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Bom, pessoal, é o quadro de Olho na Educação e olha só, hoje um assunto super importante, novos livros obrigatórios aqui na Unicamp. Com a gente mais uma vez, cadeira cativa aqui, não é? O professor José Alves que é diretor da CVEST. Tudo bem, professor? Prazer em tê-lo conosco aqui no quadro De Olho na Educação. Olá, André. Muito obrigado pelo convite mais uma vez. É sempre um prazer participar com vocês aqui desse quadro. Bom, vamos lá. Sempre quando, não é, a gente fala novos livros, as pessoas já, opa, será que vem pela frente? Que que você pode falar aí, professora? Bom, a conversa lança, né, e espera que os alunos leem ao longo dos 3 anos do ensino médio pelo menos nove obras. Isso é uma expectativa de que os alunos não venham pro vestibular, podendo cair sobre qualquer obra de literatura. Então isso é indicado a cada ano para que os alunos possam ter o planejamento. Então nós acabamos de lançar a lista pros anos de 2027, 2028 e 2029. Então para que tenha um planejamento. Então o aluno que entrou este ano no primeiro ano do ensino médio, né, já vai ter a oportunidade sabendo que no ano que vem já tem três obras novas, né? Então depois mais três e depois mais três. Bom, então dá tempo também de, né, de se adaptando. São três, três e três, como você disse, né, professor? Não é não, não são nove aí de uma vez por de uma vez só. Isso. Então, e a e há duas novidades esse ano, pelo menos, né? Primeiro é o retorno de obras que já apareceram na lista e volta a estar aqui, como por exemplo Machado de Assis, né, com o o clássico Memórias Póstmas de Brascubas. É uma obra importantíssima. paraa formação do repertório estudantil, pro repertório da cultura brasileira, da literatura brasileira. Um livro, inclusive, que no ano passado viralizou o comentário por causa de uma gringa que como é que vocês veem esse livro tão maravilhoso e a gente não conhecia. Pois bem, eh, esse é um livro que volta, então isso é uma ruptura aqui dentro, né, do ponto de vista de que temos que tradicionalmente nunca repetiu o livro, sempre foi puxando outros. Só que no caso de Machado de Assis, a gente mesmo fez uma autocrítica. alguns textos são mais de especialistas e aí pode poderiam talvez não estar à altura dos estudantes. Então, a nossa adaptação tem a ver com isso. E a outra novidade em língua estrangeira é o fato de uma obra em espanhol do renomado laureado Gabriel Garcia Marques, né, que é eh Os funerais da Mamãe Grande. é um texto anterior ao seu clássico, 100 anos de solidão, mas é um texto que tem todas as referências do realismo mágico e daquilo que for ficou caracterizado como um dos ícones da literatura latino-americana. Bom, tô dando uma olhadinha aqui também em relação à adoção no gênero poesia. Que que você pode falar, professor? Então, nós vamos ter músicas do Paulo Sérgio Nogueiro, né? Então, o Canto das Três Raças e tantas outras músicas gravadas por vários artistas brasileiros. Isso já é um lugar, né, nos últimos 9 anos aqui, começou com o disco dos Racionais, depois do Cartola e agora nós temos Paulo Sérgio Pinheiro apresentando aí uma lista de acho que 10 músicas, 10 ou 12 músicas para que os alunos possam também ter a sonoridade e ouvir grandes cantores gravando aí obras de compositor importante. Isso. Porque qual é o papel da escola? O papel da escola tem muitos, evidentemente, mas um deles é de ser aquele que é o repositório da cultura de uma determinada sociedade. Então, se nós na escola não apresentarmos certos repertórios, certas músicas e aí o vestibular de alguma maneira força os alunos a lerem certos textos, muita gente nunca passará por esses assuntos, né? Então, hoje em dia, na cultura do TikTok, do imediatismo, a escola ainda tem um papel fundamental que é ensinar ciência, ensinar literatura, ensinar cultura, né? Então, aquilo que a tradição preserva, a escola tem que dar conta de trazer e apresentar para esses estudantes. Bom, tô dando uma olhadinha na lista aqui para começar a falar sobre o vestibular 2027. São vários aqui, né? A vida não é útil, né? Isso. Esse esse é um texto que já está, né? Então, a vida não é útil, entrou no ano passado aí com Crenc, então ele continua para esse vestível. Então assim, nós vamos ter uma mudança gradativa. Então vai saindo uma, entrando, sempre tem nove obras, vai saindo uma e entrando outra. Crenar que vai ficar até 2027. Boa. Então assim, de novo, pra gente falar das novidades mesmo, memórias, não é? É que que o professor falou já apóstomas é de Brascumbas, ã, que é de Machado de Assis, também canções escolhidas, não é? Isso. Eh, Paulo César Pinheiro e os funerais da Mamãe Grande, o professor já falou, de Gabriel Garcia e Marques também e é novo. E esses para ficar claro pro pessoal, né, professor José Alves, referentes aí ao vestibular de 2027. Exato. Porque pro vestibular que é o próximo de 2026, a lista já é a lista antiga. Os alunos já sabem, nós não queríamos colocar uma lista nova no ano do próprio vestibular, porque os alunos têm que ter dois dois anos pelo menos para ele se preparando. Bom, e pra gente informar direitinho a galera aqui que tá eh de olho no quadro eh de olho na educação, ã, para 2028. Pois é, a gente tem de novo aqui o direito à literatura. Sim. É o 15 e 40 dias. Esses para 2028. Para 2029 também tem mais algumas opções aqui. 2029. Perfeito. Eh, 40 dias também. Eh, de novo aqui, é broquis, né, professora? Isso. Cruze Souza. Isso. E lésbia. também para 2029, além de chá do príncipe. É isso. Exato. Parece falar de um tempo muito longo, né? Mas é isso, né? São obras para 27, 28 e 29. Eu queria chamar atenção um pouco aí, né, na desse repertório de textos, né? Então, por exemplo, o ensaio do Antônio Cândido, do direito à literatura, é um é um gênero que nós temos trabalhado e explorado no vestibular, né? E esse é um debate que foi feito na transição do fim da ditadura paraa democracia, que além de pegando um pouco a música dos titã, ele não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte, né? Então que o direito à literatura, o direito a ler e a poder, eh, tem que também ser uma preocupação dos governos democráticos, né? Então, direito à educação e consequentemente uma educação plural, uma educação que forme paraa cidadania, mas que também tem essa forma, esse princípio estético mesmo, porque essas obras estão no vestibular porque elas têm um valor de qualidade literária, né? Então é isso também, o valor o valor da qualidade literária e muitas vezes o valor histórico junto para poder justificar justificar a inserção desses autores. Qual a importância de inovando sempre, professor? Ah, eu acho que bom. Primeiro porque afinal de contas a novidade sempre chama atenção, né? E dentre outras coisas para que as pessoas não fiquem viciadas nas questões que já foram feitas. Então, a gente vai mudando para poder fazer uma adaptação em relação ao que os alunos vêm trazendo do ensino médio. E é sempre uma realidade. A gente discute aqui, né? Tô aqui no vestibular há 8 anos. Eh, a gente em 8 anos dá para perceber diferenças. Inclusive, fomos atravessados por uma pandemia. Essas marcas da pandemia estão presentes na produção dos alunos. Sabemos da capacidade de concentração deles é muito menor. A capacidade de leitura muitas vezes também tem diminuído e para nós na universidade isso é um imenso desafio. Então por por isso trazer obras que dialoguem com eles, né? E e obras que possam desafiá-los a sair do lugar comum e da cultura que eles têm. Ô ô professor com a enfim tecnologia, nova geração, muito celular. e tudo mais. Como tá hoje o interesse? Eh, você que evidentemente é professor totalmente do ramo, independentemente de vestibular aqui, eu só vou pegar o gancho da pergunta, mas como tá o interesse da nova geração, aqueles que vão, não é, conseguir uma vaga na na universidade, seja ela qual for, pela leitura. Você acha que cair um pouco com com a nova com as tec com as novas tecnologias? Pois bem, hoje em dia eles têm uma uma relação um pouco diferente mesmo com o texto, né? Eles são muito mais do ouvir, eles gostam de de de pegar coisas no YouTube e outras coisas. Agora, a leitura, ela é uma prática que exige uma disciplina, sem dúvida. E consequentemente quando a gente lê a gente demanda mais coisas do que quando a gente escuta enquanto capacidade cognitiva, porque o cérebro vai processar a informação de uma maneira mais consistente. O que eu falo para você, daqui a pouco você já pode ter esquecido e o que você lêu, o que você anota, isso aí é uma é uma forma de memorização. Isso é comprovado cientificamente. Por isso que em tantos países teve a questão da proibição do celular, porque obviamente as pessoas estão falando da proibição do celular apenas como distração, mas não é que também precisa voltar a escrever até a prática da escrita, porque isso força a memorização e é um desafio hoje em dia. É um desafio. É um desafio. Agora temos alunos que t muito interesse leitura, né? Tem sempre o Mas o padrão, sim, o padrão tem uma diminuição. Eh, são muito rápidos, né? Eles parece que eles já querem chegar direto ao ponto. E lembrando que leitura precisa de mediação. Eles são imediatistas. Então a mediação é exatamente como que eu vejo a minha cultura, a minha formação, como é que isso vai impactar naquilo que eu tô lendo. Eu leio o texto, nós dois temos o mesmo texto para ler. Um texto em jornal, que seja um artigo de opinião em jornal. Eu leio, vejo coisas e você vê outras. Ora, o que que tá, que que tá mudando aí? Por que que a minha qualidade de leitura pode ser maior ou menor que a sua? vai ser o repertório que eu vou estar associando a isso. E vai ter gente que vai ter dificuldade de ler o texto, fal assim, mas do que que tá falando mesmo, né? E vai ter gente que vai ser capaz de fazer muitas relações e tudo mais. E é esse o perfil que nós queremos na universidade. Por isso a lista de obras, porque quem só dá olhadinha no resumo não dá conta. Pois é, por isso que eu fiz essa pergunta, não é? porque a gente ia chegar obviamente na nessa questão que envolve eh eh o vestibular com essas obras. Eh, algumas pessoas, principalmente os mais jovens, por conta justamente desta questão que envolve aí muita tecnologia, às vezes acabam deixando a leitura um pouquinho de lado e aí vai sair no prejuízo com toda certeza, né? Porque a leitura ela é fundamental, ela é essencial na formação, na na vida, né, professor? E depois aqui dentro da universidade, o tempo inteiro você vai ser desafiado a lei. Você vai ter aula, você vai ter os professores falando, tem o texto, tem outro texto. Mesmo que vai para uma área mais técnica com os laboratórios, você tem você tem que conhecer a a a produção da área, você tem que saber o estado da arte da ciência que você tá fazendo. Então, consequentemente não existe vida universitária sem leitura. Por isso, a necessidade de indicar obras e exigir essas mesmas obras numa prova como o vestibular da Unicamp. Boa, professor José Alves. Suas considerações finais aqui no quadro de Olho na educação. Como eu disse no começo aqui, você tem cadeira cativa, aliás, uma bela de uma poltrona cativa, né, professor? Bom, muito obrigado. É muita generosidade de vocês, mas a consideração final, exatamente pra moçada que tá vindo aí pras preparações. Nós estamos agora em abril, nós vamos ter a retomada do projeto Cria Unicamp, que são as obras literárias para estudantes de escola pública. Acontece aqui aos sábados. É só acompanhar as nossas páginas aí, as informações que daí tem o pessoal que vem presencialmente. Quem não consegue uma vaga, vê a aula depois no canal no YouTube do vestibular, fica lá gravado para que todo mundo possa ter acesso. Então nós vamos ter a apresentação de obras literárias e apresentação de dicas sobre como se preparar pro vestibular da Unicamp. Valeu. Conversamos mais uma vez com o professor José Alves, porque, claro, ele sempre traz temas super atualizados, temas super importantes aqui no quadro de Olho na Educação. E como vocês já sabem, eu tô sempre, ó, de olho na educação. Tchau, pessoal. Até a próxima, hein? Oh.