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Histórias de Vida | Edna lourenço: educação, ancestralidade e combate ao racismo
Em destaque · HD Vídeo · HISTÓRIAS DE VIDA

Histórias de Vida | Edna lourenço: educação, ancestralidade e combate ao racismo

62 views Publicado 14/11/2025 HD · 23:21

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No quadro Histórias de Vida, você vai conhecer a trajetória inspiradora de Edna Lourenço, professora de História, militante histórica do Movimento Negro e uma das vozes mais fortes na luta antirracista em Campinas. Sua história se mistura com a construção de políticas públicas, tradições culturais, resistência religiosa e combate ao racismo em todas as esferas sociais da cidade. Nascida em Campinas, Edna cresceu entendendo a importância da educação, da ancestralidade e da valorização das raízes afro-brasileiras. Sua atuação ultrapassa a sala de aula: ela é referência em ações que marcaram profundamente a pauta racial na cidade. Participou do lançamento do Hino à Negritude, em 19 de maio de 1995, com interpretação de Alaíde Costa e o Coral do Lions Clube — um marco simbólico que homenageia e afirma a identidade negra. Esteve à frente de seminários de combate ao racismo, eventos sobre intolerância religiosa e foi uma das responsáveis pela construção da tradicional Festa de São Jorge de Campinas, em 2005. Edna também é fundadora e organizadora do Prêmio Força da Raça, celebração que reconhece personalidades e iniciativas negras. Além disso, integra a organização da Lavagem da Escadaria da Catedral Metropolitana, um rito de resistência, espiritualidade e afirmação cultural que se tornou patrimônio afetivo da cidade. Toda essa caminhada culminou, em 2007, na criação da Armac — Associação dos Religiosos de Matriz Africana de Campinas e Região, da qual Edna é presidente. A entidade foi criada para dar suporte e respaldo jurídico e comunitário a casas religiosas que sofrem violência e intolerância — situações infelizmente cada vez mais frequentes. A Armac atua na defesa da liberdade religiosa, na proteção das tradições e no fortalecimento das comunidades de terreiro. Para Edna, a educação é o caminho central para superar o racismo. Ela destaca que o Movimento Negro de Campinas é extremamente ativo, e que a parceria entre Casas de Cultura e Entidades do Movimento Negro tem impulsionado a construção de políticas públicas, marchas, seminários e ações de enfrentamento ao racismo. Ainda assim, ela reforça que a cidade enfrenta desafios importantes, entre eles o racismo ambiental — fenômeno que afeta principalmente populações periféricas e grupos étnicos minorizados, que convivem com falta de saneamento, poluição e degradação ambiental. Mas a vida de Edna não é feita apenas de luta e militância. Ela é apaixonada por cozinhar e reunir a família em volta da mesa, adora cuidar das plantas, fazer crochê e sentir o vento no rosto. Seu coração também bate no ritmo do samba: há 18 anos desfila pela Mocidade Alegre, escola pela qual nutre amor e orgulho. Edna guarda, com carinho e reverência, objetos deixados pela bisavó — um ferro de passar a brasa e uma chaleira. São símbolos de memória, resistência e identidade, que conectam sua história familiar à luta coletiva do povo negro no Brasil. Em 2014, Edna recebeu uma das maiores honrarias do país na pauta racial: a Comenda Senador Abdias Nascimento, concedida pelo Senado Federal. Na primeira edição do prêmio, ela foi a única mulher homenageada, ao lado de nomes como Gilberto Gil, Martinho da Vila, Milton Gonçalves e Benedito Gonçalves (STJ). Um reconhecimento à sua dedicação incansável à promoção da cultura afro-brasileira e ao combate ao racismo em Campinas e no Brasil. Assista ao vídeo completo e se inspire com a força, a sensibilidade e a determinação de uma mulher que transformou sua trajetória em instrumento de luta e mudança social. 👇 Comente: qual parte da história da Edna mais te tocou? 👍 Curta, compartilhe e ajude a fortalecer histórias que inspiram e transformam. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Olá, minha gente. O Histórias de Vida de hoje marca o movimento negro em Campinas. Quem vai falar sobre essa história e sobre a sua própria história é a comendadora Edna Lourenço, também professora de história. Edna, muito obrigada por me receber. E aí eu quero que a senhora comece, né, a contar como é que a senhora se inseriu no movimento negro de Campinas e o que trouxe de mudanças pra sua vida e o que a senhora trouxe de mudanças para o movimento. É muito importante que nós possamos falar sobre nós, né? negros e negras. E quando nós falamos do movimento, movimento negro é movimento social negro, é movimento em ação. E todos e todas que chegam ao movimento, independente da cor de pele, ele vem para somar e vem para nos ajudar a combater o bom combate. Quando a gente fala sobre o movimento negro, né, estando no ano de 2025, a gente entende que ainda há muitas lutas a serem vencidas, né? Pensando aqui na cidade de Campinas, quais são as lutas que que a senhora venceu durante a sua história aqui em Campinas? E antes de eu falar das lutas vencidas, né, não só por mim, mas meus parceiros, todos meus grandes parceiros, eu quero fazer aqui uma referência ao nosso querido mestre TC. Ele um homem muito combativo, que muito antes que Edna já estava na militância com Lélia Gonzales, com Lumumba, né, ao seu Estevão. Então, esse povo, eles sedimentaram o caminho para eu chegar. Eu chego muito, mas muito fortalecida pela luta desse povo, desse pessoal, sem medo, né, Reginaldo Bispo. E quando eu estou no movimento, a nossa grande vitória, nossa grande caminhada, ele foi eleger os nossos vereadores, negro. Nós precisávamos de ter pessoa que tivesse voz no parlamento e que propusesse políticas públicas para o povo negro. Então essa caminhada foi longa, nós esperamos muitos anos, né? Aí nós consamos a ter maiores vitórias, vitórias registradas e apresentadas em projeto de lei e que se transformaram em lei em favorecimento ao povo negro, em reconhecimento à luta do povo negro, né? Essa caminhada, essa trajetória, aconteceram muitas coisas, mas a gente não pode só lembrar das vitórias. as derrotas que nos fortaleceram, que as derrotas elas nos fortalecem e faz com que a gente tenha mais resistência para continuar lutando. Então, lembrando desses parceiros Zenaid Silva, pessoas que me antecederam e que eu pois venho somar na luta com eles e que a gente se juntou e que hoje, né, nós estamos aqui nesse lugar. Isso aqui é uma vitória de um movimento, vitória de um coletivo. Fala o nome do do lugar. Pode apresentar um pouquinho o lugar. Aqui é o Centro de Estudos Africanos e Afro-Brasileiro, Dr. Anice Quintino Amauro. Dr. Anice Quintino Amauro foi militante também do movimento, uma grande estudiosa. A pesquisa de Niceia era sobre todo o prejuízo que a química para o alisamento do cabelo das mulheres negras, dos homens negros, prejuízo que causa a saúde, né? Iniceia era docente da Universidade Federal de Uberlândia, filha de Campinas, né? E também presidente da Associação Brasileira dos Pesquisadores Negros. uma pessoa também que mudou a história, ajudou a contar a história. Esse governo de transição, quando ele toma posse, ela ajuda a construir as ações para o combate ao racismo, mas se despede muito jovem no ano de 2023. em maio, ela faz a travessia, mas deixa esse legado. E assim, pensando nos dias de hoje, né, eh, quantas ações são importantes, né, inclusive pra cultura de Campinas e e para mostrar também a cultura africana, a cultura negra. A senhora faz parte também da da lavagem da escadaria da catedral e é um momento muito histórico pra cidade, né? Muito importante, principalmente para vocês. Eu gostaria que a senhora comentasse um pouquinho desse momento que é tão importante. É, a lavagem da escadaria, ela vem pelas mãos de duas mulheres magníficas que são uma encoraja e mãe eu digo para elas que eu estou a serviço delas, né? para possibilitar que a lavagem aconteça. Então, nós buscamos dentro dessa organização tudo que a lavagem necessita de estrutura e o bom diálogo, né, com todos convidando, chamando para ver a rua caminhar com essas religiosas. A lavagem se torna patrimônio e material e cultural do município de Campinas. E nós fizemos essa proposta dentro do mandato do vereador Carlão do PT. E mesmo Carlão não tendo se reelegido, nós pegamos esse documento, enfiamos embaixo braço, enquanto não enquanto não houve reconhecimento, nós não sossegamos. Então elas hoje, essas duas mulheres detentoras da lavagem da escadaria da Catedral Metropolitana de Campinas são reconhecidas no município como patrimônio material e cultural da cidade de Campinas. E qual o significado dessa lavagem da escadaria? Porque algumas pessoas talvez não conheçam parte dessa história, né? Eu gostaria que a senhora contasse um pouquinho primeiro a questão do racismo religioso, que as pessoas dizem que é intolerância religiosa e eu trato como racismo religioso, por é uma tradição africana e tudo que vem de África incomoda. As pessoas não gostam, não gostam da cor da nossa pele e depreciam todo o nosso sagrado. Então, como fazer? Primeiro para que a gente possa dar conhecimento e dar notoriedade para as comunidades tradicionais de matriz africana. é você organizando um ato, um ato cultural onde você envolve todos os grupos culturais da cidade de Campinas e da região que são parceiros nesta ação. E você vem por uma rua que é a 13 de maio, que ali tem sangue, suor do nosso povo negro, ali era o local do comércio livre de escravizados. Então, venho por essa rua cantando, só pedindo licença para passar. E aí chego na frente da igreja e falo: "Quando cheguei aqui nessa cidade, eu avistei a torre da igreja. Olha que beleza, cheguei agora. Nossa Senhora seja a nossa guia". Então, essas mulheres vieram para agradecer a Nossa Senhora. Nenhuma das duas são de Campinas. Cara, Jaci nasceu na Bahia. Mãe Dango, ela é da região de de Minas Gerais. Então elas vêm por essa cidade e elas agradecem a que elas construíram a casa delas, a que elas constituíram família, que elas constituíram a história dela. Então elas vêm para essa rua mostrando que é desnecessário o racismo religioso. Sou sua irmã e eu venho agradecer a padroeira da cidade por ela ter me acolhido, por ela ter me recebido e respeitar, porque Nossa Senhora recebe a todos, né? Então essa questão desse momento que é um momento cultural, mas da tradição do sagrado, onde a gente na roda canta e louva todos os orixás na nação Angola, que povo de Angola foram os primeiros, povo banto foram os primeiros trazidos nos navios na igreja. Então elas estão tratando sobre tudo isso. Elas estão falando do navio, elas estão falando da travessia, elas estão falando essa travessia atlântica e todo o prejuízo, quantos milhões de negros e negras ficaram dentro daquele Atlântico. Então é sobre isso. Mas agradecer a Nossa Senhora, essa que é a grande simbologia. E quando eu agradeço a Nossa Senhora, o que que eu vou fazer para agradá-la? A água, a água é um dos maiores símbolos dos povos tradicionais. A água é sagrada e tem que ser muito respeitada. Você vive sem amor, mas você não vive sem água. Então você pega a água e você coloca a essência de alfazema que todo mundo gosta e você lava a escada de Nossa Senhora como forma de agradecimento por tudo que a gente passou. E pensando na história de vida de Edna Lourenço, qual é a história de vida de Edna Lourenço em Campinas? Qual a relação de vocês? Eu amo essa cidade. Eu amo Campinas. Eu já atuei fora de Campinas, né? Eh, com trabalho político. Eu não nego que sou uma mulher da política. Sem a política a gente não sobrevive, né? Lutamos muito pela lei do 20 de novembro aqui, a lei do tãozinho, né? tornou feriado municipal o 20 de novembro, mas que antecede também a lei de 2003, quando ele estabelece que é obrigatório no município de Campinas o estudo da história africana e afobrasileira, 1988, então já tinha uma visão de mundo completamente diferente e trazia a necessidade da educação para o nosso povo negra, que a educação é a ferramenta que alavanca a nossa vida. Então, Campinas, para mim, primeiro que com todo o racismo, Campinas é uma cidade extremamente racista e com todas as ações que nós já tivemos, ela continua sendo racista, racista, conservadora. Só que hoje nós podemos passar, né? Lembrando de uma cidade onde nós não andávamos, na rua Barão de Jaguara, era proibida para negros, onde nós descíamos a rua Irmã Serafina, apenas do lado onde tem o antigo clube cultura, porque a Praça Carlos Gomes, nosso maestro negro, que muitas pessoas na cidade não sabiam que Carlos Gomes era negro, ficaram sabendo quando eu publiquei o livro Ruas de Histórias Negras. Não sabia que Francis Glicer era negro também, que foi nessa publicação. Então, nessa cidade nós avançamos muito. Hoje nós fazemos questão de passar com a marcha na Barão de Jaguara no meio da rua e pedindo basta de racismo. É, isso, é muito forte. É uma grande conquista. A grande conquista. E eu também, eu sou bisneta de escravizada. A minha bisavó, ela era escravizada da família Egídio de Souzaranha. Minha bisavó foi a segunda pessoa negra sepultada no cemitério das saudades, porque era o cemitério dos cativos dos negros e os cemitérios para as outras pessoas, né? Então eu venho dessa história, eu venho de uma família de mulheres de luta. Então eu aprendi na minha casa que cabeça erguida, estudar, não desrespeitar ninguém. Eu não aprendi todo o respeito e a consideração com os mais velhos no candomblé. Eu aprendi com os meus pais. O candomblé é essa lição. Respeito aos mais velhos, aos mais novos e aos iguais. Não comer sem pedir bênção, não terminar de comer sem agradecer. Então isso é algo que eu trago lição de vida, né? E Campinas para mim foi uma cidade que me ofereceu, assim como mãe Dang, mãe Corajci, oportunidade, né, de poder estudar, de poder trabalhar na Câmara Municipal. Trabalhei 15 anos na Câmara, trabalhei 8 anos na Assembleia Legislativa. Então, e tudo fruto, né? Eu sou boa para para lesp, fruto do meu trabalho aqui. Campinas me proporcionou muita coisa. Eu fui homenageada de 2004 até esse ano, todos os anos na cidade de Campinas. Uma importante homenagem que aconteceu em sua vida foi no ano de 2014, quando a senhora recebeu a comenda senadora Abidias Nascimento. Como é que foi pra senhora receber essa honraria? considerando um ponto de que a senhora foi a única mulher naquele momento a receber a honraria. Foi assim, então eu recebi o comunicado e eu depois eu fui para uma reunião lá na Secretaria de Cultura. Eu não havia entendido no comunicado que eu seria uma comendadora. E como eu não sou uma pessoa ligada nessas questões de títulos, porque hoje título você compra, tem comenda de R$ 2500, de 500, de 200. Então eu nunca fui ligada a essa questão, mas quando o Senado me comunica que eu vou fazer um que eu vou receber uma homenagem no dia 20 de novembro, eu já fiquei preocupada porque dia 20 de novembro não sai de Campinas. É o dia da marcha. Eu sou coordenadora da marcha do Vis Palmas. Márcio tem 25 anos. A gente estava numa efervescência em 2014. Aí o Nei Carrasco, que a época era o secretário de cultura, falou: "Comendadora, a gente já viu que a senhora vai receber uma". Eu falei: "Que comendadora, não sou comendadora". Falou: "Mas vai receber?" Porque a TV Senado já estava publicando os homenageados e muitas pessoas já tinham visto, né? Então, para mim foi algo terrível, foi sensacional, emocionante e mais emocionante saber que eu fui indicada pela deputada Janete Petá, só que seu nome passa pelo movimento negro para ser votado. Movimento negro nacional. Eu fui votada por unanimidade, não tem problema nenhum com meu nome, porque às vezes quem tá lá na Bahia falar: "Poxa, porque ela não podia ser outra, que é legítimo". Uhum. E fui para essa homenagem, algo fantástico, a primeira mulher a recebir. Recebo não só pelo combate ao racismo, mas também pela luta contra o racismo religioso. E recebo com uma das figuras, figuras importantes, né? Martinho da Vila, Gilberto Gil, Benedito Gonçalves, o juiz, eh, Milton Gonçalves, ator, Silvio Humberto, um vereador combativo de Salvador e Dragões do Mar, lembrando da travessia transatlântica, né? Então, para nós foi assim uma emoção, algo. Eu eu não sinceramente eu não consigo explicar, sabe? Porque é um reconhecimento infinito, é um negócio maravilhoso. Quando eu estou em Brasília e quando eu saio da sala do presidente da Câmara, todos nós homenageados fomos recebidos primeiro pelo presidente da Câmara. Quando eu saio, acho que tinha uns 20, 25 religiosos de matriz africana, todos vestidos, todos com a sua roupa da tradição africana, que foram convidados para estar lá me prestigiando. Então, é inesquecível esse dia. É um dia inesquecível. Minha família, comigo e esses religiosos que a minha família já sabia. Mas os religiosos como uma grande surpresa e muito, muito, muito emocionante. Comendadora, eh, pra gente fechar esse quadro, o que falta ainda ser escrito pela sua história? Ah, eu eu ainda acho que nós temos muita coisa a fazer. Eu me preocupo. Hoje eu estou aqui. Eu tenho orgulho. Eu vou falar uma coisa para você. Eu nunca falo na primeira pessoa. É sempre nós, porque a nossa ação é coletiva. Como eu iniciei esse essa conversa com você. Mas eu quero dizer que um dia na minha vida eu sonhei em ter um centro de estudos africanos já Brasil e a proposta atrevida é desta mulher para esse lugar. Ele não é o maior dos meus sonhos. Ele não contempla tudo que eu penso daqui da universidade, mas eu acho que na vida a gente precisa ter muita paciência, porque fazem só dois anos que ele está instalado. E eu penso que daqui pode encolher muitos frutos, mas muitos frutos. Então, a minha grande preocupação hoje e a minha grande vontade é que eu tenha uma pessoa que me substitua. com essa energia, com essa vontade que eu tenho de inserir meu povo negro, de combater o racismo, mas de ter o bom diálogo com todo mundo, sem diálogo, a gente não chega a lugar nenhum. Acho que a grande estratégia da vida é o diálogo. que eu peço, peço muito aos deuses, peço muito a Deus, peço a Nossa Senhora Aparecida que este lugar para dar seguimento a esse trabalho, tem alguém que realmente tenha essa energia, tenha esse desprendimento, respeito, porque eu aprendi a respeitar. as pessoas. Eu não pego nada que não é meu. Eu não assino documento que eu não tenho escrevido. Eu tenho o respeito de perguntar pros meus amigos que que você acha. Eu sempre passo pelo cribo de todos eles, os meus parceiros. E quando vim para cá trouxe 33 competentes, capazes, né, para tocar esse lugar. Então eu só desejo isso, que tenha uma pessoa que possa dar continuidade para que isso reverbere, para que seja um espaço muito maior e que a pessoa saiba conjugar o verbo na primeira pessoa. B
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