Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não
passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.
Olá, muito bom dia para você que acompanha a programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando, segunda-feira, 26 de outubro. Como você está? Tudo bem por aqui? Tudo ótimo! E hoje eu quero te convidar para conversar sobre algo bem interessante, às vezes muito julgado e também a gente acaba não entendendo por que isso acontece. Você que é adulto e ainda tem dificuldades para comer verduras, frutas, legumes, experimentar alimentos novos. Você já ouviu que tem paladar infantil em algum momento? Já ouviu que você é fresco ou que precisa parar de fazer tanta escolha na hora de comer? Então, para muita gente isso não é simplesmente frescura ou uma questão de gosto. A dificuldade pode começar na infância, continuar na adolescência e acompanhar a pessoa por toda a vida, trazendo constrangimento, conflitos familiares, sociais e até limitações na hora de sair com os amigos ou até viajar. Mas até que ponto esse paladar infantil, essa restrição alimentar é normal? Quando a gente fala de preferência alimentar, quando pode existir uma seletividade mais intensa, como é necessário fazer? É preciso investigar algum transtorno alimentar? Tem como reverter essa situação? Hoje a gente vai entender o que está por trás desse comportamento Como ele pode afetar a saúde física, emocional também E o que é possível fazer para construir uma relação mais tranquila com a comida Então se você vive essa situação ou conhece alguém que enfrenta essas dificuldades Tem dúvida ou uma experiência Ou alguém falou para você assim Nossa, que frescura, você parece criança na hora de comer É, geralmente isso acontece Então manda uma mensagem para a gente O WhatsApp está aqui na sua tela, 1997-829-3776. Enquanto você manda a sua mensagem, a gente atualiza algumas informações, há previsão do tempo, daqui a pouquinho nós vamos apresentar as nossas convidadas que já estão aqui no estúdio e vão conversar com a gente sobre essa restrição alimentar, né, esse paladar infantil que muitas pessoas têm e não sabem como conviver com isso e acabam se escondendo até por conta do julgamento. Vamos lá então? Informação para você, a Câmara de Campinas vota hoje, segunda-feira, às seis da tarde, a partir das seis da tarde, na reunião ordinária de número 61, dois projetos de lei em primeira discussão. Um deles de autoria do vereador Nick Schneider, que prevê regras para dar mais transparência aos preços e descontos oferecidos por supermercados e estabelecimentos semelhantes. O outro projeto é da vereadora Débora Palermo, que propõe a adoção do novo símbolo internacional de acessibilidade em Campinas, criado pela ONU, para representar de forma mais abrangente as pessoas com deficiência. A votação acontece hoje durante a reunião ordinária de número 61, nós vamos transmitir como sempre ao vivo aqui pela TV Câmara Campinas, também no YouTube da TV Câmara Campinas e no site oficial TV Câmara Campinas. Você também pode participar presencialmente no plenário, a sua presença é muito importante e você será muito bem-vindo. Bom, mais informação chegando, atenção você que tem aí os pequenininhos que precisam fazer matrícula. O prazo para pré-cadastro de vagas na educação infantil de Campinas para o ano que vem termina no dia 3 de novembro às 5 da tarde. O procedimento é destinado a crianças de 0 a 5 anos e é obrigatoriamente, aliás, é obrigatório, perdão, para solicitar uma vaga na rede municipal. O cadastro pode ser feito pela internet no site educacampinas.sp.gov.br barra pré-cadastro infantil ou presencialmente em qualquer centro de educação infantil da rede municipal. Mesmo as crianças que já estão cadastradas para este ano e aguardam uma vaga para o ano que vem, precisam fazer um novo pré-cadastro para o próximo ano letivo. Combinado? Então, mamãe, papai, cuidador, bora que bora fazer o pré-cadastro dos nossos pequenos. Agora vamos para a previsão do tempo para hoje. Tínhamos aí previsão de muita chuva, né? Choveu, mas não foi daquele jeito que estava previsto. Ainda bem a gente lembra que é uma previsão, não uma precisão. E para hoje a previsão diz que nós temos aí mínima foi de 14, máxima de 21 graus, um tempo nublado, alguns momentos de sol, mas sem chuva, então bora que bora, segunda-feira vivendo um dia de cada vez, uma semana linda pra gente e agora nós voltamos ao nosso tema central, vamos conversar sobre essa questão aí de paladar infantil, imagine que um adulto que vai ao restaurante, ele passa muito tempo procurando alguma coisa pra comer e às vezes ele nem consegue, ou então acaba evitando almoçar na casa de amigos, ou ir num churrasco, sente vergonha de pedir um prato diferente, ou prefere até recusar um convite a ter que explicar por que não come determinados alimentos, pra não ouvir, ai que frescura. Pra quem olha de fora, pode parecer sim frescura ou falta de vontade, mas pra quem vive essa dificuldade, a relação com a comida pode envolver desconforto sensorial, medo, ansiedade, experiências negativas acumuladas ao longo dos anos. O termo paladar infantil é bastante usado no dia a dia, mas não é um diagnóstico clínico, tá? A questão é entender quando estamos diante de uma preferência comum, quando existe uma seletividade alimentar persistente e quando as restrições podem indicar um transtorno alimentar com prejuízos para a saúde e rotina. Muito bem. Para nos ajudar nesse processo, para que a gente possa entender, para que a gente possa, de repente, achar um caminho para seguir, Nós recebemos a Yasmin Menik, nutricionista e treinadora, é isso? Seja muito bem-vinda, bom dia, obrigada pela sua participação. Bom dia, olá pessoal, tudo bem com vocês que estão aí em casa? Prazer, meu nome é Yasmin, eu sou nutricionista clínica, esportiva e funcional, e também atuo aí na área de treinamentos, e vai ser um prazer falar com vocês a respeito desse tema tão importante, né, que a gente vê hoje em dia os adultos aí com uma maior seletividade alimentar. Excelente. Para completar, a nossa dupla de hoje, Laura Godoy, psicóloga e neuropsicóloga, especialista em desenvolvimento infantil atípico. Seja muito bem-vinda, bom dia, obrigada pela sua participação, Laura. Obrigada, Rubia, bom dia, bom dia pessoal de casa, é um prazer estar aqui e falar sobre esse tema, como a Yasmin falou, é muito importante e que a gente vê cada vez mais nas crianças também, e hoje em dia, então a gente faz esse acompanhamento de forma muito próxima e como equipe multi, Então, é um prazer estar aqui. Obrigada pelo convite. Nós que agradecemos a presença de vocês, a gente agradece também a sua presença aí de casa. E a gente já começa conversando, eu pergunto para a Yasmin, essa questão da formação do paladar começa cedo, né? Com o contato de diferentes sabores, cheiros e texturas. Agora, como essas experiências na infância, elas podem influenciar a variedade de alimentos que uma pessoa aceita na vida adulta? Você que trabalha com nutrição, você tem casos, é frequente, isso realmente existe, de pessoas já adultos, né, que tem essa questão de restrição alimentar? Olha, Rubia, é bastante comum, viu? Hoje em dia, o que a gente tem no consultório aí, né, de pessoal adulto que não costuma comer tanto vegetal, fruta, né? E o problema disso é que a longo prazo pode trazer malefícios aí pra sua saúde, né? Te trazendo deficiências nutricionais, perda de peso e até, como você mesma já mencionou anteriormente, né? Pode atrapalhar ali no convívio social. Então, isso geralmente se inicia sim, né, lá na vida infantil, lá na vida da criança, mas a maior parte dos meus pacientes adultos também enfrentam esse tipo de problema. Olha só, tá vendo? Às vezes a gente fala que, e aí você aí de casa pensa, ah, mas será que acontece realmente isso acontece? E às vezes a pessoa nem fala, nem comenta, ela simplesmente se afasta, né? Por conta do julgamento. Agora, Laura, algumas pessoas sentem, sim, esse desconforto muito grande diante de determinadas texturas, cheiros, aparência dos alimentos. Essas experiências sensoriais, elas podem influenciar o nosso comportamento alimentar e o comportamento social também. O que a psicologia pode trazer pra gente referente à questão sensorial, né? À experiência. Porque imagina você colocar um alimento na boca e a sensação daquele alimento te causa algo muito ruim. Isso deve ser algo que eu não consigo nem ter noção para poder explicar, por favor. Perfeito, Rubi, é perfeito o que você colocou e é exatamente isso. Então, é uma alteração cerebral que mexe na parte sensorial da pessoa. Então, alguns alimentos realmente causam enjoo, causam náuseas. E aí, quando chega esse tipo de demanda para a gente, o que a gente faz? né, pra gente analisar todo um contexto, a gente entende o que causa isso, é o cheiro é a textura, é a cor então tem pessoas que tem algumas questões com molho, né, então outras com grãos, então precisa comer mais pastoso, então a gente faz toda uma análise pra entender o que está causando isso, mas é de fato uma alteração sensorial, então por isso que a gente precisa sempre de uma equipe multi pra fazer toda essa avaliação né, então a parte da psicologia vai entrar analisando o comportamento a rotina, se essa criança, se essa pessoa tem uma rotina alimentar. Entra também um fonoaudiólogo para fazer toda a análise de função mesmo, orofacial, terapeuta ocupacional para trabalhar essa questão de seletividade alimentar. Então é um trabalho multi para a gente analisar o que está causando isso. Mas de fato, alguns alimentos podem gerar esses desconfortos e vem dessa questão, dessa alteração aí da sensibilidade. Muito bem. Agora, vamos falar de estrutura familiar, né? A dificuldade pode começar dentro de casa, porque é a nossa base. A gente aprende a se alimentar quando pequenininho dentro de casa, pelos nossos cuidadores, né? Eles vão inserindo o alimento e a gente vai gostando ou não. Agora, é possível estimular, Yasmin, essa questão da abertura para novos alimentos, desde pequenininho, como que funciona a parte da nutrição quando a gente fala de crianças? Porque a gente precisa, a gente tá falando do paladar infantil em adultos, mas a gente precisa ir lá na criança pra entender como que a gente faz inserindo os alimentos, mesmo que a criança não goste, pra que a gente possa estimular que ela tenha aí um paladar variado. Com certeza, Rúbia. É o que eu sempre falo, né? A criança vai ser geralmente o reflexo dos pais. então se os pais geralmente ofertam ali uma maior variedade de frutas, de vegetais desde que eles são menorzinhos, a tendência é que essa criança aceite melhor essa alimentação mais saudável mas existem também aqueles casos onde os pais comem saudável e a criança mesmo assim não consegue gostar tanto desse tipo de alimento e já aconteceu de atender pais com criança no consultório e falar eu queria melhorar a alimentação do meu filho eu falo, tá bom, mas o que vocês estão comendo em casa, né? Depende um pouquinho de vocês também. E já aconteceu também o contrário dos pais terem essa base saudável e me pedirem socorro, né? Falar Yasmin, me ajuda como é que eu faço? E aí é onde entra, né? Toda a questão como a Laura disse ali, do apoio multidisciplinar. Eu como nutricionista, né? Vou orientar de repente um novo preparo um tempero diferente ofertar às vezes o alimento que a criança não gosta em uma outra a textura, como a Laura também mencionou, né, às vezes a criança não gosta tanto ali do grão, a gente pode oferecer mais pastoso, ou a fruta, ah, eu não gosto de fruta, tá bom, mas de repente a gente pode fazer um bolo com essa fruta, né, e aí vamos tentando inserir isso na rotina da criança, pra que isso não traga tanto malefício pra ela lá na vida adulta. Perfeito, e só pra complementar, Edwin, importantíssimo isso que você trouxe, é sobre a rotina da família, então quando a gente senta pra conversar com a família, a gente entende algumas questões então a primeira coisa que a gente precisa ajustar o sono o sono ele é primordial que ele esteja ajustado porque é durante o sono que a gente vai consolidando além de tudo que a gente aprendeu que a gente também vai absorvendo os nutrientes e tudo mais e se as pessoas fazem as refeições à mesa, sempre também que chega uma família pra mim, é uma questão vocês fazem as refeições à mesa? ou a criança, no meu caso que atende o público infantil juvenil, ou ela tá comendo sem ver o que ela está comendo. Ela está comendo de olho no tablet. Então ela não sabe como é a cenoura, ela não sabe como é a beterraba. Às vezes nem sente o gosto de tão depressa que costuma consumir. Perfeito. E não sabe como é. Então uma orientação que eu dou muito para as famílias quando elas chegam para mim também é leva a criança no mercado. Então coloca essa criança desde cedo exposta a esses estímulos. Então ela ajudar a pegar a fruta no mercado, ela saber o que é cada fruta ela sentir a textura, então a textura do kiwi é uma, a textura do maracujá é outra, então é importante que ela também tenha esse essa vivência e não que simplesmente o suco de maracujá esteja lá pronto, e ela não faça ideia de onde vem. E uma outra coisa também muito importante da gente citar aqui, além do sono, né Laura, é que um hábito ele demora, né, já tem alguns estudos que mostram isso pra gente, demora um tempinho ali pra ser construído, então às vezes tem que insistir um pouquinho, né, ali cerca de 21 dias pra criança se adaptar então não é simplesmente ela falar ah, eu não gosto disso, né então às vezes a gente ofertar de uma outra maneira ah, eu não gosto de banana, tá bom vamos tentar o bolinho de banana não, também não gostei, mas às vezes insistir mais um pouquinho, né é o que vai fazer a diferença, ajustado aí a esse sono, a comer com menos distrações, pode ser o que vai fazer a diferença realmente pra essa criança conseguir incluir isso na rotina dela, né. Perfeito, e fazer ser prazeroso fazer a criança fazer parte do processo então vamos fazer um bolinho de banana o que a gente precisa, então vamos lá, vamos fazer um avental vamos gravar um vídeo então, mostrar para os seus amigos que a gente está fazendo então fazer a criança ser parte do processo e também deixar ela exposta aos estímulos no ambiente natural, então no mercado na feira e também em casa então ela não come banana por exemplo, mas deixa uma fruteira com banana em cima Deixa sempre à vista, né? Então, ó, você não come banana? Mas eu como, então descasca pra mim? Então ir fazendo uma exposição gradual também, pra que ela vá se familiarizando com esse alimento, e não simplesmente ela sente e fique olhando pra uma tela e não interaja ali de outras formas também com o alimento. Muito bem. Na fala de vocês, me veio a ideia de vamos incentivar essa criança a se alimentar. Como é frutas, verduras, legumes, e a gente sabe que a criança, de repente, pode não gostar no primeiro momento, né? Aí vocês disseram pra gente incentivar, pra que é interessante que a gente insista, incentive. Agora a gente precisa tomar um pouco de cuidado com essa insistência e esse incentivo, porque dependendo da forma da comunicação que você tem com essa criança na hora do incentivo e da insistência, essa criança pode tomar uma versão desse alimento e não querer mais nem olhar para esse tipo de produto. Fala para a gente então, nossa psicóloga, como que é a forma que a gente deve se comunicar com essa criança, que está em formação, que está aprendendo, que depende de nós. De repente, você vai comer. Não, é gostoso. Come. A criança não quer. E você vai, toma. E a criança, ela se sente obrigada a comer. isso vai causar um impacto isso vai reverberar lá na vida adulta de repente até com a questão que nós estamos falando aqui no programa que é o paladar infantil ou então a restrição o transtorno alimentar sem dúvida, a pressão nunca é o melhor caminho então eu sempre falo para os pais, se coloquem no lugar imagina se fossem vocês, vocês comeriam porque alguém está falando que tem que comer porque é saudável, para a criança esse conceito de saudável ainda é muito abstrato então forçar nunca é bom e também a gente precisa sempre fazer uma análise, antes de tudo, orgânica. Então, principalmente com crianças e trazendo um pouquinho para as crianças atípicas, né? Então vamos pensar uma criança não verbal, que ela não se comunica pela fala. Se ela tem algum desconforto gástrico com determinado alimento, por exemplo, a gente sabe que o leite pode dar refluxo, e ela não sabe comunicar isso, e a gente tá lá, mas o leite é saudável, mas de manhã a gente toma leite. a gente, né, a família normalmente fica sob controle do que falam que é o certo fazer e não sob controle do que realmente a criança está apresentando ali, então a gente não sabe se tem um refluxo, se tem uma desfagia por isso que é importante a análise de outros profissionais que vão entender como que está essa parte de deglutição, né, se tem uma azia então imagina, se pra gente adulto já é difícil falar, quando a gente está com algum desconforto, não sei se é dor de estômago não sei se é azia, ou às vezes até uma intolerância mesmo, que é super comum Às vezes a criança toma o leite, vai passar mal, e aí ela não sabe nem comunicar isso. Exato, e a gente tá falando pra ela que ela tem que comer. Então, primeiro de tudo, descartar qualquer questão orgânica. Então, uma análise mesmo com o pediatra, um gastro, entrar com a equipe de nutri, que é fundamental, que vão saber exatamente que alimentos que a criança pode fazer uma testagem, de que alimentos que a criança pode tolerar mais. e aí junto também a toda a análise da equipe multi como eu comentei anteriormente quando as crianças vêm pra clínica o que a gente faz? A gente traz pro lúdico então se ela tem uma questão com textura, a gente usa a massinha então ela precisa apertar a massinha pegar a massinha entender, por exemplo, que o purê é uma textura então se ela tem uma questão com algo mais pastoso, eu preciso trabalhar isso primeiro no estruturado então, brinquedo de mercadinho frutinha vamos fazer uma lista de mercado vamos fingir que a gente tá dando uma comidinha pra boneca, que comidinha que você vai fazer? e aí a gente vai colocando isso de uma forma bem natural justamente igual você falou, a gente não pode forçar porque a gente pode reforçar uma resposta muito aversiva que vai refletir lá na frente então às vezes a pessoa faz um pareamento de estímulos, então eu me senti desconfortável porque eu comi tal coisa porque eu fui forçada então, a partir de agora eu não interajo de forma nenhuma, ah é banana no bolinho, não importa não como banana de forma nenhuma, então a gente traz sempre pro lúdico, né, porque trabalhar os conceitos é algo muito abstrato pras crianças exatamente, nossa Nutri tem uma diferença entre não gostar e não conseguir comer? Como é que você balanceia isso pra gente? Como é que você traz pra gente isso? Bom, eu não gosto de determinado alimento. Ah, eu não consigo comer. Mas por que eu não consigo comer? O que que acontece? Olha, tem sim, né? Às vezes a pessoa fala, ah, eu não gosto vamos supor, de chuchu. Tá, ela realmente não gosta, né, por um gosto pessoal do chuchu, mas de repente ela come um brócolis, come uma cenoura, uma couve-flor, ela come outros alimentos desse mesmo grupo dos vegetais, por exemplo. né, então isso depende muito do paciente, tá e sim, existe sim essa questão de tal alimento determinado eu não consumo de jeito nenhum né, mas outros do mesmo grupo eu consumo, então eu acho que isso se torna um problema quando a pessoa realmente exclui tudo de um grupo só porque ela fala, não, eu não como de jeito nenhum né, e aí é o que a gente tá falando que lá na vida adulta isso pode ter um impacto muito negativo, né de uma deficiência nutricional muito severa, algo desse tipo Então, por exemplo, lá no consultório mesmo, às vezes eu pego muita deficiência nutricional de vitamina B12, né? E a vitamina B12 a gente sabe que é muito importante ali pra neurocognição, né? Pra questão ali do desenvolvimento, evita fadiga e etc e tal. E a vitamina B12 vem principalmente do grupo das proteínas, né? Então, às vezes o paciente é meio aversivo ali à questão das proteínas. E aí, quando a gente vai ver, é um paciente que precisa realmente ir pra linha vegetariana ou vegana. Então, ele realmente não consegue comer carnes, né? E aí, a gente vai ter que tratar o que isso vai causar lá na frente, que seria essa deficiência da B12. Mas, realmente, cada paciente é único, né? A gente fala que, em conjunto multidisciplinar, a gente tem que investigar. Ah, tá bom, eu não como carne. Tá bom, mas é só a carne vermelha ou não? Eu não como carne de jeito nenhum e aí vou pra esse outro grupo, de vegetarianos ou de veganos. Então, isso vai variar muito de acordo com o perfil do paciente. Excelente. Agora, 8 horas e 25 minutos. É isso, gente, o que parece uma escolha simples, né, para uma pessoa, pode representar um desconforto real e total para outra pessoa, assim como as nossas convidadas colocaram. Agora, falamos das crianças, entendemos um pouquinho a questão das crianças, agora a gente vai para a vida adulta, porque muitos adultos tentam esconder essas dificuldades para comer, acabam inventando as desculpas, deixam de participar de situações sociais, né. Agora eu pergunto então para a nossa psicóloga, essas dificuldades podem provocar tanta vergonha, tanto medo de ser julgado, como é que isso afeta a relação da pessoa com a comida? Porque se eu já tenho dificuldade com a comida, imagina, já tenho dificuldade com a comida, mas aí essa dificuldade com a comida vai me trazer uma dificuldade na socialização, De repente até não convive com a família E aí eu vou ficar com mais raiva da comida ainda Porque por conta da minha seletividade Por conta da minha restrição Eu não consigo conviver E aí eu volto para a comida Poxa vida, que complexo E aí a gente traz o paladar infantil E o transtorno alimentar para a mesa Para a gente poder conversar sobre a psicologia De uma pessoa adulta Como é que fica a cabeça desse cidadão Que tem todas essas situações envolvidas e não consegue de repente se socializar acaba se isolando, é um impacto se a gente parar pra pensar, bem robusto muito, super, o comer é social a gente come pra tudo o comer é social e me chama um pouco a atenção quando a gente vai conversar com adolescentes e adultos sobre isso e eles nem discriminam o que eles têm uma seletividade eles acabam achando que é só uma preferência e quando a gente vai na anamnese, a gente vai esmiuçando um pouquinho mais, a gente entende que na verdade alguns fatores estão sempre combinados então ele tem dificuldade sempre de aceitar alguma textura, algum alimento com uma cor, né, então por exemplo alimentos verdes, ou então alimentos sempre refogados, então prefere cru então quando a gente vai puxando, a gente vai fazendo com que ele mesmo consiga discriminar que ele tinha alguma coisa que ele nem tinha percebido E o impacto é muito real. Então pensa, você vai num aniversário, você vai numa viagem e você vê que o que tem ali disposto não é o que você tá acostumado ou não é o que te faz bem organicamente, como a Yasmin falou. Então podem ter ainda pessoas com intolerância, intolerância à lactose, intolerância ao glúten, né? Então as pessoas celíacas também enfrentam muito essa dificuldade. muitos desafios muitos desafios então precisa ser tudo preparado separadamente pra não ter contaminação cruzada então o ideal é, discriminou que tem essa questão leva pra terapia porque dá pra gente reverter dá pra gente ter uma qualidade de vida a gente precisa sempre pensar em qualidade de vida e se a gente também tem um impacto no social, significa que já tá trazendo prejuízo Esse é o ponto final. Está trazendo algum tipo de prejuízo para a minha vida? Então, vou procurar realmente profissionais que são especialistas e que podem me ajudar. Agora, a nutricionista vai explicar para a gente o que seria um paladar infantil. Porque a gente fala, fala, fala, fala, mas às vezes fala assim, paladar infantil é o quê? Que só come comida de criança, que gosta de biscoito, bolacha, essas coisas? Ou o que seria, na verdade, um paladar infantil quando a gente remete ao adulto? Olha, é complicado falar, é bem específico, mas o paladar infantil geralmente é aquele paciente que realmente ele não come saudável mesmo, sabe? Ele tem uma dificuldade em inserir as frutas, inserir os... É aquele paciente que basicamente come assim, o arroz e o frango, ou o arroz e a carne, o prato não tem nada muito colorido, né? O café da manhã é sempre o mesmo, às vezes um pão com manteiga, um café com leite e acabou, é isso. Eu não quero experimentar outras coisas, eu não quero, de repente, comer uma fruta no café da manhã, ou uma fonte de proteína. Então, o paladar infantil é aquele paciente que ele é mais seleto, né, e por que o nome infantil, né? Porque realmente a criança tende, se a gente deixar, né, ela tende a comer coisas mais açucaradas, né, farinha branca, esse tipo de alimento. mais ultraprocessado, digamos assim, né, aquela história do, a pessoa descasca menos, né, e acaba desembalando mais, então isso é o que eu chamo, pra mim, na prática de paladar infantil. E você tem casos, assim, de pessoas com paladar infantil? Vários. E aí a pessoa, ela percebe que ela tem esse paladar infantil, assim como a nossa nutricionista, a nossa psicóloga Laura colocou, ela percebe já ou ela precisa mesmo de alguém que possa é falar pra ela, olha, eu acho que tem alguma coisa que não tá tão certa aí, né? Como é que é? É, eu acho que a maior parte, assim, dos pacientes eles acham que é normal, né? Que, ai, tá tudo bem, eu não gosto e acabou, né? Só que eles não enxergam que isso pode trazer malefício pra ele, como a Laura disse, né? Às vezes quando começa a afetar na vida social é que eles realmente enxergam opa, peraí, tem algo de errado aqui, né? Então, a maior parte deles eu acho que no início ele entra um pouco em negação, mas acaba percebendo, às vezes como a Laura citou, né, fui em um evento e só tinha salada e carne ah, mas eu não como salada de jeito nenhum opa, peraí, será que tem algo de errado comigo? ou ah, eu sou celíaco, cheguei no buffet e todas as opções que tinham lá tinham glúten, como é que eu vou fazer pra lidar com isso? E aí às vezes ele acaba trazendo isso lá pra consulta Muito bem, eu quero falar com você também sobre a questão das vitaminas, né? A questão da nutrição do corpo referente à pessoa que tem o paladar infantil. Mas, você tocou num ponto que eu quero jogar pra você, Laura. Porque essas restrições, esse paladar infantil na vida adulta, além de causar essa questão social que acaba te isolando, por conta do julgamento, as pessoas infelizmente julgam e às vezes é uma coisa inconsciente. Você não quer falar, mas quando você vê, você já falou, né? Você não quer atingir a pessoa e quando você vê, você também já foi. Agora, e tem pessoas que levam a sua marmitinha, um exemplo, sou convidado para uma festa, tenho paladar infantil ou tenho aí uma restrição alimentar e levo a minha marmitinha, né? Essa iniciativa, como que a psicologia vê? Porque é interessante que a pessoa continue levando sua marmita ou que ela tente manejar para ver se consegue e tal, o que é mais interessante nessa questão? excelente pergunta, vai depender vai depender se é uma restrição alimentar, por exemplo como no caso dos celíacos que eles não podem contaminação cruzada ou seja, eles não podem, a mesma panela que foi usada pra fazer alguma coisa com trigo, não pode ser usada pra fazer alguma coisa sem glúten então a contaminação cruzada pode causar alguns desconfortos enfim, pode fazer mal pra essa pessoa que é celíaca a mesma coisa do intolerante. Então, a gente não precisa ser uma coisa ou outra. Pode ser uma coisa e outra. Então, dependendo de onde vai. Então, por exemplo, uma pessoa que não come carne, mas ela foi chamada pra um churrasco, ela pode levar os legumes, ela pode levar o queijo de coalho, um melzinho pra colocar em cima. Então, ela vai fazendo uma adaptação com o que ela tem. Então, acho que isso é importante. É sempre trabalhar com o que a gente tem. Não dá pra gente colocar metas muito irreais. São pequenas metas. Então, eu já sei que eu vou ter um evento que eu posso adaptar, eu posso levar alguma coisa e aí com isso adaptar o que eu vou comer lá, não passar vontade, mas também não ficar com fome e também não ser julgada é verdade, porque dependendo se a pessoa leva a marmitinha vai ocorrer o caminho contrário lá vem a outra, lá vem a marmita, cheia de piscina, e aí vai uma questão que é trabalhar em terapia, porque a pessoa se sente excluída exatamente, então isso traz, isso reflete muitas coisas, reflete no comportamento trazendo um pouco pra análise do comportamento, não reforça o comportamento dela de num próximo aniversário, num próximo evento fazer a marmitinha e levar de novo porque foi muito aversiva a última experiência é uma tentativa de socialização que acabou não dando certo e você fala, poxa vida, eu não vou mais porque mesmo eu tentando levando a minha marmita e tentando ficar perto da minha rede ali eu tô sendo julgada, então tchau, não vou mais Então, ah, eu vou ser motivo de piada, eu vou ser motivo de chacota, eu tenho que ficar pensando. Imagina pra pessoa, né? Eu tenho que ficar pensando se tem um lugar pra eu armazenar o que eu vou levar. Também. Pra eu esquentar o que eu vou comer. Então, é toda uma demanda que as pessoas que não fazem parte desse contexto nem imaginam. Então, não precisa ser uma coisa ou outra, pode ser uma coisa e outra. Eu posso adaptar pra um contexto e eu posso também não deixar de levar as minhas coisas pra não ficar com fome e pra não passar vontade. Então, é uma questão de adaptação, né? Então, como você pediu, perguntou pra Yasmin se ela tinha algum exemplo, eu tenho uma criança celíaca. E a mãe faz os docinhos pra ela levar no aniversário. Então, ela come um brigadeiro, mas ela come um brigadeiro feito pra ela. E aí, a gente trabalha isso com ela. Não é que ela é diferente, isso é uma questão. Não, cada um vai ter a sua preferência e também a sua particularidade. Daqui a pouco vamos falar de julgamento, que é bem interessante, que casa bastante nessa situação que nós estamos expondo aqui no programa, mas eu volto com a Nutri, porque tem essa questão do paladar infantil, né, e a questão das vitaminas, a questão da nutrição pro nosso corpo. Como é que você trabalha com uma pessoa que tem um paladar infantil e que se alimenta dessa forma que vocês colocaram pra gente, e aí isso não está de acordo com a nutrição que a gente precisa diária. E como é que você faz esse manejo? Olha, é bem assim, bem minuciosamente, que a gente faz bem aos pouquinhos. O que eu acho mais importante que muitas vezes esses pacientes não consomem é a questão das fibras. Então não é à toa que a OMS sugere que um adulto consuma cerca de 35 gramas de fibra ao dia. então as fibras elas são muito importantes porque elas vão garantir ali a questão das deficiências mesmo nutricionais que não vão ocorrer se a pessoa consumir essas fibras e também vai evitar ali por exemplo o câncer coloretal, então muitas vezes o paciente adulto ele pode desenvolver até certos tipos de cânceres se ele não consumir esses tipos de alimento então eu acabo tentando trazer isso de uma forma leve na consulta para que a pessoa entenda que é importante, que não é à toa que a natureza nos oferta aí legumes, vegetais, frutas então a gente precisa consumir e aí muitas vezes também eu atendo mulheres, né, que se queixam ah, eu tô com queda de cabelo eu tô com as unhas fracas, né eu tô com a pele mais feinha, assim tô desidratada, como é que eu posso melhorar isso? E aí eu sempre falo eu falo, tá bom, mas você tá consumindo né, esses legumes, essas fibras porque é importante, né cada alimento ali, cada fruta cada vegetal, cada legume ele tem a sua particularidade então a gente tem por exemplo a cenoura que é rica em vitamina A então vai trazer um benefício diferente então tem vários ali alimentos que a gente precisa ofertar na alimentação do adulto para que ele colhe esses benefícios mesmo muito bem, e agora? vamos para o julgamento Laura, por que? o que é psicologia atrás referente a nós seres humanos que temos aí essa coisa de julgar, de julgar as pessoas e algumas vezes pode ser involuntária ou a maioria das vezes é involuntária, é inconsciente, quando você vê já foi, você não traz pré-consciência, fala agora eu vou falar de tal pessoa agora, não, quando você vê, puf, já foi daí você se arrepende, acaba tendo até uma culpa, fala, poxa vida, mas por que que eu fiz isso? O que que acontece? O que que a psicologia traz pra gente sobre isso? A psicologia traz que a gente é fruto do meio. Boa! Então, se eu vejo que que as outras pessoas tratam com naturalidade, tirar um sarro do outro, naturalmente eu vou fazer. Então a gente tem um funcionamento no nosso cérebro que chama neurônio espelho. Então a gente espelha o comportamento do outro sem necessariamente refletir antes. Então aí a gente acaba fazendo um julgamento. Então ela vem ali com a comidinha, com a marmitinha. E eu acho que um ponto importante sobre isso de julgamento é as famílias são muito julgadas. Então, a gente está falando que quando a gente traz para a anamnese, a gente entende que muitas vezes a gente precisa ajustar a base da rotina, a base familiar, o que essa família está comprando, o que essa família está dispondo para a criança, só que sem julgamento. Então, a gente está lá no lugar de auxiliar, de dar a informação. Então eu acho que as famílias também são muito julgadas E quando a gente fala de pessoas que realmente tem uma seletividade Não apenas uma preferência, mas uma seletividade de fato Ou o transtorno, o TARE, a nossa Nutri vai saber explicar melhor Que é o transtorno alimentar restritivo evitativo Que causa realmente muitos prejuízos nutricionais Essa família é muito julgada Então, por exemplo, tem algumas escolas que a criança fica integral e faz alimentação lá e aí pra gente explicar que ela precisa de uma adaptação ou que ela precisa levar então a gente vai na escola, conversa faz essa psicoeducação, porque às vezes há um julgamento, um pré-julgamento então eu já tomo como verdade de que aquela criança quer frescura, que ela precisa comer o que todo mundo aqui tá comendo ou que os pais que foram os culpados exatamente, então precisa de toda uma análise contextual mas somos frutos do meio então a gente acaba reproduzindo muito É verdade mesmo. Agora, o paladar infantil, Yasmin, ele vem a partir da infância ou um adulto, em algum momento da vida, pode desenvolver esse paladar infantil? É, eu acredito que o adulto pode desenvolver sim. Geralmente o adulto, ele tem mais seletividade alimentar, né, Rúbia? Mas ele pode desenvolver sim, tá? Né, Laura? Sim, com certeza. Eu acredito que pode sim desenvolver. Com certeza, até porque a gente volta para a infância, né? Eu falo que a infância é um chão que a gente pisa a vida inteira. Sim, é verdade. Então a gente volta para a infância. Será que quando ele virou adulto e ele começou a fazer a própria compra, começou a ter a própria rotina, ele não começou a entender que antes o que ele comia na infância era porque ele era forçado? É verdade. Era porque tinha que comer, mas não necessariamente ele gostava. Então ele começa a fazer essa discriminação das suas próprias preferências e entende que, opa, eu comi isso aqui, mas eu era forçado a comer. Exatamente. Agora que eu posso escolher, eu não vou comer mais, né? Eu restringe um pouco mais aqui, mas a gente chama de alimento de segurança. Eu sei que esse aqui é o meu alimento de segurança, então, por exemplo, se é um macarrão, eu vou deixar esse macarrão mais nutricional, vou pôr uma carne moída, né? Mas, por exemplo, legumes já não vou colocar. É, é isso mesmo. Então, vem da infância, mas ele pode entender na vida adulta. Olha só, muito interessante pra gente poder entender o que acontece nesse meio e às vezes você tem aí um paladar diferenciado, não consegue entender o que está acontecendo com você, pode ser essa questão aí que foi muito bem explicada pela Laura, a nossa psicóloga. Agora, paladar infantil e transtorno alimentar evitativo, né? Isso. Qual que é a diferença disso e como é que a gente descobre, o que traz um alerta para a gente saber, que a gente, pra gente diferenciar, aliás, essa questão do paladar infantil e desse transtorno alimentar. O transtorno, né, ele geralmente vem acompanhado de muitos sintomas negativos. Então, geralmente, a criança começa a apresentar muita perda de peso, né? A criança começa realmente a ter muita deficiência nutricional, porque ela não come aqueles alimentos de jeito nenhum, né? Então, o transtorno, ele vai trazer muitos impactos negativos pra criança, muitos prejuízos, exatamente como a gente mencionou anteriormente a criança às vezes não vai conseguir se expor aos eventos sociais às festas com coleguinhas às vezes lanchar na escola mesmo, com os outros coleguinhas por ela ter esse transtorno e isso ali vai trazer muitos malefícios pra ela, então aí sim a gente encara que é um transtorno que precisa ser tratado realmente com a psicoterapia com toda a equipe, né? Perfeito e também tem os casos contrários eu vou falar um exemplo de um caso que chegou pra mim Os exames ótimos Então uma criança muito restritiva mesmo E um colesterol alto Então olha como precisa de uma análise Então chega a demanda pra parte da psico, por exemplo A gente não faz esse trabalho sozinho Então Nutri, dá uma olhada aqui nesses exames Vamos entender o que tá consumindo É que assim também, aquela história É igual quando a gente fala que às vezes tem uma pessoa com sobrepeso E apresenta os exames saudáveis Aí fala, é o gordinho que é saudável Mas peraí, o exame é uma foto do momento naquele momento o paciente está saudável mas e a longo prazo? Então naquele momento, às vezes a criança está com as vitaminas ok, né, consideradas ok ali pelo padrão de referência do laboratório, mas a longo prazo isso daí vai trazer malefícios então é como se fosse uma bomba relógio, né, que está prestes a explodir ali entendeu? É, e aí isso é muito interessante porque a gente faz esse contraponto na terapia infantil então a gente explica, ó, esse é um alimento construtor, então esse é um alimento que te dá energia, você vai conseguir brincar, você vai conseguir correr, né, interagir com seus amigos, né, então fazer sua natação, fazer o seu balé. Eu sempre brinco que a nutrição, ela deveria ser explicada dessa maneira, né, como a Laura tá trazendo nas escolas, porque muitas vezes eles não têm noção. Então, por exemplo, ah, como você falou, o alimento construtor é a proteína, né, ah, o alimento que te dá energia é o carboidrato. E de onde vem esse carboidrato? Ah, vem da fruta, vem da banana, vem do arroz, né, vem o açúcar. Então, assim, é muito importante que essa educação ela pode ser ensinada desde lá de trás da base, pra que eles entendam realmente essa importância e não que eles entendam assim, ah não, eu preciso te comer porque estão me obrigando ou pro meu exame ficar em dia ou pra lá na frente eu não ter impacto na minha saúde, né? Sim, perfeito. Muito bem. E a gente fala de paladar infantil, transtorno alimentar e de crianças e adultos, só que a gente precisa se atentar, às vezes você tá aí assistindo fala assim, poxa vida, mas como é que eu entendi que de repente eu posso ter aí uma questão de um paladar infantil, mas eu quero melhorar a minha alimentação, ou então a minha criança, né, eu já compreendi o que está acontecendo com ela, eu preciso melhorar a alimentação dela, só que a gente sabe que são perfis diferentes, né, da nossa sociedade brasileira. E aí as pessoas pensam e imaginam, o primeiro pensamento que vem é, eu não vou conseguir, Porque determinado alimento ou determinada dieta não cabe no meu bolso, não é compatível com o meu custo de vida. Eu queria que você explicasse para as pessoas e nos orientasse que, me corrija se eu estiver errada, alimentação saudável ou alimentação nutritiva, ela não precisa custar caro. Não, com certeza não. Eu sempre falo para os meus pacientes, né? Quando eles me trazem isso, a alimentação saudável é muito cara. E eu falo, tá bom, vamos fazer um teste, vamos abrir o seu iFood, né, e vamos calcular ali quanto que você gastou de iFood no último mês. Então, e outra coisa também que eu sempre falo na consulta é, a dieta precisa encaixar na sua vida e não o contrário, né. Então a gente vai tentar fazer de uma forma que caiba tanto na sua rotina, né, quanto no seu bolso. Então a gente consegue sim trazer uma alimentação mais saudável, né, sem custar tanto. Ah Yasmin, eu acho muito caro comer legumes, eu acho muito caro fruto. Tá bom, mas no seu bairro não tem uma feirinha, às vezes uma quitanda, às vezes a gente estimular ali até a questão mesmo da agricultura familiar, vai sair muito mais em conta do que de repente ir num grande mercado e comprar ali um alimento que já venha higienizado, descascado, aí vai sair caro mesmo. É verdade, às vezes a gente tem esse não já muito assertivo dentro da gente, a gente precisa, de repente, mudar alguns posicionamentos e buscar uma forma, porque pra tudo tem-se um jeito, né, Laura? Perfeito, acho que a gente toca num ponto muito importante, que é a flexibilidade. Então, quando os pais chegam, eu falo muito pra eles, então tá, tá difícil ajustar? Tá achando que vai ficar caro? Aonde a gente pode ser flexível? Então, essa compra do mercado semanal, a gente pode fazer uma semana, que dia que é a feira, perto da sua casa? A gente pode comprar, então, as frutas na feira. então às vezes a rigidez acaba sendo nossa então a gente já coloca como, não, eu não vou conseguir, não, calma vamos entender aonde que a gente pode ajustar o que que a gente pode da sua rotina flexibilizar porque se a gente quer que a criança flexibilize quem que tem que dar o modelo? o adulto, né, então eu falo muito isso para as famílias, eu falo, ah, mas ele só está comendo a bolacha recheada, mas quem está comprando? É verdade. Então assim, vamos tentar fazer o bolinho, vamos tentar então é uma psicoeducação geral com a família, com a escola, e trazendo sempre a criança para fazer parte desse processo. Então, vamos na feira, leva a criança na feira, gente. Faz ela participar. É porque a criança vai, com certeza, reverberar no adulto, né? E aí, lá na frente, você vai lembrar das coisas que aconteceram. E assim, é sem julgamentos, tá? Com os pais e cuidadores, é só orientação. E como a maioria das vezes a gente tem o não como resposta, nós estamos aqui tentando de repente fazer com que você amplie a sua visão e entenda, né, que a gente pode melhorar, que a gente pode mudar e que a vida é movimento e a gente hoje pode ter uma rigidez aí em determinado alimento, mas amanhã a gente pode gostar e tá tudo bem, e se não gostar também tá tudo bem, o importante é a gente continuar tentando, né, continuar tentando e tirar esse não aí né, porque tem gente que tem um não assim, muito muito grudado, tudo é não tudo é não, não, a gente pode tentar né, menos rigidez vamos tentar ser menos rígidos mais flexibilidade, mais leveza mais flexibilidade é algo tão fácil? Não, não é, porque a gente vai precisar de movimento, a gente vai precisar de de repente não concordar com a gente mesmo, né, mas é algo de se pensar, porque faz sentido e dá resultado Então, se fizer sentido para você, de repente, esse é o momento. Agora, 8h48, produção me avisando, temos algumas perguntas? Vamos lá, então, saber o que o pessoal de casa está falando e quer perguntar aí para a nossa nutri e para a nossa psicóloga. Renata do Campo Grande, vamos lá. Minha filha só gosta de frutas bem geladas. A temperatura da comida pode influenciar na aceitação de certos sabores? Ai, as duas podem responder isso, né? Com certeza. Vamos lá, então, vai lá, nutri. com certeza, às vezes a sua filha prefere mais geladas por uma preferência mesmo dela, tá, mas pode continuar ofertando pra ela normalmente não tem impacto negativo algum, às vezes é só uma preferência dela mesmo, né, eu por exemplo sou suspeita, eu gosto de comer uvinha sem semente gelada, mas isso não quer dizer que eu não goste da uva se ela tiver em temperatura ambiente, mas é uma preferência minha mesmo. Sim, e pra psicologia? É importante a gente fazer uma análise se a gente ofertar Em temperatura natural, ela não come, ela tem uma ânsia de vômito, percebe que gera um desconforto, ela vira o rosto, ela faz uma cara de enojada. Opa, aí sim é um sinal pra gente tentar analisar, entender um pouquinho mais a fome. Muito bem, legal. Obrigada, Renato. Vamos lá, mais uma pergunta pra gente chegando. Estamos aqui falando de paladar infantil, restrição alimentar. o Eduardo Martins do Nova Europa conheço uma pessoa que gostava de um alimento, mas deixou de comer depois que descobriu os ingredientes nossa cabeça pode mudar a forma como sentimos o sabor ainda mais com a internet e um monte de vídeos pra gente assistir né Eduardo, vamos lá nossa psicóloga com certeza gente, assim, quem nunca comeu uma coisa uma maionese temperada num lanche passou mal, e nunca mais quis ver essa maionese temperada na vida então é aquilo, a gente faz o pareamento de estímulos, a gente faz associações então pode sim acontecer descobrir, sei lá que a salsicha jornal e tudo misturado meu Deus então você vai fazendo associações verdade, quando eu vi a pergunta dele não tem como gente, a salsicha é a primeira poxa vida, coitadinha da salsicha mas enfim, cada um faz de acordo com o que representa, o que faz sentido, tá? Vamos lá, 8h50, pode colocar mais uma perguntinha na tela para a gente, produção? Vamos ver quem é que está conosco. Bianca Rodrigues do Bonfim, sempre achei que alimentação saudável precisava ter muita salada, e quem não gosta de folhas consegue ter alimentação equilibrada de outras maneiras? Com certeza, você pode incluir aí legumes refogados, você não necessariamente precisa consumir as folhas cruas pra ter esses benefícios, tá? Então, não é... Inclusive, os legumes, eles têm muito mais fibras, né, do que as folhas verdes, por exemplo. Então, prefiro que você consuma, se for pra escolher, né, o mais interessante, que você consuma mais legumes do que a salada crua mesmo. Olha só, que legal. Pegando um gancho, tem uma criança minha que ela gosta muito de arroz. Então, conversando com a família e com a equipe nutricional, a gente entendeu como a gente pode deixar esse arroz mais nutritivo. Talvez... Colocar uma cenourinha, uma vagem, né? Cozinhar na água do brócolis, então a família vai comer o brócolis, a criança ainda não, tudo bem, vamos por partes. Mas essa água que cozinhou o brócolis, a gente já não pode fazer o arroz? A gente já não pode colocar uma quinoa que tem uma textura parecida, né? Ou às vezes, por exemplo, no feijão, a família costuma colocar uma beterraba, uma cenoura, então já é uma outra forma também. Às vezes a criança nem sabe, né? Nem de um, é. Então a gente fica tentando sempre entender como a gente pode deixar mais nutritivo, Sem que a criança necessariamente perceba Então é muito passo a passo, como a Nudri falou Cada caso é um caso Não existe receita de bolo para essa questão de seletividade alimentar Muito bem Agora, fazer o manejo da criança É mais fácil do que o adulto fazer o próprio manejo dele mesmo? Isso, agora é uma pergunta que eu fiquei em dúvida Eu acho que é mais fácil porque a criança como a gente tem, digamos assim controle maior do ambiente eu acho que é mais fácil sim, tá e o adulto, é difícil você desconstruir uma crença, né, às vezes quando a pessoa já, ah, eu não gosto não gosto e acabou, ele não quer se dar uma chance muitas vezes, né. Sim, e tem uma questão também de identificação, então se eu tô conversando aqui com os amigos e eu tô falando que eu tenho algumas preferências e eu entendo que outras pessoas também têm, opa, me identifico com aquilo, esse lugar já não é mais só meu então acaba reforçando o meu comportamento e de me manter ali. O pertencimento. Fica confortável, né? Fica confortável e aí isso reforça com que eu não preciso expandir tanto, porque tá tudo bem. Outras pessoas também lidam com a comida, com tal comida dessa forma que eu também lido. Muito bem, olha aí. 8h53, tem mais perguntas? Produção, pode colocar na tela se tiver, se não tiver, me avisa aqui. Tânia Souza, do Jardim Guanabara, minha sobrinha come uma coisa na casa da avó e rejeita o mesmo prato em casa. Ah, comida de vó, hein? Porque isso acontece, se a comida é praticamente igual Vamos lá, as duas respondendo pra gente Porque tem coisa nutricional e psicológica aí Vai lá, Nutri Eu acho que a Laura pode falar melhor sobre essa questão psicológica Às vezes é um carinho ali que a avó tem Às vezes alguma forma de ofertar o prato Mas de repente a gente pode pensar na questão do tempero Então o tempero, às vezes, que a avó usa é mais gostoso né, às vezes, porque ela falou ali que a comida é praticamente igual então se ela é igual em textura em questão do ingrediente em si eu acredito que provavelmente seja o tempero então às vezes comida de vó, né, tem um pouquinho mais de óleo ali, um pouquinho mais de tempero e a gente acaba gostando mais, né. Perfeito, e assim já respondendo, é igual não é não é, porque já mudou o ambiente, já mudou a preparação já mudou o hábito, lembra que a gente falou da rotina, então não é igual pode ser o mesmo ingrediente pode ser uma carne moída, pode ser o macarrão, pode ser o estrogonofe, a questão não é o alimento em si a questão é, o ambiente é diferente, a pessoa é diferente, a rotina da casa é diferente, então são duas casas às vezes a criança tá participando ali do processo de estar cozinhando junto com a vovó isso, é exigido talvez que ela sente a mesa ou é exigido que ela sente a mesa, faça a refeição e depois ela vai tomar o suco. E no outro ambiente ela pode comer assistindo alguma coisa com um distrator e tomando um suquinho. Então, não é igual. Então, precisa entender primeiro isso, porque pelo que a Nutri falou, se é o mesmo alimento, não é uma questão de preferência. É muito mais uma questão ambiental. Olha aí, que interessante. Tá vendo como a gente vai aprender? Isso aqui é bom demais. Vamos lá, mais uma pergunta pra gente na tela. E aí me avisa se é a última, tá? Porque aí a gente já vai para as considerações finais. Você que está acompanhando a gente, muito obrigada pela sua audiência, aprendendo aqui sobre nutrição, sobre psicologia, né? E como que a gente lida aí com o nosso dia a dia. E hoje a gente falando de restrição alimentar e paladar infantil, que acontece na infância, mas vem também para a vida adulta. Fábio Ribeiro, do Jardim Aurélia. Olha, lá em casa, cada um gosta de uma coisa e preparar várias refeições fica complicado. Você sabe que nós temos também um exemplo de uma colega que trabalha com a gente e também falou sobre essa questão, que as pessoas de casa, cada um gosta de uma coisa. E aí, na hora de preparar, tem que preparar um monte de coisa específica para cada um. Aí o Fábio perguntando, né, fica complicado. Como é que a gente faz para montar um cardápio que agrade a família sem perder a qualidade, já que cada um gosta de uma coisa? Nossa, Yasmin, é bem desafiador, né? Esse caso é desafiador pra Nutri, mas, bom, enfim, eu acho que o primeiro passo é a conversa, né? Conversem entre si, né? A base, dá pra gente manter, por exemplo, o carboidrato, dá pra gente manter o arroz como base, né? Todo mundo vai comer arroz, geralmente arroz, macarrão, todo mundo gosta, né? Ah, tudo bem, então o arroz vai ser a base do carboidrato. Ah, proteína, eu tenho preferência por carne vermelha. vermelha. Tá bom, mas não dá pra gente tentar, né? Às vezes uma vez na semana eu como a carne vermelha e cedo pra você. Ou, ah, não, no outro dia eu como frango. Tem que ser conversado, né? Eu acredito que o combinado não sai caro, porque senão aí sim vai ficar difícil de seguir, né? Uma dieta, uma rotina alimentar mais saudável e vai ficar pesado pro bolso também, né? Sem contar a confusão na hora. É. Do jantar, do almoço, da reunião em família, todo mundo na mesa. Não, mas eu não como isso. Não, mas eu como. Não, mas assim. Gente, pensa, né, então tem essa questão também do entendimento entre as partes, né. E aí vira uma demanda Exato, imagina de repente a mãe que tá lá, porque é a mãe que vai pra cozinha, né, então imagina a mãe preparando o alimento pros filhos, cada filho come diferente, uau É, é difícil Vira uma demanda, uma demanda pra essa família se estruturar nisso, né, então precisa chegar num senso comum e entender gente, o que a gente pode ter de base em comum pra cada um E aí fazendo pequenas adaptações, mas entendendo sempre também essa importância da flexibilidade. É, flexibilidade é importante para a vida, né? Muito bem. 8h57, tem mais uma ou terminou, pessoal? Tem mais duas? Olha, se der tempo a gente coloca as duas, então. Bora que bora. Pode colocar na tela aí. Agora 8h57, pessoal da direção avisando que podemos ir até 9h05, acho que dá tempo. Patrícia Almeida do Cambuí, tem gente que comia de tudo quando era criança e ficou muito mais exigente depois de adulto, o que pode fazer a relação com a comida mudar tanto com os anos, né, e aí, Nutri, e a nossa psicóloga. Foi aquilo que a gente já falou, né, durante o programa. Ela começou a discriminar os próprios gostos, ela começou a discriminar como que esse alimento reverbera. Às vezes ela teve alguma experiência bem negativa lá atrás. E também, acho que a gente não pode deixar de falar sobre o passar do tempo e o nosso corpo também vai ficando mais intolerante. Então, quando a criança, por exemplo, consumia coisas com leite, agora ela tem que adaptar mais, porque talvez a lactose já tá fazendo mal. Então, um estrogonofe que vai um creme de leite. Então, mesmo adaptando pra um creme de leite sem lactose, isso ainda me faz mal. Então, já escolho não comer. então acho que entender também se isso tem algum reflexo na parte orgânica é o movimento da vida, a gente está em movimento a gente muda todo dia hoje eu sou aqui, agora amanhã eu não sou mais essa que eu estou sendo hoje então a gente vai mudando e com o passar do tempo também, a gente muda as nossas preferências, o corpo muda tudo muda, e faz sentido agora, tem que ficar de olho na mudança se for algo que incomoda e que causa impacto, aí precisa sim buscar um atendimento, ter um pouco mais de atenção, mas a mudança, ela é natural pra todos nós, né? Ah, muito bem. 8h59, a última pergunta, então, do programa de hoje, Genilza, ela, Genilza Campinas, gostaria de saber por que meu filho tem nojo de alguns alimentos? Aí vai pras duas de novo, vamos lá. Uma alteração, uma alteração sensorial, que vem da parte do cérebro que processa essas informações de textura, então precisa fazer realmente uma análise com o profissional capacitado pra entender quais alimentos que geram esse desconforto. E ressaltar aqui né Laura, que muitas vezes a culpa não é da criança porque ela nem sabe o porquê ela sente aquilo, porque vem lá do cérebro É uma reação involuntária Então isso é importante né, a gente perceber os sinais também que a criança dá Exatamente. Muito bem Bom gente, encerrando o programa de hoje agradecendo a sua audiência, a sua companhia, vamos para as considerações finais das nossas convidadas já agradecemos você aí de casa super valeu, agora quero agradecer a participação de vocês Yasmin, muito obrigada pela presença a disponibilidade do seu tempo e as orientações tão importantes pro nosso dia a dia considerações finais, por favor Olha, tem uma frase que eu gosto muito que é a seguinte, serei sempre eu mesma mas com certeza eu não serei a mesma para sempre, né, que é de Clarice Lispector, então eu trago essa frase aqui pra deixar de reflexão pra vocês aí que estavam nos assistindo como você mesma ressaltou por diversos momentos aqui no programa nós estamos em constante movimento se tem algo na tua vida hoje que está te trazendo algum prejuízo algum malefício, se você tem algo que você quer mudar busque ajuda e vamos mudar juntos porque você consegue você é capaz, foi um prazer estar aqui com vocês hoje nessa manhã, muito obrigada pelo convite. Ah, que legal nós que agradecemos, muito obrigada por tanta orientação, tanto ensinamento nessa manhã de segunda-feira, a gente começa muito bem a semana aprendendo sobre paladar infantil, sobre transtorno alimentar, restrição alimentar e claro que sim, tem a ver com a psicologia, com a nossa saúde mental e é por isso que a gente agradece demais, Laura a sua presença aqui no programa o compartilhamento de conhecimentos que é muito importante gratidão, obrigada e considerações finais, por favor eu que agradeço, agradeço o convite, agradeço a parceria da Nutri, que comigo, que enriqueceu tanto essa nossa conversa acho que é um assunto muito importante pra gente trazer como pauta, como reflexão pra gente desmistificar pra gente acabar com os pré-julgamentos e pra gente ser mais flexível de várias coisas com mais leveza, mas também com a seriedade que elas precisam então, obrigada pelo espaço, obrigada pelo programa por essa oportunidade de falar sobre isso e complemento o que a nossa Nutri Yasmin falou, procurem ajuda procurem profissionais capacitados especializados, porque a conquista cada conquista é muito celebrada por nós, então fica aqui o meu agradecimento pelo convite e a todo mundo de casa também que está assistindo maravilhosas, nós que agradecemos mais uma vez, muito obrigada e é isso gente, fica uma mensagem bem importante para quem acompanhou a gente que não gostar de todos os alimentos é normal mas quando a restrição provoca sofrimento, compromete a alimentação ou limita a vida social, sim, vale a pena buscar ajuda. Você não precisa sentir vergonha, nem enfrentar essa dificuldade sozinho, né? Compreender causas e encontrar um acompanhamento adequado pode abrir caminhos para uma relação mais tranquila com você, com a sua alimentação, com a sua rede social, né? Você e seus amigos, a sua rede familiar também, tá bom? Agora, nove horas e três minutinhos, eu quero falar para você que ao meio dia nós temos Câmara Notícia com Gabriel Castro, às seis da tarde nós temos Reunião Ordinária, tudo será transmitido, como sempre, ao vivo aqui pela TV Câmara Campinas, no YouTube da TV Câmara Campinas também, inclusive o programa de hoje, todos os programas estão lá no YouTube, você pode compartilhar com quem fizer sentido pra você, tá bom? E amanhã nós temos mais Estúdio Câmara e vamos conversar sobre algo bem interessante. Você já percebeu que a gente se comporta diferente dependendo do ambiente que a gente está, vamos lá, você se comporta diferente no trabalho, você se comporta diferente com seus amigos e até dentro de casa, né? Mas até a que ponto isso é adaptação? E quando a gente começa a esconder quem somos pra agradar os outros? Então, no próximo programa, a gente vai conversar sobre os personagens que nós assumimos no dia a dia e a necessidade de pertencimento e o limite entre adaptar e deixar de ser você. Até onde você se adapta? Para pra pensar quem é você no seu trabalho? Quem é você na rua? Quem é você com seus amigos? Quem é você na sua casa? Uau! É, o tema de amanhã, promete! Vamos conversar sobre isso, então, eu convido você para estar conosco aqui no Estúdio Câmara, em mais uma edição aqui na TV Câmara Campinas. Um grande abraço, uma ótima semana, fique bem e até amanhã, se Deus quiser. Tchau, tchau, se cuide! Vamos ao passo a passo. Legenda Adriana Zanotto