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Bom, isso aí, pessoal. Quadro de Olho na Educação e olha só, hoje um assunto bem legal, bem bacana sobre torneio de robótica educacional que será realizado na China. Serão 200 equipes do Brasil. São duas, uma lá do Recife e outra, adivinha de onde? Daqui de Campinas. Por isso a gente vai entender mais como vai ser esse torneio. Estou com o Anderson Bruno Santos, que é professor de robótica, né? Professor da galerinha aqui, tá todo orgulhoso porque vai pra China representar o Brasil. Isso não tem preço. Quer dizer, preço tem, né? Mas é um orgulho muito grande. Tudo bem? Muito obrigado por nos atender. Tudo bem. Eh, o torneio da First, né? O torneio da First Lego League, mais conhecido como FLL, é um torneio que acontece no mundo inteiro, né? Mais de 200 países disputam esse torneio e aí você vai passando por fases dentro do seu próprio país, né? E os vencedores desse país, desse da etapa nacional conseguem as vagas para os torneios internacionais, né? Então, o ano passado nós tivemos no Brasil eh quatro equipes que vão representar o Brasil, duas foram paraos Estados Unidos e agora duas vão representar o Brasil na China, o pessoal lá da do Recife e nós aqui, o Cyberzucas. Boa. Eu falei inclusive que tem preço porque teve é é um valor alto, né? Você tava me contando, vocês fizeram eh rifa, vaquinha e tudo mais e nem isso foi suficiente, né? É, na verdade, nós fizemos diversas ações, né? Nós fizemos venda de lanche, nós fizemos bazar beneficiente, nós fizemos eh rifas, nós temos uma vaquinha que ainda está eh em atividade para quem quiser contribuir. E além de tudo, de todas essas ações, eh não foi suficiente para cobrir o gasto, que hoje é em torno de R$ 200.000 para levar essa essa equipe paraa China, né? O campeonato acontece 8, 9, 100 na cidade de Macau. Eh, porém nós temos um um tempo de de para pr as crianças se ambientalizar com fuso horário e com todo o processo de de a gente tem que desmontar todo o projeto aqui para levar embaladinho, chega lá tem que montar tudo novamente. Então, esta viagem ela ela ela envolve 10 dias, né, no total, desde a do embarque, que é dia 4 de agosto, até o retorno do Brasil para o Brasil, que já acontece no dia 15, né? E aí nós fizemos diversas ações para conseguir eh levantar fundos, mas não foi o suficiente, né? Nós com eh tentamos a ajuda de alguns patrocinadores, eh mas mesmo assim não foi o suficiente ainda pra gente conseguir. Bom, vamos lá, vamos falar sobre o torneio em si, como é esse torneio, o que é avaliado. Conta pra galera que tá em casa, que certamente tá bastante curioso para saber, tá legal esse tema, né? A First Lego Liga, ela ela trabalha todo ano com um tema específico, né? E o tema dessa temporada é submerged, né? Então os alunos têm que pesquisar que é fundo no mar, isso que é fundo no mar tudo que acontece nos oceanos, o que tem nos oceanos, o que o que já foi descoberto, se tem se tem espécies ainda que que ainda não consegui, não foram 100% catalogadas. Então o mundo inteiro, né, todo ano acontece esse lançamento em agosto da temporada e o mundo inteiro trabalha nesse tema, né? Então, como a gente acompanha o calendário americano, então nós começamos a trabalhar esse projeto o ano passado para finalizar agora em agosto desse ano. E aí os alunos são são desafiados a criar eh eh pensar em problemas que tem no no fundo do mar, né, problemas que que eles podem encontrar. E através desses problemas, eles têm que criar uma solução inovadora através de uma maquete feita 100% com peças Lego. E essa maquete, ela tem que ser automatizada, robotizada com motores, sensores e programação. E aí no dia lá no campeonato, eles vão ser avaliados por duas bancas de juízes, né? Então numa sala e como se fosse um TCC. Nós estamos falando de crianças de 8 e 10 anos, mas eles vão passar por uma sabatina com quatro juízes dentro de uma sala, aonde eles vão eles vão ter 5 minutos para apresentar todo o projeto deles e aí depois eles vão ter mais uma rodada de de avaliação de perguntas e respostas por mais 10 minutos e aí depois eles vão fazer novamente essa sabatina com outro grupo de juízes num ambiente aberto, né, com com pessoas assistindo, com cara, é uma responsabilidade grande, hein? muito grande e muito interessante isso. 100% inglês. Então, além de toda essa barreira, toda essa dificuldade, a criançada que fala inglês, nós estamos, eles já estão fazendo desde quando eles, eles a gente começou o projeto, eu expliquei para eles todas as etapas que tem, desde a fase regional, né, até chegar na possibilidade de um mundial. Todos já foram, já começaram a correr, fazer matrícula em escolas de inglês, porque eles sempre falaram que o sonho deles era chegar no mundial e eles iriam chegar e chegaram e chegaram. E aí eles estão fazendo curso, nós estamos com com professores de inglês ajudando a gente na parte de tradução de documentos e aí eles têm toda essa apresentação que eles já estão decorando em inglês. E porém a gente ainda vai precisar de ajuda de um intérprete. Então lá lá no dia nós vamos ter, mas pode levar intérprete? Isso. Nós vamos ter um intérprete lá no dia só para na parte de perguntas e respostas. Pero, perfeito. Perfeito. Bom, a maquete tá pronta. Essa que a gente tá vendo aqui pronta. Isso. Essa maquete que está aqui atrás e que vai ter que ser montada lá. É, eles eles montam aqui, treinam tudo aqui, faz todos os os testes aqui, depois eles têm que desmontar tudo e chega lá no dia eles têm que montar novamente, tudo direitinho. Então eles têm todo um sistema de organização, um sistema de de catalogar todas as peças, toda tudo que onde vai cada sistema com fotos, com anotações para chegar lá sair tudo do jeitinho que a gente tá trabalhando desde o ano passado. E foram cinco alunos escolhidos aqui por você. Como é que foi isso? Isso o Cyber Zucas hoje ele ele tem eh mais de 100 alunos, né? E a gente trabalha o o todo ano com aulas de robótica e tecnologia, com crianças a partir de 6 anos até 17. E durante o processo, né, de aprendizado do aluno, a gente vai vai selecionando jovens eh jovens talentos, né? E aí a gente vai formando as equipes. Hoje nós estamos com oito equipes ao total, disputando diversos torneios diferentes, tá? Essa turminha que tá indo paraa China é uma das equipes. Puxa vida, muito legal mesmo. Sensacional, porque de fato são crianças que se prepararam aí eh durante um bom tempo para chegar esse momento. Ô ô, Anderson, você disse um um negócio para mim que eu fiquei curioso. Você diz que não é que é uma baita pressão, responsabilidade lá que as que as crianças vão passar por uma sabatina como se fosse de fato é um TCC, né? E e vocês preparam essas crianças aqui para esse momento legal, não só especificamente para para fazer, né, maquete e tudo mais, também por lidar com esse tipo de situação, com esse tipo de de cobrança, de pressão, de responsabilidade. Sim, nós trabalhamos aqui na escola com com várias ações que a gente vai preparando eles para diversas atividades do do cotidiano. Então, nós trabalhamos com eles eh a partir de autonomia, responsabilidade, eh organização e o principal, a gente trabalha trabalha em equipe, a gente trabalha muito aqui. O nosso foco principal na escola é o trabalho em equipe, situação de resolução de problemas. Isso é bom pra vida toda, né? Exatamente. É esse esse que é o que é o X da questão. Nós trabalhamos com robótica e tecnologia, mas na verdade nós estamos preparando essas crianças independente da área que for, independente do que eles querem ser quando crescer, mas eles vão estar 100% preparado pra vida. Pois é, isso realmente é fundamental. Você conhece o Pedro Ribas? Pedro Ribas é o filho do nosso repórter cinematográfico, o Cristiano Ribas. Tem quantos anos? dois aninhos. É uma boa daqui a uns 4 anos começar a fazer robótica. Com certeza. A o esse Por que que eu fiz essa brincadeira? Para mostrar a importância de começar desde pequeno, né? Isso é legal. Certeza. Perfeito. A nós nós trabalhamos aqui na unidade a partir de 6 anos de idade, mas nós já temos nós temos torneios a partir de 4 anos de idade, né? Não, isso pra vida, assim, eu acho que é é fantástico, né? principalmente por por saber eh fazer essa resolução de problemas e principalmente é eh eu tenho um problema, o como que eu vou resolver isso e qual que é a forma mais tranquila para que isso não me traga uma frustração? Bom, mais alguma coisa pra gente encerrar? Olha, eu pe vou vou aproveitar a audiência de vocês, né, essa parceria que vocês vieram até aqui para perguntar se tem algum empresário, alguma empresa que se que acredita nesse potencial, acredita que que isso realmente vai fazer a vida, o futuro dessa dessa nação, dessa criançada. Eh, e quiser entrar em contato para ajudar a gente de alguma forma com patrocínio ou com alguma qualquer outro tipo de ação, eh, posso, a gente pode colocar o o nosso telefone no final ali. É 197407831. 197407831. Bom, galerinha, um dos alunos que vai representar o país na China é esse garotinho aqui, ó, o Samuel. Quantos anos, Samuel? 10 anos. 10 anos. Imaginava com 10 anos conhecer a China? Não, não, não. E qual que é o seu sentimento de poder viajar com mais quatro aluninhos, mais quatro amiguinhos, né, junto aí com seus pais e tudo mais para poder encarar esse desafio aí na China? É muito legal porque, tipo, a gente vai para um torneio competir, imagina uma das únicas crianças do Brasil conseguir para um torneio e ainda mais a gente vai competir, vai ser muito legal viajar, vai curtir lá, é muito legal. A China é um país mais legais que tem por mim. Como tá o seu inglês? Ah, dá pr dá para ir, dá pr ir, dá para se virar. Que que você sabe falar em inglês? Fala aí. Ah, você pediu uma comida. Tá. Então, como é que pede uma comida? Eh, I I would like a foods significa eu gostaria de comida. Aí você especifica a comida e pede. Qual comida que você quer? Espetinho de macaco. Não, eu acho que talvez por exemplo, arroz. I would like rice. Eu gostaria de arroz. Ó, tá com inglês redondinho, pô. E em chinês arroz seria me fun. Você já tá falando até chinês, Samuel? Sim, tem que aprender, né? Senor, olha um pouquinho dessa maquete que a gente já deu uma olhada aí, cara. Uma maquete muito bem feitinha que tá atrás da gente, mas a gente tem imagens também que tá rodando aqui no quadro de Olho na Educação. Como que surgiu essa ideia aí da maquete? Ah, primeiro eles falaram, o tema era do mar, então a gente pensou, ah, animais do mar, tem povos, peixes, tubarão. Aí depois a gente foi robotizando. Aí a gente aprendeu muitas coisas nisso. Por exemplo, as camadas do mar. Temos a camada eufótica, mesopelica e abissal. Aufótica é a primeira camada que é de da beira do mar, lá da areia até 200 m. A mesopelica é de 200 m até 1000 e a outra é de 1000 adiante, que seria a abissal. Aí cada animal vive em um certo lugar dessas camadas. Por exemplo, as plantas mais coloridas, os corais, os peixes mais coloridos, é normalmente na primeira camada. Os mais escuros são na última, que tem até os animais biofluorescenses que produzem sua própria luz. You are fantastic. Thanks. Eh, deixa eu falar um negócio para você. Quais são os seus principais adversários assim, robótica de que você vai enfrentar na China lá? Qual país que é fera? Puxa vida, ai meu Deus do céu. Estados Unidos não, Japão. Olha, por mim é a Índia. ou a China. Mas mesmo jeito, isso, mas do mesmo jeito a gente vai ganhar deles pegar o primeiro lugar. Que isso, ó? Tá gravado aqui, hein? Eu sei. Para eles saberem também, se você pegar em primeiro lugar, a gente volta para entrevistar vocês aí. Tá bom. Bom, gente, eu desejo muita boa sorte aí, tá bom? Obrigada. Então você já vai se preparando para voltar que a gente vai pegar o primeiro. Caraca, que moleque confiante. Gostei, cara. Na robótica você aprende a trabalhar essa confiança também? Sim. Puxa vida. E muito mais coisas também. Por exemplo, nessa temporada aprendemos sobre muito sobre ciências, aprendemos também sobre matemática e ainda mais amizade, porque se não tivesse esse torneio, não teria conhecido um monte de gente daqui. Esse garotinho vai longe na vida, hein? Que que você quer ser quando crescer? Engenheiro mecânico. Engenheiro mecânico. Vai ter que estudar bastante, você sabe, né? Sim. São detalhes e mais detalhes e mais detalhes, mas só nessa entrevista que você me deu aqui, eu já percebi que você tem todo o perfil de engenheiro mecânico. Vai dar um show. Valeu. Cuidado com com o rango lá na China, hein? Vai de leve, hein? Tá bom. Pois é, galera, pra gente completar esse quadro aqui de olho na educação, que tá bem legal, Samuel deu uma entrevista fantástica pra gente agora. Eu estou com a mãe do Samuel, que é a Adriana Camargo. Bom, Adriana, você deve est com o coração batendo mais forte, né? Sim, porque você acompanhou aqui a entrevista do seu filho. Que garoto inteligente, hein? Exatamente. É isso que me motivou e motivou a nossa família a esse projeto, a ir a fundo nesse nesse projeto e mergulhar investir uma grana que não tem sido fácil para nós, para nenhuma das famílias, né? Porque é uma grana alta, né, cara? É 30.000 por família, né? Então, quer dizer, dificilmente alguém tem trintão para chegar e é, mas a gente v que vale a pena o a gente vê as crianças tão dedicadas, esforçadas e sonhando com essa viagem, com esse torneio, que a gente fala: "Vamos, vamos embarcar nessa, vamos investir e vai dar tudo certo." E eles estão muito felizes, estamos à beira da China já, né? Na próxima semana eles já embarcam. Não, ele falou para mim que vai ser campeão. Não, ele já ele ele acredita mesmo, cara. Mas você sabe que o o acreditar já é acho que uns 50%, né? Um 50%. Quando você eh tem realmente a fé, a convicção, eu acho que tem tem mais possibilidade de dar certo, né? Exatamente. E é uma viagem que eles vão fazer que é muito longa, né? Nós vamos, eles vão ficar 36 horas voando para chegar lá depois de um dia já competir. E eles, todas as crianças estão muito empolgadas, muito felizes. As famílias também, tá todo mundo no mesmo bar que tenho certeza que vai ser algo muito especial para eles. É, Adriana, o que que a robótica mudou na vida do seu filho? O Samuel, ele ele sempre foi uma criança muito comunicativa, né, desse jeito que vocês viram aqui, mas a questão de interatividade com outras crianças, a questão do raciocínio lógico, eh, e ele conseguiu se desenvolver ainda mais na comunicação, porque nas apresentações que eles fazem, eles eles realmente apresentam para outras pessoas o projeto que eles desenvolveram. Então, ele tem conseguido cada vez mais se comunicar melhor. Eh, tem sido muito tranquilo para ele a comunicação por conta da robótica, porque é algo que ele gosta de fazer e ele vai ele apresenta com mais naturalidade. Então, a comunicação, o envolvimento com outras pessoas, né, esse desenvolvimento em equipe, que a gente fala muito disso quando a gente já é adulto, né, mas a gente já consegue ver numa criança todo esse desenvolvimento com pessoas, conseguir se comunicar bem, isso tem sido muito bom para ele. Bom, agora eu vi da onde que o Samuel fala tão bem, porque você também tem uma facilidade impressionante de comunicação, né? E certamente tá toda orgulhosa aí do filhão, né? Obada. Muito orgulhosa, muito orgulhosa. Bom, a gente aqui do quadro de Olho na Educação deseja toda a sorte do mundo, né? Cara, e que tudo dê certo lá e quem sabe, né, o Brasil consiga aí eh ficar nas primeiras colocações. Acho que primeiro lugar talvez seja muito complicado, porque são quantas quantos países que vão disputar? 200 equipes, né? E nós estamos falando de China, que é a maior potência na área de robótica, né? São muitas equipes, temos Japão, temos, mas só de chegar lá, eu acho que já é uma grande vitória mais, hein? Sim. É, eu sou ambicioso. Não, mas é o que é o que você falou. Eu acho que de fato só eh você chegar lá, né? Eh, representar o Brasil na China com o mundo inteiro olhando, vai ter certamente imprensa do mundo inteiro, né? Eu acho que já é uma baita numa vitória e quem sabe, né? Eh, isso se torne rotina aí pro Brasil que tem crescido, né, em robótica também, né? E quem sabe eh as empresas e, né, as pessoas começam comecem a olhar mais para isso também, porque nós imaginávamos que seria fácil, nossos pais imaginávamos, poxa, Brasil, única equipe daqui, né, do da da nossa cidade, do nosso estado, representar o país num torneio mundial, nós achávamos que não, a gente vai conseguir um patrocínio. Não, o patrocínio tem sido os patrocínios, né? Nós temos investido nisso e pra gente realmente é bom, mas a gente imaginava que seria isso seria visto com outros é uma realidade, né? Mas quem sabe eles vindo com resultado, isso mude não só para eles, mas para muitas outras crianças, pra robótica no Brasil de forma geral. Muda. Boa sorte para vocês. Obrigada. Muito obrigada. Bom pessoal, eu sou André Aranha e vocês já sabem, né? Tô sempre, ó, de olho na educação. Ciao [Música]