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[Música] Olá, bom dia. Está no ar o estúdio Câmara, o seu ponto de encontro diário com informação, opinião e temas que fazem parte do nosso cotidiano. Hoje é quinta-feira, dia 17 de abril de 2025 e hoje o assunto é daqueles que pode mudar a sua forma de enxergar o ambiente de trabalho. Você já ouviu falar em salário emocional? É, esse conceito cada vez mais presente no mundo corporativo, trata dos ganhos não financeiros que um profissional pode obter dentro da empresa como reconhecimento, propósito, flexibilidade e qualidade de vida. Hoje nós vamos entender o que é salário emocional, porque ele tem se tornado tão importante e quais os desafios para que as empresas adotem essa nova abordagem de valorização profissional. E essa mudança não surgiu do nada, viu? Ela foi acelerada por conta da pandemia que nos obrigou a repensar tudo, rotinas, prioridades e, claro, o que realmente nos faz felizes no trabalho. Pra gente entender toda essa questão do salário emocional, nós vamos conversar com a diretora de associados da ABRH São Paulo, Regional Campinas. Ela já está com a gente aqui nos estúdios, a Roseli Fernandes, daqui a pouquinho ela vai falar com você, viu? E nós também vamos receber pelo Zoom a psicóloga e doutora em comunicação, a Estefânia Domingues Pires, que também está com a gente direto pelo Zoom e já vai falar com você sobre o salário emocional. Você já ouviu esse termo? Você que que você acha disso? Então, mande a sua mensagem dizendo pra gente o que mais te motiva no trabalho, o salário no fim do mês ou o reconhecimento no dia a dia? É, o WhatsApp tá na tela. Uma pergunta bem difícil, né? Manda pra gente o 97829377. Enquanto você manda a sua mensagem, vamos atualizando as notícias e a previsão do tempo. E já já a gente inicia o nosso bate-papo com os nossos entrevistados, combinado? Vamos lá, gente. Olha, a encenação da paixão de Cristo será realizada no Jardim Vista Alegre, aqui em Campinas, com aproximadamente 1 hora e meia de duração, viu? O espetáculo retrata os últimos momentos da vida de Jesus Cristo, da prisão, a crucificação e a ressurreição. Esse espetáculo é realizado anualmente desde o ano de 2002. O evento mobiliza moradores, voluntários e membros da comunidade local na produção e nas apresentações. A estrutura do espaço conta como arquibancada para cerca de 3.000 pessoas, além de uma área reservada com cadeiras que é destinada a idosos, convidados e profissionais da imprensa, tá? O evento inicia então amanhã às 8 da noite no campo do Corinthian Jardim Vista Alegre. A entrada é gratuita e o público é convidado a colaborar com a doação de 1 kg de alimento não perecível, tá? E a organização do evento, gente, recomenda a chegada com antecedência. A partir das 18 horas já costuma ter aí uma concentração de pessoas, né, em busca de um bom lugar. Não há estacionamento no local, então os veículos devem ser estacionados nas ruas no entorno, sempre respeitando as sinalizações e evitando bloquear acessos. eh, de garagens residenciais, tá? A realização conta com o apoio da Administração Regional e da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, integrando aí o calendário oficial de atividades culturais e religiosas do município de Campinas. Então, um evento bem interessante para você participar. Bom, vamos falar de ônibus, né? A linha 150 volta a atender ao terminal Vila União a partir de hoje, tá? No final de novembro de de do ano passado, eh a 150 teve o trajeto prolongado até o terminal BRT Santa Lúcia e deixou de atender ao terminal Vila União. Agora, a mudança foi reavaliada a partir das solicitações dos usuários e volta ao terminal Vila União. A partir de hoje, com a ampliação do atendimento, haverá mudanças na programação horária das linhas, tá? Os intervalos passam de 30 para 45 minutos em dias úteis. As partidas do terminal BRT Santa Lúcia vão ocorrer entre às 4:20 da manhã até à me dias úteis e sábados e entre 4:25 da manhã e me aos domingos e feriados. Do terminal Vila União. As partidas ocorrem entre 4:42 e meia-noite em dias úteis e sábado e entre 4:45 e 23:55 aos domingos e feriados. A linha alimentadora 150 transportou no mês de março cerca de 200 passageiros em dias úteis, passagens pela catraca, tá? Os horários da linha 152 residencial Vila União também mudam na operação de domingos e feriados. A primeira partida do terminal BRT Santa Lúcia será às 5:05 da manhã e a última à meia:15 com intervalos de 70 minutos. Bom, para informar os usuários sobre as mudanças, cartazes informativos serão fixados nos ônibus, tá? A partir da data de vigência das alterações. Os usuários poderão também consultar o trajeto eh no e a programação horária no site da Indec, tá? O endereço é portal.endeendec.com.br. br daí a barraconsultalinha e lá você tem todas as informações, esse endereço que está na sua tela para você consultar aí horários, né, e saídas da sua linha de ônibus, combinado? Vamos lá, então, com a previsão do tempo. A previsão do tempo hoje um pouco diferente, porque hoje é quinta-feira, a véspera de feriado, daí tem sexta, tem sábado, tem domingo, depois tem segunda e a gente volta só na terça. Então, tem uma previsão do tempo bem esticada para você. E qual que é a previsão pro feriado? Será? Vamos lá, então. Hoje, quinta-feira, primeiro, né? A previsão indica que devemos ter aí um dia de sol entre nuvens, chuva passageira durante o dia. Para hoje a mínima 18, a máxima 28, tá certo? Agora para sexta-feira, as chances de chuvas aumentam e podem se estender ao final de semana, especialmente no sábado. As temperaturas máximas e mínimas devem ficar aí entre eh a mínima entre 25 e 18, né, e até pelo menos o domingo, dia de Páscoa. Então quer dizer, entre 25 e e 18º, possibilidade de chuvas no decorrer do período. de chover é pouca chuva, então vai dar para aproveitar o seu feriado de Páscoa. Bom, vamos lá. Então, gente, depois da pandemia, a relação das pessoas com trabalho mudou. Segundo uma pesquisa da consultoria MKEN Company, eh, realizada com mais de 13.000 profissionais em seis países, 41% dos trabalhadores disseram que o principal motivo para pedir demissão foi a falta de sentido no que fazem. E mais, o relatório de tendências de talentos da Gartzner de 2024 aponta que mais de 80% dos colaboradores valorizam reconhecimento, bem-estar e equilíbrio entre pessoal e profissional, tanto quanto também o salário financeiro. Ou seja, as empresas elas estão desafiadas a ir além do contra-cheque. E aí que entra o salário emocional. Mas o que que é isso exatamente, né? Vamos entender então para falar sobre o salário emocional, a gente conversa com a diretora dos associados da ABRH de São Paulo, a regional de Campinas também, né? Ela tem mais de 40 anos na RH. Perguntei para ela: "Como é que você consegue?" Roselie Fernandes, bom dia, seja bem-vinda. Bom dia. Bom dia. Obrigada. Obrigada. Eh, quando nós, primeiro falando em termos de carreira, eu acho que isso é importante. O importante é continuar trabalhando. É isso que é fundamental. Isso tem a ver com salário emocional. Eu também sou psicóloga e atuo h nesse período todo na área e com gente. Eu acho que isso é fundamental, maravilhosa. Daqui a pouquinho a gente vai abordar mais sobre esse assunto porque agora eu quero apresentar quem está com a gente pelo Zoom. Ela é psicóloga, doutora em comunicação, a Estefânia Dominguez. Seja bem-vinda, Estefânia. Bom dia. Falando de desenvolvimento humano num momento tão importante, né, da nossa vida maravilhosa. Vamos abordar esse assunto. Olha só, antes eu quero convidar, vamos colocar uma pimentinha nesse programa de hoje já para iniciar, tá bom? Então, quero convidar as nossas convidadas, olha aí, convidar as convidadas e você de casa para prestar atenção nesse vídeo. Atenção, produção, Pedrinho, vamos lá, ó. Vamos exibir um vídeo da economista Eloía Albertot, bem interessante. É um vídeo rapidinho, tá? Ela fala sobre o salário emocional. Então, presta atenção nessa fala eh do salário emocional que é uma fala, depois a gente coloca aí um contraponto e depois a gente começa a debater. Bora. Conheça a nova tendência do salário emocional. Mais um desses termos usados para ludibriar os trabalhadores sobre as melhorias nas condições de trabalho. Em que consiste o salário emocional segundo a matéria da Forbes? Resumidamente, ofertar um ambiente de trabalho saudável para os funcionários. Imagina que você vai fazer um serviço para mim e aí eu falo: "Olha, eu vou te pagar te tratando bem enquanto você faz esse serviço para mim. O que é que você acha?" Gente, ter um ambiente de trabalho saudável não é benefício, é obrigação. Não existe salário emocional, porque também não existe boleto emocional e sequer existe força de trabalho emocional e a contrapartida, portanto, é um salário material. Muito bem. Essa é a opinião da professora. Essa é a professora Mariane Santana, tá? Professora Mariane Santana. E agora a gente exibe mais um vídeo com uma outra opinião diferente. E a partir dessas opiniões, para você entender, né, e o que que a gente tá falando e qual que é a ideia aqui do nosso debate, mais uma opinião e depois a gente começa a esmiçar essa questão aí do salário emocional com as nossas convidadas e com você aí de casa. Pode mandar ver o outro vídeo. Agora eu vou te contar um valor que precisa ser contabilizado no seu salário. Maioria das pessoas esquecem na hora de avaliar novas oportunidades. Além do salário ali do Olerite, você precisa colocar seu salário emocional na conta. Já pensou nisso? A verdade é que crescimento profissional exige estratégia e estratégia começa com autoconhecimento. Sendo assim, você sabe exatamente qual é o seu salário emocional, porque salário emocional não é o mesmo para todo mundo. Para alguns ele tá na flexibilidade de horário, para outras pessoas tá no propósito do trabalho, para outras pessoas tá na estabilidade e previsibilidade, para outras pessoas tá na segurança financeira e no salário mesmo, né? valor. Então, se você não souber o que realmente importa para você, você pode acabar valorizando alguma coisa que, na prática não vai fazer diferença na sua satisfação profissional. Então, um cargo que paga mais, mas cobra a sua saúde mental, uma empresa incrível, mas que não dá perspectiva de crescimento, um trabalho que parece perfeito ali no papel, mas que não se encaixa na vida que você quer ter. Então, você não precisa escolher entre dinheiro e bem-estar, mas você precisa saber pesar o que realmente importa para você. Seu salário emocional vale tanto quanto o seu salário financeiro, mas se você não souber o que realmente pesa para você, pode acabar fazendo escolhas que não sustentam a vida que você deseja. Agora me conta, além do salário, o que que pesa na sua escolha profissional? Uau! Além do salário, o que que pesa na sua escolha profissional? E agora explanando aí esses vídeos, a nossa expert no assunto em RH, né, psicóloga também, Stefânia, fala pra gente qual que é a sua visão, qual que é a sua avaliação desse desse contraponto que a gente colocou agora. A Estefânia, eu Roselia Rosel. OK. Bom, é muito importante quando nós falamos de salário emocional, os contrapontos vão existir na vida como um todo. O que a gente percebe que mais do que simplesmente temos uma relação profissional em que eu trabalho, você me paga e temos um vínculo de trabalho, é muito importante pensarmos no no que tem a ver com a saúde, tem a ver com o a vida, com o equilíbrio emocional. Então, eh, aspectos que são considerados benefícios, que as pessoas eh falam muito sobre benefícios, tem a ver com equilíbrio de vida, qualidade de vida, tem a ver com você ter oportunidades de reconhecimento, você ter oportunidades de ser valorizado, você ter feedbacks no ambiente de trabalho, como você está indo, quais são as suas chances de crescimento, qual é o seu plano de desenvolvimento individual. são coisas que vão além da pura remuneração. E eu percebo, eh, conversando isso em diversas empresas e nos ambientes que nós falamos sobre RH, de que cada vez mais eh isso vem sido vem sendo questionado, vem sendo requisitado. Eu sou head hunter também e tenho percebido que cada vez mais as pessoas não querem só saber qual vai ser o meu salário, quais são as perspectivas, quais eh quais são as chances de plano de carreira, de desenvolvimento, como é o clima, eh como é o índice de rotatividade de turnover eh da empresa, porque isso é fundamental. e vão pesquisar também em plataformas como Blessdor e outras que trazem impressões, vamos dizer assim, que outros colaboradores têm da empresa. Então esse tem sido um ponto bastante importante. Muito bem, Roselia. Agora, Estefânia, na área da psicologia, qual que é a importância do salário emocional? Ele é um equilíbrio? Faz parte ou isso não se aplica? Não, ele faz parte sim há muito tempo. Eh, a psicologia estuda e tem várias teorias que vão falar dos motivos que nos fazem permanecer num lugar, trabalhar mais e melhor. Então, acho que a primeira questão que eu gostaria de destacar é que quando a gente fala de salário emocional, a gente não tá eh abrindo mão do salário monetário. Então, o salário emocional é algo que vem agregar a nossa função dentro da organização, tendo como objetivo o desenvolvimento humano e o desenvolvimento organizacional. Então, se a gente for pensar eh estar aqui fazendo a minha função, eh, já é já pode ser visto pelo indivíduo como um reconhecimento, como uma valorização. Então, a gente fala muito do plano de carreira. Quando eu vou escolher uma profissão, eu tenho que escolher uma profissão que eu me vejo, que eu me enxergo, que faz sentido aquilo que eu vou fazer naquela tarefa. E junto com eh o que se faz dentro de uma função, vem agregar onde eu trabalho, qual é o ambiente que eu vou desenvolver essa função. E o salário emocional, ele tá também atrelado a este ambiente, a ao clima organizacional, a atmosfera que a empresa e e vai criando a partir das informações que ela comunica ali dentro. Então, se eu tenho uma empresa que comunica uma cultura de paz, eu tenho uma tranquilidade, eu tenho autonomia, eu tenho abertura de canais de comunicação confiáveis, eu tenho, por exemplo, um complice que garante o meu a minha o meu sigilo, a minha confidencialidade em casos eh eh que eu precise fazer denúncias ou que eu queira contribuir. Então, quando a gente fala de salário emocional, a gente tá falando e de uma teoria bastante antiga, né? E que aí vamos pensar que o salário emocional vem com o que a gente chamava antes não só de benefícios monetários, mas benefícios não monetários também. Então, essa própria organização do ambiente, né, eh, essa atmosfera que a empresa vai me oferecer. E aí é muito importante porque quando a gente pensava inicialmente em benefícios, era um benefício para todas as pessoas, independente da função, do cargo, da personalidade, né, das suas particularidades. E o salário emocional não, ele considera a individualidade, ele considera as necessidades que a pessoa tem também fora da organização. Então, por isso que a gente só consegue um desenvolvimento organizacional se a gente tem desenvolvimento humano. E o salário emocional, ele visa isso, ele visa trazer autonomia, ele visa trazer uma segurança em saúde mental também no ambiente de trabalho. Muito bem, Estefânia. Quando a gente fala de saúde mental, é importante e saúde mental no ambiente de trabalho nem se fala, né? Agora, Roseli, pensando nas empresas que ainda estão muito presas à lógica tradicional, né? Quais são os principais os principais desafios para que esse modelo de valorização emocional seja implantado? E aí eu pergunto para você, se você acredita que as empresas brasileiras hoje elas estão preparadas para adotar o salário emocional como estratégia de retenção de talentos? Uhum. Excelente pergunta. Eu gosto mais de usar o termo engajamento do que retenção. Retenção pensa em prisão, né? Mas o engajamento não. Então, a ideia eh hoje em dia, muitas empresas começam a pensar nas suas formas de trabalhar eh esse engajamento, essa adesão do profissional dentro das suas estratégias, até porque o governo eh vem lançando medidas, existe uma mudança em vigor que deveria estar entrando em funcionamento dentro dos próximos dias, que é a mudança da NR1, da norma regulamentadora um, que traz toda a questão do ambiente, traz a questão de riscos e agora fala de riscos psicossociais. Então esse é um ponto bastante importante, tem a ver com a saúde emocional, com o equilíbrio. E então eh hoje passamos a falar também de avaliação dos riscos psicossociais, né? as empresas estão perdidas, ainda sabemos disso. Eh, está criando um um rebuliço, vamos dizer assim, na cabeça da de muitas empresas, porque não saberem como o governo vai estar avaliando, como o Ministério do Trabalho e Emprego vai avaliar isso. Mas trata-se, com certeza, de um aspecto muito importante, que é trabalharmos com a questão dos dos riscos psicossociais. E quando falamos disso, falamos de equilíbrio, falamos eh das possibilidades da pessoa eh se expressar, dela, como colocou a a Estefânia, nossa colega, eh ela ter equilíbrio, ela ter questão de segurança psicológica, porque isso é fundamental. Como é que eu eh posso trabalhar? É um ambiente envolvido com assédio? E quando eu falo assédio, eu falo de assédio eh mental, eu falo de assédio moral, eu falo de assédio eh sexual e outros tantos assédios. Então, o que acabamos percebendo é que muitas empresas às vezes têm algum clima disfarçado de normalidade, de estar tudo bem, muito obrigada. É assim que a empresa comunica. Mas será que é na sua realidade como é que está sendo a possibilidade do colaborador se expressar? Como é o relacionamento? Como é o nível de gestão? Porque uma das coisas que a gente costuma dizer é que hoje existem empresas adoecidas e empresas adoecidas adoecem colaboradores, sem dúvida nenhuma. Perfeito, né? E o salário emocional, ele pode substituir um bom salário financeiro no seu ponto de vista aí. E aí, como faz, né? Onde que tá o equilíbrio dos dois? Já que a gente fala tanto aqui de equilíbrio, então essa pergunta vai aí pra Stefânia, né? Como que a gente equilibra a questão psicológica? Porque a gente precisa ter equilíbrio psicológico para entender essa situação de salário emocional e do salário financeiro, né? Eh, chega a ponto aí de o do o salário emocional ele substituir o financeiro. Você vai trabalhar na empresa pelo bem-estar que ela gera? o que que o que que acontece no psicológico da pessoa, né, do funcionário e como que a empresa tem que fazer com que esse funcionário esteja tão bem a tal ponto a e que ele possa chegar a esse ponto. Bom, eh eu acho que vale a pena a gente marcar que há um bom tempo já antes da pandemia, a tecnologia vem mudando a nossa relação com o mundo, inclusive com a relação do trabalho. E aí eu fico muito feliz porque essa nova geração que tá, né, ingressando no mercado, ela não aceita menos do que saúde mental. Então, eh, se a gente for pensar que as empresas precisam oferecer para fazer eh essa essa manutenção, né, vamos dizer assim, das pessoas que prestam serviço para elas, eh ele passa por isso, ele passa por uma boa remuneração financeira, uma remuneração financeira que me permita alcançar eh e satisfazer as necessidades da minha vida pessoal. e ele passa por essa eh segurança e por essa troca. Então, antes, né, eh nas gerações anteriores, a nossa troca era do trabalho pelo salário. E hoje as gerações elas não trocam só pelo salário, elas também trocam por essa segurança, por essa saúde mental. Então, eh, quando o colaborador ele sabe, eh, ele tem um projeto de vida, ele tem, eh, esse equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, ele tem necessidades pessoais que a empresa pode contribuir. Então, muitas vezes a gente via uma empresa pagando uma faculdade pro seu funcionário, mas quem escolhia o curso que ia fazer era a própria empresa. O funcionário às vezes não tinha, né, eh, essa possibilidade. Então, a empresa, por exemplo, eu só pago o curso de administração. Então, o funcionário falava: "Bom, se eu tenho esse essa possibilidade de desenvolvimento, eu vou aceitar o curso de de administração, mas muitas vezes não era a administração a área, né, que ele gostaria de se desenvolver. E hoje em dia, eh, o salário emocional, ele vem relacionado a esse conceito, no sentido de qual a necessidade que o indivíduo tem e que vai fazer com que ele agregue mais ao negócio nessa troca, né? Eh, não é apenas mais um uma relação de trabalho assalariado, mas é uma relação de convívio, de construção, de desenvolvimento daquele negócio. Eh, eu trabalho com marketing também e aí a gente sempre eh fala sobre isso. Quem alavanca são as pessoas que estão ali construindo aquele negócio o tempo todo. Então, hoje a gente entende a relação de trabalho como uma troca. E essa troca, ela não é só pelo salário monetário, ela também é por esse salário não monetário que me garante qualidade de vida, saúde mental e até mesmo felicidade, né, como diz o conceito, onde eu consigo alcançar o bem-estar e saúde mental, eh, alcançando o conceito que a gente chama de felicidade. Então, antes trabalhar, né, era vinculado, muito vinculado ao sofrimento. E a partir das últimas gerações, esse trabalhar está também vinculado à satisfação pessoal. E por isso as organizações precisam prestar atenção nos motivos de desenvolvimento humano. Se uma empresa que eu trabalho consegue alcançar um motivo do meu desenvolvimento pessoal, ela consegue ganhar uma parceira. Então eu vou com certeza eh não só desenvolver a minha função, mas pensar e trabalhar no negócio como um todo. Exatamente. Até porque se a gente for parar para pensar, nós passamos a maior parte do tempo da nossa vida trabalhando, né? Trabalhando e dormindo. Parou para pensar nisso, né? Então, ah, você levanta de manhã, você vai pro trabalho, você fica no trabalho o dia todo. E aí, se você não tiver um ambiente satisfatório, se você não tem ali aquele salário emocional que a gente tanto está falando, fica difícil você conseguir sobreviver em um um ambiente, né, e e tipo assim, você desenvolver as suas funções com destreza em um ambiente hostil, realmente não dá. E aí a importância do salário emocional e de um ambiente equilibrado, né? Agora eu pergunto para você, eh, Roseli, existem riscos ou mal entendidos relacionados ao salário emocional? Por exemplo, empresas que usam esse conceito como a desculpa de não pagar melhor, tipo assim, eu eu eu, né, tenho aí você tem o salário emocional e tal, então por isso você continua com o seu salário, a gente não precisa aumentar porque você já tá satisfeito, né? Tem uma uma um desequilíbrio aí. gostaria que você explicasse pra gente um pouquinho sobre isso. Perfeito. Perfeito. Um dos pontos que a gente tem observado e eu trabalho muito com estruturas e estruturação de arquitetura organizacional, plano de cargos, carreira e salários. E eu tenho percebido isso, que as empresas eh não podem mais só falar: "Ah, não, eu te pago o salário emocional, então eu posso te pagar menos". Porque o mercado é muito competitivo. O mercado é extremamente competitivo e hoje o poder da informação está na visão das pessoas. Então, as pessoas conseguem eh saber no geral quanto é que as outras empresas estão pagando. Então, eh é muito comum hoje eh você já vir, eu recebo candidatos em processo seletivo que já chegam dizendo: "Bom, eu já sei que a média de mercado é de tanto a tanto". Então, eh, quando nós, eh, o vamos atrair pessoas, buscar pessoas para posições dentro das empresas, nós precisamos ser muito claros, tá bom? O que a empresa oferece? é tanto de salário, qual é a possibilidade de um variável ou de uma participação em resultados que hoje em dia é muito requisitada e não só os sindicatos cobram, mas as empresas sabem que precisam eh implementar programas em que o colaborador possa fazer parte do sucesso da empresa. Então esse é um ponto bastante importante. Então hoje não dá para falar: "Ah, eu pago menos e aí eu te dou outras coisas eh a mais". vai depender muito de quanto é esse menos e do que esse é mais, porque a nova geração, como disse a Estefânia, as novas gerações, eh, elas estão cada vez eh preocupadas menos com o tempo em que eu permaneço na empresa, com a estabilidade e muito mais em ser infelizes. esquemas como possibilidade de de de ambientes híbridos ou em home office hoje são requisitados principalmente pelas novas gerações. Não tem não tem como não ser assim, né? E não dá também para dizer, eu não vou pagar média de mercado, porque o que vai acontecer que a a empresa não vai reter, ela não vai manter seus colaboradores. Isso gera perda de produtividade, isso gera prejuízo, sem dúvida nenhuma, paraas empresas. Excelente, né? né? Nossa especialista em RH, Roseli. E Stefânia, eu pergunto para você, eh, no seu ponto de vista, né, como como psicóloga, a questão da pandemia, ela acabou acendendo eh esse esse tema, né, o salário emocional, porque a gente falou aqui de home office, né, e o home office ele ele ele ficou mais a a tipo assim, pessoal, na pandemia, todo mundo só no home office. E aí, a partir disso, eu tenho a impressão de que a pandemia ela trouxe, ela deu um pouco mais de peso para a questão salário emocional, apesar de que, como você avaliou e pontuou, ah, o salário emocional ele já vem de longa data, né? Mas no na sua avaliação, a pandemia ela eh reacendeu esse tema? Ai, que ótima essa pergunta. Eu acredito que sim, né? O que que a gente tem visto que a nossa prioridade depois da pandemia foi revista? Então, eh o que era muito naturalizado, né, da gente entregar a nossa mão de obra e aceitar em troca um salário que não satisfazia todas as minhas necessidades, a gente passou a prestar mais atenção nas necessidades verdadeiras, né? Não nas necessidades que a gente acabou criando pela nossa rotina. Então, essa percepção de que o trabalho ele não pode ser o centro da minha vida, o eixo da minha vida e consumir todo o meu eu, né, para que eu chegue em casa com um pouco de salário e dê conta das questões financeiras. Isso foi revisto, né, pela população, porque nós passamos a perceber que muitas necessidades que a gente já havia agregado na nossa vida, de fato, não faziam sentido para mim enquanto pessoa. E aí a gente passa a olhar então o que nos dá essa remuneração financeira com outros olhos. E por isso que hoje no mercado o que está colocado não é apenas uma contratação, é uma parceria de negócio. Ou os funcionários vêm para ser parceiros e agregar, ou eles não ficam nesse lugar. Então, a própria eh eh o próprio entendimento do que é trabalho, né? Eh, vem se alterando. Então, antes se entendia que era uma troca pelo salário, então tudo bem eu ficar triste aqui, adoecer, porque o objetivo era o salário e hoje o objetivo é contribuir, é, é poder ter um papel social importante, é poder desenvolver uma função social que contribua, né? E em troca eu tenho tanto uma remuneração financeira como uma tranquilidade de vida eh no sentido de desenvolvimento, no sentido eh de conseguir alcançar um crescimento pessoal, de conseguir eh buscar, né, o o próprio propósito e não só buscar o propósito da empresa, mas conseguir fazer esse casamento entre o propósito que eu tenho na minha vida e o propósito eh das empresas para quem eu vou prestar serviço. Então, tanto a percepção que a gente tem do trabalho, né, não mais como algo fundamental e e como se só houvesse uma forma daquilo ser feito. Então, hoje a gente vê, né, se eu não tiver na empresa, eu posso estar aqui, eh, vendendo um produto, né, eh na internet, eu posso estar prestando um serviço à distância. Então, essa própria pulverização da forma de trabalho faz com que a gente veja o trabalho de outra forma. E aí então a gente consegue passar a fazer uma cobrança maior, né, em benefício próprio. Então a gente para de ser o executor e passa a ser um parceiro, né, dos negócios das empresas. Muito bem, agora 8:35. Nós estamos aqui falando sobre salário emocional, né, com duas profissionais magníficas que tem um poder de fala sensacional. E agora a gente começa a interagir com você de casa que já mandou as perguntas e aproveita, né, porque elas vão responder para você as perguntas, as suas dúvidas e claro, se você tem depoimento, manda pra gente também que a gente quer saber como é que é aí na sua empresa, né? Como é que é o funcionamento, como é que é a energia, tem um salário emocional? Como é que você considera aí seu salário emocional? Hum, mais ou menos médio ou excelente? Manda pra gente, porque tem depoimento, tem pergunta. E agora a produção coloca na tela para você. Manoel do Jardim Marcos vim da Bahia. E aqui vejo gente reclamando de tudo. Lá a gente rala no sol o dia inteiro. Aqui tem ar, café, almoço e o povo ainda acha pouco. Ô Manuel, seja bem-vindo, querido. Olha só, tá vendo? O depoimento, né, do Manoel? tem uma uma diferença eh eh de estados, de de lugares assim nessa questão eh eh da remuneração do salário emocional, do ambiente de trabalho, né? Uhum. É, é óbvio que tem hoje nós falamos de vários lugares do país diferentes em que a cultura, o jeito de encarar as coisas eh acabam sendo diferentes em vários locais, o que não significa, em que não tenhamos falando de seres humanos as mesmas necessidades, né? seja a pessoa que está eh no Sudeste, em São Paulo, que é uma metrópole pujante, né, agitadíssima no Rio, no Sul, no Nordeste, eh no Centro-Oeste, no norte, em todas as regiões, nós temos características diferentes de pessoas e culturas diferentes. Eu eu trabalhei um pouco no Nordeste e eu via isso, que talvez o ritmo seja um pouco diferente. o paulistano, e eu sou paulistana, é mais agitado. Em geral, é mais agitado. Eh, podemos dizer também que alguns outros estados têm perfis um pouco mais fechados, mas todo mundo quer ser bem recebido, eh, poder contribuir, ter pertencimento. Então esse é um ponto extremamente importante, ser reconhecido no ambiente, fazer parte, ser ouvido e poder se desenvolver, seja lá como o Manuel na Bahia, seja como nós aqui em Campinas, seja como qualquer um em qualquer lugar, em lugares maravilhosos, como no Pantanal, como no norte do Brasil, enfim, no Brasil inteiro. Maravilha. 8:38. Vamos lá, mais uma pra gente pergunta agora. Vamos. A Fernanda do Jardim São Gabriel. Você acha que as lideranças estão preparadas para lidar com demandas emocionais dos colaboradores ou isso ainda é um tabu nas empresas? Essa pergunta vai pra Stefânia. Hum. Eh, não estão, não estamos, vou me incluir nessa. Não estamos porque a nossa nossa população ela muda cada dia, né? Eh, o desenvolvimento proporciona com que a gente busque novos lugares e novas formas de ser e de fazer a todo a todo momento. Então, eh, hoje o que está sendo, eh, vamos dizer, chamado, né, aos gestores é justamente essa compreensão, essa compreensão de parceria, essa compreensão de que existe ali um ser humano, não é um trabalhador, não é uma carteira assinada, né, não é um CNPJ que tá ali eh ao lado dele. é um ser humano com necessidades, com muita muitos desafios, né, diários, dependendo do mercado de trabalho que a gente tá, se tiver maior oportunidade, eu posso, né, eh, ter mais necessidades e passar a fazer mais exigências. Se eu tenho menos oportunidades, talvez as minhas exigências sejam menores, mas essa parceria que as empresas precisam para manter as suas equipes, né, e e aproveitar o investimento que elas fazem quando elas formam uma equipe, eh, tá, é bem difícil, é bastante difícil de muitos gestores entenderem, né, que nós não somos mais apenas executores, nós somos trabalhadores, seres pensantes, nós nós queiramos fazer parte dos processos, nós queramos contribuir com o processo, né? Eh, não só apertando o parafuso, usar um jargão aí bastante conhecido, né, da gente nesse sentido, né? É, até para que eu possa apertar um parafuso, eu vou tá trabalhando o meu intelectual, eu vou est ali oferecendo algo que é da minha pessoa, que é da minha personalidade, que é da minha individualidade. Então eu tenho que ser visto nessa individualidade dentro das empresas, né, e não só apenas como um salário ou como um cargo ocupado. Então os gestores realmente têm esse desafio pela frente de compreender que desenvolvimento organizacional só se alcança a partir de desenvolvimento humano. E esse desenvolvimento humano é conseguido a partir dessas parcerias do que que o meu ambiente tem para oferecer a você, que vai além da sua função que você já exerce. Muito bem. 8:41. Isso motiva muito, né, a o colaborador, porque se você é incentivado, se você eh eh não todo dia também, não precisa ser aquele mimimi, aquela coisa toda xarope, não precisa disso. Mas se você tem um incentivo, né, eh tem esse salário emocional, eh, poxa vida, é legal, ó, hoje falaram que foi excelente. Que bom, né? Amanhã eu posso ser melhor e depois melhor e depois melhor. Então isso traz aí alimenta um um incentivo que também é ótimo paraa empresa, não é? Sem dúvida nenhuma. O que a gente percebe e complementando o que a Estefânia falou, eh, muitas empresas acabam, eh, pegando profissionais que se destacam a nível técnico e promovendo a um nível de gestão, sem prepará-los para isso. E muitas vezes algumas empresas perdem bons técnicos e ganham não tão bons gestores porque ela não trabalha esse desenvolvimento. Então, é fundamental preparar a gestão para cumprir de fato o seu papel, para serem eh profissionais que valorizam, que reconhecem, que estimulam e que permitem com que a empresa possa ter um bom ambiente. Falando aí do salário emocional, né? O que nós percebemos é de que cada vez mais a as pessoas estão requerendo, vamos dizer isso, as empresas começam a perceber que não dá mais para esquecerem esse aspecto, tá? Eh, falando em competitividade, falando em conflitos, né? Óbvio que os conflitos existem, a competitividade é acirrada, mas como eu vou trabalhar para que isso não seja simplesmente a principal tônica do trabalho, né? Eh, como eu vou trabalhar para que as pessoas aprendam a lidar com esses conflitos? Os gestores têm que aprender a mediar conflitos, né? eh trabalhar para que as pessoas possam dar o melhor de si e ele próprio se sentir bem, porque os gestores sofrem muito, vão para casa do mesmo jeito, com muitos problemas, como nós pessoas somos seres únicos, não somos um ser dentro da empresa e um outro quando vamos para fora, não conseguimos tirar essa roupa, né? Não dá, somos seres unos, né? Então isso fica complicado mesmo. E aí o que nós acabamos vivenciando é de que hoje ou as empresas têm programas, projetos, processos para desenvolver líderes, ou cada vez mais elas vão sofrer as consequências do turnover, da dessa própria rotatividade, vamos falar assim, eh da baixa performance, eh de não manter, não engajar as pessoas, não ter o melhor das pessoas. Exatamente. Por causa disso. Então, quando eu eh eu disse aqui, né, sem muito mi mi, você sabe por quê? Porque o negócio ele tem que ser algo que eh ele tem aí uma uma duração, né? Não adianta eh hoje você vir pr para pro funcionário, pro colaborador, então lá na chega na sua empresa e faz aquele aquele elogio, né? Injeta aquele salário emocional magnífico, mas daí a semana que vem acabou, né? Então tem que ser algo programado, planejado e e para que as coisas elas possam ocorrer também de uma forma com que você tenha um resultado legal na sua empresa. Então precisa de um planejamento. Não vai achando que o salário emocional é só você chegar aqui, oi, tudo bem? Ó, foi legal hoje, hein? Não, né? Precisa de um planejamento e também precisa acreditar na sua equipe. Vamos lá. 8:45. Hum. Leandro do Jardim Campo Belo. Saí de uma empresa achando que o clima era tóxico, mas fui para outra onde o salário era até melhor, mas só que o ambiente era 10 vezes pior. Me arrependi na primeira semana. Delicado o negócio aí, hein? E quando a gente fala de clima tóxico, a gente vai aí pra questão da psicologia e a gente vai pra Estefânia. Você vê o depoimento do Leandro, Estefânia, bem delicado. A gente precisa prestar atenção também, né? Porque você tá em uma, não tá legal, mas daí você vai paraa outra, poxa a vida, eu não consegue sobreviver. É, infelizmente, né, a gente ainda tem muitos ambientes muito adoecedores. Eh, e aí vou vou destacar o que você disse, né, é que para que a gente possa oferecer salário emocional, o que está por trás são políticas da organização, são formas de ser da organização com programas. E a diferença de um programa é que para que ele se caracterize como programa é que ele é permanente. Então não é o elogio, é eu ter uma política por se você, se a empresa tem, por exemplo, eh um protocolo de assédio. Então nós nós estudamos junto, nós treinamos, capacitamos todos os funcionários para saber o que é assédio, para não cometer assédio e para poder denunciar caso sofra um assédio. E eu tenho todo um protocolo para assédio. O fato da minha empresa oferecer isso me sinaliza que ela tem uma cultura voltada pr as pessoas, que ela se preocupa com as pessoas que estão ali, que ela se preocupa com esse ambiente para que esse ambiente não se torne esse ambiente tóxico. Então, eh, as políticas, as ações que a empresa implementa, ela que vai dando essa cara da cultura de paz, essa atmosfera saudável. Então, quando as empresas não estão preocupadas com as pessoas, não tem políticas e programas voltados paraas relações humanas, paraa qualidade de vida e qualidade do trabalho, aí a gente cai nesses ambientes que cada hora se diz uma coisa, não tem uma estabilidade de informação, não tem uma estabilidade de função muitas vezes. E isso eh provoca muita insegurança, né? o mundo de hoje, as exigências que a gente tem hoje, ela ela já nos dá essa essa sensação, né, de que a gente tá sempre nadando, nadando e a maré tá sempre aumentando. Então, a gente já tem, né, por conta do número de informações que a gente tem acesso, essa sensação de estar sempre atrasado. Então, se eu tenho um ambiente que não deixa claro suas regras, que muda as regras com muita frequência, que faz as regras a seu bel prazer, isso é o que a gente chama dessa cultura tóxica, né? O que proporciona essa atmosfera tóxica, essa cultura adoecedora. Então, eh ter programas voltados para as necessidades individuais, ter programas que atendam não só a legislação. E aí é importante porque, infelizmente é a legislação que faz com que as empresas acabam acabem aderindo, por exemplo, eh à saúde mental, que se não tiver um contraponto financeiro, vai acabar, como você disse, ah, é um elogio ali, é um muito obrigado aqui. E isso não é reconhecimento. Reconhecimento é proporcionar um ambiente de troca, um ambiente onde, de fato, eu possa exercer a minha função com autonomia e podendo eh proporcionar o desenvolvimento pra empresa. Então, para que a gente também possa não entrar em ambientes tóxicos, tóxicos, a gente tem que ser bastante claro, bastante honesto nas entrevistas de emprego, que muitas vezes a pessoa vai na entrevista eh mostrando uma necessidade e depois com o tempo é que ela vai trazer as outras necessidades. Então, sejam sinceros nas suas entrevistas de emprego, coloquem a que propósito você tá procurando esse emprego, o que que você espera, né, exercendo aquela função, quais as regras que para você são essenciais dentro de uma empresa. O que não pode acontecer, né, é que a gente a a assista ou participe ou, por exemplo, eh eh sofra um assédio e a gente não tenha canais, né, que que a própria lei já nos garante, mas que a gente não tenha canais dentro da empresa. Então, percebe, eh, se a empresa não está preocupado com os momentos de violência, com que ela vai estar preocupada? Então, uma das dicas que eu dou paraas empresas, se elas querem eh manter seus colaboradores, construir uma relação de parceria com as pessoas, eh que elas façam os protocolos de assédio, que elas coloquem capacitação na gestão. A gestão precisa saber identificar traços depressivos, ela precisa identificar mudanças emocionais eh nos seus funcionários para que ela possa direcionar, né, eh ou orientar essas pessoas para que elas tenham esse foco também na saúde mental. Então, capacitação pros gestores e políticas voltadas à gestão de pessoas é fundamental hoje em dia. Uau, resumiu, hein? Que maravilha. Agora faltando 10 minutinhos para 9 da manhã. Você viu como passa rápido? É rápido. A gente já tem que encerrar. A gente tem que ir para as considerações finais porque hoje daqui a pouquinho, às eh 9 da manhã a gente tem ao vivo direto da Câmara, né, do plenário José Maria Matozinho. Tem evento lá, então eh tem audiência pública, reunião ordinária, aliás. E aí é importante que você participe, a gente vai transmitir ao vivo, então é por isso que a gente tem que encerrar mais cedo, tá bom? Então a gente já vai para as considerações finais. Eu sei que a Rosel tem mais pontos aqui para abordar, mas não vai faltar oportunidade para você voltar aqui no programa pra gente falar de RH, que é um tema eh bem assim abrangente que a gente pode falar sempre, tá? Então, muito obrigada pela sua participação. Foi um prazer. Foi um prazer estar aqui com vocês, compartilhar. Eu adoro isso. Acho que é fundamental a gente ter oportunidade para aprender e aprender a vida inteira, crescer e trocar e poder compartilhar o que a gente sabe e o que a gente aprendeu e viveu. Maravilhosa. Obrigada, viu? E para você também, Stefânia, o nosso muito obrigado. Nossa, você fez um fechamento sensacional aí, abordou tudo que a gente precisava, né? e gratidão por compartilhar os conhecimentos e informações tão importantes conosco aqui do programa e com os nossos telespectadores. Eu que agradeço a oportunidade e eu gostaria de pedir as empresas apostem nos seus parceiros colaboradores, eles podem fazer a diferença. Maravilha. Muito bom. Excelente, gente. Hoje nós vimos que o salário emocional é mais que uma tendência, uma necessidade, né, para quem quer manter as equipes saudáveis, engajadas e felizes. Não é só sobre ter bons profissionais, mas é sobre eu mantê-los por perto, motivados, reconhecidos, respeitados, né? Então, a gente já agradece aí as nossas entrevistadas, tá bom? pessoal que participou com a gente também, nosso muito obrigado. E você que mandou sua mensagem, valeu, obrigada mesmo. E você trabalha com um chefe ou com um líder? Você sabe quem é que tá no comando aí? Eh, próxima terça-feira, Estúdio Câmara vai direto ao ponto. Qual a verdadeira diferença entre mandar e inspirar? Nós vamos falar sobre posturas que motivam, atitudes que afastam e o impacto real da liderança no dia a dia das equipes. Porque sim, a forma como alguém comanda pode transformar um ambiente para melhor ou para pior. Então, esse é o nosso tema de terça-feira. Lembrando que hoje daqui a pouquinho instantes tem reunião ordinária eh da Comissão Permanente do Meio Ambiente em Instantes, tá? E assim a gente vai encerrando o nosso estúdio Câmara de hoje. Muito obrigada eh pela sua companhia, por fazer desse espaço um espaço de troca, reflexão, conhecimento, crescimento. E antes de me despedir, eu quero desejar aqui a a você que você tenha uma Páscoa de renovação, de recomeços, de encontros verdadeiros com a fé, com a sua família e com você mesmo, tá bom? Aproveite o feriado para descansar, para recarregar as energias e, se possível, estar perto de quem te faz bem. O estúdio Câmara volta depois do feriado, na terça-feira, se Deus quiser, com o tema chefe ou líder, né? Com quem você trabalha, tá certo? Temas que fazem parte da nossa eh da do nosso dia a dia, da nossa vida e que a gente precisa debater, sim, com calma, profundidade e leveza aqui no nosso estúdio Camará. Um abraço grande para você, as nossas entrevistadas nosso. Muito obrigada. Feliz Páscoa. Prazer é todo nosso. Pessoal aí de casa, muito obrigada. Equipe, valeuzão. Final, semana um pouco curta, né? Mas, ó, vamos simbora porque terça-feira tem muito mais para você e a programação da TV Câmara Campinas segue ao vivo agora em instantes direto do plenário José Maria Amadozinho. Lembrando que ao meio-dia nós temos Câmara Notícia com informações do legislativo e também da nossa metrópole. Beijo grande. Se cuida, viu? por favor. Terça-feira encontro marcado por aqui. Valeu, pessoal. Tchau, tchau. Até mais. Ciao [Música] [Música] [Música] uma foto oficial ali que a gente manda, manda para vocês, a gente coloca nas nossas redes. redes sociais, né? E bem é bem legal pra gente divulgar e e é importante porque é um tema que é interessante e as pessoas não é sempre que se fala nisso, né? Então, é B. E tá na boca