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Olá! O Ser Empreendedor começa agora falando de como potencializar as características empreendedoras de um ser. Olha só! A gente conversa agora com a cofundadora da Aliança Empreendedora, a Helena Vieira, que desde 2005 tem aí um know-how em que capacitou mais de 100 mil empreendedores. E ela que vai falar como ter esse olhar, o que é possível melhorar ou não. Será que a pessoa já nasce com o dom de empreender e não há nada mais a ser feito? Ou ela pode desenvolver essa característica no decorrer da vida? Helena, seja bem-vinda ao nosso programa. E, claro, a minha primeira pergunta é como, então, acreditar nessa potência e fazer com que ela seja algo assertivo? Então, eu acho que a primeira coisa é acreditar que pode empreender, né? Eu acho que parte daí, se você começa acreditando que empreender é só para algumas pessoas, né? Você já está uns passinhos atrás E depois disso, eu acho que Acreditando que você tem todas as características Que você consegue potencializar aquilo que você tem de melhor É ir buscar informação Então, o que a gente fala bastante para os empreendedores é Que você acreditar em você mesmo E você ter visão de futuro daquilo que você quer fazer É o essencial, assim Para você ter sucesso em qualquer caminhada empreendedora Já chegou até vocês, pessoas, até porque a gente já entrevistou aqui no programa, Helena, pessoas que disseram assim, olha, por exemplo, eu sempre fiz bolos maravilhosos, e todo mundo falava, ai, por que você não faz para vender? Mas eu não sei vender, até que a pessoa passou por um momento, uma dificuldade, alguma coisa, e acabou vendo que o empreendedorismo era um caminho, e muitas vezes um caminho que ela se surpreendeu. Muita gente chega assim até vocês Olha, eu faço tal coisa, mas eu não sei vender Eu não sei como oferecer isso para alguém Eu não sei quanto vale o meu trabalho As pessoas chegam assim até vocês? Essa é a cara do real empreendedor brasileiro, né? Na verdade, da real empreendedora brasileira Porque se a gente for ver em números absolutos E a gente fosse ter uma persona que resumisse Quem é o empreendedor brasileiro Seria uma mulher negra, né? Então, e a maior parte dos empreendedores, eles não sabem direito ainda o caminho muito certo quando eles começam a empreender, isso faz parte do empreendedorismo, é um mito a gente acreditar que os empreendedores de sucesso começaram com uma ideia pronta, que eles já sabiam tudo, que eles dão conta de tudo. Então, as pesquisas já mostram que o empreendedorismo é uma expertise que você vai aprendendo no decorrer do caminho. Então, é natural que os empreendedores não saibam direito ainda como começar, onde investir mais tempo. Leva um tempo mesmo para você testar a sua ideia, para você ir tendo o feedback das pessoas que estão ao seu redor. E só de começar, só de começar com alguma coisa que alguém da sua rede de contatos falou para você que você tem talento para fazer já é um passo ótimo, né? Porque dentro da teoria que a gente usa de capacitação para os empreendedores, é importante que os empreendedores comecem com três coisas básicas, que é quem eles são, o que eles sabem e quem eles conhecem. Então, quando você começa com uma ideia que alguém que você conhece já identificou que é um potencial seu e que está disposto a comprar, você já pode acender uma luz verde ali. É algo que vale a pena tentar, né? Então, é super normal e achar que tem que ter todas as características do mundo. Não existe uma receita de bolo de um conjunto de características certas que vai fazer você ter sucesso. É a jornada e o teste que vai fazer você ir se adaptando e melhorando coisas ou trazendo pessoas para o seu negócio que possam te ajudar naquilo que você não é tão bom. Você tocou em algo muito importante, a questão da mulher negra no empreendedorismo, que muitas vezes é uma jornada até solitária. A gente tem aí números também do quanto é difícil para essa mulher conseguir um financiamento, por exemplo. Muitas vezes, em grande parte das vezes, ela tem essa jornada empreendedora juntamente com a rotina da criação dos filhos, do cuidado com a casa e tantas outras atribuições. Como que dá para pensar nessas três características que você falou e focar em errar menos nesta jornada? Partindo dessa característica dessa mulher que nós estamos mencionando agora. Eu acho que o que é importante é você começar sempre com aquilo que você tem. Então, emprestar o mínimo possível, usar a sua rede de contatos a seu favor. Então, primeiro isso, você tem que identificar aquilo que você faz bem, o que você gosta de fazer, né, que você já tem uma similaridade. Aí o pessoal fala, ah, mas precisa de educação formal, eu preciso estar formada, eu preciso ter um curso técnico. Não necessariamente você precisa, você pode ter trabalhado num lugar, você pode fazer parte de uma família, por exemplo, que já tem ali um costume de fazer coisas, e você aprendeu com essa jornada, então você sabe fazer aquilo muito bem. Então, quando você identifica isso, você parte para aquilo que você tem. Então, assim, quais são os recursos que eu tenho disponível? É meu tempo? Eu ainda estou mesclando com o trabalho que eu estou fazendo, que é formal, e eu estou começando aqui? Ou eu já quero investir mais tempo nessa ideia de negócio? aqui, então eu tenho tempo para investir. Se você tem equipamentos, tem pessoas que possam te emprestar equipamentos, coisas que você vai precisar para fazer, para rodar os primeiros meses ali do seu teste, do seu negócio, primeiro você tem que ter esse panorama, de começar com aquilo que você tem de tempo e recursos emprestados às pessoas que você conhece o máximo possível, pessoas da sua rede de contato, e aí testar por quê. Porque você precisa fazer, é o que a gente fala, que quando você começa a empreender, você tem que apostar aquilo que você pode perder. Apostar o que pode perder? Exatamente. Como assim? É engraçado isso, porque normalmente quando a gente começa a empreender, a gente pensa, faz aquelas projeções de quanto a gente pode ganhar. Só que empreender é imprevisível. e como exige da gente muitos testes e pequenos testes para ver o que pega melhor, o que vende melhor, qual é a região que vende melhor, eu preciso apostar aquilo que eu posso perder, que eu estou disposta a perder, porque se não der certo, aquilo não vai acabar comigo. Então, eu pego assim, nossa, um empréstimo que vai, eu não consigo arcar com a parcela, eu nem faço ideia de como é que eu vou arcar com uma parcela. será que você não consegue testar essa ideia com menos? Porque se você errar, você perdeu pouco, e dá tempo de você fazer do limão uma limonada, né? Que é pegar isso que você aprendeu com esse teste e testar uma nova ideia, de novo com aquilo que você tem, né? Uma hora você vai acertar, porque é assim que é o caminho dos empreendedores. Não existe ninguém que acertou de primeira, né? Então, são pequenos erros que fazem com que o empreendedor ou empreendedora seja uma empreendedora de sucesso. Então, sempre apostar o que pode perder. E aí, fazer do limão uma limonada, né? Que é, não deu certo, mas o quê? Normalmente, quando você testa uma coisa, não dá tudo errado. Dá uma parte errada. Tem como aproveitar tudo o que deu certo e tentar de novo? Normalmente dá pra fazer isso. Então, e as mulheres negras são muito criativas pra começar negócio, né? E também tem uma potência que eu acho que é uma coisa que eu gosto muito de valorizar, que é são pessoas que já sabem aproveitar muito o que tem é, falando nisso eu vou dar até já um spoiler do próximo bloco que a gente vai falar com a Graziella ela que inclusive na adolescência, ela vem de um projeto social, em que ela aprendeu curso de corte e costura depois ela foi tendo outras oportunidades com SESI, com escolas profissionalizantes, ganhou bolsa e hoje ela tem uma coleção ela trabalha com bolsas ela foi mais para esse mundo da moda, trabalhou como vitrinista e ela hoje ela tem coleção e muito consciente desse potencial daquilo que ela foi trazendo na experiência dela de projeto social e daquela experiência hoje ela se vê ela é uma empresária ela é MEI, inclusive daqui a pouco eu queria que você falasse sobre a importância do MEI, até porque a gente tem aqui uma informação de que grande parte dos empreendedores ainda estão na informalidade, aí eu queria que você falasse um pouquinho do quanto é importante a formalização do negócio mas quando você fala desse potencial de que as pessoas trazem as suas experiências para o empreendedorismo, como lapidar isso? Então, eu acho que é, primeiro de tudo, é ver o que você faz como negócio, né, a maior parte dos empreendedores você já mesmo citou, não é o caso que vamos ver daqui a pouquinho, né, que já é MEI, enfim, já está formalizada, mas a maior parte dos empreendedores não é formalizado, então começa como? Começa com bico, começa fazendo uma renda extra, começa, né, desse jeito, sempre provisório, E esse eu acho que é o grande erro do processo de empreender Porque se você deixa ser sempre algo provisório Ser sempre um bico, ser sempre uma renda extra que você vai gerar Você não vai investir seu tempo ali E o que é investir tempo? É se capacitar, é ir atrás de informação E eu não estou falando de pagar curso A gente tem uma plataforma que é gratuita Que é o tamojunto.org.br, por exemplo As pessoas podem entrar lá e fazer formação lá E assim como a gente tem, tem outras também Então, essa questão de aprender coisas novas É fundamental para você lapidar a sua jornada empreendedora Porque você começa, você sabe fazer muito bem No caso da empreendedora que a gente vai ver agora Provavelmente ela tem um talento incrível para fazer coleções Será que ela sabia precificar? Será que ela sabia fazer uma gestão da produção dela? Será que ela conseguia fazer uma gestão de vendas, um marketing digital legal? Ela teve que ir aprendendo. E você só vai aprendendo se você bota fé naquilo que você está fazendo. Se você entende que aquela oportunidade pode ser a sua melhor oportunidade e não um bico, algo que você vai fazer como uma renda extra. Então, você vai dedicar tempo de capacitação, Vai aprender essas coisas que você não sabia durante a jornada Mas que tem muito conteúdo bom aí, gratuito na internet para você fazer E você vai ajustando o seu negócio O seu negócio vai ficando cada vez mais profissional Até chegar num ponto de você querer formalizar, contratar pessoas, enfim Olha, Helena, estou falando um ponto importante que é capacitação Inclusive, a tamojunto.org.br, que é uma plataforma online gratuita Ela oferece vídeo-aulas, cursos, conteúdo prático para apoiar pessoas a iniciar ou melhorar o seu negócio de forma online. A gente lembra que, de acordo com as informações, desde o início da pandemia, em março de 2020, mais de 90 mil pessoas acessaram o tamojunto.org.br. E esse fenômeno da pandemia que acabou levando muitas pessoas ao empreendedorismo. Agora, claro, a pandemia ainda não acabou, a gente teve recentemente a situação de emergência, aí ela não existe mais, mas a gente tem que aprender a conviver com o fato de que existe a Covid-19. Esses profissionais, essas pessoas que empreenderam durante o ápice da pandemia, Você acredita que eles tendem a voltar ou tentar voltar para o mercado formal, com CLT, esse tipo de trabalho, ou não? Foi o momento em que eles despertaram e é o futuro mesmo, principalmente quando a gente fala de Brasil. Eu acho que tem as duas coisas. Eu acho que os empreendedores que a gente apoia, eles são muito rápidos. Como eu falei, tem uma coisa no brasileiro de se adaptar muito rápido, de pensar muito rápido, de mudar. E eu acho que durante a pandemia os empreendedores se adaptaram e tiveram vantagem em alguns setores, eles tiveram alguma vantagem durante a pandemia pelo fato das pessoas estarem mais nos bairros do que nos centros. e isso é uma coisa que mudou para sempre, né, eu acho que essa coisa do local, do mercado local, das pessoas estarem trabalhando mais em casa, isso fez com que os empreendedores que estão nos bairros, que é o nosso empreendedor que a gente apoia, eles ganhassem alguma vantagem nisso, né, então eu acho que, o que aconteceu durante a pandemia? Eu acho que muita gente acabou perdendo os seus trabalhos formais e acabaram investindo mais nos seus negócios paralelos, na sua renda extra. E a gente teve um aumento muito grande, até de formalização mesmo, durante a pandemia, que agora ele já normalizou as porcentagens que eram antes. Mas eu vejo o caminho, que foi um caminho de despertar, foi um caminho de ir mesmo, desses empreendedores irem em busca da internet, de capacitação, e é uma coisa que eu vejo que é uma tendência, eu acho que agora que já descobriram a internet, e como se capacitar na internet, eu acho que é um caminho sem volta, e isso é bom, né? Isso é bom porque o conteúdo online, ele dá uma, uma, maiores possibilidades de você conseguir certificações, de você conseguir informação, basta você conseguir buscar. Então, eu acho que a gente rompeu uma barreira aí, que eu espero que a gente não volte atrás, né? Teve um reflexo na nossa plataforma, porque a gente tem hoje 150 mil inscritos, assim, na plataforma, pessoas fazendo certificado, a gente tem um canal no YouTube do Tamo Junto também, que a gente tem quase 80 mil inscritos nele. Eu vejo que as pessoas estão buscando informações e elas continuam chegando. Então, foram modificações que aconteceram que eu acho que vieram para ficar de vez. Uma mudança cultural e econômica importante. Exatamente, eu acho que teve essa mudança de mentalidade e uma mudança realmente do olhar econômico também para as pessoas e de inclusão produtiva delas, né? Então, eu acho que isso veio para ficar. Helena, a Aliança Empreendedora, ela foi reconhecida, inclusive, e premiada a partir dessa iniciativa tamojunto.org.br, Como é para você saber que esse projeto que vocês iniciaram lá em 2005, que com a pandemia teve essa pujança e tem esse reconhecimento internacional? Nossa, foi muito legal. Primeiro que você ser reconhecido pelo MIT, ele já é uma coisa que coloca a gente em um status de estamos fazendo algo que é muito legal. E o MIT reconheceu a gente nesse ano de pandemia mesmo, e fez um investimento no Tamo Junto, que possibilitou a gente poder atender mais pessoas. Então, essa premiação, ela premiou iniciativas, o MIT Solve, uma parte do MIT que ele conecta, ele seleciona empreendedores sociais no mundo inteiro, que estão resolvendo problemas sociais com tecnologia. E aí, em 2020, teve uma categoria especial de empreendedorismo, e aí a gente foi reconhecido nessa categoria, então a gente conseguiu fazer esse investimento. Então é muito legal porque você ter esse reconhecimento externo também do que a gente está fazendo aqui e como é potente essa ferramenta, porque sempre que falam assim, mas o empreendedorismo não é tão importante quanto a educação, ele não é tão importante quanto a saúde. E a gente não está comparando, não tem como comparar as causas, mas o empreendedorismo é transversal a muitas causas. Então, se eu quero trazer mais equidade entre homens e mulheres, e principalmente financeira, isso vai passar pelo empreendedorismo. Se eu quero trazer uma equidade racial, Isso vai passar pelo empreendedorismo Então eu resolvo muitas coisas Por meio do empreendedorismo Então ser reconhecido E poder investir numa solução Como estamos juntos Foi muito importante E com certeza os empreendedores brasileiros aqui Empreendedoras, que a maior parte dos zeros Da plataforma são mulheres Se beneficiaram muito Dessa premiação aí Nesses últimos anos Parabéns pelo trabalho E eu quero saber se você tem como também dar um spoiler aqui do futuro da Aliança Empreendedora. A Aliança, a gente continua muito focado em colaborar com as demais causas, assim, eu acho que a gente trabalha muito a questão de gênero, muito a questão racial, então a gente investe cada vez mais, principalmente para as mulheres negras empreendedoras terem mais espaço, terem mais facilidade para acessar crédito, para não ser um trabalho tão solitário, então a gente tem trabalhado muito para para o real empreendedor brasileiro ter luz e conseguir empreender de uma maneira mais fácil. Então, os nossos caminhos estão trilhando sempre em conseguir fazer mais conteúdos que sejam realmente importantes para a jornada do empreendedor. Então, fazer conteúdo vai continuar sempre na nossa jornada e a gente tem trabalhado muito na política pública do MEI. Então, isso é uma coisa que a gente tem feito muito enquanto Aliança Empreendedora é conversar com os empreendedores que são o nosso público principal e trazer soluções para melhorar essa política mesmo, porque o MEI foi criado para o empreendedor que a gente atende, que é o empreendedor informal. Só que a legislação e todas essas regras, elas favoreceram, ela é uma política muito boa, mas ela acabou favorecendo empreendedores que já começam formalizados, ela não trouxe os empreendedores informais para a formalidade, que era o objetivo original da política. E para a gente conseguir atingir esse objetivo original, que é de fazer, porque são 40 milhões de trabalhadores informais no Brasil, desses a gente imagina que uns 30 milhões sejam empreendedores, né? Então, fazer com que esses empreendedores venham para a formalidade, as regras precisam mudar um pouco. Então a gente tem trabalhado muito nisso, com a Agenda em Brasília, com os empreendedores trazendo as soluções, e isso vai estar com certeza aí nas notícias nos próximos anos, além dos nossos conteúdos, enfim, que estão todos lá na plataforma e sempre atualizada para os empreendedores se capacitarem. Helena, parabéns pelo trabalho, obrigada, e já fica aqui o convite para uma próxima oportunidade. Muito obrigada pelo convite e eu estou muito ansiosa para ver o case que vai passar na sequência Obrigada E a gente lembra que aparecem aí os endereços das plataformas tanto da Aliança Empreendedora quanto do projeto Tamo Junto você tem acesso e antes da gente mostrar o case da Graziella agora é hora de dicas de livros sobre empreendedorismo e de um filme que vai te inspirar aí em casa. Então, até o próximo bloco depois das dicas, hein? A dica de livros começa com o Do Nosso Jeito, Mulheres, Liderança e Sucesso, de Maureen Schickit. Quem decidiu que você não pode ser determinada e flexível, introspectiva e sintonizada com o mundo ao redor, esposa, mãe e alta executiva? Por que deveríamos separar a arte dos negócios, os sentimentos da lógica, a intuição do discernimento? Do nosso jeito, destina-se a qualquer mulher que ansei por uma vida que não imponha limites a quem ela se tornará. Nele, a autora descreve sua trajetória improvável de bacharel em artes com especialização em literatura para CEO Internacional da Chanel, revelando indícios, riscos e momentos de redefinição que moldaram a sua carreira. O objetivo é inspirar uma nova geração de mulheres a cultivar uma maneira própria de viver e liderar. Desafios da Mulher Empreendedora do Novo Tempo, da editora Gregory, reúne 24 mulheres dos mais diversos segmentos. Moda, mecânica, gastronomia, alimentício, esporte, cultura, beleza, líderes de mulheres, logística e tantos outros nichos. Com depoimentos de cada trajetória, o livro traz dicas para mulheres que têm o objetivo de se preparar para o mundo dos negócios. E no filme O Homem que Mudou o Jogo, o premiado ator americano Brad Pitt interpreta Billy Bane, ex-gerente-geral de um time de beisebol que enfrenta dificuldades financeiras em 2002. Para contornar a situação, ele passa a se basear nas análises e estatísticas de Peter Brand, representado pelo ator americano Jonah Rue, para contratar novos jogadores. O método adotado por Brainy e Brandy contribuiu para uma reviravolta no desempenho do time, contrariando as opiniões esportivas dos especialistas. E neste segundo bloco do Ser Empreendedor, nós viemos até o Ateliê da Graze, que costura desde os 15 anos e usa todo o seu conhecimento na criação de bolsas e acessórios de marca própria. Se inscreva no canal. E a Grazi Moura, que tem uma marca própria de bolsas, é quem vai contar pra gente essa trajetória. Grazi, seja bem-vinda ao nosso programa. Pra chegar até essas bolsas, como tudo começou? Começou lá atrás, quando eu tinha 15 anos. Nunca tive interesse por costura, não tenho uma mãe que costura. Mas por conta de um curso profissionalizante na época Que tava aberto Uma amiga minha, uma super amiga me convidou, né? Pra fazer inscrição E no meio de tantas profissões A única que eu me interessei foi costura, né? E aí eu me ingressei Fiz um ano ali de costura E me apaixonei pelo universo todo na moda, assim E tinha aquele sonho de ir embora pra São Paulo E fazer faculdade em Milão, sabe? Aquela coisa toda Faculdade de moda Então foi todo aquele sonho que foi vindo E eu fui uma das melhores alunas da sala E eu tive a oportunidade de ser encaminhada para o meu primeiro emprego A partir disso tudo Era um projeto social Isso, no São José Salesiano E aí eu recebi essa vaga numa confecção E onde eu fui para uma confecção eu fiquei durante um ano trabalhando lá Na queda d'água, lembro até hoje Fazendo fechamento de sunga, biquíni, sabe? só que, e foi muito importante né, eu acho que cada passo que a gente vai dando a gente vai encontrando pessoas no meio do caminho que vai nos aconselhando ali, e lá tinha uma modelista que ela me aconselhou, Grazi não faz faculdade, na nossa área o legal, às vezes eu vou ser pra um técnico e me indicou um técnico muito bom que tem ali em Americana no Senai e aí foi onde eu fiz o meu primeiro técnico no Senai, onde eu aprendi mais e aprofundei nas técnicas da costura, modelagem, né porque eu sou muito grata, inclusive é É super difícil desenvolver o molde da bolsa. E se eu sei hoje, foi por conta de técnicas que eu fui aprendendo na roupa, mas que eu consegui ir transferindo para a bolsa também, sabe? E aí, você fez esse curso técnico, trabalhou durante um ano numa confecção de roupas esportivas. Depois, você teve mais outros cursos, mais empregos fixos. Quando você se viu empreendedora? Foi depois logo quando eu nem tinha terminado o Senai ainda E aí eu tive a oportunidade de fazer o Senac Que vai mais para a área voltada para o comercial Te ensina sobre marketing Na área da moda E eu juntei o conhecimento dos dois cursos E eu fui cair em outra área Eu fui para o VM, que é o Visual Merchandising Um professor meu Ele falou, nossa, eu gostei de você, graças Vou te indicar para uma empresa Que na época foi na Seller A antiga Seller aqui em Campinas Então eu viajei pra várias cidades Inaugurando o Seller na época Mas o que você fazia? Eu montava a loja, montava a produção do manequim Vitrine, toda a arrumação Do setor da loja, sabe? Amava muito essa profissão também Só que logo eu conheci Meu esposo Ele tem muita culpa nisso Também se eu empreendo hoje Porque eu conheci ele Foi coisa de oito meses A gente namorou, noivou e casou por conta de uma promoção que ele tinha recebido pra ir pra Curitiba e eu fui nessa, né, me joguei bambora, vamos casar a minha casamento todo em um mês, e a gente pegou casamos e fomos embora e lá eu tentei, procurei emprego na minha área de VM, não encontrava não achava, eu falei, sabe o que eu vou fazer? vou começar a fazer umas do nada, tipo, bolsinha de caixa de leite e eu comecei a reciclar as caixas de leite em casa e fazer, foi a minha primeira vez que eu comecei a empreender, que eu tive a ideia de empreender mas você tinha máquina de costura tudo? Ah, tem esse detalhe com o salário do meu primeiro emprego de 16 anos eu comprei a minha primeira máquina de costura que tá no ateliê até hoje que eu não venho, não vou ela tava precisando fazer manutenção, mas foi com ela que eu comecei toda a minha história e aí, você fazia aquela bolsinha de caixinha de leite Mas como que você, você tinha a técnica de fazer a bolsa, mas você tinha que chegar até o cliente lá em Curitiba, como você fez isso? Nossa, eu saí entrando em grupo de Facebook, Instagram, divulgando com o pessoal que a gente tinha conhecido lá, a gente tinha na igreja, então ia lá, levava para as meninas verem, sabe? Então foi aí que eu fui divulgando um pouquinho do meu trabalho, aí até consegui um emprego depois de uns meses de VM, né, numa empresa de moda masculina, né, mais voltada pro social, assim, ajudava nas vendas, arrumava vitrine, só que o que aconteceu? Meu marido foi transferido mais uma vez, depois de quase dois anos, né, ele foi transferido pra Ribeirão Preto. Lá foi você pra Ribeirão com tudo. De certa forma, não tinha nem enraizada ali. Enraizada ali e já fui pra outra cidade. Aí quando chegou lá, eu falei, não, dessa vez eu não vou procurar emprego. Não vou procurar porque senão vou ficar queimando a minha carteira. Sabe o que eu vou fazer? Eu vou empreender. Eu já tenho minha máquina de costura, eu tenho uma caixa cheia de linha. Eu vou inventar alguma coisa pra mim fazer. Não queria mais fazer as bolsinhas de caixa de leite, Porque eu falei, isso daqui não é tão vendável, não deu muito certo Eu vou tentar partir pra outra coisa E eu tava naquela de conhecer a cidade, fui dar uma voltinha no centro de Ribeirão E vi uma moça falando, tava na época de volta às aulas E eu vi uma menina falando pra outra, né? Olha, minha bolsa, minha mãe que fez Bolsa! Não preciso fazer tamanho de roupa, PMG Eu vou pro mundo dos acessórios, vou fazer bolsa Não vou sair do mundo da moda, que eu amo e vou ingressar nesse mundo. Isso era que ano? Foi em 2016, isso foi em janeiro de 2016, foi quando tudo começou, que agora eu tenho seis anos de marca, né? Então em janeiro eu tive a ideia e um mês eu tava pra receber aquele dinheirinho que a gente tem, foi a única vez que eu recebi na vida, inclusive, porque logo eu fui empreender o PIS, né? E aí eu recebi, peguei todo o dinheiro do PIS e aí eu fui comprar tecido e fiquei assistindo vídeos no YouTube, para ver se tinha alguma técnica diferente, porque eu sabia fazer roupa, camisa, calça, e aí fui adaptando as técnicas de como colocar o zíper, e aí foi bem no dia 28 de fevereiro que eu lancei a primeira coleçãozinha de bolsas, bem amadora, sabe? De tecidinho ali, e foi onde eu comecei toda a história com as bolsas. Naquele fevereiro em que você lançou a sua coleção Já em Ribeirão, com pouco tempo na cidade Pouquíssimo, tinha acabado de chegar Como foi fazer, então, chegar o seu produto até a cliente? Olha, foi bem difícil, assim Mas graças a Deus a gente tem internet Eu falo que eu sou fuçadeira Eu saí colocando as primeiras fotos das bolsas Tudo em grupo, aqueles grupos de Facebook que tinha da cidade, sabe? Fui lá, procurei grupos de Ribeirão Preto e saí postando minhas bolsas. E saí umas vendinhas ainda. Fui entregando umas empresas perto que as meninas tinham visto, sabe? E aí consegui contato de feiras. E aí foi onde eu comecei a participar das feiras também. E aí consegui as primeiras clientes pra começar a jornada. Quanto tempo você ficou em Ribeirão? Em Ribeirão, eu fiquei até 2019. Não, minto. Não fiquei até 2019, não. Eu fiquei um ano só. Eu fiquei só um ano. Foi de 2016 a 2017, porque ainda depois eu fui pra São Carlos. Gente, daqui a pouco ela chega em Campinas, hein? Aí foi pra São Carlos. E aí depois que eu fui pra São Carlos, eu fui pra São Carlos grávida com meu bebezinho na barriga. Que logo quando eu saí de Ribeirão, eu descobri que eu estava grávida do meu pequeno, do meu filho, do Teófilo. E como foi empreender e lidar com a gravidez, com toda essa questão de, olha, eu preciso entregar, eu preciso produzir? Menina, se eu te disser... Eu passei muito mal no começo da gravidez, fiquei super preocupada. Eu tive que pedir prazos para clientes que estavam esperando Ainda mais que eu estava com mudança de cidade Ainda tinha esse detalhe Mas graças a Deus As clientes tiveram paciência de esperar E depois que eu cumpri todas as minhas entregas Eu tirei realmente um período sabático Eu curti toda a minha gravidez Os primeiros quatro meses do meu filho A marca teve uma pausa nesse período Eu não consegui seguir com todas as funções Mas lá dentro, a graça empreendedora estava cheia de planos. Não, você não sabe. Eu lembro que o peito machucado ali amamentando no começo. Nesse momento, sabe o que eu aproveitei? Para estudar. Antes, eu só fazia bolsas de tecido. Então, hoje eu faço bolsas de sintético. E essa transição só aconteceu porque durante esse período, Eu fiquei estudando as técnicas pra fazer as bolsas em sintético Então eu ficava ali dando uma lá pro meu filho Botava o celular e ficava assistindo o vídeo Ah, como que é a técnica? Tem que usar cola de sapateiro Como tem que reforçar a alça pra não estragar Qual o material? Porque existem vários tipos de sintético Aquele PU, o podrinho que descasca E o sintético fundo de malha que não descasca Que é o que eu uso hoje Então eu fui aprendendo tudo isso nesse processo Então, eu não costurei, mas foi muito enriquecedor para a marca também. Fez muitos cursos online nesse período. Isso, nesse período. E nessa época em que você fez cursos mais voltados para a área técnica, você também aproveitou para entender um pouquinho mais sobre planejamento de negócios? Como foi? Sim, com certeza. Eu também me aprofundei. Assim, na verdade, como eu tive uma base, o Senai e o Senac me ensinaram muito nessa base. eu falo que tudo bem, que a minha planilha, que eu sempre faço todo mês, bonitinho, é no caderno ali, manual, mas eu faço, eu não consegui ir pro tecnológico, tem muita coisa que eu sou manual, é da Grazielli isso, sabe, ser manual, mas desde o comecinho, se você olhar, eu tenho todo o acompanhamento, desde o começo da marca, que eu comecei ali ganhando 200 reais, sabe, Depois, ai, tô crescendo, ai, tá valendo a pena, peraí, isso, não preciso comprar, olha esse material aqui parado, dinheiro parado, então eu fui aprendendo muito isso também ao longo do tempo, sabe? Porque eu sabia a base de administrar, né? E hoje eu, entrada, saída, não faço compra à toa, sabe? Tudo isso eu fui aprendendo com o tempo, né? Com a experiência ali, mas a base que eu tive do Senai, do Senai, que me ajudaram muito nesse processo também. E após esse período sabático, quando, enfim, você disse, é hora de voltar a produzir e agora eu vou produzir as bolsas sintéticas? Isso, foi quando o meu pequeno completou quatro meses, né? Eu, graças a Deus, né, por pagar o MEI, né, o DAS, eu tive o direito de pegar a minha licença maternidade em valor, né? Olha, gente, muito legal. A gente conversa, Grazi, com muitas empreendedoras que, olha, eu ainda não tirei o MEI, ai, eu tô tirando, mas não sei, e você já se beneficiou. Sim, é muito importante, a gente tem muito benefício, porque eu sempre, antes eu me preocupava, meu Deus, se eu quebro uma perna e um braço, não tem como trabalhar, e eu sei que eu pagando o MEI eu teria direito, né, de recorrer e ter um custo ali, porque empreender é trabalho, né? Não é um hobby, a gente precisa do dinheirinho pra ajudar a sustentar a família Então eu consegui pegar a minha licença maternidade E desfrutar desse período, desses quatro meses com meu filho Aí quando eu vi que eu recebi a última parcela E aí tava no finalzinho já, eu falei, bom, é agora Aí o que eu fiz? Voltei a ser ativa nas redes sociais Avisei as meninas, tô voltando E aí já foram pedindo encomenda, né? Foram encomendando as suas bolsas Na época eu fazia qualquer tipo de bolsa Ai, graça, eu quero uma bolsa igual a essa da foto Eu fazia Ai, eu quero uma mochila igual a essa Eu fazia, então eu fui pegando as encomendas e anotando E consegui me organizar com o meu pequeno em casa, sabe? Você fica com o pé ali chacoalhando O outro culturando E foi dando certo aí esse começo E aí, quando você decidiu que era a hora de parar de pegar esse tipo de encomenda a partir de modelos que lhe foram enviados, e criar modelos autorais. Sim, o meu marido, ele é um grande apoiador e sonhador do meu trabalho, né? Ele sonha junto comigo, né? Tanto que a minha máquina de costura industrial, ele me deu no presente de Natal, ele sempre apostou muito em mim, e ele sempre dava os pitacos dele ali, amor, você tem que fazer as peças em produção, pra render mais, pra você ganhar mais, pro seu serviço ser mais produtivo. E eu tinha aquele apego ali com as encomendas, né? Eu gostava de um desafio, né? Só que eu vi que realmente, quando você vai desenvolver uma bolsa, que a cliente te mandou uma foto, é um projeto totalmente novo. Você tem que desenvolver o molde todo de novo. Você tem que dedicar uma atenção, um tempo maior para aquilo, né? Para fazer uma peça. E aí eu falei, não, meu marido tem razão. Essa dica é boa mesmo. E aí foi no fim do... Foi durante a pandemia, inclusive, que esse processo aconteceu. No ano de 2020, eu falei, não, eu vou ir cortando aos poucos, pra elas não sentirem tantas. E aí, tanto que se você olhar as minhas redes sociais, não tem nenhuma foto postada antes de 2021. Porque em 2021, eu falei, vai começar tudo novo, só vai ter foto de bolsa de coleção, porque não adiantava elas verem como o Instagram era antes e verem que, ah, ela faz bolsa de qualquer tipo. Você apagou tudo ou você abriu outra conta? Não, eu continuei com a mesma conta, eu arquivei todas as fotos. Eu tenho acesso, eu consigo ver ali, porque às vezes a cliente, ai, Grazi, você faz tal coisa, porque eu ainda pego, final de ano, peças por atacado pra empresa. Então, essas fotos estão tudo lá, arquivadas. Mas hoje, eu decidi focar o meu nicho, sabe? Eu falei, não, eu vou produzir bolsas femininas, redondinhas e shoulder bags, já eram sucessos na época. Então, eu falei, vou apostar nessas bolsas e vou fazer, tipo, 50 delas. vou fazer em produção, e aí eu consegui escalar, né, que é uma coisa que meu marido sempre falava, não, você tem, você precisa escalar, amor, você precisa, pra você ter noção, você precisa fazer tantas bolsas pra ganhar quanto, né, porque não é meu hobby, né, eu quero viver disso, fazer crescer cada vez mais. Quanto em média custa cada bolsa? 120 reais. 120 reais. E a partir desse momento em que você decidiu vender por escala, digamos assim, E produzir por escala, também como foi escoar essa produção? Para vender, né? Eu tive que ser mais ativa nas redes sociais, que é um meio que hoje em dia a gente, graças a Deus, tem as redes sociais para a gente encontrar o nosso público, ser mais certiva nas feiras que eu iria participar. Você ainda participa de feiras? Participo de feiras, mas hoje eu selecionei. Eu participo muito das feiras que tem Barão Geraldo, Porque ali eu sei que tem um público que aceita um produto artesanal Porque eu ainda tenho essa luta, né? Gente, ela tá falando de Barão Geraldo Barão Geraldo é um distrito aqui de Campinas Mas você não contou como você voltou pra Campinas ainda Verdade! Foi quando eu passei todo o meu período sabático Ali sem trabalhar em São Carlos, né? Pesquisando mesmo as coisas do meu bebê Como que seria Só que quando tava prestes do Teófilo nascer eu e meu marido tomamos uma decisão de voltar pra Campinas, porque eram dois pais de primeira viagem, numa cidade que a gente não conhecia quase ninguém, eu falei, não, vamos voltar, e ele conseguiu pedir a transferência na época do serviço que ele estava, e aí a gente conseguiu voltar pra morar em Campinas, fiquei um período que foi muito bom, inclusive, fiquei na casa da minha mãe um período, ela me ajudou muito com o meu pequeno, e ela adorou isso, né? As vós. E aí depois, quando ele estava perto desses quatro meses aí nessa fase também, a gente conseguiu comprar o nosso cantinho aqui e viemos para o nosso lar. Que é inclusive onde nós estamos. Que é o apartamento da Grazi e também o seu ateliê, tudo funciona aqui. Sim, é tudo junto, minha gente. Aquelas fotos, a gente está no sentido contrário, mas a gente tem um fundo aqui. Uma sala. Vocês veem aí no Instagram dela, é tudo feito aqui. Aham, tudo feito aqui. E hoje, como tá esse negócio, Grazi? Graças a Deus, assim, eu tô numa crescente, sabe? Que nem eu tenho a minha meta anual, que eu coloquei uma meta boa aí pra me atingir, sabe? Graças a Deus, as coisas estão caminhando. Eu falo que eu sou muito grata, porque durante esse período difícil que a gente viveu, né? Durante a pandemia, a gente viu muitos negócios quebrarem, né? E não é fácil empreender, tem altos e baixos. Inclusive, ano passado foi no meio do ano. Eu tive o meu pior mês de todos, assim, eu fico, meu Deus, como esse mês existiu, sabe? Como até hoje, tanto que tá chegando o julho aí, que foi o mês que foi a pinda aí, mas foi um passado. Que foi, ninguém comprou. Nossa, a minha teve uma queda, assim, sabe? Que eu falei, gente, o que que aconteceu, sabe? Tudo bem que a gente tava durante a pandemia, mas durante os outros meses também estava, sabe? E a gente, eu conversando com o meu marido, que ele me ajuda muito, né? Já tô bolando estratégias de venda já pra esse período. Falei, não vou deixar isso se repetir, porque é isso, gente. Empreender é se reinventar. Eu gosto muito de fazer campanha pra dar presentinho, sabe? Que nem eu fiz a campanha pro Dia das Mães, comprava uma bolsa e ganhava uma carteirinha. Então eu tô sempre campanha atrás de campanha. Vem primavera. Isso, estimulando o cliente a comprar. E coleção nova. Tem muita novidade pra vir de várias tendências que eu pesquisei. E que eu tô ansiosa pra começar a cortar tudo e produzir. Essas tendências, o que você vê? Porque geralmente quando a gente fala em moda, todo mundo vê os desfiles internacionais, a própria São Paulo Fashion Week e tudo mais. A bolsa é por aí também? É, eu vejo muito essa tendência, né, essa macro tendência ali, só que eu, como o meu produto é comercial, né, eu acabo sentindo muito mais de como que tá as grandes marcas, as grandes grifes de bolsa, sabe? Eu me inspiro mais nelas como referência, sabe? Que nem uma grande tendência que foi o ano passado, que tinha lançado a bolsa baguete, que tinha voltado, né? Então eu falei, nossa, a bolsa baguete voltou, pesquisei sobre, a tendência lá dos anos 90, vou trazer pro ateliê. Então eu vi as grandes marcas lançando, o que eu fiz? Eu fiz a minha bolsa baguete. E você deu o seu toque. Dei o meu toque, é isso. Eu tenho os materiais aqui, que nem a Shine Preto, que é um sintético de brilhinho, o Oncinha mesmo, que as meninas amam. Então, tem uns que nunca saem, inclusive, aqui do ateliê. Sempre tem, o Pied Puli também. Então, eu vou trazendo para o meu universo aqui, sabe? Daquelas estampas que eu sei que já são aceitáveis pelas clientes, mas trago uma bolsa que é tendência, que eu não tinha, sabe? Então, eu vou muito pelo comercial ali também, das tendências. O que você diria hoje para uma menina que está nos assistindo e que gosta de costurar, gosta de moda, gosta de fazer às vezes uma pulseira, alguma coisa, mas nunca se viu empreendedora? O que você diria para essa menina que logo, logo vai se tornar uma mulher também? Invista em você Porque assim, o não do mundo a gente já tem Então invista em você Estude muito pra você ter propriedade Pra falar do seu produto Pra você encantar o seu cliente E não desista Vai com a cara e com a coragem mesmo Que foi o que eu fiz aqui Peguei o dinheirinho que eu tinha Fui, comprei E não espera ficar muito Ai não, eu vou saber de tudo também Pra mim começar a fazer Não, eu comecei, é muito gostoso isso também, eu quando eu olho pras minhas bolsas lá atrás, aquelas bolsinhas feinhas de tecido que eu fazia, sabe, sem muita técnica ali, às vezes no começo, eu tenho orgulho, sabe, tipo, do que eu faço hoje. Então é muito gostoso também você ver esse seu crescimento profissional. Seis anos se passaram, então você olhar para trás e ver aquela menina que começou e pensava que não daria certo e depois vê que não, está rolando, está dando certo, estou ajudando a sustentar minha família, é um hobby, é uma profissão, sabe? Sim, quando você fala em ajudar a sustentar a família, a gente tem algumas empreendedoras que também produzem em casa, atuam em casa, mas que elas ainda não chegaram nessa maturidade. Como é para você, o valor ideal para você falar, não, hoje eu consigo, com um X, apesar de você ainda ter uma meta, é dizer que eu também sou provedora dessa família. Sim, com 3 mil reais eu consigo sustentar e ajudar nos custos aqui de casa. É que a gente pensa, meu Deus, 3 mil ainda não é nada, porque gasta, né? Ainda mais quando você tem um filho, tem parcela de apartamento pra pagar, então gasta. Mas vai crescer. Vai, em nome de Jesus. A meta é chegar ali 10 mil de salário livre. Mas eu creio que é um passinho de cada vez e que eu vou chegar lá, sabe? Tô no caminho, eu creio que eu tô no caminho pra isso. Tá bom, e a gente já deixa aqui o convite pra você voltar e contar essa meta aí. Com certeza, com certeza. Quero muito, muito isso, viu? Logo, logo. Tá combinado então, Grazi. E o Ser Empreendedor fica por aqui. A gente lembra que você acompanha o nosso programa na TV Câmara Campinas, nos canais 11.3, 4 da NET e 9 da Vivo Fibra. A nossa playlist está no youtube.com.br, TV Câmara Campinas, que lá você tem todos os programas que nós já fizemos aqui na TV Câmara Campinas e também você pode nos acompanhar nas redes sociais, os endereços aparecem aí no seu vídeo. Até o próximo Ser Empreendedor! Legenda Adriana Zanotto