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E aí [Música] o Olá Gabriel agora eu estou de volta com um giro ambiental falando sobre o meio ambiente Olha só dados e uma nova ferramenta do INPI o Instituto Nacional de Pesquisas espaciais mostram que mais de um terço dos quase 150 mil focos de Queimadas ocorridos na Amazônia em 14 meses aconteceram em terras públicas sem destinação que são as terras da União que estão no caro o cadastro ambiental Rural e que deveriam ser preservadas pelo governo a nova ferramenta permite analisar as áreas queimadas na Amazônia entre agosto do ano passado e setembro de 2020 para observar em que tipo de terra ocorreram os incêndios pelas imagens é possível ver que as terras públicas sem destinação foram atingidas por 53 mil 359 Foco Olá Neste período o que que vale a 35 por cento de todas as queimadas no Bioma na média o total equivale a 127 queimadas Ilegais todos os dias apenas nessas áreas da união com a diferenciação das terras possível pela nova ferramenta é agora também é possível analisar exatamente o que o fogo queimou vamos lá áreas públicas sem destinação 35.7 38 35.8 por cento das áreas inscritas no car como pequeno porte 13.3 por cento de propriedades inscritas no card médio porte e 15.2 por cento de propriedades inscritas no Car de grande porte E falando em Queimadas nós vamos tamos aqui no geral ambiental a situação de pessoas e ong que atua no Pantanal no combate aos focos de incêndio de acordo é de Queimadas do INPE o Pantanal teve 2.856 focos de incêndio ao longo de outubro o maior já registrado para o mês o total para este ano o bioma também já teve um recorde de Queimadas com 21 a1115 ocorrências o maior número da série histórica EA neste cenário que os animais sofrem são vítimas desses incêndios e agora a gente conversa com a veterinária Raíssa Natalie que é aqui de campinas e participou de uma das ações de resgate dos animais Queimados lá no Pantanal Raíssa Seja bem vindo ao giro ambiental me fala primeiramente Como surgiu a sua oportunidade de ir ao Pantanal em que você fez durante vários dias um trabalho voluntário de Resgate e eu conheço o Jorge Salomão né que é um veterinário para sua em Jundiaí trabalhando com sete Não começa mais animais selvagem E aí eu falo acompanhando na verdade o trabalho dele através do Instagram e e eu acabei funcionando né entrar em contato lá em George Como faz passando no canal porque o que a gente vê na mídia totalmente diferente o que está acontecendo lá e ele falou que essa ação tava bem caótica E precisava de ajuda e aí foi aí que eu falei nossas eu puder ajudar de alguma forma nem que seja na parte de captura de reabilitação ajudar colocar comida qualquer coisa eu queria muito poder ajudar de alguma forma e acabou-se a gente desse convite né como voluntária abre eu acabei indo com a Marina também trabalha comigo no hospital veterinário e a gente foi para Alan para era uma ONG né um para silvestres e a gente montou uma equipe de veterinários e acabou indo para nessa parte de captura monitoramento e Isso foi quando Raíssa e é nós fomos dia 24 de Setembro foi em frente vamos até foi foi e nós ficamos praticamente 25 dias até dia vinte vinte e dois de outubro lá e qual o cena Valeu Que Vocês encontraram e olha o cenário que a gente encontrou Foi muita seca né É tinha chovido em algumas partes mas muita seca O Fogo Ainda continuava tanto aquele fogo subterrâneo quanto fogo que estava trava né que aquele fogo visível os brigadistas e estavam no local eram os brigadistas do local ele de né da Transpantaneira A Força Nacional e ainda não tinha chego quando eu eu cheguei lá eles chegaram depois de uma semana mas de a situação tava bem caótica muito calor a máxima ele 47 48 graus e cinza muito assim onde o fogo tinha passado é muito bicho morto é muito muito muitos animais mortos é uma situação que eu nunca imaginei que eu fosse vivenciar Em algum momento assim da minha vida não é uma situação de resgate ao quem vivenciou aqui na sua cabeça é se tornou inesquecível até do ponto de vista quando a gente pensa e pensa na nessa questão dos incêndios a gente tá falando lá da do Pantanal que parece está muito distante mas a gente também tem fragmento de mata por exemplo perto aqui em Campinas no Estado de São Paulo e eu não quero que me chocou bastante foi um dos meus primeiros resgates de uma anta ela tinha todos os membros Queimados exposição óssea o dorso próximo a calda também estava toda queimada ela não sair da água era uma forma de conforto por conta de dor tenho a areia né que acaba ajudando a locomoção mas ela não sair da água Esse foi um dos meus primeiros resgates foi a batata po depois do bar que a gente acabou levando ali no porto Jofre estava guardando toda o deslocamento para como poderia levar esse animal até a UFMT ou até o país e a gente solicitou o resgate foi as três horas da tarde foi solicitado um helicóptero mas infelizmente no momento eles estavam só o providenciando para onça Hoje acabou é tendo aquele ele todo aquele stress de tentar manter elas herdada eu sei que assim o resgate foi às três da manhã às 3:00 da tarde ela chegou o veterinário UFMT em Cuiabá às três da manhã eu sempre foi bem estressante a gente correndo contra o tempo para não perder ela porque tem todo a questão de strass de captura a dor desidratação os primeiros estavam sendo feito acho que eu vou me chamou muita atenção porque toda aquela burocracia para tentar ajudar um animal onde um pote 200 quilos né então foi foi bem complicado quando a gente fala nesse Digamos que nesse desespero nessa agonia que você passou no resgate é o que que você analisa do ponto de vista que a gente tem que se preparar para situações como essa é os esforços que devem ser medidos para salvar um animal você até mencionou que a onça todo mundo presta bastante atenção na onça que é o símbolo do Pantanal mas temos muitos animais que foram Queimados o tempo é o nosso problema ele era o deslocamento né tem toda uma burocracia envolvida não era só simplesmente colocar antes na caminhonete falar vamo e correr contra o tempo não tinha que esperar a liberação é de governo para transportar aonde vai colocar a quem vai receber e tudo mais e lá dependendo como os mais é o resgatados né porque a gente pegava acabava resgatam animais de primeira segunda e terceira decisão de queimadura então o tempo Ali era o mínimo que a gente tinha frase tentar salvar a filha animal né Depois que habilitar e voltar novamente para natureza então eu senti essa burocracia na hora do resgate em cima tá é a maioria dos animais eram resgatados a gente tem cava alinhado toda toda essa logística de tentar minimizar o tempo desde ali da captura até o ponto final da seja no país ou não é se metendo entre veterinária no hospital e no caso da Anta elas e eu Qual foi o desfecho o Alan que ela foi encaminhada então preste MP em Cuiabá eu fiquei um tempo na Transpantaneira na parte de monitoramento Resgate e acabei acompanhando também ajudando pessoal da UFMT em Cuiabá ela foi transferida para um Recinto de antas entraram com um projeto bem legal que ampara trouxe que foi a pele de tilápia não foi colocado no dorso nos membros até para ajudar na recuperação de tecido e até o momento ela estava no recinto eu acompanhei os primeiros passos ela indo para a água se alimentando então assim é parte mais prazerosa e gratificante né É você tirar o animal daquela condição e de repente fizer essa evolução teve animais que vocês até tentaram resgatar e não conseguiram até pela é pela questão do Medo do animal de que o ser humano chegue perto eu queria que você falasse um pouquinho dessa sensação de primeiro conseguirem resgatar mas em um há casos em que isso não é possível e na verdade quando os animais ele chegou na estação de debilitados né É eles acabam meio que tem bem entregues nós vamos ver assim a gente teve um caso de uma sucuri ela tava numa região Ele próximo corpo da água é só que ela tava tão debilitada que ela nem lutou para se defender ou então a meio que se entregou e eu senti mais me chocou também o momento a gente colocou ela na gaiola ela e ofereceu a gente ofereceu água e ela bebeu a água da garrafa como se agride uma forma de agradecimento não é muito obrigado bebendo bebendo água para tentar se hidratar então Acho que ali gente não teve nenhum problema em relação à captura né É claro que todo o protocolo de segurança e também até por conta de stress a gente tava seguindo agora teve uma coisa muito interessante que aconteceu aí que assim o fogo de repente é a gente passava por uma área para fazer monitoramento tava tudo bem não tinha pego o aumento e de repente quando a gente voltava de monitoramento ali já tinha passado fogo e os animais que estavam ali já tinham sido todos Queimados a gente tava muito nessa faz a translocamento desses animais não vão deixar que não tem possibilidade de pegar o forro foi muito triste então era muito rápido a ação da natureza nesse caso era muito rápido tá você ficou praticamente 25 dias lá nesse período você até mencionou o caso da sucuri e também da Anta é você chegou a participar de alguma ação em que algum animal foi devolvido à natureza ou ainda não é possível isso devido à situação lá do Pantanal e na verdade eu não cheguei agora papo acabei vindo antes devido ao as minhas rotinas tava não consegui ficar mais de um mês praticamente mas teve a onça a onça usado né acho que todo mundo aqui foi virou um símbolo né desse momento a onça ela foi levado para reabilitação entraram com toda a parte é de terapêutica né laser terapia e depois de toda essa parte de reabilitação ela foi devolvida o mesmo local onde ela foi capturada e colocaram um Rádio Popular para poder até acompanhar fazer o monitoramento e tudo mais infelizmente eu acabei a gente acabou voltando na terça e ela foi liberada acho que na quarta na quinta então não podia acompanhar mas ela foi um dos animais que conseguiu reabilitar e voltar para a natureza Raíssa que eles são fica dessa situação e olha depois de tudo que eu vivenciei e pude ver a realça passando que realmente está acontecendo né Eu acho que a gente tem que repensar muito do nosso as nossas costumes a gente tem que a de como agir o nosso dia a dia e assim não é só os animais dependem daquele bioma daquele ambiente nós precisamos muito mais do que deles né a gente precisa da água a gente precisa da terra precisa das Árvores o ciclo de água ciclo da terra né de tudo então eu acho que a gente tem que pensar um pouco rever o nosso rever a forma de como a gente está tratando é os nossos biomas o Pantanal ele não é só um ambiente de lazer né Ele é muito conhecido para fazer na parte de turismo e belíssimo só que a gente tem que pensar também o ecossistema Tem como sim né um ciclo de um dependendo do outro Raíssa eu agradeço a sua participação aqui no giro ambiental e nós estamos abertos aí sempre que você puder contribuir com as suas observações a respeito de situações como essa você está convidada a voltar tá bem muito obrigada Ah e assim a gente termina o giro Ambiental de hoje nós estaremos de volta na próxima sexta-feira Até lá ó