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[Música] Olá a sanção da Lei Maria da Penha aconteceu no dia 7 de agosto de 2006 e diante disso o mês foi escolhido para que haja a conscientização e o Combate à violência contra a mulher o objetivo é sensibilizar informar a população sobre a identificação de situações de violência e os canais disponíveis para denúncias promovendo assim uma rede de apoio e proteção para as vítimas a campanha do agosto lilás se destaca pela promoção de eventos e debates em todo o país envolvendo agentes públicos meios de comunicação e também a a sociedade civil para divulgar as informações vitais sobre os tipos de violência física sexual psicológica moral e patrimonial e este é o assunto do estúdio Câmara de hoje que conta aqui com a participação da Secretária Municipal de Desenvolvimento e também Assistência Social van Cléia amo Nós também contamos aqui com a Jaqueline gachet que é presidente da Comissão das mulheres advogadas e dos direitos das mulheres da OAB Campinas e hoje temos a presença da psicóloga Fernanda Tavares velarde que tem vasta experiência em abordagem humanista e atende crianças adolescentes e adultos realiza ainda diversos trabalhos direcionados às mulheres baseados na teoria feminista sejam todas bem-vindas ao Estúdio câmara e você que nos assiste pode também mandar a sua sugestão ou a sua opinião para o WhatsApp da TV Câmara Campinas vai direto paraa Nossa redação e aí você dá a sua opinião aqui sobre a programação da TV Câmara Campinas antes da gente iniciar esse bate-papo né que eu vou dar alguns dados aqui olha de acordo com a agência Brasil esse programa inclusive está sendo gravado no dia 7 de agosto que é o dia em que a Lei Maria da Penha completa 18 anos quer dizer uma grande reflexão pra gente fazer por aqui olha e de acordo com a agência Brasil do governo federal D do último anuário brasileiro de Segurança Pública mostram que todos os registros de crimes contra mulheres cresceram em 2023 ao longo do ano passado 28.94 Mulheres foram agredidas o que indica uma alta de 99.8% em relação a 2022 já o número de mulheres que sofreram ameaça subiu 16,5 por para um total de 778.00 121 casos e os registros de violência psicológica aumentaram 33.8 totalizando aí 38.507 ocorrências os dados do anuário são extraídos dos boletins compilados pelo Fórum Brasileiro de segurança pública e também tem um outro levantamento do fórum olha desde que esses dados começaram desde 2015 a 2023 nós temos 10.000 655 mulheres que foram vítimas de feminicídio e de acordo com o mesmo relatório esse número cresceu no ano passado em comparação a 2022 atingindo a marca em um ano de 1463 feminicídios no país em Campinas nós tivemos o registro em 2023 de seis feminicídios e desde 2015 que também nós temos os dados aqui da cidade na época nós tivemos o maior número em em 2017 com 11 casos este ano até o mês de junho nós temos quatro casos de feminicídio Bom falamos bastante de números daqui a pouco eu vou falar um pouquinho da da questão dos números no judiciário mas antes eu falo para vocês 18 anos da Lei Maria da Penha O que que a gente pode fazer para conscientizar homens e mulheres e essa lei apesar de ter uma legislação né O que que falta pra gente poder pensar tá em realmente avançar e quais o que que a gente já conquistou nesses 18 anos na visão de cada uma secretária seja bem-vinda Obrigada e é importante acho que você frisou muito bem Tá gravando este programa nesse nessa data tão simbólica é uma das melhores leis que nós temos conhecimento ela tá ranqueada como uma das melhores lei Mas quando a gente olha pra lei é uma lei que surge de um grande problema de uma grande violação de direito por isso é tão importante que ela seja aplicada Não adianta ela ser muito boa ter várias ações se não há uma aplicabilidade de que forma que a gente consegue isso unindo esforços tanto do poder público qu da sociedade civil conscientizando as mulheres de quais são seus direitos e aqui em Campinas a gente tem uma atuação muito forte em rede Mirna isso é importante pessoas que representam organizações que representa o poder público que tem como foco fortalecer essa mulher que está em situação de V abilidade seja ela psicológica seja ela situação de vulnerabilidade decorrente da violência doméstica mas para Além disso fortalecer as mulheres para que elas se conscientizem e nem cheguem a passar por isso então a gente tem trabalhado em em conjunto para ter e alcançar e eu falo que Campinas é Pioneira porque a gente tem o seamo o seamo que nasceu antes da Lei Maria da Penha a Lei Maria da Penha prevê a criação de centros de atendimento para mulher diz era a casa da mulher operosa né pronto era era isso mesmo n Bem antigo e o seamo nasceu antes da Lei Maria da Penha Então a gente tem esse pioneirismo mas mesmo assim ainda temos mulheres morrendo ainda somos mortas por conta da violência Então a gente tem que continuar intensificando o trabalho de conscientização e de repressão Jaqueline mais uma vez seja bem-vinda agora no estúdio Câmara você que já veio no questão de ordem também fala um pouquinho para mim o que que qual é a percepção que você tem desses 18 anos de Lei Maria da Penha bom primeiro mais uma vez obrigada pelo convite pela oportunidade mina eh eu acredito que como a secretária disse eh a Lei Maria da Penha É de fato uma lei reconhecida internacionalmente como uma das eh mais eficazes e importantes no Combate à violência contra a mulher eh no entanto também como a secretária disse ela sozinha não é suficiente para que a gente tenha uma mudança da realidade eh com relação a esses dados por exemplo nós sabemos que todos esses dados são subnotificados eh a gente tá falando de uma pequena parcela de mulheres que busca eh denunciar que de fato procura ajuda e aí chegamos nesses números mas a grande maioria delas eh sequer sabe que está em situação de violência então eu acredito que a Lei Maria da Penha ela vem como um Marco não só Legislativo mas como um alerta pra sociedade porque se a gente for olhar a história da Penha né que aliás eu tenho o privilégio de conhecer pessoalmente eh nós só tivemos toda a batalha né Nós só vimos toda a luta dela Porque ela foi desacreditada eu vou fazer então um adendo já que você falou inclusive da Maria da Penha Às vezes quem tá assistindo fala gente eu sei que a lei chama Maria da Penha mas eu não sei o que aconteceu Aproveita faz um resuminho do que é a Lei Maria da Penha bom Maria da Penha ela é uma mulher que foi vítima de violência ela sofreu duas tentativas do que a gente chamava a época de homicídio Porque nós não tínhamos a previsão legal do feminicídio em uma uma das oportunidades até chocante mas é até um gatilho para quem tiver assistindo se quiser não continuar eh mas ela foi eletricutado dentro do do do banheiro da casa dela enquanto ela depois já ter se tornado uma pessoa com deficiência né já estar na cadeira de rodas e e ela se ela se tornou eh cadeirante tiro por conta de um desses tiros né dessas tentativas exatamente e ela procurou Socorro ela procurou ajuda ela fez várias denúncias mas eh o estado brasileiro se eh isentou de responsabilidade e ela precisou acionar aí organismo internacionais para que o Brasil fosse eh punido E então que fosse exigida a a que fosse exigido o cumprimento de acordos internacionais um deles é a sedó que é a conversão a convenção interamericana de direitos das mulheres eh então a história dela é uma história que além de nos possibilitar hoje uma lei que tem toda essa importância e reconhecimento nos mostra que o que nos mata na realidade né O que mata todas as mulheres é o fato de nós sermos desacreditadas quando a gente procura ajuda eh nós somos questionadas buscam-se motivos vem sempre aquela pergunta do Mas por que você fez isso ele mas o que que você fez para ele então eu acho que o principal e desses 18 anos é nós compreendermos que enquanto não acreditarmos nas mulheres que buscam a ajuda eh e que procuram denúncia a lei sozinha não vai fazer a diferença mas temos que reconhecer a importância dela e agradecer a Penha né Por Toda essa insistência e coragem senão não não a teríamos é ela é uma das Sobreviventes né Sobreviventes Verdade Fernanda velarde seja bem-vinda aqui ao Estúdio Câmara fala para mim na Sua percepção Quais são as vitórias desses 18 anos Olha a Lei Maria da Penha foi uma grande conquista porque eh as mulheres elas são consideradas minorias né Assim como diversas minorias a gente pode ter então Eh dentro desse escopo as mulheres eram tidas como seres eh com com direitos mas até a página dois então a partir do momento que a gente tem uma lei né que eh preconiza O que que é a violência doméstica quais são os tipos de violência porque falando assim em basada na minha área a violência psicológica é uma das mais sutis das mais difíceis de reconhecer e das mais invalidadas né imagina só se uma mulher vai procurar ajuda e ela eh tá com marcas no corpo ela já é invalidada imagina uma mulher que chega e fala que ah meu eh companheiro eh disse que eu não presto ou qualquer coisa nesse sentido Vai falar que você tá frendo numa delegacia né seu lugar não é aqui então assim eh eu vejo como a violência eh doméstica como uma questão assim endêmica senão pandêmica eh um problema da sociedade civil um problema eh de Saúde Pública até se a gente for ver e então assim eu acho que as vitórias giram em torno das mulheres terem esse suporte delas ganharem esses direitos desses direitos serem reconhecidos e Delas conseguirem ser validadas na sua dor e para que elas continuem tendo vida né Para que elas não entrem nesses dados do feminicídio agora Jaqueline quando a gente fala em Lei Maria da Penha Não é só a violência doméstica é todo tipo de violência contra mulher é isso é a Lei Maria da Penha Ela traz um hol que não é um rol taxativo ou seja não são só aqueles tipos de violência que nós devemos considerar é um rol exemplificativo que são aquelas violências que a gente já conhece mas ela trata da violência que acontece dentro do ambiente doméstico e familiar a gente vem falando muito né inclusive no agosto lilás o nosso foco é a violência doméstico familiar em decorrência do aniversário da Lei Maria da Penha mas mas nós não podemos nos esquecer que a violência doméstica e familiar é uma parcela das violações que as mulheres vivem na sociedade então a gente tem também as outras violências E aí eu posso falar da das violências sexuais que acontecem fora desse ambiente a gente pode falar de violência política a gente pode falar de todas as violências de gênero como a gente tem a desigualdade de gênero nas relações de trabalho tudo isso é violência Mas o foco da Lei Maria da Penha é a violência doméstica familiar de maneira elucidativa a gente fala eh de situações de em que a vítima seja uma mulher seja ela C gênero ou transgênero e que o agressor faça parte do núcleo de convivência dela familiar Ou ou doméstica e aí a gente tem algumas ampliações então por exemplo não precisa ser alguém que mora com ela naquele mesmo endereço mas pode ser um vizinho que tem uma convivência muito próxima pode ser o ex-companheiro que às vezes durante muitos anos não tem nenhuma relação mas o foco dela é violência doméstica e familiar desde que seja a mulher isou transgênero eh eu não gosto de falar vítima né mas a o polo passivo aí dessa relação tá a gente falou agora a pouco de números relacionados aos boletins de ocorrência mas olha só isso tudo também tem a ver com o judiciário porque a gente tem pouco mais de 380.000 casos de violência contra a mulher registrados na justiça brasileira nos primeiros 5 meses de 2024 são os dados do CNJ o Conselho Nacional de Justiça os números com base equivale aí à média superior de 2500 novas ações judiciais em todo o país os novos processos pesquisados são referentes ao crime de violência doméstica contra mulher estupro e feminicídio foram 318.500 processos de estupro e 5.263 de feminicídio em apenas 5 meses Então são números de Janeiro a Maio deste ano olha até o mês de abril Por exemplo as ações envolvendo a violência doméstica somavam 178.3620 E5 por. agora eu digo vocês disseram né dos assim da importância da legislação né que a gente tem uma das legislações mais perfeitas e tudo mais mas o o que de fato a gente pode pensar que protege essas mulheres tanto que às vezes no discurso e até nas notícias a gente percebe que algumas delas Olha ela tinha tantos boletins de ocorrência ela tinha medida protetiva Por que que a gente ainda não consegue na prática eh proteger essas mulheres bom eh é eu acho que quando a gente conversou no questão de ordem até fiz esse comentário e o principal problema é a é uma questão social né como A Fernanda falou é uma questão endêmica ou até pandêmica então é uma mudança de comportamento da sociedade que precisa acontecer então quando a gente fala de uma mulher que tem dezenas de boletins de ocorrência mas acaba sendo vítima do feminicídio a gente tá falando primeiro de um agressor que não acredita que aquela mulher tá protegida e segundo é de uma mulher que vive um ciclo de de violência Então essa é uma questão muito importante que a sociedade precisa compreender porque o tempo todo a gente escuta né mirina alguém questionando assim ah mas por que que ela volta por que que ela fica naquela relação violenta naquela situação naquele ambiente violento o ciclo da violência é amplamente divulgado mas resumidamente a gente passa por algumas fases que começa na fase da Explosão quando o agressor vai violentar essa mulher e aí gente é muito importante lembrar que nenhuma violência começa com tapa um relacionamento que é abusivo ele começa em pequenas coisas como A Fernanda falou a respeito da violência psicológica que é super Sutil começa no controle que muitas vezes é travestido de cuidado né aquela coisa do estou cuidando de você mas na realidade é uma forma de controle e esses esses esses pequenos essas pequenas atitudes são tem que ser o primeiro Alerta da mulher Então ela passa por esse ciclo e depois que existe a agressão que existe essa explosão tem uma fase de arrependimento que é Aquela fase que o agressor pede desculpa coloca a culpa na bebida coloca a culpa no estresse do trabalho coloca a culpa na mulher né diz que ela causou porque a roupa dela não era adequada ou porque a postura dela não era adequada enfim aí eles entram numa fase que a gente chama de fase de lua de mel porque é Aquela fase que parece que tá tudo bem de novo e em algum momento Essa explosão vai acontecer e a mulher ela se mantém nessa relação porque ela é dependente emocionalmente e muitas vezes ela não consegue entender que ela está nesse ciclo de violência então a gente precisa olhar para esses repetidos boletins de ocorrência que acabam num femin primeiro olhando esse ciclo da violência porque muito Possivelmente essa mulher apesar de buscar ajuda em algum momento ela volta pro ciclo sim e aí quando ela se vê de novo em risco Ela Faz de novo o boletim de ocorrência e ela volta pro ciclo mas aí Fernanda a gente tá falando desse ciclo que começa né com com essa gota de violência psicológica depois vai indo até partir aí pr pra explosão depois entra tudo de novo como que a gente pode pensar em romper esse ciclo até porque antigamente se falava muito ah a violência doméstica a mulher que não tem dinheiro para se sustentar ela ela que é a vítima e hoje a gente vê que tem todas as classes sociais como que é essa questão que a Jaqueline até apontou da da dependência psicológica da dependência emocional desse parceiro para que ela encontre forças ou encontre uma maneira de romper esse ciclo como que é isso é assim que nem estava falando né o fator eh financeiro ele prejudica em muito nesses casos né intensifica Eh ele não é exclusivo eu acho que a questão da dependência emocional eh é presente em todos os casos de violência porque o que que acontece aquela mulher ela cria uma codependência desse parceiro e essa codependência é criada em pequenas coisas né então falas do ti tipo você não vai encontrar outra pessoa igual a mim você não consegue e viver sem mim e vai minando a autoestima dessa mulher que provavelmente já era baixa por n fatores E aí essa mulher ela vai ficando esvaziada aí essa relação de codependência é que vai eh também eh retroalimentando esse ciclo de violência então a mulher ela se sente muito incapacitada romper com esse ciclo não é fá é uma atitude de muito protagonismo e de muito empoderamento porque só a mulher pode romper aquele ciclo por ela ninguém pode ir lá e às vezes a gente até Tenta né vai lá e fala e nossa ela não sai dessa relação não vai sair mas acho que assim eh pras pessoas pras mulheres que têm essa possibilidade procurar eh um atendimento psicoterapêutico com um psicólogo uma psicóloga qualificada que saiba eh tratar desses casos se senão na rede pública nos postos de postos de saúde Porque é importante que a mulher e entenda e que ela tá inserida que ela reconheça isso conscientemente porque só a partir disso ela consegue tomar algumas medidas que são mais definitivas E aí sim rompem com o ciclo de violência agora secretária no que diz respeito ao poder público né em especial a nossa cidade quais são Então os caminhos para que essa mulher procure o atendimento e tem essa possibilidade de também ter o apoio profissional para encontrar o seu caminho e romper esse ciclo olha mina eh são vários os caminhos a gente tá falando de uma rede protetiva Então essa mulher pode ser acolhida seja num atendimento numa orientação que ela tenha no com o advogado ou na própria ddm nos nossos serviços Então depende que porta que ela vai enquanto assistência nós temos procurado acolher essa mulher por exemplo ela chega no nosso serviço o Cras que tá espalhado por todo o território às vezes ela chega sem saber que tá sofrendo uma violência a Dra Jaqueline colocou isso e ali através de uma escuta de rodas de conversa ela se identifica que está em um um relacionamento violento e aí ela procura Ajuda nós normalmente Fazemos o encaminhamento para o seamo onde essa mulher é acolhida tem assistência social psicólogo tem orientação jurídica também porque infelizmente muitas mulheres a gente sabe nós estamos aqui advogado a gente sabe que é é muito comum para nós saber da realidade mas tem mulher que ainda acha que se ela sair de casa ela perde o direito a partilha dos bens tem mulher que ainda acredita que se sair de casa ela perde a guarda dos filhos Então essa orientação é importante para que essa mulher possa romper romper esse ciclo como a doutora disse não não não eu posso querer romper o ciclo ajudar mas é ela que tem que fazer e como ela vai fazer isso sentindo-se fortalecida então são várias as portas que nós temos se essa a mulher já está numa situação extrema de violência aí nós temos os abrigos a gente tem um abrigo Municipal cujo endereço é sigiloso só as as forças de segurança sabem para que essa mulher possa estar protegida e quem pode estar nesse abrigo é quem tenha uma medida protetiva mas aí a gente fala ah e aquela mulher que não tem uma medida protetiva e eh faz um ano que foi implementado o auxílio aluguel paraa mulher vítima de violência que é um suporte para essa mulher Primeiro ela faz o registro do boletim de ocorrência e ela é acompanhada pelos nossos Cras Porque não basta ter só um novo espaço para ela morar não basta ter dar um novo local para Que ela possa recomeçar a vida ela tem que entender que ela estava num lar violento ela tem que ter um acompanhamento psicológico Porque se não vai passar o tempo essa mulher vai estar de novo com o agressor dentro da casa que ela saiu e continuou nesse ciclo então é um trabalho em conjunto é rede é todo mundo junto é Assistência Social é segurança pública é educação que a gente precisa conscientizar falando secretária da mulher mas grande parte ainda tem a questão dos filhos e aí como pensar também em se realocar se ver nesse lugar em que você por exemplo você tem uma medida protetiva quer dizer a mulher tem uma medida protetiva mas esse pai tem que ter contato com os filhos de uma alguma forma é é uma coisa muito muito doida na verdade pensar nisso né a Dora Jaque Com certeza pode colocar que tá atuando bem próximo disso porque Tem sim algumas restrições principalmente com relação aos filhos né Tem eh a gente tem uma alteração Legislativa eh que determinou que em casos em que fique comprovar da violência doméstica a guarda compartilhada não deve ser uma regra porque há alguns anos no Brasil a guarda compartilhada se tornou regra O que significa que se um casal ali no no processo de divórcio ou dis solução de união estável não entrar num acordo com relação à guarda dos filhos o judiciário vai decidir o judiciário vai decidir pela guarda compartilhada Ah mas o que que é guarda compartilhada fica metade do tempo com cada um não isso a gente chama de convivência alternada é outra coisa só que a guarda compartilhada é em tese prescinde de um diálogo dos genitores porque eles vão precisar em conjunto tomar decisões então quando existe uma relação de violência entre o genitor e a genitora né entre pai e mãe normalmente eh ficou-se determinado pela legislação que não pode ser uma regra aguarda compartilhada tá até porque antes estava usando a questão da alienação parental também muitos casos falando ai Olha eu quero ter contato com meu filho isso é uma coisa muito delicada eu acho que a partir do momento que a gente começou a olhar com olhos mais cuidadosos paraa violência contra a mulher a gente acabou mudando um pouco o nosso olhar com relação à lei de alienação parental porque a gente precisa tomar muito cuidado para não esbarrar na alienação parental e o impedimento do exercício da Guarda compartilhada de certa forma também sobrecarrega a mulher porque a a mulher ela vai sozinha mais uma vez como a gente já sabe eu não tenho os dados aqui mas a gente tem uma parcela gigante esca das famílias no Brasil que são famílias monoparentais formadas pelas mães e seus filhos né E que já não tem uma participação efetiva do genitor que também é uma violência né Se a gente for olhar eh Tecnicamente e olhar e olhar com cuidado eh Uma Família monoparental em que o genitor abandona porque é essa palavra é abandono abandona os seus filhos e aquela mãe cuidando sozinha daquelas crianças é uma família que tá sendo violentada também então Eh eu acredito que o melhor nesses casos análise cada caso a caso os processos judiciais que discutem guarda de crianças e adolescentes tem um estudo que a gente chama de estudo psicossocial o judiciário tem psicólogo e assistente social que vão analisar eh as condições daquela família daquele núcleo familiar às vezes eh eh eh família estendida então avós eh se tem madrasta padrasto se tem enteados enfim todo aquele núcleo que a criança vai conver para entender o que é melhor mas em regra hoje se existir uma situação de violência a guarda compartilhada não pode ser determinada Ah entendi Inclusive a gente teve aí algumas adequações a lei desde 2006 a gente teve eu peguei aqui alguma informação se faltar vocês me corrijam deixa eu ver aqui olha no ano passado em abril nós tivemos aí a lei que melhorou a concessão de medidas protetivas de urgência para proteger a vítima o texto especifica que a justiça pode decidir afastar o agressor da mulher a partir do depoimento dela a polícia caso relate que está em risco físico psicológico sexual patrimonial ou moral em maio deste ano a gente também teve aí mais uma adendo a lei que determina manter sob sigilo nos processos o nome de Mulheres vítimas de violência doméstica mas com a sanção a nova lei ainda a gente tá no 180 dias para que ela efetivamente entre em vigor e esse sigilo de acordo com a lei vale apenas para ofendido sem abranger o nome do autor do fato ou demais dados do processo essas duas atualizações ao seu v Jaqueline com relação ao sigilo na prática isso já acontecia Só que os processos judiciais e o processo se tornava sigiloso e não o nome das mulheres então a gente não conseguia saber se quer quem era o agressor eu quero ver na prática né como que vai funcionar porque isso isso depende também de uma alteração de sistema do Poder Judiciário tá né Então tem que ver como isso vai funcionar ionar com com relação a a medida protetiva a medida protetiva de urgência Qual que é a questão já não era tão simples conseguir uma medida protetiva quando a gente fala de uma mulher vítima de violência física ela chega lá como A Fernanda falou machucada com hematomas com roxos enfim né visualmente agredida e já não é tão simples porque existe primeiro a dificuldade de mulher chegar até a delegacia por todo o receio que a gente sabe agora quando a gente fala de violência psicológica violência patrimonial ou algum outro tipo de violência que não é materializá-los só que a gente a gente precisa ver como vai funcionar Tá certo então Olha nós vamos para um breve intervalo e já já a gente volta com o estúdio Câmara não saia [Música] [Música] daí segundo bloco do estúdio câmara que hoje fala do agosto lilás o des de conscientização e combate contra a violência doméstica violência contra a mulher falei doméstica é uma das tá gente mas olha a gente inclusive pensou em como a população eh sente essa questão da violência doméstica como ela pode inclusive contribuir Quais são as dúvidas por isso a Ana Paula neguete ela foi até as suas aqui da cidade foi precisamente lá na 13 de Maio que é a principal a do comércio da cidade e conversou com a população sobre isso vamos ver o que ela tem de informação Olá mina olá para todos os convidados do estúdio Câmara Pois é Mirna Além de sua história sua cultura seu desenvolvimento Campinas assumiu agora um novo compromisso ser referência no Combate à violência contra a mulher através da campanha Campinas por todas por isso eu estou aqui na Rua 13 de Maio no centro da C para saber o que a população acha sobre esse assunto O que que você acha que deveria ser feito para que a violência contra a mulher acabe ou diminua complicado hein complicado porque tudo que é exigido pra pessoa manter distância da mulher não tem eu acho que deveria ser uma lei bem mais rígida viu bem mais rígida mesmo prou a primeira vez vez cadeia mesmo cadeia cadeia cadeia mesmo para ficar lá anos eu acho que é mais informação pras pessoas e acho que principalmente conscientização dentro das casas as pessoas Acho que a conscientização pública e a acho que a sociedade em si né e a as políticas eles olharem mais para dentro das casas eu acho que a a violência ela não tá só no no no ato da agressão que você vê né é no dia a dia é no meio da rua que você vê o marido puxando a esposa ou o namorado eh xingando a a a namorada então eu acho que esse olhar mais mais atento mais carinhoso né De certa forma com uma coisa que é tão perigosa e violenta arriscada creio eu que aumentar as penas né as pessoas abusam das mulheres a gente que trabalha na área da saúde principalmente abusam das mulheres com palavras com gestos mas são nem são presos né ficam muito pouco tempo na cadeia acho que isso ajudaria bastante Ah mais segurança mais atenção nessa parte aí né Acho que deveria ter né aumentar mas a atenção PR as mulher né porque eu acho que só falar falar não resolve deveria ter uma lei mais rígid aqui Que olhasse Através disso do aí a gente fica muito triste tá vendo todo dia toda hora acontecendo esse tipo de coisas né na verdade colocar uma lei que funcionasse né no país todo porque não adianta até as leis que tem parece que piora mais mulheres que geralmente a gente vê o índice que elas de morte entre elas já tem duas três boos assim então eu acho que dev queria colocar uma lei que funcionasse mesmo de primeira deu problema o cara vai encana eu penso da seguinte maneira se não houver conscientização educação desde berço até a adolescência ou a fase adulta nada disso vai mudar tem três fatores que nós podemos resolver educação educação e educação eu acho que a parte da da polícia nessa parte aí tem que ser mais rígida né que não adianta você entrar também comida protetiva Mas em compensação não toma uma atitude também deixar a mercê disso aí né os órgãos público ser mais rígido né perante a lei É desnecessário no mundo que a gente vive Hoje em dia a gente tá vendo todos esses Absurdos acontecendo Eu sou mãe de duas meninas e eu confesso que eu tenho muito medo de deixar minhas filhas est nos cantos sozinha de confiar em est na casa das pessoas por conta disso porque a violência contra mulher tá tão grande que você nunca sabe aonde vai estar se é na Rua se é na casa de um vizinho se é na casa de um amigo se é na casa de um parente Lembrando que a violência contra a mulher é crime e não deve ser tolerada e o estado de São Paulo oferece algumas iniciativas para tentar garantir a segurança delas para você conferir quais são essas iniciativas é só acessar o Samp paulo.sp.gov.br eu volto com você Mirna aí no estúdio obrigada Ana Paula Olha a gente percebe aí que os nossos eh entrevistados lá na 13 de Maio falaram principalmente Claro da legislação né da punição o aspecto também da educação né E também essa última questão aí de que olha como como que você vai deixar o seu filho em sua filha em alguma algum lugar tomar bastante cuidado e tudo mais que que a gente pode perceber a gente abriu o programa falando Justamente que a legislação é uma das melhores mas as pessoas parece que não estão sentindo isso eu acho que omina isso tem a ver com a conscientização porque na realidade a sociedade não entende como funciona o sistema penal né então e até agradeço de novo a oportunidade porque quem sabe as pessoas consigam assistir e olhar com com o olhar do que eu quero trazer agora a medida protetiva ela ela por si só não gera a punição a medida protetiva ela é uma medida de muitas vezes de restrição de aproximação Ela traz eh formas de proteger a mulher da violência depois essa denúncia se né se mantida se essa mulher não não não não decidir voltar atrás em determinadas situações porque não é sempre que pode tá existem crimes que não tem como a mulher voltar atrás eh aí se inicia um processo penal então a punição da do ser preso né vou tentar falar de uma maneira simples só vai acontecer depois desse processo penal Então não é fazer o boletim de ocorrência e conseguir a medida protetiva que vai gerar a prisão tá eh o que gera prisão depois da medida protetiva concedida é o caso do descumprimento das ordens de restrição da medida protetiva Então imagina a seguinte situação uma mulher procura delegacia porque ela está sendo vítima de violência física ela consegue uma medida protetiva que vai sair aí em média 24 48 horas depois e vem uma ordem de restrição para que esse agressor seja retirado do domicílio dela que ele permaneça afastado sei lá dos 200 300 400 enfim eh 1 km de distância se esse agressor volta pro domicílio se esse agressor se aproxima ela aciona a autoridade policial acontece um descumprimento da medida protetiva é crime nesse caso ele é preso em flagrante porque ele está naquele momento cometendo um crime o que gerou a denúncia que eh que fez com que fosse concedida a medida protetiva então a violência física que nesse caso é lesão corporal eh Isso vai ser apurado Num processo criminal E aí com a apuração ele vai ser penalizado dentro do que tá previsto no nosso sistema penal mas agora Fernanda quando é a mulher acaba muitas até acabam não levando a frente transformando isso num processo não é uma forma também psicológicamente da mulher não ficar vivenciando aquela violência todo dia então ela fala já que ele parou de de vir atrás de mim de me ameaçar ou ele foi embora de casa eu quer eu não quero mais falar desse assunto e eu vou ficar remoendo isso também não é uma maneira dela tentar se proteger psicologicamente nesse sentido é uma maneira Mas é uma maneira pouco eficaz porque eh esse é um mecanismo assim de negação tá então eu não querer entrar em contato com esse fato com essa questão com esse problema eh faz com que eu não cutuque a ferida mas às vezes eu preciso expurgar essa ferida Para que alguma coisa de fato aconteça na Vida Prática então Eh isso que você falou acaba acontecendo muito na fase de lod de Mel Ah agora tá tudo bem então eu posso tirar medida protetiva e tal ou Ah ele foi embora eu não preciso mais me preocupar com isso mas assim a questão tá aí ainda então a gente eh precisa olhar para essa questão acho que eu gostaria de trazer eh um outro ponto eh nós vivemos num país que acaba tendo uma cultura mais punitivista então a gente espera que com a lei haja uma consequência né uma punição quando na verdade a gente precisa trabalhar o antes desse ato de violência então a gente precisa começar a trabalhar a prevenção que é educação lá que o nosso entrevistado falou Eu acredito que sim a educação isso que a gente tá fazendo aqui é super importante né Eh porque o que que acontece a gente passa a entender que a violência doméstica a violência contra a mulher nas suas mais diversas formas ela não tá eh restrita ao privado porque tinha essa noção de que e era a vida do marido e da mulher no privado a gente não se metia mas não é um problema como eu disse anteriormente é uma questão pública então a gente sai dessa esfera E aí mais coisas podem ser feitas Então acho que essa conscientização que a gente tá fazendo aqui agora fazer grupo com mulheres eh conscientizar uma a uma às vezes quando necessário tudo isso ajuda mas também a gente precisa pra e conscientizar a sociedade civil num todo e principalmente os homens né a gente tá falando aqui dos homens porque o maior índice né de violência é feito por parte de homens então assim a gente precisa ter homens parceiros nessa causa aqui é comprem e essa questão com a gente agora secretária essa mulher que chega ao se amo ela já tem essa consciência de que é vítima de violência ou muitas vezes ela chega fala tá acontecendo uma coisa e eu não tô entendendo o que tá aconte Endo é mina infelizmente não muitas mulheres chegam até a que chega até o seama ela sabe porque em algum momento ela foi orientada a procurar o seama agora o seama num Novo Espaço que é a casa da mulher Campineira tudo lá dentro pronto agrega vários serviços para que essa mulher vá num único local e tenha outros serviços e possa ser encaminhado conforme a demanda porque às vezes ela chega ali com uma questão de violência Mas tem como a Dra Jaqueline colocou tem a questão da vulnerabilidade social a questão de que muitas dessas mulheres são em solos então tem toda uma responsabilidade ali ao chegar na casa da mulher Campineira ela vai ser acolhida e verificado qual é qual a demanda a casa da mulher Campineira é um serviço exclusivo do município é parceria com o governo federal ou com o governo estadual o governo federal tem a casa da mulher brasileira mas esta que nós temos é a casa da mulher Campineira É exclusiva do município com parcerias Então a gente tem buscado parcerias com o governo do estado nós vamos ter ali dentro a defensoria vamos ter um posto da DD também para atendimento então a gente tá buscando agregar num único espaço para que a mulher seja acolhida e não só a mulher vítima de violência ou não apenas a mulher vítima de violência mas todas as mulheres ali vão sentirse acolhidas porque vai muito o que a Doutora Fernanda colocou dessa mulher não Da gente não entrar como combater a violência ela não acontecendo esse é o primeiro passo é a gente conscientizar essas mulheres terem espaço para que elas saibam Quais são os seus direitos quais são seus caminos para que possa uma ajudar a outra que esses homens como a gente tem um serviço aqui em Campinas também que é o serav que esses homens também possam entender o que tá acontecendo porque não adianta ter toda a punição e esse homem ó fez a punição sai vai agredir novamente porque o serav ele é um serviço do do Judiciário com a prefeitura não tem nada a ver com a prefeitura é serviço da prefeitura que faz o atendimento dos homens neste momento não como punição há toda uma previsão legal de que o judiciário pode E aí a Dra Jaqueline pode falar ainda melhor do que eu de que o judiciário pode como pena né colocar você tem que cumprir tanto tempo nós ainda não estamos recebendo esses homens do Judiciário nós estamos de forma voluntária que esses homens procuram para participar dos grupos E aí h a conscientização Que também está previsto na lei Maria da Penha a conscientização desses homens porque nós não estamos aqui não é uma guerra de sexos não é homem contra mulher mulher contra homem somos todos nós para vencer uma cultura algo que tá aí há muito tempo e que nós não podemos aceitar não é normal Nada justifica a violência a gente fala isso ai sempre fala porque muitas vezes existem relacionamentos que um arroz queimado justificou a violência que um olhar diferente justificou a violência que a mulher se culpa por alguma questão Então a gente tem que partir da pría Nada justifica se Nada justifica nós não temos que viver numa sociedade em que nós mulheres temos medo de sobreviv que temos que procurar um relacionamento e ficar sempre preocupado de que aquilo pode virar uma bomba uma panela de pressão E aí é que estão os serviços públicos aí é que estão as parcerias das organizações da sociedade civil o Conselho Municipal que tem um trabalho fundamental órgãos como a obob a comissão da mulher advogada que fazem um trabalho de conscientização E aí eu vou assim partir para uma área que eu acho muito importante que é empatia é nós mulheres conseguirmos perceber que outra mulher tá sofrendo violência porque é muito difícil a mulher se identificar no lugar de violência mais difícil ainda ela dizer estou passando por isso então às vezes é uma colega que você vê no trabalho que tá distante uma amiga que sempre postou nas redes sociais de repente Ela desaparece uma mãe que sempre levava o filho na escola mas agora quem tá levando é outra pessoa ter empatia se colocar à disposição tá tudo bem Tá acontecendo alguma coisa porque aí a gente consegue se ajudar e às vezes essa mulher só precisa de um apoio para poder ela superar essa situação e o augosto lilá a gente tá falando aí de um mês Praticamente todo dedicado né a esse tema no que diz respeito à mulher e essa semana começou no dia 8 com um seminário lá na Azul mas a gente tem muita coisa acontecendo em agosto sim o agosto lilás a gente pensa o mês todinho voltado para falar sobre o Combate à violência contra a mulher e de várias formas tivemos abertura ali na na Azul unindo esforço com várias palestras mostrando o que o poder público tá fazendo em parceria palestras durante o mês de conscientização sobre eh os direitos da mulher sobre os tipos de violência convidamos a Dra Jaque ela tá devendo para ir lá dia 20 eu vou lá na casa da mulher Campineira ó dia 20 ela já vai est lá na casa da mulher Campineira vai participar e a gente fazer também oficinas Porque é importante que nós tenhamos garantimos a mulher também uma autonomia financeira infelizmente muitas mulheres permanecem num lar violento porque são dependentes economic icamente então neste Agosto a gente vai tratar todas as frentes mas é importante Mirna dizer que o nosso trabalho a gente tá aqui a a dout as duas doutoras que estão aqui participando em várias ações a grze que é a coordenadora Então esse mês a gente tem várias ações mas esse assunto não é não pode ser discutido apenas no mês de agosto é todos os dias é em todos os espaços que a gente tiver a gente tem buscado falar e conscientizar sobre esse combate é inclusive Eu sempre gosto que eu sou super fã da feira da mulher empreendedora e eu gosto sempre de enfatizar que esse serviço Começou justo a sementinha lá no seamo com essa questão olha vamos promover a independência financeira dessa mulher que porventura ven a passar por algum problema financeiro quando decide né vou separar desse marido e hoje foi para Além disso né hoje tem muitas mulheres eu mesmo já entrevistei em um outro programa aqui mulheres que inclusive eh tão lidando com questão de depressão de saúde que saíram de situações fora a violência doméstica em função desse projeto que nasceu no seamo ó eu acredito que a política pública ela é efetiva quando ela escuta a população quando ela vai ao encontro da necessidade da população porque não adianta a gente criar no nosso nosso fantasia ah essa política pública mas não é aquilo que a população precisa e a feira da mulher empreendedora nasceu disso então era uma mulher que passou por situação de violência era atendida no seamo e ela procurou então a coordenadora e disse olha eu queria tanto vender os produtos que eu eu tenho mas eu não tenho como pagar para est na feira pronto dali nasceu acho que começou bem pequeno a gente fala de 80 mulheres hoje a gente tem mais de 2.000 mulheres e não não apenas Mulheres vítimas de violência doméstica mas mulheres com vulnerabilidade social vulnerabilidade psicológica porque ali é um espaço de convivência é um espaço de fortalecimento e essa sim a política pública funciona aquela em que escuta a população e vem ao encontro da Necessidade Olha uma outra coisa também que foi mencionada inclusive ali com o pessoal que a apareceu agora a pouco lá na 13 de Maio foi a questão da segurança como um todo não só Claro da em relação aos lares e a gente tem aqui números da Secretaria de Segurança Pública Olha a gente teve aqui em 2023 eh 163 estupros registrados em Campinas sendo 114 de vulneráveis neste primeiro semestre né Eh também a gente teve aí o registro Olha como já teve um aumento 194 estupros registrados sendo 145 de vulnerável e aí falando sobre proteção e daqui a pouco a gente entra em detalhe sobre essa questão a gente tem um projeto que Inclusive a Ana mencionou lá o site do governo de São Paulo mas a gente tem projetos aqui também do município falando de algo bem importante para quem trabalha e sai muito cedo de casa ou chega muito tarde em casa e ele funciona aqui em Campinas chamada abrigo amigo vamos ver como funciona os abrigos contam com painéis digitais adaptados para realizar chamadas de vídeo em tempo real entre o usuário que se sentir vulnerável no ponto de ônibus e atendentes reais de uma central de de monitoramento eles são equipados com câmeras conexão com a internet sensores noturnos e microfones o painel exibe a mensagem Você Precisa de companhia até chegar o ônibus Peça agora esse foi um dos primeiros abrigos a ser instalado no Brasil e quem ganha a sociedade né Nós Já começamos aí um trabalho de divulgação maior do Abrigo amigo mas ele está muito bem divulgado e realmente traz mais segurança principalmente para as mulheres que estão esperando e nos pontos de ônibus de noite é importante destacar o horário que ele funciona né das 8 da noite até às 5 da madrugada a iniciativa é de uma empresa de mídias digitais que envolve órgãos de segurança e sem qualquer custo para a prefeitura já que o projeto é mantido por patrocinadores por meio da venda do espaço publicitário Já são 13 abrigos como esse instalados em ruas e Avenidas da Cidade ao todo serão 20 e para iniciar a chamada de vídeo é bem simples basta o usuário tocar na tela e iniciar o atendimento Boa noite me chamo Bruna faço parte da equipe abrigo amo desde a sua instalação nós já recebemos mais de 705 chamados Então acho que realmente vem sendo aí utilizado pela população ainda de acordo com o presidente da indec que gerencia o trânsito em Campinas dos 705 acionamentos 703 foram de passageiros solicitando a companhia das atendentes na espera pelo ônibus duas chamadas relataram o risco de alagamento e apenas uma situação foi direcionada à polícia os abrigos que mais tiveram chamados foram da Rua Jaci Teixeira de Camargo no Jardim do Lago da Avenida Orozimbo Maia da Rua Dr Alfredo Maia Bonato e em quarto lugar ficou o da Avenida Francisco Glicério todos os protocolos de atendimento passaram pelo Centro Integrado de comando e controle da Polícia Militar do Estado de São Paulo além do ponto na Avenida Francisco Glicério O Abrigo amigo também está instalado nos seguintes endereços Rua JAC Teixeira de Camargo Rua Dr Alfredo Maia Bonato Avenida Dr Morais Sales Avenida Benjamim constan Avenida Orozimbo Maia Rua Joaquim vilaque Rua Albino José Barbosa de Oliveira Avenida José de Souza Campos Rua Dona licínia Teixeira de Souza Avenida Júlio de Mesquita e Avenida Almeida garré bom olha quando essa reportagem foi ao ar a gente tinha 13 e a expectativa é que a cidade tenha mais né secretária esse trabalho da segurança né no caso da ind que a gente tá falando aí de mulher mas o abrigo amigo é para todo mundo tá gente para homens e mulheres é que acaba a mulher que sente mais vulnerável acaba eh sendo atendida e que interface a Secretaria de Assistência faz com as outras secretarias eu sei que com a saúde faz bastante para também pensar nessa rede de proteção à mulher e no caso aí até a proteção a gente acabou de falar da questão do aumento dos estupros em Campinas e também tem essa questão da iluminação pública né no ponto de ônibus como é isso há todo uma atuação em rede por isso que a gente fala da rede protetiva então cada um na sua área mas atuando em conjunto eu estive na entrega do ponto lá na Francisco Glicério é um equipamento muito importante parece uma coisa simples mas quem faz uso de ônibos sabe que às vezes sozinha chega alguém que você fica suspeito Você tá sozinha não tem o que fazer pronto clicou ali a pessoa vem atendente te acompanha até que você entre no ônibus e um outro serviço que a gente tem em parceria com a guarda municipal e com a ideia que é importante dizer é o botão Bella que é para quem está dentro do ônibus quem está dentro do ônibus pode acionar o botão Bella e aí é só ir no aplicativo da indec e dizer se ela tá sofrendo importunação porque infelizmente dentro do ônibus a gente ainda tem muito tem aquela questão de que o ônibus tá lotado a esbarrei mas tem a importunação mesmo e essa mulher pode acionar o botão aguarda vai fazer o acompanhamento vai até onde ela está por GPS sabe onde esse ônibus está este são apenas alguns dos serviços a ela não precisa por exemplo com o botão Bela falar anô Olha eu tô eu vou acionar ela pode continuar quieta ali pro agressor não perceber que ela tá agindo de alguma forma isso mesmo ela não ela entra no aplicativo da indec ela baixa e ela é aquele mesmo Aplicativo que ela vê os horários dos ônibus ela vai clicar no botão e ali por GPS já vai ser acionado e aa vai até onde está o ônibus e aí faz todo a verificação O que é a gente tem buscado muito enquanto poder público é divulgar divulgar todos esses serviços por exemplo a guarda da a guarda municipal tem a sala lilás assim como muitas delegacias tem programa guarda amigo da mulher programa guarda amigo da mulher que faz esse acolhimento mas a gente precisa divulgar para que as pessoas tenham conhecimento de quais são ISS por isso atuar em rede e o que é atuação em rede é não só falar para dentro dos serviços discussão de casos mas Abrir essas discussões a Dra Fernanda falou muito importante sobre as rodas de conversa o quanto elas são importantes para que a gente conscientize as mulheres Olha você tem direito a isso você tem direito aquilo isso é violência isso não é tá estou em situação de violência e agora o que eu faço mostrar o caminho para essas mulheres poderem sair desse ciclo a gente vê que inclusive nessa agenda nesse cronograma do agosto lilas uma das atividades é a São aqui aulas de defesa pessoal que vai acontecer lá na casa da mulher Campineira quando se percebeu que também é importante que a mulher temha essa noção de defesa pessoal para sair de algumas situações o próprio pedido as próprias mulheres pediram algumas mulheres falam Olha eu gostaria de ter aula de defesa pessoal isso é importante e aí a gente não Tá incentivando a violência de forma nenhuma não é isso que a gente tá colocando e também nem que a mulher se coloque em risco Ah eu sei me defender vou me colocar em risco não aconteceu saia daquele local saia é para se proteger mas em alguns momentos ela vai precisar agir e como fazer isso então essa aula defesa para pessoal promovida pela guarda municipal em parceria é importante para aquelas mulheres que sentem segurança quero aprender Quero me sentir mais segura mas friso não é para incentivar a violência e nem é paraa mulher buscar se defender numa situação ali e colocar a vida ainda mais em risco Esse é um grande problema Jaqueline quando a gente falou um pouquinho antes do da reportagem aparecer sobre a questão do aumento dos estupros em Campinas o que que isso traz para nós Bom eu acho que a primeira coisa importante é entender que esse aumento de caso de estupro não foi só em Campinas eh segundo o anuário que você já fez referência nós temos um recorde histórico de casos de estupro no Brasil e outra coisa de extrema importância é analisar que a maioria deles não acontece na rua acontece dentro do ambiente doméstico e familiar e a das vítimas são meninas crianças de até 12 anos né então e essa questão de quando a gente vamos falar de Campinas olha desse semestre aqui que eu falei que foram 194 e deixa eu ver 194 é isso não 19 160 é 194 sendo 145 de vulnerável é essa menina que você tá o recorte ele ele a princípio não é de G com com relação ao gênero né então pode ser meninos tamb isso meninos e meninas né então crianças e adolescentes já até na realidade no anuário o recorte para nos 13 anos tá eh porque homens também são vítimas de violência sexual meninos são vítimas de violência sexual apesar de termos um índice muito pequeno de denúncias eh mas a grande maioria então é de meninas eh de até 13 anos e acontece dentro do ambiente doméstico familiar e nos dados do anuário também fica eh o alerta de que os agressores normalmente são pais ou padrastos sim e infelizmente é essa é a realidade então assim eh nós eu eu costumo dizer o seguinte nós não Saímos de casa em paz nós mulheres a gente sempre sai com receio e não importa o horário a gente sempre sai com medo de que alguma coisa aconteça mas muitas vezes na grande maioria das vezes o risco maior está dentro de casa então a gente precisa ter esse olhar porque quando a gente fala que uma criança está sendo vítima de violência sexual nós estamos falando que muit às vezes essa criança não sabe o que é uma violência sexual e não tem condição de denunciar Então se ela não sabe que ela não pode ser tocada como ela vai falar pro pai pra mãe pra escola porque normalmente não é pro pai e pra mãe né Isso é levado na escola pro tio da peru ou sei lá algum outro adulto de fora desse ambiente então é importante que a gente também eh avalie a necessidade urgente de se falar sobre educação sexual as e e quando a gente fala de educação sexual a gente tá falando de ensinar o que pode o que não pode A criança precisa entender que ela não pode ser invadida que ela não pode ser tocada para que haja denúncias então assim mais uma vez são dados notificados eh infelizmente esses dados são muito pequenos eh mas claro todas as medidas né que visem nos eh proteger como é o caso do do Abrigo abrigo amigo né eh são de extrema importância mas a gente tem que olhar para esse recorte da idade que é assustador e real Fernanda você que também tem uma ampla experiência além das mulheres também com crianças e adolescentes como que a gente consegue então pensar fazer esse recorte pensando na conscientização na educação de meninos e meninas para que a gente possa aumentar e que as próximas gerações não Tragam essa cultura da violência contra a mulher Uhum eu eu tenho uma forte crença de que daqui para frente as coisas vão melhorar porque a gente tem falado eh de maneira aberta né Eu acho que a a nossa geração eh Que conscientiza Mas já tem uma geração antes da gente que já tem uma cabecinha um pouco de diferente eh eu concordo com com a Jaqueline sobre essa questão da educação sexual eh eu acho que a gente precisa eh paramentar os pais para que o assunto não seja um tabu eh e para que eles possam também falar com as suas crianças e aí depois a gente vai chegar no Polo crianças e adolescentes para que eles entendam né O que pode o que não pode o que é é um toque que é aceitável O que que é uma invasão desse espaço então eh eu acho que tudo começa na verdade antes a gente trabalhando eh com esses pais com esse olhar e a gente também desmistificando essa questão de que não pode falar disso com criança eh existem formas corretas de você abordar o assunto e aí a gente também orientando eh os pais as mulheres enfim eu acho que tudo sempre vai par partir de uma cultura de conscientização de acesso e a conhecimento e a a cultura Tá certo então gente Infelizmente o nosso tempo acabou eu agradeço a participação de vocês mas antes eu vou dar alguns serviços aqui que eu acho importante a gente tem no âmbito Federal o Lig 180 que você pode fazer denúncias ou tirar dúvidas em Campinas a casa da mulher Campineira que fica na Rua 11 de Agosto 412 no centro da cidade lá funciona o seamo agora né então é de segunda a sexta-feira das 8 da manhã às 7 da noite é isso Olha o telefone não mudou secretária então é o 0800 777 1050 0800 777 1050 e tem um WhatsApp ainda que é o 19 3236 3619 19 3236 3619 você também pode mandar um e-mail para o seamo @camp psp.gov PBR o seo tem Facebook também vamos deixar aqui também o telefone das delegaci o contato das delegacias a gente tem a primeira delegacia de defesa da mulher que fica aqui no Jardim Proença telefone 3242 5003 ela fica na Rua Dr Antônio Carlos ses Júnior 310 e nós temos a delegacia que funciona 24 horas aqui na cidade a TV Câmara Inclusive a campanha que foi uma grande luta aqui dos movimentos de mulheres na cidade das autoridades para que essa delegacia passasse a funcionar ela fica na Rua Ferdinando patoni 590 no Jardim Pauliceia é uma Rua Marginal a John Boy do Lope ali no jardim Paulo iceia ao contrário ali do da vila Castelo Branco e Jardim Londres o telefone de lá é 3227 0080 agora se você quer saber de toda a rede de apoio eu vou dar aqui o endereço é campinas.sp.gov.br você digita lá na pesquisa coordenadoria da mulher e vai em rede de apoio lá tem todos os serviços oferecidos aqui na nossa cidade e claro sempre em parceria com a prefeitura e com outras entidades a OAB também tem Defensoria Pública lá tem todos os contatos gente muito obrigada obrigada E você que ficou com a gente aqui no estúdio câmara um bom domingo Continue com a gente e até a próxima [Música] [Música]