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23 views Publicado 10/03/2025 HD · 59:00

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[Música] Olá, bom dia. Estamos começando mais uma edição do nosso estúdio Câmara aqui na TV Câmara Campinas. Hoje é segunda-feira, dia 10 de março de 2025 e o tema do estúdio Câmara de hoje é o cinema brasileiro. Depois do Oscar, o sucesso de Ainda estou aqui renova as expectativas sobre o futuro do cinema brasileiro. Será mesmo? É isso que nós vamos conversar nesta segunda-feira aqui no estúdio Câmara com o Doutor em Educação, Arte História da Cultura, foi diretor do Museu de Som aqui de Campinas, o Alexandre Sônego com a gente através do Zoom. Com a gente também tem a produtora de filmes independentes na região de Campinas, a Lu Chagas, e o nosso professor Caio Lazanelu, que é diretor do curso de cinema e audiovisual da PUC Campinas, já estão com a gente no estúdio e daqui a pouquinho nós vamos conversar com esse pessoal sobre o futuro do cinema nacional. E você já pode enviar a sua mensagem através do WhatsApp que está na sua tela, 19979377. Enquanto você envia sua mensagem sobre o cinema nacional, a gente atualiza para você as notícias. E hoje a Câmara Municipal de Campinas realiza a 10ª reunião ordinária do ano de 2025. Entre as propostas previstas para a votação, está em primeira análise o projeto de lei do vereador Luís Ciril, que estabelece diretrizes para incentivar a logística área não tripulada e a mobilidade aérea urbana do município. O objetivo é regulamentar o incentivo do uso de drones e outras aeronaves não tripuladas em serviços logísticos, de transporte e também de captação de dados, promovendo assim inovação e desenvolvimento sustentável. A sessão será aberta às 18 horas no plenário, no plenário do legislativo com entrada pela Avenida da Saudade 1004, no bairro Ponte Preta. Quem não puder acompanhar presencialmente, tem como opção acompanhar aqui pela TV Câmara Campinas o nosso sinal digital 11.3, 3 4 da NET e nove da Vivofibra. E também tem a transmissão simultânea no YouTube e no Facebook. Então hoje tem reunião ordinária a partir das 6 da tarde no plenário José Maria Matozinho. Bom, vamos falar de dengue. Campinas emite alerta com 11 bairros em alto risco de transmissão. O alerta, gente, pretende reforçar a comunicação com os moradores da metrópole sobre o combate ao mosquito Aeds Egipte, o vetor da doença, né? e as ações necessárias para a prevenção. Desde o início deste ano, Campinas confirmou 3.811 casos de dengue e uma morte. Em 2024, a cidade viveu a pior epidemia de dengue da sua história, né? O ano passado foram mais de 121.000 casos e 90 mortes. As áreas com alto risco de transmissão são leste, núcleo residencial Gênesis e Vila Miguel Vicente Curi. Noroeste, Parque Itajaí e Jardim Florence um. Norte, Parque Via Norte, Parque Beatriz e Jardim Auréliia. Sudoeste, Chara, Jardim Letícia e Jardim Cristina. Sul, Parque São Paulo, Suleste, São Bernardo. Tá? Então, a gente precisa permanecer atentos e adotar medidas para combater o AESA Egipte. Medidas essas que nós sabemos tão bem como funciona. Então, todo mundo atento aí porque dengue mata e a gente precisa cuidar. Se cada um fizer a sua parte, quem sabe a gente consegue modificar esta situação, este cenário. E o tempo, como fica esta semana? Tá bom? De acordo com a previsão aí, parece que vem é chuva, né, no longo da semana, ao longo da semana, mas hoje é previsão de tempo aí é de sol, com algumas nuvens durante o dia, períodos assim de céinho nublado, chances de chuva para Campinas, 47% de probabilidade, tá? Então, pode ser que chova aí alguns eh eh locais da cidade. Mínima 21, máxima 30. A gente continua com esse calor. Então, hidrate-se, né? Hoje tá nubladinho, agora de manhã, tá fresquinho, tá gostoso, mas à tarde a temperatura pode se elevar, tem probabilidade de chuva, mas ainda não é aquela frente fria, tá? Então, a partir de amanhã, quem sabe a gente possa trazer para você notícia de mais chuva e a previsão aí de uma frente fria, pode ser que diminua a temperatura, mas hoje ainda, apesar de agora de manhã tá bem fresquinho, à tarde a gente sabe que tem aquele calorão, então hidrate-se, tá bom? WhatsApp na tela 199729377. Agora vamos então falar eh do cinema, né? No final do século XIX, o cinema foi inventado pelos irmãos Auguste e Luiz Lumier e logo os críticos passaram a considerá-lo um tempo mais recente de arte, né? No século XX, Ricioto Canudo, intelectual italiano, radicado na França, escreveu o manifesto das sete artes, né? Nele, o Canuto define o cinema como a sétima arte e a sua capacidade de sintetizar e expandir as formas de expressão artística pré-existente, oferecendo aí uma nova maneira de contar histórias e explorar questões humanas através de imagens em movimento e som. Na última semana, o cinema brasileiro alcançou aí um marco significativo ao receber o Oscar de melhor filme internacional com a obra Ainda Estou aqui. Este feito representa não apenas um reconhecimento da qualidade cinematográfica do país, mas também uma celebração da cultura e história brasileiras. Apresento então os nossos convidados para falar sobre o cinema brasileiro depois do Oscar. Vamos lá, então, né? Olha, gente, eh nós temos aqui conosco a produtora de filmes independentes. Ela é atriz e está sabendo tudo sobre o cinema, principalmente agora depois do o Óscar. A gente vai falar do cinema aqui da região de Campinas. Ao meu lado tem a Lu Chagas. Seja muito bem-vinda. Bom dia. Bom dia. Muito obrigada aí pelo convite e bom dia a todos que estão nos assistindo, né? maravilhosa. Daqui a pouquinho falando com ela sobre o o cinema, cinema aqui local. Com a gente também tem ele que sabe tudo de cinema, professor Caio Lazanu. Ele é diretor do curso de cinema e audiovisual da PUC Campinas. Seja bem-vindo, professor. Bom dia, Rúbia. Bom dia, Luciana. Bom dia, Alexandre. Bom dia, espectadores. Muito obrigado. Um prazer estar aqui. Maravilha. Muito bate-papo hoje rolando. Agora vamos apresentar ele. Nós recebemos ele pelo Zoom. Ele é doutor em educação, arte e história da cultura, foi diretor do Museu de Somagem de Campinas. Olha, um currículo muito vasto, muito longo. Então, a gente recebe Alexandre Sônego. Muito bom dia, Alexandre. Satisfação receber você. Satisfação, Rúber. Satisfação. Muito bom dia, Caio. Muito bom dia, Lu Chagas. Muito bom dia a você que está em casa e agradeço imensamente aí entrar num assunto tão importante que tem sido aí com essa retomada do cinema brasileiro há bastante tempo e agora com essa discussão póscar bastante necessária e eh é um prazer estar aqui com vocês. Maravilha. Vamos lá então, gente. Que bom receber essas pessoas para falar sobre o cinema brasileiro, né? Olha só, o Brasil já eh havia sido indicado anteriormente quatro vezes como o melhor filme internacional, com o Pagador de Promessas, o quadrilho, o que é isso, companheiro, e a central do Brasil. E finalmente o cinema brasileiro entrou pra história com eh o filme né Ainda Estou aqui. Conquistou aí o Oscar de melhor filme internacional, o primeiro da história do Brasil. Antes de começar aí o nosso bate-papo com os nossos entrevistados, nós vamos receber agora o ator campineiro Daniel de Almeida dos Santos. Ele é intérprete de Marlon no filme Ainda Estou aqui. Ele participou aqui do estúdio Câmara nas últimas semanas e ele mandou um vídeo pra gente para falar sobre a emoção dessa conquista e o que ele espera do cinema brasileiro daqui pra frente. Vamos lá então, produção, falar com o Daniel. Bom dia, Daniel. Obrigada já pela sua presença e sua participação. Que que você espera do cinema brasileiro a partir de agora? Olá, pessoal, tudo bem? Bom, eu ainda tô, eu tô melhorando até a minha voz, sabe? Assim, foi são parafraseando Roberto Carlos, são tantas emoções, várias, várias emoções os últimos dias. Eh, eu nunca tinha passado por isso na minha vida e tô passando agora com esse prêmio. E aí a gente agora premiado com o Oscar. E eu queria agradecer em primeiro lugar a a a toda a imprensa que veio me procurar de vários veículos, não só em Campinas, mas fora de Campinas também, mas principalmente aqui na cidade de Campinas e principalmente a toda a população que tem me abordado na rua. tão carinhosamente pedindo foto, conversando, parabenizando, né, pelo trabalho, por esse Oscar ter vindo para Campinas, é de um impacto tão grande. E aí, eh, fica aquele momento agora, né, o que que vai se tornar isso, né, memória. Além da memória, que é algo muito importante que eu batalho tanto isudo sobre, né, porque a gente precisa ter essa memória. filme, ainda estou aqui, fala sobre memória, que a gente não pode deixar certas coisas acontecer novamente com a ditadura no Brasil. E e esse impacto do Oscar, o que que ele traz de divisa pro trabalhador do dia a dia? Outro dia eu escrevi um artigo para uma revista online falando sobre isso, né? impacta diretamente. Impacta porque é é prestígio, é reconhecimento, é excelência artística, visibilidade, pois o mundo começa a ver o Brasil de um outro lugar, sabe? Eh, aqui não só produz carnaval e futebol, produz cinema, produz arte de excelentíssima qualidade, legado, porque o país entra nessa história, a gente tá na história mundial do cinema. Eh, é importantíssimo. Enfim, e também há uma discussão, impacto cultural, porque filmes como ainda estou aqui, eh acaba com que as pessoas tenham discussão sobre não só o filme, mas sobre o assunto histórico que o filme está provocando, que nesse caso é a ditadura, é a maternidade dessa mãe, né, que cuida ali com força desses filhos na ausência desse marido assassinado, né, pela ditadura. Enfim, e aí impacta diretamente nessa pessoa aqui, né, Daniel, essa pessoa preta de periferia, campineira e que abriu essas portas gigantescas. Eu fui pro mundo, olha isso, eu fui pro mundo e traz divisas porque abriu portas para mim, para que eu abra para outras pessoas, outros nossos, né? Então assim, é muito importante esse movimento, mas para esse movimento acontecer, a gente precisa do apoio de todo mundo, da população, né, da iniciativa privada, da pública, com os editais, com as emendas. Eu acho que Campinas tem esse potencial gigantesco. A gente tem aqui mais uma vez, eu vou falar João da Mata, o primeiro filme longametragem feito no Brasil, foi aqui em Campinas. A gente tem pedaços ainda desse filme porque realmente mais uma vez memória. A gente tem que aprender a cuidar mais da nossa memória pra gente saber para onde a gente vai, né? a gente tem que saber quem a gente é, quem a gente foi. Então assim, passou do momento, isso aqui eu faço e estou aqui à disposição de que a cidade precisa pensar em ter uma filme commission para trazer mais divisas pra cidade de investimento economicamente, porque mais uma vez cinema gera economia, economia local, economia para toda a federação e economia mundial. Vocês viram isso, né? Onde a gente chegou. Enfim, eu acho que tem muito trabalho aí, mas esse legado que o Oscar traz pra gente, esse legado e que Campinas está nessa história, né, através de mim, através do Augusto Trainó, que participou também desse trabalho e que é aqui da cidade de Campinas, eu acho que essas divisas ainda vão reverberar muito, mas a gente precisa realmente parar agora entender essa possibilidade e criar meios para que a nossa nos o nosso fazer cinematográfico na cidade cresça ainda mais. E aí a gente precisa de todos, poder público, privado, a população, né? Eh, porque coisas já estão acontecendo, né? Eh, eu acabei de fazer preparação de elenco de um filme de um filme aqui de Campinas que é o Desbarão com direção do Roberto Limberg. na metade do ano vou dirigir um filme aqui em Campinas sobre a história do Boalor, enfim, milhares de outros diretores estão produzindo e aí a gente precisa estar junto para pensar o mercado de exibição nosso, para pensar essa firme comicha para exir nessa cidade. Isso é político, isso é político diário. Então assim, mas é lógico, o Oscar ele é gigantesco assim, é uma proporção que a gente nem imagina essa representação, como tudo que eu falei. E o legado maior é esse. Somos aqui da cidade, somos campineiro e é nossa obrigação, entendo a obrigação, cuidar do nosso cinema regional, fazer muito mais a nossa linguagem, contando a história da nossa região e do nosso povo. Bom, eu vou finalizar aqui, senão eh vou me alongar no tempo de vocês. Quero agradecer, parabenizar a todos que estão aí também no programa, parabenizar a todos que estão assistindo e mais uma vez muito obrigado de coração pelo carinho que vocês estão tendo comigo. Eu eu tô impressionada assim. Valeu, gente. Obrigado mesmo. Maravilhoso, Daniel. Obrigada. Obrigada a você por ter falado conosco. Com a gente aqui na tela já o Alexandre e o Caio e também a Lu, né? Que bom, que maravilha. Agora eu pergunto para os nossos entrevistados, essa conquista, né, pode ajudar o Brasil a ter aí o prestígio mundial sem uso de força, porque é só se fala de Óscar e o Brasil pela primeira vez, então, recebendo, né, o Óscar. Isso impulsiona o cinema brasileiro. Vamos lá, começando por você, Lu. Olha, eu vejo essa conquista, né, aí do cinema brasileiro com esse Oscar, assim como um marco histórico, como o próprio Daniel falou, eh, que reforça a potência da nossa produção audiovisual, né? Uhum. Eh, não apenas valoriza a nossa cinematografia, mas eu espero e tô torcendo muito, né? abrir portas para novas oportunidades, desde e investimentos, eh, e até um maior interesse do público pelas obras nacionais. Muito bem, professor Caio. Qual a sua avaliação, né, referente agora o cinema brasileiro, o senhor que é é professor de cinema, né, e eu gostaria de saber como que tá a a solicitação desse curso, né, é um curso novo e e qual que é a expectativa, né, pós eh o Oscar 2025. Muito bem, Rúbia. a gente tá com curso de cinema audiovisual na PUC, né? Passou a ser ofertado esse ano e tem um efeito curioso, né? Que eu ainda estou aqui eh nesse começo do semestre perguntando pros alunos assim: "Vocês viram o filme? Acho que foi uma das das primeiras vezes nos últimos 15 anos que unanimemente a sala toda havia visto um filme, né? né? Então a gente sente um certo efeito, uma, né, um um certo prazer, uma uma questão simbólica, uma carga simbólica muito interessante pro jovem que hoje quer estudar cinema, né? Vê o Brasil tão bem representado assim. Então, com toda certeza tem um efeito, tem um impacto aí na, né, no desejo da juventude em fazer cinema e isso é muito importante pra gente. Muito bem, a gente fica muito feliz. Alexandre, contigo agora. Eh, você que é conhecedor do cinema, eu gostaria que você falasse paraa gente se esse reconhecimento natural, né, eh eh nacional, eh, a partir disso, você acredita que o cinema brasileiro ele venha conquistar mais investimentos públicos e privados? Como é que, qual a sua avaliação do cinema brasileiro a partir desse momento em que nós somos campeões, né, no Oscar 2025? Vamos, tá. Aham. Ô Alexandre, a gente tá com probleminha no seu áudio. Vamos testar novamente. Ao vivo. É assim mesmo, fica tranquilum. Vai lá. Se você puder tirar o fone, isso e daí a gente a gente conversa, tá? Mas fica tranquilo, ao vivo é assim mesmo. Vamos ver agora. Tá, é, né? Então, tá certo. A gente não tá conseguindo te ouvir, Alexandre. A gente segue por aqui. Pessoal da produção vai tentar ajustar seu áudio, tá bom? Então, a gente agradece o Alexandre, eh, tá tentando reconectar novamente, porque pelo Zoom é assim mesmo, a gente tem aí as, eh, alterações, né, internet, né, gente, e ao vivo. É assim mesmo, Alexandre maravilhoso, conhece muito de cinema. Produção tá tentando reconectar com ele novamente para ver se a gente consegue eh trazer o Alexandre para falar conosco aqui no programa. Mas enquanto isso, a gente vai batendo papo com o Lu e também com o nosso professor Caio. E a pergunta é é segue a mesma, aquela situação, a partir desse momento, né, que o nosso cinema brasileiro ele tem aí essa visão mundial, qual que é a perspectiva referente a verbas públicas e privadas? Porque a gente sabe que o cinema é para que ele seja algo que que esteja aí sendo produzido porque não pode parar. Então é uma coisa diária, precisa de investimento, né, Lu? Sim, precisa. Eh, eu vejo que o Oscar, por si só, ele não vai garantir um crescimento sustentável do cinema brasileiro, né? Realmente é muito importante que haja políticas públicas e privadas, né, que elas sejam consistentes, eh, incentivando e fortalecendo a produção nacional, né? E essas políticas elas envolvem aí financiamento a novos projetos, apoio à distribuição e exibição de filmes brasileiros, eh óbvio e claro incentivo aí a à formação profissional e infraestrutura, né? Uhum. Porque pra gente ter eh para esse impacto desse prêmio internacional assim eh ser duradouro e não apenas eh um momento simbólico e gerar eh realmente efetivas transformações no setor, né, professor? Eu acho, eu queria me me deter numa um pedaço da fala do Daniel, muito boa, aliás, parabenizando o Daniel novamente, né, pela conquista. Eh, e pensar que como o cinema é uma uma arte absolutamente coletiva, né? Então, e todos esses vencedores, vencedoras do Oscar estão espalhados aí pelo pelo pelo país em muitas cidades, né? E é muito bacana ter o Daniel aqui também representando. Eh, a fala do Daniel é muito muito importante nesse sentido. O cinema movimenta a economia, né? Porque criou-se um um certo momento no Brasil alguma ideia deturpada de que eh quem produz arte, quem faz arte tá de certo modo pedindo dinheiro, né? Algo como se fosse um mecenato, alguma coisa do tipo. E é importante frisar que a gente não tá pedindo, a gente gera investimento, a gente gera uma produção de uma riqueza cultural muito importante, mas também econômica, né? Também em termos financeiros, por assim dizer, né? nós movimentamos a economia criativa. Isso é muito importante, muito significativo. E eu acho que o Brasil ele ele carece de políticas contínuas, né, de apoio, porque a gente sempre vê iniciativas muito boas. Agora, por exemplo, nós temos os efeitos da lei Audiblan, né, da lei Paulo Gustavo. Só nesse neste ano em Campinas serão filmados a a estimativa em torno de 200 curtas metragens, né? É um número que com toda certeza eh nunca foi feito tanto, né? Mas é importante que a gente pense toda a cadeia produtiva. Quer dizer, esse filme é feito, mas cadê o espectador brasileiro? Cadê a cadeia, né, exibidora interessada no produto nacional? Então eu acho que um efeito significativo eh do Ainda estou aqui, né, que a gente pode defender isso muito bem, eh essa valorização da da identidade nacional a partir do cinema, né, histórias nossas, eh, na nossa tela, para que o público se interesse mais e mais, né? Vou contar uma historinha curiosa. Tem tem uma uma filha de 11 anos que é que é, né, cinéfla, que é que assiste muitos filmes, enfim. E aí, efeito reboque do AT aqui, ela passou a assistir a série Entre Tapas e Beijos, né? Foi atrás da da carreira da Fernanda e falou: "Ó, que vou vou me interessar por essa série, vou vê-la". Né? é curiosa, uma série eh divertida, uma comédia de tem uns 15 anos atrás, mas assim, né, fiquei contente de que ela não não tá imersa assim tanto mais no em séries americanas, de repente foi rever uma série brasileira de sucesso, porque a atriz, a Fernanda Torres, a trajetória dela interessou a uma, né, a uma pré-adolescente que se interessa muito pro cinema. Eu achei isso bastante curioso, observando perto de casa assim, né? Observando de casa esse esse comportamento. Muito bom. É algo interessante, né? E e o que qual o que desperta, né, nas pessoas essa essa vitória do cinema brasileiro no Oscar Oscar 2025? Ele tá com a gente novamente. Vamos lá então. Alexandre, você tá conosco? Quero te ouvir, Alexandre. Fala conosco. Vamos lá. Olá. Então eu aí que que nós temos que ser justo com a história do cinema brasileiro. Então esse Ócar ele veio, não tenha dúvida em uma ótima hora, mas nós temos uma trajetória aí eh que faz o Cinema Nacional uma grande repercussão mundial. Nós temos aí desde lá do Nelson Pereira dos Santos com cinema novo, depois nós tivemos aí Glauber Rocha, essa grande repercussão do cinema marginal, além da da retomada do cinema brasileiro com alguns títulos que você informou aí no começo do programa. Então, faz com que o nosso cinema ele seja, ele tem um protagonismo muito importante. Eh, existe um termo, existe uma um, um conjunto de de repercussão que esse filme, que esse que essa cultura eh demonstra no mundo a partir de um conceito do soft power, que nós chamamos de poder brando. O que é esse soft power? Nós temos o Head Power, que é o poder beligerante, que são as as grandes potências mundiais que possuem aí seus eh indústria armamentía, bem como seus grandes arsenais, que representa um impacto muito forte. Mas as grandes nações utilizam-se do cinema para eh transmitir e impactar e também fazer com que sua cultura esteja em diversos lugares. Então, dentre as linhas desse soft power, existe governança, existe eh a diplomacia, existe uma infinidade de coisas, entre elas o esporte, diversão, cultura. E o Brasil possui um protagonismo muito significativo. Nós tivemos eh uma um grande repercussão também recente agora com o filme Aquários, há algum tempo, depois Bacural e agora com o filme Aston aqui, nós temos que aproveitar esse volume. Certamente a nós temos hoje, para vocês terem ideia, o Brasil figura entre as 31 nações dentro do soft power. não é nossa melhor eh classificação. Nós tivemos no passado uma uma classificação de 24º em outro período eh do governo federal, porque isso também impacta muito. E agora nós estamos vendo novamente crescer. Para vocês terem uma ideia, do ponto de vista da cultura, o Brasil ocupa a 15ª posição. Então isso significa que nosso país, a partir do cinema, como grandes nações o faz, para vocês terem uma ideia, a primeira nação que está aí figurando é os Estados Unidos, segundo Reino Unido, terceiro, saiu do quinto para para terceiro lugar, a China. Depois nós temos França, nós temos Canadá. Esses países utilizam-se da cultura, da arte, do cinema para poder transferir, transmitir sua forma de viver, sua cultura e sua a a impressões sobre essa esse campo. Então, por isso que esse filme, essa repercussão dá um grande eh uma grande oportunidade para o nosso país. Maravilha. É verdade, né, Alexandre? A gente precisa sim aproveitar essa oportunidade e valorizar também, né, o nosso cinema local, porque nós temos um cinema aqui em Campinas que é extraordinário. Nós temos o Miss Campinas que que é um grande guardião da história, né, eh, do cinema aqui em Campinas. Eu daqui a pouquinho tenha eh imagens eh que nós vamos exibir para você da trajetória cinematográfica da cidade também. E aqui nós temos a nossa atriz e e que também produz cinema, né, a Lu, o professor de cinema a aqui na cidade de Campinas. Então, assim, eh nós temos subsídios para para que o cinema se destaque ainda mais na cidade. Só que é aquela premícia, né? Não adianta o cinema se destacar e na produção e o público não comparecer na hora da execução do material. A gente precisa de público. Na hora que tá todo mundo lá em cima no Ócar é fácil, né? Ah, beleza, todo mundo assistiu. Vamos lá. A gente lotou as salas de cinemas, mas e o nosso cinema local, como fica, né? E agora nós temos um boletim, vamos chamar a Carla Mendrô, é para falar de cinema, porque todo bom filme também tem uma boa trilha sonora. E aqui em Campinas nós temos a Orquestra Sinfônica que tem novidades. E a Carla Mendrô foi conversar com o pessoal da orquestra e vai trazer pra gente informações e novidades sobre essa maravilhosa orquestra sinfônica de Campinas. Carla, é isso. Bom dia, seja bem-vinda. [Música] Bom dia, Rúbia. É isso mesmo. Como você pode ver aqui logo atrás de mim no Teatro Castro Mendes, está aberta, né, está acontecendo a abertura da temporada 2025 da Orquestra Sinfônica de Campinas. Como dissemos aqui, eh, a Orquestra Sinfônica de Campinas, ela é um patrimônio, né, aqui da cidade, na verdade uma das maiores orquestras da América Latina e nós vamos conversar com o maestro Carlos Prazeres para saber um pouco mais sobre a programação de 2025. Bom, é isso, né, maestro? Aberta a temporada aí da Orquestra Sinfônica, a temporada de 2025. Parece que a agenda é longa. A agenda é longa. A gente tá animadíssimo, são muitas efemérides esse ano pra gente homenagear Ravel, Morrice Ravel, que tá completando esse ano 150 anos de existência. Eh, completou dia 7 de março. A gente tem também Jorge Bezer, tá? A gente tá lembrando dos 150 anos da passagem de Bezu, o compositor da ópera Carmen. A gente tem aí o 50 anos da passagem de Shostakovic, Dimitri Shostakovic, um compositor importantíssimo. E temos uma orquestra que tá cada vez mais engajada com seu público, batendo recordes de público, batendo recordes de aprovação, ou seja, a gente tá muito feliz com esse momento. Tô animadíssimo e e acho que o céu é o nosso limite. É claro que a gente não deixa de ressaltar, né, a importância de Carlos Gomes, mas tem tantos outros artistas importantes na obra, na na orquestra, né? E e a Orquestra Sinfônica de Campinas, ela sempre se preocupa em trazer isso para o público. A Orquestra Sinfônica de Campinas sempre se preocupou em proporcionar ao público experiências sensoriais que vão fazê-lo sair daqui transformado, sabe? Então, para isso, a gente se utiliza de muitos artifícios. Assim, a gente não só traz compositores que a gente sabe que vão tocar de forma única as pessoas que estão aqui, quanto também nos utilizamos de vez em quando da música popular pra gente poder dialogar com a música popular. Esse ano vamos ter a Milton de Holanda aqui na temporada, um dos maiores músicos brasileiros desse século. A gente vai eh dialogar com a estética do cabaré. A gente vai fazer um concerto cabaré chamado cabaré concerto, que vai dialogar com essa estética que é uma estética dos anos 20, 30, uma estética importantíssima, que tá sendo super celebrada agora em São Paulo também. Eh, então eu acho que a orquestra tem tudo esse ano para atrair cada vez mais gente e atrair sobretudo um público jovem e apaixonado pela música clássica. Além da música, o jovem e o brasileiro está cada vez mais apaixonado por cinema, que é o tema lá do nosso estúdio, né, do estúdio Câmara. E o senhor falou sobre isso na coletiva, né? Falou sobre eh esse entusiasmo que o cinema traz também pra música. E o contrário também acontece, né? A música melhora o filme, né? Ela tem é responsável pela trilha, né? Gente, uma orquestra sinfônica muitas vezes é a única ferramenta eh para conseguir todas as nuances que um filme, como por exemplo, Guerra nas Estrelas tem. Acho que você poderia pegar qualquer outra formação, mas ela não teria a grandiosidade, a grande grande eloquência de você começar p param, sabe? é é algo muito muito único, muito proporcional, muito particular, melhor dizendo, da orquestra sinfônica. Então eu acho que muita gente que que diz: "Ah, eu não gosto de música clássica" não sabe que na verdade na maioria das vezes no cinema, ela tá escutando música de conserto ou música clássica. Tá ótimo. Muito obrigada. Parabéns e boa sorte nessa temporada. Eu volto com vocês aí no estúdio com muita música e muito cinema. Carla, pessoal da Orquestra Sinfônica, vocês são sensacionais. É lindo demais. E olha só, a Carla trouxe pra gente, né, eh, é um ponto bem interessante que a gente pode falar aqui, eh, né, Alexandre tá com a gente já, né? Tá de novo, né? Tá legal. Alexandre tá aqui, pode falar. Eh, não existe cinema sem trilha, não existe um filme sem trilha. Você imagina um filme sem trilha. O que acontece? Você que é produtora, Lu, o filme precisa de uma trilha, então a música está atrelada ao cinema, sem dúvida nenhuma. Com certeza. A gente comentava aqui enquanto ouvíamos aí a entrevista com o maestro, eh, a diferença eh enquanto a gente tá ali no processo de edição, na parte de montagem de imagens, né? E aí quando chega aquele momento que que vai ali pro editor de de som, mixagem e que entra a trilha, como ganha um tamanho muito maior eh o filme, né, a história da cadência, a trilha traz ritmo, a trilha demonstra sentimentos, né, traz já emoções ali, muitas vezes antes do fato em si, né, e reforça os acontecimentos que que estão na tela. Então assim, eh, é fundamental mesmo. É isso mesmo, professor Caio. Eh, além da trilha, né, o cinema eh o curso de cinema envolve outros profissionais, são atores, produtores, roteiristas. Eu gostaria que o senhor eh explicasse pra gente assim eh o que que o que que a gente encontra no curso de cinema e qual que é a expectativa aí pro próximo semestre, né, senhor? Acredito que vai ter aí uma diferença bem grande na desse início, né? Pessoal que se matriculou antes do Oscar e a expectativa depois do Oscar, tem essa coisa assim para para esse curso de cinema? Sem dúvida, Rúbia. Eh, respondendo a primeira pergunta, né, um curso de cinema, uma graduação bacharelado, ele passa aí pelas diferentes e complexas áreas do audiovisual, né? Então o aluno vai, por mais que ele na sua carreira, na sua profissão, vá optar muitas vezes por um segmento específico, mas ele vai precisar compreender a montagem, vai precisar compreender o roteiro, a direção, a direção de atores, né, a pós-produção, a pré-produção, a produção, enfim, ele vai vivenciar situações eh das mais diversas, né, até para que tenham um conhecimento amplo, porque eh é uma carreira bastante complexa, né, o o cinema, a a divisão de uma equipe técnica. E e isso é experienciado a partir de um curso como nosso curso na PUC, né? E a nossa expectativa é muito boa, né? Assim, eu acho que o o a juventude hoje, com toda a certeza, ela consome mais audiovisual do que ela consumia 10, 15 anos atrás, né? Então, à medida que a gente consome mais, também produzimos mais audiovisual, né? Eh, no entanto, eu acho que eh existe essa percepção de uma uma demanda, uma carência de que a gente produza bem esse conteúdo audiovisual, né, de que façamos bons filmes, porque também produzir uma quantidade informacional muito alta por si só não basta, né? Então, eu acho que a juventude hoje, eh, por mais que consuma cada vez mais o audiovisual, tá muito interessado em produzir bem também os seus filmes, as suas histórias, as suas narrativas. E no fundo um curso de cinema, né? É sobre contar histórias, é sobre eh, enfim, mexer nessa nessa atividade, nessa nessa questão narrativa tão importante, tão vital pra experiência humana. Muito bem. Só lembrando que nós abrimos o WhatsApp hoje, agora pela manhã, às 8 horas, nós entramos ao vivo, mas hoje o nosso tempo é um pouquinho mais curto, tem eh reunião hoje, tem audiência pública, né? é no plenário José Maria Matozinho às 9 da manhã. Então a gente tem que entregar eh 5 para as 9. Então a gente agradece a sua audiência, a sua companhia, você que tá mandando mensagem pra gente, mas a gente não hoje a gente não consegue atender o pessoal do WhatsApp, tá? Por conta do nosso programa hoje ser um pouquinho mais curto, mas fica com a gente porque nós estamos falando de cinema, cinema nacional. E agora eu falo com a Alexandre novamente para saber qual que é a expectativa do nosso cinema. a gente fala cinema nacional, mas também eu gostaria que a gente falasse um pouco do cinema local, Alexandre, e qual que é a avaliação que você faz do nosso cinema e local e qual que é a expectativa agora, né, eh, no seu ponto de vista aí do cinema local, eh, por conta desse desse prêmio internacional que nós tivemos no Oscar 2025. Então, eh, eu falo que é um ótimo momento a presença do próprio professor Dr. Caio, eh, aqui trazendo aí essa novidade que é esse novo curso eh de cinema na cidade. Nós temos também aí a Mediologia na Unicamp, além da de curso de produção audiovisual na Unimetrocamp, além de outras faculdades na região de cinema, eh nós estamos vivendo um ótimo momento aí de interesse e de produção. Eh, para vocês terem uma ideia, nós temos inúmeras mostras que acontecem em Campinas que eh demonstra a grande produção que é desenvolvida aqui. Então, eh, esse ano, para vocês terem ideia, nós estamos aí comemorando. Eh, eu, eu deixei a gestão do MISA agora no mês passado, fiquei por 10 anos. E quero dizer assim, dessa experiência, o quanto nós tínhamos cinema sendo produzido em Campinas. Para vocês terem ideia, tem uma amra de cinema que eu ajudei a a começar, que é amostra de cinema estudantil, que são produções de pessoas, alunos, professores das escolas. Para vocês terem ideia, nós temos, tivemos aqui bastante famosa em Campinas amostra luta, temos amostra curta, que é uma agenda além da amostra super oito, além da da mana luta, semana do audiovisual. Então, Campinas teve inúmeras mostras que demonstrou quanta produção foi feita além das inúmeras produções. Agora, o que tem que haver? Recentemente nós tivemos aí a lei Paulo Gustavo, que foi uma lei emergencial, um auxílio emergencial que fomentou a cadeia da produção audiovisual. Em seguida, nós tivemos agora a lei audibirlante, que ela amplia atuação emergencial paraa cultura, mas por alguma maneira ela sacrifica um pouco o audiovisual. a quantidade de de de projetos contemplados, ela infelizmente acaba sendo menor. Por sua vez, nós temos o FIC em Campinas, que é o Fundo de Investimento Cultural de Campinas, mas também com uma verba muito singela que não dá, no Chagas tá aí, pode falar um pouco melhor sobre isso, não dá para produzir eh muita coisa. Então eu acredito muito na criatividade, na na guerrilha, do cinema de guerrilha que é feito em Campinas. Existe muita gente aí fazendo muito boa coisa, muita boa. Nós temos inúmeros projetos contemplados em Campinas, seja pela pela pelas leis municipais, estadual, até mesmo nacional. Nós temos uma câmara temática do audiovisual que vem trazendo essa discussão. Então, para Campinas crescer nesse ambiente, aproveitando aqui, eu traria o uma constituição de uma filme comission, que seria um um primeiro início aí para fomentar, que também houvesse mais aporte do serviço público. Nós temos hoje, como o nosso querido Daniel ator falou no começo, sobre a as os valores destinado à produção cinematográfica. Tem que haver uma sensibilidade aí dos nossos vereadores, dos do nosso prefeito e de toda a nossa eh cadeia política de entender o cinema como a reunião de todas as artes. Nós temos aí a Lu Chagas, que é uma produtora e atriz. Nós temos dentro da cadeia do cinema o fotógrafo, nós temos o iluminador, nós temos cenografista, nós temos o ator, nós temos o figuronista, nós temos o cenografista, temos direção de arte. Existe muita coisa dentro do cinema que faz com que nós tenhamos que valorizar ainda mais essa cadeia produtiva. Também nós temos que aproveitar esse espaço e dizer que nós tivemos há um tempo o polo cinematográfico de Paulíia, que aqui eu posso até questionar a maneira como ele funcionou, mas ele foi muito importante também para valorizar e demonstrar a potência do nosso cinema. Além também do que o Daniel citou, o filme João da Mata, que o ano passado, eh, em 2023, 23, nós comemoramos aí o centenário do cinema campineiro, ou seja, eh, tem um um pesquisador, Carlos Roberto de Souza, que fala que na sua dissertação de mestrado chama Campinas como a Hollywood brasileira da década de 1920, 1930. Então, nós temos uma importante, como também foi bem dito, a importância de salvaguardar. Nós temos uma mazela muito grande. Infelizmente nós não conseguimos fazer isso muito bem. Nós tivemos aí eh esse filme, como foi citado João da Mata, ele ele foi depositado na Cinemateca. Infelizmente ele acabou pegando fogo. Só fragmentos dele nós temos. Inclusive um deles eh consta no filme do eh eh Memória de um celuloide. Então nós temos hoje aqui o Marcos Craveiro. Então nós temos que fazer e valorizar o nosso cinema e compreender que é uma ótima cadeia produtiva. História eh do cinema em Campinas, né, Lu, professor Caio. Campinas foi considerada a Hollywood brasileira, né, professor? Você pode contar um pouquinho dessa história pra gente aí lá no início, né? Campinas. Eh, eh, foi o primeiro longametragem foi feito em Campinas. É isso. Como é que foi a história? Os primeiros longas metragens é essa história do primeiro, né? Sempre um tanto perigoso porque felizmente sempre tem algum historiador que vai revocar, vai revocar. É verdade. Aham. Mas Campinas tem uma uma história bem interessante quando a gente fala de cinema, né? Com toda a certeza. Eu eu queria destacar, inclusive o Alexandre citou, eh, existe em Campinas não só, né, um cinema, vamos dizer assim, mais uma tradição clássica, narrativa, mas também muito experimental, né? existe um um quadro do superoitismo campineiro que é de reconhecimento eh grande, inclusive um festival de curtas em Super em Campinas que eu já tive a felicidade de participar com alguns filmes. Eh, eu acho que, Rúbia, a essa questão da regionalização, ela é muito importante da produção, né? Porque se a gente tá falando a visibilidade de do país a partir de um filme também dentro do país há há muitos países, né? Então, na medida que a gente incentiva a produção local regional, e aí queria destacar também que eh que Alexandre disse a sobre a Câmara tem a Câmara Temática, né, que é uma instituição, um órgão super importante também. há pouco tempo se organizou no interior de São Paulo e Cine, né, que é uma tá tá sendo fomentado para virar uma associação, mas é é o pensamento sobre esse cinema, esses cinemas regionais que podem, né, se juntar, lutar por políticas públicas, eh compartilhar as suas as suas identidades, né, porque os interiores conversam muito entre si. E eu acho que isso é muito importante para que eh para que o brasileiro, né, o brasileiro plural possa se ver na tela também, né? Então com toda certeza, assim Campinas é um polo muito expressivo de identidade cultural também. Então que esse cinema possa cada vez mais aparecer e tem sentivo para tanto. É verdade, né? E quando fala de cinema, a gente tá aqui do lado de uma atriz, né? Uma produtora e ela pode falar o que eh traz, né? Eh, esse esse Oscar 2025 traz para o cinema nacional, só que qual que é a verdadeira realidade, né? O que se vive no dia a dia para quem é produtor, para quem trabalha com cinema, que tem ali correndo nas veias, né, a arte cinematográfica, não é todo esse brilho, esse glamor? Conta pra gente, Lu. O glamor e o brilho dura segundos, né? por para você chegar nesse momento, você tem aí muita luta, muito trabalho. É uma estrada realmente grande que a gente tem que percorrer. O Alexandre mesmo falou aí da questão das leis de incentivo. Eh, infelizmente aí realmente a gente viu, colegas e todo mundo, né, pôde constatar aí assim um recurso que ótimo, temos um recurso, né, mas que realmente limita muito a nossa produção e isso pode impactar em qualidade eh no resultado mesmo, né, final. Campinas é sim um polo criativo, tem uma cena cultural rica, diversificada, né? Existem inúmeras iniciativas aqui, inúmeros colegas eh produzindo muita coisa boa, né? Eu mesmo, eh, tenho trabalhado aí no audiovisual através de de parcerias. Uma das mais consistentes e constante é com o cineasta Rafael Santim da Santin Filmes. Nós já produzimos vários curtas metragens, um episódio piloto de uma série de forma totalmente independente e temos aí dois longas metragens inéditos, eh, em fase de distribuição e tudo produção local. Sim. E isso e nós assim, né, assim como outros cineastas, o André Luiz com o filme dele Tração, que é aquele da das motos, eh isso aumenta a visibilidade da cena local e é muito importante, né? Mas não é fácil, realmente não é fácil. A gente precisa que esses investimentos sejam contínuos e estruturados. É verdade. É isso. E isso a gente tá falando local, a gente tá falando de Campinas, mas eh acredita-se também que em outros locais, outros polos cinematográficos também exista esse desafio, né? Mas é o desafio é algo que nos move. Quando eu falo para você que Campinas tem uma trajetória cinematográfica, eu vou passar rapidinho aqui eh algumas fotos. Pessoal da produção vai me ajudar. Eh, agora 8:50, a gente tem 5 minutos para encerrar o programa, mas acho importante demais falar que a Metrópole foi um importante centro cinematográfico brasileiro, sendo considerada aí a Hollywood brasileira nos anos 1920. A história do cinema em Campinas está ligada ao pioneirismo do Teatro São Carlos, que foi aí o primeiro cinema da cidade, né, e ao surgimento de vários cinemas de rua. O núcleo de cinema de animação em Campinas, ele foi fundado em 1975. é o segundo núcleo de animação mais antigo em funcionamento no mundo, tá? O pesquisador Carlos Robertos de Souza chamou Campinas de Hollywood brasileira em uma tese de mestrado na USP em 1979. Gente, esse ano o núcleo de cinema de animação de Campinas, ele celebrou 50 anos, está celebrando, aliás, 50 anos e vai digitalizar o acervo histórico. Esse projeto não apenas é para salvaguardar aí a memória do cinema de Campinas, mas também representa um salto de qualidade na preservação e na pesquisa cinematográfica. Olha só, e o Centro de Memória da Unicamp resgatou a história do cinema da cidade e aí mostra, né, alguns e eh e mostra e conta a história de alguns filmes que foram produzidos na cidade. O cinema foi o marco mundial eh na história eh eh do mundo e do Brasil em nosso país. A sétima arte chegou em 1900, 1896, mas em Campinas, somente por volta da década de 1920, né, a cidade foi palco aí eh pra gravação do seu primeiro longametragem, que é o filme João da Mata. Foi produzido por Amilar Roberto Alves, responsável pela produtora Fênix, junto com Vitorino de Oliveira Prata, Francisco Castelo e José Zigat. E a estreia aconteceu em 1923 numa sessão no teatro, iniciando importante ciclo cinematográfico em Campinas, né? Então, assim, todas essas fotos que nós exibimos aqui, eh, você encontra eh no na memória da Unicampin da cidade. Então, você pode acessar lá eh no site da Unicamp, coloca Memórias do Cinema de Campinas. Gente, eh tem uma foto interessante que a nossa produção passou que foi eh o pessoal eh eh desenhando a logomarca eh da produtora de cinema. Aí tem vários desenhos assim, sabe? É muito legal, é muito interessante esse ciclo. Olha isso, olha que legal, né? Cine, produtora campineira. Olha que interessante isso. E todos esses esses documentos, né, você encontra eh no Centro de Memória da Unicamp, que fez esse resgate do cinema da cidade. Então, eh, para você ter uma noção de como Campinas tem o cinema enraizado, né, professor? Eh, concorda comigo, Lu, Alexandre? Eh, que importante, que legal a gente ter essas essa história do cinema em Campinas. Alexandre, rapidinho, vamos só finalizar porque a gente já tá quase entregando. Então, eu gostaria que você falasse sobre essas fotos que a gente passou aqui, esse esse resgate do cinema e a importância disso pra cidade. Eu quero pegar também novamente, retomar o Daniel quando ele disse o quão importante essa esse prêmio de tá resgatando a memória. E aí é um desafio que eu faço aos cursos de cinema também agora aí aproveitando a presença do professor Caio, que não adianta apenas e lá produtora Lu Chagas, né? É é a grande discussão que eu fazia nesses 10 anos no MIS. Não adianta nós apenas produzirmos esse conteúdo e não depois dar uma dimensão de salvaguarda para ele. Então nós temos esse grande desafio que não é somente um desafio da gestão pública, mas também da formação e da cadeia. produtiva. Então esta eh valorização, por o como nós acessamos essas informações que você agora bem colocou, eh, Rúer, nós estamos falando hoje de um centro de memória a partir de alguém que guardou isso. Então nós para eh precisamos pensando na na perspectiva que cada vez mais são produzidos muitos terabytes de conteúdo, nós temos que sentar para discutir a salvaguarda dessas produções. É isso mesmo. É história. É história, né, professor Lu, a gente já tá quase encerrando. 8:55. A gente, na verdade, preciso partir para as considerações finais. Ai, ai, ai. Mas só pra gente dar uma resumida assim a importância, né, do cinema brasileiro, do cinema campineiro, de guardar tudo isso e do Óscar aí que que deixa um marco na nossa história e já junto com as considerações finais. É realmente, como eu falei no início, né, um marco histórico que eu espero que repercurta aí transformações significativas no setor. Eh, quero até aproveitar aqui, você falou do núcleo de animação, né, parabenizar esse espaço de criação, de experimentação e de capacitação, né, o núcleo de animação de Campinas, ele é consolidado como um espaço de de formação e de criação. Então, parabéns aí, 50 anos, né? Se você conseguir existir por 50 anos eh num caminho tão difícil, é realmente parabéns. A CTAV, que eu considero aí um pilar muito importante de Campinas, né? esse coletivo ou esse agrupamento de pessoas que representa os interesses do setor, eh, aí buscando formas de valorizar a nossa produção cultural, de valorizar a memória cultural, né, e de sugerir políticas públicas que possam beneficiar o nosso setor. Eh, realmente o Oscar ele é um um ponto alto, mas tem muita coisa antes disso e que vale a pena também, né? Eh, já foi falado aqui, a cadeia produtiva ela é enorme, cinema não se faz sozinho jamais. Eh, a gente gera um PIB aí, eh, tem uma geração de renda sabida, que é considerável e precisa ser valorizada, ademais daquelas, eh, do blá blá blá, das leis de incentivos, né, que que você comentou, professor. Eh, a economia criativa ela se retroalimenta. Então nós temos o Condescine, que existe uma taxa do cinema internacional que vende, todo mundo que produz, de cada filme que vai pra tela de cinema. E essa taxa ela retroalimenta o sistema. Então, eh, nós não estamos tirando de lugar nenhum. Que fique claro. Muito bem. Bom, ó, vamos lá. Televisão é tempo, né? 2 minutos, professor e Alexandre. Então, um para cada um, professor. Considerações finais. Muito obrigada pela sua presa. Obrigado, Rúbia, pela conversa, Alexandre, Lu, pelo diálogo. Acho que falar de cinema brasileiro é um é um prazer. Espero que tenha sido bom aí pros espectadores campineiros da região, né? Eh, conversarmos um pouquinho mais sobre cinema hoje. Eh, vou ficar com essa com essa deixa do do Alexandre. Cinema é memória. Pensemos na preservação. Pensemos eh como um bastião, né? Como um vetor absolutamente importante das nossas vidas. Não é só entretenimento, embora atravesse muito bem entretenimento, mas cinema, eu gosto de dizer isso pros alunos, pras alunas em aula, que cinema é um modo de olhar pra vida também, né? Uma forma como a gente olha pra vida e certamente estaremos falando daqui a 50 anos sobre o que se passou agora, né? E o cinema é esse esse eixo absolutamente importante de registro das nossas histórias, das nossas memórias, para que para que a gente possa no fim das contas evoluir de algum modo, como diria Andrei Tarkovski, um grande cineasta, né? O que seria essa experiência de vida, não senão uma evolução espiritual. E eu acho que a arte e o cinema pode muito nos auxiliar nesse processo. Então agora temos em Campinas um curso de cinema audiovisual. Uau, muito bom, professor. Muito, muito aberto aí a todos e todas que estudar. Obgada. Alexandre deadline, corre, corre, corre. Grande abraço. Obrigada pela sua participação. Prazerzaço. Foi um prazer participar. Muito obrigado pela oportunidade, Rúbia, Caio, eh, Lu Chagas. Quero convidar então as pessoas só para duas leituras. Uma a partir da indicação aí do professor Caio, esculpir o tempo do Tarkovski, vale imensamente para ter uma grande aula de cinema e também convidar para conhecer um pouquinho mais sobre o Soft Power, um dossiê que foi Soft Power Brasil pela professora Stephanie Denisson, que eu tenho um artigo na revista Trama Interdisciplinar. Todos vocês são convidados. Nesse nesse artigo eu falo sobre o filme Aquários e da grande repercussão que o soft power impacta sobre a e o que o cinema é um grande contribuinte para esse essa repercussão mundial. Valeu Alexandre. Obrigada querido. Fica com a gente depois pra gente fazer aquela fotinha. Gente seguinte, encerrando em cima do laço e amanhã às 8 da manhã nós temos mais estúdio Câmara. Vamos falar sobre quaresma, o período de preparação para a celebração da Páscoa, que é marcado por práticas de penitência, como jejuns e obras de caridade. Combinado? Te espero amanhã a partir das 8 da manhã porque agora tá chegando ao vivo direto do plenário José Maria Matozinho. Audiência pública concessão de rodovia circuito das Águas em instantes para você. Fique então com ao vivo direto do plenário José Maria Matozinho. Agradeço os convidados. Você que tá aí do outro lado, obrigada pela sua participação. Grande beijo. Ótima semana. Amanhã enquanto marcado a partir das 8 da manhã. Corre, corre em cima do laço. Segunda-feira ao vivo é assim mesmo. Bom dia para você, viu? Fique bem. Audiência pública em instantes. เฮ [Música]
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