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Conexão Cultural Super Especial. Nós estamos aqui no Centro de Convivência Cultural Carlos Gomes, no Cambuí, em Campinas, com essa imagem maravilhosa aqui do teatro, porque nós estamos gravando justamente no dia da abertura aí do mês Carlos Gomes. Inclusive estou aqui com o João Gabriel, vai bater um papo conosco, não é? Ele é presidente da BAL, vamos conversar com ele que é a Associação Brasileira Carlos Gomes de Artistas Líricos e ele vai contar, logicamente a história e falar sobre a importância deste mês. Tudo bem? Muito obrigado por nos receber aqui no Conexão Cultural. Eu agradeço participação aqui no Conexão Cultural, a presença de vocês aqui no nosso concerto de abertura do mês Carlos Lomes. Olha aí que responsabilidade, né? Como eu disse, inclusive a galera tá ensaiando ali atrás, o pessoal vai ouvir de fundo, né? vai poder eh ter uma palinha do que foi. Conta um pouquinho pra gente a importância deste mês, Carlos Gomes. O mês Carlos Gomes começou como semana Carlos Gomes. A semana Carlos Gomes não tava tendo condições dentro da cidade de Campinas eh para abrigar tantos eventos que foram acontecendo. Então foi passado para o mês Carlos Gomes. No mês de setembro nós comemoramos os 190 anos. Eh, agora teremos a morte de Carlos Gomes, que é celebrado neste mês, né? O Carlos Gomes, que esse ano completaria 190 anos. Nossa. E a Paula, 45 anos, faz parte dessa história aqui em Campinas, levando música lírica, formando público, né? Então, a abertura desse mês, a importância de celebrar Carlos Gomes, um ícone nacional que leva o nome das da o nome do Brasil de como compositor operístico para a Europa, para o mundo inteiro, mundo todo. O mundo todo, campineiro, né? Responsável inclusive pela, não é? o guarani. O guarani óperas muito importantes e muito bonitas, né? Eu acho que a o a questão do museu ter a parte estática é muito importante, saber a história de que foi, mas fazer Carlos Gomes vivo é cantar a peça dele, trazer ao palco novamente. Então essa é uma é um um mistério, um dever que a Bal faz e cumpre há 45 anos. Bom, bora falar um pouquinho sobre a Bal então pra gente começar bem aqui o Conexão Cultural. Com certeza. Vamos lá, APAU. Nós estamos para conhecer a programação da PAU, hoje o nosso veículo principal de comunicação é o Instagram. Nós estamos na página @abal.carlosgomes, né? 45 anos de atividade fazendo recitais gratuitos todos quinzenalmente. Você que não conhece ainda conhecer através dos nossos canais de comunicação, principalmente o Instagram, que nós fazemos uma formação de públic. Acho que nós temos uma demanda muito grande, as pessoas não sabem que existe e esse repertório e disponível à população de Campinas. Bom, isso que você tá colocando aqui é super importante porque ele tá à disposição, não é, da da população campineira. Fale um pouquinho mais sobre isso, por favor. Sim, nós colocamos totalmente de forma gratuita e aberto pra população campineira, formando público, como eu falei, repito, né? Então, de uma maneira que vocês podem participar, nós temos encontros quinzenais. O nosso formato habitual é ouro, eh, piano e cantores. Então, normalmente nós fazemos um pianista e dois cantores. E como faz para participar, para participar como público ou como cantor? Não, como cantor. Quem tiver interesse, olha só, tô assistindo a Conexão Cultural, tem interesse de participar como cantor, pode, pode, lógico. Também pelo contato nosso Instagram pode nos mandar mensagem lá. Como é que é? faz um teste, tem que fazer um claro, né, admissão se tem, né, se como é que tá dentro do estudo, mas também se a pessoa também, né, tem um estudo, quer fazer uma participação voluntária, nós também podemos abrir um espaço. Legal, João, escolher a arte e a música lírica. Bom, por exemplo, agora tá tocando o que aí pra galera que tá ouvindo em casa, esse é um pedacinho da abertura da ópera Lusqual. Olha, Alvorada, é famosa alvorada, uma abertura da ópera muito bonita. É uma parte complexa que a orquestra tá repassando os metais. E e como você se interessou por essa área? Como que foi tudo isso? Olha, o canto lírico eh na minha vida caiu no meu colo. Fui organista, pianista e uma vez eu fui convidado para acompanhar o soprano Nisa de Castro Tanques. Tem um nome em Campinas. Hoje a sala de da orquestra chama sala Nisa de Castã. E a Nisa me viu tocando e ela falou: "A partir de amanhã você se torna meu filho artístico. Você vai estudar canto lírico da minha casa." E você é o presente faz tempo, João? É, vamos fazer se anos. Se anos se anos. Se anos. Puxa a vida, que legal. E é uma baita de uma responsabilidade. Levar o nome de Carlos Gomes em Campinas, qualquer associação que leva o nome de Carlos Gomes em Campinas tem que ter uma responsabilidade a mais, né? Inclusive, eu tava conversando com o Valdecir Saraiva, o nosso Sinegre aqui do Conexão Cultural. E a gente tava conversando a respeito disso porque o nome Carlos Gomes veio depois da reforma, né? Sim. Foi implantado aqui no teatro nome Carlos Gomes, que antes era centro eh convivência cultural de Campinas. Olha, sempre convivência Carlos Pinos Cultural Carlos Pinos. E é uma homenagem super justa, né? Merecida a homenagem, né? ao especialmente nesse concerto, teremos a honra de ter vocês aqui. Muito obrigado. Muito obrigado. Eh, um diálogo com a orquestra municipal de americana, nós conseguimos trazer numa intermunicipalidade. Então, nós vamos fazer o concerto na cidade de Campinas que será repetido em americana. Isso que eu ia perguntar, que legal, né? Em Americana também a galera vai poder acompanhar, vai poder acompanhar lá no teatro americana casa. Bom, e agora, por exemplo, tá rolando o quê? Já mudou ou não? É mais um pedacinho da Então, ainda resolvido alguma coisinha. É, pessoal, os bastidores aqui que a gente tá vendo no Conexão Cultral, olha que legal, a galera ensaiando. É, olha a oportunidade. Nós também gostamos sempre de fazer concertos eh didáticos, né? Então essa é uma oportunidade também de ter uma didática, né? Normalmente ser passado sempre o som antes da orquestra. A passagem de som diferente de uma banda. A banda simplesmente ela vai eh colocar o microfone, ajustar detalhes, isso e aquilo. Nós não, como nós trabalhamos com ambiente acústico, o que nó o que ajuda na nossa reverberação são aquelas placas que estão atrás, cham os rebatedores da orquestra. Se vocês vem aquilo lá, é para rebater o som e jogar pra plateia. Então ela é feita algum ajuste apenas de de localização do instrumento. O maestro fala: "Eu preciso que recolha o som tá soando muito dos metais, vamos colocar para trás". Então o maestro faz esse ajuste, né? Então, nós estamos nessa passagem, os cantores já passaram, já cantei também, eu vou cantar nesse programa. Eh, então nós já passamos esse programa seria o Peri para fazer a parte do do Guarani. É, conta uma coisa para mim, João. Quantos ensaios são necessários para uma apresentação tão importante como essa? Olha como eles trabalhando com músicos profissionais, todos aí são músicos de orquestra. Eles fizeram uma passagem de som antes da nossa ida pra americana e nós fomos em dois ensaios apenas. Eles já tinham preparado orquestra. Caraca, beleza. Essa passagem de som. Então os caras são bons mesmo, hein? Chegar estudado, né? É aquela música lírica. Tem que você consegue dar uma paninha pra gente? Aqui não dá. Ah, tá cantando lá, mas uma música bem simples, né? Rapidinho, só pra galera. Longe nante. Onde irá? Onde irá teu pensamento? Tão longe de mim, distante? Onde irá? Onde irá teu pensamento? É uma modinha de Carlos Gomes o segundo hino da cidade. Meu Deus, que voz, hein, rapaz? Obrigado. Faz muita fona ou não? Muito aquecimento vocal. Temos que fazer bastante trabalho de canto, né? Não, fazemos escala, passamos repertório, né? Temos, mas faz um aquecimento. Sim, temos que fazer um aquecimento pra voz do partido zero, né? Para não ter a famosa quebra da voz, né? Tá com instrumento em dia, né? Que a parte da nossa ressonância óssea que faz muita importância. que tá o volume do cantor lírico. Não, porque eu fiquei impressionado agora esse vozeirão aqui, fiquei até sem graça aqui. Imagina. Obrigado. A nossa se d por vários aspectos. O cantor lírico tem uma diferente popular, né? que não apenas a costumo falar garganta boa, não. Gargantas pregas locais são necessárias para emissão da voz, lógico, mas nós temos uma parte respiratória muito importante, a parte de diafragmática e principalmente a parte óssea, por incrível, o que reverbera na no canto lírico são os ossos, né? Como trabalha isso? E muito estudo, né? Mas tem que chegar ao ponto que o ar, a projeção, ela é distribuída para o osso. É isso que amplia, caraca. É isso que amplia a voz do cantor lírico, que não há necessidade de uma microfonação no ambiente apropriado. Lógico. Boa. Conversamos com o competente João Gabriel Bortolini, que é presidente da BAL, conosco aqui conversando. Muito obrigado pela sua presença aqui, pela sua participação no Conexão Cultural. É uma satisfação tá aqui no Conexão Cultural. Obrigado. Obrigado, João. con la violenza al dell'amoro. di lui che adoro e laarmi mentre nel cuorcava. Bom, a gente curtiu, não é? Eh, parte aí da apresentação, deu para acompanhar um pouco. Eh, estou agora com o maestro da Orquestra Sinfônica de Americana, o Álvaro Peter Livix. Isso. Falei certo o sobrenome? Razoável. Isso. Como que é? Então fala, eu também não sei porque eu sou é meu meus ancestrais são nativos e eu não, né? Sou brasileiro, então é algo como pedir, algo assim, mas eu não vou dizer que estou cego. Você é de americana, é isso? Isso, isso. Não vou dessa, nin é. E que que você tá, não é, falando aí, pensando sobre esse mês Carlos Gomes tão importante, né, que a gente tá inclusive gravando no dia da abertura. É, então, Carlos Gomes, esse grande artista como esse campineiro, campinheiro, só que ele chegou num nível assim fantasticamente, ele foi elogiado por Fra List, por Giuseppe Verde e o Brasil demorou para dar o devido acompanhamento, esse digno desse talento, assim, em termos de edição, de partituras, de gravações, mas essa esse esse esse tempo tá chegando aqui no Brasil, as pessoas estão editando, Carlos Gomes estão estão gravando. Eh, e a qualidade da obra dele tá aparecendo, né? cada vez mais pessoas para estudantes, pro público em geral e não é uma coisa efêmera que vai durar mesmo, não. Em 2026, né, Álvaro, completando aí 190 anos do nascimento de Carlos Gomes, uma data realmente eh muito importante, né, para para uma pessoa que representa aí e muito para Campinas, São Paulo, Brasil. as grandes orquestras estão começando a programar com mais frequência, né? A a excelentes trabalhos de revisão e edição das óperas estão sendo feitos e esse mesmo no nível mais modesto, como a nossa orquestra, se eh a convivência de estudantes, de de qu de músicos, de diversas estratos convivências com essa obra tá aumentando, né? Isso é necessário, é irreversível, porque a qualidade, as pedras clamam por isso. Boa. Bom, eu falei que você tem 190 anos de nascimento e 130 anos da morte de Carlos Gomes. Como eu disse no na entrevista anterior, estamos aqui no Centro de Convivência, eh, que agora no Cambuí, né, que agora leva o nome de Carlos Gomes após a reforma que foi realizada. Bom, bora falar sobre apresentação, trabalho de vocês, que que você pode falar pra galera conosco aqui no Conexão Cultural? Então, como eu ia dizendo, eh as orquestras de diversos extratos de níveis de propostas, né, estão tendo oportunidade de acesso a esse material e poder trabalhar e conviver com essa obra. E esse é mais um exemplo. O dia de hoje a gente é assim esse privilégio de conviver com a obra de de Carlos Gomes, descobrir cada vez mais pessoas descobrirem essa qualidade. E já é pra gente é uma oportunidade fantástica, porque esses esses cantores campineiros que há muito tempo já dedicam contra tudo e contra todos, contra a maré, tem dedicado à vida deles, a a preservação, né, dessa tradição, dessa dessa obra. a Abal e pra gente é um privilégio, é uma honra poder acompanhá-los e com nisso conviver com essa obra de altíssimo de altíssimo anim. Boa, não? Sem dúvida. Qual a importância do da nova geração, né, acompanhar o é um pouco sobre a história, né, Carlos Gomes? Acompanhar. Exessa, essa a nova geração vai ter mais oportunidades do que algumas anteriores tiveram. Por quê? Porque eh as edições estão aparecendo, as edições eh as revisões de alta qualidade estão aparecendo, as coisas vão paraa internet, né? as boas gravações, as grandes orquestras, não só do Brasil, também de fora, estão voltando a gravar Carlos Gomes. E antes a gente tinha gravações antigas, a década de 60, coisa, agora não, agora tem muita coisa já aparecendo, não, a nova geração privilegiada para se se se tratando, que legal você falar isso, é, se tratando de de conhecer Carlos Gomes da sua obra, a nova geração é privilegiada em termos de de acesso mesmo, porque hoje o acesso ele é mais facilitado, né, Álvaro? Se alguém produziu uma uma boa gravação, uma boa revisão, isso logo tá disponível na rede, na, né? Então é, hoje tudo é muito rápido, né? Com as redes sociais, hoje certamente eh vai ter gente aí filmando, gravando, já vai pro Instagram, já vai pro nossa pequena contribuição já vai se multiplicando. É, inclusive aqui no Conexão Cultural, não é? vocês podem acompanhar na nossa programação também aí eh no YouTube da TV Câmara Campinas, né? Eh, o que que você pode falar também sobre a importância desse mês assim como um todo, né? Porque eu tava até batendo um papo com o João antes. Antes era semana, Carlos Gomes, agora é o mês, Carlos Gomes, né? Não, eu eu fico feliz. Eu tô visitando aqui a a Campinas. Campinas, enquanto eh nosso tá visitando Campinas e e é assim é um privilégio poder participar e é uma alegria saber que isso tá tá aumentando. É a minha tendência geral de essa obra comporta realmente muito mais eh visibilidade, né? respeito e é uma alegria saber que isso tá aumentando de paraa semana, tá indo para um mês. Com certeza isso tem que Campinas tem que ter um eh uma temporada fixa de óperas, né, de de é Carlos Gomes, o carro Chesse, né, museu, ó, muita coisa. É o guarani. É o guarani. Exatamente. Uma outra versão. Outra versão. Ó aí, pessoal. Olha que legal. Exatamente. Esse é esse é um tema que ficou, né? Todo mundo associa o Carlos Gos ópera o Guarani, inclusive o Guarani, time de futebol, não é? que é o meu time de no palco assamos Marina Gabeta e Laura Duarte o tenor João Gabriel Bertolini e o José Lu Silva com participação especial de dedicado a direção claro que quando as pessoas estiverem assistindo o pessoal Tá, tá ensaiando aqui, galerinha. Claro que quando as pessoas estiverem assistindo a Conexão Cultural já vai ter apresentação. Vocês estão vendo momentos aí da apresentação, mas fala um pouquinho, né, sobre a apresentação que a galera vai acompanhar hoje. Agradecemos o apoio de Alfaiataria Cambuí, Atelier Lisa França, Bertolina musical, Centro de Ciências, Letras e Artes, no enredo, City, as duas falam de de dees românticos eh, né? É, em no Luis é uma comunicação em um guaran e uma portuguesa, né? com fomento cultural da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo e da Prefeitura de Campinas de alguém por leio do termo de fomento número 114 de 2026. O Guarani é o pai da agora apagou a luz aqui. E Luiz Tiago é um país eh forçado, né? Ele mesmo, contra a vontade dele foi forçado a se casar. Associação Brasileira Carlos Gomes de Artistas Líricos. E a orquestra sinfônica de americana apresenta concerto de abertura do mês Carlos Gomes 2026 palco a sopranos Marina Gabeta e Laura Duarte o tenor João Gabriel Bertolini e o barítulo bom galerinha vocês estão percebendo que a gente começou gravando com o pessoal ensaiando. Agora, por exemplo, apagou a luz, depois falou também os agradecimentos. A gente tá nos bastidores aqui no centro de convivência nesse diaó. Muito legal, muito bacana com Álvaro que é um olid. Bora falar um pouquinho sobre sua carreira. Agradecemos o apoio de Alfaiataria Cambuí, Atelier Elisa França, Bertoline Musical, Centro de Ciências, Letras e Artes, excelentes maestros, aprendeu só um pouquinho a imitálopenhag em Nova Campinas. Minha carra não é muito importante não. Não preocupe. Só de estar aqui, né, abrindo o mês Carlos Gomes. Certamente tenho a sua importância e parabéns pelo pelo seu trabalho. É uma honra. Valeu. Muito obrigado. Bom galera, vamos curtir um pouco mais aqui da apresentação. Vamos para um intervalo e na volta a gente está aqui com mais informações, entrevista, conexão cultural. Até já. Não sai daí. Es que eu não sou con la violenza Nesto. Vamos lá galerinha. Conexão cultural. Estamos de volta, mês Carlos Gomes. Pois é, são muitas atrações. Eu estou aqui com o Vinícius do Taviano, que é diretor artístico da Academia Campineira de Letras, Ciências e Artes das Forças Armadas. Conosco, vai conversar aqui sobre esse mês importante sobre Carlos Gomes. Ele já tava dando uma palinha antes da gente começar a gravação. Beleza, tudo bem, Vinícius? Tudo bem. Boa tarde a todos. Tudo bem? Bom, vamos lá. Então, eh, o pessoal em casa tá curioso para saber, evidentemente, você inclusive deu uma palestra, tal, qual é sua relação com Carlos Gomes, por favor? É, na verdade, eh, eu comecei e fazendo dança na Unicamp 1996, no qual minha mãe trabalhava no Conservatório Carlos Gomes, dava aula de piano e meu acesso à arte foi nesse sentido. Eu fui mais pra área de dança e fiz, né, o Royal Academy of Dancing, dancei em quase todas as academias de Campinas, várias companhias, né? E qual que foi a grande sacada disso? Fui convidado pela Academia Militar de Letras a seu diretor cultural. E na na academia a gente conheceu o projeto muito interessante da Prefeitura Municipal de Campinas, né, da Secretaria de Cultura, que era semana Carlos Gomes. E aí nós começamos com várias atividades a ponto de o projeto ficar tão grande que virou mês Carlos Gomes. Bom, tô dando uma olhadinha aqui com relação à palestra sua, né, Vinícius, o foco principal, análise aí das óperas de Carlos Gomes, destacando como o compositor integrou elementos da cultura indígena, também ritmos brasileiros. Olha só que coisa impressionante nas apresentações, com ênfase especial no estudo das danças presentes nessas obras. É isso. Isso. É, para quem não lembra ou para quem não conhece, ópera na verdade veio do italiano Operacione, que era na verdade não só uma uma manifestação ou só de uma orquestra sinfônica ou só de um coral, né? José Verde na Itália no século XVI começou a pensar numa operação mesmo, né, diferente. Então ele juntou elementos de cenário, figurinos, pessoas dançando, pessoas cantando e animais. Então, por isso que chamou opera, de operacione, no qual eh Carlos Gomes ficou maravilhado com o projeto e começou a trabalhar com isso, a ponto de estrear no Escala de Milão, a primeira, a grande ópera dele, né, depois de ter feito algumas óperas no Brasil, em português, Carlos Gomes fez a primeira ópera em italiano, o Guarani, baseado no romance de José de Alencar. Boa. O Guarani é sempre bom, né, Vinícius? É o Guarani é tem o, né, famoso e eh briga aqui no bom sentido, claro, né, de disputa com a Ponte Preta. A gente até sempre brinca com isso. Se o se o Carlos Gomes fosse vivo, ele seria Guarani ou Ponte Preta, né? Mas ele foi procurar no na literatura brasileira o poema de José de Alencar, não sei se todo mundo conhece o Guarani, uma obra prima da literatura brasileira, no qual fala uma briga entre tribos de índio na disputa da separação do Brasil, da tirar a capital do da Bahia e transferir pro Rio de Janeiro. Bom, você sabe como poucos aí eh a história de Carlos Gomes pro pessoal que tá em casa, principalmente Viniz, a nova geração, né, que talvez ainda não o conheça como deveria. Às vezes só, ah, eu ouvi falar, Carlos Gomes, tem uma praça no Cambuí, é o colégio tal, mas não sabe quem é. E é um cara extremamente importante. Foi um cara muito importante, né? Não só em Campinas, no Brasil, no mundo, né? Sim. Carlos Gomes, só para vocês terem uma ideia, fora a Europa, os franceses, alemães e italianos, que são os grandes compositores de ópera, é considerado o maior compositor de ópera fora da Europa, na história da da ópera. Eh, ele é considerado o maior compositor das Américas. São 17 obras, sendo que nove completas. Eu vou na palestra eu apresento essas nove óperas completas, no qual tem as nove danças e cada uma específica. Mas a mais eletrizante e a mais impactante realmente é essa que você citou no começo, a importância da da integração indígena, né, dos costumes do Brasil, né, a questão dos animais, que é muito bem colocado, porque a a a ópera se passa numa floresta, né, da do Rio de Janeiro ali, onde supostamente a entre eh eh Niterói e a Baahia de Guanabara, no qual o José de Alencar foi muito feliz no romance. E aí o Carlos Gomes consegue trazer isso para pras artes performáticas, que é uma coisa sem precedentes na história das óperas. Bom, você citou aí eh os balés nas óperas de Carlos Gomes. Como é isso, Vinícius? Então, na verdade é assim, a palestra visa mostrar a parte da dança, especificamente na ópera, né? Todo mundo já conhece muito a música, né? O a partitura e o canto vocal. Então, qual que é a minha ideia para mostrar pras pessoas? Não, só claro que a ideia sempre foi na semana Carlos Gomes e depois no mês Carlos Gomes mostrar a música e o canto. Eu falei por que não agregar o terceiro elemento fundante que é a dança? Então eu explico como eram feitas essas danças que começaram desde que o homem existe. É, a dança é considerada a sétima arte. Todo mundo fala: "É, o cinema é sétima arte". Tudo bem. Então, a dança é o sexta arte, porque a a ela é tão importante quanto o canto, quanto a quanto a literatura, quanto as artes plásticas e quanto as artes visuais. Pois é, qual a importância desse mês? Então, na verdade é importante porque não só a gente resgatar quem foi Carlos Gomes para Campinas, porque Campinas é um celeiro de cultura. Nós temos quatro academias de letras, nós temos três orquestras, nós temos duas faculdades de artes e música e dança. Então, fora os conservatórios, fora os grupos de arte, fora o teatro, circo, Campinas é um celeiro de cultura. Então, nós não podemos deixar isso passar. E eu vi quando comecei a fazer o projeto que o fal um pouco nessa questão, né, de entender a dança, porque Campinas também é muito importante no na área de dança. E como eu sou formado em dança pela Unicamp, fiz o mestrado e agora tô lá no doutorado em artes performáticas, eu acho fundamental também colocar a importância da dança na cultura e na obra de Carlos Gomes. Bom, inclusive a gente viu no primeiro bloco, né, a orquestra de americana no centro de convivência. Muito legal, né? Você chegou a sensacional, acompanha a orquestra. E a ideia agora do prefeito Dário Saad fazer com que o M Carlos Gomes se torne metropolitano. Esse é um projeto que a gente vai encampar aí e já falamos com ele já com a secretaria Alessandra Caprioli, já tá sem a a cultura. Nós estamos a a 1000 para que ano que vem o mês Carlos Gomes seja metropolitano. Vamos convidar várias cidades para que e o projeto se transforme em uma coisa regional para Campinas. Bom, existe a possibilidade, eu não sei se você sabe disso ou não, de de repente falar mais de Carlos Gomes nas escolas de Campinas para pro pessoal entender um pouco mais ou Sim, sim. tem um projeto da Academia de Letras, inclusive a nossa também, fazer concursos de literatura sobre Carlos Gomes. É muito legal esse projeto. A gente leva paraas crianças de do primeiro ano, primeiro grau, desculpe, eh, trabalhos relacionados a Carlos Gomes. Então, ler, ler coisas sobre Carlos Gomes, não só conhecer a música dele, mas a literatura sobre Carlos Gomes, a história de Carlos Gomes e e eles fazem, né, para fazer mesmo. Inclusive a escola de cadetes, agora esse ano, não sei se você ficou sabendo, fez um concurso literário de canto, né, de prosa e versos para que os alunos participassem. Então, a ideia é realmente expandir muito, muito, muito, muito esse assunto, Carlos Gomes, não só em Campinas como na regional. Para não dizer, não só na região metropolitana, como no Brasil. Bom, e você fora desse mês, eh, Carlos Gomes também procura ministrar palestra sobre o tema em outras épocas, em outros períodos? Sim, nós estamos à disposição. Se se as escolas tiverem interesse, é só ligar lá na Academia Militar de Letras. A gente tá à disposição. Eu dou aula em academias de balé, no qual a gente divulga também. Quais são suas orientações finais aqui no Conexão Cultural? Vamos lá, Vinícius. você, principalmente para você que tem filho, tem sobrinho, tem alguma pessoa que você conheça e que seja criança ainda ou adolescente, fomente a arte, fomente a dança, fomente a música, fomente a literatura, fomente o teatro, fomente a arte. As crianças são o futuro do Brasil, como eu, minha mãe, eu até me emociono lembrar que minha mãe com 4 anos de idade eu ouvi ela tocar, dar aula, n, né? E eu comecei a interiorizar a arte. Eu com 60 anos hoje consigo ver que a arte mudou minha vida. Muito, muito, muito emocionante isso. É, ficou emocionado mesmo que passa um filme na cabeça. Um filme. A arte é tudo na vida das pessoas. É fundamental para você ser uma pessoa melhor, para você ser gente como a gente, como a gente brinca, né? Mas é um sentido de fomentar a cultura mesmo, né? A cultura existe na na vida da gente, né? Desde a época que eu estudei, na época da faculdade, que eu ia fazer seminário para ser padre, veja isso onde eu vim parar, eh, a gente estudava os gregos. Então, a arte faz parte da vida humana. O homem deixou de ser nômade para criar arte. Valeu, Vinícius, muito obrigado. Sensacional a entrevista aí. Ob, obrigado. Até uma próxima. Valeu, galerinha. É isso aí. Foi mais um Conexão Cultural e essa edição super especial. Até a próxima oportunidade e tchau. Abraço. Se você tem uma ideia de aplicativo, Yeah.