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Música Bom, é o meu bairro na TV aqui do Jardim Nova América, um bairro da zona sul de Campinas, olha aí no mapa, com 5 mil moradores. A gente teve a oportunidade de conversar com moradores antigos, como o seu Chaguinha, tem 65 anos, veio do Nordeste, adora aqui, Tem cada história bacana, conversamos também com o seu Chicão, que é dono de um bar, o bar foi destruído após um vendaval na década de 1980, ele conseguiu reconstruir o bar e contou essa história para a gente, ficou realmente super emocionado quando falou sobre essa história. Também, olha só pessoal, a gente bateu um papo com atores amadores, atrizes amadoras, que são todos moradores daqui, Ninguém é profissional e fizeram um média metragem e ficou sensacional. O resultado está muito bacana. Bom, e é claro, o momento mais aguardado aqui do meu bairro na TV é a receita, uma costela no bafo. Está bem legal o programa, fique com a gente, não dá para perder. Começamos falando sobre um baita projeto. Os moradores do Jardim América se uniram e realizaram o sonho do Lucas. O filme Os Velozes e Furiosos, clássico dos cinemas, serviu de inspiração para o média-metragem. O nome, Veloz, o acerto de contas. Tem um evento de carro aqui, né? Como assim, mano? Você não viu a notificação, não? O pior é que... Mano, quando que vai ser isso aí? Vai ser hoje à noite, mano. Ele não pode ganhar essa corrida, beleza? Ele não vai ganhar essa corrida. Mas, é a corrida. Só ver pra conseguir. A corrida começa em 10 minutos, tá bom? Vamos nessa. E aí? Tá o anjo. Tô te mandando esse áudio pra deixar bem claro. Ou você ganha, ou você morre. Um, dois, três, quatro. Apaixonado por cinema desde pequenininho, Lucas convidou todo mundo do bairro para mergulhar no filme. E a galera topou, inclusive a Bruna, que gravou a trilha sonora. Mandou super bem. Música Pra clarear você, pra iluminar você Pra proteger, pra inspirar, pra alimentar você O Lucas fez o roteiro e captou as imagens, os atores e as atrizes, todos amadores. Entre protagonistas e figurantes, a dedicação foi total. A ideia finalmente saía do papel. Obrigado primeiramente por estar aqui. Valeu, valeu. E essa ideia surgiu para introduzir o audiovisual aqui no bairro, para trazer a comunidade mais perto do cinema e fazer parte dessa fantasia, né? Inspirada no Veloz Furioso, a gente tem um drama, tem muita ação com o carro, velocidade, e feito com todo o cenário daqui do próprio Nova América. Cara, e o que mais me chamou a atenção, não é? É que foi feito, produzido, todo ele aqui, né? Todo no bairro. Conta pra gente mais detalhes, como que foi? A gente até poderia ter gravado em lugares mais desertos, ou mais seguros, assim, pra fazer as cenas de perseguição de carro, né? Cenas de ação, digamos assim. mas a gente quis valorizar onde a gente mora, que é um lugar que tem muito, e a gente tem que retratar isso nas telas, nas mídias, nas redes sociais, então a gente teve essa ideia de fazer todas as cenas nos comércios, com a comunidade, e foi um projeto que todo mundo abraçou bem forte, sabe? E a gente aqui no Meu Bairro na TV vai mostrar para o pessoal em casa, alguns dos comércios que foram gravados, e ele não foi lançado ainda? Ainda não, a gente tá apresentando em vários locais, disponibilizando pro público em aberto, disponibilizando pro público em aberto, e a gente vai disponibilizar depois no YouTube pra todo mundo ver e ficar pra sempre lá. Boa, e quantas pessoas participaram, Lucas? Ó, na primeira, na gravação principal, onde tem uma corrida, tem todo um enredo da história, assim, participaram em torno de umas 150 pessoas, assim, de figurantes, todos aqui do bairro mesmo, fazendo aquela plateia em torno dos carros. Foi uma coisa bem interessante, foi um momento bem, um marco bem importante pra mim, assim, sabe? E você, inclusive, gravou também numa oficina aqui no bairro, né? Gravamos na oficina do Aislan, uma oficina que ela tem o selo de Amigo da Mulher, né? especializado com esse tratamento com as mulheres e foi um cenário bem legal tem toda uma estrutura bem bacana lá e foi incrível, foi incrível. Cara, que legal a gente percebe que você fica até emocionado né, Lucas? Seus olhos chegam a brilhar pra falar do Ah, eu fico porque foi uma coisa assim tudo no momento certo na hora certa, com as pessoas certas e foi uma honra ter eu aberto essa oportunidade e as pessoas terem abraçado aqui no bairro, sabe? Conta um pouquinho da história pra gente? A história acontece aqui no bairro mesmo, claro, num ambiente mais de ficção. Tem um aplicativo que organiza encontros de carros. E nesse encontro de carros, corre uma desavença entre um homem e uma mulher. E eles decidem resolver isso num racho de rua. E nessa, um compra a briga do outro, vai envolvendo velocidade, um pouco de romance. E tem o mistério do passado, entendeu? Então tem todo esse desenvolver, assim, sabe? A gente gravou desde as músicas, cenas de drone, tudo foi... Essas aqui são imagens que a gente tá vendo de fundo? Sim, todas gravadas, sabe? Então tá pronto? Não, tá todo pronto. A gente só tá terminando de apresentar em alguns locais ainda, pra depois disponibilizar no YouTube. Porque a gente quer levar as pessoas pra teatro, pra centros de cultura. Que legal! Pra valorizar isso, entendeu? É isso que eu ia te perguntar. Qual que é o principal objetivo seu com esse lançamento? O principal objetivo realmente era valorizar o bairro, os comércios daqui, mostrar que a gente consegue brincar de fazer Hollywood em casa, né? E esses são todos moradores do bairro? É, moradores, amigos, pessoal da comunidade mesmo, sabe? E a gente tentou fazer essa troca, né? Eu ia explicar um pouco pra eles como que funcionava atuar, porque não tem nenhum ator profissional, então a gente tentava ensinar, explicar um pouco como que era a direção da câmera, a luz, o corte, a cena, introduzir um pouco disso para a comunidade em si. Que show, que bacana. Galera, é o seguinte, a gente vai continuar rodando porque a gente vai falar mais a respeito de toda essa produção, a gente vai inclusive nessa oficina que o Lucas falou. Antes fomos conhecer o João Pedro, amigão do Lucas, desde a infância, ajudou muito no filme. Eu sou um cara que gosta muito de audiovisual também, e o Lucas me chamou para esse projeto. A gente tinha um dos projetos de gravar Reels para o Stories, e aí ele falou, mano, vou gravar um filme. Falei, beleza, vamos para cima, mas do nada ele mandou 45, um roteiro de 45 cenas, não consegui nem ler, ele falou, mano, vamos gravar, eu falei, então, vamos para cima, vamos com tudo. E ele me falou que você ajudou em todos os momentos do filme. Sim, eu fiz um pouco de cada coisa, segurei câmera, segurei a luz, ajudei segurando o áudio também, para os atores falarem, foi tipo assim, faz parte de grande parte do processo do filme, foi bem legal. Participou, inclusive, de uma cena, né? De uma cena, foi. Como foi essa cena? Foi ali com o Matheus, ele é cabeleireiro, e ali na cena ele estava cortando meu cabelo e falando sobre a corrida. No caso, ele não sabia sobre a corrida, eu falei, mano, vai ter uma corrida hoje à noite. Aí ele, caramba, tem que assistir. Foi essa nossa cena. Como foi ver o resultado do filme pronto? Nossa, foi, tipo assim, surreal. Você participar de toda a gravação, ver ali como foi todo o processo, E depois você vê o realmente resultado Tipo, recompensa tudo o que você fez Júlio Olha o que eu encontrei aqui Encontrei as fotos dos seus pais Nossa, que legal Pai, olha aqui Pai, por que eu não tô nessa foto? É filha, porque você ainda não tinha nascido É quando eu conheci sua mãe Ah tá, entendi Mas pai, não sei se eu tô já acabando aí Sim, filha. Acabei de desassumir para ela esperar a gente. Já estamos atrasados, né? Vamos? Vamos. Filha, não esquece de guardar a foto, né? Tá voltado. É isso aí, galera. Lembra que o Lucas falou que o Aislan cedeu a oficina, participou do filme também? Bem, viemos aqui então conhecer o Aislan e saber de você como foi, não é? Essa experiência de participar do filme e levar o nome do bairro aí para todo mundo. Olá, tudo bem? Cara, para mim foi sensacional poder estar participando disso daí, sempre uma oportunidade que ele pediu, né? E a gente abraçou a ideia dele para poder estar ajudando isso daí. Eu falei, vamos embora, vamos ver o que você precisa para a gente poder estar sempre ajudando o bairro a divulgar e ajudar ele também a estratégia do filme que ele comentou. Como foram as cenas gravadas aqui na oficina? Cara, foi emocionante, foi bacana. Nossa, muito top. As cenas, a gente ficar nos bastidores, cara, excepcional. É, realmente ficaram bem bacanas, né? E todo mundo aqui praticamente do bairro participou, né? Do Jardim Nova América. Sim, isso mesmo. Então deve ter sido uma experiência incrível, né? Não, para todos nós. Como foi a primeira vez, todo mundo fica forançado pra ver como é que é as cenas, então foi muito bacana pra eu poder participar disso daí. E você curtiu fazer cenas e tudo mais? Gostei. Não é trabalhar como ator, que você nunca fez isso na vida, né? Não, primeira vez. E foi bem? Nossa, a gente deu pro gasto aí, né? Gostei, gostamos bastante. Também fomos conhecer a Camila, moradora do bairro e maquiadora do personagem principal do filme. Eu acho que foi a melhor experiência que eu tive, de verdade. primeiro que eu já gostava desse negócio de bastidores então participei dos bastidores e ainda consegui maquiar a protagonista, então não tem nem o que falar, eu acho que foi uma experiência única mesmo. Já tinha vivido essa experiência? Nunca, nunca eu tava assim, ansiosa, vivo ansiosa até pra ver o resultado mas assim, eu nunca tinha vivido algo assim não foi bem interessante. Como atriz você não participou? Não, na verdade eu tive uma participação Ah, teve também? Uma pequena participação sim Mas, além disso, também maquiei a protagonista do filme. Quantas pessoas você maquiou? Uma só. Só a protagonista principal mesmo. Ah, entendi. Daí ela vem aqui sempre com a... Isso. Então, ela teve um momento que ela se arrumou aqui. Ele fez alguns takes dela se arrumando aqui. Então, eu fiz a maquiagem dela pro filme. Mas tive uma participação também assistindo a corrida do carro. Me maquiando. Então, teve essa participação aí. Que bacana. E já viu o resultado ou não? Eu já vi, mas estou ansiosa para ver de novo. Porque eu acho que é uma coisa assim, que é diferente para o bairro, né? Ninguém acho que imaginava que viria algo assim. E o Lucas, ele tem muito talento, então eu acho que foi uma coisa bem bacana. Fiquei feliz de participar. Desafio aceito. Vamos ver se você vai sobreviver para proteger a sua queridinha. Idiota. É, pessoal, pelo que eu tô vendo aqui, as polícias chegaram. Música Segundo bloco, a gente vai conhecer um morador antigo do bairro. Tem cada história legal. E olha só, dando uma volta aqui pelo Jardim Nova América, Eu encontrei o Chaguinha Que é um morador antigo aqui do bairro Não é, Chaguinha? Há quanto tempo o senhor mora aqui? Há 40 anos 30 anos Bastante, hein? Cheguei aqui em 80 Veio de onde? Eu vim do Piauí E quando o senhor chegou em Campinas Aí já veio direto pra cá? Eu vim direto pra cá Eu sou daquele homem chamado Itapemirim, que é da rodoviária em São Paulo, e daí de lá eu vim para cá, para Campinas. Eu tinha parente aqui, né, e vim para cá meus parentes aqui. Então o senhor fez praticamente boa parte da vida aqui no Jardim Nova América. Graças a Deus. É um bairro que o senhor gosta bastante? Aqui a gente chegou aqui, a gente ajudou a fundar esse bairro aí hoje, bonito aí, esse bairro aí. E aqui nesse bairro chega bastante gente de fora, o senhor estava me contando, né, senhor Chaguinha? Quando eu cheguei aqui, começou a chegar muito, né? Porque isso aqui só tinha 15 casas, como eu falei, aqui no bairro, em Nova América. E depois foi chegando gente do Paraná, do Piauí, que nem eu, do Ceará, de Minas Gerais, do Paraná. Essa turma toda, o Maranhão. E graças a Deus está aí hoje, está aí esse bairro bonito. E o senhor tem um carinho muito grande aqui pelo bairro, né? Tanto que seus filhos foram criados aqui, seus netos e seus bisnetos. netos? O senhor tem bisnetos já? Doze. Doze bisnetos. Doze? Mas quantos anos o senhor tem? Desculpa a pergunta. Hoje eu tenho 64 anos. Que beleza. E com 12 bisnetos. 64 anos e... Todos nascidos aqui no Nova América. Eu nasci aqui no Nova América. Estou tudo aqui nessa bênção aqui. Por isso que eu honro Campinas e também honro o meu bairro aqui em Nova América. E o senhor, inclusive, trabalha pelo bairro, né? Faz parte da associação. Sou presidente aqui da associação. Sou presidente desse núcleo aqui Entendeu? E aqui o povo todo me conhece Todos me conhecem Conhecem como? Como Chaguinha, né? Chaguinha do? Nova América Aê, tá vendo? Tem tudo a ver com o bairro, né? Tem O que o senhor mais gosta de fazer aqui? Conta pra gente É, como eu trabalho Eu trabalho oito horas na prefeitura, né? E as outras horas eu cuido também da minha esposa E vou cuidar também do bairro também Passeia Por exemplo, trouxemos sempre saúde Né? A escola, se você subir lá em cima, você vai ver uma escola nova. Foi tudo luta nossa, não só minha, mas de todos os moradores. A gente lutou para ter essa escola, para ter esse centro de saúde. Então hoje o bairro aqui é bem melhor do que já foi um dia. Com certeza. Hoje você pode ver que só tem uma saída do bairro. Só tem uma saída. E então, o que acontece? Aqui é um dos melhores, eu tenho chamado isso aqui, ultimamente, o bairro de um condomínio fechado. que é um bairro tranquilo, um bairro muito tranquilo mesmo aqui, tem seus problemas, porque em todo canto tem problema, mas aqui os problemas aqui é realmente tudo é tranquilo, porque todo mundo conhece todo mundo aqui. É tudo amigo? Tudo amigo, tudo amigo. Não tem negócio de fulano é isso, fulano é aquilo, não. Aquele que puder mais, amém. Que não puder, amém também. Boa, boa. Faz amizade. Bom, pessoal, e a gente segue rodando aqui pelo Jardim Nova América. Olha só quem eu encontrei aqui, o Seu Chicão, figurinha carimbada do bairro. O senhor estava me contando que não é de Campinas, né, Seu Chicão? Mas chegou faz tempo aqui na cidade, sempre morando nesse bairro? Não, eu morei no centro, na rua de Caxias, por algum tempo. Depois de casado, nós moramos no Castelo, por um tempo, na Vila Industrial, e viemos para cá já desde 74. Nossa, desde 74 que nós moramos aqui. Então, bom, praticamente 50 anos. Estamos em 2023, 74. Nós temos 54 de casado. E o senhor é um dos moradores mais antigos aqui do bairro É o sétimo morador O sétimo morador do bairro, seu Chicão? Quando nós mudamos pra cá não tinha nada no bairro Só tinha... nem rua não tinha Era só barba de bode Só barba de bode e essa peixe E o senhor gosta bastante do bairro aqui, seu Chicão? Eu gosto e depois a gente ficou raiz aqui Tem os filhos, os netos, tudo aqui agora não tem mais jeito, né? Mais vontade de sair daqui até que eu tenha vontade de ir pra um lugar, assim, na beirada do rio só pra pescar, né? É, ficar tranquilo, dar uma pescada e tudo mais. É bom também. O que o senhor mais gosta aqui no bairro, o senhor Chicão? Bom, é das amizades que eu tenho aqui, graças a Deus. Eu participo da comunidade católica do bairro. Já fui da presidência da comunidade Então é o que eu gosto Eu gosto dos meus amigos, do povo daqui E o bairro mudou muito Desde quando o senhor chegou O senhor chegou e disse que foi o sétimo morador E que não tinha praticamente nada no bairro Hoje tem bastante comércio aqui Tinha umas 10 casas só aqui Tudo espalhado, as casas Mas, hoje tem muita gente que eu nem conheço. Cresceu muito, né? Cresceu muito. Cresceu, tem de tudo. Quando eu vim para cá não tinha nada, não tinha água, não tinha luz, não tinha nada. Era muito dificultoso. E no próximo bloco, inclusive, a gente vai acompanhar uma receita sensacional. Vale a pena você ir de casa Esperar pra conferir Uma receita que é justamente Do bar do Chicão Onde ele é dono, proprietário E o bar Ele teve Momentos complicados Porque em 1987 teve um vendaval Conta essa história pra gente Destruiu todo o bar, né, seu Chicão A princípio a gente A gente Tinha o bar da esquina de baixo E no dia 27 de setembro de 1977, eu coloquei para assar 60 frangos, porque eu vendia bastante frango assado no domingo. E o pessoal da comunidade fez uma excursão para Santos e os frangueses meus foram todos para lá. Foi quatro horas da tarde e eu não tinha vendido nenhum frango. Eu falei, meu Deus do céu, o que eu vou fazer agora com todo esse monte de frango? De repente, encostou os ônibus no bar aí e foi embora todos os frangos, saiu todos os frangos. Nossa, aí eu fiquei, assim, muito contente, muito agradecido a Deus, né, por ter me livrado daquilo, né. Aí quando foi seis horas da tarde, deu o vendaval e destruiu tudo. Em questão de segundo, quebrou tudo o telhado, jogou o telhado no chão, quebrou, acabou com tudo. Aí eu fiquei sem saber o que fazer. Aí viemos na semana seguinte, eu já tinha o terreno aqui, aí nós construímos aqui. Gastamos 27 dias para construir. Aí depois que nós construímos aqui Nós abrimos no sábado Quando foi domingo na tarde Deu o vendaval aqui Arrancou o telhado todinho Jogou o telhado tudo No terreno vizinho ali Aí eu xinguei Maldice de Deus Deus estava testando A fé da gente pegamos de novo foi no material de construção financei, porque aí eu só tinha que financiar porque eu não tinha dinheiro nenhum financiamos aí cobrimos e uma semana nós voltamos a funcionar e eu estou percebendo o senhor está emocionado a gente fica muito emocionado é uma história que te emociona estou vendo os seus olhos Por que eu fiquei emocionado, Sérgio Cão? Conta para a gente Porque na época foi muito dificultoso para mim Eu não tinha ninguém para me dar força, para me ajudar meus filhos eram pequenos, então foi muito difícil para mim. E o senhor conseguiu reerguer o bar? Consegui me reerguer e trabalhar, eu trabalhava muito fora daqui, cheguei a trabalhar na prefeitura para trazer subsídios para dentro. E fora isso Foi uma época Boa de construção do aeroporto Então eu vendia Muita Marbitex fora daqui Eu ia vender fora Então foi Foi muito trabalhado Trabalhei muito Olha só que história pessoal Aqui no meu bairro na TV A gente entrevistando o Chicão Que é o sétimo morador Aqui do Jardim Nova América Seu Chicão E contando essa história De década de 1980 Mais especificamente Em 1987 Quando teve esse vendaval E o seu Chicão Aqui passou por momentos realmente Muito complicados Inclusive se emociona aqui Pra falar dessa situação E certamente ficou muito feliz de ter reconstruído o bar E ter dado tudo certo Quase desistiu Quase desistiu quase desisti, mas o que me deu força mesmo foi Deus que me deu força e a minha esposa que sempre me ajudou. Ela sempre teve, sempre me encorajando. Que bom, Sr. Chico, você é o mais importante. Valeu, muito obrigado pela entrevista, foi um prazerzão conversar com o senhor. Só isso? Conhecer tá bom, né? Tá bom. E já já no próximo bloco a gente vai comer uma costela, vai? Beleza. Vai mostrar aqui uma receita passo a passo no meu bairro, na TV. Então sai daí, já já. É isso aí pessoal, chegou o momento mais aguardado no meu bairro na TV, aquele que dá água na boca, sempre uma receita muito legal pra gente encerrar o nosso programa. Hoje eu tô aqui com o Aparecido. Beleza, Aparecido? Muito bem, beleza. Boa tarde. É isso aí, Aparecido. Bom, e a gente vai, não é, mostrar o passo a passo de uma costela no bafo. Deu água na boca, não deu, Aparecido? Com certeza. E aí, como que é essa costela? Essa costela é um sucesso aqui no bairro, né? Essa costela aqui é um sucesso no bairro e na vizinhança nossa. É uma costela cortada de ripa, na faixa de dois quilos. Aí vamos aqui ao passo, na qual a gente usa exclusivamente sal grosso, orégano. Coloca por baixo? Por baixo e logo a seguir por cima. Olha só! Quanto mais ou menos de sal grosso, de orégano, pro a gente entender? Sal grosso que pra esse tamanho de costela na faixa de 15 gramas. Orégano vai dar aqui uma média de 8 gramas. O orégano é pra dar aquele temperinho. O orégano é pra dar um tempero junto ao sal. Só. E depois temos alguns segredinhos, mas é provável que não se perceba na costela. Eu tô vendo pimenta aqui também. Pimenta foi mais pra dar um um tchano prato, um empente e tal. Mas dá pra colocar também, quem gosta. Eu particularmente, quem gosta dá pra colocar. Eu particularmente sou apaixonado por pimenta, viu Aparecido? Com certeza. Aqui tem pessoas que querem que coloque alho, que querem que coloque batatas às vezes, mas o ideal mesmo pra essa costela é sal grosso e o orégano. É, isso que o Aparecido tá falando é importante porque às vezes, né, a gente acaba querendo colocar tanta coisa e tira o suprimento da costela, tira o sabor original dela. Vamos lá então, então Colocamos sal grosso, orégano, aí vamos às partes. Vamos dar aqui uma média de cinco voltas. Cinco voltas de média. Vamos a esse corte, a essa posição, sempre deixando a parte de baixo do amarrilho. Né? Essa aqui é a parte do abarrilho agora. Nós vamos fazer, eu geralmente... Tem que estar do lado certo, isso é fundamental, né? Do lado certo, exato. A parte dos ossos pra baixo. Olha a facilidade do Aparecida. É uma coisa impressionante. Quantos anos de prática já, Aparecida? Alguns pares Quantos pares mais ou menos? Uns 30 anos Olha só Aparecido faz de olhos fechados a costela Que coisa E tá bonito esse embrulho aí Então essa aqui é a posição dela Aí ela vai Para a churrasqueira no bafo Que nós temos ali E daí ela fica quanto tempo lá? Aí ela vai ficar Em média ela fica 12 horas 12 horas? 12 horas em média. E depois de 12 horas? Depois de 12 horas a gente vai abrir ela que ela vai estar bem já ao ponto a gente abre ela e vai pra servir as mesas. E esse é um sucesso aqui. E esse é um, graças a Deus. É o prato que mais sai. É um dos pratos que mais sai, além do nosso omelete sete eggs Esse é conhecido também. Também é conhecido também, dos pratos que nós fazemos no dia a dia. E qual é o acompanhamento dessa costela? O acompanhamento dessa A nossa costela vai salada, vai um molho verde a base de ervas, vinagrete, farofa. E tudo isso a gente vai mostrar já já aqui no meu bairro da TV. Com certeza, vamos mostrar já. Vamos levar então para a churrasqueira? Bora! Bora! Aqui já temos uma pronta. Onde nós vamos, vocês vão degustar agora. Vamos lá, qual é o passo a passo aí? Aí o passo a passo agora aqui, a costela já está pronta. Nós vamos aqui tirar o solofane. Tá quente. Eu tô sentindo o cheiro, viu? É, o cheiro dessa costelinha é maravilhoso. Ó, os ossos já vão soltando. O cheiro do orégano chama atenção, né, seu aparecido? Chama. Muita atenção na costela. Essa costela aí tá derretendo, né? Tá. Aqui temos ela, olha, já está soltando os ossos Já está pronta Já está pronta, pronta para o consumo Que maravilha Bora experimentar então? Bora experimentar Muito obrigado aí pelas dicas, pela receita Eu que agradeço Eu vou experimentar já já Foi um prazer, com certeza E vamos ter aqui na mesa um convidado especial, né? Com certeza Que é o Chicão Que é o meu irmão, Francisco Moreno Siqueira É isso aí, irmão do Aparecido Pessoal, lembra do Chicão, do bloco anterior? Ele vai sentar a mesa aqui conosco Vai saborear essa costela E você também, né, Aparecido? Com certeza Será um prazer Até porque não dá pra recusar essa costelinha, né? Não, essa não Essa realmente não dá pra recusar Obrigado, viu? Um abraço Tá bonita, né? Vou colocar um arroz aqui também O arroz, vinagrete, canela do reino. Dá licença, viu? E esse aqui? Farofa e um molho de ervas em cima da costela. Que isso, hein? Farofinha. Farofinha, vinagrete. Vinagrete também em cima da costela Está lá em cima, do lado Essa está Campeã, hein Bom, vamos lá pessoal Então deixa eu até abrir para vocês Aqui o Cristiano Ribas, nosso repórter Cinematográfico Do meu bairro na TV, vai mostrar para a gente aqui Chegou o momento mais aguardado Evidentemente Eu já começo A salivar E vamos então Pode ir, Cris? E vamos então saborear essa costela que tem inclusive esse molhinho aqui que é campeão. Essa costela, ela fica assando ali de 4 a 5 horas. 12 horas. Hã? 12 horas. assando maravilhosa derrete na boca Parabéns viu aparecido Parabéns foi realmente sensacional que delícia aqui no Jardim Nova América né eu vou comer mais um pouquinho viu Chicão o Chicão e como surgiu a ideia dessa costela aqui o senhor que também é Então a gente assava frango e depois que o Cido chegou aqui para nos ajudar, aí ele que introduziu essa costela, ele trouxe a receita de fora daqui. Na verdade ele aprendeu a fazer essa costela lá em Portugal, que ele teve em Portugal trabalhando e ele aprendeu a fazer lá em Portugal e trouxe de lá para cá. Sucesso, né? Obrigado, viu? Mais uma vez. Eu que agradeço vocês pela paciência e pela visita aqui. E voltaremos aqui, tá bom? Com a família. Pode voltar quando vocês quiserem. Bom pessoal, e o meu bairro na TV vai ficando por aqui Com essa receita espetacular de costela no bafo E você já sabe, se tiver alguma sugestão de algum bairro Para passar aqui no meu bairro na TV Entre em contato conosco através das nossas redes sociais ou do telefone que aparece aí no seu vídeo. Quem sabe os próximos bairros que vão aparecer aqui, de repente um pode ser o seu. Muito obrigado e até a próxima oportunidade, sempre aqui no Meu Bairro na TV. Tchau! Legenda Adriana Zanotto Legenda Pedro Esteves Legenda Adriana Zanotto