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DE OLHO NA EDUCAÇÃO - COLEÇÃO BLACK POWER
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DE OLHO NA EDUCAÇÃO - COLEÇÃO BLACK POWER

115 views Publicado 23/11/2022 HD · 21:15

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[Música] bom é o quadro de olho na educação e olha só que bacana hoje a gente vai falar sobre a coleção black power por isso eu estou aqui com o jornalista Francisco para bater um papo conosco vai falar a respeito não é de vários livros enfim da coleção primeiramente muito obrigado Francisco por atender a nossa reportagem aqui no quadro de olho na educação e principalmente sobre educação anti-racista bom Inclusive a gente tava conversando antes né Francisco Lima Neto é o nome é meu filho Francisco né E você falou veio de geração meu pai todo mundo Francisco que legal que legal Bom vamos lá vamos falar um pouco a respeito da coleção para o pessoal entender direitinho como funciona por favor Francisco assim a coleção black power ela nasceu em 2019 veio de uma família aqui de campinas já tem um seiva há mais de 30 anos então é uma família de livros de pessoas que trabalham com livros e o Pedro que é o dono da editora se ou ele sempre teve essa intenção de criar alguma coisa que pudesse ter um impacto na sociedade e pudesse mudar isso que tá colocado essa questão do racismo desse preconceito racial a gente sabe que as pessoas adultas elas podem mudar elas podem ser trabalhadas mas a resistência é muito maior é um pouco mais difícil só que na educação se a gente pega as crianças desde muito cedo desde pequeno já educa da forma correta a gente não precisa ter esse trabalho depois de tentar transformar o adulto a gente já faz esse trabalho na base então a coleção black power ela nasceu para isso para trazer personalidades negras que foram importantes para o Brasil e também para o mundo e apresentar para esse público infanto-juvenil para que eles tenham referências para que tenham autoestima para que tenham em quem se espelhar Pois é você citou uma coisa aí muito importante Francisco que é o fato de fazer com que as crianças de hoje já cresçam não é com essa mentalidade para que não haja a necessidade de fazer muitas vezes o que é feito hoje que é tentar corrigir né então achei muito interessante gostaria que você falasse um pouco mais sobre isso é o adulto ele já ele já tem uma base ele já tem uma formação ele já tem uma vivência para a gente conseguir fazer uma transformação é muito mais complicado um exemplo bobo a gente a gente já tem uma base alimentar o médico fala você precisa emagrecer você precisa mudar sua dieta começar a comer salada com frango é difícil né é uma dificuldade da gente mudar dieta que é uma coisa mais simples é só mudar a alimentação a gente atende dificuldade e você cresce comendo assim entendi agora imagina mudar o pensamento mudar a sua base do que você pensa a respeito dos negros da sua formação a respeito pessoas negras e também a própria formação da pessoa negra que muitas vezes cresce sem ter referência nenhuma ela cresce sem base sem saber quem foram essas antepassados a gente negro os negros vieram escravizados para o Brasil e a história foi toda apagada então geralmente a gente conhece só até a nossa duas gerações acima os nossos avós pastor dos avós emitindo não sabe não sabe nome não sabe de onde veio de qual região da África veio e isso tira muito da nossa personalidade tira muito da nossa construção enquanto o ser humano então a coleção ela vem para mostrar toda essa galera que veio antes da gente e que já luta para ter uma sociedade mais justa que já lutava para fazer uma transformação desde muito antes da nossa chegada aqui bom você além de jornalista é escritor também e escreveu alguns livros né vou mostrar o primeiro deles aí para o pessoal de casa então o primeiro que nasceu foi ela Adelina de Campos ele nasce no primeiro semestre de 2021 Tenho muito orgulho dele eu eu decidi escrever sobre a história de laudelina porque foi uma mulher que ela passou os últimos 40 anos da vida dela em Campinas ela nasceu em Poços de Caldas em 1904 ou seja pouquíssimo tempo depois da abolição da escravatura e veio de uma família de empregadas domésticas e Ela morou em São Paulo morou em Santos também antes de vir para cá E ela percebeu que essas mulheres domésticas Elas não tinham direitos elas trabalhavam 20 30 40 anos na mesma casa de família e quando ficavam velhas eram literalmente colocadas na rua e passavam pedidos de uma aula para sobreviver porque não tinha nenhum tipo de benefício Então ela começou a lutar desde a década de 30 para que essas mulheres tivessem reconhecimento enquanto profissionais então lá em Santos ela criou a primeira associação dos domésticos que ainda não existia sindicato foi fechado na ditadura Vargas mas ela continua essa luta toda ela me limpou pela educação dessas pessoas que ela dizia que essas pessoas primeiro Tinham que ter consciência de classe saber quem elas eram para depois elas conseguirem lutar por direitos então ela sempre fez esse trabalho de conscientização também e quando ela chegou em Campinas na no final da década de 40 ela encontrou ainda uma sociedade muito racista existe um Apartheid aqui Os negros por exemplo só podiam caminhar na parte interna das praças enquanto os brancos caminhavam na parte externa não podiam ser misturado não podiam entrar em restaurante não podiam entrar em clubes então tem uma história interessante aqui em Campinas que as meninas não podiam debutar por exemplo as negras e ela criou um concurso chamado Pérola Negra para que essas meninas pudessem ser apresentadas pela sociedade participar Foi algo tão gigantesco que esse evento aconteceu dentro do Teatro Municipal e foi a primeira vez na história do Brasil que um evento de negros foi feito dentro de um teatro municipal foi tão fora da curva na época isso foi em Campinas e foi tão fora da curva que o vice-governador do estado na época por filho da Paz veio até Campinas para poder coroar Essa pérola negra e a revista O Cruzeiro veio para cá para cobrir Esse concurso A revista O Cruzeiro era mais famosa da época mais importante e veio para cá de tão fora da curva que era isso que ela tinha feito então ela lutava também por esses direitos das domésticas mas também contra o Apartheid contra o machismo contra tudo que estava estabelecido naquela época era uma mulher muito à frente do seu tempo e graças a luta dela na década de 70 finalmente o governo brasileiro Estendeu os direitos das empregadas domésticas e Elas tiveram direito a carteira assinada e a aposentadoria ainda que só em 2013 que foi feita a PEC das domésticas que aqui parou essa categoria A qualquer outra então aí teve direito a 13º férias remuneradas fundo de garantia por tempo de serviço e jornada de trabalho de 8 horas foi só em 2013 mas começou com a luta dela Adelina lá na década de 30 e eu falo com muito carinho dela assim meu primeiro livro porque a minha mãe tem oito irmã todas são Ou foram empregadas domésticas eu cresci junto com os filhos das patroas então quando eu falo da laudelina tô falando da história da minha família tô falando da minha mãe tô falando das minhas tias eu tenho uma avó que morreu esse ano com 84 anos e ela foi doméstica até a última semana da vida dela ela trabalhou mais de 40 anos numa fazenda numa casa de família e ela trabalhou praticamente até os últimos dias dela então eu tô falando muito de dentro de casa né Eu percebo até seus olhos aí é porque acrimejando né é uma história do Brasil né praticamente a história dela é a história do Brasil formado de mão de obra preta e de mulheres negras com muita fibra é a história da laudelina é a história do Brasil praticamente como você disse ela estava muito à frente do tempo né porque essas lutas continuam hoje em dia né hoje evidentemente que a luta continua e vai continuar imagina naquela época né então fazer muito legal né Sem estudo uma mulher negra não é sociedade super super preconceituosa racista e mais machista ainda do que é hoje e ela conseguiu fazer tudo que ela fez é muita coisa é muita coisa como é o livro quantas páginas é história é são 32 páginas para ele também né temos em Braile também tem a versão em Braile essa explosão da inclusão é a inclusão da inclusão como a gente costuma falar tem essa versão que é não brainly e tem a versão em Braille e com as letras ampliadas que é para quem tem baixa visão todos os livros da coleção já estão assim para que a gente possa contemplar todo esse público que tem direito a conhecer essas histórias né então são 32 páginas todas elas com bastante gravuras né mas tem uma equipe de ilustradores muito boa então onde a gente chega a gente é elogiado primeiramente pelas ilustrações é bacana que isso é muito bem feito e para você ter ideia AK eles conseguiram capturar muita essência da laudelina que é essa visão da vida sabe esse olhar para o futuro eles conseguiram capturar muito bem a essência dela então é um livro do qual eu me orgulho muito até porque tudo depois aconteceu a partir dele então foi ele que me abriu as portas para esse mundo literário para poder trazer outras histórias para chegar nas escolas da palestra fazer roda de conversas com as crianças poder mostrar quem são essas pessoas e poder falar um pouco sobre como a gente luta né contra o racismo que ainda é muito presente ó em Campinas as crianças não tinham educação cultural por exemplo ela criou as crianças negras ela criou a Escola Santa Efigênia de bailados essa Santa Efigênia é uma santa africana da qual era a devota e aí ela trazia professores de São Paulo porque aqui ninguém queria dar aula para os negrinhos como ele chamavam e ela trazia a professora de São Paulo que vinham para Campinas pelo menos uma vez por semana para dar aula de balé aula de piano aula de dança para essas crianças negras então era muito inteligente formato é realmente muito importante especial e esse aqui Francisco Então esse é o Luiz Gama Ele nasceu no segundo semestre de 2021 e ele foi lançado na Bienal do Livro do Rio de Janeiro em dezembro de 2021 conta a história da abolicionista negro Inclusive tem uma passagem interessante porque na história do Brasil nós temos vários abolicionistas só que esse aqui foi o único abolicionista que sentiu na pele a escravidão ele foi vendido pelo próprio pai quando ele tinha 7 anos como escravizado pai dele era descendente de portugueses a mulher era uma mulher negra vinda da África a mãe dele participou de várias das revoltas que tinham na Bahia Ele nasceu em Salvador ela precisou fugir de lá foi para o Rio de Janeiro nessa época Porque ela tava muito visada ele ficou com um pai e o pai foi vendeu ele como escravizado e ele veio para Campinas inclusive para ser vendido para um fazendeiro daqui mas quando o fazendeiro descobriu que ele era baiano não quis Exatamente porque os baianos tinham essa fama de serem muito agre de não aceitarem a escravidão eles têm pelo muito revoltosos então não quis ele foi morar na região do interior ali em Limeira e um estudante de Campinas que foi morar nessa Fazenda acabou ensinando ele a ler e escrever quando ele tinha 17 anos e quando ele ele Completou 18 ele conseguiu na justiça provar que ele tinha nascido livre e quer a escravização dele era ilegal E aí nesse meio tempo começou a luta dele no direito ele chegou a frequentar algumas aulas no Largo São Francisco mas ele não podia se matricular porque ele era negro ele foi trabalhar com uma pessoa que era um cargo de inspetor da polícia na época secretário de polícia e esse moço era advogado tinha uma biblioteca muito grande ele começou a autodidata nessa biblioteca assim instruindo direito e aí ele começou a militar por essa causa então ao longo da vida dele ele Conseguiu uma autorização especial ele era chamado de rábula que é o advogado sem a formação a formação acadêmica mas ele era muito inteligente e ele conseguiu autorização especial para atuar nos tribunais de primeira instância então em várias cidades do Estado de São Paulo ele conseguiu e libertando os colegas dele como ele chamava os irmãos dele que também eram escravizados porque tinha uma lei a partir de 1832 mais ou menos que tornou ilegal o tráfico negreiro então todo mundo que chegava no Brasil Depois dessa época já era considerado livre só que daí que vem aquela história de lei para inglês ver porque era uma exigência da Inglaterra só que ninguém cumpria depois que veio a lei muito mais escravizado chegaram ao Brasil e aí ele usando essa lei da época ele começou a libertar os irmãos negros escravizados então ao longo da vida dele ele libertou mais de 500 escravizados utilizando as leis que tinham na época mesmo sem ter a formação acadêmica Esse é um baita muito também foi jornalista foi poeta cronista ele escreveu para vários jornais no Rio de Janeiro é na média de 32 páginas também só que a gente vê também com as mesmas ilustrações só que a versão ampliada para quem tem baixa visão e em Braille né traduzida para o Brian para o baile a editora fez uma parceria legal isso né fazer a editora fez uma parceria com a fundação Dorina Novio para que houvesse essa tradução para o Braille Então já tá nas escolas também esses livros foram adotados pela prefeitura de Campinas e já estão chegando em Várias escolas da rede Municipal o Francisco a entrevista tá tão boa que o tempo tá passando rápido o rapaz é tem mais dois livros aí que fazem parte da coleção que você separou para gente que não são seus mas é eu gostaria que você fala sobre eles também é porque Infelizmente o tempo é muito curto de falar de todos né a coleção tá chegando acho que quase em 50 Livros agora e tem mais um livro pintando por aí eu separei aqui por exemplo dois personagens como a gente falou de dois brasileiros eu separei dois que não são brasileiros que estão de fora então um é o Nelson Mandela conhecidíssimo foi o primeiro negro Presidente da África do Sul foi preso durante mais de 30 anos por conta do seu ativismo né contra aquele racismo e aquela separação que existia naquela sociedade mas o mais interessante é que nesse tempo que ele ficou na prisão ele poderia ter se revoltado ele poderia ter saído de lá que ele não Vingança Pelo contrário né ele se instruiu bastante saiu de lá com uma mensagem de paz de unificação do país de pacificação E aí se tornou o primeiro presidente negro da África do Sul então a gente também tem a história dele aqui e o outro é o Pastor Martin Luther King que também lutou muito nos Estados Unidos contra o Apartheid pelo pelos direitos da população negra acabou sendo assassinado mas ele sempre dizia que ele tinha um sonho né Tem uma frase muito famosa dele a Heaven que é aquela história de não ter uma sociedade tão dividida e que os filhos dele pudessem ser tratados e julgados a partir do seu caráter não pela cor da pele então também foi uma pessoa muito importante para os direitos civis dos Estados Unidos mas que acabou impactando é o mundo como um todo né então a gente tem alguns desses personagens que a gente apresenta né para esse público infanto-juvenil nas escolas bacana demais realmente é uma coleção aí muito muito interessante e acima de tudo muito importante bom tava falando com Francisco aqui que tá preparando aí um lançamento em coisa nova por aí mas a gente aqui no joelho na educação já vai antecipar pra galera que tá ligado aqui no nosso quadro então o que que vem pela frente hein Francisco é Tá chegando mais uma história nova de um de um homem chamado Hamilton Naque que também era era da África do Sul viveu na época do Apartheid e ele foi conhecido como cirurgião negro né porque ele ele foi contratado pela faculdade da pela Universidade da África do Sul como jardineiro como faxineiro só que ele começou na faculdade de medicina então ele ele segurava os animais que seriam utilizados nos estudos da faculdade de medicina ele preparava aqueles animais para as aulas E aí o professor foi vendo que ele tinha muito talento ele começou a ajudar a aplicar anestesia ele foi cada vez mais se inteirando desses processos da Medicina só que ele não podia estudar medicina obviamente porque ele era negro e também naquela época do Apartheid tinha uma lei que proibia os negros de tocarem sangue de brancos mas ainda assim meio que por baixo dos planos Colocaram ele para trabalhar no Laboratório Então ele era contratado como faxineiro jardineiro mas ele recebia um salário de técnico de laboratório que era o salário mais alto que eles poderiam pagar para uma pessoa sem informação e aí ele foi ajudando ele foi criando algumas técnicas ele deu aula para esses alunos de medicina até que ele foi desenvolvendo técnica de transplante tanto de fígado quanto de coração a história dele é um pouco complexa ele ele teria participado do primeiro transplante de coração bem-sucedido do mundo porque a técnica foi ele que inventou na década de 60 ele teria colhido o coração do doador para que depois o médico implantasse no receptor só que não podia aparecer Então essa história foi colocada por baixo dos panos tem gente que diz que ele não participou porque ele não tem um registro dele lá mas é obviamente que não teria porque era proibido mas é o próprio médico que trabalhou com ele disse que ele era muito talentoso mas talentoso do que o próprio médico então o médico dizia que se ele tivesse tido a oportunidade de estudar ele teria sido muito melhor do que ele e com o fim do apartheid a história dele veio à tona e ele recebeu várias homenagens ele recebeu o título de Doutor honoris ele tem algumas aulas da faculdade da Universidade lá da África do Sul registrada com o nome dele em homenagem praça pública em homenagem a ele então é uma história meio ainda que complexa mas que tá registrado que ele tem essa participação nesse primeiro transplante de coração bem-sucedido do mundo quando vai ser lançado esse livro esse livro provavelmente ele vai ser lançado agora em novembro no finalzinho de novembro na feira internacional do livro de Paraty que eu também vou participar agora legal bacana Então já rola aí essa expectativa né Isso já é meu quarto livro também faz parte da coleção black power também faz parte da coleção black power é o terceiro meu da coleção black power mas é o quarto no total porque nesse meio tempo eu também escrevi um sobre uma liderança indígena e aí já de uma outra coleção da editora o Francisco o pessoal que tá em casa imagina que é Muitos pais estejam acompanhando a gente que não é uma audiência é do quadro que o de olho na educação os pais acompanham muito esquadro conversar conosco a respeito das entrevistas e tudo mais e certamente muita gente está se interessando aí pelos livros não é como é que faz cara para comprar é só em escola como é que é não a gente tem direto no nosso site então todos os livros lá disponíveis é editora mostarda.com.br Editora mostarda.com.br isso todos os livros estão lá disponíveis inclusive esses que são em braille tem livro de atividades tem agenda tem livro infantil que esse aqui a gente fala que é para família né infantojuvenil mas tem os infantis também tem livro de colorir tem muita coisa boa no site é só acessar Editora mostarda.com.br que tá tudo lá em algumas prefeituras também que já está sendo adotado né Rio de Janeiro já colocou algum alguns desses títulos nas suas escolas municipais Campinas também então aos pouquinhos a gente tá conseguindo chegar no nosso público alvo que são essas crianças para a gente trazer né esse empoderamento para as crianças negras e mostrar também para as crianças que não são negras que nós somos todos iguais e que os negros têm uma contribuição muito importante para a construção do nosso país Olha a entrevista foi realmente sensacional não é o Francisco é jornalista essa facilidade impressionante de falar né trabalhou em rádio hoje trabalho em jornal impresso né boa boa e o que eu mais gostei da entrevista né tanta coisa legal aqui os livros conteúdo foi aquela frase que você falou no início para não é para a gente cuidar de como as crianças vão crescer hoje né para não ter que corrigir como efeito hoje em dia né já já trazer desde uma mentalidade diferente exatamente a gente tem que criar o ser humano que a gente quer deixar para o nosso mundo né valeu nesse mês de novembro mês importante o seu recado final aqui no quadro de olho na educação Francisco tudo isso eu quero que vocês conheçam a nossa coleção que vocês possam conhecer esses personagens que ainda infelizmente muita gente não conhece que ficaram invisibilizados o nosso papel é esse a trazer essas pessoas de volta à luz para que mais gente possa conhecer para que mais gente possa se inspirar e levar essa mensagem cada vez mais longe boa é meu filho que é Francisco se inspire em você quem sabe eu fico muito feliz Valeu obrigado obrigado bom pessoal eu sou André Aranha já sabe né tô sempre de olho na educação tchau [Música] [Música] bom é o quadro de olho na educação e olha só que bacana hoje a gente vai falar sobre a coleção black power por isso eu estou aqui com o jornalista Francisco para bater um papo conosco vai falar a respeito não é de vários livros enfim da coleção primeiramente muito obrigado Francisco por atender a nossa reportagem aqui no quadro de olho na educação e principalmente sobre educação anti-racista bom Inclusive a gente tava conversando antes né Francisco Lima Neto é o nome é meu filho Francisco né E você falou veio de geração meu pai todo mundo Francisco que legal que legal Bom vamos lá vamos falar um pouco a respeito da coleção para o pessoal entender direitinho como funciona por favor Francisco assim a coleção black power ela nasceu em 2019 veio de uma família aqui de campinas já tem um seiva há mais de 30 anos então é uma família de livros de pessoas que trabalham com livros e o Pedro que é o dono da editora se ou ele sempre teve essa intenção de criar alguma coisa que pudesse ter um impacto na sociedade e pudesse mudar isso que tá colocado essa questão do racismo desse preconceito racial a gente sabe que as pessoas adultas elas podem mudar elas podem ser trabalhadas mas a resistência é muito maior é um pouco mais difícil só que na educação se a gente pega as crianças desde muito cedo desde pequeno já educa da forma correta a gente não precisa ter esse trabalho depois de tentar transformar o adulto a gente já faz esse trabalho na base então a coleção black power ela nasceu para isso para trazer personalidades negras que foram importantes para o Brasil e também para o mundo e apresentar para esse público infanto-juvenil para que eles tenham referências para que tenham autoestima para que tenham em quem se espelhar Pois é você citou uma coisa aí muito importante Francisco que é o fato de fazer com que as crianças de hoje já cresçam não é com essa mentalidade para que não haja a necessidade de fazer muitas vezes o que é feito hoje que é tentar corrigir né então achei muito interessante gostaria que você falasse um pouco mais sobre isso é o adulto ele já ele já tem uma base ele já tem uma formação ele já tem uma vivência para a gente conseguir fazer uma transformação é muito mais complicado um exemplo bobo a gente a gente já tem uma base alimentar o médico fala você precisa emagrecer você precisa mudar sua dieta começar a comer salada com frango é difícil né é uma dificuldade da gente mudar dieta que é uma coisa mais simples é só mudar a alimentação a gente atende dificuldade e você cresce comendo assim entendi agora imagina mudar o pensamento mudar a sua base do que você pensa a respeito dos negros da sua formação a respeito pessoas negras e também a própria formação da pessoa negra que muitas vezes cresce sem ter referência nenhuma ela cresce sem base sem saber quem foram essas antepassados a gente negro os negros vieram escravizados para o Brasil e a história foi toda apagada então geralmente a gente conhece só até a nossa duas gerações acima os nossos avós pastor dos avós emitindo não sabe não sabe nome não sabe de onde veio de qual região da África veio e isso tira muito da nossa personalidade tira muito da nossa construção enquanto o ser humano então a coleção ela vem para mostrar toda essa galera que veio antes da gente e que já luta para ter uma sociedade mais justa que já lutava para fazer uma transformação desde muito antes da nossa chegada aqui bom você além de jornalista é escritor também e escreveu alguns livros né vou mostrar o primeiro deles aí para o pessoal de casa então o primeiro que nasceu foi ela Adelina de Campos ele nasce no primeiro semestre de 2021 Tenho muito orgulho dele eu eu decidi escrever sobre a história de laudelina porque foi uma mulher que ela passou os últimos 40 anos da vida dela em Campinas ela nasceu em Poços de Caldas em 1904 ou seja pouquíssimo tempo depois da abolição da escravatura e veio de uma família de empregadas domésticas e Ela morou em São Paulo morou em Santos também antes de vir para cá E ela percebeu que essas mulheres domésticas Elas não tinham direitos elas trabalhavam 20 30 40 anos na mesma casa de família e quando ficavam velhas eram literalmente colocadas na rua e passavam pedidos de uma aula para sobreviver porque não tinha nenhum tipo de benefício Então ela começou a lutar desde a década de 30 para que essas mulheres tivessem reconhecimento enquanto profissionais então lá em Santos ela criou a primeira associação dos domésticos que ainda não existia sindicato foi fechado na ditadura Vargas mas ela continua essa luta toda ela me limpou pela educação dessas pessoas que ela dizia que essas pessoas primeiro Tinham que ter consciência de classe saber quem elas eram para depois elas conseguirem lutar por direitos então ela sempre fez esse trabalho de conscientização também e quando ela chegou em Campinas na no final da década de 40 ela encontrou ainda uma sociedade muito racista existe um Apartheid aqui Os negros por exemplo só podiam caminhar na parte interna das praças enquanto os brancos caminhavam na parte externa não podiam ser misturado não podiam entrar em restaurante não podiam entrar em clubes então tem uma história interessante aqui em Campinas que as meninas não podiam debutar por exemplo as negras e ela criou um concurso chamado Pérola Negra para que essas meninas pudessem ser apresentadas pela sociedade participar Foi algo tão gigantesco que esse evento aconteceu dentro do Teatro Municipal e foi a primeira vez na história do Brasil que um evento de negros foi feito dentro de um teatro municipal foi tão fora da curva na época isso foi em Campinas e foi tão fora da curva que o vice-governador do estado na época por filho da Paz veio até Campinas para poder coroar Essa pérola negra e a revista O Cruzeiro veio para cá para cobrir Esse concurso A revista O Cruzeiro era mais famosa da época mais importante e veio para cá de tão fora da curva que era isso que ela tinha feito então ela lutava também por esses direitos das domésticas mas também contra o Apartheid contra o machismo contra tudo que estava estabelecido naquela época era uma mulher muito à frente do seu tempo e graças a luta dela na década de 70 finalmente o governo brasileiro Estendeu os direitos das empregadas domésticas e Elas tiveram direito a carteira assinada e a aposentadoria ainda que só em 2013 que foi feita a PEC das domésticas que aqui parou essa categoria A qualquer outra então aí teve direito a 13º férias remuneradas fundo de garantia por tempo de serviço e jornada de trabalho de 8 horas foi só em 2013 mas começou com a luta dela Adelina lá na década de 30 e eu falo com muito carinho dela assim meu primeiro livro porque a minha mãe tem oito irmã todas são Ou foram empregadas domésticas eu cresci junto com os filhos das patroas então quando eu falo da laudelina tô falando da história da minha família tô falando da minha mãe tô falando das minhas tias eu tenho uma avó que morreu esse ano com 84 anos e ela foi doméstica até a última semana da vida dela ela trabalhou mais de 40 anos numa fazenda numa casa de família e ela trabalhou praticamente até os últimos dias dela então eu tô falando muito de dentro de casa né Eu percebo até seus olhos aí é porque acrimejando né é uma história do Brasil né praticamente a história dela é a história do Brasil formado de mão de obra preta e de mulheres negras com muita fibra é a história da laudelina é a história do Brasil praticamente como você disse ela estava muito à frente do tempo né porque essas lutas continuam hoje em dia né hoje evidentemente que a luta continua e vai continuar imagina naquela época né então fazer muito legal né Sem estudo uma mulher negra não é sociedade super super preconceituosa racista e mais machista ainda do que é hoje e ela conseguiu fazer tudo que ela fez é muita coisa é muita coisa como é o livro quantas páginas é história é são 32 páginas para ele também né temos em Braile também tem a versão em Braile essa explosão da inclusão é a inclusão da inclusão como a gente costuma falar tem essa versão que é não brainly e tem a versão em Braille e com as letras ampliadas que é para quem tem baixa visão todos os livros da coleção já estão assim para que a gente possa contemplar todo esse público que tem direito a conhecer essas histórias né então são 32 páginas todas elas com bastante gravuras né mas tem uma equipe de ilustradores muito boa então onde a gente chega a gente é elogiado primeiramente pelas ilustrações é bacana que isso é muito bem feito e para você ter ideia AK eles conseguiram capturar muita essência da laudelina que é essa visão da vida sabe esse olhar para o futuro eles conseguiram capturar muito bem a essência dela então é um livro do qual eu me orgulho muito até porque tudo depois aconteceu a partir dele então foi ele que me abriu as portas para esse mundo literário para poder trazer outras histórias para chegar nas escolas da palestra fazer roda de conversas com as crianças poder mostrar quem são essas pessoas e poder falar um pouco sobre como a gente luta né contra o racismo que ainda é muito presente ó em Campinas as crianças não tinham educação cultural por exemplo ela criou as crianças negras ela criou a Escola Santa Efigênia de bailados essa Santa Efigênia é uma santa africana da qual era a devota e aí ela trazia professores de São Paulo porque aqui ninguém queria dar aula para os negrinhos como ele chamavam e ela trazia a professora de São Paulo que vinham para Campinas pelo menos uma vez por semana para dar aula de balé aula de piano aula de dança para essas crianças negras então era muito inteligente formato é realmente muito importante especial e esse aqui Francisco Então esse é o Luiz Gama Ele nasceu no segundo semestre de 2021 e ele foi lançado na Bienal do Livro do Rio de Janeiro em dezembro de 2021 conta a história da abolicionista negro Inclusive tem uma passagem interessante porque na história do Brasil nós temos vários abolicionistas só que esse aqui foi o único abolicionista que sentiu na pele a escravidão ele foi vendido pelo próprio pai quando ele tinha 7 anos como escravizado pai dele era descendente de portugueses a mulher era uma mulher negra vinda da África a mãe dele participou de várias das revoltas que tinham na Bahia Ele nasceu em Salvador ela precisou fugir de lá foi para o Rio de Janeiro nessa época Porque ela tava muito visada ele ficou com um pai e o pai foi vendeu ele como escravizado e ele veio para Campinas inclusive para ser vendido para um fazendeiro daqui mas quando o fazendeiro descobriu que ele era baiano não quis Exatamente porque os baianos tinham essa fama de serem muito agre de não aceitarem a escravidão eles têm pelo muito revoltosos então não quis ele foi morar na região do interior ali em Limeira e um estudante de Campinas que foi morar nessa Fazenda acabou ensinando ele a ler e escrever quando ele tinha 17 anos e quando ele ele Completou 18 ele conseguiu na justiça provar que ele tinha nascido livre e quer a escravização dele era ilegal E aí nesse meio tempo começou a luta dele no direito ele chegou a frequentar algumas aulas no Largo São Francisco mas ele não podia se matricular porque ele era negro ele foi trabalhar com uma pessoa que era um cargo de inspetor da polícia na época secretário de polícia e esse moço era advogado tinha uma biblioteca muito grande ele começou a autodidata nessa biblioteca assim instruindo direito e aí ele começou a militar por essa causa então ao longo da vida dele ele Conseguiu uma autorização especial ele era chamado de rábula que é o advogado sem a formação a formação acadêmica mas ele era muito inteligente e ele conseguiu autorização especial para atuar nos tribunais de primeira instância então em várias cidades do Estado de São Paulo ele conseguiu e libertando os colegas dele como ele chamava os irmãos dele que também eram escravizados porque tinha uma lei a partir de 1832 mais ou menos que tornou ilegal o tráfico negreiro então todo mundo que chegava no Brasil Depois dessa época já era considerado livre só que daí que vem aquela história de lei para inglês ver porque era uma exigência da Inglaterra só que ninguém cumpria depois que veio a lei muito mais escravizado chegaram ao Brasil e aí ele usando essa lei da época ele começou a libertar os irmãos negros escravizados então ao longo da vida dele ele libertou mais de 500 escravizados utilizando as leis que tinham na época mesmo sem ter a formação acadêmica Esse é um baita muito também foi jornalista foi poeta cronista ele escreveu para vários jornais no Rio de Janeiro é na média de 32 páginas também só que a gente vê também com as mesmas ilustrações só que a versão ampliada para quem tem baixa visão e em Braille né traduzida para o Brian para o baile a editora fez uma parceria legal isso né fazer a editora fez uma parceria com a fundação Dorina Novio para que houvesse essa tradução para o Braille Então já tá nas escolas também esses livros foram adotados pela prefeitura de Campinas e já estão chegando em Várias escolas da rede Municipal o Francisco a entrevista tá tão boa que o tempo tá passando rápido o rapaz é tem mais dois livros aí que fazem parte da coleção que você separou para gente que não são seus mas é eu gostaria que você fala sobre eles também é porque Infelizmente o tempo é muito curto de falar de todos né a coleção tá chegando acho que quase em 50 Livros agora e tem mais um livro pintando por aí eu separei aqui por exemplo dois personagens como a gente falou de dois brasileiros eu separei dois que não são brasileiros que estão de fora então um é o Nelson Mandela conhecidíssimo foi o primeiro negro Presidente da África do Sul foi preso durante mais de 30 anos por conta do seu ativismo né contra aquele racismo e aquela separação que existia naquela sociedade mas o mais interessante é que nesse tempo que ele ficou na prisão ele poderia ter se revoltado ele poderia ter saído de lá que ele não Vingança Pelo contrário né ele se instruiu bastante saiu de lá com uma mensagem de paz de unificação do país de pacificação E aí se tornou o primeiro presidente negro da África do Sul então a gente também tem a história dele aqui e o outro é o Pastor Martin Luther King que também lutou muito nos Estados Unidos contra o Apartheid pelo pelos direitos da população negra acabou sendo assassinado mas ele sempre dizia que ele tinha um sonho né Tem uma frase muito famosa dele a Heaven que é aquela história de não ter uma sociedade tão dividida e que os filhos dele pudessem ser tratados e julgados a partir do seu caráter não pela cor da pele então também foi uma pessoa muito importante para os direitos civis dos Estados Unidos mas que acabou impactando é o mundo como um todo né então a gente tem alguns desses personagens que a gente apresenta né para esse público infanto-juvenil nas escolas bacana demais realmente é uma coleção aí muito muito interessante e acima de tudo muito importante bom tava falando com Francisco aqui que tá preparando aí um lançamento em coisa nova por aí mas a gente aqui no joelho na educação já vai antecipar pra galera que tá ligado aqui no nosso quadro então o que que vem pela frente hein Francisco é Tá chegando mais uma história nova de um de um homem chamado Hamilton Naque que também era era da África do Sul viveu na época do Apartheid e ele foi conhecido como cirurgião negro né porque ele ele foi contratado pela faculdade da pela Universidade da África do Sul como jardineiro como faxineiro só que ele começou na faculdade de medicina então ele ele segurava os animais que seriam utilizados nos estudos da faculdade de medicina ele preparava aqueles animais para as aulas E aí o professor foi vendo que ele tinha muito talento ele começou a ajudar a aplicar anestesia ele foi cada vez mais se inteirando desses processos da Medicina só que ele não podia estudar medicina obviamente porque ele era negro e também naquela época do Apartheid tinha uma lei que proibia os negros de tocarem sangue de brancos mas ainda assim meio que por baixo dos planos Colocaram ele para trabalhar no Laboratório Então ele era contratado como faxineiro jardineiro mas ele recebia um salário de técnico de laboratório que era o salário mais alto que eles poderiam pagar para uma pessoa sem informação e aí ele foi ajudando ele foi criando algumas técnicas ele deu aula para esses alunos de medicina até que ele foi desenvolvendo técnica de transplante tanto de fígado quanto de coração a história dele é um pouco complexa ele ele teria participado do primeiro transplante de coração bem-sucedido do mundo porque a técnica foi ele que inventou na década de 60 ele teria colhido o coração do doador para que depois o médico implantasse no receptor só que não podia aparecer Então essa história foi colocada por baixo dos panos tem gente que diz que ele não participou porque ele não tem um registro dele lá mas é obviamente que não teria porque era proibido mas é o próprio médico que trabalhou com ele disse que ele era muito talentoso mas talentoso do que o próprio médico então o médico dizia que se ele tivesse tido a oportunidade de estudar ele teria sido muito melhor do que ele e com o fim do apartheid a história dele veio à tona e ele recebeu várias homenagens ele recebeu o título de Doutor honoris ele tem algumas aulas da faculdade da Universidade lá da África do Sul registrada com o nome dele em homenagem praça pública em homenagem a ele então é uma história meio ainda que complexa mas que tá registrado que ele tem essa participação nesse primeiro transplante de coração bem-sucedido do mundo quando vai ser lançado esse livro esse livro provavelmente ele vai ser lançado agora em novembro no finalzinho de novembro na feira internacional do livro de Paraty que eu também vou participar agora legal bacana Então já rola aí essa expectativa né Isso já é meu quarto livro também faz parte da coleção black power também faz parte da coleção black power é o terceiro meu da coleção black power mas é o quarto no total porque nesse meio tempo eu também escrevi um sobre uma liderança indígena e aí já de uma outra coleção da editora o Francisco o pessoal que tá em casa imagina que é Muitos pais estejam acompanhando a gente que não é uma audiência é do quadro que o de olho na educação os pais acompanham muito esquadro conversar conosco a respeito das entrevistas e tudo mais e certamente muita gente está se interessando aí pelos livros não é como é que faz cara para comprar é só em escola como é que é não a gente tem direto no nosso site então todos os livros lá disponíveis é editora mostarda.com.br Editora mostarda.com.br isso todos os livros estão lá disponíveis inclusive esses que são em braille tem livro de atividades tem agenda tem livro infantil que esse aqui a gente fala que é para família né infantojuvenil mas tem os infantis também tem livro de colorir tem muita coisa boa no site é só acessar Editora mostarda.com.br que tá tudo lá em algumas prefeituras também que já está sendo adotado né Rio de Janeiro já colocou algum alguns desses títulos nas suas escolas municipais Campinas também então aos pouquinhos a gente tá conseguindo chegar no nosso público alvo que são essas crianças para a gente trazer né esse empoderamento para as crianças negras e mostrar também para as crianças que não são negras que nós somos todos iguais e que os negros têm uma contribuição muito importante para a construção do nosso país Olha a entrevista foi realmente sensacional não é o Francisco é jornalista essa facilidade impressionante de falar né trabalhou em rádio hoje trabalho em jornal impresso né boa boa e o que eu mais gostei da entrevista né tanta coisa legal aqui os livros conteúdo foi aquela frase que você falou no início para não é para a gente cuidar de como as crianças vão crescer hoje né para não ter que corrigir como efeito hoje em dia né já já trazer desde uma mentalidade diferente exatamente a gente tem que criar o ser humano que a gente quer deixar para o nosso mundo né valeu nesse mês de novembro mês importante o seu recado final aqui no quadro de olho na educação Francisco tudo isso eu quero que vocês conheçam a nossa coleção que vocês possam conhecer esses personagens que ainda infelizmente muita gente não conhece que ficaram invisibilizados o nosso papel é esse a trazer essas pessoas de volta à luz para que mais gente possa conhecer para que mais gente possa se inspirar e levar essa mensagem cada vez mais longe boa é meu filho que é Francisco se inspire em você quem sabe eu fico muito feliz Valeu obrigado obrigado bom pessoal eu sou André Aranha já sabe né tô sempre de olho na educação tchau [Música]
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