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Tá no ar mais um de olho na educação e hoje vamos falar sobre como o vestibular da Unicamp, um dos mais concorridos do país, é preparado, né? Ele é feito. Por isso, estou aqui com a professora Márcia Mendonça, coordenadora acadêmica aqui da Convest, a Comissão Permanente para os vestibulares da Unicamp, que vai falar sobre o que é considerado, o que que as bancas levam em conta antes de fazer uma questão, de onde partem, né, professora, muito obrigado, né, por nos receber aqui na convest, né, pra gente começar, a preparação do vestibular do Unicamp já começa logo em seguida da aplicação do ano anterior, né, Isso mesmo, Rafael. A gente não para aqui na convest. Assim que nós terminamos, né, de aplicar o vestibular, a gente já tá elaborando os relatórios de avaliação para acompanhar como foi a aplicação daquele ano, verificar acerto de questões, aquilo em que a gente pode aprimorar e as bancas já começam a se reunir para preparar o próximo vestibular. Então, o ano inteiro estamos trabalhando aqui. É um processo de aperfeiçoamento, né, como você falou que dura o ano todo. Isso, exatamente. E pra gente, né, explicar pro pessoal que tá em casa, né, que não sabe ainda, eh, o vestibular da Unicamp, ele é feito em duas partes. Como que é? São duas estruturas, né? Isso. A gente tem duas fases, né, de aplicação de provas. A primeira fase, ela é composta por uma prova de múltipla escolha com quatro itens para que o candidato escolha. Isso também é uma vantagem da Unicamp, não são cinco itens, então tem um item a menos para lei escolher. E temos a segunda fase que é aplicada para aqueles candidatos e candidatas que foram aprovados para a segunda fase. E aí a segunda fase ela é composta por provas dissertativas abertas que são mais direcionadas paraas áreas que os candidatos estão escolhendo no vestibular. Eh, na primeira fase, então, são 72 questões objetivas, né? Diferente, por exemplo, do Enem, que são 90, né? Exatamente. Nós temos o mesmo eh a mesma quantidade de horas de prova. temos 5 horas de prova, mas nós fazemos 72 eh questões. E isso tem uma razão. Eh, nós preferimos diminuir o número de questões. Isso foi feito a partir das nossas avaliações internas, eh, para permitir que as candidatas e candidatos pudessem pensar um pouquinho melhor sobre as questões, refletir e induzir menos a escolha aleatória, né? que eles pudessem pensar mais e fazer umas escolhas mais conscientes e tivessem mais chance de aceito também. E na primeira fase, então, eu tenho aqui são 12 questões de matemática, 12 questões de língua portuguesa e literaturas de língua portuguesa, sete questões de inglês, 21 questões de ciências da natureza, né, que é biologia, química e física e 20 questões de ciências humanas, história, geografia, filosofia e sociologia, né? Isso, exatamente. E na segunda fase, como que é a segunda fase? também esse ano tem novidades. Conta mais um pouco pra gente, Márcia. Eh, nós diminuímos duas questões do segundo dia por área, né? Exatamente. Pensando no a segunda fase, ela é aplicada em dois dias, é importante dizer, né? Em sequência. Então, nós temos o primeiro dia em que os candidatos e candidatas fazem a prova de redação, que tem duas propostas para que eles escolham uma só, a prova de língua portuguesa e literaturas de língua portuguesa. Nós temos também questões interdisciplinares de inglês com outras áreas do conhecimento. E no segundo dia aí começam as provas por áreas específicas, ciências exatas, ciências humanas e artes e biológicas e saúde. E Márcia, né, a prova da Unicamp, ela é reconhecida pela sua abordagem interdisciplinar, né, com foco na análise crítica, né, na questão da interpretação de texto, da resolução dos problemas, né, o conhecimento contextualizado, né? Uhum. Sim. Isso é uma marca da Unicamp que se consolida ao longo de anos, que é pensar um exame de acesso à universidade que contemple uma uma um candidato, uma candidata que tá atento e atenta ao mundo que o cerca, a realidade que o cerca. E essa leitura crítica, ela é feita não a partir eh das opiniões, mas a partir dos conteúdos escolares que são trabalhados. Então, uma prova para a qual é perfeitamente possível se preparar dentro da escola. Eh, e as áreas fazem essa interface com as outras, com a realidade que nos cerca. E por isso que a nossa prova todos os anos ela é muito atual. Ela é feita naquele ano, pensando as questões que estão no mundo naquele ano. E essa interdisciplinaridade, ela acontece eh já pelos temas, né? Quando você, por exemplo, escolhe uma um tema de caráter histórico para uma questão de inglês, mesmo que essa questão não seja eh na no cerne interdisciplinar, de alguma maneira a interdisciplinaridade é favorecida. E nós temos especificamente questões que são mesmo elaboradas de forma interdisciplinar, buscando relações entre áreas de conhecimento, que é algo que a universidade vai proporcionar quando o estudante aqui já está matriculado, né? Então essa essa interdisciplinaridade é uma das marcas do nosso vestibular. A prova da Unicamp não é aquela prova decoreba, né, de decorar conteúdo, né, não tem isso, né? e e sim o aluno, né, o candidato aplicar tudo que ele sabe ali na hora do exame, né? Sim. a gente prima por não elaborar questões de pura memorização, embora nós sabemos que nós saibamos que o percurso escolar ele exige algum tipo de memorização e de eh acumulação de conhecimento daquilo que é trabalhado, mas sempre numa perspectiva eh de pensar uma prova o mais reflexiva possível, né, dentro do que eh os candidatos e candidatas podem eh resolver. Por exemplo, vocês se baseiam na prova do ano passado, de algum ano ou não tem isso? como você falou, é a questão da atualidade. Eh, nós avaliamos as provas anteriores, por exemplo, para não repetir exatamente temas, mas conteúdos escolares eles se repetirão, porque o currículo não muda todos os anos e é importante que não mude para que professoras e professores possam trabalhar nas nas escolas, para que os alunos se sintam tranquilos em relação ao que vai ser cobrado, né? tá tudo no nosso manual, toda a lista de conteúdos, mas a gente se baseia sim pensando naquilo que nós podemos melhorar em relação à elaboração das questões, os enunciados e também daquilo que pode ser um tópico especialmente mais exigente pros alunos ou aquilo que já é algo bastante fácil de resolver para que a gente possa equilibrar a exigência das questões que a gente tem questões fáceis, médias e difíceis, né? A prova toda precisa ter essa variedade de questões. Além da interdisciplina interdisciplinaridade que você citou, né? Outras características da prova são os enunciados complexos, né? É, eu diria que fazendo aqui uma brincadeira com você, eles não são exatamente complexos, mas quando a gente se dispõe a exigir que o aluno, em certas questões, eh compare dois textos, leia um gráfico para poder pensar numa hipótese explicativa para aquele fenômeno, isso torna de alguma maneira a prova um pouco mais eh trabalhosa, né? Então, é uma é uma engenharia difícil que é trazer uma questão que é sofisticada do ponto de vista do que ela exige, mas ao mesmo tempo precisa ser uma questão compreensível pelos candidatos. Então a gente busca acertar nisso daí. Espero que a gente esteja, digamos assim, acertando bem mais do que errando, mas a gente fica prestando atenção na repercussão da prova, nos comentários online, na sensação que os próprios candidatos e candidatas expressam, eh, na opinião das escolas, dos professores, para sempre aprimorar esse processo. E temos também questões com enunciados mais curtos e também de resolução mais fácil. Então, a complexidade ela varia um pouco ao longo da prova, porque é necessário que seja variado. E quando as bancas vão fazer as questões, elas pensam na em âmbitos sociais diversificados, científico, jornalístico, social, escolar, de entretenimento. Eles pensam tudo isso para montar as questões? Sim. Eh, tanto as bancas buscam, por exemplo, textos eh acadêmicos e e tiram alguns que são compreensíveis, eh, textos de divulgação científica, da esfera do entretenimento, da esfera jornalística, midiática, eh, da literatura, das artes. é bastante variado o repertório de textos usados nas questões e isso não só, digamos, nas questões mais próximas do que seriam as ciências humanas e artes, né, mas em todas as áreas. Isso é uma coisa que a gente preza bastante. E na prova da Unicamp também a redação é um pouco diferente da da dos outros vestibulares, né? Sim, essa é um uma outra marca, né, da qual a nós nos orgulhamos muito, nós Unicampest, eh já há alguns anos, a prova de redação da Unicamp, ela trabalha na perspectiva dos gêneros eh discursivos e não da redação escolar típica. Isso favorece que os candidatos e candidatas se coloquem diante de uma certa situação descrita eh que é eh explicada no enunciado e venham a escrever um texto em algum gênero, por exemplo, uma carta aberta, um manifesto, um diário, eh uma crônica, né? Nós também trabalhamos com essa esfera literária a partir de alguns anos para cá. Eh, então não é uma prova que espera que os candidatos cheguem com modelos prontos, né? Isso tem uma uma um desenvolvimento de um conhecimento grande sobre como avaliar essas provas. E eu arrisco dizer que talvez nós tenhamos sido uma das primeiras universidades, não sei se somos a única, a divulgar toda a grade de avaliação da redação que a gente exige aqui. Isso tá divulgado nas nossas páginas e também tem um livro, né, elaborado para formação de professores, em que a gente explica o que que a gente avalia ali naquela escrita dos candidatos, com também a publicação anual do livro de redações eh do vestibular Unicamp e do vestibular indígena. Márcio, né, pra gente finalizar aqui, qual que é a dica pro pessoal que vai prestar, né, pros candidatos? Podemos ver que é uma prova de conteúdos gerais, conteúdos amplos e ciência aplicada ao cotidiano, né? O pessoal que tá em casa, qual que é a dica, né? A gente sabe que é um processo que fica todo mundo ansioso, mas que é possível, né, Márcia? Sim, é possível. E nós temos sempre todos os os anos vários aprovados. Eh, eu queria dizer que o coisa muito importante para se preparar paraa prova é entender o que o enunciado está solicitando. Primeiro, fazer a leitura do enunciado, né? é uma leitura, claro, estratégica, que é uma situação de exame. Você já vai lendo, entendendo, ah, ele quer aqui que compare, ele vai pedir que eu aplique uma uma fórmula, ele vai pedir que eu eh preste atenção num dado conceito. E aí, fazendo essa leitura estratégica, entender, por exemplo, na segunda fase o que a questão tá pedindo, se é para eu resolver um problema, se é para eu comparar dois dados. Eu já tenho que destacar, tá bastante atento quais são esses dados no enunciado. Eh, as ações que eu vou fazer na resolução da questão ajudam muito o estudante a traçar um plano ali rapidinho para poder resolver cada uma das questões e principalmente precisa ser uma pessoa que está atenta ao que tá acontecendo no mundo, né? Isso é muito importante. Isso já ajuda muito na resolução da prova da fase um e da fase dois, porque a gente espera um aluno que seja capaz de pensar a realidade, o perfil desejável do ingresso é esse aluno que tanto é um bom estudante quanto é uma pessoa que consegue pensar a realidade a partir dos parâmetros da ciência, da cultura, daquilo que a gente considera importância. Mér, muito obrigado por todas essas informações, né, por essa entrevista aqui, viu? Obrigada, Rafael. Obrigada quem tá ouvindo. Obrigado mais uma vez, viu? E pessoal, ó, também agradeço você que tá em casa pela sua companhia e pela sua audiência. E olha, não se esqueça de de curtir a gente nas redes sociais, no Instagram, no Facebook, TV Câmara Campinas e de nos seguir no YouTube, né, para conferir toda a nossa programação TV Câmara Campinas. Um abraço, até o próximo. de olho na educação. [Música] Tá no ar mais um de olho na educação e hoje vamos falar sobre como o vestibular da Unicamp, um dos mais concorridos do país, é preparado, né? Ele é feito. Por isso, estou aqui com a professora Márcia Mendonça, coordenadora acadêmica aqui da Convest, a Comissão Permanente para os vestibulares da Unicamp, que vai falar sobre o que é considerado, o que que as bancas levam em conta antes de fazer uma questão, de onde partem, né, professora, muito obrigado, né, por nos receber aqui na convest, né, pra gente começar, a preparação do vestibular do Unicamp já começa logo em seguida da aplicação do ano anterior, né, Isso mesmo, Rafael. A gente não para aqui na convest. Assim que nós terminamos, né, de aplicar o vestibular, a gente já tá elaborando os relatórios de avaliação para acompanhar como foi a aplicação daquele ano, verificar acerto de questões, aquilo em que a gente pode aprimorar e as bancas já começam a se reunir para preparar o próximo vestibular. Então, o ano inteiro estamos trabalhando aqui. É um processo de aperfeiçoamento, né, como você falou que dura o ano todo. Isso, exatamente. E pra gente, né, explicar pro pessoal que tá em casa, né, que não sabe ainda, eh, o vestibular da Unicamp, ele é feito em duas partes. Como que é? São duas estruturas, né? Isso. A gente tem duas fases, né, de aplicação de provas. A primeira fase, ela é composta por uma prova de múltipla escolha com quatro itens para que o candidato escolha. Isso também é uma vantagem da Unicamp, não são cinco itens, então tem um item a menos para lei escolher. E temos a segunda fase que é aplicada para aqueles candidatos e candidatas que foram aprovados para a segunda fase. E aí a segunda fase ela é composta por provas dissertativas abertas que são mais direcionadas paraas áreas que os candidatos estão escolhendo no vestibular. Eh, na primeira fase, então, são 72 questões objetivas, né? Diferente, por exemplo, do Enem, que são 90, né? Exatamente. Nós temos o mesmo eh a mesma quantidade de horas de prova. temos 5 horas de prova, mas nós fazemos 72 eh questões. E isso tem uma razão. Eh, nós preferimos diminuir o número de questões. Isso foi feito a partir das nossas avaliações internas, eh, para permitir que as candidatas e candidatos pudessem pensar um pouquinho melhor sobre as questões, refletir e induzir menos a escolha aleatória, né? que eles pudessem pensar mais e fazer umas escolhas mais conscientes e tivessem mais chance de aceito também. E na primeira fase, então, eu tenho aqui são 12 questões de matemática, 12 questões de língua portuguesa e literaturas de língua portuguesa, sete questões de inglês, 21 questões de ciências da natureza, né, que é biologia, química e física e 20 questões de ciências humanas, história, geografia, filosofia e sociologia, né? Isso, exatamente. E na segunda fase, como que é a segunda fase? também esse ano tem novidades. Conta mais um pouco pra gente, Márcia. Eh, nós diminuímos duas questões do segundo dia por área, né? Exatamente. Pensando no a segunda fase, ela é aplicada em dois dias, é importante dizer, né? Em sequência. Então, nós temos o primeiro dia em que os candidatos e candidatas fazem a prova de redação, que tem duas propostas para que eles escolham uma só, a prova de língua portuguesa e literaturas de língua portuguesa. Nós temos também questões interdisciplinares de inglês com outras áreas do conhecimento. E no segundo dia aí começam as provas por áreas específicas, ciências exatas, ciências humanas e artes e biológicas e saúde. E Márcia, né, a prova da Unicamp, ela é reconhecida pela sua abordagem interdisciplinar, né, com foco na análise crítica, né, na questão da interpretação de texto, da resolução dos problemas, né, o conhecimento contextualizado, né? Uhum. Sim. Isso é uma marca da Unicamp que se consolida ao longo de anos, que é pensar um exame de acesso à universidade que contemple uma uma um candidato, uma candidata que tá atento e atenta ao mundo que o cerca, a realidade que o cerca. E essa leitura crítica, ela é feita não a partir eh das opiniões, mas a partir dos conteúdos escolares que são trabalhados. Então, uma prova para a qual é perfeitamente possível se preparar dentro da escola. Eh, e as áreas fazem essa interface com as outras, com a realidade que nos cerca. E por isso que a nossa prova todos os anos ela é muito atual. Ela é feita naquele ano, pensando as questões que estão no mundo naquele ano. E essa interdisciplinaridade, ela acontece eh já pelos temas, né? Quando você, por exemplo, escolhe uma um tema de caráter histórico para uma questão de inglês, mesmo que essa questão não seja eh na no cerne interdisciplinar, de alguma maneira a interdisciplinaridade é favorecida. E nós temos especificamente questões que são mesmo elaboradas de forma interdisciplinar, buscando relações entre áreas de conhecimento, que é algo que a universidade vai proporcionar quando o estudante aqui já está matriculado, né? Então essa essa interdisciplinaridade é uma das marcas do nosso vestibular. A prova da Unicamp não é aquela prova decoreba, né, de decorar conteúdo, né, não tem isso, né? e e sim o aluno, né, o candidato aplicar tudo que ele sabe ali na hora do exame, né? Sim. a gente prima por não elaborar questões de pura memorização, embora nós sabemos que nós saibamos que o percurso escolar ele exige algum tipo de memorização e de eh acumulação de conhecimento daquilo que é trabalhado, mas sempre numa perspectiva eh de pensar uma prova o mais reflexiva possível, né, dentro do que eh os candidatos e candidatas podem eh resolver. Por exemplo, vocês se baseiam na prova do ano passado, de algum ano ou não tem isso? como você falou, é a questão da atualidade. Eh, nós avaliamos as provas anteriores, por exemplo, para não repetir exatamente temas, mas conteúdos escolares eles se repetirão, porque o currículo não muda todos os anos e é importante que não mude para que professoras e professores possam trabalhar nas nas escolas, para que os alunos se sintam tranquilos em relação ao que vai ser cobrado, né? tá tudo no nosso manual, toda a lista de conteúdos, mas a gente se baseia sim pensando naquilo que nós podemos melhorar em relação à elaboração das questões, os enunciados e também daquilo que pode ser um tópico especialmente mais exigente pros alunos ou aquilo que já é algo bastante fácil de resolver para que a gente possa equilibrar a exigência das questões que a gente tem questões fáceis, médias e difíceis, né? A prova toda precisa ter essa variedade de questões. Além da interdisciplina interdisciplinaridade que você citou, né? Outras características da prova são os enunciados complexos, né? É, eu diria que fazendo aqui uma brincadeira com você, eles não são exatamente complexos, mas quando a gente se dispõe a exigir que o aluno, em certas questões, eh compare dois textos, leia um gráfico para poder pensar numa hipótese explicativa para aquele fenômeno, isso torna de alguma maneira a prova um pouco mais eh trabalhosa, né? Então, é uma é uma engenharia difícil que é trazer uma questão que é sofisticada do ponto de vista do que ela exige, mas ao mesmo tempo precisa ser uma questão compreensível pelos candidatos. Então a gente busca acertar nisso daí. Espero que a gente esteja, digamos assim, acertando bem mais do que errando, mas a gente fica prestando atenção na repercussão da prova, nos comentários online, na sensação que os próprios candidatos e candidatas expressam, eh, na opinião das escolas, dos professores, para sempre aprimorar esse processo. E temos também questões com enunciados mais curtos e também de resolução mais fácil. Então, a complexidade ela varia um pouco ao longo da prova, porque é necessário que seja variado. E quando as bancas vão fazer as questões, elas pensam na em âmbitos sociais diversificados, científico, jornalístico, social, escolar, de entretenimento. Eles pensam tudo isso para montar as questões? Sim. Eh, tanto as bancas buscam, por exemplo, textos eh acadêmicos e e tiram alguns que são compreensíveis, eh, textos de divulgação científica, da esfera do entretenimento, da esfera jornalística, midiática, eh, da literatura, das artes. é bastante variado o repertório de textos usados nas questões e isso não só, digamos, nas questões mais próximas do que seriam as ciências humanas e artes, né, mas em todas as áreas. Isso é uma coisa que a gente preza bastante. E na prova da Unicamp também a redação é um pouco diferente da da dos outros vestibulares, né? Sim, essa é um uma outra marca, né, da qual a nós nos orgulhamos muito, nós Unicampest, eh já há alguns anos, a prova de redação da Unicamp, ela trabalha na perspectiva dos gêneros eh discursivos e não da redação escolar típica. Isso favorece que os candidatos e candidatas se coloquem diante de uma certa situação descrita eh que é eh explicada no enunciado e venham a escrever um texto em algum gênero, por exemplo, uma carta aberta, um manifesto, um diário, eh uma crônica, né? Nós também trabalhamos com essa esfera literária a partir de alguns anos para cá. Eh, então não é uma prova que espera que os candidatos cheguem com modelos prontos, né? Isso tem uma uma um desenvolvimento de um conhecimento grande sobre como avaliar essas provas. E eu arrisco dizer que talvez nós tenhamos sido uma das primeiras universidades, não sei se somos a única, a divulgar toda a grade de avaliação da redação que a gente exige aqui. Isso tá divulgado nas nossas páginas e também tem um livro, né, elaborado para formação de professores, em que a gente explica o que que a gente avalia ali naquela escrita dos candidatos, com também a publicação anual do livro de redações eh do vestibular Unicamp e do vestibular indígena. Márcio, né, pra gente finalizar aqui, qual que é a dica pro pessoal que vai prestar, né, pros candidatos? Podemos ver que é uma prova de conteúdos gerais, conteúdos amplos e ciência aplicada ao cotidiano, né? O pessoal que tá em casa, qual que é a dica, né? A gente sabe que é um processo que fica todo mundo ansioso, mas que é possível, né, Márcia? Sim, é possível. E nós temos sempre todos os os anos vários aprovados. Eh, eu queria dizer que o coisa muito importante para se preparar paraa prova é entender o que o enunciado está solicitando. Primeiro, fazer a leitura do enunciado, né? é uma leitura, claro, estratégica, que é uma situação de exame. Você já vai lendo, entendendo, ah, ele quer aqui que compare, ele vai pedir que eu aplique uma uma fórmula, ele vai pedir que eu eh preste atenção num dado conceito. E aí, fazendo essa leitura estratégica, entender, por exemplo, na segunda fase o que a questão tá pedindo, se é para eu resolver um problema, se é para eu comparar dois dados. Eu já tenho que destacar, tá bastante atento quais são esses dados no enunciado. Eh, as ações que eu vou fazer na resolução da questão ajudam muito o estudante a traçar um plano ali rapidinho para poder resolver cada uma das questões e principalmente precisa ser uma pessoa que está atenta ao que tá acontecendo no mundo, né? Isso é muito importante. Isso já ajuda muito na resolução da prova da fase um e da fase dois, porque a gente espera um aluno que seja capaz de pensar a realidade, o perfil desejável do ingresso é esse aluno que tanto é um bom estudante quanto é uma pessoa que consegue pensar a realidade a partir dos parâmetros da ciência, da cultura, daquilo que a gente considera importância. Mér, muito obrigado por todas essas informações, né, por essa entrevista aqui, viu? Obrigada, Rafael. Obrigada quem tá ouvindo. Obrigado mais uma vez, viu? E pessoal, ó, também agradeço você que tá em casa pela sua companhia e pela sua audiência. E olha, não se esqueça de de curtir a gente nas redes sociais, no Instagram, no Facebook, TV Câmara Campinas e de nos seguir no YouTube, né, para conferir toda a nossa programação TV Câmara Campinas. Um abraço, até o próximo. de olho na educação. [Música]