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SER EMPREENDEDOR - TECNOLOGIA ALAVANCA STARTUPS QUE ATUAM PLURALIDADE E RECURSOS HUMANOS
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SER EMPREENDEDOR - TECNOLOGIA ALAVANCA STARTUPS QUE ATUAM PLURALIDADE E RECURSOS HUMANOS

108 views Publicado 26/01/2022 HD · 36:13

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Olá! Partindo de uma carreira e também do conhecimento dessa profissão e até da ideia de empreender com propósito, o nosso convidado do primeiro bloco do Ser Empreendedor de hoje é o Marcelo Arruda. O Marcelo Arruda é o convidado do programa formado em Publicidade e Propaganda, mora na capital paulista e ele criou a plataforma diversidade.io que permite que candidatos e empreendedores da diversidade de forma plural possam ter oportunidades junto a empresas usando tecnologia de ponta. E a gente vai falar agora sobre uso de tecnologia e esse empreendimento de forma plural, trabalhar todas essas questões com o nosso convidado que é o Marcelo Arruda, seja bem-vindo. Conta para a gente, Marcelo, um pouquinho antes de você empreender, fala para mim da sua carreira e quando você percebeu que podia empreender em um negócio até chegar nesse último negócio que é justamente essa plataforma digital. Perfeito. Em primeiro lugar, muito obrigado. Um prazer estar com vocês. Obrigado pela oportunidade de falarmos a respeito da nossa empresa. A minha carreira foi corporativa por vários anos, por algumas décadas Passei por Unilever, passei por Mondelez, fui diretor da Indelese Cosméticos A Manco, a dos Santos Línea Então, sempre ligado à área comercial, à área de publicidade também, na área de marketing E nessas empresas eu percebi as oportunidades de uma maneira corporativa sempre muito voltada para o homem branco executivo. Então, uma primeira inserção na pluralidade, que é como a gente olha para o mercado, foi através de mais vendedoras na Lacta de chocolates. Antigamente, só vendedores poderiam trabalhar. Eu falei, mas por que não? A mulher é consumidora de chocolate, isso nos anos 90. Então, quer dizer, já foi uma quebra importante de paradigma, seguindo para outras áreas, eu morei em muitos lugares pelo Brasil, as empresas iam me transcrivendo, então tive a oportunidade de conhecer o Brasil de uma maneira bem especial, entendendo particularidades de cada região. Existe dentro dessas cidades que eu morei, no Nordeste, no Centro-Oeste, também algo que era muito comum pelo Brasil todo. Os grandes negociadores, diretores, decisores eram sempre homens e brancos Então, quando eu saí da área corporativa e criei a Diversidade.io Teve um hiato de tempo onde eu comecei a fazer vídeos Por ser publicitário, apesar de o meu MBA ser em varejo, na USP Mas por ser publicitário, comecei a fazer vídeos inclusive o vídeo do dia do Afroempreendedor, da nossa empresa que fez aqui, da Meta, na cidade de São Paulo. E também percebia que em rodadas de negócios eram poucos os negros, e quando nós apresentávamos o nosso negócio, sempre tinha uma certa desconfiança. Será que ele consegue entregar isso mesmo? E aí nós criamos um movimento em 2018, de voluntariado, que era o Movimento de Afroempreendedores e Parceiros. E com esse movimento, nós tivemos chance de nos aproximarmos de empresas como a Andevi, a Dupont, a Corteva, a Basque, a Unilever, fazendo rodadas de negócios, levando empreendedores negros e não negros também, para que essas empresas pudessem conhecer e fomentar o afroempreendedorismo através da qualidade dos serviços e dos produtos. uma pessoa que conhece muito da questão negra no Brasil, não sendo não negro é o senhor Théo Vandedu ex-CEO da Bayer ele falou, Marcelo, seria interessante que tivesse uma plataforma onde pudesse localizar os talentos negros porque os CEOs falam que não encontram eu até brinquei, falei poxa, eu tenho 1,85m e mais de 100kg até do Google Earth dá para achar mas a gente não acha quando a gente procura no lugar errado. Então, não adianta procurar onde eles sempre procuraram, porque eles não vão achar. E eu falei, eu consigo olhar para essa questão como uma questão verdadeira e necessária, mas eu acredito muito na pluralidade. Ou seja, uma mulher tem desafios na carreira dela, uma pessoa portadora de deficiência tem desafios, um executivo acima de 60 anos também tem. E aí nasceu a Diversidade Pampaio, que olha de uma maneira plural para todas essas questões, envolvendo orientação sexual, gênero, etariedade e etnia também, onde hoje a nossa plataforma permite mais de 20 bilhões de combinações. E quando a gente pensa em um bilhão, se você contar de um até um bilhão, demora 28 anos, contando sempre a hora. E a nossa plataforma permite 20 bilhões de combinações, porque também entra a questão de conhecimento de idiomas, de experiência do empresário ou da experiência do candidato. Então, a gente criou algo muito amplo. Quando você criou, como foi essa questão de formatar o negócio e você, então, fazer a ponte para que essas grandes empresas encontrem esses empreendedores, até porque também passa por uma questão cultural de cada uma dessas empresas também colocarem ali no seu seio administrativo essa proposta. Perfeito. Acho que esse ponto que você tocou é fundamental, por quê? Depende muito do interesse da alta gerência dessas empresas em fomentar e manter um follow-up, um acompanhamento, se efetivamente as gestões abaixo estão cumprindo, porque não pode ficar no evento. Durante muitos anos se faz evento em novembro, tiram várias fotos, muito abraço, e depois só se pensa de novo em 13 de maio e 20 de novembro. Então, o que nós buscamos e conseguimos são empresas comprometidas com o desenvolvimento de negócios de empreendedores negros durante todo o ano e que a gente tem toda uma metodologia baseada na inteligência artificial de acompanhamento se os negócios estão acontecendo ou não. Também temos uma tecnologia de machine learning para a questão da cor de pele, das feições... Eu digo isso e vou fazer até um recorte em relação ao profissional negro, até porque a gente teve bem recente no Brasil mesmo uma discussão, quando lá em 2020 o Magazine Luiza fez aquele programa de trainee exclusivo para negros, foi discutido inclusive, ah, não é racismo reverso, uma série de coisas, esse programa foi relançado em setembro de 2021, mas a gente percebe que as grandes empresas, não só para o público afro-brasileiro, mas também, como você falou, para a pessoa com deficiência, para o público LGBT, que ia mais, aos poucos esse leque vai se abrindo e aí essa discussão vai se tornando um pouco mais rasa. Por quê? Porque, pelo menos ao meu ver, eu vou até me dar a licença de opinar sobre isso, quando se abre um processo seletivo para um público que até então era excluído de processos seletivos gerais, você está promovendo uma sociedade mais justa. Só para você ter uma ideia, nós temos 13 milhões de afroempreendedores no Brasil. Nós somos a maioria. Afroempreendedores que são empregadores são apenas 9% desse número, que são 115 mil. Ainda assim, essas empresas não têm na base deles nem mil afroempreendedores cadastrados, as maiores. E nós temos exemplos que têm 10 ou 15 afroempreendedores cadastrados, mas que não fazem negócios periodicamente. Então, o nosso compromisso é que isso não fique no discurso. E a nossa plataforma tem uma série de avisos e alarmes para todos os níveis da companhia, se esse afroempreendedor está realmente realizando negócios ou não. E aí o gestor, o CEO dessa companhia, os diretores, vão olhar, olha, não adianta nós fazermos um post no LinkedIn, no Facebook, no Instagram, para tirar uma foto bacana, se a gente efetivamente não está dando oportunidades. Então nós estamos sim, com empresas inclusivas de verdade que se comprometeram e estão dando feedbacks de melhora. Então, nós temos algumas organizações como a Reafro, a Funafro, a Afro Impacto, que tem a oportunidade de capacitar esse afroempreendedor, caso a empresa que ele se apresentou, acho que ele precise de uma capacitação. Porque o que nós colocamos para essa empresa é o seguinte, Ou você faz negócio, ou você explica por que não vai fazer negócio para que ele possa se capacitar. O que o empreendedor negro não quer é participar, tirar foto e ser lembrado a cada 20 de novembro. Então, isso foi muito bem entendido por as empresas que estão conosco, até por empresas que estão se aproximando, e que têm, por sorte, muitas são multinacionais, que têm essa necessidade internacional. Então, a matriz fora do Brasil fala, olha, precisamos ter afroempreendedores e precisamos ter colaboradores negros. Hoje, nós estamos atuando mais com afroempreendedores. A questão do colaborador negro, eu acho que ainda é uma questão de médio e longo prazo, porque eles falam, não, nós vamos fazer uma seleção cega, mas existe um Excel extremamente avançado, um inglês fluente, de uma faculdade de primeira linha. E não precisa ver a foto da pessoa, porque você só vai encontrar realmente candidato branco atrás desse perfil sem ver a foto. Mas o empreendedor, não, o empreendedor, ele está com o negócio dele montado, ele está faturando, então é uma injeção de adrenalina dentro do afroempreendedorismo ali, de efeito imediato, essas portas que a gente tem conseguido abrir para afroempreendedores, que, por sinal, na nossa plataforma não pagam nada. Eles podem se cadastrar totalmente gratuito, mas são as empresas que pagam para que a gente faça essa busca. Isso que eu ia perguntar. Você está falando aí de pagar e, claro, quando a gente fala em empreender em negócio, a gente quer saber de lucro, do quanto isso envolve movimentação em dinheiro. Eu queria que você falasse justamente como é movimentar esse negócio e, claro, usando a tecnologia aí, no caso da plataforma. Sim, nós somos parceiros da Amazon, da AWS, em questão de reconhecimento facial, utilizamos uma plataforma também importada, então a possibilidade de nós crescermos sem aumentar as nossas despesas é muito grande, isso é muito importante para uma startup, o que eles chamam de escalabilidade. A gente tem essa escalabilidade de conseguir atender dezenas de milhares de empresas com a nossa estrutura e os nossos recursos continuam sendo com gastos bem baixos. Toda startup tem isso, de sobreviver com um faturamento pequeno durante alguns anos até que ela tenha um crescimento exponencial e aí sim possa ir para outros mercados e atingir outros objetivos. Vocês já participaram de, agora em 2022, queria que você falasse um pouquinho dessa questão da rodada de negócios. Qual é o planejamento? Sim, além da rodada de negócios, o que mudou a nossa empresa foi ter participado de aceleração. Nós participamos de duas acelerações, uma delas junto com a Ambev, eram mais de 600 empresas e nós fomos uma das 30 selecionadas. E entre as 30 que participaram da aceleração, Então, nove empresas convidaram para um projeto piloto. Nós somos uma dessas nove empresas. Para a maior cervejaria do mundo, a gente entende que é uma conquista importante, justamente porque a gente resolve uma dor para eles de organizar e de viabilizar um cadastro de afroempreendedores usando inteligência artificial e usando data mining, uma gestão de dados de uma maneira importante. Então, hoje existem até iniciativas internacionais da própria MEV que nós estamos conversando, porque eles também têm questões da diversidade na Europa, nos Estados Unidos, e a gente está muito próximo aí para, com uma solução brasileira, poder atender mundialmente a maior cervejaria do mundo. Ainda em 2022? Ainda em 2022. Na verdade, a gente já tem um novo domínio, para que seja fácil para o público de língua inglesa, o MakeDeal.net, que vai assumir esse papel, é uma plataforma com vários idiomas, inglês, francês, alemão, espanhol, italiano, permitindo para que a Europa possa ter essa solução. E nós vamos ter, assim, essa solução de uma maneira temática. Então, eles vão abrir oportunidades para afroempreendedores, ou para mulheres empreendedoras, ou para o público LGBT e QIA+, ou então para PCBs, e todas essas soluções já estão dentro do nosso desenho, e a gente consegue sim criar soluções para esses recortes da diversidade de uma maneira rápida, segura, que a gente fica num ambiente muito seguro com relação a dados, obedecendo a GPDR, que é a Lei Geral de Comunicação de Dados do Exterior, a sigla é GPDR, e também obedecendo a nossa LGTB aqui em terra. Quando a gente fala nesse empreendimento com propósito, usando as plataformas digitais, Marcelo, você hoje está exatamente onde um dia você planejou ou isso não tinha sido planejado? Na verdade, não tinha sido planejado, nasceu mais com o propósito de ajudar, e foi um movimento de voluntariado. E aí nós percebemos que o voluntariado não cria uma disciplina das grandes empresas e nem dos empreendedores. E aí a gente evoluiu para ter essa plataforma e transformar isso num negócio justamente para que o compromisso das empresas em abrir e manter portas abertas para empreendedores que entreguem qualidade, que tenham um bom nível de atendimento de produtos e serviços, só mesmo gerando negócios com contratos e obrigações para que os dois lados possam. Tanto que os empreendedores que não estiverem mensalmente atualizando seus produtos e serviços na plataforma, eles são descadastrados, mas congelados, as empresas não podem ver. Porque tanto é importante para o empreendedor ver a empresa, mas a empresa também entender que aquele empreendedor, de repente, não fechou as portas, não diminuiu os produtos ou serviços que atendiam. Então, a gente está criando uma base viva, mas isso nasceu de um propósito, onde a gente pedia salas emprestadas para poder fazer essas reuniões, e, de repente, a gente hoje consegue estar olhando até além das nossas fronteiras, que é um sonho fantástico, de 14 a 18 horas por dia trabalhando, mas é um sonho fantástico. Você já recebeu algum feedback de algum afroempreendedor ou de algum outro empreendedor dentro dessa pluralidade, falando justamente, olha, foi através desse seu trabalho que eu cheguei até uma grande empresa, a prestar um serviço para um grande empresário, como é isso? Sim, nós tivemos uma empreendedora da Bahia que, bem emocionada, falou que não imaginava que era possível atender uma empresa desse porte, com a minha empresa. Ela falou que tinha uma crença autolimitante que não conseguiria atender uma Ambev ou atender uma empresa de portes grandes, como o Carrefour, que também é uma empresa que estamos apoiando. Então, abrir essa porta para ela, ela falou que foi um divisor de águas, porque quando o órgão para a empresa dela pode falar que é uma fornecedora da Ambev, a qualifica e a credencia para que outros negócios de grande porte possam acreditar na capacidade dela. Ainda bem que a gente começou com parceiros de grande porte, tanto nessa rede de varejo quanto nessa indústria de bebidas, a Ambev e o Carrefour, porque se a gente consegue atender empresas desse porte, a gente consegue atender qualquer empresa. Isso os afroempreendedores negros. E até a sua empresa, a sua startup, ela vem ao encontro justamente de algumas empresas que buscam, de certa forma, mudar a visão que o público em geral tem devido a alguns fatos que aconteceram no país nos últimos anos, fatos isolados em algumas unidades. Isso é também você, como empreendedor, ver a oportunidade de negócio. Eu enxergo assim, como houve no Carrefour, uma situação triste com o João Alberto lá em Porto Alegre, que aquela tragédia não seja em vão. Então, o Carrefour, do CEO dele até os operadores de loja, eles entenderam que havia uma necessidade de mudar de verdade, mudar o discurso ou mudar o marketing. E, sim, mudar de verdade, eles estão fazendo isso. Eles estão criando plataformas de e-commerce voltadas para a área negra, também já tem fornecedores negros dentro da empresa, e isso tem feito uma diferença fantástica. E o que você pensa do movimento Black Money? Então, na verdade, a minha leitura, Black Money, é um movimento que, às vezes, a gente não entende bem. nos Estados Unidos, existia o Green Book, onde o negro poderia ficar, e aí no Brasil se criou como se o Black Money fosse uma consciência onde o negro pode gastar e investir dinheiro. Na verdade, para mim, o movimento Black Money deve ser oportunizar que empreendedores negros tenham acesso a empresas grandes ou a empresas que queiram fazer efetivamente negócio. Acho que é assim que eu entendo o Black Money. Marcelo, olha, muito obrigada pela sua contribuição, parabéns pelo seu negócio, a gente espera que você venha aqui não só falar da sua empresa, mas falar de todo esse movimento do afroempreendedorismo fica aqui o nosso convite para outras oportunidades e muito obrigado também pelo que você nos ensinou Imagina, foi um prazer, espero ter contribuído um pouco e convido todos vocês a fazer uma leitura se nós estamos fazendo a diferença realmente com relação à diversidade não só a diversidade racial Mas se nós respeitamos uma profissional mulher, se a gente respeita e dá uma oportunidade para um profissional portador de deficiência, se a gente enxerga a qualidade num profissional que faz parte do repórter LGBTI a mais, porque o mundo só vai ser justo se nós estivermos todos juntos e misturados. Muito bem, obrigada. E olha, agora a gente vai para o próximo bloco do Ser Empreendedor. Um breve intervalo, mas não sai daí que a gente volta já já. De volta com o Ser Empreendedor, agora a gente vai falar com a Márcia, ela que trabalha justamente numa empresa, mas não trabalha como colaboradora. Ela é a dona do próprio negócio, porque desde 2018 ela tem um projeto que é um aplicativo que substitui o relógio de ponto tradicional. Ela trabalha com um sistema de tecnologia, serviços de tecnologia. Hoje a gente já falou no bloco anterior de empreendimento com propósito, usando uma plataforma digital. E agora a gente continua falando sobre tecnologia. Eu comecei muito cedo, logo após sair da faculdade, onde o empreendedorismo é algo que a gente não consegue evitar. Então, a gente sempre teve a sensação de que poderia fazer mais, com muitas ideias, com muita vontade. Então, logo que saí da faculdade, eu tentei uma empresa com colegas, não deu certo. Quatro anos depois, a gente abriu, então, o que era a DMD, que era uma empresa de tecnologia voltada para segmento de redes e servidores. Ficamos um tempo nesse segmento, até que depois eu, com a minha formação de analista de sistemas, a gente começou a desenvolver programas de gestão para pequenas empresas. E até hoje, vivemos nesse caminho. Aí, só que você contou, então, olha, ela já empreendeu em um outro negócio como que é essa jornada de empreender, de entender que olha, não é por aqui, eu fiz o caminho errado, agora eu vou abrir uma nova empresa não vou errar como eu errei na anterior, fala pra mim esses desafios de inclusive, a gente sabe que a gente está em 2022 mas ainda tem a questão de mulher empreendedora e uma série de desafios até por conta da questão do gênero Ah, menina Se a gente tivesse essa resposta que você faz, que bom seria. Infelizmente, a gente vem aprendendo com os escorregões. Hoje eu vejo uma facilidade maior para você obter informações e para você conseguir sucesso, ter um bom plano. E nos anos 90, final dos anos 90, isso não era possível. Então, a gente veio aprendendo com os erros. Então, o que eu vejo que o empreendedor tem muito é um ânimo muito grande, um entusiasmo muito grande e pensa muito pouco em planejamento. Pelo menos naquele momento era assim que eu me sentia. Então, a gente tinha, acreditava no produto, acreditava no trabalho, nas pessoas envolvidas, mas não tinha muito acesso à informação para que se pudesse fazer um plano, um planejamento, como hoje se recomenda bastante, e é muito mais fácil de se encontrar. Então, a gente investiu, por exemplo, em primeiros sistemas de gestão para empresas específicas, na área de um alimento, por exemplo, mel, depois investimos em refrigeração, então, ou seja, eram segmentos que a gente acreditava que podiam absorver o nosso trabalho. Até que em 2004, 2005, a gente investiu em programas de gestão para empresas num pacote, e aí sim a gente veio ajudando as pequenas empresas a entender e a fazer gestão de informática. Em 2012, a gente foi sócio de uma empresa, uma indústria metalúrgica, também foi um aprendizado muito grande, eu gosto muito de trabalhar com a indústria, e colocar os sistemas nessa indústria também foi muito rico para a gente, estamos de 2012 até 2015. E a partir de 2015 eu assumi a empresa com relação a planejamento e a gente vem trabalhando tanto com software de gestão quanto com aplicativos, que é esse aplicativo que você mencionou, que vem chamando atenção, que é uma coisa de tirar muito do gargalo que existe hoje nessa área de apontamento de funcionários. É o que a gente quer avançar agora. Olha, sempre que eu converso aqui no programa com vários empreendedores, Uma coisa que eles apontam é a questão do incômodo com alguma situação, ou o inconformismo, uma série de coisas. E você parece que é uma pessoa bem incomodada, sempre procurando aprender, entender. Tanto que a gente está conversando hoje nessa entrevista, gente, olha só, a Márcia, ela está na Argentina fazendo uma pesquisa de mercado para expandir o aplicativo para aquele país. Conta para a gente desse projeto, como surgiu essa ideia, essa oportunidade. É aquela coisa, meu filho veio estudar aqui em Buenos Aires, veio estudar medicina aqui em 2017. Então, a gente vê as oportunidades, realmente elas surgem, porque à medida que vai conhecendo o mercado e conhecendo a situação, a gente vê que é muito parecida. No Brasil, a gente tem uma coisa muito forte com relação às relações trabalhistas muito rígidas, mas o principal problema da questão no Brasil é a burocracia com relação ao apontamento de horários, a falta de mobilidade, a falta de desenvoltura para se fazer relatórios. E eu percebi que é a mesma coisa aqui. Então a gente está caminhando devagar, tenho feito esse estudo, estamos com uma prova de conceito com um colégio grande fazendo o teste do sistema, mas eu percebo que é possível sim, um pequeno empreendedor, uma pequena empresa pegar o serviço, trabalhar devagar e investir sim num outro país. Eu estou muito surpresa e muito contente com as possibilidades que a gente tem aqui. desse projeto em 2018, a gente teve a pandemia aí bem forte em 2020 e ainda com bastante perseverança em 2021. O que a gente pode pensar do ponto de vista do seu negócio, Márcia, que vocês tiraram como aprendizado, como foi sobreviver nesse período em que talvez, digamos assim, no caso do relógio, ponto que nesse período talvez não foi tão importante, até porque as pessoas entraram em home office, ou não, independente disso aí que foi mais importante, porque elas tinham que mostrar que estavam trabalhando mesmo em casa, o que aconteceu? Exatamente, foi mais importante ainda. O que a gente quer é desmistificar essa coisa de ter que estar presencial quando você tem um perfil profissional hoje que demanda deslocamento, que demanda viagens, que demanda trabalhar em home office, é preciso ter controle, sim, é preciso que a empresa tenha o monitoramento do seu pessoal, mas que não seja através de algo que tenha que comparecer fisicamente em algum lugar. Então, nesse aspecto, o aplicativo se mostrou muito eficiente, à medida que você, em casa, pode continuar utilizando o seu smartphone e a empresa vai trabalhando com você, monitorando as equipes, eu mesma, a Fox, nós imediatamente no início da pandemia colocamos todos em home office e não perdemos nem um pouco, eu queria até que aumentou a nossa produtividade pelo fato de não termos mais o deslocamento e ter o conforto do nosso home office, então é crucial, é crucial que as empresas entendam que é possível na legislação brasileira, se controlar e estar legal com os funcionários através de programas mais digitais, mais móveis. Quais são, você falou inclusive dos desafios para empreender, de altos e baixos, de tudo que você tem se reinventado nesses anos. Hoje, qual é o seu principal desafio? é justamente você saber planejar. Foi muito importante a gente ter participado de mentorias, eu recomendo muito isso. Então, enquanto a Focus não esteve em comunicação com grupos de empresários, como esse do Marcel, da Ruda, como grupos de mulheres, como grupos do Sebrae, Quer dizer, enquanto você não buscar capacitação, vai ser muito difícil você avançar sozinho. E nesse momento da pandemia, em geral, você tem que estar muito atento ao mercado, então é muito importante saber até onde a sua empresa pode ir. Então o maior desafio agora é continuar observando o mercado, continuar mudando conforme a sociedade pede. E a força da internet é muito grande. Então é muito ruim ficar apegado em processos antigos, ficar apegado em papéis, ficar apegado em planilhas, hoje a gente tem que pensar no digital, então quem não mudar vai ter problemas muito grandes, então é importante investir no digital, é importante investir na internet e é importante observar o mercado e atender a demanda que está surgindo, esse é o grande desafio hoje. Você falou em duas coisas muito legais que em 2015 você assumiu toda a gerência da empresa, a gente tem aqui até um histórico falando que no início o seu marido te ajudou etc e tal e você a partir do momento que assumiu essas ações, você inclusive trouxe esse olhar mais feminino, eu queria que você falasse dessa questão da mulher à frente de empresas como a sua e de outras tantas, porque a gente sabe que apesar de despontar, ainda não é um número que a gente considera que a gente tenha a equidade de gênero, homens e mulheres à frente de pequenos e grandes negócios. É incrível, Nina. Eu apoio muito a questão de colocar as mulheres na direção das empresas por uma questão que a diferença é muito grande com relação ao tratamento da equipe, com relação à maneira como olha o mercado, a maneira como olha os fornecedores, a maneira como conversa e discute. Eu vejo que a mulher está muito mais propensa a encontrar soluções de uma forma mais assertiva, mais agradável para todos. Eu vejo que na minha gestão, o principal foi valorizar a equipe, valorizar, incentivar a equipe e colocar a empresa como uma fornecedora, uma provedora para toda a equipe. Quanto mais se faz, quanto mais se acerta, mais todos ganham. Eu acho que isso foi a grande diferença que tem feito a Fox crescer um pouquinho devagar, porque a economia é muito difícil, a gente cresce com investimento próprio, reinveste da própria empresa, mas eu vejo que o que faz realmente a empresa andar é a força que você coloca na sua equipe e o respeito que você tem que ter por ela. Em 2018, quando vocês lançaram o aplicativo que substitui o relógio de ponto tradicional, vocês fizeram um investimento, eu queria que você falasse quanto foi esse investimento e já tiveram esse investimento de volta? Em que escala está essa empresa nesse momento? Com certeza ainda falta bastante, porque o investimento é muito de pessoal com relação ao desenvolvimento dos programas. Muito teste, muito colocar nas empresas, até de uma forma em prova de conceito, para poder a gente ter certeza. Então passamos por diversos segmentos, a indústria, o comércio, as franquias, são sindicatos diferentes, são exigências diferentes. A legislação trabalhista é muito complexa com relação às exigências, onde os sindicatos têm muita influência nas empresas. Então, nós tivemos que adaptar o aplicativo para atender essa alta gama de necessidades. Cada empresa que te contrata tem um modelo de ponto, digamos assim, que daí você tem que trabalhar tecnologia para aquela empresa, é isso? Hoje, não, porque, primeiro, o que a gente já aprendeu, que o comércio tem uma determinada tendência e que os sindicatos também abriram, estão mais suscetíveis a aceitar o uso da tecnologia nas empresas, então, mas foi necessário sim, porque a área rural pensa de uma forma com os funcionários, as capitais pensam de uma outra forma, é incrível o grau de diversidade que existe com relação ao tratamento de ponto no Brasil, é incrível mesmo, mas hoje a gente tem um programa que está adaptado para a maioria das empresas sim. Quanto ao retorno, ele ainda vai ter um tempo, algum tempo ainda para a gente poder ver isso voltar, porque as empresas não estão habituadas a investir em tecnologia para isso, para esse assunto, que é assunto dos recursos humanos, então a gente ainda precisa ganhar mercado para poder alavancar. Tá certo, então, Márcia, muito sucesso em 2022 e que você possa, em uma outra oportunidade, voltar e contar aqui para a gente os feitos da sua empresa e os avanços, tá bom? Nossa, muito obrigada, agradeço a vocês, contem com a gente sempre. Parabéns pelo programa. Obrigada, e assim a gente encerra o Ser Empreendedor de hoje. lembrando que você pode nos acompanhar nas redes sociais, os endereços aparecem aqui no seu vídeo, lá no Youtube, inclusive você tem uma playlist de vários programas são mais de 200 programas que nós já gravamos aqui com muitas histórias de empreendedorismo que podem inspirar você que um dia pensa em empreender e a gente fica aqui, até um próximo programa Legenda Adriana Zanotto
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