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[Música] Oi, gente. O histórias de vida de hoje está aqui na região da Vila Brandina. Aí vem um beijandeirá. [Música] Aí a bandeira vai se embora hojeá. 25 de dezembro, quando o galo anunciou que nasceu Jesus menino, [Música] é o nosso Salvador. Ai ai ai. Sebastião Vittor Rosa, mais conhecido como Tião Mineiro, veio de boa esperança a Minas Gerais, mas foi em terras campineiras que construiu suas histórias de vida. O senhor está aqui nessa casa há mais de 50 anos. Mais de 50 anos. Só no bairro já tem quase 60, é isso? Só no bairro tem quase 60 anos, né? que eu, na verdade, eu sou o segundo morador aqui da Vila Brandina, do ali da Nova Campina para cá, quando você chegava ali na Norte Sul, onde é o o posto de gasolina que vem ali do do guarani, daquela subida ali não tinha nada, só tinha chácara, tá? Só tinha chácara, não tinha nada assim. Então, e eu tinha uma coisa que eu gosto de est, sabe, fazendo comunicação com os pessoal, né? Então eu cheguei, conheci aquilo ali, falei, eu vou conhecer mais lugar. São muitos anos, né, para recordar. E eu acho que uma das das lembranças é justamente isso que o senhor falou, né? Essa região aqui, quando o senhor conheceu, quando o senhor veio para cá, era tudo cháara. Hoje já tem casas, empresas, já é uma região bastante residencial, né? A gente tem mercado, farmácia. Como é que foi pro senhor participar, né, o senhor sendo o segundo morador da região, participar do do crescimento, do desenvolvimento da Vila Brandina? Eh, olab, se se eu falar para você, eu tenho um defeito muito grande enquanto quando, porque eu sou de uma geração assim, os meus avós, eh, junto com meus pais, com os meus tios. Então ele, por sinal, até hoje tenha a fazenda dele lá que existe uma fazenda muito bonita e e ele saía, viajava para para entrega de boi, de trocar gato, essas coisas. Aí no lombo do burro, sabe? Vinha de boa esperança para Goiás, Paraná, Mato Grosso, meio do mundo, tudo no lombo do burro, né? Então quando ele chegava, ele se reunia nós, a família, né? Eu tinha meus, eu tinha cinco aninhos, ele se reunia nós ali e falava: "Vem cá que eu tenho uma história contar para vocês". Aí era o nosso cafezinho da noite, sabe? Aí ele começava a contar como é que era a caminhada, por onde ele passou. Então eu vinha com aquilo na mente, né? Então eu fiquei com aquilo de de tá comprando a pessoa as ideias, comunicação e eu sou muito comunicativo, sabe? Você quer me deixar eu triste se eu passar por você falar bom dia ou não boa tarde, você responder de cabeça baixa. Então eu não gosto, eu gosto de receber aquele como se fosse um abraço, sabe? Então o que eu cheguei aqui, eu eu depois eu quero te mostrar, eu cheguei na estação cultura, meu dinheiro acabou ali porque o cunhado do seu Zé Vilelinha ficou de me esperar lá, porque ele ficou para trás, né? Lá em Bo Esperança que ele foi lá buscar um negócio lá. Aí ficou de me esperar ali que eu vim de trem ali meu dinheiro acabou. Aí tinha dois Patrício. Aí ele olhou para mim, falou: "Você não é daqui, né?" Eu falei: "Não". Ele falou assim: "Vem fazer o quê?" Eu falei: "Eu vim tentar a vida melhor, mas a pessoa que me esperar aqui não não chegou. Me acompanha, me levou ali para Andrade de Nev1, do lado do em frente aquele aquele shopping que tem lá. Shopping não, aquela hospital. Uhum. falou pra pra Cida e pro Juca, ó, ele vai dormir aqui, ele vai ficar aí. Falei: "Mas não tenho dinheiro". Falou assim: "Não, não se preocupa não vai ficar aí". Aí fui fazendo minhas amizades, fazendo amizade tudo. E nós veio na Barreto Leme visitar uma família ali e ali onde é o mercado velho, aonde tinha os pontos de ônibus, ali tinha três nascentes muito lindo e ali é o lugar de nós ficar ali trocando ideia. Aí ele falou assim: "Ó, você não vai sair sozinho não?" E assim eles arrumaram um para me acompanhar, me levava aquela e aí marcou, ó, nós vamos assistir um jogo. Aí eu falei, mas não conheço nada, você vai com nós passou lá e me pegou, me trouxe um domingo de manhã aqui no campo do parqueógico. O guarani para cá. Se do lado de lá era barranco, do lado de cá barranco, que era tudo ch, não tinha nada de asfalto não. E nem casa também não, só chakra. Então nós vai, vínhamos a pé, aí chegamos ali, aí começou a acontecer as coisas boas pra minha vida, você entendeu? comecei a acampar os amigos, os colegas, tudinho. Então, por isso que eu falo para você, a minha história, depois eu quero vou te te passar porque eu tenho gravado tudinho, né, que a Camp pediu para fazer. para você, a minha história, ela tem tudo a ver com a pessoa quando ele sai e fala assim: "Eu vou viver a vida e pra vida me viver". Assim aconteceu comigo, você entendeu? E a comunicação é tão forte na sua vida que o senhor hoje é um dos líderes aqui do bairro, não é isso? Não só do bairro, mas posso falar para você que é de Campina em geral. Aonde eu caí, se eu cair em algum lugar, seja qualquer bairro, qualquer rua, ele sabe aonde me levar. Portanto, se você chegar ali aonde é a Sanasa que indo paraa Souza, você pergunta ali, ah, o tão mineiro, muitos vai falar para você, não, quem é assim, não é o o o homem do gan. Ah, tá. E eu sei onde, você entendeu? Tem. Então, são várias coisas porque eu tinha um ganço que me acompanhava. Ah, é, era, era o seu mascote. Era o mascote. Ele que me acompanhava. Agora, Tião, tem uma coisa que assim, eh, dizem que toda pessoa que é bastante comunicativa, ela é um pouco artista também, né? Sim, sim. E eu tô vendo que o senhor tem dois violões, tem um berrante. O senhor tá com chapéu diferenciado, o senhor também tem alma de artista? Eu comecei a minha história com 5 anos de idade. Eu eu sou o terceiro mestre de um grupo de polícia de Santos Reis que completou 111 anos em janeiro passado, agora vai completar 112 anos. Eu sou o terceiro mestre. Esse grupo nunca parou. É o grupo Asis do Brasil. E assim, é a minha história de artista, se eu falar para você que dentro do meu quarto aqui eu tenho nove violão, três cavaquin, três abumba e tem um violão que ele tá até sem corda que eu tirei as cordas dele para descansar, que é o meu pai, que é aquele senhorzinho que tá lá naquela foto. ganhou do meu vô e ficou comigo. Senhor Tião, tem muita gente de casa que quando escuta falar sobre folia de reis não entende o que é, porque hoje nós estamos em 2025 e muita gente não teve ainda a oportunidade de ver o que é a folia de Reis, né? Gostaria que o senhor falasse um pouquinho como que é a folia de Reis e como ela está presente na sua vida. Olha bem a folia de reis para mim e a minha sorte também é que é se eu falar vou contar mais a fundo para você eu fui um camarada que sempre a viola sempre foi. Eu eu cheguei fazer oração pra criança que tava internada no hospital para pessoa assim ponteando a viola. Folia de Reis é uma manifestação católica cultural classificada sobretudo no Brasil como uma manifestação folclórica que se caracteriza por celebrar a adoração dos magos ao nascimento de Jesus Cristo. Eu não tomo meu leitinho, meu café sem sentar ali na mesa e fazer minhas orações. Gaspar, Bec Baltazar, Mar São Sebastião, São Gonçal Berito. Não, não tomo sem eu chamo eles para vir participar comigo, né? E o senhor é tão respeitado que recebeu uma homenagem, Medalha Carlos Gomes. Sim. Na Câmara Municipal de Campinas, né? Justamente por essa por esse seu dom, né, artístico e também essa prestação de serviço que o senhor faz diante da comunidade, da cultura. Sim. E é por falar a verdade para você, bem, é Campina em geral e aos lugares que eu porque na época do Zé Roberto Magalhães Teixeira, a Teresa Cristina, ela ela arrumava aquela coisa, aqueles encontros para nós, os fulião na de encontro de das folia na cidade, né? cidade contra cidade. Então a gente ia, a gente fazia tudo isso aí, mas aquela coisa muito perfeita mesmo. Fala assim, sou completo, tem muitos amigos, muitos. Então é o que o que o ser humano mais precisa é amigo, porque eu cheguei onde cheguei, não precisei de dinheiro, não. Não, não. Eu precisei da minha amizade e a maneira de eu respeitar o outro e o outro me respeitar. Você entendeu? Maravilha. Tião, muito obrigada pro senhor compartilhar sua história com a gente. Eu que agradeço, querida. Agora eu quero que o senhor mostre um pouquinho aí pra gente, senhor tocando o violão, mostrar o diploma que o senhor recebeu lá na Câmara. Aí vem um beijará bandeirosará. [Música] A bandeira vai se embora hoje. [Música] Aí vem um beijar bandeiro. [Música] Aí a bandeira vai embora hojeá. 25 de dezembro, quando o galo anunciou que nasceu Jesus mim, é o nosso Salvador. A [Música] [Música]