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SER EMPREENDEDOR - EMPREENDEDORISMO NO TERCEIRO SETOR PARA A JUVENTUDE
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SER EMPREENDEDOR - EMPREENDEDORISMO NO TERCEIRO SETOR PARA A JUVENTUDE

133 views Publicado 16/04/2021 HD · 40:40

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o olá o ser empreendedor começa agora de uma forma diferente vou fazer uma áudio-descrição é eu sou tem cabelos encaracolados eles são com mechas loiras eu sou tô com um bode que é uma blusa é colorida Florida né Estou sentado aqui na mesa onde eu vou conversar pelos um com os nossos convidados a partir de agora que também vão fazer o que eu acabei de fazer sejam bem-vindos Jefferson e Duda Jefferson Fala você primeiro Seja bem vindo Obrigado pelo convite eu sou Jefferson um homem branco eu tenho cabelo preto no momento ele tá amarrado em um coque em cima da cabeça tem um projeto de barba também preta e olhos pretas a camiseta preta e um bolsinho na camiseta que tem algumas Palmeiras brancas Duda seja bem-vinda muito obrigada menina pela convite eu sou a Duda seu uma mulher preta tenho that's estou com brincos vermelhos Eu tenho um piercing no nariz e eu tô vestindo uma blusa Florida com flores roxas e beges e algumas pretas eu tenho uma parede branca ou no no fundo e tem um quadro com duas mulheres pretas e com facão assim na mão para cima e é isso O nosso bate-papo é com pessoal é uma turma grande nós estamos apenas com dois representantes da agência mandinga de favela que surgiu de um projeto formativo chamado comunica aí agência de comunicação jovem financiado se você aqui executado pelo Instituto Padre Haroldo aqui de campinas em parceria com o centro de referência da Juventude Quilombo Urbano o sangue localizado no Jardim Monte Cristo na cidade de Campinas e é com eles que a gente bate um papo agora me conta então é esse projeto que surgiu lá atrás em uma oficina como vocês chegaram até sua oficina como vocês se conheceram e quem é agência mandinga de favela quem fala primeiro comigo a gente ela foi foi um chamamento né para esse esse curso da fe aqui e nesse curso a gente tinha oficinas de áudio de vídeo fotografia escrita foi para a região de Campinas então foi bem bastante teve um envolvimento de várias periferias nesse processo atualmente a gente conta com 11 integrantes ativos na comissão de decisão da agência então o coletivo né gente trabalha de forma horizontal então todo mundo tomar as decisões e as responsabilidades de todo o processo e foi bem bacana porque a gente pode aprender sobre essas ferramentas que as vezes não são acessíveis nas quebradas e teve acesso também equipamentos do projeto então foi bem bacana E nesse processo a gente sente um pouco que a gente precisava ir além dessa formação e realmente colocar em prática tudo aquilo que a gente tava aprendendo e dando a voz da quebrada para o mundo então foi aí que surgiu bem orgânico assim pelos pelos jovens mesmo a necessidade de criar a gente no dia de favela e você Duda como você chegou então ao projeto e decidiu ficar na agência foi muito nesse movimento que deve comentou mesmo assim Lembrar de todos né da casa da gente então eu cheguei muito com vontade de e técnicas novas que eu ainda não trabalhava né Eu sou produtora cultural mas eu não conhecia essas as técnicas de comunicação nesses formatos né que a gente trabalha Oi então a partir de estarmos apresentados esses planetas gente viu a necessidade mesmo e falar por nós né de de ter uma voz periférica o anti informativa E que esse era um lixo muito importante e necessário nesse momento então a gente só se fala em a necessidade mesmo com a periferia e começou aqui também estão fora da Periferia né a gente tem esse link e agora Jefferson como foi encontrar então é pessoas tão diferentes naquele contexto do curso e que de repente com vontade estão parecidas para formar e formatar agência de vocês eu acho que um detalhe bem importante de dizer a gente fez ao descrição no começo né é eu sou uma pessoa deficiente visual então se você é total já tenho quase três anos e para mim foi uma coisa é incrível assim esse projeto Porque eu moro aqui no parque Oziel na região norte conhecido aqui onde fica o quilombo Urbano e eu tava passando pela aquele momento da televisão e tal eu sou formado em comunicação social também então já era uma vontade a fazer é tudo aquilo que eu aprendi na faculdade que eu tivesse oportunidade de acessar para dentro da comunidade que eu vivia e podendo atingir outras comunidades também e foi o caso que aconteceu então entrei ali bem aberto mesmo e com vontade de aprender também poder compartilhar com o pessoal que eu tinha aprendido Então acho que eu vi muito desse movimento assim é de esperar muito e de me dedicar muito a gente assim como eu acho que todas da agência Fizeram no começo o Jefferson a gente ou aí da audiodescrição que na verdade é minha primeira experiência né dessa forma a TV Câmara que inclusive o nosso programa ser empreendedor tem aí a interpretação em Libras então nosso telespectador que é surdo Ele também tem acesso a gente tem que cada vez pensar nessa comunicação mais inclusiva né Duda Exatamente exatamente era justamente isso que eu ia comentar essa diversidade Bom dia lá nos fortaleceu né porque por exemplo cada um traz a sua questão cada pessoa traz a seguir história em específico né e dentro da agência a gente tenta unir todas essas vozes para conseguir comunicar muito mais então é consegui com pessoas pretas nós conseguimos ter muito mais acesso a debates anti-racistas questões que são pautadas a racionalidade dentro do Brasil questões de acessibilidade como Jeff trouxe né então é acessibilidade não não foi um obstáculo ela foi o nosso caminho né a gente conseguiu justamente instruir a construir a agência nesse nesse formato por ter tantas pessoas diferentes Então acho que esse é um dos mais diferenciais ainda e que a gente se carrega e é essa facilidade a falar com diversas línguas né então a gente consegue dialogar com a população LGBT que aí a gente tem acesso a informações acerca da acessibilidade na Lógico que a gente tá sempre estudando né para aprender muito mais então são diferenças que fazem a soma no final dessa dessa conta aí de um projeto da fa que para abertura de um negócio próprio desses 11 membros aí ativos atualmente eu queria que vocês pensassem Em que momento que vocês perceberam que aquele aprendizado era algo algo que Vocês poderiam trazer como um negócio e formatar inclusive vocês conseguiram uma porte da fe aqui hoje estão incubadas eu queria que vocês falassem desse momento em que agência passa em todas o ano passado a gente teve aí ainda está vivendo a pandemia fala um pouquinho desse contexto para nós Jefferson Então acho bem interessante a gente falar de 2020 né porque aquele Apocalipse que a gente ainda tá vivendo e tarde tem que se cuidar tem que tentar ficar em casa cê aqui na quebrada é difícil ficar em casa mas é uma coisa que a gente precisa muito se esforçar para que isso acabe em 2020 a a gente tinha todo um planejamento para executar uma agência né ele o nosso primeiro ano ali como como um negócio mesmo tentando colocar agência como uma empresa social empresa de impacto social e a gente teve interrompido por conta do da pandemia e eu acho que é uma realidade de muitas pessoas assim principalmente na quebrada aí a gente pensou Beleza a gente está nesse momento então a gente precisa que as informações corretas cheguem na quebrada então a gente criou uma pesquisa de sensação Oi beleza como tá a quebrada tá se sentindo ali a gente sabe que o índice de desemprego está caindo de emprego tá caindo a gente sabe que tem muita pessoa passando fome na quebrada Mas como que elas estão sentindo como tá o psicológico da quebrada nesse momento aí a partir dessa pesquisa a gente começou a criar vários conteúdos relacionados a pandemia isso de forma independente ainda ou já sob supervisão da fe aqui a o começo foi de forma independente depois da Fé aquela ver com uma corte para gente Para gente desenvolver isso daí de Abril até outubro sem a questão da pesquisa todo esse rolê que a gente fez antes foi bem de forma independente mesmo uma necessidade que surgiu de dentro da agência e a partir do momento que vocês começarão a atuar com esses conteúdos quando um pouquinho melhor para gente então a gente começou a trazer esses conteúdos a senhora que achou interessante aí começou a apoiar a gente nesse processo e em meados é o bru Setembro setembro outubro até que não só a campanha não se cale e convidou a agência para fazer parte desse processo da campanha e ando mecanismos para que essa campanha chegasse dentro das Quebradas então a gente conseguiu elaborar uma estratégia de comunicação envolvendo carro de som envolvendo langues nos muros das Comunidades trazendo a representatividade da comunidade Então os modelos serem escolhidos para os modelos da quebradas então a gente pegou e criou todo esse processo falando sobre racismo falando sobre o protocolo convite para as pessoas ficar em casa se protegerem e tentarem com preço protocolo a gente transa a questão do emprego também então foi uma campanha bem bacana que eu acho que a linha a gente fala assim é realmente bateu o selo aqui de que a gente pode ser uma empresa de impacto social e a gente já faz isso sem receber nada e recebendo a gente consegue fazer muito mais ainda Duda e como foi isso para você bom então é nós conseguimos nos espelhar em outras agências que tinha que trabalhava nesse formato que a gente gostaria que a gente se aproximava né mas não pulou quero uma agência de comunicação populares periféricas né em outras cidades do Brasil também localizadas dentro da periferia e fazendo um trabalho muito parecido um público-alvo bem parecido do que o do que a gente tinha também né Então esse foi um momento de conhecer ele a entender também o que que a gente queria construir como agência e entendendo que tem era possível é rentabilizar todos os trabalhadores tô todos a todos os trabalhos né E que a gente tivesse dali para frente Jefferson 2020 e Em que momento é agência Sta e atualmente a gente Recebeu o convite da cê aqui e na casa hacker né da depressão casa hacker para participar de um processo de incubação então chama laboratório de um pacto social e atualmente a gente está nesse processo até Junho de realmente aprender Quais são esses mecanismos para gente tornar agência realmente sustentável Porque até então a gente fazia isso muito de forma empírica então a gente ia sentindo e a fazenda ia sentindo e a fazenda agora a gente está tendo todo esse conteúdo bem extenso bem vasto sobre comunicação é comunicação periférica comunicação não periférica que eu acho que é super importante também a gente entender o que que tá fora da quebrada para gente também se apropriar desse conteúdo então a gente está nesse processo de entender o qual que é o caminho que a gente agência vai seguir atualmente a gente tem dois braços né a gente tem a parte de comunicação que a gente queria a campanha que a peça que produtos de áudio vídeo escrita mídias sociais todos os produtos de uma agência que a gente tem nosso braço de educação também então o bacana que aconteceu também 2020 eu acho que foi uma casinha para gente foi ter participado grande podcast no SESC Campinas Então acho que aí a gente falou é a gente tá indo nos dois caminhos certo porque a gente foi convidado para fazer a campanha e a gente foi convidado para dar essa oficina no CESPE porque a gente já tinha um projeto de chamarem poeme-se que a gente trouxe também na companhia para trazer um pouco de poesia diária para as pessoas É nesse ano tão difícil então a gente produziu mais de 360 podcast a gente soltava um por dia durante todo o ano de dois livrinhos tá disponível lá no site nossas redes então minha filha cozinhar gotas de poesia na lama do dia a dia e e eu vou aliás se não tivesse sido criado em uma gaiola e acreditado toda minha vida que voar era uma doença então a do esse e aprendi que a doença estava nas pessoas não em mim mas aí agora a gente está nesse processo mesmo dia entender qual que é isso caminho e o que a gente precisa para realmente o tornar agência o negócio sustentável de impacto social Olha você que está assistindo tá aparecendo aí o site deles tem rede social também tem todos os endereço sair e a minha pergunta final para cada um é o seguinte Duda a gente consegue dizer que até porque a gente vem desse cenário que com certeza a juventude também é impactado de desemprego no nosso país uma série de coisas que dá para independente né Principalmente para o público da Periferia para o jovem da Periferia pensar que é possível sim empreender com certeza com certeza na verdade todos jovem de p e já empreende e não sabe né porque se se movimentar se sustentar mas se manter é uma forma de entender Às vezes a gente está dentro de uma empresa e às vezes a gente faz isso de forma autônoma né Então na verdade ele se movimento de empreender ele já tá dentro da gente né A gente só escolhe em qual o momento em qual área e qual forma a gente vai fazer vai atuar nisso assim mas na verdade hoje o empreendedorismo já tá muito mais intrínseco na favela do que a gente imagina é que a gente não liga o ato de vender alguma coisa para levantar uma grana para pagar aquelas contas ou para comprar algo que você tá assim a gente não diga esse esses movimentos algo empreendedorismo né mas na verdade é de se sustentar se manter vivo Ford Jael um entre de empreendedorismo Tá certo então Duda eu agradeço a sua participação DF para você meu acho que a Duda ela disse tudo assim que a gente sente eu acho que a gente está bem sincronizada em tudo assim Apesar de nossas diferenças de causas de projetos pessoais a gente tá bem ligado ali eu só quero dizer que a quebrada não só pode mais deve empreender eu não digo só empreender um negócio mas empreendendo a sua vida pessoal mesmo então você é um empreendedor pessoal saber se vender saber se colocar saber que não é porque a gente tá na quebrada que a gente tá na margem ali da sociedade que a gente não pode fazer algo Então eu acho que agência tá aí para trazer essa referência traga essa visão mesmo nós vamos fazer vamos lá a gente puder ajudar a gente ajuda se a gente puder tipo lá gente articula a gente puder te conectar com alguém que possa te ajudar a gente vai fazer isso porque eu acho que o grande objetivo da agência realmente é para quebrar da Benção aí vocês usaram um caminho muito legal a educação também né E sim eu levo isso para mim assim né eu fui bolsista eu fiz faculdade mas não tinha grana para pagar a faculdade também então É eu sei o qual é a difícil a gente acessar o uma educação de qualidade Então eu quero que daqui para frente assim na minha vida eu consiga pelo menos um papel de formiguinha com agência pessoalmente de levar esse conhecimento a frente Olha a gente infelizmente Nosso Tempo Acabou mas eu espero que vocês possam voltar aqui contar sobre novos projetos a gente falar de como essa comunicação periférica tem transformado a vida das pessoas e não só através Claro de um projeto de comunicação mas também através de educação caminhos importantíssimos que vocês é encontraram para mudar muitos paradigmas No que diz respeito aquele empreendedor da Periferia não só de Campinas mais do Brasil e nesse momento em que muita gente está se perguntando Olha o que que eu vou fazer do meu futuro num contexto de pandemia histórias como a de vocês traz aí um mostra que tem luz ainda e muita luz para a gente poder é pensar em uma Juventude Sadia numa juventude que precisa muitas vezes se unir e muitas vezes precisa de oportunidades como essa do projeto da fe aqui para mostrar a que veio eu agradeço muito a participação de vocês a gente quebrador de querida e fica o convite também para quem Para os jovens se quiserem conhecer a gente acerto então fica aqui o nosso convite hoje a gente teve um pouquinho aí internet é isso né gente as o Paulo tá muito bom mas a gente conseguiu aí trazer o conteúdo que a Duda e o Jeff mostraram para nós num contexto de 11 jovens que participam da agência mandinga de favela e daqui a pouco a gente volta detalhando um pouco mais sobre como é empreender na juventude aí no terceiro setor a gente vai falar com uma representante da fe aqui que está à frente desse projeto não sai daí que o ser empreendedor volta já [Música] [Música] segundo bloco do ser empreendedor e a gente continua falando sobre empreender na juventude agora o nosso bate-papo é o tênis da Nike é líder do programa Juventude da fundação feac e como a gente fez no primeiro bloco eu vou pedir para Tati fazer áudio descrição dela tá seja bem-vinda Obrigada boa tarde a todos meu nome é Katiane da mae eu tenho cabelos cacheados pouco abaixo do ombro da altura do ombro os olhos castanhos estou com os brincos compridos em pouco grande sou negra de pele clara e acho que estão atrás de mim uma parede branca com 3 quadros aqui aí eu vou reforçar também olha só a Mirna tenho cabelos encaracolados também cabelos cacheados tem os cabelos perto do ombro estou com uma blusa Florida e atrás de mim o nosso estúdio é preto Estou sentado e tem uma mesa logo a minha frente converso com a Tatiane agora através do zoom a plataforma digital e ela está aqui o meu contato com ela é pela TV Tatiane me conte melhor é a gente falou aí da do Exemplo né da agência mágica de favela Mas me fala de uma forma geral o que é o programa juventudes o programa Juventude da Fiat ele teve início em 2018 naquela época nós tínhamos aproximadamente três projetos e ele começou a se configurar a partir do Movimento dos jovens e desses três projetos ali a partir desse momento nós com uma rede de parceiros mas nós não desenvolvemos projetos próprios nós temos uma rede de parceiros e organizações sociais coletivos jovens grupos E aí nós começamos a nos diferenciar ali dentro do programa de juventudes por três eixos de atuação Então hoje nós temos programas que eles atuam no mundo do trabalho a gente tem o eixo de participação social e política e a gente tem um leite de auto proteção e redução de comportamento de risco e aí são temáticas mais voltadas para o auto cuidado prevenção à gravidez questões de gênero masculinidades entre outras então a parte desperdiço programa de ver se constituindo dentro desses três eixos nós temos diferentes projetos em várias áreas e regiões aqui de campinas e que abarcam aí jovem de 15 a 29 anos o que a gente tem como premissa dentro do programa que algo muito importante é sempre a construção com jovens nunca para os jovens então tudo que a gente tem feito com a presença deles e sempre ao máximo nos esforçando para construir a partir daquilo que eles nos trazem do desejo que jovem uns trás de suas necessidades e como surgiu o comunica aí comunicar ele começou em 2019 então a gente nessa busca de encontrar jovens para além das organizações sociais em que a jovem e juventudes estão em todos os espaços né então a gente ficou muita gente pode buscar outras alternativas de dialogar com jovens especialmente jovens em região periférica da região periférica também 2019 a gente fez uma parceria com Instituto Padre Haroldo e o quilombo Urbano que fica lá só é dia lá no parque o hambúrguer ano e a gente Pensou um projeto que pudesse aí aspectos de comunicação trazer ferramentas para jovens que tivesse o interesse de se comunicar de se aperfeiçoar nessa área que não vocês are a mente já tivesse em contato com comunicação mas já tivessem um desejo por essa área e aí a gente começou esse projeto ali naquele lugar fizemos um processo de inscrição muitos jovens passaram por um processo formativo ali aprenderam conteúdos audiovisuais interativas com esse pessoal ali naquele espaço a partir desse desse primeiro percurso é que surgiu dentro desse projeto comunicar aí agência Amandinha de favela Tatiane desde o começo vocês a pensavam no formato empreendedorismo ou foi no percurso que vocês viram que tem como é pensar que esse jovem da Periferia tem como empreender E na verdade a gente pensou desde o início mas nós não tinha uma certeza que isso ia acontecer como lidar com jovens depende muito ali a parte do movimento que ele trazem a gente primeiro sabia que a gente tinha que fornecer ferramentas para que depois desse processo pudesse haver é possibilidades aí de empreender de uma maneira qualificada não só por necessidade de sobrevivência mas por desejo vontade oportunidade então a gente já tinha isso em mente desde o começo promover essa mobilidade social a partir da educação ali da comunicação mas a gente não tinha certeza que esse desejo e energia EA partir desse jovens quando a gente fala no laboratório de impacto social ele é esse novo momento em 2021 é isso exatamente a gente teve um momento que a gente deve tá de ar nós a nossa intenção era fazer isso em 2020 por conta da pandemia e tudo que aconteceu na cidade de fazer uma correção de Rota ali pensar novas bom então a gente é uma ginga de favela ela se voltou para contribuir em toda comunicação da pandemia e nós conseguimos trabalhar alguns aspectos de desenvolvimento e sustentabilidade com eles pensando aí na na agência né mas a gente teve de se voltar para esse momento de pandemia agora em 2021 a gente retomou essa questão de consolidá-los como uma agência gerida por jovens sustentável como um negócio social de parto né porque os econômicos E aí que entrou a casa hacker nesse sentido de esse processo de incubação com jovens é Inclusive a gente tem aqui olha o depoimento da Ana Paula Cunha que é a gestora né dá para falar desse Impacto social e como tem sido para ela trabalhar com esses jovens da agência mandinga de favela acompanha aí o laboratório de impacto social ele é uma iniciativa da casa Hacker em parceria com a fundação feac o objetivo no Cobal negócios de impacto social promovidos por jovens das periferias de Campinas para que a gente shampoo da se iniciar os trabalhos foi escolhida agência mantida de favela a com quem a gente vai trabalhar agora por seis meses para o desenvolvimento de competências empreendedoras e de habilidades socioemocionais requisitadas por contexto atual que a gente tá vivendo e o trabalho se iniciou com uma imersão agora no mês de fevereiro contra os trouxe as primeiras noções para que eles possam realizar um plano de negócios consistente e consciente focado no propósito da agência lá e que a partir disso a gente possa junto criar uma jornada de aprendizado para que agência é lá consiga a chegar o final da se trabalho com uma clareza de como realizar né o como dar continuidade do seu negócio de forma alto sugerida e sustentável a objetivo buscar o a profissionalização desse grupo de jovens e o crescimento né dessa agência o que já tem um trabalho sólido nas periferias a da nossa cidade e agora eu tô de volta aqui com a Tatiane depois a gente eu vi esse depoimento da Ana Paula o Tati quando a gente pensa nesse modelo que está sendo construído com os jovens da agência Amandinha de favela é um modelo que dá para ser replicado ou que dá para tirar dessa experiência para incentivar outros jovens a empreender principalmente os jovens de periferia para nós é um modelo que está trazendo na verdade muitos aprendizados né e necessidades a gente correção de ordem refletir como a gente atua um jovem situação né de vulnerabilidade ou jovem que reside nas periferias e a gente não tem aquele modelo super replicável é possível não tem um custo alto então a gente consegue desenvolver aí com outros jovens dessas questões né quando a gente olha para onde se tem habilidade de desejos e não tem ferramentas para entender é necessário é que ele tem esse um funcionamento e esse impulsionamento para ir a partir das outras organizações sociais é algo que é viável e que é possível muitas vezes as organizações sociais Elas têm possibilidades também econômicas quando a gente fala aí do Capital semente do acesso ao crédito mas mesmo que muitas vezes isso não seja possível é a cor pato dia inteiro local uma série de um apoio que você poder fornecer ferramentas para que esse jovem possa de fato empreender é super importante e acho que necessário né os meninos contaram inclusive no bloco anterior que eles chegaram justamente para olha vamos trabalhar comunicação e no meio Desses desse processo eles perceberam Nós podemos ser também uma empresa né Nós podemos gerir nós podemos nos sustentar isso acontece com grande parte existe essa expectativa e no sentido de promover aí as competências empreendedoras desses jovens em para nós existe um Deus não destaque dentro do cenário com jovem periférico que a questão da autoestima muitas vezes esse jovem tem muita potência tem habilidades tem perfil para desenvolver vários projetos Mas a questão da autoestima é uma barreira então quando a gente começa a trabalhar essas ferramentas não ferramentas técnicas quanto ali de gerência né de sustentabilidade do espaço de como eu lido com Empreendimento no modelo técnico trabalhar essas competências também aí um caráter socioemocional para que esse jovem possa se identificar nesse lugar de potência né Não só daquele que recebe mas daquele que pode ofertar é super importante e para ferrar aqui dentro do programa Juventude de outros Programas ou de ofertar isso é muito importante que tá no centro ali deu do nosso trabalho a gente tem inclusive um estudo da própria e aqui que fala sobre a questão do aumento da vulnerabilidade em decorrência da pandemia da cor vídeo 19 né é um estudo bem amplo que fala desse Impacto é então e de certa forma não tem como dizer que não impactou esse jovem também que vive na periferia em que a mãe que às vezes era uma diarista em que o pai que vendia algo não é reciclável é por conta de toda essa questão acabou perdendo aí boa parte da sua renda e até outros profissionais que a gente tem aí demissões que aconteceram durante todo 2020 neste cenário é é possível a gente pensar a gente tá falando do comunica aí mas existem outras potências e outras competências que também dá para trabalhar nesse sentido para superar esse momento de vulnerabilidade extrema é o momento que é essencial a gente pensar a essas novas configurações do trabalho a gente tem uma preocupação muito grande em que essas novas configurações elas não gerem precarização a gente sabe que os jovens da Periferia população periférica ela tem uma iniciativa muito de do empreender o sobrevivência pois necessidade de assistência e a gente entende que enquanto terá que fornecer essas ferramentas para esses jovens para que eles saiam desse lugar aí do existir produz sonhar tudo a capacidade são importantes na Então a gente tem outros projetos que a Barão aí a questão do empreendedorismo né eu enquanto líder do programa juventudes nós estamos com essa incubação nesse momento específica né com esses jovens mas nós temos outros programas na Terra como por exemplo desenvolvimento local ele tem um projeto que se chama tempo de empreender E aí esse projeto é um projeto que tem um um curso dentro dele que se chama quer empreender que exatamente para um cão jovem e não se restringe ao público de homem mas o foco é o público jovem para pessoas que têm desejo de começar algum negócio tem algum sonho desejo de de começar algo e esse curso ele dá ferramentas para que essas pessoas possam Aí começar a estruturar esse desejo esse sonho e essa necessidade no momento de crise em que muitos perderam o emprego enfim e também a gente identificar isso como uma potência para o próprio território para o desenvolvimento local né quando ali existem uma potência no sentido do negócio todo a população daquele entorno também se beneficia né no caso de algum jovem que que esteja nos assistindo que queira participar de algum projeto ele deve procurar alguma organização social mais perto da sua casa Ele pode procurar diretamente a Fi aqui como é o mecanismo para esses jovens chegar até a fa a gente indica que ele acompanha as redes sociais na da própria ferraq lá sempre que a gente tem um projeto novo as redes sociais a gente de e lá como por exemplo tempo de empreender a gente tem é só salvar www.tempo.pt empreender.org.br ele pode fazer inscrição ver quais são os critérios de participação que ele precisa para participar então site ele alimentado constantemente algumas organizações sociais parceiras elas também divulgam mas como são muitas a gente acaba concentrando ali também um tipo de divulgação que possa ser um pouco mais viável não é um canal só para que todos possam ter acesso mas as organizações sociais também dos territórios estão de portas abertas e o jovem tem de interesse ele pode acessar lá se elas vão conseguir também acertar aí de conteúdo informativo você fala bastante claro que a gente quem não conhece a Fiat está nos assistindo é a Federação das entidades assistenciais de Campinas tem uma longa história na nossa cidade uma história muito bonita que você pode entrar no site da feac ceac.org.br também a com a história toda de n projetos que existem mas você sempre fala dessa questão no terceiro setor em especial né no nosso aqui que a gente fala de empreendedorismo parceria é essencial Tatiane é essencial parceria formação de redes Ninguém tem a sua função de um problema sozinho ninguém tem problemas tão complexos quando eles que a gente enfrenta agravados agora com a pandemia é impossível você resolver tudo sozinho é nós somos enquanto Fiat mais um ator dentro desse movimento é um estar junto com outras organizações da sociedade civil com o poder público as suas diversas secretarias com grupo de jovens conectivos lideranças locais enfim com a própria comunidade o público que a gente atende a solução muitas vezes tá lá falar com eles né a gente tem que oferecer espaços de escuta e de problematização para que essas soluções possam energia dentro das próprias como e tem muito saber então para resolver problemas complexos do gente precisa que todo mundo venha junto com a gente mas nós somos mais um ator para ele poder fica na área todo você mencionou duas coisas que eu acho importantíssimo mas primeiro a questão da autoestima desse jovem da Periferia EA segunda tem muito saber mais muitas vezes nem ele sabe do potencial dele como que é é possível a gente pensar em na verdade reverter virar essa chavinha desse jovem que às vezes pensa até empreender por necessidade e falar eu vou fazer qualquer coisa só para ajudar em casa ou para comprar meu tênis ou para pagar meu estudo mas que ele pode é pensar além daquilo daquilo que até então foi ensinado para ele que a única possibilidade que ele tem olha você pode ir até aqui mais que isso não é para você é para um jovem de outra da classe média da classe média alta O que que você como que é ferrar que pode trabalhar e com o trabalho nesse sentido Na verdade uma vez eu ouvi de uma psicóloga que trabalhava comigo que existem várias Chaves né mas a Chaves mesmo estão dentro de nós não tem como eu pegar minha chave queria abrir e da outra pessoa então é um processo é um processo longo ele acontece ali dentro de cada um dos projetos cada projeto tem a sua metodologia para trabalhar isso com jovens é a questão da autoestima e de outras competências ali socioemocionais ela vem junto com a bagagem técnica né e cada jovem também a gente entende Aqui de acordo com perfil desse jovem a trajetória de vida aquele tem as possibilidades de acesso que ele já teve isso acontece em momentos diferentes Então os projetos a gente entende também e a gente vem aprendendo isso ao longo do caminho seus projetos eles não são mutirão curto os projetos eles têm que ter continuidade se a gente quer pensar em transformações de fato nas nas vidas das pessoas nós e a gente tem que pensar em círculos completo de atuação e cinco ciclos completos eles levam tempo então muitas vezes a gente tem que ir por etapas e a gente vai superando o desafio O Desafio com esses jovens para que num determinado momento Essa Chaves possam me virando isso acontece em momentos diferentes muitas vezes pode ser que em um projeto não aconteceu porque talvez o tempo tenha sido insuficiente não é que aquele jovem não vai chegar são jovens em tempos e perfis diferentes então a gente precisa ir por etapa superando cada um dos Desafios para que a gente entende aqui é possível chegar ainda hoje é muito importante para a gente também Tatiane zamai líder do programa Juventude da fundação feac muito obrigada pela sua participação e fica aqui já o convite para um próximo programa para trazer novos projetos novos casos aqui de sucesso que você saphira que trabalham tão arduamente para como você disse é a vida das pessoas no dia a dia a gente está sempre à disposição para trocar conversar para nós é um privilégio ter essa representação aqui hoje e a gente tem muito trabalho pela frente né muitas coisas estão acontecendo e a gente agradece tiver a gente poder participar com você Olha aí com esse bate papo gostoso que a gente teve aqui com a Tatiane a gente encerro ser empreendedor de hoje que falou aí da Juventude de se olhar né do empreendimento de impacto social principalmente para esse público da juventude que hoje também uma parcela importante de desempregados no nosso país e que dá sim para mudar muita coisa e assim o ser empreendedor fica por aqui até o próximo programa E aí E aí E aí [Música]
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