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Histórias de Vida | Dr. Jamiro wanderley: a Cura pelo afeto
Em destaque · HD Vídeo · HISTÓRIAS DE VIDA

Histórias de Vida | Dr. Jamiro wanderley: a Cura pelo afeto

238 views Publicado 27/11/2025 HD · 16:37

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No episódio de hoje do quadro Histórias de Vida, apresentamos uma trajetória emocionante, transformadora e profundamente inspiradora: a história do Dr. Jamiro Wanderley, médico, professor da Unicamp, mágico, voluntário e um dos maiores exemplos de humanização no atendimento em saúde em Campinas. Doutor em Medicina pela Unicamp e especialista em Clínica Médica, Dr. Jamiro é conhecido muito além dos consultórios e salas de aula. Ele dedica sua vida a transformar o ambiente hospitalar em um espaço mais leve, acolhedor e cheio de esperança. Com mágica, bom humor e uma escuta sempre atenta, ele prova todos os dias que cuidar vai muito além da medicação — envolve presença, empatia e humanidade. Nascido em São Paulo, em uma família simples, estudou em escolas públicas e conquistou uma vaga em medicina na Unicamp. No terceiro ano da faculdade criou um grupo de teatro para levar arte e alegria aos pacientes internados. Logo depois, começou a acompanhar e atender voluntariamente a comunidade da Vila Brandina, onde atua até hoje. A mágica entrou em sua vida pelas mãos de um paciente — e jamais saiu. Dr. Jamiro é também palhaço voluntário, ex-integrante da ONG Hospitalhaços, membro da Academia Brasileira de Mágicos e um incentivador incansável do voluntariado artístico. Ao lado da esposa, Sueli Campos Lopes — contadora de histórias da Associação Griots —, leva conforto emocional, sorrisos e esperança a crianças e adultos internados. Nesta reportagem especial, ele compartilha como a arte, o riso e as histórias podem ser tão terapêuticas quanto qualquer medicamento. Segundo ele, durante a contação de histórias o paciente se distancia da dor e do medo, mergulhando em sonhos, memórias e imaginação — um respiro essencial no processo de cura. “As histórias reportam o indivíduo a vários sonhos diferentes”, afirma o médico, destacando a importância de alimentar a mente com afeto, leveza e poesia. Apresentamos também o trabalho da Associação Griots, uma instituição sem fins lucrativos que transforma a rotina de hospitais através da arte de contar histórias. Suas ações incluem: • Humanização hospitalar por meio da contação de histórias • Uso da literatura para aliviar o sofrimento de pacientes • Valorização das artes como ferramenta de acolhimento • Formação de voluntários comprometidos com sensibilidade, ética e empatia • Fortalecimento emocional de crianças, famílias, adultos e equipes de saúde A Associação Griots reconhece em Dr. Jamiro um padrinho inspirador — alguém que vive diariamente aquilo que a instituição defende: a crença de que a arte cura, toca e transforma vidas. Este episódio é uma homenagem a todos os profissionais da saúde que, como ele, enxergam o ser humano por inteiro e fazem do cuidado uma missão de amor. ✨ Assista esta história com o coração aberto. Deixe seu comentário, compartilhe e participe dessa rede de humanização. A TV Câmara Campinas tem orgulho de contar trajetórias que transformam a nossa cidade. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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[música] [música] Oi, gente. No Histórias de Vida de hoje, nós vamos [música] entender, ou melhor, conhecer como a mágica pode se tornar o remédio principal da medicina. Olá, pessoal. Meu nome é Jamiro Vanderlei. Nasci em São Paulo, uma família bem simplesinha lá. Estudei bastante lá em colégio do estado. E aí tinham três coisas que eu pretendia fazer na vida. Uma que eu sempre gostaria de fazer era poder ser médico, poder tratar de pessoas. A segunda que eu gostaria de fazer era ser professor, dar aula, poder fazer isso. Achava muito bacana. E a terceira era ligada à arte, né? Música, teatro, alguma coisa achava muito legal. Fui para um lado que parecia o mais importante, que foi fazer medicina e entrei aqui na Unicamp, na faculdade aqui de Campinas, por ser do estado. Então, foi mais fácil de conseguir fazê-la. E durante o curso, por que não dá aula de uma coisa que você gosta? E muito cedo já comecei a fazer monitoria e dar aula. Então, tem duas coisas que eu gostava. Fui contratado como professor depois de formar, fazer a residência, me contrataram como professor também, que eu tô lá até hoje dando aula aqui na Unicamp. E aí, doutor, lá na na faculdade, durante o período em que o senhor estava se formando médico, [música] o senhor percebeu que a medicina poderia ir além dos remédios e que os tratamentos poderiam ser um pouco mais felizes, mais bem humorados. É isso. Na verdade, a gente precisa tratar das pessoas e não das doenças. E as pessoas não são só o adoecimento momentâneo. Existe toda uma circunstância de vida, como ela se sente, apesar de estar doente, ela tem uma vida. E esse enfoque a gente vem dando desde cedo. Quando eu tava no terceiro ano da faculdade, nós montamos um grupo de teatro e fazíamos peça para levar os pacientes internados. Naquela ocasião, a faculdade é aqui na Santa Casa de Campinas. e fazíamos, trazíamos os pacientes para assistir. Normalmente eram comédias. E a partir daí a gente vai vendo a importância de mudar um pouco o foco do só tratamento com a medicação, os curativos. Os pacientes saíam alegres, comentavam, ficavam muito, muito agraciados com essa atividade. Mais adiante, depois de formado, tratando de uma paciente, o esposo dela era mágico e começou a fazer algumas mágicas e a gente começou então a participar da escola de mágicos aqui de Campinas. Depois a gente foi para São Paulo e hoje tá no Brasil todo. Então, foram coisas que a gente foi agregando como lidar com as pessoas. cuidando delas, mas cuidando da vida delas também. E a alegria, o sonho, faz com que as pessoas possam se envolver melhor no tratamento e na esperança de fazer coisas diferentes. O senhor encara [música] esse esse seu segundo trabalho, vamos dizer assim, ou melhor, [música] eu acho que é um talento que o senhor tem, né? O senhor encara esse talento como um [música] plus na sua arte de fazer medicina, na sua arte [música] de cuidar dos pacientes, porque o senhor agregou isso, né? Faz [música] parte do seu dia a dia como médico. Sim. Eu acho que a sensibilidade das pessoas deve ser sempre aguçada, seja elas quais forem, música, poesia, teatro, leitura. O que que é importante que a gente faça além do que eu tá simplesmente programado para aquilo. Isso aumenta o nosso aspecto de perceber as coisas. em qualquer profissão, você vai ter muito mais sensibilidade, vai ter um momento de olhar com outro olhar um pouco mais amplificado. Eu acho que é isso que a gente tá precisando, fazer com que as pessoas possam sonhar mais e não simplesmente fazer o básico, porque isso dá uma insatisfação a longo prazo. Sempre aquela rotina, aquela mesmice, aquela chatice fica muito ruim. Você tem uma base, né? Tem coisa simples que a gente pode fazer que, olha, tem aqui às vezes no dia de calor, o pessoal pode usar um leque, né? E esse leque dá uma refrescada boa. Mas às vezes a vida traz pra gente algumas consequências complicadas. Imagina que eu começo a dar aqui várias pancadas com a minha vida, passos estranhos. E quando você vai ver, ih, caramba, o leque ficou todo partido. Parece que a vida ficou em pedaços. A gente quer relembrar um pedacinho lá de trás, mas tá tudo solto. O que que a gente vai fazer com isso? Muitas vezes ficamos sem esperanças, mas se você tiver tranquilidade e rever pontos, é possível que ele volte a ficar íntegro, né? E o que a gente quer que as pessoas voltem a ser as coisas mais amplas que elas podem ser e não se limitar aos pequenos fragmentos de momentos da vida. Só Dr. Jamiro utiliza a mágica para driblar os desafios da medicina. É porque você faz algumas coisas que faz as pessoas desprogramar. Então você faz uma brincadeira que tem a ver com as coisas que ela tá sentindo, as dificuldades, né? Então isso faz uma diferença muito grande. De repente você fala: "Não, e aí fala, às vezes levam pessoas menores, crianças, né, e você acaba mostrando para elas algumas coisas". Então, ah, quero ir lá no ti que é mágico, né? Embora eu atenda adultos, né? Uhum. Mas independente, você atende pessoas. Com 45 anos de medicina, o senhor acredita que sonhar é um remédio que não precisa de prescrição médica, que não está na prateleira? É verdade, mas eu preciso tomar cuidado com sonhos, porque tem sonhos muito agradáveis [música] e outros nem tanto. Então é poder perceber que mesmo esses sonhos desagradáveis, talvez traga aí uma mensagem, até mesmo falar: "Que bom que a minha vida não é essa, essa coisa horrorosa que apareceu no meu sonho, pelo menos eu tô andando naquele sonho, eu não andava, né? Então é muito interessante tanto um sonho parece bom ou não, fazê-los significar paraa nossa vida modificações que sejam importantes para aquele momento que a gente vive. O senhor também fez [música] parte do da ONG Hospitalhaços, né? Eh, como que era essa essa [música] rotina, né, da ONG que fez muito sucesso, inclusive, né? Sim. A ONG, ela fazia atividades em vários hospitais. Com a pandemia houve não presença nos hospitais, aí teve um descontinuamento e depois ele acabou fechando. E mas foi um momento muito agradável. Mas tem, a gente estimulou vários outros grupos a fazerem coisas também. Então nós temos grupos em Itu que a gente também conversou em Ribeirão Preto e você é chamado para conversar um pouquinho e fazer algumas coisas. Aqui também eu sou padrinho de uma outra ONG. Contadores de história são os griotes. E a gente também estimula as pessoas. Quanto mais você fizer coisas que leve as pessoas a parar de pensar um pouquinho naquele momento da doença e ter um tipo de presença, uma conversa, alguma coisa que fuja da rotina, é muito interessante porque tem gente que não recebe visita. Pega uma criança que tem vári vários irmãozinhos e muitas vezes o pai e a mãe estão trabalhando também. Então eles não recebem visita com frequência. Então, de repente, esse momento que alguém chega junto, conversa, conta uma história, faz muita significância para ela. É bem interessante. E as histórias ela tem, [música] se a gente pensar, né, já quando a gente inicia ali na fase primária escolar, [música] a história já tem aquela função de nos fazer sonhar, [música] imaginar o mundo, né, ou até mesmo conhecer, né, a própria disciplina de história mostra um pouco disso. [música] E aí na medicina ela vem com essa função, mas também [música] com a função, imagino eu, de tirar o nosso foco daquele momento de dor, daquele momento de até mesmo uma questão simples, uma recuperação pós-operatória. Acho que [música] tem essa função também. A história ela é um pouco mais ampla. Quando você tira a história de uma pessoa, não só da doença dela, mas [música] como é que é a história de vida dela, qual que é o grupo de apoio que ela tem, com quem que ela pode contar, não vou saber só da sua dor de cabeça ou da sua limitação, mas quem o mundo ela vive, que que recurso ela tem para poder saber se aquele remédio que foi prescrito, ela pode comprar ou não. Isso só sabe perguntando, não adivinha, eu vou adivinhar que dá para comprar, tá? que meu papel é dar essa receita e acabou. Então eu acho que eu tô tratando, a pessoa fala: "Desculpa, mas aquele preço eu não pude pagar, eu não comprei o remédio." Então tem outra alternativa, mas eu não parei para perguntar isso quando eu conversava com ela. Então é isso que a gente tá tentando incont nossos alunos já há algum tempo, essa parte não esquecer essa parte humana de aconselhamento, de poder tirar dados que vão ser úteis até mesmo no plano terapêutico que você vai fazer depois. Porque senão vai ser um festival de [música] insucessos. Você acha que tá cuidando, a pessoa não tem como fazer aquilo e tem vergonha de voltar para falar que não fiz porque não tinha condições de fazer. Talvez eu não tenha dado nem apertura para ela dizer que não conseguiu fazer o tratamento. Às vezes ela tem receio de levar uma bronca, né? Quando chega lá, você não tomou o remédio por quê, né? Deve ter seus motivos. talvez não foi tão convincente a maneira de falar pra pessoa quão importante seria para aquela fase dela o uso daquele medicamento por um determinado tempo, né? Alguma coisa do gênero. E aí como médico, o senhor sempre tem algumas dicas de saúde, né, pras pessoas? Imaginam, o senhor acredita que o voluntariado é uma vitamina que a gente precisa tomar, consumir diariamente para ter uma vida melhor? Eu acho fantástico, porque na verdade essa história de voluntariado, a gente sempre pergunta: "Você tá sendo voluntário para quê?" "Ah, para ajudar as pessoas, para poder colaborar com alguma coisa, né?" Gente, você tá indo no lugar errado, porque quem mais se beneficia é o próprio voluntário, porque o que ele vê, o que ele recebe é muito maior do que ele oferta. É um momento que você vê um monte de coisa, fala assim: "Nossa, minha vida tá até boa, né? Porque tem tanta coisa tão complicada que essa pessoa tá passando e você vai para lá com a intenção de poder oferecer alguma coisa e sai de lá muito melhor do que você entrou. Então eu acho que é um engano falar que o voluntariado é pros outros, na verdade é com muito pra gente, um pouquinho pros outros, mas isso é muito gostoso, porque se a gente fica extremamente egoísta fica muito ruim. Se eu olho só paraas coisas que eu faço, só pro meu umbigo, eu não vou conseguir perceber algumas coisas que estão acontecendo ao meu redor. Quantas vezes as pessoas passam, não conseguem observar um por do sol, um pássaro cantando, mesmo um cachorro latindo, a pessoa vai acha que aquilo tudo incomoda, né? Então esse momento, essa desaceleração às vezes é interessante. Não quer dizer que você não é produtivo com isso. É muito, mas a gente acha que tá perdendo tempo e que hoje o tempo tá muito corrido, a gente não consegue ter tempo. Em compensação, passamos hipnotizados em telas durante muito tempo. Se leva mais tempo, às vezes penteando o cabelo e cuidando um pouquinho da nossa aparência do que refletir e agradecer. Puxa, ainda bem que eu tô respirando, né? Quando tudo funciona, a gente não nota, a gente só reclama quando perde. E para garantir vida e alimentação saudável, a receita é o sorriso. É verdade. E muito econômico. Quando você sorri, você relaxa a musculatura da face, você gasta energia sorrindo do que ficando sério. Então, pelo menos por economia, ria, né, que vai ser muito bom. E a gente às vezes só vê coisas grandes, né? Por exemplo, eu tenho aqui uma caixinha e tem um dado, um dado bem grande, mas a pessoa quer ser cada vez maior e às vezes ela esquece que ela pode ter várias partes diferentes. Então você faz 1 2 3 e você consegue transformar aquilo que parecia tão grande em várias coisas menores com as várias capacidades das [música] pessoas, cada uma também como um dado. Então eu consigo fazer muito mais coisas do que eu faria com um só. Quando a [música] gente partilha essas coisas, a gente talvez tenha um rendimento melhor do que a gente precisa fazer pra vida. Agora eu fiquei curiosa, dentro dessa maleta do [música] médico, tem outras dicas, outras receitas para que a humanidade seja melhor? Parece a cabeça minha ou de algumas pessoas? Olha a quantidade de bagunça que tem aqui. E às vezes tá muito bagunçado e aí a gente vai poder aos pouquinhos norteando coisas. Eu acho que é importante a gente poder, eu trouxe aqui três coisinhas que as pessoas gostariam de ter na vida. Três coisinhas, saúde, amor e dinheiro. Saúde, amor e dinheiro. A pessoa pode ter saúde, pode ter amor e pode não ter dinheiro. Vou colocar isso aqui no meu bolso. E sobrou na minha mão, então, saúde e amor. E com saúde e amor, você pode até achar e buscar dinheiro, mas a pessoa pode ter dinheiro, pode ter amor e pode não ter saúde, que eu vou colocar em câmara lenta no meu bolso. E aí, o que que sobrou? Vocês querem ver essa mão também, né? Então, a pessoa tem dinheiro, amor, mas não tem até com dinheiro. Amor, pode buscar saúde, se tratar melhor, mas a pessoa pode ter saúde, dinheiro e não ter amor, que eu vou colocar em câmara lenta no meu bolso de novo. E aí, que que sobrou na minha mão? apenas saúde e dinheiro. Mas não é verdade. Quando você faz as coisas sem amor, você não tem [música] nada. É muito importante cada coisa que a gente for fazer fazer com muito amor. [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música]
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