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Dividir o palco com grandes nomes do teatro brasileiro é um sonho para muitos artistas. E foi justamente essa oportunidade que chegou para Laí Amaral e Suois, alunas do núcleo de artes cênicas do Sesi Campinas. As duas foram selecionadas para integrar o coro cênico do espetáculo Lia Lia. Eu estava em casa e eu recebi o áudio da Lindsey, que é a produtora, e eu corri pela casa, eu tava sozinha e o meu cachorro ficou desesperado e a gente corria junto, ele latia, eu liguei pra minha mãe, ela não atendeu. E aí a pessoa que me atendeu, que tava ali disponível no momento era a Carol, da Ana Carolina Salomão, minha professora do NAC. E aí eu falei para ela, Carol, eu entrei, deu certo, eu consegui. Se eu não me engano, Campinas é a última cidade da cidade do interior do estado que recebe esse espetáculo, se eu não me engano. Então, significa que elas viajaram pelo estado aa e todo toda a cidade que recebia esse espetáculo tinham duas atrizes do NC, do núcleo de artênicas participando do couro. Nós somos as últimas e a gente conta com uma atriz atual que é a Laísa Amaral e uma ex-aluna que é a Su Ohi, que foi aluna, na verdade, da Inês e da Amanda, que são professoras anteriores a mim. E acho legal fazer esse parênteses, porque a Inesviana é uma professora que ficou aqui na casa por quase 30 anos. Ou seja, se o NC completa 40 anos ano que vem, a Inês ficou mais a metade do tempo aqui. E acho que tudo que existe aqui hoje em Campinas se deve muito a essa figura da Inês, que é uma artista local muito muito poderosa aqui da cidade. A gente recebeu o vídeo da peça e o roteiro e algumas indicações, né? O couro nessa peça, ela é dividido em dois blocos. Então, tem textos que um couro fala e que o outro não fala. Então, a gente teve o tempo, acho que mais ou menos, de uma semana, um pouco mais para decorar todas essas falas, analisar o vídeo, porque não é um couro que ele fica parado. Eh, você tem várias marcações, várias movimentações, um ritmo certo para você falar o texto. Para quem está começando, uma oportunidade como essa vai muito além do que um espetáculo. É aprender na prática com artistas consagradas como colocar a teoria no palco. As atrizes participam de uma montagem estrelada por Bet Coelho e Camila Pitanga. Em cada cidade por onde o espetáculo passa, duas alunas do núcleo de artes cênicas são escolhidas para integrar a encenação, ampliando a experiência artística e o intercâmbio entre profissionais e novos talentos. Sem palavras assim, porque eu ainda tô no processo do NAC. E aí veio essa essa, como que eu posso dizer, essa onda, né, do do liali entrou no meio desse processo todo. A gente tá vivendo aí, ela vai sair e a gente vai continuar no NASA do final do ano. Então assim, eu ainda tô entendendo e tentando digerir aquilo que eu tô vivendo no momento. A gente tá de férias no NC, isso é bom porque deu um respiro, eu consegui me entregar aqui, mas depois a gente volta pras aulas. A gente tem aula duas vezes na semana, 6 horas por semana. E a a Carol ela é bem física, bem corpo, então é bem intenso. E os meus amigos são maravilhosos e a gente tá bem engajado e eu tô bem animada. Para mim, eh, se eu não tivesse ido pro SESI, talvez eu não estivesse com tão em contato com o teatro quanto eu estou hoje. Inclusive, de ter essa oportunidade de participar do Lia Lia, porque eu só pude participar por ser uma ex-aluna do NCE. Então, é até difícil descrever o quanto que é importante para mim, porque para mim esse estar no palco, estar atuando é algo que eu não sei mais viver sem. Mais do que uma oportunidade individual, a participação das duas representa o trabalho desenvolvido pelo núcleo do SESI, que aproxima estudantes do mercado profissional e incentiva a formação de novos talentos. Eu acho que a minha função tem sido dizer para elas que legal que é isso. Aproveitem muito porque vai passar assim, mas curtam cada pedacinho, cada coisinha e também de ver esse esse palco aqui é onde a gente faz as nossas aulas. Então acho que tem essa beleza, né? A gente tá aqui no cotidiano de segunda a sexta, sem toda essa parafernalha montada. No próximo ano, o NAC completa 40 anos, formando atores e atrizes. Ao longo desse período, o projeto se consolidou com a proposta de oferecer um teatro democrático. É muito bom ver a casa cheia, né? Aqui os espetáculos são todos gratuitos. Acho que isso não é todo mundo que sabe, né? Apesar da gente defender e deixar isso claro, não é todo mundo que sabe que pode só chegar e assistir muitos espetáculos. A gente tá com li agora, mas a gente tem espetáculo todo final de semana. né? Um centro cultural aqui. Então ver o pessoal chegando é muito bom pra gente, deixa o nosso coração muito feliz. Acho que a gente pode, vocês podem seguir acompanhando através do Instagram, do nosso site para Laí e SU. No entanto, a experiência vai além do espetáculo. É a realização de um sonho e o início de novos caminhos na carreira artística. A Lin que é do couro e a produtora do Lialia, ela me falou eh uma frase de da de uma diretora muito famosa que eu não tenho capacidade de dizer o nome porque é um nome muito difícil, eh que todos os dias uma pessoa vem pela primeira e pela última vez no teatro e que é a nossa função encantar pela primeira vez e pela última vez alguém. Em nenhum momento eu parei para pensar, vou atuar com quem eu estou atuando, onde eu estou atuando, como eu estou, em nenhum momento. E tá acontecendo. Então, por isso que eu ainda tô entendendo o que falar para essa pessoa que sou eu mesma, né, nesse palco, no sentido assim de boa, é isso que você quer, isso que você sempre quis, acredita, tá acontecendo. Не.