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SER EMPREENDEDOR - STARTUPS DAS ESCALÁVEIS A EXPERIÊNCIA NO VALE DO SILÍCIO
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SER EMPREENDEDOR - STARTUPS DAS ESCALÁVEIS A EXPERIÊNCIA NO VALE DO SILÍCIO

94 views Publicado 27/06/2022 HD · 39:06

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Neste episódio do Ser empreendedor, foi contada a história empreendedora do Luiz neto escritor do livro "Innovation Intelligence: Corporate Startup Innovation", Caio Contiero e Thiago Castro que são fundadores da "Singular Seeds" e do Rodrigo Faustini que é fundador da "Wehandle". Confira na apresentação de Mirna Abreu.

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Olá, o Ser Empreendedor de hoje começa falando sobre inovação. E o nosso convidado é o Luiz Neto, fundador e CEO de uma empresa intitulada de Innovation Intelligence, que é a maior plataforma de inovação aberta no mundo, brasileiro, tem um livro também, ele vai detalhar tudo para a gente neste primeiro bloco do programa. Luiz, seja bem-vindo ao Ser Empreendedor e já fala um pouquinho para a gente por que esse tema, qual é o seu envolvimento, sempre foi ou a partir de qual momento você percebeu que a inovação é uma grande alavanca para o empreendedorismo? Bom dia, Mirna, tudo bem? Prazer estar aqui com vocês. Bom, Innovation Intelligence é o nome da empresa, é o nome do livro, é algo que eu venho trabalhando nos últimos seis anos, desde que eu me mudei aqui para o Vale do Silício, que foi quando eu percebi que existia algo diferente acontecendo no mundo. Então, a gente vem de uma trajetória de empresas corporativas, onde a inovação é muito lenta, e quando eu cheguei aqui, eu percebi que tudo era muito dinâmico. Então, havia pessoas jovens inventando as coisas, empresas investindo, com muito capital rodando, e não havia uma estrutura de inteligência para trazer inovação para essas empresas. Então foi a partir daí que eu me envolvi com o tema. E a partir desse momento, que tipo de lição você aprendeu e que você falou, olha, é hora de transformar isso num livro para também mostrar para outras pessoas quais são os caminhos? O livro é uma coletânea de todos os erros e acertos que eu tive nesses últimos seis anos, né? Então, eu trabalhei com grandes empresas no Brasil e aqui nos Estados Unidos, fazendo consultoria de inovação, que eu tive que aprender muito, e aprender muito e muito rápido. Então, eu fui anotando as partes do processo e criando meio que um scrapbook para mim. Quando eu vi, eu tinha uma obra do começo ao fim, que bastou para mim depois rever tudo, colocar mais contexto, dar mais detalhes, colocar casos, e acabou virando esse livro do Innovation Intelligence, que acabou recebendo dois prêmios internacionais, juntos com grandes nomes. Quando a gente fala em Vale do Silício, sempre que a gente entrevista empreendedores, principalmente, de empreendedores de startups, de inovação aqui da cidade de Campinas, São Paulo, a gente tem bastante exemplos também, nós já entrevistamos empreendedores de startups em Minas, no sul do país. O que a gente pode pensar dessa experiência internacional voltada para quem está começando com uma startup, para quem está formatando, ainda validando o seu negócio, Luiz? Eu acho que a grande diferença entre o Vale do Silício e o Brasil é o acesso ao capital e o risco que os investidores daqui estão dispostos a tomar. Eu acredito que no Brasil você tenha algumas formas de conseguir ter um retorno de 10% ao ano. Aqui nos Estados Unidos a pessoa já tem que correr para a Bolsa de Valores, se você quiser mais do que isso, você acaba indo para a Venture Capital. Eu acredito que os investidores daqui estão mais dispostos a ideias mais emergentes. No Brasil você já precisa estar demonstrando um pouco de receita, Então, a minha dica é quem puder vir para cá e tentar levantar capital aqui para rodadas iniciais, vale a pena. E também tem um monte de aceleradoras aqui famosas, como a Icombinator, 500 Startups, que eles pegam empreendedores internacionais, tá? Então, a minha dica é não tenha medo de aplicar para programas fora do Brasil, porque eles têm mais aceitação ao risco do que o investidor brasileiro. Você menciona logo no início da entrevista que veio do mercado corporativo. Queria que você falasse um pouquinho da sua experiência pessoal. Em que momento que você estava na sua trajetória profissional, que você falou, ó, é hora de largar tudo por aqui e viver essa experiência no Vale do Silício? Conta um pouquinho da sua história para nós. Tá certo. No Brasil, a minha última passagem profissional foi na 3M. Eu entrei como um trainee na 3M, trabalhei na área de CITSIGMA. Eu passei em outros programas de trainee, escolhi a 3M por conta de inovação. lá dentro eu trabalhei na área de CITSIGMA, tocando novos projetos, novos produtos, implementação de coisas no mercado e aí chegou um momento que eu não evoluía mais na minha carreira e o que me faltava ali era finanças, né, então avaliar retorno sobre projetos e aí eu tinha essa questão da inovação, tinha a questão do da parte de finanças e eu falei cara, eu preciso fazer uma pós-graduação em finanças, não queria fazer no Brasil porque ia demorar muito e o tempo foi, eu vou parar um ano da minha vida para estudar finanças. E aí eu vim fazer essa pós-graduação em Berkeley, aqui na Califórnia, e foi quando eu comecei a me envolver com o blockchain, a gente tem um fundo de blockchain aqui chamado Crypto Capital também, comecei a me envolver com inovação para a Fortune 500, foi onde eu comecei a morder um pouquinho dessa fruta da inovação. Quando a gente pensa em um trabalho por meio de algoritmo, de busca proprietário que utiliza Big Data e Deep Learning. Explica para a gente o que é isso. Aí, no material que a gente recebeu, está dizendo, olha, a empresa tem indexadas mais de um milhão de startups, 25 mil delas brasileiras. Eu queria que você explicasse primeiramente esse conceito para quem está assistindo e esse contexto desse mercado mundial em que se encaixa essas 25 mil empresas brasileiras. Tá certo. Contexto, então. O que é uma empresa que trabalha com o Big Data, com o algoritmo de busca? O nosso algoritmo, ele funciona com o Google, ficou batizado a empresa de Google, a Startups, muito bem pela jornalista do Valor, não foi à toa. Então, ele é capaz de ir visitando as páginas na internet e ele utiliza o Big Data para conseguir indexar informações diferentes como vídeo, áudio, PDF, notícia, joga tudo num data lake e a gente faz essa extração. Aí que entra o deep learning, tá? E a inteligência artificial. Nada mais é, é muito, acredito que ainda seja um pouco mistificado que, uau, pensa sozinho, aprende sozinho, mas são modelos matemáticos que tem ali por trás, tá? Então, ele começa a entender e assimilar coisas que são similares a um grupo ou similares a outro grupo. No nosso caso, colocando bem simples, é um algoritmo que ele vai navegando na internet, ele vai entendendo se é um investidor, se é uma startup, se é uma corporação, e ele vai fazendo essas relações, olha, investiu na startup, fez uma parceria, virou cliente, a quantidade de investimento, e o grande poder do nosso algoritmo está que ele é focado nisso, né? Então, quando você faz uma busca na nossa plataforma, por exemplo, um caso que a gente teve, de modelos gerados com a inteligência artificial para a indústria da moda. Você consegue escrever tudo isso, ele entende o que você está procurando e ele busca toda a web, informações públicas e traz para você de volta essas informações condensadas, organizadas, para que você consiga entender quais empresas conseguem atender a sua dor. E o contexto das empresas brasileiras nesse cenário global, a gente colocou 1,3 milhão de startups, um milhão muito grande, E tem 25 mil delas que são brasileiras. O mercado brasileiro, e eu falo de Latinoamérica inteira, é um mercado que está recebendo muita atenção dos investidores internacionais. Por quê? Tem muita gente inteligente, muita gente criativa, muita gente que se vira com pouco e está fazendo acontecer. Então, esse contexto do Brasil é um contexto que está recebendo muita atenção. E as startups brasileiras, sim, são boas startups. Por exemplo, fundos como o Casesp e outros fundos aqui no Vale do Silício, Eu vejo que eles já têm essa questão do Latin Founder, né? Que inclui as startups brasileiras para colocar dentro desse panorama do capital global de VC. Quando você pensa na sua trajetória, como você mencionou, erros e acertos que você fez uma espécie de manual, que dicas você daria para os empreendedores brasileiros, principalmente para as startups que estão começando agora? A gente tem aí o pessoal saindo das universidades, temos um número positivo em especial, vou falar aqui da cidade de Campinas, da Inova Unicamp, que é a empresa de inovação da Unicamp, que encerrou 2021, apesar do contexto de pandemia, também com um cenário positivo de investidores e de uma série de negócios gerados a partir do conhecimento da universidade. O que daria para você dizer para essas pessoas voltadas aqui mais para a vivência no nosso país? Sobre erros e acertos no começo, né? Tem muito curioso no Brasil sobre o mercado de startups. Muita gente se oferecendo como advisor e tentando pegar 10%, 15% da empresa de vocês no começo. Não aceitem isso, tá? Um bom advisor não vai cobrar nada no começo de vocês, não vai querer ações da empresa, nada. ele vai querer, pelo prazer, de retribuir para o ecossistema. O segundo ponto, cuidado com os investimentos que você espera no começo. Eu conheço um pouco do mercado, então não me envolvi com investidores muito. No começo, você sempre vai recorrer a friends, families and fools, que eles falam, então, famílias, amigas e tolos, para pegar esse primeiro capital, que são pessoas que vão dar o dinheiro para você que confia em você. Mas na sua segunda rodada de investimento, procure investidores sérios, investidores que já foram founders de startups, e não grupos de pessoas que, por alguma situação, têm o capital ali para aportar e estão muito mais tomando isso como um MBA versão 2.0 do que realmente aportando porque acreditam no ecossistema, tá? Então, eu acho que vocês têm que procurar profissionais experientes para apoiar vocês nesse comércio, que é uma coisa que eu vejo que aqui já é muito mais estruturado e o Brasil, vou chamar de curiosos que estão participando desse mercado, tá? Seis anos dessa experiência aí no Vale do Silício O que você espera daqui para frente, Luiz? Nossa, quero trazer o Innovation Test com alcance global Então a empresa, a gente está levantando uma rodada de investimento CID Para conseguir expandir nossas operações A gente conseguiu um monte de grandes novos aí Tanto aqui nos Estados Unidos quanto no Brasil de empresas E eu acho que para os próximos seis anos é a gente conseguir ser livre de mercado que esse aqui é o meu sonho, é o que eu estou trabalhando todo dia. Quando você pensa que esse material encorpado, que traz toda essa experiência, entrou aí numa lista dos 48 melhores livros de inovação em startups, qual é a sensação? Nossa, quando eu recebi a notícia, fiquei muito feliz, porque foi uma coisa que eu fiz, quando eu publiquei o livro, Eu quis publicar junto com o Amazon Que era a forma mais prática Ele dá tanto a versão impressa Quanto a digital ali no Kindle Que funciona em qualquer aparelho Mas eu fiz com muito amor e carinho A minha ideia era muito mais Pegar todos os tropeços que eu tive Todas as dificuldades que eu tive E falei, cara, tem muita gente que poderia se beneficiar E aí eu fiz o livro, né Quando eu vi que acabou sendo cotado Do lado de nomes como Peter Thiel Eddie Rothman, que é o fundador do LinkedIn Cara, foi uma honra nossa, será que eu estou lendo direito aqui o meu livro? Eu não fiz propaganda, não fiz nada, coloquei mais para ajudar quem pudesse se interessar, e acabou sendo reconhecido e colocado nessa lista. Nossa, fiquei super orgulhoso. Valeu a pena, sabe, aquela sensação. Então, eu vou pedir, se você pode, dar só uma pitadinha do seu livro aqui no Ser Empreendedor e contar, talvez, um tropeço que você tenha tirado, uma grande lição, é possível? claro, com certeza bom, o resumo do livro, assim, em linhas gerais é um livro que ele vai ensinar você do processo de inovação aberta corporativa desde a parte de ideias, onde tem toda aquela fase da descoberta, empolgação trocentas coisas, vamos mudar a empresa até passar pelo que se chama de vale da morte, tá, de inovação onde depois que tem as ideias ninguém consegue implementar nada, né e foi aí que eu também tive meus tropeços E aí, no final, onde você tem sucesso e comercializa as ideias. Então, imagina que tem um momento de muita euforia, depois aquele negócio praticamente morre dentro da empresa, porque as pessoas não sabem lidar e a desespero trata, e depois vem o sucesso comercial. Onde foi o meu tropeço? Principalmente na parte de comunicação com as áreas da empresa. Então, no começo, eu tinha uma ideia de que, nos primeiros anos, se eu achasse as tecnologias corretas para conectar com as empresas, essas empresas iriam, obviamente, adotar aquelas tecnologias e levar aquilo para frente. Então, apesar de eu ter um processo estruturado no roadmap, eu não tinha um processo de comunicação estruturado para os stakeholders da empresa, que é quem tomaria a decisão, e os momentos certos de engajá-las na conversa. Então, eu fiz isso errado, foi algo que eu demorei um pouquinho para entender como funciona uma estrutura de propria inovação, e que no livro eu já coloco a forma, o best practice, para quem tiver lendo e já aprendeu, não cometeu o mesmo erro que eu. E aprimorar ainda, porque o livro não é um livro de regras para a gente como se fazer, mas é um livro das melhores práticas que eu descobri nessa jornada e cada uma aplica da melhor forma que achar. Já prepara um novo livro? Eu estou pensando em uma versão nova dele, então aprendi mais coisas desde que comecei o livro no ano passado. eu gostaria de colocar muito mais cases do que tem no livro hoje eu acredito que pro final do ano talvez eu encareça a jornada de uma nova versão do livro, uma versão 2.0 do Innovation Tech na sequência das dicas a gente volta em loco, mostrando um caso de empreendedorismo a gente vai até uma startup será em que fase ela está? será que investiu? pra onde ela vai daqui a pouquinho no ser empreendedor? Não saia daí! A dica de hoje começa com o livro Empreendedores, Agilidade, Resultados, Cultura de Dono e um Negócio Capaz de Revolucionar o Mercado de Eduardo Glitz, Marcelo Malzonave e Pedro Engler. O livro foi escrito por esses três empreendedores que já trabalharam como sócios na XP Investimentos por mais de 10 anos. Os profissionais chegaram até a viver em alguns dos centros de inovação mais importantes do mundo, o Vale do Silício e na China. Ao longo da obra, os leitores vão conhecer a história de uma companhia de treinamento corporativo para se inspirar e construir o próprio negócio com uma metodologia eficiente e poderosa. O mito do empreendedor de Michael Gerber defende que o segredo para se ter uma empresa de sucesso é possuir simultaneamente três perfis de liderança, o empreendedor, o administrador e o técnico. Gerber explica quais são as habilidades necessárias para se ter uma empresa bem sucedida e como se deve trabalhar em cada uma delas. Além disso, ele também aborda diferentes fases de uma empresa, desde a sua infância até a maturidade, dando dicas de posicionamento para cada uma das fases. E no filme A Rede Social, você vai conhecer a história de ninguém menos que Mark Zuckerberg, o criador do Facebook e como ele se tornou uma das personalidades mais influentes do mundo. E conhecer sua história é importante para entender os princípios que o levaram até onde ele chegou. Além disso, o filme também aborda conflitos enfrentados por jovens empresários, como relacionamentos entre sócios, disputas por propriedade intelectual e a busca pelo investimento necessário para impulsionar uma ideia revolucionária. Você está sendo acusado de brechando a segurança, violando a privacidade individual. As por as regras, eu acredito que eu mereço alguma reconhecimento deste board. Eu não entendo. Que parte? E neste segundo bloco do Ser Empreendedor, nós vamos falar das etapas de uma startup. Viemos até o Laboratório de Inovação e Biocombustíveis da Universidade Estadual de Campinas. Aqui ficam abrigadas as empresas filhas da Unicamp, que desenvolvem pesquisas no setor. Nós vamos conhecer uma delas. E aqui no Laboratório de Inovação e Biocombustíveis da Unicamp, é que a gente vai conhecer essa startup para continuar falando sobre esse universo das empresas que começam muitas vezes em uma universidade, com uma ideia para resolver um problema. O Caio, ele fala com a gente agora, contando o início dessa história. Caio, como surgiu essa questão da empresa já na universidade? Como a universidade ajudou nesse campo de transformar pesquisa e inovação em um negócio? Bom, tudo começou durante a pandemia de 2020, a gente participou do Desafio Unicamp, que é um programa de empreendedorismo da Unicamp que já existe há mais ou menos 10, 12 anos. A gente participou da décima edição. Lá a gente pegou uma tecnologia, uma patente e desenvolveu um modelo de negócio em cima A gente fez algumas adaptações importantes e a gente conseguiu ser finalista E depois da gente ser finalista, várias partes foram se abrindo A gente conseguiu alguns programas de pré-aceleração A gente também conseguiu ser pré-incubado aqui na Unicamp Onde a gente teve tempo de maturar a ideia e alguns pontos importantíssimos do modelo de negócios Porque o grande desafio é você tirar uma ideia do papel 100% científica Que não tem aplicação direta e existente no mercado E transformar isso em uma empresa E a incubação existe exatamente para isso A gente optou por participar da pré-incubação A gente ganhou em 6 meses nesse desenvolvimento E depois de 6 meses a gente começou a incubação Que foi agora nesse ano e vem sendo muito importante para a gente validar o mercado, para a gente conhecer alguns players importantíssimos do mercado e as necessidades do agronegócio, que é o nosso setor, para aplicar da melhor forma a nossa máquina que a gente vem desenvolvendo aí, a tecnologia. Quando a gente pensa em um negócio que saiu do campo da pesquisa, quais são os caminhos e os desafios para você, para o seu colega, quando a gente pensa, olha, eu estava acostumada até então a estudar, mas eu tenho que pensar também no mercado, até porque existe uma crítica quando a gente fala em educação brasileira que as pessoas não são preparadas para empreender. Como isso tem sido na sua vida? É assim, é um desafio bem grande, porque a gente sai de um meio muito científico, muito focado em academia, ainda mais a gente que formou em biotecnologia, que é uma área incrível, só que ainda tem um mercado muito difícil de você desenvolver ou de você entrar até em grandes empresas. Então, primeiro de tudo, no meu caso, foi o reconhecimento, ele demora muito a vir. Então, é um desafio bem grande e faltam muitas referências no mercado, atrelando a biotecnologia a empreendedorismo. Existem algumas pessoas importantes, mas ainda falta muito empreendedor nessa área. E a Unicamp foi essencial desde que eu me formei, que eu fiz estágio aqui também, e até hoje, porque ela dá a referência necessária para o empreendedor de base científica. Então, isso é muito acolhedor, de certa forma. Antes do desafio, vocês não tinham essa pesquisa, então? Foi por conta do desafio? Por conta do desafio. Durante o desafio, a gente teve a opção de escolher essa patente junto à Unicamp e a gente escolheu ela para trabalhar e desenvolver, que a gente acreditava que tinha um grande potencial da pesquisa que já tinha sido feita com frutos, mas numa adaptação à parte de sementes. A parte de sementes a gente escolheu por causa de um pouco de know-how que a gente já tem e também porque é um grande mercado brasileiro. O core principal do nosso país, que influencia diretamente no PIB, a parte do agronegócio. Dessa forma, a gente começou a adaptar essa tecnologia, que é baseada numa parte de análise de imagens, onde a gente também desenvolve um software para trabalhar essas imagens, em que a gente busca melhorar a análise de qualidade de sementes, desde o campo, de produtores e até de distribuidores. Dessa forma, a gente começou a trabalhar focando principalmente em sementes do agro, como soja e milho, só que no meio desse caminho surgiu a oportunidade de trabalhar com cevada. A cevada surgiu com um grande player do mercado, onde a gente começou a deixar essa parte de soja e milho correndo em paralelo, e a cevada se tornou para a gente o principal ponto de partida para a gente testar a tecnologia, ver os principais pontos positivos e negativos, tudo isso alinhado também com a Unicamp dando esse suporte científico para a gente, de estrutura, contato com professores. Então a gente vem caminhando até hoje com foco no agronegócio, e também a gente tem a vantagem de já ter um projeto mais desenvolvido com a parte de umidade em cevada. Essa cevada que é utilizada hoje em dia no processo de maceração na produção de cerveja. Então é a cevada que inicia no processo de maceração, que depois vai virar o grão de malte que vai para a cervejaria. Atualmente a gente está em desenvolvimento dessa máquina, a gente está até procurando parcerias técnicas para desenvolver isso, porque querendo ou não, demanda trabalho, custos operacionais. Então para a gente, começando esse projeto, é sempre importante ter um parceiro técnico de desenvolvimento, porque a gente consegue deixar um projeto muito mais robusto. Então, o nosso foco atual é desenvolver uma máquina, realmente um equipamento, que possa ser utilizado dentro de laboratórios e empresas que trabalham com essa parte de sementes e grãos. Então, dessa forma, a gente está procurando o sanador do analista de laboratório, do mercado de semente e grãos, e até do de cevada, que entra nessa conjuntura também. Por que o nosso foco é o analista e a pessoa que trabalha com semente? Porque atualmente, as análises que são feitas são muito subjetivas. Subjetivas como análise é feita a olho nu. E muitas das análises são colorimétricas. Ou seja, a cor, o grau de umidade é muito próximo um do outro. Então, acaba trazendo um índice de confiabilidade muito baixo. Porque a rotina do analista é muito longa. Durante a semana, são lotes e lotes a serem analisados. Então, a gente vem tentando nos posicionar com planejamento estratégico para solucionar esse problema, empregando um pouco de inteligência artificial, um pouco mais de análise de dados, tudo associado a um programa de computador super intuitivo, para que a pessoa nessa rotina de trabalho tenha facilidade e precisão de analisar com mais confiança, dar um poder de decisão maior para os gestores e também trazendo uma economia, tanto em custo quanto em operação, para a empresa que esteja interessada em trabalhar com isso. Do ponto de vista da logística do trabalho de vocês, como vocês dividem as atividades? Bom, como somos em dois sócios, tudo fica um pouco complicado, mas a gente, tendo esse planejamento, a gente consegue organizar tudo bem estratificado. Então, assim, a logística sempre depende muito da pesquisa e desenvolvimento, que é uma carga que, de graduação, eu e o Caio possuímos muito, né? Essa parte de pesquisa, laboratório, rotinas de laboratório, então a gente tem um pouco mais de facilidade. Então, para a gente é fácil planejar essa parte. Os desafios da pesquisa são muito voltados ao que a gente já somos acostumados. O que a gente tem que desenvolver mais, que é um dos grandes desafios do empreendedorismo, é toda a parte empresarial. Então, desde a parte de administração, burocracia, marketing da empresa, que ao mesmo tempo que a gente tem que pensar na solução, entender o cliente, a dor e como que a nossa solução precisa impactar positivamente, a gente tem que ir criando cara para a nossa empresa, ter a nossa divulgação de imagem, porque tudo isso alinhado ajuda a alavancar em todos os processos que a gente está participando. Vocês estão no primeiro ano da incubação, são três anos, e já dá, vocês já pensam na questão da escala da empresa? Claro, desde o primeiro momento, quando a gente se depara com esse projeto e processo empreendedor para startups, um dos pontos chaves é a escalabilidade. Então, por mais que a gente esteja pensando em um protótipo, pensando em um modelo de negócio que seja favorável para as duas partes, seja para o desenvolvedor e para quem utiliza, a escalabilidade é um ponto fundamental. Então, desde sempre, a gente já pensa no modelo de negócio, qual a melhor forma de se trabalhar esse equipamento, o custo-benefício dele, custo efetivo técnico, para que a gente consiga posicionar no mercado de uma forma que seja efetivo, ele atenda às necessidades, não seja um custo de operação muito caro, e para a gente traga um retorno da melhor forma que a gente consiga tanto investir na pesquisa, na empresa, e reinvestir nesse mercado, que é sempre o que a gente quer trazer. Inovação, maior qualidade, a gente não pode só colocar uma solução e falar que está tudo bem. Ela tem que sempre estar avançando junto com a necessidade e a qualidade que a gente está buscando. E a gente continua falando sobre etapas de uma startup. E agora a nossa equipe está em um hub de inovação. Vamos conversar com o Rodrigo, ele que vai contar qual é o negócio. E eu já vou começar, na verdade, de trás para frente. Hoje, o seu negócio, ele está em que, digamos que, em que patamar escalável, podemos dizer assim? Bom, na verdade, a gente está num momento de muito aprendizado ainda. A gente está numa fase de transição, onde a gente migra do faturamento de um milhão de reais por ano, para dois, três milhões de reais. Então, a gente diz assim, entre zero e um milhão, é uma realidade de faturamento anual. E depois, entre um milhão e dois, três, até dez, é uma outra realidade. Então nós estamos justamente nesse momento de transição, ou seja, saindo num momento de muito aprendizado, para agora sim um momento de começar a escalar, começar a transformar aquilo que a gente aprendeu em máquinas de vendas, em máquinas de contratação e assim por diante. Esse é o momento que a gente está agora. Então conta para o nosso telespectador qual é o seu negócio. Bom, na verdade a gente faz, a gente resolve, toda startup acaba nascendo muito daquele, que querem resolver um problema. Então, toda vez que uma empresa precisa contratar outras empresas para fazer uma parte do seu processo, porque as empresas não sabem fazer tudo, então, de repente, tem uma parte que é, por exemplo, limpeza, faxina, ou é uma limpeza industrial, ou é portaria, ou seja o que for, ele subcontrata. Só que toda vez que a empresa subcontrata uma empresa, ela acaba trazendo para dentro de casa uma série de riscos. Então, tem riscos trabalhistas, tem riscos previdenciários, riscos de segurança do trabalho, entre dezenas de outros riscos, de imagem, financeiro, entre diversos outros riscos. E aí o que as empresas faziam antes? Elas tinham lá um batalhão de pessoas tentando olhar documentos dessas contratadas para tentar diminuir esse risco. Ou seja, será que esse cara paga o salário em dia? Será que ele paga o FGTS como deveria pagar? Então o que elas faziam? Contratavam um batalhão de pessoas ou consultorias para olhar para essas documentações. Então o que a gente está fazendo hoje é tornando isso muito mais inteligente. Então a gente capta essas documentações, sejam de maneira pública ou de maneira privada, buscando esses documentos dos próprios fornecedores. Analisamos isso usando inteligência artificial, reconhecimento ótico de carácter, entre outras informações. Então não é você contrata um outro bando de gente para analisar os documentos, aquilo que a gente conhece lá do passado. Não, pelo contrário. Muito moderno. agora com muito mais... Eu digo assim, na verdade, o ser humano não foi feito para ficar vendo papel e comparando papel, porque isso não faz muito sentido para a gente. A gente é inteligente o suficiente para falar, olha, dado esse resultado, o que a gente pode conversar com o nosso fornecedor? O que a gente pode melhorar? Então, a WeHandle faz aquela parte chata que o ser humano não gosta de fazer de uma maneira um pouco mais veloz, um pouco mais inteligente e mais assertiva do que a gente... Talvez o nosso nível de erro seja até maior do que o da máquina para alguns casos. Então, é isso que a gente faz. Então, dá mais velocidade, entrega menos pessoas, muito menos pessoas ali tendo que trabalhar dentro desse processo, dando mais otimização, assim, vamos dizer. E como surgiu essa ideia? Qual foi a dor lá do passado que vocês disseram, é esse o caminho? Na verdade, a WeHandle surge quase como uma spin-off, né? Então, na verdade, eu já empreendo desde 2006 num trabalho consultivo, era uma consultoria de segurança do trabalho, e a gente tinha uma dificuldade muito grande. A gente trabalhava sempre muito para grandes multinacionais e na hora que a gente ia entrar na portaria, ou tinha um documento ainda que não tinha sido avaliado, ou um documento tinha dado problema e a gente não sabia, ou então aconteceu algum problema e... Ou seja, eu fiquei com a minha engenharia parada e o cliente sem o serviço. Pronto, ali tem um problema gigante para ser resolvido. Então o que a gente fez foi, como um usuário, ou seja, sentindo a dor na pele, a gente percebeu que ali tinha uma oportunidade de fazer um processo. Só que a gente não queria entrar naquilo sem que a gente tivesse tecnologia suficiente, porque consultivamente tinha gente fazendo, só que isso custa muito caro para as empresas. Então a gente embarcou nisso depois que a gente fez vários testes de tecnologia para poder entender, olha, dá para entrar nesse mercado a partir dessa dor básica e depois, obviamente, tem vários desdobramentos a partir disso. No caso de uma Spinoff, que é uma empresa que ela nasce de uma outra já existente, ela tem alguma vantagem nisso, desse know-how que você já tinha nesse primeiro empreendimento, para dar, digamos que, o segmento e o caminho para essa nova empresa? Sem dúvida. Hoje de manhã, coincidentemente, eu estava ouvindo um podcast e estava falando exatamente sobre isso. Eu me sinto, assim, um empreendedor market fit. Market fit é, basicamente, é ter a certeza de que o seu produto encontrou um comprador para ele. Então, como a gente nasceu de dentro da dor, é basicamente o fato de ser uma spin-off, é porque você estava embutido dentro da dor, é que você sabe exatamente como resolver o problema e quem está sentindo, o que ele está sentindo. Então, imagina que no momento de vender, você tem muito mais credibilidade, porque você entende o mesmo problema que a outra pessoa tem do outro lado. Normalmente, nas primeiras vendas, quem está do outro lado quer te testar muito. Então, como você vivenciou aquilo, você fala, cara, eu tenho a mesma dor que você e é muito mais fácil de você colocar isso. Então ser uma, não vou chamar exatamente de uma spin-off, mas uma espécie de uma spin-off, a gente acaba tendo essa possibilidade de entregar para o cliente o sentimento que ele já está sentindo antes mesmo dele te falar sobre ele. E hoje a gente está falando aqui de um espaço de inovação. A gente lembra que o nosso programa é híbrido. Então você assistiu o primeiro bloco, uma entrevista pelo Zoom, e agora com essa possibilidade de entrevistas presenciais, em função até da melhora das condições endêmicas no nosso país. E quando a gente pensa em uma startup que procura um hub de inovação como esse, qual é esse caminho, por que vocês optaram por esse modelo? Na verdade, assim, eu acho que ele é um modelo que está bastante intrínseco quando nós estamos falando de startups. Por si só, startups têm que ser escaláveis, como foi a sua primeira pergunta propriamente dita. Então, ou seja, quando você vai para esse caminho, você precisa crescer muito rápido. Então, se apoiar e dividir as suas dores, porque, de verdade, o empreendedor sofre de várias dores e ele é muito solitário. Mas quando você tem a possibilidade de ir dentro de um hub, compartilhar esse crescimento, ver pessoas com outras experiências, trazendo essas experiências para você, você consegue evoluir muito mais rápido. E lógico, isso associado também com investidores e assim por diante. Então isso nos traz muito mais velocidade, que no fim do dia é o que a startup quer fazer, ela quer trazer muito mais velocidade para entregar um negócio muito mais rápido. A gente falou anteriormente numa outra empresa ligada ao setor de pesquisa aqui da Universidade Estadual de Campinas, ela está nesse momento incubada, não é o seu caso? Não, a gente não está incubado, mesmo porque a gente nasceu já de um negócio pré-existente. Então, assim, a gente já passou por várias fases, inclusive naquele negócio anterior, mas a gente já tinha corrido algumas lições e não bem incubado, mesmo porque acabou que o negócio nasceu muito mais da dor do que de uma tecnologia que estivesse dentro da universidade ou alguma coisa assim. E aí, você falou da importância dessa troca de experiências. Nesse momento, qual é o futuro da empresa? Na verdade, assim, acho que nossa maior experiência a gente troca com cliente. Então, como eu falei, a gente está naquele momento de transição de uma startup que está aprendendo muito para uma que precisa escalar a partir de agora. Então, assim, a gente teve muitas trocas. Então, essa experiência, sejam com pessoas aqui dentro do Hub, com outros empreendedores, com outros investidores, e também com os nossos clientes, que são quem principalmente nos trazem essa experiência, essa dor, que muitas, apesar de eu ter vivido, não vivi as mesmas que eles viveram. Então, esse aconteceu esse momento até agora. O que nós estamos fazendo nesse momento e qual é o futuro próximo? Pensando no médio e curto prazo. A gente pegar essas experiências agora, testar esses modelos, nós testamos alguns deles e agora replicar de maneira contínua para que a gente possa atingir a escala. Então, o próximo passo agora é começar a entregar escala dentro desse processo, que a gente já entendeu que há replicação. E é difícil, Rodrigo, a gente falar desse momento e dessa abertura, sem mencionar a questão da saúde. A gente conversou com muitas startups, inclusive durante a pandemia, algumas alavancaram naquele momento, porque traziam soluções justamente tecnológicas que não necessitavam exatamente, digamos que, do contato com as pessoas e a sua empresa. Qual é o reflexo que a pandemia trouxe no negócio e agora, nesse momento em que a gente tem abertura de locais, a gente tem pessoas que vão circular mais nas outras empresas, nos outros lugares, você acredita que isso vai facilitar ou não necessariamente? Na verdade, vou voltar um pouco para o momento pandêmico e depois nessa sequência. O momento pandêmico para a gente trouxe coisas muito boas, que é, por exemplo, impulsionar muito mais os processos tecnológicos dentro da empresa, então as empresas saindo muito do papel para a tecnologia, então isso foi muito bom. Nos trouxe uma oportunidade de ter contratações de pessoas que nem no estado de São Paulo estão, então eu tenho pessoas que trabalham em Pernambuco, no Ceará, tenho pessoas que trabalham no Rio Grande do Sul, e hoje fazem parte dessa empresa mesmo não estando fisicamente aqui, Então, isso foi muito bom. Foi um super processo de aprendizagem, mas muito bom. Dei para ficar. Exato, exato. Agora, a contrapartida disso é que, nesse momento de transição que a gente está, a gente precisa falar muito de cultura, a gente precisa estabelecer aquilo que a empresa é para que todos vejam isso. A contrapartida é que essa distância dificulta esse processo de aculturamento das pessoas e todo mundo está envolvido por um processo único, por um único propósito. Então, isso é bastante difícil nesse momento. E o que a gente vê, até um reflexo, é dos próprios clientes. Então, por exemplo, quando eu estou falando do momento pandêmico e agora essa transição para o não, muitos dos nossos clientes que utilizam nossa ferramenta acabam usando a ferramenta até para saber assim, olha, como está a condição de pandemia dentro dos nossos fornecedores? Então, por exemplo, a WeHandle acaba virando um canal de comunicação entre o cliente e o fornecedor, justamente para saber, por exemplo, quantas pessoas foram vacinadas, quantas completaram, teoricamente, a primeira, a segunda, a terceira dose e assim por diante. a gente acaba entregando esse processo para alguns dos nossos clientes que nos solicitaram isso. Isso acho que é reflexo desse processo de pandemia e agora essa virada de chave para um pós-pandêmico que a gente está agora. Rodrigo, muito sucesso e a gente espera voltar em uma outra oportunidade para contar mais histórias. Imagina, eu que agradeço, obrigado de verdade, que vocês tenham muito sucesso também, obrigado. E a gente mostra não só esse programa, como tantas outras conversas que nós tivemos no Ser Empreendedor, na playlist que está no youtube.com.br TV Câmara Campinas e você também nos acompanha nos canais 11.3, 4 da NET, 9 da Vivo Fibra e também nas redes sociais da TV Câmara Campinas. E até um próximo Ser Empreendedor! Legenda Adriana Zanotto
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