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O setor da beleza foi muito afetado durante a pandemia, mas com a estabilização da situação em relação à Covid-19, há boas perspectivas para o ano de 2022. Os dados são do Sebrae, que apontam, inclusive, que no Brasil nós temos, olha, mais de 1 milhão e 250 mil profissionais de beleza, salões de beleza e CNPJs da beleza, dos quais 1 milhão são de micro e pequenos empreendedores. E por que eu estou dando esses números? Porque hoje a gente vai conversar com uma empreendedora que é uma das 20 mais influentes do mundo no mercado de pigmentação brasileiro, é embaixadora do primeiro curso superior de estética e docente da primeira pós-graduação de micropigmentação do Brasil. Essa história de sucesso, ela começou de uma forma um pouco não tão positiva Ela teve uma mudança de vida, uma mudança profissional E decidiu enfrentar tudo e mudar a sua história Olha, agora eu vou meio que ser, né, falar um pouquinho Porque são tantas histórias de mulheres que tem esse sacode da volta por cima Sabrina Rodrigues, seja bem-vinda ao Ser Empreendedor Antes da gente falar desse mercado, eu quero que você conte um pouquinho da sua história pra gente Que momento que você estava da sua vida, o que aconteceu que você decidiu, naquela época, fazer um curso de micropigmentação Olá, muito obrigada pelo convite, participar aqui do programa, pra mim é uma honra Bom, a minha história foi bem essa de superação, porque eu sempre fui comissária de bordo, fui comissária durante 17 anos, então a minha vida era voar, só que nesses 17 anos eu casei com um piloto e tive um filho, e aí começaram os problemas, né, porque ele era bem machista, então não queria mais que eu ficasse fora de casa, trabalhando, só que imagina, uma pessoa que trabalha desde os 15 anos depois entrou pra aviação conhecia o mundo uma semana tava em Paris, outra semana tava em Nova York de repente parar tudo então pra mim foi bem difícil essa aceitação, esse processo e aí eu consegui migrar pra chefia dos comissários mas mesmo assim, ele realmente não queria que eu trabalhasse mais e em contrapartida também, meu filho começou a ter muito problema respiratório eu tive pneumonia, comecei a faltar do trabalho, então tudo encaminhou pra que realmente eu saísse do trabalho. Com essas faltas, eu acabei sendo demitida, que era o sonho dele, né, só que eu, na situação, tava bem ruim, porque não conseguia ficar em casa, mesmo meu filho doente, tudo, né, levava no hospital, ele melhorava e tudo, eu falei, gente, eu preciso fazer alguma coisa da minha vida. Eu fui demitida dia 21 de outubro de 2014 E dia 1º de novembro eu saí de casa Então eu me encontrei divorciada Você tomou uma decisão em cima de uma outra decisão, foi isso? É, exatamente Peguei meu filho e saí de casa Ele falou, então tá bom, vai ser desse jeito Então eu não vou te dar pensão, não vou te dar nada Eu falei, tá bom O que eu fiz? Eu peguei a minha rescisão Paguei um ano de um aluguel de um apartamento pequeno Pra eu parar e pensar O que eu faço com a minha vida agora? Aí eu tinha um amigo que tinha feito um curso de comissária Porém ela não tinha se adaptado, não tinha se encontrado ali, né? Aí eu falei, tava sem muito dinheiro, né? Porque eu peguei a rescisão, paguei um ano de aluguel Falei, bom, me empresta esse seu aparelho Que eu vou procurar aqui no bairro se eu gosto de micropigmentação Eu já tinha feito as minhas sobrancelhas E como comissária eu via que isso adiantava muito a vida, né? Porque comissária tinha que estar impecável, maquiada E eu já com a sobrancelha feita, falei, bom, isso é um adianto E eu comecei a fazer as contas, porque acho que isso dá dinheiro também. Procurei um curso, fiz um curso, não foi bom, mas eu me encontrei, sabe? Falei, é isso que vai fazer dar certo. Aí eu saí tatuando um monte de gente, isso foi em março de 2015. E em 2015 também teve uma crise financeira, né? Se você parar pra pensar, né? Falei, nossa, deu certo? Deu. Deu muito certo, porque eu comecei a... eu levava meus cartõezinhos aonde eu ia, não tinha trabalho para mostrar, mas mesmo assim eu falava do meu trabalho, eu ia na academia, eu deixava meu cartão, visava o restaurante, eu deixava lá meu cartão, eu morava num prédio de mais de 20 andares, né? E aí eu fui de apartamento em apartamento, enfiando meu cartãozinho embaixo das portas. Você fazia o boca a boca mesmo? Exatamente, no começo foi desse jeito. E foi dando certo Começaram a me ligar Falaram, você atende a domicílio? Eu atendo Aí eu comecei também a fechar parcerias Com salões de beleza Então eu visitava Eu falava, você é micropigmentadora? Ela, não, não tem Então eu posso oferecer meus trabalhos Mostrava um pouco dos trabalhos que eu tinha feito E aí eu comecei a atender a domicílio E fechar as parcerias E aí foi dando muito certo Essa parceria E você marcava um dia para fazer o atendimento nesse salão, era isso? Isso, é. Normalmente, os salões querem que você fique lá o dia todo, né? Aí eu já falava assim, olha, eu fico o dia todo desde que minha agenda esteja lotada. E aí, eu comecei a dividir. Então, na quinta-feira, eu ficava num salão, na sexta, em outro, no sábado, em outro, que são dias que dá mais movimento. E segunda, quarta, eu atendia na casa das minhas clientes. Eu comecei a atender na sala do meu apartamento também. E muitas vezes eu levava meu filho, não tinha com quem deixar, pegava uma maleta, um braço, uma maleta na outra, meu filho, avisava, né, que ia levar, ele estava quietinho e trabalhava. E assim eu comecei. E as pessoas foram reconhecendo o meu trabalho, eu também estava vendo que o meu trabalho no começo não era tão bom, que eu sempre o dinheirinho que eu ganhava, eu guardava para comprar a comida dele e investir em novos cursos. Então sempre investindo, investindo para melhorar o meu trabalho E aos poucos fui melhorando bastante E aí comecei a postar em grupos do Facebook E aí também começaram a me chamar para administrar cursos Depois de um ano e meio, dois anos Muitas pessoas, muitas amigas minhas comissárias Que também queriam já sair da aviação E se espelhavam em mim e falavam Olha, eu também quero, como é que faz? Aí eu comecei e falei Gente, eu vou montar um curso E aí eu montei um curso bem completo, com várias modelos, no qual elas conseguissem realmente sair seguras para já ganhar dinheiro mesmo. E aí comecei a ministrar cursos em hotéis, alugava sala de hotéis, e assim foi dando já um boom. O primeiro curso ainda foi na sua casa ou não? Não, é curso. É, o primeiro, vamos lembrar daquele, a primeira vez que você ensinou, como foi isso? A primeira vez foi para uma aluna na sala da minha casa. E depois um hotel, me fala dessa transformação, como você foi vivendo tudo isso? Primeira vez foi uma consária, né, que viu, ela falou assim, olha, eu também quero sair da aviação, pigmentação pensei na minha pigmentação espelho e você então vou montar um curso para você aí eu comecei montado a pochila né o todo passo a passo e aí foi na sala da minha casa na cadeira mesmo não tinha marca ainda era uma cadeira de maquiagem também não tinha espaço para montar marca no meu E aí, ela, essa menina fez tanto sucesso, hoje também ela ministra cursos, hoje ela palestra também fora do Brasil, então eu me orgulho dela, mas depois começaram mais pessoas, né, me procurarem, aí eu pensei, bom, agora eu preciso de um espaço, né, para ministrar cursos. E aí eu fui comprando aos poucos as marcas e aí eu fui alugando espaço nos hotéis, né? No mínimo seis pessoas, tinha que dar para eu pagar toda a estrutura do hotel. E aí eu fui lotando as turmas, seis alunas, depois oito alunas, mais que isso não, porque eu não conseguia, né? Depois eu peguei essa primeira aluna para me ajudar a dar os cursos, como está, gente. Você foi franqueando, de certa forma, o seu trabalho. e aí deu muito certo aí depois começaram a me chamar pra palestrar também, o maior congresso de microalimentação a primeira palestra foi pra 800 pessoas uau, que legal Sabrina, foi onde? essa foi no Stetica em São Paulo, no IMB aqui foi muito emocionante, eu fiquei bem nervosa eu falei, bom, preciso fazer alguma coisa pra eu conseguir falar Aí fui buscar um curso de oratória Fiz um curso de oratória Com o Reinaldo Polito Falei, não, vou procurar Pra eu saber, né, porque, imagina A gente como comissária aprende a ser Muito educadinha, né Eu não conseguia falar, assim Naturalmente Não podia relar no passageiro E aí pra eu me soltar, assim Eu tive que procurar alguns cursos Mas eu aprendi que nada é melhor do que a prática Sim A prática A partir dessa palestra, então, e outras tantas que foram aparecendo no decorrer do caminho, também teve, inclusive, aí um convite pela Universidade Unítalo para ser embaixadora do primeiro curso superior de Estética. Me fala dessa atuação sua. Sim, eles me convidaram para ministrar aulas de micropigmentação, de design, na faculdade de estética E também a pós-graduação, existe uma pós-graduação de micropigmentação também pela Sintep, reconhecida pelo MEC E aí também em Salvador, onde eu ministro aulas lá na Sintep também E hoje, como está formatado esse negócio? A Sabrina, continua lá fazendo a pigmentação, palestrando, ou hoje a Sabrina administra apenas todo esse trabalho? Fala um pouquinho da sua rotina para a gente. Minha rotina é um pouco puxada, porque eu tenho dois filhos, um de um ano e quatro meses, outro de oito. E o que você falou foi muito interessante em relação à pandemia, Porque a estética se caiu Mas para as pessoas que buscam inovação No tempo da pandemia eu fiquei fechada Fiquei seis ou sete meses fechada O que eu fiz? Eu procurei pegar todos os meus cursos e gravá-los Então foi o que segurou a gente na pandemia Foi para o digital então Foi para o digital também Então a gente tem todos os cursos presenciais e online Então, aí você falou da administração, né? Hoje eu procuro estar aqui na clínica às 9 horas, fico aqui até umas 6 horas, mais ou menos, e aí eu saio correndo. Eu procuro hoje ficar um pouco no administrativo, mas não adianta. As clientes que fazem comigo, minhas queridinhas, as antigas, elas querem fazer comigo. Então, eu separo um tempo para atendê-las, um tempo para ficar no administrativo, tem outras profissionais aqui também que fazem pigmentação, e a gente tem esteticista, a gente tem doutoras também que fazem harmonização facial, a gente faz também harmonização corporal. Foi expandido então, o negócio que começou com micropigmentação, ele expandiu de uma outra forma que você tem um leque de serviços, é isso? Sim, hoje a mulherada chega aqui, dos pés à cabeça ela sai linda. Então vamos pensar, a gente tem dois focos aí no seu trabalho, Sabrina. O foco do atendimento em si, como você falou, de tratar essa mulher nos mais diversos serviços que ela procura, mas também de passar esse conhecimento para a formação de novas empreendedoras. São duas linhas. São duas linhas, e eu sempre procuro, é até às vezes difícil nas redes sociais, porque às vezes eu fico postando muito curso e as pessoas falam assim, Ah, mas você não atende? Eu sempre procuro deixar bem balanceado isso para as pessoas entenderem que a gente profissionaliza as mulheres que estão nessas condições, às vezes, tá, tá, tá. Então, a gente também tem essas pessoas, né, de outras profissões que estão insatisfeitas e buscam uma nova profissão. A gente tem também aquelas mulheres todas de casa que querem trabalhar, né, tem um sábado que pode trabalhar, ou tem pessoas que querem aumentar a renda, ajudar em casa, aí começam a fazer design de sobrancelhas, depois fazem uma rena, e aí começa a micropigmentação aos pouquinhos, e a gente tem também as mulheres que buscam esses serviços que não adianta, eu falo que elas deixam de comer para fazer procedimento estético. Sabrina, a gente teve aí, de forma geral, durante a pandemia, também um retrato pessimista em relação ao que aconteceu com empregos modelo CLT. Muitas mulheres aproveitaram aquele momento também e procuraram, por exemplo, um curso. Eu quero me reinventar, eu não quero mais depender de procurar um outro trabalho, eu quero abrir meu próprio negócio. Você também atendeu a essa mulher, a esse profissional, que também pode ser homem, claro, que falou, não, eu vou entrar nesse mercado? Sim, a maioria deles, a maioria que foram demitidos, e aí ficaram sem saber o que fazer, outras pessoas também que já estavam insatisfeitas e viram que era o momento também de deixar, de inovar e se reinventar, né, então a maioria das pessoas foram, as coisas foram demitidas, né, nessa época e buscam, ou às vezes até montar um negócio, porque às vezes a pessoa pensa assim, e falar, não, eu não tenho jeito para isso. Eu falo que tem. Se você seguir um passo a passo, uma didática correta, tem. Mas, às vezes, a pessoa quer investir. Então, foi mandando embora, aí que abriu um espaço. E aí, vem e faz o curso também para depois contratar outros profissionais. Então, a gente tem de tudo aqui. Hoje, quantos colaboradores atuam com você? Em média, 10. A gente tem os home office, que a gente tem os vendedores, que vendem cursos, nós temos os vendedores de procedimento em si, nós temos uma pessoa que faz o nosso tráfego, temos um marketing, um design e duas outras micropigmentadoras. E depois tem também a doutora que vem a cada 15 dias e faz outros procedimentos, mas ela não é contratada. Sabrina, o que você diria para a empresária que lá em 2015, final de 2014, 2015 teve que pagar um ano de aluguel adiantado em um pequeno apartamento teve que, tomou uma difícil decisão de terminar um relacionamento e começar do zero com um filho no colo pra Sabrina que hoje fala comigo até me emociona assim, porque eu começo a rever o filme né, na cabeça não desista né, ter foco ter determinação não se vitimizar né, porque qualquer outra pessoa vai ficar aqui casada mesmo que é o que tem pra mim ou ele vai me sustentar né, então esse nunca foi meu perfil então eu acho assim você ter sempre um foco e quando você tem, sabe qual que é o problema às vezes das pessoas que fazem ah, eu fiz um curso e não deu certo porque às vezes tem uma moleta né, então você diz Ah, eu faço, eu tenho ajuda da mãe, eu tenho ajuda do marido, ou eu tenho ajuda, eu faço unha, cabelo, não sei o quê. Então, assim, a pessoa tem que focar no começo, né? E não desistir, porque no começo não é fácil. Vai chegar, quando a cliente manda aquela foto, aquela mensagem, você não quer nem abrir no começo. A pessoa fala assim, nossa, ela vai reclamar do meu trabalho. Porque você sabe que no começo não vai estar perfeita a sua sobrancelha, esse trabalho não vai estar perfeito. Mas você tem que ser resiliente, né? Então, tem que persistir em saber realmente que o seu trabalho não está bom, mas procurar usar aquilo para melhorar o seu trabalho, não ter que desistir, né? Então, procurar melhorar cada dia a mais e buscar sempre inovação, né? Eu falo que o segredo do sucesso são dois, para mim foram, pelo menos, né? Eu falo que você sempre tem novidades, porque, por exemplo, para eu receber esse convite para palestrar para 800 pessoas, foi o primeiro, né, de todos eles, o que que eu fiz diferente? Primeira coisa, eu estava num lugar, então, networking, você precisa aparecer, você precisa se conectar com as pessoas, e o segundo é você ter novidade, inovação, porque ela veio e perguntou assim, o que você tem de novo pra me apresentar? Aí eu falei, olha, eu tenho uma técnica que é o endless brow, que eu já tinha inventado uma técnica com o fio dançando e tudo, apresentei pra ela, fiz todo o Eu entreguei a minha apresentação, ela gostou. Então, eu falo que é isso. Você sempre está no ramo da estética, você precisa sempre se manter atualizada. E o networking. Então, é isso que eu falaria para as pessoas. Networking, não desista e bola para frente. Planos para o futuro. Ah, tem bastante. A gente faz planos, mas é Deus que vai conduzindo. Na pandemia também eu fiz todo o meu mapa do ano todo E nada aconteceu Outras coisas aconteceram Eu falo que A gente faz os planos Esse ano que passou, meu marido teve um câncer Então, nossa Você vê como a gente faz os planos No meio do caminho tinha viagens Como puderam ser feitas Enfim, mas está no controle de Deus Agora os meus planos são A gente conseguiu brincar agora Então eu abri a clínica lá em Miami a gente está só a abrir a unidade lá em Miami a gente está só esperando a entrevista lá no Rio de Janeiro mas já está tudo certo então esse é o meu maior plano é colocar os meus cursos online colocar todos no Perpétuo porque eu uso muito de lançamento então agora a gente vai trabalhar para colocar todos eles no Perpétuo também, para rodar vou também esse ano pretendo lançar o meu livro, tanto técnico quanto o da vida real em si, e é isso. Sabrina, um prazer enorme foi conversar com você, e já vou deixar aqui o convite para você vir ao Ser Empreendedor, falar do seu livro, contar da sua experiência, depois que a sua clínica estiver em pleno funcionamento lá em Miami. Muito sucesso e obrigada. Obrigada a vocês, eu vou sim, tá? Obrigada pelo convite e até a próxima. Até. E assim a gente encerra o primeiro bloco do Ser Empreendedor. Lembrando que antes você fica com as dicas de livros e filmes sobre empreendedorismo. E no próximo bloco nós vamos em loco até a casa ou até a empresa de um empreendedor aqui da região de Campinas contar como foi essa história. Até já! A dica de livros começa com desistir não é opção. O caminho mais rápido entre a ideia e os resultados se chama execução. Todo mundo sabe como é difícil ter uma empresa no mercado atual. A mortalidade é alta e conquistar o lucro desejado leva tempo, disciplina e planejamento. A autora Camila Farani, empresária, investidora e um dos tubarões do Shark Tank Brasil, mostra que ao construir uma empresa, ou até mesmo antes, ao desenvolver a ideia de seu negócio, já é possível notar algumas dificuldades que vão nos impedir de prosseguir. A falta de controle financeiro, má gestão do tempo, querer fazer tudo simultaneamente, não conseguir completar nada e a falta de colaboração e capacitação do time. No entanto, o que poucos sabem é como sobreviver a essas adversidades e obter sucesso e crescimento. É para ensinar todos esses e outros segredos sobre como empreender que Camila escreveu seu primeiro livro. Empreendedorismo Feminino Olhar Estratégico Sem Romantismo de Monique Eveli O livro integra a coleção Reflete o Feminino Quantas vezes você teve uma ideia que não saiu do papel? E quantas vezes na sua trajetória você ouviu que não ia dar certo? No livro, Monique Eveli aborda sem rodeios o cenário e o caminho de quem deseja empreender no Brasil A empreendedora, especializada em negócios sociais, traz aprendizados a partir de relatos pessoais, levando a reflexão sobre o que é gerir um negócio e como ele pode ser positivo para todos no entorno. Monique trata de todas as etapas, das análises de contexto, estratégia e precificação ao relacionamento e comunicação, com dicas de ferramentas e, principalmente, um olhar atento para o que se passa no mundo. E no filme Joy, o nome do sucesso, é um título que compõe o catálogo de filmes de empreendedorismo feminino com a história de Joy Mangano, a inventora do esfregão que se torce sozinho e que revolucionou o mercado nos anos 90. A obra traz a abordagem interessante sobre a história dessa empreendedora, interpretada pela aclamada Jennifer Lawrence, mostrando a concepção do primeiro protótipo, a busca por investidores e a construção de seu império. Além disso, o título também traz lições sobre como é importante acreditar em si mesma, mesmo quando suas ideias parecem inusitadas. Também aborda questões importantes como o apoio familiar e a força para desenvolver os seus próprios sonhos. O filme está disponível em plataforma digital. A propósito, o meu nome é Joy. Joy, o nome do sucesso. Um estudo do SEBRAE aponta que as mulheres lideram 10 milhões de empreendimentos no Brasil. Elas estão à frente de 34% dos negócios no país. E a Flávia é uma delas, mas ela não chegou até aqui sozinha. E essa história você vai conhecer no segundo bloco do Ser Empreendedor. E quem vai contar para a gente essa história de empreendedorismo e superação é a Flávia Liberio. Flávia, conta para a gente, a gente está aqui no seu espaço, daqui a pouco o público vai estar vendo um pouquinho do seu trabalho. Como que começou essa questão de trabalhar com a beleza? Bom dia, Mirna. Primeiro eu queria agradecer o convite. Tô muito feliz por você estar aqui, por eu poder mostrar um pouquinho da minha história. Então, eu comecei a empreender, né? Na verdade, eu trabalhava já na área da beleza, fazia já uns... Desde os 20 anos, sempre trabalhei como cabeleireira. Funcionária. Funcionária, isso. Comissionada, que a gente fala, né? Eu prestava serviço. E nessa... Na época que a gente fazia serviço de cabelo, Era comum a gente oferecer serviço de sobrancelha Mexia no cabelo e falava assim Ah, deixa eu me passar a sobrancelha E assim via Só que assim, eu notava muito Que tinha muito retorno de cliente Querendo só fazer sobrancelha comigo E eu achava assim Nossa, eu mesma me surpreendi Eu falei assim, nossa, quanto retorno Só gosta mesmo, né E aí foi onde que eu vi A oportunidade de mudar Na época se falava muito em micropigmentação Estava começando? Estava começando Já tinha, mas antigamente se falava maquiagem definitiva Mas essa pegada da micropigmentação Se falava, mas não era muito Aí eu fui atrás, fui ver cursos Fui tentar ver Para poder me especializar em sombrancelhas Porque até então você fazia só com a pinça Tirar o excesso, essas coisas Era só um designer comum Nada de muito além. E aí, onde que eu fui estudar mais sobre sobrancelha, ele via esse campo. Uma oportunidade de eu conseguir sair daquela situação de comissionar e ter meu próprio salão. Quando você foi estudar, você já foi com esse objetivo de, olha, eu vou trabalhar com sobrancelha, mas eu vou continuar aqui no salão? Ou enquanto você fazia o curso, você já falava, não, agora eu vou abrir meu próprio negócio? Não, eu já fui decidida a só trabalhar com sobrancelha, porque assim, como nesse meio tempo foi uma habilidade que eu descobri, eu tinha essa habilidade, eu só precisava me especializar nela e como estudando o campo eu vi que tinha essa oportunidade e aí eu pensei, para a gente poder se especializar em uma coisa, a gente tem que focar só naquilo, né? Então, eu vi que o ramo do cabelo é muito abrangente, ele é um leque. Então, assim, é muita coisa. Então, assim, aí eu só ia agregar mais um serviço. Eu falei, não, eu quero ser especialista em um. E por isso que eu abandonei totalmente. Às vezes o cliente no começo falava, mas faz meu sobrancelho e faz meu cabelo. Não, não tem cabelo, é só sobrancelho. A partir do momento que você se especializou, como foi abrir o seu primeiro negócio? Lembra daquela época? Onde foi? Conta pra gente. Nossa, eu comecei numa salinha bem pequenininha, mal cabia eu assim. O medo de pagar o primeiro aluguel, era a minha maior preocupação. Nossa, não vai dar. Era aqui no centro. Era aqui no centro. Então, eu morria de medo. O medo de empreender, de investir. Ah, já tinha investido em custos, já tinha gastado. E o medo de manter. Ah, vou ter cliente, vai dar certo? Eu acho que é normal esse medo no começo E as coisas foram acontecendo Foi fluindo E eu acho que esse é o meu terceiro Se não é o terceiro, é o quarto espaço Quarto espaço Que hoje é uma sala bem grande Na verdade é como se fosse um apartamento dividido em salas É verdade Mas aí tem uma questão Que a gente já conversou nos bastidores Que agora eu quero que você também compartilhe Com o nosso telespectador Nesse período você tinha um filho Que era pequeno ainda Que você levava junto pra trabalhar Na verdade o Guilherme Desde quando eu trabalhava em salão Sempre tive dificuldade de onde deixar A creche, aquela coisa E vira e mexe ele tava comigo E quando eu tive a oportunidade de ter meu próprio negócio Acabou o problema Meu espaço, ele vai comigo Não tem o que pedir pra mais ninguém E ele já tava adolescente Ele já tava ficando numa idade De decisões, o que ia fazer, o que não ia fazer E eu comecei a trazer ele para o salão E como as coisas foram acontecendo Muito atendimento Eu fui pedindo para ele me ajudar Desde a limpeza do salão, recolher o lixo Atender um telefone, atender uma cliente E fui pedindo para ele Aprender a sobrancelha A princípio ele não Não é o que eu quero Eu quero mexer com o cabelo Porque ele sempre viu eu trabalhando com cabelo E ele tinha uma resistência muito grande Mas mesmo assim eu insistia para ele aprender a sobrancelha Aprenda a sobrancelha, muito bom E aí, onde que ele Se interessou, mas não muito No começo Ele continuou meio resiliente, resistente, na verdade Resistente, mas assim Só que ele viu que a minha demanda era muito grande O cliente chegou uma hora que ele tinha que me ajudar Ele tinha que ir já Ele ajudava assim, o cliente chegava Ele já ia limpando a sobrancelha, tirando com a pinça Preparando a cliente Para poder finalizar Ou fazer a micropigmentação E depois tinha os retornos do retoque Quando era com muita cliente, eu comecei a ensinar ele a fazer o cetóxido. Porque ia me ajudar bastante, né? Porque senão eu não conseguia atender novas clientes. A micropigmentação é como se fosse uma tatuagem, é isso? É semelhante. É semelhante a uma tatuagem. Certo. E a questão, até que você fala desse diferencial, até porque a gente pensa, nas primeiras micropigmentações, a pessoa parecia, é uma espécie, não era fio a fio ainda. Como foi evoluindo isso? É, igual, Paula, antigamente se falava maquiagem definitiva, que era realmente uma tatuagem, né? Era tipo um decalque, você colocava um desenho e pintava toda ela e fazia aquilo. E a micropigmentação, a evolução, ela veio com essa questão de buscar a naturalidade, né? Ficar o mais próximo natural, semelhante aos fios, né? Então, aí foi por isso que desceu a explosão da micropigmentação, porque conseguiram chegar nessa técnica, evoluir, desde pigmentos também, cores, antes era um padrão só, preto, que ficava verde depois, então era sem receio, e não era muito mais usual, e aí onde que começou a fazer, eu vou designer com rena, a sombra, uma sobrancelha bem desenhada, e através dessa fase do designer da sobrancelha que saiu isso, aí entrou a micro-alimentação. E você ensinou tudo isso pro Guilherme. Ensinei. Nesse meio período, aconteceu algo novamente na sua vida pessoal. Sim. Um pouquinho pra gente da sua história. É, foi em 2018, né? Foi com o nascimento da Ana. Eu tava gestante e foi engraçado que, assim, eu tava com sete meses de gestação e já planejando. Tipo, ela vai nascer em outubro, aí em novembro eu paro, eu já falo com o Guilherme, segurar um mês pra mim, que é o tempo, deu só uma momentada em casa, meus planos, vai vir também pro salão comigo, vai por carrinho, o cliente cuida, né? Eu fiz esses planos, né? E só que quando eu, numa consulta de rotina, eu acabei descobrindo a síndrome dela, mas que só ia ser confirmada no nascimento. Só que na mesma semana, o meu estado emocional ficou muito abalado por saber que podia ter uma possibilidade e nesse abalo ela nasceu prematuramente então assim, no dia que ela nasceu no dia seguinte eu tinha acho que umas 10 clientes pra atender tava assim, a agenda tinha um mês comprometida praticamente e aí eu descobri a síndrome se confirmou com o nascimento? confirmou com o nascimento e foi falado que ela ia ser uma moradora de hospital Então, ali foi um susto, onde o Guilherme chegou para mim e perguntou, mãe, e agora? Ele tinha quantos anos? 20 anos. Você dependia exclusivamente dessa renda? Sim, totalmente. Não só eu, como mais pessoas. Lá no hospital, com os hormônios aflorados, com os sentimentos aflorados, depois de descobrir uma síndrome que precisaria de um cuidado todo especial, Com o filho perguntando isso, como foi que você conseguiu naquele momento, você lembra dessa? Então, era muita informação para poder decidir absorver, porque tinha ela e ao mesmo tempo o tratamento dela dependia dessa renda, essa renda era minha, era dele, então assim, foi muito confuso, bateu medo, desespero dos dois lados, assim, tanto da parte que era tudo novo da doença dela, como essa parte da questão do salão. E quando ele perguntou isso pra mim, eu só consegui falar assim pra ele Pega tudo que eu te ensinei e atende meus clientes Se você não fizer isso, o salão fecha Só que se o salão fechar, a gente não tem renda e a sua irmã precisa de você Então eu joguei a minha carteira de 6 mil clientes que eu já tinha construído nesses anos Eu joguei na mão dele com apenas 20 anos Nossa! E, assim, às vezes, lá do hospital, ele pegava, tirava foto, assim, da cliente, mandava para mim e eu olhava e ele falava assim, mãe, está certo esse design? Mãe, que cor que eu uso? Mãe, eu estou com receio. Mãe... Então, eu ia ficando ali, dando suporte para ele e sempre preocupada. E, assim, com ele, com a parte emocional dele também, Como que ele estava lidando com isso Porque ele ficava assim O maior medo dele era As clientes não aceitarem Ah, estou acostumada com a Flávia Exatamente, porque quando a gente faz Trabalho manual Depende da gente E você conquista aquele público A pessoa quer você, não quer outra pessoa E aí, esse era o medo dele Mas, assim Foi tão maravilhoso Nessa parte Foi tão natural a aceitação Você chegou a intervir em alguma situação Falando pra uma cliente Olha, eu tô nessa situação Não, nunca precisei Nunca precisei E sempre eu perguntava Ah, tinha 10 clientes, você atendeu todas? Mãe, atendi todas Não tinha uma que não voltava pra trás e falava Não, não vou E é engraçado que no começo Eu não tinha colocado aquela coisa Ah, sua mãe A Flávia não vai atender Porque ela tá no hospital Até então, elas só achavam que eu estava só de licença maternidade. Eu não tinha exposto muito a situação da Ana. Eram algumas coisas, para algumas clientes, que eu ia soltando aos poucos. Porque eu não sabia, eu não podia chegar lá, assustar as clientes e falar, pronto, a Flávia não trabalha mais, ela tem uma filha doente, acabou o salão. E eu precisava desse tempo. Então, eu fui segurando essa situação para o Guilherme entrar. Quanto tempo você segurou essa situação? Ele também teve duas Dois anos Dois anos Dois anos é bastante tempo E esses dois anos você ficou vivendo no hospital com ela? Sim O primeiro ano sim Um ano consecutivo E sempre fazendo essa linha Eu vinha, eu visitava o salão Eu tipo, escapava do hospital E dava uma corredinha no salão Pra ver como é que tava e voltava Porque minha cabeça não tava pronta pra nada. Ela tem quantos anos hoje? Ela vai fazer quatro. E que momento que você conseguiu, aos poucos, reassumir a agenda e também, claro, dividir mais clientes com o Guilherme? Foi depois desse tratamento, porque até então era falado que minha filha ia ser moradora de hospital e era tudo incerto. Então, assim, quando foi desses dois anos da evolução do tratamento dela, no primeiro ano ela teve alta pra casa, voltou algumas vezes para o hospital mas aí a gente foi entendendo e alinhando o tratamento dela e vendo que é possível ela ter uma vida tranquila fora do hospital é onde que eu fui começando a me sentir mais segura e fui retomando voltando para o salão aos poucos certo, e quanto tempo que você fez essa retomada e até que você me disse, olha eu devo estar no quarto lugar e decidiu até ir mudando de lugar é, nesse último ano porque assim, dentro desse meio tempo Dois anos Com essa situação da Ana No segundo ano, dois anos de pandemia Então assim, foi tudo muito junto E assim, manter toda Essa questão da renda Do salão, as pessoas Foi muito difícil nessa parte E aí depois que passou essa fase Da pandemia Tinha que ficar fechado, abre, reabre Que tava bem certo, aí a hora que voltou Meio que a normalidade A gente começou essa retomada E a Ana começou a ir para a escolinha esse ano Eu falei, agora, esse ano eu vou dar Toda a sequência do que eu já queria fazer Desde lá Do começo que eu já vinha fazendo Parece que eu estava fazendo no ritmo Aí dá uma parada E agora eu vou Então, no design Sobrancelha, você está há quanto tempo? Sete anos Sete anos Digamos que esses últimos quatro Que você teve que fazer essa empreender e também superar a vida pessoal sem, de certa forma, afetar o empreendimento. Sem afetar, sem afetar. Você fala que além do Gui, outras pessoas também dependiam de você. Me fala um pouquinho dessa história. Eu falo assim, porque a minha primeira recepcionista que eu tive foi a minha sobrinha. E ela estava fazendo faculdade na época e ela falou que estava com dificuldade a trancar. Aí eu falei pra ela, não, você não vai trancar, vai trabalhar pra mim, eu tô precisando, né, você vai trabalhar pra mim. Ela falou, tá bom. E ela veio, e ela concluiu a faculdade, né, com o trabalho de recepcionista, se formou, hoje trabalha numa multinacional, tá super bem, faz dois anos já que ela trabalha nessa empresa, então começou aqui. Então, assim, o Guilherme, né, que eu acabei de falar, que teve todo esse crescimento profissional, tem a recepcionista também, minha outra irmã também que já trabalhou comigo na parte de administração enquanto esse tempo que eu estava fora, ela que fazia toda essa parte de administração o meu genro João também já trabalhou comigo, então assim, várias pessoas já passaram, né, por aqui e de alguma forma através daqui seguiram seus caminhos E hoje, qual você pensa que é o futuro do seu negócio? Hoje? Então eu tô assim, sabe aquela coisa assim começando a renascer de novo Então, eu tô vendo que é possível ter essa liberdade, né, essa tranquilidade com a Ana numa fase boa e voltar com os projetos que eu tinha, né, daqui pra frente, voltar a ensinar, passar todo esse conhecimento que eu tenho, né, pras pessoas que querem aprender a entrar na profissão. Então a gente pode pensar num futuro de Flávia Liberi dando o curso de micropigmentação. Sim, esse é o que eu quero agora, retomar isso. Porque eu já tinha concluído algumas alunas, algumas salas, e agora eu quero retomar. Tá certo. Então, olha, Flávia, vou pedir licença e a gente vai tentar, inclusive, conversar com o Guilherme. Porque, olha, ele foi o personagem ali que, nesse meio tempo, foi, digamos que o seu apoio direito e esquerdo. Foi, foi os dois braços, perna, tudo. Foi ele que manteve o Flávia Liberi. Falar dele assim, ó, eu me emociono um pouco. e de certa forma muito cedo teve que ter uma responsabilidade orgulho demais parabéns, porque também a gente tem que pensar não só pelo empreendedorismo, mas pela educação que você deu pra ele, que ele viu que ele tinha que ficar do seu lado sim, verdade Foi muito difícil, né? Foi um diagnóstico que assustou a gente, assim. A gente não estava acostumado com esse tipo de situação, então foi um choque muito grande, muito grande mesmo. E ali eu estava perdido, não sabia para onde correr. Eu lembro que eu estava atendendo uma cliente ainda, eu tinha outra cliente em seguida, Eu não queria nem atender outra cliente, mas eu tive que ter força para atender outra cliente. Porque foi muito difícil. E a partir do momento que o médico deu o diagnóstico para a minha mãe, dizendo que ela não voltaria mais para casa, isso foi muito chocante. E minha mãe ia ter que morar em um hospital. Aquela coisa toda, porque a gente não tem informação, né? No começo fica meio perdido. E eu falei, o que eu vou fazer agora? Porque ainda não estava tão seguro em trabalhar com a micro, né? Sempre tinha minha mãe do lado ali, me ajudando. Então eu tinha mais confiança quando tinha ela Então eu tive que encontrar uma força Que não era minha Não sei o que aconteceu Graças a Deus deu tudo certo Eu fui atendendo todas as clientes dela Aí eu fui procurar depois especialização Tudo e estamos aí Ela contou que inclusive no começo Você fazia uma sobrancelha, mandava fotinha pra ela Quando chegava uma cliente com uma tonalidade diferente Mãe, quem cortou o olho? Sim, sim, era tudo no WhatsApp A cliente aqui, ai mãe Tirando foto, tudo desse jeito mesmo E você teve que lidar com vários sentimentos, porque de repente você perdeu a sua mãe, porque ela tinha que se dedicar 24 horas de madrinha, acabou tendo que ter a responsabilidade de levar esse negócio, como que foi tudo isso na sua cabeça? Eu acho que eu amadureci uns cinco anos em um ano, muito rápido, porque eu ainda era muito molecão, né, assim, né, gostava só de sair, não tinha aquela responsabilidade ainda, né, porque tinha minha mãe, então, né, a gente tá ali do lado da mãe, a mãe faz tudo, aquela coisa. Então, eu tive que amadurecer muito rápido, ter responsabilidade, porque não é um trabalho fácil, né, tem que ter muita responsabilidade pra atuar na área. E o que você diria para as pessoas que estão nos assistindo Que pensam em empreender, mas às vezes tem medo de tanta coisa que pode acontecer E olha que o seu caso foi coisa muito séria Aí eu já falo, empreenda, sem medo, vai Começa com o que você tem hoje E comece, porque dá certo Porque se eu conseguir sobreviver Dois anos praticamente de uma doença Porque a gente, além de ser empreendedora A gente é mãe em primeiro lugar sempre E que mãe que consegue fazer Se manter Estudar E ficar com o filho no hospital ao mesmo tempo É muita coisa, eu consegui Por ela e por eles também É a força que veio Se inscreva no canal. Legenda Adriana Zanotto