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Olá, [música] muito bom dia para você que acompanha a programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando. Estúdio Câmara no ar amanhã desta sexta-feira, dia 30 de outubro. É um prazer ter a sua companhia. Você está bem por aqui? Tudo ótimo. E hoje o assunto é um desafio de todos nós. Conseguir acalmar a mente em um mundo hiperconectado. [música] Você já tentou parar apenas 5 minutinhos para respirar, mas acabou pensando na lista de tarefas, nas mensagens [música] ou em algum problema, seja pessoal ou profissional? Pois é, os exercícios de atenção [música] plena, o mindfulness, ganharam espaço contra o estress. Mas será que simplesmente parar e respirar funciona? O que que a ciência já comprovou e como incluir essa prática na rotina sem virar mais uma daquelas obrigações da nossa agenda? Os nossos convidados já estão aqui conosco. Daqui a pouquinho vamos apresentá-los. E você aí de casa, muito obrigada pela sua audiência, pela sua companhia. E agora nós vamos para a previsão do tempo para esta sexta-feira aqui na Metrópole. [música] Olha só, gente, de acordo com os meteorologistas, hoje nós temos solas nuvens, eh, mínima de 18, máxima de 28º. uma ótima sexta-feira para nós. Agora a gente volta ao nosso tema central, que são os exercícios de atenção plena. Bom, o mindfulness foi estruturado pela ciência nos anos 70 como um programa de redução de estress e hoje ele é considerado o pilar da psicoterapia baseada em evidências. Mas na prática, gente, focar no presente sem julgar os pensamentos é um grande desafio quando a cabeça não para. Então, a gente precisa entender o que é mito, o que que é verdade, como que a gente faz [música] para desconectar desse mundo hiperconectado e tecnológico. Para isso, a gente tem aqui eh pessoas profissionais especializadas para nos orientar. Então, eu quero dar as boas-vindas ao psicólogo comportamental e especialista em neurociência, Daniel Cabral. Seja muito bem-vindo. Bom dia. Obrigada pela sua participação. Bom dia. Muito obrigado. Maravilha. E olha só, no estúdio também a professora Dio yoga e meditação com mais de 20 anos de experiência corporativa, Kiara Guering. Seja muito bem-vinda. Bom dia. Obrigada. Bom dia. Obrigada pelo convite. Agora para completar aí o nosso trio de especialistas, a gente recebe pelo Zoom a psicóloga clínica, especialista em terapia cognitivo comportamental e mindfulness. A Eloía Mainard. Eloía, bem-vinda. Bom dia. Bom dia. Bom dia, Rúbia. A todo mundo que tá nos assistindo, colegas aí no estúdio. É um prazer estar aqui [música] com vocês. Maravilha. Então, vamos hoje conversar sobre o tempo de qualidade, um tempo de meditação, um tempo de atenção plena. Mas o que é isso, Rúbia? Pois é, vamos aprender juntos. Ô, Daniel, já começa falando pra gente o que que é a ciência. e a neurociência hoje já comprovam sobre o real impacto do mindfulness no nosso cérebro e também no manejo da nossa ansiedade. Muito bom dia a todos novamente. Eh, muito obrigado por essa [limpando a garganta] oportunidade de estar aqui falando de um assunto tão sério, né, e tão importante. Bom, é, primeiro a gente precisa falar o que que é o mindfulness, né? É contextualizado na para a neurociência, para o cérebro, para o comportamento, né? Bom, eh, existem já muitos estudos, né, que apontam e a eficácia sim do ma de para diminuição de estresse como uma maneira de autorregulação mesmo. É, mas basicamente, né, ele é uma prática, né, uma técnica de atenção concentrada, seja essa atenção realmente no presente, é, na atividade que você tá fazendo, enfim, eh, e aí vai variar a forma com que você vai aplicar e, enfim, mesmo os contextos nos quais eles ela pode ser utilizada. Mas paraa neurociência, paraa ciência como um todo, [música] existem sim já muitos estudos, inclusive que eh realmente comprovam a eficácia, a importância dessa técnica aplicada sim momentos eh pontuais e específicos pro [música] estresse, pro manejo da ansiedade, que é, né, aí quando a ansiedade, o estresse já estão exacerbados, né, porque o o estresse e a ansiedade não necessariamente são ruins, eh são coisas que acontecem, né, comportamentos, enfim, eh, é que a gente evoluiu para eh apresentá-los, mas realmente quando eles são exacerbados, aí a [música] gente pode introduzir alguma técnica que eh realmente facilite o manejo, né, dessa [música] autorregulação. Excelente, Daniel. Agora a gente passa pra Eloía, porque muita gente tenta praticar e desiste, né, falando que a cabeça não para. Eu sou uma delas. Praticar esse mindfulness é conseguir não pensar em nada ou esse é o maior mito sobre essa técnica, Eloía? Qual que é a sua avaliação sobre a gente tentar parar de pensar e não conseguir? Sim, Rúbia, é mito, né? Já digo aqui logo de cara, porque o o pensar é um processo natural, né? A gente vai ser invadido ali por pensamentos, [música] né? Então eu explico assim, né? que o mindfulness eh eu começo falando que ele não é, né? Então, não é parar de pensar, suprimir pensamento, ficar com a mente em branco, em vago. É, é uma uma prática, é onde a gente vai desenvolver um treino de atenção, [música] consequentemente, né, a gente consegue ali aliviar ansiedade, relaxamento, eh, e no dia a dia, né, como que a gente a gente pode pensar em aplicar, né, às vezes, eh, em situações, eh, que a gente já faz, né? Então eu digo assim, a gente vai fazer uma caminhada, normalmente a gente põe um fone, né, uma música, ou a gente tá pensando ali nos problemas que a gente vai resolver quando chegar em casa. Então a ideia é ali minutinhos, né? Às vezes, né, cinco primeiros minutos da caminhada, a gente se conectar com o momento presente, [música] né? o que que eu tô sentindo do ambiente, que que eu tô sentindo eh no no meu fisiológico, no meu corpo. E os pensamentos eles vão aparecer, né? Então a gente gentilmente volta a nossa [música] atenção para aquilo que a gente se propôs, né? Então dessa forma a gente vai treinando a nossa atenção, mas de longe a gente, né? Não não vai deixar de pensar. Muito bem, obrigada. Agora a gente vai pra nossa professora, porque a Kiara, ela viveu no mundo corporativo, né, e agora ela é nossa professora de meditação. Então eu gostaria que você falasse pra gente como que foi essa essa migração, como que foi perceber que o mindfulness não era uma fuga, né? Muita gente pensa que é uma fuga, mas é é na verdade é uma ferramenta que a gente tem para lidar com a pressão do dia a dia, para conseguir trabalhar com essa questão da ansiedade, da gente viver no mundo automático, tudo correndo, a gente às vezes nem presta atenção no que a gente almoçou, né? Então conta pra gente um pouquinho da sua história e como que foi se tornar professora de yoga e especialista também em mindfulness. Muito bem. Então, desde 2014, [música] eu percebi e essa real importância de cuidar da saúde mental, da saúde emocional para lidar com esse mundo lotado de coisas. Embora seja 12 anos atrás, né, quem trabalha em empresas, mundo corporativo, que é o mundo [música] legítimo, muitas atribuições. Então, não só cuidado do aspecto físico, mas também cuidar do aspecto mental, emocional. [música] Então, fui procurar eh o o mindfulness como uma ferramenta de autoconhecimento para poder amenizar e gerenciar e continuar lidando eh eh com todas as situações. E aí, até que há dois anos atrás, né, eu [música] escolhi fazer essa transição. Então, hoje eu trabalho eh especificamente, [música] né, eu tenho um estúdio de yoga e mindfulness, onde eu recebo as pessoas eh que estão também, assim como nós, todos lotados, né, eh de coisas e e a gente fica, eh, eu, eu brinco, né, que a atenção é o recurso mais valioso que a gente tem hoje. Talvez seja mais valioso que dinheiro, que tempo. Então, a gente precisa eh cuidar, lapidar a nossa atenção e as técnicas de de mindfulness, assim como eh a yoga, elas nos ajudam a treinar, né, essa parte do nosso cérebro aqui, o córtex pré-frontal. E onde a gente coloca a nossa atenção é onde vai crescer, né? Onde a gente coloca a nossa energia, essa parte vai crescer. Então, eh, fui, né, aos poucos treinando diligentemente, né, formalmente lá atrás, né, acho que a turma vai concordar comigo, a gente conseguia ficar 40 minutos, [música] né, formalmente hoje não, não é possível. E a ciência também acho que já comprova que 20 minutos por dia diligentemente e já faz [música] toda a diferença, mas também se você tiver 5 minutos, 3 minutos, 2 minutos, 1 minuto, né? Isso você já tá fortalecendo aqui a parte do seu cérebro. Eh, então a transição foi foi [música] nesse sentido. Trabalho também com empresas eh eh levando, né, esse tema, a cultura, né, do autocuidado para as empresas e mostrando que sim, podemos [música] fazer isso de maneira formal, mas se você não tiver tempo, acho que como a Eloía falou, você pode fazer isso caminhando, dirigindo, conversando, mas se a gente não escolher fazer, ninguém vai falar: "Rúbia, vem aqui, vamos treinar". Não, você precisa entender que isso é importante para que você continue eh lidando com esse mundo lotado de coisas. A gente precisa esvaziar. Ninguém vai esvaziar por nós, né? É isso que eu costumo dizer. Atitude, né? Dar o primeiro passo. Agora, Daniel, a gente dá o primeiro passo, a gente começa a praticar. Uhum. Aí tem pessoas que costumam relatar que depois dessa prática da atenção plena, do mindfulness ou então da meditação, começa a pensar demais ou que a mente ficou mais barulhenta, né? Isso é um sinal de que a técnica está dando certo, tá dando errado ou é o início de o processo de uma autoconsciência? Porque a partir do momento que eu estou fazendo a minha atenção plena, o meu cérebro ele começa a trabalhar melhor. É, e é assim [música] que funciona. Qual que é a visão da neurociência pra gente sobre essa situação? É muito interessante essa pergunta e realmente eh abre leque para muitas possibilidades, porque quando você está mais autoconsciente, [música] né, quando você presta mais atenção, inclusive nos seus pensamentos como eventos, né, [música] estou pensando agora no que eu estou pensando agora, porque eu estou pensando agora e onde eu estou e estou pensando, né? Eh, são todas perguntas muito válidas e realmente a gente percebe e os nossos pensamentos, a gente pode eh realmente percebê-los, né? eh, mais intensos, [música] mas eles sempre estiveram ali. A gente sempre continuou pensando, né? Sempre estivemos pensando. A gente pode perceber eh que eles aumentaram, enfim. Eh, mas na verdade essa é só uma percepção. Eh, a realidade factual é que eles sempre estiveram ali e a gente sempre pensa. A gente tá inconstante eh, enfim, eh, pensando, né? A gente está constantemente pensando sobre [música] coisas. Uhum. Eh, já a neurociência ela aponta assim muitos impactos, né, inclusive no córtex [música] préf pré-frontal, como nossa eh colega disse, mas também, por exemplo, no hipocampo ou até eh regiões mais profundas, né, eh que realmente ali controlam o estresse, enfim, até a manifestação mesmo de hormônios e e neurotransmissores responsáveis pelo [música] estresse e pela ansiedade. Então é realmente uma prática que influencia demais, né, a nossa fisiologia, biologia, enfim, até a nossa anatomia, realmente, porque [música] existem sim alguns eh estudos que apontam determinadas mudanças eh físicas mesmo no nosso cérebro, enfim, eh relacionadas à neuroplasticidade, que tem a ver com as conexões, né, que o nosso cérebro faz, enfim, a as sinapses, né, e tudo mais. Então, realmente é uma prática muito eh boa para isso e é realmente muito eh impactante na [música] vida das pessoas, inclusive eh nesse manejo do estresse, enfim, paraa gente estabelecer, né, um repertório comportamental, a [música] gente precisa começar aos poucos. É verdade. Então, a gente não vai começar eh como elas também falaram, né? a gente não vai começar fazendo 40 minutos de mindfulness. Eh, enfim, é uma coisa muito difícil realmente de se começar, mas começando, seja um minuto, dois, como eh as nossas colegas falaram, a gente consegue, enfim, progredir nisso. E aí, nessa progressão a gente percebe que [música] os pensamentos aumentaram, por exemplo, mas, na verdade, eles sempre estiveram ali. A gente tá conseguindo estendo, eh, nós estamos mais autoconscientes, uau, sobre os nossos [música] pensamentos. E só complementando, né, de de forma prática, assim, na rotina que eu percebo comigo, com as pessoas ao redor, essa questão de estamos sendo treinados por modo fazer sempre para fora, né? Então, principalmente celular, as telas, né, que a gente acho que falou no começo. Eh, e quando a gente para por alguns instantes para eh olhar, nossa, eu tô pensando mais futuro, mais passado, isso a gente não foi ensinado a fazer desde criança, [música] estamos sendo ensinados agora, né, pela necessidade. Então, quando a gente para, fala: "Uau, né? Eu eu agora deixo esses estímulos externos de fora e vou usar os meus estímulos internos para poder observar tudo que tá acontecendo." Então, acho que esse é o treino, né? Deixar um pouco de lado esse modo piloto automático, modo fazer e olhar para esse modo que sempre esteve dentro de nós, né? Como o Daniel trouxe pra gente. Muito bem. Agora, Kiara, as pessoas às vezes pensam que meditar, esse mindfulness, esse eh atenção plena, é aquela forma, né? Sentadinho, perninha cruzada, bracinho assim, 20 minutos, pá, sentado. É assim, olha, pode ser, né? Eu acho que é é uma a gente tem bastante eh referência, né, do mundo oriental, [música] né? mais de tem gente que fala 2000 anos, 5.000 anos, mas trazendo pro para o mundo laico, eh, a gente pode fazer isso no trabalho. Então, eu levo pras empresas, gente, um minutinho que você coloca os pés no chão. Uhum. Né? faz três respirações profundas e não precisa fazer, ah, exageradamente, pode ser três respirações, só você tá sentindo. E quando você exalar, relaxa mandíbula, ombros e região pélvica, que é onde naturalmente, involuntariamente, a gente vai colecionando [música] tensões, né? Hum. Então, a gente na expiração reacomoda e se a gente fizer isso, a cada vez que eu vou olhar no celular, a cada vez que eu vou no banheiro, a cada vez que eu paro no semáforo, ao invés de eu pegar o celular, porque estamos todos condicionados. Parou no semáforo, não vejo a hora que pare no semáforo para eu pegar o celular. Que tal deixar de pegar o celular e quando parar no semáforo fazer uma respiração e relaxar? Se a gente fizer isso 20 vezes no dia, o nosso nível de energia ele não vai estar no -10, [música] ele vai est uns 20% e a gente vai chegar eh menos exausto, né, no final do dia. Então, eh respirações [música] informais, três respirações profundas. Acho que os colegas concordam comigo, né, que isso pode ser um antídoto maravilhoso eh para pra gente recuperar, porque a gente fica alternando, né, entre momentos de esforço, de tensão e a gente precisa recuperar porque senão, ao final do dia, né, não teremos mais eh essa essa possibilidade. [música] Aí que vem o o cansaço crônico, a tensão crônica. Então, ter o stress, né? Estamos todos submetidos, [música] principalmente estress, eh eh as ameaças físic eh ps psíquicas e psicológicas, né? Eh, então a gente precisa o tempo todo, né, descansar, então alternar entre esforço e relaxamento, esforço e relaxamento e as três respirações profundas, garanto que é super eficiente. Excelente. Pode completar. é muito interessante eh ela trazer isso justamente [música] porque eh como é que ara falou, né? Eh às vezes a gente precisa dessa prática justamente para introduzir uma nova atividade, né? É uma forma de preparação também para, enfim, executar alguma atividade que exija mais atenção ou que a gente queira se estar mais autoconsciente e realmente eh presente ali no momento para executá-la, né? Porque a o mindfulness não é eh, enfim, [música] você sentar ali realmente ficar uma hora, duas horas, é meditando. Você vai, você pode fazer ele enquanto faz outras atividades, né? Mas é importante a gente lembrar que eh a atenção ela também é variável. Então, eh é importante [música] a gente pensar na atenção eh como uma coisa que sim, nós podemos nos nos distrair, mas é importante que a gente não se puna. eh quando [música] percebemos isso e enfim, eh podemos retornar ali a um estado mais eh realmente consciente dos [música] nossos atos, né? Muito bem. Agora, Eloía, eh no seu trabalho clínico, você atende pacientes com neurodivergência, né? pacientes aí com estress exacerbado. Eu gostaria que você trouxesse pra gente eh a importância eh do mindfulness, dessa dessa atenção plena, desse exercício que nós estamos conversando aqui hoje, principalmente para pessoas que trabalham em ambientes que elevam o estresse, porque tem trabalhos que realmente você não é porque o ambiente eh é insalubre, não, é porque o movimento que você faz, a sua profissão, ela vai exigir de você um stress. E também nós temos a questão das pessoas que têm neurodivergência, principalmente as crianças. Eu gostaria que você explicasse pra gente se isso é possível também de ensinar e de eh paraas nossas crianças para que elas também possam ter essa esse movimento de atenção plena, porque a gente percebe que hoje as crianças elas estão também em um modo automático. Sim, com certeza, Rúbia. É, é muito importante, né, a gente pensar nas crianças, porque a gente tá sendo um espelho para elas, né? A gente tá ali ensinando, eh, essa vivência nesse mundo eh muito automático, né, muitas telas, né? E aí você comentou aí da das neurodivergências também. [música] É possível sim a gente ensinar as crianças a estarem mais em contato consigo mesmas, né? Então, e quando a gente pensa no mindfulness, né, a regulação emocional é uma das funções, né? Então, a gente tá falando aí de controle de atenção, por exemplo, né, da gente eh se manter atento a um momento presente, mas a regulação emocional, a autoconsciência, né, do que do que que a gente tá pensando, do que que a gente tá sentindo. E aí sim a gente eh fazer melhores escolhas, né, de como a gente vai se comportar, de como a gente vai reagir a determinada situação. [música] Eh, o o mindfulness vai unir tudo isso, né? E pras crianças a gente pode sim ensinar, né? Então acho que uma das primeiras coisas que me vem aqui à cabeça falando de criança, eh o quanto que a gente tá expondo essas crianças, por exemplo, até elas. Eh, o brincar também, né? Sentar ali, brincar com a criança, eh tentar a gente tentar eh produzir isso, né? De puxa, vamos puxar uma brincadeira, eh estar [música] atento aqui na brincadeira, né? Que tenha começo, meio e fim. né? E não, por exemplo, colocar um um desenho, né, um um joguinho no celular que, né, a criança fica mudando o tempo todo, ela não consegue ali ficar atenta. E a gente vem eh vendo isso, né, na clínica. Eu não trabalho com crianças, mas trabalho com pais, né? Então, a orientação para esses [música] pais no sentido, né, de ajudar as crianças eh a entenderem um pouquinho ali as próprias emoções, regular, né, o que elas estão [música] sentindo. É, então os pais, os profissionais são muito importantes, né, como adultos funcionais para ajudarem essas crianças a se desenvolverem, eh, e quem sabe aí, né, Rúbio, no futuro, não entrar nesse, nesse modo tão automático, tão estressante [música] que a gente vem eh vivendo a nossa vida ultimamente. Com certeza. Eh, eu entendo também que para além de tudo isso, que é extremamente importante, né, eh, o que a nossa colega falou, eh existem também tipos de atenção. Então, é importante a gente lembrar que existem sim a tensão concentrada, mas existe também a tensão alternada, dividida, né? E aí, eh, variam o as formas com que a gente percebe elas, enfim, e também mede, né? Eh, então, por exemplo, eu já trabalhei com avaliação psicológica, inclusive de crianças em escolas, por exemplo, e a gente percebe sim [música] uma diferença muito grande entre crianças que estão muito expostas a telas, por exemplo, conteúdos rápidos, né? Porque quando você escrola a tela, né, você rola ali o feed eh, de um vídeo rápido já vai pro outro, já vai pro outro. Eh, você não para e realmente assiste um vídeo até o final, né? Quando foi a última vez que nós assistimos um vídeo até o final. verdade o zeroner, né? Então, realmente e a atenção alternada eh enfim, isso eh como um padrão, né, de comportamento é uma coisa que a gente deve ficar atento. E aí, por exemplo, a o Munis realmente entra nisso. Com uma criança, você vai, lógico, trabalhar de uma forma muito mais lúdica, você vai trazer ali elementos do mundo da criança, né? Por isso que eu sempre te falo que toda a técnica ela tem que ser eh contextualizada. para aquele indivíduo, seja aquele indivíduo uma criancinha ou seja aquele indivíduo um senhor, uma senhora, enfim, uma pessoa eh jovem assim, enfim, [música] que tá ali exposta à tela o dia todo, né? Como a nossa colega falou também, né? Eh, já trabalhei com eh bancários, [música] por exemplo, que são um público aí que eh tá exposto a muito estresse, né? E tem contato com muitas telas, né? eh, enfim, o mundo corporativo como um todo. Então, a gente pode usar e é em diversos momentos ali, mas ele tem que ser contextualizado. E é importante a gente trazer isso, né? Por exemplo, um brinquedo que é mais eh tátil ali, né? E tem mais textura [música] pra criança. Você brinca com a criança e aí você muda as texturas dos brinquedos [música] e fala: "Olha aqui, que legal esse daqui, como ele é. Você tá sentindo e a esse essa pontinha dessa bolinha?" Enfim. Eh, ou essa pecinha de montar, como é que ela é mais dura, essa daqui [música] é mais mole, enfim, eh, diversas formas a gente tem como trabalhar com a criança. Uhum. Eu acho que só pegando o gancho que a Eloía trouxe da da das decisões, [música] eh, da regulação emocional, porque o mindfulness ele também ajuda a gente tomar melhores decisões, então, com uma mente mais discernida, né? Então, as pessoas eh têm também o mito, trazendo o mito, né? Ah, você medita, então você é calma, eh, você, né, não fica com raiva, você não fica triste, né? Isso é um grande mito. O mindfulness ajuda a gente reconhecer essas emoções e treinar para que a gente não aja a partir dessas emoções, [música] né? Então, a gente pode eh atuar, né, fazer as nossas coisas no nosso dia a dia de uma maneira mais clara, mais discernida. Sabe quando a gente acorda de manhã e começa, faz uma coisa, aí tropeça, aí quebra o copo, aí, nossa, era para ter pegado a garrafa d'água para pôr na minha marmita, não coloquei. E quando a gente pratica diligentemente, a gente vai fazendo as coisas uma depois da outra e e quissá a gente faz mais rápido, né, de uma forma mais focada, de uma forma mais eficiente do que nossa, faz tudo ao mesmo tempo, multitarefa. Então acho que a Eloía trouxe bastante isso, né, de trabalhar essa regulação emocional, trabalhar essa que amplia, né, essa capacidade de de tomar melhores decisões, fundamentado, né, do que realmente [música] eu sinto. Às vezes eu brinco, né? Quando a gente sabe que tem essa consciência, [música] sabe que a que o treinamento tá fazendo efeito, é quando a gente dorme com o assunto, depois no dia seguinte, né, a gente desenrola esse assunto sem precisar ter que resolver tudo no impulso, no piloto automático. Então, tentando trazer, né, esse [música] benefício de que eh a gente desenvolve também melhores formas, né? é um caminho, né? O mindfulness é um caminho pra gente voltar para esse nosso [música] eixo, para para essa nossa harmonia, eh, eh, e acaba melhorando também a convivência, né, com com os demais. Quando você fala voltar pro nosso eixo, paraa nossa harmonia, nós antes de entrarmos no ar, estávamos conversando, né, quando foi que a gente perdeu a mão, quando foi que a gente perdeu a linha, né? E nós comentando aqui a questão da pandemia, né? Porque na pandemia ficamos reclusos e aí ã tínhamos o quê? Telas, né, para trabalho, para contato, eh, social, para conversar, para, eh, eh, interação médica, tudo nas telas. Então, pós pandemia, nós temos um novo estilo de vida e esse novo estilo de vida, ele foi inserido de uma forma na no nas nossas vidas que nós nem percebemos e também não fomos orientados sobre o impacto que isso causaria. E hoje nós temos e vários impactos, né? As crianças eh viciadas em tela, os adultos também, os idosos, né? E a partir do vício das telas vem outras situações que uma coisa puxa a outra. E hoje o que que nós estamos trazendo para vocês e para nós também a questão da gente parar um pouco, como que era disse, voltar ao nosso eixo, né? Dar uma olhada eh em nossa volta e ver, opa, pera aí, eu preciso voltar. Mas paraa gente ter essa consciência, a gente tem que ter um eh um entendimento sobre tudo isso que nós estamos conversando. Então, Eloía, conta pra gente quando que nós entendemos que nós precisamos eh vir para dentro de nós, né? eh olhar para dentro de nós e sentir a respiração e ter uma atenção plena para que o nosso dia possa ser eh melhor desenvolvido, se assim eu posso dizer. Hum, legal, legal. Acho que como a Kiara falou, né, eh, quando a gente percebe, né, essa agitação, né, puxa, eu tô eu tô fazendo tudo muito atropelado, piloto automático, então eu digo assim, às vezes a gente tá dirigindo, a gente nem sabe como a gente chegou no no nosso destino, né? Eh, o stress também é percebido, né? Então, eh, esse estress corporal, né? Eh, muita tensão. Que mais que a gente pode pensar aqui, né? Eh, abas abertas, né? Eu gosto de fazer essa comparação, né? A gente acha que a gente é um computador, né? Mas até o computador, quando ele tá com muitas abas abertas, não consegue eh finalizar, fechar, ele vai super aquecer, né? Então, o nosso corpo ele vai reagir dessa forma também, né? a gente vai sentir eh reações fisiológicas, desconfortos, [música] por exemplo, eh estomacais, dores de cabeça, tensão muscular. As pessoas ao redor também vão sentir, né, vão vão perceber a gente um pouco mais estressado, mais irritado, mais impaciente. É claro também, né, Rúbia, que a gente não precisa esperar chegar nesse nível assim de de muito estress, né, de muita angústia, ansiedade, pra gente começar a pensar em práticas, né, de atenção plena, de regulação emocional. Mas no geral, né, acho que num contexto geral, é isso que a gente vai sentindo, né, tanto internamente, psicologicamente, fisicamente e o quanto que as outras pessoas também conseguem observar. avaliação hoje, a forma com que a gente vive hoje, ela deixou todo mundo achando que é normal fazer tudo correndo, entregar a todo tempo, eh trabalhar demais, não ter tempo para descansar. Tem gente que fala eh de uma forma alegre: "Nossa, eu gostaria que o dia tivesse 26, 27 horas, porque em 24 horas não consigo dar conta de fazer tudo que eu tenho para fazer". a minha agenda está lotada. Então, qual que é a avaliação que você faz referente a esse jeito que a gente vive hoje e que às vezes a gente nem percebe? E se a gente não percebe como estamos vivendo, como é que a gente vai perceber que a gente tá no estress? Nós estamos normalizando sentir estress e ficar sobre pressão a todo tempo. Uhum. Legal. Eh, sim. eu acredito que a gente tá numa era de hiperprodutividade, né? Então, eh, a gente se compara muito, né? Então, uma pessoa que ela acorda ali 4 da manhã, vai dormir quase meia-noite e ela faz um monte de coisa, né? Eh, ela é vista como uma pessoa ali, eh, produtiva, bem-sucedida, né? Então, a gente acaba se comparando também, né? trazendo essa essa perspectiva de sucesso [música] muitas vezes pro paraa nossa realidade e naturaliza o estress que isso traz, né? e essa rotina aí hipercumulada, né, de tarefas como algo normal, natural, quando na verdade, né, a gente precisa respeitar [música] também as necessidades fisiológicas do nosso corpo, por exemplo, dormir, a quantidade necessária, eh, o descanso, né? Eu digo assim, o quanto que o descanso ele [música] é importante inclusive pra nossa produtividade, né, pra nossa criatividade. Então eu vejo isso inclusive na clínica, eh o quanto que a gente tá realmente eh vivendo, né, dessa forma eh e se a gente realmente, né, não trazer essa reflexão, [música] né, por exemplo, esse programa acho que é é legal porque ele leva esse tipo de reflexão pro público que tá nos assistindo de puxa, será que esse esse estilo de vida que eu tô seguindo, será que ele realmente é saudável, né? Será que é o mais interessante? O que que eu tô, será que essa esse desconforto [música] aqui que eu tenho, né, no meu estômago o tempo todo? Será que que será que isso aqui tá indicando, né? Será que é normal? Então, a gente precisa talvez começar a trazer esse tipo de reflexão para aí sim, né, a gente pensar talvez em práticas eh mais autoconscientes, intencionais, né? O mindfulness ele não vai existir se a gente não tiver intencionalidade, por exemplo. Mas para ter intencionalidade primeiro a gente precisa observar eh o estilo de vida que a gente tá levando. Muito bem, Daniel. Com certeza. Eh, eu acho muito interessante quando a Eloía traz esse ponto justamente [música] por a gente normaliza sim o estresse, né, e a convivência com ele. Eh, mas para além disso, eh, a gente também, como ela disse, eh, nós temos que fazer perguntas assim que nos deem um norte, né, que sejam norteadores mesmo pra nossa, eh, mudança, né, de comportamento, enfim, o viver mais de acordo com os nossos valores, com aquilo que é importante pra gente, né? [música] Então, eh, perguntas ótimas assim que a Eloía trouxe justamente de isso é normal? Isso realmente é o que eu quero de eh a gente fala de uma linha de base, né, quando a gente fala de autorregulação, por exemplo, e mais defes, [música] né, porque eh essa linha de base seria aquilo que é normal para você, que é comum que você eh sinta, por exemplo, mas se você eh se desregula para cima ou para baixo, enfim, é é uma tem uma reação muito exacerbada, eh, muito grande, né, eh, com determinado estímulo, determinada coisa [música] que aconteceu. ou se você tá com humor mais deprimido, realmente tá eh, enfim, eh, com um humor mais negativo, né, digamos assim. Então, realmente eh serve paraa autorregulação, né? Existem diversas eh indicações, né, pro mindfulness, mas eu acho que é importante a gente também falar eh de que não existem eh contraindicações explícitas, né, de ah, não façam mindfulness [música] quando isso acontecer, mas existem sinais que a gente precisa ficar atento de quando aplicar essa técnica. E eu falo isso [música] por quê? Porque geralmente a gente pensa em psicologia ou eh mindfulness, que é um nome em inglês, e a gente pode pensar que isso tá muito distante eh da rotina, do dia a dia, enfim. Eh, eu penso, por exemplo, eh na minha mãe, né, eu conversando com ela [música] sobre isso, mas eh isso não tá muito distante da nossa realidade, né? a gente pode chamar de nomes diferentes e nomear isso realmente de uma forma eh diferente, mas não tá distante do dia a dia de uma pessoa que realmente acorda cedo e [música] volta para casa tarde, eh, e trabalha o dia todo, porque a gente faz isso e a gente tem que fazer isso de uma maneira ou de outra. Eh, seja ali parando os 5 minutos, 10 minutos pra gente se recompor, por exemplo, e aí nesses 10 minutos você pode introduzir essa técnica da maneira que faz sentido para você. E aí, por isso que a gente fala também de contexto, né? Eh, sempre muito importante contextualizar [música] a técnica, né? Eh, e não sair fazendo ela a mesmo, né? Executando sem propósito algum. Como a Eloía falou novamente, eh, ela falou uma palavra-chave que é propósito. Eh, com que propósito você tá fazendo essa técnica, né? Para quê? Qual que é a sua intencionalidade? Então, é realmente muito importante a gente pensar [música] nessas perguntas que a Eloía trouxe mesmo. Hum. Por favor. Eh, eu acho que dois pontos para complementar a fala do dos colegas, [música] a questão do trazendo para essa cultura do esgotamento. Então, existe, né, uma cultura do esgotamento, que é um termo que vem do inglês, que é hustle culture, né? Então, a gente vem sendo [música] ensinado, principalmente as gerações que têm seus até seus 45 anos, 50 anos, trabalhem, quem nunca escutou, [música] né? Trabalhem enquanto eles dormem, né? Eu eu minha vida profissional inteira eu fui treinada desse jeito. E hoje as novas gerações que tão entrando no mercado de trabalho agora, eh, elas vêm questionando: será que realmente eu preciso trabalhar enquanto eles dormem? Mas por quê, né? Se eu tenho outras coisas [música] para serem feitas. Então, é uma geração que vem questionando e vem eh incomodando, né, as gerações anteriores, porque quantas vezes a gente já escutou, né, acho que você trou minha agenda tá impossível, não tenho tempo para nada, isso não é normal, né, que [música] fomos ensinados. Então, se eu falar, nossa, eu tenho tempo para meditar, eu tenho tempo para ir na yoga, eu tenho tempo a gente fala: "Nossa, mas você então não tá trabalhando, né? Que coisa [música] estranha". Mas não precisamos ser todo mundo, como já dizia a nossa mãe, né? você não é todo mundo, então a gente precisa começar a usar isso. Eu não sou todo mundo e eu vou zelar pela minha saúde física, mental, emocional, eh porque isso não é mais eh luxo, né? Isso é necessidade [música] nesse mundo. Então precisamos usar os antídotos coerentes. Então acho que isso é uma coisa e a segunda coisa é a gente buscar por profissionais, né? Então temos os psicólogos maravilhosos aqui juntos, mas acho que o SUS oferece, né? O SUS já segue muitas muitos protocolos. que tem de mais moderno em todas as especialidades. Eh, então a gente se passou mais de 10, 15 dias que eu tô com dor de estômago, dor de cabeça, que eu tô tr, é normal ficar triste, todo mundo fica triste, mas se fica eh se passa de 15, 20 dias, começam a ter pensamentos estranhos, né? a gente começa a pensar coisas que não [música] existem, eh, buscar por ajuda profissional e também vestimos capas, né, de super mulher, super homem, não posso ficar triste, não posso desmoronar, homem não chora. Então isso são coisas tão ultrapassadas que precisamos, né, sim, [música] buscar ajuda. E não é besteira, porque o que vem na nossa cabira, não. Se passou na sua cabeça, se tem ideia, vai pra matéria. e tem muita gente boa que pode ajudar eh na parte eh eh até mesmo entrar com medicação e aí essas técnicas terapêuticas vem para trabalhar paralelamente, mas sempre com indicação médica, porque a gente vive com receitas de Instagram. Então fujam disso, né? Procurem por profissionais eh credenciados que vão ajudar. Uhum. Vai lá, Daniel. E com certeza, né? Esse essa pergunta foi tão boa que rendeu [risadas] vários acréscimos de todos nós, né? Eh, mas voltando realmente a essa questão, por exemplo, que a que a área trouxe, é, eh, nós sim eh precisamos, né, eh achar o contexto certo para realizar essa técnica. E aí, por exemplo, que entra realmente o profissional, né? Eh, ele, essa técnica é um, é um passo, né, em direção ao seu objetivo. Ela não é o todo e ela não precisa ser a única, [música] né, forma que você tenha de recorrer a essa atenção concentrada, eh, ser autoconsciente. [música] Ela é sim muito importante, inclusive estamos falando disso hoje, eh, com vocês, mas, eh, realmente o primeiro passo. E aí, nesse caso, por [música] exemplo, de realmente, né, é precisar de uma ajuda mais especializada e profissional, é realmente importante que se procure ajuda. E aí tem diversos dispositivos de saúde aí, né? Eh, tem SUS, tem CAPS, né, e, enfim, eh, diversas formas de realmente acessar esses serviços públicos, mas também existem os privados, né, eh, enfim, psicólogos privados, psiquiatras e professores, eh, de yoga, como a Kiara, enfim, eh diversas formas mesmo de você acessar eh esses serviços. Então, é sempre muito importante também a gente eh contextualizar as coisas. E aí eu sempre repito essa palavra porque contexto eu acho que é uma das coisas mais importantes, né? Eh, e aí além disso, né, por exemplo, o Corém, né, que é o é o Conselho Regional de Enfermagem, ele traz sim eh a meditação, né, o Mindfun como uma prática integrada, por exemplo, né, [música] do SUS. Então, eh, são coisas muito importantes aí que o nosso sistema público de saúde já tá desenvolvendo. Interessante você trazer eh eh paraa conversa, porque tem pessoas que nem sabem, né, dessa situação, dessa questão que o está inserido no Sistema Único de Saúde. Olha a importância de você parar e respirar, gente. Tá vendo só como é importante? Agora eu quero perguntar paraa Kiara, porque ela eh trabalha também com empresas e eu gostaria de saber como que é a quando você chega paraa orientação nessas empresas, qual que eh eh como que as pessoas te recebem quando você fala do mindfulness, quando você fala da do exercício da atenção [música] plena? O que que você percebe nessas pessoas que elas estão sedentas por isso? que elas querem eh eh testar e e sentir esse eh esse equilíbrio, né, na na saúde mental ou as pessoas ainda ficam um pouquinho com o pé atrás quando a gente fala de meditação. Não, eu não tenho tempo, eu não vou meditar, poxa vida, tem que entregar, por que que eu vou meditar, gente? Eu acho que o Daniel traz essa palavra de contextualizar, né? Então, quando eu vou pras empresas, eu levo um tema e que se chama produtividade sem esgotamento. Uau, muito bom. E aí eu trago as dores, trago os cenários, né? Nos identificamos nesse mundão lotado de coisas. E aí eu trago as técnicas, né, baseadas em mindfulness, eh, para que as pessoas, uau, eu posso parar e sentir como está a minha [música] respiração. Uhum. Esse mecanismo maravilhoso, automático. Eu posso eh lembrar que meu coração bate, né? Então, tem pessoas que me trazem esse relato, nossa, eu não sabia que meu coração batia assim acelerado, então ela não sabe que ela vive ansiosa. Uhum. E aí o nosso corpo ele é tão inteligente que quando eu inspiro ativo o sistema nervoso autônomo simpático. Quando eu expiro ativo o sistema nervoso autônomo parassimpático. [música] Então o tempo todo o corpo já faz isso por nós. O que eu tento levar paraas empresas falar: "Gente, vamos potencializar o que a natureza já nos entregou, porque às vezes a gente inspira e fica lá: "Ai, meu Deus, eu tô ansiosa, eu preciso responder o meu chefe. Ai meu Deus, como que eu vou ficar com aquele prazo amanhã?" a gente fica projetando e não, né? Se a gente eh eh inspirando ou não, as coisas já estão postas, as coisas vão acontecer. Então eu levo nesse nesse intuito de potencializar o que a gente já tem de de natural e para que as pessoas ao final ali de um, 2 minutos, gente, [música] parece que eu fiquei aqui 5 minutos, eu tô descansada. Eu falei: "Então você pode fazer isso entre uma reunião e outra, entre uma mensagem e outra". Então, a receptividade ela é imensa assim. E eu nunca assim não me lembro, né? Acho que nunca é muito forte, mas eu não me lembro de alguém ter falar: "Nossa, não me senti mal, né, nesse um minuto, 2 minutos que eu parei só para saber como eu respiro, para só para saber como o meu coração tá batendo." Você percebe que [música] a gente tem dois lados aí, né? O lado da sensação que é muito boa, e aí o lado de ter que entregar e ter que performar o tempo todo, né? E aí vem a questão [música] do equilíbrio. Acho que o M Funes traz isso pra gente. Daniel quer complementar? Fica à vontade, Daniel. Daí a gente já passa para você, Luía. É muito é importante isso, né? Justamente porque um cérebro cansado não produz bons resultados. Uhum. E isso a gente eh não só fala na psicologia, mas vem sendo estudado, né, pela neurociência, neuropsicologia, enfim, eh, medicina e tantos outros campos da saúde, justamente porque um cérebro cansado, ele não vai estar atento ao que ele precisa estar atento, ele realmente vai estar em função, por exemplo, do estresse, né, como um evento ali, [música] né, vai estar inundado ali de neurotransmissores, eh, hormônios, enfim, noradrenalina, adrenalina e, enfim, eh cortisol ali que realmente não fazem eh bem tanto para o cérebro, né, quanto para o corpo como um todo e consequentemente não se [música] produz bons resultados. Então, realmente essa prática em empresas é muito eh pontual e é muito importante mesmo. Excelente. A gente vai em busca de equilíbrio, né? Tá todo mundo precisando entregar e performar, mas a gente tem consciência de que a gente precisa parar. E de repente num momento desse, com uma conversa dessa, você fala: "Poxa vida, vou parar e respirar". Tá tudo tão automático que a gente nem percebe que a gente respira. A gente faz o teste, você percebe que você respira? Não, porque você respira curtinho, você nem está sentindo a sua respiração. Você só vai perceber que você tá respirando quando você não conseg parar de respirar. Aí você vai ver que vai te dar uma aflição. Nossa, mas eu respiro. Verdade. Então respira e solta. Para de respirar para ver o que que acontece. Mas é verdade, a gente fica em respirações [música] curtinhas e nem percebemos que nós respiramos, que o nosso coração bate, a gente tá totalmente fora do nosso eu. E é importante, eh, isso faz parte da minha vida, da sua, da nossa vida, mas é importante a gente voltar um pouquinho para si, porque é tudo tão bom quando você consegue manter [música] o equilíbrio, né, para poder seguir a vida. Agora eu vou perguntar para Eloí o seguinte, Eloía, a gente tá falando aqui eh da respiração, do mindfulness, né, pra gente poder equilibrar. Agora, quando a gente não consegue ter esse equilíbrio, né, de repente o estress, a ansiedade, elas deixam de ser eh manejáveis, né? A gente não consegue manejar isso com essa técnica. Aí, o que que a gente precisa fazer? É hora de buscar uma ajuda. É hora de entender o que está [música] acontecendo com a gente? E como que a gente faz isso? Uhum. Legal. eh a gente pensar aqui, Rúbia, que, né, acho que, como já falaram aqui, né, o mindfulness é uma uma das estratégias, né, de cuidado. a gente pensa ali, né? Eh, a gente tá falando aqui sobre [música] estress, mas quando, né, eh, eh, o nosso, a nossa avaliação, né, a nossa sensação [música] ali tá extrapolando, né, como a Kara falou, puxa, já faz dias que eu tô com esse mesmo desconforto, esse tipo de pensamento, é o momento assim da gente buscar uma avaliação, né, uma avaliação eh psicoterápica, eh psiquiátrica, pra gente entender qual vai ser eh o formato ato de cuidado, né? Então, até a gente diferenciar, né, o mindfulness de uma psicoterapia, por [música] exemplo, né, a psicoterapia como eh uma uma estratégia, né, um tratamento, na verdade, né, psicológico e o mindfulness como uma ferramenta, né, então como se fosse um guarda-chuva, né? Então, o Mindf está ali embaixo como uma dessas ferramentas que pode ser aplicado também nessa estratégia aí de uma de uma psicoterapia, por exemplo. Tá bem às vezes, né, necessário também medicação, né, por isso a gente precisa aí de uma avaliação um pouquinho mais global. Excelente, Eloía. Agora, quando a gente fala dessa questão de internet, né, qual que é a sua avaliação referente a ao excesso de positividade, né, e a cobrança que nós temos eh vamos lincar aqui com a rede social. Hoje tá todo mundo, todo mundo tem rede social. [música] Hoje tem a questão da comparação. Infelizmente tem gente fala: "Ah, não me comparo, mas no fundo acaba se comparando." Mas também a gente tem muita positividade, né? positividade na internet. Isso acaba também eh trazendo impactos quando a gente fala de saúde mental, de atenção plena no aqui e no agora. Gostaria que você lincasse pra gente eh essas duas situações. Sim. Eh, positividade, né? Esse esse excesso de positividade eu brinco assim que chega a ser tóxico, né? É, é porque as [música] emoções desagradáveis, raiva, a a própria ansiedade, angústia, elas fazem parte da gente, né? Não tem como a gente suprimir isso, né? As emoções têm função, elas vão nos ajudar de alguma forma. Então, quando a gente abre ali o Instagram, né, a gente se depara com eh pessoas, né, muito muito felizes, né, tá tá tudo bem, né, a gente tem que ficar [música] bem. Isso vai se tornando, sim uma cobrança, né? Aí eu penso: "Puxa, mas eh eu fiquei brava porque furaram a minha fila no mercado, né? E a gente começa talvez, por exemplo, a a se julgar. Olha que, né? Até um pouco cruel, né? Porque é uma emoção que precisa aparecer em determinados eh contextos, momentos, por exemplo. Eh, então acho que essa comparação, né, que você falou, né, Rubê, a gente vai se comparar. A comparação faz parte da [música] experiência humana, não tem, né, fala assim: "Ah, eu não me comparo, zero comparação, não. Um pouquinho ali a gente vai se comparar". A diferença é que a gente precisa talvez ter um pouco de intencionalidade para perceber [música] quando isso tá acontecendo, quando isso deixa de ser uma inspiração que vai nos ajudar e começa a ser algo no sentido de eh da gente se julgar, né? da gente se colocar para baixo. Eh, então acho que faz sentido o que você tá trazendo aqui, sim, tá, Rúbia, o quanto que a positividade em excesso, ela pode ser até cruel, né, com com a gente, como a gente tá vivendo, a nossa saúde mental. Bem, agora praticar essa atenção plena, eh, Eloía, eh, tem gente que fala que é é é aceitar a é é aceitar o o sofrimento, aceitar o inaceitável. exemplo, bom, eu tenho um problema, uma situação para resolver, mas eu fui, pratiquei a minha atenção, meu exercício de atenção plena e aí eu consigo lidar com algo que eu não aceito, com algo que me traz eh uma sensação que não é boa. Eu gostaria que você desmistificasse isso, porque existe pessoas que trazem essa situação, nossa, preciso fazer terapia, preciso fazer terapia, preciso fazer yoga para poder enfrentar tal situação. E não é bem assim, né? Uhum. É, Rúbia, essa essa definição do do que é aceitação, né? Nem sempre a gente vai concordar com o que tá acontecendo com a gente, né? Eh, acho que o mindfulness ele vem muito mais nessa direção, né, como a gente tá falando aqui, de reconhecer o que a gente [música] sente, nomear o que a gente sente, o que que a gente tá pensando, né? E aí sim a gente eh decide como agir, né? A gente não vai agir ali pela emoção propriamente dita, né? Uma impulsividade, mas eh acho que a aceitação, talvez diferenciando aqui, né? não sentido de eu vou concordar com o que o que tá acontecendo comigo. A gente vai talvez trazer uma reflexão de puxa, eu tenho ferramentas, né, para eh tá no sob meu controle, eu eu tenho ação sobre isso, né? Às vezes é um uma questão que nem me desrespeito, né? uma questão da família de outra pessoa. Eh, e a gente entender também que as emoções disconfortáveis, né, eu dei aqui o exemplo da raiva, por exemplo, elas vão aparecer, elas fazem parte, a gente não precisa eh deixá-las de lado, né? A gente vai tentar integrar e usá-las ao nosso favor, né, de uma forma ali mais autoconsciente. Sim, por favor, Clara. que eu acho também importante a gente se lembrar que o mindfulness nos ajuda a treinar esse intervalo entre o estímulo que a gente recebe, seja estímulo, né, das redes sociais, seja numa conversa, seja, né, numa batida de carro, ou seja, né, às vezes a gente só pensa em coisa ruim, mas uma notícia boa, né, que eu recebi, ganhei navega cena, né, [risadas] e a gente treina esse espaço entre o estímulo e a resposta. sa quando a gente fala respira fundo, conta até 10. Só que a gente não foi treinado. Então a hora que você precisar contar até 10 antes de tomar alguma atitude ou respirar fundo, se você não treinou, você não vai conseguir fazer, [música] né? E ao passo que quando você treine, o mindfulness vem também como uma das ferramentas pra gente treinar esse espaço entre estímulo a resposta. Então, se eu eh me deparei, né, com algum estímulo que me me impactou, né, fisiologicamente, psicologicamente, fal, não, deixa, eu vou escolher respirar três vezes, contar até 10 para que eu, OK, eu vou tomar essa atitude, eu posso falar alguma coisa ou não, amanhã eu decido. Ou de fato às vezes eu vou precisar tomar uma atitude cabível para aquele momento, mas é a gente escolher, né? Então, o mindfulness vem pra gente desenvolver o nosso discernimento, a nossa clareza, a nossa criatividade, né, que eu ganho essa liberdade, eu vou escolher e não vou ficar refém dos [música] impulsos, né, que vem desse treinamento do piloto automático. Excelente. Pode completar, Daniel. Eu acho muito legal o que ela tá falando, justamente porque é na análise do comportamento, né, na psicologia como um todo, eh, comportamental, a gente fala sobre estímulo, resposta, interação do organismo, né, dos indivíduos, nós como [música] pessoas, você aí de casa, com tudo, eh, que está ao nosso redor, que seria o ambiente. [música] Então, realmente assim, eh, eu acho bonito eh quando alguém fala estímulo e resposta e não é da psicologia. Então, eh, realmente fico muito animado com isso. Eh, por quando a gente fala, né, de interação, organismo ambiente e isso ser o comportamento, né, estou interagindo com o que está ao meu redor, eh, e eu precisar treinar como eu vou reagir ao que está ao meu está ao meu redor, né? Eh, o Mpon é realmente uma preparação muito boa, porque como ela falou, a gente precisa eh também se controlar em momentos muito alegres, né? eh, muito feliz, né? Porque eh independente da emoção, seja ela muito boa ou muito ruim, eh são extremos. Eh, e a gente pode chegar lá realmente eh enfim, em determinados contextos que a gente tiver inserido, em ambientes, enfim, e nessa interação mesmo e nesse estímulo e resposta, eh, como a Kiara falou. Então, realmente o mindfulness, essa preparação, esse treino é realmente muito interessante assim. Eh, e falando mais de eh ciência [música] e enfim, regulação emocional, por exemplo, eh tem pessoas eh aqui pertinho, por exemplo, eh no Maen em São Paulo, estudando isso. Eh, enfim, em todo o Brasil também, né? Eh, é muito importante a gente lembrar que isso é uma prática sim eh, da psicologia e de outras, eh, disciplinas também, como a [música] yoga, por exemplo, como a meditação. Então, é sim uma prática multidisciplinar, então a gente pode explorar ela por diversos campos e tem muita gente legal estudando isso daí. É, e o bem-estar, né? O bem-estar, nós podermos proporcionar a nós um bem-estar. E quando eu falo a nós, vai refletir, vai transbordar e vai atingir a a nossa rede de apoio, a nossa quem está à nossa volta, né? Então acho que é é importante a gente parar e dar atenção um pouquinho eh sobre tudo que nós conversamos aqui hoje. O esse material vai estar disponível no YouTube também, você pode compartilhar para quem faz sentido [música] para você, porque às vezes a gente nem percebe, a gente age de maneira inconsciente e a gente só sente cansaço, né? A gente só sente cansaço e a gente, eu falo, eu costumo brincar que a gente parece o ratinho que roda na rodinha, sabe? Então aquele ratinho ali, a gente não para para analisar nossa respiração, como eu falei, o nosso coração batendo, a gente não para para sentir, né, que que nós estamos aqui e agora. E de repente, eh, esse programa de hoje traz para você uma consciência que você pode exercitar, né, o seu momento aí, os seus 5 minutos, respirar, parar, pensar, organizar, né, os seus pensamentos para você, de repente tomar atitudes mais assertivas no dia a dia, né, seja grandes atitudes ou coisas pequenininhas, decisões pequenas que a gente precisa tomar no nosso dia. Tá bom? Agora, então, vamos ao eh a nossa consideração eh final. Eu quero agradecer demais a Eloía por ter participado com a gente, nos orientado, contribuído com o seu conhecimento eh nesse programa tão importante, assim como todos os outros do estúdio de Câmara, porque a gente traz sempre eh coisas que a gente precisa ficar sabendo que às vezes a gente não tem oportunidade de conversar com quem pode nos orientar. Então, mais uma vez, Eloía, obrigada pela sua participação. Considerações finais, por favor. Obrigada. Eu que agradeço, Rúbia, por estar aqui hoje, né, com os colegas. Eh, e, e é, eu acho que é interessante [música] a gente pensar o quanto que o mindfulness, né, tá sendo divulgado, né, ele tá saindo ali da clínica, né, dessas práticas um pouco mais eh íntimas, né, reduzidas e tá tomando ali um espaço bacana na mídia para pra gente realmente trazer, né, essa reflexão de que a gente precisa pensar no no nosso bem-estar. na nossa saúde mental e que, né, às vezes uma ferramenta ali tão prática, né, tão eh simples, no sentido de que a gente consegue aplicar no nosso dia a dia, pode fazer uma diferença tão grande aí pro nosso pro nosso bem-estar. maravilhosa. Muito obrigada, viu, pela sua participação, pela sua presença com a gente aqui hoje. Quero agradecer também a Kiara, né, porque sempre, né, solícita e nossa professora de yoga e você é um exemplo pra gente, viu? Eu imagino você no corporativo, né, trabalhando, sendo cobrado, tendo que entregar, assim como todos nós, né, existem regras, a gente precisa cumprir as regras quando a gente vai pro trabalho corporativo e aí você olhar para você e falar: "Opa, pera aí que agora é hora de respirar", né? você se concentrou em você e aí a partir disso você consegue trazer essa orientação pra gente. Nossa, que maravilha isso. Então, muito obrigada pela sua participação, pelas suas orientações, por compartilhar essa essa essa sua trajetória, essa sua história com a gente e nos ensinar que sim, né, a gente pode viver com mais leveza. Muito obrigada. Sempre um aprendizado com os colegas, né, que mã riquíssima. E minha única consideração assim, né? Não, não sei por onde começar. Eu tenho uma sugestão, comece acordando sem olhar no celular. Fique 15 minutos sem olhar no celular, porque como a gente começa o nosso dia, vai determinar o resto dele [música] pela experiência própria, né? Vivendo essa experiência e também conversando com os colegas. Eu acho que já tem milhares de estudos científicos também. Então, 15 minutos, né? espera, né, para olhar o celular e também antes de dormir, né, não vá com o celular pra cama, deixa o celular, compre um reloginho analógico para ser o seu despertador, né, porque muita gente diz: "Nossa, uso meu relógio, meu celular como Não, vai lá no no xingling, né, isso mesmo. Então, eh, se você quer começar, comece, né, eh, dando esse, esse intervalo, né, do com o celular. maravilhosa. Obrigada, viu? Obrigada, Daniel. Obrigada também por estar conosco, compartilhar seu conhecimento, orientando a gente, nosso psicólogo. Gratidão pela sua presença. Eu quem agradeço. Eh, foi muito importante, realmente esse tema é muito importante. Então, fico feliz também, como Eloía, que isso esteja para além da clínica, né? Esteja chegando realmente na vida de muitas pessoas aí que estejam dispostas a se autoconhecer. enfim, e estar mais autoconsciente. [música] Muito bem, nossos três convidados do programa de hoje dando um show de conhecimento, informação pra gente. E nós vimos hoje então que a nossa atenção virou o artigo mais caro do mundo moderno, né? Todo mundo querendo atenção e você dando atenção para todo mundo, mas e a sua atenção, né? Todos querem um pedaço dela. Mas resgatar o controle da nossa mente e respirar não [música] é luxo não, viu? É sobrevivência. A gente precisa dar atenção para nós mesmos, tá bom? Tenta hoje, tenho certeza que você vai gostar. Eu também vou tentar e aí a gente fala depois sobre isso, tá bom? E na próxima segunda-feira, o estúdio Câmara, nós vamos debater sobre os sinais do [música] silêncio. Olha isso. Depois de um dia cheio, tem gente que só quer ficar quietinho e passar um tempo sozinha. Tá vendo como linca com o programa de hoje? Bom, em uma discussão, muitos preferem se calar. para não piorar o conflito. E aí, será que todo silêncio significa a mesma coisa? A gente vai entender na próxima edição do Estúdio Câmara quando o silêncio é [música] uma pausa saudável para organizar os pensamentos e quando ele se transforma em uma forma de punição, afastamento emocional ou fuga de problemas. Então não perca Estúdio Câmara na próxima segunda-feira a partir das 8 da manhã e claro nós contamos com você que tá em casa, tá? Um grande abraço, bom final de semana. Olha quanto tempo aí para você tirar para meditar um pouquinho e a gente se vê na segunda. Ciao [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música]