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[música] [música] Bater em uma criança ainda é visto por muitas famílias como uma forma de educarem por limites. Mas onde termina a disciplina e começa a violência? No ponto de vista de hoje, vamos discutir porque a palmada ainda é tão naturalizada e quais são os impactos dessa prática no desenvolvimento infantil. E é possível corrigir sem recorrer à agressão? Para essa conversa, recebemos a psicopedagoga Clarice Sescido. Seja muito bem-vinda ao ponto de vista, Clarissa, muito obrigada pelo convite. Tô muito feliz de estar aqui com você. Para começar, eh, como eu falei no início, né, porque a palmada ela é ainda vista por muitos pais responsáveis como uma forma legítima de educar, mesmo com essa discussão tão em alta falando da violência contra as crianças. Eu acredito que muitos pais vem de isso aí, vem de geração. Nós, nossos pais, nossos avós, foram criados dessa maneira e tá tudo bem, porque naquela época realmente não tinha tanto conhecimento de como educar. Então isso é uma coisa que vem de geração em geração, mas nós devemos aprender e devemos saber que tudo mudou. Educação mudou, mundo mudou. Hoje nós temos recursos, nós conseguimos eh ter mais conhecimentos que o diálogo é mais eficaz que uma palmada, né? Uhum. Exatamente. Você citou essa coisa das gerações, né? Muitas gerações anteriores foram educadas dessa forma, eh, com a palmada, esses castigos mais severos. Eh, mudou, você consegue perceber que mudou de lá para cá? Teve uma mudança eh desse dessa forma de educação dentro de casa com as famílias? Olha, infelizmente algumas famílias ainda recorrem à palmada para educar, mas o que eu fiquei me perguntando quando eu fui convidada é: será que a palmada resolve? Uhum. Porque a palmada, vamos imaginar sendo o seguinte, a criança tá lá numa birra, aí o pai foi lá, a mãe foi lá, deu uma palmadinha e a criança parou. A palmada ela ela conteve aquele comportamento agora, naquele momento, mas a criança não teve ainda eh o tempo de pensar, raciocinar, mas por que que eu levei uma palmada? Que que eu fiz de errado? Então tem uma diferença, né, da gente educar com a palmada, então a criança te obedecer, ter o respeito por você com a palmada e o respeito sem ser apalmada. Realmente a base do diálogo, né? Uhum. E muitos pais também eh acham que a palmada é algo menos grave comparado a outros tipos de agressão. É porque essa essa distinção, né, pode dificultar também o reconhecimento de uma violência, porque só um tapa ou até mesmo um beliscão é uma violência. Sim, é uma violência, com certeza. Tapa, beliscão, chinelada, é uma violência. E posso falar a verdade, muitos pais ainda pegam esse eh essa palmada, esse beliscão, porque, ó, parou e acham que você tá impondo o limite e não. E eu não estou aqui também para julgar os pais, porque que nem eu falei para você, isso vem de geração em geração. Então, é difícil você desconstruir o que você já aprendeu, mas tem muitos pais, até mesmo no meu consultório, que fala: "Clarissa, como que eu posso educar então sem ter a palmada?" Uhum. Memas afetivas e principalmente a escuta ativa, né? Sim. E dessa forma eh quando aqueles pais t a criança tá fazendo uma birra, eh, tá mal criada, os pais normalmente têm um acesso de raiva. Por que que isso desperta também esse gatilho? Porque olha só, hoje em dia a rotina adulta é muito cansativa. Então os pais trabalham, principalmente as mulheres, chegam em casa sem fazer janta, cuidado da casa, filho. E é natural que os pais depois de uma rotina tão exaustiva queiram chegar em casa e descansar. Então o que que eu falo pros pais? Mas a hora que você tá vendo que esse pico está chegando, que você está ali, nossa, eu tô mais nervoso, deixa a criança no lugar seguro com uma pessoa, um adulto do lado, tenha certeza que ele não vai colocar nada em risco. Vá, toma um banho, toma um chá, se acalma e depois conversa. Porque o gatilho vem quando realmente nós estamos já num pico de strress muito grande. Então qualquer coisinha que a criança for fazer e nós devemos aprender o seguinte: nem sempre a birra é sinal que a criança está te desobedecendo, está te enfrentando. Não. Nós temos que lembrar que eles são apenas crianças. Eles estão em constante evolução, transformação. Eles não têm controle ainda sobre os sentimentos. Então, o que a gente pode ver que é uma birra, às vezes uma criança apenas falando: "Pai, mãe, oi, eu estou aqui, eu também quero um pouco de atenção". Uhum. E como que faz para nesses momentos que você comentou, né, que tá muito cansada, tem esses acessos de raiva, como que os pais podem fazer para conseguir se controlar, reagir de uma outra forma? Os pais podem, que nem eu falei, eles podem chegar, tomar um banho, um chazinho, um momento sozinho, uma leitura, reveiro, né? Olha, fica lá meia hora você, depois eu vou fico meia hora. Só que o importante é cria esse momento em família, porque a criança também precisa ser assistida, precisa ser compreendida. E para essas crianças, quais os efeitos também dessas punições? Eh, quando estão adultas já, eh, que foi ali, sofreu essa palmada na infância, isso pode trazer reflexos? Sim, reflexos muito importantes, principalmente até na área educacional, que é onde eu atuo, né? Então você imagina uma criança que está dentro de um ambiente que tudo que ela erra, ela leva uma palmada, ela tem uma punição, ela tem um beliscão, ela vai remeter o quê? Poxa, errar é uma coisa ruim, eu não posso errar porque se eu errar eu vou levar uma palmada, vou levar uma chinelada. Então ela acaba crescendo, não todos, mas as crianças acabam eh crescendo com medo, medo de se expor em público, medo de errar. Imagina aquela criança que está agora num fundamental um, que começou com provas, trabalhos, ela vai olhar pra prova, o medo vai ser maior do que a confiança. Então você colocar sempre o erro com uma coisa mal e não é, porque errar faz parte da vida. Então, se a gente criar nossos filhos realmente com conversa, com diálogo, com olho no olho e falar: "Filho, conversa comigo, eu estou aqui para te ouvir e você transformar esse medo, esse errar. Você errou. Que que nós podemos fazer para você acertar? Porque o erro gera uma reflexão. Uhum. Isso pode também afetar até mesmo a autoestima dessa pessoa quando adulta. Com certeza, porque ela vai poder se autoavaliar. Imagina uma criança que eu falo para você assim: "Olha, então você é feia". E ela tem medo de rebater com você, isso vai interferir 100% na sua autoestima. E a gente tá falando aqui especificamente de palmada, mas também existe outras formas de violência, né? Até mesmo a verbal. Muitos pais eh, nesse sentido, querendo educar ou até mesmo nesse momento de acesso de raiva, acabam, eh, desferindo palavras muito grosseiras prosí. Isso também pode ter ser prejudicial, muito prejudicial, até porque o a dor física ela é passageira, ela cria raiz, com certeza a criança vai lembrar da palmada, da chinelada, só que as palavras elas ferem mais e ficam muito mais no subconsciente, né? Então tem o a palavras verbais, como você fala, ofende seus filhos, com palavras que não vão eh trazer benefícios para ele, né? Mas eu falo paraos pais o seguinte, mais do que você ter a palmada, nós temos uma ferramenta muito importante em nossas mãos, que é o quê? A nossa voz. Então você imagina assim, em vez de você dar sua palmada ou falar palavras eh grosseiras pro seu filho, você impor a sua voz. Porque tem o que a gente precisa deixar bem claro aqui. Quando eu falo para vocês conversem com os seus filhos, eu não estou falando para vocês serem permissivos para tudo. Então, ah, então vamos deixar o nosso filho fazer tudo. Não. Criança precisa de regras, de limites, sim, mas existem maneiras de você trazer isso para dentro da sua casa. Então, você foi, conversou com o seu filho, seu filho ainda não tá te ouvindo, impõe um pouquinho mais a voz. Olha, eu estou aqui, estou conversando com você e não está resolvendo. Você quer continuar a conversa? Então, quando eu falo para você impor a sua voz, não é gritar, porque a gente tá falando isso agora, não é gritar e falar: "Olha, eu estou mandando e pronto, acabou". Não, não é isso. É você pôr um pouquinho mais de firmeza na sua voz e olhar olho no olho e falar assim: "Olha, você consegue conversar comigo agora ou você quer respirar um pouquinho?" Tem uma grande diferença. É também respeitar ali aquele momento da criança, porque ela também tá tá passando por essa fase, né? Sim, porque é uma fase da criança também. É uma fase da criança. Que nem eu falei para vocês no começo, nem toda birra é sinônimo de enfrentamento, de malcriação, não. Nós temos que respeitar a fase de cada criança. Então, uma um comportamento de uma criança de 3 anos vai ser diferente uma criança de 8 anos, mas tanto de três quanto de oito precisa desse diálogo constante, precisa desse afeto e dessa compreensão, né? Não é sempre ser permissivo, mas ela precisa ser ouvida. Então, quando uma criança tá na birra, não adianta o adulto chegar lá e falar: "Para com essa birra, não." Se você, porque a birra vai gerar também o incômodo no adulto, né? Então, espera a criança acalmar, depois retomo. Que levou essa birra, porque você está assim, podemos conversar? É um tempo pros dois se acalmarem. É um tempo pros dois se acalmar. Não é fácil. Não tô falando que é uma coisa fácil. Não, é porque educar não vem com manual de instrução, né? Perfeito. A gente tá falando um pouco das consequências, né? Eh, a gente falou um pouco sobre na educação, o medo, a insegurança. Isso também pode trazer reflexos quando essa pessoa já adulta for ali construir relacionamentos. Sim, exatamente. Porque acaba sendo aquele ciclo que a gente comentou lá no passado. Então, da maneira como você foi educada, é a maneira como você vai querer educar seus filhos. Então, se você foi educada com palmada, com chinelada, você vai querer trazer isso e quebrar esse vínculo é uma coisa muito difícil. Sim. E também, como você mencionou no início, né, bater pode interromper aquele comportamento ali naquele momento, mas não é a solução. Não, não é a solução. Até porque, imagina assim, a criança aprontou, aí você deu a chinelada, ela parou de chorar, aí você fala: "Pronto, corrigi, tá tudo bem". Porque os adultos têm essa frase, né? Ah, eu apanhei lá e eu sou uma boa pessoa, eu sou uma pessoa que se respeitar. Mas a palmada acalmou, entre aspas, aquela criança e aí passou. Uhum. Então é mais fácil você esperar a criança acalmar e realmente retomar com ela o que por que ela fez aquele movimento, porque que ela aprontou, se está certo, se não está, porque vale mais você realmente ensinar o seu filho a pensar do que realmente você só dar a palmada e ali parou naquele instante. Ele vai voltar e vai fazer porque ele não vai nem saber porque que apanhou. Sim. E nesse sentido, para conseguir eh ensinar essa lição pro filho, também cabe castigo em alguns momentos, assim, por exemplo, alguns pais falam em eh retirar o celular ou não deixar a criança eh ter acesso a telas. Isso funciona? Funciona aí sim. Por quê? Porque nós vamos fazer com que a criança venha refletir. Então, ah, a palmada não resolve, Larissa? Não, a palmada não resolve. A palmada é uma dor física e a dor física vai passar. Isso não é ensinar o seu filho. O que nós precisamos entender é, então vamos conversar, vamos, mas eles precisam ter consequências, tá? Então quando a criança faz uma birra ou faz alguma malcriação, sim, ela precisa ter consequências. Senta com seu filho, retoma com ele e fala: "Olha, então você não teve uma atitude agradável, uma atitude positiva por conta disso e disso e disso." Então a sua consequência, filho, é então ficar três dias sem seu celular. Então você vai ficar eh não vai para uma festa que você queria tanto ir. Vamos pensar juntos o por que você está tendo, então esse castigo. Eu nem uso muito a palavra castigo, punição. Eu uso muito a palavra consequência, porque eu sempre ensino os meus pacientes e também os pais que eu atendo. Toda atitude gera uma consequência. E a criança precisa entender isso, igual eu falei eh uns minutinhos antes, criança precisa de regras, de combinados, de limites e ela precisa entender que sim, tem alguém dentro de casa que ainda dá a ordem, né? Uhum. E como a palmada, né, não ensina isso, muitas vezes a criança acaba repetindo esse comportamento e essa violência acaba escalonando em muitos casos. Os pais precisam perceber esse limite quando parar também. na verdade nem começar, né? Mas às vezes essa violência acaba escalonando em muitos casos e os pais precisam ter uma atenção com isso também. Precisam ter. É muito importante que os pais façam uma autoavaliação. Então, quando chegar naquele limite do tipo, ai bati e agora? Que que eu posso fazer? Então os pais têm que ter essa percepção, essa sirene ligada realmente para que isso não vire uma rotina, né? Então tudo que a criança for fazer levar uma palmada. Uhum. Exatamente. E ainda existe essa ideia, como a gente comentou, né, de que eh a educação dos filhos, ela é muito exclusiva da família, que ninguém deve interferir, eh como equilibrar também o respeito e a privacidade da família, mas também um dever proteger as crianças quando é uma pessoa de fora percebe essa violência. Sim, é muito importante que tanto escolas como em qualquer lugar que você esteja e você vê uma violência contra criança, você precisa sim eh estar à frente, [limpando a garganta] tomar um partido, né? Só que nós precisamos realmente respeitar, porque algumas famílias ainda usam a palmada, porque tem uma diferença você dar a palmada e um espancamento, lógico, né? Tem uma diferença daquela palmada e espancamento, mas ambos são agressão física, ambos vão gerar dor física na criança, mas nós precisamos ter aquela educação do tipo, até onde eu posso ir, né? As escolas podem perceber comportamentos das crianças, mudanças de comportamento quando a criança não aceita um pouco mais de abraço, quando vem com algum e com hematomas constantes. Aí a escola é dever da escola realmente chamar os pais. Em alguns casos até Conselho Tutelar. Agora você está no ambiente público e você vê uma criança realmente sendo espancada, você só vai olhar? Não, a gente precisa realmente interferir. Uhum. E Clarissa, você como psicopedagoga, você mencionou agora a escola nesse sentido, como que a escola pode interferir da melhor forma com esses pais? Eh, chama para uma conversa ali mais privada, caso isso não eh seja interrompido, aí escalou na denúncia? Sim. Primeiro passo que a gente tem que fazer quando a criança, a gente percebe que a criança [limpando a garganta] sofre algum tipo de agressão física é o acolhimento. Uhum. Então, a criança precisa ser acolhida, a criança precisa ser ouvida, a criança precisa essa troca de carinho e reconstruir a confiança. Porque quando a criança realmente todo momento ela sofre alguma palmada ou ela sofre uma chinelada ou até agressões mais severas, ela tende a não confiar no próximo, né? Então isso é um ponto muito importante quando onde a criança ela vai olhar para qualquer ser humano e tipo, será que ele vai me vai bater? Será que eu vou sofrer de novo? Então primeiro passo, acolha essa criança. Segundo passo, quando a escola percebe que isso está passando os inícios, seja mesmo para um tapinho, eu falo: "Não, meus pais sempre me batem". Conversa, a escola tende a chamar os pais uma reunião isolada, né? somente professora de coordenadora, diretora e vai isso pontuar sem rótulo, né? A escola não está ali para rotular, para julgar a família e sim para oferecer estratégias positivas na educação, né? Uhum. E quais podem ser essas estratégias para conseguir educar da melhor forma? A gente já comentou aqui um pouco sobre o castigo, né, que você falou, como que é a consequência, eh, como que a família pode ter mudar esse comportamento. É, não é uma coisa fácil que a gente reconstrui tudo de novo, né? Mas eu fico muito feliz quando os pais pontuam, Clarissa, eu quero mudar, como que eu posso dar alguma dica? Então, vamos lá. Primeiro que você pode fazer em casa que dá super resultado no consultório, cria um quadro de rotinas. Lembrando o que nós precisamos saber a idade de cada criança, respeitar o momento da criança, do adolescente, que também não é fácil, né? Nós sabemos que a fase do adolescente também é um pouco mais complicada, mas faça um quadro de rotinas. Então, por exemplo, guardar brinquedo, recolher roupa do varal, jogar o lixo, lavar uma louça pra mãe, passar uma vassoura na casa, isso de acordo com a idade. Fez isso todos os dias, acaba sempre pontuando. Poxa, obrigada, você me ajudou. Pô, foi difícil, não foi? Ali você já tá tendo aquele diálogo que eu tô falando, que é sempre bom manter com a criança, né, essa escutativa. E depois disso aí fiz, Carissa não resolveu. Como é que eu faço? A criança tá lá, você pode dar um dinheiro pra criança, por exemplo, uma outra ideia para vocês. A criança tá lá pequenininha, tá aprendendo números ou adolescente tá aprendendo camisada, dá o dinheiro e já pontua antes, antecipa antes o que vai acontecer. Então nós vamos pro shopping, nós nós vamos comprar isso e isso, OK? Fala uma, duas, três vezes. Você lembra que a gente combinou isso? Você já também já está educando o seu filho. Se mesmo assim não resolver, que que você pode fazer? Deixa a criança se acalmar mais uma vez e depois você retoma com eles, né, a constância de diálogo. E uma coisa que falta muito nas famílias é o momento de prazer, momento de memórias afetivas. Então, tire do seu tempo 10, 15 minutos, 30 minutos, 1 hora, se possível. Eu sei que a rotina é muito exaustante, tem muita coisa para fazer. Então, tira ali seus 15, 20, 30, uma horinha e tem esse momento em família e pergunta: "Como que foi seu dia? Que que teve de dificuldade?" Porque a dificuldade realmente é estabelecer limites. Então, pergunta pra sua filha: "O que que teve de dificuldade? Eu posso te ajudar a resolver esse problema?" E ali você tá construindo diálogo, conversas, memórias afetivas e se posicionando enquanto pai, olha, eu estou aqui para te ajudar. E automaticamente você está criando um limite sem precisar ser uma coisa mais severa, né, com seus filhos. Uhum. E muitas vezes também esse mau comportamento, né, dos filhos pode estar trazendo uma mensagem que as crianças estão sentindo falta desses momentos. Sim, muito. O que eu mais escuto no consultório é: "Tia, estou aqui, eu quero brincar com você, né? Tive pais que já atendi que falava: "Eu não sei brincar, como é que eu faço para brincar com meu filho?" Aí você ensina também eu brincar. Mas tô falando aqui que pais tem esse momento, quando eu falo pais são mães e pais, mas tem esse momento com os filhos de vocês, que nem eu falei aqui no começo, às vezes a birra não é uma birra porque a criança não tem limite, não tem educação, é um pedido de socorro. Olha, estou aqui. Talvez o adolescente esteja fazendo alguma coisa no colégio para chamar atenção, para falar assim: "Olha, viu, eu ainda existo, você pode conversar comigo?" Uhum. E a gente falou um pouco sobre a sobrecarga, né, que muitos pais têm. Isso principalmente recai sobre as mulheres que t perante a sociedade, né? Mais esse papel de cuidado. Como que ela pode fazer também para conseguir melhorar isso? Ter uma rede de apoio pode ajudar, pode ajudar ter uma rede de apoio, né? deixar algum dia da semana a criança com avó, com uma madrinha, falar: "Ó, você pode ficar duas horinhas um momento de academia, um momento um café com as amigas e até mesmo em relação ao casal. Olha, hoje eu vou sair com com as minhas amigas. Você pode olhar nos seus filhos? Você sai 1 hora, 1 hora e meia que tá ali fora, conversa, dá uma relaxada e volta. E a mesma coisa pro homem, vai jogar uma bola, um futebol, vai pra academia e a esposa fica também. Precisa um momento do casal? Precisa. Aí vocês podem ter eh deixar os filhos com os avós, com as madrinhas, né? Eu sei que todo mundo tem uma rede de apoio aí. Infelizmente aqueles que não têm, né? Mas dá também para fazer vários passeios também em família sem eh sobrecarregar ninguém. Uhum. Perfeito. E quando a criança, eh, a gente falou que essa birra, né, pode ter uma um pedido de socorro por trás, então é importante as os pais também perceberem essa repetição quando a criança insiste em estar ali com aquela mesma birra, aquela mesma malcriação. É, a gente tem que pontuar o seguinte, existem fases da criança, né? Então, a criança ainda está se conhecendo, ainda está aprendendo a dominar o seu, a sua, as suas emoções, né? Então, precisamos ficar atentas a cada movimento da criança. Então, duas, três vezes, ah, é uma coisa preocupante, não é uma coisa que ele está aprendendo ainda a controlar. Mas sim, fiquem atentos se caso isso eh persista durante bastante tempo, durante alguns anos, ou passou daquela fase, olha, esse momento aqui não era para essa faixa etária, né, que a gente chama de marco do desenvolvimento, não está dentro, aí sim é bom procurar uma ajuda. Uhum. E essa questão que a gente falou sobre a consequência, né? Os pais podem eh trazer esse conceito, essa forma de educar os filhos desde cedo? Sim, com certeza. Os pais podem trazer isso desde muito cedo paraa criança. Então, olha, não fez, não, não cumpriu com combinado, vai ter uma consequência. E explicar realmente a palavra, o que que significa a palavra consequência e quais serão as consequências, né? Então, desde pequenininho, a gente pode determinar aí algumas tarefas paraa criança estar ajudando em casa ou também, ah, bateu no amiguinho, mordeu o amiguinho, que é uma coisa que acontece bastante. Então, qual vai ser a sua consequência? Sim, desde pequeninho isso pode acontecer. Perfeito. E a gente comentou sobre adolescência, né, que é uma fase um pouco mais difícil, mais desafiadora também. Os adolescentes têm essa coisa de desafiar um pouco os pais. Como que eles podem também eh trabalhar essa educação nessa fase da adolescência que é mais difícil? é o adolescente raramente eles vão querer ali ficar conversando com os pais, né, contar o que está acontecendo. Pros adolescentes eu sempre recomendo observação. Então, observa se ele não tá querendo sair de casa, observa se ele mudou muito comportamento e caso alguns comportamentos persistam, aí sempre é bom procurar uma ajuda psicológica, né? Mas sempre fiquem atentos ao comportamento dos seus adolescentes. É uma fase difícil, uma fase que eles não vão querer contar tudo que está acontecendo, mas não é impossível da gente também impor os nossos limites de uma maneira saudável. Uhum. E quando os pais também podem perceber esse momento de procurar uma ajuda psicológica, não só pros filhos, mas também para eles próprios nesse momento de dificuldade na hora de eh educar os filhos? É uma pergunta bem interessante. Quando a gente, principalmente quando a gente quer mudar, é o primeiro passo que eu falo pros pais: "Parabéns por querer mudar", né? Porque é difícil a gente abandonar velhos costumes, né? Mas quando os pais querem mudar e não conseguem e falam: "Clarissa, realmente, olha, a hora que eu vi já bati, a hora que eu vi já dei a palmada, a hora que eu vi já dei o beliscão, né?" né? Mas fiquem atentos se isso tá persist persistindo dentro de vocês, que vocês realmente não conseguem. Eu tentei de todas as maneiras, mas infelizmente não consegui. Aí sim vale a pena procurar uma ajuda. Bacana. E a gente falou bastante sobre trauma. Eh, muitas pessoas, como a gente comentou no início, né, tiveram essa educação de levar palmada e falam que cresceram bem, que Mas essas pessoas podem ter traumas que nem percebem. Sim, podem ter traumas que nem percebem, né? A gente não vai lembrar de tudo, né? a gente vai lembrar de uma palmadinha ou outra. Então tem alguns traumas que ficam ali meio que escondidinhos. Uhum. E é importante também essa pessoa quando percebe ali que eh tá com um pouco de dificuldade, por exemplo, a gente comentou sobre a autoestima, né? Um pouco mais de medo de se expressar, essa pessoa também pode procurar uma ajuda psicológica? Sim, pode sim, com certeza. Perfeito. E Clarissa, eh, pra gente passar mais orientações pros pais nesse sentido de eh outras opções além da palmada, que que eles podem fazer? A gente falou várias sugestões aqui, né? conversar mais com os filhos, ter mais calma, que que a gente pode eh na prática, como que esses pais podem agir, dá pra gente dar um exemplo, como os pais podem estar agindo dentro de casa, por exemplo. Ah, então você pediu pra criança guardar o brinquedo, a criança não guardou, você falou duas, três vezes, aí já começa a vir aquele bichinho do tipo, pô, estou pedindo, você, né, está obedecendo, filho, você quer uma ajuda? Você já acabou de brincar, então posso te ajudar? você ajuda. Aí depois uma outra vez fala assim: "Filho, estou aqui lavando uma louça, você pode me ajudar aqui? Você lembra que a mamãe te ajudou? Então podemos agora nos ajudar? Aí você vai fazendo com o seu filho, sempre tendo essa troca, né? Porque criança aprende muito com repetição, com o que ela está vendo. Ela é muito visual. Uhum. E também a muitas, a gente falou no início, né, muitas campanhas trazem essa mensagem dos pais eh contra a violência contra as crianças, dos pais não baterem nos filhos. Você acha que as mensagens precisam ir além eh desse combate? Precisam trazer uma alternativa pros pais, como a gente tá comentando aqui bastante? Sim, precisa. Porque assim, uma coisa a gente conversar do não bater, outra coisa a gente dar soluções, né, ideias, estratégias para fazer dentro de casa. A gente sabe que a rotina é diferente para cada família, né? Mas as estratégias podem ser adaptadas tanto paraa minha família quanto para as de vocês. Perfeito. E de em diferentes realidades, isso também pode impactar essas crianças, por exemplo, eh meninas e meninos podem ter eh diferenças na hora da formação ali, quando a gente falou dos traumas, isso pode impactar de diferentes formas? Eu não diria diferentes formas, até porque assim, a punição eh quando ela é palmada, quando é uma agressão física, ela gera os mesmos sentimentos, talvez, sabe? Então não diria que pode ter uma diferença, não, né? Pode refletir talvez eh na maneira como for educar seus filhos, porque a gente sabe que o homem na na, né, na maioria das vezes é um pouco mais forte que a mulher. Então você imagina a o homem tá lá nervoso, dá uma palmada, né? É mais forte que uma palmada de uma mulher, talvez. Uhum. Então isso pode gerar talvez na maneira como vai criar o filho dele. Uhum. E na criança também pode gerar uma revolta? Pode gerar uma revolta talvez momentânea, né? A gente acaba escutando coisas que nossos filhos que a gente não gostaria, né? Então você imagina se a criança acabou de levar uma palmada e vai ouvir: "Poxa, eu não gosto de você". Aí o pai vai falar: "Pô, mas você não gosta?" Isso acaba gerando mais nervosismo nos pais. Mas às vezes isso o que a criança quis dizer não é que eu não gosto de você, eu não gostei da sua atitude, né? Que eu tenho muitos pais que falam: "Ai, Clarissa, eu bati e depois me arrependi, eu posso pedir desculpa?" Poxa, com certeza. Quando o adulto acaba reconhecendo que não deveria ter batido na criança uma palmada, uma chinelada, um beliscão, que sequer, você vai até seu filho e peça, desculpa, lógico, se acalma primeiro, espera seu filho se acalmar e fala: "Filho, eh, eu acabei errando, bati em você, não deveria. Nenhuma atitude precisa que eu bata em você. Então, olha, eu tô aqui te pedindo desculpa por isso, isso, isso, isso." Escuta e depois retome a atitude da criança, tá? Mas não falando assim: "Olha, eu bati porque você fez isso?" Porque senão você cai por terra seu pedido de desculpa, né? Então você ensina seu filho que o que é o que é se desculpar, você ensina seu filho que adulto erra e que o perdão vale a pena. Bacana. E muitos pais te procuram com esse arrependimento, tipo, olha, eu bati no meu filho, tô arrependido, quero mudar, mas não sei como procura, né? Depois que a gente começa o tratamento psicopedagógico, acaba tendo essas conversas na orientação parental, né? É, porque como a psicopedagoga trabalha muito na dificuldade de aprendizagem, então na momento que tá falando, fazendo a lição de casa, é o que mais eu escuto. Ol, fiz a lição de casa, tava estudando pra prova, ele não tava respondendo corretamente, acabei dando uma palmada na bunda, acabei batendo [limpando a garganta] na perna, acabei jogando caderno. Então, isso acontece bastante. Então, é nesse momento que a gente acaba sempre interferindo e falando: "Olha, tem outras soluções, tem outras alternativas". Porque não é impossível educar sem ter uma palmada. É possível educar com uma conversa, um diálogo, né? Um olho no olho, uma expativa. Interessante isso que você falou da lição de casa, porque muitos pais relatam inclusive que nesse momento que tá ali ajudando o filho, o filho acaba não entendendo a forma como ele tá ensinando e nesse momento acaba tendo mesmo mais um acesso de raiva. Acaba. É que a gente conversou, né? Imagina você trabalha o dia inteiro, aí chega semana de provas que os pais aí sabem, aí tem que chegar em casa, estudar. Uhum. Só que esquece também que a criança pode ter ficado eh o dia inteiro na escola. Esquece que a criança pode ter tido um dia ruim, porque a criança também tem um dia ruim, né? A gente não pode mensurar o tamanho do problema de cada um. O que para você não é um problema? Ah, você brigou com amiguinho? Ah, só uma amiguinha. Não, pra criança é um problema que aquilo, nossa, ficou o dia inteiro na cabecinha dela, no, né, no coraçãozinho, ainda vai querer estudar. Então você imagina um adulto que já teve, né, uma rotina exaustiva de, né, durante todo o período, mas a criança também teve o probleminha com a amiguinha. Aí imagina um problema com outro problema é igual um novo problema. [limpando a garganta] Então a gente precisa ter eh estratégias para est nesse momento da rotina escolar também para não causar uma explosão e não gerar consequentemente uma palmada. Uhum. E você percebe que muitos pais têm essa dificuldade de enxergar a criança ali como um ser humano que tem problemas, tem sentimentos também. Os pais têm essa dificuldade um pouco. Eu falo assim que não é que eles têm essa dificuldade de enxergar, mas falta compreensão. Então a gente precisa compreender, olhar e validar o sentimento dos nossos filhos, né? Não invalidar. Eu falo pros pais no consultório, olha, tenta entender o lado do seu filho, né? Não estou falando aqui para sempre, vamos passar a mão, então. Então tudo a gente tem que ter a compreensão e 90% nós precisamos ter assim a compreensão. Mas eu volto a dizer, criança precisa de regras, precisa de limites claros, mas precisa assim ter essa esse olhar, né, se colocar no lugar do outro. Uhum. E como que os pais também podem fazer para eh a gente falou um pouco sobre consequências, né, para estabelecer esses limites com os filhos. sempre que eu falei para você assim, ó, sempre tendo essa conversa. Então, filho, presta atenção. Olha, vai ter uma consequência. Qual vai ser essa consequência? Dependendo, tem pais que eu falo assim: "Olha, converse com o seu filho, tenta, né, chegar no consenso da consequência que vai ter." Ou também, olha, filho, tô conversando com você, né? Aconteceu isso, isso, isso. O nosso combinado foi esse, esse, esse. Você lembra da consequência que eu falei que teria? Então é essa consequência. e tenta pegar realmente aquilo que faz com que a criança pense, reflita, porque mais do que uma consequência, eu falo que a gente precisa fazer com que com que as nossas crianças tenham esse poder de reflexão, né? Então, enxergar que errar não é errado, né? Errar não gera punição, não gera um castigo, não gera uma consequência. Então, nós precisamos fazer com que as nossas crianças tenham esse poder de reflexão, mas lógico, né? precisa às vezes ter essa consequência. Uhum. E a gente eh eu gravei um programa recentemente falando sobre telas, né? Crianças e o acesso às telas. Isso também pode refletir no mau comportamento da criança esse acesso eh sem limites as telas? Muito. Hoje em dia os pais precisam vigiar 100% que as crianças querem fazer, até porque o dedinho não vai parar, né? Então, a gente tinha antigamente de 1 minuto, depois passou para 40, depois passou para 30, agora é 15. Ninguém consegue ficar mais do que 10 segundos ali, ó, assistindo um vídeo. Imagina como é que funciona então o cérebro dessa criança, né? E tem exemplos ali no na própria internet ruins paraa criança e que vai refletir, mas a criança não tem essa maturidade do tipo, ah, isso aqui é ruim, ela vai querer fazer porque ela achou engraçado. Só que nós enquanto adultos, vamos olhar falar assim: "Nossa, mas que comportamento feio". Mas a criança não tem essa maturidade. Então, os pais precisam estar atentos em tudo que a criança vê, porque ela vai reproduzir, né? Igual eu falei aqui no no programa, a criança é ela vai aprender por repetição. Uhum. Ela é visual, então se ela vê alguma coisa que ela acha legal, porque ela não tem a maturidade ainda de de discernir o que é certo, o que é errado, ela vai apenas reproduzir. Então, imagina, a criança reproduziu sem saber que era uma coisa ruim e acabou levando a palmada. Sim. E nesse sentido de limites, é importante também os pais limitarem o que os filhos estão vendo ali no celular, limitar os os conteúdos, limitar os conteúdos e o tempo de acesso que que essas crianças têm, né? Tem criança que vai ficar 5, 6 horas. Tem crianças que estuda de manhã, chega à tarde, almoça e tá ali no celular. Olha aqui, você vai ver, é 5, 6, 7 horas da noite e a criança tá lá 5, 6, 7 horas direto consumindo. O quê? Uhum. Tem tant controle parental para com o celular. Exatamente. Como que faz para eh conseguir estabelecer esse limite e da criança conseguir ter esse tempo? É essa coisa da consequência também? Olha, você vai ficar esse tempo. Se você passar desse tempo vai ter uma consequência. Eu acho que o celular é uma ponto importante, porque assim, você pode determinar quanto tempo vai ficar, até porque o celular, quem deu o celular, primeiro a gente tem que ver a idade que essa criança está. Então, nós sabemos que tem criança de três, 4, 5 anos que já está no celular. Então, ali nessa faixa [limpando a garganta] etária até seus 12 anos, é uma coisa que a gente consegue determinar junto com a criança. Olha, você vai ficar ali 2 horas no celular, tá? Crianças menores de 5 anos, gente, ideal que nem tenha celular, mas vamos supor que está, né, esteja com o celular. Então, criança é 5, 6 anos, olha, você vai ficar ali 30 minutinhos, está muito bom. Criança é 10, 12 anos, duas horinhas, tá ótimo no celular e limitar. Agora, cuidado porque celular é uma coisa que vicia. Uhum. Então, até você, se você não começar desde novinho, já estabelecer esses limites, quando chega na fase da adolescência, é mais fácil de tirar. Então, como que você vai limitar? Olha, filho, é até bom que você já aprende aí, já ensina o seu filho a olhar as horas, né? Ps pedagoga já começa a olhar tudo ali. Então, nós conseguimos o quê? Limitar pra criança. Ó, tá vendo aqui? Então, são 10 horas, né? Zero minutinhos. Você vai ficar aqui, ó. Quando tiver 10:30, nós vamos entregar o celular pra mamãe. Tudo bem? Você entendeu? Pergunta umas duas, três vezes. A criança entendeu? Você vai antecipar. Lembro que eu falei lá no início, vamos antecipar justamente para não criar uma frustração maior na criança. Então, passou 10 minutinhos, olha, passou 10, tá? Passou mais 10, olha, falta 10 minutinhos. E ali você também já vai aprendendo e ensinando o seu filho a questão de tempo e de limites também. vai criando esse diálogo. Vai criando esse diálogo. E olha, eu tô aqui conversando com você. Você tá entendendo que falta mais 10 minutinhos, aí você vai trabalhando também com a sua criança. Perfeito. Então é importante ter essa comunicação bem clara com o filho, explicar tudo certinho, tudo certinho desde pequenininho, porque quando chega na fase da adolescência já é mais fácil, porque a criança já teve aquela base, né, que a gente fala. Então, quando a criança era menorzinha, o adolescente era menorzinho, então ele já tinha esse costume, né, essa educação, porque é importante passar esses limites sem necessariamente ter uma punição. Então, quando chega na fase da adolescência, ele não vai ter essa dificuldade de te ouvir, não vai ter essa dificuldade respeitar o que foi dito dentro de casa. Uhum. E muitos pais também comentam, né, que tem eh, por exemplo, tem dois filhos, tem mais dificuldades com um do que com o outro. Por que que isso acontece também nessa coisa da educação? Porque são duas pessoas totalmente diferentes. Porque o ser humano são diferentes, né? Personalidade diferente, mesmo sendo a mesma educação, são pessoas diferentes. São pessoas diferentes, são, né? São eh gênos diferentes. Então os pais, eu volto a dizer, o adulto vai ter que se aprender a lidar tanto com um filho como outro, né? Eu tenho uma irmã e nós somos totalmente diferentes uma da outra, né? Estilo, personalidade e tá tudo bem também. Mas hoje nós somos duas pessoas do bem que trabalham. Então, pais, [limpando a garganta] são dois filhos diferentes. Não adianta você querer colocar eh tudo igual para os dois. A educação sim, né? educação a gente não negocia, os limites não são negociáveis, até porque a gente vive num atualmente num, né, numa numa sociedade que precisa realmente ficar ali, ó, atento com o que eles fazem na internet, com que conversam, mas são crianças diferentes. Perfeito. E a gente falou sobre diversos temas. A gente já encaminhando pro final do programa, queria que você eh deixasse uma mensagem pros pais que estão nos assistindo, que muitas vezes tem esse excesso de raiva, como a gente comentou, acaba ali eh dando uma palmada no filho, mas tem a intenção de mudar. Mas que eu deixo para vocês o seguinte, existem caminhos diferentes, caminhos possíveis para educar os seus filhos sem ter uma palmada. O que foi no passado, como vocês foram educados, como amado, deixa lá no passado, faça um novo capítulo, escreva uma nova história com filhos de vocês e principalmente nós temos um melhor eh radar dentro de nós, que é o nosso coração. Então, escuta, escuta o seu filho, escuta o que ele tem para te dizer, né? Crie esses momentos afetivos, essas memórias afetivas com os filhos de vocês, porque é possível educar sem ter palmada. Vale a pena tentar. Perfeito, Clarissa, muito obrigada pela participação aqui conosco no ponto de vista. Obrigada a você. Agradeço você também que nos acompanhou aqui em mais uma edição do programa. Muito obrigada e até a próxima. [música] [música] [música] [música] [música]