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E aí o Olá no programa Histórias de Vida de hoje nós vamos conhecer uma mulher batalhadora Guerreira que sempre lutou pelo acesso das trabalhadoras domésticas a direitos básicos como trabalhistas políticos sociais hoje nós vamos conhecer a história de vida de laudelina de Campos Melo em o nascido em 1904 laudelina de Campos Melo foi uma ativista em sua essência desde os primeiros anos de vida sua trajetória foi marcada pela luta contra o preconceito racial a sobrevalorização das mulheres EA exploração da classe trabalhadora tentando combater a discriminação da sociedade em relação às trabalhadoras domésticas exigindo igualdade de direitos sociais à atuação de laudelina permitiu a regulamentação do emprego doméstico EA sua luta permanece vivo até hoje mesmo após a sua morte em 1991 p o Alan Belina ela é uma é uma guerreira é uma mulher assim que entender o lado humano das pessoas né ela como ela trabalhadora ela falou eu vou trazer isso para a sociedade conhecer ir né Essa pessoa na sociedade para não ficar escondido né ficar aí na sem ter a presença da pessoa física né socialmente integrar socialmente eu acho uma grande luta dela uma mulher muito corajosa porque se você tem que enfrentar e você tem que dialogar no ambas as partes né porque porque ela falou com o prefeito ela falou que o deputado não foi uma coisa que nasceu do nada sempre o nome ela é uma das figuras negras que estão invisibilizados né na nossa sociedade mas a lista eu sempre ia tentei aproveitar as oportunidades para mostrar essas pessoas que são invisibilizados ao longo da vida na nossa sociedade então nessas pesquisas o nome de laudelina apareceu e aí eu fiz uma reportagem no jornal para trabalhava sobre laudelina contando a história de vida dela sua luta e as suas conquistas a partir disso dessa publicação surgiu o convite da editora para poder apresentar laudelina para esse público infanto-juvenil para que desde pequenos eles pudessem crescer com essas figuras negras que fizeram a diferença na nossa cidade na nossa cidade e na nossa sociedade foi muito grande a contribuição dela que ontem dela chegar em Campinas ela onde informou Associação primeira associação de o doméstico no Brasil que foi Santos pois ela tem uma trajetória que aquela veio para a região de Campinas então nos anos 60 61 que ela formou a primeira associação e não sei qual não posso dizer se encontro né ela ficou Associação funcionando por questões políticas não sei se tinha diretoria ficou fechado aí nos anos 80 por aí onde que teve o incentivado com pessoas da igreja passar a operária onde surgiu doméstica querendo formar uma personalização da seguradora doméstica e ficou sabendo que tinha uma que teve acontecimento é uma associação e foram procurá-lo de Lima aí a laudelina ajudou teve assim a participação dela com o apoio da reativar Associação de doméstica aqui em Campinas porque ela começa primeiro socorrer essas mulheres né que é do E se eu não quero trabalhar doméstica o contador e Cia tava idosa o patrão botava lá na rua para Londrina começou primeiro recolhendo essas mulheres certo aí ela vai para frente negra brasileira amanhã tem que trabalhar para frente negra brasileira você faz filia ao partido comunista aí ela queria também dentro da própria frente Negra cria salas de aula que ela tinha muita história né ela defende o trabalho doméstico mas ela defendia muito a profissionalização que que ela queria dizer com isso a trabalhadora doméstica então é a babá ela tem que se especializar na área os cuidados com a criança papai-educação tá tá tá isso ela também precisa de educação Então ela defendia a profissionalização casada com a escolarização ela não separava essas coisas aí é o que mais define lá de linda nas minhas pesquisas Pelo menos é a palavra luta Adriana pessoa que nunca se entregou desde pequena ela tinha esse espírito assim Avassalador de lutar por aquilo que ela acreditava e não deixar que a sociedade que ela que aquela corrente que estava estabelecida do racismo por exemplo que aquilo A dominasse então tem uma passagem muito interessante a mãe dela era já já nasceu a partir da Lei do Ventre Livre Só que ainda assim ela meio que tinha sido dada para uma família para ser trabalhadora doméstica daquela família e em determinado momento a mãe dela não quis mas aquilo porque ela cuidava de uma garota que tinha problema problemas psicológicos da família essa garota batia nela agride a ela ela tentou ir embora daquela casa ela não queria mais trabalhar ali só que o jagunço da família foi atrás dela e ficou tirou ela ela é só que ainda assim ela foi escute ada ela dele não tinha 12 anos nessa época ladrilho azul ou no pescoço para esse cara para defender a mãe dela ela foi com tanta ânsia que se não tivessem tirado ela daí ela teria matado aquele homem tem outra passagem também que os filhos do juiz da cidade é da casa um pré pedra na laudelina quando ela passava na rua e ela revidou e quebrou a vidraça e o juiz quis prender a mãe dela ela tinha por volta de dez anos e ela foi no dia que ela falou que não vai aprender mas você vai aprender a mim porque fui eu que joguei a pedra tô sabendo dessa empresa vai ser eu e a gente falava você é uma alegria muito abusada ela falou não interessa você vai aprender alguém vai aprender a mim não minha mãe então ela lutava por tudo aquilo que ela achava que tava errado e que precisava ser mudado na sociedade é e a categoria da Salvador doméstica é mais antiga do Brasil que é lá dentro tempo da escravatura que jogam é época já tinha muita Salvador que fazia serviço de babá de cozinheiro muita coisa foi através dessa da laudelina que veio primeiro os direitos né assim do registro de carteira eu vejo a questão do INSS quando foi vendo os demais então e não testei isso é fazer a pessoa ser reconhecida né aonde e ela criou isso em várias cidades nela trouxe isso em várias cidades dizendo a senhora tem uma categoria que trabalha e que precisa ser reconhecida quanto trabalhadores como ser humano não ser tratado como um escravo né que na verdade e mudou a forma né de ser tratado assim mudou o jeito você trabalha você continuou sendo escravo né porque teve muito tempo atrás que a pessoa trabalhava por um prato de comida depois ela passou ser remunerado e às vezes a remuneração nem era tão também é digna daquele que a pessoa exercia porque ela elas ela sai na casa dela para fazer esse trabalho ela precisa ganhar o suficiente para se manter né para manter a sua família EA laudelina tenha sempre esse esse sonho dela que era igual a direitos igual aos outros trovadores tá bom questões assim gente vê na história dela sempre lá de fenda crosta e trabalhadora gênero e racial né então Como regra né Então tinha muita tem muitas inclinações é essa discriminação continua até hoje né ela tenha três focos do sistema que elas o que a gente vê assim que ela combateu dele e aí que dá muito para nós hoje continuar eu estive lá para gente ir né ver o que naquele tempo uma mulher é vezes quantas vezes reuniões junto tentando o machismo enfrentando tudo isso porque né a hidra nas reuniões assim ela deve viver sozinha no vestidinho só ela e tal ela teve essa coragem então e grossa ela que nós hoje tem um tem algumas legislações para os produtores domésticos E aí E aí E aí e a casa bateria de Campos Mello é uma organização de educadoras negras ela começa de uma forma mais Ampla né educador as negras tanto da prefeitura com dor e campi do Estado em 89 e a gente nasce com esse objetivo de fazer a formação eo empoderamento das mulheres funciona pauta do enfrentamento ao racismo enfrentamento ao sexismo enfrentamento ao capital nós vamos deixar de falar mal daquele que nos exploram né Então esse é o eixo central da nossa formação entraram grupo de mulheres aí pelo também trabalhadoras domésticas mulheres de outros movimentos sociais mulheres que não com foram os movimentos nenhum né Aí é o longo do processo isso foi mudando que cada direção ou muda um pouco Comprido ao nesses últimos 15 anos ela tem sido uma organização de educadoras negras que trabalha só falta sociais mas que o eixo principal da nossa ação é a defesa do trabalho doméstico decente né entre trabalha com os princípios básicos laudelina sempre defendeu ao longo da sua trajetória que trazer esses nomes à tona trazer laudelina à tona novamente é para as pessoas não negras mostra outras possibilidades mostra os negros em outras posições não só como subalterno como pessoas que não fazem diferença nenhuma para os negros eu acredito que ajuda a melhorar a auto-estima e ajuda a ter mais referências de pessoas que mesmo com todas as dificuldades com toda preconceito com a sociedade contra essas pessoas ainda tem não desistiram dos seus sonhos não desistiram de suas lutas e deixaram um legado para a gente mesmo que não tenham aproveitado naquela época essas pessoas deixarão um legado para que hoje em SP direitos garantidos pudesse ter uma vida melhor como fazer um arco da história mesmo da laudelina e para com as trabalhadores que continuaram sua luta trazer a medalha é sempre para homenagear uma uma das trabalhadoras domésticas uma trabalhadora que tá no sindicato que faz parte da luta que não está mais ali na luta mas que ela teve a coragem de tar continuando dando dando vida para essa por esse sindicato para essa organização é Honrar o nome dela quanto trabalhadora né a luta que ela teve dentro da cidade junto com a classe Esse reconhecimento político para nós inclusive enquanto organização a extremamente fundamental para que nossos plamed demos um nome a nossa organização de laudelina de Campos Melo para dar essa visibilidade a sua trajetória histórica para suas lutas suas conquistas pessoas retrocesso nesse queria que ela ganhasse nos cimos o entendimento que a contribuição que ela deu para a sociedade o fato por exemplo deve deixar a única causa dela a única habitação popular para a luta para o sindicato saber que é uma visão que isso em pessoas que têm milhares e morre larga tudo por aí e ela não tá ela tinha essa aplicação concreta e [Música] e olha lá de lina para mim é uma esperança muito grande para continuar porque a nossa vida não é fácil a gente passa por muitos muitos percalços e em determinados momentos a gente tem vontade de desistir parece que as coisas não vale muito a pena diante de tanto sofrimento que a gente tem só que o que lado dele me ensina justamente isso aquilo que a gente acredita tem um valor muito grande e se a gente não lutar por isso a gente não continuar com esse sonho com essa vontade ninguém vai fazer isso pela gente né E aí [Música]