho que eh mostrar que não se trata simplesmente de uma brincadeira inocente, que sim algo que pode ocasionar em situações mais graves e principalmente levando eh exemplos de situações que já ocorreram anteriormente, servem muito justamente para mostrar eh eh as consequências que podem levar uma brincadeira dessa. Então eu acho é sensacional esse vídeo e também o o instituto, né, o o o que ele vem promovendo e o o o quanto isso pode auxiliar realmente eh tanto os pais quanto eh eh os próprias crianças, os adolescentes e até mesmo escolas, né, institutos, enfim, eh no intuito de orientar realmente e demonstrar o quão grave é essas são essas brincadeiras. É um assunto importante, precisa ser falado, precisa ser debatido, né? Na Lui, você viu que a gente trouxe um vídeo, ele no início a gente começa com uma brincadeira, mas depois mostra que é algo sério. É importante a gente mostrar pras nossas crianças o risco que elas correm, né? Sim. Eh, falando ainda do instituto, tem uma ferramenta ali, tem eh pros pais estarem investigando até aquela pergunta que você falou para mim de eh quais são os sinais? Então, tem um mecanismo ali, eh, que eu não sei se é através de perguntas e respostas ou são orientações. O pai que tá na dúvida, né, o que que tá acontecendo, tal, tem essa orientação ali dentro desse desse instituto. O vídeo em si, eu achei que tá também legal, foi bom, né? Tem que impactar um pouco, mas não é nada a nível de trauma. Sim, né? Eh, mais que você perguntou mesmo? Eu perguntei para você que que a importância, né? gente mostrar realmente paraas crianças e pros jovens isso e e mostrar igual na questão do mapa ali, né? É coisa que acontece em todo o Brasil. Você pode perceber ali que os pontinhos vermelhos eles estão cercando, né? E e é e é isso que eu te falei, a importância da gente tá mostrando, impactando as crianças. E ó lá, tá lá no no a a produção colocou na tela o institutodemicuida.org.br. do BR. A situação é, né, de um pai que perdeu filho e hoje trabalha com famílias eh fazendo a prevenção. Ô, gente, seguinte, Nalu, nós temos perguntas, muitas perguntas, né, e a gente precisa começar a atender os nossos telespectadores, Dr. Márcio, e a produção já coloca pra gente, então, as perguntas, pode ser que venha direcionada ou então a gente faz um pingpongk, combinado? Então, vamos lá. Carla do Jardim Proça, muito bom dia, obrigada pela sua participação. Ela diz: "A maioria que aparece nos desafios é menor. Se há limite mínimo de idade nas redes, como tem acesso tão fácil? Os pais não deveriam ser corresponsáveis também? Uau, Dr. Márcio. E aí, né, a a Carla dizendo, né, que a maioria mesmo é são os desafios são menores, são menores. E aí, qual que é a responsabilidade dos pais nesse acesso do menor eh esse tipo de conteúdo? Perfeito. Eh, de fato, as redes sociais, elas têm uma idade mínima para serem utilizadas. eh, no caso, elas próprias já criam as regras, eh, não permitem, né, que crianças, né, normalmente menores de 14 anos, eh, utilizem essas redes sociais. Então, há de fato uma limitação nesse sentido, porém eh eh a própria pessoa na hora que vai criar um usuário numa rede social que informa, né, a a a idade dela. Então, no caso, uma criança, ela para criar um usuário e, digamos, mentir a idade é muito fácil, né? Ela pode simplesmente colocar que ela tem 18 anos, 20, 30. Eh, e com isso acabando tendo acesso a a à rede social em si. É aí que entra realmente a figura dos pais responsáveis. Eh, eles têm de fato eh eh responsabilidade pelo que os seus filhos estão acessando e principalmente pelo que eles estão fazendo na internet. Então, eh, se, por exemplo, houver um caso em que os pais têm ciência que os filhos estão utilizando redes sociais, estão tendo acesso a esse tipo de conteúdo, que estão praticando esses desafios, essas brincadeiras perigosas, eles podem sim responder por algum tipo de omissão nesse sentido. Então, eh, é uma obrigação dos pais de fato estarem, digamos que tendo uma cautela e um controle do que os filhos estão realizando na internet. Muito bem. É, tudo começa pela base, né? E a gente precisa estar atento aos sinais e fazer, né, uma uma fiscalização de vez em quando aí no notebook, no computador, enfim, no celular. É importante. Vamos lá. 8:39. Hora, passando rápido nessa segunda-feira, hein? O Marcelo do Jardim em Santa Genebra. Está faltando jogo de verdade como antigamente. Vocês não acham? Essa geração abusa. Cadê o bom e velho? pega pega sem precisar ir por para o hospital depois. É isso, né, Nal? Falta, né? Falta. Sim. É. Eh, quando a gente fala de de você tava falando dos pontos no Brasil e tal, se a gente for analisar, aonde possivelmente pega mais essas situações, são grandes cidades. Uhum. Perfeito. São nos lugares onde os jovens não têm espaço, né? E e isso hoje eu venho aqui em nome dos jovens até a falar que nossos jovens precisam de espaço para eles eh brincarem, correrem, jogarem praças de esporte, gente, praças de esporte nos bairros, né? Não é um investimento que não é um investimento tão caro, tão difícil, né? o quanto a pessoa tá aí precisando de estagiários até e professores de educação física poderiam ser contratados para ter lá durante o dia várias atividades acontecendo ali, né? Um espaço para ter aula de música, teatro, né? Eh, os jovens eles querem interagir, eles querem se conectar, eles querem estar eh fazendo coisas, se desafiando, né? né? Quando a gente fala de desafio, o jovem ele quer se desafiar, né? E ele quer se desafiar eh de preferência até, mas só que ele nem sabe, com algo mais saudável, mas ele vai no que tem. No mundo físico não tem, eu vou pro mundo virtual, né? Sem a autorregulação, sem o o nível de compreensão adequada ainda para saber o que que é saudável, o que que não é, eu vou no que tem. Mas se ele tem ali a opção de fazer esportes, né, de fazer artes, então ele vai em busca daquilo. Então é uma questão social, não tem muito investimento, né? As praças na nossa cidade elas são restritas, as que tem são restritas, estão fechadas. Inclusive, faço um alerta aqui agora para que abram as praças, para que coloquem instrutores ali, para que os jovens possam ter espaços aonde eles se reúnam, fazendo coisas saudáveis. Muito bem. Tá, isso é muito importante também. Muito importante, né? E aí, você que tá em casa, principalmente que tem um jovem, um adolescente, pode mandar sua pergunta pra gente, a gente vai atendendo você, conversando com os nossos entrevistados. A Isabela Barão do Barão Geraldo, os desafios online podem ser considerados como uma forma de bullying virtual. Qual é a linha que separa a brincadeira eh da agressão? Ô, Dr. Márcio, esses desafios online, eh, seria uma forma de bullying virtual? Esse senhor acredita que seria isso ou na questão é eh é é caso de de de abuso, de uma agressão mesmo? É, existem casos em que pode ocorrer de fato um bullying, né? Eh, por exemplo, como disse os os jovens nesses casos, eh, normalmente eles estão reunidos em plataformas virtuais, aplicativos, e que eh a partir desses grupos que eles estão inseridos, eh, para, por exemplo, aceitar um um jovem externo ou um outro usuário que queira participar desse grupo, uma criança ou um adolescente, eh, tem que cumprir um desafio. Então, eh, pode, pode até ser sim que seja um bullying, de fato, eh, para que essa criança ou adolescente, digamos que tenha que aceitar esse desafio, eh, para participar desse grupo. Então, de certa forma, pode ser assim um cyber bullying, né? Ou seria, no caso, bullying virtual, eh, para você conseguir separar de fato, né? Eh, o que se o que é, digamos que uma brincadeira e o que é eh seria um bulho ou que seria um crime em si, eh surge a partir do das consequências disso, né? eh o risco da da da das consequências, no caso da da possibilidade de ocorrer uma uma digamos que um dano a criança, eh, no caso de ocorrer eh no caso mais graves da morte ou no caso até danos psicológicos em si. Então, eh eh não existe, digamos que uma forma tão simples de observar, porém eh a partir do momento que você faz a interpretação daquele fato que pode tá ocorrendo, né, eh seria, digamos, um cozimento, uma automutilação, você já sabe que isso aí certamente se trata de um crime. Eh, ou, por exemplo, no caso da pessoa está ingerindo algum tipo de substância eh eh de forma errada, você sabe que aquilo ali pode fazer mal à saúde. Então isso também vai se configurar como crime, né? Deixa de ser brincadeira. Então acho que a análise dessa situação vai eh o ato em si, a brincadeira pode eh se tornar uma uma lesão, pode levar alguma alguma questão lesão física, lesão psicológica ou até mesmo a morte. Então é a partir daí que tá essa, digamos que esse limite entre a brincadeira e e a agressão à parte criminal em si. Muito bem, Dr. Márcio. Agora, faltando 15 minutinhos para as 9 da manhã, nós estamos aqui falando sobre os perigos, né, dos desafios virais da internet. Pode mandar, produção. Vamos lá. A Camila do Cambui vi que tem muitos grupos, grupos secretos onde rolam desafios perigosos. Existe alguma forma de denunciar essas páginas na internet? E a gente direciona pro Dr. Márcio. Como é que a gente faz essa essa denúncia, né, desses grupos secretos? Como é que a gente eh eh denuncia na internet isso, doutor? Perfeito. Normalmente as próprias plataformas e aplicativos possuem ferramentas de denúncia neles próprios, né? eh justamente para facilitar justamente eh eh a denúncia dessas práticas e que eles consigam derrubar esse tipo de conteúdo. Porém, muitas vezes eh eh muitas plataformas acabam sendo ineficazes nesse sentido, justamente pela quantidade de de de ocorrências de situações nesse sentido. Então é muito importante que além de a pessoa que verificar uma uma situação dessa, além de denunciar na própria plataforma, no próprio aplicativo site, enfim, assim, eh eh no no caso a pessoa também pegar, digamos que as provas de que esteja ocorrendo isso, como disse, prints, é salvar link de de dos sites, enfim, e levar isso a ter as autoridades, fazer uma denúncia ou no Ministério Público ou registrar um boletim de ocorrência, é justamente para que não seja restrito somente a própria própria plataforma, mas que as autoridades também possam estar cientes desse ocorrido e promover as medidas necessárias. Importante, né, o senhor falar sobre eh boletim de ocorrência, porque a gente sabe que o boletim a a partir do boletim de ocorrência é onde tudo começa, né, doutor? Então, a importância de você sair do do virtual e ir, sim, pra delegacia, fazer o boletim de ocorrência, porque quanto mais boletim de ocorrência serem confeccionados, aí há maior probabilidade aí de investigações. Então, a partir do boletim de ocorrência, é onde tudo começa e essa importância de você estar fazendo a denúncia. 8:47. Vamos lá, mais perguntas. a Mariana, né, do Jardim Nova Europa. Estou ficando surtada com isso. Aqui em casa até troquei todos os desodorantes por Rolon de tanto medo desses desafios da internet. Olha só, na Lu, nós tivemos a notícia, né, de de, infelizmente, e é a morte de uma criança por conta eh do desafio do do desodorante, que ela inalou o aerosol e aí, infelizmente, ela veio a óbito. É, essa criança, eh, essa mãe, na verdade, né, da que falou, a Mariana, eh, ela tá preocupada, tá certo, né? Então, coloca-se ações, né, as ações, como ela fez, de esconder as possibilidades. Eh, mas tem que ter uma vigilância, realmente. Sim. Tem que ver o que que a criança tá consumindo, conversar com ela, às vezes chegar pro filho e falar assim: "Ah, que que você tá vendo? Deixa eu ver com você". Isso, né? E deitar do lado e ver. Eu lembro que eh eu fazia assim com meus filhos. Na época não era tanto celular, era mais tela mesmo, mas já era da internet, né? já já escolhiam o que que eles assistiam. Então você fala: "Nossa, nossa, que interessante esse cara". Eu lembro do manual do mundo que tem até hoje, ensinava coisas incríveis, muito didático, muito legal, respeitoso. Então eu elogiava, nossa, que interessante isso que esse cara faz. Muito bom esse vídeo, né? eh, inteligente. E aí depois, nossa, esse daí parece que você percebeu que ele parece que ele fala de um jeito grosseiro, que então você vai você vai colocando reflexões pra criança de de para ela desenvolver um senso crítico. Você reparou essa menininha, o jeitinho que ela faz, que ela fala? Você, né? Não, não parece que ser uma coisa muito interessante, não é muito legal esse jeito, né? Você ir pontuando cada coisa. Então assim, estar junto é muito importante. E aí, filha, que que você tá vendo agora aí, filho? O que que você tá vendo? Ah, mas assim, mostrar de um jeito também amigável. Você não vai ser invasivo, né? Deixa eu ver que que você tá olhando aí, né? Não, já falei para você daí, desliga isso aí. Então, porque você tem que ganhar aquela confiança, aquela atenção. A criança precisa de ter um respeito pelo que você fala, fala: "Nossa, minha mãe falou, minha mãe, né?" Eh, tudo bem que tem uma fase que eles querem meio que fazer o contrário, mas no fundo tá lá a ideia do pai e da mãe e e as informações e o ensino que o pai e a mãe trouxe sobre reflexões, sobre o que é bom, sobre o que não é. Então é supervisão, acompanhamento, participação e lógico, como a Mariana falou, os cuidados, né, de não deixar coisas perigosas na facilidade, né? Muito bom, muito bom também essa questão aí de você estar conversando e pontuando situações e e despertando o senso crítico da sua criança, né? Porque aí você falou: "Olha, isso aqui não é legal. Você tá vendo o comportamento, né? Você tá vendo a forma que que a pessoa fala?" E aí a criança vai, opa, pera aí, né? A mãe falou, vou prestar mais atenção. Então é importante eh você estar junto, assistir e pontuar e despertar aí o senso crítico da sua criança e o seu adolescente. Vanessa do Jardim Flamboiã. Meu sobrinho teve o nome incluído no site do Instituto de Me Cuida. Ô, Vanessa, a dor é imensa. Nunca imaginamos que um desafio de internet pudesse acabar em tragédia. Vanessa, nossos sentimentos e ela falando do Instituto de Me Cuida, eu acredito que é um um instituto que que traz aí um um aconchego, né, para pessoas que eh famílias que, infelizmente, passaram por essa situação e também uma prevenção para famílias que estão passando por isso, né, eh, estão no início eh eh desse desse caminho que a gente precisa cortar o caminho. ar desse jovem e desse adolescente para que não chegue, infelizmente, na situação do sobrinho, eh, da Vanessa, né, doutor? É, é algo assim que faz a gente parar para pensar, né? Nós temos aí o depoimento de uma telespectadora que, infelizmente, né, eh tem aí o nome do sobrinho nessa estatística que a gente não gostaria de estar falando nesse momento. Exatamente. É uma situação lamentável, né? Infelizmente, eh, o que ocorre, como o próprio mapa, né, no site do instituto demonstra, que é algo que não é regional, é algo nacional e até internacional, né? pela pela estatísticas, você consegue perceber o quão grave é isso. Então, eh é muito importante realmente que os pais orientem os seus filhos, fiquem atentos a tudo que tá ocorrendo. Eh, e acho que até mesmo não só pensarmos também eh na própria cautela dos pais, dos responsáveis, enfim, mas também da da das escolas, instituições e até mesmo das autoridades, né? Porque é uma situação que deixou de ser um um caso ou outro, né? Deixa ser uma questão singular, é algo que está popularizando cada vez mais, infelizmente. Então, há uma questão que deixa de ser uma responsabilização somente dos pais em si, para orientar os filhos, mas que é muito importante que as autoridades em si também tomem a cautela e tenham um um digamos que um um olhar mais cauteloso para essa situação para perceber que é algo que demanda também eh eh uma atenção da da das autoridades do governo em si, tanto municipal, quanto estadual, quanto federal, que é uma questão que a internet ela evolui muito rápido. rápido e consequentemente acaba gerando a facilitação de acesso a conteúdos bons e conteúdos negativos, como é uma situação dessas. Eh, infelizmente, né, agora 8:53 é uma situação eh triste, alarmante e é por isso que a gente traz como tema, né, na lua, a questão dos desafios da internet e a importância dos pais estarem atentos. Mas aí, eh, nessa situação, eh, da Vanessa, da nossa telespectadora, a gente deixa nosso carinho, nosso abraço, né, e os nossos sentimentos. Sim, Vanessa, a gente deixa assim, eh, é, é uma dor sua e de todos nós, né, como nós Sim, porque nós nós imaginamos, né, lógico que de longe, né, só quem vive que sabe eh o quanto isso é dolorido. Eh, muitas vezes o pai e a mãe até fez o seu melhor mesmo, mas não é uma questão só de de isso tudo que a gente falou, desse acompanhamento. Eu lembro que eu mesmo com todo cuidado e que eu tinha, eu ficava com medo também. Uhum. Né? E porque de repente do nada a criança pode estar lá, tal, distrair, ver ali um desafiozinho e, "Ah, tá ali, vai lá, faz, quando você vai ver, acabou". Por mais que você tenha todo o seu cuidado. Então, tem é é um é um ambiente muito perigoso, eh, que nós vivemos, né? A a internet é uma janela aberta para um mundo que a gente acha que na rua brincar é mais perigoso, mas não, muitas vezes não, né? Às vezes o risco de estar na rua, às vezes passar um carro ali, às vezes é menor do que o risco da internet. Exato. Né? Então assim, é complexo a a situação. Nós precisamos entender que a gente eh eh é uma questão social, né? por exemplo, começando pela internet, por que essa facilidade de uma criança colocar 18 anos ali e já entrar numa rede social? É verdade. Por que tão fácil assim? Ué, e, né? Então, tem coisas que tem que ser mudado urgentemente. Perfeito, né? Porque a criança põe 18 anos, mas as fotos que aparecem ali no feed dela ali é de uma criança de 10, né? Será? Por que que não vê isso? Então, nós temos todo um âmbito na nossa sociedade, né? jurídico, estatal e, né, em outras áreas ali que não só a familiar, que precisam ser vistas e ser cobradas. Uma coisa que nós precisamos fazer, cobrar, solicitar, tanto eu quero que tenha praça, eu quero que tenha atividades pro meu filho, pro meu filho ter mais coisas, eh, como cobrar isso, como denunciar, né, e mudar meu estilo de vida também, né? Então, tem muita coisa para se fazer, muita coisa que precisa ser revista, na verdade, né? Porque a internet ela tomou uma dimensão muito grande, muito rápido. E nós achávamos que a criança, ah, toma aí uma galinha pintadinha para você assistir. Mas aí começa a a criar esse hábito. E aí, infelizmente, tem sim o vício, até falamos disso aí em outros programas, a questão do vício na internet e você achar que teu filho tá tranquilo e seguro com a tela, né? E não é bem assim. Vamos lá, a gente segue. 8:56. Ah, o que temos mais perguntas? Produção? Tem mais dá tempo ainda antes de encerrar? Se tiver, pode mandar pra gente. A Fernanda do Jardim Chapadão assistindo a série Adolescente. Vi como a influência dos desafios é forte. Como diferenciar brincadeiras saudáveis de práticas perigosas? É, adolescência foi adolesc a série adolescente, né? Ela, essa série foi é tema de três programas, né? Que nós fizemos um na sequência do outro. Nós até fizemos uma série aqui do estúdio Câmara falando sobre isso, né? E aí, como diferenciar as brincadeiras saudáveis de práticas perigosas? A gente primeiro tem que estar atento ao que o filho tá vendo na internet, né? E aí, como é que a gente diferencia disso? Dr. Márcio deu até a a a questão aí do cyber bullying, né, do bullying, desses desafios, mas na questão psicológica, como é que a gente entende o que é brincadeira saudável e o que é prática perigosa? Eh, vamos fazer um link então, né, da a questão da série adolescência. Eh, uma das coisas, um dos aspectos muito importantes que foi levantado ali foi perceber que o adulto vive numa bolha diferente da bolha da do jovem, né? Tanto que teve uma uma parte que o investigador descobriu a conversa, os códigos dos adolescentes através do filho dele. Exato. Que ele nem imaginava que é, ele nem imaginava, quer dizer, todos os jovens, todos os adolescentes já sabiam quem tinha matado por e o adulto tava ali procurando porque ele tava e ele vive de um outro jeito, se comunica de uma outra maneira. Exato. E aí ele percebeu esse distanciamento que tava ocorrendo. Lógico, a gente não vai viver igual um adolescente, a gente não vai ser igual, mas a gente se conectar mais, a gente estar mais ali envolvido, né? E aí tal, né? E ele resolveu ver e rever isso na sua vida e até se reconectar com o próprio filho, né? Eh, então nós não sabemos, não percebemos, nós temos que que observar, observar, por exemplo, estar mais próximos dos nossos filhos. Muitos pais não querem que o amiguinho ou os amigos venham na casa, frequentem a casa, mas é muito importante quando você recebe os amigos do seu filho, você conversa com ele, como é que é ela na sua casa, é seu pai faz o que? Sua mãe, que que vocês gostam de fazer? Você tá investigando quem é essa pessoa que anda com meu filho, né? E às vezes você pode chegar pro filho e falar: "Filho, que nem aconteceu uma vez comigo, filho, vem cá. Olha, você reparou que aquele menino tem um jeito assim, assim, assado ele fala assim, ele faz isso, faz aquilo. Você percebeu que parece que não é muito legal, né? Eu eu queria que você ficasse de olho, atento nisso, porque você é um menino muito inteligente, né? Você percebe as coisas. Então, eh, fica de olho. Aí não demorou muito, ele veio. Mãe, você lembra aquele menino? aconteceu isso, isso, não quero mais amizade. Então, eh, você tá ali participando para você poder perceber o que tá acontecendo. Então, você percebe se um filho seu começa com brincadeira agressiva, porque você tá participando, você tá vendo, você trouxe ele para perto, você pegou os amigos, levou para um parque, todo mundo junto, viu eles interagindo. Então, gente, ter filho, a parte de alimentar, a parte de comprar comida, pagar a escola, é a parte mais fácil, é mais tranquilo, né? É, a mais complicada é a participação, é estar junto, é fazer um laço íntimo com essa pessoa para poder perceber mudanças e nuances que às vezes são sinais extremamente importantes, né? Importantes. Olha, pontualmente 9 horas é importante, sim. a gente prestar atenção nos sinais, né? Nossas crianças, nossos jovens, adolescentes, a gente precisa estar atento. Bom, queria falar muito mais com vocês, mas infelizmente, né, tá na hora de encerrar o nosso programa, então a gente vai para as considerações finais. O programa de hoje, gente, foi um alerta aos perigos dos desafios virais que estão aí na palma da mão. E a melhor forma de combater isso é a informação, o acolhimento e a ação, né? Então eu agradeço demais a presença da nossa psicóloga Naalu aqui no estúdio. A sua contribuição, a sua fala com certeza foi de grande valia tanto para nós, nossa produção, quanto para os nossos telespectadores. Muito obrigada. Muito obrigado. Eu que agradeço a oportunidade. Maravilha. E também nós agradecemos a participação do advogado, né, Márcio Estival, diretamente pelo Zoom com a gente, trazendo informações na questão na linha jurídica, né, orientando os telespectadores referente a essas situações que, infelizmente estão acontecendo, né, a nível municipal, nacional, estadual, enfim, a nível mundial e que nos preocupa muito. Dr. Márcio, muito obrigada pela sua participação. Perfeito, muito obrigada. Eu que agradeço o convite. E é isso, gente. Nós eh vamos encerrando por aqui, agradecendo a sua audiência, a sua companhia, lembrando, né, preste atenção nos seus filhos, né, traga eles mais próximo de você. Eh, comece a perceber o que está acontecendo por trás da tela. Tenha conhecimento, entre um pouquinho nesse mundo, sai desse seu mundo, do nosso mundo de adulto. Aprofunde um pouquinho no mundo da criança, aprofunde um pouquinho no mundo do adolescente e tente entender as interações, o que está por trás da tela, para que você possa assim estar eh sendo o melhor parceiro do seu filho. Acredito que no mundo que a gente vive hoje, ainda mais por conta desse eh eh aumento frenético de crianças e adolescentes na internet, a gente precisa estar ao lado dos nossos filhos, combinado? Olha, no estúdio Câmara da de amanhã, terça-feira, a gente mergulha de cabeça e estômago. Nós vamos falar dos alimentos, os alimentos que viciam. Esse é o tema do nosso bate-papo que promete esquentar a discussão sobre quanto certos alimentos nos controlam e não o contrário. E agora você tem um alimento que te controla açúcar, refrigerante, café, até mesmo frutas. Por que é tão difícil resistir? Existe mesmo dependência alimentar? E o que a ciência diz sobre isso? Esse é o nosso tema de amanhã, né? Será que os alimentos realmente nos controlam? E você, claro, vai ficar ligadinho, você vai interagir com a gente, vai contar pra gente, você resiste a um chocolate? Resiste a um churrasquinho, resiste a um café. Pois é, a informação que alimenta aí o corpo e a mente. Nós vamos trazer para você amanhã, a partir das 8 da manhã com mais uma edição do Estúdio Câmara. A gente vai encerrando por aqui, agradecendo a nossa produção, agradecendo você que tá aí do outro lado e principalmente aos nossos entrevistados, Dr. Márcio e também, né, a nossa psicóloga, eh, que trouxe informações que eu tenho certeza que você vai levar para o seu dia. É importante dizer que esse programa tá disponível no YouTube. Você pode repassar, tá, para os seus familiares, para os seus amigos com informações preciosas, que eu tenho certeza que vai fazer a diferença para você. Grande abraço, fiquem com Deus, se cuidem, uma semana maravilhosa para todos nós. E claro, meio-dia, não esquece, não, tem informação do legislativo campineiro e da nossa metrópole no Câmara Notícia e também tem toda a movimentação do legislativo presente para você, tanto aqui na TV Câmara Campinas como no YouTube da TV Câmara. A gente conta com a sua com a sua audiência. Valeu, gente. Fica com Deus. E amanhã a gente se encontra, mais uma vez, se Deus quiser, a partir das 8 da manhã, com mais uma edição ao vivo do nosso estúdio Câmara. Até lá, se cuide. [Música] [Música] [Música]
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