Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não
passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.
[Música] [Música] bom pessoal meu bairro na TV aqui da Vila Industrial Bairro que nós vamos mostrar em duas edições esta aqui é a primeira nós estamos na Avenida João Jorge o bairro fica na zona central de Campinas Olha aí no mapinha [Música] bom nesta primeira edição nós fomos até a Estação Cultura conversamos com o historiador também mostramos um barbeiro que trabalha lá faz muitos anos conhecemos também um artista plástico que vai falar sobre o trabalho dele Claro né poderia ser diferente tem um bloco muito famoso nem sangue nem areia também vamos falar sobre os curtumes que tinham por aqui e evidentemente não poderia ser diferente aquele momento super aguardado o da receita um petisco de costela que é servido dentro do abacaxxi fique com a gente aqui no meu bairro na TV que tá bem bacana a Vila Industrial surgiu como um bairro proletário no final do século XIX está diretamente associada aal das companhias de estrada de ferro Paulista e modiana Pois é a Vila marcou o surgimento do primeiro bairro de trabalhadores da cidade rodando pelo bairro a gente vê a nova rodoviária inaugurada dia 4 de junho de 2008 com o estatos de ser o segundo maior terminal do Estado de São Paulo e olha a área total do espaço é de 70.000 m qu bom pessoal é isso aí a gente segue rodando aqui pela Vila Industrial estou com o Fabiano que é artista plástico tem um atelier dele aqui no bairro vai contar um pouquinho sobre a história tudo bem Fabiano beleza Tudo bom Tudo bom bom cara você trabalha com isso há quanto tempo olha profissionalmente desde 2007 já vai fazer uns 18 anos já como começou sua carreira começou eu fazia caricatura no centro de convivência daí eu de lá daquele ano de 2007 para cá não parei né Agora tô mais nas artes plásticas né fazendo gravura fazendo outras coisas larguei um pouco a caricatura como como são os seus trabalhos aí que que você procura fazer Ah o Eu trabalho muito com gravura né que é estilo gravura trabalho também com mural tem vários murais n na pela cidade pela Vila Industrial também e pintura de em tela né Nós são os os fortes né você é campineiro eu nasci em Campinas no estado do Rio de Janeiro é isso é uma cidade chamada Araruama lá foi a gente foi para lá em 89 e voltou em 2003 2004 e como é que é desde criança você tem esse interesse por arte tem Tenho sim eu eu era viciada em ler quadrinho né história em quadrinho aí eu comecei a a gostar não só de ler mas também de fazer né aí copiava copiava bastante e enfim aí euem 32 quando tinha 12 anos assim eu já queria desenhar né mas lá onde eu morava não tinha curso né então por isso que eu sempre quis voltar para cá para isso para fazer um curso de de desenho né Por exemplo quem tem interesse no nos seus produtos tem que vir aqui no Atelier tem o seu Instagram sim é eu eu tenho tenho Instagram tenho site e de sábado eu fico no Centro de Convivência eh a maioria das vezes só vou quando não ten um outro compromisso ou aqui né visita num atelier né Geralmente eu abro o atelier pr pra visitação né que fica aqui na Vila Industrial né qual que é seu Instagram fal é Car é Carreiro arte com e com temudo né boa boa e você faz quanto eh trabalha mais ou menos por dia assim você faz quantas Artes como que funciona isso pro pessoal em casa entender direitinho assim não tem uma produção assim fixa fixa né mas todo dia eu acordo todo dia eu faço algum tipo de trabalho seja na tela seja fazendo na gravura que a estilo gravura não sei se né o pessoal entende mas tem que entalhar primeiro depois passar na prensa né então é um é um outro tipo de Dá mais trabalho né digamos assim né enquanto isso eu fico pintando quando eu não saio na rua para pintar né n e você gosta do bairro aqui gosto bastante sim como eu fui eu já eu morava aqui perto já Sempre morei no São Bernardo ou no na no parque industrial E aí tinha uma amiga nossa que tinha um atelierê aqui né é o atelierê oráculo e elas tinham se mudado para cá e aí a gente se conhecia ela falou vem vem morar para cá daí eu sempre fiquei com essa vontade até porque eu sei do da história não só como uma vila industrial é antiga né Essa questão dela ser um dos primeiros bairros né mas também que muita gente que eu gosto morou aqui né o thas Perina Fábio bintec outros artistas moraram aqui na na Vila né então tem essa história né de desse bairro já ter essa frequência de artistas morando né E você já fez algum trabalho alguma arte do bairro aqui Como assim ah algum quadro em homenagem ao Barro homen já já fez alguma coisinha ou outra mas assim o meu meu meu trabalho eu eu eu eu faço vamos supor como eu frequento os lugares aqui né então geralmente eu sempre carrego isso comigo em algum trabalho ou é um um um que assim é figurativo que eu faço né então sei lá tô ali num bar vejo alguém que eu go que eu achei legal identifica e é aí eu depois eu passo né para um quadro mas como meu quadro não é aquela coisa realista então às vezes é só lembrança né daquilo né mas tem muita coisa que eu gosto daqui e muita coisa que eu levo meu trabalho Valeu Fabiano por receber a gente aqui obrigada [Música] bom pessoal a gente segue rodando aqui pela Vila Industrial estamos num lugar super especial que é justamente a Estação Cultura para bater um papo com o Henrique que é Historiador sabe tudo e mais um pouco sobre o bairro também sobre a Estação Cultura beleza Henrique Maravilha tudo bom E vocês joia bom para falar primeiramente sobre a Estação Cultura né que que você pode falar sobre esse local super conhecido aqui na cidade a companhia paulista ela foi formada em 18 8 e o primeiro trem de Campinas até Jundiaí na data que é o que temos a Rua 11 de Agosto de 1872 Este não é o prédio primeiro o primeiro prédio ele acabou sendo demolido para dar a este que nós conhecemos hoje esse que nós temos aqui é de 1884 ele teve seis ampliações em 1922 essa ideia esse desenho que a gente tá vendo hoje é o que ele Manteve aí veio outra Ferrovia ia neste mesmo espaço a companhia Mogiana de estradas de ferro que se forma em 1872 e em 1875 ela começa a fazer aí sim de Campinas a Jaguariuna também teve ramal férreo campineiro aqui dentro 1889 ficou até 1917 quando esta companhia que chamava ramal férreo campineiro se transforma na companhia de bondes em Campinas o trem sai daqui de dentro e vai para Fora este espaço tinha cinco cemitérios Nesse final do século XIX dos cinco cemitérios na medida em que a ferrovia crescia Eles foram sendo adquiridos pela câmara municipal e repassado lógico vendido também para essas duas grandes companhias Paulista e mojana ramal férreo era aquela que ia para Souzas para colher café a Paulista também café e a mojiana Só que já aí elas eram umas ferrovi eram ferrovias estaduais então a Paulista vai vai seguir no sentido para Panorama no decorrer das décadas e a moiana na década de 60 ela chega até Brasília este espaço hoje que Estamos conhecendo ele é um final do que ocorreu até a década de 30 1930 1940 essa configuração porque o espaço vai sendo transformado em 1971 essas ferrovias que eram particulares a Paulista e a mojiana que estavam aqui neste espaço elas foram anexadas a fepar ferrovia Paulista sa que deixou desistir em 98 em 2000 então a prefeitura faz um acordo com o governo federal e começa então a ter a Estação Cultura Então isso é um resumo do que a gente tem dessa história aqui deste prédio Caraca que aula é o Henrique engatou aí uma quinta e deu uma aula Show de bola Maravilha e as pessoas que vem visitar aqui a Estação Cultura o que que elas encontram aqui Henrique você tem várias atividades no decorrer do final de semana e durante semana inclusive tá sendo montado Essas atividades elas estão ligadas a cultural ou ações sociais né Então aqui tem a feira de Ferro modelismo que é a maior do Brasil uma das maiores de fato da América Latina você tem a feira afro você tem a a a feira da do Polo cervejeiro E aí outros né então você sempre o final de semana você vai ter alguma atividade e durante semana também então você tem orquestra que às vezes toca aqui as bandas tamb também a questão da guarda da guarda municipal que vem faz um espao que respira Cultura né cultura o tempo todo ele tá tendo uma atividade bom vamos falar um pouquinho da Vila Industrial porque é um bairro certamente muito conhecido muito tradicional aqui em Campinas né Henrique sim que que você pode falar sobre o ba a velha Industrial ele vai se formar na metade do século XIX para cá ele se forma o primeiro bairro da cidade o primeiro que eu tenho como estrutura vai ser o Cambuí então tinha o Fundão e o frontão o Fundão era naquele momento dado como hoje O Cemitério da Saudade ele era o fundo da cidade e do lado de lá o frontão que é a frente seria o Cambuí isso seria o que se chamava de arrabalde então não era um bairro ele já estava em formação mas ainda era dado como depois da ferrovia Então você tem uma divisão social muito grande quem que está daquele lado você vai ter o o pessoal que trabalhava na na nos cumes na parte das tecelagens que são fábricas que estão se formando os hospitais aí eu vou ter dois hospitais muito graves que vai ser Hospital dos morféticos do dos lazarentos e outras questões de saúde além do que também você tinha mais aqui próximo do do marrio gat o matadouro então é essas questões você vê que a sociedade ela acaba se dividindo a questão mais do Trabalhador das questões sociais mais complicadas era do lado depois da linha aí Vila Industrial por causa dessas indústrias as primeiras casas é de 1853 1853 que era não Porque dando uma volta pelo bairro aqui Henrique a gente percebe casas bem antigas mesmo que tem a cara aqui da da da tradição da Vila Industrial né exatamente e esse conjunto é um alemão que faz 12 casas e um português mais para frente com a ferrovia nós estamos na década de 50 principalmente por causa dos cumes e da parte da Carne verde que assim falava as pessoas trabalhavam quando a ferrovia chegar na década de 70 aí você vai ter outro conjunto de casas que vai ser dos irmãos dois irmãos que vai ser Manuel Dias e Manuel Freire são duas Vilas né que ainda existe a Manuel Freire praticamente não existe mais mas a Manuel Dias ainda tá intacta desse momento de 1870 1880 aí esse bairro ele vai se formando né como bairro arruamento tanto é que as linhas de Bonde nós tínhamos 13 linhas 12 linhas eram à frente da estação que é a cidade em si e uma linha do bonde que passava aqui atrás Então você vai ter essa configuração muito próxima sempre da linha do Trein maravilha Muito obrigado Henrique show de bola muito obrigado por atender a gente aqui no meu bairro na TV e claro galera vamos rodar obrigado como não falar da barbearia do seu Luiz que tem desde 1968 na Estação Cultura ali em frente no local ele exibe o tío coração seu Luiz é Guarani desde pequenininho e fala com orgulho do salão o salão internacional eu pus nome de para começar quando eu ganhei a concorrência aqui em 68 aí eu providenciei tudo quem ve aqui inauguração foi o nosso Governador laudo Natel naquela época que ele era o governador E então eu queria pôr um nome diferente aqui no salão e eu falei vou pôr que nome né E tinha salão Nacional tinha salão Dona Maria tudo nome aí eu virei falei bom como aqui eu tô numa base tem pessoas de Ortolândia de jaguaru coisa eu falei vou mudar que vou pôr salão Internacional e deu certo porque chegou chegava os gringo para ficar nos hotéis naquela época eles Liam salão internacional eles vinham tudo aqui porque o nome a atração é diferente não é salão do seu João salão da Dona Maria É verdade bem bem bolado então acabou de comecei assim aí foi só que eu tinha aqui tinha uma equipe grande tinha profissionais mas os meus dois Pou comigo já morreram dois profissionais bom ficou comigo mais de 20 anos agora é duro se arrumar um profissional quant anos Senor tem seu luí precisa falar a verdade verdade eu tô com 85 Nossa olha que beleza aí firme forte he teus irmãos que tá andando sou eu né isso aí quantos anos quantos anos de profissão se Luiz tem eu fiquei na profissão e com tinha 16 anos eu comecei a sabe o que eu fazia eu estudava Tava fazendo o curso de cabeleireiro e cab e barbeiro que eu tenho o diploma ali tudo o único que tem diploma aqui no Estado de São Paulo sou eu diploma do Senac é e a sua relação aqui com a Estação Cultura como é que é é ótimo me dou com todo mundo com o Davi que é o toma conta da coisa aí com os diretor com o rubs com folster que é trabalha negócio de de é telefone essas coisas né me com todo mundo eu não tenho inimigo o senhor tem uma noção mais ou menos quantos cabelos o senhor corta por dia qu ah naquela época Eu cortava por dia e quando ela tinha movimento era uma média de 60 cabelo por dia hoje depois que ficou assim eu tenho só minha centela hoje por exemplo eu cortei quro seis cabelo mas cortando 10 por dia tá bom já 30 dá dá 37 210 210 cabelos no mês a r0 bom bom maravilha seu luí obrigado aí por bater um papo com a gente a gente conhecer um pouquinho da história do senhor tá bom Fechou seu luí tá tudo bem então estamos aqui tira umas fotos da frente aí põe na para chamar atenção boa vamos P tem estacionamento privativo boa lá tem seis lugar aí quem corta o cabelo não precisa pagar o estacionamento valeu valeu o clima de época que evoca o velho e único túnel de pedestres de Campinas chama a atenção bom ele liga o centro da cidade ao outro lado da Estação Cultura o túnel que tem desde 1915 foi feito justamente com esse objetivo por aqui tem também o prédio do relógio um imóvel com 118 anos de história que foi recuperado com várias obras ele fica no coração do pátio Ferroviário de [Música] Campinas e no próximo bloco Vamos bater um papo com o Césio um morador que conhece tudo do bairro vai falar também sobre o bloco nem sangue nem areia [Música] conhecemos o Césio que nasceu na vila e contou algumas histórias do bairro ele morou na Rua Barão de Montemor muitas recordações realmente foi nessa esquina que eu nasci aqui 24 de Maio e Barão de Montemor e as recordações são imensas né porque eu passei minha infância brincando nessas ruas nos becos né e na época todo mundo era na rua né não é como hoje que a molecada tá mais enclausurada né apartamento e tal nós vivíamos na rua a festa mais gostosa que a gente tinha era de quinta-feira hoje aliás né de quinta-feira que aqui na Rua 24 de Maio tinha feira a feira era imensa aqui na na 24 de Maio ela começava lá na fées Raimundo e até perto da igreja lá era imensa a a feira e a Grande diversão era passear pela pela feira vendo as coisas bonitas e tal mas o mais gostoso era no fim da feira no fim da Feira vinha o pessoal da prefeitura para lavar a rua e vinha com caminhão pipa com aqueles guichos poderoso Sabe aqueles guichos forte e o Nossa nosso adversário era provocar o e ele sabia disso né provocar o o funcionário que tava fazendo a limpeza na rua para eles guixar em cima da gente e fazer jogar o esguicho em cima de nós era a Grande diversão toda quinta-feira depois do final da feira na limpeza da feira ela tomar banho des esguicho do caminhão pipa aqui na Vila Industrial bom você né Césio viu o comecinho aí da da Vila Industrial e tudo mais por exemplo agora você está embaixo de uma árvore tinha muitas árvores como que era assim a Vila Industrial antigamente essas árvores aqui não existiam na na minha infância era não tinha principalmente essas essas três aqui aquela outra já tinha mas essas três aqui que não antigamente lá no começo né lá no começo de Campinas a vilha Industrial era um Cafezal e antes de ser um Cafezal era um canavial né era uma produção de cana depois quando surgiu a a a produção cafeeira né el se tornou um grande Cafezal e a a cidade de Campinas era uma das maiores produtoras agrícolas da província de São Paulo né então a Vila Industrial era isso ela ela se se se tornou se transformou num bairro quando chegou o qu A Ferrovia A Ferrovia antes vinha de Santos até Jundiaí e a gente tinha que levar toda a produção cafeeira da da da da cidade em lombo de mula até jundí para despachar pro Porto de Santos e exportar aí houve uma discussão muito forte com a a São Paulo rail Road acho que era o nome da da empresa São Paulo ril Road que queria nós queríamos trazer Os Campineiros né Eu ainda não tava nascido graças a Deus porque não tava era uma mumia agora eh trazia A Ferrovia até aqui e o pessoal da São Paulo rail Road não topou não queria Então os empresários aqui da da cidade se cotizaram e montaram a companhia paulista de estrada de ferro e trouxeram para cá a o prolongamento dessa Santo Jundiaí que era a companhia paulista de estrada de ferro e aí sim aí começa formar o bairro dos Operários foi o primeiro bairro Operário da cidade por isso o nome vin industrial e aqui Havia três costumes três além do Cume dos três costumes Por que que os costumes ficavam aqui na Vila Industrial a Vila Industrial era um lugar onde a cidade é até meio chato falar isso mas é verdade é onde a cidade não queria tinha todas as coisas que a cidade não queria ver e mostrar né então por exemplo por quê aqui embaixo lá na na na rua eh Francisco de Assis pup tinha um matadouro na Lauro Sodré perdão Lauro Sodré tinha o matadouro e aquilo era terrível né o matadouro aliás eraa um prédio maravilhoso lindo maravilhoso e era um matadouro ali e aí nós tínhamos então no próprio bairro Três curtumes o Curtume cantúsio que ainda hoje tá lá a fachada dele ainda existe é tombado pelo Patrimônio Histórico cultural na frente do Curtume cantúsio tinha O cortume Firmino Costa esse já tá bem destruida não foi tombado Mas tá bem bem deteriorado e tinha um outro que era curtidora Campineira que na verdade no fundo além de ser uma curtidora de dos Couros né do do matadouro ela também era uma fábrica de sapatos que era aqui perto na na subindo aqui seguindo a 24 de Maio ali perto da 7 de Setembro era curtidora Campineira eram três costumes Que nós tínhamos aqui na vila bom entre as décadas de 1940 em 1970 as ruas da Vila Industrial serviram como cenário para uma das mais tradicionais agremiações do carnaval campineiro o bloco nem sangue nem areia [Música] [Aplausos] [Música] [Aplausos] o meu pai foi um dos fundadores em 1948 né que foi fundado o o o nem sangue nem areia e eu como era pequenininho né saía desde um ano de idade Oi tudo bom firme tudo e você tá bom tudo bem tudo em paz tudo estamos falando da Vila aqui ó tô vendo não tem coisa melhor vamos vamos fazer a Vila ó para cima quiser bom antes de você falar sobre o bloco essas coisas não tem preço né conhece todo mundo no bairro e tudo mais é uma delícia passear pela eu eu eu tenho meu umbigo como nós dissemos aqui na Vila Industrial não eu percebi que você ficou super feliz não é de de nossa é hora que vocês falaram que vão fazer não de encontrar o pessoal aqui Ah sim encontrar gente de longa data né Eu frequento aliás até hoje aqui a Igreja São José que é a igreja da Vila e não é à toa que é São José como era um bairro Operário e São José era Operário era um marcineiro né E aqui nós tínhamos na Vila Industrial mais centenas de marcineiro e nós vamos mostrar a Igreja São José na segunda edição aqui da Vila Industrial que é outro prédio tombado da Vila Industrial é a igreja São José São José por conta dos Operários quando em 1872 A Ferrovia Paulista a companhia paulista chegou aqui mas ela chegou mais ali na Francisco te lá perto do do Teatro Castro Mendes Ali era o foco onde é a Estação Cultura hoje Ali era a estação da Paulista pro lado de cá pro lado de cá do pátio ferroviário em 1874 2 anos depois foi fundada a companhia Mogiana e a Mogiana por quê Porque saía de Campinas e passava por Mugi Mugi Iguaçu Mugi Mirim e ia lá pros lados de Minas Gerais bom então vamos lá Voltando a falar sobre o bloco nem sangue nem areia falou que seu pai foi um dos fundadores foi e foram quatro fundadores do an sagne arê então era meu pai que era conhecido como zucam né o nome dele era Sinésio também mas era zucam ninguém conhecia ele como Sinésio era zuc Mané e tulé que eram dois irmãos e Osvaldo botcher Na verdade o Osvaldo botcher foi o grande idealizador do bloco e ele morava ali naquela esquina ali ó daquele outro lado lá Osvaldo botcher e como é que a gente montava o bloco o bloco era montado tinha e boi tinha Cavalinho é diferente do que é um pouquinho diferente do que é hoje ou nem sangue nem areia mas ele era muito mais tradicional tinha bicicletas enfeitadas tinha os bois os cavalinhos e eram feitos com ferro e pano né E quem fazia o ferro era meu pai e quem fazia a cobertura com pano minha mãe E aqui onde hoje tá bem mudado o prédio né mas era a nossa casa e ao lado de baixo aqui na Barão de Montemor tinha oficina serralheiro do meu pai meu pai era serralheiro e ali ele montava os apetrechos todos do bloco e o bloco se encontrava aqui nessa esquina Barão de Montemor com 24 de maio formava aqui ensaiava aqui fazia uma batucada muito legal e o desfile também naquela época além de desfilar no centro da cidade a gente subia a a Conceição subia Conceição na contramão né subia a Conceição e virava Francisco Glicério também na contramão e desfilava no centro da cidade terminado o desfilo na na no centro da cidade todos os blocos as escolas de samba vinham aqui pra Vila Industrial que tinha o carnaval aqui na vila Esse é um patrimônio imaterial que nós temos na Vila Industrial também nós temos patrimônios aqui aqui é o bairro com maior quantidade de prédios tombados que nós temos na cidade mas também temos esse patrimônio imaterial que patrimônio material nós temos os carnavais temos também a história da industrialização da cidade também é um patrimônio imaterial nós estamos falando dos cumes mas tinha fábrica de seda tinha fábrica de de elástico tinha fábrica de sabão por isso era Vila Industrial então quando a amiana foi formada aqui em 1874 então todas essas casas aqui que são chamados os becos né da da Vila Industrial as Travessas Travessa Manuel Dias Travessa Manuel Freire foram construídas para os trabalhadores e era uma quantidade imensa de marcineiros porque aqui do nosso lado tem a oficina dos vagões e carros da Mugi e consertar vagões e carro da Mugi significa muita Marcenaria muita Marcenaria porquea bante Oi bastante Marcenaria bastante Marcenaria então aqui nós tínhamos muito marcineiro e não é à toa que aí em 1921 fundada a Igreja São José aqui no bairro que era marcineiro é É verdade o bloco hoje desfila virou escola de samba aí o bloco o bloco foi foi depois nós mudamos um pouquinho mais para baixo aqui na Barão de de Montemor depois nós mudamos para João Teodoro Olha que coincidência fantástica os últimos anos da antiga fase do nem sang n areia foram lá na Rua João Teodoro Guarda esse nome João Teodoro onde nós morávamos também formávamos ali ensaiamos ali e tal e depois paramos né acabou desmontando o carnaval em Campinas perdeu um pouco o o jeitão daquele carnaval de rua Aquele carnaval gostoso e tal parou aí passado um tempo já no Século XX e um pessoal da da da Imprensa da Unicamp Mas encabeçados pelo Elder o Elder eh bitencur Elder sencur aí o Paulo Reda o o Roberto cardinali esses jornalistas e o pessoal ligado a Unicamp pô Vamos retomar o o o nem sangue nem areia vamos vieram pedir para mim Imagina eu não sou dono do nens sang isso é um patrimônio imaterial da vida Industrial eu falei gente manda a bola pra frente pelo amor de Deus e se a gente vai resgatar uma memória fantástica da Vila Industrial E olha que interessante onde foi retomado então o bloco deem sangue nem are ele na sua primeira etapa na sua idade antiga terminou a sua passagem aqui na Rua João Teodoro e foi retomado aqui na Vila Industrial na Rua Francisco Teodoro ué mas dois teodoros Sim eles eram irmãos e foram os fundadores da Imprensa em Campinas com o jornal Aurora Campineira no próximo bloco A receita uma porção de costela servida num [Música] abacaxi B reser pessoal estamos de volta agora no último bloco no meu bairro na TV da vida Industrial a primeira edição no momento certamente super aguardado que é o da receita tô aqui com o Joilson que é chefe de cozinha para bater um papo conosco Que prato que a gente vai mostrar aqui jo tudo bem beleza bem Beleza o realizo de costela prato maravilhoso prato muito bom tá o chefe da casa quos iniciar aqui o reza de reza de costela um prato muito bom da estação campineiro Carro Chefe da casa muito bom tem boa saída muito bom muito bom prato tá bom molho branco aqui na panela tá conversando com molho branco tá bom o passo a passo é o molho branco depois vem a costela deseada que é maravilhosa costela des mancho na boca muito boa a costela Tá [Música] bom quem comer não vai se arrepender esse real de Celo é muito bom [Música] agora a gente iremos colocar no abacaxi esse molho pronto aqui né pra gente levar ao [Música] forno vai ficar no forno por volta de 10 minutinhos bom vou colocar a calda do abacaxi também que fica maravilhosa colocando a calda fica maravilhoso [Música] e agora PR finalizar o prato é o queijo musarela que é para [Música] gratinar isso agora nós iremos levar ao forno agora nós iremos levar a forno volta de 10 minutos tá bom ele está Prontinho pronto para ir pra [Música] mesa a finalização do prato PR saída de boqueto tá bom vou pô os pãezinhos [Música] as Chegou o grande momento tá chegando por aqui não é essa costela no abacaxi olha só que coisa linda que coisa impressionante tô aqui com a Rose Obrigado viu amigo tô aqui com a Rose tudo bom Rose muito obrigado por atender receber a gente aqui tudo bem tudo bem graças a Deus você joia bom você é gerente aqui não é isso sou gerente como que é a história aqui do Estação Campineira tem quanto tempo a relação com o bairro Estação Campineira Ele está aqui situado no no na Vila Industrial há 10 anos né O Adriano que é o proprietário do do restaurante se mudou aqui gostou bastante do bairro E aí resolveu montar um restaurante de comida típica brasileira então nós temos aí além do Realeza aí que é maravilhoso né eu vou até tirar uma foto viu Rose porque tá bonito hein não bonito e maravilhoso porque assim tudo que você come que você se propõe a vir ao estação cabira para comer modesta parte eu que né sou suspeita a dizer é maravilhoso viu muito bom bom então Vamos experimentar aqui porque realmente Olha gente olhando assim uma costela dentro de um abacaxxi é uma coisa que dá água na boca mesmo e esse abacaxxi ele foi um dos concorrentes do comida de boteco ele foi um petisco Que Nós escolhemos né e assim Fez Na realidade deu uma um grande Impacto aí o pessoal veio conhecer aqui o Estação amou e eu vou ser bem sincera a gente não ganhou não sei nem queij E e esse aqui o que que é uma Pimentinha é uma Pimentinha caseira ou não não é ela é preparada particularmente o pessoal que me acompanha sabe que eu sou apaixonado por Pimenta né Tem um azeitinho também não sei se você gosta também é bom bom combina é super legal super bom um fiozinho de azeite né exatamente como que surgiu essa ideia Ros do abacaxi o abacaxi foi uma viagem que foi feita para de Galinhas e lá tem um restaurante que nós comemos esse abacaxi mas era com camarão e aí tem muitas pessoas que são alérgicas a camarão então nós tivemos a ideia aí de colocar o a costela com molho bechamel porque eu acho que ia ser mais nossa ela desfia aceitável isso é porque daí não tem eco dificilmente tem alguém que não goste de costela né dificilmente Bom vamos lá eu vou experimentar aqui chegou então não é aquele momento super aguardado Nossa gente veio até o saborzinho do abacaxi né bom Nossa que delícia ros Esse daí é o abacaxxi que é flambado no Conhaque então ele vai Nossa Fantástico a mozzarela também dá um toquinho todo especial né ô relação aqui do restaurante com o bairro porque a gente tá fazendo esse programa né da Vila Industrial e tem toda uma relação porque quando fala aqui do restaurante né da estação Campineira logo é na vida Industrial tal Sim sim e é próximo do centro né então o pessoal assim é fácil acesso para quem gosta para quem não tem às vezes uma locomoção para vir é fácil acesso e quando nós inauguramos aqui não tinha nada de bares exceto o bar do André que é já já tem mais de 40 anos né mas assim a Vila é lugar muito aconchegante é tranquila é passata de pessoas né já de uma idade Já não são tão jovens mas é bacana olha parabéns viu vale super a pena uma costela realmente fantástica Eu particularmente nunca tinha visto certamente vou voltar aqui quando estiver de folga para tomar aquela cervejinha junto que deve ser meu valeu viu Rose Muito obrigado vi Eu que agradeço a presença de vocês Bom pessoal é isso aí você já sabe que o seu bairro pode ser o próximo a aparecer aqui então pode mandar uma mensagem pra gente o WhatsApp é esse que aparece no seu vídeo valeu tchau e até a próxima [Música] oportunidade Y