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SER EMPREENDEDOR - VENDA DE BALAS DE COCO INSPIRA EMPREENDEDORES
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SER EMPREENDEDOR - VENDA DE BALAS DE COCO INSPIRA EMPREENDEDORES

888 views Publicado 16/08/2022 HD · 39:19

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Vamos conhecer a história do Mateus Dias dos Santos, que começou a empreender vendendo balas de coco pelas redes sociais.

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Olá, olha o programa de hoje tá um doce só do início ao fim, isso eu já vou avisar desde já. O nosso primeiro convidado é o Rodrigo Franco, ele que tem um negócio lá em Vila Velha, no Espírito Santo, sabe que negócio estou falando, gente? Bala de coco. E por que a gente chegou até o Rodrigo? Não sei se vocês sabem, vocês que sempre assistem aqui, a gente vai com o empreendedor, o empreendedor menciona o outro e a nossa segunda história é justamente sobre a bala de coco também, mas com venda aqui em Campinas. E o Rodrigo foi quem inspirou o Matheus, que é o nosso convidado do segundo bloco, por isso que a gente está falando com ele direto, conectado lá em Vila Velha. Seja bem-vindo, Rodrigo. Me conta como começou esse negócio de bala de coco aí na sua família. Ei, Irna. Primeiro, eu gostaria de agradecer a oportunidade de estar participando do seu programa. E eu comecei fazendo as balas de coco na época da faculdade. Eu sou formado em nutrição, então nessa época eu iniciei vendendo na sala para amigos e comecei na cozinha de casa mesmo, junto com a minha mãe. É uma receita que eu aprendi com um amigo de infância dela. E o negócio foi tomando uma proporção, na verdade uma necessidade, na época virou uma oportunidade de negócio. Quando a gente fala nessa questão de bala de coco, por que bala de coco? Você podia ter vendido tantas outras coisas, é tradicional aí a bala de coco? Conta um pouquinho para a gente por que esse produto. Então, a bala de coco é um doce muito tradicional, antigo, conhecido lá da época do tempo da vovó. E aqui no estado as pessoas gostam muito. é aquela remete àquela lembra a infância aquela famosa balinha que é enrolada no papel e muito utilizada nos aniversários então é um produto muito tradicional é que de lá para cá a gente vem incrementando esse produto na verdade a gente desenvolveu e foi evoluindo esse produto tanto é que hoje a gente tem uma gama de produtos elaborados através da bala de coco Com aquela tradicional mesmo. Até com recheio, né? Tem, tem com recheio. E tem outros produtos também. Pirulito, sorvete. De bala de coco? De bala de coco. Uau! Olha, a gente deu uma olhada no Instagram, lá do Franco, da Balas de Coco Franco, e tem as fotos, gente, são de dar água na boca. Mas aí, Franco, me conta o seguinte, Você vendia na faculdade, fez de uma forma um pouco despretensiosa, como você disse, por necessidade, precisava da grana. Quando atingiu uma proporção que você falou, olha, eu não consigo mais produzir só eu e minha mãe, quando foi isso? Então, depois de uns oito anos, mais ou menos, a gente sentiu a necessidade de montar uma loja. Foi quando eu busquei um ponto e nesse ponto a gente se instalou, ficamos durante dez anos. que era uma lojinha com uma produção no anexo do espaço, né? E ali o cliente já entrava para comprar e ele já conseguia ver na abertura da porta a produção acontecendo. Porque era um vidro? Era um vidro que separava? Tinha um vidro e como a gente transitava muito, a porta ficava um pouco aberta e o cliente conseguia enxergar a produção, sabe? E com isso a gente ia vendendo a bala também feita na hora, que a gente chama de bala puxa. Então as coisas foram acontecendo. Isso é muito comum do mercado. O cliente mesmo vai lapidando e vai mostrando o que ele gosta. E assim a gente vai fazendo o desenvolvimento dos produtos. Foi por isso que a gente conseguiu ao longo do tempo desenvolver outros produtos. Tanto é que Modéstia Apache nós somos referência em produção de bala de coco no Brasil. Por isso que o Matheus se inspira na gente, porque a gente está sempre lançando novidade e foi assim que a gente iniciou, como a primeira loja. Franco, quando a gente pensa, até você acaba de citar, eu também falei do Matheus, depois vocês vão conferir a entrevista que a gente fez com ele, como é para você pensar que você inspira outras pessoas? Ah, a gente fica lisonjeado, né? Eu acho que isso é uma coisa que é natural, assim, acontece devido à nossa dedicação e o nosso empenho. A gente produz e apresenta o nosso produto para o cliente com muito primor. Então, para a gente é muito natural, assim, mas é gostoso, sabe? servir de referência, sim, é muito legal. Você disse que você trabalhava com a sua mãe, em certo momento decidiram abrir a portinha lá com a produção do lado, isso ainda continua nesse formato ou expandiu? Então, aí como a gente já tinha muita expertise no negócio, há três anos atrás, logo pouco antes da pandemia, nós resolvemos fazer um reposicionamento do negócio que foi quando a gente foi para um ponto maior uma loja maior, estruturada com uma produção com um espaço que possibilitava a gente fazer uma produção maior e hoje a gente tem uma loja, uma loja conceito onde o cliente entra para consumir e consegue ver a produção acontecendo é como se fosse um aquário E aí lançamos também outros produtos, aumentamos o leque de opções para o cliente. E aí a loja hoje é uma loja maior, tanto é que as pessoas quando entram para comprar, elas entendem o negócio como uma franquia, na verdade não é, é uma empresa familiar mesmo. Sim, vocês têm uma unidade. Temos uma unidade. Mas vocês vendem para o Brasil todo? a gente envia, a gente despacha, que aí são pedidos programados, são encomendas que são feitas previamente, e geralmente a gente envia pelos correios ou transportadora. Nessas ocasiões, são pedidos para festa, evento, geralmente para esse tipo de público, entendeu? Eventos especiais e pedidos especiais. É verdade. Agora, Franco, quando a gente pensa em um estudante de nutrição que resolve fazer um produto para vender porque naquele período precisa pagar as contas então você começou a empreender por necessidade não fez um planejamento de negócios e falou já que no meio desse caminho teve que fazer um reposicionamento da marca e um reposicionamento do negócio Essa segunda parte, ela foi planejada em que momento que você, até então, especialista em nutrição, teve que se especializar em gestão de negócios? Então, a própria profissão me puxou para esse caminho, porque eu trabalhei muito tempo em cozinha industrial, então isso daí me deu um certo know-how para poder gerir o meu negócio. da parte técnica, parte administrativa, de gestão com o tempo eu fui também sentindo essa capacidade mesmo de poder estar ampliando o negócio e o próprio mercado levou a gente para a expansão mesmo isso daí foi o mercado que foi ditando mesmo de maneira que a gente se viu seguro para poder montar uma loja maior entendeu? E montaram a loja maior um pouco antes da pandemia quais foram os impactos da pandemia no seu negócio? Bem, então, o setor de festas caiu muito aí impactou assim diretamente isso daí pra todo mundo que trabalha nessa área aí foi fatal, mas como a gente não tem só um nicho de mercado, a gente conseguiu tá levando o negócio, porque a gente não faz Então, nós temos outros tipos de venda também, a gente trabalha com revendedores, com padarias, restaurantes e alguns se mantiveram abertos e a gente continua atendendo. E a gente também, assim, na pandemia impactou porque a gente teve que ficar duas semanas fechados e depois a gente teve restrição de horário. Então, naturalmente, caiu a venda na loja também, isso daí foi para todo mundo. Naquele momento, eu estou dizendo isso porque quando a gente conversa com empreendedores, principalmente no setor de alimento, alguma coisa relacionada a isso, o delivery foi um grande aliado, vocês também utilizaram essa ferramenta? Sim, nós já utilizávamos antes. Durante o período da pandemia, logo no início A gente focou um pouco mais no delivery Contudo, o nosso forte é a nossa entrega mesmo A gente mesmo faz toda a questão da logística e tal Mas no início a gente utilizou muito, sim Foi um escape, né? Sim O que você diria, então, já que desde o início nós falamos que o negócio de vocês aí em Vila Velha inspira muita gente, inclusive o nosso convidado do segundo bloco. O que você diria para quem pensa em empreender? Tem aí uma receita, seja ela de bala, seja de bolo, seja de um doce ou algo de família que está lá em casa, será que isso vira um negócio? O que você diria para essa pessoa? Olha, eu acho que independente do produto, Eu não indicaria nenhum eu acho que cada um tem uma ideia diferente de empreender tem que acreditar tem que acreditar tem que tem que ter muita força de vontade porque eu por exemplo sempre trabalhei muito sempre fui muito empenhado com o meu negócio então a minha dica para essas pessoas é que acreditem no produto que tem Estudem o mercado Tenham dedicação Foco, muita disciplina E tem que se esforçar Perseverar muito Porque não é fácil empreender A minha dica seria essa daí Rodrigo Franco, muito obrigada pela sua participação Muito sucesso com as balas E a gente continua por aqui, tá bom? Eu que agradeço, Mirna, a oportunidade e convido a todos para conhecer a nossa loja, mesmo que seja na internet, fica aí a dica, precisando a gente envia aí para Campinas também, tá bom? Tá certo, então, e falando em dica, hora da dica de livros sobre empreendedorismo e também de filme que vai inspirar você. Daqui a pouco, então, a gente volta contando a história do Matheus. A dica de livros começa hoje com Dobre Seus Lucros, de Bob Pfeiffer. A obra foi escrita depois que ele analisou a situação de mais de 100 empresas norte-americanas e ensina ao empresário como reduzir desperdícios e, ao mesmo tempo, ganhar mais dinheiro ao manter o ânimo e o dinamismo necessários para o sucesso de uma empresa. Entre os assuntos abordados estão produtividade, motivação e estratégia. Impossível! Como descobrir oportunidades incríveis para criar transformações na vida, nos negócios e no mundo. No livro, Alex Bonifácio coleciona exemplos ao redor do mundo de pessoas comuns que venceram desafios considerados impossíveis utilizando alternativas e recursos que já estavam disponíveis, mas que ninguém prestava atenção. O autor apresenta uma obra com método aplicado com sucesso para quem deseja inovar, empreender ou resolver problemas complexos utilizando as alternativas que as pessoas já têm, mas não sabem. E a dica agora é da série The Playbook Estratégias para Vencer, em que reúne cinco técnicos campeões que revelam suas regras pessoais para alcançar o sucesso nos esportes e na vida. A série documental reflexiva é dos produtores e executivos Lebron James e Maverick Carter e está disponível em plataforma digital. E a gente veio até a casa do Matheus, que junto com a Patrícia teve um negócio de balas de coco, mas não é tão simples assim. Tanto que a nossa produção chegou até ele através das redes sociais. Matheus, me conta um pouquinho dessa história antes de você falar, inclusive, dessa venda pelas redes sociais. Você sempre fez balas, sempre empreendeu. Como tudo isso começou? Então, minha história começou no ano de 2017. Eu fui mandado embora do meu último emprego. Porque eu sempre tive o sonho de empreender e não sabia o que fazer. E eu tenho essa receita de família, foi o meu tio Paulo que me ensinou. Há 35 anos ele trabalha com a bala de coco, eu tenho muita gratidão por ele. Ele me ensinou o básico. Mas aí você já sabia fazer essa bala? Ou a partir do momento que você teve essa situação do desemprego, você pensou o que eu vou fazer da vida e lembrou do tio Paulo? Não, eu não sabia fazer a bala e como eu te falei, eu fui em busca de empreender, pensei em coisas e falei, está na minha frente, vou pedir para o meu tio. E eu pedi para ele e no melhor momento dele, ele me ligou e falou, se você quiser vir aqui, você vem para aprender. E eu fui com o meu aparelho de telefone, com o caderninho, anotei tudo e de lá para cá eu vim estudando, conhecendo outras pessoas. Quanto tempo aprendendo a fazer bala? Três dias Teve que aprender em três dias, Matheus? Em três dias Porque ele tinha uma demanda muito de produção Ele trabalhava com eventos Então ele também não tinha um tempo Porque é muito correria Hoje eu sei como é E estamos aí Aí voltou para Tampinas com a receita E aí, como você planejou Por fazer bala para vender? Comecei a fazer No começo, peguei um pouco de bala dele para revender Até eu ter uma condição de levar um produto legal pra feira Porque começamos, já abriu a porta da feira também Ah, então você foi no Tio Paulo, veio com a receita E aí como surgiu essa oportunidade da feira? A minha tia, esposa do Tio Paulo, me indicou Falou, vai nessa feirinha do Castelo Que eu já fiz lá há muito tempo É uma feirinha muito legal, procura a coordenadora E eu fui, atrás com a cara e com a coragem aí começamos, aí ela falou que já era pra eu começar no próximo sábado, eu falei, meu Deus como eu vou fazer? Você não tinha feito nenhuma bala ainda? Eu já tinha, tava fazendo mas eu assim, pra apresentar o produto, eu falei, vou pegar um pouco dele comecei a pegar um pouquinho dele praticando e ali em duas semanas eu já comecei a levar só a bala minha Ah, e a partir desse start, como foi você pensar olha, eu tenho que comprar tanto de insumo pra levar pra feira até porque tinha uma clientela como você conseguiu? Ah, foi de acordo com as vendas cada sábado que eu acontecia faltava, eu preciso trazer mais eu preciso trazer mais, aí ele me deu um conselho, ele falou assim, você tem que levar pra sobrar nunca pode faltar, isso eu levo por resto da minha vida, então eu sempre levo pra sobrar hoje, por exemplo, você leva quanto pra um sábado? Ah, em torno de 150 potes de bala, entre recheada bala gelada, bala seca ah, então vamos voltar nesse ponto ele aprendeu a fazer a base, mas aí você viu que tinha outras demandas como você acabou de fazer a recheada e como foi isso? eu comecei a estudar, aí conhecemos uma pessoa muito especial, que é a Marília Romers ela falou, eu quero bala recheada foi Marília, mas é uma cliente, eu falei, eu não sei fazer, ela falou mas eu quero, ela falou você é empreendedor, eu quero, e ela me pôs pra cima eu falei, eu preciso fazer, e eu fiz foi um desafio de beijinho, foi aquele jeito ela apou a bala por mais que não tava bonita mas ela falou que tava um sabor incrível eu comecei a estudar ia atrás de pessoas, aí eu fiz um curso online com a Fernanda que ela é da cidade de Analand, ela me mandou os cursos, foi minha primeira base e eu fui fazendo e não dava certo, ia pro lixo não dava certo. Eu falo, não, vou desistir. Não, vou fazer de novo. A base da bala de coco é o açúcar. É só isso. É o açúcar e o leite de coco. E o leite de coco. Que dá maciez da bala. Olha, eu recebi o material inclusive colocando que tem um segredo. Claro que você não vai dar detalhes, mas parece que o leite de coco não é qualquer leite de coco, não. Não, o nosso leite de coco é extraído da própria fruta. Dá um trabalhão. Todo sábado eu vou no Seasa, busco os cocos. Eu limpei esses cocos por quase quatro anos, eu fiz esse trabalho hoje eu tenho um pessoal que me ajuda por questão da produção então eu levo pra eles no sábado e retiro na segunda feira e é do coco in natura que você extrai o leite não tem conservantes nenhum entendeu? a partir então desse desafio da feira que você começou a fazer a bala recheada e depois foi aprimorando com novos sabores, qual foi o caminho que o seu negócio tomou? Ah, tomou um caminho assim como posso dizer, foi um sucesso Continua só vendendo na feira ou não? Continuo vendendo na feira que é meu ponto fixo todos os sábados, eu tô lá das 8 às 14 horas e as vendas pelo Instagram, online Aí você entra na internet, foi ele que te achou Sempre, aí é onde entra o trabalho da Pathy, que é ela que toma conta dessa parte Sabe, me ajuda muito A gente faz encomendas pra festas É uma memória muito afetiva As balas de coco, as pessoas procuram muito A gente que não pode faltar É porque hoje, inclusive, quando a gente vê Aqueles memes na internet As festas de antigamente tinham aqueles Bolos enormes e bala de coco E hoje não tem mais Mas parece que é bem assim As pessoas querem bala de coco A gente embala bala toda semana Depois eu vou te mostrar, a gente tem uma gaveta Só com embalagem O que mais o pessoal pede é aquela de franjinha E hoje tem a embalagem da Rococó Que é mais bonitinha E eu faço os pirulitos de bala de coco Que é um sucesso também Você tem uma receita do pirulito? O pirulito é uma inspiração O pessoal das balas franjas Que é lá de Vila Velha Espírito Santo Eles tem uma loja só de bala de coco A gente se espelha muito neles É muito legal, eles fazem balas que eu também não sei fazer ainda Que é bala gourmet Outros tipos de bala, palito sabe, só bala de coco e quando você pensa, né, a gente tá falando aí de inspiração, você fala olha, eu tô me inspirando, um pessoal lá de vida velha que você ainda nem os conhece pessoalmente, como que é isso pensar que empreendedor inspira outro empreendedor ah, pelo trabalho é nossa, como posso te falar é uma inspiração mesmo, sabe a gente segue eles pelo Instagram É muito forte a inspiração Já conversei com eles Já pelo direct São pessoas muito deseducadas Mas assim, a gente Não adianta, eu tenho que inspirar e fazer Eu também não posso pedir Ah, como você faz, como você Sabe, isso é uma coisa deles Então eu sempre Fui estudando, fazendo Sai bonita, eu vou e faço de novo Sabe Agora, eu tô falando aqui da parte de fazer a bala De puxar a bala Como você consegue quebrar-se pra puxar a bala? Eu puxei Porque o pessoal fala que dá tendinite, é verdade? Eu não tenho tendinite, graças a Deus E por dois anos eu puxei Na mão Aí eu vi um programa na TV Sobre bala de coco O pessoal ajudando E essa moça ganhou uma máquina E quando eu vi essa máquina de puxar bala de coco Eu falei, eu preciso De uma máquina dessa Falei, já é o meu trabalho pensando na minha saúde eu fui atrás, quando eu fui ver era de Piracicaba, o pessoal da McFarland, de Piracicaba aí entrei em contato com eles, consegui fazer um financiamento pelo Banco do Povo Ah, você também buscou, é importante a gente lembrar que tem linhas de financiamento para o empreendedor, o Banco do Povo, ele é ligado ao Sebrae Sim, ligado ao Sebrae e foi muito importante Nessa levantada Você financiou essa máquina E hoje ela está paga Falta bem pouco Uma taxa de juros muito boa Para quem é empreendedor tem que ir atrás Tem que estar certinho, tem que ser um MEI Se não você não consegue E tem essas portas Para o empreendedor E hoje essa máquina Ela é assim Meu braço direito, esquerdo É o nosso xodó Quando você fazia na mão Você lembra mais ou menos quanto de produção você conseguia fazer na mão e quanto você faz hoje na máquina? Eu fazia uns 20 quilos de bala por semana na mão. Com a máquina hoje eu faço 50, 60, essa é a nossa média semanal. Você chegou a quase triplicar. Triplicar, sim, e melhorou na qualidade da bala, porque o segredo da bala é a puxa. Então ela tem um cabalo de força, ela é muito forte, então, quanto mais puxa, mais ela vai ficar gostosa vai derreter na boca aí daqui a pouco vai experimentar, gente fazer inveja pra vocês aí nessa bala de coco e agora eu quero falar um pouquinho com você não sei se daqui a pouco a gente vai falar com a Patrícia, como foi você tá falando de fazer a bala e tal mas pensar nisso num formato de negócio olha, a gente tem que ter X pra pagar o insumo tem que ter X pra pagar a prestação da máquina e tem que... Como que vocês fazem essa conta? É você ou é a Patrícia que faz? É a Patrícia. É a Patrícia. A Patrícia, ela tem o trabalho dela, ela é formada em RH e técnica em contabilidade. Então ela me ajuda muito. Então agora a gente vai se encontrar daqui a pouco lá na cozinha, mostrando como é feita a bala, mas eu vou conversar então com a Patrícia pra ela falar dessa parte de como é administrar, como é, então, fazer todo esse controle operacional dessa empresa. Ela dobra, faz recheios, embala e, além disso, cuida de toda a parte administrativa. Patrícia, qual é o seu papel e como você acabou entrando junto com o Matheus e pensou assim, olha, eu preciso fazer isso para as coisas darem certo? Bom, a gente começou a fazer a feira num sábado E já no primeiro momento, qual foi seu Facebook? Não tinha Aí depois, no outro sábado, Instagram Que tava bem cru, né? Não é igual é hoje Aí a primeira coisa que eu fiz foi pesquisar, abrir a rede social Fiz um Instagram pra bala Comecei a pesquisar, colocar foto Comecei a escrever na história dele E a divulgar ali Ali eu imaginava que seria um cardápio online, uma vitrine das nossas balas E aí começamos o boca a boca, indicação Isso lá na feira ainda Isso, lá na feira, e aí abrimos as redes sociais e falamos, vamos começar a vender E aí eu desde sempre acompanhei ele na feira Começamos servindo degustação, que a gente serve até hoje Pra puxar mesmo o cliente pelo paladar E a partir disso, a gente falou da feira Como então as redes sociais também trouxeram clientes para vocês? Como foi esse processo? A divulgação, eu tive que começar a divulgar um pouquinho mais A ficar por dentro da bala de coco, que até então não sei fazer bala Eu ajudo ele no que eu posso, com recheio, uma coisa mais manual Mas assim, ele que faz as balas E aí eu precisei fotografar ele, filmar ele e ir carregando nas redes sociais E aí a gente começou, foi crescendo, crescendo e indicação Você já era craque em filmar? Não, não, tive que trocar o aparelho de celular Tive que pesquisar grandes marcas Ter inspiração em outras redes sociais E aí a gente vai carregando e hoje é muito bom pra gente Você, então, hoje a gente pode dizer que é o comercial da empresa. Sou comercial, sou financeiro, eu dou o meu máximo, carrego ali, faço story. Às vezes, na correria do dia a dia, eu falo, preciso carregar ali a rede social, que é ali que o pessoal pede, quer experimentar, quer provar e faz a encomenda. Então, a gente pode dizer que hoje, rede social, ela é responsável por quanto da venda de vocês? Eu acho que 70% 70% é Rede social e indicação Ah, entra lá, segue E é isso aí, porque o restante É boca a boca Cliente que vai na feira Feira de condomínio Que às vezes a gente é convidado Às vezes o pessoal convida a gente Dia de semana, no domingo a gente faz Feirinha de condomínio Agora que tá voltando, por exemplo, festas Tem eventos, vocês fazem também? Fazemos muito A gente tem um carinho gourmet de bala de coco, festa infantil é o nosso foco, lembrancinha. A gente tem feito até casamento, que a gente agora tem feito um bombom de bala de coco, que é bem um docinho fino, um docinho gourmet, que vai ser a sensação para os próximos casamentos. E nesse período, como também foi você falar, eu sou financeiro da empresa. Qual é o seu papel enquanto financeiro? Você tem que dar uma segurada às vezes no Matheus ou não? Ou você tem que falar, Matheus, tem que comprar mais isso Fala pra mim como é essa rotina A gente procura A gente recebe na feira Aí chega no início da semana Vamos pagar tudo certinho A gente compra a nossa matéria-prima O recurso que já entra A gente procura não parcelar nada Comprar tudo à vista E fazer um estoque Não muito grande, mas um estoque Pra duas, três semanas E ir trabalhando com isso Nossa rotatividade é muito grande Compra, usa, compra, usa Um estoque básico a gente faz A Patrícia contou pra gente Que ela é O apoio do Matheus Mas ela tem um emprego fixo como CLT Já pensou na possibilidade De uma hora abrir mão Desse trabalho CLT e falar Olha, vou empreender Você já empreende, né? Mas se dedicar 100% à empresa Você acha que vai chegar esse momento? Eu acho que a longo prazo talvez chegue esse momento Eu trabalho há 10 anos numa empresa, numa construtora que eu gosto muito, estou feliz lá E aí tem o trabalho do Matheus e o trabalho da Patrícia Hoje é bem dividido, eu ajudo ele no que eu posso Num futuro distante, quem sabe E além do financeiro e do comercial O Matheus contou que você também muitas vezes tem a questão da finalização Como que você faz isso? Eu acho, a noite, domingo, feriado, eu também participo de um grupo de mães aqui de Campinas, eu entro como mãe empreendedora, porque eu estou junto com meu marido empreendedor, e aí no grupo de mães, o que acontece? Se é lembrancinha pra festa, é bala embalada. Então, esse trabalho manual, sou eu quem faço. A pessoa pede a balinha, eu embalo na cedinha franjinha, no rococó pra entregar. Os pirulitos de bala de coco, eu levo pro cliente ver. Aprovou, degustou, gostou, eu faço o laço. Os recheios, não só a bala, que é o cocô que inatura, a cocofruta, os nossos recheios são todos caseiros, de panela, recheio raiz. Eu faço toda noite, pego as encomendas, faço recheio de panela com o maior amor do mundo deixo prontinho para o Matheus estar trabalhando no dia seguinte. Mas como você controla tudo isso? Você tem uma planilha você deixa um post-it como é esse seu controle do que precisa ser produzido para deixar pronto para o Matheus? A gente tem a planilha financeira e também chega no domingo a gente tem um mural de pedidos que eu anoto os pedidos da semana e já sei Na segunda, terça-feira, tudo que eu tenho que fazer de recheio Vou fazendo os recheios Pra ele ir trabalhando na semana É encomendinha em cima da hora e pedido A gente, às vezes, consegue encaixar na agenda É porque você falou que tem um estoque, né? É, tenho Aí eu consigo fazer também o recheio Deixar pronto pra ele fazer no dia seguinte Aí a gente vê se o motoboy entrega Eu mesmo entrego Até mesmo o Matheus Ah, vocês ainda tem um sistema de delivery? Tenho. A gente tem um aplicativo de entrega Que funciona de domingo a sexta-feira Só não abre de sábado Por conta que a gente está na feira E a gente se programando Com o cliente Eu saio do trabalho às 5 Pego meu filho na creche, consigo entregar Tenho a opção do cliente retirar Na porta de casa E também se for mais ou menos próximo Na pausa do Matheus no horário do almoço Ele também entrega Antes da gente começar a gravar Vocês estão nesse espaço há pouco tempo É esse negócio também nos motivou a vir pra esse pra essa região, a gente era a gente morava um pouquinho distante aqui da região central, quando a gente tava procurando uma casa pra comprar, a gente queria um ponto que nos atendesse é... pensando também nos nossos clientes, aqui é uma região muito boa esse bairro, que o aplicativo de entrega consegue levar aonde a gente precisa fora isso, também tem um filho tem um arturzinho de 5 anos O maior do Matheus já tem 18 Mas a gente vai se virando ali Consegue organizar toda a família Conseguimos, conseguimos Não é fácil, todo mundo nessa corrida Mas a gente consegue, no final dá tudo certo Eu vou voltar um pouquinho Lá em 2017 Quando o Matheus ficou desempregado E chegou pra você E falou, olha eu quero fazer bala de coco Qual foi a sua primeira Impressão disso? Como que foi a sua reação naquela época, você lembra? Então eu sempre o motivei, porque desde quando a gente está juntas há quase 10 anos, ele ficava no trabalho, mas ele sempre quis empreender. Então a gente sempre pensava no plano B, trabalhar e ter um plano B. E aí ele não estava feliz no emprego, não estava feliz no outro, aí quando ele falou, vou aprender bala com o meu tio. Eu posso dizer que eu fui a primeira incentivadora, que eu falei, não, vai, eu quero que você vai e vai dar tudo certo. Fora esse incentivo, vocês também disseram que tem lá aquela primeira cliente que fez o desafio. E a partir desse desafio, vieram outros, inclusive para você, no sentido de pensar em melhorar, em ajudar o Matheus de uma forma mais profissional, com mentorias, você me disse. O que foi exatamente isso? Eu sendo CLT Entrando nesse meio empreendedor Sabendo mais ou menos Como vender, como fazer Aí uma pessoa enviada por Deus Eu falo isso Pediu a bala recheada e a gente não tinha Porque ele fazia tradicional De festa, gelado, ok Campinas é muito grande Falei, meu Deus, ela está pedindo bala recheada E aí, Má, daqui um pouco Já tinham comentado na feira Aí essa cliente, a Marília Ela falou, não, mas eu quero Fiz o beijinho, foi o primeiro recheio Ele fez a bala, ficou deliciosa Não ficou bonita igual é hoje Ficou deliciosa, mas aí A gente levou uns potinhos Sobrou da encomenda dela pra feira Não deu pra quem quis Aí eu comecei a fazer um brigadeiro Comprei uma pochila de docinho De recheio E aí, nessa mentora, ela que comprou conosco Ela falou assim Eu também, em parte, tô saindo do meu emprego CLT, que ela trabalha numa empresa e estou dando mentoria de vendas, o que você acha? Não pensei duas vezes falei, bora, vamos fazer aí eu e o Matheus fez, estudamos por alguns meses, trocamos as nossas embalagens e nossa venda aumentou em mais de 50% tem como? Era uma Marmitec de isopor, aquela comum de bala de coco convencional, todo mundo conhece só que a nossa embalagem hoje de plástico, o cliente Antes dele comer, sentir o gostinho da infância, ele come com os olhos. E essas embalagens transparentes, ele pega na mão e ele vê o nosso produto. Ele vê as balas de coco. E isso subiu o nosso faturamento a 50%. Então, é uma coisa que as pessoas viam de fora, só que de dentro a gente não conseguia. Então, a mentoria foi um pontapé inicial para a gente melhorar em tudo. Inclusive na nossa embalagem. Quando você fala, o Matheus falou da parte de produção, Com a compra da máquina Que otimizou a produção Você fala da questão da embalagem E tudo mais Faturamento, hoje qual é a média? A gente tem uma vida A gente consegue pagar nossas contas Ter um conforto Planejar uma viagem Ele consegue tirar sozinho uns 10 mil reais Sim, quando a gente pensa nisso Nessa organização Vale a pena empreender Apesar de todo esse trabalho Vale, vale a pena eu tenho certeza que ele não voltaria a ser um CLP. Ele é muito feliz no trabalho dele, eu sou muito feliz ajudando ele, a gente vive bem, a gente consegue, tem um mês, umas semanas que é, pauleira, corrido mesmo, mas resultado final, a alegria, a satisfação do cliente, é o nosso combustível de água para continuar. Na pandemia, não entraram em desespero ou teve uma queda? Não, a feirinha teve um fechamento Mas a gente foi daí que começou o delivery Na pandemia Porque até então a gente não tinha serviço de entrega A gente se reinventou Não, saia com o carro carregado Chegava no meu trabalho, vamos entregar Horas e horas dirigindo, entregando Casa por casa, pedido por pedido E graças a Deus eu acho que na pandemia Até melhorou o nosso faturamento Que a gente começou a pensar Como que a gente vai conseguir se manter Sobreviver na pandemia E deu tudo certo Ah, que bom, legal. Parabéns pelo trabalho. E o que você espera do futuro da empresa? Ah, eu acho que a longo prazo ter uma loja, só de bala de coco. A gente espera então, para conhecer a loja, ser empreendedora e até essa loja. Com certeza, obrigada. Legenda Adriana Zanotto Legenda Adriana Zanotto
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