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DE OLHO NA EDUCAÇÃO - DICAS GRAMÁTICA
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DE OLHO NA EDUCAÇÃO - DICAS GRAMÁTICA

54 views Publicado 21/09/2023 HD · 16:40

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[Música] bom é o quadro de olho na educação e Olha só pessoal um assunto certamente é que vai interessar aí a muita gente que está acompanhando assistindo ao quadro de olho na educação que é justamente a questão que envolve os erros gramaticais porque não é comum Claro não é a gente observar pessoas cometendo erros de gramática algumas situações né é alguns termos que confundem os verbos enfim mas eu tô aqui com a professora Cássia que a professora de letras ou seja sabe tudo e mais um pouco né sobre a língua portuguesa É verdade sim e vai conversar conosco antes de mais nada muito obrigado viu professora por aceitar o nosso convite participar aqui é do quadro de olho na educação que que aborda tema super importante Boa tarde então André Boa tarde também aqueles que me assistem Eu que agradeço o convite e começo fazendo uma retificação não é verdade que eu saiba tudo ninguém sabe tudo não é verdade olha só é verdade tanto que a língua portuguesa é uma língua complicada né Professor a língua portuguesa é tão complicada quanto as demais lindas todas as línguas são exemplo todas as línguas são estruturas de mesma complexidade né independentemente ser estrangeiro o falante de português hoje em dia não usam uma expressão como essa voz né Isso já tá fora do português contemporâneo né então é um tipo de uso que a gente vai encontrar nos textos mais antigos literários eventualmente na Bíblia eventualmente até textos na Bíblia etc é alguns concursos seguramente bom mas as pessoas elas têm uma certa dificuldade né É não todo mundo evidentemente porque por exemplo onde ele tem não É algumas situações professora que às vezes não é tão fácil de entender sobre o ponto de vista normal comum Por exemplo quando a gente vai se referir né Depois gostaria que você explicasse o porquê e tudo mais é o verbo haver no sentido de existir a gente coloca ele no singular mas assim se você for levar o pé da letra Puxa vida houveram alguns torcedores no estado de futebol completamente errado mas não são alguns torcedores porque o certo então é falar ouve alguns torcedores o verbo tem pessoal ele não faz a flexão de pessoas então lá ver os verbos que se referem a fenômenos nos da natureza como sovier vem cá relampejar assim por diante nós temos uma série de verbos que são impessoais então ouve muitos torcedores no Estádio e o chover entra dentro dessas que eu acabei de mencionar Choveu muito ontem né Choveu muito ontem em geral é como que a gente diz né então não se fala por exemplo choveram vários dias seguidos não choveu em vários dias seguidos choveu em vários dias seguidos né então são os fenômenos da natureza chover vem cá relampejar nevar garoar enfim todos esses super importante aí né esses esclarecimentos da professora Cássia outra situação professora que a gente vê até com uma certa frequência o verbo fazer quando a gente vai falar por exemplo não é que faz alguns anos também tem que ser no singular faz a gente tava até brincando né a professora antes do início da entrevista eu falei que eu fiz jornalismo aqui na PUC e já faz 20 anos e eu falei mais 20 anos mas não é às vezes a gente vê algumas pessoas falando fazem 20 anos eu não usaria esse termo erradíssimo né é o que a gente chama de desvio gramatical o que acontece é que há muitas vezes da parte do falante uma tentativa de vou usar entre aspas acertar né então se a concordância de número ela é feita em números casos né os meninos jogaram bola né aqueles livros eram ótimos e assim por diante a tendência natural do falante quando ele vê a presença de muitos anos ela tentar levar o verbo para o plural né mas mais uma vez a gente entra numa situação da impessoalidade então nós temos muitas expressões Assim muitos usos corriqueiros digamos assim pessoal entender em casa certinho que exemplo aqui eu dei o exemplo Ah não me Ficou claro achei que você ia dar os exemplos ué além do Aveiro além do fazer outras situações em que a gente não leva para Ah quer ver o uso que é muito frequente e você vê o tratar-se de né as pessoas fazem a concordância Mas ele também é impessoal então assim trata-se de pessoas muito sérias e competentes e não tratam ser de pessoas muito sérias incompetentes então nós temos muitos inúmeros casos aí de impessoalidade né então o que que significa isso é um verbo sem sujeito certo porque quando a gente tem o sujeito que vai estar sempre Então vamos chamar um sujeito sintagma nominal quem que vai estar lá no lugar do sujeito né vai ser um substantivo pode ser um substantivo acompanhado um artigo um substantivo acompanhado de um pronome possessivo substantivo com adjetivo enfim nós temos várias possibilidades podemos ter também só pronomes pessoais eu e você né eu e você estamos conversando né então nós estamos conversando então a gente sempre vai vai fazer a concordância com o sujeito e para ver se tem sujeito não tem jeito a pergunta é quem é o verbo né quem estamos conversando nós né eu e você estamos conversando agora Choveu muito ontem quem Choveu muito ontem não tem jeito não tem Faz muitos anos que eu não te vejo quem faz muitos anos a gente não a gente não encontra o sujeito entende então nós temos todos esses casos né agora realmente só ir para os livros de gramática e ler e tentar decorar todas as exceções e tudo não é o melhor caminho não estou dizendo que os livros de gramática não devam ser consultados eles devem assim como os dicionários claro né o que eu estou dizendo é que é muito importante no fim ler e escrever continuamente é isso que vai garantir uma boa proficiência além da consulta aos livros de gramática então o importante de fato ler muito ler escrever ler e escrever e escrever né porque ninguém nasce sabendo ler nem escrever Nós aprendemos né E no caso tanto da Leitura quanto da escrita a gente tem que praticar continuamente sobretudo a escrita a gente só aprende a escrever escrevendo e quem escreve erra né então a gente erra o que que a gente faz a gente continua a escrever para não cometer mais pelo menos aquele erro Olha então a gente tem que escrever continuamente escrever de novo para escrever melhor ainda e assim nada e é por isso que quanto mais não é a gente treina e mais a gente tem o costume de escrever redações melhor a gente acaba se saindo né você tá falando em termos de concurso de vestibular não qualquer qualquer tipo de gênero textual se você decidir a escrever ele vai representar algum ganho para você isso é negado né é que nós temos a tradição em geral na escola que se escreve muito é a dissertação fica-se com aquela ideia do exame vestibular que é o gênero mais cobrado uma dissertação expositiva argumentativa ou argumentativa então o aluno acaba escrevendo muito esse gênero textual sobretudo no ensino médio né mas no fundamental a gente tem alunos escrevendo também outros outros gêneros às vezes crônicas as vezes pequenos contos né recontos né então você vai recontar uma história sim né em verdade [Música] bom professora essa aqui é para mim fazer ou para refazer também né para eu fazer né para eu fazer né porque o que que a gente tem o mim é um pronome é oblíquo né e a regra entre aspas em português é que o sujeito só deve ser ocupado pelo o pronome do caso reto né então nós temos o reto e oblíquo então o reto como sujeito o oblíquo como objeto então você pode ser objeto direto objeto indireto em geral mais frequente objeto indireto Mas cada vez mais as pessoas estão falando para mim fazer e como a língua ela não é imutável nenhum uniforme as mudanças vão se processando ainda que demorem assim séculos Pode ser que lá no futuro daqui uns 400 anos para mim fazer não seja mais visto como um desvio gramatical por enquanto ainda é ainda é né Você tem o caso e e tudo em língua há uma questão de um certo conservadorismo né que acaba prevalecendo né Nós estamos em 2023 é isso né eu ia falar até 2021 Olha como eu tô bem a pandemia me tirou do Bruno né É então tivemos um poeta o osval de Andrade né ele fez na década de 20 do século passado portanto 100 anos atrás Um poema chamado pronominais então ele começa assim dá-me um cigarro diz o professor o aluno mulato sabido mas o bom branco e o bom negro da ação brasileira dezem todos os dias Deixa disso camarada me dá um cigarro então isso foi há 100 Anos Atrás a literatura questionando essa questão das regras gramaticais problematizando ainda hoje o professor é obrigado na sala de aula falar olha se você escrever me dá um cigarro haverá alguém que vai dizer que tá inadequado que é um desvio não pode ser uma prótese tem que ser uma ênclise né então nós temos isso também né os Escritores em geral eles acabam subverdi são eles que começam a subverter um pouco também eles não é e depois que muito subverteram aí lá na gramática entra um capítulo em que se passa a aceitar determinado uso tudo um pouco complexo né eu creio que a professora Cristina que já esteve com vocês também tenha falado um pouco sobre essas questões É isso aí é isso aí bom uma dúvida que a galera tem professora Principalmente nos tempos que o pessoal usava relógio né hoje em dia a galera vê não é as horas no celular e tudo mais é uma hora da tarde ou são 1 hora da tarde é meio-dia Ou são meio-dia com a palavra professora Cássia é uma hora é meio-dia não é Agora são duas horas são 12 horas não é então é questão do plural né marca de plural que a gente vai ter que olhar boa boa e quais as dicas que você dá para a gente finalizar para o pessoal cometer cada vez menos erros Amém evidentemente de ler bastante né de eu acho que primeiro tem um ouvido muito atento não é sobretudo quando você se encontrar numa situação em que você vê algum falante que ele se expressa com muita fluência muita naturalidade muito assim pertinência a gente aprende muito observando também né mas se eles cultivamente ler e escrever são né Por mais que o aluno na escola pensa assim ah quando eu vou escrever de novo vai vai escrever de novo você precisa escrever para melhorar e claro consultar as gramáticas consultar os dicionários consultar os bons autores e às vezes a gente não acha também todas as respostas nas gramáticas né tem essa questão então aí às vezes a gente tem que buscar no autor eu mesma numa determinada ocasião a dúvida que eu tinha e eu escrevi num grupo que eu tenho de colegas de graduação né estudamos na Unicamp e a dúvida era publicar determinado livro sob o título de diário completo ou sob o título diário completo E aí você vai na gramática revira gramática e não tem se é sobre o título de ou é sob o título simplesmente e depois que eu revirei muito não achei aí eu comecei a olhar outros livros e achei o uso de sob o título de no Antônio Vieira Euclides da Cunha eu falei bom seu Antônio Vieira Euclides da Cunha escreveu assim eu vou escrever assim também e foi como eu resolvi Tá bom boa muito obrigado viu professora super bacana Aí a entrevista eu só descoloro porque eu acho de fato que a língua portuguesa ela é difícil eu sempre tive uma facilidade né com humanas por outro lado matemática tudo acho mesmo eu tava tratando desse assunto né em sala de aula todas as línguas elas são igualmente fáceis ou igualmente difíceis então o português ele é uma língua tão fácil que uma criança aos Três Anos de idade ela já domina a língua e ao mesmo tempo ele é tão difícil que os gramáticos e os linguistas ainda não conseguem descrever a língua inteira em toda a sua complexidade né então uma questão é o uso outra questão é a descrição e análise É isso aí show de bola valeu professora bom pessoal eu sou homem-aranha e já sabe né tô sempre de olho na educação tchau [Música] [Música] bom é o quadro de olho na educação e Olha só pessoal um assunto certamente é que vai interessar aí a muita gente que está acompanhando assistindo ao quadro de olho na educação que é justamente a questão que envolve os erros gramaticais porque não é comum Claro não é a gente observar pessoas cometendo erros de gramática algumas situações né é alguns termos que confundem os verbos enfim mas eu tô aqui com a professora Cássia que a professora de letras ou seja sabe tudo e mais um pouco né sobre a língua portuguesa É verdade sim e vai conversar conosco antes de mais nada muito obrigado viu professora por aceitar o nosso convite participar aqui é do quadro de olho na educação que que aborda tema super importante Boa tarde então André Boa tarde também aqueles que me assistem Eu que agradeço o convite e começo fazendo uma retificação não é verdade que eu saiba tudo ninguém sabe tudo não é verdade olha só é verdade tanto que a língua portuguesa é uma língua complicada né Professor a língua portuguesa é tão complicada quanto as demais lindas todas as línguas são exemplo todas as línguas são estruturas de mesma complexidade né independentemente ser estrangeiro o falante de português hoje em dia não usam uma expressão como essa voz né Isso já tá fora do português contemporâneo né então é um tipo de uso que a gente vai encontrar nos textos mais antigos literários eventualmente na Bíblia eventualmente até textos na Bíblia etc é alguns concursos seguramente bom mas as pessoas elas têm uma certa dificuldade né É não todo mundo evidentemente porque por exemplo onde ele tem não É algumas situações professora que às vezes não é tão fácil de entender sobre o ponto de vista normal comum Por exemplo quando a gente vai se referir né Depois gostaria que você explicasse o porquê e tudo mais é o verbo haver no sentido de existir a gente coloca ele no singular mas assim se você for levar o pé da letra Puxa vida houveram alguns torcedores no estado de futebol completamente errado mas não são alguns torcedores porque o certo então é falar ouve alguns torcedores o verbo tem pessoal ele não faz a flexão de pessoas então lá ver os verbos que se referem a fenômenos nos da natureza como sovier vem cá relampejar assim por diante nós temos uma série de verbos que são impessoais então ouve muitos torcedores no Estádio e o chover entra dentro dessas que eu acabei de mencionar Choveu muito ontem né Choveu muito ontem em geral é como que a gente diz né então não se fala por exemplo choveram vários dias seguidos não choveu em vários dias seguidos choveu em vários dias seguidos né então são os fenômenos da natureza chover vem cá relampejar nevar garoar enfim todos esses super importante aí né esses esclarecimentos da professora Cássia outra situação professora que a gente vê até com uma certa frequência o verbo fazer quando a gente vai falar por exemplo não é que faz alguns anos também tem que ser no singular faz a gente tava até brincando né a professora antes do início da entrevista eu falei que eu fiz jornalismo aqui na PUC e já faz 20 anos e eu falei mais 20 anos mas não é às vezes a gente vê algumas pessoas falando fazem 20 anos eu não usaria esse termo erradíssimo né é o que a gente chama de desvio gramatical o que acontece é que há muitas vezes da parte do falante uma tentativa de vou usar entre aspas acertar né então se a concordância de número ela é feita em números casos né os meninos jogaram bola né aqueles livros eram ótimos e assim por diante a tendência natural do falante quando ele vê a presença de muitos anos ela tentar levar o verbo para o plural né mas mais uma vez a gente entra numa situação da impessoalidade então nós temos muitas expressões Assim muitos usos corriqueiros digamos assim pessoal entender em casa certinho que exemplo aqui eu dei o exemplo Ah não me Ficou claro achei que você ia dar os exemplos ué além do Aveiro além do fazer outras situações em que a gente não leva para Ah quer ver o uso que é muito frequente e você vê o tratar-se de né as pessoas fazem a concordância Mas ele também é impessoal então assim trata-se de pessoas muito sérias e competentes e não tratam ser de pessoas muito sérias incompetentes então nós temos muitos inúmeros casos aí de impessoalidade né então o que que significa isso é um verbo sem sujeito certo porque quando a gente tem o sujeito que vai estar sempre Então vamos chamar um sujeito sintagma nominal quem que vai estar lá no lugar do sujeito né vai ser um substantivo pode ser um substantivo acompanhado um artigo um substantivo acompanhado de um pronome possessivo substantivo com adjetivo enfim nós temos várias possibilidades podemos ter também só pronomes pessoais eu e você né eu e você estamos conversando né então nós estamos conversando então a gente sempre vai vai fazer a concordância com o sujeito e para ver se tem sujeito não tem jeito a pergunta é quem é o verbo né quem estamos conversando nós né eu e você estamos conversando agora Choveu muito ontem quem Choveu muito ontem não tem jeito não tem Faz muitos anos que eu não te vejo quem faz muitos anos a gente não a gente não encontra o sujeito entende então nós temos todos esses casos né agora realmente só ir para os livros de gramática e ler e tentar decorar todas as exceções e tudo não é o melhor caminho não estou dizendo que os livros de gramática não devam ser consultados eles devem assim como os dicionários claro né o que eu estou dizendo é que é muito importante no fim ler e escrever continuamente é isso que vai garantir uma boa proficiência além da consulta aos livros de gramática então o importante de fato ler muito ler escrever ler e escrever e escrever né porque ninguém nasce sabendo ler nem escrever Nós aprendemos né E no caso tanto da Leitura quanto da escrita a gente tem que praticar continuamente sobretudo a escrita a gente só aprende a escrever escrevendo e quem escreve erra né então a gente erra o que que a gente faz a gente continua a escrever para não cometer mais pelo menos aquele erro Olha então a gente tem que escrever continuamente escrever de novo para escrever melhor ainda e assim nada e é por isso que quanto mais não é a gente treina e mais a gente tem o costume de escrever redações melhor a gente acaba se saindo né você tá falando em termos de concurso de vestibular não qualquer qualquer tipo de gênero textual se você decidir a escrever ele vai representar algum ganho para você isso é negado né é que nós temos a tradição em geral na escola que se escreve muito é a dissertação fica-se com aquela ideia do exame vestibular que é o gênero mais cobrado uma dissertação expositiva argumentativa ou argumentativa então o aluno acaba escrevendo muito esse gênero textual sobretudo no ensino médio né mas no fundamental a gente tem alunos escrevendo também outros outros gêneros às vezes crônicas as vezes pequenos contos né recontos né então você vai recontar uma história sim né em verdade [Música] bom professora essa aqui é para mim fazer ou para refazer também né para eu fazer né para eu fazer né porque o que que a gente tem o mim é um pronome é oblíquo né e a regra entre aspas em português é que o sujeito só deve ser ocupado pelo o pronome do caso reto né então nós temos o reto e oblíquo então o reto como sujeito o oblíquo como objeto então você pode ser objeto direto objeto indireto em geral mais frequente objeto indireto Mas cada vez mais as pessoas estão falando para mim fazer e como a língua ela não é imutável nenhum uniforme as mudanças vão se processando ainda que demorem assim séculos Pode ser que lá no futuro daqui uns 400 anos para mim fazer não seja mais visto como um desvio gramatical por enquanto ainda é ainda é né Você tem o caso e e tudo em língua há uma questão de um certo conservadorismo né que acaba prevalecendo né Nós estamos em 2023 é isso né eu ia falar até 2021 Olha como eu tô bem a pandemia me tirou do Bruno né É então tivemos um poeta o osval de Andrade né ele fez na década de 20 do século passado portanto 100 anos atrás Um poema chamado pronominais então ele começa assim dá-me um cigarro diz o professor o aluno mulato sabido mas o bom branco e o bom negro da ação brasileira dezem todos os dias Deixa disso camarada me dá um cigarro então isso foi há 100 Anos Atrás a literatura questionando essa questão das regras gramaticais problematizando ainda hoje o professor é obrigado na sala de aula falar olha se você escrever me dá um cigarro haverá alguém que vai dizer que tá inadequado que é um desvio não pode ser uma prótese tem que ser uma ênclise né então nós temos isso também né os Escritores em geral eles acabam subverdi são eles que começam a subverter um pouco também eles não é e depois que muito subverteram aí lá na gramática entra um capítulo em que se passa a aceitar determinado uso tudo um pouco complexo né eu creio que a professora Cristina que já esteve com vocês também tenha falado um pouco sobre essas questões É isso aí é isso aí bom uma dúvida que a galera tem professora Principalmente nos tempos que o pessoal usava relógio né hoje em dia a galera vê não é as horas no celular e tudo mais é uma hora da tarde ou são 1 hora da tarde é meio-dia Ou são meio-dia com a palavra professora Cássia é uma hora é meio-dia não é Agora são duas horas são 12 horas não é então é questão do plural né marca de plural que a gente vai ter que olhar boa boa e quais as dicas que você dá para a gente finalizar para o pessoal cometer cada vez menos erros Amém evidentemente de ler bastante né de eu acho que primeiro tem um ouvido muito atento não é sobretudo quando você se encontrar numa situação em que você vê algum falante que ele se expressa com muita fluência muita naturalidade muito assim pertinência a gente aprende muito observando também né mas se eles cultivamente ler e escrever são né Por mais que o aluno na escola pensa assim ah quando eu vou escrever de novo vai vai escrever de novo você precisa escrever para melhorar e claro consultar as gramáticas consultar os dicionários consultar os bons autores e às vezes a gente não acha também todas as respostas nas gramáticas né tem essa questão então aí às vezes a gente tem que buscar no autor eu mesma numa determinada ocasião a dúvida que eu tinha e eu escrevi num grupo que eu tenho de colegas de graduação né estudamos na Unicamp e a dúvida era publicar determinado livro sob o título de diário completo ou sob o título diário completo E aí você vai na gramática revira gramática e não tem se é sobre o título de ou é sob o título simplesmente e depois que eu revirei muito não achei aí eu comecei a olhar outros livros e achei o uso de sob o título de no Antônio Vieira Euclides da Cunha eu falei bom seu Antônio Vieira Euclides da Cunha escreveu assim eu vou escrever assim também e foi como eu resolvi Tá bom boa muito obrigado viu professora super bacana Aí a entrevista eu só descoloro porque eu acho de fato que a língua portuguesa ela é difícil eu sempre tive uma facilidade né com humanas por outro lado matemática tudo acho mesmo eu tava tratando desse assunto né em sala de aula todas as línguas elas são igualmente fáceis ou igualmente difíceis então o português ele é uma língua tão fácil que uma criança aos Três Anos de idade ela já domina a língua e ao mesmo tempo ele é tão difícil que os gramáticos e os linguistas ainda não conseguem descrever a língua inteira em toda a sua complexidade né então uma questão é o uso outra questão é a descrição e análise É isso aí show de bola valeu professora bom pessoal eu sou homem-aranha e já sabe né tô sempre de olho na educação tchau [Música]
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